El Ruedo - Junta de Castilla y León

Anuncio
Manuel Rodríguez, MAftíOLETE,
víctima de un tero de Miura
en la Plaza de Linares
9 .
s H j e ^ s ^ i A M
Pías.
a r a
4r s,/
U n o de l o s pases q u e
" M a n o l e t e " ha dado
con m a y o r p e r f e c c i ó n
y ajuste ha sido la
"manolet¡na".JEn real i d a d , no f u é i n v e n c i ó n
del t o r e r o c o r d o b é s ;
p e r o le d a b a a i e j e cutarla tai a r m o n í a y
producía tanta emoc i ó n an e l p ú b l i c o , q u e
como " m a n o l é U n a " ha
pasado a l a h i s t o r i a
del t o r e o
(Foto M a r i )
Se m o n a r i o
g r á f i c o
d e
los
t o r o s '
fundado por MANUEL FERNANDEZ CUESTA
D i r e c c i ó n : F e z n á n G o n i á l e z , 28. T e l é i s . 265091-265092
A d m i n i s t r a c i ó n : A l f o n s o X i l , 26, T e l é f . 214460
Año IV
-
«adrid, 4 de septiembre de 1947
-
N.1» 1 6 7
- M a n o l e t e » ^ » a b a de
m o r i r en J ^ H o s p i t í i l
del P a t r # ( p t o de los
Marqueses^ de L i n a res,
cámara
contempla el c a d á v e r
torero, que estre
entre sus m a n o s á r a n
Crucifijo?
C A D A
L
A muerte,de "Wanoiete",
víctima
d e u n t o r o de
M i u r a en l a P l a z a de
Linares, ha conmovido, c o n l o s a c e n t o s
de u n a c a t á s t r o f e , e}
a l m a e s p a ñ o l a . E n e l hecho t r e m e n d o de e s t a
v i d a Joven, q u e cae d e s t r o z a d a en u n a m b i e n t e de f i e s t a , de a l e g r í a y de p a s i ó n , se d a n l a s
d i m e n s i o n e s de l a l e y e n d a , el' s e n t i d o de l o m a ravilloso. T o d o en "Manolete1' — e n s u vida
y e n s u m u e r t e — t i e n e c a r á c t e r de f á b u l a , c a s i
de i r r e a l i d a d . De s u I n f a n c i a t r i s t e y e n f e r m i za saca f u e r z a s p a r a r e a c c i o n a r v i g o r o s a m e n te frente a l d e s v a l i m i e n t o de l a orfandad; c o m o
por encanto, l o g r a t r a n s f o r m a r su t r a z a des-
S E M A N A
r í g i d a , v o l u n t a d de
vencer. Así - e r a
de
fuertemente
sugestiv a l a f i g u r a de " M a nolete", que h a r e m a tado su arquitectura
impresionante
yendo
a m o r i r en u n a P l a z a de T o r o s , h e r i d o p o r u n
t o r o de M i u r a , g a n a d e r í a de leyenda t a m b i é n .
" M a n o l e t e " no h a n e c e s i t a d o q u e e l t i e m p o
le f u e r a t e j i e n d o g r a d u a l m e n t e l a f a m a , e l r o mance del t o r e r o y el hombre. Su fuerza I n terior, su personalidad rotunda, h a b í a n ya
c r e a d o e n v i d a , de g o l p e , e l m i t o . E r a e l h é r o e
Joven d e l o s c u e n t o s i n f a n t i l e s ; t a m b i é n e l
p r e d e s t i n a d o a l a t r a g e d i a , q u e t r a g e d i a es e l
a r t e d e líos t o r o s ; « r a e l leMtgido, a l q u e D i o s
A " M A 1 1 E T E " le ha matado un toro
g a r b a d a en u n a l í n e a de a r m o n í a c l á s i c a ; a l canza u n prestigio f u l g u r a n t e ante las masas,
q u e le a d m i r a n c o n f a n a t i s m o ; hace s u s v i a jes a A m é r i c a envuelto en el m i s t e r i o y ta p r i s a d e l a i r e , y le a c o m p a ñ a e n p a í s e s r e m o t o s
y e x t r a ñ o s el e s t r é p i t o de l a p o p u l a r i d a d ; sus
riquezas parece que florecen c o m o p o r g r a c i o s o s r e s o r t e s de m a g i a , y t o d o c o n ese a i r e
g r a v e , c o n c e n t r a d o , en e l q u e se a d i v i n a u n a
lucha heroica entre una timidez natural y una
ete^ en su lecho de muerte. Velan al cadá\
líael Sancbez. y el fotófrafo Cano, que of
se necesitaba en una de las transfusiones
en s u s d e s i g n i o s i n e s c r u t a b l e s , l l a m ó p r o n t o .
L a m i s m a intensidad del drama, su desenlace en l a noche, m i e n t r a s l a n o t i c i a superaba
á g i l m e n t e l a s m a y o r e s d i s t a n c i a s y se m a n t e n í a n p o r t e l é f o n o conversaeiohes e n t r e c o r t a - .
das pidiendo socorros, y unos hombres p o r t a dores de a u x i l i o s volaban p o r las c a r r e t e r a s
y o t r o s o f r e c í a n y daban su sangre para r e p o n e r ta q u e e l h e r i d o d e r r a m a b a , d e j a n f l o tando la duda entre f a n t a s í a y realidad, como
en l o s s u e ñ o s . P e r o , d e s g r a c i a d a m e n t e , e l h e c h o es c i e r t o : a " M a n o l e t e " l e h a m a t a d o u n
toro.
A " M a n o l e t e " , t o r e r o , U m b l é n se l e puede y
m e d i r y a e n sus p r o p o r c i o n e s cabales, p r e c i s a m e n t e , y a u n q u e parezqa u n a p a r a d o j a » p o r que n o ha tenido contraste. A "Manolete" n a die le a z u z ó h a s t a a h o r a , s i n o é l m i s m o : s u
p r o p i o a f á n y su p r o p i o p u n d o n o r . Cuando " M a - %
nolete" s a l t ó a l p r i m e r plano del toreo con un
i m p u l s o irresistible, n i n g u n a o t r a f i g u r a de las
m i s m a s c a r a c t e r í s t i c a s o p a r e c i d o e s t i l o le c e r r a b a el p a s o . E r a u n a é p o c a d o t r a n s i c i ó n ,
en l a q u e se h a b í a r e f l e j a d o t a s o l u c i ó n de
continuidad que h a b í a establecido Muestra g u e rra. "Manolete", como una renovación, trajo a
los ruedos fres notas, fundamentales y t r a s cendentes: acortac el t e r r e n o d e l t o r o hasta l l e g a r a l a c o n f u s i ó n ; e l g u s t o p o r e l pase n a t u r a l , q u e e n l o é ú l t i m o s t i e m p o s , s o l a m e n t e se
L a muerte tío ha alterado el semblante de
«Manolete»
Don Antonio de la Torre, capellán del Hospital del Patronato de los Ma
queses de Linares, qu^ prestó ios últimos
auxilios espirituales
os auxilies
espmtuaies a "Man
lete». Fueron unos momentos impresionantes', dijo el sacerdote
daba en c i r c u n s t a n c i a s e x c e p c i o n a l e s , y q u e
"Manolete** p r o d i g a b a c o n u n r i t m o v i b r a n t e ;
y u n estrecho concepto de la responsabilidad,
q u e le l l e v a b a a c o n s i d e r a r t o d a s l a s Plazas, de
E s p a ñ a c o m o de a n á l o g a c a t e g o r í a .
. E s c l a v o de e s t a Idea, h o n r a d e z p r i m a r i a q u e
para él n o a d m i t í a r e v i s i ó n , ha perdido ' l a vida
en u n a P l a z a s i n h i s t o r i a , d o n d e se d a n t r e s
o c u a t r o c o r r i d a s a i a ñ o . A l a c o m b a t i v i d a d de
ese p ú b l i c o de t o d o s l o s f u g a r e s , q u e a j u s t a
las cuentas a los d e m á s , y p a r a el que I m p o r t a n m á s ios honorarios que el a r t e y el riesgo
de l o s t o r e r o s ; p a r a p o n e r de r e l i e v e u n a c a s tjSL t o r e r a m á s f i r m e q u e l a r i q u e z a y q u e l a
g l o r i a y defender el puesto conquistado, " M a n o l e t e " h a respondido c o n el gesto, q u e e n este
c a s o es c o n s e c u e n c i a de l a
c o n d u c t a. E l . I n f o r t u n i o
— e m o c i ó n a n t e el í d o l o
sangrante y r o t o — h a hecho l o
demás.
El torero, el
t o r e r o de l a h i s t o r i a fabulosa.
•
de l í n e a s g e n i a l e s , s e g u i r á v i v i e n d o c o n s u
h u e l l a p e r s o n a l en e l r e c u e r d o d e i o s a f i c i o n a d o s , y h a s t a en e l d e a q u e l l o s s i m p l e s e s pectadpres o indiferentes a tos que l l e g ó a t r a v é s del r u m o r popular indefinido una existenc i a n o v e l e s c a de v a l o r , de a v e n t u r a y de g e n i o
c r e a d o r . E l h o m b r e n o v i v e y á . Se e x t i n g u i ó
serenamente, c o m o era sereno s u arte, en l a
m a d r u g a d a de l a c i u d a d andaluza en fiestas.
Por las calles, t o d a v í a l a trasnochada ruidosa,
l a a l g a z a r a y l a c o p l a . E n l a s a l l t a de u n h o s p i t a l , l a paz estremecedora, Imponente, de un
dolor de desgarros, un " ¡ M a d r e m í a ! " y unos
rezos.
{Treinta a ñ o s , una fama y una fortuna
p u e s t o s e n Juego en c a d a d í a ! D e l a n o c h e a
l a m a ñ a n a , c o m o u n s u e ñ o , el d r a m a . ,
A " M a n o l e t e " le h a matado u n t o r o . ¡ Q u é
lena!
MANUEL. CASASOVA
L a tragedia se ha consumado. (Manolete», ídolo de las muchedumbres, ha entregado su
vida a Dios. Desde L i n a r c donde le hiriera mortalmeme un toro Je Miura, su cadáver
ha sido trasladado a Córdoba, la tierra natal. Ahora llega el momento de que los restos
reposen en tierra sagrada, y en la casa del gran torero se produce, en la despedida familiar, esta escena desgarradora de intenso dolor
! Foto Ricardo]
-
Hablan los testigos de la tragedia
El apoderado y los subalternos de
MANOLETE relatan sus impresiones
de aquella tarde
E
k l a h a b i t a c i ó n p a r t i c u l a r de «Manolete», sentados sobre l a cama en que reposara e n sus felieesr d í a s de descanso en C ó r d o b a e l t o r e r o m u e r t o , hemos
hablado — y l l o r a d o — Pepe Flores y y o e n este d í a d e l e n t i e r r o de Manolo
R o d r í g u e z . F r e n t e a nosotros, l a hornacina en que. l a V i r g e n de los Dolores —dev o c i ó n d e l espada— r e c i b í a de c o n t i n u o las oraciones de «Manolete». L a charla de
«Cámara», velada por e l l l a n t o , nos v a poniendo en pormenores de sus impresiones
de l a t a r d e aquella.
— K l t o r o era, ciertamente, m u y peligroso —dice Pepe Flores—. P o r eso, cuando
Manolo se a c e r c ó a m í , a l coger estoque y m u l e t a — c o m o s o l í a hacer Siempre—
p a r a p r e g u n t a r m e c ó m o vefa y o a l de M i u r a , le a c o n s e j é : «El t o r o h o es bueno.
Echale l a m u l e t a abajo y p r o c u r a d o m i n a r l o » . A q u e l l a faena que le hizo M a n o l o
u o eray n i m u c l ^ BfteBoSy-Ia-que-el-marrajo - m e r e c í a .
—-¿Te encontrabas m u y distante a l o c u r r i r l a cogida?
-—Sí. E n e l o t r o e x t r e m ó d e l a Plaza* S e g u í l a faena c o n e m o c i ó n e i n q u i e t u d ,
pues c r e í que e n cada pase le i b a a coger e l t o r o . P o r f i n , cuando le v i m o n t a r e l
estoque, r e d i r é t r a n q u i l o . ¡Si Dios le h a b í a salvado hasta aquel m o m e n t o , t a m b i é u
le a y u d a r í a e n l a suerte suprema! ¡ P e r o no fué a s í , por desgracia!
— ¿ T e diste t ú perfecta cuenta de l a gravedad d e l percance?
— i Y a l o creo! S a l t é l a barrera, y c o r r í hacia e l lugar de l a cogida. A u n e n l a enf e r m e r í a , y o n o q u e r í a creer que l a h e r i d a fuera m o r t a L
— ¿ D e s d e aquel m o m e n t o n o t e separaste d e l l a d o de Maxtohr?—
---Efectivamente. J u n t o a é l c o m p a r t í aquellas horas i n t e r m i n a b l e s de I» madrugada del 29 de agosto.
— j C o n v e r s ó entonces c o n t i g o . «Manolete»?
—rSi. E l no p e r d i ó e l conocimiento hasta m i n u t o s antes de m o r i r . M e d i j o que l e
h a b í a impresionado mucho l a cogida. Y que, p o r t r a t a r s e de un-pueblos-estaba noá»
i n q u i e t o que o t r a s veces. Y o t r a t é siempre de t r a n q u i l i z a r l e . P e r o en e l eurso d e
l a madrugada, n i u n a vez t a n sólo p r o n u n c i ó t a p a l a b r a «¡Me m u e r o ! »
Y Pepe Flores, e n j u g á n d o s e e l l l a n t o , sella nuestra c h a r l a e o n estas frases:
— ¡ A c a b a m o s de perder a l mejor t o r e r o , de todos í o s t i e m p o s !
«LE 0 1 QUEJARSE POR P R I M E R A VEZ», CONFIESA «PINTURAS»
E n u n r i n c ó n de l a capilla ardiente, mientras e l pueblo de C ó r d o b a desfila, e n
rosario i n t e r m i n a b l e , ante los restos e x á n i m e s d e l que. f u é . genial t o r e r o , hemos
i d o preguntando sus impresiones a los subalternos que l a t a r d e de l a t r a g e d i a act u a r o n en Linares a las ó r d e n e s de «Manolete».
E í p r i m e r o e n hablamos h a sido A n t o n i o L a b r a d o r » « P i n t m » 3 » ; e l greea p e ó n aragonés:
» '
'
•
' — A q u e l t o r o -—comienza diciendo— t e n í a mucho p e l i g r o . H a c i a l a arrancada
fuerte, echaba l a cara a l suelo y a l embestir l a p o n í a p o r las nubes. Y o i n t e n t é varias veces salir e n a u x i l i o d e l m a t a d o r d u r a n t e La faena, p o r q u e v e í a e l riesgo que
estaba corriendo «Manolete». Pero é s t e , e n é r g i c o , m e e c h ó p a r a a t r á s .
— j C ó m o v i ó usted p r a c t i c a r l a suerte suprema?
— « M a n o l e t e » e n t r ó a m a t a r despacio. £ 1 t o r o e c h ó l a cara a r r i b a y sobrevino
l a cogida.
— i C o r r i ó u s t e d a hacer e l quite?
— S i . Y o b s e r v é e x t r a ñ a d o que «Manolete» se quejaba^ cosa que n u n c a l h a b í a
hecho. E s t o me i m p r e s i o n ó v i v a m e n t e y me hizo f o r m a r u n a idea de l a gravedad
d e l percance.
— ¿ H a b l ó usted eon é l e n l a e n f e r m e r í a ?
— D i r e c t a m e n t e , no. P e r o l e oí d e c i r ú n s » frases que n o se me b o r r a r á n nunca.
D e s p u é s de practicada l a p r i m e r a cura, d i j o : «¡Madre m í a ! ¡Dios m í o ! ¿ P e r o e l t o r o
h a b r á m u e r t o de l a estocada? ¡Y me h a b r á n dado l a oreja!»
— S í —-le c o n t e s t ó « C a m i c e r i t o de M á l a g a » — . L a s dos («rejas y é l rabo.
— ¡ A q u e l l o n o es posible b o r r a r l o ! — t e r m i n a « P i n t u r a s » , Heno de e m o c i ó n .
E n los alrededores de l a casa de «Manolete»» en C ó r d o b a , se agolpa el
g e n t í o para desfilar ante el c a d á v e r
«Maselete», muerto
«YO M E S A L I CON E L TORO», CUENTA G A B R I E L
GONZALEZ
E l veterano rehiletero Gabriel G o n z á l e z contesta asi a nuestras
preguntas:
— Y o estaba e n u n b u r l a d e r o , d e t r á s de donde «Manolete» r e a l i z ó
a q u e l l a m e r i t í s i m a faena. Desde i o s p r i m e r o s znomentos v i claramente
e l p e l i g r o que c o r r í a e l m a t a d o r . E l t o r o era c o b a r d ó n y de sentido,
echaba l a cara abajo, escarbando, y e m b e s t í a descompuesto. A l ocurrir
Gentes de toda c o n d i c i ó n pasan ante el c a d á v e r del h é r o e popular, l l e v a n d o en loe
o}os u n llanto^ eontenido y en los labios u n a o r a c i ó n
-—¿Usted, l i a r a i a s , desdtí d ó n d e p r e s e n c i ó l a cogida?
— N o me t o c a b a picar aquel t o r o . Estaba, p o r t a n t o , «de
puertas*., p o r si era necesaria raí i n t e r v e n c i ó n . Me d i cuenta
de que e l t o r e r o c o r r í a u n peligro evidente. D e s p u é s . . .
— ¿ E s t u v o usted j u n t o a l diestro e n l a enfenseria?
— H a s t a que e x p i r ó . N o me s e p a r é de su lado u n solo
- m o m e i ^ . t a s e^
las s o p o r t ó
con todos sus sentidos. Se quejaba, eso sí. Y me d e c í a :
« P i m p i » , no t e vayas. Dios te p a g a r á c u a n t o haces por mí».
¡ U n a tragedia! Y o , l a v e r d a d , e n u n p r i n c i p i o no c r e í que
la cornada p u d i e t a costar l a v i d a a nuestro g r a n t o r e r o .
,
•LE'GRITE Q t E ALIGERARA», MANIFIESTA
GUILLERMO
•«
.
,
GuiHermo es e l - m u c h a c h o d e l b a r r i o de l a Merced, de
f a m i l i a t o r e r a , amigo e n t r a ñ a b l e de «Manolete», casi u n
hermano, que le a c o m p a ñ ó en calidad de mozo de espadas,
p r e s t á n d o l e el a l i e n t o descariño,, de su a m o r , y exponiendo
la v i d a —¡él, que quiso y no p u d o ser t o r e r o ! — p o r salvar
en muchas ocasiones l a de su maestro y a m i g o d e l a l m a .
G u i l l e r m o e s t á en u n r i n c ó n de l a capilla a r d i e n t e , s u m i d o
en l l a n t o . Hacemos c o n é l u n aparte, p a r a que nos tmente
su v i s i ó n de l a tragedia. Y nos dice:
•—A unos d i e z ' m e t r o s de Manolo, entre barreras, estaba
yo. Perfecta cuenta me d i d e l peligro que c o r r í a e l t o r e r o .
La cuadrilla: «Pimpi», «PiEüurasn A t i e n z a , Gabriel G o n z á l e z , «Cantimplas», testigos
d e c e p c i ó n a l e s de l a tragedla, que l a r e l a t a n en estas p á g i n a s
^
la cogida, t u v e o c a s i ó n de acudir d é los p r i m e r o s a l q u i t e . O í quejarse a «Manolete»...
.—jY le a c o m p a ñ ó a l a e n f e r m e r í a ?
.—No. Y o me salí « p a r a afuera» cefn e l t o r o , mientras r e t i r a b a n a Manolo. Hasfta que
rodó el bicho, s i n p u n t i l l a . E n t r ó o n l a onformorfa cuando estaban desnudando a l matador.
Después y a l o v i m u e r t o . . .
« ¥ 0 M E F U M E SU U L T I M O C I G A R R I L L O » , D E C L A R A
«CANTIMPLAS»
Primo hermano de «Manolete», Rafael Saco, « C a n t i m p l a s » , e l banderillero m á s antiguo
de la cuadrilla; hondamente afectado p o r l a tragedia, v a r e l a t á n d o n o s , e n t r e sollozos,
aquellas horas tristes:
—Fuera de leu barrera estaba y o , e n terrenos de chiqueros,, siguiendo^el trasteo mufeter i l con t a n t o i n t e r é s como impaciencia. E l t o r o era manso, echaba l a cabeza a r r i b a ^y abajo
y en cada pase se h a c í a t e m e r u n a «esaborisióh». D e s p u é s de l a cogida, y o f u i e l p r i m e r o
que e n t r ó al q u i t é . Uogí a «Manolete* e n brazos, y a y u d a d o p o r no s é q u i é n n i q u i é n e s ,
lo e n t r é e n l a e n f e r m e r í a . Me salí d e s p u é s . E r a t a n t r e m e n d a l a «hería», que e l v e r l a me
dió miedo.
J
—¿Y aquella madrugada conversaste c o n t u primo?
'
' .
^—Sí. Se l a m e n t a b a de s u .mala suerte. Se acordaba m u c h o de su m a d r e . Pedia constanlaSSa^e^
Se l o e n c e n d í .
Le dió t r e s chupadas c o n v u l s o t e m b l o r o s o . L e a c o n s e j é que n o siguiera fumando, que
los doctores h a b í a n dicho que p o d í a serle p e r j u d i c i a l . Me e n t r e g ó e l cigarrillo. Y o salí a
acabar de f u m á r m e l o fuera de l a h a b i t a c i ó n , pues e í h u m ó |e era molesto. ¡ P o b r e , Manuel!
J o s é Flores, «Cámara» ei apoderado del torero, q u é no acierta a contener su e m o c i ó n
«TO L E CORTE A L TORO L A S O R E J A S Y E L R A B O » , D I C E « G A R N I C E R 1 T 0
DE MALAGA»
Otro véteratoó ^
de M á l a g a » , que i b a esto a ñ o
por vez p r i m e r a a las ó r d e n e s de «Manolete», con q u i e n le u n í a u n a buena a m i s t a d , refrendada por el c a r i ñ o de d o n A l v a r o Donaeeq.
* —-¿Vió u s t é d e í peligro —le preguntamos—- desde los p r i m e r o s momentos? ,
-—Lo v i claramente. Y o estaba en e l burladero m á s p r ó x i m o a Manolo. Observaba, c ó m o
el t o r o cejaba, escarbaba y se v e n c í a p o r ambos lados. Coa l a n a t u r a l i m p a c i e n c i a p o r que
«Manolete» se q u i t a r a de en medio aquel «pajarraco», y o le a l a r g u é p o r dos veces e l estoque de matar, las mismas que é l me r e c h a z ó , e n é r g i c o . Por f i n , a l a t e r c e r a vez a c e p t ó
y se perfiló de u n a manera que me hizo presentir l a desgracia. A aquel t o r o n o p o d í a ent r á r s e l e a v o l a p i é n e t t í , como Manolo l o hizo. H a b í a que hacerlo con el" brazo suelto y
ligero como u n rayo. } Y y i h o l o i n e v i t a b l e !
— i U s t e d le a c o m p a ñ ó a l a e n f e r m e r í a ?
—No. A m í me t o c ó e l t r á g i c o honor de contarle a aquel t o r o las dos orejas y e l rabo.
Y no le c o r t é l a p a t a —que é l p ú b l i c o p e d í a — porque me e n t r ó p o r e l cuerpo u n «no s é
qtié», como de angustia o como de nervosismo...
—¿Entró después en l a enfermería?
•—Después de recibir, emocionado, con las orejas y e l r a b o e n mis manos,' l a o v a c i ó n
que el p ú b l i c o t r i b u t a b a a «Manolete», e n t r é , en: efecto, en l a e n f e r m e r í a . Y a le h a b í a n
taponado la.herida. Su cara de ce*a denotaba que l a m u e r t e no se h a r í a esperar. « ¿ H a s i d o
muy grande l a cornada, B e r n a r d o ? » —roe p r e g u n t ó — - . Y o e v a d í l a respuesta. Entonces,
me dijo: «¿Me h a n dado l a oreja?» Las dos y e l rabo, Manolo
le r e s p o n d í — . Y m e retiré del lecho, l l o r a n d o de e m o c i ó n .
>»T ME M U L T A R O J i POR C A S T I G A R D E M A S I A D O A A Q U E L ASESINO!»,
SE L A M E N T A R A M O N A T I E X Z V
1
m Atienza, e l Isúen v ^
se acerca a noTOtiW~c<m"tes o j é s enrojecidos
por el llanto.
— i C u á n t o s - puyazos r e c i b i ó «IslerOfrír-^nquirimos.
—Uno d e l reserva y dos m í o s . E l láaanso empujaba, y y o recí¿igué t o d o l o que pude,
tratando de restar fuerza p a r a l a h o r a de l a m u l e t a . } Y m e m u l t a r o n p o r castigar demasiado a_ a q u e l asesino!
' iVió usted desde los p r i m e r o s momentos e l p e l i g r o que e a e e n a b a e l toroT
^ ~ S í . Y por ello quise castigarle. « Ü a n o l e t e » , que e n otrSa ocasiones ha p e d i d o e l cam,0 <Ie suerte, e n é s t a puso u n a c a m de c o n t r a r i e d a d cuandorsonaron los clarines»
i C u á ñ d o v o l v i ó u s t e d a v e r a l matador?
"
V i m u e r t o . Y le lloré, acaso no t a n t o c ó m o se m e r e c í a . ¡Si era, s e ñ o r , m á s que
^ ^ ^ r o padre!
«DIOS T E P A G A R A
C U A N T O HACES POR M I » , D I J O «MANOLETE» A L «PIMPI»
A l t o , fuerte y musculoso, e l p i c a d o r Barajas —^popularmente conocido p o r el « P i m p i » —
86 acerca a l g r u p o que formamos c o n los d e m á s c o m p a ñ e r o s de l á cuadrilla.
£ 1 patio de l a casa de l a plaza de LaguniUa, donde «Manolete» se hizo
t o r e r o . Mujeres cordobesas, enlutadas, esperan l a llegada del c a d á v e r
{Fotos Ricardo)
.
A l «í*elu» y a « P i n t u r a s » les dije varias veces que a n d u v i e r a n con
cuidado- Y cuando Manolo m o n t ó eljestoque, no p u d e contener u n
g r i t o . F u é é s t e : «Aligera y c o n e l brazo por d e l a n t e . » Manolo quiso
hacer l a suerte con- t o d a honradez y sobrevino e l percance. F u i el
p r i m e r o e n llegar a recoger a l t o r e r o . Creo que con « C a n t i m p l a s » ,
«Cámará», ^Sevillano» y a l g ú n o t r o le IJjevamos a l a e n f e r m e r í a . Y o
no pude, no quise entrar. -Me- atenazaba l a congoja. Y p r e f e r í no
v e r l o — ¡ h a s t a v e r l o m u e r t o ! — , a dar u n m a l r a t o a q u i e n t a n t o
quise... N o t u v e valor p a r a soportar t a n c r u e l m o m e n t o .
«¡AVISA A T U AMIGO!», P I D I O
a l «t'iiiM0»
v ;
ANTE
: •
:-:r:-r-—r
* H a b l a m o s ahora, para cerrar e l reportaje, c o n e l p o p u l a r «Chimo»,
t a m b i é n mozo de estoques de «Manolete».
— A m í — d i c e — no me pilló de sorpresa l a cogida. E l t o r o estaba
fuera d e l tercio, y Manolo le e n t r ó a m a t a r e n l a suerte c o n t r a r i a .
L e d i dos voces de. que n o e n t r a r a & m a t a r en a q u e l t e r r e n o . Pero
l a f a t a l i d a d v i n o a hacer e l percaWbe i n e v i t a b l e .
— ¿ T u v o u s t e d oeaáión de conversar con «Manolete» en l a enfermería?
— S í . Me dijo l o siguiente: «Me veo m á s enfermo que m e he v i s t o
nunca» «¡Chimito», avisa á t u amigo!» M i a m i g o era el doctor G i m é nez Guinea...
Cierra s u ' c h a r l a e l «Chimo» con estas declaraciones.
(Córdoba, SO)
JOSE L U I S D E CORDOBA
RASOOS DE LA VIDA DE UN TORERO EXTRAORDINARIO
"Manolete" ha toreado en España y en América
SOI corridas y ha matado 1.008 toros
Corté orejas en 233 corridas
El GOBIERNO CONCEDIO A "MANOLETE" I h Z M l DE BENEFICENCIA
E n .la m a d r u g a d a d e l 4 a l 6 de J u i l o de 1 9 1 7
. n a c i ó e n l a c a s a n ú m e r o 2 d e l a c a l l e de
T o r r e s C a b r e r a , de C ó r d o b a , M a n u e l R o d r í g u e z S á n c h e z , "Manolete**. — S u p a d r e , M a nuel R o d r í g u e z , "Manolete", f u é famoso m a tador do t o r o s ; su madre, Angustias S á n chez, e s t u v o c a s a d a en p r i m e r a s n u p c i a s c o n
" L a g a r t i j o C h i c o " . C o m o a f i c i o n a d o , toroS^
por p r i m e r a vez en l a f i n c a " L o b a t ó n " . — E l
D o m i n g o de R e s u r r e c c i ó n d a 1 9 8 1 t o r e ó e n
Cabra con ¿ n a n i t a Cruz y " B e b é Chico"*—
B e c e r r i s t a c o n l a b a n d a " L o s CalifasM.~r-En
a g o s t o de 1 « 3 4 sb p r s e n t a e n
t l d o de l u c e s . — E l X d o j u l i o de
l a a l t e r n a t i v a , do m a n o s de "Chioueio'*, e n
Soviiia. L a c o n f i r m ó en Madrid e l 1 2 de o c t u b r e , a p a d r i n a d o p e r M a r c i a l I ahwwla
M a r c i a l Lalanda c o n f i r m a l a atternatiya a «Manolete* el d í a 12 de octubre de 1939
nado por Francisco Rodríg-uez y Dolores Molina
Sánchez. E ! 4 de marro de 192^ falleció,, en Córdoba, el jefe de esta familia, dejando en situación nada
holgada ,a su vitada, v cuatro hijos.
Manuel Rodríguez Sánchez, que haMz sufrido una
p u l m o n í a cuando ce otaba a ñ o v medio, y que a consecuencia de ella tenía una endeble constitución, cursó estudios en los Jesuítas, primero, y luego en los
cManoiete»» antes de t e r m i n a r de vestirse, rezaba especialmente a l a Virgen
de los Dolores; su m a y o r d e v o c i ó n
Salesiancs, con loe
En
1939 hizo una excursión con los aficionaocs
« C u n o Camarih» j MaiMMfr Redrifcmx, y en el cortijo uLobatdn», eu l a carretera de i^speio, e l dueño,
don Ricaxoo López, les p e r m i t i ó torear una oecerra.
tLn 1930 Scistió Manuel Rodríguez a una fiesta tan.
r i ñ a , que se celebró en l a finca de don Florentino
Sotognayor «Córdoba Vieja*. F u é hendo en un muslo, y M a r c i a l Lalanda, que asistía a l a fiesta, actuó
de médico improvisado y le Jmo l a primera cura.
Poco d e s p u é s , en l a Escuela T a u r i n a de Montilla, e.
d u e ñ o de l a finca «Lobaton» corresponde a un brindis de Manuel J t o d r í g u e z y te regaU 25 pesetas. Es
e i primer dinero que gana. E n octubre del mismo
año,
vestido de corto, se presenta a sus paisanos en
la ce nocida «Venta de V a r g a s » y mata una becerra.
E n octubre y noviembre torea éU Bujalance.
El Domingo de Resurrección oe 1931 torea en Cal a novliles de Camero Cívico, con Juanita Cruz y
Manuel R o d r í g u e z , « B e b é Chico». Juanita Cruz cum
p l i ó ; «Bebé Chico» estuvo muy m a l , y «Manolete»
cortó una oreja. E m i l i o Sau^ar, que actuaba como
banderillero y p u n t i l l e r o , le entrega l a oreja. «Manolete» sontfe y dice al subalterno: « G r a c i a s , s e ñ o r .
F i r r i » , como si sólo, a los buenos eficios del peón
debiera su éxito.
E n 1932 hace u n fiapel de aficionado en l a película de J o s é Busch «Carceler^u», de l a que es prota- \
genista Pedro T e r o i .
1933, el cordobés Juan X- de L a r a 'lio incorpora a l e s p e c t á c u l o t a u r i n o . « L o s Califas». Se presenta,
vestido de coito, ea Barcelona. Joan Luis Ruiz mata dos n o v i l l o s ; «Manolete»; u n becerro, y un profesor de la banda, llamado Paz 0 c m í n g u e z , q u é luego p r o b ó fortuna como matador, otro becerro. Act ú a n dos v^ces ea Barcelona. V a n a l tanto por den-,
to'. Los ingresos no han sido grandes, y el prepie.
tario d e l hotel « L a M u n d i a l » , sito en l a calle dei
Hospital, sufre de mon^ento parte de las consecuencias. M á s tarde, Juan J . de L a r a compensa a l d u e ñ o
de « L a M u n d i a l » . Con «Los Califa*» recorre los
principales ruedos de E s p a ñ a y algunos de f rancia.
A finales d e agosto de 1934 se presenta en Córdoba, ya vestido de luces, con Bienvenido Sánchez,
« N i ñ o de Palma del Río», y Antonio f l o r e s , «Monicha» y corta una oreja. E n este mismo a ñ o torea
en E c i j a con A g u s t í n Díaz, «Michelín», reges de
Enriqueta de l a Cova.
V
El 1 de mayo de 1935s se presenta en T e t u á n de
las Victorias. E n los carteles, por equivocación, se
le anuncia como Angel R o d r í g u e z . Torea reses de
Esteban H e r n á n d e z con les mejicanos Liiborio Ruiz
v Silverio Pérez y el español «Varelito Chico». C a u
sa gran impresión como estoqueador y vuelve a to" rear en T e t u á n e4 d í a 5. Torea d e s p u é s en Córdoba,
Ubeda y Baza. E l 3 de noviembre vuelve a torear en
Córdoba con «ol I n d i o » , y corta u n a oreja. E l 3 de
mayo de 19316 a c t ú a en su ciudad natal con Félix
Almagro y Pascual M á r q u e z , y e l 31 alterna en el
mismo ruedo con M a r t í n Bilbao y «Cerrajillas».
L a GuerraTfe Liberación corta sus actividades art í s t i c a s . Presta sus servicios e n Artillerfa y torea en
festivales v novilladas benéficas.
Terminada l a Guerra de L & e r a c i ó p , cernenzó a acCsfusó s e n s a d ó n , paflácularmentuar como
matador. H a toreado en novite por su
* « 7
M
A N U E L Rodríguez y R o d r í g u e z , o r r
mer torero cerdobés que u - ó el apodo de «Manolete», era hermano de
J o s é D á m a s o Rodríguez y Rodríguez,
«Pepete», que fué muerto por el toro de
Miura «Jocinero» en M a d r i d , el 20 de
abril de 1862., Este Manuel R o d r í g u e z ,
que fué banderillero, tuvo ¿ ó s h i ] o s :
J o s é , apodado «Bebé Chico», que fué matador de toros, y Manuel, también matador de toros, que d e s p u é s de usar los
apodos de «Begé Chiquitín» y «Sagañón», se decidió por el de «Manolete».
E n 1912, J í a n u e l Rodríguez casó con A n gustias Sánchez Martínez, viuda de «Lagartijo Chico», a cuyas órdenes h a b í a actoado Manuel Rcdrígucz, en aquel entonces matador de toros, cemo baaderi
llero. D e l primer matrimonio d e ' A n gustias Sánchez h a b í a n nacido Dolores y
Angustias, y del segundo, Soledad y Teresa. E n la madrugada del 4 al y de j u lio de 1917 vino a l mundo, en l a casa
n ú m e r o 2 de l a calle de Torres Cabrera,
de Córdoba, un n i ñ o , que fue bautizado
el d í a 9 en la iglesia parroquial de San
Miguel A r c á n g e l . E l n i ñ o recibió el nombre de Manuel Laureano, y fué apadri-
«Guillermo*, sa
que», le ayuda a
saquliia en el
«Manolete» cambiaba siempre con «Camari» impresiones aesrea de las condiciones del toro «oe estaba lidiando
festivales a que antes hemos aludido. E n tot a l , 36 novilladas cfcaa picadores desde 1936.
E n 1939 toma parte en 16 corridas de toros ;
en 1940, en 50 ; en 1941» en ¿ 8 ; en 1942,
en 72 ; en 1943, « n 75 i « n 1944, en 93 i en 1945,
en 71, « n E s p a ñ a . M a r c h ó a A m é r i c a , y el 10
de diciembre se p r e s e n t ó en l a capital de M é jico.. A l t e r n ó en l a l i d i a de seis toros de T o rrecilla coa Silverio Pérez y Eduardo Soiórzaao. E n esta corrida cortó la oreja de su primero, y aá dar e i segundo lance a su segundo, fué cogido y r ^ u l á ó con una herida grave
en el muslo izquierdo. T o r e ó en Méjico tx
corridas; cinco, en L i m a ; tres, en B o g o t á ;
una en Medeliín y o t r á en Maracay.
E i d í a 2 de j u m o llegó a M a d r i d , y en l a
temporada de 1946 sólo tomó parte en l a corrida de Beneficencia, celebrada e l 19 de septiembre. Se lidiaren t f d r s de Carlos N l i ñ e r .
Rejoneó Alvaro Dorceoq, y con «Manolete» actuaron «Gitanillo de T r i a n a » , Antonio Bienvenida y
Luis M i g u e l «D-cminguin». E l d í a 2 de octubre salió en a v i ó n para L i m a , donde se p r e s e n t ó e i d í a 10.
T o r e ó eij P e r ú cinco corridas, y en. Méjico, 10, basta
fin de ano.
E n 1947 toreó cinco corridas en Méjico, v dejó de
actuar en dos, a consecuencia de la ruptura del convenio taurino bispano-mejicano. E n marzo r e g r e s ó
a E s p a ñ a , v^ r e a p a r e c i ó en la Plaza de Barcelona e l
d í a 22 de i o n i o , alternando con Belmonte y «Boni»
en la l i d i a de seis.toros de Bohórquez. Hasta e l día
de su muerte h a b í a toreado en E s p a ñ a , en la temporada actual, 21 corridas.
«Manolete» h a b í a dado la alternativa a los siguientes matadores: Manolo M a r t í n Vázquez, Pe dro Barrera, «Morenito de T a l a v e r a » , M a ñ u e l Escudero, «Angelete», uChoni», « P a r r i t a » y Rafael Llór e n t e . ' y.., -^- - ^ . ..:v> n.v.^; . " ^ r ^
•
«tManólete» vestía, cuando fué c t g i d o , de
rosa p á l i d o y oro. E l toro, «Islero», era negro, entregjeíado, con bragas ; llevaba marcado el n ú m e r o 21, y p e s ó , en canal, 295 kilo¿. L a
cogida ocurrió á las seis y cuarenta y dos m i nutos; « C a m a r á » , e4 mozo de estoques, «Chimo») y ei peón «Sevillano» llevaron a l herido a i l ^ e n f e r m e r í a .
E l doctor don F o s a n d o Garrido •inyectó a
«Manolete»' 300 gramos de .sangre de den
Juan Sánchez Calle, cabo de la Policía A r mada, y luego operó durante cuarenta mi-
t
Manolete», toreando de capa en Sevilla en una cor r i d a de feria
liadas benéficas y ya ha reclamado l a atención de
Jos aficicmados. E l 24 de seí>tieníi>re de 1937,' tor^wa^
do en Salamanca, con «Boná», ireses de Cobaledá,
-sufrió una cedida «frave a i entrar a mateíT*
Se presenta en Sevilla el 26 de mayo 4? 1938, alternando en l a l i d i a de* seis novillos de» Braganza
con T o r e r i t o de T r i a n a y Juanito Bel monte. Torea
luego en C ó r d o b a , Zaragoza, Cádiz, Granada y Sevilla.'
» «,£1 2 de j u l i o de 1939 toma la aitemativa en Sevi1, de manos 4e «Chicuelo», y con «cGitanillo de
n a n a » de testigo. Los toros fueron 4e Ja g a n a d e r í a
de Clemente Tassara. y «Manolete» cortó las ^refas
dtel toro «Mirador», que fué el de la cesión. Confirm ó la alternativa en M a d r i d / d e manos de Marcial
Laianda, el 12 de octubre, D í a de l a Hispanidad, la
misma tarde en que l a confirmó Juanito Belmente.
Los toros ^geron de Antonio P é r e z , y e l d í a 15 torea
U corrida a beneficio de la Asociacióia de la Prensa, corrida que se suspendió d e s p u é s dea primer toro, por l l u v i a , y fué continuada el d í a 17.
9
«Manolete»» h a b í a toreado como noviilpn) tres corridas en 1936; siete, en 1937; 15, en 1938, y u ,
en r939) a ñ o en que tomó l a alternativa, aparte los
A las o d i o h a b í a eliminado el éter, y d i r i *
g i é n d o s e a «Cantimplas», dijo : «j A ^ « P e l u » ,
lK>y ¿ n e l e mucho la ingle 1» Poco después llegaron a l a eariermería L u i s Migúísd « B o m i n guín», su padre,. «Gitanillo de T r i a n a » y los
d e m á s toreros que h a b í a n actuado por la
tarde.
A las odho y veinticinco se le hizo una nueva transfusión de sangre.
• A las nueve y treinta y cinco, «Manolete»
quedaba depositado en l a mesa de operaciones
'del quirófano del Hospital.
Se le hicieren tres transfusiones, cada una
de 300 gramos, de s a n g r é , que le fué e x t r a í d a .
a « P a r r a o » . Mientras Je^ efectuaban la% transfusiones, e l doctor Garrido y sus ayudantes
procedieron a l i g a r la vena femoral. E n el
quirófano cohfesó con el Padre Torres.
A las once de la noche fué instalado en l a .
cama de l a h a b i t a c i ó n n ú m e r o 18.
A las cuatro de la madrugada del d í a 29
llegó J>onringo Ortega, a cuyo saludo sólo p u do contestar «Manéjete» con un ges*o. Diez
minutes d e s p u é s llegó el doctor Giménez Guinea, y a l poco, el doctor Tamames.
A las cuatro y cincuenta minutos le fueron
administrados los Sacramenitos.
A las cinco e n t r ó en p e r í o d o a g ó n i c o , y exp i r ó siete minutos d e s p u é s . « C a m a r á » v Alvaro Domecq le cerraron los ojos.
A las nueve y cuarto de l a m a ñ a n a fué depositado e l » f é r e t r o , que c o n t e n í a los resto» de
«Manolete» en una ambulancia, y a las dos y /
«Manolete», brindando el ú l t i m o toro de la temporada del
diez de la tarde llegaba a Córdoba. E l féretro
a ñ o 1945 e n Valencia, a coya Plaza no h a b í a de v o l v e r , y a
fué colocado en un salón situado frente a l
que l a cogida que s u f r i ó en la corrida de Beneficencia, de
despacho de l a casa dei diestro. A las cuatro
M a d r i d , le I m p i d i ó t o m a r parte en l a feria de este a ñ o
«Manolete» d l ó a l pase n a t u r a l una p e r f e c c i ó n de lineas y u n a q u i e t a d en4a
figura que alejaba del á n i m o del p ú b l i e o l a durexa dei verdadero combate
entre el hombre y «I t o r o . E l p r i m e r o de estos pases es en una c o r r i d a en V a l ó n e l a . E l segundo, e n l a Plaza de Méjico
E i pase que «Manolete» daba m i r a n d o
a l tendido, ebmo afirmando l a plena
seguridad e n el d o m i n i o de su m o leta
De la historia t a u r i n a de
E n Valencia, e l 26 de j i á í o , puntazo le^e y c»»tusiones, y no pudo matar n i n g ú n toro»
1941.—'En la Plaza de Toros de Barcelcna, el 22
de mayo, puiítazo leve, y el 8 de septiembre, en la
de Murcia, puntazo leve en la cara.
Actuó en dos festivales, matando tres becerros.
1942^—^Eil 16 de agosto, en San Sebastián, her da
leve, y ^ 27 de septi»mibrer en M a d i i ^
grave en-el muslo derecho por un toro de Montalvo, alternando con Belmente y «Gallito».
T o r e ó en cinco festivales.
1943.—En Castellón, el 28 de marzo, herida leve.
Eat Valencia, el 21 de juíio, herida en la ceia
izquierda,
— —
«Manolete* l o g r ó muchas veces, a l cabo de sus faenas, los m á x i m o s trofeos
áp l a tarde llegór a Córdoba l a madre d e ttManoleté». Poco antes h a b í a llegado l a de Arruza. Por la
radio se tiene noticia de qufi_el gobierno ha conced i d o a «Manolete» la cruz d e Beneficencia.
A las cuatro^ y media de l a tarde d t k 20 se organizó e l " entierro. P r e s i d í a n e í d t w í o , cen <«€antÍBr
p í a s » , « P i n t u r a s » , Gabriel GonzMe«f «Barajas»,
Atienza I I , «Carnicerito de M á l a g a » , Guillermo y
uel Chimo». E n representación de l a familia, los
cuñados de «Manolete», don Federico Soria Casa-
"MAIVOL
En Puerto de Santa M a r í a , el 15 de agosto, puntazo en la pierna derecha.
E n Palencia. el 2 de septiembre, puntazo en la
pierna izquierda.
E n Albacete, el n de septiembre, puntazo en el
mustio derecho.
T o r e ó seis festivales, matando sie^e'becerros.
1944. —Actuó ©n doce festivales, matando catorce '
becerros.
E l ai* de agosto toreó en Bilbao, per la mañana*,
toros de Pablo Romero{ con Pep^ «Bienvenida» y
«Andaluz», y pOr la tarde, toros de Tassara, c¿n
Onega v Juan Belmonte.
1945. —Por cogida en Alicantei el dia 29 de junio, por u n toro de L a Chica, alternando con Pepe
«Bienvenida», A r r q í a v «Panrita», p e r d i ó ^5 corridas, v reapareció en Vitoria el 6 jje agosto» con toros de Antonio Pérez, v A m K a v f e p i n , y a i r^: sentirse; der : ^
ha^et
^8 de agi^st», en Linares, corrida que toreó ten
Arruza y « P a r r i t a » . lidiando toros de B u e n d í a . E n
«i^ m i a ñ o 2ft de agost0v dos a ñ o s ítes^ués. le ma.taba u n toro de M i u r a .
1946. — T o r e ó una soía comdaT la^ de Ben; j u n c i a
de Madrid, matando dos toros.
1947. — E l ló de j u l i o , en Madrid, por el quinto
toro de -Bohórquez, fué cogido, recibiendo una cornada en la pantorrilla, alternando en esta corrida
con «Gítanillo de T r i a n a » y F e p í n M a r t í n Vázquez,
cortando las orejas. P e r d i ó cinco corridas, y reapareció en Vitoria el d í a ó. Cün «Gitanillo» v «Parriís» v toros de Bohórcrue».
C o r r i d a s toreadas p o r " m a n o l e t e " en A m é r i c a
MEJICO
Saliendo en hombros
de l a Plaza de Toros
de M a d r i d
i945-~I>iciembre» 9. Rebut en ^ í k o ^
toro»
d é Torrecillos: alternando con Silverio y Eduardo
Solórrano. C o r t ó l a oreja y fué co¿ido.-^-Día 21.
Méjico.
194Ó.—Enero, 13. Monterrey.—Día 14. Irag-uato.—
D í a 16. Mé/ico.—Día 19. .Ori/aba.—Dia 20. Méjico
Día 26. G u a d a l a j a r a . - ^ D í a 27. I d e m . — D í a 29. Méjico.^—Día 26. G u a d a l a j a r a . — D í a 27. Idem.—JDía 29.,
Méjico.-^Día 2 de febrero. P u e b l a . — D í a 3. Guadaiajara. — D í a 5- Méjico. - D í a 10. Idem. — D í a rC
I d e m . — D í a 17. I d e m . — D í a 21. T o r r e ó n , — D í a 25.
N u e v a L a r e d o . — D í a 27. Méjico.—Oía 28. Idem.—
D í a 4 de marzo. I d e m . — D í ^ 10 de noviembre. T¡juana,—.Día 17. T o r r e ó n . D í a 21. Iraguato, D í a 24.
Grizaba.—Día 5 de diciembre. Monterrey.—Día 8Méjico.—Día 11. Idem.—JOía 12. San Luis de Potosí.
D í a 29. Ciudad J u á r e z ,
1947.—Enero, 12. Méjico.—Día 19. Idem, D í a Jtó—-Puebla.-—Día 2 de febrero. Méjico.—Día 9. MéridaY«catán.
E l ú l t i m o t o r o que
"Manolete» h a m a t a do en M a d r i d . F u é
• L I M A . : .-'
:
en l a corrida de Be- . > • ' '
neficencia, el 16 de
1946;—Octubre, ra. Lima.—Din 13. I d e m . — D í a 27.'
j u l i o de 1947. PerteI d e m . — D í a 1 de noviembre. Idem.
necia a ta g a n a d e r í a
1947.—Marzc, 8. I d e m . — D í a 20. í d e t n . — D í a 1
de B o h ó r q u e z . P e s ó
de
abril. I d e m . — D í a 8. Bbgctá.—-Día 22. Medellín.
en canal 3 1 4 kilos y
D í a 29. Bogotá.
.
c a u s ó u n a herida a
Total
de
corridas
toreadas
en
A
m
é
r
i c a , 45.
«Manolete» enrtBr|iflwr=na i z q u i e r d a
JULIO IBIBARREN
nova,
R a f a ^ Torres Lineros, don Manuel Alba *
G u t i é r i e r y don J u l i o Delgado Bueno. «Gitanillo
de T r i a n a ^ en representación de los matadores, y
«Sevillano», en representación de los - subalternos.
Sobre e j féretro,' l a cruz d e BeneficenciaT Que haiaa
impuesto el m a r q u é s de l a V a l d a v i a , quien p r e s t
d í a e l duelo oficial, con un familiar del obispo de
la diócesis, ausente de C ó n k * ^ p * * » ^ ^
autoridades locales. A las seis y media fué sacado
el f é r e t r o de la casa, a hombros de ios subalternos
de «Manolete», A las nueve y cuarto fueron depositados los restos en é l p a n t e ó n de la familia Sánchez
Puerta.
BARIGO
Las cogidas que s u f r i ó " » a n o l e t e w y otros
d e t a l l e s de s u v i d a t a u r i n a
tg^q.—El 10 de septiembre, en San Sebastián,
puntazo en l a in^4e por u n toro de Mora Figueroa.
1940.—Eo Córdoba, ed 25 de mayo, puntazo^ en el
muslo derecho por un toro de Tassara.
E n Alicante, el 24 de junio, puntazo en la región
vercial.
Dos f o t o g r a f í a s i n é d i t a s de «Manolete» obtenidas
ú l t i m a m e n t e en - Zaragoza
J( Fotos Sanios Yubero, .Vidal, Atenas, tEsto*. M a rín Chiviíe, Baldomero, Antonio y Herrero)
T
R A S ia noticia
—abr u m a d o r a ,
increíble...—, el
comentario nervioso
de la « e n t e :
¡ M i a r a t e n i a que
serl
MIURA
T E M A
m a y o de 1875; o t r o ,
el p u n t i l l e r o M a n u e l
S á n c h e z Criado, d e
Sevilla, a l que una
vaca de M i u r a , l l a m a d a « B e a t a » , le i n f i r i ó u n a terrible cornada en e l v i e n t r e
cuando a q u é l se disp o n í a 41 a p u n t i l l a r l a .
L a t r á g i c a ejecutoria se cierra e n 1930
con u n modesto n o v i l l e r o de H u e l v a : Pedro C a r r o ñ o . E l a i
de m a y o de ese a ñ o
Pedro C a r r o ñ o a l t e r naba e n E c i j a c o n
el mejicano A l b e r t o
Balderas y con P a i m e ñ o I I . U n novillo
de M i u r a c o g i ó a C a r r o ñ o , s i n que a l parecer l a
herida t u v i e r a i m p o r t a n c i a grave. Son embargo, ¡a
p é r d i d a de sangre hizo caer a l diestro e n u n estado
de delicada p o s t r a c i ó n , d e l que p a s ó a m e j o r v i da c u a t r o d í a s d e s p u é s .
Hasta a q u í l a breve r e l a c i ó n de l a luctuosa l i s t a .
QUE SER
"Manolete" es el octavo torero que muere
victima de un toro de la famosa ganadería
Como dicen q u e
o c u r r i ó cuando l a
muerte d é « J o s e H t o » .
la primera n o t i c i a naáia. l a c r e í a . L a l e yenda del coloso i n vencible h a b í a gañi do a cuantos, de lejos
o de cerca, se preocupan de la Fiesta de t o ros. « M a n o l e t e » - e r a
para los p ú b l i c o s esp a ñ o l » e l t o r e r o sin
posible final t r á g i c o .
Era t a n t a su seguridad e n los m á s difíciles riesgos, que nadie p o d í a pensar que s u vida se acabara a s í . de p r o n t o , en l a breve a g o n í a de u n a
madrugada. Y , sin embargo, a h í e s t á su cuerpo
e x á n i m e , c a m i n o de l a tierra, cuando trazamos estas torpes lineas. Y con la n o t i c i a — c o n la tragedia—. el c o m e n t a r i o de l a gente:
— { M i u r a t e n i a que ser!
Otro cordobés, José Rodríguez "Pepete", inauguro ia ejenityría
trágica de fa divisa hace setenta y cinco años
Porque a l caer en l a cuenta de que « M a n o l e t e »
no tenia frente a los toros m á s a r m a s que s u i n t e l i gencia j s u v a l o r —como los d e m á s toreros—, se
piensa que s ó l o u n bicho de l a c e l e b é r r i m a ganadería p o d r í a segar 1* v i d a a quien h a ' ' V ^ i f o c o n s u
a h e una de las mejores é p o c a s de l a Fiesta de t o r o s .
ut
repcic
a jrcuno uSTTcno
F u i u n c o r d o b é s , J o s é R o d r í g u e z . « P e p e t e » . hermano del abuelo del i n í o r t u n a t i 0 « M a n o l e t e » , e l
primero que m u r i ó v í c t i m a de UQ t o r o de M i u r a .
« J o c t n e r o » se l l a m a b a e l b i c h o . £ 1 suceso o c u r r i ó
en la P i a r a de M a d r i d el 20 dc ¿ k ñ l de^ i « 6 a . « P e leció a los tres m i n u tos de l a cogida que le i n f i r i ó
« J o c i n e r o » . Su muerte, aparte
de dar l u g a r a una v i v a p o l é mica e n t o r n o a l a l i c i t u d de
la Itemada^eiter Nacional, d i ó
pie a u n a xaisa leyenoa * a h t &
el color negro que l a divisa
de M i u r a ostenta.
Tras e l t r á g i c o f i n a l de « P e pete» pasan algunos a ñ o s . . .
E n la d é c a d a f i n a l del siglo ta
palma t a u r i n a l a c o m p a r t e n
u n sevillano 7 u n c o r d o b é s :
el « E s p a r t e r o » 7 e l « G u e r r a » .
Este, por cierto, a h i j a d o del
desaparecido « P e p e t e » , que l o
tuvo en sus brazos en e l bautismo. E l 37 de m a y o de 1894
se lidia en M a d r i d u n a c o r r i da de M i u r a . E l p r i m e r t o r o
que sa&ó a l r u e d o se l l a m a b a
«Perdigón». Manuel García,
el « E s p a r t e r o » , d e s p u é s de u n a
lidia serena, i g u a l ó a l tero
para e n t r a r a m a t a r . D e l p r i mer intento s a l i ó prendido,
aunque s i n consecuencias. Sin
reponerse a ú n . e l "sevillano
; c u a d r ó de nuevo a l bicho 7 se
fué tras l a m u l e t a c o n aquella guapeza que le hizo f a m o so. « P e r d i g ó n » lo e n g a n c h ó
por e l vientre y l e v o l t e ó sobre
el p i t ó n . E l t o r o r o d ó sin p u n tilla. E l t o r e r o , c o n t r a í d o , c a y ó
t a m b i é n a s u lado hecho u n
ovillo. E n brazos de sus c o m pañeros pasó a la enfermería,
7 quince m i n u t o s d é g p i i é t ~ f a llecía. L a n o t i c i a de l a muerfe del « E s p a r t e r o » c o n m o v i ó
intensamente a l a a f i c i ó n esp a ñ o l a . Acaso desde « P e p e HiUo» no se r e g i s t r ó d o l o r m á s
general. Buena prueba de ello
es que l a musa popular le de
dicó sus m á s inspiradas estrofas, queT a l cabo de medio u glo, t o d a v í a perviven, con la
memoria del toroso m u e r t o :
L o s toritos de M i u r a
no le tienen miedo A nadie,
que se k a muerto el *Espartero». „
E l 7 de octubre de 1900 m u r i ó e n Barcelona el
diestro m a d r i l e ñ o D o m i n g o del Campo, « D o m i n g u í n » , v í c t i m a asimismo de u n m i n r e ñ o , que ha pasado a las a n t o l o g í a s con el-nombre de « D e s e r t o r » ,
aunque en los l i b r o s de l a g a n a d e r í a figura c o n e l
de « R e c e p t o r » .
Siete a ñ o s d e s p u é s de l a muerte de « D o m i n g u í n » .
exactamente e l x8 de agosto de 1907, m o r í a e n Sanl ú c a r de B a r r a raeda e l n o v i l l e r o sevillano Faustino
Posadas, a consecuencia de l a cornada que e n el
cuello le causara e l n o v i l l o « A g ú j e t e » . L a cogida
f u é impresionante. E l i n f e l i z Posadas a n d u v o por
e l r u e d o unos momentos y a l f i n p a s ó a l a enfermer í a , donde falleció a las diez de l a noche de aquel
mismo día.
Dos nombres modestos figuran t a m b i é n en l a
t r á g i c a lista. U n o , e l banderillero valenciano M a riano Canet, « L I u s í o » , m u e r t o e n M a d r i d el 23 de
"Manalete" y k s Miaras
Poco m á s de diez a ñ o s h a d u r a d o l a vida torera
de « M a n o l e t e » . E n esa d é c a d a , « M a n o l e t e » m a t ó
muchos toros de M i u r a . Desconocemos los secretos
de l o que se l l a m a p o l í t i c a t a u r i n a ; pero a h í e s t á n
l a s e s t a d í s t i c a s , que n o s o s d e j a r á n m e n t i r . Y por
si ello n o fuera b á s t e n t e , s u m u e r t e prueba que n o
r e h u s ó , e n l a p l e n i t u d de su g l o r i a , enfrentarse c o n
esa d i v i s a . Como « J o s é l i t o » y S á n c h e z M e j í a s . h a
venido a caer en u n r u e d o s i n h i s t o r i a . O, m e j o r d i cho, s i n h i s t o r i a hasta esta fecha inolvidable del
39 d e agosto de 1947, Que 7* 68 e f e m é r i d e s de l u t o
p a r a los anales de la Fiesta d é t o r o s .
FRAWCISOO N A R B O N A
«islero», ;oro de Miura, que infirió la cornada mortal a «Manolete* en la Plaza de Linares
RELACION DE LA COGID^
£J diestro cordobés fué
herido por su segundo
toro, quinto de ía tarde, y falleció
a las cinco y minutos de la madrugada, le fueron practicadas
cinco transfusiones de sangre y
recibió los auxilios espirituales
El toro de Miura que le mató se llamaba
"telera" y pesó 29S kilos
LA FERIA D E LIMARES
P
ARA los d í a s 28 y 29 de agosto estaban anunciadas, dos
corridas; de toros en Linares, con motivo de la feria
y fiestas de San Agustín. De la o r g a n i z a c i ó n de estos
festéjos, patrocinados por el Ayuntamiento de la» ciudad,
se e n c a r g ó don Pedro B a l a ñ á , empresario de las Plazas d,e
Toros de Barcelona, contando con la subvención que con-*
cede en casos semejantes el Municipio.. Los carteles se^ h a b í a n formado de la siguiente manera:
Día 28.—Primera corrida. A las cinco y medía de la t a r - /
de, seis toros de don Eduardo Miura para "Critanilío de T r i a ñ a " , "Manolete" y Luis" Miguel .^Dominguín".
I)íá 29.—.A las eincb y cuarto, ocho toros de don Samuel
Flores Hermanos para Domingo Ortega, Luis Miguel uDom i n g u í n " , "Andaluz" y Paco Muñoz.
Los d í a s 30 y 31 d e b í a n celebrarse dos funciones c ó m i c o taurinas, con " E l E í n p a s t r e " y las "Galas d é A r t e " .
Dos dfa§ antes, el d í a 26, "Manolete" h a b í a toreado en
Santander la corrida de Beneficencia, en la que a l t e r n ó con
Juanito Belm&nte y "Revira" en la lidia de seis toros de'dun
Rogelio Miguel del Corral. L u i s Miguel a c t u ó en Cieza con
" P a r r i t a " y Paco Muñoz, y se corrieron ;reses de don A n t o nio P é r e z Tabernero.
"Manolete" llegó a MadrW, procedente de Santander, el
m i é r c p l e s de madrugada, y a las ocho de la noche del m i s mo día e m p r e n d i ó su viaje a Linares en ©1 coche -que i r a j o
de Méjico^ y que iba conducido por el mozo de estoques del
diestro cordobés, Guillermo. A c o m p a ñ a b a n a "Manolete1' s u
apoderado, " C a m a r á " , y e l crítico taurino s e ñ o r Bellón. Cenaron en el parador de la Dirección General de T u r i s m o en'
Manzanares, y terminada la comida, en la que "Manolete"
se m o s t r ó muy comunicativo, el famoso torero se puso al
L a Plaza de Toros de Linares se llena para presenciar l a p r i m e r a corrida de l a feria
«Manolete», L u i s M i g u e l « D o m l n g u i n » y «Gltanillo de T r i a n a » se disponen a baeer el
paseo. E l ganado de M i u r a f u e ha de lidiarse en l a c o r r i d a a v i v a l a e x p o e t a e l ó n
Este gesto preocupada era frecuente e n «Manolete». Pero p r o bablemente no c o n t a n t a i n t e n sidad. ¿ P r e s e n t í a e l famoso t o r e r o su p r ó x i m o fin?
H a terminado a l paseo. K n a l
cambio del capota por l a capa,
al pdblleo aplauda. Los tras m a tadores avanzan hasta al tar»
cío para saludar
i
M U E R T E
D E
Quinto.—"Manolete" lo recibe con tres verónicas
superiores. "Manolete" da cinco naturales imponentes y desafia a l blcljo en los mismos pitones. (Ovación.) Otra serie de naturales Inmensos. Molinetes
y de rodillas, (El delirio.) Caen prendas de vestir.
Cuatro manotetinas Inmensás, pases por alto colosales y sigue con otros diversos, para una estocada inmensa, en l a que sale prendido
y derribado. En brazos de las asistencias es trasladado rápidamente a la enfermería,
al parecer, coa una cornada* pues lleva la ingle llena de sangre. A la enfermería le
llevan las dos orejes y el rabo que le han sido concedldcg.
MANOLETE
Sexto.—Luis Miguel empieza com tres pases por bajo y sigue .valiente con otros
por alto, tres naturales superiores, dos m á s por aáto, 'otros seis naturales y el de
pecbo. (Ovación y música.) Dos estatuarios y tres naturales m á s . Rodillazos y adornos.
Media estocada superior y descabello. (Gran ovación, petición de oreja y vuelta.)
Peso: 263,5, 279,5, 266,5, 289A ^
"MANOLETE", EN LA
«i
ENFERMERIA
C u a n d o " M a n o l e t e " se d e s p l o m ó s o b r e l a a r e n a y le f u é h e c h o e l
quite, a l que acudieron varios toreros, y entre §llos L u i s Miguel, que
t e m i ó , p o r el terreno ep q u e "Manolete" e n t r ó a m a t a r —dando la espalda a los c h i q u e r o s , e n l a suerte c o n t r a r i a — » q u e l e iba a coger e l de
M i u r a , f u é levantado del suelo p o r su p e ó n y p a r i e n t e " C a n t i m p l a s 0 , sus
m o z o s de e s p a d a s G u i l l e r m o .y " C h i m o " y. e l " S w ü l a n o " , b a n d e r i l l e r o de
l a c u a d r i l l a de " G i t a n i l l o de T r i a n a " y c o m p a ñ e r o , e n l a ú l t i m a s u e x c u r s i ó n a M é j i c o , d e l t o r e r o de C ó r d o b a ,
v o l a n t € , l l e v a n d o e l c o c h e h a s t a L i n a r e s , adonde
l l e g a r o n l o s v i a j e r o s a l a s t r e s m e n o s c u a r t o de
l a m a d r u g a d a . S e g u i d a m e n t e , " M a n o l e t e " se r e t i r ó a descansar.
COMO F U E L A U L T I M A
CORRIDA
EN QUE HA T O R E A D O " M A N O L E T E "
L a r e f e r e n c i a m á s - d i v u l g a d a de e s t a c o r r i d a ,
ya • h i s t ó r i c a es de l a A g e n c i a C i f r a , y d i c e a s i :
"LINARES, 28.—Primera de feria. Gran expectación por
la presentación de "Manolete" y Luis Migued ftI>oanlnguín".
En los tendidos se encuentran aficionados de toda.España,
entre ellos don Antonio Cañero, el «mide de Coftombf, don
Alvaro Dcmecq, "K-Hito" y otros. Lleno imponente. Se
lidian seis toros de don Eduardo Miura, para "Gitanillo
de Triana'\ "Manolete" y Luis Miguel "ikradnguln'!.
Primero.—Tres verónicas superiores de "6aaniUo,,; Este
empieza con tres pases por alto, dos por tojo, tres naturales y el de pecho. {Paknas.) Slfeue valiente y da u n molinete bueno; m á s •pases, para una gran estocada. (Gran
ovación, petición de oreja y saUda.)
•< " ' • ' • - * . ' —~ ' tt
"1
A h o r a se l i d i a
el cuarto t o r o .
«Manolete»» e n
el c a l l e j ó n , entre L u i s M i g u e l
y el mozo de estoques de éste*
« Ch o c o 1a te»» observa l a
faena de R a fael Vega de los
* Reyes
Ta está el quinto toro —«Isloro»— on la
Plaza. « M a n o l e t e » , salo decidido a t r i u n f a r »
y comienza por
t o r e a r apretadamente
^ 1
" M a n o l e t e " v e s t í a esa t a r d e u n t r a j e r o s a y o r o , q u e a p a r e c í a e n sangrentado, a la a l t u r a del vientre.
v
E l parte facultativo facilitado por el doctor Garrido Arboleda, a quien
a u x i l i a r o n d o n J u l i o C o r t o , d e Ubeda, y d o n C a r l o s C a r b o n e l l , f u é e l S i guiente:
.- ^ .
"Durante l a Udla defl quinto toro ingresó en Ja enfermería el diestro Manuel Rodríguez. "Manolete", con una herida por asta de toro en el ángulo Inferior del
Segunflo.—Cuatro verónicas imponentes de "Manolete,•.
{oran ovación.) " M a n ó M e " da «res pases colosales por
«ijo. (Patonas.) Tres naturales. Dos naturales m á s . Imponentes. ((Música. Gran ovación.) "Manolete" -está temerario,
"a un pinchazo bueno y estocada sin descabello. (Ovación,
petición de oreja y salida.) .{Pitos al toro en el arrastre.)
Tercero.—Cuatro verónicas y media buenas de Luis M i <?uel. (Ovación;) Tres pares inmensos de Luis Miguel, que
se ovacionan. Caen sombreros al ruedo. Luis Miguel da
*res estatuarios colosales, cuatro naturales inmensos, otros
seis naturales ligados con el de pecho. (Música y el deliTl0-) Más naturales, que entusiasman. Despilantes muy l o ^ o s . Pases de rodillas. Caen sombreros y prendas de
yestlr. Dos pinchazos y descabello. (Gran ovación, una oreja, vuelta y salida.)
";
f
Cuarto.—"Gitanillo" empieza 'con tres, pases de tanteo
por bajo. Dos derechazos, u n natural, tres pases m á s por
oajo^y sufre un desanme. Estocada. (Palmas.)
Luego» m u l e t a
y estoque e n las
m a n o s » Inicia
su faena c o n u n
ayudado con
los pies Juntos
E l t o r o gazapea, prueba,
duda; pero «Manolete» l o e m barca en l a m u l e t a y* l e hace
pasar en u n nat u r a l c o n l a derecha
• i
Desde la enfermería de fa Plaza de
Toros al Hospital del Patronato
de Jos marqueses de Linares
Llegan de Madrid los doctores Giménez
Guinea y Tamames.—imponente desfile
ante el cadáver del torero
m
•i
A m o t o r ; paro «Manolete» h a elegido m a l el
terreno. 13 t o r o se h a Uto a l a querencia de los
m chiqueros, y «Manolete» e n t r a de dentro a fuer a , donde a l t o t e tiene que pesarle m u c h o .
«Istero» avanza a l a vez que m m a t a d o r , se
vence por el p i t ó n derecho y d a l a cornada seca
triángulo de Soarpa, con una trayectoria de veinticinco
cenUmetres de longitud, de abajo arriba y de dentro
afuera y Ugeramentee de delante atrás,, con destrozos
de fibras musculares del sartorio, faciocridiíonaae, r e d o
externo, con rotura de la vena safena y contorneando el paquete vasculonerrioso y la arteria femoral, en
una extensión de cinco centímetros, y otro trayecto, hacia abajo y hacia afuera, de unos veinte centímetros de
longitud, con intensa hemorragia y fuerte aboeh traumático. Pronóstico muy grave.
Durante ila cura, te fué hecha una transfusión de sangre por el doctor Medinilla, prestando su sangre el
cabo de la Policía Armada, de la plantilla de Lanares,
don Juan Sánchez.
«Manolete» sabe tambiéii
a l t e r n a r l o p u r o de n
toreo c o n el adorno, y «4
coge el p i t ó n do «irien
por l a mazorca
M o m e n t o de l a cogida. «Manolete»
se dobla sobro el p i t ó n , que l e hiere
TRASLADO A L HOSPITAL
Hecha la p r i m e r a « o r a y l a p r i m e r a t r a n s f u s i ó n de s a n g r e , se d i s p u s o e i t r a s lado d e l
h e r i d o a l H o s p i t a l M u n i c i p a l . Gomo " M a n o l e t e " s u f r i e r a o t r o p e q u e ñ o c o l a p s o , se c o n s l d e r ó necesario t r a n s f u n d i r l e nuevamente sang r e . Se h a b í a o f r e c i d o p r i m e r a m e n t e L u i s M i guel u D o m m g u í n " ; pero a l no resultar la sang r e d e l g r u p o c o n v e n i e n t e p a r a e l h e r i d o , se
r e c u r r i ó a l a d e l t a m b i é n m a t a d o r de t o r o s
Pablo González, "Parrao". *
C o m o e n e l H o s p i t a l se c o m p r o b a s e que l a
h e r i d a , d e s p u é s de l a c u r a e n l a e n f e r m e r í a ,
s a n g r a b a u n p o c o , se d e s a t a r o n las p r i m e r a s
l i g a d u r a s y se p r o c e d i ó a p r a c t i c a r a " M a n o l e t e " u n a s e g u n d a o p e r a c i ó n , é s t a vez s i n a n e s tesia. •
Se r e a l i z a r o n o t r a s d o s t r a n s f u s i o n e s
de
s a n g r e , j e n t a n t o , l l e g a r o n de M a d r i d los d o c tores G i m é n e z Guinea y Tamames, é s t e a c o m p a ñ a d o de D o m i n g o G o n z á l e z ( " D o m i n g u i n " ,
h i j o ) , y a q u é l , d e l r e p r e s e n t a n t e de " M a n o l e te" en Madrid, s e ñ o r B e r m ú d e z . E l doctor T a mames y D o m i n g o " D o m t n g u í n " h i c i e r o n el
v i a j e en u n c o c h e d e l P a r q u e de M i n i s t e r i o s , y
el d o c t o r G i m é n e z G u i n e a , e n u n o p a r t i c u l a r ,
hasta que a l l l e g a r a Manzanares, t r a n s b o r d ó
en e l coche del p r o p i o " M a n é e t e " , que, c o n ducido p o r "Gitanillo de T r i a n a " , h a b í a salido
en s u b u s c a .
4
«Manolete», en el suelo, so protege la cabeza con el brazo ante el t e m o r do q a o r f j o f o
se revuelva y haga por él
BBH^HHHH^iaHHmiHHIH^IBHnBIHBH
'EL quite. Gabriel G o n z á l e z , «Cantinapias», « P i n t u r a s » , L u i s M i g u e l , que
avanza eorriendo, como el mozo d«
estoquee de « M a n o l e t e * . . .
«Ulero» h a sido alejado. A toda
prisa hay que
y trasladarlo
la «afermeria
D e s p u é s de l a c u a r t a t r a n s f u s i ó n á e s a n g r e ,
-y c o m o e l H e r i d o r e a c c i o n a s e u n t a n t o , se c o n fesó c o n el c a p e l l á n d e l Hospital del Patronat o de l o s m a r q u e s e s d e L i n a r e s > - d o n A n t o n i o
de l a T o r r e , q u i e n l u e g o l e a d m i n i s t r ó l a E x tremaunción.
|
" M a n o l e t e " n o h a b l a h a b l a d o desde e l p e r cance h a s t a l a s t r e s y m e d i a r e Ja m a d r u g a d a .
Sus p r i m e r a s p a l a b r a s f u e r o n p a r a i n t e r r o g a r
acerca de c ó m o h a b í a m a t a d o a l t o r o q u e l e
hirió y p a r a lamentarse d é l o que e s t a r í a - s u friendo s u m a d r e .
^ Cuando, d e s p u é s de l a s c u a t r o de l a m a ñ a h a , los d o c t o r e s G i m é n e z G u i n e a y T a m a mes
procedieron a reconocer minuciosamente a
"Manolete", c o m p r o b a r o n la e x t r e m a gravedad
de s i l e s t a d o . » O r d e n a r o n u n a q u i n t a t r a n s f u s i ó n de s a n g r e ; p e r o , d e s g r a c i a d a m e n t e ,
en
t a n t o se l e p r a c t i c a b a , s o b r e v i n o u n c o l a p s o ,
y " M a n o l e t e " e x p i r ó . E r a n l a s c i n c o y seis m i nutos d é l a m a d r u g a d a .
Poco después pidió un cigarrillo, a: que dió tres o
cuatro cíiupadas.
Diri^éndoee al doctor Guinea, le dijo:
—Don Luis, no siento esta pierna—refiriéndose a la
derecha, que tenía lesionada.
En ese momento se le comenzaba a lapliear la quinta
transfusión de sangre por el equipo traído desde Madrid p o r el doctor Tamames.
Instantes después, "Manolete" vohrió a dirigirse ai
doctor Guinea, diciéodole :
-—Don Lxiis, que tampoco stento ya Ja otra pierna...
M terminar esta Arase, la cara de "Manolete" se
contrajo, adquiriendo mayor palidez todavía, y fué entonces cuando los médicos se convencieron m á s de que
ya estaba próximo el fatal desenlace.
Transcurrieron unos momentos angustiosos, y M a nolete" se quejó para decir:
-—iDónde está usted, donJbtris, ^ t e y a no le veo?
— T ú cierra los ojos —contestó con earifio el médic o - - y no te preocupa de nada, que esto va bien.
f u é entonces cuando se Indicó al capellán del Hospital la conveniencia de que le administrara la Extremaunción.
'Cinco minutos d e s p u é s dejaba de existir el famoso
diestro cordobés, sin Ja m á s
leve contracción ni estertor
alguno.
COMO F U E L A M U E R T E
-Manolete" estuvo instalado en la habitación n ú m e ro 18 del Hospital.
M llegar el doctor Giménez Guinea procedente de
Madrid, "Manolete" le reconoció en segWa, ofreciéndole la mano para satadafie.
CAPILLA
ARDIENTE
Y CORTEJO
wmmmm..
A las seis de la m a ñ a n a se abrieron las puertas del
Hospital, cuándo ya el cuerpo- de "Manolete" estaba
amortajado y colocado en la misma sala y cama donde
había fallecido. Allí se instaló la capilla ardiente, y en
el acto empezó «3 destile de todo el pueblo de Linares,
pudiendo decir que han pasado de 20.000 -las personas
que han desfilado por el Hospital, por lo que fué precisa la intervención de l a fuerza publica para regular
el acceso al mismo. Numerosísimas personas, entre
ellas sefiorltas, eran portadoras de ramos de flores,
que colocaban en la caja de "Manolete". A tes diez
en punto de te mafiana e l T g p d á i ^
colocado en un modesto ataúd, y a las diez y media
trasladado a hombros de individuos de su cuadrilla a
- u ñ a r a m b u l a n c i a de Sa Cruz Hoja, en l a q u e iba el mozo
de estoques con tres n ú m e r o s de la Cruz Roja, para
ser trasladado a CóndOtei. Apenas fué depositado el
féretro en te ambulancia, el coche emprendió la'marcha, tras del cual iban infinidad de coches, y el p r i mero d automóvil del torero, ocupado por " C a m a r á " y
los individuos de su cuadrilla.
1P
«MaaoleW» « a l l e vado « a toases de
subalternos y asistencias
fin u n a a m b u l a n c i a . «Manolete», entre l a congoja de
l a m u l t i t u d , es trasladado desde l a e n f e r m e r í a de l a
Placa a l H o s p i t a l del Patronato de los marqueses de
Linares
{Fotos Cano y Saras)
DIEZ PASOS MAS ALLA DE
LA TUMBA DEL QUEMA
£1 PÉSAME DE DIVA CIUDAD
C
U A T R O presidencias t e n í a e l cortejo: la f a m i l i a r , la
oficial, l a t a u r i n a y la popular. E r a n como cuatro
sectores de su vida de r e l a c i ó n : l a madre, l a a u t o r i dad, e l c o m p a ñ e r o y e l hombre de l a calle. C ó r d o b a vivía
el d í a m á s triste de su historia sin o s t e n t a c i ó n de dolor.
Apenas algo m á s que mantones negros e n los balcones, de
las mujeres que quisieron r e n d i r a l torero m u e r t o la colgadura alegre de u n palco de Plaza oscurecida de repente
por e l m á s t r á g i c o eclipse de estrella que cabe i m a g i n a r .
Si C ó r d o b a ha sido siempre l o m á s recio, profundo y callado de A n d a l u c í a , es que sólo siendo a s í p o d í a recoger
t a n t a tragedia y ser cuna y p a n t e ó n de toreros célebres;
historia, a l f i n y a l cabo, de-una ciudad que reclama u n
Museo t a u r i n o , g u i ó n t r á g i c o de u n t u r i s m o especial para
escuela de toreros h é r o e s .
El presidente de la Diputación de Madrid, en
nombro del ministro de
la Gobernación, impone
al cadáver de Manolete ¡a Cruz de Benefi-
EL LLANTO D E L A S NUBES
L a presidencia de¡ duelo:
sus íamiliares. con el gobernador civil, presidente
de la Diputación de Madrid, general Aguilar. jefe
del Sindicato Nacional del
Espec?aculo y alcalde de
Córdoba
E l féietro. llevado a hombros por familiares y amigos entre los que se ve a
*Cantimplas>. Perico Chicote y Montani
E n C ó r d o b a h a y l a costumbre de a n u n c i a r l á celebrar
c i ó n del funeral y e l entierro a l a m i s m a h o r a . A las c i n co y media convocaba l a esquela. U n a h o r a antes, ¿ p e nas si se p o d í a entrar en l a casa de la avenida de Cervantes, t a l era l a a g l o m e r a c i ó n de gente. E n l a calle, ante la
verja, l a m u l t i t u d . C u á n d o familiares, toreros y a m i g o s '
se encaminaban a la iglesia de San N i c o l á s , u n a t o r m e n t a
de a i r e y agua e n v o l v i ó a l a d u d a d . Los poetas ya t e n í a n
el tema del l l a n t o n a t u r a l , pena a t m o s f é r i c a i n c o m p a r a ble c o n el dolor de cada c u a l , y por ello insuficiente para
dispersar las filas de la curiosidad. R e n a c i ó m i n u t o s desp u é s la calma, y C ó r d o b a t o m ó o t r a vez el b r i l l o del agosto*
£1 FUNERAL
L a iglesia de San N i c o l á s , p e q u e ñ a y ancha, t e n í a la
corriente h u m a n a en puertas laterales. £ 1 a l t a r m a y o r
era u n m o n u m e n t o de Semana Santa, p r o f u s i ó n de velas
altas encendidas, l l a m a s de e s p í r i t u vivificante que a l u m »
bf%n s i n cesar e l temor de los toreros heridos. A l fondo»
delante de l a p e q u e ñ a sillería d é coro, los familiares y
autoridades; en l a fila anterior, los toreros; por toda la
nave, e l pueblo religioso,, el que de verdad q u e r í a a l h o m bre. Calor de asfixia. Tres cuartos de hora d e s p u é s , presidencia y pueblo retornaban a la casa donde y a c í a « M a n o l e t e » . E l clero revestido, la cruz alzada, t u v i e r o n d i fícil paso. Y l l e g ó e l m o m e n t o del desgarro doloroso de la
madre. Se llevaban a M a n u e l , a su h i j o . . .
tonio Bien ?nida' y R tfael Llorerte aparecen
aquí, mostrando en su
cara ia honda pena que
les aflige
LA CRUZ DE BENEFICENCIA
E l regimienio de Artillería al que perteneció Manolete' rindió el último
tributo al que fue su
buen soldado
• U n arca de caoba conapScaetones de plata 7 Crucifijo era
llevada a hombros de su c u a d r i l l a . A l pie de l a escalinata
que da entrada a l a casa, e l arca que g u a r d a b a - é l c a d á ver de «Mandílete» f u é colocada transversaImente. E r a la
ceremonia de i m p o s i c i ó n de l a Cruz de Beneficencias. L e y ó
el gobernador c i v i l de C ó r d o b a e l decreto del Ministerio
de l a G o b e r n a c i ó n , por el que se c o n c e d í a a l g r a n torero
la Cruz de p r i m e r a dase, y el m a r q u é s de l a V á i d a v i a , presidente de l a D i p u t a c i ó n de M a d r i d , p r o c e d i ó a colocarla
sobre e l a r c ó n . prendida en d p a ñ o negro, como reconod m i e n t o oficial a u n a v i d a abnegada, homenaje p ó s t u m o
a quien siempre ofreció s u arte y s u v i d a en bien de lo
H u m a n i d a d . No ha habido durante su etapa torera cartel
b e n é f i c o , de A s o d a d ó n o M o n t e p í o , que n o llevara su
n o m b r e . T a l era su poder de a t r a c d ó n , que hubo corrida
c l á s i c a aplazada hasta la fecha del posible concurso def
astro, porque s i n él no h a b í a r a n g o n i u t i l i d a d . . . Con estos
pensamientos sf puso en m a r c h a la c o m i t i v a .
(CrtRlca de nuestro Siünllrcctor, m M * especial)
E
ITINERARIO
Por todo C ó r d o b a l l e v a r o n el c a d á v e r de M a n o l o a paso
testo: avenida de Cervantes, avenida del G e n e r a l í s i m o .
Campo de l a Merced... U n silencio que sólo era r o t o por el
ruido de a v i ó n desde el que a r r o j a b a n ñ o r e s , las ú l t i m a s
flores tiradas a « M a n o l e t e » y las ú n i c a s que n o pudo recoger. Por m i mente p a s ó , c o m o en p e l í c u l a , el recuerdo de
tantos é s t o s del t o r e r o . Sobre ta arena de todos los
ruedos cayeron como pruebas de entusiasmo de los p ú blicos las prendas m á s i n v e r o s í m i l e s ; a n t a ñ o se tiraban
sombreros; en s u tiempo, a falta de ellos, llegaron a verter zapatos de mujer, camisas, bolsos, i u n d a s de gemelos)
hasta botijos con su efigie en c á r i c a t u r a ; impasible, « M a n o l e t e » l o d e v o l v í a todo a los tendidos; s ó l o las (lores, los
ramitos de claveles de sangre, conservaba en su recorrí^
do t r i u n f a l . . .
La Torre de la M a l m u e r t a es e l p o r t ó n del barrio de San-ta M a r i n a , donde n a d ó y v i v i ó « M a n o l e t e » . Calles estrechas de la vieja: C ó r d o b a y a l m a inmensa de sus hermanos pobres, el entierro p e r d i ó a l l í la l í n e a de cortejo, su
orden, s u silencio. Las gentes q u e r í a n llevar e l f é r e t r o . A l
llegar a l a plaza d é l a L a g u n i l l a . frente a la casa donde v i vió « M a n o l e t e » muchos a ñ o s , todos los a ñ o s de su i n f a n cia, se r e z ó u n responso. Y en m a r c h a nuevamente, p ó r
Santa Isabel, Hermanos D i é g u e z , San Pablo. Calvo Sotelo, Claudio Marcelo, plaza de J o s é A n t o n i o , Gondomar,
Concepción y paseo de l a V i c t o r i a . . .
A DIEZ PASOS ü l LA
T ü m Á DEL GUERRA
Entre los que a c o m p a ñ a ron al cadáver de «Manolete hasta su última morada
estuvo el doctor Garrido
en el centro , médico que
i n t e r v i n o al infortunado
diestro en la enfermería de
Linares
Mas de cien coronas componían el cortejo de recuerdos. Esta es la que envió
Pepe Luis Vázquez
Los hermanos (Bienvenida*
le dedicaron ésta, que llevan
los banderilleros Checa y
Palomino
A las nueve menos cinco de l a noche se h a c;ía
í a la entrada en el Cementerio de Nuestra S e ñ o r a de la Salud. Dos
horas y media para recorrer tres k i l ó m e t r o s . . .
Una l u n a llena, descarada, b a ñ a b a el camposanto. Cientos de personas esperaban ya a l l í , por los caminos estrechos y pisando sepulturas. Las cien coronas, a m o n t o n a das en c í r c u l o sobre e l lugar donde h a b í a de recibir eterno
descanso el i n m o r t a l torero, o f r e c í a n u n aspecto f a n t á s tico. Por la suave pendiente del cementerio, a l borde del
camino, e s t á e l p a n t e ó n del Guerra; diez pasos m á s a l l á ,
una sepultura abierta, para cinco cuerpos; la losa, colocada a l lado, lleva l a i n s c r i p c i ó n de los s e ñ o r e s de S á n c h e z
de Puertas, l a f a m i l i a a m i g a . M i n u t o s d e s p u é s , e l ú l t i m o
p i m í e t e . d e su guardia llega a l a ú l t i m a inorada del genio.
C e r n í a s encendidas a l borde de la sepultura, voces que
suenan irreverentes, aunque sean de gemidos postreros;
sombras que c r u z a n pisando coronas y tumbas, ofrecen
u n e s p e c t á c u l o macabro. Parece e l fin de u n a novela f a n t á s t i c a , algo a s í como s i « M a n o l e t e » no hubiera existido
nunca, eéváh s i hubiera sido, e n realidad, u n m i t o .
E
L a corona de! Montepío de
Toreros, transportada por
Magritas y Farnesio. representaba a todos los toreros asociados
REGRESO
La l u n a h a enrojecido, e s t á como tinta en sangre, r u bor de v e r g ü e n z a por haber sido testigo de u n episodio que
nunca d e b i ó ver. Su l u z , sobre «1 Guadalquivir, convierte
k a aguas en espejo, es como si e l r í o m á s torero de Españ a llevara u n vestido de gris y p l a t a . C ó r d o b a queda a t r á s ,
tiiste, porque h a perdido su ú l t i m o Califa. L o que n o ha
Perdido, n i es posible que pierda y a , es su estoicismo. R í o
T d u d a d , t r a n q u i l o s e n l a h o r a m á s triste de s u historia
Pagana, se h a n e n r i q u e d d o con el tesoro e s p i r i t u a l de l a
figura de M a n u e l R o d r í g u e z , « M a n o l e t e » . ' que queda en
*tt seno diez pasos m á s a l l á del p a n t e ó n del Guerra.
ENRIQUE Q I L D E L A VEGA
La corona d
mente quena seguir la
huella artística del pobre Manuel, llevada por
el paare de aquél
(Para J o s é
González
11 d e dfciesnbre d e
Marín]
1944)
tu, girasol amarillo,
e n t u j a r d í n de alamares»
que n o b u r l a n e l peligro
sino con el leve vuelo
d e l a a b e j a j u n t o a l lirio»
susurrando, esquivas, áureo»
el m á s berrendo mugido.
Cuando l a sangre patricia
oye s u pulso contigo,
s i e v a n g e l i z a s l o s toros
con t u evangelio taurino.
Séneca y San. Rafael
te a p l a u d e n desde e l t e n d i d o ,
y e l A r c á n g e l te h a c e u n q u i t e
casi a farolazo limpio.
D e l a sangre de m i l toros
otros mfl r e n a c e n vivos,
sepulturas de t u estoque
a l descabellar sus mitos.
T u Medina A s a h r a tiene
baluartes n o m a n t i n o s »
califatoB d e j a z m i n e s ,
campamentos de estoicismos...
C ó r d o b a , a l pie d e s u S i e r r a
— l a que c o r o n a s u río
con u n altar berroqueño
j u n retablo de lentisco»—»
t i e n e , e n l o alto, c i p r e s e s ,
y a b a l o » tocos y olivos;
ermitas easi e n las nubes,
y arrodillados, los trigos;
y e n e l m á r m o l de sos patios
—mirando, u n miramelindo—,
el surtidor rejonea,
con luz, el aire retinto.
AHI naciste torero
p o r q u e l o q u i s e ta s i n o »
c o n t u t r i st e s a d e s a n e e
r y t u e i w | i a q « é d e obelisco.
Facistol, centras el ruedo
como quien sostiene u n libro,
si del «Guerra» l a sentencia,
l a estampa de «Lagartijo».
S i e l aol g i r a e n t u m u l e t a .
1
s u s velones encendidos,
y tíi G u a d a l q u i v i r c o r n e a
contra puentes y molinos»
Córdoba, a l velar tu sumió,
vela a l mejor de sus hijos...
flor de v a r ó n d e r r a m a n d o
varonil serenidad ;
c i p r é s de e r m i t a c r i s t i a n a ,
que el tiempo s i n t i ó p a s a r
—Córdoba, romana y árabe,
t r a n s i d a de e t e r n i d a d — ,
y c a s i a l c a n z a n d o e l cielo,
tu arrodillada humildad
a las aves daba sombra
c o n s i l frescor vegetal;
que a s i , M a n u e l , d e r r a m a b a s
tu callada caridad.
¿ D e oro y rosa ibas vestido?
Ni» a l a m a r e s , s í u n r o s a l ;
dalias» pero ñ o Ifordadas»
deshojadas a l azar,
entre lirios y alhelíes,
con rodo matinal.
¡ Q u é triste salida en hombros!
¡ Q u é t r a j e d e torear.
Manco, sin luces doradas,
c o n l u c e s de f u n e r a l !
H
(28 d e agosto d e
1947)
F e r i a d e agosto e n L i n a r e s . . .
Minas entre el olivar.
-»
D e l a vacada m á s negra
seis toros se l i d i a r á n ,
llegados de l a s m a r i s m a s
a l filón d e l m i n e r a l .
F i e m o que quiere ser p l a t a ,
rastrojo que f u é trigal...
L a s amapolas segadas
r o j o epitafio s e r á n .
¿ D ó n d e estás» S a n R a f a e l ,
que e n e l t e n d i d o n o e s t á s »
p o r s i te l l e g a a l m a e s t r o
l a h o r a de l a verdad?
L a moneda e s t á en d i aire,
aire de fatalidad.
A c a r a o eras» l a estocada
o l a cornada mortal.
7 ambas llegaron a u n tiempo..
¡ Q u é valor profesional!
— S í , Manuel, de t u estocada
m u r i ó el toro y s u m a l d a d . . .
— S I , l a s o r e j a s te d i e r o n ,
y el rabo, y l a eternidad...
Sangre, m á s sangre; sus venas
sin sangre quedaron ya:..
Y A l v a r o D o m e c q t e Hora»
¿ q u i é n n o te s u p o l l o r a r ?
¡ A y de m i A l h a m b r a perdida,
a y s u s bosques d e a r r a y á n !
¡ L á g r i m a s de B o a b d i l e s ;
ay, españoles, llorad!
Q u e m u r i e n d o u n g r a n torero
m u r i ó u n espaftol c a b a l ,
asombro de las E s p a ñ a » ,
de aquende y allende é l
Quien así perdió su vida
g a n ó su inmortalidad;
M a n n e l , E s p a ñ a te H o r a . . .
Muerto, s e r á s inmortal;
rojo clavel f u é t u h o m b r í a ,
a l t a corola t u faz.
«O
V
Cuando el labriego e n l a e r a
es l a p r o m e s a d e l p a n ;
cuando e l m i n e r o e n l a m i n a
busca e l h o n d o m i n e r a l ,
llorando b a j a a S e v i l l a ,
desde C ó r d o b a h a c i a e l m a r ,
el G u a d a l q u i v i r , c r e c i d o ,
con l á g r i m a s s u c a u d a l ,
l o s quiquiriquíes cambian
la seda por e l p e r c a l ;
la seda de l a s estrellas,
por r e v u e l o s d e c o r r a l ,
y adelfas de llanto a m a r g o
el r i o r u m i a n d o v a
— l a c r i m a t o r i o d e pueblos—
a tu Córdoba natal.
Redondo llanto taurino
los r u e d o s t e l l o r a r á n , .
y e n l u t a r á n sus barreras
c a p o t a s de c o r d o b á n .
B r o n c o toro b e r r o q u e ñ o
la Sierra, sin mayoral,
encampanado en las nubes
— t e s t o s de p é t r e o c a n c h a l — ,
que los arroyos t o r e a n
con capotes de cristal,
y c o n g a r r o c h a s de v i e n t o s
acosa l a tempestad...
Altas barreras de niebla
cornea l a claridad.
y di a l b a , d e r o s a y oro,
saltando a l trascuerno va,
saltando Despeñaperros,
pregonando l a verdad:
¡Manuel h a muerto! ¡Ay, Córdoba!
¡ A y , cordobeses, l l o r a d !
Lloran las piedras romanas
y á r a b e s de l a c i u d a d . . .
¥ t ú , puente, que a f u r i o
toreas a l n a t u r a l ,
c o n t u firmesa d e p i e d r a ,
d e j a q u e lo m a t e e l m a r . . .
Y el p a n , nuestro p a n , parece
que a m a s a d o e n sangre e s t á ,
y el m i n e r a l d e L i n a r e s
no parece m i n e r a l ;
sangre de M a n u e l parece,
no estallo» s i » r e s t a ñ a r . . .
; Q o é p e n a l E n L i n a r e s tuvo
el Arte de Torear <
s u Angel Caldo en l a a r e n a . . .
Los romances nos d i r á n
que a D i o s l e b r i n d ó s u a l m a .
¡ D i o s le d é s u e t e r n a p a z !
BRINDIS
POSTUMO
C u a n d o saliste a l a P l a z a
c o m o u n s o l e n s u apogeo,
siendo cumbre del toreo
lo eras t a m b i é n de t u n w a .
Hoy l a muerte te desplaza;
. p e r o e m p l a z a di- h e c h o c i e r t o
d e t u r e c u e r d o despierto,
que m a n t e n d r á s e n l a lid
para ganar, como e l C i d ,
batallas, d e s p u é s de muerto.
ADRIANO DEL
-
TALLE
Como es harto sabido, la presencia en
las Plazas de Juan Bedmonte. con su
toreo parando, templando y mandando,
produce una rewolucáón. •
Belmonte resucita, definitivamente, e l
pase natural, y l o ejecuta c e n t r á n d o s e
con e l toro, y desde u n terreno que antes n o habla pisado n i n g ú a lidiador.
Y resurge t a m b i é n <|1 tereo en redondo, porque Juan liga los pases m á r a v i Uosamente, ante e l asombna de los públicos.
A partir, de este histórico momento, el
^•pase natural se prodiga por k s l i d i a - ,
dores; pero ninguno supera a Belmente
en el temple y la naturalidad que . unp r i m e en* él.
H a llegado e í momento e n que -«Manolete» hace acto de presencia en las
Plazas.
Y l o hace acortando i a s distancias
entre toro y torero de i»veiKsímil~ manera.
*
Q u é d a n s e los espectadores maravillados, y en et^toieo
natural c u l m i n a
el ' p r i * * ^ ^ raérito d e l nuevojrevoluc.'cna
rio.
—
É l pase -'-eje de este reportaje—, ejecutad© p o r el cordobfs, adquiere toda
su grandeza,
"* L a crítica^ justicieraiasente, l o elogia, y los aficionados le jalean entusiasmados.
"MAINÍOIETE^,
el purifícador del pase natural
L
OS que ya somos aficáosutdcs v k j o » estamos avtoriz&dos . p a n ocupamos de esto
trama.-r ~ ' '.
Hemos conocido durante el transcurso de los a ñ o s todas las vicisiiudes per
que atravesé el pase natural, uno de los dos. fundamentales del toreo coa l a muleta,
como ya se ha dicho ^ i n f i n i t a s ocasiones.
: Suerte es. l a ckada, sujeta a regias Sjas, que nadie p i ^ ' « » n p e r , aunque otra
cosa se asegure por quienes opinaron que aquellas reglas del toieo fueron quebran.tadas por diestros innovadores.
*. E l firmante de estas líneas alcanzó las p o s t r i m e r í a s toreras del coloso de l a Jaunanaquia^ Rafael Guena, « G u e r r i t a » , y en" muchas corrida® l e vió torear a l natural,
ligando los pases, hasta constituid e l toreo en redondo.
_
N o voy a h e a a ocuparme de cómo es y c ó m o dehe ejecataree e l susodicho pase,
n i tampoco he de remover textos viejos, reproduciendo cuanto aparece escrito en las
« T a u r o m a q u i a s » de «Pepo-Iilo» y de Francisco Montes, « P a q u i r o » .
: Sobre todo edlo p u b l i q u é en esta Revista, n o hace muchos meses,, un reportaje,
y en él h a l l a r á n nuestros lectores cuanto t é c n i c a m e n t e escribí, sin pretensiones de
sentar p l a t a de c a t e d r á t i c o en l a materia.
' ' P o r su frecuente ejecución e n los ruedos, los aficionados de esta época conocen
el mérito que. encierra e l pase n a i u r a l , y
sóñ los primeros en reclamarle cuando
creen que, e l lidiador se encuentra enfrentado con ú n tono en condiciones para hacer
t a l clase de toreo.
Es, p o r consiguiente, innecesario machacar una vez m á s sobre e l terreno que
debe ocupar e l toro, e l d e l torero y c ó m o
éste debe cuadrar l a muleta ante l a testa
del fiero bruto, e m b a r c á n d o l e en l a r ^ i a
franela,' hasta conducirle, con temple
naturalidad, a l lugar d ó n d e de nuevo naN
de recogerle, bien para cmatiñuar toreando de dicha torma o para enlazarle con ei
de pecho, que es l a desembocadura del Dase en cuestión.
_
Con l a inopinada retirada de ««Guerrita»»,
e n les finales del siglo X I X , el pase natur a l , el de m á s difícil ejecución, empieza a
decaer.
«
,
Eje t o d a v í a del toreo l a estocada, lr«s
aficionados van perdiendo la costumbre de
ver el pase natural, y í e s toreros l e aislan
del de p e d i o , pase é s t e que ejecutan preparado y no forzado.
Cuando «Bombita*» y «Machacuiio» mo
ntepolizan e l interés de l a Fiesta, e l pase
natural permanece dormido, v de vez en
cuando, primero e l trianero Antonio Mon''s v después Vicente Pastor, l e hacen
despertar del letargo, con l a comiDÍlacencis» de los aficionados veteranos y la sorpresa d» losttntonces bisónos.
¿ C u á l e s son las c a r a c t e r í s d e a s de se pase q u é el
intortunado lidiador ha dejado hecho en e l toreo ? *
A h í las tenemos reflejadas.
. E í toro,, «embarcado» en l a roja tela, avanza pur
su/viaje natural.
E l torero, quieta l a planta, coa los talones embutidos en e l albero, y los pies, n i juntos n i exagerad a m e n t é separados., ys^ suavemente cargando la
suerte, girando el brazo para describir nn medio
punto, en e l que la flexibilidad 'de la cintura desem- ^
p e ñ a u n importante papel.
L a muleta, cogida por el centro del p a l i l l o por la
siniestra mano, en movimiento lento y pausado, y
e l estoque e n l a derecha, al margen del p a i c .
Ese es, sencillamente explicado, e l pase naturaj,
que con exquisito gusto artístico ejecutaba el singul a r torero, cautivando a los erpectadores en grado .
superlativo.
H o y se torca a l natural, muy bien per cierto, por •
otros diestros, cuyos nombres deliberadamente omito • pero e i pase de «Manolete», dicho con todos los
debidos respetos, era ú n i c o , excepcional.
Juan Belmonte, e| rewducionario de la Tauromaquia, en sus tiempos gloriqgos d e s e n t e r r ó una de las
suertes m á s bellas y emocionantes de nuestra brava
Fiesta. .
' ' '
•'"
Manuel R o d r í g u e z , «Manolete», el otro revolucionario, l a purificó, llegando a un grado insospechado
e inimitable.
DON JUSTO
la mano izquierda, con y sin ayuda del estoque, p o r
alto y por bajo, l e v a n t á n d o s e de un modo suave y
templado
o descendiendo de u n modo recio y brus-
co, recogiéndose o d e s p l e g á n d o s e , otndeando o g i rando, ofreciéndose, entera o mediada, adelantada o
atrasada, a su i ^ c r o con personal y decidido, -impulso y movimiento, t o d a v í a queda algo m á s . ' N o
se han agotado las'posibilidades de los pases de todas las firmasj de todas l a r ú b r i c a s , de todas las
marcas. Y ese «algo» consiste en anular decidida,
sistemática y m e t ó d i c a m e n t e
la función propia y es-
pecífica de la colorada bayeta.
realmente?.,.
¿ P a r a q u é sirve,
¿ P a r a defeader a l cuerpo del torero
poniendo entre é l y é l p e i i g r o flue le a c e d í a y áco•< sa el e n g a ñ o de u n trapo encarnado?...
Pues he."
a q u í quo alguien decide anular de un modo delibe-.
rado esa función. L a muleta pasa a l a espalda, o, l o
que es l o mismo, a u n l u g a r subalterno t d e t r á s de
aquello a l o que servía de e l á s t i c a trinchera. Y á e l
toro e m b e s t i r á —si quiere— a i p r o p i o e n g a ñ o , pito,
longado como u n a p é n d i c e del cuerpo que busca. L a
pierna, enfundada en l a estirada i n e d i a ; los muslos
ceñido» por e l , raso de la taleguilla"; Ja cinturáJi|>retada por l a f a j a ; eá busto que se ofrece bajo l a
airosa casaquilla, y l a leve camisola, e s t á n delante.
La defensa p a s ó a u n segundo plano, a u n segundo t é r m i n o . Y el torero g i r a en t o m o a su eje, como
si el mundo no tuviera movimiento traslaticio, c ó m o
si ©1 sol se hubiera quedadlo sin alrededores.
Eso, todo eso, y nada m á s y nada menos quz eso.
E
|
/
L l a n c e o e l pase no son de quienes los inven;
'tan, sino de quienes les dan nombre. Las «gaoneras» son de Gaona, y las «chicuelinas»,
de «fChicuelo», como las «manaletinas» son de «Manolete». ¿ Q u i é n pone el apellido a una manera especial 'de manejar e l papóte o l a muleta?... Se l o
*>coafierer primero, la letra impresa, y d e s p u é s , l a
voz del pueblo —voz de Dios— t o rectifica o lo
ratifica. Es inútil que un revistero taurino se emp e ñ e e n lo otro o en l o de m á s allá. Coma, no tenga
el asenso d e l «re^petaible», ¡ e s t á lucido, y y a va
listo J T o d o eso viene a cuento de que Manuel Rodríguez, entre las muchas e importantes cosas que
ha aportado a i arte d e torear —entre otras, la de
acortar de un modo inverosímil la distancia que
separa a l lidiador de la fiera—, figura l a de echarse la muleta a la espalda, como si
el diestro se desciñera la faja, y
aguantando levemente el trapo rojo
con una íhafio, y sosteniéndolo con
firmeza en Ta otra, esperar la embestida d e l astado para acariciar e l
lomo de l a res con «1 borde de la
franela, a manera de colgadura levantada por e l viento. E l g i r o nnpasifcle y estoico del torero en esa
ocasión le convierte en eje p u r o de
su pase. E l lidiador, en coyuntura
y trance tales, es al toro l o qve el
mástil es a] testuz verde de l a ola
que a l barco acomete, o l o que es el
m á s t i l , flexible y r e d S ' a u n tiempo
mismo, de l a bandera izada, al vendaval-que l a hace ondear y t r e m e
lar. Sería, p u e r i l a estas alturas caer
en el bizantmismo de si fué o n o fué
«Manolete» el p r i m e r o que u s ó y empUS6 ese modo especial d e cita y
aguante. L o cierto es que todo eü
mundo l o conoce con el membre de
«manoletina», y , p o r tanto, quiérase
o no, a «Manolete» corresponde, no
sólo la d e n o m i n a c i ó n , sino algo mu-
Loa conmovida de
"manoletina"
cho m á s interesante: l a d i v u l g a c i ó n . /Pedos Tos l i diadores aprendieron del diestro de Córdoba l a idea
y la ejecución. Guando l a muleta, que es red y barrera, l á t i g o y malla, defensa y castigo para la
cuerna amenazante, que busca y no encuentra el
bulto donde clavarse y herir, ha agotado y a las posibilidades de su empleo, en l a mano derecha y en
es, f u é y s e g u i r á siendo l a « m a n o l e t i n a » : el pase
empleado por un torero genial que quiso llevar su
idiosincrasia y su estilo a las ú l t i m a s consecuencias.
ttk m í ¿ q u é se me da?... Y o me pongo la muleta
a l a espalda y toreo solo, como si el enemigo no
estuviera delante, s i n m i r a r l e siquiera, dando medias vueltas, en recuerdo de l a e n s e ñ a n z a de la m i l i t a r i n s t r u c c i ó n . . . » Y de l o cerca qne
pase e l cuerno buídto, de l o que roce,
como u n h u r a c á n , l a melena verde del
á r b o l , d e p e n d e r á n la gracia y e l pel i g r o , l a e m o c i ó n y. e l m é r i t o de esa
elevación de l a indiferencia y del estoicismo a l a potencia e n é s i m a en que
la « m a n o l e t i n a » consiste. M u y fácil si
se sánrala —como todo—, y loabilísima
cuando se da de veras... Danza solitaria donde el lidiador parece g i r a r con
u n espectro, con u n fantasma, a l que
s ó l o suple el trapo rojo en el vuelo de
una falda. Es e n l a « m a n o i e t m a » donde
el espada, clavado en ]a arenar baria
m á s ritualmentQ con su eterna Promet i d a : l a Muerte. U n pase seco, solemne, escalofriante, y a la vez ungido d é
esa gracia indecible que sólo tienen el
p a í s d d abanico y el ala del á n g e l .
« M a n o l e t e » l a hizo «raya, le d i ó nombre y p o r ella — d e s p u é s de muerto—
vi«e y v i v i r á , por siempre y para
siempre.
ALFREDO
(Foie* VaUs y Meri)
»
MARQUERIE
1
i <r
L a estocada de
S
i B I D O es que « M a n o l e t e » hizo a » presentac i ó n e n M a d r i d para c o n f i r m a r su a l t e r n a t i v a
de m a t a d o r de toros e l 13 de octubre de 1939.
Pero se d e c í a que', s i n o en M a d r i d , h a b í a toreado de
n o v i l l e r o en sus alrededores. U n d í a se lo p r e g u n t é
a l propio « M a n o l e t e » , que m e r e s p o n d i ó .
— E n efecto. T o r e é dos novilladas e n T e t u á n de
las V i c t o r i a s en l a p r i m a v e r a de 1936.
— ¿ Y c ó m o r e s u l t ó la c o s a ? — i n q u i r í .
—Nada de p a r t i c u l a r — m e d i j o sin el m e n o r asom o de vanidad y hasta c o n cierto d e s d é n — . E n m i
p r i m e r a tarde d e s p a c h é a m i s dos novillos de dos
estocadas.- 7 s ó l o por esto me r e p i t i e r o n .
— Í * qué?
— L o m i s i n o . Otras dos estocadas. -—¿A v o l a p i é ?
—Sí.
Q u e d ó e n este p u n t o cortado e n seco nuestro d i á logo sobre ta m a t e r i a . « M a n o l e t e » n o regoldaba
con placer aquellas tardes, c o m o si no c o n t a r a n n i
debieran contar en s u y a b r i l l a n t e historia (esta conv e r s a c i ó n l a t u v i m o s en é l mes de a b r i l del 44). y n o
i n s i s t í m i s . Pero el hecho cierto, indiscutible, a l
menos en m i modesta o p i n i ó n , es que l a fama de
« M a n o l e t e » , conquistada, sin duda, por otros c a m i nos, -tenía cada tarde, t r i u n f a l u n colaborador silencioso, q u e pasaba casi, i n a d v e r t i d o , en s u modo de
ejecutar l a suerte suprema. P o r regla general, se
hablaba hasta enronquecer de sus faenas de m u l e t a , y s ó l o como final, y como d á n d o l o por descontado, se h a c í a referencia a l a estocada, casi siempre
e n l o a l t o . O t r o t a n t o h a c í a n , en general, los c r í t i c o s ,
que daban rienda suelta a l a p l u m a para describir
sus faenas y guardaban, agotados, u n par de l í n e a s
p a r a calificar e l instante supremo.
P o d r í a recoger infinidad de a u t o r i s a d ó s textos
probatorios; pero he de copiar t a n s ó l o u n o , porque
e n é l alude e l cronista — R . Capdevtta— a u n m o d o
de m a t a r , q u e 'no recuerdo haber visto p r a c t i c a r a l
genial c o r d o b é s m á s de u n par de veces e n u n largo
centenar de toros que le v i d e r r u m b a r . D e c í a asi
Capdevila e n « A r r i b a » :
« M a n o l e t e » , t o r e r o de sangre y de estirpe, y de
t i e r r a t a m b i é n , que aguanta y m a n d a c o n l a capa
de u n a manera indescriptible. Que t e m p l a y que p u l sa a los toros, c o m o n o c a b í a creer cuando nos c o n t a b a n . Que n o cede cuando los toros se quedan, y les
insiste e n ese m o m e n t o peligroso, y les saca el r e m a te imposible, c o m o aquella m e d i a v e r ó n i c a del q u i n to, i n o l v i d a b l e por l o s siglos de los siglos.
« M a n o l e t e » , que se supera a ú n e n l a m u l e t a . E n
el conocimiento, c o m o c u a n d o e n s u p r i m e r o — m a r r a j o — . desde l a izquierda le m e t í a a l a n i m a l e l
pico d e l a franela « I o j o derecho y le sacaba m á g i camente hasta e l t e r c i o . E n el v a l o r , c o m o e n l a se-
ri* JL* ttwllll llt<Ml -En la trrJUHA rontA
lOfi araTl^A»
' d e l « e s t e , mejorados sobre e l que los i n v e n t ó . E n e l
temple, c o m o e n t o d o m o m e n t o . E n e l c o n s t r u i r las
faenas t é c n i c a m e n t e , c o m o e n el ritmo de estrofas
q u e d i ó a los tres tiempos en que d e c i d i ó su ú l t i m o
— l a de oreja t a m b i é n — : sobre l a derecha, sobre l a
izquierda y adornos. Y o n s u modestia s i n i g u a l .
« M a n o l e t e » , e l c o r d o b é s . q u e . f É r a c ú p u l a de su
catedral m a t a e n tablas o decide recibir a los t o r o s . »
M a t a r e n tablas s í le v i , porque los toros de « M a n o l e t e » —casi siempre lidiados e n e l tercio, cuando
n o en los medios—, fatigados por l a d u r a l u c h a a
que eran sometidos, t e n d í a n , s i e r a n mansos —cosa
frecuente—, a refugiarse en aquel terreno; pero,
c o n escasas excepciones, los mataba a v o l a p i é .
C l a r o e s t á que pudo o c u r r i r , s i n duda o c u r r i ó m u chas veces, que a l disponerse « M a n o l e t e » a ejecut a r l o se d i e r a n algunas de las circunstancias que
d e t e r m i n a n , s e g ú n explica c o n e x a c t i t u d el d o c t o
tratadista C o s a í o . las suertes intermedias de « a g u a n t a r » y « a r r a n c a r » , cuyos pormenores creo innecesarios e n este t r a b a j o .
L o c i e r t o es, e n c u a l q u i e r caso, que la m á y o r p a r te de l o s toros matados p o r « M a n o l e t e » fueron h e ridos e n l o a l t o , p o r e l m i s m í s i m o h o y o de las a g u jas, o p o r los rubios, s e g ú n e l modo de decir de cada
c u a l . E n Segovia m i s m o , e n aquella t a n m a l t r a t a d a
a c t u a c i ó n de fin de j u n i o ú l t i m o , « t í a que e l cordo-
b é s , s o b r e p o n i é n d o s e a los desencadenados elementos
de viento y l l u v i a , biso l o h u m a n a m e n t e posible
para complacer a l p ú b l i c o , p i n c h ó varias veces a sus
toros; pero todas bien, e n e l m i s m o l u g a r del m o r r i l l o , en que de antemano h a b í a fijado sus ojos.
Pueden contemplarse c o n d e t e n c i ó n y e s c r ú p u l o
c r í t i c o cuantos documentos g r á f i c o s nos quedan de
« M a n o l e t e » ejecutando d i v o l a p i é . E n todos se v e r á
l a r e s o l u c i ó n de m a t a r a s u enemigo guapamente:
e n e l modo (fe perfilarse e n corto y recto, en e l m o n t a r l a espada sobre e l pecho, e n e l doblar l a c i n t u r a
sobre e l antebrazo izquierdo, e n e l brioso empuje del
brazo y . sobre todo, en l a p o s i c i ó n de l a cabeza
q u e m i r a serenamente a l sitio e n que h a b r á d é enc o n t r a r l a muerte e l t o r o , s i n pensar que l a suya —su
m u e r t e — p o d í a i r y a , m á s a t r á s , tapada e n los vuelos de s u m u l e t a . Como o c u r r i ó e n L i n a r e s .
M u c h o s diestros fueron famosos t a n s ó l o por ser
excelentes matadores. « M a n o l e t e » t a m b i é n pudo
serlo por esto; pero l a verdad es que n o se le dedicab a m a y o r a t e n c i ó n a esta e s p l é n d i d a c u a l i d a d . E l
m i s m o n o confiaba a ella sus t r i u n f o s . D i f í c i l m e n t e
h a b r í a podido contentar a l o s p ú b l i c o s c o n l a per*
fecta e j e c u c i ó n de u n soberano v o l a p i é , s i a ella, n o
halda precedido u n a faena t í p i c a m e n t e manoletista.
P o r o t r a parte, é l d e b í a pensar que p e r e l nuevo hec h o de ser m a t a d o r de. toros, l o de m a t a r bien era
« M i g a d o y t a n parejo a l oficio, que n o m e r e c í a m á s
p l á c e m e s n i contemplaciones.
J U M O FUERTES
•Mi
t i CUARTO NUMERO 220 SE HA QUEDADO VACIO
La impresión de los sen ¡dores del hotel en que ^Maoolete^
se hospedaba cuando estaba en Madrid
a c o m p a ñ a d o s por Luisa, que es u n a de las camareras que se t u r n a b a n en e l servicio de la h a b i t a c i ó n
n ú m e r o 220, a l a que hemos llegado guiados por
esta muchacha s i m p á t i c a , a l a que preguntamos a l gunos datos acerca de las costumbres q u e observaba
e l llorado í d o l o t a u r i n o en la r e l a t i v a i n t i m i d a d d e
su v i d a de h u é s p e d de h o t e l .
— ¿ E r a usted quien se ocupaba siempre del arreglo de esta h a b i t a c i ó n ?
— N o . Somos tres las encargadas de este piso j ,
por t a n t o , las tres nos o c u p á b a m o s del servicio de
este c u a r t o .
Este b a l c ó n que se abre sobre l a plaza del A n g e l es el
del c u a r t o n ú m e r o 2 t a del
h o t e l e n que se hospedaba
«Manolete» cuando estaba
en M a d r i d
El
gabinete que ocupaba
«Manolete», el a r m a r i o de
l u n a que guardaba los t r a tes de luces y el s i l l ó n d o n de se sentaba a esperar l a
h o r a de salir p a r a 4 a Plaza
L a muchacha hace u n gesto m u y expresivo que
subraya perfectamente su c o n t e s t a c i ó n .
—Incontables. Todo e l d í a se pasaban, desde t o das partes, preguntando por é l . Cientos y cientos de
llamadas se r e c i b í a n d i a r i a m e n t e , entre conferencias
y avisos d e l i n t e r i o r de M a d r i d .
— ¿ S o l í a negarse a hablar con las personas que le
llamaban?
—Procuraba contestar a todas l a s llamadas y
atender a todo e l m u n d o .
. A l pasar ante l a C o n s e r j e r í a , cuando y a abandon á b a m o s e l hotel, hablamos con el conserje.
—Estamos todos impresionadisimos por l a muerte de ese g r a n torero que f u é « M a n o l e t e » .
Nos s e ñ a l a e l casillero marcado con e l n ú m e r o 220.
— A q u í h a b í a siempte montones de cartas, de telegramas de f e l i c i t a c i ó n . R e c i b í a a d e m á s p e r i ó d i cos y revistas de todas partes, hasta d e l E x t r a n j e r o . . .
— ¿ E r a a m i g o de dar propinas?
— S o l í a ser generoso. Pero de esas cosas se encargaba casi siempre d o n J o s é « C a n s a r á » . . . Y o m e
a c o r d a r é siempre m u c h o de « M a n o l e t e » . A u n q u e
t e n í a f a m a de ser m u y serio, estoy convencido de
que e n e l fondo n o era m á s que u n c h i q u i l l o . L a
i m p r e s i ó n de seriedad quedaba desvanecida en cuanto se hablaba con é l . No e r a n a d a orgulloso.
Recogida esta ú l t i m a i m p r e s i ó n de los sentimientos que inspiraba « M a n o l e t e » a l o s empleados del
hotel, que era s u casa, d u r a n t e los d í a s felices en que
t r i u n f a b a — c o m o en todas las Plazas de E s p a ñ a ,
como e n las de M é j i c o , t a m b i é n — , e n l a Plaza de
M a d r i d , nos vamos d e a l l í , c o n t a p a d o s de s o tristeza y de su l u t o .
,
P I L A R YVARS
L a alcoba del hotel que ocupaban «Manolete»
y «Camará»
C
R E O que e l m o m e n t o m á s impresionante de
nuestra visita a l h o t e l donde se hospedaba
« M a n o l e t e » d u r a n t e los d í a s que p e r m a n e c í a
en M a d r i d , ha sido aquel e n que e l b a l c ó n se h a abierto a n t e nosotros p a r a dejar e n t r a r e l paisaje alegre
7 u r b a n o de l a plaza d e l A n g e l . Desde a l l í e l t o r e r o
m u e r t o h a b r á m i r a d o muchas veces e l b u l l i c i o de l a
plaza donde j u e g a n n i ñ o s a todas horas, h a b r á escuchado e l r u m o r del t r á f i c o que e n d í a a r e o l a , h a b r á visto sobre e l cielo de l a noche recortarse l a e n cendida silueta de u n a n u n c i o l u m i n o s o ; 7 hemos
evocado s u a l t a figura perfilada e n eQa. Pero e l b a l c ó n h o y e s t á vacio. Bueno, n o es esto demasiado
exacto, puesto que e n ¿1 nos encontramos nosotros
H a b l a m o s c o n L u i s a a l llegar a n t e l a puerta
del 220.
— ¿ R e c l a m a b a c o n m u c h a frecuencia sus servicios?
— M u y poco. No e x i g í a nada 7 se portaba s i e m pre c o n m u c h a c o r r e c c i ó n .
E n t r a m o s e n l a r liabito<io«tosr t m g t b i o e t e espacioso c o n a r m a r i o de l u n a , sillones c o n orejas, mesa
p e q u e ñ a 7 tocador, por moblaje. 7, a l fondo, separada, d e l gabinete por c o r t i n a s de damasco a z u l , l a
alcoba c o n sus dos camas gemelas 7 s u mesa de n o che, sobre l a que se encuentra, m u d o a h o r a , el tel é f o n o m á s veces u t i l i z a d o d e l h o t e l . E n l a cama de
l a izquierda d o r m í a « M a n o l e t e » y en l a de la derecha
«Cansará».
—Este es el s i l l ó n donde 'él se sentaba —nos dice
L u i s a , s e ñ a l a n d o e l que e s t á colocado j n o t o a l a r m a r i o — . A q u í se v e s t í a siempre — c o n t i n ú a — . Y
m u c h a s veces. Vestido y a . esperaba e l m o m e n t o de
m a r c h a r a l a Plaza, a h í sentado e n s u s i l l ó n .
— ¿ E s t a b a tranquilo?
— M u y t r a n q u i l o . Bromeaba c o n t o d o di m u n d o .
J a m á s d i ó s e ñ a l e s de estar asustado. Los d í a s de cor r i d a , l a h a b i t a c i ó n se llenaba de gente. E l n o se m o v lestaba por l a i n v a s i ó n ; los pasillos estaban llenos y
el h o t e l revuelto d e a r r i b a a b a j o . Cuando y a empezaba a vestirse, procuraba que e l c u a r t o quedara
m á s desocupado. Entonces s ó l o le a c o m p a ñ a b a n
dos o t r e s personas de s u i n t i m i d a d . A l salir, todos
los h u é s p e d e s estaban fuera de sus cuartos 7 hasta
. l e a p l a u d í a n a l atravesar los pasillos 7 e l « h a l l » .
— ¿ C u i d a b a usted s u ropa?
L u i s a abre e l a r m a r i o ropero. Vos i n v a d e l a t r i s teza q u e p r u p o i o o m i l a vista de las cosas vacías»
privadas de s u u t i l i d a d 7 de s u f i n . Las perchas desnudas son como los esqueletos de los trajes de « M a nolete».
— T o d o o t o estaba l l e n o de trajes, 7 debajo d e l
a r m a r i o h a b í a una h i l e r a i n t e r m i n a b l e de zapatos.
— ¿ C u á n t o s trajes de luces t e n í a ? — Y o he contado diez trajes de luces. Cuando se
v e s t í a solí?, dejarlos sobre los s i l k m r s
Salimos del c o a r t o que n o v o l v e r á a sentir m á s
l a a l e g r í a de l a presencia llena de color de los t r a jes bordados del t o r e r o , 7 bajamos a l v e s t í b u l o , d o n de se encuentra instalada l a c e n t r a l i l l a t e l e f ó n i c a .
E n rila h a y u n a guapa chica que, c o n l o s a u r i c u l a res e n los o í d o s y e n las manos las clavijas que h a
de hacer funcionar constantemente, contesta a u n a
pregunta nuestra.
— ¿ R e c i b í a « M a n o l e t e » m o c h a s llamadas?
El conserje del hotel s e ñ a l a %\ casillero del
que «Manolete» r e c o g í a su correspondencia
Por esta centralilla de T e l é f o n o s se h a n puest o Innumerables comunicaciones al h u é s p e d
excepcional del euarto 22© {Fotos Montes)
MANOLETE",
el famoso
torero, en su
vida íntima
r
«Manolete* v a a torear en u n festival. A n t e
el espejo da los ú l t i m o s toqfies a su atavio
« M a n o l e t e , en su rodar por los bdfeles de toda
E s p a ñ a , se hace y se «Irve e l e a t é
A h o r a escribe unas cartas'para persona de su Intimidad.
1
«Manolete» e s t á en la t i e n t a
del ganadero Atanaslo Fern á n d e z . No l e apremian los
admiradores n i tiene que
vestirse e l traje de luces. E l
g r a n t o r e r o vive e n el campo unas l l o r a s de t r a n q u i lidad
«Manolete» descansa en e l cuarto del
hotel. A p u r a u «
cigarrillo y piensa
acaso( en l a corrida que le espera
por l a tarde
«Manolete» ha regresado de A m é r i c a . H a t r a í do de allí una radio m o d e r n í s i m a ^ y a h o r a J a
escucha, s o n r i e n t e » en su casa de C ó r d o b a
«Manolete» e s t i
al f i n a l de sn
t e m p o r a d a de
1945. E n e l pat i o de su- casa
descansa unas
horas del ajetreo de las carreteras y de l a
e m o c i ó n de los
ruedos
«Manolete» h a hecho varios viajes a M é j i c o . E n t r e c o r r i d a y corrida, «Manolete» concede u n t i e m po a l deporte, y a q u í aparece Jugando a l a pelota
en el f r o n t ó n
« M ^ o l e t e » ha establecido I n t i m i d a d con el torer o mejicano Carlos A r r u s a . A q u í e s t á n los dos,
e n Valencia, dando buena cuenta de u n a paella
b i e n hecha
No todo es seriedad en l a
v i d a de « M a n o l e t e » . L a
seriedad y a e s t á bien par a los ruedos, donde él
h a dicho que no se r i e ,
porque eso de t o r e a r es'
u n a cosa m u y seria. Per o en 4a i n t i m i d a d es
o t r a cosa. V a a q u í del
brazo con Pedro Chicote, y en su rostro se reflej a el o p t i m i s m o
L a n o v i a del t o r e r o .
E f torero famoso e s t á
en Mueva T o r k , y l a
s e ñ o r i t a Lupe Sino
luce sobre sus h o m bros el capote que
tantas veces
lució
«Manolete» en su sasallda a los ruedos
{Fotos Manzano, F i nezas, R i á n , Ricardo.
Cifra y Vidal)
SOLEDAD Y GRANDEZA DE MANUEL RODR1GÜEZ
•
{ A y ! ¿ t ttt s o U l a á , Mmnu*l Roiri&utM.
j A y J de tn s é U i s i y ¡oty! i e la mía.
E n el ultime t*rci*t como siemfre,
c*m tm secreta seledai. macóte.
Y a te i o s
Y a tienes
pintada la, sonrisa
fue tedas te buscaran en el preseñiimienia
de tu come mortal y ¿sttemecida.
Ya estás solo,..
T ú eras
selitari ) de cimas,
de nubes y silencios...,
una cosa distinta.
Y a tienes horiaontes para tus ojos muertes,
tttf ojos relucientes de verdades sencillas.
Y a sabemos f o r qué y de qui manen
¿ r a s osi..., i s i tode lo sabias!
Escuckabes tu muerte.
Jbas con el bagaje de saberlo en l a i n d a ;
de saberlo y geearlo,
igual f*e u n anficifo de tu gloria prevista.
S e pasarán tes a ñ o s ,
s* hará la Historia extigua;
«tros v e n d r á n , se marcharán aquéllos...
¡ S á l o t ú , como un lago sin éríttasf
Sélo
con e l baso sosegado
del que marcha a una cita,
con tiempo y sin premura,..,
sin declarar l a hora n i l a esquina.
Y yo, con tu toreo en l a garganta,
en l a fiesta infinita...
Y o , en u n ruedo de piemo;
i á , en un cielo con l ú a de a ü e m a i i v a . . .
•Ay! de tu soledad, Manuel Jtadrif&e*.
¡ A y f de tu soledad y j a y í de l a m í a .
Ó94T>
MARTIREZ REÑIS
I
supo Ja madre
de 'MANOLETE" la
cogida de su fiíjo
L
L a madre de
Manoletev y las tres sobrinas — L o l a , E n c a r n a c i ó n y Rafaela— dei famoso
torero, en su casa de San Sebastián
L
Las tres sobrinas de «Manolete*, hasta el a ñ o 1945. no hab
•Manolete», con su madre y su hermana, en la casa de Córdoba
A madre de «Manolete» pasaba el verano en
Sa.i S e b a s t i á n . A c o m p a ñ a d a de su b i j a Teresa
y de sus nietas L o l a , Eaacarnación y Rafaela,
d o ñ a Angustias \psí& en «tVilla Iru»^ irente al Cismo-de 'la- Playa, en Miraconcha.
D o ñ a Angustias está- casi ciega. De cerca no ve
absclutamente nada. De tejos percibe, con alguna
confusión, tos dbjetos. Se pasa el d í a « n e í í » Í c é n
m i r á n d o hacia el mar, y no sale apenas de casi.
Los d í a s en que su h i j o t e n í a corrida, hacia que
su nieta E n c a n n a c i ó n estuviera a su lado desde las
siete de l a tarde, en espera de la llamada telefónica. Cuando é s t a llegaba y conocía el final «sin nc
vedad» de l a corrida, doña. Angustias exclamaba i n .
defectiblemente 4— .•x
^
; _: ' . , '
.
.
—(Bendito L)ió...
E l jueves, a primera hora de i a tarde, wManoiete» l l a m ó a ^ V i l l a I r u » por teiéfcno, desde Linares.
- H a b í a recibido u n encargo de sus sobrinas en Santander, y desde fllí no pudo hablar con ellas. S*
puso su madre al teléfono. F u é l á u l t i m a vez que
h a b í a n de escucharse :
—^¿Estás bien, Manolo?... ¿ H a s e mucha c a l ó ? . : .
—Regula. . j^tgo m á s que aJií.
—Adiós, h i j o . . . ¡ S ü e r t e ! . . .
L a suerte • estaba echada.
A las nueve de l a noche —ya tardaba— llama el
t e l é i o n o desde Linares. E n c a m a coge el auricular
—Bien.., «--dice el mozo de e s p a d a s — H a tenido
un puntazo.
Hay una alarma y una prisa en pedir detalles.
—Una cosa así como l a de M a d r i d . . . No se apuréis ustedes... Vamos a sa¿ir para M a d r i d . Pero n<Alarmarse por lo que digan los p e r i ó d i c c s ^
L a familia de «Manolete» experimenta una gran
contrariedad ; pero no se alarman. E s t á n conveeciv
dos de que el percaace n ^ - t i e a e - t t ^ o i t a n c i a . *
;
A las diez y media, de. la noche, el emipresario,
don" Pabio Martraez Elizondo, í n t i m o d e l j^estrOj
habla con Linares. Le dicen que el estado de « M a .
nolete..» es muy grave. « C á m a r a » aconseja que d o ñ a
jSng^gttas 'i jsaAe&ZvaxA Linares. I^rw^^tarwyñiri'
traslada a «Villa I r u » .
D o ñ a Angustias, alarmada a4 verle, exclama :
Q u é es, Pablo, q u é es ?
^
—Nada, d o ñ a Angusitías.7-Tía» herida -pequeña. Ye
me voy ahora para M a d r i d .
— ¿ E s grave, Pablo, es grave ? Por su s a l ú y dígame l a verdad. Cuando usted viene abofa á casa
es que m i hijo está muy m a l . . .
—No', mujer. Y si quiere usted convencerse, venga conmigo. Tengo u n coche muy bueno, y el viaje es cómodo.
— D í g a m e í a verdadr Si « 5 hijo no está grave,
;, por quf me dice'que vaya.?
: ^——
—No es*á grave ; pero l e g u s t a r á que se baile usted a su lado. Y o , en su Caso, iría.
Acepta l a madre del diestro. E l señor Martínez
- - & l ^ ^ d o : w ^ p o r ^ e t " c o < 3 i i e ^ y a ^ ofrecido el suyo el
conde de V i l i a p a d i é m a , Cuando, a las once, vuelve
a l domicilio de l a madre de «Manolete», ésta acaba
de basbla^ con Linares.
—Pablo —¿e dice—, yo creo que no hace falta que
vaya. Acaba de í t a W á r m e «íCamará», y dice que p o t
causa del calor no salen para M a d r i d y siguen en.
Linares-.
..rr^rfi'tr^r^pt •.
.
— S í . . . , s í . . . : pero de madrugada l i a r á n él viaje.
Y a que lo- ha pensado, debs usted~venir.
U n cuarto de hora desptiés, l a madre del torero,
la sobrina Encarna y don Paiblo M a r t í n e z Elizcnd o e s t á n é n l a carretera. D o ñ a Angustias,-llorando
desconsoladamente, con e l terrible p r e s e n t i m i e ñ t c
de que no volvería a recibir un beso de su h i j o . . .
ALFREDO
R.
ANTIGÜEDAD
LA
MUERTE
DEL HEROE
*¿No tobe» que él -polvo de-este
mundo está hpcho de matanza» infinitas?... L a matanza está en los I
desiertos; en las casas de loe hom- hres, en los nidos de los pájaros,
en los agujeros de los insectos; en i
el mar, en el cielo...* (TAQOBE).
T
onos los hombres que h a n dominado a l a v i d a y a l a f o r t u n a no hau |
ignorado este viejo p r o v e r b i o : «Solamente os d u e ñ o de s u v i d a e l que t i e - |
ne v a l o r para perderla*.
L a h i s t o r i a universal, l a h i s t o r i a part i c u l a r de los seres — l o elevado de l a
historia—, estáxescrita con letras de sangre. U n a sangre que por igual campea
e n el luminoso quehacer d e l arte; en e l
oscuro d i s c u n i r de los oficios; en^eí her o í s m o de l a m i l i c i a ; e n l a a b n e g a c i ó n
callada, e n f i n , de cualquier profesión.
-Y es que e l t r i u n f o exige siempre e l a l t o
L u i s Miguel y el banderillero de 'Manolete* Carnhserito de M á precio de l a v i d a .
laga» velan el c a d á v e r del infortunado torero ,
Cuando el h é r o e cae, u n a estela l u minosa i ast rea su figura, y su obra
cobra perfiles leaendario'á, a veces al
o t r o d í a m i s m o de l a muerte.
¿ P o r q u é «1 Destino elige siempre
p a r a sí estos sUp^rhoml^res?... ¿ P o r
q u é , siempre t a m b i é n ; prefiere l a sangre í o v e a y la plenitud del éxito?...
TI
ITH o m e r o e x p l i c a que n o h a y espect á c u l o t a n grandioso para los dioses
' como l a lucha d e l h é r o e c o n t r a su dest i n o fatal. Sin su esfuerzo i n ú t i l , en la
t e r r i b l e l e c c i ó n de su f o r t u n a I m p o t e n te, e s t á fundada l a diferencia eqtre
Dios y e l h é r o e . Si n o , e l h é r o e s e r í a
t a n t o como u n dios. Y D i o s t a m b i é n se
deleita e n a b a t i r , de vez e n cuando, el
vuelo majestuoso de los loaros h u m a nos, p o n i é n d o n o s a s í de manifiesto
nuestra frágil c o n d i c i ó n .
Pero h a y algo que queda, algo que
s ó l o puede desaparecer con l a m u e r t e
d e l m u n d o mismo, porque e n l o qu%
somos v e r d a d , somos inmortales, y
A .hombros de sus c o m p a ñ e r o s y amigos, el c a d á v e r de «Mano- cuando estamos d é p a r t e «de l a verdadlete* sale del H o s t a l del Patronato de los marqueses de Linares estamos de parte de l a i n m o r t a l i d a d .
L a v e r d a d d e l h é r o e v a emparejada a
su h e r o i c i d a d misma.
Aunque l a causa n o fuese j u s t a , aunque no tenga j u s t i f i c a c i ó n t e o l ó g i c a , e l iporir en u n a fe dignifica
. y purifica al h o m b r e hasta exaltarle a las regiones de los valores puros, a donde sólo por los caminos de
l a R e l i g i ó n o e l A r t e se puede llegar.
L a m u l t i t u d n o comprende bien estas cosas. Exige a l í d o l o l a ofrenda constante de su existencia. Cree
que les puede e n g a ñ a r hurt ando su c o r a z ó n m o r t a l , cuando es l o c i e r t o que a l pisar estas cumbres, e l
h o m b r e conserva su v i d a sólo en usufructo y e s t á siempre p r o n t o a entregarla.
Pero la Hisfftria exige l a matanza. E n ríos de sangre se a p o y a n las civilizaciones y los sistemas, y las
famas, y l a Vida misma. Sangre de los animales, sahgi^ de los h é r o e s , sangre de sí mismo reclama el pueblo, siquiera sea p a r a luego c o n v e r t i r l a e n l á g r i m a s . Sangre. Sangre que con p r o d i g a l i d a d de p r í n c i p e s
calaveras v i e r t e n los elegidos ayer y h o y , hoy y m a ñ a n a , é n . c o n t r i b u c i ó n a su fe y a su i n m o r t a l i d a d .
L l a n t o . L l a n t o que p e r m i t i ó a Quevedo anunciar l a muerte d e l duque de Osuna dbn este e n d e c a s í l a b o :
•
E l llanto militar creció en diluvio.
Creció en d i l u v i o y t e j i ó el romance. Y hoy, a l llorar l a muerte de u n h é r o e t a u r i n o , de u n h é r o e de' Esp a ñ a , que se fué a l t i v o y orgulloso cuando n a d a y a t e n í a p o r conquistar, las campanas r e d o b l a n sus t o ques funerales, y las t r o m p e t a s de l a F a m a ponen sordina a los ecos d e l bronce. E l d í a de n u e s t r o l u t o
es, «Manolete*, e l de t u gloria y e l de t u t r i u n f o . Ve a l pueblo, que t e i n c r e p ó t a n t a s veces, c ó m o , piadoso, se a r r o d i l l a ante t u c a d á v e r i g u a l que ante u n dios. T ú h a b r á s . s e n t i d o , como y o v i , en l a capilla
m o r t u o r i a , los besos cálidos que sobre la f r i a l d a d de t u frente y de t u s "manos depositaba ese pueblo.
H o m b r e s maduros, con l a cabeza canosa y e l sombrero en l a mano, d e c í a n , emocionados, l a mejor
plegaria, l a mejor o r a c i ó n f ú n e b r e que a los poetas haya podido inspirar a r t i s t a alguno.
Por si algo t e quedaba por conquistar, y a has hecho l a ú l t i m a conquista. «Manolete* d o m i n ó a las m u l t i t u d e s y a las fieras, y a l a miseria y a la fortuna, y cuando p a r e c í a
llegada p a r a é l l a hora d e l descanso terreno, de gozar u n a paz alcanzada
con su t e m p l e de acero, «Manolete1», ambicioso y soberbio, quiere hacer
* •—y logra— su ú l t i m a conqupst^ conquista * l a m u e r t e c o n serenidad,
la misma serenidad que le d i ó fama.
«Manolete», e s p e r ó a l a muerte, s í , desde su cama, f i r m e y sereno,
como esperaba a l t o r o . Su voz no v a c i l ó un m o m e n t o en l a / l e n t a agon í a , y mientras su s a n g r é se l e escapaba g o t a a g o t a y se h o r r o r i z a b a n
las gentes — l o mismo, lo mismo .oue cuando toreaba—, ' é l era- el ú n i c o
que p e r m a n e c í a t r a n q u i l o .
Dicen que «Manolete* n o se d i ó cuenta de su muerte. E s t á n equivocados los que t a l afirmen.
, M i hermano L u i s Miguel, que a c u d i ó e l p r i m e r o , t r a s e l percance,
a recogerle," me d i j o , pocos m i n u t o s d e s p u é s , que en e l rostro de Manolo
h a b í a v i s t o l a huella de l a m u e r t e y «que u n hombre d e l t e m p l e de «Manolete» 710 se p o d í a equivocar*. Luego, con voz angustiosa, L u i s M i g u e l ,
que me hablaba p o r t e l é f o n o , m e pedia: «¡Médicos!... ¡ L o s mejores!...»
Y o c o m p r e n d í entonces t a m b i é n q u e «Manolete» SH m o r í a .
*•
Solicitó Manolo confesión. L a ciencia no p o d í a hacer y a nada.
E l Destino, terco, se h a b í a e m p e ñ a d o en a r r e b a t á m o s l o . A l filo de
l a madrugada c o n s u m ó su e m p e ñ o . Se llevó a «Manolete». Pero nos deE l matador de toros Pablo Con»
j a b a su figura, su h o m b r í a , que p e r m a n e c e r á n siempre entre nosotros
z á l e z , • P a r r a n » , que d i ó su sanondeando al v i e n t o , bajo e l sol o bajo las estrellas, como ejemplo y l e c c i ó n
gre para tres de 1 » t r a n s í u s l c suprema de nuestro h é r o e popular m á s preclaro.
nes que. se te h i c i e r o n a «MaDOMINGO GONZALEZ LUCAS
nolete»
dijo doña An-
gustias Sánchez a "ManonoJeíe" la última vez que le
rió en vida
L
A ú l t i m a vez que
, Manuel
Rodrigue!.
«Mandete», estuvo en su ciudad natal, Córdoba»
l u é el d a 15 de iulio,
de TeigreHO de la corrida toreada en L a L í n e a de l a Concepción. Por
la m a ñ a n a conversó animadamente con los amigos^
íntimos. Almorzó con ©l.novillero mejicano M a r i o
Sevilla. Hizo una visita, como solía siempre, a l a
Virgen de los Dolores —su devoción m á s honda—,
en l a iglesia de la plaza de Capuchiijos. H a b l ó de
i negocios, v á c a í d a l a tarde : los cortijos recién c ó m prados... C o m p a r t i ó con la familia —hermanas, cuñ a d o s , primos, - sobrinos— las primeras horas de l a
noche. Y . finalmente, en d popular restaurante de
«Villa Rosa» «Manolete» cenó en c o m p a ñ í a de su
apcderado, « C a m a r á » ; el gerente d? l a Plaza de
Méjico, señor A l e a r a ; el ganadero m e í i c - n o señor Madrazo, ^fei novillero M a r i o Sevilla,' ei handejillero «Cantímplas»,
c u ñ a d o de « M á n d e t e » señor Torres Lineros y el crítico taurino «Tose Luis
de Córdoba».
D e s p u é s de la cena, «Manolete» e m p r e n d i ó su
viaje a %adr.id, en cuya Plaza h a b í a de actuar el
' d í a 17 en la corrida de Beneficencia, donde tamb i é n resultó gravemente herido.
Recordamos todo esto, hablando con un familiar
p r ó x i m o de «Manolete». Y lo recordamos per l o que,
tiene de histórica esta ú l t i m a estancia del gran Uv:
:eio en su tierra natal, a cuento de q u é ; en aquella fecha & madre del diestro, d o ñ a Angustias Sánchez, ya no estaba en Córdoba. H a b í a marchado el
día 3 de jimio a San Sebastián para pasar los meses de verano. De labios de la prep a madre vamos a escuchar, con detalle, ^a á l ima entrevista
V ern el hijo del alma. D o ñ a Aasu-ias. transida de
dolor, nos dice oue íué en San ^Sebastián donde le
vió vjvo por ú l t i m a vez.
fflT — T o r e ó a ü i dus corridas —ros dice la s e ñ o r ? — .
II f i n a l i z a d a la corrida del 16 de agosto, fué a verme, brevemente, Apuesto que tenía que marchar a
Toledo para torear el 17— ¿ Y Cambió usted con él muchas palabras?
— L a entrevista fué corta. Se sentó Mano1 o. P i d i ó
una copa de v i n o fresco. Y o le d i e : « ¡ H i j o m í o , ,
te vemos tan p o c o ! . . . » Y me respondió : « M a d r e , ya
no~sov el chiquillo que era antes. TanTO que torear.
.Afilemásj los-compromisos de las amist'^i-,« no me
dejan tiempo para n a d a . . . » Peco m á s hablamos. Se
puso en pie. Me besó. ¡ E l ú l t i m o beso! Aún antes
de marchar le d i j e : «Manolo, te veo m á s desmeiorado. ¡ C u í d a t e , h i j o m í o , c u í d a t e ! » ¡ Y re fué
para siempre. Dios m í o I
t
Las ú l t i m a s palabras de d o ñ a Angustias se ahogan, en un hipar de «ollozos.
Nosotros ©os retiramics uresis de emoción, respetando el santo dolor de l a madre ante el c a d á v e r
del h i i o muerto.
J . L . 8. S.
LA
ROMERIA
USTURUTE-COUMM
4f Barcelona^ 4
Anuncia a su distinguida diéntela
que dentro de unos días inaugurará
su excelente servicio de restaurante
Y vinosfinosdetodasmarcas
Atendón a lareaperturapróxima de
LA
ROMERIA
PE LA VIDA KfHWil BE cMIMUEll»
Manolete"flasióen
dos fincas catorce
millones de pesetas
Fn so deseo de hacerse
ganadero de reses bravas
A «Manolete» le gustaba leer especialmente biografías de los grandes hombres. L a d é N a p o l e ó n l a eo
n a c í a a l detalle
D
O N E d u a r d o B e r m ú d e z t e n i a c o n «Manolete»
v í n c u l o s de verdadero afecto. Ber mudes, que»
a e x c e p c i ó n de « C a m a r á » . es u n o de los h o m bres que h a n conocido a «Manolete» m á s de cerca.
Cuando regresa de C ó r d o b a , de a c o m p a ñ a r a l
c a d á v e r d e l torero m u e r t o de t a n t r á g i c a manera,
le preguntamos:
— ¿ D e c u á n d o databa s u a m i s t a d con «Manolete»?
— D e l j o ^ e a b r i l de 1935. No se m e o l v i d a r á
n u n c a esa fecha» p o r ser justamente l a v í s p e r a de,
s u p r e s e n t a c i ó n en M a d r i d .
•—¿Quién le p r e s e n t ó a l debutante?
—El
pobre M a n o l o h a b í a venido de C ó r d o b a
a c o m p a ñ a d o d e , d o n J o s é M o l i n a , yerno de «Guer r i t a » . Este s e ñ o r , que e n los comienzos t a u r i n o s de
M a n o l o se e n c a r g ó de apoderarlo, m e c o n o c í a en
m i calidad d ^ c r í t i c o t a u r i n o . Recuerdo, como si
fuera h o y , que a l presentarme l a t í m i d a y apocada
figura d e l n o v e l torefo, l o h i z o c o n estas palabras:
«Este hombre, qvfe h a de a r m a r u n a r e v o l u c i ó n en
e l toreo, v i e n e contratado para dos novilladas en
T e t t j á n , y quisiera que usted procurase que sus c o m p a ñ e r o s " de c r í t i c a le deparen b e n é v o l a a c o g i d a . »
—1% ya noT v o l v i ó ' u s t e d a ver a M a n o l o hasta
. d e s p u é s de l a guerra?
— V o l v í a verle a los pocos d í a s de su segunda
a c t u a c i ó n en. M a d r i d , en ocasión^ de celebrarse en
C ó r d o b a u n a c o r r i d a e x t r a o r d i n a r i a , "en l a que act u a r o n «(Manolete» y u n muchacho mejicano que
me h a b í a n recomendado, apodado « E l J u d í o » . «(Man o l e t e » t u v o u n é x i t o grande, c o n corte de orejas y
salida en h o m b r o s . P u e d e . afirmarse • que f u é a l l í
donde s e n t í l a s e n s a c i ó n de que me hallaba ante
u n t o r e r o de posibilidades extraordinarias.
— ¿ E s cierto que usted a p o d e r ó t a m b i é n a « C a mará»?
—Sí, por encango de u n pariente suyo, y y a en el
ocaso de Pepe Flores; f u i s u representante durante
dos temporadas, tiempo suficiente para sellar a m bos u n a e n t r a ñ a b l e a m i s t a d .
— ¿ E s cierto que « M a n o l e t e » despreciaba l a , popularidad?
• 4e—Yo no d i r í a , que llegara a despreciarla, pero s í
que procuraba r e h u i r l a . . Y es que « M a n o l e t e » , que
e n Plaza evidenciaba serenidad j s e ñ o r í o , era en l a
calle u n h o m b r e t í m i d o y apocado. L e a t e r r a b a n las
exhibiciones. D e a q u í s u a f á n de i r a todas partes
a c o m p a ñ a d o de a l g ú n a m i g o . U n d í a , é o n i n f a n t i l
a l e g r í a , s a c ó d e l bolsillo unas gafas enormes, aseg u r á n d o m e m u y convencido que l e s e r v i r í a n para
pasar i n a d v e r t i d o .
— ¿ Q u é h á b i t o s de vida t e n í a ?
— E s c l a v o de s u p r o f e s i ó n , e n c u á n t o empezaba
l a temporada, h u í a del v i n o y de los licores. E r a h o m bre de gustos sencillos y a m i g o de l a t r a n q u i l i d a d —
y de l a vida sana a l aire libre,
— ¿ C u á l e s eran sus distracciones favoritos?
—Pasarse las tardes e n e l c i n e o en e l jteatro. L e
gustaba m u c h o l a zarjruela, s i é n d o l e familiares sus
i n t é r p r e t e s m á s destacados. A m a n t e de l a lectura,
en é l t e n í a n los quioscos de las estaciones e l m e j o r
cliente. Y cuando n o encontraba l a obra que le i n teresaba — b i o g r a f í a s casi siempre—», nos h a c í a i r
a m í o a cualquier a m i g o en p e r s e c u c i ó n d e l v o l u m e n , hasta dar con é l .
— U s t e d h a b r á escuchado muchas veces que « M a n o l e t e » ' n o f u é precisamente u n derrochador...
—5Lo que o c u r r í a es que s u casa y su cartera,
siempre abiertas para los necesitados, estaban herm é t i c a m e n t e cerradas para los vividores.
— ¿ E r a « M a n o l e t e » t a n r i c o como se asegura?
—Sí; a q u í no hay h i p é r b o l e a l g u n a . No puedo
asegurar la cantidad total, pero basta recordar que
la finca de Hornachuelos le c o s t ó c u a t r o m i l l o n e s
y medio, y l a enclavada en -fias proximidades de
E c i j a n o b a j ó de los nueve millones. Esta ú l t i m a
la a d q u i r i ó impulsado por sus deseos de ser ganadero u n a vez retirado del toreo.
— ¿ S e preocupaba de sus intereses, o, p o r el c o n t r a r i o , n o reparaba e n este cuidado?
— L e interesaba que cuentas y asuntos estuvieran
siempre claros y precisos. Por l o d e m á s , su confianza puesta en « C a m a r á » y en u n p l a n o m á s i n f e r i o r en m í . . f u e r o n i n a l t é r a b l e s . Pasear con M a n o l o — - a ñ a d e Bermúdez—r erar
i r ihaciendo paradas cada dos
m i n u t o s para escuchar don
afabilidad y socorrer a cuantos
pobres se l e acercaban. Su casa de C ó r d o b a se a d v e r t í a por
los que a ella a c u d í a n e n l a seguridad «le encontrar
a l i v i o a sus necesidades. Las Hermandades religiosas
t e n í a n asignada u n a cantidad mensual. Y e n s u
barrio, el de Santo M a r i n a , s e m b r ó la caridad en
l a f o r m a callada y a n ó n i m a que siempre le f u é
peculiar.
\
y
— ¿ S u p o estimar el trabajo de sus subalternos?
— E l l o s , m e j o r que y o . l o atestiguan v a t o d o m o mentj». Baste decir que « M a n o l e t e » s u p e r ó siempre
los sueldos fijados p o r e l Sindicato. Todos los a ñ o s ,
a l c o n c l u i r la temporada. Ies h a c í a u n i m p o r t a n t e
d o n a t i v o . Recuerdo q u é en u n a feria de Valencia
le concedieron u n trofeo a l m e j o r diestro, consistente en u n capote de paseo y cinco m i l d u r o s . E n
el acto hizo l a siguiente d i s t r i b u c i ó n : el capote l o
ofreció para hacer u n m a n t o a la V i r g e n de los
Desamparados. E n t r e g ó m i l pesetas a cada i n d i v i d u o de l a cuadrilla, y e l resto, en partes iguales,
a los pobres de Valencia y de C ó r d o b a .
. ' — ¿ C u á n d o h a b l ó usted por ú l t i m a vez con e l m a l o g r a d o Manold?
— L a v í s p e r a de la corrida de L i n a r e s v i n o a
M a d r i d para recoger a s u apoderado. Perfilamos detalles de l a corrida b e n é f i c a que pensaba dar en
C ó r d o b a el 27 de septiembre, cuyo i m p o r t e í n t e g r o
s e r í a p á r a l a c o n s t r u c c i ó n de casas baratas. A l salir
a la calle, cferca ya del coche, me di ó u n encargo
de c a r á c t e r p r i v a d o . Salieron sobre las ocho de la
noche, c o n el p r o p ó s i t o de cenar durante e l c a m i n o
y pernoctar en el Parador de B a i l ó n . Eso f u é t o d o .
— ¿ Q u i e r e usted, que t a n de cerca s i g u i ó sus
pasos, decirnos c u á l e s fueron los grandes amores
del g r a n torero?
— P o r encima de todos, el de s u madre, a l a q u e
idolatraba como h i j o a l g u n o pudiera hacerlo. Desp u é s , por partes iguales. M a n o l o p o n í a sus entusiasmos en su p r o f e s i ó n y en el c a r i ñ o a s u P a t r i a .
\
A r a í z da l a cogida é n l a c o r r i d a de Benefieenela, a «Manolete» l e recetaron u n a seria
de inyecciones. M i e n t r a s e l practicante se
dispone a desinfectar loa útiles» « M a n o l e t e » ,
a c o m p a ñ a d o de d o n E d u a r d o B e r m ú d e z y
o t r o a m i g o » desayuna de pie
Bermúdez y-los individuos de s u c u a d r i lla r o d e a n a l torero»
herido e n l a cara p o r
u n t o r o e n San Sebastián
( Fotos D í a z Casariego y Santas Yubero)
C
A N C I O N d« viejo romance, p r e g ó n de lírica y
v i r i l e s p a ñ o l a , 1c? acaba d é escribir «Manolete» con su sanare y de nibricarto con su propia vida.
T o d a l a gente taurina hice azabaches crespoi.es
en su c o r a z ó n ; pero tan-bién e4 fae'or de l a trapredia ha afectado a cuantos gnístan de los fuertes sabores de la Fiesta NacionaH. Por eso-, be querido
pneguntar a varics y simples aficionados: «¿Cómo
c o m p r e n d í a n ustedes a « M a n o l e t e » ?
Etilos lo interpretaron a s í :
A N T O N I O OARCIA L E Ü N , CAMARERO
QUE SIRVIO A L IDOLO
Este Antonio García L e ó n , sevillano, viejo afi
clonado, t r a b a j a ' en u n viejo restaurante que v i
sitara fi^cueñtemente el desgraciado torero cordobés.
— S í , señor —me dice <km Antonio—. «Manolete»
era un torero incomparable.
— ¿ P o d r í a usted parangonarlo con «Joselítc»?
— V e r á usted —me replica—: Sen dos épocas distintas, e l a r o ; pero, en fin, analizando a cada uno
de los dos ases en su momento., respectivo, yo creo
que «Manolete» s u p e r é a J«osé.
— ¿ C ó m o consideraba usted ©l toreo del diestro
cordobés ?
^
—Insuperable. «Manolete» era en el ruedo todo
corazón : mataba siempre con lealtad. N o supo
b u i r en la hora suprema : pundonor ^se llama esta
figura.
Antonio tforcia
León
ElLOS LE IMTEBPBETABO M ASI
"M/IIVOIETE" a través del prisma
del espectador
r^Tiiraiiiji^^
.
ñeco que simboliza %con pleno acdejto la figura del
infortunado diestro.
—Sobre «Manolete» quisiera que me hablara usted, Mery—ruego; y Mery me responde :
•—-Scy mfuy aficionada a l o s toros ; me encanta la
Fiesta. Calcule usted l a impresión « u e me c a u : ó
noticia de l a muerte de « M a n o l e t e » . , Es, a d e m á s ,
tan triste morir en plena juventud triunfadora...
Usted, Mery, también • joven, t a m b i é n artista v
también triunfadora, ¿considera cue^ e l afán de gloria, e l ansia de los aplausos, fuera la causa de que
no se retirase este torero multimillcnario ?
— N o ; no l o creo. «Manolete» s e n t í a l o s toros.
Poseía una enorme afición. Y centra eso, no hay
m á s barrera q u ^ j a r s e n e c t u d ' o la muerte. E l eligió
la mejor, estéticamente hablando.
BUENO-DIAZ, É L «PINTOR D E L DESIERTO»
Y E L «BEiLLO G E S T O »
Juan Bueno-Díaz, el pintor que ha inmortalizado
en sus lieni»s el infinito y sobrenatural paisaje del
S á h a r a e s p a ñ o l , de los territorios de I f n i , trabaja
ahora en una gran tela de tema taurino, cuando
le saludo en su Estudio.
Bueno-Días es un auténtioc y fervoroso aficionado. Por eso, me
dice :
-—«Manolete» l l e n a
una época del toreo.
Hoy es impcsible estvdiar exactamente la figura del diestro cordobés :
falta perspectiva
Pero
lueiero se verá cómo la
personalidad taurina de
« M á n d e t e » se agiganta
casi a l infinito. Hay que
fijarse en que con su fin
t r á g i c o , el gran torero
Mery M a r t i n
cerró con broche de oro y sangre su propia biografía.
Los héroes míticos pasaron a la inmortalidad porque murieron jóvenes y triunfadores: como «Manolete».
— L o d e m á s —concluye B u e n o - D í a z — , es decir,
que el torero í u e r a parco o dadivosa, amable o hur a ñ o , obstinado o condescendiente, no me interesa.
L o fuqóiamental es el artisia ante su obra.
E L V E N D E D O R D E P E R I O D I C O S fiUE V I O
TOREAR A L PADRE DE «MANOLETE»
E l s e ñ o r Juan —Juan Antonio Rfcbles^- tiene más,
de sesenta a ñ o s , -un puesto de periódicos en la Gran
V í a y casi medio .sigilo de aficionado,
—Pues, sí, s e ñ o r —me dice, r á p i d o — : «Manolete» ,el mejor torero del mundo. Y a a mí me gustaba e l toreo de su padre. A i otro Manuel Rodríguez
le v i en )a Plaza de V a l d e p e ñ a s . Hace, claro está,
muches a ñ o s de esto, Y a l mismo* «Manolete» le v i
en las-dos novilladas que toreó en la Plaza de Tet u á n . Por~ cierto, que fr,aca;ó en ambas fechas.
¿ Q u i é n iba a decir que' aquel novillero alto y seco
iba a ser lo mejor de l o meior en los ruedes?
P E D R O GROS
PRESAGIO L A T R A G E D I A
Ahora estoy ante esa o r i g i n a l . personalidad oue es
Pedro Gros, el artista maiñequero.
Pedro Gros me h a b l a :
— T a l vez alguien crea que pre-endo, cdn burdo
truco, s e n í a r plaza "de augur... Pero yo sentí, o, mej o r d k h o j p r e s e n t í , e l f i n t r á g i c o del erran torero.
V e r á ; fué a s í : yo h a b í a - r e s u e l t o modelar en cort ó n un m u ñ e c o de «Manolete», Q u e r í a que fuera de
t a m a ñ o natural. Como 1<J p e n s é lo puse en práctica : el diestro contóbés me d i ó toda dase de facilidades. E m p e c é , pues, a modelar Ta cabeza. Trabajé don fe, con entusiasmo ; pero la figura p a r e c í a
r e s i s t í r s e m e : intentaba yo forjar una expresión, y
ésta se me desvanecía entre las manos. U n a noche,
obstinadamente preocuoadonpor n n traba TO, s ^ a
m i Estudio:* la luz de la luna iluminaba p á l i d a mente el recinto y destacaba la cabeza de c a r t ó n ,
que yacía sobre m i mesa de trabajo. Entonces comp r e n d í contra q u é luchaba: la expresión del muñeco era la de «Manolete» muerto..
-^Ccn Jo que zirínetmé m i propósito —concluye
Pedro Gros—, Lue^o, aquella visión se me -borró.
Y el trato cordial con el torero
bízo estimarle
mucho, y ahora, llorarle sinceramente.
«EDUARDINI» TIENE
«Eduardini»', ed popularís-imio artista, e x p l i c a :
—Tuve ea placer de hablar y tratar algunas veees a l ídolo. Por eso. puedo decir que era distinto
a l o que i a gente suponía : «Manolete», en l a intimidad, era un hombre agradable, s i m p á t i c o y nada
CI^FUIÜOSO.
— Y o —continúa « E d u a r d i n i » — , que soy íntimo
amigo de « C a n t i m p l a s » , p r i m o hermano de «Manolete» ; de kfcr banderilleros de su cuadrilla «Pinturas» v «Barajas^; y sobre todo de GuiHenno, mozo
mozo de espadas 2: persona de. toda confianza del
matador, puedo afirmar l o que anteriormente he d i '
cho, .Y a d e m á s : que «Manolete» seguía
toreando, no por dinero, sino por la
enorme afición que el «as» cordobés
tenía.
Juan B u e n o - D í a z
M i siguiente pregunta busca e l juicio de m i i n formador sobre, e l «Manolete» individuo. ^ l a contestación surge a s í :
o
— Y o he oído muchas tonterías por a h í . «Manolete» era un dhico grande y bueno. N<o era cSurigo•tero-; eso, no ; pero sí amable y alegre etn la conversación. Y en cuanto a l a leyenda de la t a c a ñ e • tía del torero, no es m á s que eso: leyenda. Aquí, a
nosotros, nunca sé p r e o c u p ó ' si se trataba de seis o
de sesenta. Y siempre se p o r t ó e s p l é n d i d a m e n t e .
Para Qecrar la charla con el viejo aficionado^
digo:
— ¿ Q u i é n cree que recogerá el cetro de «Mano-
J u a n A n t o n i o Robles
—Pues —contesta tras breve meditación— Luis
Miguei « D o m i n g u í n » es un torero largo, completo,
a l o José. Entre él y Paquito Muñoz taü vez esté
el dilema...
MERY M A R T I N NO CREE QUE E L ANSIA D E
GLORIA OBLIGARA A «MANOLETE»
Mery M a r t í n , la g e n t i l í s i m a artista, me recibe en
su c a m a r í n . Sobre l a me sita tocador hay un mu-
L A PALABRA
«Eduardini*
•5
Pedro Oro*
E n cuanto a si . Je estimaba e l público, se puede bacer c o s t a r que en Córdoba r,o se le queria : se l e aderaba, a
pesar de que la gente aseguraba que
nunca ouería torear en su cindad natal.
— ¡ A b l , y , per ú l t i m o , «Manolete»
era de los que h a c í a n el bien ocuá-t á n d o s e . L a Gran Cruz de Beneficencia
se la merece de fodo parnto. N o lanzaba
a los cuatro vientos las noticias de las
c a r i d n ^ a í oue h a c í a :• pero, claro, naturalmente, no se dejaba embaucar por la
serie de sablistas profesic-nales que le
atosigaban en todos los hoteles^
» • »
Esto me dijeron sobre la persenalidad
v obra del ídolo l a s persogas a quienes
i n t e r r o g u é . Y esto transcribió,
F. HERNANDEZ
CASTAÑEDO
EL
GESTO
DE U N T O R E R O
ANTONIO "BIENVENIDA"
matará seis toros en la
Plaza de Toros de Madrid
a beneficio del Montepío
de Toreros
Los toros serán de don Antonio Pérez
Tabernero, y Antonio "Bienvenida" toreará desinteresadamente
Antonio
«Bienvenida» en
su
despacho
M
IENTRAS en corriHos y tertalias taurinas
toreros y afteionaéos j e p a s a ^ el rosario
de alabanzas y de emociones ante Ja gra-n
figura del torero desaparecido en la Plaza de
* Linares, una noticia interesante de la vida que
sigue ha circulado en estos ÜHMnos d í a s con
[
insistencia.
La noticia es que Antonio ^Bienvenida" se
tiaMa ofrecido al Montepío de Toreros para t o rear él solo en la Plaza de Madrid una corrida
f
de seis teros a beneficio de l a humanitaria
I
institución.
.
[
Deseoso, de comprobar la veracidad de la
!
noticia, que revela u n gesto de generosidad en
|
favor de los toreros m á s desvalidos, hemos ido
t
a confirmarlo de labios del propio torero, a l
que las cornadas í í o le han restado afición n i
l
— ¿ E s cierto, Antonio, que vas a matar esos
f
seis toros a beneficio del M o n t e p í o ?
I
— L a c o r r i d a anual del Montepío--s^fioá exL plica— llevíritm camino este a ñ o , p o r diflculT tades ya conocidas, de no celebrarse. E n el
ff - mejor de ios casos, hubiera habido que •apla-'
L zarla para mediados de octubre, con el consií
guíente riesgo, por la inseguridad del tiempo.
[
—Posiblemente se h a r í a n varias combina[
ciones...
j
— L a Directiva de la A s o c i a c i ó n - d i s p o n í a djp
la Plaza de Toros de Madrid para el domingo
l
21 de este mes, y, naturalmente, cuantas com
I
binaciones se hicieran en principio t e n d í a n a
[
aprovechar esa fecha.
I
— F u é entonces cuando surgieron las d i f i fe_cültades,
¿ n o e* a s í ?
—Las difteultadesjsurgieron porque varios
toreros t e n í a n ese doiningo comprometido. Se
habló de un mano a mano, a base, de otro c o m p a ñ e r a y de m i m o d e ^ a p e r l n e i ó n ,
pudo lograrse. Entonces fué cuando, sin tomar
consejo de nadie, me ofrecí para despachar yo
L solo la c o r r i d a .
—Como h a c í a n —decimos— Bombita, Y i I
cente Pastor y Marcial.
L
Interviene don Manuel ^Bienvenida^ para
]
decir que, ausente él de Madrid, se e n t e r ó
|
cuando el propio Antonio le c o m u n i c ó por teléfono la decisión que acababa de tomar.
— E l es —añade—- mayor de edad, y, por
j tanto, d u e ñ o de sus actos. Por lo dem^s, t a m poco s e r í a noble que yo fuera ahora a pretenj der destruir en mis hijos los sentimientos ge|
nerosos que Ies he inculcado.
:U '—¿Ha puesto usted, Antonio, alguna condición a su oferta?
— A p a r * , como es lógico, de no aceptar r e tribución alguna, he advertido a la Asociación
1 _ que sufragase los honorarios de cuantos sui
Baíterños a c t ú e n dicho día y quieran percibir[
1(>8, pues, c o m o e s t á reglamentado, a d e m á s de
cuadrilla, h a b r á que habilitar dos m á s .
—Pero ios toreros no i r á n a consentir .que
s u m i c í a l i v a carezca de seguidores.
—Es tema é s t e que no me preocupa. No
obstante, s é que ya se han ofrecido el veterano picador Farnesio, el banderillero Fernando Gago y el novillera Juanilo Martínez, que
s a l d r á de sobresaliente.
;
— ¿ E n cuanto a i ganado?
— A l conocer la Directiva del Montepío que
don Antonio Pé^ez' Tabernero venía preparando con todo esmero una corrida p a r a ser l i diada en Madrid, d e s t a c ó a dos de sus directivos para .que la vieran. Estos s e ñ o r e s , al c o m probar que la corrida estaba en i n r a e j o r a b l é s
condiciones de p r e s e n t a c i ó n y nota, c é r r a r o ñ
el compromiso.
Antonio
«Bienvenida* explica p. nuestro
colaborador su prop ó s i t o de l i d i a r seis
toros en l a Plaza de
M a d r i d a beneficio del
M o n t e p í o de Toreros
D o n M a n u e l «Bienvenida» y s u h i j o A n t o nio c o n t e m p l a n el pan o r a m a de l a calle
amplia del barrio de
Salamanca
—:¿ Piensa torear previamente alguna otra
corrida en Madrid?
—Me he comprometido e s p o n t á n e a m e n t e a
nch reaparecer e ñ Madrid d e s p u é s de m i ñ i t i m n
percance, sino en la corrida a que estamos r e ftriéndonos.*
— ¿ Q u i e r e usted, finalmente, r e f e r i r s e a a l g ú n otro aspecto relacionado c o n tan interesante aconteeimiento ?
—Quisiera con i n t e r é s hacer una suplícá,
súplica que va dirigida al nobilísimo corazón
de mis paisanos.
— L a temporada e s t á terminando, y sé de
antemano que poco o nada va a redundar
en provecho prorpio el que yo toree en favor
d e mis c o m p a ñ e ros. E n cambio, son
muchos los h u m i l des artistas, los i n válidos de la Fiesta, l a s viudas y
h u é r f a n o s d e los
caídos, para
los
cuales l l e g a r á en
forma directa las
aportaciones
de
c uantos
aficionados- no- las*r egateen
a los 'benéficos f i nes d é la corrida
del Montepío d e
T ó r e r o s . Por "ellos
y para ellos este
modesto torero suplica colaboración,
q u e nunca supo
n e gar el bendito
público de Madrid.
Ante las m a n i festaciones de A n tonio u Bienvenida n
huelgan los t r o mentarios. T a n s ó lo é s t e : que torer o s , de esta t ó n k a
siempre s e r á n i cesarlos en la Fift>ta. L a de afcfíSelty*
que, cómo et fi
^presente caso, 31ben, con gesto criJ? •
tiano y elegantearriesgar su vida,
en provecho de los
compañeros
hu inildes.
{FoíosMonies)
IHH
Por
ESPAi\
Ei domingo se guardó un minuto de silencio en
todas las Plazas de España, como tiomenaje a la memoria de Manolete"
Después de cincuenta años se vuelven a celebrar corridas de foros en La H/ibana. -Muaron Silverio Pérez y
"ilrniilíifa".-/Mas de 30.000 espectadores presenciaron ei festejo.-Casi todos pidieron que se diera muerte a ios toros
PREGON
DE TOROS
Por
JUAN
LEON
já y f A N O L I S T E * está y a , eotno su Córdoba en la be
X r J r ^0 *m**Sien ^
poeta, callado. N u n c a habló
mttcho, pero nunca t€impoco fué ntáa elocuente que en sus amplios silencios entregado a l afán de
torear. «Manolete* enmudecido, trascendía. MI silencio pareció ordenar su vida y .su obra. E l silencio ha
ordenado tmnhién su muerte.
^Manolete* en loto ruedos, como u n á esfinge levemente animada de, paulados y solemnes movimientos, apenas proferia esas palabras que son corrientes
para provocar las embestidas dé Ips toros o p a r a mandar a los peones lo que deben hacer en cada caso. E l , .
callado, ordenaba a toros y peones. Calladamente se
imp&h^
ejemplar a este propósito.
F u é en l a F e r i a de Logroño del a ñ o 1943. «Manolete*, toreaba con Pepe L u i s Vázquez y A r r u t a , en
cabeza de cartel. L o s toros, bravísimos, eran del conde
de, l a Corte, S a l i ó el primero, grande y gordo, hermoso y bravo. Se encampanó a la salida de toriles ojeando
el ruedo y asi estuco unqg segundos, hasta qtf^ el capote' de David üamó s é atención. Arrancóse impetuoso,
y a l derrotar en tablas, l a s del correspondiente trozo
de barrera féeron lanzadas a l aire como leves plumas.
Desde otro extremo de l a P l a z a «Cantimplas* üamó a l
. burlado eomúpeta, y se produjo u n hecho semejante.
«Pinturas* citó asimismo a la fiera desde su estudiado emplazamiento, y por tercera vez el bravo toro del
conde de la Corte, a l derrotar contra l a barrera, l a
destrozó, lanzando a gran altura sus tablas astilladas.
H a b l a comenzado o producirse u n cierto y raro desorden en tan ejemplar y disciplinada cuadrilla, cuando
«Manolete* s a l i ó del burladero y ofreció a l a fiera su
mágico capote y su cuerpo estético. Media docena de
lances," tan belfas y emocionantes como sobrios y eficaces, parearon en seco al bravo animal y volvieron el
raramente alterado sosiego a los ejemplares peones,
que se situaron en l a arena p a r a cumplir su cometido con l a precisión y éficacia habituales en ellos. Todos fas aficionados pudieron observar ten fas n u d a s
escenas semejantes. Y sus amigos y compañeros, fuer a de los ruedos.
voz de «Manolete* p o d í a
haberla alejado con solo
gritar a l enfrentarse cetra
a cara con «Islero*: « ¡ U n
capote aquí, « P i n t u ras*\*. *
E l silencio que ordenó
su vida, su obra y su
muerte es ahora u n clamor doloroso de fas multitudes.- U n clamor unánime lie reconocimientos,
absolutos, como fas que
él buscaba, como fas que
él quería para su consagración definitiva* E s a
que y a tiene para siempre y que nadie n i nada
podrá arrancar de l a
Historia del Toreo.
S u capitulo de oro está
y a definitivamente escrito. Y hay qué empezar
con otro.
E n todas l » s
f l a z a s de Tarta
de E s p a ñ a se
g u a r d ó «i dom i n g o u n min u t o de silencio como homen a j e a l a mem o r i a de «Manolete».
Laf
cuadrillas desf i l a r o n sin m ú sica, y los toreros, descubiertos. A s i ocurrió
e n l a de las
"Ventas...
Ahora, entre u n guirigay ensordecedor, sólo fJkfonoleíe» callaba. E l iba con su hermetismo y su hacer
cotidiano, intenso y tenaz, a poner orden en el alborotado cotarro. N i u n a voz salió de su garganta cuando
su pecho rebosaba indecibles amarguras. N i u n a
queja. E l d i s p o n í a tan sólo de sus amplias y, elocuentes silencios para reducir desdenes, p a r a transformar
las protestas en asentimientos; para reconquistar lo
que tenia conquistado y que sólo en apariencia, y muy
parcial^nente en cada Caso, parecía perdido.^ Y usaba
de ellos para torear como j a m á s se vió torear, entre
u n clima asfixiante, con «la muerte en pie*, como en
el romance de J o s é M a r í a Alfaro. Pero l a muerte
—invisible peerá todos, menos p a r a é l , que sentía en
el mismo corazón s u hilito frio—r- no entendía de órdenes calladas, y se lanzó sobre su presa cuando l a
. . . y en l a de Vist a Alegre
{Fotos Baldomero y Cifra)
E
ACEYTE
YISIGLES
PARASITO Q U E TOCA... ¡MUERTO ESI
C. I . ISO
L jueves, d í a 28, se c e i ^ r a r o n corridas de toros ~ t s o tatcluimos a q t t í ía de Linares,
en l a que f u é herido de muerte e l i n f o r t u n a d o « M a n o l e t e » — en T o r o 7 en Tarazona de A r a g ó n .
— E a T o r o . E l -duque de Pinohermoso, oreja. Pepe «BieOTrenída», o r a c i ó n y vueltaF é l i x R o d r í g u e z , regular y dos orejas, rabo y pata. Angel L u i s « B i e n v e n i d a » , dos orejas
y rabo y aplausos.
,
— E h Tarazon.a. Toros de S á n c h e z F a b r é s . Pepe « D o m i n g u í n » , v u e l t a y oreja. Ltíit
M a t a , dos orejas y r a b o y aplausos. « R o v i r a » . pitos y dos orejas y rabo.
— E n A l m e r í a se c e l e b r ó el d í a 29 l a p r i m e r a de feria. Toros de Felipe B a r t o l o m é
« G i t a n i l l o de T r i a n a » , pitos y dos orejas y rabo. J u a n Belmonte, oiracióÉl*y r e g u l a r . «Pa
r r i t a » . pitos y oreja.
— E l día 30, en A l m e r í a . Segunda de fefia. Toros de A n t o n i o P é r e z , de San Femando.
« A n d a l u z » , o v a c i ó n y v u e l t a y oreja, L u i s M i g u e l « D o m i n g u í n » ^ dos orejas y rabo y dos
orejas, rabo y pata, « R e v i r a » , aplausos y palmas y pitos.
,
— E l domingo, d í a 31. en todas las Plazas de E s p a ñ a , se g u a r d ó u n m i n u t o de silencio
en homenaje a l a m e m o r i a de « M a n o l e t e » .
—Por p r i m e r a vez^ d e s p u é s de cincuenta a ñ o s , se c e l e b r ó e n L a Habana una corrida
de toros. Silverio P é r e z fué cogido aparatosamente, sin consecuencias, por su primero.
Estuvo bien y f u é m u y aplaudido. « A r m i Hita» t a m b i é n f u é m u y ovacionadb. T u v o que
i n t e r r u m p i r la faena en su segundo a causa de u n violento gguacero. Casi iodo el público
pidió que se diera m u e r t e a los toros. Asistieron m á s de t r e i n t a m i l espectadores.
- E n L a L í n e a de l a C o n c e p c i ó n . Cuatro toros de A l i p i o P é r e z Tabernero y dos de
R a m ó n Gallardo. A n t o n i o « B i e n v e n i d a » , silencio y aplausos. L u i s Miguel « D o m i n g u í n » .
oreja y dos orejas, rabo y patas. Rafael L l ó r e n t e , o v a c i ó n y dos orejas, rabo y dos p*'
tas, « D o m i n g u í n » pidió permiso para l i d i a r el sobrero, que r e g a l ó , y c o r t ó las dos orejas»
el rabo y las cuatro patas.
••
v
AMERICA
— E n San S e b a s t i á n . Toros de Enriqueta de la
Cora. « B o n i » , aplausos y división de opiniones. L u i s
Mata, dos orejas y r a b o y o v a c i ó n . M a n u e l Navarro, o v a c i ó n y aplausos.
— E n Puerto de Santa M a r í a . Toros de Buendia.
D o m i n g o Ortega, dos orejas y rabo y aplausos.
« A n d a l u z » , dos orejas y r a b o y vuelta a l ruedo. Paco M u ñ o z , v u e l t a a l ruedo y dos orejas y rabo.
— E n Calahorra. Toros de M o n t a ! v o . J u l i á n M a r í n / vuelta a l ruedo y dos orejas y rabo. « P a r r i t a » . ,
vuelta a l ruedo y dos orejas y rabo. « R e v i r a » , a p l a u sos y silencio. *
«•
— E n Valencia. Dos novillos de Ignacio V á z q u e z ,
dos de A m a d o r Santos, u n o de Flores y o t r o de F a b r é s . E l p r i m e r o c o g i ó a Vaqueret, que sufrió u n
palotazo en el p e d i o . « C a g a n c h o » h i j o , aplausos y
aplausos. J u a n L u i s de l a Rosa, aplausos y aplausos. J u a n T a r r c , aplausos y dos orejas. F u é sacado
en hombros.
— E n A s t o r g a . B e a t r i z Santullano, v u e l t a a l ruedo. « G a l l i t o C h i c o » ,
bien toreando y .regular c o n e l estoque.
Pedro Mesas, « E s t o *
d i a n t e » , f u é cogido, y
sufre u n puntazo e n
el m e n t ó n . C o r t ó u n a
oreja. Octavio M a r tínez, « N a c i o n a l » , v a liente.
— E n Burgps. N o villos á% A r r a n z . Per i c á s , v u e l t a a l ruedo
y pitos. A n t o n i o Caro, oreja y vuelta a l
ruedo.
Guardiola;
aplausos y dos orejas.
— E n Colmenar
' K e j o . N o v ü l o s de F é l i x Gósoez. Vicente
F a u r ó , dos orejas y
E l homenaje en l a Plaza á e L a L i n e a , ú o n á é actuaron A n t o n i o «Bienvenida», L u i s M i g u e l
« D o m i n g u í n * y Rafael L l ó r e n t e
{Foto Garci-Sánchez)
— E l lunes, d i a . z , e n Colmenar V i e j o . Toros de F é l i x G ó m e z . Rafael L l ó r e n t e , aplausos
y aplausos. Paco M u ñ o z c u m p l i ó y aplausos.
— E n L a Habana se p r o d u j o u n formidable e s c á n d a l o a l n o presentarse el diestro Sil veri o
P é r e z a c o n t i n u a r la corrida que h a b í a sido suspendida por l l u v i a e l d í a a n t e r i o r . Silverio
a v i s ó a la Empresa que n o p o d í a t o r e a r por haber embarcado su c u a d r i l l a para M é j i c o . E l
p ú b l i c o l a n z ó botellas y sillas a l ruedo, y la P o l i c í a se v i ó obligada a hac^r varios disparos a l
aire. H u b o u n herido. Cinco m i l espectadores s e g u í a n a ú l t i m a hora de l a tarde e n las i n m e diaciones de l a Plaza protestando ruidosamente.
—-El martes, d í a z , c o r r i d a de feria en Falencia. Toros de A n t o n i o P é r e z Tabernero. E l
duque de Pinohermoso, dos orejas. « A n d a l u z » , dos orejad y dos orejas. L u i s M i g u e l « D o *
m i n g u í n » , dos orejas y rabo y vuelca a l ruedo. Faco M u ñ o z , v u e l t a a l ruedo y dos orejas
y rabo.
— E n Lodosa. Cuatro toros de M a r t í n e z Elizondo para J u l i á n M a r í n , que c o r t ó orejas y
rabo en todos los bichos.
— E n Calahorra. Novillos de Terrones. Guinda, aplausos y aplausos. A b a d , o v a c i ó n y p i tos. P e r i c á s , o v a c i ó n y cogido leve.
/ '
—Cerca de Vejer de la F r o n t e r a v o l c ó e l coche e n el q u e i b a la c u a d r i l l a de L u i s
M i g u e l « D o m i n g u í n » . E l mozo de espadas, « C h o c o l a t e » , r e s u l t ó con u n a herida
I leve e n J a fente. Los restantes viajeros n o sufrieron l e s i ó n a l g u n a .
— E n M a d r i d , como en t o d ó s los ruedos de E s p a ñ a , se g u a r d ó e l d o m i n g o u n mi»
ñ u t o de silencio como homenaje a l que fué p r i m e r a figura del t o r e o . Se l i d i a r o n
seis novillos de M a n u e l A r r a n z . L o m e j o r de l a corrida f u e r o n los dos tercios de
quites en los novillos p r i m e r o y tercero. E n e l p r i m e r o . « A n d a l u z » h i z o u n o por c h i cuelinas soberbio;; L u i s P e ñ a , u n o per « m a r c h e n e r a s » colosal, y Fernando L a r a ,
« L a r i t a » . o t r o de costado por d e t r á s en el que d e r r o c h ó v a l o r . Los tres t u v i e r o n
que saludar montera en m a n o . E n el tercero, ausente P e ñ a , que se encontraba en
la e n f e r m e r í a , « A n d a l u z » hizo o t r o quite por chicuelinas que puso en pie i p ú b l i co, y « L a r i t a » , u n o de costado p o r d e t r á s m u y bueno. « A n d a l u z » c u m m i ó bien
¡en sus dos novillos: P e ñ a d i ó l a vuelta a l ruedo en e l segundo y estuvo regular en
el q u i n t o . « L a r i t a » s a l i ó a l tercio en el tercero y d i ó la vuelta a l ruedo en e l sexto,
a l que m a t ó m u y b i e n .
— E n V i s t a A l e g r e . Toros de Marcellano R o d r í g u e z , que fueron mansos, excepto
e l sexto. F é l i x R o d r í g u e z , bien en el p r i m e r o , c o r t ó la oreja del sexto. M a n o l o M a r t í n - V á z q u e z , bien y r e g u l a r . « M o r e n i t o de V a l e n c i a » , bien en el tercero y dos orejas
en e l sexto.
-i
E n l a Plaza de Valencia {poto Vidal)
E n Calahorra
(Foto M a r i u )
rabo y dos orejas, rabo y pata. Pablo L a l a n d a , dos orejas y dos o r e j a ^ rabo y pata.
— E n A l i c a n t e . Novillos de Concha y Sierra. Paco E s p l á . regular y v u e l t a a l
ruedo. « G a l l i t o de Dos H e r m a n a s » , o v a c i ó n y o v a c i ó n . M a n u e l Campillo p a s ó
a l a e n f e r m e r í a d e s p u é s de m a t a r a l tercero. Sufre una herida de p r o n ó s t i c o reservado e n e l m u s l o izquierdo. A l sexto l o m a t ó E s p l á .
—-En Falencia. Novillos de I g n a c i o Encinas. Paco R o l d á n , v u e l t a a l ruedo
y v u e l t a a l ruedo. Eleuterio F a u r ó , dos orejas y rabo y dos orejas.
,
— E n Arenas de San Pedro. Novillos de F e r m í n Sanz. P e d r í n Moreno, ovacionado. M a n o l o Car mona, dos orejas y rabo y salida en h o m b r o s .
— E n Ta razona de A r a g ó n . Novillos de Casasola. « C u r r o , R e l á m p a g o » , dos
orejas y rabo y dos orejas. Salió en hombros. Pepe N o g u é s , valiente.
— E n Jerer de l a F r o n t e r a . Novillos de Arias. I g n a c i o Plaza, regular y aplausos. « T r i a n e r o » , b i e n y dos orejas, rabo y salida en hombros.
— E n S e p ó l v e d a . Novillos de V i r g i l i o Pascual. Francisco P a r r a , « P a r r i t a » , dos
orejas y rabo y o v a c i ó n . s
- E n E í E s c o r i a l . Festival. Novillos de E m i l i o A r r o y o . J o a q u í n Coquilla.
aplausos. Fernando P é r e z T a b e m é r o S a n c h ó n , valiente. A i i p i o P é r e z Tabernero, oreja. J u l i o Aparicio, dos orejas y rabo, t
8. B .
w
Atécente
>VALDESPINO
J E R E Z
PE PE
LUIS
El a r t í f i c e
VAZQUEZ
del ta reo
clásico
del toreo verdad destaca, per m arte i
este
de
que día a día, | pese a quien pese, es hoy
boy el
del urca veraad: ese toreo en el que se encierran las más puras esencii
de ese don divino de los elegidas. Pepe Luis Vázquei ha llegado a la
de
por la gracia, sabiduría y belleza de que está datado
peculiar estilo de lidiar reses bravas.-R.
-
9
*
4
r
/
*
/
f
7
I
' Manolete'' adoptaba en las Plazas un aire grave, taciturno casi, como de predestinado a la tragedia. >lun en
los momentos amables de poner su firma en el abanico de una admiradora. Alguna vez le preguntaron a
"Manolete" porqué no se reía en el ruedo, y "Manolete" contestó: "Porque eso de torear es una cosa
muy seria". Tan seria como que la puesta en el juego era nada más que la vida misma...
I
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