59 diverti culo de uretra femenina

Anuncio
59
DIVERTI CULO DE URETRA
FEMENINA
A propósito de 3 observaciones.
Dres. Edgar Cisneros (1), Ronald L. Monasterio y J u l i o J . Dousset
P o l i c l l n i c o San Bernardo - S a l t a
(1)
J e f e del S e r v i c i o de U r o l o g í a
El Dr. EdgarCisneros, J e f e del S e r v i c i o de Urología del Hospital San Bernardo de S a l t a , y sus colaboradores Dres. Ronald Monasterio y J u l i o Dousset, h a n e n v i a d o a nuestra
S o c i e d a d un trabajo basado en tres observac iones de d i v e r t l c u l o uretral femenino.
Definen la a f e c c i ó n como una protrusión sacular de la uretra, comunicada con el conducto por uno o varios o r i f i c i o s , la que puede ser el asiento de c o n c r e c i o n e s c a l c u l o sas como patología a ñ a d i d a . S e ñ a l a n que su o c u r r e n c i a es poco f r e c u e n t e , a l punto que
hasta 1939, según transcripción de F o u c h e r , no llegaban a 100 las observaciones a p a r e cidas en la b i b l i o g r a f í a mundial. S i bien es c i e r t o que con posterioridad ésta cifra ha
sido ampliada en forma c o n s i d e r a b l e , c o n v i e n e asimismo hacer notar que es un proceso
más común que lo que hacen presumir las p u b l i c a c i o n e s a su respecto. He aquí e l interés primero del trabajo c u y o relato se me ha encomendado, y he a c e p t a d o con p l a c e r .
Estoy seguro de que muchos de los asistentes a esta reunión se han visto abocados a
atender casos similares, simples o c o m p l i c a d o s , como personalmente me ha s u c e d i d o ,
sin referirlos. Y bien hubiera v a l i d o la pena h a c e r l o por e l solo recuerdo de enfermas,
generalmente entre treinta y cuarenta y c i n c o años de e d a d , que arrastran largamente
síntomas a v e c e s muy molestos, sin que se presienta en e l l a s la existencia de un d i v e r tlculo uretral. N o obstante tratarse de un p a d e c i m i e n t o d e concreta u b i c a c i ó n u r i n a r i a ,
no es nada raro que las enfermas consu Iten primeramente a ginecólogos y pasen por tratamientos tan diversos como inefectivos hasta que a p a r e c e una tumoración palpable en
la pared v a g i n a l a n t e r i o r , de donde se escurre s e c r e c i ó n purulenta a l e x p r i m i r l a , o un
urólogo consultado se v a l e pronto de exámenes uretrogróficos y panendoscópicos
que
a c l a r e n las cosas. Y aún asi e l diagnóstico puede presentar d i f i c u l t a d e s porque los orificios comunicantes, testimonios de la lesión d i v e r t i c u l a r , pueden ser invisibles por su
pequeñez, o no estar donde se les busca. Dolor u r e t r o p e r i n e a l , d i s u r i a , u r g e n c i a , piur í a , intimidación por dolor en e l e j e r c i c i o s e x u a l , suelen ser los fenómenos h a b i t u a l e s ,
rebeldes, o con v a r i a b l e s remitencias. Cuando
los signos ostensibles f a l t a n , y cuando
los recursos empleados para tratar una posible cistitis o una g i n e c o p a t l a c a u s a l , han
fracasado, se cruza la idea de que él disturbio proceda de choques emocionales u otra
suerte de a l t e r a c i o n e s p s i c o p á t i c a s , con la consiguiente d e r i v a c i ó n a los entendidos en
ese ramo.
La formación c a l c u l o s a en éstos d i v e r t l c u l o s no es un h a l l a z g o común. De los tres casos
presentados por los c o m u n i c a n t e s , dos c á l c u l o s fueron extraídos en uno, y c u a t r o e n otro.
Por a ñ a d i d u r a , en e I d i v e r t l c u l o deI caso no l i t i á s i c o , comprobaron
un tabique s a g i t a l , que lo h a c i a b i s a c u l a d o .
la e x i s t e n c i a de
A c e r c a de su etiopatogenia y a n a t o m l a p a t o l ó g i c a , los comunicantes reproducen la dis-
c r i m i n a c i ó n v i g e n t e que los d i v i d e en congénitos y adquiridos, y en falsos y verdaderos, c u y o interés es puramente a c a d é m i c o .
O b v i a m e n t e e l tratamiento es por esencia q u i r ú r g i c o , pero los autores admiten la pos i b i l i d a d de resolver los de pequeño volumen a través de una resección e n d o s c ó p i c a .
60
DRES. E. CISNEROS, R MONASTERIO Y J . DOUSSET
D I V E R T 1 C U L O DE U R E T R A
FEMENINA
S e e n t i e n d e por d i v e r f í c u i o de uretra o una protrusión de forma s a c u l a r , en comunicac i ó n con la luz de la misma, por uno o varios o r i f i c i o s que puede contener en su in-
terior elementos calculosos. Se habla de d i v e r t l c u l o s verdaderos cuando en su consti-
tución p a r t i c i p a n todas las capas uretrales y de falso o s e u d o d i v e r t l c u l o cuando en su
formación falta alguna de e l l a s , éstos últimos están constituidos habitualmente ú n i c a -
mente por la mucosa. Esta c l a s i f i c a c i ó n no tiene mayor i m p o r t a n c i a , pues en un d i v e r -
f í c u i o verdadero como c o n s e c u e n c i a de u l c e r a c i ó n producida por d e c ú b i t o de un c á l -
c u l o puede desaparecer el e p i t e l i o , de
la misma manera que uno carente de mucosa
puede ser recubierto por una p r o l i f e r a c i ó n de c é l u l a s e p i t e l i a l e s de la uretra (5). Los
d i v e r t l c u l o s uretrales pueden presentarse e n ambos sexos, siendo más frecuentes en e l
femenino, constituyendo ¡unto con la litiásis d i v e r t i c u l a r una a f e c c i ó n poco frecuente. En el país la primera observación publicada pertenece a l Dr. J o s é M . C a b a l l e r o en
e l año 1915 (4). Hasta e l año 1939.según Foucher no llegaban a 100 las observaciones
en la b i b l i o g r a f í a mundial (5). Desde 1890 a 1949 hubieron únicamente 30 casos en e l
hospital J o h n Hopkins que fueron publicados por W a r t h o n y Dearns (1). En nuestro país
Arenas en el año 1960 p u b l i c a 5 casos.
Es una a f e c c i ó n de la Edad media d é l a vida,, habitualmente en pacientes casadas y con
hijos (5). Se admite que su origen puede ser c o n g é n i t o o adquirido. En e l primer caso
a p a r e c e r í a n después de la rotura de un quiete periuretral o en conductos de G a r t n e r y
W o l f f . Los adquiridos podrían originarse por i n f e c c i ó n de glándulas parauretrales, es-
trecheces o lesiones instrumenta les, siendo muy d i f í c i l en la p r á c t i c a poderlos d i f e r e n -
c i a r (1-5).
Por sus c a r a c t e r í s t i c a s anatómicas y funcionales es poco f a c t i b l e la d e t e n c i ó n o la for-
mación autóctona de una litiásis en la uretra f e m e n i n a , habitualmente éstas c o n c r e c i o nes son migradoras, al menos e l n ú c l e o de o r i g e n , pero también existen las de formac i ó n in situ. En e l primer caso su origen se remonta a l a v e j i g a
o vías urinarias superio-
res y a l pretender franquear la uretra son detenidos en formaciones anatómicas o patológicas de la misma: d i v e r f í c u i o , u r e t r o c e l e , estrecheces inflamatorias (4).
L a S i n t o m a t o l o g l a es muy v a r i a b l e predominando netamente la d i s u r i a , más o menos in-
tensa y que en ocasiones puede llegar a la r e t e n c i ó n aguda c o m p l e t a , como sucede en
e l caso de d i v e r t l c u l o s ocupados por c á l c u l o s que pueden sufrir procesos inflamatorios
con intenso edema de la mucosa uretral. En otras oportunidades se pueden manifestar
por c i s t i t i s , p o l a q u i u r i a , dispareunia, e t c .
C u a n d o tienen s u f i c i e n t e tamaño, e l t a c t o v a g i n a l
r e v e l a una tumoraciónde la pared
anterior de la v a g i n a , ubicada en la linea m e d i a , c e r c a del meato u r e t r a l , doloroso,
r e d u c t i b l e y que cuando c o n t i e n e c á l c u l o s presenta la c r e p i t a c i ó n c a r a c t e r í s t i c a pro-
ducida por e l roce de las c o n c r e c i o n e s . Establecida
¡a presunción de d i v e r f í c u i o con
litiásis, se puede r e a l i z a r una radiografía d i r e c t a de uretra, que muestra como en nues-
tro caso N ° 3 ( F i g . 1) los elementos calculosos.
El Diagnóstico D i f e r e n c i a l puede hacerse c o n e i c i s t o c e l e , quiste de G a r t n e r , quistes
las glándulas de S k e n e , absceso suburetral, e t c .
En cuanto al Tratamiento es eminentemente q u i r ú r g i c o , siendo de e l e c c i ó n ¡a d i s e c c i ó n
anatómica con resección de todo e l saco. En algunas oportunidades en que es muy pequeño basta con la resección endoscópica (5).
Casuística :
I o C . M . de 63 años, a r g e n t i n a , c a s a d a , labores domésticas, H . C . N ° 4603.
P c ' i c l l n i c o S a n Bernardo - S a l t a . Ingresó e l 11-1-61.
Antecedentes de la enfermedad a c t u a l : Desde enero de 1956 sensación de ardor y pesa-
d e z en la región g e n i t a l . Posteriormente nota en la v a g i n a una tumoración que aumenta
de tamaño con e l esfuerzo y la estación de p i é .
61
DIVERTICULO DE URETRA FEMENINA
Antecede rites familiares y personales: 13 embarazos.
Estado a c t u a l : Buen estado g e n e r a l , a f e b r i l ,
lúcida.
Exámen ginecológico: Se tacta en pared anterior de la vagina en la zona próxima al
meato, una tumoración redondeada, del tamaño de un huevo de perdiz, discretamente
doloroso, irregular y crepitante.
O p e r a c i ó n 4-2-61. Anestesia general. Incisión longitudinal en pared vaginal anterior.
Disección de la mucosa y fascia v é s i c o v a g i n a l . Liberación del d i v e r t l c u l o , apertura y
extracción de 4 cálculos. Resección del mismo. Se cierra haciendo un primer plano de
mucosa uretral sobre sonda, luego fascia vésicovaginal y por último pared v a g i n a l .
Evolución postoperatoria; Sin complicaciones. C i c a t r i z a c i ó n por primera. Se retiró la
sonda a l 10° d í a . A l t a 26-1-61.
2 o C . G . de 49 años, argentina, casada, labores domésticas. H . C . N
19879.
P o l i c l l n i c o San Bernardo - S a l t a . Ingresó el 29-10-64.
Antecedentes de la enfermedad a c t u a l : Comienza en J u l i o de 1964 con polaquiuria,
disuria y ardor m i c c i o n a l .
Antecedentes familiares y personales: O p e r a d a de quiste de ovario en 1952. Ha tenido 4 embarazos y partos normales.
Estado a c t u a l : Buen estado general.
Exómen g i n e c o l ó g i c o : Se tacta en 1/3 medio de pared v a g i n a l anterior una tumoración
del tamaño de una n u e z , de superficie lisa, indolora. A
la presión digital se elimina
orina clara por uretra. El tacto sobre beniqué revela que la pared estó muy a d e l g a z a d a .
O p e r a c i ó n 4-11-64. Anestesia general. Incisión longitudinal sobre pared anterior de
vagina. Disección de |a bolsa d i v e r t i c u l a r que se extirpa
luego de abrirla en la linea
media. Cierre de la pared uretral y mucosa v a g i n a l anterior. Sonda permanente.
Evolución postoperatoria: Sin complicaciones. Se retira la sonda uretral a l 10° d í a .
Alta el 15-11-64.
3 o M . D . de C . de 77 años, argentina, casada. H. C . N °
11614.
P o l i c l l n i c o San Bernardo - S a l t a . Ingresó e l 30-5-67.
Antecedentes de la enfermedad a c t u a l : La enfermedad se i n i c i a hace 3 años con la
aparición de disuria, dolor m i c c i o n a l . H a c e 1 año hematuria.
Antecedentes familiares y personales: En 1966 operada de hernia inguinal. Dos embarazos y 2 partos normales.
Estado a c t u a l : Buen estado general.
Exómen g i n e c o l ó g i c o : M e a t o uretral pálido. En pared anterior de vagina y en toda la
uretra v a g i n a l , se tacta una tumoración a l a r g a d a , fusiforme, doloroso a l tacto y crepitante.
O p e r a c i ó n 13-6-67. Anestesia general. Incisión longitudinal resecando un rombo de
pared vaginal anterior. Disección de la mucosa. Incisión longitudinal de la fascia v é -
sicovaginal y disección de la misma. Incisión longitudinal de la pared del d i v e r t l c u lo y extracción de 2 cálculos. (Fíg. 2). El d i v e r t l c u l o tiene un tabique anteroposferior
que lo d i v i d e en 2 partes Disección y resección del mismo. C i e r r e en 3 planes: pared
posterior de uretra sobre sonda, fascia vésicovaginal y mucosa v a g i n a l . Sonda permanente: Taponaje.
Evolución postoperatoria: Sin complicaciones. Se retira la sonda al 10° d í a .
A l t a el 21-6-67.
Resumen :
Se presentan 3 casos de d i v e r t l c u l o de uretra femenina. Dos de ellos es-
tuvieron asociados con litiósis. Los 3 en pacientes casados y con hijos.
62
ORES. E. CISNEROS, R. MONASTERIO Y J . DOUSSET
Fig. 1-Rx. directa de uretra
Fig.2- Foto de los c á l c u l o s del caso 3 o
BIBLIOGRAFIA
1) Arenas N . , Pasi P. L. M . ,
López Figueroa R.,
" D i v e r f í c u i o de uretra f e m e n i n a " .
Pren med argent. 47: 527,
1960.
2) Arenas N . , Tordera H . , C o l l A . ,
" D i v e r t l c u l o de uretra con l i t i á s i s " .
N o v e n a s Jornadas Rioplatenses de O b s t y G i n e c o l o g . , 82-84,
1951.
3) Bardini R. N . ,
" U r e t r o c e l e , c á l c u l o grande, fístula u r e t r o v a g i n a l , o p e r a c i ó n , c u r a c i ó n por primera"
R e v . argén, u r o l o g . , 22; 76, 1953.
4) Comotto C . , Berri H . , C a r t e l I i
N.,
" G r a n c á l c u l o d i v e r t i c u l a r de uretra f e m e n i n a " .
R e v . argent. u r o l o g . ,
106, 1946,
5) Herbut P. H . ,
' " " ^ v e r t l c u l o de u r e t r a " .
Patología u r o l ó g i c a , Ed. S a l v t ,
1959, póg. 44.
6) M a c Kinnon M . , Prat J . H . , Poel T. L . ,
" D i v e r t i c u l u m of the female u r e t h r a " .
Surg. C l i n . N . A . , 39: 953,
1959.
7) W a r d J . M . , Draper J . W . , Towell H. M . M , ,
"Diagnosis and treatment of urethral d i v e r t i c u l a in the f e m a l e " .
Surg. G i n e c . O b s t . , 125: 1293, 1967.
Descargar
Fichas aleatorios
Prueba

4 Tarjetas Arthas Quinzel

test cards set

10 Tarjetas Антон piter

tarjeta del programa pfizer norvasc

0 Tarjetas joseyepezsumino

free fire garena

1 Tarjetas Rene Jonathan Ramos Reyes

sistemas educativos

17 Tarjetas Lizbet Sánchez Licea

Crear fichas