Primeiro Relatório Bimestral

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Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São
Francisco e do Parnaíba
Governo do Estado do Piauí
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural
PLANO DE AÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO
INTEGRADO DO VALE DO PARNAÍBA – PLANAP
CODEVASF / GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ
APOIO NO GERENCIAMENTO DA EXECUÇÃO DO PLANO
DE AÇÃO DO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO
FLORESTAL DO VALE DO PARNAÍBA (PDFLOR-PI)
PRODUTO 2
PRIMEIRO RELATÓRIO BIMESTRAL
(NOV-DEZ/2009)
CURITIBA, PR
DEZEMBRO 2009
PLANO DE AÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO
INTEGRADO DO VALE DO PARNAÍBA – PLANAP
CODEVASF/GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ/FUPEF
Produto 2
Primeiro Relatório Bimestral
(NOV-DEZ/2009)
APOIO NO GERENCIAMENTO DA EXECUÇÃO DO
PLANO DE AÇÃO DO PROGRAMA DE
DESENVOLVIMENTO FLORESTAL DO VALE DO
PARNAÍBA (PDFLOR-PI)
Coordenação do Projeto
SDR
Rubem Nunes Martins
CODEVASF
Guilherme Almeida Gonçalves de Oliveira
GOVERNO DO PIAUÍ
Jorge Antônio Pereira Lopes de Araújo
STCP
Joésio Siqueira
Ivan Tomaselli
Bernard Delespinasse
Rodrigo Rodrigues
Dartagnan Gorniski
Curitiba, PR
Dezembro de 2009
APOIO NO GERENCIAMENTO DA EXECUÇÃO DO
PLANO DE AÇÃO DO PROGRAMA DE
DESENVOLVIMENTO FLORESTAL DO VALE DO
PARNAÍBA (PDFLOR-PI)
PRODUTO 2: PRIMEIRO RELATÓRIO BIMESTRAL
(NOV-DEZ/2009)
SUMÁRIO
1.
INTRODUÇÃO.......................................................................................................1
2.
SOBRE O PDFLOR-PI ..........................................................................................2
2.1.
Abrangência........................................................................................................2
2.2.
Abordagem .........................................................................................................3
3.
GERENCIAMENTO DO PDFLOR-PI ................................................................5
3.1.
Estruturação do Gerenciamento .........................................................................5
3.2.
Atividades de Gestão do Programa Florestal .....................................................5
4.
CURSOS DE CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO ........................................23
4.1.
Aspectos Gerais ................................................................................................23
4.2.
Atividades realizadas ........................................................................................23
5. PREPARAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL E PLANO DE AÇÃO
2010/2011 ........................................................................................................................29
6.
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES 2009-2010 ................................................30
LISTA DE FIGURAS
Figura 01. Área de Abrangência do PDFLOR-PI..............................................................3
Figura 02. Estrutura Geral dos Trabalhos..........................................................................4
i
LISTA DE QUADROS
Quadro 01. Regiões Abrangidas pelo PDFLOR-PI...........................................................2
Quadro 02. Cronograma de Atividades 2009-2010 do PDFLOR-PI...............................30
LISTA DE FOTOS
Foto 01. Fazenda da Agroindustrial Vale do Itapecuru, Eliseu Martins, PI ....................11
Foto 02. Pellets de Madeira .............................................................................................12
Foto 03. Plantio de Eucalipto com 3 Anos da Cerâmica Mafrense, Teresina, PI ............14
Foto 04. Fazenda Carnaúba, Piracuruca, PI.....................................................................15
Foto 05. Plantio de Eucalipto com 2 Anos, Fazenda Chapada, Barão do Grajaú,
MA...................................................................................................................................16
Foto 06. Plantio de Eucalipto na Fazenda Ouro Branco, Barras, PI ...............................17
Foto 07. Plantio Experimental de Eucalipto na Fazendas Reunidas Piracuruca,
Piracuruca, PI...................................................................................................................18
Foto 08. Evento que Marcou o Início dos Plantios de Eucalipto da Suzano no
Piauí, Município de Regeneração, PI ..............................................................................21
ii
1.
INTRODUÇÃO
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
(CODEVASF) é uma empresa pública, criada em 16 de julho de 1974. A empresa tem
por finalidade o aproveitamento, para fins agrícolas, agropecuários e agroindustriais,
dos recursos de água e solo dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, diretamente ou
por intermédio de entidades públicas e privadas, promovendo o desenvolvimento
integrado de áreas prioritárias e a implantação de distritos agroindustriais e
agropecuários.
Em meados de 2004, o Governo do Estado do Piauí solicitou à CODEVASF buscar
alternativas de desenvolvimento que permitissem reverter a situação de pobreza
existente. O Piauí é um dos Estados de menor renda per capita do Brasil e, apesar dos
esforços do Governo Estadual e Federal, ao longo dos anos a situação não apresentava
alterações significativas. Naquele momento as perspectivas não eram boas, não
existindo um programa de porte que pudesse atrair agentes econômicos consistentes que
pudessem gerar empregos e rendas.
Uma das opções discutidas foi de desenvolver um projeto florestal na região de
influência do Rio Parnaíba, pois nesta existiriam extensas áreas com aptidão florestal
que poderiam ser destinadas para o desenvolvimento de projetos florestais.
Considerando estes e outros aspectos, a CODEVASF contratou a Fundação de Pesquisas
Florestais do Paraná (FUPEF) em outubro de 2004, para desenvolver o projeto
intitulado de “Programa de Desenvolvimento Florestal do Vale do Parnaíba no Estado
do Piauí – Análise de Potencialidades e Plano de Ação”.
O projeto foi concluído e em seguida foi iniciado um programa de divulgação como
forma de obter a adesão da sociedade piauiense, bem como para iniciar o processo de
angariar empresas privadas, aspectos estes imprescindíveis para o sucesso da
implementação do projeto.
Levando em consideração os resultados obtidos e as excelentes expectativas geradas,
tanto da CODEVASF como o Governo do Estado do Piauí, decidiram efetivar uma
primeira etapa do Plano de Ação para a implementação do Programa de
Desenvolvimento Florestal do Vale do Parnaíba no Estado do Piauí (PDFLOR-PI), a
qual teve início em agosto de 2005 e concluída em fevereiro de 2006.
Em decorrência dos bons resultados alcançados na primeira fase a CODEVASF
considerou ser importante a continuidade do apoio técnico especializado da FUPEF,
renovando o contrato para um período de mais 5 meses ao longo do ano 2006 e outro
ainda em 2007.
Tendo em vista os resultados alcançados em 2008, com a instalação da primeira
empresa âncora prevista no modelo de desenvolvimento, foi estabelecido um aditivo de
três meses em 2009.
Os trabalhos resultaram em avanços ainda mais significativos para a consolidação do
PDFLOR-PI. Desta forma, o Governo do Estado do Piauí, através de sua Secretaria de
Desenvolvimento Rural (SDR), decidiu dar continuidade ao processo de implementação
do PDFLOR-PI. Definitivamente, o Estado do Piauí é considerado uma nova fronteira
1
para a atividade florestal e, portanto, as ações conduzidas devem ser continuadas para o
ano 2009/2010.
Para atender este objetivo, foi realizada uma licitação pública para a prestação destes
serviços no período 2009-2010. A mesma foi vencida pela STCP Engenharia de Projetos
Ltda. Este documento constitui o PRODUTO 2: Relatório de Andamento (Novembro a
Dezembro de 2009), do contrato de prestação de serviços.
2.
SOBRE O PDFLOR-PI
2.1.
ABRANGÊNCIA
O PDFLOR-PI possui como foco uma área de abrangência (ver figura 01) que
representa 11,6 milhões de hectares, ou 46% da área total do Estado do Piauí. Essa área
de abrangência é dividida em duas regiões com características diferenciadas, a Região
de Teresina e a Região de Uruçuí. No quadro 01 apresentam-se as áreas totais de cada
região do PDFLOR-PI. A Região de Teresina representa 41% do total, enquanto que a
região de Uruçuí participa com cerca de 59%.
Quadro 01. Regiões Abrangidas pelo PDFLOR-PI
Região
Área Total (ha)
Participação (%)
Teresina
4.750.900
41%
Uruçuí
6.855.200
59%
Total
11.606.102
100%
Estas regiões foram criadas através da sobreposição de fatores como topografia, solos e
clima sobre regiões pré-selecionadas, permitindo delimitar áreas com diferentes níveis
de prioridade para o estabelecimento de plantios florestais:
•
Áreas Prioritárias: áreas com solos que não sejam rasos ou hidromórficos e
pluviosidade média anual acima de 1.000 mm;
•
Áreas Secundárias: apresentam as mesmas condições de solo das áreas prioritárias,
mas pluviosidade média anual entre 750 e 1.000 mm;
•
Áreas Inadequadas: áreas com solos rasos ou hidromórficos e pluviosidade média
anual inferior a 750 mm.
2
Figura 01. Área de Abrangência do PDFLOR-PI
2.2.
ABORDAGEM
A abordagem dos trabalhos sendo desenvolvidos pela STCP será realizada em três fases
e compreende quatro atividades principais (MOBILIZAÇÃO E PLANEJAMENTO,
Gerenciamento do PDFLOR-PI, Cursos de Capacitação e Treinamento, Relatório Final)
demonstradas na figura 02.
3
Figura 02. Estrutura Geral dos Trabalhos
Mobilização e Planejamento
FASE 1
Reunião de Partida
SDR/CODEVASF/STCP
PRODUTO 1
Plano de Trabalho
FASE 2
Gerenciamento do PDFLOR-PI
Cursos de Capacitação e Treinamento
Estruturação do Gerenciamento
Elaboração da Apostila do Curso
ATIVIDADES
- Assessoria técnica em silvicultura
- Avaliação dos plantios demonstrativos
- Ampliação do banco de dados de terras
- Atração de investidores
PRODUTO 7: Apostila Curso Mudas
PRODUTO 8: Apostila Curso Manejo
PRODUTO 9: Apostila Curso Plantio
PRODUTO 10: Apostila Curso Fomento
PRODUTO 11: Apostila Curso Incêndios
Realização dos Cursos
(Teresina, Floriano e Uruçui)
PRODUTO 2: Rel.
PRODUTO 3: Rel.
PRODUTO 4: Rel.
PRODUTO 5: Rel.
PRODUTO 6: Rel.
Andamento (nov-dez/09)
Andamento (jan-fev/10)
Andamento (mar-abr/10)
Andamento (mai-jun/10)
Andamento (jul-ago/10)
FASE 3
Preparação do Relatório Final e
Plano de Ação 2010/2011
PRODUTO 17
Relatório Final
4
PRODUTO 12: Memorias Curso Mudas
PRODUTO 13: Memorias Curso Manejo
PRODUTO 14: Memorias Curso Plantio
PRODUTO 15: Memorias Curso Fomento
PRODUTO 16: Memorias Curso Incêndios
3.
GERENCIAMENTO DO PDFLOR-PI
As atividades de gerenciamento do PDFLOR-PI englobam a estruturação do
gerenciamento (já realizada), e as atividades de gestão do programa.
3.1.
ESTRUTURAÇÃO DO GERENCIAMENTO
De forma a prestar apoio a SDR e a CODEVASF, com vistas a dar continuidade na
gestão do PDFLOR-PI, a STCP conduziu a operacionalização de uma estrutura física no
Município de Teresina, no seguinte endereço:
STCP – Departamento Florestal PDFLOR-PI
CODEVASF – 7ª Superintendência Regional
Rua Taumaturgo de Azevedo, 2315
Sala 104, Bloco 02
64001-340
Teresina - PI
Tel: (86) 3215-0152
Cel: (86) 9921-5825
[email protected]
A estrutura física estabelecida inclui uma sala, móveis de escritório e telefone. Para a
gestão do Programa, a STCP disponibilizou o Engenheiro Florestal Dartagnan
Reichert Gorniski em tempo integral. Este conta com equipamentos tais como um
veículo, um PC de mesa, um Notebook, uma impressora, uma máquina fotográfica, GPS
e outros equipamentos de trabalho.
3.2.
ATIVIDADES DE GESTÃO DO PROGRAMA FLORESTAL
A gestão do PDFLOR-PI se divide em assessoria técnica especializada em silvicultura,
avaliação dos plantios demonstrativos implantados entre 2006 e 2009, ampliação das
informações sobre o Banco de Terras, atração de investidores, promoção e divulgação
do Programa Florestal.
3.2.1. ASSESSORIA TÉCNICA ESPECIALIZADA EM SILVICULTURA
•
Aspectos Gerais
Considerando a experiência da STCP em silvicultura de espécies de rápido crescimento,
a assessoria técnica especializada sendo prestada pelo Engenheiro Florestal alocado
considera os seguintes aspectos:
5
−
Implantação dos Plantios
No suporte técnico silvicultural para a implantação de plantios florestais, a STCP
considera todas as etapas envolvidas neste tipo de operação, ou seja, as operações de
plantio e de manutenção de florestas, que incluem recomendações técnicas para:
a.
Preparo de Solo: inclui o planejamento do plantio, construção de estradas e
aceiros, a limpeza do terreno (operações de derrubada da vegetação, remoção e
enleiramento dos resíduos da exploração), subsolagem e outras atividades;
b.
Correção e Adubação: considera as recomendações para a calagem (correção
do solo com calcário), adubação, épocas de aplicação, quantitativos
recomendados, tipos de composição de adubos e outros aspectos;
c.
Técnicas de Plantio: operações manuais e mecanizadas, equipamentos
utilizados, irrigação, e outros aspectos;
d.
Técnicas de Combate a Pragas e Doenças: recomendações para o combate a
formigas, cupins, lagartas, besouros, insetos sugadores, além de diversas
doenças causadas por fungos parasitas e por fatores abióticos, tais como seca,
afogamento do coleto e outras;
e.
Técnicas de Manutenção dos Plantios: roçadas manuais, atividades
mecanizadas, aplicações químicas, além de tratamentos silviculturais tais como
desbastes para a produção de toras de maior valor agregado, e outros aspectos.
−
Seleção de Espécies
Nesta atividade a STCP recomenda a escolha das espécies de maneira que sejam
originadas de regiões com condições climáticas similares, como o norte de Minas
Gerais, nordeste da Bahia e nordeste do Maranhão, além daquelas já plantadas com
sucesso no próprio Piauí. Também são considerados fatores como solo e uso a ser dado
para a produção florestal, tais como madeira para celulose, carvão-vegetal, energia e
produtos de madeira sólida (postes, mourões, estacas, serrados, compensados,
esquadrias, pisos, móveis e outros usos).
−
Viveiros de Produção de Mudas
Através desses trabalhos a STCP presta assistência técnica visando a estruturação e
operacionalização de viveiros de espécies de rápido crescimento e de essências nativas,
que inclui atividades tais como localização, layout, construção, treinamento, materiais,
técnicas de produção de mudas, escolha de material genético, entre outros. Dentre os
aspectos técnicos abordados pela STCP na assessoria junto aos produtores e
interessados em produzirem mudas, destacam-se:
a.
Espécie a ser plantada;
b.
Proximidade de matérias-primas para composição do substrato, caso a decisão
seja a produção própria do produto;
c.
Procedimentos de preparo do substrato: vermiculita, adubos e outros materiais;
6
d.
Tipo de embalagem utilizada e enchimento de embalagens;
e.
Sistema de irrigação utilizado nas diferentes etapas da produção da muda
(semeadura, crescimento e rustificação);
f.
Operações necessárias: semeadura, repicagem, sombreamento, adubação de
cobertura, densidade de mudas, padronização de mudas, rustificação e outras;
g.
Controle fitossanitário, expedição e outras;
h.
Relação custo/benefício.
Ressalta-se que a assessoria sendo prestada pela STCP somente se aplica a pequenos e
médios produtores florestais, pois grandes empresas requerem projetos específicos, os
quais não estão nos trabalhos contratados pela SDR/CODEVASF.
•
Atividades Realizadas
−
Eco Empreendimentos Ambientais
Durante o ano de 2009 o PDFLOR-PI ofereceu assessoria à empresa Eco
Empreendimentos Ambientais para a instalação de um viveiro de produção de mudas
clonais de Eucalipto no Piauí. Esta é uma atividade muito importante para o PDFLORPI, pois desde 2008 está havendo mais demanda por mudas clonais de Eucalipto que a
oferta local desse produto possa atender.
Inicialmente foram realizadas várias reuniões de apresentação, introduzindo a Eco
Empreendimentos Ambientais a CODEVASF, a Secretaria de Assuntos Estratégicos do
Piauí, a SEMAR-PI (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí), BNB
(Banco do Nordeste), a Prefeitura Municipal de Teresina, a Suzano Papel e Celulose,
dentre outros.
A equipe do PDFLOR-PI auxiliou na elaboração e aprovação do Licenciamento
Ambiental do empreendimento, doação de terreno por parte da Prefeitura de Teresina,
apoio técnico no projeto de implantação, resolução de pendências burocráticas e no
projeto de financiamento junto ao BNB. Atualmente a empresa encontra-se em fase de
implantação, devendo começar a produzir mudas clonais de Eucalipto já no início de
2010.
Eco Empreendimentos Ambientais
Rua Quintino Boaiuva, 169D Sala 09
CEP 89801-080
Chapecó, SC
Tel: (49) 3323-1424 / 8832-2726
E-mail: [email protected]
Site: www.ecochapeco.com.br
7
3.2.2. AVALIAÇÃO DOS PLANTIOS DEMONSTRATIVOS IMPLANTADOS
ENTRE 2006 E 2009
Desde 2006 foram implementadas diversas áreas experimentais com florestas de
Eucalipto no Piauí, através do auxílio do PDFLOR-PI. Assim, nesta atividade de
Avaliação dos Plantios Demonstrativos Implantados entre 2006 e 2009, a STCP deverá
recolher o maior número de informações que permitam avaliar o desenvolvimento das
florestas e iniciar a formação de acervo confiável sobre:
a.
Espécies de Maior Produtividade: a partir dos dados obtidos, deverá ser levada
a cabo uma análise dos mesmos para que se saiba com clareza quais dos
materiais plantados são aqueles recomendados para cada uma das situações de
solos e clima encontrados no Piauí;
b.
Produtividade Esperada para o Futuro: levantamentos dendrométricos
(inventário florestal estratégico) para a identificação da produtividade esperada
para o futuro, até o corte final dos materiais genéticos já plantados;
c.
Densidade de Árvores por Hectare: análise de quais as densidades de árvores
que vem apresentando melhor desempenho para cada um dos materiais já
plantados no Piauí;
d.
Regimes de Manejo Previstos: compilação dos dados relativos aos regimes de
manejo previsto pelos plantadores, incluindo idade de corte final, e eventuais
idades de desbaste e poda;
e.
Técnicas Silviculturais: técnicas, quantidades e datas de aplicação de diversas
técnicas silviculturais, tais como preparo do solo, adubação, limpezas e outras,
criando correlações com produtividades dos plantios, de forma a se ter uma
idéia das técnicas mais apropriadas para a melhoria da produtividade, assim
como seu custo-benefício.
Nota-se que de acordo com o cronograma do Plano de Trabalho estas atividades deverão
ser realizadas entre os dias Abril e Novembro de 2010.
3.2.3. AMPLIAÇÃO DAS INFORMAÇÕES SOBRE O BANCO DE TERRAS
De acordo com o cronograma do Plano de Trabalho, as atividades de Ampliação das
Informações sobre o Banco de Terras também deverão ser realizadas entre os meses de
Abril e Novembro de 2010.
As ações para a ampliação do Banco de Terras envolverão o reconhecimento em campo
das grandes áreas identificadas, por meio de informações do mapeamento de uso e
ocupação do solo, de dados cadastrais do INCRA e/ou INTERPI, e de ofertas de
proprietários privados. As atividades a serem desenvolvidas por parte da equipe da
STCP, com apoio da CODEVASF, nas ações de reconhecimento de áreas com potencial
são:
a.
Identificação de Terras Disponíveis para Venda: análises por município das
regiões prioritárias das áreas com maior potencial para implantação de plantios
florestais em escala mais detalhada, que permitam o estabelecimento de
empresas-âncora;
8
b.
Reconhecimento em Campo das Áreas Identificadas: vistorias em campo para
checagem das condições ambientais (solo, relevo, vegetação, ocupação
agropecuária), caracterização do uso e ocupação do solo (agricultura, pecuária,
silvicultura, infra-estrutura);
c.
Verificação Preliminar da Situação Legal: análise de informações cadastrais
disponíveis no INTERPI e INCRA com relação à cadeia dominial das
propriedades inseridas no Banco de Terras;
d.
Melhoria do Cadastro das Propriedades (Banco de Terras): compilação de todas
as informações levantadas de forma a servirem para os propósitos de
sustentabilidade do PDFLOR-PI.
A STCP também acompanhará as visitas das empresas interessadas junto às instituições
relacionadas neste tópico (INTERPI e INCRA) e as propriedades listadas, para que
tenham uma melhor visualização do potencial do Piauí para receber investimentos
florestais.
3.2.4. ATRAÇÃO DE INVESTIDORES
•
Aspectos Gerais
Para a atração de investidores potenciais em florestas e indústrias relacionadas
interessados no Estado do Piauí, tanto regionais, nacionais como internacionais, a STCP
está promovendo as atividades de Apoio Técnico em Reuniões entre Investidores e o
Governo do Piauí, Acompanhamento de Visitas de Campo por Parte dos Investidores e
Fornecimento de Informações aos Investidores.
−
Apoio Técnico em Reuniões entre Investidores e o Governo do Piauí
O apoio prestado pela STCP nesta ação é o de promover e divulgar as vantagens
comparativas e competitivas do Piauí para investidores interessados. Além disso, é
demonstrado a importância e o grande apoio que o Governo do Estado do Piauí vem
dando ao PDFLOR-PI. Nesta fase dos trabalhos é também promovida a aproximação
dos investidores com o Governo do Estado do Piauí.
−
Acompanhamento de Visitas de Campo por Parte dos Investidores
A STCP, com sua estrutura de apoio técnico e físico alocado para estes trabalhos,
viabiliza a logística necessária para acompanhar investidores potenciais em suas
incursões até locais de plantios realizados, ou locais identificados pela consultora como
adequados ao plantio comercial de florestas.
−
Fornecimento de Informações aos Investidores
Dentro da estratégia de atração de investidores, a STCP fornece informações relativas
ao Programa Florestal das seguintes formas:
9
a.
Material de divulgação já confeccionado para este fim: folder e CD
promocionais;
b.
Atendimento de demandas específicas, desde que as informações estejam
disponíveis.
Além do atendimento a potenciais investidores florestais, o apoio das STCP pode
também incluir as demandas de outros atores da sociedade civil e órgãos públicos
interessados em esclarecimentos sobre a viabilidade social, ambiental e econômica do
Programa Florestal.
•
Atividades Realizadas
−
Agriwest / Agropecuária Barras
O contato com a Agriwest se deu durante o mês de Novembro de 2009, através de
indicação do Sr. Jorge Lopes (Secretário de Assuntos Estratégicos do Governo do
Piauí). A Agriwest é uma empresa de consultoria e corretora de commodities agrícolas
sediada em Campo Grande (MS), que vem investindo em terras no Estado do Piauí e
agora gostaria de implantar um empreendimento florestal no Estado.
Seu braço de investimentos em terras no Piauí é chamado de Agropecuária Barras, a
qual age angariando investidores para associarem-se à esta empresa. Com o capital
destes investidores adquirem terras no Piauí. Até o momento já adquiriram cerca de 12
mil hectares em dois núcleos, um no Município de Barras, a 120 km a nordeste de
Teresina, e outro no município de Floriano, a 230 km ao sul de Teresina. O objetivo do
grupo é chegar a uma área conjunta de 100 mil hectares de terras, mas isso ainda
dependerá da angariação de mais investidores. Devido a problemas para a obtenção de
Licenciamento Ambiental, ainda não estão plantando Eucalipto nos núcleos.
Após o contato inicial, na sala do Sr. Jorge Lopes, foi realizada uma reunião de
apresentação do PDFLOR-PI na CODEVASF. O Sr. Edison, Diretor da Agriwest e
mentor do projeto Agropecuária Barras, solicitou ao PDFLOR-PI uma visita às suas
fazendas no Município de Barras, para verificar a qualidade do solo e melhorar a
relação com a equipe do PDFLOR-PI.
Na oportunidade foi apresentado ao PDFLOR-PI o Sr. Antonio Joaquim de Carvalho Jr.,
proprietário de fazenda com cerca de 800 hectares em Barras, com 3 hectares plantados
com Eucalipto; esta pessoa auxiliou a Agriwest a adquirir terras no município.
Agriwest Corretora de Commodities e Consultoria
Av. Afonso Pena, 3504 – Sala 138
CEP: 79002-075
Campo Grande, MS
Tel: (67) 3324-9441/9213-7093
10
−
Agroindustrial Vale do Itapecuru
Através de contato fornecido pelo Sr. Ocelo Rocha, da CODEVASF, foi realizada uma
reunião com o Sr. Ericson Ozório de Oliveira, proprietário da Agroindustrial Vale do
Itapecuru. A empresa possui fazenda no Município de Caxias (MA) que atualmente está
arrendada para plantio de Cana-de-Açúcar, e o proprietário tem a intenção de adquirir
propriedades no Piauí visando o plantio de Eucalipto para a produção de carvão-vegetal
e extração de ácido pirolítico.
Assim, a Agroindustrial Vale do Itapecuru solicitou apoio técnico para a escolha de
propriedades a serem adquiridas, e foi executado levantamento expedito seguido de
avaliação de campo na propriedade de 2 mil hectares a ser adquirida no Município de
Itaueiras (PI).
Segundo o levantamento expedito, que foi baseado em mapas de solos, imagens de
satélite e informações de terceiros, a área apresentava boas condições para o Plantio de
Eucalipto. Porém, após o levantamento de campo essas boas impressões iniciais foram
contrariadas, sendo que o PDFLOR-PI indicou a empresa que não adquirisse a área.
Após tanto a Agroindustrial Vale do Itapecuru solicitou apoio para avaliar outra
propriedade, localizada no Município de Eliseu Martins (PI), e demonstrada na foto 01.
A visita a campo foi realizada e verificou-se que a propriedade, que possui
aproximadamente 2,5 mil hectares, é adequada ao plantio de Eucalipto. No momento a
fazenda encontra-se em fase de transferência de propriedade, e segundo a empresa
assim que a parte burocrática estiver concluída irá solicitar mais apoio do PDFLOR-PI.
Foto 01. Fazenda da Agroindustrial Vale do Itapecuru, Eliseu Martins, PI
Foto: STCP
11
Agroindustrial Vale do Itapecuru
R. Bernardino de Campos, 98
3º. Andar Sl 02
CEP 04004-040
São Paulo, SP
Tel: (11) 9715-0603
E-mail: [email protected]
−
Brazilian Pellet
Os Srs. Augusto Fernandes, Fabio Mattos e Diego Mauricio Zannoni procuraram o
PDFLOR-PI em busca de auxílio na implantação de um projeto de plantio de florestas
de Eucalipto com a finalidade de gerar madeira para a produção de Pellets. Pellets são
pequenas partículas cilíndricas com cerca de 3 cm de comprimento criadas pela
compressão de serragem de madeira (ver foto 02). Estes são utilizados para a geração de
energia, sendo seu principal mercado consumidor a União Européia.
Foto 02. Pellets de Madeira
Fonte: Hearth
Para a implantação das florestas pretendidas pela Brazilian Pellet, a equipe da STCP
realizou a avaliação expedita de fazendas localizadas nos Município de Regeneração e
de Miguel Alves, localizados dentro da área do PDFLOR-PI. Em ambas as situações as
propriedades não se adequavam aos objetivos do grupo, e foram descartadas como
opção de investimento em terras. Atualmente o grupo está aguardando novas
disposições de sua sede, em São Paulo, para então continuar ou abandonar seu projeto
no Piauí.
12
Brazilian Pellet Participações
Sr. Augusto Fernandes
Avenida Angélica, 1996 – Cj. 307/308
Higienópolis
CEP: 01228-200
São Paulo, SP
Tel: (11) 3666-3522
Fax: 3666-3567
55 11 8684-7694 (mobile)
E-mail: [email protected]
Site: http://www.brazilianpellet.com
−
Cerâmica Mafrense
A Cerâmica Mafrense foi um dos primeiros parceiros do PDFLOR-PI, plantando
Eucalipto com auxílio do Programa Florestal visando a Reposição Florestal Obrigatória,
ao mesmo tempo em que garantia a geração de energia para sua produção futura de
cerâmicas. Desta forma, o PDFLOR-PI mantém contato constante com esta empresa.
Mais recentemente houve interesse por parte da Eco Empreendimentos Ambientais (ver
item “2.2.1 – Assessoria Técnica Especializada em Silvicultura“) em adquirir uma
propriedade da Telhas Mafrense em Teresina, onde seria instalado viveiro de produção
de mudas clonais de Eucalipto. Esta negociação foi abandonada devido à doação de um
terreno, por parte da Prefeitura Municipal de Teresina, no Pólo Empresarial Norte de
Teresina. Também foi realizada uma reunião com a diretoria da Cerâmica Mafrense
solicitando a intermediação da mesma para apresentar o PDFLOR-PI às demais
cerâmicas do estado, viabilizando projetos de plantios de Eucalipto e também uma
pesquisa sobre o consumo de lenha por parte do setor cerâmico do Piauí. Através disso
o Sr. José Joaquim, diretor da Cerâmica Mafrense, informou que divulgará o PDFLORPI na próxima reunião da Associação das Indústrias Cerâmicas do Piauí.
Porém disse acreditar que uma pesquisa do consumo não seria bem aceita pelas outras
cerâmicas devido ao alto consumo de madeira de origem ilegal (desmatamentos não
autorizados) por parte da maior parte das indústrias cerâmicas menores. Segundo ele,
tais empresas não informam seu consumo devido ao medo de sofrer represálias dos
órgãos fiscalizadores. Entretanto a divulgação do PDFLOR-PI foi bem sucedida, com
reuniões sendo realizadas com a Cerâmica Torres, de Teresina, e com a Cerâmica
Queirós, de Caxias (MA).
Finalmente foi realizada uma visita e avaliação expedita dos plantios demonstrativos de
Eucalipto nas propriedades da empresa, onde verificou-se que os plantios mais velhos
(cerca de 3 anos de idade) já atingem uma altura média de 14 metros (ver foto 03), com
um incremento médio anual de 36 m³/hectare/ano. Porém, como a avaliação foi
executada de forma expedita, sem critério estatístico e nem cubagem das árvores, é
necessário ainda uma avaliação mais acurada para informar o incremento real. Isto será
feito através da realização das atividades previstas no item “3.2.2 – Avaliação dos
Plantios Demonstrativos Implantados entre 2006 e 2009”.
13
Cerâmica Mafrense
Rodovia PI 130, KM 21
Cx. P. 478
Teresina, PI
Tel: (86) 3216-4200 / 9981-1151
Site: www.ceramicatelhasmafrense.com
E-mail: [email protected]
Foto 03. Plantio de Eucalipto com 3 Anos da Cerâmica Mafrense, Teresina, PI
Foto: STCP
−
CNAGA (Companhia Nacional de Armazéns Gerais Alfandegados)
Através de contato com o Sr. José Agostinho Neto, superintendente do BNB, foi
realizada reunião entre a equipe do PDFLOR-PI e o Sr. José Américo Ribeiro dos
Santos, diretor da CNAGA (Companhia Nacional de Armazéns Gerais Alfandegados),
empresa sediada em São Paulo que é proprietária da Fazenda Carnaúba, com cerca de
12 mil hectares, no Município de Piracuruca. Nesta fazenda a CNAGA está implantando
um projeto de plantio de Pinhão Manso (Jatropha curcas) visando a produção de
Biodiesel.
O PDFLOR-PI atualmente não contempla esta espécie em sua linha de trabalho, mas
considerando que o projeto da CNAGA no Piauí atende a vários requisitos do Programa
Florestal, tais como geração de empregos e renda, instalação de novas cadeias
produtivas florestais no estado, atração de investidores, dentre outras aspectos, o
representante da STCP em Teresina realizou uma visita a Fazenda Carnaúba durante
14
Outubro de 2009 (ver foto 04) para verificar a implantação dos povoamentos, e se
possível contribuir com assessoria técnica ao mesmo.
Durante a visita foram verificadas várias possíveis melhorias, principalmente na questão
de redução de custos de plantio. Como a cultura do Pinhão Manso é novidade a nível
nacional, e dessa forma suas técnicas de produção ainda não são completamente
dominadas, sugeriu-se a realização de uma série de experimentos, incluindo variações
no preparo do solo, uso de herbicidas, comparação entre plantio por sementes e por
mudas, variações no regime de poda e condução, e também de sistemas
agrosilvipastoris. Atualmente a CNAGA está estudando as propostas e verificando a
possibilidade de testá-las no plantio a ser realizado no início de 2010.
Foto 04. Fazenda Carnaúba, Piracuruca, PI
Foto: STCP
CNAGA (Companhia Nacional de Armazéns Gerais Alfandegados)
Sr. José Américo Ribeiro dos Santos (Diretor)
Sra. Elisângela (Secretária)
Av. Nações Unidas, 22.452
São Paulo, SP
Tel: (11) 5545-1966 / 5545-1999
Fax: (11) 5545-2919
E-mail: [email protected]
Site: www.cnaga.com.br
15
−
Fazenda Chapada
O Sr. Alex Borges solicitou uma visita à sua propriedade em Barão do Grajaú (MA). O
proprietário possui uma fazenda com um plantio de 300 hectares de Eucalipto (ver foto
05), e considerando que a região apresenta as mesmas características edafoclimáticas do
município de Floriano e região, será interessante catalogá-lo e acompanhar seu
desenvolvimento para municiar o PDFLOR-PI com informações. Além disso, esta
região do Maranhão está dentro da área de atuação da 7ª SR da CODEVASF.
Atualmente este plantio está com 2 anos de idade, e apresenta excelente
desenvolvimento. Foi negociado e aprovado junto ao proprietário que o plantio será
incluso na lista de Plantios Demonstrativos do PDFLOR-PI, e em contrapartida a equipe
da STCP prestará assistência técnica ao projeto sempre que necessário.
Foto 05. Plantio de Eucalipto com 2 Anos, Fazenda Chapada, Barão do Grajaú,
MA
Foto: STCP
Fazenda Chapada
Av. Getulio Vargas, 500
Tabuleta
CEP 64019-750
Teresina, PI
Tel: (86) 3216-2400
Fax: (86) 3218-5131
Site: www.construtorasucesso.com.br
E-mail: [email protected]cesso.com.br
16
−
Fazenda Ouro Branco
A Fazenda Ouro Branco pertence ao Sr. Antonio Joaquim de Carvalho Jr., agricultor
procedente de Mato Grosso que se interessou em investir na região norte do Estado do
Piauí, mais especificamente no Município de Barras, onde adquiriu uma propriedade de
826 hectares onde está plantando Eucalipto.
Originalmente o projeto da Fazenda Ouro Branco era plantar Soja, onde realizou testes
bem sucedidos com esta cultura na propriedade. Porém paralelamente implantou um
teste com 3 hectares de Eucalipto, utilizando vários clones (MA2001A, MA2000 e
MA1000), todos intermediados por linhas de Acacia mangium. Com o sucesso do
plantio, decidiu transformar toda sua fazenda em plantios de Eucalipto, e já apresentou
seu projeto ao BASA (Banco da Amazônia S.A.), que se dispôs a financiar o plantio de
100 hectares por ano.
O PDFLOR-PI realizou visita à área e verificou que as árvores plantadas estão com uma
altura média de 5 metros e diâmetro médio de aproximadamente 10 cm, crescimento
razoável para um plantio com 1,5 ano (ver foto 06). O espaçamento utilizado foi de 2,5
x 3,5 m, e já foi realizada uma desrama, pois o objetivo do plantio é a produção de toras
para serraria.
Foto 06. Plantio de Eucalipto na Fazenda Ouro Branco, Barras, PI
Foto: STCP
Segundo o Sr. Antônio, não foi realizado preparo do solo, adubação ou combate a
formigas na área. Como as copas das árvores ainda não estão se tocando, o proprietário
foi orientado a aplicar pelo menos uma adubação de cobertura. Também foi orientado a
melhorar o sistema de desrama, muito ineficiente.
Devido ao grande volume de árvores bifurcadas (diversos Eucaliptos e praticamente
todas as Acácias), foi investigado o histórico do plantio e se chegou à conclusão de que
17
antes do plantio foram danificadas as ponteiras das mudas de Acácia devido ao
transporte com poucos cuidados, fruto do desconhecimento do proprietário na área
florestal. Quanto aos Eucaliptos, o que se deduziu é que devido a grande escassez de
mudas de Eucalipto que ocorreu no Estado nos últimos 2 anos, o proprietário acabou
adquirindo gratuitamente um lote de mudas refugado por outros clientes do viveiro
fornecedor.
O Sr. Antônio comprometeu-se a apresentar à equipe do PDFLOR-PI os contatos com a
equipe do BASA, e aceitou a proposta de que seu plantio fosse usado como plantio
demonstrativo do PDFLOR-PI em troca de assistência técnica e avaliações após o
terceiro ano.
Fazenda Ouro Branco
Tel: (86) 9976-8772
−
Fazendas Reunidas Piracuruca
A Fazendas Reunidas Piracuruca possui quase 12 mil hectares de terras no Município de
Piracuruca, PI. Nesta área possui um plantio experimental plantado com auxílio técnico
do PDFLOR-PI (ver foto 07). A empresa pertence a um grupo de empresários
Argentinos e é administrada pelo Sr. Maxdônio Dinis Agra, residente em Miguel Alves
(PI). A propriedade também se encontra à venda pelo valor de R$ 5 milhões.
Foto 07. Plantio Experimental de Eucalipto na Fazendas Reunidas Piracuruca,
Piracuruca, PI
Foto: STCP, 2009
Foram realizados diversos contatos com essa empresa para a verificação do plantio
realizado, que apresenta problemas relacionados a ponteiras quebradas. Em visita à área
verificou-se que o problema deve-se às árvores estarem sujeitas a ventos fortes, sem
proteção de vegetação nativa ou outra barreira. Aliado a isto se verificou que apenas as
18
árvores bifurcadas estão quebrando, justamente no ponto bifurcado, que apresenta maior
fragilidade. Verificou-se ainda que caso não ocorra infecção por fungos nas árvores
danificadas, o prejuízo financeiro será irrelevante devido à altura em que ocorreu o
dano, muito superior à altura comercial de maior valor.
Fazendas Reunidas Piracuruca
Av. Desembargador Simplicio Mendes S/N
Centro - Miguel Alves -PI
Cep 64.130.000
(86) 3244 1511
(86) 9987 8432
−
Grupo Salgado de Oliveira
Foi estabelecido contato com o Sr. Walter Diesel, economista do Grupo Salgado
Oliveira. Segundo informações do Sr. Diesel, o grupo já possui uma propriedade rural
com cerca de 30 mil hectares no Estado do Piauí, e procura alternativas econômicas
para desenvolver a área. Foi explicado ao Sr. Walter Diesel toda o desenvolvimento do
PDFLOR-PI, enviado CD com material de divulgação e prestada assessoria para sanar
todas as dúvidas sobre a cultura do Eucalipto e mercado consumidor deste tipo de
madeira, como lenha, carvão, celulose, madeira serrada e tratada. Porém, até o momento
o Grupo Salgado Oliveira, que pretende plantar cerca de 5 mil hectares de Eucalipto,
não conseguiu localizar consumidores potenciais para sua madeira (indústrias), pois
estes não têm interesse em verticalizar sua produção.
Grupo Salgado de Oliveira
Rua 105B, N 185, St Sul
DEP: 74080-290
Goiânia, GO
Tel (62) 3238-3039/8473-0456
−
Insolo Agroindustrial
A Insolo é uma empresa com forte atuação no agronegócio, já possuindo cerca de 140
mil hectares de terras voltadas para a produção de grãos no Município de Palmeira do
Piauí. Esta empresa solicitou uma reunião com a superintendência do BNB em Outubro
de 2009 para verificar a possibilidade de investir em florestas plantadas, adquirindo para
tal fim uma área adicional de cerca de 50 mil hectares de terras. A empresa estava
representado pelos senhores Ronald Aldworth e Salomão Ioschpe, o primeiro diretor
financeiro (CFO) e o segundo diretor executivo (CEO). Atualmente a empresa está em
discussão interna para decidir pela ampliação dos negócios.
Insolo Agroindustrial S.A.
Rua Afonso Brás, 864
3º Andar, Sala 31
Vila Nova Conceição
04511-001
São Paulo, SP
Tel: (11) 3045-3777
Fax: (11) 3045-1786
19
−
Madetec Móveis
A Madetec é uma indústria de móveis de madeira localizada em Arapongas (PR). Esta
enviou para o Piauí seu gerente de negócios, Sr. Vilson Scarmanhani Bega, para
conhecer as oportunidades de negócio na área florestal. A Madetec já adquiriu 2
propriedades na região metropolitana de Teresina, que somam cerca de 3 mil hectares de
área total.
Além de investir no plantio de Eucalipto, a Madetec também estuda a possibilidade de
criar uma empresa especializada em silvicultura para atender a demanda por este tipo de
serviços na região. Para tanto pedem o apoio do PDFLOR-PI para divulgação e
intermediação de contatos.
Madetec Móveis
Rua Rouxinol, 5205
Pq. Industrial IV
CEP 86706-190
Arapongas, PR
Tel: (43) 9929-6032
Site: www.madetec.com.br
3.2.5. PROMOÇÃO E DIVULGAÇÃO DO PDFLOR-PI
•
Aspectos Gerais
A promoção e divulgação do PDFLOR-PI está relacionada à necessidade de atender as
demandas de esclarecimento e complementação de informações, com vistas a elucidar
as dúvidas existentes por parte de empresas e/ou diversos integrantes da sociedade civil
interessados no Programa Florestal do Estado do Piauí. Neste sentido, as atividades
consideram duas vertentes distintas a seguir apresentadas:
−
Empresas Florestais de Grande Porte
As empresas florestais de grande porte com interesse em se constituir como empresas
âncora para o Programa Florestal tem suas necessidades atendidas através das seguintes
atividades básicas:
a.
Preparo e Fornecimento de Informações Disponíveis: visa atender as demandas
dos interessados e permitir o desenvolvimento de estudos de viabilização de
projetos, com forma de decisão de investir no Estado;
b.
Acompanhamento das Visitas das Empresas: a ser realizado junto às
instituições do Estado e no campo, para visualização do cenário do Programa
Florestal, incluindo o conhecimento e primeiros contatos com as instituições
estaduais envolvidas e informações disponibilizadas diretamente pelos
empreendedores florestais já estabelecidos.
20
−
Outros Atores
Outros atores interessados no PDFLOR-PI são organizações da sociedade civil, órgãos
públicos e prefeituras. Para estes deverá haver promoção e divulgação para
esclarecimento da viabilidade social, ambiental e econômica dos projetos a serem
implementados, bem como os benefícios esperados. Para o atendimento deste público
são realizadas reuniões de esclarecimento com apresentações dos aspectos de interesse.
•
Aspectos Gerais
−
Suzano Papel e Celulose
Desde que a Suzano Papel e Celulose anunciou o início de suas operações no Piauí, o
PDFLOR-PI vem auxiliando os técnicos da empresa e do governo estadual no que se
refere a qualidade de seu licenciamento ambiental (EIA/RIMA). Tal documento foi
gerado a partir de trabalhos realizados ao longo de 2008 e 2009, tendo sido aprovado no
final de 2009. Assim, a empresa já está autorizada a plantar Eucalipto no Estado, e sua
presença indica o início de um novo estágio de desenvolvimento sustentável para o
Piauí. Dentre as atividades que o PDFLOR-PI apoiou está o início dos plantios da
mesma, realizado em dia de campo na Fazenda Chapadinha, no Município de
Regeneração, visto na foto 08.
Foto 08. Evento que Marcou o Início dos Plantios de Eucalipto da Suzano no Piauí,
Município de Regeneração, PI
Foto: STCP, 2009
21
−
Missão do PDFLOR-PI a Grécia
Visando a divulgação do PDFLOR-PI e a atração de novos investidores em florestas e
indústrias correlatas, foi realizada missão comercial para a Grécia. Esta teve como
participantes Wellington Dias (Governador do Estado do Piauí), Jorge Lopes, Sergio
Vilela, Assis Carvalho, Silvio Leite, Benjamim Vale, Agostinho Neto, Álvaro Carneiro,
Affonso Emilio de Alencastro Massot (Embaixador do Brasil na Grécia), Bauke Douwe
Dijkstra (Produtor florestal do Piauí), e Roberto Bonse, consultor especializado da
STCP alocado para o PDFLOR-PI para fins dessa missão.
O evento foi realizado na Hellenic Federation of Enterprises (Federação das Indústrias
da Grécia), e contou com cerca de 50 participantes, incluindo os representantes da
federação das indústrias e empresários de diversos setores (papel e celulose, turismo,
armadores, Conselho de Negócios Grécia – América Latina, dentre outros). Neste foi
realizada apresentação do Governo do Piauí e do PDFLOR-PI, onde a maior parte dos
empresários expressou grande desejo em investir no Piauí.
−
FUNDAPI (Fundação de Proteção ao Meio Ambiente e Ecoturismo do Estado
do Piauí)
A FUNDAPI (Fundação de Proteção ao Meio Ambiente e Ecoturismo do Estado do
Piauí), solicitou ao PDFLOR-PI uma reunião e posteriormente uma visita à sua sede, no
Bairro Dirceu, em Teresina.
O presidente da FUNDAPI, Sr. Arly Barros, tem interesse em incentivar os parceiros do
PDFLOR-PI a adotarem o projeto intitulado “Fábrica de Peixes”. Inicialmente a idéia
pareceu interessante pela lucratividade e a possibilidade dos proprietários rurais terem
uma renda enquanto o Eucalipto não chega a idade de corte, além da melhoria da
qualidade da água e do sombreamento, com conseqüente aumento da produção de
peixes com a existência de árvores na beira dos açudes. Foi solicitado então o projeto
completo, com todos os requisitos técnicos, e contatados especialistas em piscicultura
da CODEVASF.
Porém a FUNDAPI nunca entregou o projeto completo para apreciação, e os
especialistas da CODEVASF indicam que essa demora se deve a falta de conhecimento
técnico em piscicultura por parte dos membros da FUNDAPI. Também informam que
dificilmente o sistema poderá ser implantado e mantido por pessoas com pouco
conhecimento técnico no assunto, devido a necessidade de avaliação e manutenção
química constantes da água.
FUNDAPI (Fundação de Proteção ao Meio Ambiente e Ecoturismo do Estado do Piauí)
Rua 13 de Maio, 140S
Centro
CEP: 64001-150
Teresina, PI
Tel: (86) 8832-4336
E-mail: [email protected]
22
4.
CURSOS DE CAPACITAÇÃO E TREINAMENTO
4.1.
ASPECTOS GERAIS
Os cursos de treinamento têm por objetivo prover o PDFLOR-PI com mão-de-obra
capacitada em diversas atividades e especialidades correlatas ao setor de base florestal,
principalmente as relacionadas a florestas plantadas de elevada produtividade. Dentro
deste contexto, entre Fevereiro e Abril de 2010 a STCP desenvolverá os seguintes
cursos de treinamento relacionados a florestas:
1.
Técnicas de Produção de Mudas Florestais;
2.
Técnicas de Manejo Florestal;
3.
Técnicas de Plantio de Florestas;
4.
Modelos de Fomento Florestal;
5.
Prevenção e Combate a Incêndios Florestais.
Considerando a grande dispersão geográfica do PDFLOR-PI, a STCP promoverá os
cursos de treinamento nas cidades de Teresina, Floriano e Uruçuí. Cada curso terá uma
carga horária de 8 horas. Para a realização dos cursos estão sendo realizadas diversas
atividades, tais como:
4.2.
a.
Seleção de locais com estrutura adequada à realização de cursos (sala e
estrutura);
b.
Contratação e agendamento dos locais selecionados para os cursos;
c.
Identificação do público alvo para participar dos cursos, incluindo os técnicos
da EMATER, SEMAR, Universidade e outros;
d.
Promoção da pré-inscrição dos interessados selecionados;
e.
Preparação de apostila do curso;
f.
Preparação de material didático;
g.
Aquisição de equipamentos e materiais necessários ao treinamento;
h.
Execução dos cursos;
i.
Elaboração dos relatórios dos cursos (com lista de presença).
ATIVIDADES REALIZADAS
Visando a preparação dos Cursos de Capacitação e Treinamento, entre os meses de
Outubro e Dezembro de 2009 foram elaboradas as duas primeiras apostilas para os
Cursos de Capacitação e Treinamento: (i) Apostila do Curso de Técnicas de Produção
de Mudas Florestais, e (ii) Apostila do Curso de Técnicas de Manejo Florestal.
23
4.2.1. ELABORAÇÃO DA APOSTILA DO CURSO DE TÉCNICAS DE
PRODUÇÃO DE MUDAS FLORESTAIS
Durante os meses de Outubro e Novembro de 2009 foi elaborada a Apostila do Curso de
Técnicas de Produção de Mudas Florestais (Produto 7). O processo produtivo de
sementes e mudas florestais deve ser embasado em parâmetros técnicos consistentes e
bem elaborados. As mudas destinadas à comercialização devem possuir excelente
qualidade, resultando em produtos valorizados no mercado, sem problemas
fitossanitários e que se estabeleçam eficientemente após o plantio.
A necessidade de produção de mudas com melhor qualidade e menor custo e em escala
comercial, resultado da crescente demanda por produtos florestais, tem levado a
multiplicação de viveiros florestais no Brasil, bem como a adoção de sistemas
mecanizados de produção. Diversos equipamentos para uso em viveiro tem sido
desenvolvidos nos últimos anos, destacando-se semeadeiras, pulverizadores,
equipamentos de irrigação.
Esta apostila foi elaborada com o objetivo de prover mão-de-obra capacitada na área de
viveiros florestais e que possam se constituir em monitores capazes de prestar
assistência técnica a pequenos e médios produtores rurais. Nela são abordados
especialmente os sistemas de produção além dos principais insumos e materiais
necessários. A seguir mostra-se a estrutura adotada na elaboração da mesma:
1) Processos Germinativos
a) A Semente
b) Coleta de Sementes
i) Objetivos da Produção de Sementes
ii) Seleção de Árvores Matrizes
iii) Época de Coleta de Sementes
iv) Métodos de Coleta de Sementes
c) Beneficiamento de Sementes
i) Extração das Sementes
ii) Secagem das Sementes
iii) Beneficiamento das Sementes
d) Armazenamento da Semente
i) Embalagem para o Armazenamento
ii) Condições de Armazenamento
iii) Ambientes de Armazenamento
iv) Fatores que Afetam o Armazenamento
e) Germinação das Sementes
i) Fatores que Influenciam na Germinação
ii) Tipos de Dormência
iii) Métodos de Superação de Dormência
f) Testes de Sementes e Germinação
i) Pureza
ii) Número de Sementes por Quilograma
24
iii) Cálculo do Peso de 1.000 Sementes
iv) Medidas de Germinação
v) Determinação de Umidade
g) Exercícios de Fixação: Processos Germinativos
2) Viveiros Florestais
a) Manejo de Viveiros
i) Escolha do Local Adequado
ii) Dinâmica Operacional do Viveiro
iii) Tipo de Viveiro
iv) Preparo da Área
v) Capacidade e Extensão
vi) Confecção dos Canteiros
vii) Instalações Necessárias
viii) Quebra-Vento
b) Produção de Mudas
i) Canteiros e Sementeiras
ii) Recipientes para Mudas
iii) Preparo do Substrato
iv) Semeadura
v) Cuidados Após a Semeadura
vi) Irrigação da Produção
vii) Adubação das Mudas
viii) Associação Simbiótica entre Mudas e Microrganismos
ix) Rustificação das Mudas
x) Acondicionamento
xi) Preparo das Mudas para Expedição
xii) Cuidados no Plantio das Mudas
c) Exercícios de Fixação: Viveiros Florestais
3) Sistemas de Propagação Vegetativa
a) Macropropagação Assexuada Monoclonal
i) Estaquia
ii) Mergulhia
b) Macropropagação Assexuada Multiclonal
c) Micropropagação
d) Exercícios de Fixação: Sistema de Propagação Vegetativa
4) Produção de Mudas de Eucalipto
a) Indicações de Espécies
b) Coleta de Frutos e Extração das Sementes
i) Coleta de Frutos de Eucalipto
ii) Extração das Sementes de Eucalipto
25
c) Etapa de Formação das Mudas
i) Preparo do Substrato
ii) Modelos de Recipientes
iii) Sistema de Irrigação
iv) Formação de Mudas
v) Crescimento das Mudas
vi) Rustificação das Mudas
vii) Controle Fitossanitário
viii) Expedição das Mudas
d) Exercícios de Fixação: Produção de Mudas de Eucalipto
4.2.2. ELABORAÇÃO DA APOSTILA DO CURSO DE TÉCNICAS DE
MANEJO FLORESTAL
Durante os meses de Novembro e Dezembro de 2009 foi elaborada a Apostila do Curso
de Técnicas de Manejo Florestal (Produto 8). Manejo Florestal é classicamente definido
como aplicação de métodos empresariais e princípios técnicos na operação de uma
propriedade florestal. A silvicultura, parte integrada do manejo, é a parte da ciência
florestal que trata do estabelecimento, condução e colheita de árvores. O manejo
florestal, além de ser uma técnica, é também uma estratégia política, administrativa,
gerencial e comercial, que utiliza princípios e técnicas florestais no processo de
intervenção do ecossistema, visando à disponibilização de seus produtos e benefícios
para usos múltiplos, de forma a garantir os pressupostos do desenvolvimento
sustentável.
Este tem sido considerado por muitos pesquisadores como um processo de tomada de
decisão. Neste contexto o profissional florestal necessita ter uma visão global de
planejamento, utilizando-se para tal de modelos matemáticos que possibilitem a
previsão da produção, assim como gerenciar informações através de planos de manejos
em que a otimização seja a tônica do processo. O manejador florestal deve balizar suas
decisões em informações biológicas, econômicas, sociais, ambientais e de mercado de
modo a propiciar a sustentabilidade desta prática e a perpetuação da atividade florestal
no empreendimento.
Esta apostila foi elaborada com o objetivo de prover mão-de-obra capacitada na área de
manejo de florestas de espécies nativas e introduzidas (Eucalipto) e que possam se
constituir em monitores para a replicação das técnicas no campo (prestar assistência
técnica a pequenos e médios produtores rurais). Nesta apostila são abordados
especialmente os conceitos básicos de manejo florestal, as noções básicas de
dendrometria e inventário, aspectos sobre crescimento e produção florestal, os sistemas
de manejo para florestas naturais e plantadas, noções sobre sistemas agroflorestais, e
como é operacionalizado o manejo florestal em florestas naturais. A seguir mostra-se a
estrutura adotada na elaboração da mesma:
1) Noções Básicas de Manejo Florestal
a) Classificação de Áreas
b) Planejamento Florestal
c) Geoprocessamento
26
2) Noções Básicas de Dendrometria
a) Tipos de Medidas
i) Medida Direta
ii) Medida Indireta
iii) Medida Estimada
b) Tipos de Erros de Medição
i) Erros Sistemáticos
ii) Erros de Estimativa
iii) Erros Acidentais
c) Medição da Idade das Árvores
i) Estimativa da Idade de Árvores
ii) Análise de Tronco
d) Medição de Diâmetro e Área Basal
i) Instrumentos para Medir Diâmetros
ii) Cálculo da Área Basal
e) Medição de Altura
f) Volumetria
g) Biomassa
3) Noções Básicas de Inventário
a) Conceitos Básicos Sobre Amostragem
i) População
ii) Censo e Amostragem
iii) Amostra
iv) Unidade Amostral
v) Precisão e Acuracidade
b) Métodos de Amostragem
i) Método de Área Fixa
ii) Método de Bitterlich
c) Processos de Amostragem
i) Amostragem Aleatória Simples
ii) Amostragem Sistemática
iii) Amostragem Estratificada
iv) Principais Estimativas do Inventário
v) Cálculo das Estimativas do Inventário
d) Modelos Utilizados em Inventários Florestais
i) Modelos Hipsométricos
ii) Modelos Volumétricos
iii) Funções de Afilamento
iv) Modelos de Biomassa
v) Critérios de Seleção dos Modelos Ajustados
27
4) Crescimento e Produção Florestal
a) Formas de Expressar o Crescimento
i) Incremento Corrente Anual
ii) Incremento Médio Anual
iii) Incremento Periódico
iv) Incremento Periódico Anual
v) Análise do Crescimento e do Incremento
b) Tipos de Crescimento
i) Crescimento em Diâmetro
ii) Crescimento em Altura
iii) Crescimento em Área Basal e Volume
c) Variáveis Fundamentais nos Modelos de Produção
i) Idade
ii) Qualidade de Sítio
iii) Densidade
iv) Sobrevivência
d) Modelos de Projeção
i) Modelos de Produção Global
ii) Modelos de Produção por Classe Diamétrica
iii) Modelos de Crescimento para Árvores Individuais
iv) Equações de Crescimento e Produção
5) Sistemas de Manejo
a) Sistema de Manejo para Floresta Plantada
i) Sistema de Manejo de Alto Fuste
ii) Sistema de Talhadia
iii) Desrama
iv) Desbaste
b) Sistema de Manejo para Floresta Nativa
i) Sistema de Corte Raso
ii) Sistema de Árvore Sementeira
iii) Sistema de Abrigo por Árvores Adultas
iv) Sistema de Rebrota
v) Sistema de Corte de Talhões
vi) Sistema de Retenção
vii) Sistema de Seleção
6) Plano de Manejo Florestal
a) Coleta de Informações para a Elaboração do PMF
b) Zoneamento da Propriedade
i) Área de Preservação Permanente
ii) Áreas Inacessíveis a Exploração
28
iii) Áreas de Exploração
c) Planejamento das Estradas
d) Ordenamento da Exploração
i) Divisão da Floresta em Talhões
ii) Definir a Ordem de Exploração
e) Censo Florestal
f) Corte de Cipós
i) Problemas Associados à Presença de Cipós
ii) Benefícios do Corte de Cipós
iii) Onde e como Cortar os Cipós
iv) Técnicas para Cortar Cipós
g) Planejamento da Exploração
i) Localização dos Pátios
ii) Definição do Tamanho dos Pátios
iii) Definição do Ramal de Arraste
iv) Definição da Direção de Queda das Árvores
v) Definição dos Ramais Secundários de Arraste
h) Abertura de Estradas e Pátio de Estocagem
i) Etapas da Abertura de Estradas
ii) Etapas da Abertura de Pátios
i) Corte das Árvores
i) Pré-corte
ii) Técnica Padrão de Corte
iii) Pós-corte
j) Arraste das Toras
i) Maquinário e Acessórios Necessários
ii) Etapas do Arraste de Toras
k) Práticas Silviculturais
i) Plantio de Espécies de Valor Madeireiro
ii) Tratamentos para Aumentar o Crescimento das Árvores de Valor Comercial
l) Legislação
7) Exercícios de Fixação
5.
PREPARAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL E PLANO
DE AÇÃO 2010/2011
No final de 2010 será elaborado o Relatório Final do projeto, o qual irá sintetizar as
ações executadas dentro do gerenciamento do PDFLOR-PI durante o período 20092010. Também será elaborado o Plano de Ação para o período 2010-2011, abrangendo o
detalhamento e especificação das atividades a serem desenvolvidas e respectivos
orçamentos.
29
A continuidade das atividades para a implementação do Programa Florestal depende de
planejamento e de orçamento prévio, de acordo com o Plano de Ação originalmente
elaborado no documento que deu origem ao PDFLOR-PI, bem como das demandas
adicionais eventualmente geradas no desenvolvimento das atividades de gestão do
programa.
Assim, com base no Plano de Ação original e nas demandas adicionais eventualmente
geradas, durante Outubro de 2010 a STCP deverá elaborar um Plano de Ação com o
detalhamento das atividades a serem conduzidas, bem como o respectivo orçamento das
mesmas. No desenvolvimento deste Plano de Ação 2010/2011, será necessário o apoio
da SDR e da CODEVASF.
6.
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES 2009-2010
O cronograma de atividades 2009-2010 do PDFLOR-PI pode ser visto no quadro 02. Notase que até o momento já foram entregues 4 produtos: Plano de Trabalho (Produto 1), 1º
Relatório de Andamento (Produto 2), Apostila do Curso de Técnicas de Produção de Mudas
(Produto 7) e Apostila do Curso de Técnicas de Plantio de Florestas (Produto 8).
Quadro 02. Cronograma de Atividades 2009-2010 do PDFLOR-PI
Mês
Nº
Atividade
1
Planejamento e Plano de
Trabalho
1.1
Planejamento
1.2
Elaboração do Plano de
Trabalho
1.3
Produto 1: Plano de
Trabalho
2
Apoio na Gestão do
Programa
2.1
Assessoria Técnica
Especializada em
Silvicultura
2.2
Avaliação de Plantios
Demonstrativos
2.3
Ampliação das
Informações para o Banco
de Terras
2.4
Atração de Investidores
2.5
Divulgação e Promoção
do Programa Florestal
2.6
Elaboração do 1º
Relatório de Andamento
2.7
Produto 2: 1º Relatório de
Andamento
19/10
a
20/11
23/11
a
16/12
04/01
a
05/02
08/02
a
05/03
1
2
30
08/03
a
01/04
05/04
a
30/04
03/05
a
04/06
07/06
a
02/07
05/07
a
06/08
09/08
a
03/09
06/09
a
01/10
04/10
a
05/11
Mês
Nº
Atividade
2.8
Elaboração do 2º
Relatório de Andamento
2.9
Produto 3: 2º Relatório de
Andamento
2.10
Elaboração do 3º
Relatório de Andamento
2.11
Produto 4: 3º Relatório de
Andamento
2.12
Elaboração do 4º
Relatório de Andamento
2.13
Produto 5: 4º Relatório de
Andamento
2.14
Elaboração do 5º
Relatório de Andamento
2.15
Produto 6: 5º Relatório de
Andamento
3
Apostilas para os Cursos
de Treinamento
3.1
Elaboração da Apostila do
Curso de Técnicas de
Produção de Mudas
3.2
Produto 7: Apostila do
Curso de Técnicas de
Produção de Mudas
3.3
Elaboração da Apostila do
Curso de Técnicas de
Plantio de Florestas
3.4
Produto 8: Apostila do
Curso de Técnicas de
Plantio de Florestas
3.5
Elaboração da Apostila do
Curso de Técnicas de
Manejo Florestal
3.6
Produto 9: Apostila do
Curso de Técnicas de
Manejo Florestal
3.7
Elaboração da Apostila do
Curso de Modelos de
Fomento
3.8
Produto 10: Apostila do
Curso de Modelos de
Fomento
3.9
Elaboração da Apostila do
Curso de Prevenção e
Combate a Incêndios
Florestais
19/10
a
20/11
23/11
a
16/12
04/01
a
05/02
08/02
a
05/03
08/03
a
01/04
05/04
a
30/04
03/05
a
04/06
07/06
a
02/07
05/07
a
06/08
09/08
a
03/09
3
4
5
6
7
8
9
10
31
06/09
a
01/10
04/10
a
05/11
Mês
Nº
Atividade
3.10
Produto 11: Apostila do
Curso de Prevenção e
Combate a Incêndios
Florestais
4
Cursos de Capacitação e
Treinamento
4.1
Curso de Técnicas de
Produção de Mudas
4.2
Produto 12: Memórias do
Curso de Técnicas de
Produção de Mudas
4.3
Curso de Técnicas de
Plantio de Florestas
4.4
Produto 13: Memórias do
Curso de Técnicas de
Plantio de Florestas
4.5
Curso de Técnicas de
Manejo Florestal
4.6
Produto 14: Memórias do
Curso de Técnicas de
Manejo Florestal
4.7
Curso de Modelos de
Fomento
4.8
Produto 15: Memórias do
Curso de Modelos de
Fomento
4.9
Curso de Prevenção e
Combate a Incêndios
Florestais
19/10
a
20/11
23/11
a
16/12
04/01
a
05/02
08/02
a
05/03
Relatório Final e Plano
de Ação 2010-2011
5.1
Elaboração do Relatório
Final para o Período
2009-2010
5.2
Elaboração do Plano de
Ação para o Período
2010-2011
5.3
Produto 17: Relatório
Final
05/04
a
30/04
03/05
a
04/06
07/06
a
02/07
05/07
a
06/08
09/08
a
03/09
06/09
a
01/10
04/10
a
05/11
11
12
13
14
15
Produto 16: Memórias do
Curso de Prevenção e
4.10
Combate a Incêndios
Florestais
5
08/03
a
01/04
16
17
Atividade
Produto a ser Entregue
Produto Entregue
Fase
32
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