A PROCRIAÇÃO E O INTERESSE DA RES PUBLICA

Anuncio
HELMUT STEINWASCHER NETO
A PROCRIAÇÃO E O INTERESSE DA RES PUBLICA:
UMA ANÁLISE DAS LEIS MATRIMONIAIS DE AUGUSTO
Dissertação de Mestrado apresentada
ao Departamento de Direito Civil da
Faculdade de Direito da Universidade
de São Paulo, como requisito parcial
para a obtenção de grau de Mestre,
sob a orientação do Prof. Dr. Hélcio
Maciel França Madeira.
Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
São Paulo
2012
RESUMO
O presente trabalho pretende apresentar um estudo das denominadas leis
matrimoniais de Augusto à luz do interesse público, proposto como critério históricojurídico para expor e auxiliar a compreensão dos tão multifacetados quanto fragmentados
textos que a nós chegaram.
Conhecidos assim, por diversos estudos notórios (de FERRINI, JÖRS, BOUCHÉLECLERCQ, NARDI, SOLAZZI, GAUDEMET, ORESTANO, DALLA, VOLTERRA, ASTOLFI,
ZABȽOCKA, SPAGNUOLO VIGORITA) os escopos demográficos, moralizantes, matrimoniais,
fiscais ou caducários, protetivos das ordens romanas, religiosos e outros, adotou-se
metodologicamente a procreatio como um instituto propício, dada a sua natureza
interdisciplinar e, ao mesmo tempo, um dos fundamenta rei publicae. Ou seja, os diversos
assuntos inclusos na complexa legislação de Augusto são apresentados a partir deste que se
apresenta como o mais genérico e recorrente interesse da res publica.
Na primeira parte do trabalho, faz-se a análise terminológica de procreatio e sua
relação com a temática jurídica referente ao assunto (ius naturale, familia, matrimonium
legitimum, ordines, civitas). Também se apresenta um estudo da expressão liberorum
quaerendorum [procreandorum] causa que indicava a procriação como principal
finalidade do matrimônio.
Na segunda parte, como corte temporal ao trabalho, propõe-se uma periodização
apropriada especificamente à procreatio, desde as origens de Roma até o auge da
predominância da utilitas publica sobre o instituto, ocorrido com a promulgação das leis
matrimoniais, razão final do presente estudo.
Da análise das fontes literárias e jurídicas pertinentes a cada um dos períodos
propostos, extraíram-se importantes consequências para a compreensão dos fenômenos e
conceitos que exerceram influência nas politicas militares, censórias e imperiais. Conceitos
como de nequitia, mali mores, matrimônio, materfamilias, adultério, stuprum, capacitas
sucessória, ius liberorum e dote, harmonizaram-se em uma unidade histórica.
RIASSUNTO
Questo lavoro oggettiva sviluppare um studio delle cosidette leggi matrimoniali di
Augusto alla luce dell’interesse pubblico, proposto come critério storico-giuridico per
esporre e ausiliare la comprensione degli abbastanza multifacettati e frammentari testi che
ci sono arrivati.
Conosciuti, così, per diversi studii di notorietà (di FERRINI, JÖRS, BOUCHÉLECLERCQ, NARDI, SOLAZZI, GAUDEMET, ORESTANO, DALLA, VOLTERRA, ASTOLFI,
ZABȽOCKA, SPAGNUOLO VIGORITA) gli scoppi demografici, moralizanti, matrimoniali,
fiscali oppure caducarii, protettivi delle ordine romane, religiosi ed altri, si è adopperato in
linea di método la procreatio come un istituto propicio, data la sua natura interdisciplinare
e, allo stesso tempo, uno dei fundamenta rei publicae. Ossia, i diversi temi inclusi nella
complessa legislazione di Augusto sono presentati a partire di questo che si presenta come
il più generico e ricorrente interesse della res publica.
Nella prima parte del lavoro, si fa l’indagine terminológica di procreatio ed il suo
rapporto colla tematica giuridica riguardanti il tema (ius naturale, familia, matrimonium
legitimum, ordines, civitas). Si presenta pure uno studio dell’espressione liberorum
quaerendorum [procreandorum] che indicava la procreazione come il principale fine del
matrimonio.
Nella seconda parte, come limite temporale del lavoro, si propone uma
periodizazzione adatta specificamente alla procreatio, dalle origini di Roma fino
all’apogeo della prevalenza dell’utilitas publica sull’istituto, averata colla promulgazione
delle leggi matrimoniali, raggione finale di questo studio.
Dell’indagine delle fonti letterarie e giuridiche riguardanti ciascuno dei periodi
proposti, si sono tolte rilevanti conseguenze per la comprensione dei fenomeni e concetti
che hanno influenzato le politiche militari, censorie ed imperiali. Concetti come nequitia,
mali mores, matrimonio, materfamilias, adulterio, stuprum, capacitas sucessoria, ius
liberorum e dote, si sono armonizzati in una unità storica.
INTRODUÇÃO
Pretende-se salientar nesta pesquisa o impacto jurídico ocasionado pelas Leis
Matrimoniais de Augusto na concepção romana de casamento, em especial a importância
da “procriação” na estrutura1 do matrimônio.
O direito e o dever à prole, como um interesse juridicamente protegido, escapam
em geral da análise dos pesquisadores, enquanto se trata de elementos híbridos, entre o
direito público e o direito privado, realidade que se deduz da igualmente complexa noção
de matrimônio, do qual derivam.
A procriação pode interessar ao Estado tanto no sentido de proporcionar um
aumento demográfico, como no sentido de favorecer o casamento. Nos dias de hoje, a
exemplo disso, muitos governos, principalmente dos países europeus, preocupam-se com a
baixa taxa de natalidade e procuram conceder prêmios e benefícios jurídicos às famílias
com grande número de filhos. Muitas populações estão “envelhecidas”, com consequente
estreitamento da faixa etária dos jovens.
Outros países, por outro lado, enfrentam o problema da superpopulação, como a
China, que adota rigorosas medidas de planejamento familiar.
Esta intervenção pública no casamento e na procriação pode, ainda hoje, determinar
diferenças de impostos entre casados e não-casados, impondo regimes tributários diversos
a solteiros, viúvos ou aos que não tem filhos. Pode, igualmente, estabelecer quotas de
filhos para concessão de isenções e imunidades fiscais ou, ao contrário, para punir.2
O objetivo principal desta pesquisa será esclarecer e analisar as principais
alterações ocorridas em relação à procriação e ao interesse do “Estado” romano, sobretudo
no período clássico, com a promulgação das Leis Matrimonias de Augusto, além de
realizar um reexame do antigo conceito de matrimônio em Roma.
A constituição da família romana tem relação direta com o seu papel de unidade
social fundada no matrimônio. O início da educação de um romano, realizado dentro da
1
A expressão “estrutura” do matrimônio tem sido utilizada por inúmeros autores, dentre os quais, citamos A.
GUARINO, Diritto privato romano, 12ªed., Napoli, Jovene, 2001; R. ORESTANO, La struttura giuridica del
matrimonio romano – Dal Diritto Classico al Diritto Giustinianeo, Milano, Giuffrè, 1951; R. ASTOLFI, Il
matrimonio nel diritto romano preclassico, Padova, CEDAM, 2000.
2
No Brasil este tema praticamente não foi explorado, embora tenha sido a ele dedicado um precursor e
visionário título (“A Procriação e o Interesse do Estado”) na obra de F.C. PONTES DE MIRANDA, Tratado de
Direito de Família, vol.1, 3ª ed., São Paulo, Max Limonad, 1947, pp.95-96. O título que ora se oferece, “A
família, tomava nos hábitos dos antepassados (mores maiorum) o ideal pedagógico
perseguido. Esta unidade, prejudicada com o relaxamento de alguns costumes romanos,
principalmente a partir da Segunda Guerra Púnica, abalou profundamente a estrutura
familiar entre o final da República e o início do Principado.
Na primeira parte desta pesquisa, faz-se uma análise da terminologia de procreatio
e de outros termos vinculados à procriação e à prole: proles, suboles, soboles, liber,
impubes, gentes.
No capítulo segundo, sobre a temática jurídica referente à procreatio, recolhem-se
os diversos temas recorrentes nas fontes romanas, em que esta assume uma posição de
“princípio e fim” (ao ius naturale) ou de “elemento formador e fundamento” (à familia, ao
matrimonium legitimum, aos ordines e à civitas).
O conceito de matrimônio, à luz da interpretação da História do Direito Romano,
não pode prescindir do estudo sobre a fórmula presente nos inúmeros textos literários (e
alguns poucos, jurídicos) para indicar a procriação como a finalidade precípua do
matrimônio romano: liberorum quaerendorum [procreandorum] causa.
Na segunda parte da pesquisa, propõe-se uma periodização sobre o interesse da res
publica romana na procriação, que sofreu diversas alterações desde as origens régias até o
principado. Guerras de conquista, invasões, guerras civis são algumas das conjunturas que
promovem o interesse no aumento demográfico, seja para nutrir exércitos, seja para repor a
queda populacional (das classes senatorial e equestre). Dois períodos salientam-se: um,
anterior à promulgação das Leis Matrimoniais (Demográficas, Caducárias) de Augusto,
ainda incerto, não teorizado; outro, posterior, o denominado “período da unidade
conceitual" das Leis Matrimoniais de Augusto, já conscientemente manipulado pelos
retores e juristas.
A res publica parece interferir na autonomia dos patres na composição de suas
famílias em algumas situações de crises, sejam elas econômicas, militares, morais,
políticas ou demográficas. No caso das Leis matrimoniais de Augusto, oscilam as
interpretações entre a proteção dos interesses da sociedade (utilitas publica), o combate à
degradação dos costumes e o declínio populacional.
A reconstituição histórica do conteúdo e das finalidades de cada uma dessas leis
sob o critério da utilitas rei publicae permitiu, nisi fallor, além de servir à seleção e
apresentação das referidas interpretações, oferecer ao tema uma nova contribuição.
procriação e o interesse da res publica: uma análise das leis matrimoniais de Augusto” foi, pois, inteiramente
nessa obra inspirado.
PARTE III – CONCLUSÕES
A procriação e a affectio maritalis eram elementos de suma importância para a
existência do matrimônio romano. De acordo com o estoicismo, escola que influenciou
grande parte das interpretações dos juristas romanos que trataram o assunto, a principal
finalidade do matrimônio e o dever público de todo cidadão era a procriação de uma
grande quantidade de filhos (indicada pela fórmula liberorum procreandorum causa).
Desde as origens da cidade de Roma e no decorrer de toda a sua História,
matrimônio e procriação foram incentivados pela “propaganda oficial” do “Estado”
romano.
No princípio da Urbs, a procriação foi estabelecida pelos mores maiorum (costumes
dos antepassados). A primeira forma de intervenção pública de incentivo à procriação,
ocorreu na Realeza, com a finalidade de aumentar o exército. Esse controle ocorreu por
meio dos censores, a fim de que os matrimônios não se desviassem da sua principal
finalidade natural, ou seja, da procriação.
Nos dois últimos séculos da República, em decorrência do desregramento social e
das inúmeras guerras, torna-se maior a preocupação dos censores com o aumento da
população, como demonstra, por exemplo, a Oratio pronunciada em 131 a.C. por Quinto
Metelo Macedônico.
A filiação numerosa sempre foi um elemento essencial para o crescimento da
civitas e da força político-militar romana.
É bem provável que a reforma moral familiar de Augusto (morum legumque
regimen), em relação principalmente ao incentivo no aumento do número de matrimônios e
de filhos, tenha se iniciado já em 28/27 a.C., nos primeiros anos do Principado, quando
houve uma tentativa de promulgação de uma lex publica (lei comicial ou plebiscito).
Não se sabe ao certo se foi apenas um projeto de lei ou uma lei promulgada e logo
em seguida ab-rogada (lex edicta, depois sublata).
Por sua severidade, esta lex edicta gerou uma reação negativa das classes
dominantes.
Esta reforma era necessária em virtude dos danos, tanto ético-morais, quanto
demográficos, que as Guerras Civis do final da República provocaram na sociedade
romana. A reforma ético-matrimonial (e principalmente demográfica) de Augusto teve a
função de manter a estabilidade do Império e garantir uma posição de supremacia políticoeconômica aos romano-itálicos sobre os provinciais.
Em 19 a.C., ao receber do senado e do populus Romanus a censoria potestas,
Augusto exerceu a mesma tarefa dos censores republicanos, ou seja, o regimen morum (a
vigilância dos costumes), examinando a quantidade de filhos, o patrimônio e os hábitos,
principalmente dos membros das classes senatorial e equestre.
Gradualmente, por meio de inúmeras revisões, Augusto promulgou a lex Iulia de
maritandis ordinibus (em 23 de maio de 17 a.C.) e a lex Iulia de adulteriis coercendis no
mesmo ano.
É possível estabelecer três escopos principais na Legislação Matrimonial de
Augusto:
(a) o aumento demográfico do Populus Romanus, principalmente das classes mais
poderosas e ricas (classes senatorial e equestre), que sofreram um forte declínio
em virtude das Guerras Civis e perturbações sociais do final da República;
(b) incentivo ao matrimônio legítimo. Os dispositivos previam a proteção da
dignidade do matrimônio e dos esponsais, com normas que excluíam atos
contrários ou impeditivos à constituição do matrimônio;
(c) a reforma dos costumes e da moralidade na familia romana (seminarium rei
publicae) vinculada à sua tutela patrimonial.
O aumento demográfico dos cidadãos romanos obtém-se com o estímulo ao
matrimônio legítimo (iustae nuptiae) e o dever de procriação como uma utilitas publica.
Por isso, àqueles que tivessem uma prole numerosa eram atribuídos inúmeros prêmios e
vantagens legais.
Em virtude da importante reforma ético-demográfica que realizou, as leis
matrimoniais foram denominadas, no III século d.C., fundamenta rei publicae.
Aqueles que tinham o dever de ter filhos também estavam obrigados a contrair um
iustum matrimonium: os homens entre os 25 e os 60 anos e as mulheres entre os 20 e os 50
anos. Os limites de idade superiores foram estabecidos pela presunção de que o homem
com mais de 60 anos e a mulher com mais de 50, não têm a capacidade para procriar.
Não sofriam qualquer sanção ou penalidade os cônjuges que estivessem abaixo ou
acima desta faixa etária estabelecida pela lex Iulia de maritandis ordinibus (homens
menores de 25 e maiores de 60; mulheres menores de 20 e maiores de 50).
Apesar da crise econômica no último período do principado de Augusto, não é
possível sustentar que o princeps buscasse, com a promulgação das Leis Matrimoniais, um
meio para aumentar as rendas do “Estado”. As classes que obtêm maiores privilégios
políticos e econômicos também devem contribuir mais com as despesas do “Estado” e por
isso sofrem sanções mais rígidas da lex Papia.
No decorrer do Principado, principalmente a partir de Nero, observa-se que,
progressivamente, a legislação imperial subordina o escopo demográfico ao fiscal. A
jurisprudência, por outro lado, procura limitar esta finalidade fiscal, principalmente a
atividade prejudicial dos delatores.
A lex Iulia et Papia utilizou-se de noções e termos técnicos, criados por leis
republicanas (Furia, Voconia), para adaptá-los às necessidades políticas e legislativas que
pretendia alcançar, como a figura da capacitas e o elenco das exceptae personae.
Apesar da difícil tarefa de identificar quais normas pertencem a cada uma das Leis
matrimoniais, algumas disposições podem ser identificadas, estudadas isoladamente e
atribuídas a uma determinada lei.
Augusto, ao promulgar a lex Iulia de maritandis ordinibus e proteger a dignidade
familiar, estabeleceu taxativamente alguns impedimentos matrimoniais aos senadores em
linha reta até o terceiro grau, divididos em duas categorias principais:
1) É proibido casar-se com a liberta;
2) É probido casar-se com as atrizes (scaenica), ex-atrizes e seus descendentes, a
prostituta e a alcoviteira (lena), ou seja, as denominadas feminae probrosae.
O legislador preocupou-se também com a dignidade social e a família dos libertos,
além de incentivar o seu matrimônio e a sua prole numerosa. O matrimônio entre ingênuos
e libertos foi considerado legítimo.
A lex Iulia de maritandis ordinibus estabelecia que, após o divórcio invito patrono,
ou seja, contra a vontade do patrono, a liberta não poderia contrair um novo matrimônio,
pois o vínculo perdurava de acordo com o ius civile e a liberta perdia o connubium.
Quanto às vantagens no ius publicum, a lex Iulia de maritandis ordinibus,
provavelmente em seu capítulo VII, estabelecia a procriação como critério para acelerar o
cursus honorum dos candidatos que tivessem mais filhos e as preferências para assumirem
os cargos públicos. O critério da ancianidade foi substituído pelo da prole numerosa.
A lex Iulia de maritandis ordinibus introduziu a figura do delator, ou seja, qualquer
cidadão romano que, em nome do Aerarium (depois do Fisco), por meio da vindicatio
caducorum, poderia obter como prêmio, em caso de vitória na lide, a metade dos bens
reivindicados ou do seu valor, daqueles que não estivessem de acordo com as suas
disposições.
Além disso, a lex Iulia de maritandis ordinibus manifestou a utilitas publica na
proteção do aspecto econômico e da estabilidade social nas famílias, ao determinar a
obrigatoriedade da instituição do dote no matrimônio e aumentar os direitos da uxor sobre
os bens dotais. Esta lei estabeleceu que o paterfamilias não poderia dissolver o matrimônio
dos filhos sem uma justa causa, ou seja, fez restrições à patria potestas.
É provável que pertencesse à mesma lei a regra que isenta a liberta casada com o
consenso do patrono de prestar as operae oficiales.
Em 17 a.C. foi promulgada a lex Iulia de adulteriis coercendis, cujo objetivo
principal era restaurar moralmente a família, com sanções de natureza pública e privada.
Combatia o adultério, o stuprum e o lenocínio com mulheres ingênuas honestas (nubentes e
viúvas), considerando-os como crimina.
Algumas mulheres (principalmente as feminae probrosae) estavam dispensadas da
lei, pois com elas não se cometia stuprum: as escravas, as prostitutas, as atrizes e exatrizes, as alcoviteiras e as mulheres condenadas por adultério.
Esta lei proibia que o marido matasse a esposa surpreendida em flagrante adultério,
estabelecendo que ele deveria repudiá-la, sob pena de ser acusado por lenocinium se
continuasse a conviver com ela. Ele deveria processar a esposa adúltera o mais rápido
possível.
As penas estabelecidas eram graves: a relegatio in insulam e o confisco parcial dos
bens. Além disso, a adúltera tornava-se infame e não poderia mais casar-se de acordo com
o ius civile (perda do conubium).
É provável que uma lei matrimonial tenha sido promulgada em 4 d.C., mais severa
que a lex Iulia de maritandis ordinibus e cuja aplicação foi suspensa primeiro por três anos
e depois por mais dois. Esta dilação se justificaria pelos constantes protestos das classes
senatorial e equestre devido à rigidez excessiva desta nova lei.
A lex Papia Poppaea, promulgada em 9 d.C., atribuia recompensas e prêmios aos
pais com prole numerosa, decorrentes do ius liberorum e repetiu muitas disposições da lex
Iulia de maritandis ordinibus.
Dentre as suas principais disposições, o ius liberorum era um prêmio à fecundidade
atribuído aos homens com filhos e às mulheres ingênuas com três filhos e libertas com
quatro filhos. Dentre as vantagens, este direito dispensava as mulheres da tutela mulierum
e das sanções da Lei Vocônia; assegurava aos patres a capacitas sucessória testamentária
total e dava direito aos bona caduca; garantia vantagens nas eleições e nos cargos públicos;
ampliava ou restringia os direitos sucessórios dos patronos de acordo com a quantidade de
filhos por ele procriados e pelo liberto (os direitos sucessórios dos patronos e dos libertos
estavam subordinados à procriação e à quantidade de filhos).
Não se exigia, para a obtenção do ius liberorum, que os filhos permanecessem
vivos, mas que nascessem vivos (vitalidade). A lei exige filhos legítimos para que os pais
tenham direito aos benefícios do ius liberorum.
Os filhos adotivos eram contados da mesma forma que os filhos naturais, para que
os pais gozassem das vantagens da Legislação Matrimonial.
Quanto aos direitos sucessórios, a lex Papia Poppaea mantém o ius antiquum para
as sucessões ab intestato, mas modifica o regime em relação às sucessões testamentárias.
Para incentivar a procriação, a legislação matrimonial estabeleceu um sistema de
sanção indireta, baseado principalmente na incapacidade sucessória testamentária (total ou
parcial), por meio de prêmios aos casados com filhos e determinando penalidades
patrimoniais e limitações aos caelibes e aos orbi (cônjuges sem filhos).
Os caelebs eram os homens não casados e sem filhos (dentro da faixa de idade
entre os vinte e cinco e os sessenta anos para os homens e entre os vinte e os cinquenta
anos para as mulheres) que sofriam inúmeras sanções sucessórias e de direito público da
legislação matrimonial de Augusto: (a) se eles não se casassem ou contraíssem esponsais
dentro de cem dias (cretio) não poderiam adquirir a herança ou o legado, prazo contado a
partir da delatio hereditatis; (b) não poderiam adquirir a sucessão testamentária (tanto a
título universal quanto particular), pois não tinham a solidi capacitas (poderiam suceder
apenas ab intestato); (c) não podiam assistir espetáculos públicos; (d) não tinham a
prioridade para assumir cargos públicos.
Os orbi poderiam receber apenas a metade dos legados e heranças.
Os bens eram retirados daqueles que não tivessem filhos (caelibes e orbi) e
destinados, primeiramente, segundo o ius antiquum, aos outros herdeiros com filhos
(parentes até o terceiro grau, co-herdeiro ou co-legatário coniunctus, sucessores ab
intestato) e, na ausência destes, ao Aerarium (depois ao Fisco), como bona vacantia.
A lex Papia Poppaea é destinada não apenas a completar, mas também a corrigir a
lex Iulia de maritandis ordinibus. Ela ampliou o rigor da lex Iulia de maritandis ordinibus,
o que gerou a aversão das classes mais ricas e prejudicadas pelos delatores, principalmente
a aristocracia senatorial. As sanções estabelecidas pela lex Iulia et Papia eram
principalmente de ordem econômica e incindiam especialmente sobre as classes mais
privilegiadas.
Na realização do programa político de Augusto para reformar os costumes (mores
maiorum), tanto a lex Iulia quanto a lex Papia vinculavam-se harmonicamente com outras
medidas legais, especialmente com a lex Aelia Sentia e com a lex Iulia de adulteriis.
Deves-se descartar a opinião de que a lex Iulia et Papia e a lex Aelia Sentia foram
leis que procuraram obter uma “pureza racial” romana ao estabeleceram um controle das
manumissões, pois o ius civile sempre reconheceu a importância dos libertos na sociedade
e sua participação na gestão econômica e administrativa e em inúmeros casos concedeulhes a cidadania romana.
Alguns temas, como o concubinato, impedimentos de doações mortis causa, a
indignitas, os limites da restituição do dote, as retenções propter liberos e propter mores,
apesar dos inúmeros comentários jurisprudenciais referentes à lex Iulia et Papia, não foram
tratados por ela expressamente.
Na época de Tibério, a lex Papia Poppaea sofreu um abrandamento, enquanto a lex
Iulia de adulteriis tornou-se mais rígida. Tibério aumentou a punibilidade aos casos já
previstos na lex Iulia de adulteriis e ampliou a sua aplicação para novas situações. Parece
ter ocorrido um relaxamento da aplicação da legislação matrimonial e de outros
senatusconsultos relativos, sob Calígula e Nero.
É possível perceber uma continuidade lógica entre os senatusconsultos Persiciano
(34 d.C.), Claudiano (52 d.C.) e o Calvisiano (61 d.C.) e as leis matrimoniais de Augusto,
pois corrigiram e aprimoraram, de acordo com a utilitas publica, os dispositivos da
legislação do início do principado relativos às justas núpcias e à procriação.
Não é possível defender uma total ineficácia das leis matrimoniais de Augusto ou
uma aplicação de seus dispositivos em um curto espaço temporal. Muitos foram os
comentários da jurisprudência sobre a lex Iulia et Papia, o que indica sua importância e
influência durante todo o Alto e o Baixo Império. Graças a esta legislação, foi possível,
utilizando-se de uma terminologia moderna, a elucidação e a interpretação extensiva de
diversos institutos de “direito” de família, das pessoas, sucessões e tributário romano.
Além disso, é um grande erro concluir que houve uma total rejeição social desta
legislação, fundamentando-se em comentários ou obras que louvam uma vida licenciosa e
promíscua e que representam uma pequena parcela de homens e mulheres das classes ricas
e privilegiadas (senatorial e equestre), resistentes à carreira militar, ao matrimônio e à prole
numerosa.
No início do Principado, grande parte da população romana apoiou a reforma dos
costumes e o incentivo à procriação que Augusto realizou por meio da tribunicia potestas.
Muitos escritores, sobretudo Horácio, auxiliaram na propaganda política de Augusto neste
incentivo à procriação.
Conclui-se que Augusto conseguiu alcançar o principal escopo de sua legislação
matrimonial, ou seja, o demográfico. É nitído um aumento na população durante todo o
início do Império e certamente esta legislação atendeu exigências permanentes na
sociedade, não apenas do principado de Augusto, mas durante todo o Império.
Pode-se também afirmar que os objetivos ético-demográficos sobrepõem-se aos
fiscais pelo menos até o governo de Caracala, pois se o objetivo principal de Augusto com
a legislação matrimonial, principalmente com a promulgação da lex Papia Poppaea, fosse
o de obter mais rendas para o Erário, poderia utilizar-se de outros recursos, como leis ou
senatusconsultos.
Em relação ao aspecto militar, ele sempre esteve em profunda relação com o
estímulo e o auxílio legislativo à procriação, não apenas em Roma, mas em todos os
grandes povos da Antiguidade. A preocupação em formar um exército jovem, numeroso e
com cidadãos romanos sempre foi um dos principais escopos da res publica.
Por fim, é possível concluir que a Legislação matrimonial de Augusto foi benéfica à
condição das mulheres em Roma: excluiu a tutela mulierum por meio do ius liberorum;
limitou a patria potestas do paterfamilias em relação ao consentimento matrimonial dos
alieni iuris, obrigando-o a permitir o matrimônio da filha quando não houvesse uma justa
causa para impedi-la; restringiu os poderes do marido sobre o dote e garantiu maiores
poderes patrimoniais às mulheres, com o escopo de garantir os meios econômicos para que
elas pudessem contrair um novo matrimônio.
A lex Iulia de maritandis ordinibus estabeleceu que o marido só poderia manumitir
o escravo dotal com o consentimento da uxor e deveria restituir-lhe uma parte do valor do
escravo e os lucros por ele obtidos.
A lex Iulia de adulteriis coercendis determinou a proibição da alienação de um
fundo dotal itálico pelo marido sem o consentimento da esposa, estabelecendo a regra ne
dotale praedium maritus invita muliere alienet.
No período pós-clássico, o Cristianismo, forças políticas e os costumes dos povos
greco-orientais foram os principais fatores que fizeram com que muitos dos dispositivos da
lex Iulia et Papia perdessem a validade e fossem ab-rogados, porém não significa que a
procriação tenha deixado de ser uma preocupação e o “Estado” romano tenha tornado
secundário o interesse no seu controle e incentivo.
BIBLIOGRAFIA
ACCARIAS, Calixte. Précis de Droit Romain, 4ªed., t.1, Paris, Cotillon, 1886.
AGATI MADEIRA, Eliane Maria. A condição jurídica das sacerdotisas de Vesta, in
Revista da Faculdade de Direito da USP 103 (2008), pp. 91-111.
_________________________. A Censura na Antiga Roma, in Revista da
Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo 14 (2008), pp.149-162.
_________________________. Advogadas Romanas Republicanas, in Revista da
Faculdade de Direito da USP 101 (2006), pp.87-107.
_________________________. A ‘Lex Oppia’ e a condição jurídica da mulher na
Roma republicana, in Revista da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo 12
(2006), pp.161-172.
ALBERTARIO, Emilio. Conceptus pro iam nato habetur, in Studi di diritto romano,
vol.1, Milano, Giuffrè, 1933, pp.1-60.
_________________. Honor matrimonii e affectio maritalis, in Studi di diritto
romano, vol.1, Milano, Giuffrè, 1933, pp.197-210.
_________________. Matrimonio (Roma), in Enciclopedia Italiana 12 (1934),
pp.580-582;587-588.
_________________. La definizione del Matrimonio secondo Modestino, in Studi
di diritto romano, vol.1, Milano, Giuffrè, 1933, pp.181-193.
ALFONSI, Luigi. Tre aspetti del costume romano, in La rivoluzione romana –
Inchiesta tra gli antichisti, Napoli, Jovene, 1982.
AMIRANTE, Luigi. Una storia giuridica di Roma – Dai re a Cesare, Napoli, Jovene,
1987.
ANKUM, Hans. La ‘captiva adultera’. Problèmes concernant l’accusatio adulterii
en droit romain classique, in RIDA 32 (1985), pp.153-205.
ARANGIO-RUIZ, Vincenzo. Istituzioni di diritto romano, 14ªed., Napoli, Jovene,
2006.
_____________________. Storia del diritto romano, 5ªed., Napoli, Jovene, 1947.
ARGÜELLO, Luis Rodolfo, Manual de Derecho Romano – Historia e instituciones,
3ªed., Buenos Aires, Astrea, 1993.
ARIAS RAMOS, José. Derecho Romano – Obligaciones (fuentes, garantía, cesíon y
extinción), Derecho de Familia, Derecho de Sucesiones. Madrid, vol.2, 4ªed., Revista de
Derecho Privado, 1940.
ASTOLFI, Riccardo. Femina probrosa, concubina, mater solitaria, in SDHI 31
(1965), pp.15-60.
_______________. I bene vacanti e la legislazione caducaria, in BIDR 68 (1965).
_______________. Il matrimonio nel diritto romano classico, Padova, CEDAM,
2006.
_______________. Il matrimonio nel diritto romano preclassico, Padova,
CEDAM, 2000.
_______________. La Lex Iulia et Papia, 4ªed., Padova, CEDAM, 1996.
_______________. Le exceptae personae nella lex Iulia et Papia, in BIDR 67
(1964), pp. 220-226.
_______________. Note per una valutazione storica della ‘Lex Iulia et Papia’, in
SDHI 39 (1973), pp. 187-238.
BACCARI, Maria Pia. Persona e famiglia: concetti e principi giuridici contra le
astrazioni e l’individualismo, in Revista Brasileira de Direito Comparado 27 (2005),
pp.19-43.
BAILLY, Anatole; BREAL, Michel. Dictionnaire étymologique latin, 11ªed., Paris,
Hachette, [s.d.].
BESNIER, Robert. L’application des lois caducaires d’Auguste d’après le gnomon
de l’idiologue, in RIDA 2 (1949), pp.93-118.
______________. L’extension des lois caducaires aux fidéicommis d’après Gaius –
Institutes II,286 et 286a, in Mélanges Henri Levy-Bruhl, Paris, Sirey, 1959, pp.25-28.
BETANCOURT, Fernando. Derecho Romano Clásico, Sevilla, Universidad de
Sevilla, 2001.
BETTI, Emilio. Istituzioni di diritto romano, 2ªed., vol.1, Padova, CEDAM, 1947.
BEVILÁCQUA, Clóvis. Direito de Família, 7ªed., Rio de Janeiro, Rio, 1976.
BIONDI, Biondo. La legislazione di Augusto. Leggi matrimoniali in Scritti Giuridici
II – Diritto romano, Milano, Giuffrè, 1965, pp.128-161.
_____________. Istituzioni di diritto romano, Milano, Giuffrè, 1946.
BONFANTE, Pietro. Corso di diritto romano – Diritto di famiglia, vol.1, Milano,
Giuffrè, 1963.
_______________. Istituzioni di diritto romano, Firenze, G. Barbèra, 1896.
_______________. Storia del diritto romano, 4ªed., vol.1, Milano, Giuffrè, 1958.
BORNECQUE, Henri; MORNET, Daniel. Rome et les Romains, Paris, Delagrave, s.d.,
trad. Port. De Alceu Dias Lima, Roma e os Romanos – Literatura, História, Antigüidades,
São Paulo, EPU, 1977.
BOUCHÉ-LECLERCQ, Auguste. Les lois démographiques d’Auguste, in RH 57
(1895), pp.241-292.
BOVE, Lucio. Caduca, in NNDI 2 (1964), pp.661.
BRANCA, Giuseppe. Adozione (Diritto romano), in ED 1 (1958), pp.579-581.
_______________. Adulterio (Diritto romano), in ED 1 (1958), pp.620-622.
BRETONE, Mario. Storia del diritto romano, trad. port. de Isabel Teresa Santos e
Hossein Seddighzadeh Shooja, História do Direito Romano, Lisboa, Estampa, 1998.
BRINI, Giuseppe. Matrimonio e divorzio nel diritto romano, 3 vol., Bologna, Nicola
Zanichelli, 1887.
BURDESE, Alberto. Il concetto di ‘ius naturale’ nel pensiero della giurisprudenza
classica, in RISG 90 (1954), pp.407-421.
_______________. Manuale di diritto privato romano, Torino, UTET, 1964.
CALDERINI, Aristide. Antichità private, in Vicenzo USSANI e Francesco GRIMALDI
(org.), Guida allo studio della civiltà romana antica, vol.2, Napoli, Istituto Editoriale del
Mezzogiorno, 1954, pp.9-63.
CANELA, Kelly Cristina. O ‘stuprum per vim’ no Direito Romano, Tese
(Doutorado) – Faculdade de Direito da USP, São Paulo, 2009, pp.1-171.
CANTARELLA, Eva. Famiglia romana e demografia sociale – Spunti di riflessione
critica e metodologica, in IURA 43 (1992), pp.99-111.
_______________. Matrimonio e sessualità nella Roma repubblicana: una storia
romana di amore coniugale, in Diritto e sessualità in Grecia e a Roma, Milano, CUEM,
2003, pp.109-130.
_______________. Sui rapporti fra matrimonio e ‘conventio in manum’, in RISG
93 (1959-1962), pp.181-228.
CARCOPINO, Jérôme. La vie quotidienne à Rome à l’apogée de l’Empire, 1937, trad.
port. de António José Saraiva, A vida quotidiana em Roma no apogeu do Império, Lisboa,
Livros do Brasil, s.d.
CASTELLI, Giuseppe. Il concubinato e la legislazione augustea, in BIDR 27 (1915),
pp.55-71.
CASTRO CORRÊA, Alexandre Augusto de. O Estoicismo no Direito Romano,
Dissertação (Livre Docência) – Faculdade de Direito da USP, São Paulo, 1950, pp.1-123.
CATALANO, Pierangelo. Diritto e Persone, Torino, G. Giappichelli, 1990.
__________________. Diritto, soggetti, oggetti: um contributo alla pulizia
concettuale sulla base di D.1,1,12, in Iuris Vincula – Studi in onore di Mario Talamanca
II, Napoli, Jovene, 2001, pp. 97-117.
__________________. El concebido ‘sujeto de derecho’ según el sistema jurídico
romano, in Direito de Família no Novo Milênio – Estudos em homenagem ao Professor
Álvaro Villaça Azevedo, São Paulo, Atlas, 2010, pp.393-414.
__________________. ‘ La famiglia sorgente della storia’ secondo Giorgio La
Pira, in INDEX 23 (1995), pp.25-29.
__________________. Populus romanus quirites, Torino, Giappichelli, 1974.
__________________. Religione morale diritto nella prospettiva dello ‘Ius
Romanum’ (Da Tertulliano ad Alfonso Maria de Liguori), in Nozione formazione e
interpretazione del diritto. Dall’Età romana alle esperienze moderne – Ricerche dedicate
al professor Filippo Gallo, vol.3, Napoli, Jovene, 1997, pp.393-404.
CEJADOR
Y
FRAUCA, Julio. Diccionario Etimológico-Analítico Latino-Castellano,
Madrid, Sucesores de Rivadeneyra, 1926.
CERAMI, Pietro. Breviter su Iul. D.1,3,32 (Riflessioni sul trinômio ‘Lex’, ‘Mos’,
‘Consuetudo’), in Nozione formazione e interpretazione del diritto. Dell’età romana alle
esperienze moderne – Ricerche dedicate al professor Filippo Gallo, vol.1, Napoli, Jovene,
1997, pp.117-137.
_____________. Il ‘princeps’ e la cura ‘legum et morum’, in Pietro CERAMI,
Alessandro
CORBINO,
Antonino
METRO
e
Gianfranco
PURPURA,
Ordinamento
costituzionale e produzione del diritto in Roma antica – Il fondamenti dell’esperienza
giuridica occidentale, 2ªed., Napoli, Jovene, 2006.
CÉSAR
DA
SILVEIRA, Valdemar. Dicionário de Direito Romano, vols.1 e 2, São
Paulo, José Bushatsky, 1957.
CHIAZZESE, Lauro. Adulterio (Diritto romano), in NNDI 1¹ (1957), pp.322-323.
CIPRIANI, Giovanni e FEDELI, Paolo. Vivere a Roma antica – Antologia latina per il
bienio, Roma-Bari, Laterza, 1995.
COGLIOLO, Pietro. Storia del diritto privato romano (Dalle origini all’Impero),
vol.2, Firenze, G. Barbèra, 1889.
CORNIL, Georges. Droit Roman, Bruxelles, Medicale et Scientifique, 1921.
CÔRREA, Alexandre, O conceito de ‘ius naturale’, ‘gentium et civile’ no Direito
Romano, São Paulo, Odeon, 1934.
_________________; SCIASCIA, Gaetano. Manual de Direito Romano e textos em
correspondência com os artigos do Código Civil Brasileiro, vol.1, São Paulo, Saraiva,
1949.
___________________________________. Manual de Direito Romano: Institutas
de Gaio e de Justiniano vertidas para o português, em confronto com o texto latino, vol.2,
São Paulo, Saraiva, 1951.
CORTES, Viviana Cecilia. Alcance del ‘consensus’ del ‘paterfamilias’ en el
matrimonio de su filia in potestate, in El Derecho de Familia: De Roma al Derecho actual,
Huelva, Universidad de Huelva, 2004, pp.89-97.
CRUZ, Sebastião. Direito Romano (Ius Romanum) – Introdução. Fontes, 4ªed.,
vol.1, Coimbra, Coimbra, 1984.
CRUZ
E
TUCCI, José Rogério; AZEVEDO, Luis Carlos de. Lições de História do
Processo Civil Romano, São Paulo, RT, 2001.
CUENCA, Humberto. Proceso Civil Romano, Buenos Aires, Jurídicas EuropaAmérica, 1957.
CUQ, Édouard. Les Institutions juridiques des romans, 2ªed., t.1, Paris, PlonNourrit, 1904.
____________. Les lois d’Auguste sur les declarations de naissance, in Mélanges
Fournier, Paris, Sirey, 1929, pp.119-133.
DALLA, Danilo. D. 50,16,135: Sui perché di uma ‘Lex Specialis’, in Iuris Vincula –
Studi in onore di Mario Talamanca II, Napoli, Jovene, 2001, pp. 343-352.
____________. Introduzione a un Corso Romanistico, 3ªed., Torino, Giappichelli,
1997.
____________; LAMBERTINI, Renzo. Istituzioni di diritto romano, Torino, G.
Giappichelli, 1996.
____________. La vecchiaia nelle fonti giuridiche romane, in Ricerche di diritto
delle persone, Torino, G. Giappichelli, 1995, pp.65-110.
____________. L’incapacità di procreare nell’adozione e nella tutela, in Ricerche
di diritto delle persone, Torino, G. Giappichelli, 1995, pp.111-151.
____________. Status e rilevanza dell’ostentum, in Ricerche di diritto delle
persone, Torino, G. Giappichelli, 1995, pp.29-46. ( = in, Sodalitas – Scritti in onore di
Antonio Guarino, vol.2, Napoli, Jovene, 1984, pp.519-532).
D’AMATI, Laura. Matrimonium e Postliminium: Brevi considerazioni, in Revista da
Faculdade de Direito da USP 98 (2003).
DAVIAULT, André. Le ‘mos maiorum’, in J. GAILLARD (org.) Rome Ier siècle av. J.C. – Ainsi périt la République des vertus…, Paris, Autrement, 1996, pp.58-71.
DAZA MARTÍNEZ, Jesús. La influencia cristiana en la concepción postclásica y
justinianea del matrimonio romano, in El Derecho de Familia: De Roma al Derecho
actual, Huelva, Universidad de Huelva, 2004, pp.109-148.
DELLA CORTE, Francesco. Le ‘leges Iuliae’ e l’elegia romana, in ANRW II.30
(1981), pp.539-558.
DE MARTINO, Francesco. Famiglia (Diritto Romano), in NNDI 7 (1957), pp.42-46.
____________________. Individualismo e Diritto Romano Privato, in Annuario di
Diritto Comparato e di Studi Legislativi, vol. 16, fasc. 1º, Roma, Istituto Italiano di Grazia
e Giustizia, 1941, trad. esp. de Fernando Hinestrosa, Individualismo y Derecho Romano
Privado, Bogotá, Universidad Externado de Colombia, 1991.
____________________. Storia della costituzione romana, vol.4.1, Napoli, Jovene,
1974.
D’ERCOLE, Giuseppe. Il consenso degli sposi e la perpetuità del matrimonio nel
diritto romano e nei padri della Chiesa, Roma, Apollinaris, 1939.
DE SALVO, Lietta. Sul problema della ‘ vacatio’ dei ‘naviculari’, in Sodalitas –
Scritti in onore di Antonio Guarino, vol.4, Napoli, Jovene, 1984, pp. 1645-1657.
DE VISSCHER, Fernand. ‘Conubium’ et ‘Civitas’, in IURA 2 (1951), pp.140-144.
DOMÍNGUEZ LÓPEZ, Esther. La impotencia en las ‘Leges Iulia et Papia Poppaea’,
in El derecho de Familia: De Roma al Derecho Actual, Huelva, Universidad de Huelva,
2004, pp. 167-175.
D’ORS, Álvaro. Elementos de Derecho Privado Romano, 2ªed., Pamplona,
EUNSA, 1975.
DURRY, Marcel. Le mariage des filles impubères dans la Rome Antique, in RIDA 2
(1955), pp.263-273.
_____________. Sur le mariage romain – Autocritique et mise au point, in RIDA
3.3 (1956), pp.227-243.
ELLUL, Jacques. Histoire des Institutions, Paris, Presses Universitaires de France,
1961-1972, trad. it. de Giovanni Ancarani e Elisa Nicolini, Storia delle instituzioni –
L’antichità, Milano, U.Mursia, 1981.
ERNOUT, Alfred e MEILLET, Antoine. Dictionnaire Etymologique de la Langue
Latine – Histoire des mots, vol.1, 3ªed., Paris, C. Klincksieck, 1951.
ESMEIN, Adhémar. Le délit d’adultére a Rome et la loi Julia de Adulteriis, in
Mélanges d’Histoire du Droit et de critique – Droit Romain, Paris, L. Lorose et Forcel,
1886, pp.71-169.
FAYER, Carla. La familia romana – Aspetti giuridici ed antiquari. Sponsalia
matrimonio dote, vol.2, Roma, L’Erma di Bretschneider, 2005.
FERNANDEZ DE BUJAN, Antonio. Derecho Publico Romano, 2ªed., Madrid, Civitas,
1997.
FERRETTI, Paolo. In rerum natura esse in rebus humanis nondum esse – L’identità
del concepito nel pensiero giurisprudenziale classico, Milano, Giuffrè, 2008.
FERRINI, Contardo. I commentari di Terenzio Clemente e di Gaio ‘ad legem Iuliam
et Papiam’, in Opere di Contardo Ferrini, vol.2, Milano, Ulrico Hoepli, 1929, pp.251-268.
________________. I commentari di Ulpiano e di Paolo ‘ad legem Iuliam et
Papiam’, in Opere di Contardo Ferrini, vol.2, Milano, Ulrico Hoepli, 1929, pp.237-249.
FIELD JR., James Alfred. The purpose of the ‘Lex Iulia et Papia Poppaea’, in CJ 40
(1945), pp.398-416.
FRANCIOSI, Gennaro. Clan gentilizio e strutture monogamiche – Contributo alla
storia della famiglia romana. (Corso di diritto romano II), Napoli, Jovene, 1976.
__________________. Corso istituzionale di diritto romano, 2ªed., Torino,
Giappichelli, 1997.
_________________. Famiglia e persone in Roma Antica – Dall’ età arcaica al
Principato, 3ªed., Torino, Giappichelli, 1995.
_________________. Manuale di storia del diritto romano, 3ªed., Napoli, Jovene,
2005.
FUMAGALLI, Marcella Balestri. Spes vitae, in SDHI 49 (1983), pp.337-358.
________________________. Sponsali (Diritto romano), in ED 43 (1990), pp.500509.
GAFFIOT, Félix. Dictionnaire Latin-Français, Paris, Hachette, 2000.
GALINSKY, Karl. Augustan Culture, New Jersey, Princeton University, 1996.
_____________. La ciudad de Roma en la epoca de Augusto, in Actas del XIII
Simposio Nacional de Estudios Clasicos (19-23 setiembre de 1994), vol.1, La Plata,
Universidad Nacional de La Plata, 1996, pp. 13-26.
GARCÍA GARRIDO, Manuel Jesús. Diccionario de Jurisprudencia Romana, 3ªed.,
Madrid, Dykinson, 1990.
____________________________. Minor Annis XII Nupta, in LABEO 3 (1957),
pp.76-88.
GAUDEMET, Jean. Droit privé romain, 2ªed., Paris, Montchrestien, 2000.
______________. Iustum Matrimonium, in Études de droit romain. III. Vie
familiale et vie sociale, Napoli, Jovene, 1979, pp. 105-162 (= in RIDA 3 (1950), pp.309366).
______________. L’Apport du droit romain, in Claude Bontems (org.), MariageMariages, Paris, Presses Universitaires de France, 2001, pp.31-39.
______________. Originalité et destin du mariage romain, in L’Europa e il Diritto
Romano. Studi in memoria di Paolo Koschaker, vol.2, Milano, 1954.
______________. Utilitas Publica, in Études de droit romain. II. Institutions et
doctrines politiques, Napoli, Jovene, 1979, pp.163-197 (= RHD 29 (1951), pp.465-499).
GIL, Luis. Censura en el mundo antiguo, 2ªed., Madrid, Alianza, 1985.
GIUFFRÈ, Vincenzo. Il ‘Diritto pubblico’ nell’esperienza romana, 2ªed., Napoli,
Jovene, 1989.
GIORDANI, Mário Curtis. Direito Penal Romano, 3ªed., Rio de Janeiro, Lumen
Juris, 1997.
____________________. História de Roma, 16ªed., Petrópolis, Vozes, 2005.
___________________. Iniciação ao Direito Romano, 5ªed., Rio de Janeiro,
Lumen Juris, 2003.
___________________. O Código Civil à Luz do Direito Romano. Parte Especial,
Livro I. Do Direito de Família, Rio de Janeiro, Lumen Juris, 1996.
___________________. O Novo Código Civil à Luz do Direito Romano – Parte
Geral, Rio de Janeiro, Lumen Juris, 2005.
GIUNTI, Patrizia. ‘Consors vitae’ – Matrimonio e ripudio in Roma antica, Milano,
Giuffrè, 2004.
_____________. ‘Mores’ e ‘Interpretatio prudentium’ nella definizione di
‘materfamilias’ (una qualifica fra ‘conventio in manum’ e ‘status’ di ‘sui iuris’), in
Nozione formazione e interpretazione del diritto. Dell’età romana alle esperienze moderne
– Ricerche dedicate al professor Filippo Gallo, vol.1, Napoli, Jovene, 1997, pp.322-329.
GOUREVITCH, Danielle. Se marier pour avoir des enfants: le point de vue du
Médecin, in Parenté et strategies familiales dans l’Antiquité romaine. Actes de la table
ronde (Paris, 2-4 octobre 1986), Rome, École Française de Rome, 1990, pp.139-151.
GUARINO, Antonio. Diritto privato romano, 12ªed., Napoli, Jovene, 2001.
_______________. Gli aspetti giuridici del principato, in ANRW II.13 (1980),
pp.3-60.
_______________. Profilo del diritto romano, 8ªed., Napoli, Jovene, 1994.
_______________. Storia del diritto romano, 12ªed., Napoli, Jovene, 1998.
HUMBERT, Michel. L’individu, l’État: quelle stratégie pour le mariage classique?,
in Parenté et strategies familiales dans l’Antiquité romaine. Actes de la table ronde (Paris,
2-4 octobre 1986), Rome, École Française de Rome, 1990, pp.173-198.
IGLESIAS, Juan. Derecho Romano, 13ªed., Madrid, Ariel, 2001.
____________. Las fuentes del Derecho romano, Madrid, Civitas, 1989.
IMPALLOMENI, Giambattista. In tema di vitalità e forma umana come requisiti
essenziali alla personalità, in Scritti di diritto romano e tradizione romanistica –
Giambatista Impallomeni, Padova, CEDAM, 1996, pp.269-285 ( = IURA 22 (1971), pp.99120).
JAGU, Amand. Musonius Rufus – Entretiens et Fragments. Introduction, traduction
et comentaire, New York, Georg Olms, 1979.
JHERING, Rudolf von. Der Geist des römischen Rechts – Auf den Verschiedenen
Stufen seiner Entwicklung, trad. port. Rafael Benaion, O Espírito do Direito Romano – Nas
diversas fases de seu desenvolvimento, v.1, Rio de Janeiro, Alba, 1943.
JÖRS, Paul. Die Ehegesetze des Augustus, Marburg, N.G. Elwert, 1894.
JURET, Abel. Dictionnaire étimologique grec et latin, Macon, Protat Frères, 1942.
KASER, Max. Ius gentium, Köln, Böhlau, 1993, trad. esp. de Francisco Javier
Andrés Santos, Ius gentium, Granada, Comares, 2004.
____________. Römisches Privatrecht, München, 1992, trad. port. de Samuel
Rodrigues e Ferdinand Hämmerle, Direito Privado Romano, Lisboa, Fundação Calouste
Gulbenkian, 1999.
KLABIN, Aracy Augusta Leme. Estudos sobre as Leis Caducárias, in Revista da
Faculdade de Direito da USP 92 (1997), pp.25-30. (= Revista de Direito Civil, Imobiliário,
Agrário e Empresarial 72 (1995), pp.7-10).
__________________________. Observações sobre a sanção (‘sanctio’) das leis
em Direito Romano, in Revista de Direito Civil, Imobiliário, Agrário e Empresarial 68
(1994), pp.7-11.
LAMBRINI, Paola. L’elemento soggetivo nelle situazioni possessorie nel diritto
romano classico, Padova, CEDAM, 1998.
LANFRANCHI, Fabio. Il diritto nei retori romani – Contributo alla storia dello
sviluppo del diritto romano, Milano, Giuffrè, 1938.
________________. Le definizioni e il concetto del matrimonio nei retori romani,
in SDHI 2 (1936), pp.148-157.
LANGLANDS, Rebecca. Sexual Morality in Ancient Rome, Cambridge-New York,
Cambridge University, 2006.
LAURENTI, Renato. Musonio, maestro di Epitteto, in ANRW II.36 (1989), pp.21052146.
LAURIA TUCCI, Rogério. Lineamentos do Processo Penal Romano, São Paulo, José
Bushatsky, 1976.
LIMA FILHO, Acácio Vaz de. As constituições imperiais como fonte do Direito
Romano, São Paulo, Ícone, 2006.
LONGO, Giannetto. Affectio maritalis, in BIDR 46 (1939), pp.119-141.
_______________. Lex Julia de Adulteris Coercendis; Lex Julia de Maritandis
Ordinibus e Lex Papia Poppaea, in NNDI 9 (1957), pp.810-811.
_______________. Per l’interpretazione del fr. 24 D.1,5, in IURA 18.1 (1967),
pp.20-27.
_______________. Riflessioni critiche in tema di matrimonio, in Sodalitas – Scritti
in onore di Antonio Guarino, vol.5, Napoli, Jovene, 1984, pp. 2357-2394.
_______________.
Sullo
scioglimento
del
matrimonio
per
volontà
del
‘paterfamilias’, in BIDR 40 (1932), pp.201-224.
_______________. Utilitas publica, in LABEO 18.1 (1972), pp.7-71.
LÓPEZ PEDREIRA, Adela. Limitaciones a la ‘libertas nuptialis’ en la legislación
Augustea, in El Derecho de Familia: De Roma al Derecho actual, Huelva, Universidad de
Huelva, 2004, pp.391-405.
LURASCHI, Giorgio. Sulla data e sui destinatari della ‘Lex Minicia de liberis’, in
SDHI 42 (1976), pp.431-443.
MADEIRA, Hélcio Maciel França. À História do Direito, in Revista da Faculdade de
Direito de São Bernardo do Campo 10 (2004), pp.149-154.
___________________________. Digesto de Justiniano Liber primus – Introdução
ao Direito Romano, 4ªed., São Paulo, RT, 2009. (Prólogo de CATALANO, Pierangelo).
___________________________. O Nascituro no Direito Romano – Conceito,
Terminologia e Princípios, São Paulo, Editora Nacional, 2005.
MAGDELAIN, André. Auctoritas principis, Paris, Les Belles Lettres, 1947.
MALDONADO
DE
LIZALDE, Eugenia. lex Iulia de maritandis ordinibus. Leyes de
familia del emperador César Augusto, in Anuario Mexicano de Historia del Derecho 14
(2002), pp. 538-645.
MANCINI, Giovanna. Cives romani municipes latini, vol.1, Milano, Giuffrè, 1997.
MANZO, Annamaria. Sull’origine del divieto di donazioni tra coniugi, in LABEO
37.3 (1991), pp. 342-350.
MARCHI, Eduardo César Silveira. Matrimônio moderno e matrimônio romano
clássico – divórcio e “Soneto de Fidelidade”, in Direito de Família no Novo Milênio –
Estudos em Homenagem ao Professor Álvaro Villaça Azevedo, São Paulo, Atlas, 2010,
pp.53-67.
MARGADANT, Guillermo Floris. El Derecho Romano como introducción a la
cultura juridica contemporanea, 4ªed., Mexico D.F., Esfinge, 1970.
MARKY, Thomas. Appunti sul problema della retroattività delle norme giuridiche
nel diritto romano, in BIDR 53-54 (1948), pp.241-271.
_______________. Curso Elementar de Direito Romano, 8ªed., São Paulo, Saraiva,
2007.
MARRONE, Matteo. Istituzioni di diritto romano, 3ªed., Palermo, Palumbo, 2006.
MATOS PEIXOTO, José Carlos de. Convivência no matrimônio romano, in
Romanitas 1, Rio de Janeiro, 1958, pp.19-30.
______________________________. Curso de Direito Romano – Tomo I – Partes
introdutória e geral, Rio de Janeiro, Renovar, 1997.
MAY, Gaston. Éléments de Droit Romain a l’usage des étudiants des Facultés de
Droit, 17ªed., Paris, Recueil Sirey, 1927.
MEIRA, Sílvio Augusto de Bastos. A legislação romana do divórcio, in RT 309
(1961), pp.7-25.
_____________________________. A Lei das XII Tábuas – Fonte do Direito
Público e Privado, 3ªed., Rio de Janeiro, Forense, 1972.
____________________________. Curso de Direito Romano – História e Fontes,
São Paulo, Saraiva, 1975.
METTE-DITTMANN, Angelika. Die Ehegesetze des Augustus – Eine Untersuchung
im Rahmen der Gesellschaftspolitik des Princeps, Stuttgart, Franz Steiner, 1991.
MOLÈ, Marcello. Stuprum, in NNDI 18 (1957), pp.582-587.
MOMMSEN, Theodor. Römisches Strafrecht, Leipzig, 1899, trad. esp. de P. Dorado,
Derecho Penal Romano, Santa Fé de Bogotá, Temis, 1999.
MONIER, Raymond. Manuel élémentaire de droit romain, 6ªed., t.1, Paris, Domat
Montchrestien, 1947.
MOREIRA ALVES, José Carlos. A forma humana no Direito Romano, in Estudos de
Direito Romano, Brasília, Senado Federal, 2009, pp.101-153.
________________________. A natureza jurídica do Casamento Romano no
Direito Clássico, in Estudos de Direito Romano, Brasília, Senado Federal, 2009 (= in
Revista de Direito Civil, Imobiliário, Agrário e Empresarial, v.17, n.63, (1993), pp.7-36).
________________________. Direito Romano, 14ªed., Rio de Janeiro, Forense,
2007.
________________________. J.E. Labbé e a natureza jurídica do casamento
romano, in Revista da Faculdade de Direito da USP 74 (1979), pp.109-117.
NARDI, Enzo. Aborto e omicidio nella civiltà classica, in ANRW II.13 (1980),
pp.366-385.
___________. La ‘incapacitas’ delle ‘feminae probrosae’, in SSA 17 (1939), pp.
151-178.
___________. La reciproca posizione succesoria dei coniugi privi di ‘Conubium’,
Milano, Giuffrè, 1938.
___________. Sui divieti matrimoniali delle leggi Augustee, in SDHI 7 (1941),
pp.112-146.
NÉRAUDAU, Jean-Pierre. Auguste – La Brique et le Marbre, Paris, Les Belles
Lettres, 1996.
NICOLETTI, Adele. Constitutiones Principum, in NNDI 4 (1957), p.295.
_______________. Dote (Diritto romano), in NNDI 6 (1960), pp. 257-259.
NÖRR, Dieter. The Matrimonial Legislation of Augustus: An early instance of social
engineering, in The Irish Jurist 16.1 (1981), pp.350-364.
NÚÑEZ PAZ, María Isabel. Consentimiento Matrimonial y Divorcio en Roma,
Salamanca, Universidad de Salamanca, 1988.
ONIDA, Pietro Paolo. Studi sulla condizione degli animali non umani nel sistema
giuridico romano, Torino, Giappichelli, 2002.
ORESTANO, Riccardo. Alcune considerazioni sui rapporti fra matrimonio Cristiano
e matrimonio romano nell’età postclassica, in Scritti di diritto romano in onore di
Contardo Ferrini, Milano, Ulrico Hoepli, 1946, pp.343-382.
_________________. La struttura giuridica del matrimonio romano – Dal diritto
classico a diritto giustinianeo, in BIDR 47 (1940), pp.154-402; 48 (1941), pp. 88-133; 57
(1952), pp.185-395. (=La struttura giuridica del matrimonio romano – Dal diritto classico
a diritto giustinianeo, Milano, Giuffrè, 1951).
ORTÍN GARCÍA, Carmen. Edad, Matrimonio y ‘Lex Iulia et Papia Poppaea’, in El
Derecho de Familia: De Roma al Derecho actual, Huelva, Universidad de Huelva, 2004,
pp.507-518.
PACCHIONI, Giovani. Corso di diritto romano, vol.3, Roma-Torino-Napoli, UTET,
1922.
PAOLI, Ugo Enrico. Matrimonio (Roma), in Enciclopedia Italiana 12 (1934),
pp.581-582.
PEPPE, Leo. Recensione a Patrizia Giunti, ‘Consors vitae’ – Matrimonio e ripudio
in Roma antica, in IURA 55 (2004-2005), pp.237-249.
__________. Storie di parole, storie di istituti – Sul diritto matrimoniale romano
arcaico, in SDHI 63 (1997), pp.123-196.
PEROZZI, Silvio. Istituzioni di diritto romano, 2ªed., vol.1, Roma, Athenaeum, 1928.
PESSI, Maria Vittoria Giangrieco. Brevi riflessioni sul ruolo della censura nella
dialettica costituzionale della prima repubblica, in Societas – Ius, Munuscula di allievi a
Feliciano Serrao, Napoli, Jovene, 1999, pp.161-170.
PÉTER, Orsolya Marta. Liberorum quaerendorum causa – L’image idéale du
mariage et de la filiation à Rome, in RIDA 38 (1991), pp.285-331.
PETIT, Eugène Henri Joseph. Traité Élémentaire de Droit Romain, 9ªed., Paris,
Rousseau, 1925, trad. port. de Jorge Luís Custódio Porto, Tratado Elementar de Direito
Romano, Campinas, Russell, 2003.
PIERI, Georges. L’Histoire du cens jusqu’a la fin de la République Romaine, Paris,
Sirey, 1968.
PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Tratado de Direito de Família, vol.1,
3ªed., São Paulo, Max Limonad, 1947.
PORCHAT, Reynaldo. Curso Elementar de Direito Romano, 2ªed., vol.1, São Paulo,
Melhoramentos, 1937.
PUCHTA, Georg Friedrich. Kursus der Institutionem, Leipzig, trad. it. de A.
Tenchiarulo, Corso delle istituzioni, vol.1, Napoli, Diogene, 1854.
PUGLIESE, Giovanni. Assistenza all’infanzia nel principato e ‘piae causae’ del
diritto romano cristiano, in Sodalitas – Scritti in onore di Antonio Guarino, vol.7, Napoli,
Jovene, 1984, pp. 3175-3189.
_________________; SITZIA, Francesco; VACCA, Letizia. Istituzioni di Diritto
Romano, 2ªed., Torino, G.Giappichelli, 1990.
PUJAL, Carmen. La concepción jurídica del matrimonio romano clásico, in El
Derecho de Familia: De Roma al Derecho actual, Huelva, Universidad de Huelva, 2004,
pp.605-620.
RADITSA, Leo Ferrero. Augustus Legislation Concerning Marriage, Procreation,
Love, Affairs and Adultery, in ANRW II.13 (1980), pp.278-339.
RASI, Piero. Consensus facit nuptias, Milano, Giuffrè, 1946.
RATTI, Umberto. Studi sulla ‘captivitas’ e alcune repliche in tema di ‘postlliminio’,
Napoli, Jovene, 1980.
RIBAS-ALBA, José María. La desheredación injustificada en Derecho Romano –
Querella inofficiosi testamenti: Fundamentos y régimen clásico, Granada, Comares, 1998.
RICCOBONO, Salvatore. Il diritto romano in America – ‘Consuetudo’, ‘exemplum’
nelle fonti giuridiche romane, in BIDR 46 (1939), pp.328-343.
___________________. La politica demografica di Augusto, in Capitolium 12
(1937), pp.573-580.
RIZZELLI, Giunio. Alcuni aspetti dell’accusa privilegiata in materia di adulterio, in
BIDR 89 (1986), pp.411-441.
______________. Le donne nell’esperienza giuridica di Roma antica – Il controllo
dei comportamenti sessuali. Una raccolta di testi, Lecce, Del Grifo, 2000.
ROBLEDA, Olís. Cic. De Orat. 1,40,183; 56,283, y el divorcio de Mesalina, in SDHI
42 (1976), pp.424-430.
_____________. El matrimonio en Derecho Romano – Esencia, Requisitos de
Validez, Éfectos, Disolubilidad, Roma, Università Gregoriana, 1970.
_____________. Il divorzio in Roma prima di Costantino, in ANWR II.14 (1981),
pp.347-390.
____________. Intorno alla nozione di matrimonio nel diritto romano e nel diritto
canonico, in Apollinaris 50 (1977), pp. 172-193.
____________. Sobre el Matrimonio en Derecho Romano, in SDHI 37 (1971),
pp.337-350.
ROCHA PEREIRA, Maria Helena da. Estudos de História da Cultura Clássica –
Cultura Grega, vol.1, 7ªed., Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1993.
_____________________________. Estudos de História da Cultura Clássica –
Cultura Romana, vol.2, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1984.
RODRIGUES, Dárcio Roberto Martins. Aspectos de Interesse Atual do Matrimônio
Romano, in Revista da Faculdade de Direito da USP 93 (1998), pp. 81-107.
ROMANO, Angela. Matrimonium Iustum – Valori economici e valori culturali nella
storia giuridica del matrimonio, Napoli, Jovene, 1996.
______________. Omosessualità, amore e potere nella società romana, in LABEO
36.2 (1990), pp. 301-306.
ROTONDI, Giovanni. Leges publicae populi romani, Hildesheim, Georg Olms,
1966.
RUIZ FERNANDEZ, Eduardo. El divorcio en Roma, Madrid, Universidad
Complutense – Facultad de Derecho, 1988.
RUSSO RUGGERI, Carmela. Ancora sulla donna adottante, in LABEO 36.1 (1990),
pp.57-75.
SACCHI, Osvaldo. Il privilegio dell’esenzione della tutela per le vestali (Gai.
1,145), in RIDA 50.3, pp.317-359.
______________. Le nozioni di stato e di proprietà in Panezio e l’influenza della
dottrina stoica sulla giurisprudenza romana dell’epoca scipionico-cesariana, in RIDA 52
(2005), pp.325-357.
SALVADORE, Marcello. L’adozione di Clodio, in LABEO 38.3 (1992), pp.285-313.
SAMPER, Francisco. Sobre el destino del ‘ius liberorum’ en el tardo Derecho
Romano Occidental, Santiago de Compostela, Universidad de Santiago de Compostela,
1972.
SAVIGNY, Friedrich Carl von. System des heutigen römischen Rechts, trad. it. de V.
Scialoja, Sistema del diritto romano attuale, vol.2, Torino, UTET, 1888.
SCACCHETTI, Maria Grazia. La presunzione muciana, Milano, Giuffrè, 2002.
SCARANO USSANI, Vincenzo. Appunti di storia del diritto romano – Le origini. La
monarchia. La repubblica, Torino, Giappichelli, 1996.
SCHULZ, Fritz. Classical Roman Law, Oxford, 1951, trad. esp. de José Santa Cruz
Teigeiro, Derecho Romano Clásico, Barcelona, Bosch, 1960.
___________. Prinzipien des römischen Rechts, München-Leipzig, trad. esp. de
Manuel Abellán Velasco, Princípios del Derecho Romano, Madrid, Civitas, 1990.
SCIASCIA, Gaetano. A Concubina no Direito Romano Cristão, in Varietà Giuridiche
– Scritti brasiliani di diritto romano e moderno, Milano, Giuffrè, 1956, pp.37-40.
_______________. A lei romana sobre os adultérios, in Varietà Giuridiche –
Scritti brasiliani di diritto romano e moderno, Milano, Giuffrè, 1956, pp.29-35.
_______________. Divórcio e Direito Romano, in Varietà Giuridiche – Scritti
brasiliani di diritto romano e moderno, Milano, Giuffrè, 1956, pp.41-51.
_______________. Eunucos, Castrados e Spadones no Direito Romano, in Varietà
Giuridiche – Scritti brasiliani di diritto romano e moderno, Milano, Giuffrè, 1956, pp.111118.
_______________. O Senatoconsulto das Bacanais, in Varietà Giuridiche – Scritti
brasiliani di diritto romano e moderno, Milano, Giuffrè, 1956, pp.75-89.
_______________. Regras de Ulpiano: Ulpiani liber singularis regularum, Bauru,
EDIPRO, 2002.
SERAFINI, Filippo. Istituzioni di diritto romano comparato col diritto civile patrio,
10ªed., vol.1, Roma, Athenaeum, 1920.
SHOTTER, David Colin Arthur. Augustus Caesar, London-New York, RoutledgeClays, 1991.
SINI, Francesco. ‘Initia Urbis’ e sistema giuridico-religioso romano (‘ius sacrum’ e
‘ius publicum’ tra terminologia e sistematica), in Roma e America. Diritto romano
comune. Rivista di diritto dell’integrazione e unificazione del diritto in Europa e in
America Latina 18 (2004), pp.205-222.
SOLAZZI, Siro. Glossemi nelle fonti giuridiche romane, in BIDR 46 (1939), pp.4967.
____________. La legge augustea sul divorzio della liberta e il diritto civile, in
BIDR 51-52 (1948), pp.327-351.
___________. La liberazione delle vestali dalla tutela in Gai. 1,145, in SDHI 9
(1943), pp.113-116.
____________. Sui divieti matrimoniali delle leggi augustee, in Scritti di diritto
romano (1938-1947), vol.4, Napoli, Jovene, 1963, pp.81-98.
SPAGNUOLO VIGORITA, Tullio. ‘Casta domus’ – Un seminario sulla legislazione
matrimoniale augustea, 3ªed., Napoli, Jovene, 2010.
_________________________. La data della lex Iulia de Adulteriis, in Iuris
Vincula – Studi in onore di Mario Talamanca VIII, Napoli, Jovene, 2001, pp. 81-96.
_________________________; MAROTTA, Valerio. La legislazione imperiali.
Forme e orientamenti, in Storia di Roma, vol.2, Torino, Giulio Einaudi, 1992.
SURGIK, Aloísio. A ‘Manus’ e o ‘Consensus’ no Casamento Romano, in El Derecho
de Familia: De Roma al Derecho actual, Huelva, Universidad de Huelva, 2004, pp.725741.
_____________. Deductio mulieris, in Enciclopédia Saraiva do Direito 23 (1977),
pp.14-15.
TALAMANCA, Mario. Istituzioni di Diritto Romano, Milão, Giuffrè, 1990.
TELLO, Juan Carlos. La concesión discrecional por ‘princeps’ del ‘ius trium
liberorum’ y su reflejo en Marcial, in El Derecho de Familia: De Roma al Derecho actual,
Huelva, Universidad de Huelva, 2004, pp.769-777.
VANOYEKE, Violaine. La prostitution en Grèce et à Rome, Paris, Les Belles Lettres,
1990.
VENTURINI,
Carlo.
Divorzio
informale
e
‘crimen
adulterii’
(Per
una
riconsiderazione di D.48,5,44[43]), in IURA 41 (1990), pp.25-51.
VERA-CRUZ, Eduardo. Senatus-consulta, in Estudos de Direito Romano, vol.2,
Lisboa, Associação Acadêmica da Faculdade de Direito de Lisboa, 1991.
VEYNE, Paul. L’Empire Romain. Histoire de la vie privée. I. De l’Empire Romain à
l’an mil, Paris, Du Seuil, 1985, trad. it. de Maria Garin, La vita privata nell’impero
romano, Roma-Bari, Laterza, 1992.
VILLAÇA AZEVEDO, Álvaro. Casamento de Fato e Concubinato Atual: Influência
do Casamento Romano, in RT 773 (2000), pp.11-37.
_______________________. Deductio Mulieris in Domum Mariti, in Enciclopédia
Saraiva do Direito 23 (1977), pp.15-17.
_______________________. Dever de Coabitação – Inadimplemento, São Paulo,
José Bushatsky, 1976.
VILLERS, Robert. Le mariage envisagé comme institution d’Etat dans le droit
classique de Rome, in ANRW II.14 (1981), pp.285-301.
VILLEY, Michel. Le Droit Romain, Paris, Universitaires de France, trad. port. de
Fernando Couto, Porto, Resjuridica, 1991.
VINCENTI, Umberto. Categorie del diritto romano, Napoli, Jovene, 2007.
VOCI, Pasquale. Istituzioni di diritto romano, Milano, Giuffrè, 2004.
____________. Teoria dell’acquisto del legato secondo il diritto romano, Milano,
Giuffrè, 1936.
VOLTERRA, Edoardo. Adozione (Diritto romano), in NNDI 1¹ (1957), pp.287-288.
_________________. Ancora sull problema della ‘familia’ romana, in Scritti
Giuridici II. Famiglia e successioni, Napoli, Jovene, 1991, pp.337-347.
_________________. Concubinato (Diritto romano), in NNDI 3 (1957), pp.10521053.
_________________. Divorzio (Diritto romano), in NNDI 6 (1960), pp.62-64.
_________________. Famiglia (diritto romano), in ED 16 (1967), pp.723-744 (=
in Scritti Giuridici III. Famiglia e successioni, Napoli, Jovene, 1991, pp.133-153).
________________. Istituzioni di diritto privato romano, Roma, La Sapienza,
“s.d.”.
________________. La conception du Mariage à Rome, in Scritti Giuridici II.
Famiglia e successioni, Napoli, Jovene, 1991, pp.349-361 (= RIDA 2 (1955), pp. 365-379).
________________. La conception du Mariage d’après les juristes romains, in
Scritti Giuridici II. Famiglia e successioni, Napoli, Jovene, 1991, pp.3-68.
________________. La ‘conventio in manum’ e il matrimonio romano, in Scritti
Giuridici III. Famiglia e successioni, Napoli, Jovene, 1991, pp.155-176.
________________. La nozione giuridica del ‘conubium’, in Scritti Giuridici II.
Famiglia e successioni, Napoli, Jovene, 1991, pp.283-320.
________________. Les formes du Mariage chez les Romains, in Scritti Giuridici
II. Famiglia e successioni, Napoli, Jovene, 1991, pp.277-282.
________________. Matrimonio (Diritto Romano), in ED 25 (1975), pp.726-807
(= in Scritti Giuridici III. Famiglia e successioni, Napoli, Jovene, 1991, pp. 223-304).
________________. Nuove osservazioni sulla ‘conventio in manum’, in Scritti
Giuridici II, Napoli, Jovene, 1991, pp.199-215.
________________. Sui ‘mores’ della ‘familia’ romana, in Scritti Giuridici II.
Famiglia e sucessioni, Napoli, Jovene, 1991, pp. 179-197.
ZABŁOCKA, Maria. Il ‘ius trium liberorum’ nel diritto romano, in BIDR 91 (1988),
pp. 361-390.
_______________. Le modifiche introdotte nelle leggi matrimoniale Augustee sotto
la dinastia Giulio-Claudia, in BIDR 89 (1986), pp. 379-410.
Descargar