Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 MÓDULO 02 - TERMINOLOGIA OBJETIVOS Através do estudo deste módulo, o leitor deve tornar-se apto a: 1. Saber os termos de soldagem mais usuais; 2. Identificar os vários tipos de juntas; 3. Identificar os vários tipos de soldas; 4. Identificar os vários tipos de chanfros; 5. Identificar alguns dos tipos mais usuais de consumíveis de soldagem; 6. Conhecer aspectos relacionados com o dimensionamento de soldas; 7. Identificar as várias zonas de uma junta soldada; 8. Identificar as várias posições de soldagem; 9. Saber os termos de descontinuidades; 10. Identificar os vários tipos de descontinuidades. 1. INTRODUÇÃO Em soldagem, no que se refere à terminologia, é difícil a desvinculação dos termos técnicos da língua inglesa. Estes, sempre que possível, serão mencionados entre parênteses, para permitir um perfeito entendimento da disciplina e acostumar o aluno aos termos usuais. Torna-se de grande importância o conhecimento das designações abreviadas dos processos de soldagem , segundo a norma AWS A3.0 “Standard Welding Terms and Definitions” que se encontra na Tabela 1 a seguir. Tabela 1 – Processos de Soldagem DESIGNAÇÃO AWS PROCESSOS DE SOLDAGEM EGW Electrogas welding Soldagem eletrogás ESW Electroslag welding Soldagem por eletroescória FCAW Fluxcored arc welding Soldagem com arame tubular GMAW Gas metal arc welding Soldagem MIG/MAG GTAW Gas tungsten arc welding Soldagem TIG OAW Oxyacetylene welding Soldagem oxi-acetilênica OFW Oxyfuel gas welding Soldagem a gás PAW Plasma arc welding Soldagem a plasma RW Resistance welding Soldagem por resistência elétrica SAW Submerged arc welding Soldagem a arco submerso SMAW Shielded metal arc welding Soldagem com eletrodo revestido SW Stud arc welding Solda de pino 02 - 1 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 2. TERMINOLOGIA DE SOLDAGEM Os termos relacionados a seguir são apenas alguns dos mais usuais. Os termos técnicos em língua inglesa e suas definições são encontrados numa abordagem mais completa na AWS A.3.0. Os termos a seguir apresentados estão divididos em grupos a fim de melhor direcionar o aprendizado dos alunos.Os termos estão agrupados em: - Profissionais envolvidos; - Preparação da junta; - Consumíveis de soldagem e corte; - Equipamentos, processos e acessórios; - Posições de soldagem; - Técnicas; - Aspectos térmicos - Aspectos eletro-magnéticos; - Taxas e eficiências; - Regiões e geometria da junta soldada; - Termos aplicáveis à qualificação em soldagem; - Termos aplicáveis à solda. 2.1. Profissionais Envolvidos Inspetor de soldagem (welding inspector) – profissional qualificado e certificado, empregado pela executante dos serviços, para exercer as atividades de controle da qualidade relativas à soldagem. Operador de soldagem (welding operator) – profissional capacitado a operar equipamento de soldagem automático, mecanizado ou robotizado. Soldador (welder) – profissional capacitado a executar soldagem manual e/ou semi-automática (figura 2.1). Figura 2.1 – Processo de soldagem manual (TIG) e Semi-automático (MIG/MAG) 2.2. Preparação da Junta Metal de base (base metal) – metal ou liga a ser soldado, brasado ou cortado. Bisel (bevel) – borda do componente a ser soldado, preparado na forma angular. (figura 2.2). Ângulo do bisel (bevel angle) – ângulo formado entre a borda preparada do componente e um plano perpendicular à superfície do componente (figura 2.2). Ângulo do chanfro (groove angle) – ângulo integral entre as bordas preparadas dos componentes (figura 2.2). 02 - 2 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 3 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 4 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Face do Chanfro (groove face) – superfície de um componente localizada no interior do chanfro antes da soldagem (figura 2.4). Face da Raiz (root face) – parte da face do chanfro adjacente à raiz da junta (figura 2.4). 02 - 5 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Junta (joint) – região onde duas ou mais peças serão unidas por soldagem. Figura 2.5 - Junta Geometria da Junta (joint geometry) – forma, dimensões e configuração de uma junta antes da soldagem. Raiz da junta (joint root) – porção da junta a ser soldada, onde os membros estão o mais próximo possível entre si. Em seção transversal, a raiz pode ser um ponto, uma linha ou uma área (figura 2.6). 02 - 6 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Abertura da raiz (root opening) – mínima distância que separa os componentes a serem unidos por soldagem ou processos afins. (figura 2.2). Cobre-junta (backing) – material ou dispositivo colocado no lado posterior da junta, ou em ambos os lados (caso dos processos eletroescória e eletrogás), cuja finalidade é suportar o metal fundido durante a execução da soldagem. O material pode ser parcialmente fundido, já que não precisa se fundir necessariamente durante a soldagem. O mesmo pode ser metálico ou não metálico. Exemplos de cobrejunta: metal de base, cordão de solda, material granulado (fluxo), cobre e cerâmica (figura 2.7). Figura 2.7 Junta de topo (butt joint) – junta entre dois membros alinhados aproximadamente no mesmo plano (figura 2.8). Figura 2.8 - Juntas de topo 02 - 7 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Junta de ângulo (corner joint, T-joint) – junta em que, numa secção transversal, os componentes a soldar apresentam-se sob forma de um ângulo. As juntas podem ser: Junta de ângulo em quina; Junta de ângulo em L; Junta de ângulo em T e Junta de ângulo em ângulo (figura 2.9). Figura 2.9 - Juntas de ângulo Junta de aresta (edge-joint) – junta entre as extremidades de dois ou mais membros paralelos ou parcialmente paralelos (figura 2.10). Figura 2.10 - Juntas de aresta 02 - 8 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Junta Sobreposta (lap joint) – junta formada por dois componentes a soldar, de tal maneira que suas superfícies se sobrepõem em planos paralelos (figura 2.11). Figura 2.11 - Juntas sobrepostas Junta dissimilar (dissimilar joint) – junta soldada, onde a composição química dos metais de base dos componentes apresenta diferenças significativas. 2.3. Consumíveis de Soldagem e Corte Consumível de soldagem – material empregado na deposição ou proteção da solda, tais como: eletrodo revestido, vareta, arames, anel consumível, gás, fluxo, entre outros. Figura 2.12 - Exemplos de consumíveis de soldagem 02 - 9 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Metal de adição (filler metal) – metal ou liga a ser adicionado para a fabricação de uma junta soldada ou brasada (figura 2.13). Figura 2.13 - Exemplos de metal de adição: eletrodos revestidos, varetas, arames, etc. Eletrodo para solda a arco (arc welding electrode) – componente do circuito de solda através do qual a corrente é conduzida entre o porta-eletrodo e o arco, propiciando a abertura e a manutenção do arco elétrico. Eletrodo Nu ou arame (bare electrode) – metal de adição consistindo de um metal ligado ou não, produzido em forma de arame, fita ou barra, e sem nenhum revestimento ou cobertura nele aplicado além daquele concomitante à sua fabricação ou preservação (figura 2.14). Figura 2.14 - Arame - eletrodo Eletrodo revestido (covered electrode) – metal de adição composto, consistindo de uma alma metálica no qual é aplicado um revestimento, suficiente para produzir uma camada de escória no metal de solda. O revestimento pode conter materiais que formam uma atmosfera protetora, desoxidam o banho, estabilizam o arco e que servem de fonte de adições metálicas à solda. (figura 2.15). Figura 2.15 - Eletrodo revestido - alma e revestimento 02 - 10 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Alma do eletrodo (core electrode) – núcleo metálico de um eletrodo revestido, cuja seção transversal apresenta uma forma circular maciça (figura 2.15). Revestimento do eletrodo (covering electrode) – material sob a forma de pó, extrudado ao redor da alma do eletrodo, consistindo de diferentes tipos de substâncias, que tem como função estabilizar o arco, gerar gases, formar escória, fornecer elementos de liga e fixar o revestimento. Eletrodo tubular ou arame tubular (flux cored electrode) – metal de adição composto, consistindo de um tubo de metal ou outra configuração oca, contendo substâncias que produzem uma atmosfera protetora, desoxidam o banho, estabilizam o arco, formam extensa cobertura de escória, e que também podem contribuir com elementos de liga para o metal de solda. Proteção adicional externa pode ou não ser usada (figura 2.16). Figura 2.16 - Arame tubular Eletrodo de carvão (carbon electrode) – eletrodo não-consumível usado em corte ou goivagem a arco elétrico, consistindo de uma vareta de carbono ou grafite, que pode ser revestida com cobre ou outros materiais (figura 2.38). Vareta de solda (welding rod) - tipo de metal de adição, normalmente embalado em comprimentos retos, utilizado para soldagem ou brasagem, e que não conduz corrente elétrica durante o processo. Fluxo (flux) – material usado para retardar ou prevenir a formação de óxidos e outras substâncias na superfície do metal fundido da poça de fusão e do metal já solidificado, dissolvendo e, por outro lado, facilitando a remoção dessas substâncias (figura 2.17). Figura 2.17 - Exemplo de fluxo no processo de soldagem arco submerso Atmosfera protetora (protective atmosphere) – envoltório de gás ou vácuo que circunda a parte a ser soldada ou brazada, usada para prevenir ou reduzir a formação de óxidos e outros defeitos superficiais. Como exemplo temos gases inertes, gases ativos, vácuo, etc. Atmosfera redutora (reducing atmosphere) – atmosfera protetora quimicamente ativa que, a temperaturas elevadas, reduz óxidos de metais ao seu estado metálico. 02 - 11 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Gás de Proteção (shielding gas) – gás utilizado para prevenir ou reduzir contaminação indesejada pela atmosfera (figura 2.18). Gás Inerte (inert gas) – gás que não combina quimicamente com materiais (metal de base ou metal de adição). Figura 2.18 - Gás de proteção 2.4. Equipamentos, Processos e Acessórios Gabarito de Solda (weld gage) – dispositivo para verificação da forma e da dimensão de soldas. Também chamado de “Calibre de Solda” (figura 2.19). Figura 2.19 - Gabaritos de Solda Equipamento (weldment) – produto de fabricação, construção e/ou montagem soldada, tais como equipamentos de caldeiraria, tubulação, estruturas metálicas, oleodutos e gasodutos, navios, etc (figura 2.20). 02 - 12 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.20 - Equipamento Equipamento de soldagem – máquinas, ferramentas, instrumentos, estufas e dispositivos empregados na operação de soldagem (figura 2.21). Figura 2.21 - Exemplos de equipamentos de soldagem (maquina de solda, estufa portátil, tochas TIG) Porta-eletrodo (electrode holder) – dispositivo usado para prender mecanicamente o eletrodo revestido, enquanto conduz corrente através dele (figura 2.22). Figura 2.22 - Porta-eletrodo e Soldagem a arco elétrico manual com eletrodo revestido 02 - 13 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Eletrodo de tungstênio (tungsten electrode) – eletrodo metálico, não consumível, usado em soldagem, corte a arco elétrico, ou metalização a plasma, feito principalmente de tungstênio (figura 2.23). Figura 2.23 - Eletrodo de tungstênio Soldagem (welding) – processo utilizado para unir materiais por meio de solda. Processo de soldagem (welding process) – processo utilizado para unir materiais pelo aquecimento destes a temperaturas adequadas, com ou sem aplicação de pressão, e com ou sem a participação de metal de adição. Soldagem a arco (arc welding) – grupo de processos de soldagem que resultam na união de metais pelo aquecimento destes por meio de um arco elétrico, com ou sem a aplicação de pressão e com ou sem o uso de metal de adição. Soldagem automática (automatic welding) – processo cuja operação é inteiramente executada e controlada de forma automática, podendo eventualmente ocorrer uma intervenção manual do operador (figura 2.24). Figura 2.24 - Soldagem automática Soldagem manual (manual welding) – processo cuja operação é inteiramente executada e controlada de forma manual (manuseio da tocha, pistola, porta eletrodo, etc.) - figura 2.22. Soldagem semi-automática (semiautomatic arc welding) – soldagem manual com equipamento que controla uma ou mais variáveis de soldagem (figura 2.25). Figura 2.25 - Soldagem semi-automática 02 - 14 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Brasagem (brazing, soldering) – processo de união de materiais onde apenas o metal de adição sofre fusão, ou seja, o metal de base não participa da zona fundida. Após fundir-se, o metal de adição se distribui por capilaridade na fresta formada pelas superfícies da junta (figura 2.26). Figura 2.26 - Brasagem 2.5. Posições de Soldagem Posição plana (flat position) – posição de soldagem utilizada, quando a junta é soldada pelo seu lado superior; a face da solda se encontra em um plano aproximadamente horizontal. (figuras 2.27 e 2.31). Figura 2.27 - Posição de soldagem plana Posição vertical (vertical position) – posição de soldagem na qual o eixo da solda é aproximadamente vertical. Na soldagem de tubos, é a posição da junta na qual a soldagem é executada com o tubo na posição horizontal, caso o tubo possa ser girado, é possível que o tubo seja soldado apenas na posição vertical dependendo onde se posicione o soldador. Com o tubo fixo o soldador terá que soldar na posição plana, vertical e sobre-cabeça para executar toda a solda (figuras 2.28 e 2.31). 02 - 15 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.28 - Posição de soldagem vertical Posição horizontal (horizontal position) – em solda em ângulo, posição na qual a soldagem é executada pelo lado superior entre um metal de base posicionado aproximadamente horizontal e um outro posicionado aproximadamente vertical. Em soldas em chanfro, posição na qual o eixo da solda está num plano aproximadamente horizontal e a face da solda encontra-se em um plano aproximadamente vertical. (figuras 2.29 e 2.31). Figura 2.29 - Posição de soldagem horizontal Posição sobre-cabeça (overhead position) – posição na qual se executa a soldagem pelo lado inferior da junta (figuras 2.30 e 2.31). Figura 2.30 - Posição de soldagem sobre-cabeça 02 - 16 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.31 - Posição de soldagem de juntas circunferências de tubos 2.6. Técnicas de Soldagem Técnica de soldagem (welding technique) - detalhes de um procedimento de soldagem que são controlados pelo soldador ou operador de soldagem. Polaridade direta (straight polarity) – tipo de ligação para soldagem com corrente contínua, onde os elétrons deslocam-se do eletrodo para a peça (a peça é considerada como polo positivo e o eletrodo como polo negativo) - figura 2.32. Figura 2.32 - Polaridade direta 02 - 17 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Polaridade inversa (reverse polarity) – tipo de ligação para soldagem com corrente contínua, onde os elétrons deslocam-se da peça para o eletrodo (a peça é considerada como polo negativo e o eletrodo como polo positivo) - figura 2.33. Figura 2.33 - Polaridade inversa (ou reversa ou indireta) Ângulo de deslocamento ou de inclinação do eletrodo (travel angle) – ângulo menor que 90° formado entre o eixo do eletrodo e uma linha referência perpendicular ao eixo da solda, localizado num plano determinado pelo ângulo de trabalho (figura 2.34). Ângulo de trabalho (work angle) – ângulo menor que 90° que um eletrodo faz com uma linha de referência posicionada perpendicularmente à superfície da chapa, passando pelo centro do chanfro, localizada em um plano perpendicular ao eixo da solda (figura 2.34). Figura 2.34 - Angulo de deslocamento ou inclinação e angulo de trabalho 02 - 18 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Passe estreito (stringer bead) – depósito efetuado seguindo a linha de solda, sem movimento lateral apreciável (figura 2.35 A). Passe oscilante (weave bead) – depósito efetuado com movimento lateral (oscilação transversal), em relação à linha de solda. (figura 2.35 B). Figura 2.35 - Escamas de solda, passe estreito e oscilante Passe de revenimento (temper bead) – passe ou camada depositada em condições que permitam a modificação estrutural do passe ou camada anterior e de suas zonas termicamente afetadas. Seqüência de passes (cross sectional sequence) – ordem pela qual os passes de uma solda multi-passe são depositados com relação à seção transversal da junta (figura 2.36). Figura 2.36 - Camada, cordão ou passe, e sequência de passes 02 - 19 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Seqüência de soldagem (welding sequence) – ordem pela qual são executadas as soldas em um equipamento. Soldagem com passe à ré (backstep sequence) – soldagem na qual, trechos do cordão de solda são executados em sentido oposto ao da progressão da soldagem, de forma que cada trecho termine no início do anterior, formando ao todo, um único cordão. (figura 2.37). Figura 2.37 - Soldagem com passe a ré Velocidade de avanço - é a velocidade de deslocamento da poça de fusão durante a soldagem. Goivagem (gouging) – variação do processo de corte térmico que remove metal por fusão com objetivo de fabricar um bisel ou chanfro. Goivagem a arco (arc gouging) – goivagem térmica que usa uma variação do processo de corte a arco para fabricar um bisel ou chanfro. Goivagem por Trás (back gouging) – remoção do metal de solda e do metal de base pelo lado oposto de uma junta parcialmente soldada, para assegurar penetração completa pela subseqüente soldagem pelo lado onde foi efetuada a goivagem. Corte com eletrodo de carvão (carbon arc cutting) – processo de corte a arco elétrico, no qual metais são separados por fusão devido ao calor gerado pelo arco formado entre um eletrodo de grafite e o metal de base. Para a retirada do metal líquido localizado na região do corte, utiliza-se o ar comprimido (figura 2.38). Figura 2.38 - Eletrodo de carvão e goivagem com eletrodo de carvão Martelamento (peening) – trabalho mecânico, aplicado à zona fundida da solda por meio de impactos, destinado a controlar as tensões residuais da junta soldada. 02 - 20 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 2.7. Aspectos Térmicos Soldabilidade (weldability) – capacidade de um material ser soldado, sob condições de fabricação obrigatórias a uma estrutura específica adequadamente projetada, e de apresentar desempenho satisfatório em serviço. Preaquecimento (preheat) – calor aplicado no metal de base para atingir e manter a temperatura de preaquecimento (figura 2.39). Preaquecimento localizado (local preheating) – preaquecimento de uma porção específica de uma estrutura (figura 2.39). Figura 2.39 - Preaquecimento e preaquecimento localizado Temperatura de préaquecimento (preheat temperature) - temperatura do metal de base no volume correspondente às vizinhanças do ponto de soldagem imediatamente antes do início desta. Temperatura de interpasse (interpass temperature) - em soldagem multipasse, temperatura (mínima ou máxima como especificado) do metal de solda antes do passe seguinte ter começado. Pós-aquecimento (postheathing) – aplicação de calor na junta soldada, imediatamente após a deposição da solda, com a finalidade principal de remover hidrogênio difusível. Diluição (dilution) – modificação na composição química de um metal de adição causado pela mistura do metal de base ou do metal de solda anterior. Participação do metal de base no metal de solda. É medido pela percentagem do metal de base ou do metal de solda anterior no cordão de solda (figura 2.40). Figura 2.40 - Diluição 02 - 21 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Tensão residual (residual stress) - tensão remanescente numa estrutura ou membro, estando este livre de forças externas ou gradientes térmicos. Tensão térmica (thermal stress) - tensão no metal resultante de distribuição não uniforme de temperaturas Alívio de Tensões (stress relief heat treatment) - aquecimento uniforme de uma estrutura/junta de solda a uma temperatura suficiente para aliviar a maioria das tensões residuais, seguido de um resfriamento uniforme. 2.8. Aspectos Eletro-Magnéticos Corrente elétrica de soldagem (welding current) – corrente elétrica que passa pelo eletrodo (circuito de soldagem) na execução de uma solda. Energia de Soldagem (heat input) – É a energia fornecida pelo processo de soldagem durante a operação de soldagem. Sopro magnético (arc blow) – deflexão de um arco elétrico, de seu percurso normal, devido a forças magnéticas (figura 2.41). Figura 2.41 - Sopro magnético Tensão do arco (arc voltage) - potencial elétrico entre o eletrodo e o metal de base. 2.9. Taxas e Eficiências Taxa de deposição (deposition rate) - peso de material depositado por unidade de tempo. Eficiência de Deposição (deposition efficiency) – relação entre o peso do metal depositado e o peso do consumível utilizado, expressa em percentual. Eficiência de Junta – relação entre a resistência de uma junta soldada e a resistência do metal de base, expressa em percentual. 2.10. Regiões e Geometria da Junta Soldada Poça de fusão (weld pool) – volume localizado de metal líquido proveniente de metal de adição e metal de base antes de sua solidificação como metal de solda (figura 2.42). 02 - 22 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.42 - Poça de fusão Passe de solda (weld pass) – progressão unitária da soldagem ao longo de uma junta. O resultado de um passe: cordão de solda, camada (figura 2.36). Escória (slag) – resíduo não metálico proveniente da dissolução do fluxo ou do revestimento de eletrodos e as impurezas não metálicas na soldagem e brasagem. Cordão de solda (weld bead) – depósito de solda resultante de um passe (figura 2.36). Camada (layer) – deposição de um ou mais passes consecutivos situados aproximadamente num mesmo plano. (figura 2.36). Metal depositado (deposited metal) – metal de adição que foi depositado durante a operação de soldagem. Metal de solda (weld metal) – porção de solda que foi fundida durante a soldagem. Dimensão da solda (weld size): − Para solda de aresta – é a espessura do metal de solda medida desde a raiz da solda (figura 2.43). − Para solda em chanfro – é a penetração da junta de uma solda em chanfro, ou seja, é a profundidade do bisel, adicionada à da raiz, caso esta seja especificada, excetuando os reforços (figura 2.44). − A dimensão de uma solda em chanfro também pode ser chamada Garganta Efetiva (figura 2.45). − Para soldas em ângulo: • Para soldas em ângulos de pernas iguais, é o comprimento do cateto do maior triângulo retângulo isósceles que pode ser inscrito na seção transversal da solda (figura 2.46 A, B, C, D). • Para soldas em ângulos de pernas desiguais, é o comprimento dos catetos do maior triângulo retângulo que pode ser inscrito na seção transversal da solda (figura 2.46 E). Figura 2.43 - Solda de aresta 02 - 23 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.44 - Solda em chanfro Garganta de Solda (fillet weld throat) – dimensão de uma solda em ângulo determinada de três modos: − Teórica: altura do maior triângulo retângulo inscrito na seção transversal da solda (figura 2.46 A, B, C, D). − Efetiva: distância mínima da raiz da solda à sua face, excluindo qualquer reforço. (figura 2.46 A, B, C, D). − Real: distância entre a raiz da solda e a face da solda (figura 2.46 A, B, C, D). Perna de solda (fillet weld leg) – distância da raiz da junta à margem da solda em ângulo (figura 2.46 A, B, C, D). 02 - 24 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.45 - Garganta efetiva Figura 2.46 - Dimensões da solda em angulo 02 - 25 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.46 (cont.) - Dimensões da solda em angulo Penetração da junta (joint penetration) – numa junta de topo, é a profundidade da solda medida entre a face da solda e sua extensão na junta, exclusive reforços. A penetração da junta pode incluir a penetração da raiz. Numa junta em ângulo, é a distância entre a margem e a raiz da solda, tomada de uma reta perpendicular à superfície do metal de base (figuras 2.44 e 2.45). Penetração total da junta (complete joint penetration) – penetração de junta na qual o metal de solda preenche totalmente o chanfro, fundindo-se completamente ao metal de base em toda a extensão das faces do chanfro (figura 2.45 A). 02 - 26 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Penetração da raiz (root penetration) – profundidade com que a solda se prolonga na raiz da junta (figuras 2.44 e 2.45). Margem de solda (weld toe) – junção entre a face da solda e o metal de base (figura 2.47). Face da Solda (weld face) – superfície exposta da solda, pelo lado por onde a solda foi executada (figura 2.47). Figura 2.47 - Face da solda, reforço da face, reforço da raiz e margem da solda Escama de Solda (stringer bead, weave bead) - aspecto da face da solda semelhante à escamas de peixe. Em deposição sem oscilação transversal (stringer bead), assemelha-se a uma fileira de letras V; em deposição com oscilação transversal (weave bead), assemelha-se a escamas entrelaçadas (figura 2.35). Reforço da solda (weld reinforcement) – metal de solda em excesso, além do necessário para preencher a junta, excesso de metal depositado nos últimos passes (ou na última camada), podendo ser na face da solda e/ou na raiz da solda (figura 2.47). Reforço da face (face reinforcement) – reforço de solda localizado no lado onde a solda foi feita (figura 2.47). Reforço da raiz (root reinforcement) – reforço da solda localizado no lado oposto por onde a solda foi feita (figura 2.47). Raiz da solda (weld root) – pontos, nos quais a parte posterior da solda intersecta as superfícies do metal de base (figura 2.48). Profundidade de fusão (depth of fusion) – distância que a fusão atinge no metal de base ou no passe anterior, a partir da superfície fundida durante a soldagem (figura 2.49). Face de Fusão (fusion face) – superfície do metal de base que será fundida na soldagem (figura 2.49). Revestimento de chanfro (buttering) – também conhecido como “Amanteigamento”. Revestimento produzido por uma ou mais camadas de solda depositada na face do chanfro com objetivo de produzir um metal de solda compatível metalurgicamente com o metal de base do outro componente (figura 2.50). Zona de fusão (fusion zone) - região do metal de base que sofreu fusão durante a soldagem (figura 2.51). Zona fundida - região da junta soldada que sofreu fusão durante a soldagem (figura 2.51). Zona de ligação - região da junta soldada que envolve a zona que sofreu fusão durante a soldagem (figura 2.51). Zona afetada termicamente (heat-affected zone) - região do metal de base que não foi fundida durante a soldagem, mas cujas propriedades mecânicas e microestrutura foram alteradas devido ao calor gerado pela soldagem, brasagem ou corte (figura 2.51). 02 - 27 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.48 - Raiz da solda Junta Soldada (welded joint) – união obtida por soldagem, de dois ou mais componentes incluindo zona fundida, zona de ligação, zona afetada termicamente e metal de base nas proximidades da solda (figura 2.5). 2.11. Termos Aplicáveis à Qualificação em Soldagem Procedimento de soldagem ou procedimento de soldagem da executante (welding procedure, welding procedure specification) – documento emitido pela executante dos serviços, descrevendo detalhadamente todos os parâmetros e as condições da operação de soldagem para uma aplicação específica para garantir repetibilidade. Qualificação de Procedimento (procedure qualification) – demonstração pela qual, as soldas executadas por um procedimento específico podem atingir os requisitos preestabelecidos. Registro da Qualificação de Procedimento de Soldagem (RQPS) (procedure qualification Record) – documento emitido pela executante dos serviços, que fornece as variáveis reais de soldagem usadas para produzir uma chapa ou tubo de teste aceitável, onde também estão incluídos os resultados dos testes realizados na junta soldada para qualificar uma especificação de procedimentos de soldagem. Qualificação de soldador (welder performance qualification) – demonstração da habilidade de um soldador em executar soldas que atendam padrões preestabelecidos. 02 - 28 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.49 - Face de fusão e profundidade de fusão Figura 2.50 - Revestimento de chanfro ("amanteigamento") Figura 2.51 - Zonas de uma junta soldada 02 - 29 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Certificado de qualificação de soldador (welder certification) – documento certificando que o soldador executa soldas de acordo com padrões preestabelecidos. Chapa ou tubo de teste (test coupon) – peça soldada e identificada para qualificação de procedimento de soldagem ou de soldadores ou de operadores de soldagem (figura 2.52). Figura 2.52 - Exemplos de chapa e tubo de teste Chapa de teste de produção (production test plate) – chapa soldada e identificada como extensão de uma das juntas soldadas do equipamento, com a finalidade de executar ensaios mecânicos, químicos ou metalográficos. Corpo de prova (test specimen) – amostra retirada e identificada da chapa ou tubo de teste, quando se objetiva conhecer as propriedades mecânicas, entre outras propriedades, do material analisado (figura 2.53). Figura 2.53 - Corpos de prova 2.12. Termos Aplicáveis à Solda Solda (weld) – união localizada de metais ou não-metais, produzida pelo aquecimento dos materiais a temperatura adequada, com ou sem aplicação de pressão, ou pela aplicação de pressão apenas, e com ou sem a utilização de metal de adição. Solda autógena (autogenous weld) – solda de fusão sem participação de metal de adição. Solda automática (automatic welding) – soldagem com equipamento que executa toda operação sob observação e controle de um operador de soldagem (figura 2.24). Solda de aresta (edge weld) – solda executada numa junta de aresta (figura 2.43). 02 - 30 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Solda de costura (seam weld) – solda contínua executada entre ou em cima de membros sobrepostos, na qual a união pode iniciar e ocorrer nas superfícies de contato, ou pode se dar pela parte exterior de um dos membros. A solda contínua pode consistir de um único passe ou de uma série de soldas por pontos (figura 2.54). Figura 2.54 - Solda de costura Solda de selagem (seal weld) – qualquer solda projetada com a finalidade principal de impedir vazamentos. Solda de tampão (plug weld/slot weld) – solda executada através de um furo circular ou alongado num membro de uma junta sobreposta ou em T, unindo um membro ao outro. As paredes do furo podem ser ou não paralelas e o furo pode ser parcial ou totalmente preenchido com metal de solda (figura 2.55). Figura 2.55 - Solda de tampão Solda de topo (butt weld) – solda executada em uma junta de topo. Solda descontínua (intermittent weld) – solda na qual a continuidade é interrompida por espaçamentos sem solda (figura 2.56). Solda em cadeia ou descontinua coincidente (chain intermittent fillet weld) – solda em ângulo composta de cordões intermitentes (cordões igualmente espaçados) que coincidem entre si, de tal modo que a um trecho de cordão sempre se opõe a um outro. (Figura 2.56 A). 02 - 31 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Figura 2.56 - Solda descontínua; A: em cadeia; B: em escalão Solda em escalão ou descontinua intercalada (staggered intermittent fillet weld) – solda em ângulo, usada nas juntas em T, composta de cordões intermitentes que se alternam entre si, de tal modo que a um trecho do cordão se opõe uma parte não soldada. (figura 2.56 B). Solda em ângulo (fillet Weld) – solda de seção transversal aproximadamente triangular, que une duas superfícies em ângulo (aproximadamente reto), em uma junta sobreposta, junta em T ou junta de quina. Solda em chanfro (groove weld) – solda executada em um chanfro. Solda heterogênea – solda cuja composição química da zona fundida, difere significativamente da do(s) metal(ais) de base, no que se refere aos elementos de liga. Solda homogênea – solda cuja composição química da zona fundida é próxima à do metal de base. Solda por pontos (spot weld) – solda executada entre ou sobre componentes sobrepostos cuja fusão ocorre entre as superfícies em contato ou sobre a superfície externa de um dos componentes. A seção transversal da solda no plano da junta é aproximadamente circular (Figura 2.57). Figura 2.57 - Solda por pontos Solda provisória (tack Weld) – também conhecida como “ponteamento”, é a solda destinada a manter membros ou componentes adequadamente ajustados até a conclusão da soldagem. 02 - 32 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 3. Terminologia de Descontinuidades em Juntas Soldadas Os termos referentes à terminologia de descontinuidades em juntas soldadas se baseiam estão na norma PETROBRÁS N-1738 - Descontinuidades em juntas soldadas, fundidos, forjados e laminados (Terminologia). Esta norma define os termos empregados na denominação de descontinuidades em materiais metálicos semi-elaborados, oriundos de processos de fabricação e/ou montagem, soldagem por fusão, fundição, forjamento e laminação. Nesta mesma norma é também encontrado um glossário de termos Português-Inglês e Inglês-Português sobre descontinuidades. NOTA: Descontinuidade é a interrupção das estruturas típicas de uma peça, no que se refere à homogeneidade de características físicas, mecânicas ou metalúrgicas. Não é necessariamente um defeito. A descontinuidade só deve ser considerada defeito, quando, por sua natureza, dimensões ou efeito acumulado, tornar a peça inaceitável, por não satisfazer os requisitos mínimos da norma técnica aplicável. Baseado na N-1738 serão adotadas as seguintes definições para descontinuidades em juntas soldadas: Abertura de arco – Imperfeição local na superfície do metal de base resultante da abertura do arco elétrico. Ângulo excessivo de reforço – Ângulo excessivo entre o plano da superfície do metal de base e o plano tangente ao reforço de solda, traçado a partir da margem da solda. (Figura A.1) Cavidade alongada – Vazio não arredondado com a maior dimensão paralela ao eixo da solda, podendo estar localizado: a) Na solda (Figura A.2a); b) Na raiz da solda (Figura A.2b). Concavidade – Reentrância na raiz da solda, podendo ser: a) Central, situada ao longo do centro do cordão (Figura A.3a); b) Lateral, situada nas laterais do cordão (Figura A.3b). Concavidade excessiva – Solda em ângulo com a face excessivamente côncava (Figura A.4). Convexidade excessiva – Solda em ângulo com a face excessivamente convexa (Figura A.5). Deformação angular – Distorção angular da junta soldada em relação a configuração de projeto (Figura A.6), exceto para junta soldada de topo (ver embicamento). Deposição insuficiente – Insuficiência de metal na face da solda (Figura A.7). Desalinhamento – Junta soldada de topo, cujas superfícies das peças, embora paralelas, apresentam-se desalinhadas, excedendo à configuração de projeto (Figura A.8). Embicamento – Deformação angular da junta soldada de topo (Figura A9). Falta de Fusão – Fusão incompleta entre a zona fundida e o metal de base, ou entre passes da zona fundida, podendo estar localizada: a) Na zona de ligação (Figura A.10a); 02 - 33 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 b) entre os passes (Figura A.10b); c) Na raiz da solda (Figura A.10c e 10d). Falta de Penetração – Insuficiência de metal na raiz da solda (Figura A.11). Fissura – Ver termo preferencial: trinca. Inclusão de escória – Material sólido não metálico retido no metal de solda ou entre o metal de solda e o metal de base podendo ser: a) Alinhada (Figura A.12a e 12b); b) isolada (Figura A 12c); c) Agrupada (Figura A.12d). Inclusão metálica – Metal estranho retido na zona fundida. Micro-trinca – Trinca com dimensões microscópicas. Mordedura – Depressão sob a forma de entalhe, no metal de base acompanhando a margem da solda (Figura A.13). Mordedura na raiz – Mordedura localizada na margem da raiz da solda (Figura A.14). Penetração excessiva – Metal da zona fundida em excesso na raiz da solda (Figura A.15). Perfuração – Furo na solda (Figura A.16a) ou penetração excessiva localizada (Figura A 16b) resultante da perfuração do banho de fusão durante a soldagem. Poro – Vazio arredondado, isolado e interno á solda. Poro superficial – Poro que emerge à superfície da solda. Porosidade – Conjunto de poros distribuídos de maneira uniforme, entretanto não alinhado (Figura A. 17) Porosidade agrupada – Conjunto de poros agrupados (Figura A.18). Porosidade alinhada – Conjunto de poros dispostos em linha, segundo uma direção paralela ao eixo longitudinal da solda (Figura A19). Porosidade vermiforme – Conjunto de poros alongados ou em forma de espinha de peixe situados na zona fundida (Figura A.20) Rachadura – Ver termo preferencial: trinca. Rechupe de cratera – Falta de metal resultante da contração da zona fundida, localizada na cratera do cordão de solda (Figura A.21). Rechupe interdendrítico – Vazio alongado situado entre dendritas da zona fundida. Reforço excessivo – Excesso de metal da zona fundida, localizado na face da solda (Figura A.22). Respingos – Glóbulos de metal de adição transferidos durante a soldagem e aderidos à superfície do metal de base ou à zona fundida já solidificada. Sobreposição – Excesso de metal da zona fundida sobreposto ao metal de base na margem da solda, sem estar fundido ao metal de base (Figura A.23). 02 - 34 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Solda em ângulo assimétrica – Solda em ângulo, cujas pernas são significativamente desiguais em desacordo com a configuração de projeto (Figura A.24). Trinca – Tipo de descontinuidade plana caracterizada por uma ponta aguda e uma alta razão comprimento e largura. Trinca de cratera – Trinca localizada na cratera do cordão de solda, podendo ser: a) Longitudinal (Figura A.25a); b) Transversal (Figura A.25b); c) Em estrela (Figura A.25c). Trinca em estrela – Trinca irradiante de tamanho inferior à largura de um passe da solda considerada (ver trinca irradiante). Trinca interlamelar – Trinca em forma de degraus, situados em planos paralelos à direção de laminação, localizada no metal de base, próxima à zona fundida (Figura A.26). Trinca irradiante – Conjunto de trincas que partem de um mesmo ponto, podendo estar localizada: a) Na zona fundida (Figura A.27a); b) Na zona afetada termicamente (Figura A.27b); c) No metal de base (Figura A.27c). Trinca longitudinal – Trinca com direção aproximadamente paralela ao eixo longitudinal do cordão de solda, podendo estar localizada: a) Na zona fundida (Figura A.28a); b) Na zona de ligação (Figura A.28b); c) Na zona afetada termicamente (Figura A.28c); d) No metal de base (Figura A.28d). Trinca na margem – Trinca que se inicia na margem da solda, localizada geralmente na zona afetada termicamente (Figura A.29). Trinca na raiz – Trinca que se inicia na raiz da solda, podendo estar localizada: a) Na zona fundida (Figura A.30a); b) Na zona afetada termicamente (Figura A.30b). Trinca ramificada – Conjunto de trincas que partem de uma trinca, podendo estar localizada: a) na zona fundida (Figura A.31a); b) Na zona afetada termicamente (Figura A.31b); c) No metal de base (Figura A.31 c). 02 - 35 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Trinca sob cordão – Trinca localizada na zona afetada termicamente não se estendendo à superfície da peça (Figura A. 32) Trinca transversal – Trinca com direção aproximadamente perpendicular ao eixo longitudinal do cordão de solda, podendo estar localizada: a) Na zona fundida (Figura A.33a); b) Na zona afetada termicamente (Figura A.33b): (c) no metal de base (Figura A.33c). 02 - 36 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 37 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 38 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 39 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 40 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 41 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 42 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 43 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 44 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Glossário Português-Inglês Português Inglês Abertura de arco - arc strike Ângulo excessivo de reforço - bad reinforcement angle Cavidade alongada - elongated cavity Cavidade alongada na raiz - hollow bead Chapelim (fundição) - chaplet Chupagem (fundição) - shrinkage cavity Concavidade - concavity Concavidade central - root concavity Concavidade lateral - shrinkage groove Concavidade excessiva - excessive concavity Convexidade excessiva - excessive convexity Crosta (fundição) - scrab Deformação angular - angular misalingment Deposição insuficiente - incompletely filled groove Desalinhamento - linear misalignment, high-Iow Desencontro (fundição) - shift Dobra - lap Dupla laminação - lamination Embicamento - angular misalignment Enchimento incompleto - underfill, misrun Falta de fusão - lack of fusion, incomplete fusion Falta de penetração - lack of penetration, inadequate penetration Fissura - crack, fissure Gota fria (fundição) - cold shut Inclusão (fundição) - insert Inclusão de areia - sand inclusion Inclusão de escória - slag inclusion Inclusão metálica - metallic inclusion Interrupção de vazamento (fundição) - shut metal Lasca (forjado) - seam Metal frio (fundição) - shut metal 02 - 45 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Português Inglês Micro trinca - micro crack Mordedura - undercut Penetração excessiva - excessive penetration Perfuração - bum through, excessive melt through Poro - gas pore Porosidade - gas pocket, porosity, blow hole Porosidade (fundição) - porosity Porosidade agrupada - clustered porosity Porosidade alinhada - linear porosity Porosidade vermiforme - worm-hole Queda de bolo (fundição) - crush Rabo de rato (fundição) - rat tail Rechupe (fundição) - shrinkage cavity Rechupe de cratera - crater pipe Reforço excessivo - excessive reinforcement Respingos - spatter Segregação (fundição, forjamento, laminação) - segregation Sobreposição - overtap Solda em ângulo assimétrica - assymetrical fillet weld Trinca - crack Trinca de cratera - crater crack Trinca de contração (fundição) - hot tear Trinca em estrela - star crack Trinca interlamelar - lamellar teaning Trinca irradiante - radiating crack Trinca longitudinal - longitudinal crack Trinca na margem - toe crack Trinca na raiz - root crack Trinca ramificada - branching crack Trinca sob cordão - underbead crack Trinca transversal - transverse crack Veio (fundição) - veining, fin 02 - 46 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Glossário Inglês-Português Inglês Português Angular missalignment - embicamento, deformação angular Arc strike - abertura de arco Assymetrical fillet weld - solda em ângulo assimétrica Bad reinforcement angle - ângulo excessivo de reforço Blow hole - porosidade Branching crack - trinca ramificada Bum through - perfuração Chaplet - chapelim (fundição) Clustered porosity - porosidade agrupada Cold shut - gota fria (fundição) Concavity - concavidade Crack - trinca Crater crack - trinca de cratera Crater pipe - rechupe de cratera Crush - queda de bolo (fundição) Elongated cavity - cavidade alongada Excessive concavity - concavidade excessiva Excessive convexity - convexidade excessiva Excessive melt through - perfuração Excessive reinforcement - reforço excessivo Fin - veio (fundição) Fissure - trinca, fissura Gas pocket - porosidade Gas pore - poro High-low - desalinhamento Hollow bead - cavidade alongada na raiz Hot tear - trinca de contração (fundição) Inadequate penetration - falta de penetração Incomplete fusion - falta de fusão Incomplety filled groove - deposição insuficiente Insert - inclusão (fundição) 02 - 47 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Inglês Português Interdendritic shrinkage - rechupe interdendrítico Lack of fusion - falta de fusão Lack of penetration - falta de penetração Lamellar tearing - trinca interlamelar Lamination - dupla laminação Lap - dobra (laminação, forjamento) Linear misaligment - desalinhamento Linear porosity - porosidade alinhada Longitudinal crack - trinca longitudinal Metallic inclusion - inclusão metálica Micro crack - micro-trinca Overlap - sobreposição Porosity - porosidade Radiating crack - trinca irradiante Rat tail - rabo de rato (fundição) Root concavity - concavidade central Root crack - trinca de raiz Sand inclusion - inclusão de areia (fundição) Scrab - crosta (fundição) Seam - lasca (forjamento, laminação) Segregation - segregação (fundição, forjamento, laminação) Shift - desencontro (fundição) Shrinkage cavity - rechupe, chupagem (fundição) Shrinkage groove - concavidade lateral Shut metal - metal frio interrupção vazamento (fundição) Slag inclusion - inclusão de escória Spatter - respingo Star crack - trinca na margem Transverse crack - trinca transversal Underbead crack - trinca sob cordão Undercut - mordedura Underfill - enchimento incomplete 02 - 48 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 Inglês Português Veining - veio (fundição) Worm-hole - porosidade vermiforme 02 - 49 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 EXERCÍCIOS: 01 – Escreva os nomes corretos dos chanfros desenhados abaixo: 02 – Escreva os nomes das juntas desenhadas abaixo: 02 - 50 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 03 – Atmosfera protetora quimicamente ativa que, a temperaturas elevadas, reduz óxidos de metais ao seu metálico: a) Atmosfera de brasagem. c) Atmosfera redutora. b) Atmosfera Ativa. d) N.R.A. 04 – Metal de adição composto, constituído de um tubo de metal oco, contendo produtos que formam uma atmosfera protetora e desoxidante: a) Eletrodo de carvão. c) Eletrodo revestido. b) Eletrodo tubular. d) Eletrodo de tungstênio. 05 – O que é junta? a) Região onde duas ou mais peças serão unidas por soldagem. b) Região onde se inicia a soldagem. c) Junção da face e o metal de base. d) União de dois componentes através de soldagem. 06 – O que é ângulo de chanfro? a) É o ângulo formado entre o eletrodo e a reta de referência. b) É o ângulo formado com relação à superfície do metal de base num plano perpendicular ao eixo da solda. c) É o ângulo integral entre as bordas preparadas dos componentes. d) É o ângulo formado entre a borda preparada do componente e um plano perpendicular à superfície do componente. 07 – O que é solda autógena? a) É um tipo de solda automática. b) Processo de soldagem com equipamentos automáticos. c) Processo de soldagem de metais de base com composições diferentes. d) Solda de fusão sem participação de metal de adição. 08 – Das afirmativas abaixo, qual está correta? a) Abertura de raiz é a distância que separa os componentes a serem soldados. b) A borda do componente a ser soldado, preparado na forma angular é chamada de bisel. c) Camada é a deposição de um ou mais passes consecutivos situados em planos diferentes d) Eletrodo de carvão é o eletrodo consumível usado em corte ou soldagem a arco elétrico. 02 - 51 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 09 – Identificar e escrever as descontinuidades abaixo: 02 - 52 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 02 - 53 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 10 – Indique somente a afirmativa que não está incorreta: a) Falta de fusão é uma descontinuidade que tanto aparece na raiz como na face da solda. b) Falta de penetração é uma descontinuidade que somente é encontrada na raiz da solda. c) Descontinuidade e defeito são as mesmas coisas. d) Os termos “Polaridade Inversa” e “Polaridade Reversa” significam que o eletrodo encontra-se no pólo negativo. 11 – Marque a alternativa correta: a) Reforço excessivo é o excesso de metal na zona fundida localizado na raiz da solda. b) Concavidade é uma descontinuidade que pode ocorrer tanto na face quanto na raiz da solda. c) Concavidade excessiva é a descontinuidade localizada na face da solda numa solda de angulo. d) Embicamento é um tipo de deformação encontrada nas soldas em ângulo. 12 – Qual o nome da junção entre a face da solda e o metal de base? a) Raiz da solda. b) Raiz da face. c) Margem do metal de base. d) Margem da solda. 13 – Solda heterogênea é: a) O mesmo que junta dissimilar. b) Zona fundida cuja composição química possui uma diferença significativa do metal de base. c) Uma junta preparada para soldagem de espessuras diferentes. d) Solda com materiais de base de resistência mecânica diferente do metal de solda. 14 – Assinale a alternativa errada: a) Solda de topo é a solda executada em uma junta de topo. b) Solda autógena é a solda de fusão com a participação do metal de adição. c) Trinca e fissura possui o mesmo significado, porém, o termo preferencial é “trinca”. d) Solda de aresta é uma solda executada numa junta de aresta. 15 – Quais das descontinuidades abaixo são possíveis de serem visualizadas pelo lado da face da solda? a) Mordedura, falta de fusão na face e reforço excessivo. b) Mordedura, deposição insuficiente e concavidade na face. c) Mordedura, deposição insuficiente e porosidade. d) Mordedura, deposição insuficiente e falta de penetração na face. 16 – O que é junta de aresta? a) Junta entre as extremidades de dois ou mais membros paralelos ou parcialmente paralelos. b) Junta formada por dois componentes que se sobrepõem. c) Junção entre a face da solda e o metal de base. d) Junta entre dois membros alinhados no mesmo plano. 17 – Operador de soldagem é o profissional capacitado apenas para operar equipamentos semiautomáticos. a) Verdadeiro. b) Falso. 18 – O que é alicate porta-eletrodo? a) É o ângulo integral do chanfro entre as partes a serem unidas por uma solda. b) É o ângulo que o eletrodo forma com a reta de referência, perpendicular ao eixo da solda, no plano comum entre o eixo da solda e ao eixo do eletrodo. c) É o dispositivo usado para prender mecanicamente ao eletrodo enquanto transmite corrente elétrica através dele. d) É um consumível utilizado na soldagem “TIG”. 02 - 54 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 19 – “Martelamento” é um trabalho mecânico aplicado ao metal de base por meios de impactos, destinado a controlar deformações da junta soldada. a) Falso. b) Verdadeiro. 20 – O que é brasagem? a) Aplicação de calor na junta soldada, imediatamente após a deposição da solda. Com a finalidade principal de remover hidrogênio difusível. b) Zona em fusão a cada instante durante a soldagem. c) É o processo de união de metais onde apenas o metal de adição sofre fusão, ou seja, o metal de base não participa da zona fundida. O metal de adição se distribui por capilaridade na fresta formada pela superfície da junta, após fundir-se. d) União de metais feita simplesmente na brasa. 21 – Assinale “Verdadeiro” ou “Falso”. “Corpo de prova é uma amostra retirada e identificada da chapa ou tubo de teste para reconhecer propriedades mecânicas, entre outras propriedades, do material analisado”. a) Falso. b) Verdadeiro. 22 – O que é ângulo de inclinação do eletrodo? a) Ângulo integral do chanfro entre as partes a serem unidas num trabalho. b) Ângulo formado entre o eixo do eletrodo e a superfície do metal de base no plano perpendicular ao eixo da solda. c) Ângulo de posição de soldagem sobre-cabeça do soldador. d) Ângulo formado entre o eletrodo e uma reta de referência, perpendicular ao eixo da solda, no plano comum ao eixo da solda e ao eixo do eletrodo. 23 – O que é eletrodo de tungstênio? a) Eletrodo metálico usado em soldagem ou corte com alma de tungstênio e revestido de cobre. b) Eletrodo metálico usado em soldagem ou corte com alma de tungstênio e revestido de carbono. c) Eletrodo metálico usado em soldagem ou corte feito principalmente de tungstênio. d) Eletrodo metálico que é usado somente nos processos TIG e MIG, feito principalmente de tungstênio. 24 – O que é eletrodo revestido? a) É todo eletrodo que tem revestimento e produz escória. b) É todo eletrodo que produz escória. c) Metal de adição constituído de uma alma metálica, na qual é revestida por um material que forma a atmosfera protetora, estabilizando o arco e adicionando elementos de liga. d) N.R.A. 25 – O que é cobre junta? a) É o material colocado na raiz da junta a ser soldada, com finalidade de suportar o metal fundido durante a execução da soldagem. b) É a mesma coisa que Backing. c) Dispositivo para verificar a forma e dimensão de soldas. d) Existem duas alternativas corretas. 02 - 55 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 26 – Correlacione: 1 – Alma do eletrodo. 2 – Bisel. 3 – Camada. 4 – Cordão de solda. 5 – Diluição. 6 – Gás de proteção. 7 – Gás inerte. 8 – Solda heterogênea. 9 – Solda autógena. 10 – Solda homogênea. 11 – Embicamento. 12 – Deformação angular. 13 - Junta dissimilar. 14 – Mordedura. 15 – Falta de fusão. 16 – Falta de penetração. 17 – Concavidade. 18 – Perfuração. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ( ) ( ) Junta soldada, cuja composição química do metal de base dos componentes difere entre si significativamente. Distorção angular da junta soldada em relação à configuração de projeto, exceto para juntas soldadas de topo. Borda do componente a ser soldado, preparado na forma angular. Deformação angular da junta soldada de topo. Deposição de um ou mais passes consecutivos situados aproximadamente no mesmo plano. Solda cuja composição química da zona fundida é próxima a do metal de base. Solda cuja composição química da zona fundida, difere significativamente do metal de base, no que se refere aos elementos de liga. Não se combina quimicamente com o metal de base ou metal de adição. Solda de fusão sem participação de metal de adição. É utilizado para prevenir contaminação indesejada pela atmosfera. Modificação na composição química de um metal de de adição causada pela mistura do metal de base ou do metal de solda anterior. Depósito de solda resultante de um passe. Núcleo metálico de um eletrodo revestido. Penetração excessiva localizada. Insuficiência de metal na raiz da solda. Depressão sob a forma de entalhe, no metal de base acompanhando a margem da solda. Reentrância na raiz da solda. Fusão incompleta entre a zona fundida e o metal de base. 27 – Assinale a afirmativa correta a) Solda de aresta é sinônimo de solda em ângulo. b) Camada é o depósito com um único passe. c) ZAT é a porção do metal de base que sofreu apenas fusão parcial durante a soldagem. d) Nenhuma das respostas são corretas. 02 - 56 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito Inspetor de Soldagem Nível 1 - Módulo 02 Terminologia – Rev.14 GABARITOS: 01 – a) Duplo U b) J g) Duplo J h) Meio V i) Reto ou Sem chanfro c) K d) U e) V f) X 02 – a) Junta de ângulo em T. b) Junta de aresta. c) Junta de ângulo em quina. d) Junta sobreposta. e) Junta de ângulo em quina. f) Junta de ângulo em ângulo. g) Ângulo em ângulo h) Junta de ângulo em L. i) Junta de topo. j) Junta sobreposta. 03 – c) 04 – b) 05 – a) 06 – c) 07 – d) 08 – b) 10 – b) 11 – c) 12 – d) 13 – b) 17 – b) 18 – c) 19 – a) 20 – c) 24 – c) 25 – d) 26 – 13, 12, 2, 11, 3, 10, 8, 7, 9, 6, 5, 4,1,18,16,14,17,15 27 – d) 14 – b) 21 – b) 15 – c) 22 – d) 09– a) Concavidade excessiva. b) Trinca Longitudinal I – No metal de base. II – Na zona fundida. c) Embicamento. d) Mordedura na raiz. e) Falta de penetração. f) Deposição insuficiente. g) Convexidade excessiva. h)Desalinhamento. i) Ângulo de reforço excessivo. j) Cavidade alongada. k) Concavidade. l) Deformação angular. m) Mordedura na face. n) Penetração excessiva. o) Sobreposição. p) Porosidade. q) Trinca de cratera: I – Longitudinal. II – Transversal. III – Em estrela. r) – Trinca interlamelar. s) – Trinca ramificada: I – Na zona fundida. II - Na ZAT. III – No metal de base. 16 – a) 23 – c) 02 - 57 Este material é de propriedade intelectual da América Qualificações Técnicas não sendo permitida a sua reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem a prévia autorização por escrito
0
Puede agregar este documento a su colección de estudio (s)
Iniciar sesión Disponible sólo para usuarios autorizadosPuede agregar este documento a su lista guardada
Iniciar sesión Disponible sólo para usuarios autorizados(Para quejas, use otra forma )