notas sobre la versión de la de alfonso reyes

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N O T A S SOBRE L A VERSIÓN DE L A
DE A L F O N S O REYES
ILÍADA
A la memoria del maestro
Rafael Moreno Montes de Oca
T r a d u c i r l a litada fue u n o de los proyectos m á s ambiciosos de
A l f o n s o Reyes. A u n q u e su versión, preparada a través de cuatro
a ñ o s , q u e d ó inconclusa d e b i d o a su muerte, l a p u b l i c a c i ó n de
los primeros nueve cantos bajo e l subtítulo de Aquiles
agraviado
( F . C . E . , M é x i c o , 1951) fue motivo e n su m o m e n t o de u n a fugaz p o l é m i c a acerca de l a competencia de Reyes e n e l griego
clásico y de l a valía de su t r a d u c c i ó n . E l asunto fue archivado
tras l a muerte de Reyes sin que e n l o sucesivo se h i c i e r a u n a val o r a c i ó n m á s completa de su trabajo. Las p á g i n a s que siguen
tienen p o r objeto contextualizar l a tentativa de Reyes y contrib u i r a la valoración de sus antecedentes y sus logros*.
L A ILÍADA EN ESPAÑOL
Estudiar las traducciones de u n g é n e r o , de u n autor o de u n
texto equivale e n m u c h o s casos a hacer u n a p e q u e ñ a historia
* Me g u s t a r í a hacer constar el apoyo recibido de los Proyectos de Invest i g a c i ó n BFF 2001-1957 (Ministerio de E d u c a c i ó n y Cultura de E s p a ñ a ) , SA
016/02 ( C o n s e j e r í a de E d u c a c i ó n y Cultura, Junta de Castilla y L e ó n ) y H 40813 ( C O N A C y T , M é x i c o ) . Agradezco t a m b i é n a Alicia Reyes el haberme
dado acceso a los documentos conservados en la Capilla Alfonsina y a mis
queridos colegas Maricela Bravo, Lourdes Rojas, Paola Vianello y Guillermo
Sheridan sus comentarios sobre este tema. Por su lectura de una v e r s i ó n
previa de este trabajo y sus atinadas observaciones agradezco t a m b i é n al
maestro Antonio Alatorre; las imprecisiones que puedan quedar en el trabaj o son obviamente responsabilidad m í a .
NRFH, LII (2004), núm. 2,
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de la literatura y u n a p e q u e ñ a historia intelectual del sistema l i terario o lingüístico que se haya elegido. Si hay que e m p e z a r
p o r el p r i n c i p i o , el estudio de la t r a d u c c i ó n y r e c e p c i ó n de H o m e r o r i n d e frutos casi inabarcables en p r á c t i c a m e n t e c u a l q u i e r
sistema literario. Es u n trabajo, sin embargo, que apenas se
h a i n i c i a d o 1 . Entre las literaturas europeas, H o m e r o ejerce u n a
enorme influencia en la literatura inglesa y francesa, lenguas en
las que existe u n a notable cantidad de traducciones, seguidas
e n n ú m e r o p o r la literatura alemana, e s p a ñ o l a e italiana. Que
yo sepa, sólo e n inglés existe u n a a n t o l o g í a ele traducciones de
H o m e r o , d e b i d a a la s a b i d u r í a y b u e n gusto de George Stein e r 2 ; este l i b r o es u n a historia de la t r a d u c c i ó n e n Inglaterra,
u n a historia de la lengua y u n a historia de la literatura, t o d o al
m i s m o tiempo y de m a n e r a felicísima. E n francés, a l e m á n e ital i a n o hay que conformarse c o n estudios m á s parciales 3 , y en
e s p a ñ o l , c o n todavía menos: los ú n i c o s estudios- amplios son los
de M . M e n é n d e z Pelayo y j . P a l l i B o n e t 4 .
1
E l ú n i c o libro de conjunto es la obra monumental de G . FINSLER, Homer in der Neuzeit von Dante bis Goethe, Leipzig-Berlin, 1912, que se ocupa de
las literaturas inglesa, francesa, alemana e italiana en el p e r í o d o s e ñ a l a d o
en el título.
2
G . STEINER 8C A . D Y K M A N , Homer in English, L o n d o n , 1996. Sobre las traducciones inglesas v é a s e t a m b i é n S. U N D E R W O O D , English translatons oj Homer
from George Chapman lo Christopher Logue, Plymouth, 1998.
3
Sobre las traducciones de Homero al f r a n c é s , v é a s e en general FINSLER,
op. cit., pp. 119-264. M á s detallados son los estudios de N . H E P P , " H o m è r e en
France au xvi e s i è c l e " , Atti délia Accademia délie Scienze di Torino, 96 (1961-62),
389-508, con una lista de ediciones y traducciones francesas de H o m e r o en
ese siglo en las pp. 504-508; de la misma autora, Homère en France au xvri
siècle, Paris, 1968; para los siglos siguientes, v é a s e Homère en France après la
Querelle (1715-1900), eds. F. L é t o u b l o n 8c C. Volpilhac-Auger, Paris, 1999.
V é a s e una lista de traducciones alemanas de Homero entre 1495 y 1881 en
A . S C H R Ö T E R , Geschichte der deutschen Homer-Uberzetzung im xvin. Jahrhundert,
Jena, 1882, pp. 11-19; G . H Ä N T Z S C H E L , Johann Heinrich Voß. Seine Homer-Übersetzung als sprachschöpferische Leistung, M ü n c h e n , 1977, y T. B L E I C H E R , Homer
in der deutschen Literatur (1470-1740): zur Rezeption der Antike und zur Poetologie
der Neuzeit, Stuttgart, 1972. Sobre las traducciones italianas, v é a s e F I N S L E R ,
op. cit., pp. 15-118; una lista completa de las traducciones de la Riada aparece en M . M o RANI, "Per una storia delle versioni italiane deH'Iliade", Orpheus,
Catania, 1989, n ú m . 10, 261-310, pero no conozco nada semejante para
la Odisea.
e
4
M . M E N É N D E Z P E L A Y O , Bibliografía hispano-latina clásica X.
notas para una bibliografía greco-hispana), Santander, 1953, pp.
P A L L I B O N E T , Homero en España, Barcelona, 1955. Finsler no se
literatura e s p a ñ o l a ; M e n é n d e z Pelayo s ó l o se ocupa de la Riada,
(Miscelánea y
170-210, y J.
o c u p ó de la
al igual que
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A la luz de estos estudios y del m í o p r o p i o 5 , podemos saber
que las traducciones de la Riada anteriores a Alfonso Reyes no
son m u y numerosas. Esto se debe en b u e n a m e d i d a a que varias
de ellas q u e d a r o n inéditas, c o m o la versión e n e n d e c a s í l a b o s
realizada alrededor de 1628 p o r J u a n de L e b r i j a C a n o (ms.
Madrid,
Biblioteca Real II / 1387-1388,
antes 2-J-6); la versión en
octavas de Félix F e r n a n d o de Sotomayor (ms. Madrid,
Biblioteca
Nacional 8227-8228), realizada entre 1745 y 1748; la versión en
e n d e c a s í l a b o s de Francisco Estrada y Campos, que al parecer se
conserva e n la c o l e c c i ó n privada de la familia Estrada y Campos
y que n o he visto, anterior a 1868 6 ; la t r a d u c c i ó n parcial de los
cantos I-IX, p o r último, obra de Narciso d e l C a m p i l l o , se conserva e n el manuscrito Madrid,
Biblioteca Nacional
20330
y data de
1870. Y a que sólo u n o de los traductores que llegaron a publicar
su versión, Luis S e g a l á , tuvo acceso a u n a ele las versiones inéditas, l a de L e b r i j a C a n o , reservo su análisis para otra ocasión.
Las traducciones de la litada que sí f u e r o n publicadas antes
de l a versión de Reyes son las siguientes: 1) la versión e n endec a s í l a b o s de Ignacio G a r c í a M a l o , M a d r i d , 1788; 2) la de J o s é
G ó m e z H e r m o s i l l a , t a m b i é n e n e n d e c a s í l a b o s , M a d r i d , 1831;
3) l a de G u i l l e r m o J ü n e m a n n , e n e n d e c a s í l a b o s , C o n c e p c i ó n
de C h i l e , 1902; 4) la versión e n prosa de L u i s S e g a l á , M a d r i d ,
1908; 5) la de G e r m á n G ó m e z de la M a t a , t a m b i é n en prosa,
B a r c e l o n a , 1915; 6) la versión parcial, e n verso alejandrino, de
L e o p o l d o L u g o n e s vio la luz en B u e n o s Aires entre 1915 y
1924; 7) la de M a n u e l Vallvé, e n prosa, M a d r i d , 1919; 8) la de
L u c i o A . L a p a l m a , e n octavas reales, B u e n o s Aires, 1925; 9) la
de J u a n B. Bergua, en prosa, M a d r i d , 1932; 10) la de A l e j a n d r o
B o n , e n prosa, M a d r i d , 1932; 11) la de J o s é M a r í a A g u a d o , en
r o m a n c e , M a d r i d , 1935; 12) la de L e o p o l d o L ó p e z Alvarez,
D. Ruiz B U E N O , "Versiones castellanas de la litada", Helmantica, Salamanca,
1955, n ú m . 6, 81-110, y el estudio introductorio a su trad. de la litada,
Madrid, 1956, t. 1, pp. 124-148. Carlos G a r c í a Gual me ha hecho saber que
dirige actualmente una tesis doctoral sobre las traducciones e s p a ñ o l a s de
Homero, cuyo autor es Ó s c a r M a r t í n e z .
5
H e presentado un censo preliminar de versiones e s p a ñ o l a s de la litada
y la Odisea como a p é n d i c e a mi a r t í c u l o "La Ulyxea de Gonzalo P é r e z y las
traducciones latinas de Homero", en Latin and vernacular in Renaissance
Iberia, t. 2: Translations and adaptations, eds. A. Coroleu 8c B . Taylor, Manchester University Press (en prensa).
6
La menciona M e n é n d e z Pelayo, junto con otras obras i n é d i t a s o perdidas cuya existencia parece harto dudosa.
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en e n d e c a s í l a b o s , Pasto, C o l o m b i a , 1937; 13) l a de M o n t s e r r a t
Casamada, e n prosa, M a d r i d , 1944 7 .
A l g u n a s de estas traducciones m e r e c e n ser eliminadas d e l
análisis p o r ser traducciones indirectas o verdaderos plagios; e n
esta c a t e g o r í a están las de B o n y Casamada, que n o s o n m á s
que versiones retocadas de l a de L u i s S e g a l á , cuyo objeto es clar í s i m a m e n t e el de n o pagar derechos; l a de Bergua, cuya pésim a r e p u t a c i ó n c o m o supuesto traductor de Platón, Aristóteles
y otros clásicos se encuentra m á s que extendida, c o m b i n a malam e n t e a H e r m o s i l l a c o n S e g a l á . T a m b i é n hay que descartar las
de Vallvé y G ó m e z de l a Mata, ambas traducciones de la v e r s i ó n
francesa de L e c o n t e de Lisie.
D e las que q u e d a n , algunas n o alcanzaron difusión fuera de
sus p a í s e s y son verdaderos tesoros de anticuario, c o m o l a d e l
padre J ü n e m a n n , que fue maestro d e l poeta G o n z a l o Rojas e n
su n i ñ e z 8 , l a de L ó p e z Alvarez, que p u b l i c ó las obras de H o m e ro e n cuatro tomos, y la deljesuita L a p a l m a , la ú n i c a e n octavas
castellanas que llegó a ser p u b l i c a d a 9 . L a versión de A g u a d o tuvo cierta difusión d e b i d o al prestigio de su autor e n los m e d i o s
eruditos y a su deseo de utilizar el r o m a n c e castellano, y l a de
L u g o n e s , desconocida para muchos, tuvo i m p o r t a n c i a p a r a
Reyes, c o m o luego s e ñ a l a r é .
Así pues, las traducciones de G a r c í a M a l o , G ó m e z H e r m o s i lla y S e g a l á fueron sin d u d a las m á s leídas e influyentes e n su
m o m e n t o y de h e c h o f u e r o n sustituyéndose las unas a las otras.
L a p r i m e r a t r a d u c c i ó n integral de l a litada al e s p a ñ o l l l e g ó c o n
u n retraso considerable si se toma e n cuenta que l a p r i m e r a
versión completa de l a Odisea, o b r a de G o n z a l o Pérez, data de
7
Acerca de la t r a d u c c i ó n parcial de J o s é Manuel P a b ó n , que no incluyo
en esta lista, v é a s e m á s adelante, nota 29.
8
" C o n él a p r e n d í a leer por dentro a los c l á s i c o s , y no es raro que m á s
tarde recibiera por una oreja toda la vivacidad de la vanguardia y el juego de
rupturas, pero por la otra oreja r e c i b í a t a m b i é n todo el ejercicio y el poder í o de la t r a d i c i ó n . Entonces, en la punta de mi cabeza de muchacho, estas
dos c o n f l u í a n y se daban en una síntesis que s e r á el centro de mi trabajo
p o é t i c o " ( G O N Z A L O R O J A S , Obra selecta, ed. M . Coddou, Santiago de Chile,
1999, p. 309).
9
Las traducciones de J ü n e m a n n y L ó p e z Alvarez no se encuentran en la
Biblioteca Nacional de Madrid; he usado los ejemplares de la British L i brar)7. Mis intentos de localizar la t r a d u c c i ó n completa de Lapalma han sido
infructuosos hasta el momento; s ó l o he tenido acceso a su t r a d u c c i ó n del
canto I: La litada de Homero. Versión en octavas reales por el P. Lucio A. Lapalma,
Buenos Aires, s. a.
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1556; su autor fue Ignacio G a r c í a M a l o , de q u i e n M e n é n d e z
Pelayo dice q u e "llevaba e n su n o m b r e l a sentencia" y que "es
infelicísimo, arrastrado y p r o s a i c o " 1 0 . Se trata de u n a versión e n
e n d e c a s í l a b o s blancos ciertamente p o c o elegantes, m o n ó t o n a
y p o b r e e n su forma, c o n los n o m b r e s griegos latinizados, com o era costumbre e n l a é p o c a . S u p r i n c i p a l defecto está e n el
p l a n o narrativo; los episodios están entrelazados c o n tosquedad, de m o d o que se tiene l a i m p r e s i ó n de estar partiendo desde cero a cada paso, "al p u n t o que apenas puede soportarse su
lectura", dice M e n é n d e z Pelayo exagerando u n poco de nuevo;
p e r o e l r i t m o i n t e r i o r de los versos está bastante b i e n logrado y
en su m o m e n t o representaba u n b u e n intento p o r adaptar l a
é p i c a griega al e n d e c a s í l a b o castellano. G a r c í a M a l o estaba
b i e n i n f o r m a d o . E n su larga i n t r o d u c c i ó n c o m p a r a las traducciones latinas de C u n i t z y A l e g r e , las francesas de Dacier, Bitaub é , G i n y Rochefort, l a inglesa de P o p e y las italianas de Salvini
y Cesarotti; las ideas de D a c i e r sobre H o m e r o , expuestas e n
el transcurso de l a c é l e b r e Querelle des anciens
et des modernes,
f u e r o n m u y apreciadas p o r G a r c í a M a l o , q u i e n las cita extensamente e n su i n t r o d u c c i ó n . E l h e c h o de que c o n o c i e r a l a trad u c c i ó n de Francisco X a v i e r A l e g r e , p u b l i c a d a p o r p r i m e r a vez
en B o l o n i a e n 1776, d a u n a idea de q u é tan al tanto se encontraba11.
P u b l i c a d a e n 1831 e n M a d r i d y e n 1861 e n París, l a litada en
verso castellano de J o s é G ó m e z H e r m o s i l l a es sin d u d a l a mejor
que le t o c ó e n suerte a H o m e r o hasta el siglo pasado. T a m b i é n
en e n d e c a s í l a b o s , esta t r a d u c c i ó n supera e n m u c h o a l a de su
predecesor e n r i t m o , estilo y probablemente e n c o n o c i m i e n t o
1 0
Sobre la t r a d u c c i ó n de G a r c í a Malo, v é a s e C. H E R N A N D O , Helenismo e
Ilustración. El griego en el siglo xvin español, Madrid, 1 9 7 5 , pp. 2 0 6 - 2 1 0 y 2 2 5 2 2 6 , que resume en su juicio una larga t r a d i c i ó n de opiniones negativas
originadas en M e n é n d e z Pelayo. U n retrato m á s equilibrado de G a r c í a Malo,
junto con material nuevo sobre su vida, puede encontrarse en los estudios
introductorios de G. Carnero a las ediciones de sus obras Voz de la naturaleza,
L o n d o n , 1 9 9 5 , y Doña María Pacheco, mujer de Padilla, Madrid, 1 9 9 6 .
1 1
Vista su calidad y aunque se haya vuelto lugar c o m ú n la a c u s a c i ó n de
F o s e ó l o de ser muy virgiliana y poco h o m é r i c a , es una l á s t i m a que Alegre no
haya tenido el acierto de preparar t a m b i é n la t r a d u c c i ó n directa al e s p a ñ o l ,
como hizo con algunos textos de Horacio y de Boileau. E x t e n d i ó a ú n m á s el
reproche M E N É N D E Z P E L A Y O , op. cit., p. 1 7 7 . V é a s e la o p i n i ó n de A L F O N S O
R E Y E S acerca de Alegre en Letras de la Nueva Esparta, M é x i c o , 1 9 4 6 (Obras
completas, F.C.E., M é x i c o , 1 9 6 0 , t. 1 2 , p. 3 7 8 . E n adelante, cito las OC por
esta e d i c i ó n , seguido de tomo y n ú m e r o de p á g i n a ) .
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del griego. L o s defectos q u e p o d r í a n atribuírsele c o r r e s p o n d e n e n parte a l m e t r o elegido, q u e hace l a t r a d u c c i ó n considerablemente m á s extensa q u e e l texto griego, a la inveterada
preferencia p o r latinizar los nombres y a l a tendencia, t a m b i é n
usual, de s u p r i m i r f ó r m u l a s y e p í t e t o s 1 2 . L a versión e n p r o s a de
L u i s S e g a l á y Estalella, p u b l i c a d a p o r p r i m e r a vez en 1908, es l a
litada q u e hemos l e í d o p r á c t i c a m e n t e todos hasta hace u n o s
pocos a ñ o s ; y digo que es ésta p o r q u e se d a l a circunstancia par a d ó j i c a de que l a p r i m e r a versión p r e v a l e c i ó e n muchas ocasiones sobre l a segunda, m u y mejorada, que su autor p u b l i c ó
c o m o definitiva e n 1928 e n u n bello v o l u m e n e n el que i n c l u í a
t a m b i é n sus versiones revisadas de l a Odisea, l a Batracomiomaquia, los Himnos
homéricos y los epigramas p s e u d o h o m é r i c o s . E n
esta segunda versión los nombres de los dioses n o estaban ya latinizados c o m o e n l a p r i m e r a , sino transcritos m o d e r n a m e n t e ,
y se i n c l u í a u n a larga i n t r o d u c c i ó n en la que se c o m e n t a b a n las
traducciones anteriores. Se trata de l a p r i m e r a versión e s p a ñ o la p r o p i a m e n t e m o d e r n a de H o m e r o , h e c h a p o r u n profesional de l a filología que i n d i c a q u é e d i c i ó n d e l texto griego h a
usado; ello le r i n d i ó u n a e n o r m e difusión tanto e n E s p a ñ a com o e n H i s p a n o a m é r i c a , al p u n t o de ser plagiada y r e p r o d u c i d a
sin autorización muchas veces y de que se le hicieran varios retoques, c o m o los de M a r í a Rosa L i d a y J u a n D a v i d G a r c í a B a c c a 1 3 .
12
Como G ó m e z Hermosilla s e ñ a l a en su p r ó l o g o : " B a s t a r á decir ahora
que e s t á hecha [la t r a d u c c i ó n ] con la m á s escrupulosa fidelidad, sin haberme tomado otra licencia que la de suprimir los e p í t e t o s de pura f ó r m u l a
o notoriamente ociosos y a ñ a d i r algunos que me han parecido necesarios"
(p. xxxiv). Sobre la t r a d u c c i ó n de G ó m e z Hermosilla y su r e c e p c i ó n c r í t i c a ,
v é a s e P . H U A L D E P A S C U A L , " V a l o r a c i ó n de las traducciones de Homero en ios
siglos xix y xx en E s p a ñ a e I b e r o a m é r i c a : de Hermosilla a Le con te de Lisie",
en Contemporaneidad de los clásicos en el umbral del tercer milenio, Murcia, 1999,
pp. 369-377.
1 3
E n M é x i c o , la t r a d u c c i ó n de S e g a l á fue publicada en 1921 como parte de la c é l e b r e c o l e c c i ó n de la U N A M auspiciada por Vasconcelos. L a trad u c c i ó n fue retocada por Julio Torri, s e g ú n confiesa é s t e a Reyes en una
carta ( M é x i c o , 9 de junio de 1922): "no expresamos m á s visiblemente los
nombres de los traductores, porque temimos Vasconcelos y yo pleitos con
las casas editoras, pues desgraciadamente con nuestras leyes romano-cartaginesas-yanquis, no e s t á permitido el robo como el que perpetramos" ( J U L I O
T O R R I , Epistolarios, ed. S. I. Zaitzeff, M é x i c o , 1995, p. 157); Torri u s ó para su
c o r r e c c i ó n la v e r s i ó n francesa de Leconte de Lisie, introduciendo m á s de
un error. E n el p r ó l o g o a su e d i c i ó n definitiva de 1928, S e g a l á dedica duras
críticas -merecidas y muy elegantes, por otra parte- a la v e r s i ó n de la
U N A M . Ignoro si hubo una n e g o c i a c i ó n de por medio, pero en reimpresio-
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L a fidelidad n o era, definitivamente, e l objetivo de l a trad u c c i ó n d e l hispanista J o s é M a r í a A g u a d o ( M a d r i d , 1935), cuyo p r i n c i p a l valor está e n el c a m p o m é t r i c o , ya que usa el verso
del r o m a n c e castellano, m á s adecuado para e l h e x á m e t r o griego que el e n d e c a s í l a b o al menos e n l o que a l a e x t e n s i ó n se refiere: A g u a d o pensaba que, a pesar de que el romance h u b i e r a
p e r d i d o a favor d e l e n d e c a s í l a b o su sitio c o m o verso h e r o i c o ,
valía la p e n a rescatarlo; al ser u n verso m á s largo, las posibilidades de a c o m o d a r u n h e x á m e t r o griego e n cada verso e s p a ñ o l
son t a m b i é n mayores. E l e x p e r i m e n t o es interesante e n cuanto
a b a n d o n a e l e n d e c a s í l a b o pero n o opta p o r l a prosa, c o m o había h e c h o S e g a l á ; Lugones y Reyes b u s c a r í a n t a m b i é n u n térm i n o m e d i o e n el alejandrino. L a versión de A g u a d o es u n
ejercicio erudito, m á s e n b r o m a que e n serio, e n el que el poem a se divide e n cuatro partes, c o m o si se tratara de u n a repres e n t a c i ó n teatral, y se adaptan los nombres al uso de l a é p i c a
medieval, resultando excentricidades c o m o "Aquiles Peliaz" o
"Ulises Laertez". Palli B o n e t m o n t a b a en c ó l e r a frente a estos
disparates 1 4 , que convierten l a t r a d u c c i ó n e n u n a p a r o d i a involuntaria, pero hay que aceptar que e n los pasajes que n o son
afectados p o r este tipo de peculiaridades l a t r a d u c c i ó n e n rom a n c e es m u y legible.
E L EJEMPLO DE LUGONES
U n antecedente hasta ahora casi ignorado, y a m i j u i c i o m u c h o
más importante de l o que Reyes estaba dispuesto a reconocer,
f u e r o n las traducciones h o m é r i c a s de L e o p o l d o L u g o n e s 1 5 , punes sucesivas se i n c l u y ó el nombre de S e g a l á como traductor, s e g ú n dice él
mismo. Entre las reimpresiones de la t r a d u c c i ó n de S e g a l á vale la pena señ a l a r t a m b i é n las de Pedro H e n r í q u e z U r e ñ a y M a r í a Rosa Lida (Buenos Aires, 1940); la prologada por Reyes ( M é x i c o , 1959; el retoque es de M a r í a
Rosa Lida; el p r ó l o g o e s t á recogido ahora en OC, t. 19, pp. 380-411); la de
G a r c í a Bacca ( M é x i c o , 1950); la v e r s i ó n ha sido prologada, entre otros, por
Julio Palli (Barcelona, 1967), J o s é Alsina (Barcelona, 1967) y Antonio Tovar
(Barcelona, 1972).
14
Homero en España, pp. 45-46: " m á s tortura para Homero ya no es posible".
1 5
De las numerosas r e s e ñ a s aparecidas tras la p u b l i c a c i ó n de la Riada
( v é a s e m á s adelante, n. 41) ú n i c a m e n t e lo toma en cuentaJ. P Á R A M O P O M A REDA, BICC, 10 (1954), 404-408; no lo mencionan los trabajos que se ocupan
e s p e c í f i c a m e n t e de la t r a d u c c i ó n de Reyes como, por ejemplo, G . V I V E R O S ,
"Alfonso Reyes, traductor de la Ilíada , en Alfonso Reyes. Homenaje de la Facul-
416
LUIS A R T U R O G U I C H A R D
NRFH, L H
blicadas e n El ejército de la litada, B u e n o s Aires, 1915, e n Las
industrias de Atenas, Buenos Aires, 1919, y sobre todo e n los cuatro v o l ú m e n e s de Estudios helénicos, r e u n i d o s e n u n o s o l o e n
1924, y e n Nuevos estudios helénicos, de 1928. E l o r i g e n de estos
libros se e n c u e n t r a en conferencias o artículos p e r i o d í s t i c o s de
d i v u l g a c i ó n . Se trata de trece ensayos sobre aspectos p u n t u a l e s
de l a litada y l a Odisea: La progenie homérica, Discurso preliminar
y
La funesta Helena (t. 1); Un paladín
de la litada (t. 2); La dama de
la Odisea, El canto V de la Odisea, El canto VI de la Odisea, El reconocimiento de Ulises y Penélope (t. 3); Héctor el domador, La despedida
de Héctor y Andrómaca, El duelo de Héctor y Ayax, La muerte de Héctor, y El rescate de Héctor (t. 4). L a p r o s a de los Estudios helénicos es
m í n i m a y u n m e r o pretexto para i n t r o d u c i r los pasajes traducidos, e n t o r n o a los cuales g i r a cada ensayo. E l c o n j u n t o d e las
v e r s i o n e s 1 6 abarca el canto I de l a Riada c o m p l e t o y fragmentos
de mayor o m e n o r e x t e n s i ó n de cada u n o de los restantes, siend o e l canto II, el c a t á l o g o de las naves, e l menos representado.
De l a Odisea, L u g o n e s tradujo í n t e g r o s los cantos V , V I y X X I I , y
fragmentos d e l I, III, IV, X I , X I I I , X I V , X V I I , X V I I I , X I X , X X I
y XXIII.
L a r e l a c i ó n personal de Reyes c o n L u g o n e s data de sus
a ñ o s parisinos, p e r o su c o n o c i m i e n t o literario proviene d e su
f o r m a c i ó n preuniversitaria. Reyes veía e n él a u n poeta fundam e n t a l de l a l e n g u a y a u n p r e c u r s o r e n m u c h o s sentidos. E n
numerosas m e n c i o n e s ocasionales, y sobre todo e n los ensayos
sobre p o e s í a h i s p a n o a m e r i c a n a de Pasado inmediato y e n l a nec r o l ó g i c a que le d e d i c ó , asoma la s i m p a t í a hacia el escritor aparejada c o n u n cierto recelo hacia "este altivo c r i o l l o , q u e n o
dejaba de c o n t e m p l a r a E s p a ñ a c o n recelo de caudillo insurg e n t e " 1 7 . N o d e j ó Reyes de asestarle alguna indirecta p o r su
p r e t e n s i ó n de ver e n la A r g e n t i n a la r e n o v a c i ó n c o m p l e t a d e l a
tad de Filosofía y Letras de la UNAM, M é x i c o , 1981, pp. 161-166, y j . A . A Y A L A , El
pensamiento clásico en la obra de Alfonso Reyes, Suplemento de Armas y Letras,
Monterrey, 1960, pp. 50-51. S í lo menciona A . A L A T O R R E en su excelente art í c u l o "Avatares del verso alejandrino", NRFH, 49 (2001), 363-407.
16
Recogidas poste i i o rm e n te, j un to con las escasas versiones de lenguas
modernas realizadas por L U G O N E S , en sus Obras poéticas completas, Madrid,
1948, pp. 1249-1452.
17
V é a s e , por ejemplo, en Marginalia, segunda serie: "Hoy dije a u n amigo: -Lugones valía m á s de lo que él se figuraba, y por eso no siempre supo
respetarse a sí mismo. E l ú l t i m o agravio que se hizo fue suicidarse" (OC,
t. 22, p. 334).
NRFH, LII
L A V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
417
c u l t u r a respecto a l resto de H i s p a n o a m é r i c a , c o m o l a siguiente, p u b l i c a d a p o r cierto e n la A r g e n t i n a e n 1930 1 8 :
En 1913, y en París, tuve con Leopoldo Lugones una conversación que he transcrito así, en alguno de mis libros:
—Vosotros, mexicanos - m e decía Lugones-, sois casi como
los europeos; tenéis tradiciones, tenéis cuentas históricas que liquidar; podéis jouer á Vautochtone con vuestros indios, y os retardáis concertando vuestras diferencias de razas y de castas. Sois
pueblos vueltos de espaldas. Nosotros estamos de cara al porvenir: los Estados Unidos, Australia y la Argentina, los pueblos sin
historia, somos los de mañana.
Estas palabras, improvisadas en la conversación, a bulto y sin
matices, describen bien la postura del fenómeno, aunque tengan
la exageración del epigrama. De entonces acá, el poeta ha sentido crecer en su corazón el culto por las cuentas históricas, y en su
conciencia, las ventajas de tener compromisos con la tradición.
L a relación entre ambos fue fluctuante 1 9 y e n general, mala,
lo cual parece haber decepcionado m u c h í s i m o al j o v e n Reyes:
Estaba del todo entregado a la política militarista y reaccionaria,
y saludaba el advenimiento de "la hora de la espada", fórmula
que antes él mismo había acuñado como palabra acusatoria...
Aunque estas cosas me fueron profundamente desagradables y
aun me convencieron de la inutilidad de conocer de cerca a muchos poetas por mí admirados y queridos, seguí admirando en él
al poeta; y muchos años más tarde, en Buenos Aires, volví a frecuentar a Lugones y aun aprendí a quererlo, a pesar de la actitud
imposible que asumió en sus últimos días, de su "fascismo" y de
su odio a los perros.. . 2 0 .
Es especialmente relevante u n artículo de 1932, e n e l que
Reyes se refiere a L u g o n e s c o m o traductor de H o m e r o 2 1 :
"Palabras sobre la n a c i ó n argentina", en Norte y Sur (OC, t. 9, pp. 28-41).
L a correspondencia entre ambos conservada en la Capilla Alfonsina,
que va desde 1914 a 1937, es c o r t é s m e n t e fría, dedicada sobre todo a breves
consultas b i b l i o g r á f i c a s .
2 0
"Lugones" y " M á s sobre Lugones", en Ficciones (OC, t. 23, pp. 377379); los dos apuntes son de 1959. E n la correspondencia de Reyes con
H e n r í q u e z U r e ñ a aparece la misma o p i n i ó n varias veces.
2 1
"Estornudos literarios", en A lápiz (OC, t. 8, pp. 313-319).
1 8
19
418
LUIS A R T U R O GUICHARD
NRFIL L H
Jorge Luis Borges me escribe desde Buenos Aires: "Releo en la
página 40 del Calendario: U n solo estornudo sublime conozco en
la literatura: el de Zaratustra". ¿Puedo proponerle otro? Es uno
de los tormentosos presagios de la Odisea y está en el libro X V I I ,
al final.
A c o n t i n u a c i ó n cita Borges algunas traducciones inglesas,
acerca de las cuales h a b í a p u b l i c a d o ese m i s m o a ñ o e l c é l e b r e
ensayo i n c l u i d o en Discusión22,
y le responde Reyes:
Amigo Jorge Luis: No tengo a la mano a Mme Dacier, ni tampoco
la Ulixea, de Pérez, el padre del célebre secretario de Felipe II, libros ambos que se me han quedado en mi tierra. Usted puede
consultar allá a don Leopoldo Lugones, experto en materia de
Odisea. E n la traducción castellana de Segalá y Estalella, la página
453 se abre con el célebre estornudo. También lo encuentro en
la versión de Bérard, III, página 45.
L u g o n e s es m e n c i o n a d o sólo u n a vez en la p r e s e n t a c i ó n de
l a litada23,
aunque p o r otros pasajes y p o r las entradas d e l dia2 4
r i o sabemos que Reyes lo tenía presente en sus postreros a ñ o s
h o m é r i c o s . L a idea de l a t r a d u c c i ó n e n alejandrinos proviene
e n parte de Lugones, a u n q u e n o p o r las razones que el argentin o e s g r i m í a en 1913:
Era también la época en que [Lugones] esperaba demostrar que
la pretendida "cantidad silábica" de la antigua métrica no había
existido nunca, y que el hexámetro no era más que un alejandrino que los filólogos de todos los tiempos no habían acertado a
leer con su ritmo debido. Y, en efecto, para demostrarlo, leía los
hexámetros de Virgilio cambiando la acentuación a su gusto. Y yo
le dije: "¿Qué medida tiene este verso: Las cuarenta mil campanas
de una ideal Jerusalén?" Y me contestó: "Dieciséis sílabas. ¿Cómo
voy a ignorarlo si se trata de un verso mío?" Pues lo ignora usted
-me atreví a decirle, aunque él era un maestro y yo u n principiante de veinticuatro años—; lo ignora usted, porque es un ale2 2
"Las versiones h o m é r i c a s " , en Discusión, Buenos Aires, 1932 (en Obras
Completas, Barcelona, 1989, t. 1, pp. 239-243).
2 3
" L l e g u é a traducir, en alejandrinos sin rima, casi las dos primeras rapsodias, cerca de 1400 versos. D e s p u é s - n o s é si d e j á n d o m e llevar por el
ejemplo de Lugones en sus fragmentos h o m é r i c o s - p e n s é que la rima cunaba la a t e n c i ó n , y lo rehice todo" (OC, t. 19, p. 93).
2 4
V é a s e , por ejemplo, OC, t. 22, p. 728 (Las burlas veras) e i n t r o d u c c i ó n
a OC, t. 19, p. 9; sobre el diario, v é a s e la nota siguiente.
NRFH, LII
L A V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
419
jandrino. Escuche usted las catorce sílabas, tal y como deben
leerse: Las cuarenta milcampánas
deunídealJerusálen.
Reyes tenía u n a f o r m a c i ó n filológica superior a la de Lugones
y n o p o d í a negar la cantidad silábica de la métrica clásica, que
es c o m o negar l a claridad del día, n i plegarse a ésta idea peregrina de que los h e x á m e t r o s son e n verdad alejandrinos, pero la i n sistencia d e l argentino d e b i ó al menos llamar su atención acerca
del tema, que r e s u m í a e n el p r ó l o g o de su traducción, aclarando
que, h a b i é n d o s e permitido la versificación silábico-acentual en su
obra propia, le p a r e c i ó que usarla e n la litada arrojaría "una trad u c c i ó n chapucera, b á r b a r a , de l a antigua cantidad silábica al
acento rítmico m o d e r n o " (OC, t. 19, p. 92).
Esta o p i n i ó n merece u n comentario, ya que sin d u d a l a
p r i n c i p a l p r e o c u p a c i ó n de Reyes al elaborar su t r a d u c c i ó n era
precisamente de o r d e n m é t r i c o 2 5 . E l h e x á m e t r o griego n o tiene equivalente e n e s p a ñ o l . E l llamado h e x á m e t r o b á r b a r o ,
consistente e n adaptar e l esquema de alternancia cuantitativa
d e l dáctilo ( u n a sílaba larga seguida p o r dos breves) a u n
esquema silábico-acentual ( u n a sílaba tónica seguida de dos
á t o n a s ) , es u n a a d a p t a c i ó n válida pero e n última instancia artificial. Para llevar a cabo u n a t r a d u c c i ó n utilizando este esquema
rítmico, ajeno al e s p a ñ o l , es necesario a c o m o d a r e l lenguaje de
formas variopintas, que van desde l a extrema concisión (el griego es u n a lengua flexiva y e l e s p a ñ o l u n a lengua analítica, que
requiere muchas m á s palabras) hasta los h i p é r b a t o s m á s violentos, que r e c u e r d a n a veces la jen siguiente— gonza de Quevedo.
Las llamadas versiones rítmicas n o p r e t e n d e n p o r l o tanto
m a n t e n e r el esquema silábico-acentual a l o largo de todo el
texto, sino solamente e n las cinco sílabas finales (el m a l llamado a d o n i o ) , que d e b e n tener acento e n l a p r i m e r a y cuarta
p a r a dar al verso entero, de entre trece y diecisiete sílabas
2 5
Esto es f á c i l m e n t e observable en las entradas de su diario referidas a
la t r a d u c c i ó n , que abarcan de 1948 a 1951 ( s e ñ a l o s ó l o las que se refieren
a la t r a d u c c i ó n de la Ilíada; algunas de las correspondientes a otros trabajos
sobre los c l á s i c o s se encuentran en la i n t r o d u c c i ó n de E. M e j í a S á n c h e z
a OQ t. 19, pp. 9-13): 1948: 29, 30/VII; 3, 21/VIII; 4, 8, 30/IX; 2, 5, 7,13,14,
19, 23, 2 8 / X ; 1, 3, 9, 17, 18, 19, 21, 25, 26, 27/XI; 2, 13, 14/XI. 1949: 4, 9,
16/1; 4, 10, 11, 13, 15, 16, 17, 20, 22, 24/11; 2/III; 21, 2 2 / X ; 11, 15, 24, 26,
27, 30/XI; 11/XII. 1950: 29/1; 21/IV; 29-31/V; 4/VII; 8/VIII; 24/X; 15/XI.
1951: 9, 10, 15, 18, 28/1; 11, 14, 15, 18, 19/11; 12/V; 2 2 / X ; 7-8/XI; 20,
22/XII.
420
LUIS ARTURO GUICHARD
NRFH, III
sin cesura fija, u n cierto r i t m o d a c t i l i c o 2 6 . N o es éste e l sitio
adecuado para cuestionar esta tentativa, propuesta ya p o r E l
P i n c i a n o e n su Phüosophía
antigua
poética
e n el siglo xvi, n i sus
resultados dispares e n las traducciones e s p a ñ o l a s , p e r o s í es
i m p o r t a n t e hacer notar que l a s o l u c i ó n de Reyes fue m u c h o
m á s sensata y menos c o m p l i c a d a 2 7 . E l alejandrino es e l verso
e s p a ñ o l m á s cercano p o r r i t m o y estructura al h e x á m e t r o griego. D e h e c h o , e l alejandrino es p r á c t i c a m e n t e i d é n t i c o al p e n t á m e t r o griego o l a t i n o 2 8 , que consiste e n dos hemiepes; es
t a m b i é n m u y cercano al h e x á m e t r o griego, que puede tener
entre trece y diecisiete sílabas e n función de l a r e s o l u c i ó n de
cada p a r de sílabas breves e n u n a sola larga, mientras q u e e l
alejandrino tiene catorce sílabas c o n cesura obligatoria tras l a
séptima.
L a impresión rítmica del alejandrino se acerca m á s a la d e l hex á m e t r o clásico de l o que p o d r í a hacerlo el h e x á m e t r o b á r b a r o
c o n sus acentos e n la p r i m e r a y la cuarta de las últimas cinco sílabas. Incluso si alguien lograra mantener la alternancia de tónicas
y á t o n a s de la Salutación del optimista a lo largo de los 15 638 versos
de la litada, el resultado n o sería muy diferente del que o b t e n d r í a
el mismo hipotético traductor si utilizara alejandrinos 2 9 . C o m p á 2 6
Para una historia de la v e r s i f i c a c i ó n r í t m i c a al modo latino, v é a s e T .
H E R R E R A Z A P I É N , La métrica latinizante, M é x i c o , 1 9 7 5 , con numerosos ejemplos, no todos tan felices como el autor supone.
2 7
E n materia de v e r s i f i c a c i ó n s i l á b i c o - a c e n t u a l , Reyes r e c i b i ó consejo
de Alfonso M é n d e z Planearte, s e g ú n consta en las cartas que con este tema
se conservan en el archivo de Reyes ( 2 8 de septiembre de 1 9 3 7 ; 3 0 de noviembre de 1 9 3 7 ; 2 3 de agosto de 1 9 4 0 ; 2 6 de agosto de 1 9 4 0 ; 2 8 de octubre
de 1 9 4 0 ; 1 9 de febrero de 1 9 4 9 ; 2 5 de octubre de 1 9 5 4 ) ; el Padre M é n d e z
Planearte le recomienda b i b l i o g r a f í a sobre el tema e incluso le da la catalog a c i ó n en la Biblioteca Nacional de la Phüosophía de E l Pinciano. Sobre la
amistad entre ambos eruditos v é a s e L. M A R T Í N E Z CARRIZALES, " U n a amistad al
abrigo de la t r a d i c i ó n clásica: los hermanos M é n d e z Planearte, Alfonso Reyes y Enrique G o n z á l e z M a r t í n e z " , Nova Tellus, 2 0 ( 2 0 0 2 ) , n ú m . 1, 1 8 3 - 2 0 7 .
2 8
De hecho, C á n d i d o M a r í a Trigueros se preciaba en 1 7 7 4 de haber inventado lo que él llamaba pentámetros castellanos y que no eran otra cosa que
alejandrinos; v é a s e al respecto el a r t í c u l o citado de Ai A T O R R E (n. 1 5 ) , donde
se e n c o n t r a r á abundante b i b l i o g r a f í a y ejemplos de las diferentes realizaciones del alejandrino.
2 9
E l ejemplo m á s logrado de v e r s i ó n r í t m i c a con el que contamos es sin
duda la v e r s i ó n de la Odisea de J o s é Manuel P a b ó n , publicada postumamente en 1 9 8 4 , pero de la que su autor h a b í a dado largos adelantos en su
Homero, Barcelona, 1 9 4 7 , libro al parecer no conocido por Reyes, en el que
t a m b i é n a p a r e c í a la v e r s i ó n r í t m i c a de numerosos pasajes de la litada.
NRFH, LU
L A V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
421
rense algunas medidas de hexámetro de Darío: los claros clarines de
pronto levantan sus sones30 o ínclitas razas ubérrimas, sangre de Hispania fecunda (p. 251), c o n algunos alejandrinos: está mudo el teclado de su clave sonoro (p. 188) o pinta las dulces Gracias, o la desnuda
Europa (p. 181). E l hispanohablante n o encuentra diferencia sustancial entre el alejandrino, que es terreno regular y seguro, y el
h e x á m e t r o b á r b a r o , cuya m e d i d a variable permite sólo l a contin u i d a d del ritmo, pero n o l a del metro n i la de la pausa.
A u n q u e n i Lugones n i Reyes lo m e n c i o n e n , la idea de ambos
de traducir el h e x á m e t r o e n alejandrinos proviene de su c o m ú n
afición francesa. L a primera traducción francesa de H o m e r o es
p a r a d i g m á t i c a en este sentido 3 1 . Hugues Salel p u b l i c ó los primeros dos cantos traducidos en versos decasílabos en 1542, c o m p l e t ó
los doce primeros en 1554 y a b a n d o n ó luego el trabajo. E l traductor que se propuso continuar l a obra, A m a d i s j a m y n , l o hizo e n
alejandrinos, n o en decasílabos, y el conjunto se publicó en 1577;
esta versión híbrida fue reeditada e n numerosas ocasiones hasta
que e n 1604 Salomon C e r t o n p u b l i c ó la Odisea en alejandrinos y
la Riada e n el mismo metro e n 1615, casi al mismo tiempo que
François d u Souhait y Claude Boitet traducían ambas obras e n
prosa. A partir de entonces se alternan traducciones e n prosa y
en alejandrinos, pero el d e c a s í l a b o p r á c t i c a m e n t e se abandona.
Similar abandono y la desilusión subsiguiente o p e r ó e n Foseólo,
que n o a c e p t ó l a a d a p t a c i ó n del h e x á m e t r o b á r b a r o a su lengua
pero tampoco l o g r ó que u n e n d e c a s í l a b o italiano contuviera l o
m i s m o que u n h e x á m e t r o g r i e g o 3 2 .
L A VERSIÓN DE REYES
Puesta e n e l contexto de las traducciones e s p a ñ o l a s que existían c u a n d o p u b l i c ó su versión de los primeros nueve cantos de
P a b ó n utiliza versos de cinco acentos m ó v i l e s (en algunos casos se permite
seis), similares a los de D a r í o pero m á s libres, que dan en efecto una impres i ó n m á s cercana al ritmo del original que la lograda siguiendo el m é t o d o
de a c e n t u a c i ó n de las ú l t i m a s cinco s í l a b a s de E l Pinciano.
3 0
De la e d i c i ó n preparada por E. M E J Í A S Á N C H E Z , Poesía. Libros poéticos
completos y antología de la obra dispersa, M é x i c o , 1952, p. 267.
3 1
V é a s e N . H E P P , Homère en France au XVII siècle, Paris, 1968, pp. 33-37.
3 2
L a o b s e s i ó n de F O S C O L O por encontrar u n metro y un ritmo que realmente reprodujeran el h e x á m e t r o griego no tiene paralelo, como demuestran los tres v o l ú m e n e s de sus a m e n í s i m o s y desesperantes Esperimenti di
traduzione deülliade, ed. G . Barbarisi, Firenze, 1961.
E
422
LUIS A R T U R O GUICHARD
NKFH, LH
la litada en 1951, el e x p e r i m e n t o ele Reyes era p r o f u n d a m e n t e
i n n o v a d o r y constituía u n verdadero aporte a las letras hispánicas: u n a t r a d u c c i ó n en alejandrinos, c o n los n o m b r e s griegos
transcritos, n o latinizados, fiel al texto pero al mismo t i e m p o legible y elegante. Los logros del traslado h o m é r i c o de Reyes
p u e d e n observarse en u n a c o m p a r a c i ó n m í n i m a de, dichas versiones; para la c o m p a r a c i ó n he elegido dos fragmentos de la
despedida de H é c t o r y A n d r ó m a c a (litada V I , 405-420 y 466484), que presento en el A p é n d i c e 1. Incluyo las versiones de
G a r c í a M a l o , G ó m e z H e r m o s i l l a y S e g a l á c o m o traducciones
canónicas y, d a d a la voracidad lectora de Reyes y ya que se trata
de libros raros, las de J ü n e m a n n , L ó p e z Alvarez y A g u a d o ; p o r
su r e l a c i ó n c o n Reyes, incluyo t a m b i é n el pasaje correspondiente de Lugones. E x c l u y o las de Vallvé y G ó m e z de la M a t a ,
p o r ser traducciones d e l francés, c o m o ya se dijo, y la de L a p a l ma, a cuya t r a d u c c i ó n de este pasaje n o he p o d i d o tener acceso
hasta el m o m e n t o 3 3 .
A u n q u e n o p u e d o detenerme en c o m e n t a r cada verso, u n a
c o n s i d e r a c i ó n de conjunto da l a m e d i d a de cada versión. E l patrón general es el siguiente: S e g a l á suele seguir a G ó m e z H e r mosilla y desconfiar de G a r c í a M a l o ; L u g o n e s y Reyes suelen
seguir a S e g a l á ; J ü n e m a n n , e n cambio, coincide m á s a m e n u d o
c o n G a r c í a M a l o que c o n G ó m e z H e r m o s i l l a ; A g u a d o y L ó p e z
Alvarez, p o r distintas razones, suelen apartarse de todos. L u g o nes acorta lo m á s que p u e d e su texto, mientras que Reyes tiende a resolver e interpretar las f ó r m u l a s en lugar de suprimirlas.
U n ejemplo de este p a t r ó n , clarísimo p o r q u e es u n o en el
que G ó m e z H e r m o s i l l a se equivoca, es la t r a d u c c i ó n de V I , 419,
nxeMaq é(|)W8l)o~av (lit. hicieron brotar olmos); G a r c í a M a l o y J ü n e m a n n traducen correctamente olmos; G ó m e z H e r m o s i l l a , Segalá, L u g o n e s y Reyes traducen álamos; A g u a d o , bosque de pinos y
L ó p e z Alvarez, encinas. A l a m o y o l m o n o se c o n f u n d e n e n griego: á l a m o es A^róicn o auyeipoq, p i n o es éAxxxn, Tieuicn o niivq; encin a es bpvq; sólo nxeXm significa o l m o . S e g a l á siguió a G ó m e z
H e r m o s i l l a , a q u i e n tiene en m e j o r c o n s i d e r a c i ó n que a G a r c í a
M a l o ; L u g o n e s y Reyes siguieron a S e g a l á ; el lector puede apreciar el m i s m o proceso en varios puntos d e l pasaje transcrito e n
el A p é n d i c e 1.
3 3
V é a s e la n. 9. Incluyo t a m b i é n el texto griego para facilitar el cotejo;
en los pasajes comparados no hay problemas de t r a n s m i s i ó n del texto que
apoyen una u otra v e r s i ó n .
NRFH, LII
L A V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
423
L a t r a d u c c i ó n de S e g a l á es e n general m u y cercana e n i n t e r p r e t a c i ó n l é x i c a a l a de G ó m e z H e r m o s i l l a . A p o r t a solamente algunas precisiones, c o m o p o r ejemplo l l a m a r aqueos al
b a n d o de A q u i l e s , y n o griegos, p e r o p e r p e t ú a otras características a ñ e j a s , c o m o l a latinización de las divinidades. Estos eran
dos puntos que p r e o c u p a b a n a Reyes: " H o m e r o n o e m p l e a l a
palabra 'griegos' de difusión posterior; u n a sola vez dice 'panhelenos' t é r m i n o m á s antiguo (II, 529), y sólo l l a m a 'helenos' a
los d e l A r g o s Pelásgica, p a í s de A q u i l e s (II, 678) " 3 4 ; " c u a n d o se
hable de los dioses griegos, n o llamarlos c o n nombres latinos,
p o r q u e éstos —aunque e n e l concepto vulgar significan l o mismo— n o se c o r r e s p o n d e n de u n m o d o a b s o l u t o " 3 5 .
L a traducción de Lugones resuelve ya este anacronismo transcribiendo los nombres griegos a la m a n e r a que para entonces se
acostumbraba, n o d e l todo correcta, pero que representaba u n
gran avance e n c o m p a r a c i ó n c o n el uso de nombres latinos 3 6 . L a
versión de Reyes contiene algunas otras precisiones, tanto respecto a l a de Lugones c o m o a l a de G ó m e z H e r m o s i l l a y Segalá. E l
n o m b r e p r o p i o Oréades, p o r ejemplo, que prácticamente todos los
traductores anteriores a Reyes aplican a las ninfas (VI, 420), convertido sin n i n g u n a r a z ó n p o r Lugones en Orcades, n o es tal n o m bre p r o p i o e n griego, sino u n simple adjetivo: montaraces, que habitan en los bosques. Reyes es el p r i m e r traductor al e s p a ñ o l que l o
vierte correctamente, c o m o ya M u r r a y lo h a b í a hecho al inglés y
M a z o n al francés, versiones de las que Reyes depende a cada paso.
A l contrario de l o que p o d r í a parecer, l a cadena HermosillaSegalá-Lugones-Reyes permite valorar mejor las características
de cada traductor, tanto c u a n d o aciertan o se equivocan j u n t o s
c o m o c u a n d o cada u n o f o r m u l a l a m i s m a idea de m a n e r a m u y
Notas a la t r a d u c c i ó n de la litada (OC, t. 19, p. 28).
Nota manuscrita de octubre de 1907 (cf. M E J Í A S Á N C H E Z , introd. a OC,
t. 19, p. 8).
3 6
E n la t r a n s c r i p c i ó n de los nombres propios griegos tienen un papel
i m p o r t a n t í s i m o tanto la t r a d i c i ó n como la influencia de otras lenguas modernas, perpetuando sobre todo acentuaciones y desinencias incorrectas;
por poner ejemplos de este pasaje, parece difícil acostumbrarse a transcribir
correctamente Rio o Teba y no Ilion o Tebas. Traductores posteriores a Reyes, como Daniel Ruiz Bueno (1956), Antonio L ó p e z Eire (1989) y Emilio
Crespo (1991) han intentado restituir la t r a n s c r i p c i ó n correcta. Sobre este
aspecto de las traducciones h o m é r i c a s , v é a s e O . M A R T Í N E Z G A R C Í A , " L a transfiguración de los nombres de dioses y h é r o e s a través de las traducciones de
Homero al castellano", en Actas del X Congreso Español de Estudios Clásicos,
eds.J. F. Castro y j . L. Vidal, Madrid, 2002, t. 3, pp. 649-656.
3 4
3 5
424
LUIS ARTURO GUICHARD
NRFH,
LH
diferente. U n pasaje interesante desde este p u n t o de vista es la
s ú p l i c a de H é c t o r a los dioses en V I , 476-478, para que su hijo
sea c o m o él; G ó m e z Hermosura: "que m i hijo llegue á ser tan
esforzado / c o m o yo, y á los Teucros aventaje / en fuerzas y valor, y que a l g ú n d í a / sobre I l i o n i m p e r e poderoso"; S e g a l á :
"que este hijo m í o sea, c o m o yo, ilustre entre los teucros y m u y
esforzado; que reine poderosamente en I l i o n " ; L u g o n e s : " ¡ q u e
m i hijo u n día, / cual yo entre los troyanos, sea fuerte y glorioso! / Que sobre I l i o n se vea r e i n a n d o poderoso"; Reyes: "que el
hijo m í o sea c o m o su padre h a sido, / c a m p e ó n escogido y orgullo de su gente; / que poderoso reine sobre la vasta I l i o n " . L a
versión de Reyes es sin d u d a la m á s literaria, la que da u n texto
m á s refinado si p o r esto se entiende u n a estructura y u n léxico m á s complejos. P r o b a b l e m e n t e ésta sea la característica de
la versión de Reyes que u n filólogo estricto p o d r í a cuestionar:
l a Riada n o es bella, n o es artística en ese plano; Reyes m e j o r a
el o r i g i n a l y lo hace menos á s p e r o , m á s cercano al H o m e r o melifluo de M a d a m e D a c i e r o de G e o r g e C h a p m a n , de q u i e n se
solía decir que h a b í a p r o d u c i d o u n l i b r o m u y b o n i t o , p e r o que
n o era H o m e r o .
Reyes se distingue sobre todo p o r su facilidad y talento p a r a
resolver e interpretar. E n el pasaje seleccionado hay dos ejemplos que me parecen bastante claros. E n V I , 407, A n d r ó m a c a
llama a H é c t o r 8ai|ióvte, que queda sin traducir en García M a l o y
es vertido c o m o infeliz ( G ó m e z H e r m o s i l l a ) , cruel ( J ü n e m a n n ) ,
desgraciado ( S e g a l á ) , infortunado (Lugones), maligno (Aguado) y
pobre ( L ó p e z Alvarez); Reyes lo traduce c o m o ciego. E n V I , 418,
A n d r ó m a c a narra que A q u i l e s c r e m ó a E t i ó n c o n sus b i e n labradas armas, cmv evxeci SaióaAioiaiv; el adjetivo 8at8óc?t£Oc; y
otros t é r m i n o s de la misma raíz significan en H o m e r o trabajado
con arte, referido a objetos de metal o m a d e r a (la identificación
c o n D é d a l o , el famoso autor d e l laberinto de Creta probablemente provenga de e t i m o l o g í a popular, pero puede tener tamb i é n a l g ú n fundamento, s e g ú n explica C h a n t r a i n e ) ; p o r
e x t e n s i ó n p u e d e significar t a m b i é n labrado, pintado o simplemente adornado, p e r o en su o r i g e n i n d i c a b a la c o m p l e j i d a d d e l
trabajo, n o el tipo de a d o r n o . G a r c í a M a l o , G ó m e z H e r m o s i l l a
y L u g o n e s n o traducen el adjetivo; J ü n e m a n n traduce pintadas
armas; S e g a l á , labradas; A g u a d o , febridas; L ó p e z Alvarez, esplendentes, y Reyes, regias armaduras. C o m o en otros casos, Reyes i n terpreta y resuelve: unas armas muy trabajadas son regias,
c o m o corresponde a su d u e ñ o e n este caso.
NRFH, LII
LA V E R S I Ó N D E LA IÜADA
DE REYES
425
Los fragmentos h o m é r i c o s de Lugones destacan p o r su concisión, p e r o t a m b i é n p o r l a libertad que se atribuye para cortar
segmentos que le parecen repetitivos o para c o m p l i c a r l a sintaxis e n aras de la brevedad. Esta c o n c i s i ó n le valió u n r e p r o c h e
de Borges, a q u i e n las versiones de Lugones, p o r cierto, n u n c a
convencieron37:
"Tengo la c o n v i c c i ó n -escribe Lugones- de que m i comentario es
interesante y de que mis traducciones son buenas". Acaso le parecieron buenas p o r q u e en cada palabra s e g u í a o y e n d o el texto original; tal i l u s i ó n es frecuente e n los traductores, y casi inevitable.
Esa i l u m i n a c i ó n i n d i r e c t a no alcanza al lector, que n o ve sino el
resultado ú l t i m o del trabajo. M á s atento al significado de las palabras que a su valor e s t é t i c o , L u g o n e s las c o m b i n a b a y p r o d i g a b a
c o n extraña insensibilidad. Construía así dificultosos pasajes...
M e r c e d a estos recursos, los 35 h e x á m e t r o s griegos, que se
h a b í a n c o n v e r t i d o e n 59 e n d e c a s í l a b o s para G a r c í a M a l o , 56
para G ó m e z H e r m o s i l l a , 53 para L ó p e z Alvarez y 47 p a r a j ü n e m a n n , se c o n v i r t i e r o n e n 34 alejandrinos para Lugones, m i e n tras que A g u a d o necesitó 35 versos de r o m a n c e y Reyes
r e q u i r i ó de 37 alejandrinos. Esta característica se mantiene e n
el resto de los cantos traducidos p o r Reyes y p o r Lugones: unos
cuantos m á s e n el p r i m e r o , p e r o sin forzar el e s p a ñ o l , y menos
incluso que e n e l o r i g i n a l p o r parte del argentino, pero sacrific a n d o e n ocasiones l a c o n t i n u i d a d de la n a r r a c i ó n . T a n t o Reyes c o m o L u g o n e s sacrifican del todo, sin embargo, u n o de los
elementos m á s característicos de los poemas h o m é r i c o s ; el estilo f o r m u l a r y los epítetos. D e los traductores anteriores a Reyes,
sólo S e g a l á mantiene de m a n e r a m á s o menos sistemática los
e p í t e t o s y f ó r m u l a s , l o cual la hace sin lugar a dudas l a m á s cercana al estilo d e l o r i g i n a l . Esta característica de l a t r a d u c c i ó n
de S e g a l á es admirable p o r q u e e n el m o m e n t o de su p r i m e r a
versión (1908) e l estilo f o r m u l a r n o se encontraba todavía e n el
centro de los estudios h o m é r i c o s c o m o l o h a estado d e s p u é s de
los trabajos de M i l m a n Parry, q u i e n , c o m o es b i e n sabido, d i o
V é a s e el ensayo en c o l a b o r a c i ó n con BETINA E D E L B E R G , Leopoldo
Lugones, Buenos Aires, 1965 (Obras completas en colaboración, Barcelona, 1997,
pp. 453-508; el cap. dedicado a "Lugones y lo h e l é n i c o " , en pp. 489491).
Borges repite a lo largo del ensayo que la obra de Lugones, "un hombre
solitario, orgulloso y valiente", "que m u r i ó , tal vez, sin haber escrito la palabra que lo expresara", d e s p e r t ó la a d m i r a c i ó n pero no el afecto.
3 7
LUIS A R T U R O GUICHARD
426
NRFH, L H
f o r m a definitiva a l a teoría de l a c o m p o s i c i ó n y t r a n s m i s i ó n
oral de los poemas h o m é r i c o s b a s á n d o s e precisamente e n los
e p í t e t o s y las f ó r m u l a s . E n e l m o m e n t o de Reyes, sin e m b a r g o ,
el asunto ya era u n o de los m á s importantes de la c u e s t i ó n hom é r i c a y h a b í a sido puesto de relieve e n l a e d i c i ó n y t r a d u c c i ó n
de P a u l M a z o n , que Reyes c o n o c í a b i e n .
E l h e c h o es que, c o m o l a m a y o r í a de los poetas, Reyes era
u n i t a r i o , es decir, entre l a c o m p o s i c i ó n y transmisión oral a cargo de u n g r u p o a m p l i o y a n ó n i m o de poetas, tesis que p r o p o n e n los analistas, y l a c o m p o s i c i ó n a cargo de u n solo poeta,
b i e n que se sirviera de material ya existente o c o m p u s i e r a t o d o
el c o n j u n t o , tesis que sostienen los unitarios, se quedaba c o n
estos ú l t i m o s 3 8 . E n su i n t r o d u c c i ó n l o dice claramente: "Respecto a l a a u t o r í a de l a litada, carácter y texto d e l p o e m a , l a
d o c t r i n a m á s sana y m á s nueva p u e d e resumirse así: 1) hay u n
poeta, u n H o m e r o , que responde de l a asombrosa u n i d a d artística de l a obra, de su creciente arrastre patético y de su alto sentido m o r a l " (OC, t. 19, p p . 94-96). E n los siguientes catorce
incisos, e n los que Reyes resume su idea de l a litada, está presente el m i s m o concepto: hay u n p l a n , o b r a de u n poeta; n o
dice nada, p o r supuesto, de las f ó r m u l a s , los epítetos o las escenas típicas, difíciles de encajar e n l a tesis unitaria. Así pues, n o
es sorprendente que n o las r e p r o d u z c a e n su t r a d u c c i ó n ; Reyes, c o m o casi todos los traductores anteriores a él, q u i e r e u n
H o m e r o literario, n o u n H o m e r o oral, que parece m á s p r i m i t i vo si n o se h a n e n t e n d i d o b i e n los mecanismos de l a composición formular. H o y e n día, e incluso ya e n e l m o m e n t o e n q u e
escribía Reyes, l o m á s sano y l o m á s nuevo n o es e l unitarismo:
los estudios sobre oralidad de Parry, L o r d y su escuela, aunados
al c o n o c i m i e n t o a c u m u l a d o sobre instituciones, g e o g r a f í a , historia y aspectos de l a vida cotidiana d a n p o r superada l a cuestión h o m é r i c a e n favor de l a c o n c e p c i ó n de los poemas c o m o
u n " l i b r o de cultura" (Murray) o u n a "enciclopedia tribal" ( H a velock) compuesta y transmitida oralmente e n sus inicios y enr i q u e c i d a a l o largo de siglos de tradición oral.
Entre los a n a l í t i c o s se cuentan filólogos como K. Lachmann, A .
Kirchhoff, G . Hermann, W. M ü l l e r , G . W. Nitzsch, U . von Wilamowitz-Moellendorff, G. Jachmann y D. L. Page; entre los unitarios, K. Lehrs, K. O .
M ü l l e r , F. Blass, W. Schadewalt, V. B é r a r d y A . Lesky. N o conozco una expos i c i ó n m á s clara, s i n t é t i c a e informada del asunto que la de L. E. Rossi, Letteratura greca, Firenze, 1995, pp. 26-51, con una b i b l i o g r a f í a b á s i c a que remite
a la inmensa cantidad de obras sobre el tema.
3 8
NRFH, LII
L A V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
427
E l u n i t a r i s m o de Reyes debe m u c h o a u n filólogo al que
hoy e n d í a los homeristas citan p o c o , pero que e n su m o m e n t o
tuvo gran i n f l u e n c i a , V i c t o r B é r a r d . Reyes lo h a b í a l e í d o ya e n
M é x i c o y h a b í a dejado constancia de esa lectura e n u n o de sus
p r i m e r o s textos de tema clásico, Lucha de patronos. D u r a n t e su
estancia e n M a d r i d tiene la o p o r t u n i d a d de c o n o c e r l o personalmente c u a n d o en 1919 B é r a r d p r o n u n c i a u n a serie de
conferencias e n el Instituto F r a n c é s , de las que Reyes escribe
u n a r e s e ñ a que p r i m e r o pasa a f o r m a r parte de Simpatías y diferencias (OQ t. 24, p. 281), luego es a m p l i a d a e n u n a r t í c u l o 3 9
y, finalmente, convertida e n p r ó l o g o de la t r a d u c c i ó n e s p a ñ o l a
de l a Resurrección de Homero de B é r a r d , p u b l i c a d o e n M é x i c o e n
1945. Este p r ó l o g o —ahora e n OQ t. 17, p p . 241-253—, otro gran
alegato unitarista, interesante de p o r sí para c o m p r e n d e r la
postura de Reyes, es la base de u n soneto de Homero en Cuernavaca, e n el que Reyes hace u n r e s u m e n p o é t i c o de su p r o f e s i ó n
de fe u n i t a r i a (OQ t. 10, p. 406):
N o juzguéis que el arguto alejandrino,
partiendo en dos a Homero, como al santo,
fue tan impío ni ha pecado tanto
como peca el moderno desatino.
Que eljanto absorba y beba en su camino
tal afluente, y se revuelva el manto,
¿en qué perturba la unidad deljanto,
en qué lo deja menos cristalino?
H a muchos siglos maduró la yema,
enfriada la masa temblorosa
hasta cuajar en su virtud extrema.
Duerma el embrión su vida penumbrosa:
no importa el balbuceo, sí el poema;
no la oculta raíz, sino la rosa.
Es b i e n sabido que esta serie de sonetos casi modernistas
son u n "recreo prosaico, burlesco y sentimental" c o m o los calificaba su p r o p i o autor, pero entre burlas y veras la p o s i c i ó n de
Reyes es tan clara que n o necesita mayores comentarios. L a Riada de Reyes es, en definitiva y c o m o él la caracteriza a q u í p o r
3 9
" E n torno a Homero ( p r ó l o g o a B é r a r d ) " , CuA, 1945, n ú m . 22, 205-217.
428
LUIS ARTURO G U I C H A R D
NRFH, L I !
m e d i o de la c o m p a r a c i ó n con el Jante, u n a muy literaria, n o sólo
p o r su e s p l é n d i d a factura, sino p o r la c o n c e p c i ó n que su a u t o r
t e n í a d e l p o e m a c o m o o b r a u n i t a r i a y completa, o b r a d e u n
poeta culto, n o de u n c o n j u n t o de aedos, cuyas reiteraciones y
f ó r m u l a s eran parte de u n estilo, n o indicadores de u n proceso de c o m p o s i c i ó n . Es posible que el u n i t a r i s m o m i l i t a n t e de
Reyes se deba a su desconocimiento de Parry y L o r d 4 0 , pero creo
que m á s b i e n se debe a su p r o p i o trabajo de escritor que e n su
o b r a literaria se aprovecha de cuanto está a su alcance, m o d e l a n d o y remoclelando u n material de m u y diverso o r i g e n y
prestigio. Desde este p u n t o de vista, el poeta que controla y reord e n a u n a gran t r a d i c i ó n literaria e n u n a obra extensa y c o m pleja es u n m o d e l o para Reyes, autor t a m b i é n de u n a o b r a que
aspira a la u n i d a d a partir de materiales h e t e r o g é n e o s .
E L CAZADOR FURTIVO Y SUS CRÍTICOS
A l a luz de estas consideraciones, es o p o r t u n o revisar, p o r último, u n tema p o l é m i c o relacionado c o n l a t r a d u c c i ó n : si A l f o n so Reyes d o m i n a b a el griego o n o y q u é valor t e n í a su v e r s i ó n 4 1 .
E l p r o p i o Reyes a l e n t ó esta d i s c u s i ó n c o n las palabras iniciales
de su t r a d u c c i ó n : no leo la lengua
de Hornero; la descifro
apenas
(OQ t. 19. p. 9 1 ) . Se trataba sobre todo de u n a c u e s t i ó n de
p u d o r y o r g u l l o e n l a que se mezclaban n o pocas aficiones o
a n i m a d v e r s i o n e s personales. T r a t á n d o s e de u n o de los presti4 0
Reyes n u n c a cita a Parry, cuyos trabajos fundamentales f u e r o n publicados e n P a r í s en 1 9 2 8 ; t a m p o c o los p o s e í a e n su b i b l i o t e c a , a u n q u e h a y
que tener en cuenta que eran difíciles de conseguir antes d e ser reimpresos
junto con otras obras de Parry en The making of ¿he Homeric verse, Oxford,
1 9 7 1 . M á s difícil a ú n era que conociera a Lord, cuyos trabajos alcanzaron
una mayor d i f u s i ó n —es decir, para los no especialistas— s ó l o a p a r t i r d e The
singer of Tales, de 1 9 6 0 .
E l asunto a p a r e c i ó desde el principio en las r e s e ñ a s de la t r a d u c c i ó n
publicadas en M é x i c o , pero e s t á ausente de las extranjeras; v é a n s e , entre
otras, las de M . A . O C A M P O , Excélsior, 1 6 de abril de 1 9 5 2 ; B. N A V A R R O , Excelsior, 2 0 de abril de 1 9 5 2 (en Páginas sobre Alfonso Reyes, Monterrey, 1 9 5 7 ,
4 1
t. 2 , pp. 1 9 0 - 1 9 3 ) ; R. BONIFAZ Ñ U Ñ O , México en la Cultura,
1 7 de febrero de
1 9 5 2 , ntim. 1 5 8 , p. 3 ; J. P Á R A M O P O M A R E D A , RICC, 1 0 ( 1 9 5 4 ) , 4 0 4 - 4 0 8 ; D . D E V O T O , Sur, 1 9 5 2 , n ú m s . 2 1 3 / 2 1 4 , 1 2 0 - 1 2 2 (en Páginas
sobre Alfonso Reyes, t. 2 ,
pp. 2 0 4 - 2 0 6 ) ; J. L. LANUZA, La Nación, 4 de mayo de 1 9 5 2 (en Páginas sobre
Alfonso Reyes, t. 2 , pp. 1 9 4 - 1 9 8 ) ; E. C A R B A L L O , México en la Cultura, 2 1 de febrer o de 1 9 6 0 , n ú m . 5 7 1 , p. 4 (sobre las OC).
NRFH, LII
LA V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
429
gios m á s s ó l i d o s de la literatura mexicana, defender o atacar la
c o m p e t e n c i a de Reyes en el griego clásico y el alcance de sus
c o n o c i m i e n t o s acerca de las literaturas clásicas se convirtió en
u n asunto de dudoso h o n o r : lo m i s m o p u e d e u n o encontrar
q u i e n j u r e que Reyes c o n o c í a el griego perfectamente y q u i e n
diga que n o tenía n i idea; q u i e n encuentre en sus escasas declaraciones al respecto u n a p r u e b a de modestia y q u i e n vea en
ellas u n a coartada. Y o n u n c a he c r e í d o que el saber o n o saber
griego tenga n a d a que ver c o n el prestigio de Reyes, para el
cual valen m á s sus otros ciento c i n c u e n t a libros que n o tienen
n a d a que ver con G r e c i a . L o que sí se puso en j u e g o c o n esta
d i s c u s i ó n , en cambio, fue el prestigio de los críticos de Reyes.
L a o p i n i ó n desfavorable se encuentra b i e n resumida en las
palabras de A n t o n i o A l a t o r r e 4 2 :
D o n Alfonso sabía el griego como yo el ruso: leía las letras y entendía ciertas palabras aisladas, pero hasta allí... U n helenista jamás hubiera recibido de mí lecciones elementales de prosodia
comparada del griego y del latín, ni hubiera tenido problemas
con el acento de Dionysos
o de Katharsis,
ni me hubiera hecho
preguntas sobre la transcripción de los nombres propios. Y , por
lo demás, él siempre confesó que su traducción de Homero era
traducción de traducciones francesas e inglesas.
L a o p i n i ó n contraria p u e d e ejemplificarse c o n el elogio de
Bernabé Navarro43:
Dice D o n Alfonso: "No leo la lengua de Homero; la descifro apenas". Ejemplar modestia y sincero reconocimiento ante la gran
dificultad de profundizar en una lengua como la griega y en un
lenguaje como el homérico. Con los conocimientos que él tiene,
muchos otros pretenderán dominarla. Y en realidad, en un espíritu responsable y severo como Reyes, ese dominio es descifrarla.
Molesta en lo hondo oír decir por allí que don Alfonso no sabe
griego: ¿han seguido acaso esos jueces vanos sus estudios personales y callados —y por lo mismo más fructíferos— durante años
de la lengua de Homero, de Esquilo, de Platón? Ante el alarde
poético de poner a Homero en nuestras manos hispanas y frente
a su acendrada probidad literaria, ¿se atreverá alguien a repetir
esa leyenda infundada y al final de cuentas impersonal?
4 2
" A l f o n s o Reyes: p e q u e ñ a c r ó n i c a desmitificante", Diálogos,
1974, n ú m . 58, p. 22.
43
Páginas sobre Alfonso Reyes, t. 2, pp. 190-193.
México,
430
LUIS A R T U R O G U I C H A R D
NRFH, LII
L a c u e s t i ó n acaso h a b í a sido m a l f o r m u l a d a , tanto p o r los
detractores c o m o p o r los defensores d e l Reyes traductor, y ambos sacaban u n p o c o de p r o p o r c i ó n las cosas. E n vez de preguntarse p o r el absoluto saber o n o saber griego, u n a r m a
arrojadiza que se utiliza profusamente e n los corrillos de los departamentos de F i l o l o g í a Clásica de todo el m u n d o , h a b r í a que
preguntarse para q u é saberlo. Si se trata de hacer u n c o m e n t a rio —pongamos c o m o ejemplo el c o m e n t a r i o del Heracles d e E u r í p i d e s realizado p o r W i l a m o w i t z o el d e l Agamenón realizado
p o r Fraenkel— el ú n i c o c a m i n o es el d o m i n i o de l a l e n g u a e n
todos sus registros, c o m o W i l a m o w i t z exigía, y lo m i s m o vale
para u n a e d i c i ó n crítica, c o m o , siguiendo c o n ejemplos b e r l i neses y cercanos a Reyes, la que hizo W e r n e r j a e g e r de las obras
de G r e g o r i o de Nisa, u n a de las pocas editiones principes d e l siglo
xx. C u a l q u i e r a de estas tareas o las similares que realiza u n filólogo profesional r e q u i e r e n de u n d o m i n i o profesional d e la
lengua. P e r o la t r a d u c c i ó n escapa u n tanto a este requisito,
pues tiene otro igualmente i m p o r t a n t e , el d o m i n i o de l a lengua de llegada. L a t r a d u c c i ó n de clásicos es tarea de filólogos
profesionales, p e r o t a m b i é n lo es de poetas que c u e n t e n c o n el
nivel de l e n g u a suficiente para interpretar correctamente los
textos originales, aunque n o se d e d i q u e n exclusivamente a l a
t r a d u c c i ó n . Esto n o quiere decir que u n poeta, p o r t e n e r u n
sentido de l a l e n g u a de llegada m á s fino que el de u n filólogo,
p u e d a traducir todo lo que quiera: cada texto y cada traducc i ó n son u n caso diferente; a veces, l a versión i n d i r e c t a d e u n
escritor que d o m i n e la l e n g u a de llegada a u n nivel creativo tiene m á s éxito que la de u n filólogo que c o n o z c a hasta el ú l t i m o
detalle la l e n g u a de o r i g e n , y a veces n o . Los poemas h o m é r i cos, n o obstante, son accesibles si se cuenta c o n los c o n o c i mientos estrictamente suficientes y c o n el material de consulta
adecuado, y n o es tan difícil c o m o dice Navarro. L a b i b l i o t e c a
de Reyes albergaba u n a c a n t i d a d nada d e s d e ñ a b l e de obras sobre literatura griega, material de consulta sobre lengua, traducciones modernas y otros materiales, suficientes para acercarse
al texto (véase el A p é n d i c e 2); poseer u n l i b r o n o significa haberlo l e í d o , pero en el caso de Reyes, que anotaba (y citaba)
p r á c t i c a m e n t e cuanto leía, es posible reconstruir, c o m b i n a n d o
los libros que p o s e í a y los que citaba e n su obra, u n a i m a g e n
bastante exacta de sus c o n o c i m i e n t o s (y querencias) e n este
c a m p o : l a b i b l i o t e c a de Reyes es u n a rara mescolanza de libros
m u y especializados acerca de H o m e r o , aquellos que p o d í a po-
NEFH, LII
L A V E R S I Ó N D E L A JIJADA D E REYES
431
seer e n ese m o m e n t o u n filólogo b i e n i n f o r m a d o , y libros i n troductorios y generales; obras de avanzada e n los estudios hom é r i c o s c o m o las de W o o d h o u s e , Page, S h i p p o Y o u n g j u n t o a
los manuales de estudiante de L a u r a n d o R e i n a c h .
L o que sucede es que Reyes n u n c a p u d o ser estudiante de
clásicas y a p r e n d i ó y se especializó, si p u d i é r a m o s decirlo así, al
m i s m o tiempo. L a e n s e ñ a n z a d e l griego e n l a é p o c a e n que Reyes cursaba preparatoria y licenciatura era m u y escasa 4 4 y él
m i s m o se queja de que " e l latín y e l griego, p o r exigencias d e l
p r o g r a m a , d e s a p a r e c í a n e n u n cubileteo de raíces elementales" (OC, t. 12, p. 1 9 0 ) 4 5 . E l aprendizaje de Reyes tuvo que ser
p o r lo tanto e n su mayor parte autodidacta y d e b i ó alcanzar u n
d o m i n i o m u y m e d i a n o : n o era u n traductor profesional n i pod í a enfrentarse a cualquier texto, p e r o p o d í a leer l a litada utiliz a n d o las traducciones al e s p a ñ o l , al inglés o al francés a las
que tenía acceso. S u a p o r t a c i ó n c o m o traductor estaba en el n i vel de su traslado al e s p a ñ o l y e n l a difusión que p o r m e d i o de
éste realizaba. S u papel era desde este p u n t o de vista idéntico al
de L u g o n e s . A m b o s se s e n t í a n llamados a perpetuar l a tradic i ó n clásica e n sus p a í s e s e n u n m o m e n t o e n que llamar l a
a t e n c i ó n sobre l a h e l e n i d a d o l a t i n i d a d de los hispanoamericanos era necesario: Reyes q u e r í a dejar claro que l a cultura mexicana p e r t e n e c í a a l a tradición clásica c o n todo derecho aunque
h u b i e r a llegado tarde al banquete de l a cultura occidental. Es
cierto q u e se extravió a veces e n ese p r o p ó s i t o de f u n d a c i ó n ,
c o m o l o demuestran los disparates del Discurso por Virgilio, plenos de patriotismo latino barato adecuados al gobierno de
t u r n o . Pero l a generosidad d e l proyecto es l o que valoraron
algunos de los mejores filólogos clásicos de su tiempo, c o m o
W e r n e r Jaeger o Ingemar D ü r i n g , que testimoniaron su simp a t í a hacia u n escritor de u n país u n tanto ajeno a los circuitos
de l a F i l o l o g í a Clásica, p r e o c u p a d o p o r establecer nexos entre
la cultura p r o p i a y la tradición grecolatina. D ü r i n g , catedrático
de F i l o l o g í a Clásica e n G o t e m b u r g , escribió e n e s p a ñ o l u n l i b r o c o m p l e t o c o m o homenaje a Reyes e n sus cincuenta a ñ o s
4 4
V é a s e al respecto I . O S O R I O , " E l helenismo en M é x i c o : de Tiento a los
filólogos sensualistas", Nova Tellus, 4 ( 1 9 8 6 ) , 6 3 - 1 1 7 , en esp. pp. 1 0 6 - 1 0 9 , y R .
H E R E D I A , " L O S c l á s i c o s y la e d u c a c i ó n del siglo xix", en I . Osorio et al, La tradición clásica en México, M é x i c o , 1 9 9 1 , pp. 1 6 9 - 1 8 7 .
4 5
E l escaso material d i d á c t i c o conservado en la Capilla Alfonsina, que
proviene precisamente de esta é p o c a , ha sido descrito someramente por E.
M E J Í A S Á N C H E Z (introd. a OC, t. 1 9 , pp. 7 - 8 ) .
432
NRFH, 111
LUIS ARTURO G U I C H A R D
de l i t e r a t u r a 4 6 . A u n q u e se trataba de u n encargo d e l Instituto
I b e r o a m e r i c a n o de G o t e m b u r g , e l afecto de D ü r i n g h a c i a Reyes v e n í a ya de lejos, desde u n a c o m ú n estancia e n Berkeley.
D ü r i n g hace u n a lectura atinada de las obras de Reyes dedicadas a l o clásico, desde las Cuestiones estéticas hasta Libros y libreros
en la Antigüedad, s e ñ a l a n d o su r e l a c i ó n c o n los textos griegos y
las habilidades eruditas y literarias de su autor. Es precisamente
la v o c a c i ó n divulgadora de Reyes l o q u e m á s a d m i r a D ü r i n g :
N o m o r a e n la solitaria torre de marfil d e l helenista p r o f e s i o n a l .
Admiramos
en
sus estudios y ensayos su
c i r c u n s p e c c i ó n . . . Reyes tiene
siempre
vitalidad y su
maravillosa
presente que los m o d e r -
pertenecemos a la c i v i l i z a c i ó n greco-romana, que el griego es
de nuestra cultura y que, e n t o d o eso, s ó l o unas
cuantas generaciones nos separan de los helenos... E n sus
nos
la l e n g u a m a d r e
m o m e n t o s dichosos, el h e l e n i s m o de Reyes se p e r c i b e c o m o u n
a n h e l o de aristocrática perfección, c o m o u n spiritus
tennis
Graiae
Camenae.
W e r n e r Jaeger h i z o lo m i s m o e n cartas y ensayos, i n t e r e s á n dose sobre todo p o r el h e c h o de que Reyes n o era u n profesional de la F i l o l o g í a 4 7 , y p o r q u e e n su o p i n i ó n , gracias a Reyes "el
pensamiento m e x i c a n o está pasando p o r su fase helenista, tal
c o m o o c u r r i ó durante u n t i e m p o —no l o bastante extenso— e n
la madre patria, E s p a ñ a , p o r i n f l u e n c i a de la Italia renacentista". A u n q u e es obvio que Jaeger exageraba, es significativo q u e
atribuyera este r e n a c i m i e n t o m e x i c a n o a Reyes y a los exiliados
e s p a ñ o l e s . T a n t o D ü r i n g c o m o Jaeger valoran en Reyes al escritor que tiene la llave para insertar a los clásicos en l a c u l t u r a en
la que vive de u n a m a n e r a c o m p 1 etamente diferente, p e r o
compierci en tari a, de l a que ellos tienen. L a m i s m a i m p r e s i ó n ,
en definitiva, que puede tener u n filólogo profesional de h o y al
leer a R o b e r t o Galasso.
L a influencia de Jaeger en Reyes es evidente. D e l sucesor de
W i l a m o w i t z en la C á t e d r a de B e r l í n a la i n a u d i t a edaci de treinta y c i n c o a ñ o s , exiliado d e s p u é s e n los Estados U n i d o s , obtuvo
Reyes u n a visión de la a n t i g ü e d a d clásica c o m o f u n d a m e n t o de
los mejores valores de O c c i d e n t e y c o m o elemento educador,
Alfonso Reyes, helenista, Madrid, 1955.
Carta de W. Jaeger en Páginas sobre Alfonso Reyes. Edición de Homenaje,
Monterrey, 1955, pp. 445-447, y " U n asidero en el m u n d o " , Gaceta del E CE.,
M é x i c o , 1989, n ú m . 220, 77-80.
46
4 7
NRFH, LII
LA VERSIÓN D E L A ¡LIADA D E REYES
433
que se trasluce en todas las obras de d i v u l g a c i ó n de su ú l t i m a
etapa. Para J a e g e r 4 8 , el eje d e l m u n d o griego es la c o n t i n u i d a d
de u n a f o r m a educativa, de u n ideal de h o m b r e cifrado en la
paideia p l a t ó n i c a . Jaeger r e s u m í a u n a larga corriente de filólogos para los que la cultura occidental es la p r o l o n g a c i ó n de lo
griego y p a r a los que, p o r lo tanto, los clásicos están muy cercanos al m u n d o c o n t e m p o r á n e o y sus problemas. U n humanismo
abarcador u n tanto inmanentista al que las diferencias históricas n o p r e o c u p a b a n demasiado, perfectamente comprensible
e n los a ñ o s que siguieron a la segunda guerra, y que probablem e n t e p e c ó de i n g e n u o pero n o de indiferente. A este humanismo clásico se a d s c r i b i ó Reyes c o n mayor c o n o c i m i e n t o de
causa que L u g o n e s , y a estas ideas obedece el trabajo de su últim a etapa, l l e n a de obras difusoras de lo clásico, la t r a d u c c i ó n
de l a Ilíada i n c l u i d a . Jaeger articula, pues, en u n discurso especializado las ideas c o n las que Reyes trataba intuitivamente desde los a ñ o s treinta, c o m o s e ñ a l a Rafael M o r e n o 4 9 : "Alfonso
Reyes p u d o , p o r la d é c a d a del 30, c u a n d o las generaciones se
e d u c a b a n al grito de nada tengo de común con la historia,
insistir
e n que la ley de la c o n t i n u i d a d era la ley de la cultura".
E n definitiva, la versión de la Ilíada de Reyes p e r t e n e c í a a
este ensayo de fortalecimiento de la cultura hispanoamericana
a la que se v i e r o n encaminados t a m b i é n otros c o n t e m p o r á n e o s
suyos, herederos todos en ú l t i m a instancia de D a r í o . Es parte
del "trabajo" del escritor hispanoamericano, c o m o lo define
bien Adolfo Castañón50:
E l erudito c o m o vidente es representativo del papel que toca a los
escritores americanos en el concierto de las literaturas europeas.
Asimilarnos asimilando: pertenezco a lo que me interesa. L o mejor
de la cultura occidental h a l l a r í a su desenlace en ese peculiar m o d o
4 8
De entre los trabajos dedicados a los aportes de Jaeger s e ñ a l o sobre
todo dos extensas notas n e c r o l ó g i c a s : J. S. L A S S O D E L A V E G A , "Werner Jaeger", Estudios Clásicos, Madrid, 37 (1962), 30-47, y A. FONTÁN, "Werner
Jaeger: f i l o l o g í a y humanismo", Atlántida, Madrid, 3 (1963), 313-325. M á s
reciente e igualmente memorable es la b i o g r a f í a presentada por W. M . CALDER en Classiceli scholarship. A biographical encyclopedia, eds. W. W. Briggs 8c W.
M . Calder, New York, 1990, pp. 211-226.
4 9
" E l humanismo p e d a g ó g i c o y moral de Alfonso Reyes", Filosofía y
Letras, M é x i c o , 1958, n ú m . 32, p. 39.
50
Alfonso Reyes, caballero de la voz errante, M é x i c o , 1988, p. 29. E n este
sentido, v é a s e t a m b i é n A . C A Í C E D O P A L A C I O S , " E l humanismo en Reyes", en
Variaciones en torno a Alfonso Reyes, Villahermosa, M é x i c o , 1989, pp. 64-74.
LUIS A R T U R O G U I C H A R D
434
NRFH, LH
de la traducción propuesto por el mexicano. Se trataba ni más ni
menos de escenificar de nueva cuenta los mitos y representaciones
con un 4 alma mexicana'. Era esa la manera de transmutar la brutalidad nacional e imprimirle sentido... Pero emplear la utilería
clásica para traducir una experiencia propia era algo más que una
moda o un proyecto literario. E n la ecuación mexicano universal
se concentran también una estrategia y una política culturales, una
concepción del escritor y de sus públicos.
A h o r a m i s m o ya parece lejano el t i e m p o e n que M é n d e z
Planearte t e n í a que hacer u n a defensa exaltada de la l a t i n i d a d
m e x i c a n a y d e l d e r e c h o de Reyes a participar de la t r a d i c i ó n
clásica51:
Yo pienso que todo el que sepa ver bajo la corteza y tomarle el
pulso a México, advertirá en sus venas el latido profundo de la
sangre espiritual de la Hélade y de Roma. No me cansaré de repetir que el árbol de nuestra cultura, cuatro veces secular, tiene
dos raíces vitales: la indígena y la hispana, y que a través de la hispana, sube hasta nosotros la savia siempre joven de la inmortal
cultura grecolatina... Quien como Alfonso Reyes, se esfuerza por
penetrar en una de nuestras raíces profundas... lejos de ser un
descastado, es un buen hijo de México.
Parte d e l m é r i t o de que a h o r a este discurso nos parezca lej a n o es de Reyes, c o m o otra parte corresponde a la t r a d i c i ó n
eclesiástica de la que derivaban los m i e m b r o s de Abside y exiliados c o m o Millares C a r i o , Gaos, Roces, G a r c í a Bacca o G o n z á l e z
de la Calle. Reyes q u e r í a ser r e c o r d a d o c o m o u n o de ellos y
c o m o el escritor culto que se mantiene vivo entre los vaivenes
de la historia. Esa es la i m a g e n de sus ú l t i m o s a ñ o s . A ello c o n tribuyen las f o t o g r a f í a s entre libros e n la biblioteca, los ensayos
estrictamente de d i v u l g a c i ó n sobre la c u l t u r a clásica, los encuentros y las conversaciones. Es revelador el relato de Octavio
Paz sobre su ú l t i m o e n c u e n t r o c o n Reyes 5 2 :
Admirable prueba de salud moral: en una época sorda a fuerza
de gritar, un hombre enfermo, encerrado en su biblioteca, casi
Páginas sobre Alfonso Reyes, t. 1, p. 572.
" E l jinete del aire: Alfonso Reyes", en Puertas al campo, M é x i c o , 1966
(Obras completas, M é x i c o , 1994, t. 4, pp. 226-233). E l ensayo se encuentra en
la primera parte, Literatura de fundación.
51
5 2
NRFH, LII
L A V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
435
sin esperanzas de ser oído, se inclina sobre un texto olvidado y
pesa imágenes y pausas, ritmos y silencios, en una delicada balanza verbal. Ante un mundo que ha perdido casi completamente el
sentimiento de la forma, al grado que la frase hecha, después de
conquistar periódicos, parlamentos y universidades, se convierte
en el medio de expresión favorito de poetas y novelistas (¡y todo
esto en nombre de la "responsabilidad del escritor"!, para emplear lajerga contemporánea) el amor de Reyes al lenguaje, a sus
problemas y sus misterios, es algo más que un ejemplo: es un milagro. Pocas veces vi a Reyes tan lúcido, tan claro y relampagueante, tan osado y tan reticente y, en una palabra, tan vivo,
como aquella noche en que me hablaba, entre una y otra toma
de oxígeno, de las delicias y los peligros de Licofrón y Gracián.
Juzgar los a ñ o s h o m é r i c o s de Reyes, y dentro de ellos su versi ón p a r c i a l de l a litada, sin tomar e n cuenta este contexto y
estas influencias es p o r lo menos u n a o m i s i ó n , si n o u n a injusticia. Reyes n o d o m i n a b a el griego c o m o u n filólogo clásico,
p e r o d o m i n a b a el e s p a ñ o l c o m o pocos l o h a n h e c h o y, l o m á s
i m p o r t a n t e , era capaz de insertar su trabajo sobre literatura
» griega, h u m i l d e y disperso si se quiere, de cazador furtivo,
c o m o él l o d e f i n í a 5 3 , e n el contexto a m p l i o de l a cultura m e x i cana e h i s p á n i c a .
Luís
ARTURO GUICHARD
Universidad de Salamanca
53 « p r o domo sud\ en Anecdotario (OC, t. 23, pp. 318-325): "Me a v e r g ü e n zo cada vez que se me llama « h e l e n i s t a » , porque, como ya lo he explicado,
mi helenismo es una v o c a c i ó n de cazador furtivo; aunque creo que los cazadores furtivos, los que entran en los cotos cerrados y merodean en tiempo
de veda, suelen cobrar las piezas mejores... N o me a v e r g ü e n z o de que se me
llame « h u m a n i s t a » , porque hoy por hoy humanista casi ha venido a significar persona decente en el orden del pensamiento, consciente de los fines y
de los anhelos humanos". L a idea procede cuando menos de 1943, cuando
Jaeger lo invita a participar en el Festschrift de A. Schweitzer; Reyes responde
(carta del 26 de noviembre de 1943): "Yo no soy un verdadero especialista
en F i l o l o g í a C l á s i c a ; mi viaje a través de este campo es el de un cazador furtivo que anda procurando robarse lo que le conviene para su casa, es decir,
para mis personales t e o r í a s sobre literatura".
LUIS A R T U R O G U I C H A R D
436
NRFH, LH
APÉNDICE 1
ILÌADA,
VI, 405-420 Y 466-484
Eds. E . B. M o r i r ò Se T . W. Alien (1920 5 4 )
AvSpojidxr] Ss oi ày%\ Ttapiaxaxo SaKpi) xéo\)aa,
ev x' apa oi §v xeipi Inoq T' e^ax' SK X' òvójaa^sS a i u ó v i s , c|)0ia£i as xò aòv jiévog oi)S' sTtsaipstc;
TiaiSà xe vr|7i{a%ov Kaì s}T aurxopov, r\ xa%a %fìpr|
ast» saojiar xd%aydp ce KaxaKxavsouatv 'A%aioì
Tidvxsq s^opjTrjOsvxsq- èjLiol Ss KS KepSiov siri
G8\j à(|)cxjiapxoi)cni %0óva 5i)usvar oi) y à p ex' akkr\
è a x a i OaÀJicopfi, ènei à v ai) ye TCÓXUOV èjriaTCìiq,
àÀA.' d%8'" oi)8s jioi soxi 7iaxf|p m i Ttóxvia jaf]xi^p.
fjxot y à p Ttaxsp' àfiòv ànéKxave Sioq ' AxiAÀsvg,
8K Ss nòXiv Tispasv K I A Ì K C D V si) v a i s x à o D a a v
8fipr|v Ì)\J/{TI'OAOV Kaxd S' SKxavsv 'Hsxicova,
oboe, jaiv s^svdpi^s, cjspdaaaxo yàp xó ys GujLicp,
àÀX' apa (iiv KaxsKTjs erbv svxsoi SaiSa^soiaiv
f]S' 87iì crfjjLi' s%ssv Tispi Ss TtxsÀiag s(j)i)xsi)aav
vt)ji(|)ai òpsaxiàSsc; icoupai Àiòq aiyió%oio. [... ]
Qq EÌKÒV oi) naiSòq operaio (j)aiSijLio^ "EKTG&P*
d\|/ 8' o nàie, npòc, KÒXKOV sij^covoio Ti6f|vr|<;
EKkivQì] iàxcov, iiaxpòc; (|)IAO\) 6\|/iv àxDxOsig,
xapprjaac; %OCÀ,KÓV XS (Ss \6§ov Ì7imo%avrr|v,
Ssivòv àn a K p o x d x r ^ KÓpuGoc; vsuovxa vor|ca<;.
SK Ss ysAxxaas Tcaxrfp xs (|){Àx)<; Kaì nóxvia jirixipa\)TÌK' dirò Kpaxòc KÓpD0' SIASXO ^aiStjaoc; "EKxeop.
Kaì xi]v jjsv Kaxs0]]Ksv siri %0ovì 7iaj.i(t)avóoxjav
a m à p o y1 ov (JHAOV inòv STISÌ KLXJS TrfjAs xs %epaìv,
8Ì71S 8' 87rs\)^djLi8V0^ Ali x' aXXoiaiv xs Gsoìar
ZEV oXXoi xs Osoì, Sóxs Sr| Kaì xóvSs ysvso0ai
ixaiS' éjiòv, cbq Kaì syco Ttsp, àpuxpSTisa Tpcosoaiv,
©Ss pirjv x' àyaOóv, Kaì ' R I O D icjn à v d a a s i v *
Kai 710X8 TIC, 817X01 T x a x p ó q y' oSs noXkòv djasìvcov
SK 7ioAs(ioi) àvióvxa" <j)spoi 8' svapa ppoxósvxa
Kxsìvaq Sifiov dvSpa, xocpeirj Ss (j)psva }ii]xr|p.
Qq EIKÒV àXóxoxo fyiXr]^ sv %£pcìv E0r|KE
7iai5' s ó v rj 8' apa fiiv KrfcóSsi Ss^axo KÓXTTCO
S a K p u ó s v y s À d a a a a ' [...j
?
T
5 4
Reyes tradujo en parte y a d a p t ó esta obra para su Archivo, serie D 5,
bajo el título Troya, en 1954; allora está en OC, t. 19, pp. 115-179.
NRFH, LII
I.A VERSIÓN D E LA ILÍADA D E REYES
IGNACIO GARCÍA M A L O ( 1 7 8 8 )
E s t a b a c e r c a d e él s u esposa a m a d a
L l e n o e l r o s t r o d e lagrimas copiosas:
De la m a n o le coge, y suspirando
C o n voz interrumpida asi le dice:
« ¡ O h principe valiente y animoso!
«;Ay de m í ! ¡tu valor s e r á tu muerte!
« T ú no tienes piedad d e t u hijo infante,
« N i de tu esposa triste é infelice,
« Q u e p r o n t o s e r á v i u d a , pues los G r i e g o s
« I n v a d i é n d o t e todosjuntamente
« L a muerte te d a r í a . ¡Ay de m í triste!
« ¡ Q u a n t o mejor sería que la tierra
« A h o r a q u e m e a b a n d o n a s m e tragase!
« D e s p u é s q u e yo te p i e r d a , esposo m í o ,
« N o h a b r á ya mas consuelo ni a l e g r í a
« P a r a m í , sino penas y aflicciones.
« S i n padre estoy ni madre venerable,
« P u e s dio muerte á mi padre el noble Aquiles,
« Q u e a r r u i n ó la ciudad de Cilicienses,
« T h e b a s c é l e b r e y alta de anchas puertas:
« S í , dio muerte á Etion, pero no tuvo
« V a l o r de despojarlo por respeto
« S o l o á la R e l i g i ó n , y con sus armas
« E n una honrosa pira hizo quemarlo,
«Y le e r i g i ó un sobervio mausoleo,
«Y unos Olmos plantaron en contorno
« L a s Orestiades ninfas que son hijas
« D e J ú p i t e r a r m a d o con su E g i d a » [... ]
D e s p u é s que h a b l ó el g r a n H é c t o r de esta suerte
C o n los brazos abiertos fue á su hijo.
Mas el n i ñ o volviendo la cabeza
Se r e c o s t ó en el seno d e su ama
Asustado al aspecto d e su padre,
A l acero temiendo, y al penacho
Q u e ondeaba en el yelmo horriblemente.
El padre y venerable madre entonces
A l verle se s o n r í e n , y al instante
H é c t o r se quita el yelmo refulgente
De su cabeza, y lo depone en tierra.
Mas d e s p u é s que b e s ó á su amado hijo,
Y le a g i t ó en las manos levemente,
AJove y d e m á s Dioses asi dice:
« ¡ O h Jove y altos Dioses sempiternos!
« P e r m i t i d que mi hijo tan querido
« S i g u i e n d o mis ejemplos y mis pasos
« C é l e b r e venga á ser entre los Teneros:
« Q u e en el valor me imite: que a l g ú n d í a
437
438
LUIS A R T U R O G U I C H A R D
« L l e g u e á ser de Ilion Rey poderoso:
« Q u e diga alguno al verle en otro tiempo
« R e t o r n a r victorioso de la guerra:
«Mucho mas fuerte es éste que su padre;
«Y que dando la muerte á su enemigo
« S e trayga los despojos sanguinosos,
« D a n d o con sus trofeos y victoria
« M u c h o gozo á su madre, y grande g l o r i a » .
Luego que dixo asi, puso en los brazos
De su querida esposa su hijo infante,
Y ella r e c i b i ó al n i ñ o lagrimoso
E n su fragante seno con sonrisa.
JOSÉ GÓMEZ HERMOSÍLLA
(1831)
Y A n d r ó m a c a , a c e r c á n d o s e afligida,
l á g r i m a s derramaba. Y al esposo
asiendo de la mano y por su nombre
l l a m á n d o l e , d e c í a acongojada.
«Infeliz! tu valor ha de perderte:
« n i tienes c o m p a s i ó n del tierno infante,
« n i de esta desgraciada que muy pronto
« e n viudez q u e d a r á ; porque los Griegos,
« c a r g a n d o todos sobre tí, la vida
« f i e r o s te q u i t a r á n . Mas me valiera
« d e s c e n d e r á la tumba, que privada
« d e tí quedar; que si á morir llegases,
«ya no h a b r á para m í n i n g ú n consuelo,
« s i n o llanto y dolor. Ya no me quedan
« t i e r n o padre ni madre c a r i ñ o s a .
« M a t ó al primero el furibundo Aquiles,
« m a s no le d e s p o j ó de la armadura
« a u n saqueando á Teba, que á los dioses
« t e m í a hacerse odioso. Y el c a d á v e r
« c o n las armas quemando, á sus cenizas
« u n a tumba e r i g i ó ; y en torno de ella
«las ninfas que de J ú p i t e r nacieron,
«las O r é a d e s , á l a m o s p l a n t a r o n » [... ]
A s í decia, y a l a r g ó la mano
para tomar en brazos al infante.
Pero asustado el n i ñ o , sobre el pecho
de la nodriza se a r r o j ó gritando,
porque al ver la armadura refulgente,
y la crin de caballo que terrible
sobre la alta cimera tremolaba,
se l l e n ó de pavor. Su tierno padre
y su madre amorosa se reian,
y el h é r o e se q u i t ó de la cabeza
NRFH, 111
NRFH, LII
L A V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
el casco reluciente; y en el suelo
p o n i é n d o l e , en sus brazos al infante
t o m ó y a c a r i c i ó . Y el dulce beso
imprimiendo en su candida mejilla,
esta plegaria al soberano Jove
d i r i g i ó y á los inmortales:
« P a d r e Jove! y vosotras bienhadadas
« d e i d a d e s del Olimpo! Concededme
« q u e mi hijo llegue á ser tan esforzado
« c o m o yo, y á los Teneros aventaje
« e n fuerzas y valor, y que a l g ú n d í a
« s o b r e Ilion impere poderoso;
«y que al verle volver de las batallas,
« t r a y e n d o por despojo en sangre tinto
«el a r n é s de un guerrero á quien la vida
« e l mismo haya quitado, diga alguno:
«Este es más valeroso que su padre;
« Y A n d r ó m a c a se alegre al e s c u c h a r l o » .
Asi dijo, y en manos de su esposa
al n i ñ o puso; y la doliente madre,
mezclando con sus l á g r i m a s la risa,
le r e c i b i ó en el seno que fragancia
despedia suave.
GUILLERMO JÜNEMANN (1902)
A n d r ó m a c a , llorando,
a p r o x i m ó s e , a s i ó la mano de H é c t o r
y e x c l a m ó : « ¡ C r u e l tú, que osado buscas
la muerte y que piedad del tierno n i ñ o
no tienes, ni piedad de m í , infelice,
que pronto viuda me v e r é ! Ya viene,
ya te oprime la aquiva muchedumbre;
te mata! y muerto tú, yo solitaria,
mejor me está dormirme so la tierra,
que para m í , si al hado t ú sucumbes,
no h a b r á solaz, h a b r á tan s ó l o llanto.
No tengo padre yo, mi regia madre
m u r i ó t a m b i é n . E l rutilante Aquiles
m a t ó a mi padre; Tebas, la cilicia,
de erguidas puertas, p l á c i d o s hogares,
m u d ó en escombros; dio a su rey la muerte.
Pero, aterrado, las pintadas armas
no le q u i t ó ; con ellas en la pira
q u e m ó l e , y en redor de su sepulcro
l e v a n t ó funerario monumento.
Y las oreas, del T o n ante prole,
olmos brotar en torno de él h i c i e r o n » [...]
LUIS A R T U R O G U I C H A R D
440
N/mi
Lii
Dijo y t e n d i ó los brazos a su n i ñ o
el f ú l g i d o H é c t o r . Mas a q u é l , gritando,
de la nutriz, de bella c e ñ i d u r a ,
al seno se volvió; del caro padre
le a t e m o r ó la faz, del bronce el lampo
y del m o r r i ó n las crines, que medrosas
en la cimera a l t í s i m a volaban.
Y el padre amante rió; r i ó la alta madre.
Q u i t ó s e presuroso el f ú l g i d o H é c t o r
su claro yelmo; lo depuso en tierra;
c o g i ó , besando, a su querido n i ñ o ,
a l z ó l e en brazos y r o g ó al Saturnio
y a las deidades inmortales todas:
« ¡ O Jove y d e m á s dioses, dad que sea,
cual yo, el primero en la dardania gente
aqueste n i ñ o m í o ; dad que grande,
cual yo, en Ilion, y poderoso impere.
Porque, al tornar, orgullo de su madre,
con sangriento b o t í n desde la lucha,
decir alguno pueda de él u n d í a :
Eclipsa el hijo la paterna g l o r i a » .
A s í diciendo, de la esposa amada
puso en las manos al infante, y ella,
riendo a través del llanto, r e c o s t ó l o
en el fragante seno.
L u í s S E G A L Á (1908)
A n d r ó m a c a , llorosa, se detuvo a su vera, y a s i é n d o l e de la mano, le dijo:
« ¡ D e s g r a c i a d o ! T u valor te p e r d e r á . N o te apiadas del tierno infante ni
de m í , infortunada, que pronto s e r é viuda; pues los aqueos te acometer á n todos a una y a c a b a r á n contigo. Preferible s e r í a que, al perderte, la
tierra me tragara, porque si mueres no h a b r á consuelo para m í , sino pesares; que ya no tengo padre ni venerable madre. A mi padre m a t ó l e el
divino Aquiles cuando t o m ó la populosa ciudad de los cilicios, Tebas, la
de altas puertas: dio muerte a E t i ó n , y sin despojarle, por el religioso temor que le e n t r ó en el á n i m o , q u e m ó el c a d á v e r con las labradas armas
y le e r i g i ó un t ú m u l o , a cuyo alrededor plantaron á l a m o s las ninfas
O r é a d e s , hijas de J ú p i t e r , que lleva la é g i d a » [...] A s í diciendo, el esclarecido H é c t o r t e n d i ó los brazos a su hijo, y éste se r e c o s t ó , gritando, en
el seno de la nodriza de bella cintura, por el terror que el aspecto de su
padre le causaba: d á b a n l e miedo el bronce y el terrible penacho de crines de caballo, que veía ondear en lo alto del yelmo. S o n r i é r o n s e el
padre amoroso y la veneranda madre. H é c t o r se a p r e s u r ó a dejar el refulgente casco en el suelo, b e s ó y m e c i ó en sus manos al hijo amado, y
r o g ó a s í a J ú p i t e r y a los d e m á s dioses: « ¡ J ú p i t e r y d e m á s dioses! Concededme que este hijo m í o sea, como yo, ilustre entre los teneros y muy
esforzado; que reine p o de r o sam e n te en Ilion; que digan de él cuando
L A V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
NRFH, LII
441
vuelva de la batalla: ¡es mucho más valiente que su padre!; y que, cargado de
cruentos despojos del enemigo a quien haya muerto, regocije de su madre el a l m a » . Esto dicho, puso el n i ñ o en los brazos de la esposa amada,
que al recibirlo en el perfumado seno s o n r e í a con el rostro t o d a v í a bañ a d o en l á g r i m a s .
LEOPOLDO LUGONES
(1915-1924)
A n d r ó m a c a , llorosa, d e t ú v o s e a su lado
de su mano a s i é n d o s e , d í j o l e : « I n f o r t u n a d o ,
T u valor va a perderte, y en tanto no te apiadas
N i de tu hijo chiquito, ni de m í , desdichada,
Que s e r é tu viuda pronto, pues sobre ti
C a e r á n los Aqueos para inmolarte así.
Privada de tu apoyo, morir s e r á mi anhelo,
Que tu muerte d e j a r á m e un dolor sin consuelo.
Ya mi padre no existe, mi augusta madre es muerta.
M a t ó a mi padre Aquiles, a s o l ó la poblada
Ciudad de los cilicios, Tebas la de altas puertas,
Mas no d e s p o j ó a Eecion; antes bien, compungido,
Q u e m ó l o con sus armas y un t ú m u l o ha erigido,
Que de á l a m o s cercaron las ninfas Orcades
Hijas de Zeus P o r t a é g i d a » [...]
Dice; y tiende sus brazos al n i ñ o ; mas, gritando,
E s t r é c h a s e éste al seno de la apuesta nodriza,
Pues lo asusta su tierno padre al irse allegando,
C o n el bronce y la mata de crin que tremolando
E n el timbre del yelmo, fieramente se riza.
Padre y madre s o n r í e n , y el bravo H é c t o r se quita
E l centelleante casco, que en tierra deposita.
Besa luego al infante y en su brazos lo mece,
Y a Zeus y d e m á s dioses dirige así sus preces:
« ¡ O h Zeus y d e m á s dioses, haced que mi hijo un d í a ,
Cual yo entre los troyanos, sea fuerte y glorioso!
Que sobre Ilion se vea reinando poderoso,
Y en los combates digan de él por su b i z a r r í a :
« P e r o é s t e vale m á s que su p a d r e » . Cuando
Vuelva con los sangrientos despojos de un guerrero,
E l alma de su buena madre r e g o c i j a n d o » .
Dice así y en los brazos de la querida esposa
Depone al p e q u e ñ u e l o , que ella en su perfumado
Seno acoge, sonriendo t o d a v í a llorosa.
JOSÉ MARÍA AGUADO
(1935)
A n d r ó m a c a se le puso cerca, derramando l á g r i m a s ,
la mano le da, s a l ú d a l e por su nombre y así le habla:
442
LUIS A R T U R O GUICHARD
¡ M a l i g n o ! T u v a l e n t í a te mata; ni compadeces
al n i ñ o balbuceante ni a m í de hados bien crueles
viuda de ti, porque pronto los aqueos te d a r á n muerte,
cayendo todos a una; y a m í fuera mejor suerte
falta de ti, bajar a la sepultura: pues no tiene
para m í , si t ú sucumbes, la vida a l g ú n aliciente,
sino pesares. N o tengo ni padre, ni madre q u é d a m e ,
pues a nuestro padre, Aquiles divino daba la muerte
-de los cilicios la populosa ciudad acomete
Tebas, puertas alta, donde dio a su rey E t i ó n la muerte:
pero no le despojara, por respeto que le tiene,
mas con sus armas f é b r i d a s c r e m á b a l e en pira ingente,
y u n t ú m u l o l e v a n t ó l e , donde las ninfas o r é a d e s
de Zeus e g i d í f e r hijas, bosque de pinos t e j i é r o n l e - [...]
A s í d e c í a ; y al n i ñ o t e n d i ó el noble H é c t o r los brazos.
Y al seno de la nodriza, talle esbelto, h u y ó gritando
el n i ñ o , de la apariencia del mismo padre asustado,
por temor del bronce y de la caballar crin del penacho,
que horrenda, sobre la cima del yelmo, vía ondeando.
S o n r e í a el mismo padre y augusta madre del caso.
Quitaba enseguida el noble H é c t o r de su testa el casco,
que sobre el suelo dejaba, grandemente fulgurando.
Y una vez que al hijo suyo b e s ó y m e c i ó entre sus brazos
a Zeus y d e m á s dioses así d e c í a rogando:
¡ O h Zeus y d e m á s dioses! Haced que este n i ñ o m í o
sea superior a todos los troyanos, cual yo he sido,
y a s í bueno por su vida que en Ilion reine caudillo;
y alguno diga: Con mucho mejor es que el padre mismo,
cuando de la guerra vuelva, con las armas de un caudillo
muerto por él; y al materno c o r a z ó n d é regocijo.
Dijo; y en las manos puso de la mujer bien amada
al n i ñ o ; y en el regazo mullido ella le estrechaba,
y lloraba y s o n r e í a .
LEOPOLDO LÓPEZ ÁLVAREZ ( 1 9 3 7 )
A n d r ó m a c a llorando y oprimiendo
la mano de su esposo, así le dijo:
« ¡ T e pierde tu valor, mi pobre H é c t o r !
No tienes c o m p a s i ó n de nuestro n i ñ o ,
que h u é r f a n o s e r á , ni de mi pecho
pronto v a c í o , porque s é que todos
c a e r á n sobre ti en ardimento.
Ay! Ansio morir antes que mueras,
que d e s p u é s no h a l l a r é n i n g ú n consuelo.
Nadie me queda sino tú; a mi padre
Aquiles u l t i m ó sin miramiento,
cuando e n t r ó en la ciudad de los Cilicios,
NRFH, L H
NRFH, LII
L A V E R S I Ó N D E L A ILÍADA D E REYES
rica Tebas, de p ó r t i c o s esbeltos.
Mas, con temor piadoso no fue osado
de quitar los despojos al Rey muerto;
le q u e m ó con sus armas esplendentes,
y un cenotafio le e r i g i ó opulento,
y en derredor encinas le sembraron
las O r é a d e s , hijas del Supremo
que egida lleva» [... ]
Y sus brazos t e n d i ó hacia el p e q u e ñ u e l o ,
quien llorando espantado y temeroso,
de la nodriza se o c u l t ó en el seno;
que alguna fiera p a r e c í a el hombre,
su sangre, el polvo, el bronce daban miedo,
m á s que todo las crines del penacho
que ondulaban muy altas en el yelmo.
S o n r e í d o s los padres amorosos,
d e j ó el casco luciente allá en el suelo,
y tomando a su hijo entre los brazos,
m e c i é n d o l e y l l e n á n d o l e de besos,
o r ó a Jove y a todas las deidades:
« J ú p i t e r , Dioses del fulgente cielo!
Dadme que mi hijo sea entre los Teucros
ilustre como yo, muy esforzado;
que en Troya tenga su poder y reino;
que al regresar de combatir le digan:
M á s que su padre es fuerte en los encuentros.
Que su madre, testigo de su gloria,
se g l o r í e de un hijo tan e x c e l s o » .
Y al n i ñ o puso en manos de su esposa,
que al arrullarle en el fragante seno,
s o n r e í a llorando.
A L F O N S O REYES
(1951)
Andromaca llorosa se detuvo a su lado,
y dijo sacudiendo la mano del v a r ó n :
- ¡ C i e g o ! ¡ T u mismo arrojo te p e r d e r á sin duda!
¿ N o temes por tu h u é r f a n o ni te apiada tu viuda,
si en tumulto los d á ñ a o s se arrojan contra ti?
¡ T r a g ú e m e antes la tierra si ese ha de ser tu sino!
Muerto tú, s ó l o h a b r á dolor en mi camino.
Mis venerados padres... ya ves que los p e r d í .
E e t i ó n c a y ó al empuje de Aquiles el divino,
que a b r i ó las altas puertas de Tebas, mi ciudad,
y d i e z m ó a los cilicios. Mas tuvo a ú n piedad:
no a r r e b a t ó a mi padre las regias armaduras,
antes dio su c a d á v e r y sus armas al fuego
y le a l z ó digno t ú m u l o ; y allí las ninfas luego,
443
444
LUIS A R T U R O GUICHARD
NRFH, LII
hijas del P o r t a - É g i d a que pueblan la espesura,
rodearon de á l a m o s el sitio funeral [...]
Y el claro H é c t o r tiende las manos a su hijo,
que grita amedrentado, procurando el cobijo
de la galana esclava de la gentil cintura.
Le espanta ver al padre c e ñ i d o en la armadura,
lo asusta el bronce, el hopo de crines que ondeaba
terrible sobre el yelmo. Y ambos r í e n a una,
el amoroso padre, la madre venerada.
Deja H é c t o r por el suelo su casco refulgente,
al tierno n i ñ o besa y en sus brazos lo cuna
y a Zeus y a los dioses levanta la mirada:
- ¡ Z e u s y d e m á s dioses! -dice-. Otorgad clementes
que el hijo m í o sea como su padre ha sido,
c a m p e ó n escogido y orgullo de su gente;
que poderoso reine sobre la vasta Ilion;
que cuando vencedor vuelva de la pelea,
digan todos al verlo: "Vale m á s que el v a r ó n
a quien debe la vida", y al b o t í n que acarrea
con los restos cruentos del que supo vencer,
el alma de su madre se encienda de placer!
Dice, y al hijo en brazos de la madre c o n f í a .
Fragante el seno, ella lloraba y s o n r e í a .
APÉNDICE 2
SOBRE LA BIBLIOTECA HOMÉRICA DE REYES
E n este a p é n d i c e se enlistan las principales obras sobre Homero citadas por
Reyes en sus escritos, la m a y o r í a de las cuales se conservan en su biblioteca.
Puesto que la reciente p u b l i c a c i ó n de las Obras completas de Alfonso Reyes
en soporte i n f o r m á t i c o facilitará a partir de ahora la l o c a l i z a c i ó n de este tipo de material, me parece que no tiene sentido consignar a q u í todas las
obras sobre Homero citadas en alguna o c a s i ó n por Reyes. Me limito a obras
especialmente apreciadas por el autor, en las que e s t á basada su idea de Homero. Cuando el libro, a d e m á s de ser citado en las obras de Reyes, se conserva en la biblioteca, lo s e ñ a l o con un asterisco y anoto entre corchetes el
n ú m e r o que le corresponde en el c a t á l o g o m e c a n o g r á f i c o de la Capilla Alfonsina. Los libros sin asterisco son aquellos que se conservan en la biblioteca pero no son citados por Reyes, la m a y o r í a de los cuales pertenecen al
p e r í o d o de sus estudios sobre crítica literaria y r e t ó r i c a griegas. Se excluye
un gran n ú m e r o de obras sobre civilización, historia, ciencia, arte y otros aspectos de la cultura griega que no e s t á n relacionadas directamente con los
poemas h o m é r i c o s , consignando s ó l o algunos manuales a los que Reyes rec u r r í a continuamente.
NRFH, LU
L A V E R S I O N D E L A ILÍADA D E REYES
445
EDICIONES Y TRADUCCIONES
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