S a lo m ó n K a lm a n o v it z
e d it o r
N u e v a h is t o r ia e c o n ó m ic a
d e C o l o m b ia
Con la colaboración de:
Edwin López Rivera
Enrique López Enriso
Caclüs Brando
Carias Alberto Jaimes
José Vidal Castaño
taurus historia
Sa l o m ó n K a l m a n o v it z
e d it o r
N U E V A H IS TO RIA E C O N Ò M IC A
de
C o lo m b ia
C o n la colaboración de:
Edwin L op ez Rivera
E nriquc L op ez Knciso
Carlos Brando
Carlos A lberto Jainies
Jose Vidal Castano
taurus historia
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mKxr»*
fO J il.h IA D 1 X » I X l / A W
©
a o i o , F u n d a c ió n U n iv e r s id a d d e B o g o t á J o t g e 'l a d e o lx w a n o
© De c i u edición:
a o io , Distribuidora y E d ito» Aguilar. Altea.Tauri«, Alfaguara, S. A.
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• Aguilar, Altea, Tiurvü. Alfaguara. S. A.
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• Santillana Ediciones Generale«, S. I„
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ISBN: 97 8-958-704-940%!
Impreso en Colombta - f'r m lM in Cofanófo
Primera edición en Colombia, manto de 2010
© Imagen y diseño de cubierta: Ignacio Mamnez-Villalba
Asesoría editorial: Tomás Martin
lorio« tm d t m h n w w n w l í »
I V j p J b lH U já n llu fnactk tC I
» (■ r ú d iu iiü rr> u ttn n i #n fu rw ,
ni icgitci**» e n . o u mimmckím
por un u w m i rii r fn ip m n aM i
sV in fom iA c^ v. e n n in g u iu ío t u ik
n i p o « m agiin m e d io , m a in rrln ico .
fr ó q u ftu k o . e k a i ó í i k o . in ig n to to .
c k iu u o p iK u . p o i ¿OCOCCfM*.
o
curo. tln <1 jx rm W o p r o t o
p o « cato íio tic U c iiiiu in i.
C o n t e n id o
P r e s e n t a c i ó n .............................................................................................13
C o la b o ra d o re s....................................................................................... 2S
C a p ít u lo i
E c o n o m í a p r e c o l o m b i n a ....................................................................25
A. P oblación y d esarrollo d e la A m érica p re h isp á n ic a ............27
B. E co n o m ía y so cied ad d e las cu ltu ras p recolo m bin as
d e C o lo m b ia ...........................................................................................32
La producción.....................................................................................34
Excedente e intercambio..................................................................... 35
C o n clu sió n .............................................................................................. 38
C a p ít u l o a
C o n q u is t a y e s t r u c t u r a e c o n ó m ic a
d e l a N u e v a G r a n a d a ......................................................... ¿ .............. 39
A. P o blació n , con qu ista y c o lo n iz a c ió n .......................¡................40
Conquista............................................................................................ 44
(Colonización........................................................................................ 48
La economía deloro........................................................................... 49
B. Las cuentas fiscales y el crecim ien to e co n ó m ico
d el N u evo R eino d e G ran a d a ...........................................................53
Comercio internacional y tributos....................................................54
Las cuentas virreinales..................................................................... 58
E l impacto fisca l en el crecimiento
de largo plazo del p i b .......................................................................... 61
C o n c lu sió n .............................................................................................. 62
C A P ÍTU L O $
L a I n d e p e n d e n c i a y l a e c o n o m í a e n e l s i g l o x i x ....................65
A . E l d e b a te s o b r e lo s co s to s d e la I n d e p e n d e n c ia .................. 66
Im Independencia: bús<¡ued/i de un nuevo
orden institucionaly político............................................................68
Aspectos económicos de la Independencia....................................... 74
B. l o s e le c t o s d e la I n d e p e n d e n c ia ..............................................76
La culm inación de la guerra de independencia.............................77
Efectos de la Independencia en el sector agrícola........................... 80
Producción de oro................................................................................81
L a 1deuda impaga............................................................................... 8 2
C o n c lu s ió n ........................................................................................... 84
C a p ítu lo
4
L a f o r m a c i ó n d e l a N a c i ó n y e l f e d e r a l i s m o .......................... 87
A . R e la c io n e s in te r n a c io n a le s ....................................................... 88
Comercio internacional.................................................................... 88
B. L a C o n s titu c ió n d e 1863 y las in s titu c io n e s
d e l f e d e r a l i s m o .................................................................................. 94
C . L a d e m o g r a fía e n e l s ig lo X IX ................................................... 99
C o n c lu s ió n ......................................................................................... 103
C a p ítu lo 5
L a e v o l u c i ó n e c o n ó m i c a d k 1886 a 1905 y l a s
c o n d i c i o n e s p o l í t i c a s d e l c r e c i m i e n t o m o d e r n o ............... 105
I n t r o d u c c ió n ......................................................................................105
A . L a s e g u n d a m ita d d e l s ig lo x i x : in c e r tid u m b r e
in s titu c io n a l y c o n f l i c t o ................................................................. 106
E l comportamiento exportador....................................................... 106
E l sistema financiero y el Banco Nacional................................... 108
I m búsqueda de un orden centralizado:
la Constitución de 1S 8 6 .................................................................110
Transición a l crecimiento moderno................................................ 114
B. I-as p r im e r a s d é c a d a s d e l s ig lo x x :
las c o n d ic io n e s d e l c r e c im ie n t o e c o n ó m ic o m o d e r n o ........ 118
L a reforma p olítica.......................................................................... 118
La reforma de las funciones económicas del Estado.................... 120
La expansión cafetero...............................................................122
E l banano................................................................................ 125
La Gran Depresión, industrialización
y sectorfinanciero......................................................................127
C o n c lu s ió n ..................................................................................128
C a p ít u lo 6
C r e c im ie n t o e c o n ó m ic o e n e l s i g l o x x ................................. 131
Instituciones y características generales
del crecimiento en ei siglo XX..................................................... 132
El crecimiento en perspectiva comparada.................................135
Determinantes del crecimiento económico.................................138
Crecimiento económico e inversión .......................................... 140
C o n c lu s ió n ..................................................................................144
C a p ít u lo 7
E l E s t a d o y l a p o l í t i c a f i s c a l en e l s i g l o x x ..................... 147
In trod u cción .:............................................................................. 147
A . Ingresos tributarios y gasto p ú b lico en C o lo m b ia ............148
El recaudo tributario.................................................................148
El impuesto inflacionario......................................................... 151
El gasto público y el equilibriofiscal......................................... 152
La descentralización y las finanzas de. los niveles
territoriales...............................................................................155
B. L a d eu da e x te rn a ...................................................................158
Comportamiento de Ia deuda n i el siglo xx ............................... 158
C on clu sió n ...................................................................................162
C a p ít u lo 8
L a p o l í t i c a m o n e t a r ia f.n e l s i g l o x x ................................... 165
In trod u cción ............................................................................... 165
A. El Banco d e la R epú blica y el sistema fin an ciero
en tre 1929 y 1991 .....................................................................166
B. L a refu n dación d e la in d ep en d en cia
del Banco d e la R ep ú b lica........................................................ 173
C on clu sión ...................................................................................177
C a p Itu lo 9
E l. COMERCIO IN TER N AC IO N AL DE COLOM BIA
EN EL SIGLO X X ....................................................................................... 179
V o lu m e n y e s tru c tu ra d e las e x p o r t a c io n e s .............................. 179
P r o t e c c ió n y a p e r tu r a d e la e c o n o m ía ....................................... 182
L o s tra ta d o s d e lib r e c o m e r c io .....................................................186
L a e v o lu c ió n d e la tasa d e c a m b io d e l p e s o c o lo m b i a n o .....189
C o n c lu s ió n ........................................................................................ 195
C a p It u l o
io
L a i n d u s t r i a l i z a c i ó n a m e d i a s .....................................................197
I n t r o d u c c ió n ......................................................................................197
A . l a ind iLstria e n e l s ig lo X X .......................................................198
E l legado del siglo xix y los años irinU ........................................ 198
L a (ka n Crisis y la Segunda Guerra M u n d ia l......................... 203
Industrialización y Estado: 1 9 4 5 - 1 9 7 4 .....................................206
Desindustrialización y globalización ............................................209
C o n c lu s ió n ......................................................................................... 213
Ca p ít u l o
i i
L \ A C R IC U LTU R A ....................................................................................215
A . R e la c io n e s d e p r o p ie d a d y d e tr a b a jo .................................. 215
Políticas pxíblicas........................................................................... 218
B. F.1 d e s a r r o llo a g r o p e c u a r io ...................................................... 222
C o n c lu s ió n ......................................................................................... 228
C a p ít u l o
i •*
R e l a c i o n a s l a b o r a l e s , d e s e m p l f o r. i n f o r m a l i d a d .............. 233
I n t r o d u c c ió n ......................................................................................233
A . E l s in d ic a lis m o .............................................................................234
Origen y desarrollo del sindicalism o .............................................234
E l ocaso del sindicalitm o ...............................................................238
B. I .os s a la rio s ................................................................................... 240
Los salarios reales...........................................................................240
E l salario m ínim o.......................................................................... 242
C . E l e m p l e o ......................................................................................243
Estructura del mercado labora l................................................... 243
Informalidad .................................................................................. 246
(C o n clu sió n ......................................................................................... 247
C a p í t u l o 13
P o b l a c i ó n y c o n d i c i o n e s d f . v i d a e n e l s i g l o x x .................. 249
I n t r o d u c c ió n ......................................................................................249
A . L a p o b la c ió n e n e l s ig lo x x .....................................................249
B. L a s c o n d ic io n e s d e v id a d e lo s c o lo m b ia n o s ......................254
Las condiciona de salubridad y nutrición
de la población colombiana...........................................................254
L a seguridad social en salud antes
d éla I jy 100 de 1 9 9 3 ................................................................. 258
La Ley to o de 19 9 j ....................................................................262
C o n c lu s ió n ......................................................................................... 264
C a p í t u l o 14
P o b r e z a , d is t r ib u c ió n d e l in g r e s o
v d e s i g u a l d a d r e g i o n a l .................................................................. 267
A . 1.a p o b r e z a e n (C o lo m b ia ...........................................................268
B. D is trib u c ió n y c a p ita l h u m a n o ............................................... 273
Distribución del ingreso en el siglo x x ................................ .......... 273
La educación y la distribución del ingreso .......................;.........274
Desigualdad regional.....................................................................279
C o n c lu s ió n .........................................................................................282
C a p í t u l o 15
L a s TEORÍAS d e l d e s a r r o l l o y l a p l a n e a c i ó n ........ ............... 285
A . T e o r ía s d e l d e s a r r o llo ............................................... ~ .............. 285
B. L a p la n e a c ió n e n C o lo m b ia .................................. ................. 294
C o n c lu s ió n ....................................................................... i................ 307
C a p í t u l o 16
L a e c o n o m ía p o l í t i c a a f in e s d e l s ig l o x x :
C o n s t i t u c i ó n , c o n f l i c t o i n t e r n o y n a r c o t r á f i c o .............309
D e m o c r a c ia lim ita d a y n a r c o t r á fic o ............................................309
L a C o n s titu c ió n d e 1 9 9 1 ........................................ ...................... 310
E c o n o m ía p o lític a d e l c o n f l i c t o .................................................. 313
L a tribu lación local y el c o n flic to ................................................ 317
C o n clu sió n ............................................................................................322
C a p í t u l o 17
D e s e c e s i o n e s y a u g e s : C o l o m b i a e n t r e 1990 v 20 0 8 ......... 325
In trod u cción ........................................................................................ 325
A. A u g e y recesión en C o lo m b ia a finales del siglo x x ......... 326
¡ a crisis defin de siglo.................................................................... 327
Un déficit fisca l estructural y mucha inseguridad...................... 331
B. El a u g e e co n ó m ic o d e 2 0 0 3 -2 0 0 7......................................... 335
C . La recesión d e finales d e 2008 hasta el p r e s e n te ............. 337
C on clusión : perspectivas eco n ó m icas y p o lític a s ...................340
B i b l i o g r a f í a ......................................................................................... 34 5
P r e s e n t a c ió n
H
cm os llam ad o a este libro Nueva historia económica de Colombia
p o r varias razones. La p rim era es q u e c o m b in a los m étodos d e la
historia cuantitativa — q u e n o es nueva, p u es c u m p le más d e 50
años en bu en estado de salud— c o n e l e stu d io d e las instituciones
políticas, legales y d e creen cias. Las in stitucion es las en ten d em o s
c o m o sistemas d e in cen tivos q u e gu ían el com p o rta m ien to d e los
agentes eco n ó m icos, e n fo q u e q u e sí es n ovedoso. I lacem o s uso
tam b ién , a u n q u e en m e n o r m edid a, d e l análisis d e la nueva e co ­
n om ía política.
H em os segu id o algun as pautas d e la nueva historia eco n ó m i­
ca, c o m o la d e fin e n D ella Pao le ra y T aylo r en u n a o b ra colectiva
sobre A rgen tin a: «ofrecer el estado actual d e la investigación, en ­
fo cán d o se en las características d e largo p lazo d e la e co n o m ía, los
desarrollos más im portantes en p olítica e co n ó m ica y los cam bios
más p ro fu n d os en las instituciones >• e n las id ea s- (D ella P aolera y
Taylor 2003, 1).
La nueva e co n o m ía institucional fu e liderada p o r D ouglass
N orth y R onald C oase, y ha sido aplicada a la historia d e A m érica
Latin a p o r autores co m o J o h n C oatsw orth, Stan ley En gerirían y
K e n n cth S o k o lo ff, S tep h en H aber, la iis B értola y otro s.1 Hay que
1 Dougla» North. >993- lastitueúma,
mMtituwmaly ih*mf#ño nonvutuo. Méxi­
co: Fondo d e Cultura Rcoiwimkoa; John Co»t»woith y Alan M. Taylor. 1998. L atin
A m trk a a n tt IM W W í E ítm o m y >in« 1800. Cambridge: Harvard University Pre»; Sunley k’ngerinan y Kenncth SokolofL 1999. -D oucíones d e factores, imtiturione.i y
\i'as «le crecimiento diferentes entre Ut economías del Nuevo Mundo», en -Stephen
llab cr (ed.). Gimo u ta a g á U i A m M ttt L a tin a . México: Fondo de Cultura Económi­
N ueva im io u t económica oc Coiomma
a n o ta r q u e «rsta vertiente ha ten id o u n a fuerte resistencia e n el
m e d io colo m b ian o, quizás p orq u e vien e d e la academ ia anglosajo­
na y p orqu e adem ás su giere q u e e l le g a d o absolutista y religioso
colo n ial es u n a d e las razones d el secular atraso e co n ó m ic o del
país, to ca n d o una fibra sensible d e las raíces n acion ales. A lgu n os
d e los autores citados h acen com p a ra cio n es en tre la trayectoria la­
tin oam ericana y el m o d elo e co n ó m ic o liberal d e A m érica d el N or­
te, lo cual despierta especial antipatía. Es m ás frecu en te c u lp a r el
atraso d el país al im p erialism o o a otros factores extern o s q u e a las
instituciones nacionales. Por lo dem ás, es evid en te q u e el libera­
lism o filosófico y e co n ó m ic o ob tu vo u n d esarrollo in co m p leto en
la A m érica española, y, a u n q u e alca n zó a orien tar penosam en te
la con stru cción d e las institucion es después d e la In d ep en d en cia,
tuvo q u e e n ca rar un fuerte le g a d o absolutista españ o l q u e com p li­
c ó su tarea, d em o stran d o q u e existe u n a sen d a d e p e n d ie n te del
pasado. En efe cto , las ideas conservadoras y las d e la Iglesia cató ­
lica diero n form a a la m ás d u ra d era d e las con stitucio n es q u e ha
ten id o la so cied ad colo m bian a, q u e fu e la d e 1 880, d e ro ga d a p o r
la C on stitu ción d e 199 1.
La nueva e co n o m ía p olítica h a sido desarrollada, en tre otros,
p o r el g ru p o d e D aron A cem o glu , S im ón John son y Jam es Robinson, y utiliza prem isas institucionales y de la cien cia política
fot m al izada p o r m e d io d e la teoría d e ju e g o s . Es una escuela q u e
está red e fin ie n d o la cien cia p o líd ca c o m o tal, con u n e n fo q u e más
d u ro y cuantitativo, el cual se vien e e n señ a n d o en las universida­
des d e élite n orteam ericanas. R obinson vien e fre cu en te m e n te a
C o lo m b ia y fue coed ito r c o n M igu el U rru lia d e Economía colombia­
na del siglo X X : un enfoque cuantitativo.
U n tercer e lem en to im portan te en n uestro texto es el recurso
a la historia com p arada, la cual co n tem p la «que los procesos eco ­
n óm ico s p u ed en ser e n ten d id os m ejor c o m p a ra n d o sistem ática­
m en te exp erien cias en el tiem po, p o r regio n es y, sobre to do , p o r
países» (H atton et al. 2007, 3 ). El análisis com p arativo perm ite
u n a perspectiva global y regio n al q u e n os revela nuestras peculia­
ca; Luí» Bé rióla yJeffrey W illum xin. soo6. -Cloballjaiton tn la tín America before
1940.. en Víctor Bulmer-Thomai, John Coauworth y Roberto Corté» Conde (ed».).
C a m b fíd g t E carum úc H u to ry o f L a tín A m erica . Cambridge: Cambridge Unrveraty P rca.
14
Pk m u t m m ó x
ridades y arroja luces sobre nuestro com portam iento, evitando el es­
trech o pensam iento parroquial. D e h echo, los cálculo« sobre el p ib
de la N ueva G ran a d a en 1 800 y d e C o lo m b ia en el siglo x ix q u e
aq u í presentam os fu ero n posibles y a d q u iriero n so lidez p orqu e
su rgieron d e la co m p a ra ció n c o n lo s resultados d e estudios sobre
otros países d e d esarrollo sim ilar o m ayor en la A m erica Latina,
adem ás de estudios sobre Estados U n idos u otro s países. La im por­
tante y am biciosa obra d e A n gus M addison (2007) es u n recurso
m uy valioso en este sentido.
C o m o constatará el le cto r q u e c o n o c e mi o b ra anterior, hay im ­
plícita en este texto u n a auto crítica a Economía y tuición, publicada
en 1985. En ésta m e a p eg u é al análisis d e las relacio n es sociales
d e p ro d u cció n , h a c ien d o abstracción d e las in stitucion es políticas,
ideo lógicas y legales q u e ciertam en te m arcaron el ru m b o d e la
historia e co n ó m ic a d el país y co n tin ú a n in flu yen d o el presente.
V ein ticin co años m ás tarde, recap acito y p resen to un cu a d ro más
c o m p le jo de relacio n es sociales, d e la evo lu ció n de la e co n o m ía y
d e sus sectores, y d e los arreglos p olítico s y con stitucionales q u e
caracterizaron cada p eríod o.
El e n fo q u e a d o p tad o es d ife re n te al q u e su rgió e n los años se­
senta c o n el o p ú scu lo d e A lvaro T ira d o , Introducción a la historia
económica de Colombia, m uy in flu id o p o r el trabajo d e M ario Arrubla y Estanislao Zuleta (« 9 77 ) qu ien es desarrollaro n una in terpre­
tación dep en d en tista d e la historia. R ecu érdese la so n ora afirm a­
ció n d e A rrub la (19 6 9 ): «N o hay u n a historia n acion al, só lo una
historia d e la d ep en d en cia» . A sí m ism o, hay diferen cias notables
frente a la o b ra colectiva m ás densa p e ro tam b ién e c lc cü c a com pi­
lada p o r José A n to n io O c a m p o , Historia económica de Colombia, que
aplica, en la p arte q u e le c o rresp o n d ió escribir, u n e n fo q u e tam­
b ién cuantitativo, orga n izad o p o r u n a teoría estructuralista, afín a
la visión d e la cep ai.. T am b ién es distin to e l e n fo q u e nuestro al de
H erm es Tovar en su obra g en eral sobre la historia d e la sociedad
colo m bian a, q u e asu m e la in existencia d e p ro greso m aterial y po­
lítico e n la historia d e l país (Tovar 2006). N osotros buscam os m e­
dir, en lo p osible, el cre cim ien to d el p ro d u cto a través d e la histo­
ria, cre cim ien to q u e en con tram os c o m o positivo b u e n a parte del
tiem p o, en esp ecial d u ra n te el siglo x x . A si m ism o, en ten d em o s
q u e la In d ep e n d e n cia d io in icio a un la rgo y a rd u o p ro ceso de
15
N t l l Y A U M T O B IA ICOXOMIC A D t C O L O M U A
con stru cción d e unas in stitucion es dem ocráticas q u e con tin úan
sien d o im p erfectas p e ro q u e tam bién reflejan cierto p ro greso de
las libertades para la p ob lació n co lo m b ia n a p o r épocas, favoreci­
das p o r el d esarrollo d e la vida u rban a d el país, a u n q u e tam bién
h a h abid o serios retrocesos d e los q u e tam bién dam os cuenta.
La historia e co n ó m ica en C olo m b ia tuvo u n fuerte despliegue
en los años setenta d el siglo pasado y con stituía el eje cen tral d e lo
q u e se d e n o m in ó la N ueva Historia en C olo m b ia (Jaram illo A gudelo 199 8 ). Los fu n d ad o res d e la p rofesión — Jaim e Jaram illo U rib e,
G erm án C olm en ares, J o rg e O rla n d o M eló, H erm es T ovar y Luis
O sp in a Vásquez— p restaron u n a gran im p ortan cia a las rela cio­
nes eco n ó m icas d e n tro d e sus en foq u es, y la ge n eració n posterior
(José A n to n io O c a m p o , Jesús B ejarano, M arco Palacios, A d o lfo
M eisel, en tre otros) c o n tin u ó con el e m p eñ o .
En 19 7 5 se p u b licó la Historia económica efe Colombia d e W illiam
Paul M cC recvcy, la cual tuvo un recibim ien to m uy hostil p o r par­
te d e los historiadores, in clu id o s los econom istas, a qu ien es nos
p arecía e x a g e ra d o el u so d e las herram ien uis cuantitativas e n la
co n fo rm a ció n d e hipótesis d e trabajo. M arco Palacios criticó n o
só lo el e n fo q u e d e M cG reevey, m ientras q u e B ejarano (19 9 7 ) m ás
adelan te, en un e stu d io so b re la historiografía n acion al, d ecretó
q u e toda la historia cuantitativa estaba en crisis, algo bastante contraevid en te, co m o lo testifica m ín im am en te la m o n um en tal obra
d e R o bert Fogel. A u n q u e e l trabajo d e M cG reevey renía sus pro­
blem as d e rigor en las estadísticas gen erad as y a lgo de in genu i­
dad en su hipótesis básica, c o n el tiem po se valid aron varias d e
sus hipótesis sobre los costos d e transporte y el d esarrollo (M eisel
20 0 7). Sin e m b a rg o , la o b ra n o se volvió a e d ita r y las nuevas ge­
n eracion es d e estudiantes la d esco n o cen .
I-a historia profesion al, c o n su énfasis e co n ó m ic o y social, per­
d ió au d ien cia a partir d e los años o ch en ta . TVadicionalm ente, la
historia en las universidades colom bian as ten ía una orien tación
radical, p o r lo m en os en el len guaje. Todavía h o y en d ía q u ed an
algun os q u e co n cib en la historia c o m o u n a h erram ien ta d e lu ch a
co n tra la do m in ació n (d el im p erio , d el capital, d e las élites, de
g é n ero o d e raza), sacrifican d o objetividad y rigor. l a historia aca­
d ém ica tuvo u n a u g e im p ortan te e n los años n oventa en térm inos
de program as y estudiantes; p ro liferaro n nuevos en fo q u es y escue­
P U l t t H l AI K'lN
las q u e se o c u p a ro n d e p roblem as c o m o el d e las m en talidades, la
vida cotid ian a, la historia d e la cien cia, la .salud, la vida in telectual
y la historia misma d e la historia.
M uchos d e los trabajos p u b licad os en esta nueva ola adoptan
una p crsp ecdva «posm oderna», la c u a l descalifica el e n fo q u e rigu ­
roso d e la historia cuantitativa, q u e p ro p o n e teorías q u e p u ed en
ser verificadas y even tu alm en te falsadas p o r datos em píricos. «Las
cien cias son con struccion es sociales y p o r e llo sim ilares al m ito o
la ficción» (A rch ila 1999, 2 6 5 ), dirá M ich el F ou cau lt (19 7 8 ). De
a cu erd o c o n este in flu yen te autor, la cien cia rep resen ta el poder,
lo cual d e a lgu n a m anera extrañ a la falsifica.
Esta form a d e pensar está asociada, segú n J o n Elster (19 8 2 ),
con el fu n cio n alism o prim itivo en cien cias sociales y c o n la idea de
que existen fuerzas oscuras (o resplan decien tes) detrás d e todos
los fen óm en o s q u e siniestra o m ilagrosam en te regu lan la existen ­
cia. En el m arxism o y otras teorías radicales, todos los resultados
q u e favorecen a la bu rguesía (o al im p erio) son ejecutad os p o r
esta m ism a (o este m ism o ), a u n q u e n o se sabe d e q u é m anera. N o
hay posibilid ad d e q u e los even tos estén d esco n ectad os en tre sí,
d e q u e sean exp resió n desord en a d a d e in tereses con trapuestos y
carentes d e sign ificad o, d e q u e existan equ ilibrio s político s o em ­
pates d e in tereses e co n ó m ico s y políticos, o d e retrocesos con tra
los fines de la historia. S o b re to do , los analistas q u e en cu en tran
la siniestralidad en las estructuras sociales n o se p reo cu p an p o r
establecer los m ecan ism os d e transm isión en tre los even tos y sus
consecuencias. Existen fines q u e se a u to cu m p len . sin sujetos q u e
los lleven a cab o . S e p od ría ap licar esta crítica tam bién a algunas
variantes d e historia cuantitativa q u e co n fu n d e n las correlacion es
econom étricas con las causas d e los fen óm en o s, sin en tra r a espe­
cificar el m ecan ism o q u e las con ecta. Por ejem p lo , sabem os q u e el
aum en to d e la oferta m on etaria causa la in flació n , ¿pero a través
de cuál m ecanism o? ¿Serán el créd ito privado, e l gasto p ú b lico, las
expectativas d e los agentes, la puja salarial?
El am b ien te adverso a la historia cuantitativa co m e n zó a cam ­
biar con los trabajos del C e n tro de Estudios sobre D esarrollo E co­
n óm ico ( C E D E ) d e la U niversidad d e los A n des y d e Fedesarrollo
en los años o ch en ta , trabajos q u e reactivaron la investigación, en
especial, d e historia d el siglo x x . Los trabajos d e José A n ton io
N i h v a H U I c u » i u m A n k « d* D m u m w a
O c a m p o , S an tiago M o n te n eg ro y E d uard o l/>ra m ostraron aspec­
tos nuevos d e la in dustrialización, la p ro tección y los equ ilibrios
m acroecon óm ico s m ás recientes. En 1994. el libro d e Fahio Sán­
c h ez, Ensayos sobre historia monetaria y bantana de Colombia, m arcó
un q u ieb re al esp ecializar la investigación en historia d e la ban ca y
d e las relaciones m onetarias. A sí m ism o, desde el B an co d e la Re­
p ú blica, A d o lfo M eisel venía d esp leg an d o un am p lio esfuerzo en
to m o a la historia e co n ó m ica d e la C osta C aribe y d e C artagen a, y
tam bién a la historia d el b a n co cen tral.
L a situación cam b ió p len a m en te cu a n d o M igu el U rrutia, desde
e l B an co d e la R ep úb lica, a co m etió u n im portan te p royecto de
p ro d u cir una historia e co n ó m ic a d el siglo x x . A la fech a se han
e d ita d o c in c o libros so b re el cre cim ien to e co n ó m ic o , la d e m o ­
grafía, la calid ad d e vida bio lógica, la agricultura y e l transporte.
B ajo la iniciativa d e Jam es R obinson, en 2007 se p ro d u jo un sexto
volu m en exh au stivo d e la historia e co n ó m ica d e C o lo m b ia en el
siglo x x , b ajo e l título, cita d o atrás. Economía colombiana det siglo
xx: un enfoque cuantitativo. El libro fue un gran suceso y se prepara
un volu m en sim ilar para el siglo x i x , a h o ra im pulsado p o r A d o lfo
M eisel y M aría T eresa R am írez, con el ap o y o d el actual geren te
ge n eral d el B an co d e la R epública. José D arío U rib e. El p resen te
libro divulga, sin h a cer m u ch os aportes origin ales, m u ch os d e los
hallazgos q u e este e q u ip o d e econom istas e historiadores ha p ro ­
d u cid o so b re el d even ir colo m bian o.
Se p u ed e a firm ar q u e la historia e co n ó m ica atraviesa p o r un
m uy bu en m o m en to e n el m e d io colo m bian o: se en señ a en el ba­
ch illera to y h ace parte d el pénsum universitario d e e co n o m ía a co ­
g id o n acion alm en te, gracias a q u e los exá m en es d e Estado para
los grad u an d os ( e c a c s ) inclu yen tem as d e historia e co n ó m ica,
a lgo q u e está su ced ien d o cad a vez m en os en F ila d o s U nidos. Por
lo dem ás, la historia em presarial, una hija p redilecta d e la histo­
ria eco n ó m ica , está p resen te en los program as d e adm inistración
d e em presas d e las universidades líderes. La razón es sim ple: la
historia es e l laboratorio de la e co n o m ía o d e casos em presariales
e n q u e se lo m aron decisiones im portantes. F ren te a las nuevas
orien tacion es q u e p reten d en c o n d u cir a la historia p o r diversos e
inciertos cam inos, lo m ejo r q u e p od em os h a c er lo® econom istas y
adm in istradores in teresados es o fre cer nuestras alternativas, rea-
18
firmar la importancia d e los temas social« , hacer uso de modelos
adecuados y de datos verídicos, continuar con la búsqueda de la
objetividad y del rigor; en fin, elaborar trabajos que demuestren
su utilidad para entender mejor el presente. Y vencer también una
tendencia inconveniente que comparten muchos economistas, la
cual consiste en una falta de interés por hacerse entender de un
público más amplio y sumergirse en un lenguaje com plejo de co­
munidad cerrada.
Mauricio Nieto, historiador de la ciencia, dice que el investiga­
dor debe advertir cuál es el punto de vista político desde el cual
interpreta la historia, lo cual parece válido porque lo que se pre­
tende construir com o futuro sesga la interpretación del pasado
(Nieto 2003.52). Así, la historia económ ica marxista estaría orien­
tada a criticar el capitalismo y sus relaciones sociales, preludiando
el socialismo: la visión conservadora, por el contrario, diría que el
capitalismo es el m ejor sistema posible y pasaría a resaltar sus lo ­
gros, algo que, entre otras cosas, puede demostrar o no mediante
el uso de la antropometría histórica. 1.a Academia Colombiana de
Historia glorificaba a dirigentes políticos y militares del país, hacía
la apología de conquistadores y de mártires, defendía además el
papel de la Iglesia en la historia nacional, algo que en este trabajo
se cuestiona. Habría proyectos nacionalistas que insistirían en la
inexistencia de progreso espiritual y material de la sociedad co­
lombiana, la cual debe ser refundada, y también los que buscarían
una verdadera independencia del poder dominante de Estados
Unidos. Una visión política liberal aceptaría algunas de las virtu­
des del capitalismo, pero insistiría en que debe ser regulado para
poder beneficiar a la mayoría de la población; criticaría un siste­
ma político com o el colom biano, por su distanciamiento de las
instituciones que garantizan la separación de poderes y permiten
el ejercicio de la democracia, pero le reconocería los límites que
le impuso al caudillismo y las reglas que han permitido la sucesión
del poder. Cuestionaría su apego a los intereses de los países hegemónicos, pues debilita la autodeterminación y la democracia. En
este trabajo, el editor asume esta última visión, aunque sus colabo­
radores pueden no compartirla.
Los distintos capítulos que conforman el libro se organizan,
en parte, de forma cronológica y, en parte, temática, permitiendo
19
N lIK V A U l f l O K I A EC O N Ó M IC A I X C O LO M B IA
aplicar do mejor manera diversas teorías económ icas a los datos
organizados por el crecim iento económ ico, la historia fiscal, la
historia del com ercio internacional, la evolución de los sectores
fundamentales (industria y agricultura), la historia laboral, la eco­
nomía política, la salud pública y la antropometría.
El libro está organizado de la siguiente manera:
El primer capítulo cubre la econom ía precolombina, mientras
que el segundo aborda la Conquista y la estructura económ ica de
la Colonia, con sus bases y la evolución demográfica, para termi­
nar con el cálculo del p ib de la Nueva Granada en 1800. El tercer
capítulo-se ocupa de la mayor parte d e las características gene­
rales d e la econom ía del siglo x ix , resaltando las consecuencias
económicas d e la Independencia, presentando la evolución de la
minería y la agricultura, y del producto p or habitante durante esesiglo.
El cuarto capítulo presenta un análisis de las características que
permitieron la lenta formación de la nación colombiana, la evo­
lución de la deuda externa contraída en 1822, y la organización
política federal establecida con la Constitución de 1863.
El quinto capítulo cubre el final del siglo XIX, analizando el
proceso de centralización política de la Regeneración y el retro­
ceso económ ico que produjo. Se pregunta entonces por las con­
diciones políticas que permitieron el importante crecim iento que
tuvo la econom ía colombiana durante el siglo x x , condiciones
que tuvieron que ver con las reformas d e fació de la Constitución
de 1886 que hizo la administración Reyes (1904-1909) y las refor­
mas constitucionales de 1910 que consolidaron la paz entre los
partidos y crearon un medio ambiente propicio para la acumu­
lación d e capital, el fom ento del com ercio exterior y de la inver­
sión extranjera. Se analizan también las reformas económicas que
permitieron un crecim iento ordenado dentro de unos relativos
equilibrios macroeconómicos durante el nuevo siglo.
El sexto capítulo muestra las principales características del cre­
cimiento económ ico colom biano durante el siglo x x . seguido de
un análisis de la política económ ica durante este siglo, tanto fis­
cal y de endeudam iento (tema del capítulo 7) com o monetaria
Pr u m ia o ó k
(capítulo 8). El noveno capítulo se concentra en el com ercio in­
ternacional. que terminó siendo insuficiente para profundizar el
desarrollo del país.
Los capítulos 10 y 11 tratan de la industria y d e la agricultura,
respectivamente, introduciendo además las relaciones laborales,
desempleo e informalidad, tema del capítulo i a.
Los capítulos 13 y 14 analizan la evolución del bienestar de
la población durante el siglo x x . El estudio de la población y sus
condiciones de vida (cuyos indicadores mejoraron notablemente
durante el siglo XX, pero que todavía no son los mejores) serán
tema del capítulo 13, mientras que el 14 se concentra en la pobre­
za, distribución del ingreso (cuyas raíces se pueden encontrar en
el problema agrícola) y desigualdad regional, respectivamente.
El decim oquinto capítulo traza el recorrido del pensamiento
económ ico en el siglo x x y elabora una breve historia de la pla­
nificación estatal. Seguidamente, en el capítulo 16 se analiza el
desarrollo del conflicto armado de los últimos cincuenta años,
con el surgimiento de la insurgencia asociada al Partido Comunis­
ta. a la a n a p o y al movimiento estudiantil católico, en medio del
creciente poder del narcotráfico. Con la Constitución del g t , el
país quedó em poderado para fortalecer su seguridad, la justicia,
y para darle sentido a una intervención mayor del Estado en la
econom ía, apuntalando el gasto social. Finalmente, el capítulo 17
analiza las políticas económicas con que se enfrentó el período
1990-2008 y se concentra en la crisis de 1999-2002, su superación
y el intenso auge con que se recuperó ampliamente la economía
entre 2003 y 2007. culm inando con la gran crisis mundial que se
inicia en 2008, para trazar algunas perspectivas hacia el siglo x x i.
Esta nueva historia económ ica de Colombia, com o se expuso
atrás, se nutre en especial del esfuerzo desplegado por algunos
economistas que hemos trabajado en el Banco de la República,
que en esta obra se simplifican y se exponen para un público de
no iniciados, aunque se requiere algún conocim iento mínimo de
economía. Los tennis de historia colonial y el cálculo del p ib de la
Nueva Granada fueron elaborados cuando fui invitado a la Uni­
versidad de Harvard por el Centro David Rockefeller de Estudios
Latinoamericanos, en el otoño de 2005. donde tuve el privilegio
de ser huésped de su director, John Coatsworth; y p ude absorber
NlVVA HltTOIIM fCOMÚMILA n» CotOMBL*
allí, d e u n so lo tajo, el e n o rm e trabajo co n d en sa d o en la historia
eco n ó m ica d e A m érica Latina q u e c o e d itó J o h n para la U niversi­
d a d d e C am bridge.
Inicialm en te, e l e q u ip o se c o n fo rm ó para escrib ir una historia
periodística en 20 fascículos, q u e fu ero n distribuidos en tre el e q u i­
p o y q u e con stituían ensayos relativam ente in d ep en d ien tes. Más
adelan te se d e c id ió u n ifica r los textos para c o n fo rm a r un lib io y
se am p lió el ra n go d e tem as, ad o p tan d o para todos el análisis ins­
titucional y h a cien d o las com p aracio n es in tern acion ales d e rigor.
A sí m ism o, se le d io vida al análisis d e las eco n o m ía s regionales
d e C o lo m b ia y se hiciero n com p a ra cio n es d ep artam en tales d el
in greso p o r habitante y d el nivel d e bienestar c o n q u e cuen tan ,
reco gien d o el am p lio trabajo q u e viene lid era n d o A d o lfo M eisel
en el C e n tro d e Estudios E con óm icos y R egionales d el B an co d e
la R epública, sed e C artagena.
En el e q u ip o participaron, en p rim er térm ino, Edwir» L óp ez,
qu ien escrib ió el p rim er cap ítu lo d el libro y con trib u yó a la redac­
ción de bu en a parte d e los textos. (Carlos B rando elab o ró el tem a de
la industrialización, m ientras q u e C arlos Jaim es a portó el análisis
sobre las con d icion es d e salud. E nrique I-ópez escribió e l texto so­
bre la plan eació n en C o lo m b ia y fue co a u to r d el c ap itu lo so b re la
agricultura. José V idal C astañ o co n trib u y ó en el tem a d e la Inde­
p en d en cia. El resto de tem as fu ero n escritos p o r e l editor, quien
tam bién u n ificó e l con jun to.
Me recib id o to d o el ap oyo d e la U niversidad J o rg e T ad eo l o z a ­
no, en esp ecial, d e su re cto r José F e m a n d o Isaza, para e m p re n d e r
esta o b ra colectiva, el cual agradezco. A grad ezco tam bién a Edwin L ó p ez, a E n rique L ó p ez F.nciso y al resto d e colaborad ores,
qu ien es trabajaron c o n m u ch o e m p e ñ o e n la e lab oración d e esta
Nueva histeria eronómir/i de Colombia q u e hem os q u e rid o h a c er acce­
sible a un am p lio público.
F.n m em oria d e Sylvia D uzán.
Salo m ón Kalm anovitz
22
hilitKTACI«»
C o lab o r ad o r e s
El editor de la obra. Salomón Kalmanovitz, es candidato al Ph.D.
por el New School University, decano de la Facultad de Ciencias
Económicas de la Universidad Jorge Tadeo Lozano y presidente
de la Asociación Colom biana de Historia Económica. A utor de
Economía y nación: una bm v historia de Colombia, I ms instituciones y
el desarrollo económico de Colombia, Ensayos sobre banca central en Co­
lombia: comportamiento e historia, publicados por Editorial Norma, y
es coautor de Im agricultura colombiana en el siglo xx, editado por el
Fondo de Cultura Económ ica y el Banco de la República.
Carlos Brando es Master y Candidato a Ph.D. en Historia Econó­
mica del London School o f Economics ( l s e ) , donde actualmente
es profesor asistente de América ¡.atina y la Economía Mundial desde
la Independencia. Es miembro activo de la Asociación Colombiana
d e Historia Económ ica y de la Economic History Society del Reino
Unido. Areas de interés investígadvo: industrialización en Améri­
ca Latina y Asia, econom ía política del desarrollo económ ico y la
financiación industrial, e historia empresarial.
Carlos Alberto Jaimes es Magister en Econom ía de la Universidad
Nacional de Colombia y profesor de la Universidad Jorge Tadeo
Lozano.
Edwin López Rivera es candidato a la Maestría en Econom ía de la
Universidad Nacional de Colom bia y profesor de la Universidad
Joige Tadeo Lozano. Coautor del «Ingreso nacional de Colombia en
el siglo xix», publicado por la Universidad Jorge Tadeo Lozano
en 2009.
Enrique López Enciso es diplom ado en Estudios en Profundidad
( d . e . a . ) del Doctorado en Análisis y Política Económ ica, programa
conjunto Escuela de .-Míos Estudios, e n s a e y Escuela Normal Su­
perior de Francia, d e l t a . Investigador del Banco de la República.
Coautor de La agricultura colombiana en el siglo xx, Bogotá, Fondo
de Cultura Económica, Banco de la República. 2006.
José Vidal Castaño es candidato a la Maestría en Historia de la
Universidad Nacional de Colom bia y profesor de la Universidad
Jorge Tadeo Lozano.
23
C a p ít u l o i
E c o n o m ía p r e c o l o m b in a
E n A m érica flo re ciero n varia* civilizaciones im p ortan tes d e n orte
a sur. q u e llegaron a c o n fo rm a r estados relativam ente unificados,
alim entad os p o r u n a agricultura sed en taria y a lo ja n d o n úcleos nu­
m erosos d e p ob lació n . Mayas, aztecas e incas, los p rin cipales p u e­
blos d e A m érica C en tra l y d el Sur, dejaron m uestras d e u n alto gra­
d o d e civilización p olítica y d e técnicas d e con strucción , aleación
d e m etales, o rfe b rería y joyería. E n lo q u e h o y es el territorio de
C o lo m b ia su rgieron y se con so lidaro n n úcleos d e la fam ilia chibch a, q u e estaba en p ro ceso d e co n fo rm a r u n Estado en m e d io de
con flicto s intestinos. T odas estas civilizaciones, sin em bargo, colapsaron cu a n d o u n p e q u e ñ o g r u p o d e con qu istado res españoles
las asedió c o n sus en ferm ed ad es, sus ílo ú llas y sus arm as d e a ce ro
y fu ego. Sus n úm eros se redu jeron drásticam en te y finalm en te d a ­
rían lu gar a u n a nueva p ob lació n m estiza, c o n los trazos indígenas
red u cién d o se ge n eració n tras gen eración .
C a b e p reguntarse: ¿p o r q u é fu e España el im p erio q u e p u d o
surgir p rim ero en Eu rop a y llevar a cab o un plan d e con qu ista tan
lejos d e sus costas? La respuesta es com p leja p e ro tien e q u e ver
con u n a larga e xp e rie n cia histórica d e liberación e n España d e la
dom in ación árab e y c o n los avances q u e h abía h e c h o la civiliza­
ción q u e se e xten d ía desde Iberia hasta Persia. Eurasia, c o m o se
la d e fin e geográficam en te. Esta am plia regió n com p artió especies
anim ales y d e plantas dom esticadas, pu es se lo ca liza!» en latitudes
* Capitulo elaborado por Salomó« Kaliiiaiiovit* v Edwin López.
NVTVA niiTOHU IIIXIM IIU DI CQinMIM
sem ejantes; anim ales d e tracción — los caballos— q u e revolu cio­
naron la te cn o lo g ía m ilitar; la escritura, q u e p erm itió alm acen ar y
m ultiplicar el co n o cim ien to , y e l d o m in io sobre la tecn o log ía del
h ierro, d el a ce ro y d e la pólvora. T od o s estos con ocim ien tos y tec­
n olo gías constituyeron las arm as q u e perm itieron q u e p rim ero Es­
p aña y desp ués Eu rop a d om in aran am plias regio n es del planeta.
España se u n ificó hacia finales d el siglo x v en m edio d e u n a lar­
g a lucha con tra la invasión d e los m oros q u e dom in aron du ran te
siete siglos el su r d e la Península. La con so lidació n d e las coronas
d e Castilla y A ra gó n , q u e se exp resó en la u n ió n d e F ern an d o e Isa­
bel la C atólica, u n ificó la prim era regió n , gu errera y religiosa, con
la segu n da, m ás com ercial. Predom inarían los castellanos militaris­
tas y feu dales sobre los aragon eses renacentistas y com erciantes. El
m ism o añ o q u e se descu briera A m érica, el ú ltim o baluarte árabe,
la ciu d ad d e (»ranada, cayó a n te el asedio d e u n a España tem pla­
d a p o r la larga lucha. C o n so lid ad o el triun fo y e xaltad o el nuevo
rein o, se exp u lsó d e Iberia a m oros y ju d ío s , q u e con fo rm aban las
capas artesanales, d e com ercian tes, d e las pro fesion es lib élales y
d e ban queros, asestando un ru do g o lp e al p oten cial d e desarrollo
e co n ó m ic o q u e tenía la Península. Esc h e c h o tuvo con secuencias
tam bién sobre la calidad d e la colo n ización españ ola d e A m érica.
L a experiencia g u eirera y la organización polídea (en form a de
virreinatos delegados a los je fe s m ilitares a través d e los cuales se
iban asegurando las regiones conquistadas al en em ig o islámico)
fueron con fo rm an d o las bases d e adm inistración territorial con q u e
los españoles organizarían el N uevo M undo. El acercam ien to con
Cíénova y con los experim en tados navegantes d e Portugal les ha­
bía facilitado a los españoles aprop iar la técnica de fabricación de
em barcaciones y la d e navegación, perm itien do incuntionar en las
islas d e Palma y Tenerife; la isla d e G ran C anarias serviría c o m o -un
puesto d e parada natural en la ruta a las Indias- (Elliot 1990, 133 ).
L a p ob lació n in d ígen a e n con trad a en el co n tin en te c o lo n iza ­
d o p o r Iberia h a sido calculada en tre 50 y 60 m illon es en 14 9 a ,
p ob lación q u e se h abía red u cid o a entre 5 y 6 m illones en 1650
(Newson 2006). La población corresp on d ien te a la N ueva Granada
p u d o estai' en tre los 3 (Colm enares »973. 104) y los 6 m illones de
p erson as antes d e la llegada d e los españoles (M eló 19 9 2 ), cifra
q u e colapsa en un m o n to d e sco n o cid o y q u e, p o r lo q u e o c u rre en
26
ECONOMÍA Clfl'OIXlHHINA
M éxico y Perú, puede calcularse aproximadamente en un 95% .
La población indígena com o tal comienza a estabilizarse alrede­
dor de I650. De allí en adelante em pieza un proceso de lenta re­
cuperación de la población mestizada.
A . P o b l a c i ó n y d e s a r r o m -o
d e l a A m é r ic a p r e iiis p á n ic a
Jared Diamond se hace una pregunta fundamental en su celebrada
obra Armas., gérmenes y acera, ¿por qué fueron los españoles los que
llegaron a América y avasallaron a sus poblaciones y 110 los indíge­
nas americanos los que se tomaron Iberia? ¿Cómo llegó Pizarro a
Cajamarca para secuestrar a Atahualpa y no fue éste el que llegó
a España a capturar al rey C irio s V? F.1 mismo fenóm eno se pre­
sentó en la conquista de Nueva España, cuando Hernán (k>rtés
secuestró al em perador Moctezuma, y en la conquista de la Nueva
Granada, donde los indígenas no pudieron defenderse adecuada­
mente de las huestes españolas, de sus gérmenes y de sus armas.
Los indígenas creyeron que sus asaltantes eran seres inmortales.
La respuesta a esta com pleja pregunta tiene que ver con la evo­
lución de largo plazo de las culturas euroasiáticas, su geografía,
clima, especies animales y vegetales disponibles, resistencia a cier­
tas enfermedades endémicas, organización política, desarrollo de
la escritura y, finalmente, de la tecnología militar y de navegación
marítima. El territorio que se extendía entre Persia y la península
Ibérica, con una latitud similar y climas con las mismas estacio­
nes. permitió la domesticación de numerosos animales y plantas
que escasamente pudieron evolucionar a lo largo de América, con
climas variados y opuestos a lo largo de un extenso paralelo. De
hecho, no hubo animales domésticos en América, mientras que
en Eurasia éstos incubaron enfermedades com o la viruela, el sa­
rampión. la gripa. el tifo y la peste bubónica, que fueron generan­
do defensas entre la población humana, muy costosas por cierto,
porque en las pestes moría una parte sustancial de ella. Nada de
esto se dio en América, de tal m odo que cuando los conquista­
dores llegaron, tanto al norte com o al resto del continente, estas
enfermedades se diseminaron con enorm e rapidez y diezmaron
literalmente a la población indígena, incluso antes de hacer pre-
27
NtJ tV A lU S T O PIA tC O XÓ M ICA D t CO LOM SIA
s e n d a física los con qu istadores. C u a n d o éstos llegaron , los in d íg e ­
nas habían sido debilitados.
U na d e las especies dom esticadas en el cin tu rón de F.urasia q u e
se e xtien d e en tre Portugal y Peisia fu e el cab allo , el cual revolu­
c io n ó la tecn o log ía d e l transporte y la militar. Los pocos soldados
y oficiales esp añ o les q u e cabalgaban en tre los m iles d e habitantes
d e los im perios azteca e in ca aterrorizaban a los indígenas, qu ie­
nes eran presa fácil d e las arm as d e a ce ro y fu e g o d e los invasores.
D ichas am ias, a su vez, su rgieron d e una larga evo lu ción , facilitada
p o r la escritura, q u e p erm itió a cu m u lar y alm acen ar to d o el conocim ien to-d isp on ible en las cultu ras q u e se desarrollaron en Eurasia con el m an ejo d e los m etales y d e sus aleaciones. En A m érica,
p o r el con trario , só lo los aztecas alcanzaron a desarrollar la escri­
tura, y para el resto, la falta d e in form ación so b re lo q u e estaba
pasando y su c o m u n ica ció n a tiem po fu e o tro flan co d é b il frente
a los con quistadores. El c o n o cim ie n to d el m ar y d e có m o se c o n s­
truían las naves q u e p od ían n av eg ad o exp lica p o r q u é llegaron
los portugueses y esp añ o les a A m érica, y n o al con trario . P o r últi­
m o, los eurasiáticos habían con stru id o im perios cen tralizado s q u e
organizaban la socied ad d e m anera je rá rq u ica p e ro resistente al
cam b io, a lg o en lo q u e se destacaron , en especial, los pob lad ores
d e la p enín sula Ibérica, d o n d e se d esarrolló el p rim er re in o c e n ­
tralizado m o d e rn o d e E u ropa, en el siglo x v . Los gran des im pe­
rios in dígen as tam bién a lcan zaro n un a lto g rad o d e cen tralización
p olítica p e ro eran m uy vulnerables, p o r concentrar- to d o el p o d e r
en el caciq u e, q u e se creía divino, bajo un sistem a d o n d e n o había
reglas d e sucesión: la m u erte d el líd e r llevaba a la anarquía, algo
qu e las en ferm ed ad es disem inadas p o r los españoles agravaron al
co b rar víctim as en tre la cúspide d e la je ra r q u ía d e las socied ad es
in dígen as (D iam ond 1998).
Los españoles en con traron im portantes civilizaciones q u e con ­
centraban gran des n úcleos d e pob lación, q u e im pon ían presión
sobre el uso d e los recursos naturales. La dieta basada en el m aíz de
las tierras m edias y bajas, com b in ada con calabaza, frijoles y aguaca­
te, la caza y la pesca, era su ficien tem ente nutritiva co m o para garan­
tizar la rep ro d u cción am pliada d e las poblaciones. N o se equ ipara­
ba. sin em bargo, c o n los altos insum os p ro teín ico s d e los españoles,
c o n sus acervos d e especies avícolas, p orcinos y vacunos, q u e les
Ec o n o m ia p u e h iu in m i m
sum inistraron u n a m ayor estatura y masa muscular. La agricultura
an d in a estuvo m ás basada en papas y en frijol, y tam bién tuvo un
im pacto favorable en la rep ro d u cción d e incas y chibch as (Manti
2005, 18). I a población d e una ciu d ad c o m o Tivvanaku, a lrededo r
del lago T iticaca, h a sido calculada en 115.00 0 personas, m ientras
qu e en los a lrededo res vivían otras 250.000. W ari, q u e qu edaba en
lo q u e h o y es el su r d el Perú, c o n tó c o n unas 70.000 personas an­
tes de la h egem o n ía inca. T en och tillan , capital del Im perio azteca
fun dada a lre d e d o r d e 13 4 5 . con taba c o n una p ob lación cercana a
las 200.000 personas a la llegada de los españoles, distribuidas en
cerca d e 15.000 hectáreas (Bairoch 1 9 9 1 ,6 1 ) . C o o k e y B orah han
calculado q u e cu a n d o los españoles se tom aron M éxico cen tral h a ­
bía 25,2 m illones de habitantes, m ientras q u e España y Portugal
sum aban m en os d e 10 m illones d e habitantes (en M ann 2 0 0 5,9 4 ).
Adem ás, eran pocas las ciu d ad es ibéricas q u e ten ían las dim en sio­
nes d e ciud ades co m o T en och tiú an , puesto q u e G ran ada y Lisboa,
las ciudades más gran des d e la península, con taban con cerca de
70.000 habitantes cad a una (Bairoch 1 9 9 1 .6 2 ).
M uchas d e estas civilizaciones alcanzaron im portantes desarro­
llos urbanísticos, lo cual es m uestra d e logros im portantes e n el
m an tenim ien to d e adecu ad os niveles d e bienestar m aterial d e sus
habitantes. Paul Bairoch señala q u e den tro d e las sociedades prchispánicas en A m é rica se p u ed en con tar en tre cuatro y siete ciuda­
des c o n p ob laciones cercanas a las 50.000 personas, y en tre 25 y
40 ciud ades con p oblaciones en tre 20.000 y 50.000 individuos. En
M esoam érica y la parte n orte d e Suram érica (aztecas, taironas, taras« anas y /apotecas) existieron en tre 9 y 11 ciud ades c o n poblacio­
nes superiores a 20.000 individuos, y 2 o 3 ciudades con poblaciones
sup eriores a los 50.000 habitantes, m ientras q u e en el su r (incas
y chibch as), en su m ayoría, las ciud ades con taban c o n cerca de
20.000 personas, y sólo u n a o dos superaban las 50.000 personas
(Bairoch 1 9 9 1 ,6 6 ) . C o n estos datos, el m ism o a u to r con clu ye que
el grad o d e u rban ización en el con tin en te d e b ió d e ser cerca n o al
14 % , y la d en sid ad p ob lacio n al. p ró xim a a las 65 o 100 personas
por h ectárea, la cu a l, sin em b a rg o , es baja, com p arad a con la den ­
sidad p ob lacio n a l eu rop ea.
M en o r aú n es la den sid ad pob lacio n al d e las cultu ras q u e ha­
bitaron el actual territorio co lo m b ia n o , cu ya con ce n tra ció n se en-
NU BV A lU H O m » K C im O M tC A M C o i o u b i a
con tra b a c n ir e 5 y 10 p erson as p o r hectárea. C o n resp ecto a d ich o
territorio, se p u ed e establecer q u e «las den sid ad es m ás altas de
p o b lació n se e n cu en tran so b re rangos d e alturas m edias: el valle
d e A b u rrá o el A lto M agdalen a, y n o sobre la C osta o los fríos valles
and inos d e l territo rio muisca» (L an geb aek en pren sa).
A dem ás d e las gran des civilizaciones in ca y azteca, en otras re­
gio n es se establecieron p equ eñ os rein os periféricos o cultu ras m e­
dian as q u e n o llegaron a constituir organ izacion es políticas co m ­
plejas ni gran des ciudades. E jem plos d e estas últim as fueron los
tainos, los a rau can os y los aimaras; los om aguacas y los diaguitas,
e n el n orte d e la actual A rgen tin a; los gu aran íes d e Brasil y Para­
guay. los g u etares d e C osta Rica (H en ríq u ez 19 9 7, 1 1 ) , y los m u iv
cas, agustinianos, quim bayas y taironas, en tre otros grupos, que
habitaron el actual territorio colo m bian o.
La agricultura, el d esarrollo d e técnicas d e cultivo y los asenta­
m ientos estables d e estas socied ad es a p areciero n m ás tem pran o
e n los A n d es (en tre los años 7000 a 6 50 0 a. C .) q u e en M esoam érica (en tre el 4000 a 350 0 a. C .). T am bién son n otorias las d ife re n ­
cias in stitucionales q u e p erm itieron el d esarrollo de la p ro d u cción
a grícola y el su rgim iento d e intercam bios, (lo m o verem os más
adelan te, m ientras q u e en el caso azteca los m ercad os (tianqua)
fueron im portan tes e n el d esarrollo d e la e co n o m ía , los «sitios de
m ercad os- in ca ( qhata) lo fu ero n m en os, d a d o q u e la distribución
d e m ercan cías se llevó a cab o p o r m e d io del con tro l estatal.
La e xp e rie n cia in ca m uestra q u e el d esarrollo p o lítico lo grado
perm itió satisfacer las n ecesid ades d e sus habitantes, m edian te el
p rin cip io d e redistribución utilizado p o r las je fa tu ra s incas. la s
élites con taban c o n u n a gran pob lació n tributaria, adem ás «le los
esclavos q u e cap tu raban en las gu erras en tre distintos cacicazgos;
d ich o s esclavos eran absorbidos en las socied ad es q u e los habían
su byu gado m edian te m atrim onios, y sus hijos se con vertían en
m iem bros legítim os d e la socied ad (H elm s 1990, 4 1 ) . La rotación
d e cultivos e ra im portan te para rege n erar la tierra y aum entar
su ren d im ien to , y el trabajo com u n al se organ izaba m edian te la
mita, q u e sería p osterio rm en te ap licada p o r los esp añ o les co m o
m ecan ism o d e exp lo ta ció n d e la m an o d e o b ra in d ígen a e n las
minas. I-a asign ación adm inistrativa d e recursos im p id ió el p len o
d esarrollo d e form as d e in tercam bio y cen tros d e m ercad o , cuya
FxokomU rarcoiOMitiN»
presencia fue importante en culturas con cierta fragmentación
política, com o en el caso de los aztecas, sirviendo com o elemento
de articulación. Por ejem plo, el m ercado de Tenochtidan. en el ac­
tual territorio mexicano, era un activo centro comercial en el que
miles de personas realizaban transacciones (Henriquez 1997). a
diferencia d e los incas, que hicieron intercambios comerciales en
m enor escala. Los mercaderes aztecas organizaron a larga distan­
cia (pochttra) la adquisición y distribución de bienes, los cuales
eran intercambiados por cacao o algodón (quaichili).
La redistribución era el centro de la articulación económ ica
y política entre los jefes y la comunidad inca, puesto que los pri­
meros captaban los excedentes de su pueblo, retornándolos en
forma de bienes y servicios. En estas comunidades la captación del
excedente por parte de los gobernadores locales adoptó la forma
única de tributo en tiabajo (Bonilla 2005, 89). Los vínculos de
parentesco fueron el mecanismo institucional que perm iúó las re­
laciones sociales, políticas y económicas, estableciendo vínculos
de reciprocidad entre los miembros de la comunidad.
En comparación con las culturas que habitaron al norte del
río Bravo, las culturas del sur tenían un desarrollo mayor, a juzgar
por los datos de urbanización, densidad pohlacional, y los logros
obtenidos en el desarrollo de la agricultura y del sistema de inter­
cambios. Sin em bargo, en la actualidad, el ingreso per cápita en
Estados Unidos es m ucho mayor que el de los actuales territorios
de México y Perú, habitados antiguamente por aztecas c incas,
respectivamente. Una explicación de este hecho es el cambio ins­
titucional que com enzó a finales del siglo x v y que fue provocado
por la expansión europea en el continente americano. Este pro­
ceso. llamado por Aceinoglu, Johnson y Robinson «retroceso ins­
titucional» (im titutional rrvmal) (Acem oglu el al. 2001). consistió
en que aquellos territorios y culturas densamente poblados (los
casos azteca e inca) condujeron al establecimiento d e institucio­
nes extractivas, basadas en relaciones sociales d e servidumbre que
dieron lugar a sociedades escasamente igualitarias, siendo más
adversos al asentamiento masivo de colonizadores europeos.’ Por
* G iow nni Arrighk había planteado la m ama idea con ¡íntciiorfclad (Arrighi 1978)
en su texto La gtvw lrin iM imf/rrialumo, mostrando la diferencia entre oolonbadonet
31
NU I.VA HISTORIA U O M O M IC A D t CO LO M BIA
el contrario, en los territorios cuya población era menos densa
fueron necesarios la conquista y el desarrollo de asentamientos
europeos, y la colonización por poblamiento encontró m enor re­
sistencia. favoreciendo el desarrollo de instituciones de defensa
de los derechos de propiedad y de la inversión de los europeos
y permitiendo el desarrollo de sociedades más igualitarias, com o
fue el caso estadounidense, canadiense o australiano. Este «retro­
ceso institucional» contribuye a explicar también las diferencias
posteriores en los niveles de ingreso per cápita entre el norte y el
sur del continente americano.
B. E c o n o m í a y s o c i e d a d d e l a s c u l t u r a s
PRECOLOM BINAS D E C O L O M B IA
La región del altiplano central del actual territorio colom biano fue
el territorio más poblado, después de los imperios inca y azteca.
Todo parece indicar que en 1538 la cultura muisca había alcanza­
do un nivel de desarrollo que le habría permitido convertirse en
un imperio, proceso que fue interrumpido por la conquista espa­
ñola en el altiplano cundiboyacense. Los muiscas estaban organi­
zadas en pequeñas aldeas al m ando de un cacique, y se caracteri­
zaban por ser sociedades precstatales, poco homogéneas, cuyas
distintas categorías políticas eran descentralizadas y jerarquizadas,
tal com o sucedió con algunos cacicazgos que se agruparon bajo
el mando del zipa de Bacatá y el zaque de llu n za (Bonilla 2005,
9 1). No obstante, la integración política de las etnias permitió el
surgimiento d e la agricultura y la utilización masiva de trabajo co­
munitario organizado (Lleras 1980).
El desarrollo d e la cerámica por parte de los indígenas que ha­
bitaban el norte de Colom bia produjo cambios muy importantes
que permitieron
de sometimiento d e poblacionc* ab origen« en la America ibérica, en Africa y en
algunos países de Asia, ctxilra la» coJonlwclonct d e poblamiento. com o fueron las
de Norteamérica. Australia y Nueva Zelanda, con contc’cucnct*» sobre el desarrollo
económico y »obre el régimen político.
Economía pucoiomuma
almacenar agua y bebidas en gran cantidad y guardar alimen­
tos y conservarlos largo tiempo sin que ratones y otros roedores e
insectos se los comieran. Además (...) lograron cocinar en agua
los alimentos y así comer muchas cosas que antes eran incomibles
caídas. Se enriqueció la alimentación consumiendo ante todo
gran variedad de vegetales silvestres, moluscos, pescado, algunos
reptiles como la tortuga y el caimán, aves y mamíferos. Con esta
mejoría en cantidad y calidad de la alimentación, aumentó la po­
blación y se iniciaron muchos progresos materiales. (Dussán de
Reichcl 199a, t6)
El uso de la cerámica en la cocción de los alimentos mejoró la
nutrición y, con ello, pudo expandirse la población. De allí surgió
una organización más compleja que dividió el trabajo entre agri­
cultura, caza, pesca, fabricación de utensilios, minería y comercio.
La división del trabajo aum entó la productividad, que contribuyó
a reproducir adecuadamente una población mayor. El crecimien­
to de la población llegó en algún momento a ejercer presión so­
bre las derras fértiles, y a una competencia entre comunidades
vecinas, lo que generó frecuentes conflictos.
Las guerras explican el origen de la estratificación social «le los
cacicazgos, pues con este evento, el trabajo se volvió forzoso, la pro­
ductividad obligatoria y los prisioneros de guerra se convirtieron
en esclavos, una clase muy inferior. Se creó entonces una sociedad
dominada por guerreros y jefes, cuyas |K>si<iones se volvieron he­
reditarias. (Dussán de Reichel 199a, 19-20)
Junto al aumento de la densidad poblaciona!, la generalización
de la agricultura generó importantes procesos de alteración del
paisaje, com o la dcforcstación, e inundaciones, c incluso existe
evidencia d e cierto grado de erosión hacia el segundo siglo d. C.
(Langebaek en prensa).
NutvA miwtiiíia ic iw Amica d i Colombia
Im producción
E n el siglo x v , la e co n o m ía d e las co m u n id a d e s prehispánicas era
una só lid a estructura basada en la agricultura y la p ro d u cció n de
m antas, la exp lo ta ció n d e m inas d e esm eraldas y d e oro, carb ón
vegetal y m in eral, sal y co b re. La agricultura su rgió acom p añ ada
d el p e rfeccio n am ie n to d e técnicas artesanales y m anufactureras,
utilizadas en la fabricación d e recipien tes de arcilla y figuras en
o r o q u e aleaban c o n otros m etales utilizand o técnicas sim ilares,
evid en cia d e un am p lio in tercam bio en tre estas cultu ras a través
d el R ío G ran d e, q u e se llam aría después De La M agdalena.
Las prim eras ocu p acion es d el territorio del altip lan o cundiboyacense se rem ontan al añ o 1 2000 a. C , é p oca en q u e las distintas
posibilidades q u e ofrecía el e n to n to m edioam biental determ ina­
ron q u e algun as socied ad es se dedicaran fun dam entalm en te a la
caza, y otras, a la re colección , actividades q u e fu ero n su principal
fu en te d e aprovisionam iento d e alim entos hasta el establecim iento
d e cultivos agrícolas q u e las fu ero n reem plazando. Esto perm itió
q u e la subsistencia estuviera m enos sujeta a con tin gen cias m edio­
am bientales y se destinara parte de la fuerza d e trabajo a actividades
distintas a la p ro du cción a grícola d e subsistencia (Lleras 1986).
En e l caso d e los m uiscas, la d o ta ció n natural d e los territorios
q u e se e n con trab an bajo su d o m in io d e te rm in ó los dpos d e bien es
p ro d u cid os, p u es con taban c o n las gran des m inas d e sal en Zipaqu irá, N em o có n y Tausa, y p rácticam en te co n tro la ro n la p ro d u c­
c ió n d e co b re d el altiplano. D e la m ism a m anera, la p ro d u cción
a gríco la se b e n efició d e l co n tro l d e territorios aptos para tal fin
e n distintas altitudes, pese a q u e su te cn o lo g ía era rudim entaria.
El a cceso a la tierra era d e carácter com u n al, así c o m o las fuentes
d e agtia y los bosques. Igualm en te, el trabajo destin ad o a la p ro ­
d u cció n agríco la y a la exp lo ta ció n d e m inas era d e carácter co­
lectivo o co m u n itario en tre los m iem bros d e las fam ilias, sistema
q u e co m p en só e l bajo nivel d e d esarrollo te cn o ló g ico lo gra d o p o r
estas cultu ras (I Jeras 198 6).
La p ro d u cció n y la distribución d e gran variedad d e p ro d u ctos
a grícolas les p erm iü eron a los m uiscas y taironas go zar d e cierto
nivel d e au tosu ficiencia y m an ten er u n a dicta variada, gracias a la
am plia d isp on ibilidad d e cosechas d u ran te to d o el añ o , p ro d u cto
34
FxxmOMt* nucoLúMiiiN*
del control de aldea» y territorios en distintos pisos térmicos. F.n el
caso de los muiscas. el cultivo de tubérculos, com o hibias, cubios
y chugtias, predom inó en los páramos, mientras que en las zonas
templadas se podían encontrar cultivos de maíz, yuca, batata, aliuyama y árboles frutales. El maíz fue un alimento popular, debido
a sus características nutritivas y a que se podía cultivar tanto en
climas fríos com o templados, además de ser fácil de almacenar,
sembrar y cosechar (Langebaek 1985b). La pesca y la caza fueron
actividades importantes en todo el territorio muisca, que se cons­
tituyeron en sus fuentes principales de proteínas.
ExttdenU e intercambio
En la cultura muisca el mecanismo de la redistribución funcio­
nó d e manera paralela al del intercambio. I-os caciques muiscas
captaban los excedentes productivos de sus pueblos por medio
del tributo (llamado por ellos tamsá), pero no lo concentraban
totalmente sino que lo redistribuían entre su gente, por medio
de la consdtución de un fondo de consum o com ún, y entre otras
comunidades que compartían con ellos la lengua c.hibcha. Si el
cacicazgo local estaba subordinado al mando del zipa o del zaque,
éste debía destinar parte del tributo al m ando superior, en repre­
sentación de su comunidad. En estos grupos, el tributo no debe
ser entendido com o el tipo de mecanismo d e explotación y extrac­
ción del excedente productivo establecido por los españoles, sino
com o una forma de redistribuir el producto social y sostener el
sistema administrativo de estas sociedades.
El trueque fue la principal forma de intercambio entre los muis­
cas, puesto que su rica dotación de recursos naturales les permitió
generar un importante excedente, con el que pudieron realizar
intercambios en ferias y centros de mercado de otros territorios y
pobladores. El surgimiento de estos excedentes también hizo posi­
ble sostener a grupos de artesanos especializados y a otros grupos
no artesanales, favoreciendo el desarrollo de actividades producti­
vas distintas a la agricultura d e subsistencia (Lleras 1986).
Sin em bargo, el intercambio no puede considerarse com o un
hecho generalizado, dado que la mayoría se restringía a comuni-
35
K v k v a M ir t o » ! » u i i k A m i m III C o i o m u a
dadcs de la misma cuña. Incluso, no todos los b ie n « producidos
eran intercambiados, aunque una parte importante de productos
básicos y, principalmente, «suntuosos» era destinada para tal fin.
Productos agropecuarios y derivados (alimentos agrícolas, carne,
pescado, coca, algodón, miel, cera de abejas, tabaco, cabuya, yopo
y bija), mineros (oro, esmeraldas, sal de las minas) y manufacturas
rudimentarias (mantas, totumas, ovillos de hilo, figuras de oro,
cuentas y cerámicas) eran intercambiados principalmente en cen­
tros de mercado que .se encontraban bajo el control de los caci­
ques de 1lm ja. Duitama y Sogarnoso, y, en menor medida, en las
ferias de Chocontá, Fusagasugá, Pasca, Saboya y Sorocotá, entre
otros (Langebaek 1985b).
I a matriz de la tabla 1.1 muestra los bienes intercambiados con
mayor frecuencia por los muiscas. A unque es difícil establecer los
términos de intercambio, al parecer el trueque de estos bienes
respetó ciertas proporciones establecidas, determinadas por la es­
casez y por la cantidad de trabajo incorporado en su elaboración
y transporte.
La tabla 1.1 muestra que los principales bienes intercambia­
dos fueron las mantas, el oro y el algodón. Los muiscas intercam­
biaron mantas por casi todos los bienes considerados en la tabla,
dentro de los que cabe destacar la sal marina del lito ra l A dám ico
y el algodón proveniente d e grupos de los Llanos Orientales. Las
mantas, el control del cobre y la producción de esmeraldas (bie­
nes necesarios para la fabricación d e joyas) también les permitían
a los muiscas mantener relaciones comerciales con tribus del sur,
com o los panches y los pijaos, que a cambio entregaban oro, que
producían en abundancia. Los muiscas tuvieron acceso a cuen­
tas de collar y caracoles marinos provenientes de la costa norte,
que adquirían para actividades rituales, a cambio de esmeraldas y
mantas. F.l intercambio con los quimbayas se concentraba princi­
palmente en textiles, oro y piezas de orfebrería, arte muy desarro­
llado por este grupo.
Exisüan algunos caciques y comunidades que operaban com o
intermediarios comerciales, e, incluso, según Langebaek, los mis­
mos muiscas «actuaron com o intermediarios entre los Llanos y
otras regiones; los miembros del 'cacicazgo' de Pisba, por ejem­
plo, cambiaban loza en los I Janos, y con el algodón que les daban
labia 1.1
Principal«
producios intercambiados
EcoxowU n iu u iH u iu
ïi
Nuzva HISTORIA ECONÓMICA i» . OnOMBIA
a c a m b io hacían tru e q u e c o n los tachos» ( la n g e b a e k 19 8 5 b ). Al­
g u n o s p ro d u cto s d el altip lan o circulaban en regio n es m uy lejanas,
y viceversa, resultado d e la actividad d e estos interm ediarios. La in­
term ed iación les p erm itió a los m uiscas o b te n e r ventajas d el inter­
cam b io, p u es c o n esto ten ían a cceso a bien es q u e n o se p rodu cían
en sus territorios (el caso de caracoles, sal m arina y algo d ó n d e los
L lan os O rien tales) o cuya p ro d u cció n im plicaba gran dificultad.
C o n c l u s ió n
T oda esta civilización — q u e co n ta b a c o n una p ro d u cción a g ríco ­
la suficien te para rep ro d u cir una a b u n d an te p ob lació n , la cual
había d esarrollado la cerám ica y la orfe b rería, y q u e com erciaba
activam ente en tre distintas tribus y region es— q u e d ó paralizada
c o n la llegada d e los españoles. Q u e d ó d erru id a su evo lu ción ha­
cia la c o n fo rm a ció n d e u n a u nid ad p olítica m ás o rgan izad a desde
e l altip lan o bo go ta n o . En cuestión d e décadas, los con q u ista d o­
res esp añ oles la som etieron p olíticam en te. Las en ferm ed ad es de
los con qu istado res diezm aron la p ob lació n , m ientras sus armas
d e a ce ro y sus cab allos d errotaro n a las organ izacion es políticas
locales. A p ro vech a n d o las relaciones origin ales d e tributación en­
tre las élites y los vasallos in dígen as, los españ o les im p u sieron el
som etim ien to p olítico , q u e s i m ó para e x ig ir cargas laborales y de
p ro d u ctos a los in dígen as, co n d u cie n d o al len to d esarrollo d e una
n ueva socied ad organizada servilm en te sobre los restos d e las civi­
lizacion es aborígenes.
C a p ítu lo 2
C o n q u ist a
y e s t r u c t u r a e c o n ó m ic a
de la
N ueva G ranada
conquista de America sería no sólo militar y económica, sino
también una gesta religiosa, avalada por bula papal, en la que se
agregarían nuevos súbditos, cuidados por la Iglesia católica y con­
vertidos a la verdadera fe. El nuevo territorio y su población se de­
bían acomodar a unas pautas preconstitucionales, contenidas en
las Siete partidas de Alfonso X, en las que se ordenaba una sociedad
jerárquica pero armónica, basada en el buen gobierno, entendido
com o defensa del bien común, que frenaba la tiranía y erigía un
complejo sistema de ley escrita. -Era la sociedad patrimonial, cons­
truida en tom o a una concepción de obligaciones mutuas, simboli­
zadas en las palabras servicio y merced* (Elliot 1990,132); la recom­
pensa de los conquistadores estaría en función del esfuerzo y lealtad
desplegados. El concepto de conquista fue acompañado con el de
pohlamiento, pero 110 había una idea de trabajar y cultivar la tierra,
esperando que tales labores recayeran sobre Lis poblaciones venci­
das, primero, y combinadas con esclavos, después, lo cual surgía de
la pretensión de hidalguía de los conquistadores, que en realidad
no disponían d e ella en la España misma. El rechazo a la noción
de -labor» marcó profundamente el carácter de la colonización y
daría lugar a formas extensivas y concentradas de apropiación de la
población encontrada y de las tierras disponibles.
Francisco Suárez. uno de los gestores españoles d e la escolástica,
fundió la visión del mundo feudal, Jerárquico y estamental, con la
de un imperio que requería de cierta funcionalidad en el siglo xvi.
Se trata de un orden divino inmutable que se expresa lerrenalmente en las jerarquías políticas que tienen en su cúspide al Papa y al
39
Nuiva h k iim i « lconOmk; » or CotúMtiA
Rey. debajo de la cual yacen la aristocracia, la nobleza eclesiástica,
los plebeyos ricos, los siervos y los pobres libres, y los esclavos. Cada
estamento tiene su propia ley distintiva, y así, eran diferentes los
tribunales para cada uno. Los eclesiásticos y los militares no respon­
dían por su conducta sino ante sus pares, y así se iban repitiendo
los fueros especiales para los burgos, los artesanos, otros gremios y
toda asociación que lograra reconocimiento por parte del poder
central, dando lugar a la tradición hispánica de personerías jurídi­
cas. Existían los conceptos de derecho natural, soberanía popular,
el contrató social, el derecho a la resistencia y la supremacía de la
ley. sobre los cuales se erigió la sociedad colonial, una vez superada
la Conquista y eliminados los privilegios originalmente concedidos
a sus avanzados y a los encomenderos de almas. Se daría lugar así a
una tradición pactista entre el soberano y sus pueblos, en la cual
se podía evadir la ley, y que no podría ser sustituida del todo en la
historia contemporánea por reglas constitucionales consensuadas
pero de estricto cumplimiento (García Villegas 2007).
El colapso dem ográfico fue producido fundamentalmente por
las enfermedades transmisibles que portaban los conquistadores,
ante las cuales los nativos no contaban con defensas. Jaree! Dia­
mond (>998) narra cóm o la convivencia de los indoeuropeos con
animales domesticados desarrolló sus defensas contra la viruela y
el sarampión. la s poblaciones aborígenes de América 110 conta­
ron con animales domésticos y tampoco con inmunidad alguna
frente a los virus que portaban los españoles. Para em peorar la
mortalidad de los indígenas, su redistribución geográfica, la di­
visión de las familias, la intensificación de las jom ad as de traba­
j o y sus deficientes condiciones en minas, haciendas y medios de
transporte introducidos por los conquistadores deterioraron aún
más las condiciones de reproducción d e la población aborigen. l a
catástrofe demográfica fue el resultado.
A. P o b l a c i ó n , c o n q u i s t a y c o i x j n i z a c i ó n
Es claro que después de la Conquista, las poblaciones indígenas
que habitaron el actual territorio colom biano se vieron disminui­
das. Pero el ritmo y características de este descenso poblacional
C O M Í i n r » v MinuoruitA bxonómkia dc l * N i ■»*» G * a n m m
m ostraron d iferencias regio n ales c o n resp ecto a la form a y el tiem ­
p o e n q u e éstas su ced ieron . A l estudiar la d ism in ución |K>blacional e n M éxico cen tral du ran te e l siglo x v i, C o o k y B orah e n cu en ­
tran una relación en tre e l clim a y la severidad d el d ecrcm en to:
«m ientras m ás tem p lado era el clim a d e un regió n , m en os severa
fue la destru cción d e la p ob lació n al llegar los e u ro p e o s y liberar­
se nuevos factores; m ientras m ás h ú m e d o y u o p ic a l era el clim a,
más rápida y severa fu e la destru cción d c los pobladores» (C o o k y
B orah 19 7 7 . 38 8). B asándose en estudios d c G erm án C olm en ares
)' Ju an F riedc para Pam p lona, Tunja y la co rd ille ra C en tral, los
autores en cu en tran u n a ten d en cia similar, p u esto q u e e l d ecreci­
m ien to d c la p ob lació n in d ígen a fue m e n o r e n las tierras altas que
e n las bajas.
E n e l c o n te x to latin oam erican o, tim a n Service se p regu n ta p o r
q u é e n algu n as partes d el co n tin en te la p o b lació n in d íge n a fue
e xterm in ad a p o r co m p le to , c o m o fu e el caso d e l C o n o Sur. m ien­
tras q u e en otras la p ob lació n se m ezcló (C o lom b ia in cluirla), y en
algunas otras bu en a parte lo gró sobrevivir al colapso, c o m o es el
caso d e Bolivia, P e n i o M éxico, a pesar d e q u e estas region es fue­
ro n con quistadas p o r la m ism a so cied ad (citado en I-angeback en
pren sa). La exp lica ció n p u ed e estar relacio n ad a c o n el h e c h o d c
q u e e n d o n d e exisu'a una p ob lació n sed en taria y n um erosa, con
m últiples articu lacion es políticas y sociales más allá d c la com u n i­
dad au tó n om a (es decir, socied ad es m uy sim ilares a las del con ­
q uistador), existió u n a m ayor posibilidad d e q u e surgieran facto­
res c o m o las en ferm edades, la con qu ista violenta y la exp lo tació n
colo n ial, q u e d eterm in aro n u n m ayor d escen so p ob lacio n al. En
contraste, las so cied ad es m en os sedentarias, p o r ejem p lo, los caza­
dores-recolectores, m ás dispersos y au tó n om o s, n o estuvieron en
cap acid ad d e g e n e ra r op o sición violenta a la C on qu ista, ni eran fá­
cilm en te agru p ab les en n úcleos d e pob lación estables. Se p rodu jo
en ton ces el exterm in io d e este tip o d c socied ad es prehispánicas,
las cuales eran fácilm ente som etidas a trabajo esclavo, al cual no
resistían (L a n g eb aek en pren sa).
Ix>s p u ntos d c e n cu e n tro c o n q u e con tam os para estim ar bur­
dam en te la evo lu ción d c la p ob lació n e n la N ueva G ran ada son
e n ton ces la ñ gu ra inicial, 10 % d e la m ism a 150 años m ás tarde,
y la cifra q u e n os en trega el p rim er cen so d c p ob lació n , q u e se
K t » V * H i s i o a t « K O H Ú M U .I O I C o c í m w »
ela b o ró en 1778 . S ó lo hacia 19 1 8 se recu p eraría el gu arism o de
pob lación e n co n trad o p o r los esp añ o les casi 400 años anees.
L a catástrofe dem o gráfica tuvo am plias rep ercusion es tan to so ­
b re la e co n o m ía in d ígen a prim igenia c o m o so b re la q u e im planta­
ron los esp añ o les (ver e l gráfico a. 1). En el p rim er caso, la p ro d u c­
c ió n se d e b ió d e rru m b a r a un ritm o ce rca n o c o n el q u e decaían
los n úm eros d e la fuerza d e trabajo in d ígen a. D e b ió d e su ced er
en el altip lan o cu n d ib oyacen se algo sim ilar a lo q u e Rorah afirm a
— en calidad d e hipótesis— c o n resp ecto a la e co n o m ía d e M éxi­
c o central: «Las nuevas técnicas y cultivos in tro d u cid os p o r los
españoles d e b ie ro n d e in crem en tar la p ro d u cción in d íge n a, en
cu a n to sus participantes adop taron veh ícu los de rueda, e l azadón,
cereales d e in viern o q u e p erm iü an d o s cosechas al a ñ o y anim ales
dom ésticos para vestido, a lim en tación y tracción , con el resultado
d e una m ayor e ficien cia, q u e p u d o h aber con trarrestado el de­
cre m e n to en el n ú m ero «le trabajadores» (B o rah 19 5 1 . 4 ). Sin
em b a rg o , estos avances estarían lejos d e com p en sar el e fe cto d e la
p érdid a p oh lacional. O tro e fe cto cierto fu e la re d u cció n en el uso
d e la tierra, p o r la baja d e la dem an d a causada p o r la con tracció n
d e la p ob lació n y «por la red u cció n en el n ú m ero d e person as q u e
alim entar» (B orah 19 5 1 . 4 ), p erm itien d o el retiro d e las tierras
m arginales d e la p ro d u cció n y c o n ce n tra n d o los cultivos en las
m ejores tierras, eleván dose a lgo m ás la productividad.
G rá fico 2.1
Población in d íg n u y total, 1550-1905
|
- » - ro tilfc jiá n m d ly ...,
r V M M « 4< (199*1. M*fe 11992) Y c ilr u io t p rcfw n
42
-» M .I.W 1 0 II) I
CoNtti'im y esnuicnmA kcowómica nt u Nucva C hakapa
O tro proceso hipotético que debió de repetirse en la Nuera
Granada fue que la nobleza indígena perdió menos miembros que
el resto de su población subordinada, d e tal modo que el recaudo
tributario por indígena que los sostenía debió de incrementarse,
en la medida en que los villorrios indígenas perdían población.
“Consecuentem ente, la capacidad de las pueblos indígenas de
contribuir al mantenimiento del segmento de población euro­
pea [...] se redujo no sólo por la brusca disminución de su pro­
ducción sino por la mayor presión dentro de la misma sociedad
indígena sobre el resto de la producción de comida y servicios»
(Borah 1 9 5 1 .5 ).
Tabla 2.1
C rn to d e p oblación, 1778
R eg ión
Total R eg ió n C a rib e
Total R*>gión A n d in a
Tun|J
G iró n
Santa N i
B la n co s
Indios
U b res*
f e r ia r a
To lal
18767
2 .8 5 5
1 0 0 .0 8 5
14 .0 7 9
16 2 .2 8 6
18 2 .4 0 5
1 0 7 .469
256390
4 1 .1 6 5
5 8 7 .4 2 4
1 0 3 .9 1 9
3 7 .1 6 6
1 1 2 .4 6 0
6 .0 4 7
2 5 9 .6 1 2
1.472
126
4 .5 9 3
«14
7 .0 0 5
2 5 -314
31-581
3 0 .2 3 9
1 .1 7 4
8 8 308
46 .4 6 1
A rVKXjuia
7-866
2 .1 2 9
2 7 .5 3 5
8.931
M * r« |iiiU
1 2 .7 4 7
4 .5 3 6
2 6 .2 1 5
4 .1 1 0
47 6 0 8
IV.puyAn
2 0 .9 IM
2 7 .2 7 4
3 0 .7 9 4
18 .7 2 5
9 7 .6 9 7
• 2 1 .9 6 7
Total Reg ió n fe d f ic a
Total L U n o t
Total N u e v a G ra n a d a
iS um a d e la s regiones)
778
6 .7 3 2
7-294
7 .1 6 3
1 .5 5 7
15 .1 8 8
4 .0 2 0
122
2 0 3 .5 1 0
157 .9 4 4
3 6 8 .5 8 9
6 5 -229
• l o s . I f y « . o . n v i c l t í . e < tn los m estizos y ¿ a r ito s . c j j c llegarían a w h
• • 1 « p o j i K i i « d ife re n c ia l < k k » 1 0 0 I « tk n c n o ilp w i « i t i tuem r.
/u»nlr c*nv>s demwJt» <k ti inVxmxiÓn <on*n«di en tovai« a'. I1994X
2 0 .8 8 7
7 9 2 .5 6 9 ••
n w r o r ij pabt*<>u>ul.
,
Dos siglos después, hacia 1778 (ver la tabla 2 .1), el censo lleva­
do a cabo por la Corona en todas sus colonias americanas registra
para la Nueva Granada 158.000 indígenas, y es evidente que no
pudieron ser contadas muchas tribus de la Costa Atlántica y del
sur del país, de tal m odo que se puede pensar que debió de haber
no menos de 200.000 indígenas en ese m omento. Sin embargo,
los pueblos indígenas venían siendo diezmados, sus resguardos
reagrupados, y muchos de sus efectivos ocupados en haciendas
com o arrendatarios y terrazgueros. El proceso de mestizaje estaba
muy avanzado y sobrevivirían com o tales sólo los pueblos indíge-
43
NurVA HUIOUI rjCONÓMtCA IMCCOCOMMA
ñas caucanos, los de la Sierra Nevada de Sania Marta y de l a Gua­
jira. además d e los que lograron mantenerse en la protección del
bosque húm edo del occidente (Chocó) y sur del país (Putumayo,
Amazonas).
El total de la población censada i'uc de 793.000, y el resulta­
do presenta numerosas inconsistencias. Sin embargo, es evidente
el notable avance del proceso de mestizaje, en cuanto la pobla­
ción de blancos (o blanqueados) más los catalogados com o libres
(nombre con el que se identificaban las mezclas raciales) sumaban
el 72,»% del total, mientras que los esclavos negros representaban
un 8.2% de la población neogranadina. El crecimiento de la po­
blación entre los censos de 1778 y 1825 es de 0,9% anual, tasa que
se acelerará, corno se verá, en el siglo x ix . El acervo de población
mestiza y esclava, som cddo por los blancos, serviría de base a una
economía con serios problemas de escasez de mano de obra duran­
te los dos primeros siglos de la dominación española, pero que o b­
tuvo un crecimiento relativamente rápido durante el siglo x vn i.
Conquista
La extensa población encontrada por los españoles en la Nueva
Granada fue reorganizada y sometida a la servidumbre de diversas
maneras durante el periodo de conquista. l a abundancia de mano
de obra indígena aparente a los ojos de los españoles permitió su
dilapidación en la construcción de iglesias, conventos, plazas y ca­
minos. y en la minería, que obligaba al desplazamiento forzoso de
los poblados de la altillanura a climas hostiles que aumentaban la
mortalidad de los indígenas. Los indígenas sometidos al tributo
debían cultivar maíz y los cereales traídos de España, proveer leña
y el alimento para el ganado. Ix>s encom enderos recibían los tri­
butos y debían vender una parte para proveer las necesidades de
los poblados españoles. Los españoles contaban todavía con un
abundante suministro de sirvientes hasta que com enzó a manifes­
tarse una creciente escasez de mano de obra que tensó los sumi­
nistros de alimentos, aplazó o hizo m ucho más lento el proceso
de construcción de obras religiosas, públicas y palacetes pata los
hombres más ricos de la época. La escasez de mano de obra debió
O o M y U I H A » t iT R C C r i l K A CCON ÓM ICA O I l a N u k v a C h a m a b a
d c ser extrem a, lo cu a l d e b ió d e elevar los salarios o su parte en es­
pecie, y se evid en ció u n a fuerte disputa p o r trabajadores d c parte
d e m ineros, h acen d ad o s y transportistas, para q u e la autorid ad se
los asignara p rcfcren cia lm cn te.
l a s prim eras e x p e d ic io n e s d e pillaje en las áreas d e la (kxsta C a­
ribe in ten taron apropiarse d e l tesoro a cu m u lad o p o r varias g e n e ­
raciones d e taironas y zenúes. am bas tribus sedentarias y con una
bu en a organ ización d e la agricultura, basada en m étodos d c irriga­
ción y dren aje q u e les perm itían vivir en p ob lad os d e alta densidad.
I^os taironas* e n esp ecial, m ostraron un alto d esarrollo e n arqu i­
tectura u rban a y en la con strucción d e terrazas para la agricultura.
Los con qu istado res h icie ro n p rim ero excu rsio n es p a ia esclavizar
indios, co n se gu ir perlas y o ro anc.cstralm cntc acu m ulados, p ero
después se establecieron en form a p e rm a n en te en Santa Marta
y C arta gen a e n 15 2 6 y 15 3 3 . respectivam ente. El im pacto sobre
esta p ob lació n fu e con tu n d en te: d e c re ció velo zm en te en n úm ero
bajo la presión d e las incu rsion es arm adas, d e las ep idem ias, d e la
separación d c las fam ilias y d c la so b reex p lo tació n laboral.
C o n so lid ad o este territorio, los españ oles avanzaron hacia el in­
terior en 15 3 7 y pasaron a o c u p a r la p lan icie d e la cord illera O rien ­
tal, la cu a l estaba d en sam en te habitada p o r los m uiscas — parte d e
la m ás a m p lia fam ilia lingüística ch ibch a— , en n úm eros c e ita n o s
a los 600.000. A q u í tam bién los con qu istado res m artirizaron a la
pob lación p a ia q u e e n tre ga ra el tesoro d e El D orado, q u e au n q u e
n o fu e e n co n trad o c o m o tal. sí les p ro d u jo una gran cantidad de
oro. U n a vez agotad a esta fase, los españoles organ izaro n a los
muiscas para abastecer sus n ecesid ades y lab orar en las m inas.
En el valle d el M agdalen a los españ o les e n co n traro n varias
con cen tra cion es d e in dios caribes, c o m o los cararcs, los m u zo. los
panches y lo s pijaos, qu ien es les o fre ciero n m ayor resistencia q u e
las organ izacion es m ás sedentarias y consolidadas, y q u e finalm en ­
te fu ero n diezm ados. E n C arta g e n a n o lo graro n organ izar a los
indígenas para e xtraerles tribuios, p u es éstos se dispersaron d c
sus pu eblos, p ara extinguirse en su m ayoría (M eisel 1998b, 72 ).
En la p a rle alta d el valle del M agdalen a habitaban los p aeccs en
com u n idades m ayores y m ás estratificadas, q u e los hacían p a recer
relacionados c o n los chibch as. E n el Sinú. los españoles en con tra­
ron vestigios d e unas ob ras d e rie go q u e p od ían abarcar 30.000
N U KYA MOTOMIA tC O K Ó M IC A Ot C o t O M ftlA
*r.
ha, m o stran d o q u e la p ob lació n in d ígen a había p ro liferad o e im­
p uesto presión so b re los alim entos q u e d eb ía n producir. D e m a­
n era similar, en la Sierra N evada de .Santa M arta se encontrarox»
u n o s sistem as d e agricultura m u y productiva, q u e utilizaban terra­
zas para in tensificar el cultivo, y q u e reflejaban desb alan ce entre
p ob lació n y recursos naturales. M ás hacia el sur, los esp añ o les que
ven ían en e xp e d icio n e s desde Perú e n co n traro n tribus sed en ta­
rias c o m o los pastos y los quillancin gas, q u e tenían una agricultura
avanzada, tam bién reflejo d e altas den sid ad es p oblacionales, y q u e
fu ero n los q u e m ejor sobrevivieron la C on qu ista, en la form a de
un cam p esin ad o m in ifun dista (M cFarlane 1993, 15 ).
Los p rim eros em presarios d e la C on qu ista n o co n o cían la fra­
gilid ad d e la p ob lació n in d íge n a ni pareciero n co n tem p la r el
c á lc u lo d e los costos de la m an o de o b ra q u e som etían a duras
co n d icio n es d e trabajo o a ser m e d io d e transporte, ni los de su
re p ro d u cció n , p o r lo q u e la p o b lació n origin al se v in o abajo. I.os
ab o rígen es n o con ta b a n c o n resistencias con tra los a gen tes pató­
gen o s d e las e n ferm ed a d es q u e trajeron los esp añ oles y fueron
diezm ado s p o r ellas, en particular p o r la viruela, p e ro tam bién p o r
el saram pión, la varicela, el tifo y las gripas. 1.a C o ro n a y la Igle­
sia se p reo cu p aro n p o r el d esp o b la m ien to p e ro actu aron p o c o y
tard íam en te, ad o p tan d o la posición d e im p o rtar esclavos, supues­
tam en te m ás resistentes q u e los in dígen as. El h e c h o d e q u e los
esclavos fueran costosos y escasos in d u jo a q u e se les cuid ara d e
m ejo r m anera p e ro tam bién resultaron vuln erables a los agentes
p atóg en os d e los españoles.
El siglo x v i está m arcado enton ces p o r un descenso notable d e la
población tributaria, q u e creó una situación de abundancia de tie­
rras y escasez extrem a d e m a n o d e ob ra. La p ro d u cció n d e oro
o b tu vo una red u cció n im presion ante q u e llevó a q u e en 1700 casi
d esap areciera p o r co m p le to , de un nivel d e 2 m illon es d e pesos
plata a prin cip ios d el siglo x v n . Solam ente a finales del siglo x v in
com ien za a darse en la N ueva G ran ada u n a recu p eració n d e m o ­
gráfica, p o r la rápida rep ro d u cción d e m estizos, n egros y m ulatos,
q u e c o n d u jo a u n cre cim ien to e co n ó m ic o mayor. Los trabajado­
res sobrevivientes d e b iero n d e disfrutar d e m ejores co n d icio n es
d e vida, en la m edid a en q u e los d u e ñ o s d e m inas y hacien das se
los disputaban, p e ro n o era u n a situación d e sim ple arbitraje de
46
C o X V jllM I * V »».TRL-CTUBA ECONOMICA D * I * N tl* V A C U ) l « l t t
mercado sino que estaba intervenida por la asignación adminis­
trativa de la mano de obra por la Corona, que reorganizó a los
sobrevivientes indígenas en los «resguardos»; SÍ debió de existir
alguna competencia entre los propietarios de haciendas y minas
en la contratación de los «libres» o mestizos, cuyo estatus legal era
ambiguo, y terminaban siendo relativamente libres, com o se les
denom inó en el censo poblacional d e 1778.
Borah ha llamado al siglo x v n «el siglo de la depresión». No
sólo Nueva España resultó afectada, también el resto de colonias
españolas e incluso España, la cual evidenció una caída demográ­
fica, debido a la mayor frecuencia con que se presentaron las pes­
tes. 1.a caída de la producción artesanal y m anufacturera en Espa­
ña 110 hacía más que agravar la carestía d e sus colonias porque el
m onopolio comercial no se conmovía con variaciones de la oferta
y no recurrió a importar de otros países que se estaban desarro­
llando en su manufactura, com o Holanda, Francia c Inglaterra,
elevando también los precios de las manufacturas.
Los ajustes que debieron hacer la administración real y los co­
lonos fueron considerables: se extinguieron paulatinamente las
encomiendas, se resguardaron los indígenas en pueblos de acceso
restringido que de todas maneras perdieron mano de obra fren­
te al desarrollo de grandes haciendas que fijaban el trabajo por
medio del peonaje por deudas y otros atractivos menos coactivos
com o lotes de pancoger y adecuadas condiciones de trabajo.
La velocidad de recuperación del tamaño de la población estuvo
determinada en gran parte p or el tipo de instituciones establecidas
por los conquistadores: en aquellas regiones donde se implementaron instituciones extractivas com o el trabajo forzado a través de
la esclavitud o la mita minera, la población indígena tuvo pocas
posibilidades d e sobrevivir. Por el contrario, en aquellas regiones
donde se desarrollaron formas de trabajo libre con mejores con­
diciones de vida para las trabajadores — y donde los españoles
contaron con la posibilidad de realizar inversiones y acumular ri­
quezas— , la población se recobró más rápidamente. Es claro que
con la recuperación poblacional se hacía más fácil el desempeño
económico.
47
N u t n N itm o iu K W
4
M i C t n». C o l o m b i a
(Colonización
E n un p rin cip io, los esp añ oles organ izaro n el trabajo en las minas
y fu n d aro n cen tros u rban os en las partes m ás pobladas d e in d íge­
nas o en d o n d e p u dieran irradiarse h acia fron teras bajo su con tro l
para reducirlas, sien d o más cen tros d e p o d e r q u e d e com ercio. A
los in dígen as e n co m en d ad o s los o b ligaban a prestar tribu to en
trabajo, la.m itad d e cad a mes, y en esp ecie, o en m antas y p ro d u c­
tos agrícolas, p eriód icam en te. El a gotam ien to d e la pob lación ori­
ginal y su m ezcla c o n los españoles dio lu gar a u n a crecien te p o ­
b lación m estiza — h u érfan o s d e p adre los llam aría C arlos Fuentes,
p u es los españoles en su m ayor parte n o los criarían ni los harían
sus hered eros— relativam ente m en os oprim id a q u e los indígenas,
q u e se d en om in arían c o m o »libres» en a lgu n o s casos y c o m o «cas­
tas» en otros, y q u e trabajarían en las hacien das incipientes, bajo
co n d icio n es d e ob e d ie n cia servil d e variable intensidad; a lgu n o s
lograron tornarse en artesanos d e los escasos cen tros urbanos,
otros en ap arcero s o en cam pesinos in d ep en d ien tes si escapaban
a la fron tera d el territorio co n tro la d o p o r los españoles. Los escla­
vos, im portados a m ediados d el siglo x v i y e l x v n , con fo rm aro n
las cuadrillas destinadas a las m inas, a las hacien das d e la Costa
C arib e y d el C au ca y a los servicios dom ésticos en regio n es co m o
Popayán, A n tioq u ia y C artagena.
El p o b lam ien to se fu e o rie n ta n d o hacia las tierras c o n aldtudes
m ayores d c i .000 m etros sobre el nivel del mar, d o n d e dejaban
d e p roliferar los m osquitos y las liebres q u e portaban. El territorio
alto, cortad o p o r tres cad en as m ontañosas, aisló a unas com u n i­
dades d e otras c in d u jo u n o s altísim os costos de transporte, que
fu e ro n o tro im p ortan te ob stáculo para la extra cció n d c e xc e d e n ­
tes p o r parte d e los españoles. La im bricada to p ografía aislaría el
c en tro y el o ccid en te d e l país d el m ercad o m u n dial y frenar ía la
form ación d e un m ercad o in terio r ob staculizan do el crecim ien ­
to e co n ó m ico d e largo plazo. Sin em b a rco , las áreas d e la costa
n orte n o ten ían p roblem as d c transporte y tam p oco desarrollaron
vínculos im portantes con el m ercad o m undial, in cid ien d o m ás su
geo g ra fía , su in eficien te orga n ización e co n ó m ica y la ten en cia de
la tierra q u e otros factores. El desarrollo e co n ó m ic o d u ran te la
fase c o lo n ia l surgió d e la m ayor p ro sperid ad d e estas eco n o m ías
CONQUISTA Y ramUCIX'RA tCOKOMtCA OHIA NUCVA CHANADA
regionales aisladas las vinas d e las otras, d o n d e p redom in arían
las d otadas d e recursos m in eros c o m o el C au ca (que con trolaba
el C h o c ó ), p o r u n a parte, y A n tioq uia. p o r otra, m ientras q u e el
resto les sum inistraba alim en tos, ropas y algun as herram ien tas de
m adera y cuero.
La ttoiwmxa del oro
M ientras España d ecaía eco n ó m ica y m ilitarm ente en el siglo x v n
(se recu p eraría un tanto e n el x v m , y c o n e llo aum en taría su pre­
sión sobre las colo n ias), A m érica y el R ein o N uevo d e G ran ada
prosperaron sobre la base d e u n a agricultura crio lla d e haciendas
e n exp an sión y una m in ería d el o ro q u e se reanim ab a por la ofer­
ta renovada d e esclavos y d e m in ero s in d ep en d ien tes. En las pos­
trim erías d e la C o lo n ia , sólo u n a parte d el o ro p ro d u cid o en A m é­
rica term inaba en las arcas españolas, pues el resto financiaba la
defensa d el im p erio con tra piratas y co n tra Inglaterra y H olanda,
m ientras q u e u n a tajada era a p ro p ia d a p o r m in eros, com erciantes
y fun cio n ario s procaces q u e fin an ciaron el c o n tra b a n d o c o n las
colonias d e Inglaterra y H o lan da e n el C aribe. El N uevo M undo
trabajaba para c u m p lir las exigen cias d e la m etróp o li, p e ro los
criollos y los fun cio n ario s penin sulares se ap rop iab an d e lo q u e la
adm inistración colo n ial n o ¡»odia controlar, situación q u e se tor­
nó crítica d u ran te las sucesivas gu erras q u e sostuvo España con
Inglaterra y c o n Francia en el p reám bu lo d e la Ind epen dencia.
A un si el tesoro am erican o llegaba a España, se filtraba en buena
piarte hacia Francia y H olan da, q u e sum inistraban los bienes con
los que la M adre Patria n o p o d ía co m p e tir ni en calid ad ni precios,
ellos mismos in flados p o r e l tesoro am erican o. U n a d e las gran des
fuentes d e m alestar d e los criollos fue p recisam ente q u e el m o n o ­
polio com ercial d e C ád iz en carecía las m ercancías q u e im portaban
y lim itaba las q u e p od ían exportar, o sea q u e les redu cían los e x ­
cedentes d e lo s q u e se p od ían aprop iar y lim itaban las o p o rtu n i­
dades d e esp ecialización q u e pod ían su rgir con un c o m e rcio libre
y com petitivo.
l a e co n o m ía d el o r o en la N ueva (¡ran ad a fu e relativam ente
p equ eñ a fren te a los e xced en tes d e plata extraíd os d e N ueva Espa-
N U IV A m S TO fclA ECONÓMICA PC COLOM BIA
■
*>
ñ a y d e l C usco. G erm án C o lm en a res describe q u e la m in ería d el
o ro en lo q u e h o y e.s C o lo m b ia fue:
construida fugazmente en yacimientos d isan to* que obliga­
ban a desplazamientos permanentes, sumada a una agricultura y
ganadería extensivas. I¡usada» en la servidumbre de agregados y vi­
vientes, dejaron una huella profunda en la formación económica
y social de estas regiones. Por un lado, su aislamiento impuso un
esfuerzo enorme pan» mantener algún nexo con sectores comple­
mentarios. especialmente con zonas de abastecimiento agrícola.
(Colrnenare-s 1973, 127)
C o n to do , el tesoro q u e fu e a cu ñ a d o en la N ueva G ran ada (ver
el g ráfico a .2) m uestra sum as con sid erab les — sobre to d o en el
u ltim o lustro del siglo x v i— , q u e, c o m o re flejo d e la catástrofe
d em ográfica, d esap arecen casi p o r c o m p le to en tre 1645 y 1720,
p ara ascen d er firm em en te a fines d el siglo x v m . Posib lem ente,
la p ro d u cció n d e o ro fu e m ayor q u e la acu ñada, ya q u e asi se eva­
día el im p u esto d el q u in to (20 % del p ro d u cto ), q u e p o r esa mis­
m a razón sería re d u cid o progresivam ente hasta alcanzar u n 3%
en 17 7 7 . La evasión d e p arte d el o ro e xtra íd o finan ciaba el c o n ­
trabando, q u e p u d o alcanzar un 15 % d el c o m e rc io d e la N ueva
(«ranada, u n os 300.000 pesos plata anuales al final d e la C o lo n ia
(M eisel 2003, 34 ), lo q u e d a ría en p ro m e d io u n 15 % d e la p ro ­
d u cció n an u al d e oro.
Ix>s m ineros y com ercian tes a n tio q u e ñ o s o b ten ían u n a buena
tasa d e cam b io cu a n d o utilizaban o r o en polvo para com erciar, y
e so in cen tivó su u tilización co m o m o n ed a (TWinarn 198 5). Para
te n er u n a idea ap roxim ad a d e m agn itu des, un p eso d e plata e q u i­
valdría a usS 1 1 ,25 d e 19 8 5 . y la p ro d u cció n en los p icos alcanzaría
la cifra d e unos US$23 m illones p o r año. Si los supuestos d e Sharp
d e q u e la m itad d e la p ro d u cció n n o era registrada son ciertos,
la p ro d u cció n m áxim a anual d u ran te la C o lo n ia habría sid o de
US$46 m illones, a u n q u e vién d o lo desde los incentivos ofrecidos
p o r la C o ro n a , los cálcu lo s d e S h arp ( 1 9 7 6 ) d e e n tre un tercio y
la m itad d e o r o co n tra b a n d e ad o p a recen excesivos. Posib lem en ­
te, la p ro d u cció n n o decayó tanto ni a u m en tó m u ch o después de
16 70 , c o m o su giere el g rá fico 2 . 2 , sin o q u e se form alizó con la
50
Conquista r n n v c iw » uumúmica dk i a Nueva C iu m w
G ráfico 2.2
Producción anual d e oro, ISSO-IHOO
20C0
i
1X0
1*0)
l'Klí
1.200
1.000
0 *—
15»
Quinquenio«
Fuente, (in n llo Urih* 1196?. SI).
reducción de impuestos, que pudo inducir el aumento d e la pro­
ducción de oro.
La minería se caracterizó por un sistema primitivo de trabajo
y tina técnica inferior a la que se utilizaba en otros países más
avanzados que España, com o la empleada por los colonos de
Norteamérica (West 197a). Los indígenas, que soportaban largas
jornadas en las minas y debían garantizar a la vez los cultivos de
su sustento, se fueron extinguiendo. La producción de oro subió
considerablemente entre 1545 y 1595 pero se redujo y estancó
desde esa fecha hasta 1710, cuando se tom a dinámica de nuevo,
basada ahora en la mano de obra esclava importada d e África y,
sobre todo, en la de los mineros independientes de Antioquia. Un
crecim iento anual del 2,5% com o el que se obtuvo para la segun­
da mitad del siglo x v m es muy alto para una econom ía premoderna e insinúa una importante fase de prosperidad.
En los diferentes ciclos que repite la explotación del oro unas
regiones entran y otras salen, en la medida en que'se agotan los
veneros o filones más expuestos y fáciles de explotar. De esta ma­
nera, hasta 1640, las regiones que aportan son Santa Fe d e A ntio­
quia, Cartago y Popayán. Es particularmente en Antioquia — en
las localidades de Cáceres y Zaragoza, con la explotación de es­
clavos— que la producción alcanza su cénit hacia 1790. Después
viene la larga depresión anotada, de la que se comienza a salir de
1680 en adelante, con base en las minas del Cauca. C hocó se suma
en >715 y Antioquia se expande m ucho más de 1735 en adelan-
51
NUXVA H ISTO RIA ECONÓMICA W C O U M » I A
1/4»
1/10
1720
17»
17-10
1 7 »
1 / »
1770
1780
17»
Q-nqm-nK.
[ —» — F\ipa-f>n
-0 -n » > b « to » «
-» -O x n á
-» » -A m o g u U
|
A»MKM«k>IIMCfi
15M
1610
1 «0
Mítico
1710
1?60
1(110
— —IV«ú
lu m u r. v tto <•!*> d » ftíd u id G«<lr«s<, h i i p ^ W * - ,« k f c m r ( l « l oroV
te (ver el gráfico 2 .3 ), c o n u n sistem a individual d e m azam orreo
q u e p erm ite q u e m u ch os agentes p articipen , q u e el c o m e rc io se
in crem en te ja lo n a d o p o r la m odalidad llam ada «arriería» y q u e
se requ iera u n a exp an sión agríco la con sid erab le para surtir esta
lucrativa actividad.
Frente al resto d e las colo n ias, la m in ería de la N ueva G ranada
fu e m ediana. E n su p u n to m áxim o, a finales del siglo x v m , o b te­
n ía cerca d e d o s m illon es d e pesos plata al añ o . segú n fuen tes o fi­
ciales, m ientras q u e M éxico p ro d u jo en tre 15 y 20 m illon es y Perú-
CoW <JV I*TA T U T « W n i « A ECON OM ICA t> t LA N v t V A C-«AXAt>»
Bolivia lle gó a u n m áxim o d e 8 m illones, tam hién a finales d e la
C olo n ia (ver el g ráfico 2.4). En térm inos p e r cápita, en C olom b ia
la p ro d u cción m in era e ra d e 2,5 pesos p o r habitante, m ientras q u e
en M éxico alcanzaba unos 3 ,6 pesos p o r persona, y en Perú más
Bolivla, G,a pesos. U n a d e las diferen cias principales es q u e la N ue­
va G ran ada p ro d u jo fun dam en talm en te o ro, al tiem po q u e M éxi­
co y P e n i in u n d aro n d e plata al m u n d o, q u e lle g ó hasta lubricar el
com ercio c o n Asia, a partir d e la colo n iza ción d e las Filipinas por
España (P om cran z 2000). L a N ueva G ran a d a fu e e n to n ce s una
colo n ia p o b re p e ro cuya e co n o m ía cre ció c o n fuerza du ran te el
siglo x v m , bastante aislada d e las corrien tes in tern acion ales, a ex­
cep ción d e C artagen a, q u e era u n o d e los tres puertos fortificados
con q u e co n ta b a España e n A m érica.
B . U $ C U E N T A S FISC ALES Y F.I. C R E C IM IE N T O E C O N Ó M IC O
del N uevo
R e in o d e G r a n a d a
C o n tra la co n ve n ció n sostenida p o r los criollos y a cep tada p o r la
historiografía tradicional, d e q u e la C o lo n ia fu e un la rgo p e rio ­
d o d e estan cam ien to e co n ó m ico , las evid en cias su gieren q u e, al
m enos du ran te el siglo x v m , la N ueva G ran ada fu e relativam ente
próspera. S e trataba d e u n a e co n o m ía en gran m ed id a «natural»,
en la cual cad a p ro d u ctor aten d ía p en o sam en te su pro p ia subsis­
tencia, c o n u n secto r m in ero q u e proveía parte im portan te de la ri­
queza y el e xce d e n te d el virreinato. En el resto d e actividades e c o ­
nóm icas los arren datarios y ap arcero s d e las hacien das p rodu cían
pequeñ os exced en tes, al igual q u e los in d ígen as tributarios y los
esclavos, los artesan os y los transportistas q u e gu iab an recuas de
titulas o llevaban la carga en su p ro p io lom o. Los esclavos labora­
ban las m inas y d eb ía n asignar parte d e sus efectivos a o b te n er los
alim entos d el resto, y si estaban en las h acien d as se les co n ce d ía un
lote d e p ancoger. d e m an era sim ilar a los arrendatarios, agregados
o con certad os. Existían n úcleos d e cam pesinos in dep en d ien tes,
artesanos y m in ero s q u e descen dían d e españoles p ob res q u e pu­
dieron asentarse en las regio n es d e G uan en tá (hoy S an tand er) y
de A n iioq u ia, q u e segu ram en te laboraban c o n una productividad
m uch o mayor q u e la d el resto d el virreinato.
♦
N u t v * m r r o R iA t c o N O u c i t M ü a m t i *
Comercio internacional y tributoi
El p ro d u cto transado en los m ercados in tern acion ales y corn o cir­
cu lan te fu e el d e la p ro d u cción d e o ro a cam b io d e b ien es d e lujo,
y otro s m ás necesarios, co m o m olinos, trapiches, m edios d e trans­
p orte, arm as, etc. l a s cifras d e las exp o rta cio n es d e o ro son del
o rd en d e los a m illones d e pesos plata anual al final d e la C o lo n ia,
con a lgu n o s envíos d e a lg o d ó n , añ il y tagua d e m e n o r cuantía. El
régim en co m ercia l esp añ o l tam bién fue refo rm ad o p o r las B orb o­
lles, qu ien es apreciaron q u e era dem asiado restrictivo, o b ten ía g a ­
nancias sedentarias y. lo q u e es peor, im p ed ía la am pliación d e los
intercam bios, h a c ien d o re tro c e d e r el d esarrollo e co n ó m ic o del
im p erio, ased iad o p o r fuertes com petid ores. En efe cto , Inglaterra
y H o lan da se apoyaban en un c o m e rc io m u ch o m ás lib re e inten­
so q u e los en riq u ecía, y erigían plan tacion es d e azú car y tabaco
e n el C aribe, en el p ro p io p a tio d el Im perio españ o l en A m érica,
a lg o q u e éste n o tard ó en im itar d esarrollan do las plan tacion es de
a zú car y tabaco.
Se pasó de un monopolio, validado por un fuerte contrabando
y un sistema de galeones insuficiente, a una libertad de comercio
instaurada paulatinamente a partir de los setenta. Así. mientras
Cádiz. ¡urdía su monopolio com o puerta de salida de España, en
América se abrían lentamente algunos puertos ’menores'. (Bohórquez 2009, 19)
El objetivo era ap rovech ar m ejo r las o p o rtu n id a d es q u e podía
p ro veer una agricultura tropical p ara in tensificar el co m e rcio de
b ien es españoles y cap ta r así u n a m ayor parte d e las exp o rtacion es
d e o r o y plata d e las co lo n ia s p e ro tam bién fo m en ta r e l com ercio
e n tre las p ropias colo n ias, q u e se d a b a d e m an era m arginal y 110
d el to d o legal.
C u a n d o se m ira c o n aten ción la e xp o rta ció n total, dividida en
cau d ales (o ro ) y frutos (algo d ó n , q u in a, p alo brasil, ca ca o ), es sor­
p ren d en te el d in am ism o d e estos últim os, en p articu lar desde la
d écad a d e 1790. 1.a irregularid ad d e la serie refleja los problem as
d e seguridad d e la flota española para surcar los mares en tiem pos de
guerra, en especial con Inglaterra. Muy rápidamente, los frutos d e la
M
COMQiXfTA Y CSnUCTOTM ECONOMICA DI LA KUKVa CHAHAIU
Tabla 2.2
fi-n t r
Exportaciones p o r el puerto d e Cartagena. 1784-1793
Alio
Caudal»
ín il»
% irutot
1784
»0.308
4.90
1785
1786
1787
1 J70.2I7
1 817098
172.156
4.424.08!
164.695
1788
1789
1790
1.9)9.462
2.114 490
2.1 OH 128
8. JO
19.50
4.80
6.50
7,30
8.80
1791
1792
1793
2.SS8.245
1.6)4.037
671.117
89.942
224.1 SO
13S.0S9
166.418
20J.77J
289.279
225.843
248199
10,20
12,10
27,00
IMKKqu« 12009, 271.
tierra au m en tan su p ro p orció n en el valor d e las exp o rtacion es
por C arta gen a , pasand o d el 5 % en 178 4 al 2 7 % en 179 3 (ver
la tabla 2.2 ). En 17 9 7 a p arecen 455.000 pesos en frutos, lo q u e
rep resen ta ya un 2 3 % d e l valor d e las exp o rta cio n es prom edio,
pero co n tin ú a aum en tand o: en 1802 a p arecen 635.000 pesos,
más d el 30 % del valor e xp o rta d o , y N arváez y La T orre inform a
de 795.000 pesos e n 1804 (B o h ó rq u ez 2009, 28 ), q u e ya son casi
u n 4 0 % d e las exp o rta cio n es d e la N u eva G ran ada. Es u n a stima
tan im p ortan te q u e fren te al p i b d e la C o lo n ia d e 25,3 m illones
de pesos, la cifra d e 1804 equivale a 3 ,1 % d el m ism o, a lgo q u e n o
ha sido re c o n o c id o ad ecu ad am en te p o r la literatura histórica. El
artícu lo d e e xp o rta ció n m ás llam ativo es el a lgod ón , y e só significa
qu e h u b o im p ortan tes inversiones y m ovim ien to d e tierras y traba­
jad o res en el in terio r y en las tierras d e la C o sta C aribe. Significa
tam bién q u e la p olítica b o rb ó n ica d e diversificar el co m e rcio con
la m etróp o li y d e in tegrar m ejo r a las co lo n ia s a un m e rcad o c o ­
m ún estaba o b te n ie n d o m uy b u en o s resultados.
Los productos transables den tro d e la econom ía eran el aguar­
diente y el tabaco, el ganado, las mieles y la panela, la sal, alpargatas,
y las ropas d e la tierra. Los estancos sobre el tabaco, el aguardiente y
la sal eran m o n o p o lio s q u e le perm itían a la C o ro n a extra er una
parte im p ortan te d el e x c e d e n te local. L o s ingresos tributarios y
por estancos d e la C o ro n a en la últim a d écad a d e su dom in ación
alcanzaron e n p ro m e d io la sum a d e 2,4 m illones d e pesos, d e los
cuales u n os 770.000 (3 2 % ) surgían exclu sivam en te d e los estan-
55
N U E V A H n l l l U A IC O X O M IC * HC í / l l i m U A
la b ia 2.3
Impuestos anuales entre 1761 y 1810 (pesos platal
1761-1765
1776-1780
1796-1800
1810
Valor anual
Valor anual
Valor anual
Valor
Minería
63.350
99.976
216.862
228.000
Comercio
93.565
17.307
128.96
30.944
174.172
184.830
47.000
Cuenta»
Tríbulo Indígcn a
102.815
Venta p u n ta )
7.820
9.116
14.893
70.000
Estanco*
141.846
366.271
860.612
853-500
Comercio c**e»ío»
38.955
17.890
35.122
9 8 061
21.196
42.841
191
100.000
Oiexm o»
1
S u n u común •
lotales
¡
knpuertO'Hjb
lm(<o«-4VVm
h jtn m
124.082
270.140
1.510.256
8 I1 J 7 7
506.815
0.72
961.670
2.576.IOO
2.445.000
1.21
2.74
2.S
3 ,0 %
4 ,7 %
10.4%
8 ,4 %
prcamKSot de tos <f>o<|u»niai « i i y « 1761 y 1003.
I M i « u n » n m f a t il <fjf rv .í pn>ib to m en» ¡n c o tr^ e u l
U O lM l p J'a 1810, (jn u n ll o O M ? :
eos d e tabaco y d e agu ard ien te (ver la tabla 2.3). El im pu esto a
la m in ería había sido red u cid o sustancialm ente p ara fom en tar la
actividad, lo cual d e b ía c o n d u cir a u n a m ayor p ro sp erid ad gen eral
y. p o r la vía d e los estancos y las alcabalas, a au m en tar sustancialm en te e l recau d o tributario.
Ix>s recolectores d e diezm os participaban en subastas anuales
pata cad a ju z g a d o o localidad y d eb ía n estim ar seriam en te lo q u e
recaudarían, bajo p en a d e ten er q u e p agar u n a cau ció n , en caso
d e q u e sus cálcu lo s fallaran. U n cálcu lo b u rd o d el valor d e la agri­
cultu ra y ga n ad e ría q u e p agab an el d ie zm o sería en ton ces d e 5,8
m illon es d e pesos plata. D e este c á lc u lo q u ed arían p o r fu era los
p e q u eñ o s cultivos y la agricu ltu ra d e los resguardos, ya som etida al
tributo in d ígen a, así c o m o la p ro d u cció n d e la p rovin cia d e Fasto
y d e toda la C osta A tlán tica. C o m o p u ed e apreciarse en la e vo ­
lu ció n d el tributo in d ígen a, es relativam ente p e q u eñ o en 17 6 117 6 5 — 3 .4 % d el total d e im puestos— , y se red u ce al 1,9 % en
18 10 . lo q u e refleja la virtual extin ción d e la n ación d e indios. Ixxs
l>equeños cultivos, sobre to d o lo s d e la C osta A tlán tica, los cuales
gen erab an p ocos exced en tes, estaban e xe n to s y lejos d e l p o d e r de
la C o ro n a y sus diezm eros.
C o m o se p u ed e d e d u cir d e los datos presentados en el gráfico
2.5 y la tabla 2.4. la N ueva G ran ada pasó d e te n er u n a carga d e los
Co m ji i i ia V e m w n i M
G rá fico 2 .5
ECONÓMICA W LA N l't V A ( ' « . S A I »
Im puestos en el ría colo nial
/a m w . M c ím I I20CM) y c ilt u lm p rtp io t
Tabla 2.4
Im pu tólo en v a r u i colonias d e Améric-a alred edor d e 1800.
Im puesto* p o r habitante en dólares corrientes d e 11100
(1 dólar a 1 peso plata)
Pan
niA ab
i»r<ma»)
w / lu b
Coioirbla
Argíntirvi
27
2.576
2.7
82
1.121
3.4
M#xico
31.618
5.3
Brasil
40
29
4.2
1.7
fVni
33
2.455
1.9
A x iltc CoM Twcnh y U y k x <10981 ut>Vi 1.5, (X JS. II c ilc d u | u u Cc4oo*mj «
w
/rm
10,20%
4 ,2 0 %
13,20%
4 ,9 0 %
5 ,7 0 %
n i M n y m p m t u u m is
iM im .
im puestos en el p i b d e 3 % antes d e co m en zar a surtir e fe cto las re­
form as b orb ón icas d u ran te el siglo x v m , a verlas triplicadas hacia
la entrada d el siglo x ix . C om p arativam ente, el N u evo R eino de
G ranada tenía u n a d e las cargas más pesadas d e las colonias espa­
ñolas, sólo p o r d e b a jo d e N ueva España (M éx ico ), q u e, segú n al­
gunos analistas, acusaba síntom as d e estan cam ien to, precisam ente
por la alta tributación q u e era transferida a la M adre Patria y q u e
bicluso la dejab a e xa n gü e d e num erario. A rgen tin a tenía escasa
población p e ro ya con taba c o n u n intenso co m e rcio y soportaba
pocos im puestos, m ientras q u e P e n i con stituía un caso interm edio
d e exp lo tació n platífera, con una carga tributaria m en os o p ro b io ­
sa. Falta p o r con sid erar otra carga q u e iba a finan ciar las activida-
I
KurrA K in o iu u i m ó h i u nr Coiomma
dos d e la Iglesia católica, y q u e alcanzaba para la N ueva G ran ada la
sum a d e 350.000 pesos, o tro 1.4 % d el p ib . La carg a tributaría total
es en ton ces para la N ueva G ran ada d e 1 1 . 4 % d el p ib , al sum ar los
im puestos para la C o ro n a y los desuñ ad os a la Iglesia.
U n a carga tributaría d e esta m agn itud era co rrien te para un
país capitalista d e la ép o ca, c o m o era Inglaterra en tiem pos d e
paz. P ero en un país precapitalista con stituía ciertam en te u n fre­
n o im p ortan te para el d esarrollo e co n ó m ic o , a lg o q u e e n ten d ie ­
ro n bien los econom istas criollos d e la ¿poca.
¡ m í cuentas virreinales
El virrein ato d e N ueva España (M é x ico d e hoy) tenía un p i b por
habitante d e 4 1 pesos (Coatsw orth y T aylor 1998) y era u n a d e las
m ás ricas colo n ia s españolas, lo q u e h ace v er c o m o una eco n o m ía
m ás p o b re el c á lc u lo n uestro para la N u era G ran ada, d e 27,4 p e­
sos (ver la tabla 2 .5 ), p e ro q u e es c o h eren te c o n la riqueza aparen ­
te «le am bas colo n ias y con su c o m e rc io exterior.
En térm inos p e r cápita, m ientras q u e en C o lo m b ia la pro d u c­
ció n minen» era d e 2,5 pesos (sin desviaciones para ñ n an ciar el
co n tra b a n d o o servir d e m e d io d e p a g o ), en M éxico alcanzaba 3,6
pesos p or persona. Se p od ría afirm ar q u e en am bos casos el cre ci­
m ie n to e co n ó m ic o d u ran te el siglo x v i i i fu e lid e ra d o p o r el sector
m in ero (D o b ad o y M arrero 2006). En n uestro caso, la m in ería en
la b ia 2.5
C á lcu lo d el n » d e la Nu eva Granada en IttOO
S e c to r
Pvm m p irii
P a rtk ip a c iú «
A p ic u ltu ra
1 4 . 0 0 0 .0 0 0
55.6 %
M in e rU
A rt« in lj
J . 0 0 0 .0 0 0
11.9 %
J . 5 0 0 .0 0 0
1 J . 9 -X .
C o m e rc io
G o b ie rn o
1 . 1 0 0 .0 0 0
4 ,0 %
2 - 5 7 6 .0 0 0
10.2 %
T ra n sp o rte
1 .1 0 0 0 0 0
4 . 4%
T o ta l
I V to la c td n m i 1900
2 5 .3 4 6 0 0 0
1 0 0 .0 %
n t p o f h a b ita n te
2 7 .4
9 )8 5 0 0
tu e n ie . K j f a w i » « ! * Q O O fc I 6 7 L
58
C o N q u ir r * > u i m c i u h a h u h ó u i o k
la
N ueva U u n a h a
i 800 co n trib u ía c o n cerca d e 1 2% d el p i b . y d u ran te el siglo ante­
rio r había p resen tad o un cre cim ien to an u al d e 2 ,5 % . q u e se to m a
m ás sistem ático y a ce le rad o para la segu n d a m itad d el siglo.
F.l virrein ato d e la N ueva G ran ada o b tu vo u n bu en crecim ien to
e co n ó m ic o d u ran te la segu n da m itad d el siglo x v m , evid en te en
la p ro d u cción d e o ro , en los resultados fiscales y en los diezm os
para las regio n es d e C o lo m b ia cen tral, c o m o lo atestigua Brungard t, d e C a u c a y d el V alle d el C au ca e n particular, p e ro , igu alm en te,
A n tioq u ia registra un a u ge del c o m e rcio (B ru n gard t 1974; M eló
1980; Twinam 198 5 ). En la región q u e hoy en d ía co rresp o n d e al
d ep artam en to d e S an tan d er se observa u n a vida eco n ó m ica activa
basada e n su artesanía, en su p e q u eñ a agricultura y en su intenso
c o m e rc io c o n las regio n es m ineras d el virreinato. La región d e la
costa, y C arta gen a e n especial, tien e tam bién un bu en com p o r­
tam ien to, gracias al alto gasto co m p ro m e tid o en su d efen sa y a
su m uy escaso o rd e n am ie n to (H errera 2002, 1 1 6 ). A u n q u e en la
N ueva G ran ada tam bién aum en tan drásticam en te los im puestos
con las reform as borbón icas, éstos n o p a recen fre n a r dem asiado
la d in ám ica expansiva q u e llevaba la e co n o m ía . En este virreina­
to aum en ta la m inería d el o ro , m etal q u e e ra utilizado tam bién
c o m o m edid a d e cam b io in tern a cu a n d o era e xtra íd o ilegalm ente
y se in tercam biaba e n polvo p o r m ercan cías para las zonas m in e­
ras d e A n tioq u ia y C h o có . G o m o se m ostró antes, los incentivos
tributarios ap licados a la m in ería exp lican parte d el crecim ien to
e vid en ciad o en la últim a m itad d e l siglo x v m , lo cual tuvo efectos
m u ltip licad ores en la agricultura.
1.a agricultura d e la región cen tral d el virrein ato d e b ió d e cre­
c e r a una tasa sim ilar a la d e los diezm os, q u e lo h izo al 2 .9 % anual
en tre 17 6 3 y 18 13 , segú n B ru n gard t (ver el g ráfico 2.6), au n q u e,
c o m o se vio, a u m en tó la eficien cia d e la re co le cció n d e todos los
im puestos, y. adem ás, h u b o un alza m u y fuerte d e los p recios de
la ca rn e d u ran te el m ism o p e río d o , q u e d e b ió d e h a c er m e n o r la
cifra real (segú n Safford 2003. tres veces en tre 172 0 y 1800). lo
cual su giere pocas m ejoras en la p roductividad e incapacidad de
respuesta d el secto r frente a u n a d em a n d a crecien te. Para la re­
g ió n d el C au ca, la cifra d e cre cim ien to d e los diezm os fu e m enor,
d el 2% an u al en tre 172 2 y 1800. lo cual, au n c o n cam b ios d e pre­
cios. está b ien para una e co n o m ía p re m o d e m a . La agricultura de
59
N u ü v a h * i i o k i a e c o n ó m ic a
G rá fico 2.6
0
« C u tO M M A
D iezm os, Región Central, Nueva Granada
A n tioq u ia tam bién estaba en fuerte expan sión, c o m o lo revelan
sus diezm os, im pulsados a su vez por un c re cim ien to sosten id o de
su m in ería y d e su c o m e rc io (Twinatn 198 5 ).
O tro estím ulo al crecim ien to , m uy co n ce n tra d o regio n alm en te,
e ra el gasto e n la d efen sa d e C artagen a, unos 600.000 pesos al añ o
m ás 100.000 tom ados d irecta m en te d e su C aja Real, q u e recauda­
ba los im puestos al co m e rcio exterior, q u e tam bién se m anifestó
e n una m ayor dem an d a para surtir las tropas y los trabajadores de
las fortificacion es (MeLsel 2003). El gasto en defen sa d e C artage­
n a p u d o llegar a ser d el o rd en d el 2,8% del p i b d el virreinato, de
a cu erd o c o n nuestras cifras. El a u m en to d e im puestos p u d o e n ­
ton ces afectar n egativam ente a la región d el c en tro p e ro ben efició
a la C osta A tlántica, d e b id o a los gastos en la defen sa d el puerto.
A diferen cia d e N ueva España, e n la N ueva G ran ada n o h u b o al
p a recer con tra cció n m on etaria, m ientras q u e el e xc e d e n te q u e se
exp o rtab a o b ten ía un d escu en to im portan te al ser re in vertido en
Cartagena. La agricultura en la región d el M agdalena y el levante
d e gan ad o e n el hoy B olívar d ie ro n lu gar a una división d el tra­
bajo y a u n c o m e rc io in crem en ta d o en tre ellos, a u n q u e hacia el
orien te los «indios bravos» n o habían p o d id o ser co n tro la d o s por
la (borona (H errera 2002).
Así, la recup eració n dem o gráfica d el siglo XVIII estuvo detrás
d e u n a cre cie n te división region al d el trabajo en tre los distritos
C o W Q U ItT A r
V » a CCOSO U IC-« o k i a N u t v * G r a n a d »
m ineros d e A n tioq u ia, C h o c ó y C a u c a c o n los cen tros artesanales
de Santander, N a riñ o y Santa Fe, q u e con cen tra b a la burocracia
virreinal d e altos ingresos, m ientras q u e en el altiplan o se p ro d u ­
cían el trigo, la ceb ad a y la papa, y se e n g o rd ab a el gan ad o que
venía d e los Llanos O rien tales, del T olim a y d el H uila.
E l im fnulo fisca l en t i crtx.imienlo de largo plazo del p ib
U n o d e los tem as q u e p erm ite d ilu cid ar la a proxim ación a las
cuentas «virreinales» es el p eso d el Estado en la e co n o m ía y el
de las rem esas al exterior, q u e d e b iero n de afectar el crecim ien to
e co n ó m ico. C.'omo ya se vio, los im puestos en 1800 fu e ro n m ás de
una d écim a p arte d el p i b , figura m uy alta para patrones prem odernos. Sin em b a rg o , parte d e estos recursos fu ero n gastados en la
defen sa d e C artagen a, y otra parte, en los sueldos d e la burocracia
española y criolla. La» rem esas q u e h izo el virrein ato a España n o
parecen h a b e r o c u p a d o m ás d el »% d el p i b co lo n ia l, q u e para
el c o n te x to d e u n a e co n o m ía p reindustrial p u ed e ser u n m on to
im portante, p u es lo ca u n e xc e d e n te p e q u eñ o q u e financia la in­
versión.
El m ayor im p acto n egativo d el Estado colo n ial resultó d e q u e
éste se a p ro p ió d e todas las áreas ren tables de la e co n o m ía que
estancaba y d e los recursos g en erad o s p o r los im puestos a los que
estaban som etid os uuito el c o m e rcio in tern acion al c o m o el local.
Al m ism o tiem po, o torgab a privilegios a los m iem bros del grem io
com ercial, los llam ados «consulados», fre n a n d o d e esta m anera
el desarrollo com ercial y el d e la acu m ulación privada d e capi­
tal. A dem ás, im p id ió e l su rgim ien to d e ban co s privados, q u e ya
eran fuertes en H olan da, Inglaterra, y en las colo n ias d el norte
de A m érica. E n la historiografía e co n ó m ica colo m bian a existe un
consenso e x ten d id o en el tiem p o so b re el im pacto negativo q u e
sobre el cre cim ien to tuvo la op resión colo n ial, en el cual íü e par­
ticularm ente im portan te el m o n o p o lio d e c o m e rc io para im pedir
su pro fu n d izació n . l a s trabas m onopolistas c im positivas ju stifica­
ron la In d ep en d en cia en térm inos eco n ó m icos.
Sin em bargo, a pesar d e los obstáculos im puestos p o r el Im perio
español, los resultados en la segu n d a parte d el siglo x v m indican
N n u H u n i a u n m O u i u a i Cj i i i i m i u
q u e la 'eco n o m ía n eo gran ad in a estaba cre cie n d o bien , apoyad a en
la p ro fu n d izació n d e u n a división regio n al d el trabajo, en la in ten ­
sificación del c o m e rc io in te rn o y e x tern o , en las in novacion es en
el transporte y en la m in ería, esta últim a favorecida a su vez p o r
m en ores im puestos.
C o n c l u s ió n
L a C on qu ista sign ificó para el territorio d e lo q u e es hoy A m éri­
ca L a u n a u n cam b io institucional q u e d eterm in aría d e m anera
im p ortan te el desarrollo d e la rg o plazo d e los países q u e h o y la
c o n fo rm a n . Sus estructuras eco n ó m icas se sustentaron en institu­
cion es d e tipo extractivo, c o m o el m o n o p o lio d el c o m e rc io e x te ­
rior, el estan co d e las actividades más lucrativas, la e n o rm e carga
im positiva y e l som etim ien to d e la m a n o d e obra.
Sin em b a rg o , las reform as eco n ó m icas d el siglo x v m e m p re n ­
didas p o r los reyes B orbon os crearon co n d icio n es q u e favorecie­
ro n el a u m en to d el p ro d u cto a grega d o d e los do m in ios españoles
e n A m érica, en particular d e la N ueva G ran ada, in cluidas m ayo­
res o p o rtu n id a d es d e co m e rcio , q u e debieron d e b e n eficiar a los
criollos. A u n si el régim en español p erm itió c ie rto crecim ien to ,
se p u ed e insistir en q u e las instituciones colo n iales produ jeron
un ríg id o sistem a social d e castas, crearon sistem as productivos
basados en la servidu m b re y la esclavitud, restrin gieron el com er­
c io y la ban ca e im pusieron pesados tributos q u e im p id ieron q u e
la N ueva G ran ada, c o m o tam bién el resto d e colo n ias españolas,
c reciera d e a cu erd o c o n su p otencial. Fallaba la creació n d e m er­
cad os libres d e trabajo, d e tierra y d e capital para p o d e r te n er un
desarrollo e co n ó m ic o sostenido, a lgo q u e el viejo régim en español
absolutista n o p o d ía em pren der. /VI im p ed ir to d o a u to g o b ie rn o en
las colo n ias, reflejo a su vez d el aplastam iento d e los Parlam entos
o C ortes en España, 110 se con struyeron en la A m érica ibérica los
escen arios para la n eg o ciació n p olítica en tre in tereses eco n ó m i­
c o s y region ales, ob staculizan do la elab oración d e unas reglas de
ju e g o q u e a co m od aran los in tereses distintos d e las élites. D e esta
m anera, el cre cim ien to e co n ó m ic o fue m e n o r q u e el q u e posibili­
taban las c o n d icio n e s objetivas, y era adem ás escasam ente sosteni-
62
CoMqunt a v u iu ic riiiA económica d i la Nueva Chamada
b le e n el la rg o plazo. El d esarrollo e co n ó m ic o sería esq uivo para
los criollos desp ués d e la In d ep en d en cia, pues el co n flic to p olítico
y social desatado p o r el co la p so d el o rd e n co lo n ia l n o con taba
con los cau ces institucion ales p ro p io s d e la d em o cracia liberal.
H abía q u e con struirla, y e so fu e m uy difícil. Se p ro d u jero n en to n ­
ces una gran inestabilidad p olítica y un d eso rd en e n d ém ico q u e
exp lican u n c re cim ien to e co n ó m ic o ap en as vegetativo, sim ilar al
cre cim ien to d e la p ob lació n d u ra n te e l la rgo siglo x tx .
C a p ítu lo
3
L a In d e p e n d e n c ia v l a e c o n o m ía
EN E L S IG L O X IX 1
E l siglo x i x fu e esquivo p ara el d esarrollo e co n ó m ic o del país.
El fuerte im pacto q u e p ro vo có la In d ep en d en cia hizo em p o b re ­
cer m ás una c o lo n ia q u e n o había sido particularm en te rica, con
efectos q u e se sintieron p o r lo m en os hasta 1850. La p a rticipación
en la órb ita co m ercia l ibérica se p erdió, m ientras q u e e l m ercad o
m undial im pulsado p or Inglaterra, H o lan da, A lem a n ia y Francia
110 m ostró su ficien te d in am ism o d u ran te la prim era m itad d el si­
glo x i x c o m o para estim ular e l crecim ien to e co n ó m ic o d el glo b o
y del país. La e x c o lo n ia co n ta b a c o n a lgu n o s p ocos produ ctos
alternativos d e exp o rta ció n distintos al oro, q u e su rgieron al final
del siglo x i x p e ro q u e n o p u dieron consolidarse d e n tro d e l des­
orden q u e siguió a la In d ep en d en cia. La p ro d u cció n d e oro se
deterioró, c o n la co n se cu e n te red u cció n d e los in gresos externos.
F.l pobre co m e rcio e xterio r escasam ente ayu d ó a salir d e la c o n ­
tracción p ro d u cid a p o r la gu erra. P ero sobre todo, el desorden
político y social a m en a zó los d e re ch o s d e p ro p ied ad d e las élites,
fren an d o sus posibles inversiones, m ientras q u e las reglas constitu­
cionales se cam biaban c o n dem asiado frecu en cia, desorien tand o
a los a gen tes y fo m en ta n d o la fuga d e capital.
* Emc capítulo *c deriva del « lu d io <ie Salomón Kalmanoviiz V Edwin Lóp«n Ritiera.
I m í iw n b u tuuionaUí 4t Cví/vtlMa rlutanU ti ttglo XIX. elaborado con apoyo.de la UnivenidadJoige ladeo Lozano. En a l g u n a s c o l a b o r ó J o * ¿ Vidal Canario.
N w v i m i r o iu k o n ó u ic a w
C n m n ia
A . E L 'D E B A T E SOBRF. LOS CO S TO S IJF I.A IN D E P E N D E N C IA
«La In d ep en d en cia fu e seguida d e inestabilidad |x>lítica, co n flic­
to v io le n to y estan cam ien to e co n ó m ic o (d écad as perdid as), q u e
d u raro n cerca d e m e d io siglo» (Rates, C oatsw orth y W illiam son
2 0 0 6 ,3 ) y q u e desviaron e l in greso p e r cápita d e la región con res­
p e cto al p atrón n orteam erican o . La con clu sió n im plícita d e estos
autores es q u e la c o lo n iza ció n anglosajon a term inaría sien d o más
exitosa q u e la ibérica en térm inos d e d esarrollo e co n ó m ic o y de
estabilidad p olítica d e los estados in d e p en d ien te s q u e se fo ija ro n
desp ués d e la Ind ep en dencia.
S eg ú n L e a n d ro Prados, «la desintegración m on etaria y fiscal
p ro d u cid a p o r la In d ep en d en cia (liq u id ó] la m ayor u nión m o n e ­
taria y fiscal existen te, co n trib u y en d o a la fragm entación política,
q u e se reflejó en adm inistraciones nacionales débiles y con costos
d e transacción crecientes» (Prados 2009, 282). De situaciones fis­
cales q u e gen eraban exced en tes estructurales — parte d e los cuales
se transferían e n tre los virreinatos y capitanías (situados) y otros se
rem itían a la m etróp o li— se pasó a d éficit crón icos q u e le restaron
cap acid ad al n u evo Estado para garantizar la pro p ied ad d e sus ciu ­
dad an os y para erig ir la infraestru ctu ra necesaria, c o n el fin d e vin­
cularse a los m ercad os o con struir capital hu m an o. La adm inistra­
c ió n en p e q u e ñ o d e los nuevos estados m u ltip licó los costos d e la
gesd ón p ú blica y los to rn ó m u y in eficien tes, p o r el so lo h e c h o d e
p e rd e r las eco n o m ía s d e escala q u e ten ia la adm in istración d e un
im p erio d e ultram ar q u e , c o m o e l españ o l, estaba crecien tem en te
in tegrad o a la m etróp o li. Para el historiador p e ru a n o G arlos C o n ­
treras, la In d ep en d en cia la gan aro n los b u en o s p e ro los nuevos
países fueron adm inistrados p o r los m alos, exp resan d o el h e c h o
d e q u e la bu ro cracia españ ola e ra letrada, bien paga y eficien te,
m ientras q u e los fu n cio n ario s d e las repúblicas n o con taban con
estas cualidades (C o n treras 2008).
Prados afirm a q u e. p rim ero, la liberación d e la carga fiscal del
sistema im perial fu e neutralizada en parte p o r lo s costos m ás al­
tos d e a u to go b iern o; segu n d o , la in tegración c o n la e co n o m ía
m u n dial trajo ganancias netas para las eco n o m ía s d e A m érica La­
tina, a u n q u e estuvieron d esigualm en te distribuidas; tercero, en
la A m érica Latina in d e p en d ien te e l in greso p e r cápita o b tu vo un
6 6
U
iN M n m n c H
ru
k o n o m Ia m < >i
u u o s i*
crccin iicn to m o d e ra d o en p ro m e d io p e ro e x h ib ió u n a gran varianza en tre regiones. N o a cep ta e n ton ces q u e se trató d e décad as
pérdidas: «C om parada c o n Estados U n idos, la posición d e A m éri­
ca Latin a se d eterio ró , p e ro p e rm a n eció inalterad a c o n respecto
a la p eriferia e u ro p e a y m ejoró claram en te frente a Á frica y Asia.
Tor lo tanto, las ‘d écad as p erdida*' p a re ce ser u n a d escripción del
p erío d o caren te d e pruebas» (Prados 2009, 279).
C o m o todas las argu m en tacion es gen erales y d e com p aracio n es
estadísticas desprovistas d e m ecanism os d e causalidad, la crítica
de Prados n o absuelve la d ife re n cia en los m arcos institucionales
q u e le g ó cad a u n o d e los im perios a sus colo n ias, y su im pacto
sobre el d esarrollo e co n ó m ic o d e la rgo plazo: régim en d em o crá­
tico liberal e n las colo n ias inglesas fren te al absolutism o ibérico;
separación d e la Iglesia y el Estado, q u e n o fu e posible e n e l caso
latin oam erican o; sistem a legal segm en tad o frente a la igualdad d e
los ciud adan os; c o lo n o s blan co s c o n d e re ch o s d e p ro p ied ad en el
norte con tra in dígen as y m estizos desprovistos d e tales d erechos,
y blan co s q u e los ten ían en e xce so en e l sur; sistem a fin an ciero
privado con tra c ré d ito eclesial; y tantas otras facetas q u e explican
p o r q u é la acu m u lación d e capital e n el caso d el n o rte d e A m érica
fue más rápida y sostenida q u e al su r d e la fron tera d el rio G rande.
Si u n o com p ara A m érica Latina c o n otras colo n ias eu ro p eas en
A frica o Asia, tan o m ás oprim idas, cuyas pob lacio n es organizadas
tribalm ente carecían d e libertad y d e o p o rtu n id a d es d e acum u­
lar capital, pues e l resultado va a ser m en os m a lo p ara A m érica
Latina q u e si se com p a ra c o n el líd e r d el d esarrollo e co n ó m ico
m undial.
Para el caso co lo m b ia n o , c o m o se verá, el siglo x ix vti a con ta b i­
lizar seis décad as perdidas y cu a tro d e c re cim ien to positivo, sien do
los p e rio d o s d e 1800-1809 y 1850-1886 d e exp an sión e co n ó m ica.
En el resto d el siglo h u b o co n tra cció n d el Pin p o r habitante. N ues­
tro e n fo q u e estará e n ton ces más d e a cu erd o c o n Bates. Coatsw orth
y W illiam son, a u n q u e n os c o n cen tra rem o s en un e stu d io d e caso,
C olo m b ia, c o n el cual se bu sca e n te n d e r los m ecanism os institu­
cion ales q u e se fo ijaro n sobre e l le g a d o hispánico.
67
K u rvA H in o a u l U n A v i u
01
. C o lo h iu
I m Independencia: búsqueda de un nueix) orden
im tilucional y político
C o m o se d e d u c e d el d e b a te en tre Prados y Bate», C oaisw orth y
W illiam son, el c á lc u lo d e los costos y b en eficios d e la In d ep en ­
d e n cia constituya u n teína apasion an te de la historia econ óm ica.
S e trata d e d ilu cid ar si el d esm on te d e u n a orga n ización e c o n ó ­
m ica in eficien te, basada en los m o n o p o lio s pú blicos y privados
sobre la p ro d u cción y el co m e rcio , p ro d u jo suficientes ben eficios
a la rgo plazo q u e justificaran los costos d e la em presa. l a e c o n o ­
m ía colo n ial tenía cierta cap acid ad d e c recim ien to , en la m edida
en q u e los in cen tivos provistos a la m in ería la con vertían en un
secto r líd e r q u e im pulsaba la e co n o m ía. La calid ad y rapidez de
ese crecim ien to , sin em bargo, eran in feriores a las q u e o fre cía un
régim en capitalista basado e n la libertad eco n ó m ica , q u e asignaba
m ás eficien tem en te los recursos, extraía u n a baja tribu tación, p ro ­
veía inversión extran jera y cré d ito , y perm itía su participación en
un d in á m ico m e rcad o m undial.
En con secu en cia, había q u e errad icar b u e n a parte d e lo q u e los
españoles habían sem brado: un sistem a d e castas separadas legalm en te, relaciones sociales d e servidu m bre y d e esclavitud, m on o­
polios d e co m e rcio y d e los bien es m ás transadas e n la socied ad
colo n ial y, n o m enos, u n a tributación excesiva q u e in clu ía los diez­
mos. q u e financiaban el c u llo . I/>s costos d e la In d ep en d en cia fu e­
ron evid en tem en te m uy altos, el m ayor d e los cuales fue la pérdida
d el o rd en p o lítico q u e sostuvo el Im p erio esp añ o l d e ultram ar por
m ás d e tres siglos.
M ientras q u e los países fron tera d e l Im p erio esp añ o l q u e logra­
ro n la in d ep en d en cia sin gu erras d e liberación — co m o A rgen tin a,
C osta Rica y C h ile— p u d ieron establecer tem pran am en te regím e­
nes liberales abiertos al co m e rcio , los q u e con taban c o n institu­
cion es hispánicas más enraizadas vivieron m ás in tensam en te el
c o n flicto y tardaron m ás en alcanzar a lgu n a estabilidad p o líü ca y
eco n o m ías abiertas. -L a s obstáculos institucionales al crecim ien to
e co n ó m ic o [ ...] fueron m ayores en las zonas d e pob lació n autóc­
to n a estable, d o n d e q u e d aro n en carn ad os en un 'p a cto ' colonial
en tre España y la élite colonial», an o ta J o h n C oatsw orth, para la
A m érica colo n izada por Iberia (Coatsworth 2006). F ueron este
L a i M w r t H M x v i A v l a i c o m o m Ia i k e l í i c . i o h u í
tipo d e region es las q u e se vieron m ás polarizadas p o r el c o n flicto
que dividió a los criollos >• a los m estizos y su m ó a los in dígen as a
la causa real, sien d o C o lo m b ia u n a d e las m ás inestables política­
m ente d el con tin en te d u ran te el siglo x ix .
L o cierto es q u e la caíd a d e la C o ro n a esp añ ola d esató la anar­
quía en casi todas sus colo n ias. S urgieron iniciativas con stitucio­
nales e n villas y provincias, a la vez q u e un g o b ie rn o provisional
instaurado p o r las cortes d e C á d iz o fre c ió am plia representación
a sus co n g é n e re s d e ultramar. L a C on stitu ción ap rob ad a en C á ­
diz en 18 12 fu e progresiva p orq u e in stauró el voto u niversal mas­
culino. sin requisito d e p ro p ied ad o alfabetism o, q u e in clu yó a
criollos, m estizos e in dígen as (exclu yó a los esclavos) y estableció
gobiern os p rovin ciales y ayuntam ientos d e origen p o p u la r (R od rí­
gu ez 2005).
l a restauración d e F e m a n d o VII en el p o d e r en 18 14 le p e r­
mitió a b o lir las cortes y d e sco n o ce r la C on stitu ción gaditan a. En
la Nueva G ran ada só lo e n el p ro n u n cia m ien to con stitucional de
C artagena se h izo se n tir la in flu en cia d e las cortes d e C ád iz y la
versión más radical de los d e re ch o s del ho m b re (M artínez Garnica 2006). En sen tid o o p u esto , la C on stitu ció n d e C u n d inam arca
de 18 11 p ro p uso una m o n arq u ía con stitucional q u e m ostró el ca­
rácter exclu ye m e d e los criollas fren te a las castas in feriores, su
pretensión d e co n tin u a r cen tralizan d o los in gresos d el resto de
regiones y el tem o r d e p e rd e r el d o m in io sobre el o rd e n p olítico
legado p o r España. O tras iniciativas m ás fed erales en otras provin­
cias d e d iferen te in clin ación p olítica, inspiradas en la exp erien cia
norteam ericana y prom ovidas p o r C a m ilo Torres, llevaron a gu e­
rras intestinas q u e facilitaron la recon qu ista españ ola d e 18 17.
La historiografía tradicional ha llam ado a este p e rio d o la «Pa­
tria Boba», p e ro el c o n flicto n o su rge d e la estup idez hu m an a sino
de la in existen cia d e go b iern o s p ro to n acio n ales en cad a colo n ia
— cuerpos colegiados con fu n cio n es políticas y económ icas d o n ­
de existiera representación d e los criollos— . q u e la C o ro n a n unca
permitió ni en la p ro p ia España, lo cual d ificultó la construcción d e
nuevos espacios d e n egociación política, c o n el d erru m b e d el Im­
perio hisp ánico. Por con traste, las asam bleas d e las n ueve colo n ias
anglosajonas, q u e sí con taban c o n exp erien cias d e au to go biern o,
se apoyaban en un área d e libre co m e rcio , legislaban*-sobre im-
N n > » u u t o a u k o «Cm ic a m
Ci i u i v u m
puestos y con ta b a n c o n recursos para hacer inversiones en e d u ca ­
ció n e infraestructura. F ue m en os difícil para ellas, en el frag o r de
su gu e rra d e indej>endencia, en trar en u n a n eg ociación com pleja
q u e cu lm in ó en u n a co n fe d e ra ció n do tada d e u n a C on stitu ción
e ficien te y legitim a q u e p erd u ra hasta el d ía d e hoy.
C lé m e n t T h ib a u d su giere q u e las estructuras castrenses d e los
ejércitos bolivarianos cu m p lieron u n im portan te papel en la c o n ­
form ación d e las iden tid ades nacionales. A n te la ausencia d e p o ­
d e r gen erad a p o r la con fron tació n c o n la m etróp o li, su in flu encia
en las instituciones d e g o b ie rn o llevó a la ap arició n d el cau dillis­
m o y retrasó la co n fo rm a ció n d e un sistem a d e g o b ie rn o parla­
m en tario q u e perm itiera la creación d e espacios d e n egociación
p olítica d e los con flictos. S im ón Bolívar, en particular, se o p o n ía
al fed eralism o, a la división d e p o d eres y a u n a representación
universal. Por tanto, n o existieron las c o n d icio n e s in stitucionales
y políticas necesarias para q u e e l p ro ceso e co n ó m ic o se desarro­
llara d e m an era d in ám ica en los países q u e antes con fo rm aro n la
N ueva G ran ada, al m en os du ran te la prim era m itad del siglo x ix
(T h ib a u d 2002).
l a p u gn a fu n d am en tal en los años de la p osin d ep en d en cia en
los países liberad o s p o r Bolívar fue la o p o sició n a form as d e g o ­
b ie rn o centralistas c o n un e n o rm e p o d e r c o n ce n tra d o en la pre­
siden cia vitalicia del p ro p io Bolívar, q u ien adem ás p od ía nom brar
a su sucesor, co m b in ad o c o n restriccion es d e ciu d ad an ía a los que
n o contalKin c o n p ro p ied ad o n o sabían leer y escribir. S e le o p o ­
n ía una visión m ás liberal y federalista, q u e p ro p o n ía reglas m enos
restrictivas d e participación p olítica, l a s fuerzas localistas y regio­
nales desatadas p o r la In d ep en d en cia fueron con ten id as p o r las
n ecesid ades m ilitares d e los criollos d e en fren tar la reconquista
esp añ o la, q u e term in ó sien d o m uy cru en ta y requ irió m ovilizar
im portan tes recursos hu m an os y productivos.
La gu erra d e liberación o b lig ó a cen tra r todos los esfuerzos en
fo rtale cer el e jército y, c o n e llo , a cen tralizar el in cip ien te Estado.
U na vez exp u lsado s los esp añ o les d el territorio q u e se v en dría a
den om in ar la G ran C o lo m b ia, p e ro todavía c o n un p o d e r realista
am enazan te en territorio p eru an o , V en ezu ela aprob aría su C on s­
titución d e A n gostu ra e n 18 19 , m uy in flu ida p o r S im ón Bolívar,
q u e le in tro d u jo fuertes rasgos dictatoriales. Entre éstos figuraban
70
La l>DtnniDKM y u icokomU í n u i w u i xix
la división d e ciud adan os en tre activos y pasivos (sin d e re c h o a
e le g ir o ser e leg id o s), acred itar p ro p ied ad d e 500 pesos para los
activos, m ientras q u e el p resid en te con cen tra b a todos los p od e­
res, p u d ie n d o in clu so invalidar sen ten cias ju d icia le s. L e seguiría
la C on stitu ción d e C úcu ta, en 1821. q u e fed erab a a V en ezuela,
E cu ad or y la R ep úb lica G ra n a d in a y q u e intentaba darse u n a or­
gan ización un tan to más liberal y descen tralizada q u e la propuesta
por Bolívar.
La C on stitu ción d e 1821 se inspira e n el d e re c h o divin o com o
fu en te d e soberanía: re co n o ce la religió n católica c o m o única
verdadera q u e a co ge y p ro te ge . Era m uy difícil para los criollos
im p lem en tar el ideal d e la Ilustración d e establecer instituciones
sobre la base d e la razón, para lo cual h abría sido im prescindible
separar al Estado d e la Iglesia. S egún la C arta d e 1821, los ciud ada­
nos d e b e n saber le e r y escrib ir a partir d e 1840 para particip ar en
e leccion es (lo cual, adem ás d e ser restrictivo, re c o n o c e u n p ro ble­
m a d e analfabetism o g e n eraliza d o ), p e ro ad icion alm en te d eb en
ten er un p atrim on io d e 100 pesos o . en su d e fec to , una profesión
q u e les p erm ita la in d ep en d en cia, e x c lu y e n d o d e la ciu d ad an ía a
jo rn a lero s, a rren datarios y sirvientes. La C on stitu ción in tro du ce
un sistem a d e votación in d irecto , m ed ian te electo re s cantonales,
cuyos requisitos d e p ro p ied ad y sapiencia eran m ayores. Ellos con ­
form aban asam bleas e lecto rales q u e eleg ían presidente, se n ad o ­
res d ep artam en tales y represen tan tes d e p rovin cia, d a n d o lu gar
a u n sistem a d e votación in directa, proclive a la m an ipulación.
El cu e rp o legislativo se dividía en do s, d o n d e la C ám ara con taba
con rep resen tan tes q u e ejercían p o r cu a tro años, m ientras q u e los
sen ad ores ten ían p e río d o s d e o c h o añ o s y se cam biaba la mitad
cada cu a tro años, sigu ie n d o e l m o d e lo n orteam erica n o (R estrepo
P iedrahíta 19 9 5 ).
La lu ch a en tre B olívar y los p olítico s n eo gran ad in o s se zan jó a
favor d e la facción liderada p o r Santander, p erm itien d o e l surgi­
m ien to d e C o lo m b ia c o m o país in d e p en d ien te desp ués d e la di­
solu ción d e la c o n fe d e ra ció n , en 18 32, d a n d o al traste con otro
d e los su eñ o s d el cau d illo lib ertad or d e ser co n d u cto r d e un gran
im p erio a m erica n o (R od rígu ez 2005).
Las gu erras d e in d ep en d en cia fu ero n tam bién gu erras civiles,
en cu a n to el p artid o realista represen taba la tradición y la religión
71
N l I V A MlfcJORIA ECONÓMICA O » C O IX i UDIA
legadas p o r el Im p erio esp añ o l, sien d o los criollos liberales hijos
rebeld es d e l m ism o iro n co q u e com partían los privilegios d e élite.
Los in dígen as sabían q u e las instituciones q u e les había provisto la
C o ro n a , y q u e algun a p ro tección les o frecía, serían desm anteladas
p o r las reform as d el p artid o in depen d en tista. Los esclavos, p o r su
parte, le d ie ro n la bien ven ida a la In d ep en d en cia p orq u e les p ro ­
m etía la libertad en una gen eración , c in clu so inm ediata para los
q u e participaran en la con tien d a, p e ro algo simihu les ofrecieron
los realistas» y p ro n to qu edarían desilusionados con la lentitud q u e
tom aría su em ancipación . EJ c o n flicto n o se cerraría c o n la derrota
y exp u lsión d e los españoles hacia 1820 sin o q u e se in cu baría en
e l c u e rp o social, para estallar nuevam en te en reiteradas guerras
civiles. A h o ra los nuevos co n te n d o res serían el Partido C on ser­
vador, q u e d e fen d ía e l le g a d o hispánico, y los independentistas,
transform ados en P artido lib e r a l.
l.as lisuras sociales prefiguran otro s costo» eco n ó m ico s q u e tuvo
la Indepen dencia: d estru cción d e vidas, activas productivos, reses,
m uías y caballos, co la p so d e la esclavitud y d e las regio n es m ineras,
c o m o el C h o c ó y C au ca, q u e d e p e n d ían d e ella. 1.a C osta A tlántica
sufriría au n más; el d ebilitam ien to d e la esclavitud la p erjud icó
tam bién y adem ás se esfum arían los gastos m ilitares y en con s­
truccion es d e C artagena, lo cual m ultiplicaba en un alto ritm o la
actividad e co n ó m ica. H ay tam bién eviden cias d e algún g rad o de
desurbanización: B ogo tá p ierd e a lgo d e p o b lació n en tre 18 2 5 y
1850; C artagena, e n especial, tam bién p ie rd e p ob lació n , al igual
q u e la sum a d e 10 m u n icip ios prin cipales, q u e p ierd en 2% d e su
particip ación en la p o b lació n total (O ca m p o 198 4b).
La p olítica y la gu e rra d ebilitaron la institución d e la esclavi­
tud y. p o r lo tanto, la m in ería se con trajo p rim ero, estan cán dose
después, c o n la exce p ció n d e A n tioq u ia, q u e m antuvo cierta d i­
nám ica c o n su pujanza d e colo n iza ción hacia el su ro ccid en te y su
p eq u eñ a m in ería in d ep en d ien te. L a gu erra m ism a y la posterior
inestabilidad en las reglas d e ju e g o p ro p iciaro n la fuga d e capital.
En efe cto , lo m ás costoso a la rgo plazo d el p ro ceso in d ep en d en ­
tista sería la inestabilidad p olítica. El cam b io fre cu en te d e las re­
glas con stitucionales afectaba los p lan es d e los p ocos em presarios
q u e su rgieron d e la m atriz co lo n ia l, y sus n eg ocios difícilm ente
prosperaron. C om ercio s, m inas y hacien das qu ed ab an som etidos
L a IX D irE H tT tN C M Y I A >■ »H O M Í A W
Tabla 3.1
l i . I I C I O X IX
N ú m ero d e nuevas conxtituciones en A m érica latina
n »
1810-1829
1 8 M M 9 I6
VVi w j u c U
3
4
12
1S
13
Colombio
Argentina
6
9
1
Chile
6
1
Promedio
2
6.6
1810-1916
7
7
8.6
/umle: O s » <1006. 178. 1791.
a riesgos d e e xp ro p ia ció n , d e p re su m o * forzosos du ran te los c o n ­
flictos y d e cam b ios frecu en tes en las reglas d e ju e g o «pie o rgan i­
zaban la socied ad . F.n efe cto , C o lo m b ia tuvo nueve constituciones
durante el siglo XIX y fu e u n o d e los países m ás inestables d e la
órbita h isp anoam ericana, si se com p a ra c o n los países d el C o n o
Sur. q u e só lo tuvieron u n a con stitución en este m ism o p erío d o
(ver la tabla 3 .1).
S eg ú n el n ú m ero d e con stituciones c o n q u e se organizan los
países latin oam erican os, el p e río d o 18 10 -18 2 9 cs
inestabilidad
y transición, dadas las gu erras d e in d e p en d en cia para todos los
países de A m érica Latina. Pasada esta transición, la inestabilidad
aum enta e n ire 1830 y 19 1 6 , au n q u e n o su ced e lo m ism o en todas
partes. En p ro m ed io , el p e río d o d e cad a C on stitu ció n en e l c o n ­
tinente fu e d e só lo 20 años, p e ro para C o lo m b ia fue d e m en os de
10 años.
T uvo q u e pasar m u ch o tiem p o hasta q u e se a d ecu ara y m oder­
nizara el sistem a fiscal c o lo m b ia n o hacia u n o sim p lificado, basado
fun dam entalm en te en el aran cel extern o . La d esorgan ización esta­
tal y los bajo« im puestos im p id ieron con struir cam in os adecuados
entre el escarp ad o in terio r y las costas. A u n q u e las constituciones
de C úcu ta y las q u e siguieron d esm on taro n el sistem a d e castas al
introducir la igu ald ad frente a la ley, p olítica y cu ltu ralm en te c o n ­
tinuó e xisü en d o la exclu sió n d e los q u e carecían d e linaje, p ropie­
dad, p iel b lan ca, ingreso, o eran analfabetos. El d esm on te de la
esclavitud tam bién fu e lento, sien d o liqu idada totalm ente só lo en
18 5 1, a u n q u e los p rop ietarios in tentaron con vertir a sus e x escla­
vos en arrendatarios d e sus haciendas.
La nueva rep ú b lica a co m e tió im p ortan tes u r c a s d e m o dern i­
zación: se abolieron las form as colectivas y obsoletas sobre la p ro­
7S
N rtv» uitToau tu »mímica o* C n o a iu
p iedad 3c la tierra (el m ayorazgo y las m an os m uertas en pod er
d e la Iglesia, los ejid os y p ro p ied ad es com u n itarias d e los in díge­
nas, en tre otros) q u e im p edían su m ovilidad y se liq u id ó el muy
ra cio n ad o sistem a d e créd ito eclesiástico a favor d e la b an ca libre;
se in tro d u jo el m o d e rn o c ó d ig o n ap o leó n ico d e com ercio, que
reem p lazó las O rd e n a n zas d e C ád iz. y se cam b ió adem ás e l c o n ­
trad ictorio y co n fu so sistem a d e m edidas españ o l p o r el m étrico
decim al; p o r últim o, se deb ilitaron los fu ero s corporativos, com o
los d el con su lad o, el eclesiástico y el d e los m ilitares, y se cam in ó
en d irección a la igualdad frente a la ley, au n q u e esa igu ald ad es­
taría m uy lejos d e ser alcanzada.
D e esta m anera, se fu ero n d esm on tan d o las taras instituciona­
les del absolutism o español q u e im pedían el d esarrollo d el com er­
cio y d e los n egocios, y se em pezaron a e c h a r los cim ien tos d e una
nueva so cied ad , un tan to más liberal, bastante orientada p o r los
c ó d ig o s franceses lega d o s p o r N ap oleó n . Estos cam b ios co m e n ­
zarían a re n d ir frutos d u ra n te la segu n da m itad d el siglo x t x , y
p len a m en te en los p rim eros 30 años d el siglo X X . m o m en to en el
cual C o lo m b ia entraría en u n a fase d e cre cim ien to sostenido.
A s frito s económicos de la Independencia
El com p o rta m ien to m a cro eco n ó m ico c o lo m b ia n o d u ran te el si­
g lo x tx m uestra q u e m ientras q u e el p ib p e r «.'¡pita en el siglo x x
c re ció a tasas cercanas al 2 ,4 % an u al p ro m ed io , en el siglo x t x tan
sólo c re ció al 0 ,1 % anual, resultado d el p o b re d esem p eñ o d e la
p rim era m itad d el siglo (el p ro d u cto p e r cápita se con trajo a un
ritm o d el 0 ,2 % anu al) y d e la lenta recup eració n d e la segu n da
m itad (crecim ien to del 0 .5 % a n u al). T odas las variables q u e dan
cu en ta d el cre cim ien to e co n ó m ic o in dican u n m ejo r com p o rta­
m ien to du ran te la segu n da m itad d el siglo. La m in ería, q u e fue
u n o d e los p rin cip ales sectores d e la e co n o m ía co lo n ia l y d e los
prim eros añ o s d e vida in d e p en d ien te , se co n tra jo a u n ritm o del
0 ,4 3 % . lo cual tien e un fuerte peso en el resultado ge n eral d e la
e co n o m ía. El gasto p ú b lico se con trajo du ran te la p rim era m itad
a un ritm o d el 0 ,25% anual, m ientras q u e los ingresos creciero n
a un ritm o d e l 0 ,2 7 % (ver tabla 3 .* ) , con lo cual se m antuvo el
7 -4
I.A iK O U C H O U iC I A » LA U U M M b IM U . U U l I « I *
Tabl* 3 .2
Indicadores rfc cre c im ie n to e c o n ó m ic o durante el «ig lo m
(I j í j » de cre c im ie n to anual)
ftobUctón
m
nt pr» cipit*
1800-1*05
1800-1831
18X1-1830
1850 18U6
1,7
1,7
1.6
1.1
■0.2
1.6
1.8
2,2
0,2
as
1.«
1.2
■0.5
1 .7
1 .7
0.24
1.8
1.S
.1,48
2.27
4,15
-3.7
0.1
1886-1905
1
S M lt W
Ajjfopocuaiio
Mjnofactm
1.7
1.7
1.6
1.6
1.6
1.6
Minería
E>po<urionM
Im p o u o o n «
0.02
-0.6
-2,56
2.S
0.2 S
3.11
1.89
3.17
Otras variable» macroeconómicat
Oferta m e n titm
Kb ía o A k k V i fitcal
C asio p ú b lic o
0.82
0,28
1,14
•1,45
<X7
-0.29
-0.27
-0,01
5*
2
2,14
0.49
< O a * iN k
fum*r KéhnumlU yl¿fmt fü»i 120». 1T\
balance fiscal, c o n esp o rád icas ep iso d io s d e d éficit p ro n u n cia d o a
prin cip ios d e la d écad a d e 1 820 y d e 1840 (Junguito 2008).
El p i r p o r h abitan te estim ado para la C o lo n ia y el siglo x i x (ver
el g ráfico 3 .1 ) m uestra q u e la d esarticu lación d e la esclavitud hizo
colapsar al secto r líder, el m in ero , al tiem p o q u e la cru en ta guerra
p ro du jo p érdid as im p ortan tes para la agricultura y la ganadería
de la C osta A tlán tica y d el sur d el país. 1.a caíd a d el p i r p o r habi­
tante se d etie n e hacia 18 5 0 y tien e u n a fuerte e xp an sió n c o n las
nuevas e xp o rta cio n es d e tabaco, q u in a, añil y ca fé, m ientras q u e la
m inería co n tin ú a m a n ten ien d o un nivel relativam en te constante
de p ro d u cción .
i '
¿C u án to p ro greso social p u d o darse b ajo u n cre cim ien to e c o ­
n óm ico p eq u eñ o? 1.a esperanza d e vida al n ace r m uestra u n a leve
m ejora du ran te el siglo X I X . A prin cipios d e siglo, la esp eranza de
vida al n ace r era do casi 25 años para los hom b res y 29 años para
las m ujeres, la cual se m an tien e casi inalterad a hasta 1870. cu a n d o
pasa a 26,5 años para hom b res, y a 30 para m ujeres. Para los pri­
m eros añ o s d el siglo x x , la esperanza d e vida para los ho m b res era
d e casi 34 años, y d e las m ujeres. 36 (F ló rez y R om ero 2007, 19).
F lórez y R o m ero e xp lica n q u e las guerras, la p ob reza y las ta ja s c o ­
berturas d e salud p ú blica, m ás las precarias co n d icio n es socioeco-
75
N u e v a h u i o k i a e c o n ó m ic a o < C o t o m u
O r if ic o 3.1
1765
n i p o r habitante, 176 5-1 90 5
•
1755
1«0>
1 (U 1
IM S
IK S
IS IO
1905
rue rn o I C i I n m » « y l ( p « K m u (1 0 0 9 , W
m ím icas d e la p o b lació n , in flu yeron para q u e la esperanza d e vida
al n acer fuera tan baja. l a s im portantes m ejoras en este in dicador
a finales d e la d écad a d el sesenta pu ed en estar refleja n d o m ejoras
en la calid ad d e vida d e los colo m b ia n os d e m ediados d el siglo
x i x , p ro ven ien te d e avances e n las co n d icio n es d e salubridad, me­
jo r a s en la n utrición provista p o r u n a gan ad ería m ás produ ctiva, y
cierto p ro greso so cio e co n ó m ico , h e c h o q u e se ve refleja d o en el
im portan te crecim ien to d el p ro d u cto p e r cápita, c o m o se aprecia
en la tabla 3.8.
B . I>OS E F E C T O S I » : L A I N D E P E N D E N C I A
l a s tasas d e cre cim ien to d e l p ro d u cto p e r cáp ita tanto para la pri­
m era co m o la segu n d a m itad d el siglo dejan en trever el im portan ­
te im pacto d el p ro ceso d e in d e p en d en cia sobre e l estan cam ien to
e co n ó m ic o d e la p rim era m itad del siglo, y la posterio r recupera­
ció n a partir d el a u g e exp o rta d o r d e los añ o s cin cu en ta, y d e otros
síntom as d e recup eració n c o m o el crecim ien to d e la oferta m o n e­
taria y d el gasto p u blico. Así, el c re cim ien to d el p ib p e r cáp ita de
la prim era m itad d el siglo p a re ce haberse co n tra íd o a un ritm o
d el
an u al, y d a d o q u e el p ro d u cto en los prim eros años del
siglo x x es ligeram en te m ayor q u e el de 1800, la recuperació n
L i iNDcrvROCNCM r l* koomomì* w n . w iin
Gràfico 3.2
>11
Indice de exportaciones por habitante
2 0 -------------------------------------------------------------------------------------------------------
0 ------ ------- ------- ------- ------- ------- IK U
/ u ttilr. ( X a t f o
1810
1 8 «!
IH »
I8<0
IM O
1660
.
■■
1670
I8S0
------- ------1890
1900
1910
11
> W i. W j
de la segu n da m iuid fu c d e 0 ,5 % an u al en tre 18 50 y 1886, para
devolverse en los últim os q u in ce añ o s d el siglo.
El sector e xp o rta d o r sufrió una con tracció n con siderable al per­
der acceso al com ercio español y e n los con su lad os locales, m ientras
que tam p oco se am pliaban los m ercad os in tern acion ales d e m ate­
rias prim as. O c a m p o estim a q u e e n tre 1802 y 18 50 la caíd a de
exp o rtacion es p e r capita fu e d e 4 2 % (ver el g ráfico 3.2) (O ca m p o
1984a. 89). A partir d e 1850 se su peraría el nivel b ru to d e expor­
taciones co lo n ia l, y hacia 18 70 se habían re cu p e ra d o tam bién las
exportacion es p or habitante.
La culm inación de la guerra de independencia
El m ayor b e n efic io in m ed ia to de la In d ep en d en cia fu c la reduc­
ción d e los im puestos, in clu id a s los diezm os. La su m a d e los tribu­
tos se red u jo d el 12 .5 % a cerca del 5 % d el p i b , lo cual fu c u n a de
las gran des gan an cias q u e cosech aro n los criollos c o n la In d epen ­
dencia en la p rim era m itad d el siglo x i x . T en e r a disposición del
sector privado m ás d e 7 ,5 p u ntos d el p ro d u cto q u e sostenían la
administración colonial, los gastos d e deferís;» d e C artagena y el cul­
to de la Iglesia d e b ió d e tener un im pacto apreciable sobre el consu­
m o d e los criollos. El b e n eficio o b te n id o p o r la liberalización del
com ercio tam bién d e b ió d e ser sustancial, en c u a n to se redu cían
los p recios d e com p ra d e las im p ortacion es y p od ían au m en tar los
77
NUEVA M M IU C IA ECONÓMICA M C o tO M k IA
p recios d e venta d e las e xp o rta cion es, crecía n las op cio n es en ca­
lidad y variedad d e las m ercan cías transadas, y, p o r u n tiem p o , no
h u b o con tra b a n d o , p o r lo m en os hasta q u e las tarifas aduaneras
se elevaron con sid erab lem en te. S urgieron m ás com ercian tes y se
d io u n a m ayor co m p eten cia , au n q u e tam poco tanta.
I-i inversión, sin e m b a rg o , n o se desataría c o n fuer/a hasta que
se liberaran las trabas al c o m e rc io exterior, e n particular el estanco
d el tabaco, q u e sigu ió sien d o d e las rentas m ás altas con q u e co n tó
e l n u e vo Estado rep u blican o, p e ro q u e p recisam ente tenía una
fuerte d em an d a en E u rop a. El co n tro l policial d el cultivo im pedía
la am p liación d e su oferta. Se ten dría q u e esp erar hasta 1850 para
p erm itir la exp o rta ció n «le tabaco p o r parte d e un triop o lio c rio llo
(M olin a 2003), q u e d io lu gar a un a u ge exp o rta d o r q u e se m an ­
ten dría du ran te do s décadas. Se su prim ieron los sistemas d e aran­
c e l para sustituirlos p o r un sistema d e tarifas aduan eras unificado,
a lo cual se su m ó la elim in ación d e las alcabalas internas y externas
al co m e rcio , c u lm in a n d o c o n un sistem a sim ple y d e bajos costos
d e recau d ació n , e n 1850 (G on zález 19 8 4 ). El gran cam b io en la
estructu ra d el recau d o es la d e p e n d e n cia cre cie n te en e l aran cel,
qu e en tiem pos d e la C o lo n ia era el 8 % de los in gresos y llega a
ser e l 5 2 % en 1860, m ientras q u e los estancos m an tienen su par­
ticip ación y se elim in an los im puestos al c o m e rc io in te rn o y a la
p ro d u cció n (ver la tabla 3 .3 ).
Los distintos secretarios d e H acien da exp u sieron la necesidad
de con servar los estancos ante la in existencia d e otras fuen tes d e
tributos para el fisco nacion al, hasta q u e F loren tin o G on zález los
liqu id ó tam bién en 1850. 1.a realidad m ostró la im posibilidad de
a b an d on ar com p letam en te el sistem a d e relaciones eco n ó m icas y
sociales derivadas d el sistema colonial.
l a evo lu ción d e los in gresos d el g o b ie rn o cen tral refleja n o
só lo la red u cció n d e im puestos sino tam bién el p ro ceso d e federalización, m edian te e l cual los estados so beran os dispusieron d e
una m ayor p arte d el recau d o tributario. D e esta m an era, e n 1853
los ingresos d e los estados fu ero n d e 800.000 pesos plata, y de
1.900.000 en 18 73, lo cual traería la sum a d e to d o s los im puestos
al 5 ,1 % d el p ib en e sc año.
La liq u id ació n d e los resguardos fue un p ro ceso progresivo q u e
se a d elan tó en el cen tro-orien te d u ran te las décad as d el treinta y
78
L > iK O D U D t N C I A Y LA U Ú M Ú U U i » U I H U
Tabla 3 .3
»1 «
Ingresos fiscales, 1 81 0-1 86 0,
en porcentaje y en miles de p e w » plata
1BI0
1837
I8 S 0
Monopofcot
1 4,7%
1 7 .6 %
S3%
34%
Comercio c«terio>
7 .8 %
J J.1 %
24%
52%
Comercio y producción
7 ,S %
9 ,3 %
4 ,1 %
12.6%
6 .4 %
8%
M lM fia
Rubro
Diezm o«
1860
4%
Tributo l-iriip -ru
1 ,9 %
0
0 .4 %
Revaudo G o b . central
ranicipdciiVi en el m i
2.453
2 J8 1
2 .2 7 «
1.172
6 .9 %
5 ,3 %
2 .0 %
ü tid o * «obturaos, en no
9 ,5 %
0
0
1 .9 %
3 ,2 %
Carga lO U l <M F iU d o , en re
9 .5 %
6 .9 %
7 ,2 %
S ,2 %
¿ « ■ M r . barquito I . H W y c i k u f a »
el cuaren ta, y q u e lega lm en te se p u d o adelan tar p o r ley ap robad a
por el C o n greso d e 1850, y q u e se aplicaría a todos los estados
soberanos q u e com en zab an a con fo rm a rse (Palacios y Safford
2002. 360 ). El p ro ceso sign ificó el o to rgam ien to d e d e re ch o s de
propiedad privada a los in dígen as, q u e se vieron asediados por
la pob lació n m estiza y los terraten ientes para a d q u irir sus tierras,
aun qu e en el C au ca los terraten ientes con sid eraron con ven ien te
m an tener a los in dígen as en sus resguardos, con el fin d e proveer
la m a n o d e o b ra tem p oral q u e req u erían , au n q u e éstos tam bién
los d e fen d ie ro n organ izad am en te. Los esclavos se tornaron en
aparceras d e las hacien das o se h iciero n p rop ietarios d e h ech o
en los p alen qu es q u e orga n izaro n tras su huida d e sus am os, o
se in tern aron e n las tierras bajas e insalubres d e N arifio, C au ca y
C h o có , a vivir d e una agricultura itin erante — d a d a la baja calidad
de los suelos— , d e la pesca y d e la m in ería.
Las m erced es d e tierras y otros d e re ch o s ob ten id o s p o r particu­
lares d u ra n te la C o lo n ia se m an tien en , al tiem p o q u e el go b ie rn o
repu blican o favoreció d e m an era in directa la con ce n tra ció n de
tierras, a causa d e la in su ficiencia d e los recursos fiscales d el G o ­
bierno. En e fe cto , a m ediados d el siglo XIX, e l 7 5 % d e las tierras
eran baldíos (L egra n d 198 8), y u n a gran can tid ad d e éstos fu e uti­
lizada en tre 1820 y 18 70 c o m o p ago a los antiguos com batientes
d e las gu erras d e in d ep en d en cia, p u esto q u e era im posib le retri­
buirlos c o n din ero .
79
N u e v a m u i o » i » m x im ó m jc a m
C o u w b ia
Efectos de la Indefjmdrncia en el sector agrícola
El e fe cto m ás in m ediato d e las gu erras de in d e p en d en cia y d e las
posteriores gu erras civiles q u e se su ced ieron d u ra n te los in icios do
la R ep úb lica fu e e l d esp o b la m ien to relativo d e las regio n es a g rí­
colas. U n Ejercito dem asiado g ran d e — q u e con sum ía en 1844 el
50 % del p resupu esto nacion al y q u e d em an d ab a in gen tes recur­
sos para su sostenim iento— c o n d u jo al sistem a pro d u ctivo a un
estado d e crisis d e desabastecim iento; d e n tro d el secto r agrícola,
el g a n ad ero fu e u n o d e los más afectados. La d em an d a d e carn e a
través d e « con tribu cion es forzosas» d e reses destinadas a conver­
tirse en racio n es para los ejércitos m erm ó d e m anera im portante
los hatos existentes (Z am bran o 1982).
La p ro d u cció n agríco la se vio dism in uida en e l p e río d o poste­
rior a las gu erras d e in d e p en d en cia (18 3 0 -18 3 5), si se lo com para
c o n un p e río d o previo al in icio d el co n flic to (18 0 1-18 0 5 ) (ver *a
tabla 3.4). M ientras q u e a finales d el p e río d o co lo n ia l la a gricultu ­
ra c re ció a p roxim ad am en te a u n ritm o d e 1.6 % anual, en el p e río ­
d o c o m p ren d id o en tre e l q u in q u e n io d e 1801 a 1805 y d e 1846
a 1850, la agricultura se con trajo casi un p u n to porcentual anual
prom edio, p ro d u cto d e los efectos inm ediatos y d e m edian o plazo
del proceso d e in dep en d en cia sobre la produ cción agrícola. Estas
tasas d e crecim ien to se basan en un cálculo m uy bu rd o, en el q u e
se refleja la p e rcep ción d e A níbal G alin d o sobre lo q u e d e b ió d e ser
el im pacto d e las g ü e ñ as en la e co n o m ía agraria d el país, algo q u e
se repite para la guerra d e los Suprem os, en tre 18 41-18 43. *a cual.
Tabla 3.4
índice de producción agrícola
Periodo
1761-1765
1781
17901794
1801-1805
18.10-1835
1836-18-10
1841-1843
184b-1850
•B— . 1 0 0 - t® 0 1 -le 0 5
f u O W ( i l o * » p rcfM os r o n h i » « n la « M n t i W
Indke*
48.3
45.9
65,4
100
84,3
39,3
35.1
69,2
VM k» < y I I p m k o l t n i g r k o U « n C o lr -O o ¡18741
L a I m i u m b i m c m i LA LCOKOMIa I N ( L
91
<JU» XIX
según G alin d o , arrasa con la mitad d e la p ro du cción agrícola que
se tenia u n q u in q u e n io antes.
Sin em b a rg o , ya desde el C o n greso d e C úcu ta existía la p reocu­
pación p o r legislar a favor d el secto r agrícola, lo cual se reflejaba
en los im puestos a las im portaciones, establecidos e n favor d e los
productos alim enticios y el aguardiente. En 1824 se exim e a los n ue­
vos cultivos d e cacao , ca fé y añ il d el p ago d el d ie zm o p o r jxrríodos
d e 10. 7 y 4 años, respectivam ente, a partir d e 1825.
Los in tentos d e estim ular la in m igración d e e u ro p e o s y la inver­
sión en e l secto r agrícola, en los q u e se o fre cían tierras entregadas
a título gratuito, 110 tuvieron los resultados esperados. El clim a, la
geo g ra fía escarp ad a, la pob reza extrem a y, sobre todo, la inestabi­
lidad p olítica alejaban a los em igran tes e u ro p e o s d e C olo m b ia. los
cuales, cu a n d o d ecid iero n viajar a A m é rica Latina, se d irigiero n
fun dam en talm en te a países c o n estacion es y más salubres, co m o
A rgen tin a, U ruguay, C h ile, y el sur d e Brasil.
Producción d f oro
D urante el siglo x v m el o r o fu e el principal p ro d u cto d e exp or­
tación d e la N ueva G ran ada, y d u ran te el siglo x tx esta situación
n o varió m u ch o. F ue só lo a finales d e ese siglo, a n te la aparición
d e nuevos p ro d u cto s d e e xp o rta ció n co m o el tabaco, la q u in a y
el café, q u e el o ro p e rd ió particip ación en el total exp o rtad o . En
las p rin cip ales regio n es p rodu ctoras, la m in ería era fu n d am en tal­
m ente d e aluvión y, p o r tanto, intensiva en m an o d e obra, q u e uti­
lizaba esclavos, en los casos d el C h o có y C auca. Es p o r e llo q u e la
huida d e esclavos y su reclutam iento du ran te las guerras, así co m o
la inestabilidad p olítica, llevaron al estan cam ien to de estas regio­
nes d u ra n te to d o el siglo x tx .
Tras el final d e la g u e rra , y lu e g o d e una im portan te caíd a en
la p ro d u cció n , el p aulatin o resurgim iento d el sector fu e liderado
p o r A n tioq uia, d o n d e la e xp lo ta ció n d el o r o estuvo e n su m ayoría
en m an os d e m in eros in d e p en d ien te s o m azam orreros. q u e com ­
binaban la actividad d e extracción c o n la agricultura d e subsisten­
cia. l a s técnicas d e extra cció n con tin u aro n sin m ayores avances
(salvo la in tro d u cción d e los m olin os d e p ison es y da-arrastre) lias-
m
N u i l * M llrfO K U I I U n i A H I » n r C o U l M I U
1704
1724
—
17«
I7b4
171M
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Producción d » o»u (mílm rf- poto* p*»«t
1824
1844
1864
'KM
1W4
- - •lo odco oj poUnomul 6
Kilnuno.Hi y lúpaj Ri\«o útXr». M.I
ta finales d el siglo x i x , c u a n d o em pezaron a ser m ejoradas con la
a d o p ció n d e bom b as hidráulicas y el m o n itor califo m ia n o (M eló
1984, 188).
L a p ro d u cció n d e o r o fu e fun dam ental para alim entar el c o ­
m ercio in tern acion al, con stituyen do e l prin cipal ren gló n d e acu­
m ulación d e capital. L u e g o d e ser e l secto r q u e lid e ró el creci­
m ien to d e finales d el siglo X V III, la m in ería d el o r o se estan ca en
la prim era m itad d el siglo x tx (ver el g ráfico 3 .3 ). E n tre la m ul­
titud d e m in eros in d ep en d ien tes o m azam orreros y los arrieros
q u e atend ían sus dem an das su rgieron em presarios q u e p u dieron
am asar fortun as significativas, q u e p osterio rm en te se invertirían
e n el co m e rcio , en la b an ca y e n la industria nacional. Esta a cu m u ­
lación fu e esp ecialm en te significativa en el caso d e A n tioq u ia, que
le co n ce d e ría u n a im portan te ventaja en su desarrollo e co n ó m ico
sobre el resto d el país (M eló 1984).
L a tifuda imft/if'a
Las guerras d e in d ep en d en cia y el establecim ien to d el n u evo o r­
d e n p o lítico y e co n ó m ic o dem an d aron recursos q u e n o alcanza­
ro n a se r cub iertos m edian te el recau d o fiscal. D e m an era q u e en
1822 y 1824 se con trataron los prim eros em préstitos c o n Inglate­
82
IjK
i K m i M D M A V L A U A W I M l A I N 11 W G IO XIX
rra. p o r u n valor d e 6 ,7 m illon es d e libras esterlinas, d a n d o in icio
a u n a historia m arcada p o r la m oratoria, el in cu m p lim ien to y las
ren egociacion es d e la d e u d a (ver la tabla 3 .5 ).
L a e n o rm e can tid ad d e tierras baldías hacían q u e su valor fuera
bajo, así q u e para e l p a g o d e ex com b atien tes y d e los servicios de
la d e u d a , el G o b ie rn o h acía titulacion es d e en tre 50.000 y 100.000
hectáreas, a n om b re d e u n o s p ocos ben eficiarios, h e c h o q u e esta­
b lecía un m arcad o sesgo en con tra d e cam pesinos y colonos.
E n 1830 la G ran C o lo m b ia se sep aró en tres n acion es in d ep en ­
dientes: N ueva G ran ada. V en ezu ela y Ecuador. Los pagos se sus­
p en d iero n hasta la con so lid ació n d el a cu erd o d e repartición , en
18 37, en el cual la en ton ces N u eva G ran ada ad q u irió la m itad de
la d e u d a y u n a parte de los in tereses (ver la tabla 3.6). Este a rreglo
se realizó ten ien d o en cu en ta el tam año d e la pob lació n de los
nuevos países, y n o sus exp o rta cio n es ni su cap acid ad de pago.
Tabla 3.5
Evolución de la deuda externa colombiana, 1820-1910
(miles de libras esterlinas)
Año
Negociador
1822
Zea
Anubla-Mooloya
De iVmibo-Mkbelena
Oc ftimbo-Míchclena
Mortilo ToroOrdóñex
Martin-Gut ierre»
Camacho RokUn-P£rc2
Roldáiv Passmore
ttolguío-Averbury
1824
1834
1 8 39
184S
1861
1874
1895
191»
Nun»
«mptíililM
Intereses
y ajustes
Deuda
total
2.000
-1 2 4
1 .87 6
4 .7 5 0
0
4 ,7 5 0
3 .3 1 3
1 .59 0
4 .90 3
JJ1 J
2 .5 8 4
3 .3 1 3
3 .7 7 6
7 .0 0 0
148
7 .2 3 8
-5 .2 3 8
1 .91 3
1.601
2 .7 0 0
3S1
5 .89 7
;
7 .08 9
7 .23 8
2.000
'
2 .7 0 0
3.051
I w n í * M C M ln | I W i , m i.
Tabla 3.6
Distribución d e la deuda d e la Cran Colom bia, 1837
Participación en
U deuda ( % )
Principal
(libra*)
Intereses
(libras)
N u e va C m a ík I »
so
3 .3 1 2 .9 7 5
1 .5 9 0 .2 2 8
4 .9 0 3 .2 0 3
Ic u a d o r
21,5
1 .42 4 579
6 8 3 .7 9 8
2 .1 0 8 .3 7 7
Venezuela
2 8 ,5
I.8 B 8 .3 9 6
9 0 6 .4 3 0
2 7 9 .8 2 6
To * a*
100
6 2 5 .9 5 0
3 .1 8 0 4 5 6
9 .8 0 6 .4 0 6
rufe
fuenle. Jungufc» 11975. 6 »
83
Total
(libras)
N U V V A H IS T O R IA U X m O M K A M C O «O M B IA
D espués d e la rep artición d e la d e u d a , el país n o realizó pagos
hasta 1845, a ñ o en el q u e ren eg ocia c o n los acreedo res, gracias a
las gestion es d e las adm in istracion es H errán-M osquera. C o n el fin
d e lo grar el b u e n d e sem p eñ o en los pagos, se acu erd a la capitali­
zación d e los in tereses ven cid o s y la rebaja d e éstos con r<*specto a
la d e u d a anterior.
F.n 1861 se realizó u n a cu erd o c o n los a creed o res para agilizar
el p ago d e intereses atrasados, estim ular la creació n d e una co m ­
p añía q u e prom oviera la utilización d e tierras baldías y fom en tar
la em isión d e vales. Ésta fu e u n a p rep aración para q u e en 1874
nuevam en te se llevara a c a b o u n p ro ceso d e n eg o ciació n , gestio­
n ad o p o r S alvador C a m a c h o R oldan y form alizado bajo la adm i­
nistración. d e A q u ilco Parra. C o n e l su rgim ien to d e los Estados
U n idos d e C o lo m b ia, e n «863, se d io in icio a un p ro ceso d e am or­
tización d e la d e u d a e xterio r y, adem ás, se e m p e zó a con sid erar
la con ven ien cia d e suscribir nuevos em préstitos para finan ciar la
con strucción d e vías férreas, puesto q u e los recursos fiscales n o
eran suficientes. Sin em bargo, n o h u b o co n d icio n es d e estabili­
dad c o m o para volver a ganarse la con fian za d e los prestam istas
internacionales.
CO N C t-t.'S IÓ N
La In d ep en d en cia sign ificó un la rgo retroceso e co n ó m ic o , q u e
finalm en te d io p aso a la liberación d e bu en a p arte d e las taras
legadas p o r el absolutism o hisp ánico y, con e llo , a un im portante
crecim ien to , p ro p icia d o p o r la vinculación c o n el m ercad o m u n ­
dial d u ra n te el p e rio d o q u e se e x tien d e en tre 18 50 y 1885. Las
gu erras civiles y los cam b ios con stitucionales frecu en tes sirvieron
tam bién para fre n a r el d esarrollo e co n ó m ic o , e n un m e d io d o n d e
110 se respetaban los d e re ch o s d e p ro p ied ad d e los ciud adan os ni
había un co m p rom iso c re íb le para p ro te g e r las inversiones o pañi
ha cer cu m p lir los contratos.
Se fue co n to rn ea n d o u n n u e vo país, d o n d e p erd iero n importancia las region es d e Popayán y C artagen a, q u e se con trajeron
prim ero, para estancarse después; se estan có tam bién Santander,
cuya artesanía com p etiría co n tra las im portacion es, m ientras q u e
ua
L a h t W D I K T O « V L A ( C W U M l A « * «> M U C X IX
la gan aron A n tio q u ia — con su m in ería y su d in ám ica c o lo n iza ­
ción d el o ccid e n te d el país— y C u n d in a m a rca, la cual siguió sien­
do u n a despensa agríco la y gan ad era, y c en tralizó las rentas del
país desp ués d e 1 886.
C a p ít u l o 4
L a f o r m a c ió n d e l a N a c ió n
Y E L F E D E R A L IS M O
L.
n oción q u e ten em os los colo m bian os so b re la organ ización
federal q u e se d io e l Estado co lo m b ia n o en tre x850 y 1886 es la de
cjue fu e un p e río d o d e desord en p o lítico y d eterio ro e co n ó m ico.
Ésta es la historia escrita p o r los ven ced ores de las gu erras d e fin
de siglo, q u e sustituyeron el e x p e rim en to dem o crático liberal por
un régim en autoritario, centralista y con fesio n al. L o c ierto es q u e
las reform as liberales del m e d io siglo tuvieron un e fe cto bastante
n otable sobre el desarrollo d e l país, q u e, a pesar d e las dificultades
d e transporte, p u d o a p rovech ar u n a u g e d el m ercarlo m undial y
e xp o rtó diversos produ ctos. Los distintos cultivos d e exp o rtación
que se e m p re n d ie ro n o recolectaron d e los bosques n o fueron
muy estables, p e ro sacud ieron a fo n d o las region es y las p ob lacio­
nes, q u e se b en eficiaron c o n el flu jo d e ingresos, las m ejoras del
transporte y una cre cie n te división d el trabajo regio n al, derivada
de la q u e trataba d e o c u p a r el país en el nivel m undial:
El a u ge tabacalero se m antuvo d u ran te do s décadas, m ientras
que los del a lg o d ó n , e l añ il y la q u in a fu ero n m ás cortos, p e ro se
fue c o a stiu y e n d o un sustrato m ás estable y cre cie n te d e exp or­
taciones d e cu ero s, c acao y, so b re to do , café, q u e sen taría co n d i­
cion es adecu ad as para el cre cim ien to m o d e rn o q u e virio el país
du ran te el siglo x x . l a s exp o rta cio n es d e o ro tam bién o freciero n
una esp ecie d e co lch ó n d e segu rid ad con q u é im portar los bie­
nes m ás necesarios q u e d e m a n d ó la so cied ad d e la é p o c a du ran te
todo el siglo x ix .
87
N D I VA H i t 1 0 * 1 « C C O M l K K » I X C o U M M I A
A . R e l a c io n e s in t e r n a c io n a l e s
l a s gran des m igraciones m u n diales d el siglo x i x se d arían en el
m arco d e la p rim era globalización. Se estim a q u e en tre 1 8 1 5 y
1 9 1 4 ab an d on aron Eu ropa 60 m illones d e personas, c o n desti­
n os tan diversos c o m o Estados U n idos, C an adá, H ispanoam érica.
Australia, N ueva Z e la n d a y Sudáfrica. Los bajos salarios en Europa
— co m o en el caso d e Irlanda— y la red u cció n en los costos de
transporte llevaron a q u e sus habitantes buscaran nuevas y m ejo ­
res c o n d icio n e s d e vida y m igraran hacia aq u e llo s países en d o n d e
p od ían e n c o n tra r eslas con d icion es. Estados U n idos y el su r de
A m érica Latina fu ero n do s ejem plos d e region es e n las cuales las
escasez d e m an o d e obra d eterm in ab a unos salarios relativam ente
más altos c o n resp ecto a los eu ro p e o s, y un in cen tivo para la lle­
ga d a d e trabajadores d el V iejo C on tin e n te , q u e traían co n sig o el
en tren am ien to y las lógicas d e la p ro d u cción industrial.
C o lo m b ia n o fu e un destin o im portan te d e estos m igrantes, te­
n ien d o una d é b il in serción en es«e p ro ce so d e glo b a l ización. Sin
em bargo, el país se relacio n aría c o n el m u n d o en el siglo x i x a
iravés d e los esp orádicos y sucesivos p eríod os d e agro exp ortació n
(tabaco, q u in a y, finalm en te, c a fé ), q u e se darían fun dam ental­
m en te en la segu n d a m itad d el siglo, favorecidos |>or las reform as
liberales, sien d o baja la a flu en cia d e factores produ ctivos (capital
y trabajo) d e los cuales se b en eficiarían otros países latinoam erica­
n os c o m o A rgen tin a. Sin em bargo, el flu jo to có a C o lo m b ia sólo
m arginalm eute, c o n los inm igrantes alem an es en S an tan d er y al­
gu n o s italianos y si riol iban eses en las regio n es costeras d el país.
Comercio internacional
En el c o m e rc io e x le rio r de C o lo m b ia se hizo evid en te el p ro fu n d o
cataclism o q u e cau só el p ro ceso d e in d ep en d en cia y d e con struc­
ció n d e un nuevo Estado. Las exp o rta cio n es reales p o r habitante
cayeron m ás d e un 40 % en tre 1803 y 1850, p e ro d e a h í e n adelan ­
te se recu p eraro n d e m an era bastante rápida, su p era n d o el nivel
inicial hacia 18 70 (ver el g ráfico 4 .1 ) . L a caíd a d el volu m en bru­
to e x p o rta d o fue m en or p orq u e el n ú m ero d e habitantes cre ció
L a io r m a c ió x t o i * N a c ió n * « L i t m u i n w i
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a p roxim adam en te al 1 ,7 % d u ran te el siglo x ix . re fleja n d o el he­
ch o de q u e la m in ería m antuvo u n nivel estable d e exp o rta cio n es
y se fu ero n d a n d o exp o rta cio n es d e cultivos nuevos. Posiblem ente
a um en tó la p rodu ctivid ad d e las nuevas actividades y se reduje­
ran los costos d e tran sp orte, p orq u e se c o m e n zó a desarrollar de
m anera sistem ática la navegación a vapor p o r el rio M agdalena;
m ejoraron los cam in os y se ab riero n nuevas trochas para los tre­
nes d e ínulas. La ínula en el in terio r d e l país y el b u rro en la Costa
C aribe siguiero n sien d o el m e d io d e transporte fun dam ental de
la e co n o m ía du ran te el siglo x i x . p e ro a h o ra p oten ciad os p o r la
navegación a v ap o r d e los ríos.
C o lo m b ia alcanzó a p articip ar en el a u g e d e c o m e rc io interna­
cion al c o n sus exp o rtacion es d e tabaco, añil, cueros, cafe, quin a
y tagua, y ap ro v ech ó p o c o el flujo d e capital y d e personas. Las
razones para e llo fu e ro n d e tres clases. En p rim er lugar, la inesta­
bilidad política, la cual, en tre oirás cosas, fre n ó su a cceso a l m er­
cad o m undial del cafe, a u n q u e las regio n es d e Pam plona y otras
d e clim a m ed io en lo q u e hoy es N orte d e S an tand er alcanzaron
a ex p o rta r hacia 1870," vía M aracaibo. E n se g u n d o lugar, los altos
* Sin embaí go, el centro y el ««»dente antkxjueño tx> w percataron del auge de La
demanda mundial por el g ra n o, algo que Costa Rica, to n gobierno» liberal« y com o»
bajo» de transpone, sí logró desde i W jo Cuando la región antioqueña en tió al m er­
c a d o mundial. 3 0 año» m i l tarde, lo haría de numera fuerte y Mmtenwfat.
00
N u t v * M it m u i * k o n 6 h k * m C o c o w k i a
costos d e transporte* y la caren cia d e infraestructuras portuarias,
las cuales com en zaron a construirse penosam en te a fines d el siglo
x i x . c o n Saban illa y P u erto C o lo m b ia, cerca d e B arran quilla. y
reh abilitan d o el C an al d el D iq u e para con ecta r a C artagen a con
e l rio M agdalena. Por últim o, su u bicación ge o g rá fica tropical,
azotada p o r en ferm ed ad es end ém icas, q u e siem pre im p id ió que
fuera u n lu gar atractivo para la em igración eu rop ea.
Panam á fu e el estado soberan o más próspero d e la ép o ca, pues
e l a u ge del o ro en C aliforn ia la con virtió en la ruta m ás corta en­
tre e l este y e l oeste d e Estados U nidos, lo cual d io lu gar a un ver­
tiginoso crecim ien to d e la actividad com ercial d el Istm o y a un
desplazam iento con siderable d e población n orteam ericana. Justo
A rosom ena — u n o d e los más notables líderes |»anamcños, defen ­
sor d e l libre com ercio, fiel sistema ju d icia l basado en ju ra d o s de
con cien cia, d e la plena libertad religiosa y d e la jurisd icción civil
sobre m atrim onios y divorcio— anotaba hacia 1 850 q u e la suerte
del Istm o era se r «grande, rico y pod eroso; servirá al tráfico del
m u n d o p o r un ferrocarril q u e acorte aún m ás la corta distancia en­
tre los do s m ares; o fre cerá asilo y trabajo a todo* los habitantes del
g lo b o , y si n o es p ro p ied ad exclusiva d e una raza o d e un pu eb lo,
será el cam in o y posada d e todos los p u eb los y d e todas las razas«
(citad o en M artínez G arn ica 2004, 74 ). En 18 53 50 construyó el
ferrocarril en tre C iu d ad d e Panam á y C o ló n , abaratando el flete
en tre el A d á m ico y el P acífico y h acien d o realidad el intenso desa­
rrollo e co n ó m ic o d e Panam á. Sin em bargo, en 1869 se term ina la
construcción del ferrocarril transcontinental q u e u nía Nueva York
con San Francisco, con lo cual la ruta d e Panam á se lim ita al tráfico
d e co m e rcio en tre Asia y el A tlántico, y la actividad eco n ó m ica del
Istmo se ve redu cida drásticam ente. I <os in tentos d e C o lo m b ia para
con struir el can al, apoyado p o r capitales franceses, se ven tam bién
frustrados, y Panam á siguió em p o b recid o hasta q u e se in depen d iza
y los n orteam ericanos term inan d e con struir el canal, en 1914.
* Segün B m n la v Willianuon. -un oboervulor acuctow <tr la America Latitia rn H
tiglo x ix . Brlford llin ton VViUon. mid*> rn 184* cl io « o de tn n tp m u r una tonelaila d e b ien w d o d e Ingtalerra a las u (p iirn la c iu d u ln rapitaln, n i libcai «lerliiuu:
Buenra A lm v Montevideo. 2; l-iina. 5 .1t: Santiago. 6.5Ä, Caracas. 7 .7 ^ Mexico,
*7-9: Quito. * l.$ ; Sucre o OtiMjuiKa. *5.6; y Bogota. ^*.9» (Bertnia y WilUamann
ao o 6 .45).
90
I a m a M A O ó N n i l a N a c ió n v I I i i h u u u »
O tra región d e in tenso desarrollo e co n ó m ico en tre i H70 y 1880
fue la q u e hoy d en om inam os c o m o el dep artam en to de N orte de
Santander, q u e ven ia p ro d u cien d o café y otros produ ctos en bue­
nas cantidades y q u e exigían trenes d e m uías q u e llevaban el café
d e C ú cu ta hasta P u erto VUlamizar. E n 18 65 se c o n fo rm ó u n a so ­
cied ad para con struir u n ferrocarril q u e co n ecta ra la regió n c o ­
lom biana c o n los p u ertos ven ezolan os, y q u e se <la al uso en i 870.
Según Jaim e P érez L óp ez, «el ferrocarril tran sform ó el espacio,
com o qu iera q u e en la con fig u ra ción q u e [le] daba vida [ ...] el
aporte q u e hacía el estado d e S an tan d er (3 3 % ) era en tierras bal­
días, para q u e la socied ad las adjudicara a los em p lead os, obreros,
colonos. E llo con stituyó u n a verdad era reform a agraria, en d o n d e
se in co rp o raron a la p ro d u cció n agro p ecu a ria [ 100.000 ha] q u e,
a finales d el siglo x i x . estaban e n p ro ceso d e exp lo ta ció n e c o n ó ­
m ica* (Pérez 2003, 194). Incluso, el terrem oto d e C ú cu ta d e 18 75
n o restrin gió la p ro sp erid ad d e la regió n , pu es la recon strucción
se con stituyó e n u n estím u lo e co n ó m ic o adicion al.
Si al país le fu e relativam ente b ien d u ra n te la segu n d a mitad
del siglo x i x . se d e b ió a q u e los térm inos d e in tercam bio d el país
con el resto d el m u n d o fu ero n m uy favorables para nuestros p ro ­
du ctos d e e xp o rta ció n (ver el g rá fico 4 .2 ). Q u e n o los hayam os
p o d id o a p rovech ar m ejor hasta el siglo x x realza la fuerza d e las
trabas políticas y geográficas para p o d e r in sertam o s m ás a fon d o
en esta p rim era globalización.
Se p od ría argum entar, p o r e jem p lo , q u e d e 110 h aber existido
el estan co e n la p ro d u cció n y distribu ción d e tabaco, se hubiera
p od ido exp o rta r desde m u ch o a n tes d e la fech a en que-se hizo. En
efecto, para p o d e r exp o rta r tabaco se req u irió q u e se reform ara
el m o n o p o lio d el G o b ie rn o sobre registro d e m atas, com pras y
ventas, para perm itir com p ras d e m ayoristas q u e com en zaron a
exp o rta r la hoja. En 18 50 se liq u id ó el m o n o p o lio p ú b lico a favor
de tres firm as privad;«, d e las cuales M ontoya & S áen z pasó a c o n ­
trolar el área m ás productiva, a lre d e d o r d e A m baletna, m ientras
q u e los terraten ientes bajados d e la sabana d e B ogo tá a dqu irieron
las tierras aprop iadas para el cultivo e n cercanías d el río M agdale­
na y con trataron ap arcero s traídos d e l altip la n o q u e trabajaban en
los cultivos y e l secam ien to d e la hoja. S egún M igu el Sam per,
91
N u o » I1 B IM I1 z c o x 6 m io * o r C m o M U A
G rá fico 4.2
In dice d e term in o« d e intercam bio
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l a c x i í i k i o n d e l m o n o p o lio del tabaco desarrolló la vitalidad
productiva d e los antigu os distritos d e siem bras, especialm ente el
d e A m b alem a y los adyacentes y fu e tan rigorosa y rápida la acción,
q u e e n seis años se ve rific ó una la b or gigantesca, equ ivalente p o r
si sola para estas com arcas, a la d e los ti es siglos anteriores. El m o­
vim ien to q u e se ve rific ó en A m b alem a y sus con to rn os fu e tan rá­
p id o co m o vigoroso y vivificante, sin qu e bastaran a d e te n e rlo dos
revoluciones, hasta qu e e m p ez ó esa lucha gigantesca d e 1 8 6 o, que
dejará e n nuestra historia una huella más h oiu la q u e la d e todas
las precedentes. Los brazos q u e el m o n o p o lio d el tabaco em pleaba
|>ara su cu ltivo fu eron desd e lu e g o insuficientes para la tarea d e la
libertad, y una gran c o rrie n te d e j o r n a le n » y trabajadores d e toda
clase y d e toda categoría, partió d e las faldas y mesas d e la co rd i­
llera hacia las vegas d e l A lto M agdalena y sus afluentes. El hacha,
y la azada resonaron e n todas las selvas; los pantanos -se desecaron;
prados artificiales d e gran d e extensión aparecieron; los caneyes,
las habitaciones, las plantaciones d e tabaco y d e toda clase d e fru­
tos se veían b rota r en ca«la estación d e siem bras; las factorías se
levantaban y se llenaban d e ob reros d e am bos sexos; las tiendas y
los bu hon eros se m ultiplicaban; to d o era m ovim ien to, acción, tra­
bajo y progreso. La presencia d e un n ú m ero U n consid erab le de
L a f o r m a c i ó n i *i l a K a c i ó k r u . n o t u u i H o
uabajadores, que tenían medios y hambre atrasada de consumir,
estimuló la actividad de lodos los servicios, la fecundidad de todos
los capitales, la aptitud productiva de (odas las tierras, no sólo en
el teatro mismo de los sucesos, sino en loda la comarca, que sen­
tía el vacío dejado por la emigración y la demanda activa de todo
cuanto podía satisfacer las nuevas y crecientes necesidades.
Bogotá, su sabana y los demás pueblas circunvecinos sintieron
pronto los efecios de este movimiento y no quedó clase social que
no se aprovechara «le ellos. El propietario de la tierra vio elevarse
los arriendos: el capitalismo no tuvo bastante dinero para colo­
car; el joven pisaverde halló nuevos escritorios y colocaciones; el
artesano tuvo que calzar, vestir y aperar al cosechero enriquecido;
y el agricultor completar con carnes abundante», papas, queso y
legumbres, el apetito del nuevo sibarita que antes tenía de sobra
con el plátano y el Iwgre. (Sampcr 1969, 35 y 36)
Al parecer, las tierras se so breexp lotaron . la m a n o d e o b ra nun­
ca se calificó — en csp ccial, para cu id ar ad ecu ad am en te el cultivo
y en rolla r los tabacos— , d e tal m anera q u e se fue p erd ien d o la
calidad d e la hoja, q u e fue desplazada p o r el uibaco d e superior
calidad q u e se cultivaba y en io lla b a en Puerto Rico. C u b a y la Isla
dejava; ya para 1870. sólo figuraban las exportacion es d e tabaco de
alta calidad d el C arin en d e B olívar y d e Pal mira.
C o n to do , h u b o evid en tes p rogresas en el país después de 1850
en m ateria d e in tercam bio c o n Eu rop a e Inglaterra. Los p recios
de exp o rtación eran crecien tes, al tiem p o q u e se red u cían los
precios d e las im p ortacion es p o r el d o b le im pacto d e una baja
vertiginosa en los costos d e transporte y u n a u m e n to d e la p ro ­
ductividad m an ufactu rera en textiles y otro s bien es d e con su m o
que im p ortaba la p eq u eñ a e co n o m ía colo m bian a. S e d io en ton ces
un a u m en to d e los con su m os, q u e ven dría a co m p añ a d o d e una
m erm a e n la p ro d u cció n artesanal, reflejada en la m ovilización
política d e los artesanos con tra las políticas liberales d e com ercio.
Pero las form as d e p ro d u cció n artesanal n o sólo serían socava­
das p o r las im p ortacion es inglesas sin o p o r form as capitalistas que
surgirían m ás adelan te en los ceñ iro s m anufacturero« d e l país, en
M ed cllín , B ogo tá y en B arranquilla, lo cual q u ie re d e cir q u e la
pro tección q u e d em an d ab an n o habría d a d o lu gar a un proceso
N l I V A M ltT ü k lA IC flN A N IC A DC COCOMBIA
natural d e industrialización — en el q u e el p e q u eñ o artesan o se
(ornaría p aulatin am en te en em p resario q u e adqu iriría m aquina­
ría y con trataría m a n o d e o b ra asalariada— , c o m o supuso, entre
otros, L u is E d uard o N ieto A rteta (1 9 9 6 ), evid en te en el h e c h o de
q u e la industria su rge en region es sin tradición artesanal.
Los artesanos h iciero n coalicio n es con los con servadores, y és­
tos fu ero n derrotad os en sus in su rreccio n es d e 18 55 y 1859-62
p o r los ejércitos de los g o b ie rn o s liberales, la últim a d e las cuales
le d io un triu n fo cla ro a Tom ás C ip ria n o d e M osquera. Éste fue
el m o m en to de im pulsar u n a nueva con stitución q u e reflejara las
asp iracion es d e los ya llam ados estados soberan os, y q u e venían
c o n vo ca n d o a sus fuerzas políticas para darse sus propias constitu­
cion es d u ra n te la d écad a d e los cincuenta.
B. 1.a C o n s t i t u c i ó n o k 1863
v l a s i n s t i t u c i o n e s d e l f e d e r a l is m o
l a C on stitu ción d e los Estados U n idos de C o lo m b ia sellada en
R io n e gro e n 18Ó3 fu e, p rim ero q u e to do , p ro d u cto d e la guerra,
d o n d e n o se tuvieron m uy en cu en ta las p osicion es d el Partido
C on servador, q u e salió d erro tad o . La C on stitu ció n su rge c o m o un
p acto d e region es, tal c o m o reza en su texto: «[Éstas] se u nen
y con fe d e ra n a p erp etu id ad con su ltan d o su segu rid ad e xterior y
re c íp ro c o a u x ilio y form an u n a N ación libre, soberana e in d ep en ­
d ien te, b ajo e l n om b re d e 'E stados U n idos d e C o lo m b ia ’ ».
El o rig e n d e la soberan ía n o es claram en te p opular, aun en el
más radical Estado S ob eran o de S an tan d er d e 18 5 7 , en cuya C o n s­
titución se establece q u e la soberan ía se ejerce: «en n om bre de
D ios y p o r auto rid ad d el pueblo» (G ó m ez, P ard o y G u e rre ro 2004,
2 33 ). La C on stitu ción d e 1863 d e fen d ía «La p rofesión libre, pú­
blica o privada, d e cu a lq u ier religión : c o n tal q u e n o se ejecuten
h e ch o s in com p atibles con la soberan ía nacion al, o q u e ten gan por
o b jeto tu rbar la paz pública», a lg o q u e iba d irigid o con tra la Igle­
sia católica. M osquera d e cre tó la am ortización d e los bien es raíces
o -m an o s muertas» eclesiales en 18 6 1, lo cual le socavó a la Iglesia
su base m aterial y le p erm itió al G o b ie rn o rem atar las hip o tecas o
p ro p ied ad es censadas a sus d u eñ o s por la m itad de su valor y ven-
94
L a r o R M A C ió K o r l a K a o O n v t i n m i u u u «
dcr a m en os p re cio m uchas p ro p ied ad es, la m ayoría urbanas, q u e
entraron al m ercad o d e lierras. Los go b iern o s liberales se vieron
favorecidos p o r in gresos bastante cuantiosos derivados d el rem ate
d e las tierras y edificios d e la Iglesia.’
F.n el caso d e las tierras d e la Iglesia h u b o u n a d em ocratización
efectiva, p o r el so lo h e c h o d e q u e se pasó d e una sola corp o ració n
propietaria a 4 .0 24 p erson as (Jaram illo y M eisel 2008), a pesar
de la sabiduría con ven cio n al q u e a d u ce q u e la desam ortización
no hizo más q u e recon cen tra r la p ro p ied ad en m an os privadas.
Posiblem ente, los nuevos p ro p ietarios eran m ejores em presarios
y adm inistradores q u e los religiosos, y e llo p u d o in cid ir en q u e la
agricultura resp on diera m ejo r fren te a la d em a n d a intern acion al
de sus productos.
1.0» estados so beran os se con fe d e ra n , p e ro c o n u n a en o rm e
desconfianza fren te al p o d e r cen tral, con scien tes d e las e xp e rie n ­
cias m ilitares caudillistas d el pasado, con la am en aza en ciernes
del p ro p io M osquera. Es p o r e llo q u e la arqu itectura a co g id a d e ­
bilita e n e xce so el go b ie rn o cen tral y en tre g a «todo el p o d e r a
los estados soberanos». N o habrá e n to n ce s arbitro (el Ejecutivo
actuando en d e re ch o ) para c o n cilia r diferen cias en tre los estados
soberanos ni m o n o p o lio d e los m edios d e vio len cia en m an os del
Estado. Por e l con tra rio , los estados soberan os ten drán guardias
más fuertes q u e las d e la « U n ión - y habrá libertad para el p orte
y com ercio d e arm as. La d eb ilid ad d e los go b iern o s ejecutivos en
todos los n iveles se refleja en q u e los p e río d o s de presidente d e la
U nión es d e só lo do s años, p eríod os tan cortos q u e h acen im po­
sible desarrollar un program a d e g o b ie rn o c o h eren te , m ientras
que los p e río d o s d e los p residentes y alcaldes d e los estados sobe­
ranos es d e 4 años, lo q u e les prestaba u n a ventaja im portante; se
prohíbe la reelecció n en todos los casos, insistiendo m u ch o en la
rotación del poder.
’ lx» ingratos por la amortirw'ii'in « I r l e u bienes de la Iglesia, de aruerdo con JaramilloyM etsel ( 3 0 0 8 ). sumaron $1^.4 millones entre 186.4 y 1 8 8 1 . que, de aoserdocon
nuesuo tálenlo del r ía anual para estos años, representaría un 17% del rnitnnn, o *ea
más de un punto del P in de ingreso adicional durante rada aAo d el período.
95
N u r V A IIHTC0L1A IjCOhÓMlCA O í C O LO M M A
G rá fico 4.3
TairaA o del tsta do en N u eva Granada y Colom bia
f u m l r K a h u o o M is y t ó p r z lfe * w » 0 0 0 9 , 541.
El p o d e r ju d icia l era igu alm en te d é b il y fraccion ad o. Su cúpu la
estaba c o n fo rm a d a p o r c in c o m agistrados, y n ingún estado podía
repetir, dán dose un o rig e n territorial p e ro n o estricto d e la ma­
gistratura. Sus p eríod os eran d e só lo cu a tro años, m ientras q u e su
design ación pasaba p o r la legislatura d e cada estado y después por
el S en ad o , p ro ceso q u e refleja p olitización, d ebilidad e in d e p en ­
d en cia precarias. La co n secu en cia fu e q u e h u b o escasa con fian za
en la justicia c o m o tercera parte im parcial, pu es su o rig e n era bas­
tante p olítico, y el p red o m in io d el Partido Liberal acen tu aba ese
carácter. Esto se rep licaba en el p o d e r electoral c u a n d o gen eraba
reglas sobre las e leccio n es y el c o n te o d e votos, costum bres electo ­
rales q u e se tildaron d e «sapistas» e n los años setenta, c u a n d o se
a cu ñ ó por prim era vez el lem a -El q u e escruta elige».
A p esar de todos los p roblem as q u e fu ero n su rg ien d o p o r la
falta d e e q u ilib rio en la estructura con stitucional, h u b o en este p e­
río d o una rica e xp e rie n cia d em o crática y de participación política
notable. L a regla e lecto ral era q u e pod ía h a b e r m u ch o s gan ado res
y p erd ed o res p orq u e los varios niveles d e g o b ie rn o y, sobre todo,
la separación d el p o d e r g e o g rá fico perm itían q u e si los liberales
con tro lab an e l cen tro , el Partido C on serva d o r p o d ía triun far en
varios estados so beran os y en cien to s d e m un icipios d el país, algo
q u e se d eterio raría n otab lem en te c o n el cen tralism o q u e in trodu ­
j o la R egen eración en 1 886 y q u e im plan taría un sólido m o n o p o ­
lio p o lítico conservador.
L a r o H M A O O N n t i a N a c iO w y n . i i i i c i a u m o
Gráfico 4.4
mw
Gobierno nacional, estados soberanos y municipios
lint
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--------- G o b i e r n o n a c to n a l
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—
r ila d o »
1«74
1481
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-------------M u m o p o i
íutniKOcímpollSWci
A u n bajo u n sistem a federal, la p olítica fue gravitando d e vuelta
hacia la m atriz institucional original: re cen trailla n d o el p od er a
expensas d e los go b iern o s region ales y locales. El g o b ie rn o central
trataba d e intervenir en los estados soberanos para qu e triunfaran
sus aliados e intentaba tam bién fortalecerse en el recau d o tribu­
tario. Esto se hace evid en te cu a n d o se a p recia el crecim ien to del
tam año d el Estado a partir d e la décad a d e 18 70 (ver el gráfico
4.3) y el peso d e cada nivel d e g o b ie rn o en el recau d o tributario
total, qu e en esta fase está estrech am en te asociado al gasto (ver el
gráfico 4.4).
Hasta 1865 se debilita el g o b ie rn o central, al pasar ele 9 2 % del
recau do al 4 8 % , en 1870, ga n an d o tam o los estados soberanos
com o los m un icipios. Es bien interesante el fortalecim iento d e los
m unicipios, q u e pasaron d e aco p iar 5 % d el recau d o total al
en su florecim ien to d e 1870. L a R egen eración n o toca tanto la
participación d e los estados soberan os en el recau do, p ero lo que
va a debilitar es la célu la m unicipal d el organism o p olítico, ¡y de
qué m anera!, pues la devuelve al m ín im o nivel d e »845.
En esta historia hay una n otable ausencia d e instrum entos de
deu da d el G o b ie rn o qu e m erezcan la con fian za d e los inversio­
nistas. La em isión d e b o n o s o acep tación d e d eu d a p or parte del
G obiern o n acion al o d e los go b iern o s d e los estados se caracteri­
zaba p or el in cu m plim ien to, el desgreñ o y el abuso d e poder. Y
fueron estos tipos d e papeles end osad os p or go biern os serios los
que perm itieron el p ro fu n d o desarrollo d e los m ercados-financie-
N i'ir » H u n w u t r m A u ic « u
r o u w iu
ros d e H olan da, Inglaterra y Estados U nidos d u ran te e l siglo XViu
y x ix , p u es el m ercad o p ú b lico d e deu d a se constituía e n la guia
(ttmthmark) d el m ercad o privad o d e capitales. Para n uestro caso,
los gobiern o« in cu m p lid os c o n sus ob liga cio n es im posibilitaban
cu a lq u ier desarrollo del m ercad o d e capitales. Pero, d e n uevo , es
la inestabilidad política la q u e carco m e cu a lq u ier posibilidad de
q u e se resp eten los d e re ch o s d e pro p ied ad o q u e éstos sean deli­
m itados razo n ablem en te, y q u e se pu ed an desarrollar los instru­
m en tos d e d e u d a p ú blica q u e sirvan d e gu ía al m e rcad o d e deuda
privada y tam bién al m ercad o accion ario. D e a cu erd o c o n A ngela
Rojas, «La d e u d a p ú b lica estuvo asociada fatalm en te c o n otras dos
instituciones; la gu e rra civil y el caos m on etario. Fl entrelazam ien ­
to d e estas instituciones in eficien tes c o n fo rm ó u n escen ario en el
qu e go biern os, grup o s políticos, com erciantes, agiotistas, banque­
ros, en tre otros, e n co n traro n una fu e n te certera d e financiación,
gan an cias d e fácil realización y una pod erosa arm a d e partido»
(Rojas 2004. 34).
Sin em bargo, los liberales in trodu jeron la b an ca lib re en C o ­
lom bia. q u e consistía e n organ izacion es q u e con taban c o n reser­
vas en m o n ed a m etálica, so b re cuya base em itían billetes d e m ane­
ra o rd e n ad a y responsable, p orq u e estaba en ju e g o su reputación
y el futu ro d el n eg o cio . l a prim era institución, fun dada en 1870,
fu e e l B an co d e B ogotá, y siguiero n fun dánd ose do s o tres bancos
en cad a ciu d ad hasta co m p leta r 42. hacia 1882.
S egún L in a Echeverri,
Estos banco* ayudaron [ . . . l a crear un sistema d e c ré d ito o rga ­
nizado. aum entaron la o fe rta d e fo n d os preciables, lo cual co n tri­
bu yó a red u cir las tasas d e im erés e n su rad io d e acción, ayudaron
con su* billetes y cheques a aliviar un p o c o la escasez d e la m oneda
qu e persistió «turante to d o e l xiglo: les trajeron b en eficios ec o n ó ­
m icos a las com u nidades d o n d e se localizaron, pues facilitaron la*
transacciones com erciales y d e n egocios y contrib u yeron a fin an ­
ciar las pitilleras aventuras industriales en C olom b ia . (E cheverri
>99 4 - 3 '<>)
F.1 sistema d e b an ca libre tenía sus fallas, pu es n o alcan zó a or­
gan izar cajas d e com p en sació n q u e p u dieran in tercam biar obliga-
98
L a k m j u a c ió m M l a N a c ió n t k l i u i u u b m o
cioncs en tre todos los bancos, y la legislación im pedía q u e abrieran
sucursales, q u e era u n requisito para la con so lid ació n d e bancos
de carácter nacion al. El sistem a fu n cio n ó bastante b ien , co m o se
verá en el c ap ítu lo 5, hasta q u e el g o b ie rn o d e Rafael N ú ñ ez insta­
ló el B an co N acion al, en 1880, q u e com p etía con el resto d e igual
a igual, p e ro c o n u n d escu en to m ayor p o r sus billetes, p o r la des­
confianza q u e gen erab an las in ten cio n es del ( io b ie m o d e utilizar
la em isión para financiarse. Éstas se con firm aron c o n el D ecreto
260 d e 1885, cu a n d o se le o to rg ó el m o n o p o lio d e la em isión al
Banco N acion al y se o b lig ó al resto d e ban cos a acep tar sus billetes
al valor d icta d o p o r el G ob iern o .
La p olítica, en tre u n to , se in clin aba en con tra d e lo» liberales,
l o s in tentos d el G o b ie rn o cen tral d e in terven ir en la p olítica de
los estados en la d écad a d e los se te n u , y la d e u n os e s u d o s inten­
tando m an ip ular la d e los vecin os, trajeron co n sig o un resquebra­
jam ien to n o só lo d e la u nid ad p olítica sino tam bién d el m ercad o
interior, p o rq u e las rivalidades llevaron a unos estados a im plantar
aduanas, q u e frenaban el c o m e rc io in teresu ta l. S ob re la base de
la p érdid a d e segu rid ad d e la vida y la p ro p ied ad . N úñ ez, en estre­
cha alian za c o n e l Partido C on serva d o r y su id e ó lo g o , M iguel An­
tonio C aro , e la b o ró su d esafio p o lítico a los liberales radicales. Su
program a d e un reto rn o a la auto rid ad y al fo ru le cim ie n to del G o ­
b iern o cen tral — so b re to d o d e im p o n er la u nid ad nacion al y un
m ercad o in te rn o — e n c o n tró am p lio e c o en tre distintos sectores y
regiones, c o n d u cie n d o al relevo d el Partido Liberal en 1880.
C. L a d e m o c r a k í a e n e l s i g l o x i x
D urante el siglo X IX los cen sos d e pob lació n son frecu en tes, refle­
ja n d o la historia e lecto ral d el país, p e ro su calid ad es deficien te.
La tabla 4.1 presen ta los resultados, en los q u e es evid en te q u e el
censo d e 18 35 está in flad o , y p osib lem en te subvaluados los ante­
riores.
Si se a cep ta el p u n to d e partida d el cen so d e 1778 y e l d e 1912,
la tasa d e cre cim ien to d e la p ob lació n en tre las postrim erías d e la
C o lo n ia y e l siglo XIX sería del 1.4% anual. Posib lem ente, la pobla­
c ió n en el p u n to d e partida es m ás a lu . d e tal m o d o q u e el creci-
99
N i; IV A I t i l i O VIA ECONÓMICA I * C m ) M » U
labia 4.1
Numero de habitantes, 1778-1912
Año
CobUc ion (m in i
1 7 78
79*
1825
1 .14 6
IS IS
1.571
1843
1 .81 4
1851
2094
1864
2 .4 4 0
1870
2 .71 3
1887
3666
1898
1912
•
4 .1 8 3
5 .0 7 3
lu eotrt lo » » -.« M . < l * M k f K r t t V R o r * * o <20)71
m ien to seria algo m enor. En las socied ad es p ie m o d e rn as las tasas
de natalidad son altas p e ro tam bién lo son las d e m ortalidad, con
u n a ten den cia a m antenerse constantes, q u e en c o n ju n to arrojan
bajas tasas d e cre cim ien to para la p ob lación.
C arm en Elisa F lórez y O lg a R om ero (2007) utilizaron un m o­
d e lo d e pob lación estable en su estudio, e n c o n tra n d o u n creci­
m ien to d e la p ob lació n «le 1,7 % an u al d u ran te el siglo x i x . lo cual
es bastante alto para la ép o ca. U na com p aració n c o n las regiones
latinoam ericanas q u e n o recibiero n in m igración eu ro p e a, Perú
y M éxico, en tre otros, revela q u e su tasa dem o gráfica era d e un
p o c o más d e 1 % an u al, m ientras q u e la colo m bian a es m u ch o más
elevada. U n a hipótesis o q u e u n a pob lació n m estiza, en su ma­
yoría, estaba m ejor adaptad a al m e d io social q u e las p ob laciones
in dígen as q u e se con servab an en estos países d e A m érica Latina.
Más precisam ente, la c o lo n iza ció n d e o ccid e n te exp lica buena
parte d el resultado d em o gráfico co lo m b ia n o , p e ro tam bién debió
in flu ir la exp an sión gan ad era, q u e sum inistró bu en a p ro teín a a
una p a n e d e la p ob lació n . E n tre fines d el siglo X I X y principios
d el x x , la tasa d e cre cim ien to d e la p o b lació n aum en ta a 1,8%
anual. La expectativa d e vida al p rin cip io d el siglo X I X era d e sólo
26 años, y a fines d e l siglo era d e 31 años, a lg o q u e con stituye un
avance lim itarlo, com p a ra d o c o n los 50 añ«xs q u e alcanzaban los
habitantes d e los países eu ro p eo s d esarrollados al en trar el siglo
x x . Por con traste, la exp ectativa d e vida al final d el sigl«> x x en
C o lo m b ia e ra d e 70 años, u n p ro greso sustancial d e 39 años.
L » K M M A C JÓ N O* L A N a C IÚ X V U
I1 M IU U U IO
Tales in d icad ores revelan q u e en el siglo x i x la tasa d e m or­
talidad infantil era altísim a: bu en a parte d e la pob lació n m oría
antes d e c u m p lir c in c o años. Las co n d icio n es d e salubridad eran
deficientes, bu en a parte d e la pob lació n estaba d esnu trida y eran
muy escasos los m édicos ed u ca d o s cien tíficam en te. A p rincipios
del siglo x i x , en B ogo tá h abía sólo c in c o facultativos para una
pob lación d e u nas 20.000 p erson as, y se había in tro d u cid o la va­
cuna con tra la viruela d e m an era m uy lim itada. Las ep idem ias de
viruela, al igual q u e las d el saram pión, ten dían a ser m ortales para
aquella parte d e la p ob lació n m ás vulnerable: n iños, viejos y m u­
jeres (Silva 2007).
Es in teresan te h a cer la co m p a ra ció n en tre las tasas d em o grá ­
ficas d e los distintos estados so beran os d u ra n te el siglo x t x (ver
la tabla 4 .2 ), pues refleja in directam en te las disparidades en el
desarrollo e co n ó m ic o , q u e afectan el bien estar y la rep ro d u cción
de la p ob lación.
Es así c o m o A n tioquia — q u e está colo n iza n d o el o ccid en te m on­
tañoso d el país, y constituye u n sólido p olo de desarrollo eco n ó m i­
co— go za d e c o n d icio n e s d e nutrición , salubridad y edu cación,
que d an lu gar a m ayores lasas d e fecu n d id ad y m en ores d e m orta­
lidad q u e en el resto d e los estados soberanos. El Estado S oberan o
del C au ca q u ed a in flu id o tam bién p o r la c o lo n iza ció n , q u e llega
hasta el b o rd e d el valle d el río C au ca, p u es in cluye hasta la pobla­
ción d e M arínalo, y e llo exp lica su alta tasa d em ográfica. La tasa
de exp an sión dem o gráfica en A n tioq uia es casi el d o b le q u e la de
Tabla 4.2
Crecimiento demográfico, por f si.ido Soberano
litado
A n Ü ix ju U
Crccimwmto 1BJ3-1IWH <%)
2 .1 8
BcJ.Var
1.2
Boyaci
1,38
Cauca
2 ,1 4
C u n ó o a m a rc a
1,44
M d gd d le n *
1,25
Santander
1 ,1 8
Totim a
> .4 «
lO IA l
1 .3 6
í o f f « FV > »z v * » w o <20071
N u « v a H ir r o iH A e c o n ó m i c a d l C ú i o m i m
Santander, a pesar d e q u e am bos cuen tan c o n un acervo sim ilar
d e p ob lació n , esp añ oles p ob res q u e los p ob laron origin alm en te
y q u e d ie ro n lu gar p osterio rm en te a u n a p ob lació n mestiza. Ello
refleja la caren cia d e zonas salubres d e e xp an sió n para la pob la­
ció n san tand erean a, q u e al o ccid e n te tenía la inhóspita región
d el M agdalen a M edio, y al o rie n te, tierras infértiles, m ientras que
la ten en cia d e la tierra c o m e n zó a atom izante en las regio n es de
e co n o m ía cam p esina y a con cen trarse al n orte d el Estado Sobe­
rano, d o n d e se daban cacao , café y gan ado . L a d ecad en cia d e la
artesanía, q u e d e b ió d e con tagiar a su a gricultura, d io lu g a r a un
e m p o b re cim ien to d e la región.
Los estados d e la costa tam bién m uestran ín d ices bajos d e ex­
pansión d em ográfica, au n q u e cu en tan c o n co n d icio n es naturales
ap rop iadas, acceso a la pesca y a cultivos d e p ro n to ren d im ien to
c o m o el plátano; los ín d ices d e C u n d in am arca y, sobre to do , de
B oyará reflejan la p ob reza de sus agregados en las hacien das servi­
les. q u e afecta la rep ro d u cción de sus poblaciones.
La u rban ización es tam bién m uy lim itada d u ran te el siglo x ix .
H em os e scog id o los cen so s d e B ogo tá, q u e o fre cen m ayor c o n ­
sistencia q u e los dem ás, para dibujar la gráfica q u e m uestra cre­
c im ien tos len tos y p eríod os largos d e estan cam ien to d e la pobla­
c ió n d e la capital, q u e p a re ce dispararse a partir d e 1870 (ver el
g ráfico 4 .5 ). l a p o b lació n d e B ogo tá será d e a lre d e d o r d el 2%
102
U
K M M A O Ó N M LA
KaíIÓN
V LL I U U A U U O
d rl país, au n a p rin cip ios d el siglo x x , cu a n d o todavía n o alcanza
los 100.000 h a b ía n le s , o tro in d icad or d e u n le n to crecim ien to
e co n ó m ic o q u e n o había p ertu rb ad o todavía la estructura agraria
y p ro vo cad o la m igración tum ultuosa d el cam p o a la ciu d ad . C om ­
párese c o n la p a rticip ación d e la capital en la p ob lació n d el país,
q u e al final d el siglo x x es d e 17 % .
C o n c l u s ió n
El crecim ien to e co n ó m ico du ran te la segu n da m itad del siglo x ix
fue m ás alto q u e el p o c o observad o después d e la Indepen dencia,
que acusó u n a con tracció n exp o rtad o ra, el estan cam ien to d e la mi­
n ería y cierto d e caim ien to u rban o. Las políticas liberales d e aper­
tura. sim p lificación tributaría, fed eralism o fiscal y fo m e n to d e la
banca privada tuvieron e fectos positivos so b re el crecim ien to , que
se rea n u d ó a partir d e 18 50 y se e x te n d ió p o r 3 5 años.
I / » térm inos d e in tercam bio favorables y una relativa libertad
eco n ó m ica can alizaron las fuerzas d e nuevos em presarios a la
aventura d e la e xp o rta ció n , q u e term in ó sien d o m u ch o m ás e x ito ­
sa q u e la c o n ced id a p o r la historiografía tradicional p ara el p e río ­
do. S ien d o la e co n o m ía co lo m b ia n a tan p eq u eñ a en ese enton ces,
con un HiB ce rca n o a los 60 m illon es d e pesos hacia 1860, m ontos
de exp o rta ció n d e 15 o m ás m illon es ten ían e fectos con tu n d en tes
sobre el cre cim ien to e co n ó m ico .
S in em b a rg o , y c o m o se verá, las políticas con servad oras y las
intensas gu erras civiles cortaron el a u g e d e 1885 en adelan te, al
tiem po q u e la tu rb ulen cia en los m ercad os globales con trib u yó
al estan cam ien to d e la e co n o m ía colo m bian a d u ran te la últim a
d écad a d el siglo X IX.
IOS
C a p ítu lo 5
L a e v o lu c ió n e c o n ó m ic a d e 18 8 6
A 1 9 0 5 Y LA S C O N D IC IO N ES P O L ÍT IC A S
D E L C R E C IM IE N T O MODERNO*
In t r o d u c c ió n
EJ largo a u ge e co n ó m ic o p ro p icia d o p o r los liberales desde la se­
gun da m itad d el siglo x t x fue co rta d o hacia 18 85 poi la reacción
conservadora, q u e con trib u yó a u n a c a íd a sustancial d el cre ci­
m iento. S e d ie ro n cam b ios radicales en las reglas d e ju e g o q u e o r­
ganizaban el país, políticas m onetarias expansivas q u e g e n eraro n
por prim era ve* in flació n en la e co n o m ía: tam bién se p ersiguió a
la bu rguesía liberal y se le d ie ro n serios go lp es al in cip ien te sector
finan ciero, p ro p icia n d o su con tracció n y la fuga d e capitales. A
los cam b ias p ro fu n d os en la C on stitu ción y en las reglas q u e orde­
naban la e co n o m ía , elab oradas sin con sen so con la op o sición , les
siguieron tres gu erras civiles. l a últim a d e ellas, q u e se exten d ió
entre 18 99 y 190 2. fu e la m ás larga y cru en ta d e todas las que
había vivido el país hasta e n to n ce s y tuvo altos costos económ icos.
La crisis e co n ó m ica y el d esm em bram ien to d e l país, q u e p erd ió
Panam á, sin em bargo, c o n d u jero n a una nueva alianza p olítica
que c re ó reglas d e arm o n ía p olítica en tre las élites q u e fueron sufi­
cientes para en cau zar un ráp id o c re cim ien to e co n ó m ic o du ran te
el siglo x x .
' Elle capitulo v impira también en el (»bajo de Salomón KalmaiKAlUvy Edmn
Ivópez Rivera. -Las cuentas nacionalei d e Colombia en el « glo xix». *
N l l * » r m t o c ia u o n A h h a n
Colom * u
A. L a s e c u n d a m i t a d düj . s i g l o x i x :
■NCERTIDUMBRK IN STITU C IO N A L Y CONFLICTO
E l comportamiento exportador
La evo lu ción d e las exp o rta cio n es en el la rgo plazo perm ite ap re­
ciar q u e cu en tan con u n a base m uy p eq u eñ a en 18 35, se m ulti­
plican p o r 3 hacia 1870, y d e a h í aum en tan o tro 6 0 % hasta 1885,
m o m en to e n e l cual se estancan relativam ente, para llegar a ubi­
carse p o r d e b a jo d e este nivel en 1904 (ver el g ráfico 5 .1 ) . El oro
le presta u n a b ate m ín im a al c o m e rc io d el país, rep resen tan do
en tre u n a cu arta y u n a quinta parte d el valor e x p o rta d o hacia fi­
n es del siglo x i x (ver el g ráfico 5 .2 ). El tabaco ob tie n e un auge
a partir d e 18 45 y alcanza u n a participación d el 3 8 % en 1866,
para prácticam en te d esap a recer en la d écad a siguien te; después
d e 18 76 m an tien e un nivel re d u cid o del lo % , q u e se d e b e a las
exp ortacion es de las regiones d e C arm en d e Bolívar y Palmira. l a
exp ortación d e cueros es un volum en p e q u eñ o d e cerca del io %
del total, p e ro d e nuevo le presta algun a estabilidad al com ercio del
país. La q u in a se extraía d e las selvas, d ep red án d o las, y tuvo tam­
bién un p aso fu gaz p o r la econ om ía: alca n zó a ser un 3 0 % d e las
exp o rtacion es en 1882 y u n a d écad a después se había esfum ado.
E l cafe, p o r el con trario , alcanza el 2 0 % d el valor e x p o rta d o en
1880, cultivado en la regió n d e C ú cu ta, y u n a d écad a más tarde
m arcaba el 3 5 % , d o n d e p articipaban Santander, C u n d in am arca y
Tolim a, para alcan zar el 50 % en 19 1 0 y el 70 % en 192 5, una vez
q u e A n tioq uia y los co lo n o s d e sus fron teras hacia el su ro cciden te
se c o m p ro m etiero n a fo n d o con el cultivo. F.l valor d e la e xp o rta ­
ció n se fortalece m ás con e l cultivo d el ban an o, q u e alcanza a ser
en tre 10 y 8 % d e su total en tre 1905 y 1925.
El g ráfico d e las exp o rta cio n es físicas d e café (ver el gráfico
5.3) p erm ite a p recia r q u e la e n o rm e e xp an sió n d el cultivo o cu ­
rrió, en su m ayor parte, d u ran te el siglo x x : en tre 18 73 y 1900
pasó d e 125.000 sacos d e f>o kilos a 500.000, cu a tro veces el pe­
q u e ñ o valor in icial, p e to en tre 1900 y 19 2 5 alca n zó 3.200.000 de
sacos, m ultiplicán d ose casi 7 veces. La diferen cia en la velocidad
d e la exp an sión se exp lica p o r la relaciones d e servidu m bre d e la
regió n cen tral, q u e dificultaban con tratar nuevos arrendatarios.
106
I.% IV O IL C IÚ N i r X t K Ú M i a OC
1886 190
A
) Y LAS C O N M C IO N K f POLITICAS
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G rá fic o 5.1
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G rá fic o 5 .2
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con tra las m ás igualitarias y libres d e la zo n a d e colo n iza ción antioqu eñ a, q u e com p artían trabajo fam iliar y trabajo asalariado. Los
cam pesinos y trabajadores d el ca fé d el o ccid e n te lo graro n alcan ­
zar altas produ ctivid ad es en tierras inclinadas d e n o m u y buena
calidad, ocu p adas p o r granjas en las q u e se co m b in ab a el ca fé con
el so m b río d el p látan o y d e á rbo les frutales, en red ad as c o n el frijol
107
N u ev a i u h i u i a h x w Ou
G ráfico 5.3
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Co co m m a
Fxportac ione* anuales d e c a fé, 1875-1934
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y com hinadas c o n cultivos d e p ancoger, co m p lem en tad o s c o n la
cría d c m arranos y gallinas.
Las políticas aran celarias reveladas p o r el peso do la tarifa en
el valor d c las im p ortacion es m uestran cierta m o d eració n hasta
1870, p u es se m an tienen p o r d e b a jo d el 30 % ; inclu so bajo gobier­
nos liberales ascien den , p orq u e está p rim ero la viabilidad fiscal
q u e el a p eg o al cre d o librecam bista. A pesar d e q u e la R egen era­
ció n hizo reform as al a ran cel y se p ro cla m ó proteccion ista, logran­
d o c o n e llo el ap oyo de los artesanos, lo q u e se d a en la práctica es
una erosión d el a ran cel, p o r la cre cie n te in flación . La verdadera
alza d el aran cel co rresp o n d e a la adm in istración Reyes, en el siglo
x x , cu a n d o alcanza el 5 0 % d el valor d e las im portacion es. Pero
n o se trataba d e p ro teccion ism o sin o d e la ú nica fu e n te fiscal con
q u e con taba el G o b ie rn o , q u e n o p od ía recu rrir al con sen so d c
los ricos para q u e pagaran im puestos directos ni con taba con la
an u en cia d e la so cied ad para en tregarle parte d e sus excedentes:
le faltaba legitim idad y fuerza para im p o n er la tribu lación sobre
un país cuyas instituciones dem ocráticas eran bastante precarias.
El sistema financiero y el Banco Nacional
El sistema fin a n ciero q u e h abía en la N ueva G ran ada estaba m o­
n o p o lizad o p o r la Iglesia, q u e prestaba al 5 % an u al sobre bienes
raíces, q u e qu ed ab an h ip o tecad o s o cen sados. Era un sistem a ra-
I a í w h w > ó « i u o m ó m iC a ii». iR ftft a 1 9 0 5 v 1a * c o * i h « : i o n » * n i i J i i c m
P H «K IN ir M lV MOMRM»
cion ad o cuyos d ie n te s eran escasos. C o lm en a res observaba q u e el
sistema venía fu n cio n an d o m al, en la m edid a en q u e la eco n o m ía
languid ecía y los terraten ientes n o p od ían p agar siquiera los in ­
tereses q u e les co b rab a el c le r o (C o lm en ares 19 7 5 ). C o n la liqu i­
dación d e los b ien es d e m an os m uertas en 1864, se disuelve esta
arcaica institución d e créd ito , para abrirle cam p o a un secto r fi­
nan ciero privado. En 1870 se a p ro b ó u n a legislación b a n ca d a q u e
adoptó el m o d e lo d e la ban ca libre, co rrien te en Estados U nidos
y en Escocia. C onsistía en q u e los ban co s privados pod ían em itir
billetes, respaldados p o r sus reservas d e plata y o ro , q u e debían
manejar c o n p ru d en cia para garantizar q u e to d o el q u e quisiera
podía cam b iar los billetes p o r m o n ed a m etálica. S urgieron num e­
rosos ban co s en B ogo tá. M cd cllín y C artagen a, q u e perm itieron
una am pliación d el c ré d ito y el su rg im ien to d e u n a acu m ulación
de capital d e m ayor v o lu m en , au n q u e fu ero n p o r lo g en eral es­
tablecim ientos p eq u eñ os q u e n o alcanzaron u n a con so lidació n
c o m o ban cos c o n filiales en todas las ciud ades d e l país. D urante
el p rim er g o b ie rn o d e Rafael N ú ñ e z se c re ó el B an co N acional,
que co m e n zó a o p e ra r en 1880, d e n tro d el esq uem a d e la banca
libre, o sea. tam bién em itie n d o billetes co n tra reservas m etálicas y
o b te n ien d o u tilidades norm ales.
Sin e m b a rg o , en 1885 el G o b ie rn o le o to rg ó al B an co N acional
el m o n o p o lio d e la em isión d e billetes, ap un talad o e n la norm a
del curso m o n etario forzoso, q u e con vertía en d e lito el 110 a ce p ­
tarlos p o r su valor n om inal, d esligad o a h o ra d el c o n te n id o metá­
lico q u e d e cían te n er los billetes. El B an co e ra in d ep en d ien te en
su d iseñ o institucional, y al S ecretario d e H acien da se le prohibía
asistir a su Jun ta Directiva. Sin e m b a rg o , sus com prom isos d e em i­
sión m o d erad a n o fu ero n creíbles, en especial el d e n o superar
el lím ite d e los 12 m illon es d e pesos, q u e era en ese e n to n ce s el
presupuesto público.
El ban co oficial n o tenía d e n tro de sus fun cion es ejercer d e ban­
co d e bancos, o sea, com p lem en tar y apoyar la op eración d e los
bancos privados, proveer la liqu idez q u e requería la econom ía, ni
proteger al sistema d e crisis financieras. S u función fundam ental
era ser sim plem ente agente fiscal; su em isión d e billetes se convir­
tió en una fu en te im portante d e la finan ciación d el déficit d e los
gobiern os conservadores, prestándole al Estado a lgo m ásale fuerza,
N u e v a H M in a iA U O k d H K U OC C ú U W U t
p e ro aten tan d o crecien tem en te con tra la estabilidad d e precios y
d e la propia acum ulación privada d e capital.
H acia 1894 era evid en te q u e el B an co N acion al se habla so­
brep asado sistem áticam ente en sus a n u n cio s pú blicos d e em isión,
lo cual se m anifestó en el d e te rio ro d e la tasa d e cam b io d el peso
y en la c re cie n te in flación. S e 1c acusó e n to n ce s d e estar hacien­
d o em ision es clandestinas, y el (Congreso p ro ce d ió a clausurarlo
tras revelacion es d e q u e el S ecretario d e H acien da sí asistía a la
Jun ta D irectiva d e la en tidad. Sin em bargo, la T esorería con tin u ó
e m itien d o billetes c o n el lo g o tip o d el B an co N acion al, y c o n ellos
fin an ció la gu e rra d e los M il Días, cau san d o e n to n ce s hipcrinflac io n es d e ran gos d el 40 0 % en 1900 y 3 30 % e n 1902. A l final d e la
gu erra, qu ed ab an sólo 12 ban cos d e los 42 q u e llegaron a existir,
lo q u e su gería q u e la bu rguesía liberal se h abía d e b ilitad o sustanc ialm cn te d u ran te la R egen eración .
La búsqueda de un orden centralizado:
la Constitución de 1886
Es n otorio q u e el pobre com portam ien to e co n ó m ico d e C olom bia
en el siglo x i x está asociado c o n la anarquía política y con las gu e­
rras civiles. P o r contraste, en el siglo siguiente C olom b ia d io un vuel­
c o notable en sus instituciones, q u e le perm itieron o b ten er un cre­
cim ien to e co n ó m ic o sosten id o. P ero in clu so antes d e eso, com o
se ha visto, se fu ero n co n stru yen d o tortuosam ente instituciones
p olíticas y eco n ó m icas m odern as, y se elim in aron m uchas d e las
barreras q u e habían sido legadas p o r la do m in ació n co lo n ia l, algo
q u e se d e b ió , en lo fun dam ental, a los reform istas liberales d e m e­
diados del siglo x ix .
Los radicales liberales, sin em bargo, in frin gieron do s c o n d icio ­
n es necesarias para el d esarrollo e co n ó m ic o d e largo plazo: ins­
taurar el o rd en p o lítico y establecer un m e rcad o in te rn o libre de
barreras. F u ero n en ton ces las visiones conservadoras las q u e reimp u sicron segu rid ad y o rd en a la con fed era ción , abolién d o la, para
dar lu gar a u n a R ep úb lica unitaria. El m ejor d e sem p eñ o d el siglo
x x . a su vez. está m arcado p o r co n d icio n es políticas relativam ente
estables q u e le d ie ro n aire al cre cim ien to e co n ó m ic o m odern o,
110
»$96
5
I-A e w > i .i ; o A n IC O M Ó M IC a DK
A l^ o » , Y l A C O K IH C IO S M POI ÍTTCA
P »l.C liM lM lO (T O m o o iu m o
5
e n ten d id o ro m o a q u e l q u e o c u rre en form a co n tin u a en el largo
plazo.
1.0* liberales se alzaron en 18 85, h icie ro n la gu e rra y fueron
derrotad os p o r el g o b ie rn o d e N ú ñ ez, q u e p ro ce d ió a declarar
e xtin g u id a la C on stitu ció n d e 1863 y a co n vo ca r u n a A sam blea
C onstituyente. E n ésta escasearon los represen tan tes d el Partido
lib e r a l, lo q u e d e n uevo le restaría con sen so y legitim idad a la
nueva con stitució n . La soberan ía d el Estado n o partía d e los o tro ­
ra estados soberanos, sin o q u e -resid e esencial y exclusivam en te
en la Nación» (A rtículo 2). P artien d o d e este c o n ce p to m o derado ,
su rgido d e la C on stitu ción d e C ád iz en 1 8 12 , C aro lo g ró derivar
un o rigen d ivin o d el p o d e r p o lítico al h acerle d e c ir a la C a n a en
su A rtícu lo 28: «La R eligión C atólica, A postólica, Rom ana, es la
d e la N ación; los Poderes p ú blicos la p ro tegerán y harán q u e sea
respetada c o m o esencial e le m e n to d el o rd e n social». D e esta m a­
nera. se liqu id ó la idea d e so beran ía popular, q u e e x ig e recu rrir al
p u eb lo para q u e exp rese la volu n tad p ú b lica y q u e su interés sea
d e fe n d id o p o r a qu ello s e n qu ien es d e le g a su poder, sien d o reem ­
plazada p o r las n o cio n e s d e auto rid ad ilim itada derivada d e Dios,
exp resad a e n tina presidencia im perial a la q u e d eb ía n total ob e­
d ien cia todos los ciud adan os, q u e m ás bien volvían a ser súbitos.
El m o n o p o lio religioso fu e a co m p añ a d o tam bién d e u n m on o­
p o lio p o lítico c o n ce n tra d o en u n a Presiden cia m uy fuerte, cuyo
p e río d o era d e 6 años, con reelecció n , transcurrido un p eríod o.
El presidente era e le g id o in directam ente p o r ciudadan bs c o n re­
quisitos d e alfabetism o, renta anual d e 500 pesos o pro p ied ad d e
$1.500. El p o d e r regio n al q u ed ab a abatido, p u es e l 'presidente
n om braba y separaba lib rem en te a los g o b ern ad o res, y éstos a los
alcaldes. El presidente n om braba a los m agistrados (yitalicios) de
la C o rte Suprem a y d e los tribunales superiores, d e tem a s presen­
tadas p o r la p ro p ia C orte Sup rem a. Se nom braban ju e c e s de escru­
tin io electoral, q u e actuaron a favor d e l G o b ie rn o , cerra n d o así
las vías e lecto rales a la op o sición , lo q u e incitaría al P artido I-ibe­
ra! a recu rrir a do s nuevas gu erras civiles (en 18 95 y t8t)<)-i<)02).
En g en eral, la C on stitu ció n lim itó fu ertem en te los d e re ch o s indi­
viduales, y los p ocos q u e qu ed ab an p o d ían ser abolidos, p u es el
G o b ie rn o p od ía re cu rrir al estado d e sitio y a la suspensión d e las
garantías individuales cad a vez q u e lo con sid erara necesario.
111
N n v » H n l n k l A (C O N O tU C A M
La (lim a ra d e R epresen tantes ten ía un p e río d o d e cu a tro años,
m ientras q u e el sen ad o d e seis añ o s era e le g id o p o r las asam bleas
departam entales. El Legislativo era m uy débil: só lo se pod ía reunir
c u a tro m eses cada do s años. L a C o rte S u p rem a vitalicia fue em ­
pacada d e con servad ores, d a n d o tina señ al d e q u e los sesgos del
sistem a ju d icia l n o iban a m odificarse e n m u ch o tiem p o. D e esta
m anera, n o había división en tre los tres p od eres, q u e se balancean
en tre sí, p u es el Legislativo y el Judicial carecían d e la in d e p en ­
d e n cia y la fuerza q u e p u dieran n eu tralizar los abusos d el p od er
ejecutivo: tam p oco existía división geo g rá fica d el poder, al abolir
las eleccion es d e go b e rn ad o res y alcaldes.
U n e lem en to im p ortan te d e la C on stitu ción q u e c o n tin u ó con
u n a tradición liberal fu e la defen sa d el prin cip io de p ro p ied ad
privada. Existía p ro te cció n d e los con tratos privados (A rtículo
3 1 ) , p e ro el interés privado d e b ía som eterse al interés público,
e n caso d e con flicto , d o n d e «las e xp ro p ia cio n es q u e sea p reciso
h a c e r req u ieren plena in dem n ización» . Sin c m b a ig o , el B anco
N acional, al em itir en exce so , vu ln eró los con tratos q u e hacían los
a gentes en tre sí y con el Estado, al restar valor d e m anera arbitra­
ria a los activos q u e se in tercam biaban , e n especial a los ahorros
d el p ú blico, algo q u e a C a ro lo ten ía sin cu id ad o , c o m o lo revela
la siguien te afirm ación suya: «La sobrevaluación d e la m o n ed a es
prerrogativa d el so b eran o, sólo q u e p u gn a con p reocu p acion es
arraigadas» (C a ro 195G, 59).
N ú ñ ez e n ten d ió bien q u e el país necesitaba segu rid ad y orden .
La cen tralización em p ren d id a p o r él d io pie a u n F jército n acio­
nal fuerte q u e lim itó la sed ición region al y nacional, prestándole
m ayor legitim idad al Estado. O tra tarea fu n d am en tal exigid a por
el d esarrollo d e la rgo plazo del país fue establecer un m ercad o in­
tern o sin aduan as in teriores, q u e se ob tu vo a b o lie n d o la soberan ía
d e los otrora nueve gran des estados. La R ep úb lica tuvo tam bién
u n a regla d e sucesión clara p e ro sesgada a favor d el p artid o en
el poder, c o n serios p roblem as en los d e re ch o s d e la oposición ,
c o m o vetos a la p a rticip ación liberal en el C o n g reso y m anipula­
ció n electoral. l a caren cia d e división y ro tació n d el p o d e r c o n v
trnía un régim en escasam ente d em o crático y, d e varias m aneras,
op u esto al cre cim ien to e co n ó m ic o d e la rgo plazo.
L a r v n u ic iú K I£ ü n O m ic a c t
a 1 9 0 5 1 la s c o n d ic io m » p w ít u a »
M i. C * L C lM t * m o M O W K h ú
En los tem as sociales, la R e gen eració n a d o p tó una visión cristia­
na para e n fre n ta r la p o b re za m edian te la caridad: la salud y la e d u ­
cación pú blicas d eb ía n ser atend idas p o r la Iglesia c o n lim osnas
y unas escasas transferencias del G o b ie rn o cen tral. l a edu cación
prim aria se d e claró gratuita p e ro n o ob ligatoria, co n tra la visión
liberal d e unlversalizarla, m ientras q u e su c o n te n id o d eb ía estar
acorde c o n la fe religiosa, lo q u e d e en trada im p ed ía la enseñan za
de la bio logía m o d ern a y d e las cien cias sociales.
Se gestó así un Estado m uy p e q u eñ o q u e n o tenía por q u e in­
miscuirse en los temas sociales ni co b rar im puestos para financiar
la e d u cació n , y m enos la salud. A un si el país requ ería centralism o,
sus excesos le restaron legitim idad a la tributación, en la m edida en
que alejaba al con tribuyen te d e las decisiones d e cu á n to debía pa­
g a r y có m o se gastaban los fon do s públicos. Los encargados d e gas­
tar n o tenían con tro les para im pedir q u e los fun cio n ario s hicieran
tratos corruptos. Los aran celes y e l im puesto in flacion ario sum ie­
ron al ciu d ad an o en la m ás p ro fu n da inconscien cia sobre quién
pagaba p o r el Estado, q u e eran los con sum idores de im portaciones
y n o los hom bres ricos d el país. El Estado a p arece así c o m o padre
m ilagroso al q u e se le im plora p o r sus favores y n o co m o resultado
terrenal d e los im puestos aportados p o r los ciudadanos.
En balance, las políticas m onetarias y financieras d e la R egen e­
ración frenaron e l surgim iento d e u n a burguesía liberal y d e un sis­
tema fin an ciero q u e apalancara el d esarrollo eco n ó m ico. «La em i­
sión d e papel es u n recurso especialísim o. gratuito» (C^aro 1956,
5 9), rep etía C aro. La pregunta: *¿Es la m on ed a blanda u n atajo
para el desarrollo económ ico?» h a co n fu n d id o a econom istas con ­
tem poráneos q u e d escu briero n en C aro a u n Keynes prccapitalista.
En realidad, el desarrollo e co n ó m ico surge d e varios requisitos: un
sistema p o lítico q u e garan tice escenarios d e n egociación pacífica
d e intereses, 1111 m ercad o d e trabajo libre, el a h o rro y la inversión,
interm ediados p o r un sistema finan ciero p ro fu n d o, d erech o s de
p ropied ad justos, existencia d e ju su c ia in dep en d ien te, educación
universal q u e perm ita la absorción d e la cien cia y la técnica y, no
m enos, m o n ed a sana. T odas las evidencias em píricas m uestran que
el crédito n o cre ció — e inclu so se paralizó en esta fase— , q u e m u­
chos bancos se liquidaron y q u e la crecien te in flación fu e un fren o
para el crecim ien to e co n ó m ic o (O ca m p o 19 9 4 ).
-
N i « « n itT O k iA i c n M u i u w
C o io m b ia
A M iguel S am p er n o se 1c escapaban lo s e fectos d e la in flación
p ro p iciad a p o r la em isión d e p apel m oneda: en 1898 escribía q u e
«las prim eras víctim as d e la catástrofe son los du eñ o s d e todos
aquellos capitales con fiad o s al créd ito , q u e se en tregaron en m o­
nedas d e valor efectivo y se devuelven en papel m on ed a, con una
reducción más o m enos con siderable a su valor. T o d o n eg o cio pasa
a ser fun dam entalm en te aleatorio, y el vasto y fec u n d o cam p o de
la industria y d e sus cam bios, un terren o d e cóm b ale, en el cual la
bu en a fe, el candor, la lealtad lu chan en van o c o n la codicia y la as­
tucia, q u e sin e scrú p u lo arrebatan la presa q u e se les en trega para
d evorarla- (Sam p er 1969, 144).
Claro p reten dió im ponerles im puestos a las exportacion es d e café
en 1895, algo q u e unificó en su contra a los terratenientes d e Cúcuta. C u n d in am arca y T olim a c o n los cafeteros m edianos, com er­
ciantes y ban qu eros d e A m io q u ia. Éste fu e el prin cip io d el fin de
la R egen eración , q u e sería rem plazada después d e la gu erra civil
p o r u n a alianza region al y p olítica q u e lim aría los aspectos más
corrosivos d e la C on stitu ción d e 1886, to rn án d ola en u n a buena
carta d e navegación para la paz p olítica y el cre cim ien to eco n ó m i­
c o m o d e rn o q u e alca n zó C o lo m b ia en el siglo x x .
Transición ai cncimiento moderno
C olom b ia iniciaba el siglo x x arruinada, con hiperinflación , aislada
del m undo, y con la cruen ta guerra civil que d ejó 1111 país sin su
más rica provincia d e Panam á, la cual se separó e n 1903. 1.a Consü m ción conservadora q u e se im puso después d e la gu erra civil de
1885 fu e pugnaz con tra la oposición política, a la q u e le im pid ió el
acceso al C on greso, y cuyos líderes fueron a prisión, al destierro, o
m urieron fusilados en algun os casos. La regla electoral bajo la cual
actu aron los partid os p olíticos du ran te la R egen eración fu e la mayoritaria, o sea. «el ga n ad o r tom a todo», lo cual, d e n tro d e un
régim en m uy cen tralizado, lanzaba al p e rd e d o r a la sed ició n (Mazzu ca y R obinson 200O). Incluso regio n es c o n h e ge m o n ía liberal,
c o m o Santander, eran regidas p o r go b e rn a d o res y alcaldes conser­
vadores, m ientras q u e en tre 1886 y 18 99 só lo fu ero n eleg id o s do s
representantes liberales al C o n greso . Rajo esas reglas d e ju e g o se
114
L a n t t i t c i ó n ic o m ó m i c a f * »
«905 v u t c o m o io o n h r o i l n c u
M I CftKCJM ItCTO M O O fliV «»
gen erab an , p o r un lado, in su rgen cia y, p o r e l o tro , represión , sien­
d o claro tam bién q u e el co n flic to afectaría m uy negativam ente el
cre cim ien to e co n ó m ico.
Panam á era el p u en te co m ercia l en tre el oeste y el este d e Esta­
dos U n idos y recibía a m iles d e em presarios y trabajadores d e to d o
el m u n d o, q u e p rofesaban los más diversos credos. P anam á era un
estado em in en tem en te liberal y se h abía resen tid o p o rq u e el e v
qu em a d el canal in te ro ce án ico fin an ciad o p o r los fran ceses había
fracasado. La con strucción d el can al se dificultaba, adem ás, p o r la
en d ém ica inestabilidad política. C u a n d o los d irigen tes panam e­
ños con firm aron con con stern ació n q u e los con servad ores habían
ga n ad o d e n uevo otra gu e rra civil, lo m aron la decisión d e separar­
se d e un g o b ie rn o con fesio n al y anticosm op olita. y con taron con
el ap o yo n orteam erica n o para con stru ir su can al. A d o lfo M eisel
ha com p a ra d o el d esarrollo d e P anam á c o n el d e los dep artam en ­
tos colo m b ia n os d e la C osta A tlán tica, y su con clu sió n es q u e con
la sep aració n el in greso p e r cápita d e Panam á se elev ó m uy p o r
en cim a d e l d e su sím il regio n al d e C olo m b ia. S egún Meisel:
En 1903. la provincia de Panamá no era muy diferente del res­
to del Carilie colombiano en cuanto a sus niveles de desarrollo
económico y, además, cía similar en sus estructuras sociales y en su
cultura. Sin embargo. 105 años después, de acuerdo con las cifras
del Banco Mundial, el ingreso nacional per cápita de Panamá en
2007 superó al de la Costa Caribe colombiana en 154% . •'
Es casi imposible que Panamá tuviera hoy el nivel de desarrollo
que tiene si fuera uno más de los departamentos colombianos. I.o
más probable es que. al igual que los actuales siete departamentos
del Caribe continental colombiano, su ingreso per cápita estuviera
por delxijo del promedio nacional, y en una cifra sustancial. Algo
debe haber pasado, el que todos los presidentes que ha tenido
desde 1903 son panameños, el que en su capital se concentran
las principales oñeinas públicas y que los beneficios que recibie­
ron del canal no se fueron para otro lado. Todo esto, a pesar de
que con mucha razón en 1977 el senador norteamericano Samuel
Ilayakawa haya reconocido sobre Panamá: «...we stole it fair and
square*. (Meisel 2008b)
115
N t l V A M UTUKIA ECONÓMICA OC C o tO M B IA
Esta aseveración d e M eisel d e lo q u e p o d ría h aber sucedido
p u ed e cuestionarse, en el sen tid o d e q u e el can al era u n activo
e n o rm e para su p ob lació n , y q u e si C o lo m b ia h u biera logrado
con struirlo h u b iera con vertido a Panam á e n una provincia m uy
rica d el país, c o m o ya lo e ra después d e 18 53, c u a n d o fu n cio n ó el
ferrocarril en tre ciu d ad d e Panam á y C^olón, a u n q u e ciertam en te
h u biera cap tu rad o só lo u n a parte d el e xc e d e n te g e n era d o p o r el
canal para el gasto p ú b lico regional.
La gu erra d e los M il D ías (18 9 9 -19 0 2 ) h abía a n iq u ila d o el 4 %
de la p ob lació n m asculina del país, 90.000 hom b res, y había pa­
ralizado a l país p o r casi cu a tro años; e n ciertas region es, había
d estru ido m u ch a d e la riq ueza a grícola , d e sem ovientes e in fraes­
tructuras,, q u e en verdad eran escasas.
<Qué im pacto tuvieron los cam b ios d e reglas d e ju e g o sin con ­
senso, las gu erras y la arbitrariedad d e las políticas financieras? A
lo la rgo d el siglo XIX , el c re cim ien to e co n ó m ic o h abía sido m uy
p ob re. L o q u e se ga n ó en el a u g e d e 1850-1885 se h abía perdi­
d o al co m e n za r e l siglo x x , p o r la inestabilidad con stitucional, las
guerras y un d e te rio ro d e los térm inos d e in tercam bio d e l país en
la d écad a d e los noventa. El p i u p o r habitante c re ció só lo al 0,1 %
a n u al, xa veces m en os q u e el resultado du ran te el siglo x x (ver la
tabla 5 .1 ).
C o n relación a Estados U n idos, el p i b p o r h abitan te d e C olo m ­
bia era un 3 9 % en 1800. un 19 % en 1850.1111 1 3 % en 19 13 , p ero
d esco n tó al final d el siglo x x . cu a n d o fu e un 2 3 % . Los otro s países
la b ia 5.1
« 8 p o r habitante c u a lg u tu t « o n o m ú « d el N u e v o M u n d o
(en dolare* de 1985)
r a í*
1H4XI
1850
1913
1989
C o k x rW a
312
262
652
4 .10 0
A/gcnOna
n. d
874
2 ,377
6.093
Brasil
738
901
700
4.241
M ¿ * lc o
450
317
1.104
4 .17 0
(s u d e n U ro d o »
«0 7
1.394
4-854
17.S76
C h ile
n . d.
4B4
1.685
5.355
f u o > le f f t $ 9 n u n y S o tx fo A 1 1 9 9 ». J I 0 I .
C c t o n & o l o » c l k u k » <4* 1IKW y 1 *50 to n m
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' 9 1 J « d i C o J i w x l h (199#fc l < » m u l u d o t r i» I n j n m i n y V Jc o W Y [ . m I W > n o » p m « n c t l i a t o » . v
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I m prcfxm :a e ra n n - l m C o k m l i ú . A f g t il l if u y V M x k o d e 19 9 2
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latinoam ericanos d e la Cabla 5.1 m uestran u n d esarrollo m ás rápi­
do q u e el de C o lo m b ia, esp ecialm en te a la altura d e 18 50, cu a n d o
Argentina ten ía un in greso p o r h abitan te 3,3 veces superior, Brasil
algo similar, y C h ile d u p licab a el nivel colo m b ian o. C o lo m b ia esta­
ba cercan a a M éxico en 1850, q u e h abía su frido intensas guerras
civiles y do s invasiones externas, p e ro c o n el p o r fin a to n os deja
atrás a prin cip ios d el siglo x x . A lo la rgo d el tiem p o. las diferen ­
cias en tre los países latin oam erican os se exp lican p o r la entrada
más tem p ran a al m e rcad o m u n dial, p e ro du ran te el siglo x x las
diferencias dism inuyen, su girien d o q u e la h e ren cia co lo n ia l es un
lastre para el cre cim ien to e co n ó m ic o p ro fu n d o d e todas las ex
colonias ibéricas (Kalmanovitz. 2006).
A l term inar la gu erra d e los M il D ías se g e n e ró un e n o rm e cam ­
bio estructural q u e transform ó un país con flictivo d e hacien das y
cam pesinos en o tro u rban o e industrial. El d esarrollo e co n ó m ico
lo grado c o n base en la in serción en la e co n o m ía m undial se ex­
presaba en los relativos avances d e u n a ciu d ad c o m o B ogo tá en los
años o ch en ta del siglo x tx :
Hay que reconocer piogresos evidente» en la arquitectura. Dase
a los ediñeios aspecto simétrico y elegante, a los cimientos sólidos
mayor atención, mejorándose lux materiales, y se perfeccionan las
obras de cantería, alfarería, albañilcría, carpintería, ornamenta­
ción interior. El ladrillo y la piedra reemplazan en las paredes el
adobe y la tapia pisada, con lo que el edificio de tres pisos ya no
inspira temores. En el interior tenemos ya el alumbrado por gas,
el agua en todos los piso«, la campana eléctrica y el pavimento de
madera, que sustituye el ladrillo cubierto con la estera de esparto.
(Samper 1969. 145)
U nas in stitucion es políticas y legales centralizadas a dqu irieron
n ueva vida, se to m a ro n m ás tolerantes, las élites aco rd a ro n unas
reglas d e particip ación p olítica a p ela n d o al voto universal y apoya­
ron el d esarrollo capitalista, q u e finalm en te d esp eg ó para C o lo m ­
bia, desp ués d e un siglo p rácticam en te p erd id o. H u b o co m p ro m i­
sos d e Estado d e respetar la op o sición política, o to rg á n d o le una
parte d el p od er; d e n o utilizar im puestos con fiscatorios y d e no
abusar d e la em isión in flacion aria, to d o lo cual, sum ado, sen tó las
N u #v a H u m m .% i c o n ó m i c a d i C o l o m b i a
•r*.
c o n d icio n e s d e paz y con fian /a necesarias para desatar la acum u­
lación privada d e cap ital en el país.
B . I.A S P R IM E R A S D É C A D A S D E L S I G L O X X i
U S C O N D IC IO N E S D E L C R E C IM IE N T O E C O N Ó M IC O M O D E R N O
l/ t rrfirrma política
Las reform as con stitucionales q u e op era ro n para cam b iarle el ca­
rá cter fun dam ental a la C arta d e 1886 fu ero n puestas a prueba
d u ra n te la adm inistración d e Rafael Reyes (190 4 -19 0 9 ). Reyes fue
e sco g id o c o m o can d id ato d e u n a am plia coa lició n , precisam ente
p o r n o h aber p a rticip ad o en la co n tie n d a y p o r ten er una visión
d e em p resario m o d ern o, ansioso d e v er p ro gresar a la sociedad
colom bian a. Su talante c o n cilia d o r se m an ifestó p rim ero c o n una
regla p olítica im provisada, q u e consisu'a en otorgar un tercio d e su
ga b in ete a los liberales más paciñstas, lo cual le p restó credibilidad
a su in ten ción d e lo gra r u n a paz p erdu rable. En 1905 Reyes puso
en desband ad a al C o n g reso con servad or y a n u n ció una A sam blea
C on stitu yen te ad hoc, q u e im p lem en to la nueva regla, el «voto in­
com p leto » , q u e fu e a p licad a e n las eleccion es parlam entarias en
sim ilar p ro p orció n : 1 / 3 para la m in o ría, 2 / 3 para la m ayoría. El
Partido L iberal h abía e x ig id o du ran te la gu e rra su participación li­
m itada en el G o b ie rn o , e l cual d esd eñ ó dich a ex ig en cia d e m ane­
ra sectaria: en la n ueva situación , e l Partido L iberal e n ten d ió que
p articipan do en las e leccio n es gan ab a una represen tació n apreciab le y, m ás aú n , q u e si e l P arü d o C on serva d o r se dividía, com o
en e fe cto o cu rriría en 19 2 9 , ten d ría u n a verd ad era oportun idad
d e e jerce r el p o d e r presidencial.
La gestión d e Reyes fu e bastante controversial p e ro progresiva
en fin d e cuentas, con cen trad a en la recon stru cción d el país, la eli­
m inación d e bu en a parte d el e xce so d e m edios de p a g o impresos
p o r el G o b ie rn o du ran te la gu erra d e los M il Días, u n plan d e con s­
tru cció n d e infraestructuras (q u e in clu yeron carreteras para el in­
cip ien te autom óvil y e l cam ió n d e carga, electricid ad , acueductos
y alcantarillas) y servicios m uy racion ad os e n las pocas ciudades
del país. D uran te los c in c o años d e su g o b ie rn o se fom en taron
118
L a n o u i c i á N e c o n ó m ic a w
i
886 9
a » » } r l a » c o N m r K iN fk in m ít ic a »
DCL CfttC IM tC K TO M U M K N Ú
algunas industrias — en tre ellas, la C olo m b ian a d e Tejidos, lu eg o
C oltcjer, y C e m e n to s S am per— , a la vez q u e se con so lid aro n otras.
Se c o n ce d ie ro n subsidios a la exp o rta ció n y se bu scó equ ilibrar la
balanza com ercial, para lo cual d e c re tó una serie d e m edidas pro­
teccionistas, c o m o tam bién u n im p u esto al con su m o d e l tabaco.
Reyes tam bién in ten tó atraer la inversión extranjera, im itan d o
a la U n ited F m it C o m p an y a p ro d u cir b a n an o en la región de
Santa M arta, al tiem p o q u e com en zaron a e n tra r firm as p etro le­
ras a h a cer prospectiva. El m o d e lo q u e Reyes qu ería im itar era el
del régim en m odern ista con servad or d e P o rfirio D íaz, d e M éxico,
q u e ya llevaba 25 años en el p o d e r y h abía lo gra d o d o ta r a l país de
un o rd e n arbitrario p e ro estable, había con stru id o una red ferro­
viaria m o d ern a y favoreció u n ráp id o d esarrollo e co n ó m ic o . En
1909 Reyes volvió a organ izar u n a .Asamblea C on stitu yen te, con
el fin d e p erpetu arse d e m an era in d efin id a en el poder, p e ro el
rechazo d e todos los partidos y faccio n es lo llevó a a b an d on ar la
Presidencia.
El co m p rom iso d e los con servad ores rep u blican os q u e organi­
zaron el rech a zo a la A sam blea con stitucional, ju n to c o n los libe­
rales, consistió e n com p a rtir el p o d e r para disipar el faccionalism o, la sed ición y la rep resión gu bern am en tal, co m p rom iso q u e
se to m ó c re íb le y p erm a n en te c o n las reform as con stitucionales
que se lo graro n ap ro b ar en 191 o . c u a n d o el g o b ie rn o d e la U nión
R epublicana d e C arlos E. R estrepo co n vo có u n a A sam blea C on sti­
tuyente pluralista para reforzar en e l tiem p o la nueva regla e le c to ­
ral q u e perm itía com p a rtir el p oder. El carácter bipartidista d e las
reform as sign ificó q u e un serio con sen so las respaldaba, lo cual le
prestó legitim idad y p erm an en cia a la C on stitu ción así reform ada,
hasta su d e ro ga ció n e n 19 9 1.
Las reform as d e 19 1 0 a la C on stitu ción d e 1886 fu ero n en ver­
dad d e alta ciru gía, a lg o d e lo cual se tien e p oca c o n cien cia en el
país: se in tro d u jo la e lecció n p op u la r sin c o n d icio n e s d e rique­
za o alfabetism o para todas las ju stas electo rales, a b a n d on an d o
su elec c ió n in directa, q u e h abía sid o am añ ada p o r los go biern os
conservadores; se a co rtó el p e rio d o d e presidente y sen ad ores de
6 a 4 años, claro g o lp e co n tra la p residen cia im perial q u e había
im puesto C aro . En térm inos gen erales, se d eb ilitó el p o d e r ejccu-
119
N u tv *
i c d n ó m i c a d i C o l o m b ia
tivo y se fortaleció el Legislativo, q u e pod ía fu n cio n ar anualm ente
sin ser co n vo ca d o p o r el presidente. FJ (Congreso tam bién hacía el
c o n tro l p o lítico d e la C on stitu ció n , q u e n o p o d ía ser incum plida
p o r el Ejecutivo, c o m o se le perm itía h a c er en la d e 1 886; m ás im­
p ortante aú n , el C o n greso seleccio n ab a los m iem bros d e la C orte
S u p rem a d e Justicia, q u e había sido fu n ció n presidencial anterior­
m ente. D e esta m an era, tam bién el sistem a d e ju sticia se fortaleció
y se volvió más in d e p en d ien te d e la Presidencia. F.I sistem a e le c to ­
ral d e p e n d ió d e a q u í en a d elan te d e un p o d e r ju d icia l más autó­
n om o, trazó reglas c o n tia el frau d e y a d o p tó finalm en te una pro­
puesta deM iberal Rafael L'ribe U rib e, d e q u e la N ación expid iera
u n a c éd u la d e ciu d ad an ía c o m o d o cu m e n to básico e lecto ral, lo
cual habí» sido fu n ció n d e los partidos, c o n to d o el riesgo moral
q u e im plicaba en el m o m en to d e llevar a c a b o las eleccion es.
En balance, se p u ed e afirm ar lo q u e C h risto p h er A b e l señala
con precisión:
(...] los republicano« lograron (...) dejar una marca indeleble
en la política colombiana: revivieron c institucionalizaron la prác­
tica de acomodar los par tidos de oposición y demostraron que con
el apoyo unido de la clase alta un sistema presidencial-congiesional es una garantía contra la tiranía individua] y faccional. (Alxd
1987, ao)
La reforma de las funciones económicas del Estado
La tarea m on etaria fun dam ental d e los distintos go biern os, a par­
tir d el d e Rafael Reyes, con sistió en re c o g e r el e xce so d e circulan ­
te em itid o p o r la T esorería d u ran te los años d e la gu e rra y ejecutar
u n a política dracon ian a, c o n algun as pocas em ision es d e títulos
d e deu d a p ú blica q u e sirvieron d e d in e ro , perm itien d o adem ás
e l uso d e m on edas extranjeras, para a ceitar e l sistem a d e pagos.
Las tasas d e in terés tenían q u e ser e n to n ce s bastante elevadas. La
in flación d esap areció d el país y h u b o en p ro m e d io tasas negativas
e n tre 1905 y 1923. D ada la descon fian za sem brada p o r la e xp e ­
riencia del B an co N acion al du ran te la R egen eración , h u b o que
recu rrir a un árbitro e x tern o para q u e organizara un n u evo ban co
L a e v o i u c r t * ijC jo m ó m ic * o r i $ & b a 1 9 0 5 v l a * ú o k d i o o n d f o i í t u a jí
O IX C ftL C IM ID fT O M O W * W
central, lo c u a l fue en co m en d a d o al p ro fe so r Edwin K cnuncrer,
de la U niversidad do Princeton.
El a rreglo d ip lo m ático d e la tom a d e Panam á p o r Estados U n i­
dos, q u e acep tó p agar u n a in d em n izació n al país d e U S $ 2 5 m illo­
nes en 1 9 2 2 . y la reap ertura del m ercad o in tern acion al d e capi­
tales para el G o b ie rn o , h izo n ecesario cre a r las institucion es para
m anejar la liqu idez d e m an era racional, reorgan izar las cuentas
fiscales c o n transparencia fren te al C on greso, y así p o d e r m onitorear y h o n ra r la d e u d a pública. F ueron cread os, en 1 9 2 3 . el
Banco d e la R epública, c o n el m andato d e co n tro la r la in flación;
la C on trataría G en eral, c o m o tin organism o del p o d e r legislativo
que cuid ara y con tabilizara c o n esm ero el gasto q u e ejecutaran el
go b iern o cen tral y los go b iern o s territoriales, para q u e en efec­
to pudieran ser sujetos d e c ré d ito extern o , y la S u p erin ten d en cia
Ranearía, para q u e garantizara la segu rid ad d e los dep ó sito s del
público.
El B an co d e la R ep úb lica ab rió sus puertas antes d e lo planea­
do, en p len a visita de Kem m erer, p orq u e su rgió una crisis finan­
ciera in tern acion al q u e p ro d u jo la qu iebra d el b a n co colo m b ia­
no privado m ás gran d e d e la é p o c a , el B an co I-ópez. La crisis fue
superada p or la in terven ción del n u evo b a n co cen tral, y p u so de
presente una de las fu n cio n es fun dam entales q u e d eb ía prestar
el n u evo ente: fren ar y salvar crisis financieras, a lg o q u e el B an co
N acional había e vad id o olím p icam en te.
El B a n co d e la R ep úb lica fu e d e fin id o c o m o u n e n te setnipúblico, c o n el G o b ie rn o ap o rtan d o la m itad d e su capital, p e ro con
sólo u n a rep resen tación d e 3 q u e ten ían v o z p e ro n o voto, en una
Junta D irectiva d e 10. D e los otros 7, había 3 ban qu eros, y el resto
e ian represen tan tes d el c o m e rcio y d e la agricultura. Tal com p o si­
ción le prestaba in d ep en d en cia al Em isor frente al G o b ie rn o p ero
se la restaba fren te a intereses privados. Se trataba d e un b a n co de
bancos, prestam ista d e últim a instancia q u e alim entaba la liqu idez
del sistem a fin an ciero m ediante préstam os d e c o rto plazo. E n ca­
sos d e crisis y corridas d e liq u id ez, le d eb ía prestar d in e ro a l siste­
ma en cuan tía su ficien te, au n q u e a tasas crecien tes d e interés. l a
banca privada fu e reorgan izad a, al e xig írscle cuantías de capital
bastante elevadas, lo cual p ro p ició la con cen tra ción y la form ación
de ban cos nacionales. El B an co d e B ogotá, el B an co d c-C olom bia
V i 'i v a M I 'K I « " . i c o * 4 m ic a o í C a i m n i t
y el A lem án A n tio q u c ñ o (qu e se con vertiría e n el B an co C orn ea
cial A n tio q u c ñ o d u ran te la S eg u n d a G u erra M undial) com p raron
los ban cos regio n ales q u e sobrevivieron a la R egen eración y esta­
blecieron coberturas nacionales.
El im p acto d e u n a m ayor y segura liqu idez provista p o r el nue­
v o b a n co sobre las tasas d e in terés fu e su re d u cció n d e niveles
su periores al 1 5 % antes d e »923 a 8 ,5 % , nivel en e l q u e perm a­
n ec ie ro n hasta q u e estalló la crisis d e 1929. 1.a» nuevas institu­
cion es y las organ izacion es co rresp o n d ien tes en traron en vigencia
e n el c o n te x to d e una e co n o m ía en rápida exp an sió n . En efecto,
la e co n o m ía c re ció a una tasa m edia c erca n a al 7 % en tre 1920
y 1929. L o s activos han carios pasaron d e represen tar 12 ,7 % del
p i b e n 192 5 a 2 2 ,1 % d el p i b e n 1929, lo cual a yu dó a apalancar
el desarrollo d e la acu m u lación d e capital, d el con su m o y d e la
con strucción .
El régim en m o n etario c o rresp o n d ió al d e un p atrón o r o regu ­
lado, en el cual el b a n co p o d ía in terven ir en el m ercad o de cam ­
bios para estabilizar la cotización d el peso. En m om en tos e n los
q u e aum en taban las exp o rta cio n es d e café y los go b iern o s lo c a l«
y e l cen tral se en d eu d a b a n en e l e xterio r para adelan tar la red de
ferrocarriles y d e carreteras, la tasa d e cam bios se m ovió relativa­
m en te p o co . A la estabilidad d e la tasa d e in terés y d e los p recios se
sum aba e n ton ces un p eso q u e m an tenía su valor frente al dólar, lo
cual p erm itía u n a flu id ez con sid erab le d e los capitales q u e entra­
ban y salían d e l país, p u d ién d ose p rever razo n ablem en te el curso
fu tu ro d e cad a u n a d e las variables m onetarias y cam biarías.
La expansión aifetsra
A la vez q u e se d io u n a im portan te reform a p olítica q u e perm itió la
con viven cia en tre los dos partidos, en la prim era y segu n d a década
d el siglo X X tuvo lu gar el m ás espectacular cam b io en la estructura
e co n ó m ica d el país, ge n erad o p o r el p oten cial h u m a n o q u e había
c o lo n iza d o la vertiente occid en tal y q u e se v o lcó a la p ro du cción
d e café. F.l sign ificad o e co n ó m ic o d el ca fé fu e en o rm e: g e n e r ó el
más g ran d e e xc e d e n te e co n ó m ic o hasta e n ton ces c o n o c id o e n la
historia d e l país, el cual se e xp resó en divisas q u e sirvieron para
122
La K vo u fo ó * w r m ó M ia d i » W 6 a 1 9 0 5 v i ah oow x cm w m k i i í t i c u
m i € > »x :im »n to m o m iw >
financiar el capital fijo d e la industria q u e ven ía su rg ien d o en Barran quilla, B ogo tá y, sobre to do , M cd ellín . Se con stituyó la base
de un m e rcad o in tern o, dem asiado p e q u eñ o hasta enton ces, q u e
sirvió d e a cicate a la in dustrialización, q u e, a su vez, m ultiplicaba
el m ercad o c o n sus inversiones. Parte d e los e xced en tes fu ero n a
financiar la infraestructura d e transporte, q u e term in ó u n ifican d o
el m e rcad o in terio r co lo m b ia n o c u a n d o se exten d ie ro n las tron­
cales p o r to d o el país.
Las gran des hacien das cafeteras d e C u n d in am arca y T olim a
— q u e se apoyaban en arrendatarios b ajo duras co n d icio n es d e tra­
bajo y faltos d e libertad— n o resistieron los vientos d el cam b io que
surgían del em p u je capitalista. El café se p ro d u cía en haciendas
m edianas y gran des, las cuales eran p o c o productivas, pu es sus de­
p en d ien tes n o con taban c o n ed u cació n algun a y eran som etidos
a relaciones d e servidum bre, d e las cuales se reb ela ro n con éxito
en los añ o s treinta.
La finca cafetera en la región an tio q u eñ a fue un m o d e lo p ro ­
ductivo in te gra d o q u e co m b in ab a cultivos d e pancoger, gallinas y
cerdos, y otro s p ro d u ctos q u e se p od ían m ercadear, d e tal m odo
que d io lu gar a un p ró sp ero cam pesin ado q u e era relativam ente
ed u cad o y q u e ad q u irió m anufacturas p rodu cid as en los in cip ien ­
tes cen tros industriales o im portadas. El café era un a rtícu lo q u e
resisua los altos costos d e transporte d el país, los cuales tam bién
com en zaron a hacerse m ás razonables, dadas las c o n ex io n e s q u e
se establecían desde los cen tros p ro d u ctores d e l g ra n o Con el rio
M agdalena, ya fuera p o r carretera, ferrocarril o , incluso, p o r el
cable a é re o en tre M anizales y 1.a Dorada.
Los p recios q u e se o b ten ían en el m e rcad o d e N ueva York eran
p o r lo g e n era l altos y se con servaron en n iveles ap ropiados hasta
la G ran D epresión (ver el g ráfico 5 .4 ). P ero inclu so d u ran te la
década d e los treinta, el bajo p re cio d el café fu e con trarrestado
por el m ayor volu m en q u e lo gró C-olom bia en el m e rcad o inter­
nacional, a costa d el Brasil, q u e a d elan tó una p olítica d e destruir
sus inventarios para h a c er q u e e l p re cio n o con tin u a ra bajando.
La devaluación d el p eso tam bién favoreció el in greso d e todos los
cafeteros.
I.os gran des p ro d u ctores se agru paban a lre d e d o r d e la Socie­
dad d e A gricu lto res d e C o lo m b ia ( s a c ), la cual les sirvió para or-
123
N u t M I W I O U A lO O k Ó M K U u c C a u w t M
Gráfico 5.4
Precio externo del café colombiano, 1821-2002
(d ó la r « comíanles de marzo de 2002)
/ i j m i r b h a n M > y liS fm r (J00f>, 2 M j
ganizarse p olítica y grcm ialm cn tc. C o n el ráp id o crccim icn to de
sus exp o rtacion es y d e su p o d e r e co n ó m ic o , sin d eron la necesi­
dad d e fu n d ar su propia organ ización en 19 2 7, la F ederación de
C afeteros d e C olo m b ia, F ed ecafc, la cual lo g ró e jerce r u n a gran
in flu en cia sobre los go b iern o s d e tu m o .
I-i F ederación lo g ró q u e el G o b ie rn o ap rob ara im puestos y re­
ten ciones a las exportar.iones d e ca fé q u e sirvieron para financiar
los inventarios y regu lar e l m ercad o para lo s suaves colom bian os
y tam bién para p agar la d iplo m acia cafetera. A la vez, lo g ro que
esos im puestos n o entraran al co fre com ú n ni b en eficiaran a to­
do s los ciud adan os colo m bian os sin o q u e fueran e jecu tad os p o r la
F ederación en e d u ca ció n c investigación, y p o r los com ités d epar­
tam entales d e cafeteros, q u e los aplicaron a vías y salubridad en las
regiones d o n d e se cultivaba e l grano. De esta m anera, los con trib u ­
yentes cafeteros capturaban d e vuelta buena parte d e los im puestos
q u e le habían a b o n a d o al G o b ie rn o , sin q u e entraran al co fre co­
m ún y fu eran repartidos a otras regio n es segú n su representación
en el C o n greso , q u e es la form a co m o fun cio n an los im puestos en
una d em ocracia liberal. F.I país n o ca fetero segu ía d e p e n d ie n d o
d e unas adm inistraciones locales m uy p recarias y un gasto esquivo
p o r parte d el G o b ie rn o nacion al, q u e siguió sien d o m uy p eq u eñ o
L a I V O iU C IÓ * VCONÓUHA M I& S6 A 19 0 5 V LAS (O N O IC IO N tl « M lT H Ak
D f l C U C I N T fN I O W I M H M I
en su p a rticip ación en el p ro d u cto nacion al. La F ederación de
Cafeteros tam bién lo g ró u n a in flu en cia im portan te en las d ecisio­
nes d e p olítica eco n ó m ica, en las cuales p red o m in aron los antioqueños y la «Escuela d e M anizalcs», c o m o se le co n o ció , q u e tuvo
varios m inistros d e H acien da y d e jó su m arca en el B an co d e la
República y en otras instituciones finan cieras d el país.
FJ banano
O tro p ro d u cto d e exp o rta ció n im portan te para el d esarrollo e c o ­
nóm ico d e u n a regió n d el país fu e el ban an o, q u e se c o m e n zó a
plantar en tre S an ia M arta y F un d ación , y q u e en 18 95 exportaban
unos 156.000 racim os al añ o . En 1905 ya se alcanzaron 865.000
racim os, y 5 m illon es e n 19 1 4 , p o c o antes d el estallid o d e la Prim e­
ra G u erra M undial. F.n 1930 se alca n zó el p u n to m áxim o, cu a n d o
se exp o rta ro n 11 m illon es d e racim os, para entrar e n u n a etapa
de d ecad en cia, casi d esap a recien d o d u ran te la S egu n d a G u erra
M undial (ver el g ráfico 5 .5 ). Más a d elan te su rgió u n a nueva zona
bananera en e l U rabá an tio q u eñ o , q u e fu e la q u e revivió el cultivo
du ran te la segu n da m itad d el siglo x x .
La U n ited Fruit C om p an y m o n tó un enclave en la regió n , en
la q u e se in ie g ró verticalm cn tc, c o m o lo b a cía c o m o m u ltin acio­
nal en varios países cen troam erican os y caribeños: adm inistraba la
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plantación , la cosech a, el transporte in tern o d e n tro d e lo q u e se
llam ó la «Zona B ananera», con struyó su ferrocarril en tre Funda­
ció n y S an ia M arta, y con taba c o n su p ro p ia flota d e barcos para
sacar el b an an o y llevarlo a Estado* U n id o s y Europa. Tam bién
in tegraba a su adm inistración a la clase p olítica local, a prestantes
p olítico s y a bogad os n acion ales, a los regim ien tos d el F jército y al
cu e rp o d e Policía. En 1928 e n fre n tó una h u elga q u e fu e disuelta
violen tam en te p o r el F jército, cau san d o un n ú m ero indeterm ina­
d o de m uertos, q u e la fértil im agin ación d e G abriel G arcía Már­
q u e z llevó a 5.000.
El c o n flic to tuvo c o m o co n secu en cia desp ertar u n a fuerte ola
nacionalista q u e capitalizó Jo rg e E liécer G aitán; cu a n d o la em p re­
sa e n fre n tó otra h u e lga en 193-1, a h o ra apoyada p o r el go b iern o
liberal, c o m e n zó a retirarse d e la p ro d u cció n , ven d ien d o sus tie­
rras y deján d olas en m an os d e em presarios locales. Estos fueron
en tren ado s y se les im p u so u n a rigurosa disciplina so b re la cali­
dad. m ad u rez y tiem pos d e e n tre g a del banano. L a em presa trazó
u n a estrategia carib eñ a d e dism in uir los riesgos p olíticos d e huel­
gas y políticas nacionalistas m edian te el recu rso d e con servar la
distribu ción in tern acion al e im p o n er p recios c o n b ajo m argen de
utilidad para los p ro d u ctores locales (B u ch eli 2005). Éstos even­
tu alm en te se organ izaro n c o m o g rem io y buscaron fuen tes alter­
nativas d e distribu ción del b a n an o, au n q u e e sto o cu rrió m ás hacia
la segu n d a parte d el siglo x x .
La p osterio r d ecad en cia d el b a n an o ha sido analizada por
A d o lfo M eisel, q u ien a d u c e q u e la preem in en cia d el café — que,
p o r lo g en eral, o b tu v o p recios b u en o s du ran te b u e n a parte del
siglo x x — , al la d o d e unas políticas com erciales q u e reprim ieron
las im p ortacion es y q u e causaron una re v a lu a d ó n d el p eso en tér­
m inos reales en tre 19 3 6 y 1956, desp lazaron al b an an o y repri­
m ieron en g en eral las p osibilidades d e exp o rtación d e la Costa
C aribe. Esto, a su vez. c o n d u jo al e m p o b re cim ien to relativo d e los
dep artam en tos d e esta región , los cuales p erdiero n m u ch o terre­
n o frente a la regió n an tíoqu eñ a. al valle d el C au ca y al c en tro del
país (M eisel 1998a).
126
1.« i v i u h c i 6 n e c o n ó m i c a d c 1 8 W a 1 0 0 5 r i a i i o n m c u i m a m m í t i c a s
iw i
( a ic w iiN T O m o u m o
l a Gran Depresión, industrialización y sectorfinanciero
El and am iaje d el B a n co d c la R epúb lica, basado en el lib re m erca­
do y en e l patrón o ro. sería tran sform ado p o r la crisis d e 1 929 , la
cual o b lig ó a rediseñar cad a u n o d e los in strum en tos d c interven­
ción d el b a n co central. Sus adm inistradores ob tu viero n en ton ces
más discrecionalidad en sus decisiones d e p erm itir la devaluación
del peso, d e em itír librem en te, d e prestarle al G o b ie rn o o decla­
rar una m oratoria ge n eral para los agentes en d eu d a d o s q u e no
p u dieron h o n ra r sus o b ligacio n es, hasta q u e la e co n o m ía lo gró
salir d e la dep resión d e la d écad a d e 1930. Tales políticas con tri­
buyeron a q u e la crisis fu era su p erad a c o n relativa rapidez y a q u e
la e co n o m ía colo m bian a volviera a ten er fuertes crecim ien to s d e
1933 en adelan te. Sin em bargo, las políticas en tre 1929 y >932
fueron p rocíclicas. corn o se p u ed e a p recia r en el g ráfico 5.6, con
el nivel d e tasas d e in terés reales, d e en tre 40 y 3 0 % . ob ten idas
du ran te esos años, exp licad as p o r fuertes caíd as d e los p recios al
consum idor, hasta q u e se a b a n d o n ó el patrón o ro en 19 3 1.
U na vez a b a n d o n ad o el patrón o r o en 1 9 3 1 , el cual fu e reem ­
plazado p o r un sistema d e flotación con tro lad a d e la tasa d c
cam bio, e l B an co d e la R ep úb lica a u m e n tó la em isión prim aria,
prestándole al G o b ie rn o fuertes sum as d e d in e ro , q u e e n 1934
alcanzaron el 4 % d el PIR. El a u m e n to d e l gasto p ú b lico, a su vez,
elevó la liqu idez d c la e co n o m ía a los niveles previos d c 19 2 9 y.
Gráfico 5.6
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c o n e llo , el nivel d e p recios ob tu vo in crem en to s n uevam en te y las
tasas d e in terés reales pasaron a niveles negativos o bajos después
d e 1934. F ue el in icio d e u n a recu p eració n eco n ó m ica im portante
y, sobre to do , d e la in dustrialización. En efecto, e l in greso cafetero
fu e inflado m ediante la devaluación d el pe-so y su dem an da irrigó
las produ ccion es locales, q u e fueron protegidas por aranceles altos
y el control d e cam bios, q u e introdujo m uchas barreras n o arancela­
rías al com ercio de im portación. El sistema financiero n o c o n tó con
tasas d e in terés reales q u e reflejaran las co n d icio n es d e a h o rro c
inversión, esp ecialm en te cu a n d o se torn aron negativas, llevando
a la deficien te asignación d e esos recursos, a la llanu ra d e los m er­
cados fin an cieros y a u n cre cim ien to e co n ó m ic o m e n o r q u e el
q u e h u b iera sido posible c o n u n m ercad o p ro fu n d o d e capitales.
D e c ierto m o d o , la e co n o m ía p olítica d el p e río d o nos su giere que
los ban cos eran relativam ente d éb iles frente a los cafeteros y los
terraten ientes tradicionales, q u e los industriales term inaron favo­
recid o s y co m e n zaro n a fortalecerse, p o r lo cual estos intereses
p u d ieron in flu ir en la legislación a través d e los político s q u e los
rep resen taban, m edian te la cap tu ra d e préstam os blandos, d ete­
rio ran d o los ingresos d e los bancos, p uesto q u e se les obligaba
a te n er altos niveles d e en caje, re d u cien d o así los recursos para
otorgar créd ito gen eralizado. De esta m anera, el sistem a financie­
ro les sirvió m ás a a lgu n o s cafeteros, terratenientes e industriales,
q u e a sus propietarios.
C o n c l u s ió n
Las co n d icio n es políticas, eco n ó m icas y geog ráficas del país du­
rante e l siglo x i x n o fu e ro n las m ás adecuadas para p ro piciar un
c re cim ien to e co n ó m ic o alto y sostenido. Sin em bargo, los relativos
éxitos eco n ó m ico s d e algun as region es c o m o A n tioq u ia y Cundín am arca y e l su rgim iento d e em presarios y ban qu eros fu ero n «lan­
d o lu gar a un recam b io p o lítico q u e p u d o con cretarse después
d e una larga y cruen ta gu e rra y d el d esm em bram ien to d el país.
Individuos y partidos buscaron y en con traron la recon ciliación
con instituciones q u e m arcaron u n n uevo cam in o d e paz políti­
ca. Las nuevas instituciones políticas y eco n ó m icas encauzaron el
1.4
ftVOUUCIÓM MXMtfÓMM'.A INI 1881» A ig O Q V LAS COMIMCIOMKS l* O l.ln C A S
M I U H I H i r m i l MOUI.KNO
crecim iento e co n ó m ic o d e C o lo m b ia d u ra n te el siglo x x . C o m o
se verá m ás adelan te, las políticas m onetarias y fiscales d u ran te la
mayor parte d el n u evo siglo estuvieron m arcadas p o r la p ru d e n ­
cia, cre a n d o u n os equ ilibrio s m acroecon óm ico s suficientes para
sostener ese crecim ien to .
C a p ít u l o 6
C r e c im ie n t o e c o n ó m ic o e n e l s ig l o x x
E l cre cim ien to e co n ó m ic o suscita a m p lio d e b a te en tre p olíticos
y académ icos. ¿Q u é es lo q u e p erm ite q u e la acu m u lación d e capi­
tal en u n país a u m en te hasta o cu p a r toda su p o b lació n produ ctiva­
mente? ¿C ó m o fu e posible q u e esto o cu rriera p rim ero en Inglate­
rra y H olan da, y se exten d ie ra después a Estados U n idos, a Eu ropa
con tin en tal y a Ja p ó n , y, m ás recien tem en te, al este d e Asia? ¿Q ué
factores lo im p id ieron en el caso d e los países latinoam ericanos,
y de C o lo m b ia en particular? Así, tam bién el pap el q u e c u m p le el
Estado en el crecim ien to despierta una con troversia similar, pues
se trata d e investigar si lubrica el desarrollo o se vuelve u n a carga
im productiva q u e lo frena.
S e ha visto atrás q u e el crecim ien to d e C olom b ia fue len to du­
rante el siglo x t x , de sólo 1,8% anual, com parado c o n 4,6% -para
el siglo x x . C o m o la tasa d e crecim ien to d e la población en el siglo
x x fue del 2,3% anual, el crecim ien to p o r habitante fue d e «,3% , lo
cual resultó insuficiente para ocu p ar a toda la fuerza laboral, com o
lo reflejan el alto d esem p leo y el su bem plco d e la población.
El cre cim ien to e co n ó m ic o en C o lo m b ia resulta d el in crem en to
de la riqueza, y ésta d e p e n d e d e los au m en to s d e productividad
que e x p erim en ta el sistema e co n ó m ic o . Éste fue e l p u n to d e parti­
da c o n q u e A dam Sm ith invente» la e co n o m ía , en su tratado sobre
la riq ueza d e las naciones. L a p rodu ctivid ad , a su vez, está asociada
con el cam b io técnico, q u e es el q u e perm ite q u e iguales cantida­
des d e factores — m an o de o b ra , capital y tierra— aum en ten el
producto. En este sen tid o, la glo balizació n fue fun dam ental para
qu e C olo m b ia p u diera ad qu irir y dom esticar tecn o logías dcsarro-
131
N u eva i i m o w * e o m A n k : « u c C o io m u ia
liadas en los países industrializados a cam b io d e sus exportaciones.
D e esta m an era, se p u d o ap licar la e n e rg ía eléctrica, q u e m ultipli­
c ó la p roductividad tanto d e la m a n o d e o b ra c o m o d el capital: los
acu ed uctos y las técnicas sanitarias, q u e redu jeron la m ortalidad y
m orbilidad; los m edios d e transporte c o m o el cam ió n y el ferroca­
rril, q u e desp lazaron a la m uía; la im pren ta y las com u n icacion es
m odernas; la m edicin a y las drogas, q u e a m p liaron la expectativa
de vida de-los colom bian os. Io d o s estos cam b ios en la organiza­
ción del trabajo — apoyados p o r m aquinaria y en erg ía, los cuales
d iero n lu gar a una m ayor csp ecialización y sistem atización del tra­
b ajo— exp lican en el fo n d o el fuerte cre cim ien to e co n ó m ic o que
e xp e rim en tó C o lo m b ia du ran te el siglo x x .
Instituciones y características generales
del crecimiento en el siglo XX
U n a característica im p ortan te d el cre cim ien to c o lo m b ia n o d u ­
rante el siglo X X fu e su baja volatilidad relativa, in fe rio r a las de
las tres gran d es eco n o m ía s latinoam ericana», Brasil, A rg en tin a y
M éxico. En im trabajo d e los años o ch en ta . M igu el U rruiia e xp li­
caba esta cu alid ad d el d esarrollo co lo m b ia n o co m o resultado de
la falta d e j>opulismo en e l país, a diferen cia d e la inestabilidad
p olítica y m acroecon óin ica q u e d ic h o fen ó m en o o rigin ó , especial­
m ente, en el sur d el con tin en te (U rru tia 1988). N o obstante, la
falta d e p op u lism o tam bién p u d o h aberle restado legitim idad al
Estado y p ro p icia d o e l su rgim ien to d e la in su rgcn cia. q u e, a su
vez. d e te rio ró la segu rid ad d el país hacia el final d el siglo X X . El
c o n flicto le ha in flig id o algún costo al cre cim ien to d e la rgo plazo
d e la e co n o m ía colo m bian a, en la m edirla en q u e u n o s im portan­
tes y c recien tes recursos han sido desuñ ad os a la segu rid ad , y en
qu e la p e rcep ción d e riesgo p ara la vida y la p ro p ied ad ha m alo­
grad o la inversión en varias coyunturas. Por lo dem ás, el deterioro
d e la d em ocracia q u e se origin a en la rep resión d e las expresion es
políticas d e las capas bajas d e la so cied ad es un e n o rm e costo en sí
m ism o q u e p erp etú a la baja tribu tación, la desigualdad y la mala
calid ad de los servicios sociales.
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l a com p aració n d e la rgo p lazo (1820-2003) d el crecim ien to
de Estados U n idos fren te al d e A m érica I.atina (ver el g ráfico 6 .1)
pone d e relieve las d iferencias en tre los factores institucionales
de fo n d o q u e m o ld earon a los países co lo n iza d o s p o r una España
absolutista y los q u e recibiero n form as d e g o b ie rn o dem ocrático
burguesas d e Inglaterra. El c re cim ien to com ien za a n tes y es más
pro fu n d o en Estados U n idos q u e en A m érica Latin a y se ace le ra en
el siglo x x , a h o n d an d o la diferen cia en los in gresos p o r habitante.
La estabilidad d e las reglas d e ju e g o (un a sola C on stitu ció n ), la
separación d e p o d eres y un sistem a d e ju sticia q u e d e fien d e d e ­
rechos d e p ro p ied ad ju sto s p arecen exp lica r la con tin u id ad del
crecim ien to n orteam ericano, m ientras q u e los países d e A m érica
Latina han vivido m u ch a inestabilidad p olítica, m últiples consti­
tuciones, in su rgen cia y crim en o rgan izad o , frente a un sistem a de
justicia in eficien te, to d o lo cual ha fre n a d o la acu m ulación d e ca­
pital en todos ellos.
I .a ten d en cia d e la rgo plazo d e l crecim ien to para C o lo m b ia es
d escen dente (ver la tabla 6 .1 ) , esp ecialm en te e n e l p e rio d o 19251950. cu a n d o la G ran D ep resión y la S egu n d a G u e rra M undial
ralentizan la e co n o m ía . El crecim ien to d el p i b real se acerca a 5 %
en el cu a rto d e siglo siguien te, p e ro e l crecim ien to d e la-población
N u e v a t m i o a i A r c o K t f w t c * n t C c>u >m » i a
•r
G rá fico 6.2
Ingreso per capita colom biano, 1900-2003
/ ■ '‘ W
a lM l
4.0 X 1
2JXO
___________________
1 uw
0
19»
1W J
1924
1036
VM »
1041)
1972
1i 64
19* .
í i m i i p c * i c o ( 2 0 W , S I ) y M id d K c n <20091.
Tabla 6.1
C recim iento del na real y d e la p oblación, precios d e 1975
Período
m real <%)
Población (K.)
n , per cá p «a (% )
1010-1900
M
■1,6
1.7
2.3
0.1
2,2
5.4
4.4
2
2,2
2.2
4,9
2,9
2.1
3,5
2.2
1.3
1905-2000
1905-1924
1925-1950
1050-1975
1975*2000
f u í l i i r. CXKO, ( 2 0 X 1
3,4
1
C ik u k i. n w w n
es tal q u e desacelera el cre cim ien to del p i b p o r habitante (ver el
g ráfico 6.2). El p e río d o 1975-2000 es d e crecim ien to s m enores
para am bos in dicadores. L a crisis d e la deu d a latin oam erican a du ­
rante los o c h e n ta in cid ió en el fre n o d e l cre cim ien to d e C olo m ­
bia, a u n q u e fu e la e co n o m ía m en os afectad a d e la su bregión . La
nueva crisis in tern acion al d e 199 8-1999, sin em b a rg o , s í la afectó
severam en te, c o n una con tracció n d e 4 ,2 % d el p i b , h e c h o d e una
gravedad sustancial, mayor, incluso, q u e la caíd a d e 1931 provoca­
da p o r la G ran D epresión m undial.
El gráfico 6.3 d eja en trever un p erío d o d e 101 años, du ran te el
cual el cre cim ien to colap sa en do s gran d es ocasiones: la crisis de
1929 (-2.8% a cu m u lad o ) y la de 1999 (-4.*% )- D uran te la Segun ­
d a G uerra M undial el cre cim ien to tam bién es m uy p e q u eñ o , y, así
m ism o, en tre 19 5 6 y 196 6 hay desaceleración . La ten d en cia de
la rgo p lazo es claram en te d escen den te.
134
Q u c im ic x t o u m ú v i i c o r v n . u n t o x x
G ráfico 6 3
C recim iento eco n ó m ico en el siglo xx
Esta ten den cia do la rgo p lazo es p reocu p an te p o r lo q u e insi­
núa hacia el futuro, d e n o cam b iar los fu n d am en tos eco n ó m ico s y
políticos q u e la han cau sad o en el pasado. El cre cim ien to se h acc
m enor cu a n d o la inversión (y e l a h o rro ) caen c o m o p rop orción
del p ro d u cto y / o se re d u ce la produ ctivid ad d e todos los facto­
res, es decir, se estanca la eficien cia en la asignación y el uso de
los recursos. El crecim ien to es afectad o tam bién p o r el vigo r del
com ercio in tern acion al d el país y d e los térm inos d e intercam bio
con el resto d el m u n do.
¿ Q u é tan satisfactorio fu e este cre cim ien to para la pob lació n
colom biana? C o n niveles d e desem pleo, su bem pleo , inform alidad
y pobreza q u e afectan n egativam ente al 5 5 % d e la p ob lació n , es
claro q u e el cre cim ien to c o lo m b ia n o fu e in suficiente. N o logró
albergar a toda la pob lación d e n tro d e la form alid ad laboral ni
que se acatara la legislación de p ro tección al trabajo, q u e se paga­
ran salarios decoro so s y q u e todos los trabajadores recibieran los
ben eficios d e la segu rid ad social.
E l atam iento en penfu-ctroa comparada
¿C óm o se com p ara con el d e otro s países d e la m ism a región , desa­
rrollados o q u e estaban en c o n d icio n e s sim ilares a las q u e caracte­
135
N v t t A Miti IO R IA IC O M Ó M IC A DI. C O U I M llA
rizaban a C olom bia? Las com p a ra cio n es en tre países dan u n a idea
sobre las p oten cialid ad es d el crecim ien to , dadas u n a m atriz ins­
titucional q u e le g ó la historia, unas políticas públicas q u e fueron
más o m en os adecuadas y una actitud frente a la globalización que
perm itió un m ayor cre cim ien to e co n ó m ic o q u e e l d erivado d e la
d in ám ica d e l m ercad o interior. La co m p a ra ció n en tre C olom b ia
y otros países d e A m erica Latin a revela cu á n to p eso p u d o te n er el
legad o institucional co m ú n en la d eterm in ación de ciertos límites
al cre cim ien to d e la rgo plazo d el con tin en te.
1.a tabla-6.2 m uestra q u e los países en cuestión obtuvieron cre­
cim ientos u n tanto sim ilares, c o n desviaciones fuertes d e A rgen ti­
na, q u e se rezaga, a pesar de q u e fu e e l país m ás d esarrollado de
la región -a prin cip ios del siglo x x , y d e V en ezuela, q u e lidera en
el siglo x x , au n q u e su m o to r d e desarrollo fue la renta petrolera,
al tiem p o q u e su giere in dicad ores sociales d eficien tes sim ilares a
los d el resto d e países. Brasil tien e un fuerte crecim ien to , después
d e entrar al siglo x x c o m o u n o d e los países latin oam erican os más
pobres, m ientras q u e el resto d e países gravita a lred ed o r d e crecer
5 veces sus p ib p o r h abitan te du ran te el m isino p erío d o . Entre
ellos, C o lo m b ia o b tie n e un d esarrollo ju sta m e n te en el prom edio,
al lograr el m ism o guarism o d e crecim ien to d e l in greso d e cada
u n o d e sus habitantes du ran te el siglo pasado.
U na exp lica ció n intuitiva de este cre cim ien to sim ilar es que
h u b o una ausen cia de sólidas d em ocracias liberales. En efe cto , las
d ébiles dem ocracias d e la regió n se construyeron penosam ente
sobre un legad o absolutista y n o p u d iero n escapar d e la inesta­
bilidad política, del cam b io fre cu en te d e las reglas d e ju e g o para
los agentes económ icos y de periódicos episodios d e ¡xrrdida de los
equ ilibrios m acroecon óm ico s fun dam entales. D ictaduras de ex­
trem a d e re ch a o d e carácter populista ejecutaron políticas pú­
blicas im p rud en tes q u e fre n a ro n el cre cim ien to d e la rgo plazo o
Tabla 6 .2
Crecim iento del pib per capita en el siglo x*
(dólares d e 1994 )
2
A rgen tin a
C olom b ia
B r j.il
C h ili
M ilic o
Pm ú
V C IW U t l j
3,1
5
7.6
5
5,1
<5
9 .3
V e te »
200 * 1.
f CM »»: M U I <
C k w .»>i i » n i <> m x m Wi m i v o 11111. « I C I O X *
que lo h iciero n colapsar. Las políticas pú blicas recibían el apoyo
de clientelas, terraten ientes y em presarios, o d e intereses popula­
res, co m o organ izacion es d e trabajadores y cam pesinos, a los q u e
les segu ían dictadu ras afianzadas en el Ejercito. N u n ca h u b o una
equilibrada rep resen tació n d e in tereses sociales. P o r lo dem ás, la
Iglesia ten dió a m an ten er u n a fuerte in flu en cia en las sociedades
latinoam ericanas. T o d o lo an terior in tro d u jo fren o s al com ercio,
trabas a la p ro fu n d izació n d el sistema finan ciero; im posibilitó un
sistema edu cativo laico c o n cob ertu ra universal o p erm itió q u e los
gobiernos despilfarraran los recursos q u e lo graban recau d ar d e
los con tribuyen tes o d e la ren ta d e sus recursos naturales.
U n a com p aració n con el desarrollo d e Estados U n idos (ver la
tabla 6.3) revela q u e el cre cim ien to d e C o lo m b ia fu e m ás alto d u ­
rante el siglo x x q u e el d e la e co n o m ía m ás rica y sólida del m un­
do. Sin e m b a rg o , el p u n to d e partid a d e riqueza p o r h abitan te de
Estados U n idos en el siglo x t x e i a tres veces superior, y la relación
se d eterio ró hasta la Prim era G u erra M undial, c u a n d o el p i b por
habitante co lo m b ia n o era escasam ente un sexto d e l n orteam eri­
cano. El d e scu en to lo g ra d o du ran te el siglo x x n os devuelve en
algo la ventaja tom ada desde el in icio d e la carrera, p e ro sigue
siendo só lo un 2 3 % d e la m edid a norteam ericana.
E11 la segu n da m itad d e l m ism o siglo se d io u n a im portan te
convergencia d e Eu ropa y Asia fren te al p i b p e r cápita de Estados
Unidos, lo cual resultó del flujo a b ie rto d e c o m e rc io y capital en ­
tre ellos, m ientras q u e A m érica Latina, q u e se e n ce rró detrás de
barreras al co m e rcio y al flu jo d e capital desp ués de la Segun da
G uerra M undial, diverge aun más, a e x c e p ció n d e C h ile y C olo m ­
bia. países q u e avanzaron , p e ro n o tanto, com p arado s c o n los paí­
ses eu ro p eo s y asiáticos.
Tabla 6.3
MB per cápita, 1011*0 proporción del de Estados Unido*
p*í»
1 8 00
ta s o
1913
19U9
CúkM rfcla
36
22
1}
23
A rgé n t>na
n, d.
63
49
35
B rasil
91
6S
14
24
M é x ic o
56
23
23
24
C h ile
n . d.
35
15
30
fim tlr: Kalim nutilx
175X
1 0 *T
N u » va H n r o n t t > m A M ic > M G o l o m u *
Determinantes del crecimiento económico
La e co n o m ía co lo m b ia n a se in te gró al c o m e rc io in tern acion al con
u n solo p ro d u cto d e exp o rta ció n , el ca fé, segu id o d e u n a tardía
diversificación d e su canasta exp o rta b le, d e tal m o d o q u e el grad o
d e ap ertu ra se alcan zó a du p licar d u ran te el siglo x x . A u n q u e se
trata d e u n progreso, el o rd en de m agn itu d es p e q u e ñ o y n o fue
suficien te para a celerar el cre cim ien to e co n ó m ic o d e C olom b ia
e n el p erío d o . Políticas m ás proactivas a favor d e las exportacio­
n es h u bieran g e n e ra d o un m ayor cre cim ien to e co n ó m ic o q u e el
efectivam en te ob ten id o. A u n q u e estas políticas se d ie ro n y ello
quizás exp lica el m ejo r com p o rta m ien to relativo d e l país frente
al resto d e A m érica Latina, se adop taron d e m anera m oderada
só lo al fin al d e la d écad a d e los añ o s sesenta, y estuvieron lejos
d e los resultados o b ten id o s p o r los países del Este A siático q u e se
volcaron c o n toda su e n e rg ía hacia el e x te rio r y aplicaron políticas
am biciosas d e edu cación.
El crecim ien to d e la rgo plazo p u ed e ser acelerad o o fren ad o por
la calidad d e las políticas m acroecon óm icas, o si las polídeas m o­
netaria y fiscal actúan d e m anera con tracíclica. U n ín d ic e d e sufri­
m ien to m a cro eco n ó m ico — d o n d e se suman inflación y desem pleo
p e ro se les resta el crecim ien to lo gra d o — perm ite apreciar q u e las
políticas públicas, en particular, la m on etaria y fiscal, generalm ente
expansivas, crearon excesos inflacionarios q u e escasam ente contri­
buyeron a reducir el desem pleo. Las crisis d e la d e u d a en los años
o ch en ta y la crisis finan ciera d e final d e siglo ralentizaron la eco­
n om ía, treparon el desem p leo y redu jeron el crecim ien to. D e esta
m anera, con d icion es externas propicias q u e d an lu gar a un ciclo
d e auge p u ed en ser revertidas c o n el paso d el tiem p o p o r políticas
fiscales y m onetarias procíclicas q u e term inan ge n eran d o inflación
y expectativas adversas en tre los inversionistas.
A sí las cosas, las políticas m acroecon óm icas fu ero n in co n ven ien ­
tes para el e m p le o e in cid ieron en la red u cció n d el crecim ien to ,
esp ecialm en te du ran te los últim os 25 años d el siglo X X . El índice
d e su frim ien to m acro destaca q u e en tre 19 70 y 2005 h u b o polí­
ticas q u e a co m od aron la in flación y altos niveles d e desem pleo
c o n crecim ien to s m ediocres d e la e co n o m ía (ver el g ráfico 6.4).
I-os años cin cu en ta y el p e río d o d e Lleras R estrepo fu ero n bas-
138
O i k i m i í k t o «CO K Ó M IO O m n
r » ) IW J IW t I W
W6Í 16»
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— -C r m im im iiD
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Sulflm tew o
/uWlr Ojoí. (l*rro dr 'J Kffu'IblM,
tan te bu en o s, segu idos ya en el siglo x x t p o r el p rim er m andato
de A lvaro U ribe, q u e se d eterio ra, c o m o era d e esperarse, ro n su
se gu n d o p e río d o , d o n d e un a u ge in tern acion al sin p reced en tes
con trib uyó a ex p lica r su resultado. E n un trabajo d e M artín ez so­
bre el c iclo e co n ó m ic o co lo m b ia n o se observa q u e las m ejoras en
los térm inos d e in tercam bio y los flujos d e capital in crem en tan los
ingresos n acion ales, en sus c o m p o n en tes d e con su m o , inversión
y gasto p ú b lico. Sin em bargo, -facto res y políticas in tern as [han
sido] a m p lificadores y responsables d e q u e los b en eficios externos
n o se hayan p o d id o traducir en un cre cim ien to e co n ó m ic o sosten ib le [ ...] políticas fiscales p ro cíclicas con elevadas tasas d e gasto
pú b lico en ép ocas d e a u ge q u e n o perm itían suavizar el consum o,
y la p olítica m on etaria q u e, atad a al sistem a d e m in i devalu acio­
nes, ob ligaba a h a c er exp an siones m on etarias en ép ocas d e auge
agu d izan d o el problem a» (M artínez 2008).
O tro e le m e n to q u e determ in a e l crecim ien to es la ga n an cia de
productividad d e la e co n o m ía , y en este se n tid o el com p o rtam ien ­
to c o lo m b ia n o es p ob re. La p roductividad ha e x p erim en ta n d o un
relativo estan cam ien to, q u e surge del rezago agrícola, m ientras
que la industria es el im p u lso r en 1960, acusa can san cio en 1980
y vuelve a im pulsarla en 1990. El traslado d e la m a n o d e o b ra del
cam p o a las ciud ades exp lica u n a cuarta p arte d e l crecim ien to en
139
N u m V A H IS T O R IA E C O N Ó M IC A DC C l X O W I M
produ ctivid ad d e la e co n o m ía colo m bian a. 1.a razón es q u e se pasa
de co n d icio n es m uy bajas d e p roductividad en parcelas fam iliares
a otras d e m ayor ren d im ien to en las ciu d ad es (U rru tia y Posada
2007), a u n q u e el traslado a actividades in form ales n o im plique un
gran progreso.
El tam año d el sector p ú b lico p u ed e afectar el cre cim ien to e co ­
n óm ico p orq u e significa u n a asignación d el e x c e d e n te, q u e pue­
d e ser n o sólo excesiva sin o tam bién in eficien te. Para la historia
del siglo XX, el tam año d el Estado c o lo m b ia n o (m ed id o por el
gasto p ú b lico c o m o p ro p orció n del p i b ) se sostuvo p o r d e b a jo del
to % hasta la últim a d écad a d el siglo, c u a n d o se d u p licó , a lgo que
se am pliará en el c ap ítu lo 7. S e p u ed e d e d u c ir e n to n ce s q u e no
h u b o una-desviación im portan te d el e xc e d e n te e co n ó m ic o hasta
q u e se a m p lió la esfera estatal.
Puede hablarse tam bién d e q u e h u b o caren cia d e Estado, pues­
to q u e n o garantizó la segu rid ad ni un sistem a d e ju sticia q u e afir­
m aran y legitim aran los d e re ch o s d e p ro p ied ad y las inversiones
d e capital, a lg o q u e se h izo evid en te a fines d el siglo XX en la ne­
go cia ció n d e paz c o n las f a r c , q u e a la vez asediaba c o n el secues­
tro y la extorsión a la socied ad . Más a ú n , el p o co Estado explica
Uuubién la insuficiente acu m u lación d e capital hum ano: se logra
unlversalizar la ed u cació n prim aria e n e l siglo XXI, m ientras q u e la
secun daria y la técnica cu b re n só lo a la m itad d e la pob lación. Los
esfuerzos en m ateria educativa se traslucen en los escasos añ o s de
ed u cació n q u e recibía la p ob lació n u rban a e n 1938 (cu atro años);
só lo a partir d e e n to n ce s se lo gra un p ro greso relativo, hasta alcan­
zar o c h o añ o s e n el a ñ o 2000. l a fuerza d e trabajo d e Estados U ni­
dos, en com p aración , tien e en p ro m ed io 14 años d e escolaridad.
Ello su giere q u e u n a d e las causas d e la baja produ ctivid ad d e la
eco n o m ía colo m bian a se deriva d e un Estado dem asiado p equ eñ o
q u e n o h a provisto su ficien te e d u ca ció n a sus ciudadanos.
Crecimiento económico e inversión
El crecim ien to tam bién es un resultado d e la inversión q u e aco m e­
ten el secto r privado y e l público, lo cual a su vez d e p e n d e d el aho­
rro gen erad o internam ente y d e la inversión provista p o r el resto
C u i i M i m n i ( c o k O m ic o h
d . m c u >xx
del m u n d o a través d e créd ito s o d e inversión extranjera directa
( ik o ). A su vez, las op o rtu n id ad es d e inversión surgen tanto de
las op o rtu n id ad es q u e brinda el crecim ien to d el m ercad o interior
c o m o el d e las exp ortacion es. C o m o se ap reciará e n el análisis so­
bre co m e rcio exterior, las exp o rtacion es colom bian as se han am ­
pliado. lo q u e su giere q u e se han a b ie rto nuevas oportun idades
d e inversión, algo q u e es m uy evid en te en to n to al sector m in ero
p ero q u e tam bién o c u rre en la industria m an ufacturera y en la
agroindustria.
F.l im p acto d e la inversión y. en particular, la form ación d e ca­
pital fijo son sustanciales en el crecim ien to . Para q u e la e co n o m ía
crezca p o r en cim a d el 6 % an u al, se h a calcu la d o q u e la form ación
d e capital d e b e colocarse a lre d e d o r del 2 5 % d e l i*i b , guarism o
que, c o m o se verá, se ha alca n zad o en p ocos p eriod os d e la histo­
ria e co n ó m ica d el país (ver e l g ráfico 6 .5 ).
L o q u e se p u ed e a p recia r a lo la rgo d el siglo x x es q u e esc
m o n to se alca n zó sólo unas con tadas veces (19 2 8 . 1956, 1995,
y 2 3 % en 2006-2007); en tre los sesenta y los o ch en ta estuvo e v
tancado e n cerca d el 16 % d el i*i b . En 2005 y 2006, apalancado
por m ayores inversiones extranjeras, se h a a ce rcad o a ese um bral
nuevam ente. Si se m id e la participación d e la form ación d e capital
fijo e n e l p i b , e n p recios constantes, el co eficien te alcanza el 25 %
en 2006 y casi el 28 % en 2007. reflejo d e la fuerte (evaluación
del p eso colo m b ian o. El gu arism o p u ed e tam bién estar reflejan d o
q u e las inversiones en capital fijo con tem p la n u n a descarga en tre
el 30 y el 40 % d e im puestos a la renta d e las em presas.
1925
IM S
fuente o t e o (2C04I y c J k u k » piotika.
11«
19«
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>995
»995
2005
NlIK VA H U I O U A U M O w a I X C O tO M M A
G rá fic o 6 .6
Inversión r t l n n j m d i r t c l j
futnte. D e p u u n e n » N J íio r u I de P U n e x ió n <í>*) V c lh tito í propioí.
A n tes d e la d ccad a de los och en ta, los flujos d e neo se habían
m an ten id o en niveles m uy bajos (ver el gráfico 6 .6 ), a pesar d e unas
pocas inversiones extranjeras a p rin cip ios d e siglo y d el reto rn o de
los flujos d e capital m undial en form a d e inversión d irecta después
d e la S egu n d a G u erra M undial (V illar 2005). Sin em bargo, los go­
biern os d e la S egu n d a R ep ú b lica C on servado ra (19 4 6 -19 5 7 ) fue­
ron bastante refractarios a los inversionistas extranjero*. La llama­
da colo m b ian ización d e la b a n ca d u ra n te los años setenta en tregó
u n a clara señ al al capital extran jero d e q u e n o era b ien ven ido al
pafs, y e llo se refleja b ien en los bajos guarism os d el p eríod o.
En tre 1980 y 19 9 1, la i e d tuvo un cre cim ien to p ro m e d io de
15 % . La m ayor parte d e las inversiones se co n ce n tró en la e xp lo­
tación d e yacim ientos de p e tró le o (5 4 % ), m in ería (2 7 % ) e indus­
tria m an ufactu rera ( 1 5 % ) (C u billo s y Navas 2000, 22). M edidas
en focad as hacia el fom en to y desarrollo d e plataform as expo rta­
doras c o m o el Plan V allejo auspiciaron en cierta m edid a la llegada
d e inversiones extranjeras, p u esto q u e se perm itía la en tra d a de
bien es d e cap ital y m ateriales em p lead o s en la p ro d u cció n d e bie­
nes para exp o rtación libre d e aranceles. N o obstante, la im porta­
ció n d e m aterias prim as era gravada con i v a . En m u ch as casos, la
política de sustitución d e im p ortacion es q u e p ro tegía la industria
fu e un obstáculo para la inversión extranjera, q u e n o p o d ía esco­
g e r sus fuen tes d e suministros.
La ie d e xp e rim en ta un fuerte cre cim ien to m ás adelan té, favo­
recida p o r los cam bios en la regu lació n in trodu cid os p o r la Cons­
titución d e 19 9 1. En ese m ism o a ñ o se d a un p rim er paso hacia
142
C h k c im ic m t o U Q H & U IÙ 1 «
l i i U . l t> XX
la ap ertura d e capital e x tern o , im p lem en ta n d o m edidas para d e ­
sarrollar un a d e cu a d o m a rco institucional y u n a regu lació n cla­
ra sobre ie d . y así in crem en ta r el ren d im ien to d e la inversión y
asegurar la asignación eficien te de los recursos. A lgunas de estas
m edidas fueron la elim inación d e restricciones a los inversionistas
extranjeros c igualdad d e trato con inversionistas nacionales, la p o ­
sibilidad d e inversión en p rácticam ente todos los sectores d e la e c o ­
nom ía (excep tu an d o los servicios públicos y el m anejo d e basuras),
en tre otras.
F.1 in crem en to de la i e d en los noven ta se vio favorecid o p o r el
plan d e privatizaciones d e em presas gu bern am en tales, especial­
m en te m in eras y d e gen eración y distribu ción d e e n e rg ía eléctrica,
así c o m o licitaciones d e cam p os d e gas y carb ón . Pese a las refor­
mas adoptadas en 19 9 1, au n persisten ciertos com portam ien tos
in stitucionales q u e desincentivan la llegada d e inversiones extran ­
jeras, c o m o los costos d e transacción asociados a la variabilidad
de las reglas y lo s p roblem as d e in form ación , tram itación excesiva
(ver la tabla 6 .4 ), co rru p ció n e inseguridad.
En estos años, la inversión se c o n ce n tró e n las áreas d e electri­
cidad, gas y agua ( 1 1 % ) , p e tró le o (3 0 % ), m anufacturas ( 1 6 % ) ,
finanzas ( 1 9 % ) y co m u n ica cio n es (8 % ), lo cual m uestra una m a­
yor p a rticip ación d el se cto r d e se rv id o s c o m o ben eficiario d e la
inversión extran jera (C u billos y Navas 2000, 2 s ) . I-os flujos de ird
i
»
Tabla 6.4
America Latina y Estado* Unidos:
día* necesario* para realizar algunos trámite*
____ 1_______
C u m p lim ie n to d e un
c o n tra to
In ic io y registro
d e u n ntfftrio
Registro
d f p n ip in iid
Pah
2 0 04
2005
2 0 04
2005
2 0 04
2005
A r g e li n a
520
520
32
32
44
44
Brasil
566
54*
152
152
42
47
C h ite
30S
305
27
27
31
31
C oJom bva
363
3 «
43
43
23
23
Ecu * Jo «
38a
388
92
69
21
21
Litad o s U n id o s
250
250
S
12
12
M íx k o
421
421
S8
58
74
74
Kfcnl
441
381
9 !)
102
31
33
Venezuela
n. d.
■145
116
116
n . d.
33
/ii"»w Kioto Muncfol 0007)
14»
5
N u eva n is r o a u i c m ó m u
u i C o ia n h a
vinieron p rin cip alm en te d e Estados U nidos, España y las Islxs Bri­
tánicas.
El a ñ o d e 1997 m arca un cam b io d e ten d en cia en los flujos de
ie d al país (ver el g ráfico 6 .6 ), posiblem en te cau sado p o r la crisis
finan ciera in tern acion al d e ese a ñ o , p e ro tam bién p o r la implem en tación d e o c h o reform as tributarias en tre 1994 y 1998, he­
c h o q u e refleja inestabilidad d e las reglas d e ju e g o y q u e afectaba
la ren tabilid ad esp erada d e los nuevos proyectos produ ctivos de
los inversionistas n acion ales y extranjeros. La caída c o n tin u ó en
1998, p ro fu n dizán d ose en 1999, p osiblem en te exp lica d a p o r «un
im portante*flujo negativo d e la inversión registrada (reem bolso de
utilidades) en el secto r p e tro le ro p o r US$901 m illones» (Cubillos
y Navas 2000, 22). Fin alm en te, a p a itir d e 2002, la i t u muestra
un e n o rm e crecim ien to , q u e alcanza su pico en 2005, a ñ o en el
q u e fue d e 7 ,5 % d el pib, la m itad destin ad a a a d q u irir el con so rcio
c ervecero nacional.
CONC.tUStÓN
R ecapitu lan d o, p od em os a firm ar q u e el crecim ien to colo m b ian o
d u ran te el siglo XX fu e relativam ente satisfactorio, en especial si
se le com p ara c o n el d el siglo x ix , q u e se p e td ió . Sin em bargo,
con trastado c o n el d e a lgu n o s países d e A m erica Latin a y el de
los países d el Sudeste A siático, q u e d esp eg aro n hacia la m itad del
siglo x x , e l com p o rta m ien to c o lo m b ia n o a p arece c o m o «bueno
p e ro n o esp ectacu lar- (M o n te n e gro y Kivas 2005). Asim ism o, una
d e las causas d e ese bajo cre cim ien to fu e el m ed io cre com p orta­
m ien to d el c o m e rcio exterior, q u e in cid ió en h a cer m ás len to el
d esarrollo d e las em presas q u e p o c o particip aron en los g la n d e s
m ercad os d el m u n d o, lo q u e les restó e l acicate d e la com p eten cia
y la bú squeda d e tecn o logías ap ropiadas q u e aum en taran la p ro ­
ductividad e n el e m p le o d e todos los factores.
C orregid o s a lgu n o s d e los factores de p olítica q u e in cid ieron en
este resultado, es posible q u e el crecim ien to e co n ó m ic o del país
en e l siglo x x i sea m ejor q u e el d e l siglo anterior. Sin em bargo,
persisten serias d eficien cias e in eq uid ad es e n las políticas públicas
y en la gestión d e todos los niveles d e g o b ie rn o q u e con tin uarán
C n c n n m a u x im ím io o u
n . n o to «x
siendo taras d el d esarrollo e co n ó m ic o . O tro e le m e n to n egativo
para la* perspectivas futuras d el país es q u e el a u ge m u n d ial q u e
impulsó las exp o rta cio n es >• la inversión extran jera y q u e aceleró
el crecim ien to e co n ó m ic o d e C o lo m b ia p ro b ó ser insostenible y
hace p rever un la rgo p e rio d o d e estan cam ien to d e las eco n o m ías
de los países desarrollados. H abrá que pensar entonces en form as de
crecim ien to m ás apoyadas en el m e rcad o in terio r hacia el futuro,
pero tratan do d e m an ten er las ventajas q u e le d io al país la parti­
cipación cre cie n te en la globalización.
C a p ítu lo 7
E l E sta d o y l a p o lít ic a f is c a l
EN E L S IG LO X X
In t r o d u c c i ó n
F.l Estado co lo m b ia n o va a ser dem asiado p e q u eñ o du ran te el si­
glo XX : gastará en p ro m e d io 7 % d el P IB , au n q u e term inará siendo
más gran d e q u e e ficien te después d e 1990. E11 la prim era fase se
refleja la d ebilidad o rgá n ica d el Estado o , m ejor, la falta d e par­
ticipación ciu d ad an a en su com p o sición , q u e es evid en te en el
nivel d e la célu la m u n icipal, p e ro q u e uunbién se m anifiesta en
el nivel n acion al, caracterizad o p o r un cen tralism o excesivo, que
incentiva la in eficien cia y la c o rru p ció n . 1.a tortuosa con strucción
del Estado d u ran te el siglo x i x , la falta d e con sen sos en el d iseñ o
de las con stituciones q u e lo organ izaban y las gu erras civiles q u e
tanto fractu raron el escen ario p o lítico dificultaron la ob ten ció n
del ap o y o re q u e rid o d e los ciu d ad an os para p agar sus im puestos
sin recelos. Sin em bargo, el Estado se va fo rtalecien d o pari passu
con el crecim ien to e co n ó m ic o y com ien za a g a n a r participación
en el pib con las políticas con servad oras d e los años cincuen ta,
in clu id o e l régim en m ilitar d e Rojas l’inilla, e l cual avanza c o n un
im portante p lan d e inversiones públicas.
147
Nviva hi*tu* m m w íw iu pi OHOm iu
A. I n g r e s o s t r i b u t a r i o s y c a s t o p ú b l i c o e n C o l o m b i a
E l trcaudo tributario
El gráfico 7.1 m uestra la evo lu ció n d el recau d o tribu tario d e l G o­
biern o cen tral e n el siglo x x . Su in greso fun dam ental hasta los
años treinta va a su rgir d el aran cel a las im p ortacion es, q u e se
a p ru eb a p o r d e cre to ejecutivo, es fácil d e recau d a r y tien e n um e­
rosos defensores. L o s p ro d u ctores se b en efician con la restricción
a la com p eten cia, los con su m id ores son in conscien tes d e q u e es­
tán p agan d o altos im puestos en las aduan as y los gran des contri­
buyentes p refieren q u e el Estado n o les m eta la m an o a los bolsi­
llos y q u e, en cam b io, asalte la aduan a. El alto aran cel se justificará
c o m o u n a estrategia d e d esarrollo só lo después d e los añ o s treinta.
D urante la prim era m itad d el siglo im pu so u n im p u esto a la renta
d e líw personas, n o existió un im pu esto a la tierra rural y los im­
puestos a las ventas ten drán q u e esp erar hasta los años sesenta. En
el nivel departam en tal serán los im puestos al a gu ard ien te, la cer­
veza y el cigarrillo, y a los vehículos, las q u e sostendrán u n m ínim o
nivel d e a cción , m ientras q u e las adm inistraciones locales vivirán
penosam en te d e un p e q u eñ o im p u esto predial y, eventualm ente,
d el situado fiscal o transferencias del G o b ie rn o central.
G ráfico 7.1
Recaudo tributario del G o biern o central
20
1«
_ 16
£
1«S
1 »»
t>a
1947
lu n g i.«» y l&mrtn 12007. ?77> y ctlculo* prof)k*
1%1
t*»
1oto
3XU
E l E s t a d o v m i o l J t i c a p h c a » l k r.L v i o l o x x
Los im puestos al café, co m o ya se ha visto, fu e ro n el resultado
de una n egoc iación c o n el grem io, m edian le ésta los in gresos se­
rían adm inistrados p o r éste, para lo cual so desarrolló un Estado
paralelo en las regio n es cafeteras del país q u e invertía los recursos
en infraestructura, ed u ca ció n , salud, y en e l p ro p io desarrollo tec­
n ológico d el cu ltivo (Bates 1998). A lg o d e los im puestos cafeteros
term inaba en las arcas del G o b ie rn o , p e ro en el fo n d o se negaba
el p rin cip io d e igu ald ad fren te a la ley, en c u a n to los recursos no
se repartían d e a cu erd o c o n la represen tació n d e in tereses en el
C on greso sin o a partir d e un p rin cip io corporativo q u e aseguraba
que la fu e n te y el destin o d e los recurso« serían el m ism o. 1.a cri­
sis d e p recios del ca fé en 1929-1934, la cual red u ce drásticam en­
te las im p o rtacion es y los recursos del aran cel q u e le entraban al
G obiern o, ob liga a éste a bu scar fuen tes internas d e tributación,
com o el p e q u eñ o im p u esto d e renta a p ro b ad o en 1936. La con ­
tribución cafetera se m an tend rá para financiar los inventarios a
que d a lu gar el p acto in tern acion al d e cu o tas, p e ro una vez éste
fue liqu idado, en 1989, d icha c o n u ib u c ió n p ie rd e im portan cia, a
la vez q u e la p a rticip ación d e C o lo m b ia en el m ercad o m undial se
redu ce drásticam ente.
l - i in tro d u cción d e u n a legislación d e se gu ro social en 1948
im puso a partir de en ton ces con trib u cion es a las n óm inas d e todas
las em presas d e l país, y even tualin cn te se le a ñ a d ió un pesado n ú ­
m ero d e im puestos q u e elevaron el costo del trabajo y agravaron
la in fo rm alidad y el desem p leo. D ich os im puestos servirán para
financiar un sistema lim itad o d e pension es y d e salud, q u e se lo ­
grará e x p a n d ir m u ch o desp ués d e 1993.
Las reform as fiscales in iciadas en 1936 llevaron el im puesto a
la renta al 2% del p i b en los años cuarenta y al 4 % en tre 1956 y
19 7 6 (ver el gráfico 7.2 ). Las reform as d e la d écad a d el setenta lo
redu jeron bastante, al tiem p o q u e se trepaban los im puestos a las
ventas internas, los cuales fu ero n in crem en tado s n uevam en te en
los noventa. El Im puesto al V alor A greg ad o se con virtió en e l prin ­
cipal in stru m en to d e recau d o d el G o b ie rn o nacion al. En la nueva
com posición , el 60 % d e los im puestos los paga el consum idor,
sin im poru ir m u ch o su nivel de in greso, m ientras q u e el resto es
abon ad o p o r las em presas, llam adas «grandes contribuyentes» o
personas ju ríd ic a s (ver el g ráfico 7 .3 ), p orq u e sus propiotarios go-
14 0
NUCVA H n T M l l (C O K Ó M IC 4 D I C O U M t U
G rá fic o 7 .2
Im p tiM lo » di recios e indirecto*
Im p u e s to » « i « t m
fu e n te lu r^ u k o v t a c ú i IX 0 > . I W
Gráfico 7.3
y c M n d tn pn^M ot
Impuesto 4 Ij renta, por tipo de contribuyente
f W t n iu n n jtu r a t e *
l y r x x í M |u> í d k * t
~ *r~
A m h K o p A to , R incón (2 0 0 7 . ¿79|.
zan do e xe n cio n es con sid erables, c o m o la d e n o pagar im puestos
sobre dividen dos, al elim in arse la llam ada d o b le tribu lación . Los
asalariados d e altos ingresos tam bién o b tie n en e xe n cio n es apreciables si ahorran en los fo n d o s d e pension es o en los destinados
a ad qu irir vivienda, d e tal m o d o q u e el sistem a term ina siendo
m uy inequitativo, p e ro adem ás es m uy difícil d e cam biar, p o r los
intereses q u e se im p o n en en las coalicio n es políticas dom in an tes
q u e los d efien den .
150
F -i E s t a d o t i a r a U n c A r a c A i . f » u . s i g l o
x»
El impuato inflacionario
Surge u n a p regu n ta interesante al c o n sid erar q u e el G o b ie rn o en ­
frentó siem pre una fuerte resistencia p o r parte d e los con trib u ­
yentes m ás ricos a ser lasados: ¿Q u é u n t o se fin an ció el G o b ie rn o
con c ré d ito d el B an co d e la R epública d u ra n te el siglo x x ? A falta
de impuesto«, el o p o rtu n ism o su giere la em isión prim aria d e din e­
ro. a u n q u e éste fu e un factor q u e a ce le ró la in flació n du ran te va­
rias fases, c o m o en los añ o s cin cu en ta y sesenta, y d e 198 5 a 1990.
N o obstan te, d u ra n te la G ran D epresión y la crisis d e la deu d a de
los o ch en ta , la em isión a favor d el G o b ie rn o p u d o ten er tin papel
con tracíclico, p u es rem o n etizó la e co n o m ía (ver el gráfico 7.4).
¿Q u é tan con tracíclica fu e la p olítica fiscal du ran te e l siglo x x ?
F.n g en eral, p u ed e afirm arse q u e , con unas cuantas excep cio n es,
la p olítica fiscal colo m bian a ten d ió a ser p ro cíclica (ver el gráfi­
co 7.5 ) du ran te el siglo x x . Las razones d e este com p o rtam ien to
com bin an factores e xtern o s, c o m o u n in gre so fiscal m u y d e p e n ­
diente d el aran cel, e in tern os, co m o las restricciones crediticias de
un sistema fin an ciero lla n o q u e im pedían flo ta r d e u d a pú blica, la
mala calid ad d e las instituciones legales, reglas fiscales deficientes,
co rru p ció n , y u n o m uy im portan te, el llam ado e fe cto «voracidad»,
q u e dificu lta q u e un G o b ie rn o d e je d e gustar cu a n d o e* lo conveGráfico 7.4
Emisión p ir j el Gobierno (prétbm os como porcentaje
del rw) e inflación
151
N u c v a Hiiroti» t o i M l H u . « n* C o u n u m
* ' C rtcftn M n lo n> i M Í
Fumín U K O
(M lin t *>1 C o tn u iiiu le lilí al
YMnoaaiode M * tonda
n ien te para los equ ilibrio s m a cro cco n ó m ico s del país (L ozan o y
T o ro 2007).
Es evidente, p o r ejem p lo, q u e en la G ran D epresión la políti­
ca con tracíclica sí se d io p e ro fu e (ardía y m oderada, después de
aban d on ar e l patrón o ro y re cib ir el G o b ie rn o grande» préstam os
del B an co d e la R epública. D espués d e la crisis d e los o ch en ta y
d e la d e 1 999-2002 se m anifiestan p rim ero políticas contracíclicas q u e son m antenidas y se tornan en procíclicas, especialm ente
evidentes en el a u g e m ás recien te (2003-2007), d án d o se p le n o el
ele c to voracidad d e gastar y a p rovech ar un a u ge e co n ó m ic o a favor
del (ío b ie rn o , sin con sid erar la creación d e fuertes desequilibrios
m acroecon óm ico s, co m o seria el caso d e una m ayor in flación .
E l gasto pública y el equilibrio fiscal
A lo largo d el siglo x x el gasto d el G o b ie rn o cen tral siguió bastante
cerca del recau d o tributario, p o r la falta d e un m e rcad o p ro fu n d o
de capital en el país y p o r e l alejam iento d e los m ercad os in tern a­
cion ales d e crédito, q u e habían p erm itid o am pliar las inversiones
pú blicas d u ran te los años veinte. El re to m o a esos m ercad os des­
pués de la S egu n d a G u e rra M undial hizo posible q u e se am pliara
t i E s t a d o t l a k u I i k a i u k . a l im u . s i g l o x »
Orifico 7.6
Reiaudo y gasto dH Cubism o central
—
K « a u i o ( l íb w U > K «
-------C u t o p ú b l k o
>v*W>-npi.lu, Rintúo(2007. ÍWI ytttr, ytilo*« prtfW»
m o deradam ente el fm an ciam ien to d el G o b ie rn o , m an tenién dose
una relativa disciplina fiscal hasta los años noventa.
D urante la prim era m itad d el siglo x x . el recau d o tributario 110
atravesó la barrera d e l 5 % d el p i b , p e ro ya en la d écad a d e los c in ­
cuenta ro n d a el 7 % , m ientras q u e e l gasto p ú b lico alcanza el 10%
del p ib hacia los años och en ta. En los noventa se am plía el recaudo
hasta llega r al 15 % d el p ib , y para 2006 había alcanzad o el 16 ,5%
del p i b , p e ro en tre tanto el gasto p ú b lico ro n d a el 2 2 % del p i b ,
dan do lu gar a un d éficit estructural y persistente q u e lleva la deuda
pública a niveles n un ca antes alcanzados (ver el g ráfico 7.6 ).
El d eseq uilib rio en tre in gresos y gastos se a p recia m ejor en el
gráfico sobre el déficit d el G o b ie rn o cen tral a lo la rgo d el siglo
(ver e l g ráfico 7.7).
Los déficits d e prin cip ios d e siglo son relativam ente pequeñ os,
pues 110 e x c e d e n el 3 % d el p i b , in clu id o s los d e los años veinte,
notorios p o r la actividad en las inversiones pú blicas en m edios de
transporte, e n e rg ía c infraestru ctu ra u rbana. Incluso d u ia n te los
años treinta, cu a n d o se esperaba q u e e l G o b ie rn o m anejara contracíclicam ente sus finanzas, se e n cu en tran p eq u eñ os déficits y
aun ep isodios d e superávits, p e ro éstos su rgieron d e la m oratoria
sobre la d e u d a extern a. Los años d e la S egun da G u erra M undial
son tam bién d e superávits sistemáticos, q u e se pro lon ga n hacia los
1R*
N u«va m i i toh» económica dc C o c o m m a
Gráfico 7.7
Déficit fiwral y primario del Gobierno central
—
B*Un< # p rim irlo
H H R llltK C (O tll
S utnlr. u m i > y t i k J m p n ^w w
año» cincuenta, gracias a una bonanza cafetera, La subsiguiente datomdn recrea los déficits fiscales, aun qu e ésto« son p equ eñ os (infe­
riores a 2 % d el p i b ) y se m antienen a principios d e los setenta. I x »
déficits se profundizan al final d e la misma década, rozan el 4 % del
p i b y coin cid en con la crisis d e la d e u d a latin oam erican a, q u e difi­
culta su reñ n an ciam ien to, p e ro el ajuste d el balance fiscal se logra
com p letar hacia 1990.
Los fallantes fiscales en q u e c a e e l país desp ués d c 199 5 alcan­
zan n iveles históricos n un ca antes con ocid o s. F.l d é ficit estructural
es d el o rd en d el 5 % d el p i b y la gran reccsión d c fin d e siglo lo
h a ce alargar al 7 % . La posibilidad d c un d éficit tan gran d e surge
del a u m e n to d el fin an ciam ien to e x tern o p o r m e d io d e la flotación
d c b o n os soberan os y d e la p ro fu n d izació n d e un m ercad o inter­
n o d c capital q u e financia la m itad d e la d e u d a p ú b lica colom bia­
na en 2005. Es claro q u e si n o existe un superávit prim ario en las
cu en tas d el G o b ie rn o , en e l sen tid o d e lo grar e xced en tes después
d c p agar el servicio d e la deu d a, el saldo d e la deu d a continuará
au m en tan d o. Y eso es precisam ente lo q u e m uestra la curva del
d é ficit prim ario, q u e tam bién es negativo, in clu so, en tre 2003 y
2006, años en los q u e la e co n o m ía colo m bian a entra en u n a fase
d e p ro sp erid ad inusitada.
154
E l F j t i a d o V l a p o t l T i c * r a e AL » * » 1 » H l U I XX
G rá fic o 7 .8
D r u d i p ública d el G o b ie rn o central
so
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10
o
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H M n tK
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axo
y R ifK ó n ( K 0 7 . }< *>| , r i k u k » p t u j » « .
El g ráfico 7.8 sobre la d e u d a pú blica co lo m b ia n a m uestra q u e
el país m antuvo una» políticas m acroecon óm icas conservadoras
y relativam ente sanas d u ra n te la m ayor parte d el siglo x x p e ro
que al final se d esco m p on e: gasta m u ch o m ás d e lo q u e recauda
y n o tien e e lem en to s d e p olítica q u e le perm itan h a c er un ajuste
del gasto para lo grar equ ilibrio s q u e garan ticen el cre cim ien to de
largo p la/o, c o m o si lo p u d o h a c er en las diferen tes fases d e crisis
y desequilibrios d el pasado. A u n q u e la d e u d a c o m o participación
en el p ro d u cto se co n tie n e y a lg o se re d u ce en tre 200,} y 2006.
ello o b e d e ce a do s razones: en p rim er lugar, u n a revalu ación del
peso, q u e perjudica a los exp o rta d o res y a las em presas q u e com ­
piten c o n las im p ortacion es y q u e h a ce caer el n u m erad o r d e la
parte d e la d e u d a en dó lares y eleva el d e n o m in a d o r en pesos del
coeficien te, y en se gu n d o lugar, q u e el recau d o tribu tario corres­
p on d e a u n o d e p le n o e m p le o o m á x im o u so d e la cap acid ad p ro­
ductiva d e la e co n o m ía . O tra razón im portan te es que» c re ce más
la riqueza n acion al q u e el e n d eu d a m ie n to c o m o tal. ;
La dtscentrahuuión y las finanzas dr los nhrUs UrriíoriaUs
Resulta in teresan te v er en el m uy la rg o p lazo (ver el g ráfico 7.9)
cóm o e l país pasa d e u n e n o rm e cen tralism o en 1840, a un d ebi­
litam iento d el Estado, en g en eral, y d el cen tral en particular, en
los años d e l radicalism o fed eral, cu a n d o se re d u ce la participa­
ción del 90 % al 5 0 % y 60 % . El p ro ceso d e cen tralización in iciado
por la R egen eración n o se p rofu n diza dem asiado d u ran te el siglo
1M
N v t v » m is t o * ! • c Q w ó m o o k C o ix j m w »
x ix . E n el siglo x x las reform as a la C on stitu ción in trodu cid as en
19 1 0 y la reactivación d el m u n icip io d u ran te los años vein te per­
m iten m an ten er niveles relativam ente altos d e recau d o tributario
y d e gasto con so n an te en esos niveles. F.l recau d o departam ental,
m ientras tanto, ro za el 3 5 % d e los recau dos totales d el Estado, y los
m un icipios se acercan al 20% d el m ism o. P ero después d e 1936 y
d e la S egu n d a G u erra M undial se acrecien ta el centralism o: el G o ­
b iern o n acion al tien de a con ce n tra r el recau do , q u e se aproxim a
a 7 5 % d el total hacia 1980. m ientras se m architan tan to los de­
partam entos c o m o los m un icipios, am bos con cerca d el 12 % . Des­
pués d el (« ord en a m ien to d e 19 9 1, la p a rticip ación d el G obiern o
cen tral en el recau d o cae a 7 4 % , co n tin ú a m architán dose e l nivel
departam en tal y gan an algún d in am ism o los m unicipios.
Sin em bargo, e n cuanto al gasto, las transferencias acordadas
m ilim étricam en te en la C on stitu ció n d e 199 1 han m odificado
p ro fu n d am en te el pan oram a territorial, sien d o con ten id as p o r un
a cto legislativo d e 20 0 1, q u e las d ejó plantadas en 9 % del p i b . No
hay du da de q u e se trata d e una m ejora sustancial para las dispo­
nibilidades (los activos más líquidos para h a c er fren te a ob ligacio­
nes). so b re to d o d e los m u n icip ios, p u es los d ep artam en tos sólo
lograron au m en tar en un p u n to del p ib su ga sto (del 3 a l 4 % ),
cuyo fin an ciam ien to se h a lo grado , e n parte, p o r la a flu en cia de
transferencias. Sin em bargo, los m un icipios, q u e p a rü ero n d e un
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1909 1923
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1979 1993
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O r if ic o 7 .1 0
In g r e s o * te r r it o r ia le s
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gasto d e i ,6% d el p ib en 198 7. alcanzaron el 5 ,5 % d el m ism o en
2005 (ver e l g ráfico 7 .10 ).
La descen tralización ha p erm itid o e n ton ces un fortalecim iento
de los m un icipios, gracias a las transferencias y, e n m e n o r m edida,
a su p ro p io esfu erzo fiscal, el cual ha estado co n ce n tra d o en B o g o ­
tá. M ed ellín. y en otro s p ocos m un icipios d el país, q u e recibieron
casi 5 % d el p ib en transferencias d el G o b ie rn o cen tral e n 2 0 0 6 . El
resto d el sistem a ha m ostrado pereza fiscal. L o s recursos acopia­
dos e n el nivel territorial se du p licaro n c o m o p a rticipación en el
producto in tern o bruto p e ro los m u n icip ales se cu adriplicaron , lo
cual les e n tre g ó im portan tes recursos p ú blicos a u nas adm inistra­
ciones m u n icip ales a sí fortalecidas (ver e l g ráfico 7 .10 ).
C o m o p u ed e ap reciarse en el g ráfico 7 . 1 1, la tributación mu­
nicipal h a ascen d id o d e 0 .8 % d e l p i b en 1987 a 2 % d el pib en
2006. gracias, en parte, a nuevos tributos, co m o la sobretasa a la
gasolina, p e ro tam bién a esfuerzos m ayores en relación c o n el im ­
puesto predial (actualización d el catastro, autoavalúo y aum en to
del cen so d e predios) y el d e industria y com ercio, el cu a l es o tro
im puesto q u e recae sobre las venias.
En tre tanto, los d ep artam en tos m uestran in ercia c o n resp ecto
a los tributos q u e recaudan ( 1 % d el p i b ) y d e p e n d e n m u ch o d e
las transferencias q u e ejecuta el G o b ie rn o n acion al panuellos, q u e
1R7
N u r V A K I I I D U A E C O N Ó M IC A M C O IO M M A
Gráfico 7.11
Impuestos y gastos muñir¡pales
■
Gutu»
fu m tm
—O—ImpucsKnlocal»
&.ncn <V U RípúWKa
son d el o rd e n d e o tro 3 % d el p i b . l a escasa im portan cia d e la
tributación local resalla los incentivos q u e despiertan las transfe­
rencias en las regiones: d em a n d a r recursos d el G o b ie rn o central,
e n vez d e gen erarlos c o n esfuerzos propios. Parafraseando a JeanPaul Sartre, se p od ría d e cir q u e «Los im puestos son los otros», que
es el lem a oportun ista d e los evasores. Es n otable la casi n ula tribu­
tación d e los p red io s rurales en el sosten im ien to de los m unicipios
a los q u e p e rten ecen . El p roblem a d e fo n d o 110 es u n a alegada
«ausencia d e Estado» sin o la falta d e «construcción d e Estado»
d esde la célu la m u n icip al, q u e bien pod ría fo rtale cer program as
d e ed u ca ció n , salud y segu rid ad c o n q u é d erro tar p olíticam en te a
la insurgencia.
O tro tem a fiscal im p ortan te es el e n d eu d a m ie n to e xtern o , que
p ara el caso c o lo m b ia n o du ran te el siglo XX ha sido principalm en­
te p ú b lico, y q u e pasam os a estudiar a con tin uació n .
B. I
DEUDA KXTERNA
Comportamiento de la deuda en d siglo XX
C olo m b ia recibió el siglo x x c o n una deu d a c erca n a a los tres mi­
llones d e libras esterlinas, a lg o m ayor q u e la ven ezolan a y ecuato-
158
El E s t a d o v l a r o i t i i r . A v m c a i . e x e i. n a o x x
nana, p e ro con sid erab lem en te m e n o r q u e el saldo d e las deudas
argentina y m exicana. Es decir, a pesar d e las m últiples n eg o cia ­
ciones y c ese d e pagos d el siglo x ix . el nivel d e e n d eu d a m ie n to
extern o d el país e ra d e los m ás bajos d e la re g ió n , tal c o m o se
muestra en e l gráfico 7 .12 .
El in icio d el siglo tam bién se vio m arcad o p o r la gu e rra d e los
Mil D ías (1 899-190 2), la cual fu e finan ciada, en parte, con deu d a
externa. Sin e m b a rg o , la in d em n izació n p o r el istm o d e Panam á
(1923-1926 ) y el a u ge del cu ltivo cafetero a partir d e 190 5 signi­
ficaron una en tra d a d e capitales al país q u e p erm itió red u cir el
m onto d e la deu d a. Esto — su m ado al bu en com p o rta m ien to d e la
balanza d e pagos, al in crem en to d e la cap acid ad fin an ciera y a las
reform as d el g o b ie rn o d e Rafael Reyes— h izo posible c u m p lir de
m anera estricta c o n los servicios d e la d e u d a d u ra n te las prim eras
dos décad as d el siglo, lo cual le p erm itió al país co m e n za r a recu ­
perar su cred ibilid ad perdida.
El gráfico 7 .1 3 muestra el com portam iento d e la deuda entre >923
y 2003. D urante los años veinte h u b o un crecien te flujo d e crédito
externo, q u e sirvió para fin an ciar diversos p rogram as d e obras pú­
blicas, p e río d o q u e se c o n o c e co m o d e »La Prosperidad al Debe».
H acia finales d e 1928, el p re cio e x tern o d e l café in ició u n a fase
d e declive len to, p ro d u cto d el desajuste en tre la cap acid ad pro­
ductiva y la dem an d a d el g ra n o (Posada 1989, 7 8 ). A g reg a d o a lo
anterior, el exceso d e d e u d a y d e gasto p ro vo có un a u m en to d e la
G ráfico 7 . t 2
(« « * )>
Deuda externa d e A m érica la tin a en 1909
(en libras esterlinas)
G u ln u i C m u fk l
C o to rfc u
Fvnrte lunpihnilW. I O S !
150
V tK M I
H n w k rai
IW p n
MMO
N u i v i H U I K I t IXXlMÚMVCA DC C O IO M M A
G ra fito 7 .1 3
D euda del G obierno nacional Central (GNC)
(porcentaje d el rw)
>.nP,in, RíikimiC2007, 2%
1
in flació n , h e c h o q u e in q u ietó a los prestam istas estadounidenses
e n los m ercad os d e d e u d a en N ueva York.
A partir d e 1929, e l en d eu d a m ie n to e x te rn o c o m e n tó a decli­
nar, g e n era n d o u n a red u cció n d el créd ito b a n ca rio do m estico , el
estan cam ien to d e lo» nacientes m ercad os bursátiles d e B ogo tá y
M ed ellín . y la red u cció n d e las reservas d el B an co d e la Repúbli­
ca. A n te tales síntom as d e recesión , el g o b ie rn o O laya estableció
un plan e co n ó m ico en 1931 q u e co n te m p ló la postergación de
la am ortización de la deu d a, atendréndose ú n icam en te los inte­
reses. Esta p ostergación de los pagos d io in icio a declaracion es
d e m oratoria p o r parte d e d ep artam en tos y m un icipios, la cual
se p ro lo n g ó hasta >935. Esto co in cid ió con la situación in tern a­
cion al gen eralizada d e países q u e declararon la m oratoria d e la
deu d a, 110 só lo en A m érica I.atina, sino tam bién en Eu rop a del
este, en tre otros (Avella 2006). L o s d ep artam en tos y m unicipios
poseían en 1928 el 3» % y el 1 1 % d e la d e u d a toial colom biana,
respectivam ente, después d e un im portan te crecim ien to , tal com o
se m uestra en la tabla 7 .1.
C o n to d o esto, en tre 1928 y 19 3 5 la d e u d a se u bicó alrededor
del 15 % del p i b . D espués d e casi 30 años d e una con siderable re­
du cció n d e la deu da, en tre 1962 y 1972 se exp erim en tó un nuevo
crecim ien to, ubican do el saldo e n un p ro m ed io d e 13 % d el p i b .
A dicion alm ente, en este p erío d o el país tuvo acceso al créd ito ex­
tern o p roven ien te d e organism os m ultilaterales y bancos privados.
El b i t w
Tabla 7.1
y
u
p o i It i c a m c A L r * a
w c to »
Deuda externa colom biana, 1 92 3-1 92 8
(en m illones d e dólares corrientes)
Arto
N a c io n a l
D e p a rtam e n tal
1923
21
n . d.
1924
18.3
1925
*7,3
1926
1927
1978
71,1
M u n ic ip a l
S a n e a r ía
lo lx l
3
n. d.
24
C a n a b io a n u a l
n . d.
6.9
n, d
2 7 ,4
3,5
2 ,9
9 ,7
n. d.
2 9 ,9
2 .4
14,5
27,1
1 2 ,9
8 .9
6 3 ,8
33.6
37,3
4 0 .9
17,3
3 1 .4
126,9
6 3 .4
6 3 ,5
24
4 4 .5
203,1
7 6 .2
P « * J a i l W 9 . 791.
Gráfico 7 .1 4
Deuda e d e m a privada y pública
(en m illones d e d ó la r « com íanles)
—
P ú b lic a
—
P evada
>»W Bonco* l»
Hacia 1970 , el m o n to d e la d e u d a extern a privada era m uy cer­
cano al d e la p ú b lica, a u n q u e en ge n eral la d e u d a extern a d el
país h a sid o p rin cip alm en te u n a o b liga ció n d el secto r p ú b lico, tal
com o lo m uestra el g ráfico 7.14 .
Entre 19 7 4 y 19 7 8 se llevó a cab o u n a im portan te reform a fis­
cal du ran te el g o b ie rn o L óp ez, q u e p erm itió una re d u cció n d e las
obligaciones externas, la cual fu e op acad a p o r un n uevo c iclo de
endeudam iento e x tern o d u ran te el g o b ie rn o Turbay, a principios
de los och en ta. A lo la rgo d e esta d écad a, la deu d a con tratada por
Colom bia cre ció , m an ten ién d o se en un p ro m e d io d e 1 5 % d e l pib
cn u e 1984 y 1986.
Este cre cim ien to d e la d e u d a fu e m o d e ra d o y c o in cid ió c o n el
colapso d el e n d eu d a m ie n to e x tern o d e los países latinoam crica-
N u «v » i m i M H ( « m f t u « : «
rm C « w m >
nos, in icia d o con la m oratoria d e la d e u d a q u e M éxico había con­
traído con Estados U nidos, dadas las altas tasas d e interés. Gradas
a q u e la deuda extern a era relativam ente pequ eñ a. C olom b ia fue
u n o d e los p ocos países q u e su p eró la crisis sin ten er q u e acudir a
un program a d e reestructuración, lo cual perm itió tener acceso a un
n u e vo flujo d e e n d eu d a m ie n to e x tern o con tratad o c o n la banca
privada internacional.
El p e rio d o co m p ren d id o en tre 1988 y 1992 tuvo cam b ios ins­
titucion ales im portantes, en cam in ad os hacia la m ayor apertura a
los m ercad os intern acion ales. D uran te este p erio d o , los flujos de
d e u d a extern a se estan caron y la p olítica d e fin an ciam ien to del
sector p ú b lico se reorien tó hacia la sustitución d e d e u d a externa
por d e u d a in tern a. La deu d a se in cre m e n to de m an era sustancial
en tre 1993 y 1998. en el m arco d e la p olítica d e internacionalización d e la e co n o m ía y en un c o n te x to d e gran des inversiones
públicas.
A finales d e 1997. la e co n o m ía m u n dial se e n fre n tó a una pro­
fu n d a crisis fin an ciera, q u e a fe ctó d e m anera im portan te el ritmo
d e cre cim ien to d e la e co n o m ía colo m bian a, su situación fiscal y
el e n d eu d a m ie n to e xtern o . La inversión privada, el crecim iento
d el p i b y los flujos d e d e u d a privada dism in uyeron , m ientras que
la d e u d a p ú b lica aum en tó, c o m o con secu en cia d e los crecientes
déficits fiscales.
Esta situación llevó a q u e el saldo d e la d e u d a alcanzara niveles
sup eriores al 5 0 % d el p i b , un nivel sin p reced en tes en la historia
d el país. F.n 2005, el saldo de la d e u d a extern a d e m ed ia n o y lar­
g o plazo era d e 4 7,G billon es d e pesos, lo q u e equivale a cerca de
5 4 % d el p i b , es d e cir q u e la d e u d a p o r habitante era cercana a
$1 ’920.000. l a situación m ejoró radicalm en te c o n el a u g e 20032008. q u e. en tre otras cosas, a p re ció el p eso c o lo m b ia n o y, con
e llo , p ro p o rcio n ó un alivio im portan te para la d e u d a e xtern a , que
cayó a niveles d e l 3 0 % d el P I B en 2007.
C o n c l u s ió n
Las políticas fiscales y d e e n d eu d a m ie n to e x tern o a lo la rgo del
siglo x x fu ero n relativam ente m oderadas, si se las com p a ra con las
162
f i E s t a d o t l a r o i> i» « -A i i u - a l i k i l S IC L O x <
de m uchas eco n o m ía s latinoam ericanas, q u e a partir d e los años
setenta co m e n zaro n a p ro d u cir gran d es deseq uilib rios m acroeconómicos q u e culm in aro n en crisis financieras gen eralizadas, en ­
trando en penosas fases d e p a re y siga con relació n al crecim ien to
económ ico. Sin em bargo, el réco rd h istórico d e C o lo m b ia n o es
tam poco brillante y, una vez lo g ró ser su jeto d e créd ito in tern acio­
nal, su com p o rta m ien to d ejó m u ch o q u é desear: convivió c o n ili­
naciones m oderadas p e ro persistentes, re cu rrió d e v ez en cu a n d o
al finan ciam iento d el G o b ie rn o cen tral c o n em isión y m antuvo un
Estado dem asiado p e q u e ñ o hasta los añ o s n oventa d el siglo x x .
U na vez aco rd ad a so cialm en te u n a gran expan sión d e l gasto
público en la C on stitu ción d e 1991 — gasto q u e fin a n ció n ecesi­
dades sociales y, so b re todo, d e segu rid ad fren te a los desafíos de
la in su rgen cia y d el narcotráfico— , se a d en tró e n un d éficit d el
G obiern o cen tral d e tipo estructural, q u e la adm in istración U rib e
rehusó con jurar, a pesar d e la e xce p cio n a l bon an za q u e vivió el
país en tre 2003 y 2007.
163
C a p ít u l o 8
L a P O L ÍT IC A M O N E T A R IA EN E L S IG LO X X
In t r o d u c c i ó n
A lo la rgo d el siglo x x , el B an co d e la R epúb lica m antuvo un or­
den m o n etario laxo, a u n q u e n un ca perm itió q u e se d esbordara la
inflación. Se garan tizó así un crecim ien to e co n ó m ic o constante,
que p u d o h a b e r sido m ayor si se h u biera c o n tro la d o m ás la infla­
ción y p ro fu n d iza d o el sistem a de créd ito , q u e fu e especialm en te
reprim ido c n ir c 19 5 1 y los años o ch en ta . D e a llí en adelan te, el
sistema fin a n ciero d e p e n d ió m ás d e las cap tacion es del p ú b lico y
menos d e la em isión prim aria, p ro fu n d izán d ose en a lgu n a m edi­
da el m ercad o crediticio. F ue tam bién u n b a n co cen tral q u e se vio
presionado a finan ciar ocasionalm en te gran des déficits fiscales, lo
cual, su m ado al fin an ciam ien to d e créd ito s d irigidos y subsidia­
dos, arrojó in flacion es p ro m e d io d el 1 5 % en tre su fun dació n y
el añ o 2005, q u e d e varias m aneras fre n ó el crecim ien to . S ó lo a
partir del ú ltim o a ñ o del .siglo x x el B an co d e la R epúb lica logró
entrar en el territorio d e u n a in flación d e un so lo dígito.
El p resen te c ap ítu lo aborda las p rin cipales características e c o ­
nóm icas e in stitucionales d e la p olítica m acroecon óm ica du ran te
el siglo x x . Para e sto se a cu d e a la revisión d el com p o rta m ien to de
los principales agregados m on etarios y d em ás variables (co m o las
tasas d e in terés y la in fla ció n ), así c o m o la elim in ación d e l financ¡am iento d el G o b ie rn o c o n em isión.
N U V V A M U I I I t H E C O N Ó M IC A XW C 0 1 0 M * 1 A
A . EL B a n c o
de la
Re p ú b l ic a y e l s is t e m a
KINANCir jt O ENTRK 1 9 2 9 Y I 9 9 I
El B an co d e la R ep úb lica n o fu e el m isino fu n d a d o p o r Kcm m ercr
desp ués d e la crisis d e 19 *9 . Su Ju m a D irectiva fue am p liad a con
do s nuevas sillas, una para la F ederación N acion al d e C afeteros y
otra para las C ám aras d e C o m ercio y las S ocied ad es d e A griculto­
res. Eli B an co cen tral les prestó a los caficu ltores cu a n d o lo requi­
riero n , c o n tasas subsidiadas d e interés, y, c o n frecu en cia, su ad­
m inistración fue en ca rga d a a un h o m b re d el grem io. H izo carrera
un g r u p o d e econom istas em presarios q u e se c o n o c ió c o m o la ’ Es­
cu ela d e M anizales» y q u e m arcó p ro fu n d a m e n te las instituciones
eco n ó m icas d el país. La p resen cia d e los exp o rta d o res en el mane­
j o del B an co d e la R ep úb lica le in tro d u jo un sesgo devaluacionista
a la p olítica cam biaría y evitó lo q u e en el resto d e A m érica Latina
fu e frecu en te, a saber, q u e el secto r exp o rta d o r fuera exprim ido
y subsidiara la industrialización forzada. Al n o h aber una lucha a
m u erte en tre sectores p o r aprop iar el señ oreaje d el Emisor, tam­
p o c o h u b o ten den cias in flacionarias im portan tes hasta la reform a
do 19 5 1 . Las tres sillas re señ a d a s a represen tan tes d el G obiern o
desde 1923 p erm an ecieron c o n voz y sin voto, p e ro c o n la partici­
p ació n c o m o murmbro n atódel M inistro d e H acienda.
En tre 19 3 5 y 1950 se estan có la particip ación d e la cartera
(préstam os a em presas, a individuos, y para finan ciar edificacio­
nes) e n el p i b , exp resan d o q u e la tasa «le in terés se había atrofiado
co m o señ al para fo m en ta r el a h o rro fin a n ciero y q u e las avenidas
d e crecim ien to d e la e co n o m ía se habían estrech ad o (ver el grá­
fico 8 .1). En efe cto , las tasas d e in terés n om in ales cob rad as por
los ban cos se m an tuvieron prácticam en te constantes, alrededor
d e una m edia del 8 ,5 % desde fines d e la G ran D epresión hasta
m ediados d e los c in cu en ta . Por su parte, las tasas d e in terés reales
(ver el g ráfico 8.2) fu ero n negativas a lo la rgo d e los cuarenta,
co in cid ien d o c o n altas tasas d e in flación , q u e en p ro m e d io llega­
ron al 14 % en tre 1942 y 1948.
En la prim era d écad a d e la p osgu erra la cartera d e la ban ca co­
m ercial vivió su é p o c a d e o ro. Pasó a representar el 7 % del p i b en
1945 al 11 % e n 1952 , y 19 % en 1956, cu a n d o term in ó la bonanza
cafetera. D uran te esta d écad a la cartera d el sistema fin a n ciero co-
166
U
P O L ÍT IC A M O K r T A K IA l l t t l U U O u
Gráfico 8.1
Cartera rw ta, 1 9 2 5 -2 0 0 6
Gráfico 8 .2
Tasa d e in te» « real activa
fuCMR B*»co á r U * * p . í * . A y c ik U o » p n * » o i
m en zó a c re c e r p o r en cim a d el ritm o d e la e co n o m ía , alejándose
del 18 % d el p i b característico en tre 192 5 y 1950, alcan zan d o su
m áxim o c o n la ap ertura d e los noven ta, antes d e c a e r e stru en d o ­
sam ente con la crisis d e finales d el siglo x x .
C o m o se p u ed e a p reciar en el g ráfico 8 .1, la cartera d el sistema
fin an ciero es m uy sensible a las crisis, q u e re d u cen su volum en
real d e m an era drástica, c o m o se evid en cia en la dep resión d e los
años treinta, la q u e aco m p añ ó el final d e la d ictadu ra d e Rojas
Pinilla, la crisis d e la d e u d a d e los añ o s o ch en ta (qu e n o fu e tan
grave) y la q u e se desata en tre 1998 y 2004. la m ás intensa d e to d o
el siglo x x .
Los h itos en el d esarrollo d el sistema fin an ciero du ran te la se­
gu n d a m itad d el siglo x x fu ero n básicam ente los siguientes: 1)
la reform a bancaria d e 19 5 1 , q u e d efin ió al B anco d e la República
167
N u e v a i i m n t u k w i ó i i i u DC C o l o m u a
co m o un ban co d e fom ento; a) la Junta M onetaria in troducida en
1963, q u e fu e m uy expansiva la m ayor p a n e d el tiem po; y 3) el
b a n co cen tral in d e p en d ien te co n ce n tra d o en e l co n tro l d e la infla­
ció n , co m o lo hiciera p o r m an dato d e la C on stitu ción d e 19 9 1.
C o n la reform a d e 19 5 1 , el B an co d e la R ep úb lica d eb ía cum plir
el rol d e prestam ista d irec to d el se cto r privado, asign and o créditos
d e distinto p re cio segú n el criterio d el G o b ie rn o d e in cen tivar el
desarrollo d e ciertas actividades, y el d etrim en to d e o lía s. C o n ello,
los escasos recursos crediticios eran otorgad os favorablem en te a
algun os agentes, m ientras q u e el resto d eb ía soportar con dicion es
m ás duras.-sobre to d o en la m edid a en q u e la auto rid ad m onetaria
recu rrió crecien tem en te al e n ca je b an ca rio para con trarrestar las
exp an sio n es d e c ré d ito p rim ario q u e alim entaban el créd ito sub­
sidiado. El en caje restringía aú n más un sistem a q u e n o utilizaba
m u ch o las cap tacion es d el p ú b lico p ara finan ciar sus actividades
d e préstam o o d e inversión y que, p o r lo tanto, estaba fuertem ente
reprim ido. Las tasas d e cap tación eran claram en te negativas, lo
q u e llevó a los ahorristas a buscar otro s interm ediarios. E11 efec­
to, el créd ito extrab an cario cu m p lió un pap el im p ortan te en el
fin an ciam ien to privado, c o n todos los p roblem as q u e surgen de
in term ediarios q u e n o o fre cen garand as a sus depositarios y que
p u ed en c o b ra r tasas d e in terés m u ch o m ás altas q u e las utilizadas
p o r el sistema b an cario regu lad o, y recurren a m étodos violentos
para recu p erar sus fondos.
El cam b io d e m o d e lo d e la b an ca cen tral co in cid ió c o n un fuer­
te a u m en to d e la p ro tección tanto d el secto r agro p ecu a rio com o
d el industrial, d e tal m o d o q u e se c o n fo rm ó un sistem a eco n ó m i­
c o corp orativo q u e resp on día a los intereses d e los grem ios d e los
p rodu ctores y, e n m e n o r m edid a, d e los sindicatos, dom esticados
y reprim idos p o r el régim en conservador, p e ro tam bién c o n un
sesgo paternalista q u e servía para e sco g er a los in tereses q u e sal­
drían b en eficiad os p o r las políticas públicas.
El régim en cam b iario después d e 1951 se basó en una tasa de
cam b io fija q u e sirvió c o m o an cla con tra la in flació n , p e ro ésta
tuvo q u e ser so luida cu a n d o se a cu m ularo n problem as d e escasez,
d e divisas, e n 19 5 7 . 1964 y 1966, cau sand o serios ch o q u es p o r la
devaluación , q u e transm itían a la in flación. En 19 6 7 en tró a regir
un sistem a cam biario q u e devaluaba a diario la tasa d e cam b io, y
I.A P O L IT IC A M O M L T A k IA CM E l. U U O X X
que se c o n o c ió c o m o una tasa deslizante o la devaluación go ta a
gota, q u e a veces fu e m ás q u e eso.
La serie d e tasas d e interés bancarias reales insinúa la existen­
cia d e un sistem a fin an ciero reprim ido: hay largos p e río d o s en
las q u e se tornan negativas, c o m o du ran te toda la d écad a d e los
cuarenta, y tasas bajas, o d e nuevo negativas en los años sesenta y
setenta. En u n país todavía caracterizado p o r una gran escasez de
capital y d o n d e la ban carización era m uy in co m pleta, el p re cio del
dinero d el sistem a oficial era fijado adm inistrativam ente, alejado
de su d em an d a real. Las tasas d e in terés d e cap tación (pasivas)
eran m uy in ferio res a la in flació n , d e tal m o d o q u e los q u e d e p o ­
sitaban sus aho rro s en el sistem a fin a n ciero perd ían gran parte de
su valor real.
Los sujetos de c ré d ito in sü tu cional eran escasos, derivados de
privilegios d e p erten en cia familiar, d e clave o d e ín d o le política.
Las tasas d e in terés negativas reflejan tam bién in flacio n es persis­
tentes q u e tien en p eríod os d e volatilidad du ran te los cu a les se vuel­
ven aun m ás negativas. Era éste un sistem a d e créd ito llano cuyo
crecim iento d e p e n d ía e n to n ce s d e los préstam os q u e le hiciera el
banco cen tral, y n o d e las cap tacion es del p ú blico. La expan sión
m onetaria c o n q u e se financiaban e l c ré d ito su bsidiado y el gasto
público se n eutralizaba c o n encajes q u e llegaron a estar a lred ed o r
de la m itad d e las cuentas corrien tes, a lg o q u e se agravaba c o n las
inversiones forzosas d e los ban cos a favor d e los agricultores o los
controles a las tasas d e interés. Esto llevó a q u e el sistem a fuera
muy reprim ido, prestara p o c o y n o fu era u n a p alan ca para el desa­
rrollo e co n ó m ic o d el país.
L a com p aració n in tern acion al de C o lo m b ia con varios países
asiáticos m uestra el raquitism o d el sistem a fin an ciero del país,
cuya cartera en p ro m ed io se q u e d ó cerca d el 20% d e l rtB, m ien ­
tras q u e los países d el Sudeste A siático alcanzaron u n a cartera q u e
era sim ilar a su p ro d u cto in te rn o o su p erio r a é l, en el caso del
Jupón (ver el g rá fico 8 .3). La llan u ra d e l sistem a fin a n ciero c o ­
lom biano se d e b e e n to n ce s a u n a regu lació n in co n ven ien te que
atendía u n os p ocos intereses corporativos c o n subsidios, m ientras
que las d e los países c o n q u e es co m p a ra d o C o lo m b ia tuvieron
fuertes incentivos para el a h o rro fin an ciero , y las tasas d t interés
N litv a u n i o * u i r u o ó v r o » t u C o u i h i u
1990-1954
H O -1 1 M
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fu r w <. atolle«» y L V im u
1970 1974
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I9 W -1 9 M
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reflejaron co n d icio n es d e alta d em a n d a d e c ré d ito q u e surgían de
una lá p id a acu m ulación d e capital.
La in tro d u cción d e dep ósitos d e valor con stan te en la década
d e los setenta para aten d er la con strucción co m o sector líd e r (los
llam ados u p a c ) , ideada p o r L au ch lin C u rrie, fu e m uy exitosa para
el crecim ien to d e u n secto r n o transable p o r excelen cia. Los ban­
cos resp on dieron con la oferta d e pagar intereses reales p o r sus
depósitos a térm in o a n te la corrida d el p ú b lico hacia el u p a c . con
lo cual el sistem a fin an ciero se p ro fu n d izó en los años o ch en ta y las
tasas d e interés reales se treparon a niveles relativam ente normales
d e un m ercad o d e capital d e un país q u e tien e una escasa dota­
c ió n del m ism o. E n los años o ch en ta y n oventa las tasas han carias
reales oscilaron en tre t o y 20% real, d e p e n d ie n d o d e las políticas
m onetarias y d e en caje del B an co d e la R epública, q u e hacían más
escaso o abun d an te el crédito. S e p u ed e a p reciar q u e al final del
p e río d o existe una p olítica m on etaria con tracíclica, c o n tasas de
in terés altas en los auges y bajas en la rcccsión (ver el gráfico 8.2).
O tro cam b io im portan te en el régim en m o n etario colom bian o
fu e la creación d e la (un ta M onetaria en 1963, con stituid a p o r los
m inistros d el G asto y H acien da, m ás do s asesores d e buen nivel
técn ico, q u e d io lu gar al e jercicio d e la p olítica m on etaria por
parte del G o b ie rn o , p ro d u cie n d o un relajam ien to de las reglas de
em isión y, con e llo , u n a u m en to p erm a n en te d e los niveles d e in­
flación . L a tasa d e cam b io deslizante p reten d ía q u e la devaluación
170
I-* r O i / T I C A MOHC1
91010 XX
siem pre estuviera p o r en cim a d e la in flación , a lgo q u e la torn ó
inercial. p uesto q u e la transm itía a las expectativas d e los agentes
hacia el futuro.
EJ in cen tivo para los exp o rta d o res fu n cio n ó bien p o r u n tiem ­
po, p e ro e l m ecan ism o n o garantizaba la devalu ación real d el peso
y h u b o coyun turas en q u e resultaba c o n tra p ro d u cen te co n tin u a r
devaluándolo: du ran te varias fases d e bon an zas de exp o rtación
o llegada d e capitales e xtern o s el E m isor p erm itió la revaluación
real d el peso, para fre n a r la presión in flacio n aria q u e gen eraría
la m on etización d e u n a avalancha d e divisas. En to d o caso, tal po­
lítica a yu dó p o c o a co n tro la r la in flación , q u e en tre 19 70 y 1995
superó el 22% an u al en p rom edio.
Eran tiem pos en los cuales las expectativas d e in flación estaban
atadas a la devalu ación grad ual adm inistrada del peso; al m ism o
tiem po, la e co n o m ía y. e n particular, su se cto r a g ro p ecu a rio esta­
ban m uy p rotegid os, lo cual facilitaba el ajuste d e p recios hacia
arriba p o r parte d e los p rodu ctores. La tasa de in terés estaba tam­
bién efectivam en te atad a a la in flació n pasada, gracias al u p a o , de
tal m o d o q u e los p recios fun dam entales d e la e co n o m ía ten dían a
moverse hacia arriba, d e con su n o . P o r ú ltim o, tam bién los salarios
se fijaban d e a cu erd o c o n la in flación d el a ñ o anterior, to d o lo
cual h izo q u e la in flació n colo m bian a fu era m uy persistente (ver
el g ráfico 8.4).
La regla d e la auto rid ad m on etaria era in tentar vagam en te q u e
la cantidad d e d in e ro en la e co n o m ía c reciera a una tasa bastante
permisiva: só lo c u a n d o la in flación su p eraba el 2 5 % , s e aum en ta­
ba el en caje m arginal y las tasas d e in terés se iban al cielo , inten­
tando q u e la can tid ad d e d in e ro al final d e a ñ o se redujera y, así,
mostrar resultados d e p olítica m onetaria. P o r últim o, é l G o b ie rn o
podía recu rrir a créditos d el b a n co cen tral, q u e fu ero n m uy gran ­
des en la d écad a d e los och en ta. La in flación in crcial sólo p u d o
ser com b atida c o n un nuevo régim en m o n etario in tro d u cid o p o r
la C onstitución d e 19 9 1. cuyo distintivo fue la in dep en d en cia q u e le
garantizó al B an co d e la R epública. D e a llí en adelan te c o m e n zó
a reducirse la em isión prim aria (ver el g rá fico 8 .5 ), lo q u e tuvo el
efecto d e re d u cir sistem áticam ente la in flación.
L a Ju n ta M on etaria re flejó el p re d o m in io d e la teoría keynesiana en el m u n d o y su in terp retación exu b e ra n te d e nuestras rea-
171
N U tV A MIKTOKIA (C C U A M IC A O». O U X lM R IA
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lidadcs. El supuesto fun dam ental era q u e estím ulos fuertes a la
d em an d a m edian te la exp a n sió n m o n etaria c o n d u cirían a u n cre­
cim ien to e co n ó m ico m ás elev ad o q u e term inaría h a c ien d o más
dem ocrática a la socied ad , p u es se dism inuirían e l desem p leo y la
e co n o m ía inform al. 1.a realidad fu e distinta: com en zaron a apare­
c e r crecien tes con tin gen tes de trabajadores in form ales y la tasa de
d e sem p leo se situó p o r e n cim a d e los do s dígitos d e m an era cons­
tante. La in flación tan alta h izo m ás lla n o el sistem a financiero,
aun c o n el sistem a d e valor con stan te, p orq u e la tasa d e in terés fu­
I-a K i U t v C * w i n m i u ».x t i M e t o XX
tura era im previsible y eso la m an tenía extraord in ariam en te alta.
También im p id ió c o n fo rm a r nn m ercad o d e capital p ú b lico con
el cual el G ob iern o pudiera financiar una bu en a parte de la deuda
pública, a lgo q u e com en zó a ser viable después d e q u e la inflación
se situó al nivel d e un dígito, d e sd e el a ñ o 2 0 0 0 en adelan te. Hacia
í o o O . más d el 6 0 % d e la d e u d a d el G o b ie rn o cen tral era finan cia­
da en pesos.
B. L a R E F U N D A C IÓ N Dfc L A IN D E P E N D E N C IA
uel
Ban g o
d e
la
R e p ú b l ic a
Una característica im p ortan te d el d e sem p eñ o d e la e co n o m ía c o ­
lom biana en el siglo x x es q u e e l cre cim ien to d el p ro d u cto agre­
gado n o estuvo relacio n ado ni c o n el c re cim ien to d el d in e ro ni
con el d e los p recios en el largo plazo. Sin em b a rg o , la in flación
y el cre cim ien to d el d in e ro sí m ostraron u n a relación positiva de
largo p lazo (ver el g ráfico 8.6).
C o n la n ueva C arta P o lítica d e 1 9 9 1 , se com b in aro n com p rom i­
sos de m ayor gasto social c o n una liberalización con sid erab le d e la
econom ía, d e su régim en d e co m e rcio in tern acion al, d el flu jo de
capitales, p erm itien d o tam bién q u e el secto r privado participara
ert la provisión d e servicios p ú blicos y en la con tratació n d e obras
Gráfico 8.6
Crecimiento económico, base monetaria
r inflación en Colombia
- • - C r « v im . t u
- * ~ ln lU c » ó n
N u e v a h m i m u l c o h ó m ic a u r C o tO M U A
púbHcas. Km re estas reform as, se o torgó un bu en nivel d e in depen ­
d e n cia al B an co d e la R epública, a u n q u e se le o b lig ó a coordinar
con el G o b ie rn o sus políticas m onetarias y cam biarías, a lg o que
es ex tra ñ o en la tradición in tern acion al d e in d e p en d en cia de los
ban co s centrales. La nueva auto rid ad m on etaria consta d e cinco
d irectores d e d ed ica ció n exclusiva n om brados p o r el Presidente,
con p e río d o s d e cu a tro años, q u e d e b e n te n er u n a bu en a forma­
ció n técnica y académ ica; m ás el g e ren te, q u e nom bra a la Junta
D irectiva, y el M inistro d e H acien da, q u e la preside. El Presidente
só lo p u ed e cam b iar d o s m iem b ros en la m itad d e su p e río d o y no
p u ed e d esp ed ir a n ingún director, c o n lo cual se buscaba la inde­
p e n d en cia d e la corp o ra ció n . l a reelección presidencial debilitó
la separación d e p od eres en ge n eral y la auto n om ía d e l banco
cen tral, al h acerla vuln erable, d e b id o a q u e el m ism o presidente
p u ed e nom brar a todos sus co d irecto res al llegar a la m itad de su
segu n d o m andato, y m ás grave aun, p u ed e n om brar a a lgu n o s sin
las calid ad es académ icas requeridas. A fo rtu n ad am en te, la autono­
m ía y calidad d e la Ju n ta D irectiva d el B an co d e la R epública se
m an tuvieron , gracias a p resion es in tern acion ales e internas.
El resultado d e la gestión d e la Ju n ta D irectiva d el b a n co cen­
tral fue la in tro d u cción d e un nuevo o rd en e co n ó m ico: la tasa de
cam b io se d e jó flotar d e n tro d e lim ites p reanu n ciados, la llamada
banda cam biaría, d e tal m o d o q u e la in flación d e jó d e transmitirse
e n las expectativas resp ecto a la devaluación; esto fu e especialm en­
te cierto desp ués d e 1994. cu a n d o la Junta d el B an co d e la Repú­
b lica revaluó la banda. A l tiem po, el G o b ie rn o red u jo e l arancel
p ro m e d io d e un 40 % a un 12 % , lo cual — co n ju n ta m en te con la
revaluación del p eso q u e estaban g e n era n d o los hallazgos d e pe­
tró leo d e C usian a y la llegada d e capitales extran jero s y propios—
h izo red u cir lo* p recios d e las im portaciones. La C on stitu ción le
p ro h ib ió al B an co d e la R ep úb lica prestarle d in e ro al G obierno,
a m en os q u e h u biera u n a decisión u nán im e a su favor. Esto cerró
otra llave a la in flación estructural q u e había caracterizado a C o­
lom bia desde los años sesenta p e ro perm ite q u e p u ed a socorrerlo
en u n a crisis d e extrem a gravedad.
F ue así c o m o se p u d o red u cir la in flación d el 3 2 ,4 % en 1992
al 4 ,5 % en 2006, al re c o g e r los excesos m on etarios, e le g ir una
banda cam biaría q u e d esligó la in flació n d el m ovim ien to d e la
174
L a ro U n c A h o n it a u a n
n . ucu>
xx
lasa d e cam b io y q u e d eb ilitó las expectativas inflacion arias d e los
agentes. l a auto rid ad m on etaria c o m e n zó a apoyarse e n u n régi­
men d e in flación ob jetivo d esd e 199 5. m edian te el cual fija metas
de in flación do s años hacia adelan te, p ro cu ra n d o q u e los agentes
las acep ten y fijen sus p recios y salarios d e a cu erd o con dichas
nielas, régim en q u e se volvió p len am en te operativo desp ués de
abandonar la ban da cam biaría y p erm itir la flotación del peso, en
septiem bre d e 1999.
El m ayor bajon azo d e la in flació n o c u rrió en 1999. d u ra n te el
em bate d e u n a crisis finan ciera in tern acion al, una salida masiva
de capital y una co n tra cció n e co n ó m ica d el 4 , 2 % d e l p i b . En to­
dos los países latin oam erican os h u b o u n a caíd a d el p ro d u cto, bajo
las m ás diversas políticas m onetarias, p e ro los países m ás afectados
fueron los q u e ten ían m ayores d eseq u ilib rios m acroecon óm ico s.
com o Ecuador, V en ezuela y C olom b ia.
C olo m b ia tenía en esc m o m e n to un d é ficit d e la cuenta c o ­
rriente d e 8 % del p i b y un d é ficit fiscal d e 5 % d el p ro d u cto, por
lo cual la im posibilidad d e refinan ciar tan to la d e u d a d e su sector
privado c o m o d el p ú b lico c o n d u jo a con traccio n es m uy fuertes
de sus respectivos niveles d e actividad. L a salida d e capital, p o r sí
sola, desm on etizó la e co n o m ía y cau só b u e n a parte d e la recesión
que se desató al a ñ o siguien te. E n C o lo m b ia, al igual q u c.c n todos
los países afectados, los a gen tes redu jeron dep ósitos a térm ino,
cuentas d e ah o rro , cuentas c o rrien tes y efectivo en pesos (la sum a
de los cuales se llam a M j ) , para con vertir esos activos e n dólares.
Tam bién liqu idaron títulos d e l G o b ie rn o y accion es. C u alq u ier
em isión d el b a n co cen tral n o h u biera restau rado ni el agregad o
m on etario ni las inversiones financieras.
En efe cto , to m ó varios años volver al nivel previo q u e m ostra­
ron los a gregad o s m on etarios y d e c ré d ito d e antes d e la crisis.
Se red u jo el e n d eu d a m ie n to privado tan to en m o n ed a extranjera
co m o en pesos, y el total, q u e había alcan zad o casi el 40% del p i b ,
regresó al nivel d e 19 7 4 , d e 2 7 % del p i b (ver d e n uevo el gráfico
8 .1, y el g ráfico 8 .7 ). U n im p u esto a las tran sacciones finan cie­
ras d el 2 p o r m il en 1999, d estin ad o a apoyar al sistem a ban cario
en crisis, se volvió un im p u esto estructural d el 4 p o r m il. p op u la r
entre los legisladores p e ro c o n tra p ro d u cen te, pu es con trib uye a
dism inuir la utilización d el sistem a fin a n ciero p o r la pob lación.
175
S u n » H is T o a i» i o m O m i»
o r C v u in ii*
Eso se expresa en el a u m en to d el M i (efectivo y cuentas corrien ­
tes), q u e pasó d e 7 . 5 % d e l p i b an tes d el im pu esto al 1 3 % d el p i b
e n 2006, q u e es fun dam en talm en te la utilización d e l e fectivo para
evadir el castigo.
D espués d e estabilizado el m e rcad o cam b iarlo y d e h a b e r per­
m itido la flotación de la tasa d e cam b io en sep tiem bre d e 1999,
la p olítica buscó rem on etizar la e co n o m ía y m an ten er una alta
em isión , qu c.a co m o d ó la a celeración d el cre cim ien to económ ico.
Gráfico 8.7
1W»
Cartera M3 y MI
1493
19»
xm
1999
— >-• In tlic o n
f u v o r . B u k o tí* 1* R ep C M ka.
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3036
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r O U T t C A M O N E T A R IA EX E L U U O X X
de 2003 e n adelan te. S ó lo hasta m ayo d e 2006 c o m e n zó la auto­
ridad m onetaria a elevar su tasa d e in terés d e referen cia, cu a n d o
la econom ía estaba recalen tán d ose y los excesos m on etarios eran
difíciles d e absorber. M ientras tanto, e l G o b ie rn o p ersegu ía una
política fiscal expansiva q u e presion ab a la in flación hacia arriba y
contribuía a revaluar el peso, c o n lo cual sacrificaba a los sectores
transables (ex p o rta d o r y c o m p e tid o r d e im p ortacion es). E n 2007
la inflación estuvo 1 % p o r en cim a d e la meta, y el fuerte creci­
miento e co n ó m ic o y las co n d icio n es in tern acion ales im pid ieron
una vez m ás cu m p lirla en 2008, c u a n d o alcanzó el 7 ,7 % . red u ­
ciendo los salarios reales y los con su m o s d e la p o b lació n (ver el
gráfico 8.8).
Co n c l u s ió n
Colom bia con struyó unas in stitucion es m onetarias y finan cieras
que oscilaron en tre la in d ep en d en cia c o n q u e se in iciaron en
1923 y la m ayor in terven ción p o r parte d el G o b ie rn o desde 1951
y, sobre to do , a partir d e la Junta M onetaria d e 1963. las q u e en
conjunto ap oyaron un cre cim ien to e co n ó m ic o m o d era d o a lo lar­
go del siglo p e ro d a n d o lu gar a c recien tes niveles d e in flació n y a
un sistema cred iticio rep rim ido y llano. El B an co d e la R epública,
rediseñado p o r la C on stitu ción d e 19 9 1. lo g ró m a n te n e r una ma­
yor disciplina m onetaria; ésta, a su vez, in du jo u n a re d u cció n d e la
inflación «p reciable p e ro n o h a lo gra d o alcanzar los niveles inter­
nacionales. Se ob tu viero n , al m ism o tiem p o, una p rofu n dización
considerable d el m e rcad o de capital, so b re to d o d e la em isión de
títulos del G o b ie rn o , y la am p liación d el créd ito privado.
C a p ítu lo 9
El c o m e r c io i n t e r n a c i o n a l
d f. C o l o m b i a e n e l s i g l o x x
E l c o m e rcio e xterior colo m b ian o du ran te el siglo x x p u ed e ca­
racterizarse co m o ap en as ad ecu ad o para el d esarrollo d el país.
A unque arran có m uy bien el siglo, la dinám ica exp o rtad o ra langui­
deció, al q u ed ar dem asiado d e p e n d ie n te del ca fé hasta entrados
los años setenta. Más precisam ente, las políticas públicas n o incen­
tivaron a los em presarios a aventurarse en el m ercad o intern acio­
nal, e n e l cual les fu e relativam ente bien cu a n d o cam biaron las m o­
tivaciones. Si bien h u b o u n a m ejora sustancial frente al m ediocre
com portam ien to exp o rta d o r d el siglo x i x , n o con trib uyó suficien­
tem ente al lo gro del p le n o e m p le o d e la pob lación colom biana.
Vo l u m e n y e s t r u c t u r a d e l a s e x p o r t a c io n e s
•
F.l co m e rcio d el país atravesó tres gran des fases du ran te el siglo:
una é p oca do ra d a d e fuerte exp an sió n , en tre 1905 y 193 7: a pesar
de la G ran D epresión, los volú m en es d el café c o lo m b ia n o m antu­
vieron su crecim ien to p o r u n os añ o s después d e la crisis m undial;
otra d e caíd a y estabilidad p o r prácticam en te 50 años, q u e es de
estancam iento, m o n oexp o rta ción y racio n am ien to d e divisas; y. fi­
nalm ente, do s décad as d e diversificación y expan sión m oderada
en tre 19 8 7 y 2007, en d o n d e cu m p lie ro n un pap el im portan te las
actividades m ineras y el p e tró le o (ver el g ráfico 9 .1 ) .
La p rim era m itad d el siglo estuvo d om in ad a p o r las e xp o rta cio ­
nes cafeteras, q u e tuvieron u n co m p o rta m ie n to n otable en los ini­
cios d e la cen tu ria, p e ro q u e se vieron afectadas p o r las restriccio-
179
N i * V A H ISTORIA CCONÖKJCA D I CO IO M O IA
G rá fic o 9.1
Exportaciones reales, p o r habitante
n es a los m ercados eu ro p eo s du ran te la S egu n d a G u erra M undial
(19 3 9 -19 4 5 ). D urante la segu n da m itad d el siglo varias bonanzas
cafeteras n o alcanzaron a im p edir la d ecad en cia d e la participa­
ció n colo m bian a en el m e rcad o m u n dial y el estan cam ien to d e los
ingresos d el país p o r este co n cep to . C o lo m b ia su scribió en 1963 y
1968 el C o n v en io Internacion al d e l C afé , respaldado p o r los paí­
ses p ro d u ctores y con su m id ores d el gran o. F.l pacto d e cuotas sig­
nificó a lgu n a estabilidad, au n q u e el m o n to p ercib id o p o r C olo m ­
bia p erm a n eció estan cado alred ed o r d e US$500 m illones p o r año
(Jun g ü ito y Pizano 19 9 7 , 3 8 5 ). El fin d el p acto, en 1989, term inó
estan can do el in greso real provisto p o r el café p ara C olo m b ia, au­
m en tand o la particip ación de países c o n salarios in ferio res a los
colom bian os, c o m o los africanos y los d e V ietnam .
Es n otoria la diversificación d e exp o rtacion es después d e 1968,
cu a n d o se in tro d u jeron incentivos q u e d irigiero n una m ayor parte
de las actividades productivas hacia el e xterio r y q u e redu jeron la
particip ación d el café al 6 % d e las exp o r taciones en 2007, cuando
en 1960 con stituía un 80 % d e l total (ver el g ráfico 9.2). L o más
n otable d e l cam b io recien te en la estructura d e las exportacion es
colom bian as fu e la cre cie n te im portan cia d e la m in ería (carbón,
n íqu el y o ro ) y del petróleo, los cuales ya habían alcan zad o a ser
e n 2007 el 4 2 % d el total, m ientras q u e la m anufactura representó
E l COMEUCIO I I I T U I U C I W M L O t ( J O W H I U f N n
G ráfico 9 .2
«K ilX I X *
Exportaciones, p o r categoría d e producto*, 1 9 1 0 -2 0 0 6
-*-CM
■•■otros agrtootas
M in e ro »
— o lro í
í i w f f caico I70CHI y cilcu lm
un bu en 4 7 % . I-o am en azan te d el fen ó m en o consiste en lo q u e
algunos econom istas han llam ad o «la m aldición d e los recursos
naturales», co n d ició n q u e se presenta cu a n d o las ren tas m ineras
ran socavan do la ren tabilid ad d el resto d e exp o rta cio n es y d e la
produ cción d e bien es transables en gen eral al r evaluar la tasa d e
cam bio d el país e n cuestión. Sin em bargo, si la e co n o m ía está d i­
versificada y el G o b ie rn o ah o rra las rentas q u e p e rcib e y las invier­
te en el exterior, esp ecialm en te en p e río d o s d e a u ge d e precios de
las m aterias prim as, dich a m aldición n o tien e p o r q u é presentarse.
D esafortunadam ente, la tradición d e los g o b ie rn o s colom bian os
110 ha sid o p recisam ente la d e d esp leg ar políticas contracíclicus,
de tal m odo q u e se gastan todas sus rentas, y más aún en p eríod os de
auge d e los térm inos de in tercam bio d el país.
El cam b io d e la estructura d e las exp o rtacion es refleja u n a ma)or d in ám ica d e las actividades industriales y agroindustrialcs. en
especial d e la m in ería. D e esta m an era, la tasa d e cam b io qu eda
expuesta d e n u evo a las bon an zas d e las m aterias prim as, q u e, a
su vez. fre n a n e l d esarrollo d e las exp o rtacion es m anufactureras
y agroindustrialcs. M ientras q u e e l secto r m in e ro es intensivo en
capital y ocu p a p oca m an o d e ob ra, los secto res q u e exp o rtan ma­
nufacturas y p ro d u ctos agroind ustrialcs son intensivos en trabajo.
Paradójicam ente, un a u ge m in ero exp o rta d o r p u ed e au m en tar el
desem pleo y la in fo rm alidad d e la m a n o d e obra.
N iir v t i m i i m t i n w A M i » D i C n i o m u
P r o t e c c ió n y a p e r t u r a d e l a e c o n o m ía
A com ien zos d el siglo x x existía un arancel e x te rn o m uy eleva­
d o q u e, m ás q u e p ro te ge r las actividades dom ésticas, tenía como
razón d e ser la gen eración d e ingresos para el Estado, en vista
d e q u e n o p od ía recu rrir ni a la tributación directa ni a los im­
puestos al c o n su m o in tern o. Ésta es u n a ten den cia q u e se desata,
en especial, d u ran te la adm inistración Reyes (19 0 4 -19 0 9 ). Es un
m ito e n to n ce s asegu rar q u e la p ro tección com ien za en el país con
la dep resión d e los años treinta, c o n el p ro p ósito d e p ro te ge r la
industria nacion al, utilizand o c o m o m ecan ism o la sustitución de
im portacion es. La p ro tección seria utilizada id eo ló gica m en te más
a d elan te para ju stifica r la p erm an en cia d e los aran celes fijados
d u ran te la G ran D epresión, cu a n d o ya n o se les requ ería. Existía
e n ton ces una bu rguesía industrial c o n c ierto p o d e r para influir
sobre las políticas públicas q u e d em an d ab a p ro te cció n , y la logró,
l a p ro te cció n n o lle gó c o n un m ayor aran cel real, q u e m ás bien
se d e te rio ró a lo la rgo d el tiem po, sin o con la intensificación del
con tro l d e cam bios, las licencias d e im|>ortación, las cuotas, y otras
form as d e restringir el co m e rcio , q u e llevaron a racio n ar las im­
p ortacio n es y d ism in uir su utilización en la e co n o m ía nacional.
El aran cel c o m e n zó e n niveles m uy altos p e ro fu e erosionado
p o r la in flació n , p orq u e las tarifas se especificaban en pesos por
u nid ad d e volum en (ver el g ráfico 9 .3). Más adelan te, las tarifas
pasaron a establecerse co m o p orcen taje d el valor d e l bien imporC.riñ e o 9 J
Arancel prom edio, 190.^-2000
tw
f u r n t r V N b r y ( f u t i r á (J 0 07 L
182
E l c o M c a c io i « n » U £ K W » l d i C o i o i m t m
11 w c i o X X
lado, para q u e m antuvieran su valor real. l a s políticas d e apertura
iniciadas en 1 9 7 4 fu ero n suspendidas p o r las protestas grem iales
y populares d e 1 9 7 7 ; c o n la crisis d e los o ch en ta los aran celes se
treparon aú n más, au n q u e la adm inistración B arco (1986 -199 0)
quitó casi todas las m edidas restrictivas d e licencias y cuotas. I a aper­
tura q u e se hizo después d e 1990 incluyó el arancel, q u e fu«? redu­
cido de un p rom edio del 40 % a sólo el i »% , dejando, sin em bargo,
al sector agropecuario con u n alto m argen d e protección efectiva.
Corno las m ayores tarifas recaían sobre los bienes d e con su m o — y
éstos redujeron su participación en las im portaciones— , el arancel
term inó siendo más alto q u e el aparente en la serie (ver el gráfico
9.3). A sí, e l régim en d e co m e rcio e x te rio r c o lo m b ia n o se p u e­
de caracterizar co m o altam en te represivo en tre 1930 y los años
ochenta.
Los altos aran celes son in cen tivos para q u e los p rodu ctores
dirijan sus actividades al lucrativo m e rcad o in tern o; les im pid en ,
además, p ercib ir las señales d e m e rcad o in tern acion al p orq u e la
m en or dem an d a d e im p ortacion es revalúa la tasa d e cam b io y, por
últim o, les crea a los exp o rtad o res un alto nivel d e costos p orqu e
tienen q u e recu rrir a in su m es dom ésticos, en ca recid os a su vez
por la p ro tección . l a ausencia d e com p eten cia ge n era rentas altas
p aia las em presas protegid as, q u e p u ed en repartirse en tre utilida­
des y salarios, c o n lo cual se p e iju d ica n todos los consum idores.
l a m e n o r p rodu ctivid ad q u e g e n e ra la sen d a proteccionista
(que resulta, en tre otras cosas, d e los escasos in cen tivos para in­
troducir cam b io té cn ico y organizativo) y las lim itacion es d el m er­
cado in terio r — d efo rm ad o p o r u n a distribu ción m uy desigual de
la renta— van agotan do las posibilidades de crecim ien to d e la e c o ­
nom ía. Los desequilibrios en la cuenta com ercial reflejan la escasez
de exp o rta cio n es y. a su vez, crean crisis financieras' q u e estallan
cuand o se precipitan devalu acion es calam itosas e in flacio n es ex­
cesivas. l a s frecu en tes devalu acion es reales en ca re ce n la form a­
ción d e capital fijo y e x ig en m ayores tasas d e a h o rro , lo q u e, en
últim as, vuelve a red u cir la tasa d e cre cim ien to d e la eco n o m ía.
En su m ayoría, los países d e A m érica la t in a op taro n p o r políticas
proteccionistas excesivas q u e en to d o s ello s in cid ieron en la intro­
d u cció n d e costosos p ro cesos d e «pare y siga» d el cre cim ien to de
la regió n (D íaz, 2003).
Niitv* í i i n m u t c o x O m c A o t C o l o m b i a
E n C olo m b ia, las devalu acion es desaladas en 19 5 9 y en la dé­
cad a d e los sesenta, y los incentivos in trodu cid os d e 196 8 e n ade­
lante — la devaluación gradual d el peso, los descuentos tributarios
a los exportadores y la libre im portación de insumo» destinados a la
exp ortación — , contribuyeron todos a la diversificación aludida y a
aum en tar la participación d e las exp o rtacion es en el p rodu cto.
La ap ertu ra d e la e co n o m ía , m edid a c o m o la sum a d e e x p o r­
tacion es e im portaciones, tam bién refleja un enclaustram iento
en tre 19 3 0 y 196 5, y d e allí en adelan te, un co n tin u o p ro ceso de
ap ertura (ver e l gráfico 9 .4 ). l a d in ám ica d e las exportacion es
colom bian as n o es m uy intensa: alcanzan el 10 % d el p i b hacia los
años vein te y solam en te al final d e siglo abarcan 20% d el produc­
to. Si se n os com p a ra con C o re a del S u r — q u e tenía un ingreso
p o r h abitan te sim ilar al c o lo m b ia n o en 19 53 p e ro q u e en el año
2000 exp o rtab a 80 % d e su PIB— , q u e d a en claro q u e la apertura
colo m bian a h a sid o lim itada, y c o n ella tam bién se h a m anifestado
una in su ficiencia d e su d esarrollo e co n ó m ico.
Es d e destacar q u e los go b iern o s d e C o rea d el S ur y d e Taiwán
tam bién fu ero n m uy intervencionistas al p ro te ge r sus industrias y
otorgar créditos dirigidos. S u industrialización era una cuestión
d e segu rid ad nacional frente a la am en aza d e la C h in a com unista
y d e C o rea d el N orte. P e ro se diferen ciaron en q u e los em presa­
rios ben eficiad os p o r estos incentivos d eb ía n e x p o rta r bajo pena
iwo
19»
fumtr: c it r o 0 0 0 4 ) y <tlnU* prcfMot
1*0
uno
F j O W M U O I N I U lNACIOKAL DC C c tO M D IA EK EL SIGLO XX
de perderlos, lo cual los fo rró a co m p e tir y aum en tar su p ro d u c­
tividad. T am bién estos g o b ie rn o s m an tuvieron los equ ilibrio s macrocconóm icos en o rd e n , d e tal m o d o q u e p u d iero n acelerar su
lasa d e crecim ien to . E n el caso co lo m b ia n o h u b o subsidios sin
contraparte, lo cual «m alcrió» a los em presarios y d u rm ió sus es­
píritus anim ales; estos espíritus, segú n Keynes, son las fuerza» in­
teriores q u e «im pulsan e sp o n tán eam en te a la a cción , en vez de la
inacción» (Keynes 1956 , 1 6 1 ) a los p ropietarios d e empresas.
Pero in clu so si nos com p aram o s c o n las eco n o m ía s más exitosas
de A m érica L au na en térm inos d e exp o rta cio n es — C h ile y Costa
Rica— , se p ercibe tam bién q u e la participación d el c o m e rcio e x ­
terior en el p ib c o lo m b ia n o es un tercio m e n o r q u e la c h ile n a y la
mitad d e la costarricense (ver el g ráfico 9.5).
Los déficits d e co m e rcio q u e ha ten id o el país han sido p equ e­
ños, en cu a n to n o h abía un fin an ciam ien to e x te rn o d e los mismos
(ver el gráfico 9 .6 ). Sin em bargo, en las coyun turas in tern acion a­
les de bajas tasas d e interés, el fin an ciam ien to provisto h a perm i­
tido déficits m uy cuantiosos, q u e han sid o el p relu d io d e u n a cri­
sis financiera, c o m o fu ero n los p eriod os 192 6 -19 29 , « 9 7 9 ', 9 íi3 y
1995-1998. Los superávits com erciales gen eran , p o r el con trario,
revaluaciones d el peso, co n d icio n es d e a u ge d e la d em a n d a y acu-
Gráfico 9.5
Grado de apertura de Chile, Colombia
y Costa Rica, 1930-2000
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f i w » V ilü t y
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¡20071 y c « k u k » p n i p » .
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G r i f k o 9 .6
turne
fU Lin /a en cuenta c o rrie n te , 1 90 5-2 00 6
V H a» > ( « p jm r a c.’ O OTi
m utación d e reservas intern acion ales, q u e sirven para enfrentar
m ejor lo* siguiente* p eríod os d e vulnerabilidad extern a.
L o s T R A T A D O S Dr. U B R E COM F.RCIO
l a in tegración com ercial y d e inversiones en tre países fom enta
u n a m ayor especialización d el trabajo y facilita la o b ten ció n de
eco n o m ía s d e escala, con trib u yen d o a aum en tar la productividad
en el uso d e los factores. Por lo tanto, es un acicate para el creci­
m ien to e co n ó m ic o . N o e s un sim ple ju e g o d e sum a c e ro , c o m o lo
su p on en los nacionalistas radicales y los e n em ig o s d e la globalización; p o r el con trario , el co m e rcio cre cie n te en tre las nacione*
term ina favorecien d o e l cre cim ien to d e todos los socios.
C o lo m b ia c o m e n zó a salir d e su autarquía c o n la form ación
d el Pacto A n d in o en los años setenta, lo cual ab rió las fronteras
(con V en ezuela, Perú y Ecuador, y, m ás lejan am en te, c o n C h ile y
Bolivia) a la co rrien te d e bien es y capital d e C olo m b ia. C h ile se
retiró tem p ran am en te del a cu erd o al ju g árse la p o r u n a apertura
total fren te al m u n d o, c o n un aran cel c h a to d el 1 1 % , a lg o que
era in co m p atible con las n orm as d e apertura progresiva q u e sólo
p od ían ser usufructuadas p o r los socios d el con ven io. S e introdu­
je r o n aran celes bajos para m u ch os pro d u ctos d e n tro d el área an-
180
E l c m m c i o iN n a ju c iO N A L D t C o u r n t u m 1 1 u n u ) x x
dina, a b rie n d o espacios tam bién a los inversionistas colom bian os
y con stituyen do un área d e c o m e rc io q u e fue positiva en la cuenta
com ercial d el país. Inversionistas colo m b ia n o s h icieron presen cia
en V en ezuela y Ecuador, lo cual sirvió d e im pu lso fun dam ental del
com ercio en tre los tres países.
El a cu erd o d e libre c o m e rc io q u e in tegraba a M éxico, V ene­
zuela y C olo m b ia, firm ad o en 1996. el llam ado 1:3, c o n e c tó al país
con la zona d e l N A r r A , en tre C an adá, Estados U n idos y su vecino
al sur d e l rio G ran d e, au n q u e V en ezuela o p tó p o r a b an d on ar tan­
to el Pacto A n d in o c o m o el 0 3 en 2006 p o r razones ideológicas.
El resultado es un r.2 e n el q u e C o lo m b ia presen ta u n d éficit c o ­
mercial ap reciab le con M éxico p e ro q u e h a b en eficiad o a los c o n ­
sum idores d e veh ícu los y d e otros bienes.
En 199 6 Estados U n id o s tam bién h izo con cesion es unilaterales
a los países afectad os p o r la gu e rra co n tra las drogas, a través del
A ndcan T rade P rom otion and D ru g Erradication A ct (APTDEA), el
cual redu jo los aran celes d e cerca d e 1.000 posiciones, du ran te un
térm ino d e 10 años, con lo cual C o lo m b ia lo g ró con so lid ar sus ex­
portaciones d e m anufacturas y flores a ese país. 1.a n egociación de
un tratado d e libre co m e rcio ( t i x : ) con Estados U n id o s— iniciada
en 2003, y a la cual se op u sieron , en especial, los sectores agrarios
todavía p rotegid os— in tro d u jo un cam b io d e n orte para el desa­
rrollo d el país, o rie n tad o hacia la e co n o m ía de Estados U nidos.
Ix>s grem ios agrarios obstaculizaron la n egociación del tratado
hasta q u e el G o b ie rn o se com p ro m e tió a o rga n iza ríes u n p ro gra­
ma d e fuertes subsidios q u e com pen sara las p érdid as q u e iban a
sufrir a futu ro . El p rogram a e n tró in m ediatam ente en a cción p ero
los presun tos dañ os al secto r n un ca se con cretaron . ;
El t l c d eb ía en trar en vigencia antes d el ven cim ien to d el a p t d e a , q u e se ha ven ido ren ovan do sistem áticam ente, p e ro transcu­
rrido el a ñ o 2009 se ve difícil su aprob ación en un C o n greso norte­
am erican o d o n d e prim a u n a m ayoría d em ócrata q u e fu e elegida
por un electo ra d o e n e m ig o d el libre com ercio. Los dem ócratas
cuestionan, adem ás, las norm as laborales y am bientales, q u e es­
casam ente se respetan en C o lo m b ia, o torgán d oles ventaja a los
em presarios q u e p u ed en abusar de la fuerza d e trabajo d el país,
l a violencia sistem ática con tra la dirigen cia d e los trabajadores es
otra fu en te d e p reocu p ación d e los sindicalistas n orteam ericanos
187
N v r » A m i T o a u u o n Cn i c a d i C o l o h i u
y lo» defen sores d e D erech os H u m an os en ese país, q u e se han
to m a d o influyentes en la p olítica d e la ( a s a B lan ca y e n la opinión
pública.
U n TLC d e C o lo m b ia con Estados U n idos p e iju d ica ría a los so­
cios com erciales e u ro p e o s y d el resto d e A m é rica Latina, en cuan­
to u n área b in acional sin aran celes ten d erá a desplazar los produc­
tos q u e entran al país c o n un im puesto, algo q u e con cen tra ría el
co m e rcio y aum en taría la d e p e n d e n cia fren te a u n so lo m ercado,
au n q u e sea el m ás gran d e d el m u n do. En la crisis desatada en
2008. y cu y o e p ice n tro fu e Estados U n idos, el país latinoam erica­
n o q u e ob tu vo la con tracció n unís p ro n u n ciad a d el con tin en te fue
precisam ente M éxico, q u e d e p e n d e en gran m edid a d e su vecino
d el n o r te e n térm inos com erciales.
El tratado im plicaba costos para algun os sectores productivos
d el país, co m o el d e cultivos transitorios y la avicultura; extendía
el p o d e r d e las fum as p ro d u ctoras d e fárm acos so b re sus paten­
tes, en ca re cie n d o los d e p ró xim a ge n eració n , p e ro tam bién con­
solidaba d e m anera p erm a n en te los nich os con qu istados p o r las
em presas colo m bian as en sus exp o rta cio n es d e textiles, co n fe c­
cion es, m arroqu in ería, flores, y abría espacios para e l azúcar, el
etanol. el aceite d e palm a africana y la piscicultura; se ampliaba
así el universo d e bien es c o n aran cel c e ro q u e p od ía e x p o rta r el
país. Los dem ócratas n orteam ericanos, q u e n o los colom bian os,
cuestion aron adem ás los privilegios d e su industria farm acéutica,
los cuales im p o n en costos altos para la salud d e la pob lació n d o n ­
d e ven d en sus productos.
El im pacto d e los r í e para C olo m b ia e s im portan te en térm i­
nos d e la inversión extran jera q u e p o d ría atraer e l libre acceso al
m ercad o d e Estados U nidos p o r parte d e em presas estadouniden­
ses y d e otros países. O tro elem en to d e los tratados con otros países
es q u e in tro d u ce p resion es para q u e el tratam iento d e todos los
em presarios se d é en co n d icio n es d e iguahlad, a lgo d e lo cual está
lejos el capitalism o c o in p in c h e ro d e C o lo m b ia, y q u e seria difícil
d e desarraigar.
U na d e las razones d e fo n d o p am buscar tratados d e libre c o ­
m ercio c o n lo s países desarrollados es q u e la e co n o m ía nacional
se ataría a otra e co n o m ía m ayor q u e tien e u n a larga trayectoria de
crecim ien to sosten ido y bu enas y p ru den ciales políticas m acroeco-
E l c o w l k c io i n t o k a c i o s a l o t C o l o m b ia w
n . w iu i x*
nómicas. p u d icn d o disfrutar e n to n ce s d e m ayores crecim ien tos
en el largo p lazo y d e m ayor estabilidad e co n ó m ica y financiera.
La crisis global desatada a partir d e 2008 p o n e en cuestión esta
sabiduría con ven cio n al p o rq u e las políticas m acroecon óm icas y
regulatorias d e Estados U n idos d esd e los años o ch en ta h icieron
m ucho d a ñ o a sus socios com erciales y a ellos mismos.
O tros tratados buscados y ap rob ad os con C o lo m b ia fueron los
de C en troam érica. un área d e e xp an sió n natural para los n e g o ­
cios del país, y c o n C h ile , país q u e se com p ro m e tió a fo rtale cer el
Pacto A n d in o , a b a n d o n ad o p o r los go b iern o s izquierdistas d e la
subregión. Se trata d e integrarse m ás a fo n d o c o n las eco n o m ías
de los países vecin as y, a la vez, c o n las m ás gran des d el m u n d o, in­
cluido u n tratado c o n la C om u n id a d E u ro p ea q u e está en proceso
de n egociación , a b a n d on an d o así el ensim ism am iento com ercial
que g e n eró un cre cim ien to positivo p e ro in su ficiente d el com er­
cio e xterio r para alcanzar el p le n o u so d e los recursos productivos
del país.
I.A E V O LU C IÓ N DE LA T A S A DF. C A M B IO
DEL PESO C O L O M B IA N O
La tasa d e cam b io d e la e co n o m ía colo m bian a fu e bastante estable
durante la prim era m itad d el siglo: la bon an za cafetera y d e capita­
les d e los años vein te reval u ó el p eso c o n fuerza; en sen tid o c o n tíario, la dep resión d e los años treinui le h izo p e rd e r valor, p e ro sólo
hasta 193 7. D esde ese m o m en to y hasta 1959 hay una revaluación
real d el p eso (ver el g ráfico 9 .7 ), a la q u e con trib u yen in flacion es
en p ro m e d io d el 10% anual, lo cual d ificu ltó otras exp ortacion es,
incluso tradicionales, c o m o la d el ban an o. Esto lleva a A d o lfo Meisel a afirm ar q u e e l alto p recio y el volu m en d e las exp o rtacion es
cafeteras gen eraron la en ferm ed a d holand esa, e n ten d id a co m o
una ren ta d e e xp o rta ció n q u e re d u ce los in gresos d e los e xp o rta ­
dores distintos al q u e causa la le n ta (M eisel 1998a). Si se tien e en
cuenta q u e adem ás se restrin gieron las iin|K»rtacioncs m ediante
fuertes m edidas p araarancelarias, la revaluación se vio intensifi­
cada n o sólo p o r los térm inos d e in tercam bio favorables d el café
sino p o r la red u cció n artificial d e las im portaciones.
Nviva u n n w u l u n A m u n i C m o i o u
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I4 7 Í. « 0 2
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fu m te c m cú l í t X K ) y c J h u A » fn f/ U »
D e r s u m anera, e! régim en represivo d e co m e rcio agravó la rcvaluación y, asi m ism o, d ificu ltó e m p re n d e r nuevas e xp o rta cio n es
O tro s episodio» d e en ferm ed a d holan d esa p u d ieron ser produci­
do s p o r las exp o rta cio n es de drogas ilegales y p o r las d e petróleo
y ca rb ó n , a u n q u e el m o n to d e p e tró le o e n co n trad o en e l país no
fu e su ficien tem en te gran d e , com p a ra d o c o n V en ezuela, p o r ejem ­
plo , c o m o para te n er un fuerte im p acto en la tasa d e cam bio.
La segu n d a parte d e l siglo es d e cuasi p erm a n en te devaluación
real d el p eso co lo m b ia n o (ver el gráfico 9 .7 ), c o n do s fases en con­
tra: la bo n an za cafetera d e 19 7 6 -19 79 , ju n to c o n un alto end eu da­
m ien to e x te rn o d e la adm inistración 'l'urbay (1 9 7 8 -1 9 8 2 ) ^ la que
a co m p añ ó el descu b rim ien to d e los yacim ientos d e p e tró le o de
Cusian a ( 1 9 9 1 - 1 9 9 7 ). q u e facilitaron , a su vez. u n fuerte e n d eu d a­
m ien to e x te rn o privad o y p u blico, q u e agravó el problem a.
Los térm inos d e in tercam bio en tre 18 35 y 2006 m uestran que
la p rim era globali/ación (18 6 0 -19 14 ) p ro d u jo un la rgo período
favorable a la e co n o m ía colom bian a, m ientras q u e la segu n d a globalización, q u e se abre d e 1945 en adelan te, es m ás volátil (ver
el g ráfico 9 .8 ). La autarquía gen eralizada q u e p ro d u ce la Gran
D epresión es fatal para los térm inos d e in tercam bio del país al
colapsar la globalizacióu d e c o m e rc io y d e capitales.
¿Q u é tanto tuvo q u e ver la evolución d e los térm inos d e inter­
cam b io en la evo lu ción d e la tasa d e cam b io d el peso colom biano?
E n térm inos gen erales, si los p recios d e exp o rta ció n son crecientes
y los d e las im p ortacion es descen dentes, el tipo d e cam b io tenderá
190
1
El. O M I K I O INTIIUUCHMAL OK COLOMBIA tN «X U U i ) XX
G ráfico 9 .8
Térm in os de In tercam b io 1 83 2-2 00 6
a apreciarse, y, al con trario , ro m o o cu rrió c o n m ayor frecu en cia
durante e l siglo x x , los bajos p recios d e exp o rta ció n a lo largo de
la segu n da m itad d el siglo x x exp lican la devalu ación real d e l peso
colom biano.
I.a evo lu ció n d e los térm inos d e in tercam bio m uestra un d e ­
terioro im portan te en tre 1930 y 1945, in flu id o p o r los precios
que reciben e l café y e l ban an o, y auges ep isó d icos (bon anzas ca­
feteras en 1954 y 19 7 7 ). c o n p ro m edio s m oderados; en tre 1990
y 2006 se da un n u e vo a u g e d e los p recios d e los com bustibles.
Tales situaciones reflejan los p roblem as d e las m aterias prim as en
un m u n d o en el q u e se h izo posible reem p lazar algunas d e ellas
p o r pro d u ctos qu ím icos o b io lógico s. Sin e m b a rg o , el fuerte cre­
cim iento m u n dial, en particular el d e C h in a y el d e India a finales
del siglo x x , y en la p rim era d écad a del siglo x x i. ha c re a d o una
situación estructural un tanto distinta, en la q u e los p recios d e las
m aterias prim as han ten did o a elevarse, lo cual fu e especialm en te
cierto con resp ecto al p etró leo. 1.a crisis en ciern es e n 2009 ha
derru m b ad o tales precios, p e ro u n a vez se re to m e a la norm alidad
del capitalism o global, el e tan o l e xtra íd o d e la cañ a d e azúcar y el
diesel d el aceite d e palm a africana com p artirán el alto p re cio re­
lativo q u e ob tie n e e l recurso n o ren ovable, so m etid o adem ás a los
vaivenes d e los co n flicto s d el M ed io O rien te y d e los exp o rtad o res
africanos.
La red u cció n grad ual d e los aran celes a lo largo d e la segu n da
mitad d el siglo x x in cen tivó las im portacion es, q u e desataron pre­
sion es hacia la devalu ación d el peso, q u e es o tro d e los factores
191
N u i :v a » m o u « i x x i m í m i c a o c C o l o m b i a
subyacentes que determ inan el com portam iento de largo plazo
d e la lasa de cambio. E l flujo d e capital —que incluye endeuda­
miento externo del sector privado y del sector público c inversión
extranjera— causó la rcvaluación del peso en varias ocasiones. Por
lo general, una cascada de capitales revalúa la m oneda, pero en
peí iodos subsiguientes las inversiones extranjeras remitirán utili­
dades y los deudores nacionales girarán el servicio d e la deuda, lo
cual tenderá a restarle valor a la m oneda nacional: en el mediano
pla¿o los flujos de capital tenderán a revertirse y su impacto neto
deberá ser Ja devaluación «le la lasa de cambio.
L o cierto es que, com o lo señalan Villar y Esguerra (20 0 7), la
política com ercial termina siendo uno de los factores que mejor
explican el com portam iento de la lasa de cam bio durante el siglo
x x : revaluó el peso cuando la política fue restrictiva c incentivó
la devaluación cuando fue m is liberal. La política de apertura de
capitales im pleinentada en los años noventa incentivó las revalua­
ciones aludidas y aum entó considerablem ente la volatilidad de la
tasa de cam bio, haciendo más vulnerable la econom ía al contagio
de las crisis financieras internacionales, com o la que se desató en
*997 cn Asia. l a salida de capitales precipitó, com o era de espe­
rarse, una sustancial devaluación a partir de 1998.
Detrás de la evolución de largo plazo de la tasa de cam bio en­
tre países está el crecim iento relativo d e la productividad de cada
uno de ellos. Un país que es más productivo que otro obtendrá
costos de producción menores y tenderá a obtener un superávit
de com ercio que revaluará su tasa de cambio. Esto se aprecia cla­
ramente en los países que entran en círculos virtuosos de creci­
m iento económico, que, por lo general, coinciden con aumentos
de la productividad, y se apoyan en ella. El país menos productivo
tendrá costos más altos y su cuenta com ercial será deficitaria, de tal
m odo que su tasa d e cam bio se devalúa. En efecto, un país que cre­
ce rápidamente obtiene mayores excedentes (con los cuales puede
financiar la renovación de sus equipos de capital). invierte en edu­
cación (lo cual hace más productiva su fuerza de trabajo) y. de esta
manera, aumenta la productividad de lodos sus factores, lo cual le
permite ganar nuevos espacios en el m ercado internacional.
La evidencia para el caso colom biano del impacto de la pro­
ductividad sobre la tasa de cam bio que presentan Villar y Esguerra
F.l. C O U U C IO I K T U l u a O N i L O I C O I-O M W » I N I L M OLO XX
(2007) no es clara: encuentran que la del país frente a la de Estados
Unidos aum enta entre 19 0 5 -19 30 , crece por igual hasta los años
noventa y se deteriora d e ah í en adelante, precisamente cuando
le revalúa el peso colom biano. Sin em bargo, si la correlación tu­
viera en cuenta otros determ inantes de la tasa, com o los flujos de
capital o el hallazgo de petróleo (que aumenta la productividad
de la econom ía), la hipótesis de la productividad relativa podría
acercarse a la realidad del país. L o cierto es que la tasa de cambio
es una variable influida por muchos factores, muy difíciles de ais­
lar, para poder construir un m odelo econom étrico adecuado.
La explicación fundam ental para el uso de medidas adminis­
trativas en las frecuentes ocasiones en que se presentaron déficits
»preciables en la balan/a de pagos fue que las autoridades evita­
ron asumir el costo político de un ajuste de precios, por la vía de
flotar la tasa de cambio, y producir una fuerte devaluación que
disminuyera el déficit (disminuyen las im portaciones y aumentan
las exportaciones), lo cual tendría un impacto inm ediato sobre la
inflación, que se disiparía gradualm ente. C om o el financiamiento externo del país era prácticam ente inexistente desde la Gran
Depresión, las autoridades no podían financiar los fallantes de
comercio. En estas ocasiones, se optó por lim itar las cantidades
de importaciones prohibiendo las consideradas suntuarias, res­
tringiendo las demás mediante licencias de im portación — las lla­
madas «licencias previas»— y utilizando toda la batería de restric­
ciones a su disposición. Con ello, los problem as no se resolvían: la
tasa de cam bio se situaba en un nivel que desincentivaba las expor­
taciones, y se fomentaba el com ercio de contrabando, que pasó a
ser una actividad muy rentable y que alivió para los consumidores
los períodos de mayores restricciones al com ercio internacional.
Por lo dem ás, la restricción a la oferta impulsaba la inflación y
creaba rentas altas a los productores locales así protegidos. La falla
de com petencia indujo también la mala calidad d e los produc­
to» colombianos, en cuanto los consumidores 110 tenían pautas
de com paración entre lo nacional y lo extranjero, algo que soca­
varía el contrabando en varias ramas de la producción. No sobra
advenir el deterioro del clim a institucional surgido de las oportu­
nidades de corrupción para capturar las rentas propiciadas por la
política com ercial, com o en el caso del otorgam iento de licencias,
N u c v * t t w o t i A t O M A N K t o c C o l o m b ia
que cotizó altam ente la posición de los funcionarios que las tra­
mitaban, o los políticos y la Policía, que terminaron vendiéndoles
protección a los com erciantes del contrabando.
El contrabando surgió, obviamente, por el arbitraje producido
por las políticas en torno al com ercio, por la diferencia del precio
del bien racionado por las prohibiciones c impuestos, frente al
precio del m ercado libre. El prim er paso fue perm itir que la isla
de San Andrés se convirtiera en puerto libre en 19 5 5 , lo cual fo­
mentó masivamente el turismo de com pras a la isla. Los visionarios
del negocio com enzaron a hacer sus compras en el paraíso fiscal y
se establecieron en las ciudades del país en centros que se llama­
ron «sanandresitos» y que crecieron frente el m anto tolerante de
las autoridades y de los políticos que pudieron com partir la renta
que producía la política restrictiva del Gobierno, hasta convertirse
en serios com petidores de los negocios legales.
Más adelante entraron grandes capitales al negocio que hacían
sus im portaciones desde Panamá y Curazao, dejando rezagado a
San Andrés. Surgieron grandes capos en el contrabando de ciga­
rrillos, que llegó a vender m ucho más en los sem áforos que lo que
podían ofrecer los que los importaban legalm ente. Esta fue una
experiencia previa para los capos de las mafias que organizaron la
producción y exportación de m arihuana desde la Costa Adámica
en los años setenta, y, en escala muy superior, de cocaína refina­
da desde el resto del país una década más tarde. Buena parte de
la conversión del efectivo en dólares recibido por los narcotraficantes en las calles estadounidenses en pesos se hacía a través d<*
Panamá, donde se adquirían m ercancías que se vendían en los
sanandresitos del país y en otros negocios sem ilcgales. Un trabajo
sobre el tema (González y Jiménez. 1 9 9 7 ) muestra que en 1 9 9 6 se
registraron ventas del orden d e los U S $ 2 . 0 5 0 millones en los sa­
nandresitos de las principales ciudades del país. C om o había otros
centros com erciales «mixtos», más contrabando de cigarrillos y el
llam ado contrabando técnico, se puede afirm ar que pudo alcan­
zar cotas del orden de U S $ 3 . 0 0 0 millones anuales, equivalente a
2 , 5 - 3 . 5 % del p i b hacia el año 1 9 9 6 , cuando com enzó a declinar.
El contrabando se debilitó con la apertura iniciada en la pri­
mera mitad de la década d e los noventa, al reducirse el arancel
y las restricciones no arancelarías. El Gobierno fue más agresivo,
194
E l C O H I I U n I N It K H A U O N A l. M
C O IO M IU H t í l IIO IA X «
al reducir los impuestos a los licores y a los cigarrillos extranjeros
en 2006, lo cual trasladó este com ercio de contrabando hacia las
grandes superficies. Los consum idores prefirieron las garantías
ofrecidas por el com ercio legal frente a los producios que adqui­
rían. lo cual fue especialm ente cierto para aquellos que eran obje­
to de adulteración.
Co n c l u s ió n
El com ercio de Colombia con el resto del mundo fue muy diná­
mico a principios del siglo x x . pero decayó con el colapso de la
globalización. entre 19 2 9 y 1945- A pesar de una enorm e expattsión del com ercio y de los flujos de capital después de la .Segunda
Guerra Mundial, el encerram iento del país lo llevó a desperdiciar
importantes oportunidades de am pliación y diversificación de su
comercio, hasta que la crisis de la balanza de pagos de los años
sesenta lleva a la clase dirigente a im plem entar políticas que fue­
ron relativamente exitosas, al diversificar la canasta exportadora
del país y aum entar el peso del com ercio exterior en el producto
interno bruto.
En las últimas décadas del siglo x x . Colom bia se convierte en
un país que exporta petróleo, carbón, níquel y oro. de tal m odo
que queda sujeto a serios problemas m acroeconóm icos asociados
a los precios de los recursos naturales, que se pueden enfrentar
con políticas adecuadas de ahorro de las rentas m ineras, pero los
gobiernos de tum o no han mostrado, la voluntad política de po­
nerlas en práctica.
195
C a p ít u l o i o
L a IN D U S T R IA L IZ A C IÓ N A M ED IAS9
In t r o d u c c ió n
El surgimiento de la industria colom biana en el siglo x i x y su con­
solidación en el siglo XX en un m edio bastante protegido ha sido
tema de debate que m erece ser visto con nuevos ojos. Si bien para
comienzos del siglo X X el país registró crecim iento en su sector
manufacturero, no se puede hablar de industrialización ni de
cambio estructural en la econom ía para esta época. El desarrollo
industrial estuvo estrecham ente ligado al despegue cafetero y, en
alguna a m edida, a las políticas del Esiado y su creciente inter­
vención en materia d e protección, infraestructura, producción y
financiación, en un m odelo que «miraba hacia adentro».
Pese al papel que cumplió el Estado en favor de la industrializa­
ción a mediados de siglo x x , dicha intervención no fue com para­
ble en profundidad ni alcance con las acciones de otros gobiernos
en países de la región com o Argentina, Brasil o México. Hay que
notar que, en gnui parte, la industrialización fue un proceso autóc­
tono. realizado con capital colombiano y con escasa participación
extranjera. l a desindustrialización, que se puede fechar desde los
años ochenta, es un fenóm eno reciente que apenas califica para ser
tema de estudio entre historiadores económicos. Por ahora sólo se
puede afirm ar que no es un proceso específico d e la econom ía na­
cional, que Colombia hace ¡>arte de una tendencia mundial, y que
’ E»te capítulo fue elaborado por Cario» Brando y ampliado por el editor. *
N u i v * « I I I O U A b W I Ó H I U M C O ÍO M U «
entre sus causas inmediatas es razonable considerar la apertura co
mercial. el desmantelamiento de un conjunto de incentivos -proin
dnstria», y una actitud más neutral del Estado frente al sector.
!
A . I .A IN D U S T R IA EN EL S IG L O X X
E l legado del siglo xnc y los años veinte
La guerra de los Mil Días afectó seriamente el desem peño del paii
en m ateria económ ica a finales del siglo x ix y comienzos del xx.j
El estancamiento en la inversión, la hipcrinflación, la destrucción!
de parte im portante de la infraestructura ele transportes y la depre-;
sión del sector externo com o resultado de la intensidad del con- í
fiicio en la Costa Atlántica, Santander y Cundinam arca sumieron
a la econom ía colom biana d e los albores del nuevo siglo en una
profunda recesión, que también debió d e afectar a la incipiente
m anufactura que despertaba en las ciudades del país.
En el inicio del siglo x x el general Rafael Reyes intentó desa­
rrollar un proyecto industrializador que com binaba alianzas con
capitales y bancos extranjeros, proyecto inspirado por el dictador
m exicano Porfirio Díaz, y el cual fue muy exitoso durante los 31
años en que gobernó a su país. Reyes logró estabilizar la moneda
después de la hiperinflación provocada por el (mandamiento de
la guerra d e los Mil Días e introdujo incentivos para desarrollar
las industrias m inera y textil, el azúcar, las refinerías, las fábricas
de alimentos, vidrio y papel, y los cultivos de exportación como el
banano y el café.
Ix » aprietos que atravesó su ministro de H acienda en 1904,
el liberal Lucas Caballero, para organizar una planta de hilado y
textiles es una buena muestra de las dificultades que existían en la
fábrica social del país para p oder desarrollar una industria moder>
na. Caballero, un terrateniente instruido e imbuido del espíritu de
la modernidad y del celo industrializador. concibió establecer una
fábrica m oderna en su población natal. San Jo sé de Suaita, en el de­
partamento de Santander, surgida de la nada campesina en que ya­
cía este m unicipio, mal com unicado con el resto del país, despro­
visto de las materias primas requeridas, caracterizado obviamente
198
L a B < t x i» im iA U lA £ * ó N a m u i l u
la escasez de m ano de obra calificada para el trabajo industrial
en especial, del tren d e ingenieros, financistas y contadores. I xm
abajadores, por ejem plo, m antenían sus parcelas, atendidas por
familias, d e tal m odo que en los conflictos laborales que sur-ron tenían una gran capacidad de resistencia, por el m ero hefcho de que no estaban proleterizados.
1 Al no poseer medios propios, Caballero buscó y encontró el
apoyo de unos banqueros belgas y proveyó las tierras y algunas fa-lidades locativas, o sea que carecía de una previa acum ulación de
(apical, lo cual lo ponía en desventaja frente a los extranjeros. La
empresa pasó por enorm es vicisitudes y nunca alcanzó a funcionar
dr manera normal ni obtuvo suficientes utilidades para mantener­
le a flote, d e tal m anera que finalm ente pasó al control total de
loa belgas. Esta aventura d e terratenientes hidalgos dispuestos a
convertirse en industriales pone de presente que Colom bia era un
medio muy inhóspito para el desarrollo del m oderno industrialis­
mo, con la excepción d e algunas pocas ciudades com o M edellín,
Bogotá, BaiTanquilla y Cali, en las cuales tam poco logró germ inar
un capitalismo vigoroso que abarcara a toda la población del país
dentro de una econom ía competitiva, formalizada por leyes de
protección al trabajo y donde pudieran surgir sin problem as nue­
vos empresarios y un sector financiero vigoroso y abierto.
Una com paración entre el desarrollo rural de Santander y el
de Antioquia es muy indicativo d e los obstáculos que tenía la in­
dustrialización en Colombia. F.n este sentido, vale la pena citar el
texto de Kaymond por extenso:
El contraste con la manera d e proced er d e sus com p etidores anliu qu eA t» era abismal. Estos tuvieron una larga trayectoria emprrsari.il en la m inería del o r o y la trilla y co m ercio d e café antes d e lan­
zarse a inversiones manufactureras. Se curtieron n o e n los cam pos
d e batalla y los duelos ju rídicos y políticos, sino xalieiulo a trabajar
en fabricas textiles en e l ex terio r o capacitándose en la Escuela de
Minas d e Antioquia. Este historial les perm itió acumular capitales
propios, una base económ ica q u e les evitó dcj>ender del sistema
financiero o d e inversionistas extranjeros, ajenos a las realidades na­
cionales. Supieron también, cu ando fu e necesario, iniciar sus em ­
presas con prudencia, a pequeña escala. (Raym ond 2008 , 3 1 )
199
N ueva n m o u A
o * Oo l o m u a
U n p ro b lem a ad icio n al q u e m arcaría el d esarrollo industrial
c o lo m b ia n o d u ra n te el siglo x x seria el d e un m ercad o interior
estru ciu ralm en te d éb il, d a d a la baja pro du ctividad d e la e co n o ­
m ía y, m ás im p o rtan te au n, la sesgad a d istribu ción d e los recursos
productivos, e n particular d e la tierra, lo cu al d aría lu gar a una
d e m a n d a d e c o n su m o n o s ó lo in su ficien te sin o tam b ién p o c o di­
nám ica. L a gran e x c e p c ió n sería e l m ercad o c o n stitu id o p o r el
cam p e sin a d o d e la co lo n iza ció n a n tio q u eñ a , q u e p u d o co n ta r con
d erech o s d e p ro p ie d a d ad e cu ad o s so b re la tierra y q u e constituyó
un n ú c le o 'd e p o b la ció n c o n in greso y, m ás sign ificativo a u n , con
cierto n ivéi d e ig u ald a d d e n tro d e la so cie d a d , avalado p o r ma­
yores o p o rtu n id a d es d e participación e n p olítica y d e educación .
F u e este n ú c le o p o b lacio n al el más p ro p ic io para el d esarrollo del
cap italism o en e l país, al p refigu ra r un a sociedad relativam ente
igualitaria y com p etitiva, au n q u e estuviera m arcad a tam b ién por
relaciones sociales d esigu ales, c o m o las d e aparcería, y por una
distribu ción d e la tierra n o estrictam en te d em ocrática. A u n así,
cu a n d o este c am p e sin a d o in u n d ó d e cultivos d e café b ajo la som­
bra d e frutales y m atas d e p lá ta n o la cord illera O c c id e n ta l d e l país
y p u d o e x p o rta rlo d e m an era c re cie n te y b ie n rem u n erad a, se
con stituyó e n un m ercad o d in á m ico para los b ien e s d e consum o
q u e se im portaban y q u e p u d ie ro n ser m an ufactu rados p o r las in­
dustrias q u e su rgieron e n las ciu d ad es d e l país, en M e d e llín , antes
q u e e n otra parte.
A prin cipios d e siglo era e vid en te el relativo atraso d e la indus­
tria co lo m b ia n a n o solam en te c o n respecto a In glaterra y Estados
U n id o s, sin o c o n otro s países d e la región . Éste era e l le g a d o del
siglo x i x , q u e , e n c u a n to a la a c u m u lació n d e capital e n la indus­
tria, h ab ía sid o precario, d e ja n d o a la gu erra p o c o p o r destruir.
Eran m ás b ien escasas las industrias m anufactureras modernas,
caracterizadas p o r la m eca n ización y co n cen tra ció n física d e los
recursos, q u e persigu en e co n o m ía s d e escala, intensivas e n capital
y te c n o lo g ía y son adm inistradas p o r dife re n te s capas gerenciales.
D e a c u e rd o c o n P oved a ( 1 9 7 0 ) . h acia «900 las fábricas q u e ex­
h ibían características sem ejan tes se distribuían así: B ogo tá , diez;
e n A n tio q u ia, una: e n Boyacá, otra; e n Bolívar, y u n p u ñ a d o más
e n S an tan d er y el Valle. S ecto ria lm en te, h a b ía co n cen tra ció n en
industrias livianas d e c o n su m o n o d u rad ero , c o m o alim entos, be-
La n n i i m
tiiu a tN
a m ik u
bidas, calzad o , textiles, tabaco, fósforos y velas; y otro s pro d u ctos
com o c c m c n to , vidrio, loza, hierro, m u eb les y enseres.
¿ C u áles eran las causas d e l atraso industrial? Lo s factores más
im portantes eran tres. F.l siglo x i x se h ab ía p e rd id o para el cre­
cim iento e c o n ó m ic o p o r la p u g n a e n to rn o a la con stru cció n d e
un E stado p osco lon ¡al. m ien tras q u e la in serción e n el m ercad o
m undial h a b ía sid o exito sa p e r o precaria hasta q u e se c o m e n z ó a
exportar cafe. D e esta m an era, se h ab ían p e rd id o preciosas d é c a ­
das d e p ro sp eridad y n o se con stru yó la infraestructura req uerid a
para vincularse a la e c o n o m ía m un dial. E n s e g u n d o lugar, C o lo m ­
bia. c o m o cu alq u ie r país c u y o p ro gre so industrial n o se basaba en
el d esarrollo a u tó c to n o d e in n o va cio n e s tecn o ló gica s d e bien es
industriales y d e sus procesos d e p ro d u c c ió n , estaba d estin ad a a
im portar p arte d e su in dustrialización. D ich a transferencia se veía
con dicion ada p o r el d in am ism o d e su secto r e xtern o , q u e d efin ía
la c ap a cid a d d e p a g o d e las im p o rtacio n e s d e m aq uin aria, equ ip os
e insum as estratégicos d e la p ro d u c c ió n industrial. P ero 110 sólo
habían sid o m uy volátiles las e xp e rien cia s e xp ortad oras c o lo m b ia­
nas d e l siglo x t x . sin o q u e gran p a n e d e los ingresas derivados d e
ellas se d e d ic a b a a im p o rtacio n es d e bien es d e lu jo, frustran do así
esa transferencia efectiva. L a tercera causa residía e n e l tam año
relativam ente p e q u e ñ o d e l m ercad o para p ro d u cto s m an u factu ­
rados. fragm e n ta d o cla ram e n te p o r e co n o m ía s region ales aisladas
por castos d e transporte altísim os, y e n el cu al, adem ás, la d em a n ­
da estaba c o n d ic io n a d a p o r u n in greso p o r h ab itan te m a g ro y d e
lento crecim ien to .
D e n uevo, el q u e la distribu ción d e la tierra estuviera m u y ses­
gada im p e d ía q u e arrendatarios, vivientes, aparceros y co lo n o s, ca­
rentes d e d erech o s d e p ro p ie d a d efectivos sobre sus lotes d e labor,
pudieran constituirse c o m o p ro d u cto res in d ep e n d ien tes, d otad os
de volun tad in dividual y d e iniciativa, ciu d ad an o s e n c o n d icio n e s
de igu ald ad co n «acceso abierto» a partid os p o lítico s y al sufragio,
y al sistem a legal q u e garantizara los d er ec h a s d e tod os, e n parti­
cular, d e los d e ab ajo (N o rth el a i 2009, 2 7 ) . C o lo m b ia estaba m uy
lejos d e ser un a so cie d a d ab ierta y com p etitiva. P o r el con trario ,
una estrech a capa d e terraten ien tes y «fam ilias bien» se con vertían
en p ortadores d e privilegios q u e le cerraban el a c c e so a la s bien es
eco n ó m icos y a los b ien e s p ú b licos a la m ayoría d e la p o b lació n ; al
'Mkt
N m v » h u t o « i » n » n « M i c t mt C o l o m u *
lado d e ellos surgían en form a limitada comerciantes c industría­
les. con un peso muy fuerte d e lo que se podría caracterizar como
una burguesía inm igrante, de origen siriolibanés y europeo. Que
a los extranjeros les fuera m ejor que a los nacionales revela que las
oportunidades de invertir y crear em presa existían, pero no eran
percibidas por los que se consideraban hidalgos, o la gente no
tenía acceso a unos mínimos de capital e influencia política para
aprovecharlas.
De acuerdo con North. Wallis y Weingast. el requisito d e la mo­
dernización plena, de la industrialización y de la existencia de un
sector financiero com plejo, es la existencia de un conjunto de re­
glas im parciales, que se aplican anónim am ente a todos los agentes
y que perm iten la coexistencia de élites diversas, las cuales, a su
vez, com piten por el favor d e las masas dotadas del voto universal.
Es evidente que estas reglas se venían ajustando parcialmente, al
menos al fo ija r norm as d e convivencia y reparto del poder en­
tre las élites que surgían con la exportación cafetera, pero no se
logró un equilibrio más inclusivo con los trabajadores y campesi­
nos. Cuando el gobierno liberal intentó conceder espacios a los
grupos sociales subordinados, a través, por ejem plo, de la ley de
tierras, que favorecía a arrendatarios y aparceros, o de la legaliza­
ción de la negociación colectiva entre trabajadores y patronos, el
Partido Conservador entró a cuestionar radicalm ente las reformas
y a propiciar la guerra civil para impedirlas. De esta manera, los
privilegios de la élite terrateniente se preservaron y la fuerza de
corporaciones (grem ios y sindicatos) y partidos fue insuficiente
para d ar lugar a un equilibrio político de sociedad de acceso abier­
to. La dom inación política se apoyó en un clientelismo acentuado
y en la despolitización d e los temas sociales, llevando a una gran
abstención, lo cual equivale en la práctica a la anulación del sufra­
gio universal.
Ahora bien, ¿cuál fue la naunaleza de la industrialización colom­
biana de principias del siglo x x ? La fuerza dinarnizadora del creci­
miento industrial de los años diez y veinte fue resultado del des­
pegue de la econom ía cafetera, y no de la política proteccionista
que había reforzado el general Reyes, ni de la fiscal del gobierno
de Ospina. El auge exportador originado en el occidente del país
generó varios efectos positivos para el sector industrial: primero,
202
I . » tM D U irKlA l.IJU ClAM A H U K U
la atomización de las rentas cafeteras representó un crecimiento
en los ingresos de una clase media emergente, que se materializó en
una dem anda interna sostenida de artículos de consum o, un caso
típico de crecim iento smithiano (la división y especial i/ación del
trabajo conducen a m ayor productividad y riqueza, trazando un
círculo virtuoso de crecim iento sostenido); segundo, el m ejora­
miento de la infraestructura de transporte vial, férreo y fluvial, así
como d e las adecuaciones portuarias, redujo los costos de fletes
y, por ende, generó m ayor variedad en la oferta de bienes, inte­
grando más los mercados regionales y perfilando uno d e carácter
nacional; tercero, una pan e significativa de los nuevos capitales
industriales encontró su origen en la producción y comercialización
del café, com o lo ¡lustran los casos de importantes compañías manu­
factureras com o Coltejer, Fabrícalo, Cervunión, Col tabaco y Noel.
La aceleración industrial de los años veinte, sin em bargo, se vería
afectada por la Gran Depresión de 19 29 , aunque también se pre­
sentó una recuperación »preciable, estimulada por la devaluación
del peso colom biano y por el control d e cambios.
¡ja Gran Crisis y la Segunda Guerra M undial
El colapso del precio internacional del café y los efectos en el flujo
de capitales de la econom ía mundial, am bos coletazos d e la Gran
Depresión, determ inaron cambios im portantes en la econom ía e
industrialización colombianas. Se dio una conversión d e la ten­
dencia creciente d e la econom ía y la industria d e los aíios veinte
hacia una inicial desaceleración en 19 2 9 . seguida de dos años de
contracción (ver el gráfico 1 0 .1 ) . l a depresión de 19 30 -3 1 fue
también en parte resultado de la inacción del Estado colom biano,
que se aferraba a la ortodoxia m onetaria y fiscal, dejando a las
fuerzas libres del m ercado hacer los ajustes necesarios, por severos
que éstos fueran. Se trataba d e m antener al país dentro del patrón
oro. por el cual un déficit com ercial com o el que se presentaba
derivaba en una contracción monetaria y en una deflación de p re­
cios profunda, com o la que efectivamente se produjo en Colombia
en 19 3 0 y 1 9 3 1 . Las políticas anticíclicas llegaron en 1 9 3 1 , cuan­
do el gobierno de Olaya H errera abandonó el patrón oro, per-
203
N l x v a H i t i ú m A i c o n A m i c a o c C o i o « oí a
in itió un a d eva lu a ció n sustancial d e l peso y estab leció el control
d e cam bios; ad em ás, se e x te n d ie ro n am p lios créd ito s al G o b ie rn o
p o r parte d e l B an co d e la R ep ú b lica, y al secto r privado, c o n la
creació n d e l B an co C e n tra l H ip o te ca rio ( b c u ), la C aja Agraria,
y la C o rp o ra ció n C o lo m b ia n a d e C ré d ito . E n e l fren te extern o,
las reform as arancelarias d e 1 9 3 1 se to m a r o n fu e rte m en te pro­
teccionistas, fa vorecien d o la p ro d u c c ió n d om éstica d e alim entos,
los tejidos d e lana, el c e m e n to y la cerveza, segú n M o n te n e g ro y
O c a m p o (20 0 7. 3 7 4 ) .
Pese a la-severidad d e los e fecto s d e la G ra n Crisis, el p eríodo
e n cu estió n c su ivo m arcad o p o r u n a im p resion a n te recuperación
industrial. C o lo m b ia registró e n estos añ o s la tasa d e crecim ien to
industrial m ás alta d e A m éric a L a tin a y tam bién la m ás alta d e su
historia: 8 ,5 % an u a l, segú n cálcu lo s d e E chavarria (1 9 9 9 , 19).
El m o to r d e esta ex p a n sió n industrial n o fu e tan to el crecim ien ­
to sn ú lh ian o lid era d o p o r la d e m a n d a in tern a d e an tañ o , sin o la
sustitución d e im portaciones: la apro p ia ció n d e un a d e m a n d a an­
tes cap tu rad a p o r p ro d u cto res extern os. L a p ro n u n ciad a caíd a de
las im po rtacio n es d e m aq uin aria d espués d e l 2 9 fu e resultad o del
Gráfico 10.1
Crecimientodel ns y las manufactura«
— Manufacturas — r*
fu m lr Burcu du Id
1199?. MJ).
L a i h ih j »
u a u j u c i Om a h i i m a i
estrangulamiento externo. Su lenta recuperación, sin llegar a los
niveles pico de 19 2 8 , se volvió a enfrentar con las restricciones im­
puestas por el inicio de la Segunda G uerra Mundial y, asimismo, se
vio agravada por un deterioro de los términos reales de intercam­
bio (ver el gráfico 10 .2 ).
Lo anterior influyó notablemente en los precios relativos hacien­
do que una buena parte de la inversión y los recursos fluyera hacia
la producción de bienes industriales, que hasta entonces habían
sido obtenidos en gran m edida por la vía de las importaciones.
Si bien el crecimiento dentro del sector industrial continuó sien­
do dom inado por los textiles, el calzado, las bebidas y el tabaco,
nuevos sectores de la industria básica interm edia y de los bienes
de capital em pezaron a ocupar lugares de importancia. Se desta­
can los meudes de base, minerales no metálicos, algunas sustan­
cias químicas inorgánicas, el petróleo y sus derivados (ver el gráfi­
co 10 .3 ). Quizás el cam bio más im portante del período haya sido
el que este crecim iento industrial acelerado y sostenido causó en
la estructura de la econom ía colombiana, pasando el sector in­
dustrial de representar el 8,9% del rm en >929 a casi doblarse en
19 45, con el 16 .5 % de toda la producción.
Gráfico 10.2
Importa( ¡<hw* do maquinaria, 192 8-1 94 5
«uno
i H1050
| «ttooo
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S ».O»
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NUEVA MI1TOBIA i n n A l l l C » D t C O I Ú M I U
O rific o 10.3
Composición d t) n » ¡nduttrul
■ I9 Z S -2 *
o
fu m tt O u o f » >•I m » Q O O O l 2 S 1 1
IndustrialkariAn y Estado: 19 4 5 -19 7 4
El legado del anterior período para el surgim iento de la inter­
vención estatal m oderna en la econom ía colom biana, que se Imo
extensiva a la industria, fue de gran im portancia. Apoyado ideo­
lógicam ente en la C E P A L y gozando del cuestionam iento público
de la dependencia exportadora para el desarrollo doméstico, el
Estado colom biano diseñó y em pleó instituciones y mecanismos
de intervención que excedieron sus tradicionales campos de ac­
ción. También com enzó a actuar m is sistemáticamente com o pro­
ductor. inversionista directo y em presario, por m edio de entida­
des com o Ecopetrol y el Instituto de Fom ento Industrial; y como
-planeador» y regulador, a través del Departam ento Nacional de
Planeación y de la utilización frecuente de instrumentos com o el
control directo a las im portaciones. Por último, extendió su in­
fluencia al sector financiero convirtiendo al banco central en una
institución de fom ento. F.I sistema crediticio, sin em bargo, queda­
ba racionado por su incapacidad de captar recursos del público
y depender del crecim iento económ ico general y de la emisión
primaria. Accedían a los recursos crediticios aquellas empresas
que contaban con mayor influencia política. El Estado se hizo más
206
LA IKOUlTIUALlZACtÓK A MIDIA»
conscicntc de su rol en la econom ía e intervino en favor de un
desarrollo económ ico que daba mayor importancia a la industria­
lización, con miras al m ercado ¡m em o . F.I así llam ado m odelo de
•desarrollo hacia adentro», si bien no encajaba plenam ente con
la experiencia colom biana, al m enos perm itía reconocer en ésta
algunas de sus caracterísdcas más notables.
Con el respaldo del Estado, la industria creció aceleradam en­
te entre 1945 y 1974 . continuando así la tendencia alcista de los
años treinta y d e la guerra. El valor prom edio en el crecim iento
del valor agregado m anufacturero para todo el período fue de
más del 7 % (ver el gráfico 10 .4 ) .
Sin duda alguna, el factor determ inante del crecim iento indus­
trial fueron las altas tasas de inversión fija en maquinaria y equipo
(ver el gráfico 10 .5 ). Si bien no fueron exccpcionalm ente altas,
comparadas con las de econom ías coetáneas del Sudeste .Asiático,
sí fueron las más altas d e Colom bia desde los años veinte; para el
período 1945-1954 ya doblaban los niveles de la guerra ( 19 39 >945 ) . y desde entonces se mantuvieron entre el 6 % y 7 % del p ib .
Fue característico de este periodo la ascendente participación de la
inversión del sector público en la inversión total, que pasó de ser
Gráfico 10.4
Variación anual riel valor agregado, sector manufacturero
/lanm - o a u o -O r t c r d la tín A tr a n c a n t i c n o m t H n k r v D u b n .
207
N l * va k u t o h ia t u i M W i u u
C o m n u
poco más del 10 % del p i b en 19 2 9 a representar casi su tercera
parte, en su punto más álgido, a comienzos de los setenta, al con­
tar las inversiones efectuadas en Acerí;is Paz del R io y en Cerromatoso.
Así mismo, la inversión extranjera pasó a form ar parte impor­
tante del total d e las inversiones industriales, aunque fundamen­
talmente concentradas en el sector energético y minero.
Este crecim iento industrial liderado por las inversiones de capi­
tal se aseguró en parte gracias a las reform as arancelarias d e 1950,
19 5 9 y 1964. Sácnz-Rovncr < 1992) docum entó el incesante traba­
jo de cabildeo que ejercieron grupos industriales com o la a n d i, los
cuales lograron elevar los niveles de protección de las industrias
tradicionales, y más aún la de ciertos sectores «tardíos». Las faci­
lidades de crédito de fomento originadas en las fuentes ya men­
cionadas también contribuyeron notablemente a alcanzar las altas
cotas de inversión. Así. pues, para mediados de los año® setenta la
industria vivía su «época dorada*: representaba cerca del 2 5% del
p i b nacional, culm inando así un cam bio estructural en la econo­
mía. y se em barcaba en la producción de bienes intermedios y de
capital con requerim ientos exigentes en términos de tecnología,
inversión, y organización. Tiem pos difíciles estaban por venir.
Gráfico 10.5
1 H 0 -n
tvolución de la inversión fija en maquinaría y equipo
V M S -»!
1930 54
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cia d o « n O a m p o y lin a r (20001 2441.
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INULIIKIAIJXACIÓH A k lIH A I
Desindustrialización y gMHilizacwii
Desde 19 7 4 y hasta el final del siglo x x la econom ía colom bia­
na mostró una clara tendencia hacia su desindusirialización. Este
proceso, caracterizado por la pérdida relativa de peso de la indus­
tria en el conjunto de la econom ía, ha sido captado por indicado­
res com o la creación de plantas, la generación de em pleo, el total
de su valor agregado y, de m anera más global, las inferiores tasas
de crecim iento registrad;«! por este sector frente a aquellas del p ib
(ver la tabla 1 0 .1) .
Las causas inmediatas de este fenóm eno se buscan com únm en­
te en el proceso de globalización y libetalización de la econom ía
colombiana desde finales de los años setenta. L a «retirada» del
Estado de la econom ía, la apertura com ercial y el fin de la repre­
sión financiera ciertam ente afectaron el desem peño industrial,
aunque no de m anera contundente. La reducción del papel es­
tatal se tradujo en una caída significativa de la inversión pública,
especialmente desde mediados de los ochenta, que, no viéndose
compensada por un repunte de la inversión privada, condujo a
niveles mas bajos d e inversión total.
La liberación del sistema financiero elevó considerablem ente
las tasas de interés, las cuales sólo em pezaron a descender a finales
de los noventa, lo cual, sum ado a la elim inación del crédito sub­
sidiado, pudo haber desincentivado las inversiones industriales,
aunque la oferta d e fondas prcstables se am plió enorm em ente y el
crédito fue m enos racionado que en la fase anterior. Hay que tener
en cuenta que el crédito subsidiado estaba racionado y favorecía
a los que contaban con influencia política, forzando a los demás
agentes a conseguir recursos en el m ercado extrabancario, que
fue, al parecer, muy dinám ico durante la fase de represión finanTaMa 10.1
Crccimk-nto industrial y del m, 1929-2001
Crecimiento |%> anual
1929-7}
1974*09
1990-2001
t a » C t h M H b V M I m u i 12007. 177).
Industria
m
7,5
4.7
4.1
i.*
0J
2.8
N u e v a m n o a u e c o n ó m ic a m C o u i M u t
riera. Este m ercado ofrecía tasas d e interés mensuales que eran
superiores a las que recibían los prestamistas subsidiados anual­
mente. Se manifiesta de nuevo el carácter de acceso cerrado de
las instituciones económ icas colombianas, que sirven a unas capas
privilegiadas que cuentan también con un fuerte poder político.
Sin em bargo, se mantuvieron créditos relativamente baratos que
otorgó Proexpo y que estuvieron p o r debajo de las tasas d e merca­
do, créditos que estimularon el citado salto de las exportaciones
industriales. Tom ado en su conjunto, el sector industrial recibió
durante la última parte del siglo x x una participación m enor de
crédito que los servicios, el com ercio, la construcción y el agro.
1.a apertura com ercial, gradual prim ero y acelerada después,
se constituyó en un generador de efectos contradictorios. Por un
lado, el desm onte y reducción de aranceles y paraaranceles, auna­
dos a una revaluación real de la m oneda, desde los setenta hasta
19 8 2 , incentivó una expansión sustancial de las Importaciones. És­
tas afectaron más a los bienes de capital, pero también a los bienes
intermedios. Los bienes de consum o, por su parte — esencialmen­
te texUles y calzado— , se rieron debilitados por el contrabando.
De otra parte, la exposición de la industria a la com petencia inter­
nacional tuvo un im pacto altamente positivo a través de incremen­
tos en la productividad, según Echavarría (19 9 9 ). De ser así. la
apertura estaría corrigiendo una de las debilidades estructurales
de la industria colom biana de más larga duración. Posible corola­
rio de esto fue el papel destacado que las exportaciones industria­
les adquirieron en el total de las exportaciones colombianas desde
finales de los ochenta.
Los críticos de la apertura aducen que la econom ía hubiera es­
tado m ejor d e haber seguido la senda proteccionista, de represión
financiera y de cierre frente al m ercado internacional de capitales.
Es claro que una econom ía de 40 millones de habitantes y con un
grado de apertura no tnayx>r del 20% del p ib estaba desuñada al
estancam iento, dados, en especial, las características de su merca­
d o interior, la desigual distribución del ingreso y el cierre político
frente a una reform a agraria que abriera el acceso a la producción
d e alim entos y materias primas baratas. En el contexto latinoame­
ricano sólo Brasil y M éxico tenían las cualidades para lograr una
industrialización exitosa — con poblaciones de más d e 12 0 millo-
210
i
La iM o o ir a u ix r A C t ó M » m m iia »
ncs de habitante»— . basados en sus m ercados interno«., sin tener
que hacer reform a agraria, mientras que la vía de la exportación
como vehículo de desarrollo quedaba com o único opción para los
demás países. M éxico optó por atarse a Estados U nidos para saltar­
se el limitante de su m agro m ercado interno, mientras que Chile y
Costa Rica prosperaron con base en sus exportaciones.
Debemos preguntar, entonces, si la apertura fue un fracaso para
la industrialización de Colom bia y en qué se falló en especial, l a
apertura debió de propiciar, teóricam ente al menos, una devalua­
ción de la tasa de cam bio real, en la m edida en que se restauraba
la dem anda de importaciones. U na tasa de cam bio devaluada hu­
biera sustituido en buena m edida la protección arancelaria y paraarancelaria, y hubiera fom entado las exportaciones en general,
en particular las industriales, a la vez que la m ayor especialización
y acceso de materias primas y bienes interm edios más baratos para
la industria debía de haber elevado su productividad, haciéndola
más competitiva. Qui/ás más im portante, y volviendo a la idea de
sociedad de acceso abierto, la apertura limitó los privilegios de al­
gunos empresarios y aum entó el acceso de las clases medias a las
oportunidades del com ercio internacional y del flujo de capitales,
antes concentrados por el reparto de licencias de im portación y
permisos de hacer negocios con el exterior. No obstante, se man­
tuvo la protección a los terratenientes y em presarios agropecua­
rios. lim itando también el acceso a ese tipo de negocios a nuevos
agentes, restringiendo d e nuevo la com petencia.
L o cierto es que el mecanismo devaluador desatado por la
apertura fue neutralizado por tres factores poderosos: prim ero,
aum entó el flujo de capital a una econom ía que lo demandaba
pero a la que se le había restringido administrativamente; tanto
el sector público com o el privado se endeudaron do m anera cre­
ciente, con tasas de interés muy inferiores a las que generaba el
reprim ido sector financiero nacional; segundo, una econom ía
hasta entonces cerrada al capital extranjero abrió sus puertas y
aumentó considerablem ente la adquisición de em presas públicas
y privadas, al tiempo que se liberalizaron la m inería y el petróleo;
tercero, el descubrim iento de importantes yacimientos d e petró­
leo (Cusiana, C upiagua), de carbón (El C errejón en L a Guajira y
en el departam ento del C esar), níquel y oro le trajo al país la mal­
211
N v rv » H o io n * i u w A m iu k
C h d n u «
dición de los recursos naturales, generando rentas que tienden a
revaluar la tasa de cam bio y actúan com o freno a la exportación
de bienes distintos o disminuyen la competítividad frente a las
importaciones; los ingresos por narcotráfico también contribuye­
ron a fortalecer el peso, agravando la incidencia de la apertura de
capital. Por último, la apertura de la cuenta d e capital también
tornó a la econom ía nacional más volátil, en la m edida en que las
llegadas o salidas de capital producían efectos macroeconómicos
muy inconvenientes. Los tres factores sumados propiciaron revalitaciones fuertes entre 19 9 1-19 9 8 y 2003-2009, pero también una
devaluación considerable en el interregno.
Un factor adicional tiene que ver con la evolución del narcotrá­
fico, el cual tus-o un efecto múltiple sobre el desarrollo económico
del país: increm entó los niveles de crim inalidad en general, en
particular los homicidios, a cotas muy altas (ver el capítulo 16) y
financió a la insurgencia, creando inseguridad en relación con los
derechos de propiedad de los em presarios del país. El secuestro y
la extorsión extrajeron recursos d e los industriales y aumentaron
sus costos de seguridad, reduciendo la supervisión sobre sus ne­
gocios y deteriorando la calidad de la gestión; simultáneamente,
las altas ganancias del negocio crim inal dirigieron las energías de
una parte d e la sociedad, incluidas las élites regionales, hacia el
narcotráfico y el paramilitarismo. Esta situación debió d e expre­
sarse en una pérdida de productividad d e toda la econom ía y en
una -pérdida de fortuna», en el sentido de dism inuir la alta tasa
d e crecim iento económ ica observada para Colom bia entre la pos­
guerra y 19 80 , y entre esa fecha y el año 2000 (Cárdenas 2 0 0 1).
Aunque ésta es una hipótesis difícil de com probar, ciertamente
el narcotráfico cam bió el am biente social y económ ico del país c
hizo menos atractiva, al menos para muchos agentes, la opción de
establecer industrias lícitas.
A pesar de todos estos inconvenientes, las exportaciones manu­
factureras y agroindustriales alcanzaron a ocupar la mitad de las
exportaciones del país durante la prim era década del siglo XXI,
pero obedeciendo más bien a la profundización de una división
del trabajo con Venezuela y Ecuador, que disfrutaban d e la bonan­
za petrolera, y que también se acaba de extinguir.
L a IM O U > 1 U A llu r 4 Ó N A M I M M
El fenóm eno de la desindustrialización, desde una perspectiva
más am plia, no es distintivo de Colom bia. Por el contrario, tanto
economías desarrolladas com o en desarrollo exhiben esta pro­
pensión. El problem a para Colom bia tal vez radique en la edad
«temprana» en que se sum ó a esta nueva división internacional
del trabajo, liderada por China e India, sin com pletar un proceso
de industrialización com pleja ni alcanzar niveles internacionales de
productividad. El país decidió incorporarse a la econom ía global
sin haber desarrollado un sistema tecnológico e industrial com ­
petitivo, ni contar con em presas industriales líderes mundiales en
ningún frente. Esta estrategia es similar a la de M éxico, Argenti­
na y Chile, pero diferente de la adoptada por China continental.
Taiwán, C orea del Sur, India y Brasil, países que exportaron ma­
nufacturas crecientem ente. L a historia del siglo x x t dirá quiénes
ocuparon los lugares d e distinción.
Co n c l u s ió n
La industrialización colom biana fue tardía y se basó en el núcleo
antioqueño exportador que le prestó condiciones para acum ular
capital y un m ercado inicialm ente muy dinám ico. I-as políticas pú­
blicas que la apoyaron estaban circunscritas a un orden político
de acceso limitado, por lo cual no pudo ser un fenóm eno general
que pudiera repetirse en más ciudades y regiones del país y que la
tornara competitiva sin debilitarla. I-a protección y el crédito sub­
sidiado no fueron suficientes para prestarle una dinám ica impor­
tante a la industria, la cual com enzó a perder influencia política y
a encarar políticas de apertura que le quitaron buena parte de sus
mercados, por la confluencia de rentas mineras y del narcotráfico,
afluencia de capitales, tanto d e inversión directa com o de crédito,
lo cual se conjugó para revaluar el peso colom biano y deteriorar
la rentabilidad de las industrias locales. Por último, la volatilidad
que introdujo la apertura de la cuenta de capital contribuyó a que
las crisis de 19 9 9 a 2002 y la que com enzó en 2008 afectaran muy
negativamente la actividad industrial.
C a p ít u l o i i
L A A G R IC U L T U R A 11,
E l desarrollo agropecuario de Colom bia durante el siglo x x se
basó en derechos de propiedad extensivos e ineficientes que con­
tribuyeron a rezagarlo. EJ latifundismo frenó el crecim iento agrí­
cola, al tiempo que provocó un cruento conflicto que alim entó
los enfrentam ientos partidistas en el país desde los años treinta
del siglo XX. L a Violencia de los años cincuenta, derivada de una
guerra civil entre los dos partido« tradicionales, propició el surgi­
miento de la insurgencia un poco más tarde, y de su contraparte
paramilitar, en los años ochenta, financiadas am bas p or el enorm e
negocio d e las drogas ilegales. Las relaciones de propiedad en el
campo, las políticas públicas frente a la cuestión agraria y el desa­
rrollo mismo d e la agricultura y de la ganadería cum plieron un
papel im portante en el largo conflicto interno.
r
A. R e l a c i o n e s d e p r o p i e d a d y d e t r a b a j o
El desarrollo de la agricultura colom biana fue más lento y tortuo­
so que el vivido por la econom ía de la que hace parte, pues con­
fluyeron derechos de propiedad extensivos, ineficientes, difíciles
de justificar y defender. Las m ercedes de tierras otorgadas por la
Corona y por los cabildos durante la C olonia sólo afectaron las
partes pobladas del territorio, que constituían una fracción del to-
" C ap ítu lo e la b o ra d o p o r Sa lo m ó n K alm an o vitt y E n riq u e López.
‘¿ 1 5
N i » . » A M lftT o a u ICOXÓMICA D t ( Ó K I M I U
tal disponible. Sin em baído, en el siglo x i x el Estado central o los
estados soberanos — durante la fase federal— otorgaron tierras en
grandes cantidades a militares, polídeos y prestamista* del Gobier­
no o a sim ples personajes influyentes en la vida política regional,
que ocuparon una parte mayor del territorio y profundizaron la
desigualdad en el acceso al recurso fundam ental de la época.
Los derechos d e propiedad que resultaron de la apropiación
de las tierras públicas no sólo eran extensivos sino también difíci­
les d e proteger por parte de los terratenientes y el Estado, lo que
propició el-conflicto agrario. El Estado era intrínsecam ente débil,
por la baja tributación que lo caracterizó durante la mayor parte
del siglo XX y, en especial, por la casi nula contribución de los te­
rratenientes. En el gráfico 1 1 . 1 , el cual muestra la concentración
de las baldíos otorgados, se perfila un grado creciente de ésta con
el transcurso del tiempo. En todos los casos las curvas d e Lorenz
construidas para los períodos muestran alta concentración en las
concesiones otorgadas: aum entó en el período de 1 9 1 8 a 19 3 1
(Gini de 0,84) con respecto al anterior de 19 0 1 a 1 9 1 7 . También
presentí una gran concentración el período 18 7 0 -19 0 0 . que co-
Gráfico 11.1
Distribución de baldíos, 1827-1931 (curva» de Lorenz)
(porcentaje acumulado de hectárea«)
xumAaóo di aomnntnat
------
mir-itM
----- 1918 1931
fomtr lepando
— — i8?o-i9co
-------Iqurfrt-ibuckW,
------ m i- m i?
La « c n c t ' L i v u
rresponde al mayor núm ero de hectáreas otorgadas en concesión,
en cuyo caso el Gini es 0 ,76. F.n el período 18 2 7 a 18 6 9 el Gini
es 0 .7 1. lo cual refleja unas concesiones más concentradas que el
período d e 19 0 1 a 1 9 1 7 (Gini de 0,65).
Las relaciones laborales evolucionaron desde la figura del arren­
datario o del viviente de las haciendas, a la del aparcero del taba­
co, a la del colono que intercam biaba usuf ructo de tierras vírgenes
por dejarlas sem bradas en pastos en las regiones de la Costa Adántica. En todas ellas era evidente la falta de libertad del campesino,
que debía laborar ciertos días en tierras de la hacienda o entregar
un producto, sin poder com ercializarlo directam ente. Existían sa­
larios pet o eran form as atrofiadas, pues sólo com plem entaban las
necesidades en metálico de los arrendatarios o debían gastarlos
en las llamadas «tiendas d e raya-, que les suministraban algunos
víveres a precios d e m onopolio. H abía también la dificultad para
legalizar los derechos de propiedad de colonos y arrendatarios
mediante escritura pública, o d e que se les reconocieran las m ejo­
ras que les agregaban a las tierras de sus patrones.
El café se plantó en haciendas con aparceros en Santander del
Norte, más adelante en Santander, mientras q u e en Cundiuamarca y Tolima se implantaron relaciones sociales serviles sobre una
población de arrendatarios que debía ser importada de la meseta
cundiboyaccnse. A q u í estallaron los prim eros conflictos agrarios
de los años treinta. El cultivo de exportación se desarrolló precisa­
mente con mayor dinam ism o en las tierras colonizadas p o r cam­
pesinos m edianos y pequeños d e Antioquia, donde predom inaban
relaciones de trabajo más libres desde la Colonia. Los cafetales se
sembraron en tierras inclinadas que no tenían un uso producti­
vo alternativo, alternadas con culüvos que daban sombra, com o
platanales y árboles frutales, mientras que las fincas contaban con
gallineros y m arraneras que com plem entaban las necesidades de
los productores, de tal m odo que constituyó una verdadera revo­
lución de la productividad agrícola. El cam pesinado cafetero dio
lugar, además, a una dem anda im portante de bienes industriales,
de una econom ía basada también en el dinero en efectivo.
En fin, se trataba de una econom ía agraria sustentada en rela­
ciones de servidum bre o que tenía a la familia com o unidad pro­
ductiva básica, que contenía dentro de s í una econom ía campesina
Nvtva
H K T D t l t c o o n A m «c 4 d c C o u m u i *
libre y muy dinám ica. El sector exportador venía expandiéndose
con tanta fuerza que revolcaba todas las relaciones sociales y políti­
cas de muchas regiones del país, financiaba ferrocarriles y carrete­
ras, conform aba un dinám ico m ercado interior, favorecía la indus­
trialización y el traslado masivo de la población hacia las ciudades
y. asi mismo, relajaba las relaciones se n ile s que caracterizaban a
las haciendas y a los latifundios con sus trabajadores.
P o lit u a i fn M ic a s
C om o otros países colonizados por España. Colom bia se carac­
terizó por una distribución inicial de las tierras y otros recursos
económ icos realizada de acuerdo con criterios de casta, en una
sociedad segm entada entre blancos, mestizos, indígenas y negros
esclavos. La excepción se dio en Antioquia y Santander. No es ca­
sual que la escasez o la extinción de las poblaciones aborígenes en
esas dos regiones dificúltala el establecimiento d e encom iendas e
hiciera posible la colonización de españoles pobres, que optaron
por ser m ineros independientes, agricultores y artesanos. Estas dos
regiones fueron prósperas durante la Colonia, y Antioquia siguió
siéndolo en los siglos XIX y x x ; Santander se rezagó en el siglo xix
pero es uno de los departam entos de m ayor ingreso ¡>or habitante
del país en 2006. En el resto de las regiones en las que florecieron
la encom ienda y, más adelante, el resguardo indígena surgió un
sistema de haciendas que mantuvo arrendatarios, m ien tes, terra­
je ro s o aparceros bajo relaciones con mayores o m enores grados
de servidum bre y sin derechos de propiedad sobre los lotes que
cultivaban o los ranchos que habitaban. A lo anterior se agregaban
plantaciones esclavistas en el Cauca y en la Costa Atlántica, cuya
población después de 18 5 0 pasó a ser arrendataria de las hacien­
das. y pequeños campesinos, colonos, m ineros o pescadores en los
territorios inhóspitos de la Costa Pacífica y el Chocó.
En los años veinte la carestía d e alimentos, que frenaba el creci­
m iento de la econom ía, presionó una apertura considerable que
perm itió im portarlos sin arancel. Tam bién se favorecieron los pro­
cesos d e colonización en tierras adjudicadas pero no explotadas
por sus dueños, y, más adelante, los gobiernos liberales apoyaron
218
U A O iia 'in iA
los interese* d e arrendatarios y aparceras sobre las m ejoras que
introducían en los predios ajenos, reconocieron sus derechos bá­
sicos de locom oción y perm itieron su participación en los m erca­
dos y en el acceso a la propiedad en general. Los liberales fueron
propensos a utilizar el Estado para intervenir la econom ía, regular
los conflictos, cuestionar los derechos de propiedad ineficientes
y canalizar las energías de los afectados a través d e una nueva le­
galidad, mientras que los conservadores defendieron el principio
de propiedad privada, sin im portar su extensión, tal com o había
sido su legado históricamente. Esta disparidad llevó al sectarismo
partidario y a que estallara una nueva guerra civil en el país entre
*94 8 y «9 5 8 Durante la Segunda República Conservadora (19 -16 -19 57 ), el
proteccionismo se extendió a la agricultura y a la ganadería, que
obtuvieron aranceles muy altos o francas prohibiciones de im por­
tación de los producios que pudieran com petir contra sus obso­
letas prácticas. Durante el mismo lapso, el Banco d e la República
fue redefinido com o de fom ento, para lo cual destinó parte de su
emisión a créditos subsidiados, de nuevo tanto para la industria
como para la agricultura, siendo los ganadores los que mayor in­
fluencia política desplegaban.
Después d e L a Violencia d e los años cincuenta se hizo una po­
lítica explícita d e reform a agraria durante el Frente Nacional, que
se extendió por un decenio, pero que con el surgim iento de un
movimiento cam pesino radical entre 19 7 0 y 19 7 2 fue cancelada,
para dar paso a enfoques d e m ercado, crédito y tecnología que
buscaban la modernización de las explotaciones cam pesinas, pero
sin afectar la distribución d e la üerra.
Los temas de políticas públicas que perm ean el siglo X X son,
entonces, los siguientes:
1. Intervencionism o y proteccionismo, derivados d e una vi­
sión paternalista de la misión misma del Gobierno sobre sus
ciudadanos, y m onopolios promovidos por el Estado, como
parte de la matriz institucional heredada de España. Sin em ­
bargo, se trató de un Estado pequeño que escasamente re­
currió a la tributación hasta el final del siglo X X , cuando ésta
aum entó significativamente.
21 9
N w « i h i s t o r i a e c o w Om i c a o í C M d M a i A
2. O torgam iento de beneficios a grupos dc presión y gremios
poderosos, com o la Federación de Cafeteros, la Sociedad de
Agricultores dc Colom bia ( s a o ) y el grem io d e industriales
( a n u í ) . Después de las reform as liberales de los años trein­
ta se incluyó a las centrales sindicales en las negociaciones,
dando lugar a un sistema político más basado en el corporutivismo que en el sufragio universal y en una estricta se­
paración dc poderes. H ubo también acom odación d c la ley
a tales intereses. I¿1 corporadvism o se debilitó con la proli­
feración de grupos dc presión, que fue dando lugar a una
mayor dem anda p or la igualdad dc los agentes frente a la ley,
y también por el fraccionam iento del sindicalismo.
3. Inestabilidad d e las reglas de ju e g o , debilidad económica
del Estado y ruptura del Estado dc Derecho, que se hace ma­
nifiesta durante La Violencia (cierre del Congreso dc 1949
a 19 5 8 , golpe militar en 1 9 5 3 , estado de em ergencia cuasi
perm anente, incluido el período del Frente Nacional), con
el posterior abuso de la figura del estado dc sitio, con el paramilitarismo después d c los años ochenta y con los cambios
constitucionales sobre reelección, en beneficio de un presi­
dente en ejercicio.
La Segunda República Conservadora va a erigir un m odelo eco­
nóm ico bastante perdurable, que tendrá tres soportes: altos aran­
celes para industria y agricultura, intervencionismo del Estado re­
gulador, con inversiones en em presas públicas, y banco central de
fomento, que termina atrofiando el m ercado de capitales. Cada
uno dc estos elementos, poco funcionales para el desarrollo eco­
nóm ico de largo plazo, deterioró la distribución del ingreso. Si
bien dichos soportes hicieron posible la aceleración d e la acumu­
lación de capital durante algunas fases, a la larga se tornaron en
obstáculos para un mayor crecim iento, en la m edida en que frena­
ban la com petencia y la innovación. La inequidad original fue en­
frentada con reform as legales, a las cuales se opuso el Partido Con­
servador, y que fueron eventualmente desmontadas, de tal modo
que fue difícil integral' a buena parte de la población a la política
y al proceso d e desarrollo, lo que a su vez fo ijó un m edio que pro­
pició más el conflicto que la negociación y la cooperación.
L » A C M C tllT U H A
Cada una de es las políticas buscaba limitar el acceso de los agen­
tes a los bienes públicos, procurándoles rentas, definidas com o ta­
les por el control de cam bios (se asignan divisas a ciertos agentes,
y no a otros), licencias de im portación, cuotas y prohibiciones que
limitaban el com ercio internacional, mientras que el crédito de fo­
mento era otorgado directa o indirectamente por el banco central
a ciertos agentes, y el resto debía recurrir al crédito ya racionado
del sistema bancario y, sobre todo, al llam ado sistema extrabancario, con tasas d e usura y m étodos «le cobranza poco ortodoxos.
Mientras las empresas industriales debían pagar impuestos a la
renta y la población urbana debía asum ir aranceles altos c impues­
tos a las ventas o al valor agregado crecientes, los propietarios de
tierras pagaban muy escasos impuestos al fisco nacional y evadían
los tributos prediales. Además, tam poco era tasado el ganado, ex­
cepto por un m ódico impuesto al degüello. Por último, la cobertu­
ra del catastro era limitada, siem pre atrasada frente a la inflación
de los bienes raíces.
Los agricultores pudieron operar entonces con altos precios in­
ternos. dados unos márgenes de protección que en muchos casos
llegaron a ser infinitos, y algunos recibieron transferencias de los
depositantes y otros deudores del sistema financiero pan» que usu­
fructuaran tasas negativas de interés. Se podría argum entar que
una reforma agraria que dotara de propiedad a más campesinos, una
agricultura m enos protegida y la tierra pagando impuesto« hubie­
ran operado con m ayor eficiencia y. por lo tanto, con un m enor
nivel de precios, que habría perm itido salarios reales mayores, un
mayor nivel de exportaciones y un crecim iento económ ico más
profundo.
Aunque la hipótesis pertenece al plano de lo contrafactual. paí­
ses que tuvieron reform as agrarias en el siglo X X , com o Jap ó n ,
Corea del Sur y Taivván, dem ostraron tener menos trabas para su
industrialización que los países latinoamericanos, donde ha sido
muy difícil reform ar la estructura agraria legada históricamente.
Era no sólo una cuestión de un m ejor funcionam iento de la agri­
cultura, sino que se dotaba de propiedad y m edios a una abun­
dante población que desplegaba iniciaüvas que encauzaban a
la sociedad por una senda más competitiva, tanto política (más
participación electoral y en partidos) com o económ icam ente, al
N u e v a h » h > w ia c c o f « d M K A o r í j w m u
•*>
existir más agentes ro n propiedad y educación dispuestos a iniciar
negocios donde hubiera oportunidades. L a mayor competencia
política orientaba las decisiones públicas a satisfacer a un mayor
núm ero de intereses y personas, o sea, a procurar un mayor creci­
m iento económ ico (North et al. 2009, 27).
Lo cierto es que tanto industria com o agricultura se desarro­
llaron bajo un m anto espeso de intervenciones estatales que pro­
baron ser excesivas porque no crearon condiciones sostenibles de
desarrollo, en especial para la agricultura. Ésta crece prim ero muy
rápidam ente, im pulsada por el desarrollo del m ercado interior y
los estímulos que recibe, pero se estanca después. Sólo en algunos
casos — notablem ente, el café, el banano y las ílores— consigue
incursionar de m anera exitosa en el m ercado mundial.
En Colom bia se otorgaron incentivos positivos para todos los
productores, no hubo redistribución de la tierra y tampoco se
plantearon castigos contra los que 110 probaran ser competitivos
internam ente y en el m ercado mundial. El impulso a la innovación
tecnológica fue errático y, en algunos casos —com o el del algodón
en los años ochenta—, contraproducente. El crecim iento obteni­
do fue entonces m oderado, com o consecuencia d e los incentivos
de política sectorial y de pocas adaptaciones técnicas a la agricul­
tura tropical, que llevaron a que se asignaran de m anera ineficien­
te los recursos y no se aprovecharan las ventajas comparativas con
que contaba el país (Balcázar ti a i 2 0 0 1).
En los años noventa el m odelo corporativo conservador se debi­
litó: se abolieron las prohibiciones y m onopolios de importación,
se introdujeron aranceles variables a los bienes agrícolas (aunque
todavía muy altos), se recurrió a las im portaciones cuando había
fallantes de alim entos en el m ercado nacional y se limitó el crédi­
to subsidiado. Todo ello incentivó el desarrollo de los cultivos de
plantación y de exportación, mientras decaía el cultivo de cereales
frente a la com petencia externa.
R. Et. DF-SARROLI.O AGROPECUARIO
El desarrollo agrícola del país a lo largo del siglo x x ha sido des­
igual, com binando fuertes expansiones después de «930, una ace-
222
!
U
A G R IC U L T U R A
leración sostenida desde la segunda posguerra hasta la década de
1980 y un relativo estancamiento de allí en adelante.
Hacia los años veinte, la producción se hacía con métodos
muy rudim entarios, con excepción de los cultivos d e la sabana de
Bogotá, la producción de banano impulsada por la U nited Fruit
Company, los ingenios azucareros de la Costa Atlántica y del Valle
del Cauca, y algunos esfuerzos aislados en agricultura moderna.
El machete era la herram ienta más difundida, la roza y la quema
reemplazaban los matamalezas quím icos y los fertilizantes, y era
escaso el recurso a la maquinaria agrícola. Eran también pocas las
aplicaciones de fertilizantes en una econom ía extensiva que per­
mitía d ejar en descanso las tierras por largos períodos.
Después de 19 4 5 hay un avance sustancial d e la agricultura co­
mercial y se roturan las tierras más fértiles del país, que dejan su
uto ganadero para dedicarlo al arroz, al algodón y a las oleagi­
nosas. S e utilizan tractores, fertilizantes y agroquím icos. El café
sobrevive bien con el pacto de cuotas de los años sesenta pero se
deteriora veinte años más tarde, con la liquidación de ese arreglo
internacional. Surge la industria d e las flores, que alcanza a expor­
tar 800 m illones de dólares en 20 0 5, y se acelera también el cre-
Tabla 11.1
Tasa de crecimiento del valor de la producción agropecuaria
(promedio geométrico porcentual)
1 9 8 0 -1 9 8 9 ; 1 9 9 0 -1 9 9 9
1 9 5 0 -1 9 5 9
1 9 6 0 -1 9 6 9
1 9 7 0 -1 9 7 9
to til j | r o p n u H l i )
3.21
2 ,5 0
3.83
2 ,1 3
T o o l a g rk u lt u ia
3 .3 9
2 ,6 3
4 .2 5
1 .7 0
transí ContH
5.1B
2 ,5 4
3 .4 5
2 ,1 3
C «w * íe »
4 ,0 6
1,24
5 .6 7
2 ,15
:
•2.67
O lrjQ n o M s
1 9 ,1 9
7 .2 6
0 .4 3
•0,76 '
-1 1 .9 3
O tro
4 ,2 9
1 .6 3
2 .6 8
3 ,3 8 -’
0 .2 3
1,55
« ,5 1
5 .4 6
2,41
2 .8 2
Exp orta b le «
S .4 5
7 .4 5
6 .9 8
4 ,8 2
3.44
O tro »
0 ,5 4
3.33
4 ,4 8
0 .1 5
2 .0 3
P W m u n e n ttt (*in cM )
0 ,5 0
,
-0 .0 5
•
-2 .4 7
A*yi( i i Im m w i 1.1t í
3 ,4 6
3.42
4,41
2 .2 8
0 .7 2
C ató
3 .1 8
0 .0 0
3 ,6 6
-0 .8 7
-4 ,2 7
total p « t u r i o
3.11
2 .5 0
3 ,5 4
3.84
1 .7 8
B ovino*
3 .1 8
2 ,5 0
0 .6 2
2 ,5 2
0 ,5 8
fo rcin o s
2 .7 6
1,96
3.21
0 .7 0
0 ,0 7
Ave»
1.06
0.61
15.23
4 ,6 6
3 .2 8
lurrtr: «U ln u in j.il/ v U f c e i 12006. 250*.
2
»
.
N i : » V< K n i l M I A l U l M Í U I C t M C d U J N t l t
cimiento del banano de exportación. El sector pecuario tiene un
crecim iento m ediocre, con excepción de la avicultura, que se vuel­
ve una industria notablem ente vigorosa al proveer proteínas cada
vez más baratas a la población colom biana (ver la uibla 1 1 . i ).
En el proceso de desarrollo agrícola colom biano hay una cre­
ciente dotación de capital que coincide con una disminución de
la produedvidad de todos los factores entre 19 5 0 y 19 7 0 (ver el
gráfico 1 1 .2 ) . De allí en adelante la intensidad de capital cae, lo
cual va acom pañado de una creciente produedvidad de todos los
factores, que se acelera, en especial, en la última década del siglo
x x . El uso.del factor trabajo se mantiene constante a lo largo de
la segunda mitad del siglo, pero se intensifica en la última década.
El uso de-la tierra cae durante todo el período, sugiriendo su in­
adecuado em pleo y p oco arbitraje entre usos alternativo« para su
m ejor uülización.
Los cambios más importantes en la estructura agropecuaria tu­
vieron que ver con una expansión de los cultivos perm anentes del
50 % de su área entre 19 80 y 2004. con excepción del café, que
Gráfico 1 1.2
195*
Contribución al crecimiento del na, por quinquenios
1 956
1 9*1
19Wk
-------------lta tu | o
fvmKtr. « j l m j i x r . i u >■U iptu (2CC6, 241).
—
—
1 971
C jp iu l
19 7 *
1961
llm
1966
1991
—
•• m
1996
1a « M K U I V M
Gráfico 11.3
Á rea cosechada en oleagin osa»
0 ...........................................
............ .
ira m i i¥* <«*♦ n c i w im io t iw*
rw
r » iw» m / vm rm
i*
it o
—
í;«n lr. M m nln
A)onfoC
---- Soja
N im
—
Al*o«ldn
do \ iiW lu r a . Ird^M lnu. U W m ' l i y I d p K QOCHn 259)
tiene una contracción d e su área del 1 5 % en el mismo período.
Entre las oleaginosas, el cultivo estrella es la palm a africana, que
en los últimos años toma un impulso adicional, al convertirse en
complemento del diesel, y, por lo tanto, enfrentando una fuer­
te dem anda com o com bustible (ver el gráfico 1 1 .5 ) . O tro cultivo
muy dinám ico es la caña d e azúcar, que obtuvo un crecim iento de
su área sem brada del 7 5% entre 19 80 y 2004.
El banano también continuó obteniendo un crecim iento vigo­
roso. pues duplica su área sem brada durante el mismo período,
primero concentrado en el Urabá. para después regresar en cierta
forma a su área inicial, en la zona d e Santa M a m , la cual obtiene
un renacim iento en los años noventa, debido a que es relativa­
mente pacífica y muchos em presarios se instalan allí, evadiendo el
conflicto con la insurgencia y los paramilitares en el Urabá antioqueño (ver el gráfico 11.4 ) .
Otras producciones que fueron muy dinám icas dentro del sec­
tor agropecuario estuvieron constituidas por agroindustrias. com o
las flores y la hordcultura, que utilizan una tecnología similar. El
desarrollo de la avicultura se puede caracterizar com o una revo­
lución tecnológica, que produjo de m anera creciente proteína
barata de buena calidad y que desplazó a la carne de «Jes como
X m v a h is t o r ia e c o n ó m ic a n
Gráfico 1 1 .4
C m o m b ia
Volumen de las exportaciones colombiana«
de banano, por z o n » , 19 S 0 -1 9 9 8
(millones de toneladas)
----------UVjbl
—
" S i n o Maru
f a M t t : « jln u m / .ü / y U f c e i l » » 6 . 2 M ).
principal fuente de alim entación d e la población (ver el gráfico
1 1.5 ) . La producción ganadera continuó relativamente estanca­
da; su nivel de precios reales mostró un alza en el largo plazo, que
se volvió más severa cuando logró exportar ganado a Venezuela.
Lo« avances de la ganadería se basaron en el desarrollo del doble
propósito (leche y carne) en regiones que 110 lo conocían y en el
m ejoramiento genético, que ha dado lugar a variedades de major
rendim iento y de mejor calidad de carne (por ejem plo, el brangu*,
o sea. combinación del cebú, resistente al trópico, y el augus, de
gran productividad en carne de bajo contenido de grasa); como
también de pastos más productivos, aunque sin llegar a la alimen­
tación de pastos compactados mezclados con alim ento concentra­
do. L a razón es que la tierra continúa siendo relativamente barata,
y al no contener costos tributarios, se puede utilizar de manera
extensiva, obteniendo costos d e producción más bajos. No exis­
ten muchos incentivos para el cam bio tecnológico y para que se
aum ente el rendim iento del hato. lo que exige la intensificación
del engorde.
226
L a a c n n n tu« a
F.n una perspectiva de largo plazo, los incentivos a la agricul­
tura probaron ser un obstáculo a su crecim iento, en cuanto se
asignaron los recursos d e manera ineficiente: desarrollo sesgado
hacia procesos intensivos en capital y de m enor em pleo; subsidios
que term inaron siendo costosos para otros sectores de la econo­
mía. posiblem ente retardando su crecim iento; arancel elevado,
que propició un nivel alto de precios de los alim entos, lo cual en ­
careció los salarios reales urbanos o propició la desnutrición, y
produjo materias primas caras para la industria, obstaculizando a
su vez sus exportaciones; inversiones en cultivos en donde el país
no tenía ventajas naturales ni comparativas (com o los cereales),
en cambio de cultivos intensos en luz o perennes (flores, cacao,
caucho y la palma africana, que eventualm ente prendieron en las
tierras del país). l a dificultad de cobrar un impuesto a la tierra
condujo al mal uso de ese recurso, a m antener escondida del Es­
tado una parte de la riqueza nacional, y propició la explotación
inadecuada de la propiedad.
Crifico 11.5
1950
Valor de la producción pecuaria, por actividades
(millones d r p « o » de 1975 )
I9 5 S
19M>
l<H»S
1970
1975
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Cu u w iu
F.s evidente que ha aumentado la concentración de la propie­
dad agraria (jy d e que m anera!) durante el conflicto en curso pro­
piciado por la insurgencia y su respuesta paramilitar (ver la tabla
1 1.2 ). En 19 84 , i .800 propietarios tenían 6,8 m illones de hectá­
reas, de más d e 2.000 hectáreas de extensión cada predio, mien­
tras que en el año 2000. 2.200 propietarios concentraban 39 mi­
llones de hectáreas d e la misma extensión. La gran propiedad pasó
de controlar 4 7% a 68% de la superficie catastrada. l a pequeña
propiedad pasó d e 15 % de la superficie en 1984 a 9% en 2000,)' la
mediana propiedad, de 38 % a 2 2.5% . Las cifras catastrales hablan
con elocuencia.
El desarrollo agropecuario también ha estado m arcado por el
uso inadecuado de la tierra (ver la tabla 1 1 .3 ) . En efecto, d e unas
tierras con vocación agrícola que constituyen el »9% del total, se
utiliza m enos del 4% en tales labores hacia el año 2000. Las tierras
con vocación de pastoreo constituyen el 12 % del total pero están
ocupadas con ganado el 36 % . que bien podrían estar producien­
do alim entos y materias primas para el país y para el m undo. Por
último, en las tierras con vocación de bosques coinciden el po­
tencial y el uso, aunque no hay políticas que conduzcan a un uso
reproductivo y sostenible de los bosques y selvas, que son constre­
ñidos crecientem ente por la colonización y la tala no regulada de
especies maderables.
C o n c l u s ió n
El desarrollo agrícola colom biano tuvo su mayor éxito en la ex­
pansión cafetera del occidente, que perm itió una sólida inserción
de Colombia en el m ercado m undial y que fue resistente a las cri­
sis económ icas y a las guerras mundiales. Sin em bargo, el impulso
que el café le prestaba al crecim iento económ ico desfalleció, en la
m edida en que el país se tom aba m onoexporiador y se establecían
incentivos para que se iniciaran nuevas exportaciones. Solamente
la producción de azúcar, la del banano y la de floricultura, que son
cultivos prácticamente industriales, respondieron al desafío.
El sector agropecuario, com o tal. recibió una protección muy
alut que term inó restándole competitividad e im pidió que profun-
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La t c u c c i n j A
dizara sus mercado* abaratando sus costos e ¡m plem entando cam­
bios técnicos, algo qu e el m arco institucional público y gremial
no impulsó consistentemente. La excepción fu e la investigación
aplicada al café y a la caña de azúcar. L a ganadería tuvo un len­
to crecim iento y sus precios se elevaron por encim a del resto de
precios; sólo apareció esporádicam ente en los registras de expor­
tación. La avicultura, por su parte, inició una revolución en los
consumos de la población al producir abundantem ente a costos
cada vez m enores, perm itiéndole al consum idor sustituir la carne
de res p or carne de pollo y huevo, y capturando parte del mercado
venezolano.
La apertura de los años noventa del siglo pasado fue relativa­
mente m oderada para la agricultura y casi inexistente para la ga­
nadería. pero el impacto fue muy fuerte, induciendo a reducir
las áreas y la producción de cereales y am pliando los cultivos pe­
rennes, en particular, d e palma africana. Se generó así un cambio
estructural im portante que deterioró las condiciones sociales del
campo, agravado por la reducción de la producción cafetera, aho­
ra en com petencia con los países africanas y con Vietnain, todo lo
cual causó un serio retroceso en el nivel de ingr eso y de vida d e los
departamentos cafeteros.
Se intentaron dos reform as agrarias, que fracasaron ostensi­
blemente, y el cam po colom biano hoy presenta unos índices de
concentración m ucho más elevados que en el pasado, o sea que se
dio una profunda contrarreform a agraria, al mismo tiem po que la
tierra se encuentra mal utilizada, en contra d e su vocación. Esto,
a su vez, hizo m enos competitiva a la sociedad colom biana, tanto
en la esfera política com o en el plano económ ico, retardando el
crecim iento económ ico del país.
231
C a p ítu lo
12
R e la c io n e s la b o r a le s »
D ESEM PLE O E IN F O R M A L ID A D
In t r o d u c c i ó n
La econom ía laboral del país presentó fu ci les cambios a lo largo
del siglo x x . La sindicalización se hizo posible bajo las políticas de
la República Liberal que buscaron canalizar los conflictos median­
te la negociación colectiva e hicieron concesiones en materia de
jom ada de trabajo, prestaciones sociales y cesantías, y condiciona­
ron los despidos a causas justas. El conflicto partidista de los años
cincuenta significó un fuerte retroceso y una atomización de las
organizaciones sindicales. El Frente Nacional pcrm iüó una recom ­
posición del sindicalismo, que se volvió a perder con la creciente
liberalizado!! de la econom ía y la flexibilización del m ercado de
trabajo, que se abre en los años noventa y se radicaliza durante las
dos administraciones U ribe, ya en el siglo x x i.
La expansión dem ográfica superó am pliam ente las oportuni­
dades de em pleo que ofrecía una econom ía que crecía a veces
con som bría lentitud, de tal m odo que com enzaron a formarse
grandes conglom erados de personas que viven de la llamada eco­
nomía inform al, de muy baja productividad y pobres ingresos, o
que están en el desempleo abierto. Sin la em igración registracL»
entre los censos de 19 9 3 y 2005, la situación de desem pleo y subempleo sería peor a la alcanzada en 2005, cuando la tasa de des­
empleo fue del 12 % , y la de subempleo, del 24% . La migración
de esta población, en su mayor parte jo ven , tuvo implicaciones
para el salario prom edio de los que se quedaron, elevándolo en
com paración con la situación sin em igración; se generaron ade­
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N i * va m in im * k w i Dhh ; * n C o to u tu
más unos recursos externos importantes p or m edio de las remesas
d e los em igrados, las cuales equivalieron al 4 % del p i b en 2 0 0 5 .
Se trata, entonces, de la exportación de una parte del desempleo
nacional.
U na característica de los mercados laborales de los países en
desarrollo es la notable extensión de la econom ía inform al. En el
caso colom biano, en las 1 3 áreas metropolitanas hay más trabaja­
dores en la inform alidad (4,8 m illones de personas) que en el sec­
tor propiam ente formal (con sólo 3.4 millones en 2 0 0 5 ), lo cual
surge del gran desequilibrio entre población y acum ulación con
capital m oderno, y, además, de las políticas públicas que imponen
altos impuestos a la nóm ina y subsidian la inversión de capital fijo;
asimismo, de la fijación del salario m ínim o por encim a de la in­
flación, práctica que se ha extendido desde los años noventa del
siglo x x . De esta m anera, las políticas públicas incentivan la inten­
sidad del capital y castigan el trabajo en una econom ía donde hay
tasas abrum adoras de desem pleo y subempleo.
A. El. S IN D IC A L IS M O
La suerte del sindicalismo en Colom bia estuvo muy unida al sur­
gim iento del socialismo durante los años veinte, y al triunfo en
19 3 0 del Partido Liberal, el cual albergó y defendió los intereses
de los trabajadores hasta 1 9 4 5, cuando com ienza a im ponerse una
alianza bipartidista de derechas que lo frena. De allí en adelante el
auge y caída del movimiento de los trabajadores quedan registra­
dos en la participación de los trabajadores en organizaciones sin­
dicales (ver el gráfico 1 2 . 1 ) , que pasan de tener una orientación
liberal y comunista, a una cada vez más conservadora y clerical.
Origen y desarrollo del sindicalismo
El lento proceso de industriali7ación iniciado desde finales del
siglo x ix empieza a consolidarse tras el final de la guerra de los
Mil Días y el posterior período de paz. El auge de los años veinte
termina desquiciando las relaciones sociales, lo cual incentiva el
234
R iL K iw n i a u u l o . D tm m tt) i ik k u u u im ii
G rifico 12.1
Tata do undicalización
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1959
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197J
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1997
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2001
f m n I r [ u i j c l l M x iO A ll U n d k j l I20D6).
surgim iento de un movimiento sindical de corte radical. El co­
lapso de la prim era global ización desata el proteccionism o, que
en Am érica Latina y Colom bia aceleraría sus procesos de indus­
trialización, lo cual m arca el com ienzo de un período en el que
el sindicalismo m oderno hace su aparición. L a protección perm i­
te que tanto salarios com o ganancias sean más elevados que bajo
condiciones de com petencia internacional.
Los sindicatos ferroviarios y de puertos (marítimos y fluviales)
encabezan las prim eras manifestaciones de carácter reivindicativo
frente a las políticas gubernam entales y em presariales. Destacables son los paros en los puertos d e 1 9 1 8 . y del sistema ferrovial en
1 9 1 9 , organizados por dirigentes influidos p or las ideas socialistas.
Son también de destacar los movimientos de los trabajadores agrí­
colas en sectores com o el banano y el café.
Los años veinte constituyen uno de los períodos de más rápido
crecim iento económ ico que haya registrado el país. Se intensifi­
can entonces los movimientos de protesta sindical, destacándose
la huelga de 1924 contra la Tropical Oil Company, la de «927 con­
tra la misma com pañía y la trágica huelga contra la United Fruit
Company, en 19 2 8 . en la cual los trabajadores protestaron contra
el carácter de enclave de la em presa, en especial, su renuencia a
contratar directamente a los trabajadores y su desacato del orden
ju ríd ico interno.
Es un período caracterizado por un im portante crecim iento en
los salarios, que se frena con la entrada del país en la Gran De­
presión. En el caso de las obreras em pleadas en la industria textil
235
N u k v a i u i t o m a ccowAmct n* Cot0MHA
en M edellín, su salario real tuvo un crecim iento cercano al 65%
entre 19 2 3 y <929 para perder un 35 % d e valor real hacia 1939.
La misma tendencia es dctectable para los obreros em pleados en
la construcción en Bogotá (Urrutia y Arrubla 19 7 0 ).
La llegada al poder del liberalismo con el presidente Olaya
Herrera (19 3 0 -19 3 4 ) marca un cambio en las relaciones entre el
sindicalismo y el Estado, el cual pretende encauzar los conflictos
mediante la .negociación y la regulación justa d e los intereses en
pugna. Por ,1a misma época se funda el Partido Comunista de Co­
lombia (pcé), el cual estará orientado por los lincamientos de la
Unión Soviética. Dicho paitido siem pre será muy pequeño, debido
a la represión política y a su desconexión con la realidad nacional.
El Partido Liberal logró aprobar la Ley 8 3 de 1 9 3 1 , que regla­
mentaba la huelga, perm itiendo la consolidación del sindicalis­
m o, que para 19 3 0 registraba un total de 9 9 organizaciones. Esta
cercanía entre el sindicalism o y el gobierno liberal se acentúa con
la llegada de Alfonso López Pum arejo a la Presidencia d e la Repú­
blica en 19 34 . Al año siguiente se lleva a cabo el prim er congreso
campesino, del cual se desprende la fundación de la Confedera­
ción Sindical de Colom bia (e se ), antecedente de la Confederación
de Trabajadores d e Colom bia (erre:), creada en 19 3 6 en el Con­
greso Nacional O brero, y en la que conviven corrientes liberales
y comunistas que coincidían en su respaldo al gobierno liberal
(U rruüa 1980).
Durante el segundo periodo d e López Pumarejo (i942-octubre de 19 4 5 ), el sindicalismo logra medidas favorables com o la
rem uneración del descanso dom inical, el auxilio d e cesantía, las
indemnizaciones por accidentes o enferm edades profesionales y
el fuero sindical, ratificadas luego por la Ley 6 de 19 4 5 . N o obs­
tante, el regreso al poder del Partido Conservador a la Presiden­
cia con M ariano O spina Pérez, en 1946, trae consigo importantes
cam bios que llevarían a la crisis de la CTC, debilitada por la re­
presión oficial, las divisiones internas y el fracaso de la huelga de
trabajadores del río M agdalena en 1945.
F.1 sindicalismo católico, en cam ado en la U nión de Trabajado­
res de Colom bia (trre). surge en 19 4 6 tras la unificación de la
Unión de Trabajadores de Antioquia ( i m -r a n ) y la Unión de Traba­
jadores de Boyacá ( i t t k a b o ) . La persecución de la e r e por parte
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del G obierno permite el crecim iento y la dom inancia de la u t c , la
cual representa un sindicalismo conciliador, apolítico y centrado
en sus reivindicaciones económicas. L a división interna en la CTC
entre liberales y comunistas se agudiza tras el asesinato de Jo rg e
Eliccer Gaitán, en 19 4 8. I-i política d e los conservadores frente a
los trabajadores es paternalista, está fundam entada en una filoso­
fía que justifica reprim ir los impulsos más inequitativos del capita­
lismo —se habla, incluso, de un capitalism o cristiano, opuesto al
capitalismo liberal y protestante— y concede prebendas, en espe­
cial, en las empresas públicas que acom ete en su afán; es el caso
de la Em presa C olom biana d e Petróleos (Ecopetrol), que se crea
con la reversión de los pozos de la Tropical Oil de Barrancaberm eja. El gobierno conservador también inicia políticas de seguridad
social con el Instituto Colom biano de los Seguros Sociales, aun­
que su cobertura va a ser pequeña.
El sindicalismo liberal fue perseguido durante La Violencia de
los años cincuenta y se enfrentó a los sindicatos organizados por los
conservadores, que ganaron adeptos en un plano d e com petencia
muy desigual. La dictadura de Rojas Pinilla — que trata de imitar
al peronism o con una organización sindical propia que le brinde
apoyo popular— fracasó y el régim en fu e derrocado. Tras el golpe
militar de 19 5 3 , se declara ilegal al Partido Com unista y la crisis de
la CTC se extiende a la UTC, de cuya escisión surge la Confedera­
ción Nacional de Trabajadores ( c n t ) , auspiciada por la dictadura
del general Rojas Pinilla. En adelante, el sindicalismo centrado en
reivindicaciones económ icas se im pondría cada vez más, en detri­
mento del sindicalismo político y contestatario.
El Frente N acional restauró los derechos d e la oposición y de
los trabajadores, y esta fase puede identificarse com o la de máxi­
ma participación, cuando cerca del 14 % de los trabajadores del
país se afilian a oiganizaciones sindicales. Entre 19 6 0 y 19 6 6 se
presenta una renovación en las luchas sindicales, y resulta de par­
ticular interés la creación en 1964 de la Confederación Sindical de
Trabajadores de Colom bia ( c s t c ) . independiente del Gobierno y
políticamente autónom a, que queda influida por el ala comunista
de la e r e . EJ auge sindical se da dentro de un sistema industrial
y de servicios, con un grado muy alto de protección frente a la
competencia externa y que recibe, adem ás, subsidios crediticios.
N w v » M ir r o m » ic o s A n i i a n t C o i i w i u
con lo cual las altas rem as de em presarios y banqueros pueden
ser compartidas con sus respectivos sindicatos. Pero este equili­
brio económico-político se resquebraja durante la administración
López M ichelsen, quien intenta hacer una apertura com ercial y fi­
nanciera, que fue desm ontada cuando se enfrenta a un gran paro
nacional, en 19 7 7 . El proceso de liberalización es retomado por
la administración Barco y profundizado por la de O s a r Gaviria,
estrechando las rentas derivadas de la protección; las industrias
más ineficientes desaparecen o se reestructuran. Los cam bios en
la legislación laboral favorecen la libre contratación, lo cual resta a
los sindicatos herram ientas legales con qué defen der los intereses
d e sus asociados.
E l ocaso del sindicalismo
'IYas su victoria en 19 7 0 sobre Rojas Pinilla, M isad Pastrana inicia
su periodo de gobierno actuando con m ano dura frente a los mo­
vimientos sindicales. En 1 9 7 1 se da una nueva movilización, repri­
mida fuertem ente por el G obierno, y ese mismo año la corriente
dem ocrática y cristiana de la u t c crea la Confederación General
d el Trabajo ( c c t ) , que termina dividiendo a los trabajadores y
dificulta la obtención de sus reivindicaciones.
La administración López Michelsen (19 7 4 -19 7 8 ) comienza a
socavar el m odelo corjx>rativo de desarrollo protegido. Se introdu­
ce una reform a profunda del sistema d e prestaciones y de contra­
tación a través de la prom oción del «salario integral», que permite
prever a los em presarios de m ejor m anera la carga prestacional
que arrastran los salarios. La sorpresa inflacionaria de los años se­
tenta, cuando el crecim iento de los precios se sitúa por encim a del
20% anual, disminuye los salarios reales en la industria, frente a
lo cual los sindicatos aprenden a anticipar la inflación y no tardan
en obtener m ejoras en sus salarios reales al exigir que los reajustes
estén por encim a de la inflación del año anterior. De esta manera,
también, la inflación adquiere otro sesgo inercial que la llevará a
rondar el 30 % al principio de la década de los noventa.
La Federación Colom biana de Educadores (Fecode) anuncia
en 19 8 6 la creación de una Central Unitaria, en un esfuerzo por
258
K t lA iT liH t t U M M A I U , H U M P U O X I N I D n H U I H D
consolidar el movimiento sindical aglutinando a 4 5 federaciones
y 600 sindicatos (el 80% del movimiento sindical colom biano). Se
crea así la Central Unitaria de Trabajadores ( c u t ) , lo cual provoca
la desarticulación de la UTO y de la <:t c :.
El retroceso en el ámbito laboral fue evidente en la década de
los noventa, en la que el desempleo llegó a niveles cercanos al 15 % .
Esta tendencia se vio alimentada por el rápido crecimiento de la
participación laboral urbana, asociada con el crecim iento dem o­
gráfico, y por un acusado período de estancam iento económ ico
(Ocam po ti al. 2000). En esta situación influyó el aum ento de la
inform alidad urbana, que. com o establece H ugo López, alcanzó
en 1 9 9 8 el 5 7 % de la población económ icam ente activa ( p e a ) en
las diez áreas m etropolitanas del país. La inform alidad será otro
gran enem igo del sindicalism o porque dificulta la organización
de una m ano de obra dispersa, escasamente calificada, excluida de
cualquier tipo de protección laboral y sin el am paro de las regu­
laciones estatales sobre salario m ínim o, seguridad social y salud
(López 1 9 9 G ) .
Varios cambios en las relaciones laborales (ver más abajo) —ju n ­
to a las reformas institucionales y económ icas durante los noven­
ta— m arcaron un nuevo período de debilitamiento sindical. El
sindicalismo que se mantiene se concentra en el sector público,
con 54% de su m em bresía en 2005. pero aun allí se debilita con
la reestructuración del Estado em prendida en años recientes, que
ha fusionado ministerios, introducido la tem poralidad én buena
parte de la contratación, privatizado las em presas d e servicios pú­
blicos y las de com unicaciones y reducido la prestación de muchos
de los servicios estatales.
Ixxs frecuentes brotes de violencia política y el surgim iento de
movimientos insurgentes en el cam po han im pedido una mayor
organización y restado poder d e negociación a los trabajadores,
frenando también el surgim iento de una izquierda legal organiza­
da o de un partido laborista. La agudización del conflicto interno
en los años ochenta, ahora protagonizado por la insurgencia y las
Fuerzas Militares, pero además por la reacción paramilitar que la
acom paña, implicó una am enaza de m uerte a todos los sindicalis­
tas, lo cual ayuda a explicar por qué, ya en el siglo x x i. el grado de
afiliación de los trabajadores ha descendido por debajo del nivel
239
N i . » VA H l t l O M A I C O M M K A I X C o t M U I t
que tenía en 19 4 5. F 1 Gobierno reconoció que en 2006 habían
sido asesinados 60 dirigentes sindicales y que la situación había
m ejorado frente a la del pasado, ya que se acum ulan 2.000 casos
reconocidos de sindicalistas m uertos entre 1 991 y 2006 que no
han sido investigados p or las autoridades. M uchos de ellos fueron
elim inados durante las negociaciones colectivas o en plena huel­
ga. Las investigaciones por los crím enes contra los sindicalistas se
mantienen en la im punidad, aunque la Fiscalía ha destinado re­
cursos para indagar los 200 casos más sonados, atendiendo los
reclamos estadounidenses.
Así mismo, la legislación impulsada por la administración Uribe reduce los ingresos por horas extras y festivos, mientras que se
legalizaron las llamadas cooperativas d e trabajo para que interme­
dien los contratos laborales, debilitando aun más la conuaparte
de los trabajadores, algo que ha llamado la atención del Partido
D em ócrata norteam ericano, que le ha puesto objeciones a la fir­
m a del T L C con Colombia.
B. L o s S A LA R IO S
Los salarios reales
La evolución d e los salarios reales en (Colombia es difícil d e esta­
blecer, debido a la variedad d e las fuentes relacionadas con dife­
rentes poblaciones y a la falta d e coherencia en la recolección de
los datos respectivos. U na idea aproxim ada de los salarios reales
durante la prim era mitad del siglo X X la ofrece lo que ganaba un
portero del C oncejo d e la ciudad d e Bogotá (ver el gráfico 12 .2 ).
En el gráfico se alcanza a percibir que el salario real d e este
personaje ha sido reajustado para encarar la hiperinflación que
acom pañó a la guerra de los Mil Días, parece haber descendido
hacia 19 0 9 y com enzado un progresivo aum ento durante los prós­
peros años veinte, para obtener su pico con la deflación de precios
que induce la Gran Depresión. De allí en adelante hay un dete­
rioro, con cierta volatilidad durante la Segunda Guerra Mundial
y ascenso en la posguerra, dentro de un auge de la acumulación
de capital en el país. Aunque el sueldo de un hum ilde funcionario
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público puede no ser generalizable a los ingresos salariales de los
colombianos de la época, sí muestra las condiciones en que se des­
envolvió la vida de un |x>blador urbano, cuando todavía 110 se había
evidenciado una población excesiva con relación a las necesidades
de la acum ulación de capital.
Urrutia anota que los salarios nominales no dism inuyeron al
mismo ritm o que los precios durante los prim eros años de la Gran
Depresión, lo cual significó una m ejora im portante en los salarios
reales. Sin em bargo, el período com prendido entre el comienzo
de los treinta y los cincuenta se puede caracterizar com o de cre­
cimiento moderado, con una im portante recuperación en la pos­
guerra.
Tras el retorno a la dem ocracia constitucional los salarios reales
de los obreros industriales crecen entre 19 5 7 y 19 6 5 a un ritmo
sin precedentes, lo cual significó un im portante aum ento en los
ingresos de los trabajadores urbanos y, a su vez, una notable m ejo­
ra en la distribución del ingreso, seguida d e un período d e relati­
vo estancamiento (Urrutia y Berry 19 7 5 ).
Durante la década de los noventa los salarios crecen gracias a
que la inflación com ienza a descender (ver el gráfico 12 .3 ) , y au­
mentan aun más con la crisis de 19 9 9, la cual es enfrentada con
medidas fuertes que hacen descender la inflación muy p or debajo
de la meta del Banco de la República. C om o se verá en el capitulo
17 , el ajuste que se produce con la crisis se hace por cantidades de
empleo, y las tasas de desem pleo y de inform alidad se disparan.
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£2 salario mínimo
El salario m ínim o en Colom bia se constituyó por ley en 1 945 pero
110 fue sino hasta 19 5 0 cuando se estableció su monto en 2 pesos
diarios de la época. 1.a política de los distintos gobiernos consistió
en decretar m ínim os para cada sector (m anufacturero, comercio,
servicios, transporte, construcción, prim ario) y por zona del país.
Sólo en 19 7 9 c * »alario m ínim o se com enzó a ajustar anualmente,
y en 19 8 3 se unificó (ver el gráfico 12 .4 ).
Durante la segunda mitad d e los años noventa, so aprecia una
recuperación en el salario mínimo real, gracias al repunte en los
índices de empleo. Este salario influye sobre el ingreso de los traba­
jadores formales pero tiene m enor influencia dentro de los trabaja­
dores por cuenta propia y en el sector informal (López 1996). En la
m edida en que la inflación cae sistemáticamente, el salario mínimo
real aumenta, dado que éste sirve de ancla a la escala salarial de la
industria, pues es el salario de enganche; también influye sobre las
rem uneraciones en este sector. Así mismo, migran más empleos al
sector informal, que ignora las alzas del salario mínimo y además
evade todas las arandelas parafiscales y los impuestos en general.
242
R i i a c i o n u u n > u i u , o u n r u o t i m iu k m a u e u d
Gráfico 12.4
Salarios m ínim o s reales. 1 95 4-2 00 7
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C F.l. EM PLEO
Estructura del mercado laboral
Se ha visto cóm o la econom ía colombiana alcanzó el pleno empleo
de su fuerza de trabajo libre en los años veinte, cuando buena
parte de la población estaba atada en haciendas o en parcelas fa­
miliares dispersas en la cam piña. Pero la Gran Depresión y el bajo
riun ode acum ulación hasta 19 4 5 mantuvieron la situación con un
exceso de oferta de m ano de obra que era expulsada del campo.
l a tasa de desem pleo se había m antenido cercana.al 5% du­
rante la prim era parle de los años cincuenta, p ero a partir de 19 5 7
el crecim iento económico se frena por la insuficiencia de expor­
taciones. provocando un aum ento en el desem pleo (ver el gráfi­
co 12 .5 ) y en la pobreza, listo quiere decir que hubo un relativo
equilibrio entre acum ulación de capital y población hasta la pri­
mera mitad del siglo x x . que se pierde en la m edida en que el
crecim iento económ ico se frena, al tiempo que la fecundidad y
la migración del cam po a la ciudad comienzan a mostrar grandes
poblaciones hacinadas en tugurios en todos los grandes centros
urbanos. A partir de 19 68 el desem pleo cae de nuevo hasta princi­
pios d e los años ochenta, cuando la crisis d e la deuda latinoam eri­
cana produce una recaída en el ritmo d e crecim iento económ ico
de Colom bia, con su consecuente reducción en la dem anda de
243
N u tV A I t H I O t U H O M K I C A K
G rá fic o 1 2.5
C O LO NM A
T a w de desem pleo abierto urbano
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m ano de obra. La crisis de 1 999 a 2002 lleva el coeficiente a su
m áxim o histórico del 20 % de la p e a .
Surge ahora la pregunta: ¿en qué m om ento se desborda el des­
equilibrio entre población y oferta de em pleo? Gracias a una in­
vestigación d e Ju a n Luis Londoño, conocem os aproxim adam ente
lo que sucedió. Aunque ya en 19 5 0 el em pleo informal era mayor
que el provisto por la industria, la construcción y el Gobierno, es­
tos tres sumados superaban los efectivos informales (ver el gráfico
1 2.G). E11 198O, sin em bargo, el sector inform al llega a superar los
2.200.000 personas, mientras que los dem ás se estancan relativa­
mente (de éstos, el más dinám ico es el del G obierno); sumados,
los tres sectores formalizados alcanzan sólo a 1.8 0 0.0 00 personas.
El punto de inflexión está dado por el estancamiento relativo que
vive la econom ía en los años sesenta, a lo cual se le sum a un núme­
ro creciente de campesinos que m igran a las ciudades p or razones
políticas en los cincuenta, y por incentivos económicos en las dé­
cadas siguientes. L o cierto es que la industrialización protegida no
genera una cantidad apreciablc de em pleo productivo, mientras
que las actividades de exportación avanzan pero a un ritmo lento
y no dem andan suficiente trabajo de la enorm e población dispo­
nible. l a recesión de los ochenta dispara el guarism o de trabaja­
dores informales y la industria incluso pierde em pleos. Ya por esos
años, la construcción provee más em pleos que la industria.
El desem pleo abierto muestra que quizás el m ejor momento
del em pleo es el añ o d e 19 9 4, tras una década d e recuperación
R i u c i t n n i . t M W A i u , h u m i u o ■ in * « « u i j u a d
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O rifico 12.7
Colombia: lata de desempleo on diciembre
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de la crisis de 19 8 1- 19 8 2 y 1111 fuerte auge en 1992-199.}, cuando
se aproxim a al 7% de la p e a (ver el gráfico 12 .7 ). La ralentización
del crecim iento d e ah í en adelante y. sobre todo, la crisis de 1999
envían el indicador al 20 % d e la p f .a . I j recuperación posterior
es lenta y no refieja proporcionalm ente el fuerte crecim iento eco­
nómico que tiene la econom ía entre 200 3 y 2007. La razón es
que los incentivos legales, tributarios y de la tasa de cam bio van
en contra del em pleo, que es castigado por numerosos impues­
tos y contribuciones, mientras que las inversiones de capital físico
obtienen grandes descuentos tributarios, al mismo tiem po que la
revaluación abarata considerablem ente la m aquinaria. £s por eso
N i * v » h i i i d r i a H m O w c « m CO u m i i a
que aum enta la densidad de capital |X>i trabajador en esta coyun­
tura. que tiene efectos contradictorios: m ejora la productividad
de la econom ía pero el crecim iento del em pleo es muy inferior al
económ ico, y ello repercute en el deterioro de la distribución del
ingreso entre capital y tiabajo.
U na com paración de Colom bia con otros países latinoameri­
canos (ver el gráfico i *.8 ) perm ite apreciar que tenemos una de
las tasas d e desem pleo más altas del continente, sólo por debajo
de República Dom inicana y H aití (que no aparece en la gráfica),
y que supera el prom edio, lo que inform a que las políticas públi­
cas colom bianas han contribuido a em peorar un problem a que
com partimos con la región colonizada por Iberia, donde las insti­
tuciones heredadas han im pedido profundizar el mercado laboral
y lograr el pleno em pleo de la fuerza de trabajo.
La reform a laboral im plcm cntada a través de la Ley 789 del
año 8000 tuvo por objeto flexibilizar las relaciones laborales y dinamizar el mercado laboral. Se perm itió la intermediación de la
contratación laboral mediante cooperativas de trabajo que podían
pagar menos del salario mínimo y desatender la seguridad social.
Una nueva reform a laboral d e la administración Uribe en 2003
dism inuyó la rem uneración nocturna y dominical y pudo incenti­
var un aum ento en el em pleo durante esas jornadas. Existen evi­
dencias de que el em pleo tem poral y precario, la tercerización
(ouísourctng) y la inform alidad han tenido un notable crecimiento
en años recientes. Así, el sector formal y el informal se parecen
cada vez más.
Inform alidad
La inform alidad es un concepto difuso que parte de la definición
de personas que laboran en em presas que cuentan con menos de
diez em pleados, son em pleados dom ésticos o familiares sin remu­
neración. O tro elem ento de la definición es que el sector no obe­
dece la legislación laboral ni tributaria: no cum ple con el salario
mínimo ni con las prestaciones legales, 110 cotiza al seguro social
ni a las entidades de salud, no paga estrictamente el iva ni declara
renta. Ix» más probable es que el sector informal esté escasamente
246
R i u c i o n i i A M M w ic t . n u u t p i x o > ih > o * m a ii(m i>
G rá fic o 1 2 .8
D r w m p lc o r n A m á ric a Latina, 2 007
maquinizado y precariam ente organizado, y, por lo tanto, sea muy
baja la productividad de sus participantes.
Dentro del sector informal puede haber individuos ricos, desde
narcotraficantes hasta com erciantes de sanandresitos o que cuen­
tan con tiendas y farmacias d e barrios, agricultores y ganaderos.
Sin em bargo, la mayoría son vendedores am bulantes o dependien­
tes de m icroempresas. de tal m odo que el coeficiente de pobreza
de los inform ales es más alto que el de la población promedio.
O tro factor im portante en el crecim iento del sector inform al
es la intensificación del conflicto en los años noventa, y en lo que
va corrido del siglo x x t produce un desplazamiento de más de
3.50 0 .0 0 0 de campesinos por parte de paramilitares y guerrille­
ros. Los campesinos dejan de producir en el cam po y se refugian
en el sector inform al de la econom ía.
C o n c l u s ió n
Ha sido difícil en Colom bia erigir una sociedad del pleno em pleo
y respetuosa de los derechos de sus trabajadores. l a relación entre
población y acum ulación d e capital ha sido muy desequilibrada,
con índices d e desem pleo e inform alidad abrum adores, mientras
que la política ha estado marcada por el conflicto durante La Vio­
lencia (19 4 6 -19 5 8 ), y entre 19 8 5 y el presente, por los grupo«
añilados ilegales. Las personas que entraron en la fuerza de tra­
247
N u t v A H i n o t u k » k A h k » o *. C o u m u i a
bajo en los últimos años fueron hijos d e la explosión demográfica
de los años sesenta, algo que la misma sociedad civil ha logrado
controlar en alguna m edida, y que perm ite prever que hacia el
futuro la situación puede m ejorar un poco por el lado de la oferta
laboral. El alto crecim iento económ ico del último quinquenio, de
sostenerse por muchos años más, puede conducir a una sociedad
más próspera, pero será la política la que podrá hacer que tam­
bién sea más equitativa.
C a p ítu lo 13
P o b la c ió n y c o n d ic io n e s
DE V ID A EN E L S IG LO X X
In t r o d u c c i ó n
Los censos de población del siglo XX y el prim ero del siglo x x i
permiten apreciar que la población pasa de 4,7 millones de habi­
tantes en 19 0 5 , ya restados los del Estado Soberano de Panamá, a
42,9 m illones 10 0 años más tarde. Ese dato no incluye a los más
de tres millones de emigrantes que residen en Estados Unidos, Ve­
nezuela y España. S e aprecia en el siglo x x una aceleración del cre­
cimiento dem ográfico, en com paración con el siglo x ix . del 2.2%
anual com o prom edio, frente al 1,7 % , respectivamente. Se apre­
cia cóm o el resultado de 200 5 se sale de tendencia, lo cual insinúa
una subvaluación de la población o un cam bio sustancial en la tasa
de fertilidad.
El crecim iento poblacional colom biano del siglo x x se caracte­
riza por presentar unas tasas d e mortalidad y d e natalidad más ba­
jas que las presentadas en el siglo x tx , producto de las m ejoras en
las condiciones de vida de la población colom biana. Este hecho,
combinado con tasas de crecim iento económ ico d e 2 ,3 % en pro­
medio, describe la transición al desarrollo económ ico industrial,
que se daría en Colom bia entre 1905 y 1997 ( g r e c o 2004 , 4 7 ) .
A. I-A POBLACIÓN EN EL SICLO XX
Colombia recibe el siglo x x con una población cercana a los 4,7
millones d e personas y se multiplica por 9 durante el siglo, oble-
N u c v a m m a i » e c o n ó m ic a m
Cm iw u a
nicndó una población do 42,9 millones de habitantes, según el
censo de 2005.
Los cam bios en el crecim iento dem ográfico muestran en la ac­
tualidad dinámicas distintas a las que dom inaban en épocas prcm odernas. Es de destacar un gTan progreso en las condiciones de
vida de la población, pues la esperanza d e vida al nacer pasa do 29
años para hom bres en 18 9 8 -19 0 5 . a 6 5 años en 19 9 3-20 05, o sea
que una persona nacida a fines del siglo x x tendría un horizonte
de vida do 3 6 años más que alguien nacido a fines del siglo xix.
Colom bia pasó por la llamada transición dem ográfica, que surge
de las m ejoras en salubridad, coberturas de salud y nutrición, edu­
cación y urbanización. Éstas aum entan la expectativa de vida con
la reducción d e la tasa de mortalidad, mientras que la fecundidad
se mantiene alta o incluso aum enta, por la mayor supervivencia de
los infantes. Esta fase se caracteriza com o d e «explosión demográ­
fica», en la cual la tasa de crecim iento de la población alcanza el
3% anual (ver el gráfico 1 3 . 1 ) .
1.a siguiente fase contem pla la reducción d e la tasa d e creci­
miento, debido al m ejor control de la natalidad, que surge de la
mayor educación, las oportunidades de em pleo fem enino, los al-
Oráfico 13.1
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Población de Colombia durante el siglo o
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250
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P ro v íttu k .
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P O U A U A R T C O K O IC 3 0 N I* OK »'ID A E X U
Gráfico 13.2
S I R I O XX
Tasa d e crecim iento d e la población
f a t n t e . M o T O w p n V R ñ í » (2 0 0 5 .1 2 6 1 .
tos costos d e la crianza d e los hijos, las fam ilias m ás reducidas, q u e
inciden todos en u n a su p erio r organ ización d e la fam ilia y previ­
sión sobro su futuro. C aen tanto la tasa d e natalidad c o m o la de
m ortalidad y se re d u ce con sid erab lem en te el crecim ien to d e la
p ob lación, lo q u e co rresp o n d e a las socied ad es m odern as, perm i­
tiendo u n a m ejora en el in greso p o r habitante. Sin em bargo, en
C olom b ia estam os lejos d e esta situación. C om p arad os c o n otros
países d e A m érica I.at¡na estam os d e n tro del g ru p o d e países más
pobres y c o n tasas m ás altas d e cre cim ien to d e la p ob lació n , en
especial si n os com p aram os c o n C u b a y U ru gu ay (ver el gráfico
1 3 »)C o m o p u ed e apreciarse en la form a d e cam p an a d el gráfico
13.3, la exp losión d em o gráfica se p ro d u ce en los años sesenta y
setenta, d e tal m o d o q u e las coh ortes nacidas en esc p e río d o están
hoy en d ía en el m ercad o d e trabajo y son u n a d e las exp licacio n es
del a u m en to d e la p ob lació n q u e en tiem pos recien tes dem an da
e m p leo y n o lo en cu en tra. La tasa d e 1,5 2 % estim ada en tre los
dos últim os censos h ace p rever u n a pob lació n m ás vieja hacia el
f u turo, c o n u n a p ro p o rció n m e n o r d e jó v e n e s en la p irám id e pohlacional. Ésta es u n a fase en la cual cae la tasa d e dep en d en cia
(o sea, la sum a d e los infantes y d e viejos), lo cual ge n era op o rtu ­
nidades para univerealizar la e d u ca ció n básica, d a n d o lu gar a una
esp ecie d e b o n o d em ográfico. Sin em bargo, la tasa d e fecun did ad
se m an tien e relativam ente alta; se acusan inclu so au m en to s en los
em barazos d e las adolescen tes, q u e agravan la p ob reza d e los es­
tratos inferiores de la sociedad.
251
C r itic o 13.3
Tasa d e c re cim ien to d e la p o b lació n
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fuente. Róíti 12000.2SX
C ritic o 13.4
Colombia: tasa de fecundidad
Pjcüko
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Cauca
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AnMoqul»
Bolívar
Sucre
COrdoba
BuguU
Atlimko
0o||VJr
Cali
Mcdellin
y R»*»C200S, I2«X
El g ráfico 13.4 m uestra qu e la fe cu n d id a d es claram ente m ayor
en los d epartam entos y ciu d ad es d el país d o n d e hay más pobreza
y la edu cació n exh ib e coberturas m enores. E llo revela nuevam ente
la falta d e políticas d e ed u cació n y d e provisión d e drogas y utensi­
lios para el con tro l d e la natalidad. M illones de fam ilias n o ajustan
su tam año a los hijos qu e p u e d a n m an ten er y am ar, o sea q u e 110
p u ed en c o n tro lar su p ro p io destino, rep ro d u cien d o la p o breza y
la indigencia.
P o r razones religiosas, el Estado c olo m b ian o n o asu m ió sino
hasta la C onstitu ción d e 1991 la responsabilidad d e p ro veer instru­
m entos d e con tro l natal y e du cació n rep rod u ctiva a la población,
d ejan d o esas tareas a una institución privada, P rofam ilia, la cu al ha
h e c h o u n a no tab le lab or en la d isem inación d e las prácticas con-
r O B U O Ó M » a W I H C K » U I X V ID * I N U . 1 IC L O XX
trace p tivas, q u e tuvieron u n a am plia a co gid a en tre la pob lación.
Más recien tem en te, se h a p erm itid o e l aborto e n casos lim itado*
de violación o d e riesgo para la vida d e la m adre, q u e m uchos
m édicos y hospitales han sabotead o p o r o b jecio n es d e c o n cie n ­
cia. Sin em b a rg o , n un ca h a existid o una p olítica transparente y
sólida q u e in cida d e m an era am plia en las tasas d e fecun did ad ,
en gen eral, y d e las regio n es m ás atrasadas d el país, en particular,
que, c o m o se m en cio n a m ás arriba, son tam bién las q u e presentan
las tasas m ás altas d e cre cim ien to pob lacio n al. M ientras tanto, la
Iglesia y la izqu ierda han h e c h o cam pañas con tra las políticas de
población, h a b ie n d o c o n trib u id o a q u e el Estado n o actú e d e m a­
nera co n tu n d en te con tra la falta d e ed u ca ció n , q u e está en la base
de la alta fecun did ad .
O li o lem a d e interés en la evolución d e la p ob lació n colo m ­
biana h a sido su a ce le rad o proceso d e u rban ización . En 1905 sólo
B ogotá su p era b a los 80.000 habitantes, lo cual equivalía al 2.5 %
d e la p ob lación d el país, m ientras q u e las siguien tes tres ciud ades
(M cdcllín , C ali y B arranquilla) albergaban o tro 2 % . Si en 1938 la
población localizada e n cab eceras m u n icip ales era d el 30,9% del
total, en el cen so d e 2005 alcan zó el 76 % .
A partir d e 19 5 1 . Barranquilla p ierde su din am ism o y se co n fi­
gura el trián gu lo d e o ro de B ogo tá. M cd cllín y C ali, con ec tado con
el p u erto d e B uenaven tu ra al resto d el in un do. En 19 7 3 B ogotá
tiene el 12 % de la pob lación d el país, m ientras q u e C ali, M edellín
y Barranquilla ju g a b a n con el 13 % . Este e q u ilib rio c u a d ric c fá lk o
indicaba un rep arto d e las o p o rtu n id a d es d e c re cim ien to indus­
trial y d e los servicios, q u e, sin em bargo, se va con ce n tra n d o a favor
de la capital. En 2005, B ogotá albergaba el 16 ,3 % d e la pob lación
y gen erab a el 2 2 % d el p i b , m ientras que las otras tres ciud ades
retenían e l m ism o 13 % d e la p ob lació n , e n vías d e c o n fo rm a r una
estructura sim ilar a la d el resto d e países d e A m érica Latina, en los
qu e la capital tien de a convertirse e n u n a nicgalópolis.
N t i r v « r n i i c r n » c c o m ú m k :* m
C o io m m a
♦
B. La?» c o n d i c i o n e s d e v i d a d e i o s c o l o m b i a n o s
I/ i j condiciones de salubridad y nutrición
de la población c-olombiana
U n estudio so b re evo lu ció n d e la estatura d e los colo m bian os en
el siglo x x revela q u e u n h o m b re n acid o en 1984, q u e e n prom e­
d io alcan zab a 1,7 1 m de estatura, era 8,96 cin m ás alto q u e uno
n acid o en 19 10 . Para las m ujeres, la diferen cia e ra sim ilar pero
p artien do d e u n nivel más bajo: 8,95 cm (M eisel y V ega 2007).
La diferen cia fun dam ental se exp lica p orq u e los n acidos en 1905
n o alcanzaban a realizar su p oten cial ge n ético d e crecim ien to , y
éste se fu e am p lian d o c o n las m ejoras en la calid ad d e vida de la
p ob lació n .
O b servan d o la evo lu ción d e la estatura, los hom b res aum enta­
ron 8 cen tím etros, m ientras q u e las m ujeres lo hiciero n en 9 cen­
tím etros, refleja n d o p ro b a b lem en te una m ejora en el tratam ien­
to q u e recibían las niñas frente a los niños, n utrición y cuidados
m en os desiguales q u e en u n a so cied ad tradicional. En la serie se
observa una caíd a en la estatura tanto d e hom b res c o m o mujeres
d u ra n te el q u in q u e n io 1970 -1974. p e río d o caractcri/ad o p o r un
—
— H o ité n i»
fo«N«fc M » «w l > Ve*i <2007, t S \ .
254
——
M u j«m
F o a u c i A M V C O N M C I O * » P® V IO * » * I X SIG L O * x
aum ento fuerte d e la in flación y, en particular, d e los p recios d e
los alim entos (ver el g ráfico 13 .5 ). F.sio p u d o afectar la n utrición
de n iños y adolescen tes en tre la p ob lació n .
La ten d en cia d e la rgo p lazo d e a u m e n to d e la estatura es una
evidencia fuerte d e q u e m ejoraron las con d icion es d e vida en gen e­
ral d u ran te el siglo, p a rtien d o d e u n p u n to d ep lo rab le en térm inos
de analfabetism o (6 6 % d e la p o b lació n ), desnu trición, trabajo in­
fantil, alco h o lism o y m orb ilidad d el p u eb lo c o lo m b ia n o en 1905.
Una d e las causas d e la m ejora estuvo con stituid a p o r con d icion es
de trabajo m en os exten u an tes q u e las q u e prim aron a p rincipios
de siglo en hacien das, fincas y m inas, d o n d e era m uy co m ú n el
trabajo infan til. El país se u rb a n izó y reestructu ró a lre d e d o r de
actividades fabriles y d e servicios en las ciud ades, al tiem po q u e se
m odernizaba la agricultura, q u e proveía a lim en tos m ás baratos y
nutritivos a los habitantes d e las ciud ades. El trabajo infantil fue
p ro h ib ido p o r la legislación , y la expan sión d e la ed u cació n signi­
ficó el ap lazam ien to d e la en trada d e los m en ores a la fuerza d e
trabajo (K alm anovitz y L ó p ez 2006).
Es evid en te tam bién q u e las co n d icio n es d e salubridad m ejora­
ron: la h igien e person al se e x ten d ió c o n la p ro d u cció n fabril de
artículos para el aseo y vestuario; e l calzad o y las botas reem plaza­
ron el p ie d escalzo o las alpargatas, y, e n esp ecial, se con trolaron
las epidem ias; h u b o cam pañas d e vacun ación masivas con tra el
polio, la viruela, la d ifteria y el saram p ión, y se co n tro la ro n enfer­
m edades tropicales corn o la m alaria, la an em ia tropical y la fiebre
amarilla. S e atacaron las en ferm ed ad es p rodu cid as p o r parásitos
intestinales, q u e fu e ro n en d ém icas du ran te b u e n a parte d el siglo
x x . restando m u ch a produ ctivid ad a la fuerza d e trabajo rural y
a la d e las zonas cafeteras; aún al día d e h o y causan m o rtalidad
en tre los gru p o s m ás p ob res de la p ob lació n .
El c h a n cro , la hepatitis, la tuberculosis y la lepra n o se trata­
ron ad ecu ad am en te hasta los años cin cu en ta d el siglo XX. En el
trauun ienio d e las do s últim as p redo m in ab an el p reju icio y el ais­
lam iento d e los pacientes. D e particular im portan cia fu e el trata­
m ien to a d e cu a d o d el agua potab le, q u e finalm en te — ju n t o c o n la
elim in ación d e las excretas p o r sistem as d e alcantarillad o y letri­
nas y la re co le cció n d e basuras— , p e ro d e form a tardía, con tro ló
el co n ta g io d el tifo. H éctor A bad F aciolin ce, e n la b io g ia fía d e su
255
NiIKVA H n l 'H I I A M XIM ÚM ICA III. C U L O M k lA
padre, H é cto r A bad G óm ez, u n o d e los p ocos facultativo» q u e se
d e d ic ó a la salud p ú blica en C o lo m b ia, revela q u e u n a m igo de
fam ilia d e clase m edia m u rió a causa d e u n a ep id em ia d e tifo en la
ciud ad d e M ed ellin. cuyo a cu ed u cto n o trataba el agua con cloro
hacia 1950 (A b ad 20 0 5 ) . T odavía al día d e hoy. m u ch as p ob lacio­
nes rurales e in clu so m un icipios in term edios n o cuen tan c o n el
servicio d e agua potab le, h e c h o especialm en te n otorio en C h o có
y en lodas las p ob lacio n es a lo la rgo d e l Pacífico. En 2005 , 86 , 8 %
d e la p ob lació n nacional tenía a cceso a a cu ed u cto , p e ro e n el área
rural só lo el 5 3 , 5 % con taba c o n el servicio, y a alcantarillad o, sólo
el 16 % , cifra q u e en las cabeceras m u n icipales alcanzaba el 90 , 3 %
d e cob ertu ra ( d a ñ e , C en so d e P oblación d e 20 05 ) .
I.a cob ertu ra d el sistem a m o d e rn o d e salud, el m ejo r iratamiento d el agua y la disposición d e basuras y excretas se exten d ieron
en ton ces sobre b u e n a p arte d e la p ob lació n . La m ejora en salud
fu e facilitada p o r el a u m en to d e las con cen tracion es urbanas, per­
m itien do q u e la m ed icin a m o d ern a las alcanzara y desplazara a la
cu ran d ería, a u n q u e n o d el to do . Los m édicos fu ero n p roletariza­
do s p o r los sistemas d e segu rid ad social, tam o en el secto r público
co m o e n el privado, y a u n q u e las consultas se h icieron m uy cortas
y los servicias d e m edicam en tos y cirugías son deficien tes, la co­
bertura se exten d ió m asivam ente.
A su vez, la nutrición de los colom bianos progresó sensiblem ente
a lo largo d el siglo: si en 1938 una canasta d e alim entos q u e conte­
nía pocas proteínas, vitam inas y m inerales com p roin eú a el 6 6 % del
ingreso familiar, en 2008 tal p roporción se había red u cid o al 28.2%
del ingreso y se había in crem en tado la participación de proteínas
— sobre todo lech e, hu evo y pollo— . legum bres y hortalizas (ver la
tabla 13 .1 ). La nueva encuesta d e hogares del d a ñ e d e 2007 refleja
una m ejora frente a la d e 1998, cu a n d o se gastaba e l 29,5% del
ingreso, especialm ente si se le restan las com idas fu era d el hogar,
p ero el avance es leve al reducirse su participación al 28.2% para
2008. Son notables el aum en to de las com idas fu era d el ho gar en el
gasto, q u e se com ienza a registrar en 1988 (1 .4 % d el in greso) liasta
alcanzar 8 ,1 % e n 2008, y la presencia d e alim entos importados,
co m o frutas y pescado, en la canasta d e com pras d e los hogares.
A pesar d e la m ejora en la alim en tación , el co n su m o calórico
básico d e la p ob lació n co lo m b ia n a se en co n trab a p o r d e b a jo de
iV HICACIÓX y C O N W C IO X tt M V IO * t N I X M U L O XX
Tabla 13.1
C onsum o «Je alimento* r n el ingreso d e las familias
Año
1936
1953
1 9 70
1978
1988
1998
2008
Alunen lo s/to u l
65,6
C w a le » y tubérculo»
Carne y pe*cmIo
21.4
SS,5
23,2
52,6
19.1
48.9
6 ,7
0.8
4.9
28.2
4,6
24,5
17.6
3.8
1,4
14.6
n. d.
23
19,3
6,2
3,9
14 J
n. d.
10.2
7,5
4,8
23
6.5
iv d.
9.7
6.5
3
1.9
29,5
S
6.7
4.6
1.9
lácteos y hoevo»
Hortaliza« y líjjutnb»**
fiulas
v*ios
C cm ldai fue»a AH hogar
15.8
13.6
n. dn. d.
13
•*.4
4 .8
1,4
1.3
3.3
6.7
5,4
4,3
1,9
1
3.0
8.1
» « « M r : K j l m i n o l i i y l í p e i 12006.' y o *m . E n c u a ta d e H o j j . « 2 0 0 0 .
los p ro m edio s m undiales y latin oam erican os p ara tiem p o s recien ­
tes; la b rech a , sin e m b a rg o , se ven ía red u cien d o , c o m o lo m uestra
la labia 13.2.
T ab la 1 3 .2
C o n s u m o p r o m e d i o e n k ilo c a lu r ía * p o r p e r s o n a - d ia
Prom edio mundial
América Latina >• «J C aí iie
Colom bia'
1964-1996
1974-1976
1984-1986
1997-1999
2.358
2.393
1.953
2.435
2.655
2.689
2.262
2.803
2.824
2-562
fttfnk'. W o rld Jk jn u b .n r: limardk 201 W l l JO Surmry
l * Un iw d N jlk x * . 2002
2 546
2.177
fa w K foori A n d A p *-uh,n* (.K p n l^tfto n Qé
'(«cDiAi, BWw k « Food S h m
S egún el cen so d e p ob lació n d e 19 5 1 , había sólo un m édico
por cad a 3.300 personas en ese añ o , 4,5 veces m en os resp ecto a
la atención en Estados U n idos (A b el 199 6). E n 2005 existía un fa­
cultativo p o r c a d a 1.000 habitantes (O rgan ización Panam ericana
de la Salud), a pesar del fuerte flujo m igratorio d e profesionales de
la m ed icin a hacia España y Estados U nidos. El a u m en to del núm e­
ro d e m édicos cpie atien d en a la |x>blación y la in tro d u cción de
fárm acos m o d ern os dan c u e n ta e n ton ces d e las m ejoras en salud
que se p ro d u jeron d u ran te la prim era m itad del siglo x x , algo que
se aceleraría al establecerse un sistema d e segu rid ad social q u e se
expandió d u ran te la segu n da m itad d el siglo y, c o n especial fuerza,
después d e 1993. M ejoraron tam bién las co n d icio n es d e atención
pre y posnatal para las m adres y los niños, lo q u e p erm itió q u e se
acercaran a su poten cial b io ló g ico d e crecim ien to . L a m ortalidad
N U EV A l i m o « » E CO N Ó M IC A DE C O L O M BIA
infantil se red u jo d e niveles d e 1 20 m uertes p o r 100.000 en 1960196 5 a 20 h acia 2005, lo cual refleja tam bién p ro greso, p e ro al
m ism o tiem p o es alta, en com p aración con otro s países latinoam e­
ricanos c o m o C u b a y C h ile , q u e d en en relacio n es d e 5 m uertes de
niños p o r 100.000.
La seguridad social en salud antes de la Ley 100 de 1993
F.l Estado co lo m b ia n o h a asu m ido d e m anera gradual responsa­
bilidades en el área d e la p olítica social y d e la salud q u e antes
se d ejab an a la so cied ad civil y a la Iglesia católica. En efecto, las
prim eras instituciones q u e prestaron atención m édica fueron las lla­
m adas F undaciones, q u e su rgieron d e la iniciativa privada y cleri­
cal desde tiem pos colo n ia les y cuya finan ciación d e p e n d ió d e los
aportes particulares o d e la «caridad cristiana», a lgo q u e se man­
tuvo du ran te la fase d e la R epública C on servad o ra (1880-1930).
En lo s años cu aren ta im p eraba todavía el c o n c e p to d e -b en eficen ­
cia», fin an ciada con recursos d e las loterías y a lgu n o s impuestos
reservados, q u e e xclu ía la m o d ern a respon sabilidad d e un Estado
d e proveer -b ien estar- a todos los ciud adan os.
El Estado in crem en tó grad ualm ente su particip ación en la fi­
nan ciación d e entidades d e salud, con cen trán d o se principalm en­
te e n el con tro l d e vectores d e en ferm ed a d en pu ertos y en las
principales ciud ades, q u e p od ían am en azar la m ism a salud de la
e co n o m ía y c o n ta giar a otro s países. Se inician cam pañas contra
la m alaria y se realizan jo rn a d a s d e vacun ación con tra las enfer­
m edades end ém icas, apoyadas p o r la F un d ación R o ckefeller de
1 9 1 7 en adelan te, cuyos técn icos y m éd icos h icieron para la sa­
lud pú blica lo q u e K em m erer había lo gra d o para las instituciones
m onetarias y fiscales d u ra n te los añ o s veinte. Por lo dem ás, había
p resion es sobre la calid ad d e la salubridad d e los pu ertos de Bue­
naventura, C arta gen a y Bai ran quilla, ejercidas p o r las autoridades
n orteam ericanas d e salud d e l can al d e Panam á, para preven ir epi­
dem ias (A b el 199 6).
En el p e río d o 1945-1946, inspirados en el m o d elo blsmarckian o alem án , vía el sistem a m exican o, se cre aro n la C aja Nacional
d e Previsión ( c a j a n a l ) y el Instituto C o lo m b ia n o d e l o s Seguros
2 5 8
P o b l a c ió n y c o m d ic io k x s o ? v id a e s el n e t o x x
Sociales ( ic s s ) . en tid a d es q u e con stituyeron el p rim er sistem a d e
seguridad social d el país. Ellos su rgieron c o m o respuesta a la n ece­
sidad d e un sistema p ú b lico nacion al q u e com p en sara la falen cia
de las em presas privadas q u e n o garantizaban a los trabajadores el
cabal c u m p lim ien to d e las llam adas prestaciones patronales (pensio­
nes, cesantías, salud y riesgos p ro fesio n ales), asociadas todavía con
la m entalidad caritativa católica.
P aralelam ente a C ajan al y al ic s s , fue con stituyén dose una serie
de en tidades en cargadas d el m an ejo d e la segu rid ad social d e los
em plead os p ú blicos d e los niveles territorial y nacion al. C o n el
paso d el tiem po, este sistem a evid en ció gran d es d eficien cias en
térm inos de calid ad y op o rtu n id a d , lo q u e favoreció la con fo rm a­
ción d e en tidades, con su ltorios y sistemas d e salud en las em p re­
sas. asi co m o instituciones de m edicin a propagada y seguros de
salud d e naturaleza privada, cu y o ob jetivo era la p ob lació n con
capacidad d e p ago, q u e dem an daba m ejores niveles d e calidad en
la aten ción y m ayores com o d id ad es hospitalarias.
¿Q u é fuerzas exp lican q u e la so cied ad y el Estado colo m b ian o
hayan a d m itid o u n a m ayor responsabilidad en las co n d icio n es de
vida y d e e d u ca ció n de la p ob lació n ? 1.a respuesta m ás am plia es
que au m en taron las co n d icio n es d e com p eten cia en tre los parti­
dos, so b re to d o p o r la crecien te in flu en cia d el p opu lism o d e n tro
del Partido Liberal en la d écad a de los cuaren ta d el siglo x x , lo
que los o b lig ó a p ro p o n e r p rogram as y planes d e a cción social
y de salud, c o m o evid en tem en te h acen los con servad ores du ran ­
te su S egu n d a R ep úb lica (19 4 6 -19 5 7 ), in ten tan d o n eutralizar la
oposición liberal, q u e m anifiesta una posición beligera n te den tro
del electo rad o . P ero es e l F ren te N acion al, el cual logra un n u e ­
vo com p rom iso d e rep arto d el p o d e r en tre las élites, el q u e debe
hacer u n a fuerte apuesta para ga n ar el electo ra d o , atraído p o r la
Alianza N acion al P o p ular ( a n a p o ) d el e x d icta d o r G ustavo Rojas
Pinilla. m edian te el a u m en to d e la cob ertu ra educativa y en salud,
con cesion es al sindicalism o y m o d ern izació n universitaria, to d o lo
cual im p licó destin ar un m ayor m o n to de recursos d el presupues­
to para tales m enesteres.
Este p ro ce so se acen túa finalizado el Frente N acion al, cuand o
la c o m p e te n cia se intensifica. En el p e rio d o 19 7 5 -19 9 3 o p e ró el
llam ado Sistem a N acion al d e Salud ( s n s ) , c o n fo rm a d o p o r tres
259
N u i v a u u t o k ia ic o « O m i c a d i C o l o m b ia
subsistemas: el d e segu rid ad social (en tid ad es adscritas al tss [an­
tes ic s s ] , q u e le perm itió al país realizar im portan tes avances en
cobertura, c o m o lo m uestra el gráfico 13.6, y las cajas d e previ­
sión ), el privado (m ed icin a p rep agad a y gasto d e bolsillo) y el ofi­
cial (en tidades públicas). E n el s n s , el M in isterio d e Salud era el
c en tro resp on sable d e la to m a d e decisiones financieras, d el dise­
ñ o de políticas d e aten ción , del d esarrollo de program as d e salud
pú blica y d.c la adm inistración del subsistem a oficial. Por su par­
te, los entes territoriales eran responsables d e la adm inistración y
con tro l d e los hospitales d e segu n d o y tercer nivel y los servicios
seccio n ales d e salud d e cad a dep artam en to (ver m ás abajo).
El s n s clasificó las aten cion es e n salud segú n el nivel y g rad o d e
com p lejid ad y, c o n el fin d e garan tizar q u e cada person a recibiera
la aten ción apropiada, las a rticu ló en tre sí m ed ian te un sistem a de
referen cia >• c o n tra rreferen cia d e pacientes. C o n este esq uem a se
esperaba q u e en los puestos d e salud y hospitales locales (prim er
nivel de a ten ción ) se aten d iera al 80% d e los casos; en los hospi­
tales region ales (segu n d o nivel) al 1 5 % . y en los hospitales uni­
versitarios (tercer nivel) y en las en tidades especializadas (cuarto
n ivel), al restante 5 % d e los casos. En la p rácü ca se p resen tó una
subutilización de los cen tros d e p rim er nivel, y a la vez u n a sobred em an da en los hospitales d e se gu n d o y tercer nivel, h e ch o s expli­
cados p o r la d e ficie n te calid ad d e la aten ción e n el p rim er nivel y
G ráfico 13.6
Ivertr. A p la lt9 tt]i
Afiliado* al ic » co m o proporción
d e U población económ icam ente activa
P u m a c i ó h y c o h m c k w h t*t v io * o
t i » c ío xx
por e l d esco n o cim ien to d e la ló gica d el sistem a p o r parte d e la p o ­
blación, q u e p refería a cu d ir a las en tidades d e mayor prestigio.
L o a n terio r se tradujo e n u n d e sem p eñ o d e ficie n te d el s n s en
m ateria d e op o rtu n id a d , cob ertu ra, calid ad y eficien cia. E n efec­
to, la asignación cen tralizada d e recursos, d e p e n d ie n te d e los
costos rep ortados p o r los hospitales y basada en los presupuestos
históricos (subsidios a la ofe rta ), im p id ió q u e surgieran los in cen ­
tivos para q u e los diferen tes actores d el sistem a p ú b lico d e salud
buscaran m ejorar la eficien cia. A d icio n a lm e n te, las autoridades
territoriales y los directivos d e hospitales n o ten ían potestad para
m odificar el fu n cio n am ien to d e los hospitales y so lu cio n ar sus
principales problem as.
A estas d ificultades se sum aron problem as de eq u id ad respecto
a la p ob lació n q u e se ben eficiab a d e la p restación d e los servicios
financiados con su bsidios a la oferta. En efe cto , la Encuesta N acio­
nal d e H ogares d e sep ü em b re d e 1992 reveló q u e cerca d el 4 5 %
d e la población urbana y el 80% de la población rural dependían de
los servicios prestados p o r las en tidades pú blicas d e salud o por
e l sistem a privado d e salud o p o r el secto r «inform al», q u e ofrece
pocas garantías. Igualm en te, el 12 % d e las hospitalizacion es y el
20% de las cirugías adelantadas en la red pú blica d e hospitales,
que debían dirigirse prin cipalm en te a la pob lación rnás pobre, fu e ­
ron recibidas p o r pacientes p erten ecientes al 20% más rico d e la
población. (Castaño el al. 20 0 1). Evidentem ente, el esquem a de
subsidios a la oferta n o garan tizó el a cceso d e b u e n a parte d e la
pob lación p o b re a los servicios d e salud.
La C on stitu ció n Política d e 199 1 señ aló la n ecesid ad d e refor­
mar el sistem a al establecer q u e los servicios d e salud d eb ía n o rga ­
nizarse c o n particip ación d e la com u n id a d , d e m an era descen tra­
lizada y segú n niveles d e atención . T am bién asign ó transferencias
a d epartam en tos y m un icipios para el m a n ejo del sector. Las leyes
60 d e 1993 y 7 1 5 d e 2002 con d en sa n lo establecido en la C onsti­
tución al descen tralizar form alm en te la gesú ón y los recursos de
los servicios d e salud.
N u r v * i i h t o c ia c c o n ó m k a inr C o l o m m a
Im Ir y l o o d e 1993
F.n cu m p lim ien to del m an dato constitucional, en 1993 se sancionó
la Ley 100. h e c h o q u e cam b ió radicalm ente la estructura d e la segu­
ridad social d el país al crear e l Sistem a G en eral d e Segurid ad Social
(s e s s ), con fo rm a d o in tegralm en te p o r los subsistem as d e pensio­
nes y cesantías, d e riesgos profesionales, d e salud y servicios sociales
com plem en tarios. El principal objetivo d el sistem a es garantizar a
los colo m bian os p ro tección com p leta ante los riesgos q u e m enos­
caban la salud y la capacidad eco n ó m ica d e la p oblación.
En salud, la Ley 100 d io fin al Sistem a N acional d e Salud y cons­
tituyó el d e n o m in a d o Sistem a G en eral de Segurid ad Social en Sa­
lud (SGSSS), y le o to rg ó al M inisterio d e la Protección Social las
fun cion es de d irección , vigilancia y con tro l. Este sistema o p era bajo
un esquem a d e asegu ram ien to y tien e la finalidad d e garantizar el
acceso d e los colom bian os a los servicios d e salud, bajo los princi­
pios de universalidad, equ idad , calidad y eficien cia, en tre otros.
Para e llo c re ó los re gím en es C on tribu tivo y Subsidiado. El Ré­
gim en C on tribu tivo ( r c ) fu e d iseñ ad o para cu b rir c o n un seguro
d e salud a trabajadores, pension ados y m adres com u n itarias y sus
respectivas fam ilias. Este segu ro garantiza el a cceso a un conjunto
están dar e integral d e a ten cion es y m edicam entos, llam ad o Plan
O b liga to rio d e Salud ( p o s ) , finan ciado c o n cotizacion es obreropatronales equivalen tes al 1 2 ,5 % d el in greso d el cotizante.
El R égim en Subsidiado ( r s ) fue d iseñ ad o para cu b rir con un
se gu ro su bsidiado d e salud a la pob lació n m ás p ob re y vulnera­
ble, la cual es id en tificada y seleccio n a d a m ed ian te el Sistem a de
S elecció n d e B en eficiarios para Program as Sociales ( s is b k n ). El
R égim en Subsidiado se financia en do s niveles: el nivel nacional
recibe recursos p ro ven ien tes d el F on d o de S olid arid ad y Garantía
( f o s y g a ) , d e los ap ortes d e las C ajas d e C om p en sación Fam iliar y
otros recursos d e o rigen fiscal; y el nivel territorial recibe recursos
d e la participación d e cad a m u n icip io en el Sistem a G en eral de
Participaciones, rentas cedidas, recursos d e la Em presa Territorial
para la Salud ( e t e s a ) y recursos propios.
Si b ien este esquem a h a p erm itid o una redu cción considerable
del gasto privad o c o m o co n se cu e n cia d el a u m en to del gasto públi-
2 6 2
POHIACIÓ« YCUMIHCIONt» M VIH» IN
XX
c o y d e segu rid ad social (ver el g ráfico 1 3 .7 ), ap roxim ad am en te 8
m illones d e colo m b ia n os aú n n o tien en la posibilid ad de a cc ed er
a los b en eficios del asegu ram ien to e n salud (ver el gráfico 13.8).
Evidentem ente, la m eta d e co b e rtu ra universal está distante.
El d esem p leo . la inestabilidad e in fo rm alidad laboral, la evasión
y su bd eclaración d e ap ortes son , en tre m u ch os otros, los principa­
les factores q u e m inan las finanzas d el sistema y lim itan su cober­
tura. .Se eviden cia así la naturaleza p ro cíclica d el sistem a, lo q u e
se constituye e n u n con trasen tid o, pu es la segu rid ad social d e b e
p ro teger a la p ob lació n , esp ecialm en te e n los p eríod os recesivos
del c iclo e co n ó m ico.
G ráfico 13.7
G asto to tal e n salud co m o proporción del we
•IC uotolilio ul>dM
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Gráfico 13.8
Población nacional, según relación co n el sesss, 1993-2005
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f u r r x r - fto d n g iw 2001. 0AN1 fpo b lx ló n
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N u c v « n m o t u ic o k A h i u d e C o l o h u a
C o n c l u s ió n
El cre cim ien to d e la p ob lación colo m bian a pasó p o r las transicio­
nes q u e le co rresp o n d e n a un país en desarrollo, d e bajas lasas
dem ográficas a otras m uy altas, para co m e n za r un d escen so que
todavía refleja co n d icio n es d e ed u cació n y d e p ob reza q u e p erp e­
túan un crecim ien to d e m o g ráfico todavía excesivo para la canti­
dad d e e m p le o q u e o fre ce la e co n o m ía colom bian a.
L as c o n d icio n e s d e vida han m ejorad o in d u d a b lem en te, co m o
lo exp resan el a u m en to d e la estatura y u n a d icta m ás intensiva en
p roteín as y m ás balan ceada, q u e n uevam en te n o es com partida
c o n la parte m ás p o b re d e la p ob lación, cuyos niños son azotados
p o r la desnu trición. A sí m ism o, h a m ejorad o la cob ertu ra d e la
salud pública.
S e p u ed e co n clu ir q u e la so cied ad colo m bian a re cib ió un le­
gad o in co n ven ien te e n la distribu ción d e los factores básicos de
p ro d u cción y q u e su Estado fue dem asiado p e q u e ñ o hasta la déca­
d a d e los n oventa para con trarresuir sus peores efectos. Ello le im­
p id ió a lterar la distribución d el in greso y proveer bien es públicos
e n can dd ad y calid ad suficientes. Sin em bargo, la m odern ización
d e l país y d e sus estructuras productivas, el abaratam ien to d e los
alim entos y la p roliferación d e la m ed icin a privada, prim ero, y p ú ­
blica, después, p erm itieron unas m ejoras a p re d a b le s en la nutri­
c ió n y salud d e la p ob lació n q u e in crem en taro n sus ín dices vitales,
c o m o estatura, exp ectativa d e vida al n acer y con tro l d e en ferm e­
dades end ém icas y epidém icas. N o obstante, la salud p ú blica sigue
o fre c ien d o un nivel b ajo d e calid ad en sus servicios. A u n así, la
socied ad colo m bian a y el G o b ie rn o están en m ora d e h a c er llegar
a toda la población los bienes públicos requeridos para erradicar la
indigencia, reducir la pobrera y la inform alidad en la q u e yacía la mi­
tad d e la población colom bian a en 2008. El program a «Bogotá sin
H am bre» es un ejem p lo a segu ir para e l país, pues dem u estra que
c o n p ocos recursos e co n ó m ico s se p u ed e am ain ar el sufrim iento
más a g u d o d e la p ob lació n in d igen te d el país, q u e alca n zó a och o
m illon es d e p erson as en 2009.
En fin, la sesgada distribu ción d el in greso y las causas d e la p o ­
b reza tien en q u e v er c o n el d e sem p leo y el e m p le o d e baja calidad.
Éstos, a su vez, d e p e n d e n d e la acu m u lación d e capital físico y de
P l M lA C I Ó » » O M M C I O H U M V IO * I » t L » 0 1 0 XX
capital hu m an o, q u e han sid o d eficien tes, e n especial hasta la pri­
m era m itad d el siglo x x . h a b ien d o o b te n id o m ejoras ap reciables
du ran te su segu n da mitad. H ay q u e resaltar q u e la em igración al
extran jero h a h e c h o q u e los p roblem as d el d e sem p leo n o hayan
Sido peores. Sin e m b a rg o , la provisión d e n utrición y salubridad
n o es disfrutada todavía p len a m en te p o r b u e n a parte d e la pob la­
ción in form al, p ob re e in d igen te, cuyos niños son azotados p o r la
d esnutrición.
C a p í t u l o 14
P o b re z a , d is trib u c ió n d e l in g re s o
Y D ESIG U A L D A D R E G IO N A L
E l desarrollo p rodu ctivo c o lo m b ia n o d u ra n te e l siglo x x se dio
en m e d io d e u n a inequitativa distribución d e la renta. Más aún,
al finalizar el siglo, casi la m itad d e la pob lació n colo m bian a se
en con trab a en c o n d icio n e s d e pob reza y u n a sexta parte en in­
digen cia, h e ch o s q u e se constituyen en retos im p ortan tes para la
p olítica p ú b lica d el país.
En e l c o n te x to latin oam erican o, tras los im portantes ajustes
eco n ó m ico s d e finales d e los o ch en ta , y c o m o respuesta a la crisis
que a fe ctó la región d u ran te esta d écad a, los problem as d e po­
breza y desigualdad en la distribu ción del in greso se agud izaron
(Lustig 19 9 7). Pese a algun as m edidas encam in ad as a re d u cir los
in dicad ores d e p ob reza c in digen cia, en las postrim erías d el siglo
x x se segu ían p resen tan d o niveles p reocu p an tes, c o n cerca del
48 % d e la p ob lació n viviendo e n situación d e p ob reza y un 18 %
en situación d e in digen cia, según datos d e la cr.PA L e n .2009. Fis­
tos in d icad ores han m ostrado una m ejoría en los prim eros años
del siglo x x i . E n efe cto , la red u cció n d e los niveles d e pob reza c
in digen cia en el n u evo m ilen io h a sido la m ás im portan te en 25
años, y o b ed ece principalm ente a los notables resultados eco n ó m i­
cos y sociales o b ten id o s p or la región en la fase d e a u g e e co n ó m i­
co q u e se vivió en tre 2002 y 2008, p o r la m ejora en los térm inos
de in tercam bio y la gran exp an sión d el c o m e rc io m undial que
tuvo lugar.
L o s p roblem as d e distribución d el in greso en C o lo m b ia se p u e­
den rastrear en el le g a d o hisp ánico d e o to rg ar d e re ch o s d e pro­
piedad extensivos, y el a cceso a ciertas actividades m onopolizadas
2 67
N v t r * M i r r o n w i c o x A m ic a o » C bL O M M A
p o r los criollos q u e ten ían certificados d e pureza d e san gre d e b ió
de ge n erar u n a desigualdad extrem a, con solidada legalm en te. Ij
Rep ú b lica a b o lió el sistem a d e castas y ab rió a lgu n o s espacios para
m estizos y m ulatos en el E jército y en la p o líu ca. lo cual p erm itió
a algun os a cc ed er a la p ro p ied a d d e la tierra, a la a rriería y a o b te­
n er d erech o s d e m inas. Sin em bargo, c o m o ya se h a m en cio n ado ,
la desigualdad se d e b ió d e agud izar c o n la d a ció n d e los baldíos
a cam b io d e títulos de deu d a p ú b lica o p o r las m eras con cesion es
a in dividu os'in flu yen tea. E n 18 70 e l g o b ie rn o radical c o m e n zó a
aplicar u n a p o líu c a dirigista, q u e lim itó la rep artición d e grandes
exten sion es d e tierra p o r m otivos fiscales c in ten tó b en eficiar a
cam pesinos m edios y pobres. Los g o b ie rn o s d e la R egen eración ,
sin em bargo, n o con tin u a ro n con esta políu ca. y la ten en cia sobre
la fron tera agríco la c o n tin u ó sien d o disputada en tre los q u e de­
tentaban el papel sellado y los q u e trabajaban con el hacha.
A lo la rgo del siglo x x los im puestos fu ero n dem asiado bajos,
y así m ism o fu e lim itada la cap acid ad d el Estado para alterar la
distribución y repartir b ien es pú blicos d e m anera universal. Esto
co m e n zó a c a m b iar c o n el Erente N acion al (19 5 8 -19 7 4 ), e l cual
d e d ic ó m ayores recursos a la e d u ca ció n básica, q u e aum en taron
con sid erab lem en te con el cam b io in d u cid o p o r la C on stitu ción
d e 19 9 1. in clu yen d o a h o ra una m ayor atención a la salud y o u o s
program as sociales. Éstos, sin em b a rg o , n o alcanzaron coberturas
universales de la p ob lació n . D e esta m an era, se lim itó la igualdad
de op o rtu n id ad es en tre los ciud adan os, p arte d e los cuales q u ed ó
sin a cceso a la e d u ca ció n m edia y técnica o sin servicios d e salud
oportunos.
A . I.A P O B R E Z A E N C O L O M B IA
La p ob reza es u n a m arca in d eleb le en la m ayor parte d e los paí­
ses latin oam erican os, au n q u e sus variaciones son grandes: desde
1Ion du ras, d o n d e el 7 8 % d e la pob lació n es p ob re, hasta Uruguay,
d o n d e se red u ce al 15 % d e u n a pob lació n bastante h o m o gén ea ,
d escen d ien te d e españoles c in m igran tes italianos (ver e l gráfico
14 .1). La m edia es d e 4 4 % d e la p ob lación bajo la lín ea d e p ob re­
za para el co n tin en te, d o n d e C o lo m b ia se e n cu en tra p o r encim a,
I ' o u i u , tu s n u a u c iO x n » i i n w i o o r
G ráfico 14.1
iir -W M .
P o b re/a en A mérica Latina, 2002
Fycw.Tínfr'ZOO».
con 5 0 ,6 % d e su p ob lació n en estado d e pob reza. Si u n o piensa
q u e P anam á se sep aró d e C o lo m b ia en 1903 y h o y tien e una p o ­
blación e n p ob reza q u e es la m itad d e la colo m bian a, se p u ed e
con firm a r la tesis d e A d o lfo M eisel so b re el m ayor d esarrollo q u e
tuvo el Isuno al e sco g er u n a ruta au tó n om a d e las instituciones
colom bianas.
Bolivia es u n o d e los países m ás p o b res d e la región , c o n el 64%
d e sus habitantes en situación d e p ob reza y 3 5 % en in digen cia en
2003, m ientras q u e C h ile es u n o d e los países c o n m en ores niveles
d e p ob reza, lo cual reafirm a el p rin cip io d e q u e el crecim ien to
e co n ó m ic o tien de a red u cir la pob reza y lo h ace más si el Estado
desarrolla políticas q u e contribuyan a com b atir la in d igen cia (pro­
gram as d e nutrición , p ob lació n y salu d ), y a la p ob reza m isma,
sobre to d o e d u ca n d o a todos los niños (ver la tabla 14 .1).
A p esar del d e sem p leo y d e la in fo rm alidad, todos los indica­
d o res p ertin entes su gieren q u e en C o lo m b ia h a d e sce n d id o la p o ­
breza. A sí lo revelan los últim os cu a tro cen sos d e pob lació n q u e se
han elab orad o , los cuales se basan en los criterios d e n ecesidades
básicas insatisfechas ( n b i ) . El in d icad or d e n b i es el p orcen ta je de
personas o d e ho gares q u e tien en insatisfecha una o m ás necesida­
des definidas c o m o básicas para subsistir. Así, la principal finalidad
es m ed ir el nivel y la intensidad d e la pobreza. El in dicad or con ­
tem pla edu cación, a través de la asistencia escolar, y con dicion es de
infraestructura. Se agregan los siguientes indicadores d e a cu erd o a
la necesidad básica insatisfecha: vivienda inadecuada, servicios ¡11-
N u j v a u i ì t o r i a i i :ù s 6 m i < a
Tabla 1471
n r Colonne»
('oblación e n situación d e pobreza e indigencia en América
la tin a ¡porcentaje del total d e la población)
1997
1999
2002
Pobreza
62.1
6 0 ,6
Ind ig en cia
37.2
36,4
Pobreza
_
37,5
Ind ig en cia
_
12,9
2003
2004
2005
6 2 .4
6 1 .9
...
...
>7.1
3 4 ,7
3 8 ,7
37.7
3 6 ,3
13,9
12,1
10.6
18,7
...
„
B olivia
Bra ill
C h ile
Pobreza
...
...
UllifcCTXl*
...
...
_
4 .7
C o lo m b ia
Pobreza
5 0 .9
5 4 .9
51,1
In d igen cia
2 3 .5
2 6 .8
2 4 .6
33,9
_
_
_
51,1
4 6 .«
2 4 ,2
20.2
tenda»
Pobreza
».
In d igen cia
su
48.3
36.9
32,1
h rú
to b re za
4 7 ,6
4 8 ,6
• n<% cncia
25,1
2 2 .4
54.7
5 1 .«
21.6
1 8 ,6
...
V e n e zu e la (R ep ú b lica
B o liv a ru o a <10)
fV jb re zj
48
4 9 .4
4 8 ,6
4 5 ,4
37.1
Ind ig en cia
2 0 .5
2 1 ,7
22,2
_
19
15.9
América la tlru
ttobreza
4 3 ,5
4 3 ,9
44
4 4 ,2
42
3 9 .8
Indigencia
19
1 Í .7
19.4
19,1
16.9
15.4
’
>¡Jtr«rcrr«i
adecu ad os, hacin am ien to crítico, alta d e p e n d e n c ia eco n ó m ica y
ausentism o escolar.
Es n otable c ó m o las personas q u e n o son ocu p adas plenam ente
p o r la e co n o m ía p u ed en d e d ica r tiem p o a m ejorar la calidad de
sus viviendas. Ix>s n úcleos fam iliares o las a gru pacion es más exten ­
didas o b tie n en eco n o m ías d e escala en la provisión d e alim entos y
en la d o tació n d e servicios. A sí m ism o, el gasto social en educación
y salud m ejora la calidad d e vida d e las fam ilias más pobres. D uran­
te los auges eco n ó m icos, cu a n d o se exp a n d e el e m p le o en la cons­
trucción. las fam ilias m ás pobres o b tie n en ingresos más altos. Esto
es lo q u e exp lica q u e en m ás d e tres décadas la pob lació n c o n dos
n r i se haya red u cid o d el 4 5 % al 1 1 % d el total (ver la tabla 14.a).
270
P D iia r / A . m t n u n i i c i A N D M . i n . n u i V i w *k ; i
Tabla 14.2
a: imi> i K a n u i
Población co n u n a o do« ncccsidadot bicicax insatisfechas
Ano
1 NBI
2 MBI
1973
1985
1993
2005
70.5
44.9
22.8
14.9
10.6
54.4
3S.»
27.7
Vivienda
Inadecuada
Hacinamiento
Servicio*
Inadecuado«
critico
30.3
21.8
10.5
7.4
JU
13,8
11.6
10,4
Inasistencia
escolar
34,3
19,4
31
11.S
15,4
8
3.6
11,1
/imilK tuKt, cmoum nactmulM.
G ráfico 14.2
Población e n bogare* co n necesidades básica» insatisfecha*
Í
I
■S
*
h o t t D A N f.
Los p ro m edio s n acion ales d e p ob reza en cu b re n las en o rm es
disparidades region ales, q u e se p u ed en a p reciar c u a n d o se «orna
u n a m edid a c o m o las n ecesid ades básicas insatisfechas p o r de­
p artam ento (ver el g ráfico 14 .2 ). A llí se destaca q u e G h o có tiene
ín dices desastrosos; N ariñ o y C au ca, m alos, y son p a recid as los
d e los d ep artam en tos d e la C osta A d á m ica, m ientras q u e Bogotá
n uevam en te tien e el m ejo r com portam ien to; los departam en tos
industrializados y los cafeteros m an d en en la calid ad d e vida que
lo graro n m ientras q u e el g ra n o fu e rey.
El descen so d e la p ob reza extrem a es bastante claro desde la re­
cesión de 1984-1985, hasta el p erío d o 1992-1995. cu a n d o alcanza
su p u n to m ín im o (ver el g ráfico 14 .3 ). A lcanza un pico en 1999,
para d escen d er paulatinam ente y elevarse d e n u evo en 2007. cuan­
d o la in flació n , en esp ecial la d e alim entos, g o lp ea el p o d e r ad­
quisitivo d e las fam ilias m ás p ob res (L azzo 2008). A u n q u e el des-
271
N u n * h i s u m u a »c o x ó m i c a m
O r if ic o 1 4 .3
C o l o m b ia
P o b m i e x tre m a , 1 9 8 4 -2 0 0 7
/nwft*: büwtbm Lasm C200&
ccn so es im portante, p u es más d ei 1 2% de las fam ilias e n pobreza
extrem a salen d e ella en tre 19 9 9 >' 2007, n o se re to m a a los bajos
niveles alcanzados en 1994.
La evo lu ción d e la p ob reza m en os a g u d a — la cual se m id e pre­
gu n tán d ole al en cu esta d o q u e calcu le e l in greso fam iliar y lo rela­
c io n e c o n el valor d e la canasta fam iliar— m uestra u n a evolución
sim ilar a las n m d e los cen so s y la d e la p ob reza extrem a, au n q u e
ap aren ta ser más estable y resistente q u e esta últim a. F.n este caso,
Uuubién se alcanza un m ín im o e n 199 5. con 50 % d e las familias
colom bianas; se eleva p o r en cim a d el 6 0 % du ran te la crisis de
1999-2002, c a e len tam en te hasta 2006, y la in flació n in d u ce su
au m en to en 2007. P arecería q u e estam os en un alto p la n o estruc­
tural d e p ob reza, q u e n o p u ed e ser red u cid a sustancialm ente, aun
cu a n d o la e co n o m ía se e xp a n d a a tasas m uy altas, c o m o sucedió
en tre 2003 y 2007 (ver el g ráfico 14 .4 ).
P u ede afirm arse, en ton ces, q u e la in su ficiencia d el desarrollo
e co n ó m ic o c o lo m b ia n o se m anifiesta en la in fo rm alid ad d e la in­
m ensa m ayoría d e la p ob lació n ocu p ada, en la pob reza d e más la
m itad y en la in digen cia en q u e sobrevive u n 15 % d e ella. La d e ­
bilid ad d el Estado d u ran te la m ayor parte d el siglo x x hizo q u e tal
situación só lo p u diera ser alterada levem en te, algo q u e se com ien ­
za a co rreg ir al final del siglo c o n la e xp an sió n d e los sistemas de
seguridad social y d e gasto p ú blico para aten d er necesidades d e nu­
trición, salud y ed u ca ció n . S eguim o s m uy lejos, desesperadam en te
Pd b u u . m m tw M M nu. n u tu o v uliiulaum u uoional
Gráfico 14.4
47
P o b rf/J , 1991-2007
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
4» -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------<991
1*H
1999
JIOl
HM7
/utnir. tu n d o w l a ñ o IKU0).
lejos, sin em bargo, d e alcanzar, al m ism o tiem p o , una situación
de p le n o e m p le o d e la p ob lació n y u n a cob ertu ra universal d e los
servicios sociales a los q u e tien e derech o .
B . D is t r ib u c ió n y c a p it a l h u m a n o
Distribución del ingreso en el siglo xx
U n o d e los p rin cip ales in dicad ores utilizados para m ed ir el grad o
de in eq u id ad en la distribución d el in greso es el co eficien te de
C in i. Si este in d icad or es ce rca n o a o % , la distribución d e ingresos
se con sid era equitativa, m ientras q u e si alcanza io o % , se in terpre­
ta c o m o una distribu ción desigual extrem a. C o m o se m uestra en
el g ráfico 14 .5 , en tre 193 8 y 1988, la evo lu ción d el coeficien te
de C in i en Colom bia mostró un avance creciente hasta m ediados de
los años sesenta, lo cual in dica un a u m en to en la d esigualdad del
ingreso du ran te estos cin cu en ta años.
Las co n d icio n es gen erales d e atraso en las q u e se encon trab a
la e co n o m ía co lo m b ia n a a p rin cip ios d el siglo x x fu ero n el p u n to
d e partida para el cam b io en la organ ización produ ctiva d el país,
la cual tran sform ó las estructuras laborales y el régim en d e acu­
m ulación d e cap ital físico y hu m an o. Este p ro ceso tornó ap roxi­
m adam en te cin cu en ta años, p e ro , e n contraste c o n la..acelerada
N u » v a m i i o t i A umnótacA n a O i k o o i a
Gráfica 14.5
Coeficiente de Gini para lo* ingresos, 1938-1988
(porcentaje del gasto total)
transform ación estructural, se retrasó la respuesta d e la produc­
tividad d e la agricultura y la transform ación d el capital hum ano
(L o n d o ñ o 2005, 18 5 ). h ech o s q u e se m anifestaron en u n a mayor
desigualdad en los in gresos salaríales, q u e e xp lica n en gran parte
el com p o rta m ien to del co eficien te d e G in i en tre 1938 y 1988.
A finales d e los años treinta, la m ayor p arte d e la población
se u bicaba en los cam pos; sin em bargo, m ientras los asalariados
cam pesinos ten ían u n o s in gresos de 200 pesos en 1938, los asala­
riados d e los cen tros u rban os recibían 368 pesos, d ejan d o en tre­
v er la brech a existen te en tre los in gresos d e trabajadores rurales
y urbanos, lo cual eviden cia el atractivo para la m igración hacia
las ciu d ad es (L o n d o ñ o 2005). Flsta fue u n a fase en la cual la p ro ­
ductividad d e los factores c re cía m ás rápidam en te q u e los salarios,
d e tal m o d o q u e tam bién se p ro fu n d izó la diferen cia d e ingresos
e n tre em presarios, rentistas y trabajadores.
La educadon y la distribución del ingreso
Los in gresos d e los trabajadores derivados d e su acu m ulación de
capital h u m a n o cob raron im p ortan cia a partir d el F ren te N acio­
nal. en tre 19 5 7 y el final d el siglo x x . Los intereses estatales, e in­
cluso privados, p o r im pulsar la e d u ca ció n y la p rep aración técnica
r¡\
Nm
u
i . r m
u i u n á » H L im c k u o r D U I U I U U D n O X M t L
— PúM iro
— P uyado
— total
f o n » l U m u v '• > > ' 12007: * W
de la fuerza laboral du ran te el siglo x ix habían sido casi nulo»,
razón p o r la cual e l n ú m ero d e alum no« m atriculados en prim a­
ria era m uy bajo a prin cip ios d el siglo x x (ver el g ráfico 14 .6 ). El
n ú m ero d e n iñ o s m atriculados en prim aria c o m o p orcen taje d e la
pob lación total subió d el 4 ,8 % en 1905 al 12 ,3 % e n el añ o 2000
(R am írez y T é llc z 2007).
A lo la rgo d el siglo x x se p u ed e a p recia r q u e el Estado h a ce un
gasto m uy m odesto e n e d u ca ció n hasta los años cin cu en ta, p ero
e m p ren d e un im portan te esfuerzo fiscal para a u m en ta r la c o b e r­
tura y la calid ad educativa, esp ecialm en te e n tre los años sesenta
y m ediados d e los o ch en ta . El gasto d el M inisterio d e E ducación
N acion al c o m o p orcen ta je d el p resupu esto nacion al fu e d e cerca
d e 5 % en p ro m e d io en tre 19 1 2 y 1960. a ñ o a partir d e l cual tiene
un im p ortan te cre cim ien to hasta 1984, c o n 2 0 % d el total, p e ro el
esfu erzo d e c re ce al 10 % d el p resupu esto hacia el a ñ o 2000 (ver
el g ráfico 14 .7).
D urante el siglo x x y com ien zos d el XXI, los año* p ro m e d io de
ed u cació n «le la p ob lació n urbana se du p licaro n en tre la década
d el 30 d el siglo XX y los prim eros añ o s d el siglo X X I. pasand o d e 4
a 8 años. C om p arad a c o n la d e un trabajador n orteam erica n o q u e
ha recib id o 14 años d e ed u ca ció n , la p roductividad d el colo m ­
bian o es una cuarta parte, a pesar d e q u e la do tació n d e capital
fijo n o es m uy distinta (H all y Jo n es 199 9). O tra característica d e
2 7 5
N llU V A m u TO CIA IX X IN Ú M K A I X C O L O M ftlA
G rá fic o 14.7
G asto p ú b lico del M in isterio d e Educación N a cio na l
(porcentaje del gasto total)
Aav W . R»m ¡ « y R U e z 12007: 4WX
la ed u cació n co lo m b ia n a d u ra n te e l siglo x x se a p recia en el au ­
m en to d e l n ú m ero d e alum n os m atriculados en secun daria com o
p ro p orció n d e la p o b lació n total, q u e pasó d el i % en 1903 a más
d el 8 % a finales d el siglo x x ; la participación d e la m atrícula en
establecim ien tos oficiales en la m atrícula total aum en tó, pasando
d el 3 0 % en los años trein ta a casi 70 % en el a ñ o 2000. reflejo de
los esfuerzos del secto r p ú b lico p o r am pliar la cob ertu ra en ese
nivel ( R a m íre z y T O le z 2007).
Entre 19 7 6 y »982, la acu m u lación d e capital h u m a n o produjo
u n a red u cció n en la dispersión d e los in gresos (B irch en all 199 7).
D uran te este p e río d o se presenta una m ejora en la distribución
d el in greso u rban o, ten den cia q u e se invierte en los años och en ta,
y se p rofu n diza du ran te los noventa. E ntretanto, se d a un d e te rio ­
ro distributivo del in greso ru ral a finales d e los años setenta y una
p osterior m ejoría du ran te los n oven ta (O ca m p o el al. 2000).
L a red u cció n en la in eq u id ad d e la distribu ción d el in greso pre­
sentada a finales d e los setenta se estan ca du ran te los años o c h en ­
ta, d écad a en la q u e e l gasto en e d u ca ció n dism inuye, a causa d d
difícil am bien te m a cro cco n ó m ico d e la d écad a, caracterizado p o r
la crisis d e la d e u d a en A m érica la tin a y lo s crecien tes déficits
fiscales y en cu en ta corrien te q u e en fren taba el país, co n d u cie n d o
a u n relativo estan cam ien to e co n ó m ico . La red u cció n en el gasto
au m en tó el d e sem p leo y el su b em p leo y fre n ó la a cu m u lación de
Po s m z a . d u ih w o c ió * m l i k u w
— Cini
y n n u u u H
D
u m o m i.
— Tcndenco
fimrttt. \*u*e-Kt)o y íivjj aooy 2091
capital liu iiian o, c o n lo c u a l se rc c ru d cc c n u evam en te la desigual­
dad d e los in gresos (ver el g rá fico 14.8).
Las reform as estructurales d e prin cip ios d e los noven ta in clu ­
yeron la ap ertura a los m ercad os intern acion ales y la liberación
del m ercad o laboral, lo cual sign ificó un cam b io en su estructura.
El d iferencial d e salarios au m en ta a favor d e los trabajadores con
m ayor nivel edu cativo, destacan d o la escasez d e m an o d e o b ra c a ­
lificada, en c u a n to el cam b io tecn o lóg ico fue intensivo en capital,
y n o en m an o d e o b ra c o n baja e d u cació n . A m ediados d e esa
década, la ge n eració n d e e m p le o dism inuye, a fectan d o p rin cipal­
m en te a los trabajadores c o n m en or n ivel edu cativo, lo cual tuvo
un im p acto im portan te en el com p o rta m ien to d e la pob reza, prin­
cip alm en te en el a u m en to ob servad o a partir d e 1997. L a crisis de
19 9 9 lleva la tasa d e desem p leo a su nivel m áxim o d e la centuria.
S e g ú n la o r r.
Entre 1990 y 1997. el efecto de la apertura *e manifestó en un
descenso en la demanda p or determinadas competencias y califi­
caciones y un aumento en la demanda por otras. Esto habría ele­
vado el desempleo fricciona! y sobre todo el estructural, respecto
al registrad«» en la década de los ochenta, en la medida que el
sistema educativo, la educac ión técnica y las instituciones »le edu­
cación profesional, no se ajustaron ni se adaptar on c o n ia misma
N w v » K itio a iA
ii i n
Dn k a m C i h i m i m
velocidad, a los cambios registrados en la demanda de trabajo por
tipo «le competencias y calificaciones. Complementariamente, ca­
bria también agregar insuficientes logixj* en la educación secun­
daría. (o rr 1999. 76 )"
la » cuentas nacionales con firm an q u e la distribución en tre los
ingresos salariales y el e xc e d e n te b ru to d e exp lo tació n (el cual in­
cluye gan an cias, ín te r e s « y rentas d e la p ropied ad raíz) favoreció
a em presarios, b a n qu eros y rentistas (ver el gráfico 14.9). Entre
1994 y 2004 el exce d e n te b ru to de exp lo tació n au m en ta su p a r
ticipación en 8 p u ntos d el p i h , en su m ayor parte a costa d e la
participaciitn d e los salarios, a lg o q u e es verdad eram en te e xtra or­
d in a rio en la literatura q u e tien de a resaltar la estabilidad en la
distribución d e la renta en distintos países. En la ap ertura d e los
noventa, es evid en te una gan an cia p e q u e ñ a d e los salarios d e 2
pu n tos d el p i h , q u e se m an tien e hasta a002. El e xc e d e n te bruto
d e exp lo ta ció n aum en ta tam bién u n os 3 puntos d el p i b en el mis­
m o p erío d o , q u e sum ados san con tra el in greso d e los p ro d u cto­
res in d ep en d ien tes e inform ales.
D espués d e un d e te rio ro en 2001. re flejo d e la crisis e co n ó ­
m ica d e 1999-30 0 1, el e x c e d e n te b ru to d e e x p lo ta d ó n aum enta
en tre 2002 y 2006 en 5 p u n tos d el p i i ». m ientras cae 3 pu ntos la
1VM
1»»
TV«
3X U
2002
t i r « r f e n K ilc u p i o u o ó n
H e m e . C u u r t.it N m u x m Ic í . u m
"
Q u d o c n p n v i d ( z o o S . 13) .
278
1V X
irn b
In g ra to c u < n u p rn p u
P O U U A . D tST M B O C IÓ M DCL I W l i n O » D M I C U A U M D U U O N A L
participación d e los salario», e l resto d e b ie n d o salir d e la p ro d u c­
ción in d e p en d ien te . En e l p e rio d o con te m p la d o d e m ás d e una
d écada, los in gresos d e los p ro d u ctores p o r cu en ta pro p ia caen
m ás d e 7 puntos d el p i b , lo cual refleja la disputa p o r el co m e rcio
de las p eq u eñ as tien das, d e los sanandresito» y d e otros ren glon es
qu e n o resisten bien la c o m p eten cia d e las actividades productivas
o com ercia les organizadas a gran escala. L o cierto es q u e hay una
m ayor con ce n tra ció n d el in greso en m an os d e em presarios — ya
sean d e la con stru cción , la industria, e l c o m e rc io o actividades
agroindustriale»— . d e individuos q u e viven d e la renta fija y d e
terraten ientes y casa-tenientes q u e tien en in gresos p o r arrien d o
(renta d e la p ro p ied ad ).
En el siglo x x i nuevas reform as laborales re d u cen las rem u n e­
raciones p o r horas extras, la jo m a d a n octu rn a y festivos, perm iten
la con tratació n in directa a través d e las llam adas cooperativas de
trabajo, co n trib u y en d o al a u m en to d el e m p le o en esas jo m a d a s
p e ro re d u cien d o e l in greso d e los trabajadores sin calificación ,
c o m o vigilantes y p orteros, y fav o recien d o el d e sus patronos. Al
m ism o tiem p o , fuertes descargas tributarias para la adquisición
d e m o d ern os bien es d e capital y recargos a la n óm in a sesgan d e
nu evo la dem an d a en con tra d e l e m p le o en g e n era l p e ro a favor
d el trabajo m ás calificado. E llo h a d e b id o d e co n trib u ir al resulta­
d o d e q u e la fuerte e xp an sió n e co n ó m ica en tre 2003 y 2007 no
haya sido aco m p añ ada d e un in crem en to sim ilar en el e m p le o
produ ctivo de la e co n o m ía , y q u e , p o r lo tanto, haya p ro fu n d izad o
la d esigualdad en la distribu ción d e la ren ta nacional.
Desigualdad regional
U n im p ortan te tem a ad icion al d e e q u id ad es el d el desarrollo re­
gional: el país cu en ta c o n unas regio n es q u e exp erim en ta n venta­
ja s d e a glom eración y eco n o m ía s d e escala, c o n flu y en d o hacia cír­
culos virtuosos d e crecim ien to , m ientras otras se estancan frente
al d esarrollo d el país, y unas m ás en tra n en círcu lo s viciosos que
las c o n d u ce n a c re c e r m u ch o m en os q u e el resto d e C olo m b ia. La
form a d e m edir la evo lu ción regio n al es p o r m e d io d el p i b p o r h a­
bitan te d ep artam en tal, c o m o lo h a h e c h o A d o lfo M eisel (2008a),
279
N u * VA n iS T O M A KCONÔM ICA C tt Q » 1ÛMDIA
com ando »950 para contrastarlo c o n 2006 (ver la tabla 14 .3 ). Se
tom a e l p i b d ep artam en tal n eto , refleja n d o las transferencias de
ingresos desde o hacia cad a departam en to. De esta m an era, una
región carb on ífera n o d isp on drá e n su in greso d e las utilidades
rem itidas p o r las em presas o d e los im puestos q u e éstas pagan a
la nación.
En estos 5 6 añ o s se destacan varios m ovim ientos profun dos
d e las regio n es d el país: existe u n a con verg en cia en los casos de
Boyacá, Santander, C un d inatn arca, y algo en La G uajira. Boyacá,
S an tand er y C u n d in am arca co n flu yen p o rq u e equ ilibran sus mer­
cados d e trabajo p o r la em igración hacia B ogo tá y atien d en las
dem an da? d e alim entos y m aterias prim as d e su industria y d e su
Tabla 14.3
PIB por h ab itan te d e lo» departam ento« colom bianos
co m o p orcentaje del prom edio nacional
Oepartamtnlo
Antioquia
Atlántico
8o*oU
Bolívar
Caldas
Caquetf
Cauca
C ia r
Córdoba
Cundinamarca
Chocó
Huila
La Guajira
Magdalena
Meta
Narifto
N orte d e Santander
(Rindió
Ritaraida
Santander
Sixte
Toi«na
Valle
/ w v t t r A W i «*1 « 0 0 8 * 1 .
1950 (%>
20061%)
Diferencia
118
179
III
»4
-7
•95
241
163
82
90
-78
-18
33
-46
100
57
129
93
96
Ï7
6S
24
60
42
96
145
46
91
123
137
90
63
7J
117
83
47
SB
T3
•J5
-23
60
104
32
71
56
52
3
39
100
-45
4
•J7
50
54
6S
86
8
11
14
-58
-51
44
1J4
42
-21
68
-5
108
P O B K U A . D U I U H I C I 4 K D D I N C n X l V U C M G U A U M D M C IO N A L
crecien te y próspera p ob lació n . Santander, q u e es la regió n que
m ás avanza, se d istin gu e p o r a te n d e r la dem an d a d e V en ezuela,
se r n ich o d e la avicultura y e x h ib ir los m ejores ín dices d e edu ca­
ció n en el país, in cluidas las in genierías. V alle y A n tioq uia pier­
d e n ligeram en te fren te al p ro m ed io , p e ro se aferran a sus ventajas
históricas. G an an los nuevos d ep artam en tos petroleros, A rau ca y
G isa n a rc, q u e n o están en e l listado p e ro ostentan los p i b por
habitante más elevad os d el país, au n q u e las c o n d icio n e s de la m a­
yoría d e sus p ob lacio n es n o han cam b iad o m u ch o con la bonanza
d el recurso natural q u e logran captar ría regalías.
La situación d e B ogo tá es peculiar, pu es m an tien e u n am plio
m argen sobre el in greso p ro m e d io p o r h abitan te nacion al, p ero
red u jo la ventaja e n o rm e q u e p oseía en 1950: p ie rd e 78 puntos
en este lapso d e tiem p o. Tal h e c h o refleja un p ro ceso d e conver­
g e n cia relativo, en el c u a l otras regio n es han avanzado más rápida­
m en te q u e la ciud ad capital.
La posición d e la C osta C arib e se deterio ra, esp ecialm en te en
A tlán tico, q u e d e una posición d e privilegio pasa a se r el d epar­
tam en to q u e más p ierd e (95 puntos) en 2006 fren te a 1950 . Los
otro s d ep artam en tos costeños p ierden terren o , in clu id o Bolívar, a
pesar de la industria p etro q u ím ica q u e se localiza en C artagena.
M agdalena se con vierte en u n o d e los d ep artam en tos m ás p obres
d el país, al igual q u e S ucre. S ó lo avanza La G u a ir a , gracias a la
e x p lo ta ció n d e la m ina carb on ífera d e El C errejó n , a lgo q u e tam­
bién com p arte e l Cesar, que, sin em bargo, tam bién d eterio ra su
posición. M eiscl (2008a) a d u ce q u e el d eterio ro costeñ o — que
osciló d e 10 6 .5 % d el PIB P ° r h abitan te nacion al e n 1950 a sólo
e l 69 % en 2006— h a pasado d esap ercib id o para el país p orqu e
la m igración d e su p ob lació n red u n d an te se ha d irigid o mayoritariam en te a V en ezuela, d o n d e se torn a invisible su problem ática,
m ientras q u e el capital hu m an o q u e m igró hacia B o go tá n o o p e ró
c o m o «voz» d e la región . A si m ism o, 110 h a h a b id o presidentes ni
m inistros d e H acien da costeños q u e d e fien d a n los in tereses re­
gio n ales y sesguen las inversiones pú blicas a su favor, c o m o sí ha
su ced id o con A n tioq u ia, B ogouí, B oyará y Valle.
Los d ep artam en tos cafeteros p ierden tam bién su privilegiada
situación d e 1950 sobre el p ro m e d io nacion al y se sum ergen bas­
tante p o r d e b a jo e n 2006. re fle jo d el retroceso d e hvactividad que
N l i r * H IS T O R IA u o n A m i l a i » C o l o m b i a
v in cu ló el país al m ercad o m u n dial d e m anera tan exitosa en el si­
g lo XX. C h o c ó . S u cre y N ariñ o con tin ú an sien do los departam en­
tos m ás p ob res d el país y m ejoraron m uy levem en te, al tiem p o que
C au ca retroced e, para acercarse a u n o d e los niveles m ás bajos de
p ob reza en el país.
B on et y M eisel se p regu n tan : «¿Cuáles son los determ inantes
d el d esem p eñ o e co n ó m ic o d e las regio n es en el largo plazo? ¿Por
q u e unas regio n es se m an tien en m uy p o r encim a d e l p rom edio
nacion al, m ientras q u e o tro g ru p o se m an tien e m uy p o r debajo
d e d ich o p ro m edio ? ¿C uál es e l pap el q u e ju e g a n las instituciones,
la geo g ra fía y la cu ltu ra en este resultado?» (B o n et y M eisel so o 6 ).
En las n um erosas correlacion es q u e ge n eran los autores en cuen ­
tran una afin idad en tre in greso y participación d el g ru p o colo­
n izad or esp añ o l en la p ob lació n , con trib u yen d o a q u e Antioquia
y Santander, p ob lad os p o r cam pesinos españoles pobres, c o n un
rep arto m en os desigual de la tierra q u e el resto d el país, además
d e B ogotá, cu e n ten c o n los ingresos más altos d el país en la actua­
lidad. U n caso q u e n o encaja es el d el C au ca, cu y o n ú c le o hispáni­
c o d o m in ó la p olítica d el país d u ra n te bu en a p arte d el siglo x tx y
se v in o ab ajo ru in osam en te d u ran te el siglo x x .
C o n c l u s ió n
¿Por q u e es tan p ob re C olo m b ia? La respuesta es com p leja pero
in clu iría al m en os tres ó rd e n es d e causalidad: p rim ero q u e todo,
e l cre cim ien to fu e p o c o brillan te y n o d e m a n d ó a toda la pob la­
c ió n en e d a d d e trabajar; en se gu n d o térm ino, n o h u b o políticas
d e p ob lació n q u e redujeran su e xp an sió n , y las políticas d e e d u ­
cación fu e ro n tardías, sin h aber alcanzad o cobertu ras universales
para su segm en to m e d io y básico; p o r últim o, la distribu ción del
in greso desp ués d e im puestos se fue e n con tra d e los asalariados,
en especial con tra los inform ales, lo q u e signiñea q u e el gasto pú­
b lico fu e insuficiente para con trarrestar la p ob reza y la in digen cia
d e b u e n a parte d e la p ob lación.
C o m o se h a visto, en las fases d e a ce le rad o cre cim ien to e co ­
n óm ico se red u jeron los ín dices d e pobreza. Sin e m b a rg o , dichas
fases n o fu ero n sostenidas en el tiem po. A lg o q u e s í p u ed e afir-
2 82
P ú u i u , o n r r i M U K .iú M m i . i n c i n » < d u i &u a l d a d i v o m m u .
maree es q u e h u b o m ejoras sustanciales en vivienda y prestación
d e servicios públicos. L o p rim ero tien e q u e v e r con e l tiem p o so­
bran te c o n q u e cuen tan los m iem b ros d e una fam ilia q u e n o están
som etidos a fuertes exig en cias laborales, tiem p o q u e, ju n to con
los p ocos recursos c o n q u e cu en tan , p u ed en d e d ica r a m ejorar
sus viviendas. L o se gu n d o es q u e la actividad d el Estado, en prim er
lugar, y tam bién d e l secto r privad o perm itieron u n a universaliza­
ción d e los servicios d e e n erg ía, teléfo n o , televisión y, en m en or
m edid a, acceso al agua potable. El o tro terna es q u e los aum entos
de p rodu ctivid ad en la e co n o m ía — en agricultura, gan adería, avi­
cultu ra y p orcicu ltu ra— d ie ro n lu gar a una n utrición m ejo r y a
m en or p recio. L o s p rogram as sociales — c o m o Fam ilias en A cció n ,
e l Sisben o B ogo tá sin H am bre— con trib u yero n tam bién a paliar
un p o c o e l p ro b lem a d e la in digen cia, q u e pod ría solucionarse
con un a u m en to relativam ente p e q u eñ o d e la tributación d e los
estratos sociales m ás altos d e la pob lación.
Sobre la distribución regional d el ingreso vale preguntarse: ¿exis­
tirá alguna relación de causalidad del legad o histórico sobre la p o ­
breza q u e em barga, en esp ecial, a algun as regiones? C au ca y Nariñ o tuvieron esclavism o y relacio n es sociales d e servidu m bre, al
igual q u e C h o có , q u e d ificultaron su con versión al capitalism o. En
este ú ltim o dep artam en to es d e n otar q u e los esclavo« se disper­
saron para dedicarse a la pesca y a la agricultura d e subsistencia,
m ientras q u e la m inería q u e p rosiguió n o d io lu gar a u n a clase
d irigen te q u e viviera en el territo rio y q u e pagara im puestos lo ­
cales. organ izara la adm inistración pú blica y d e fen d ie ra a n te el
G o b ie rn o nacion al las n ecesid ades d e la regió n en infraestructura
(B o n et 2007). El latifundism o en la C osta A tlán tica, la en o rm e
d esigualdad y relaciones tam bién d e servidu m bre obstaculizaron
su p ro greso eco n ó m ico , e x c e p to en B arran quilla, ciu d ad q u e se
n utrió d e em presarios in m igran tes y se industrializó, a lgo q u e
tam bién su ced e con C artagena.
B on et y Meisel (2006) encuentran q u e la geografía afecta el resul­
tado de m anera indirecta, p o r la form a en q u e determ ina el poblam ien to en sí: clim as m alsanos c o m o los d e C h o c ó p u ed en con tri­
b u ir a e xp lica r q u e su clase d irigen te n o habitara ni organizara la
vida u rban a o departam en tal d el territorio, al igual q u e los clim as
cálid os d e la C osta C aribe. D e o tro lad o, los gru p o s m inoritarios
2 8 3
N l c v a k u iu k ia u x m ó iu c a i h C m w i i a
d e in dígen as y negros, q u e sí p erm a n ecieron en estas regiones,
n o cu en tan c o n p o d e r p o lítico su ficien te para h a c er valer sus rei­
vindicaciones, lo cual invisibiliza sus pésim as c o n d icio n e s d e vida,
restándoles «voz». Por últim o, el nivel d e e d u ca ció n m uestra co­
rrelación c o n la m agn itu d d e la presen cia d el g r u p o colo n iza d o r
y tam bién c o n el ingreso, d e tal m anera q u e B o n et y M eisel c o n ­
cluyen q u e la inversión e n capital hu m an o es d eterm in an te para
revertir los círcu lo s viciosos d e la p ob reza en los q u e yace buena
parte d e las regio n es d el país.
C a p í t u l o 15
L as te o ría s d e l d e s a r ro llo
y l a p la n e a c ió n
Í_J
n tem a im p ortan te do la historia e co n ó m ica es el su rgim ien ­
to d e las ideas q u e inspiraron las políticas eco n ó m icas, lo cual es
esp ecialm en te interesante en un país co m o C olo m b ia, q u e vivió
d e espaldas al d esarrollo intelectual d e O c cid e n te hasta en trad o
el siglo x x . El país e m p e zó a im portar las teorías eco n ó m icas m o ­
d ern as c o n las m isiones extranjeras q u e llegaron en 1948 y en
la d é ca d a siguien te, p e ro p ro n to se d io u n a d in ám ica in tern a d e
creación d e p en sam ien to an alítico y d e in stitucion es universitarias
q u e com en zaron a p ro d u cir un co n o cim ien to m ás co m p le jo sobre
la realidad eco n ó m ica d el país. S e en raizaro n las distintas escue­
las del m u n d o anglosajón y e u ro p e o , se a p ro p ió el pensam ien to
latin oam erican o d e la c k p a l y fu e su rg ien d o la p lan eació n e co n ó ­
m ica en el país, q u e se d eb ilitó finalm en te c o n el p red o m in io del
con serva tism o e co n ó m ico.
A. T e o r í a s nr.t. d e s a r r o l l o
F.s claro q u e e l d iseñ o d el b a n co cen tral realizad o p o r Edwin Kem m erer fu e u n o d e los cim ien to s para el d esarrollo o rd e n ad o del
capitalism o d e C o lo m b ia en el siglo x x . Al b a n co en s í h u b o que
h acerle m od ificacio n es im portantes para en carar la G ran D ep re­
sión , y su sen tid o inicial se fu e p erd ien d o , en la m edida en q u e
sectores con a cceso e in tlu en cia sobre el Em isor lo graro n q u e diri­
giera créditos a su favor. F.n térm inos d e pensam ien to, los d irig e n ­
tes colo m b ia n o s p u d iero n aclarar q u e la em isión m on etaria del
N u h a h i *i i o > u u o h A h i c a n * O o U M t t U
B an co d e la R epública d eb ía se r cuid ado sam en te dosificada para
n o rep etir los desastres hip erin flacion ario s q u e su rgieron con las
políticas d e la R egen eración para financiar al G o b ie rn o y las gue­
rras civiles d e fines d el siglo x ix .
Las políticas eco n ó m icas se orien tan p o r teorías y creencias
com partidas p o r los n ú cleo s directivos d e la socied ad . En C olom ­
bia, la e co n o m ía c o m o p rofesión se desarrolla tard íam en te, refle­
jo d el atraso cultu ral q u e se p e rp e tu ó a partir d e la R egeneración
y q u e la R ep úb lica L iberal (1930 -194G ) p u d o co m e n za r a disipar
co n la recep ción d e em igrad os españ o les repu blican os y u n os po­
co s a lem an es e italianos q u e disem in aron las m o dern as disciplinas
d e la historia, la a n tro p o lo g ía y la e co n o m ía p o lític a La Escuela
N orm al S u p e rio r fu e la institución fun dam ental d e d o n d e surgie­
ro n c o n d ificultad las cien cias sociales en el país, en tre ellas, la
eco n o m ía , a partir d e 1938.
Sin em b a rg o , la práctica d e la e co n o m ía c o m e n zó a su rgir antes,
cu a n d o p erson ajes c o m o A lejan d ro L ó p e z (18 7 6 -19 4 0 ), Esteban
Jaram illo (18 7 4 -19 4 7 ) o A n to n io G arcía (19 12 -19 8 2 ) adquirie­
ro n con o cim ie n to s en esta disciplina en universidades extranjeras
o p o r p ro cesos d e autoap ren d izaje. C ad a u n o d e ellos enfren tó
p roblem as d e diversa ín dole: A lejan d ro L óp ez, q u e era in geniero,
co m e n zó a iden tificar la in eficien te organ ización d el trabajo en
el país y e n te n d ió la cuestión agraria c o m o un le g a d o d e relacio­
nes d e servidu m b re y d e re ch o s d e p ro p ied ad exten sivos q u e obs­
taculizaba la m odern ización d el cam p o y el p ro p io d esarrollo del
país (L ó p e z 19 76 ); Jaram illo a p licó los p rin cip ios d e la econom ía
c o n tra c íd ic a d e sd e el M inisterio d e H acien da d u ra n te el a u g e de
los años veinte y en la G ran D epresión; G arcía, a su vez, disem inó
la d o ctrin a p roteccion ista d e Friedrich List, q u ien fu era el ideó­
lo g o d e la u n ificación alem an a y pensaba q u e la form a en que
d eb ía encararse la c o m p eten cia d e los países más desarrollados
e ra m ediante altos aran celes y la form ación d e m o n o p o lio s indus­
trial-financieros. M ientras q u e A lfon so L ó p ez P u m arejo en carn ó
el refotm istn o d e la R ep ú b lica Liberal y a d o p tó los p rin cip ios de
in terven ción en la vida laboral para restarle con flictividad, Este­
ban Jaram illo fue un discreto id e ó lo g o con servad or q u e disem in ó
prácticas keynesianas, y A n to n io G arcía se con virtió en portavoz
d el m ovim ien to n acionalista y p op u lar d e J o rg e E liécer Gaitán,
2 8 6
La s T t o a lA » m i h u u ú i u i y l a r t A K iA C iO t
para acom od arse inás tarde d e n tro d el a b o n a d o p ro yecto pop u lis­
ta d e Rojas Pinilla.
D os asesores q u e llegaron c o n las p rim eras m isiones d el B an co
M undial e n 1948 y q u e fu ero n p ersegu id o s p o r la extrem a d e ­
recha n orteam ericana se q u e d aro n en el país para d a r in icio al
pensam ien to sobre el d esarrollo e co n ó m ic o colo m b ian o. Lauch*
lin C u rrie asu m ió la n acion alid ad co lo m b ia n a y elab o ró u n a obra
q u e tuvo gran in flu en cia en tre los jó v e n e s econom istas d e la é p o ­
ca y en la organ ización d e los estudios d e e co n o m ía e n el país,
m ientras q u e A lb ert H irschm an tuvo u n a in flu en cia más lim itada
sobre el establecim ien to liberal p e ro fu e quizás m ás in fluyen te
q u e C u rrie en el m u n d o aca d é m ico anglosajón y c o m o con su lto r
d e m u ch os países.
C u rrie p la n teó en su in fo rm e d el B an co M undial la necesidad
d e c re a r u n im p u esto a la tierra q u e con trib uyera a asignarla de
form a racional; m ás adelan te c o n cib ió la n ecesid ad d e un desa­
rro llo d eseq u ilib rad o im pulsado p o r un sector líd e r c o m o el d e la
con strucción q u e d iera e m p le o a los em igran tes d el cam po , a p ro­
v ech a n d o la existen cia d e su sistem a fin an ciero rep rim id o q u e
pod ía liberarse o fre c ien d o tasas reales d e in terés a los a h o rra d o ­
res. H irschm an. p o r su lad o, p ro puso im p lem en tar u n a reform a
agraria q u e dividiera a los terraten ientes m o d ern os d e los tradi­
cion ales y q u e finalm en te d iera lu gar a u n cam p esin ad o p ró sp ero
q u e p ro du jera más a m e n o r co sto y q u e sirviera d e cim ien to a la
todavía frágil d em o cracia co lo m b ia n a y a un m ercad o in terio r más
d in á m ico. C u rrie ilu m in ó e l p rogram a d e un g o b ie rn o con serva­
d o r c o m o el d e M isa d Pastrana. el cual im p lem en to la estrategia
d el secto r líder, facilitan d o el fin an ciam ien to d e la con strucción .
H irschm an, en tre tanto, in spiró la ley d e reform a agraria d e 1961,
y C arlos Lleras p ro fu n d izó su a ccio n ar en tre 196 6 ? 1970. Des­
a fo rtu n ad am en te para el país, H irschm an p u d o volver a la vida
académ ica n orteam erican a su p era d o el m acartism o en Estados
U n idos e h izo carrera en la U niversidad d e Princeton.
U n a in flu en cia m ayor en las políticas d e todos los países lati­
n oam erican os en los años cin c u e n ta fu e e l p en sam ien to d e Raúl
Prebisch (19 0 1-19 8 6 ), q u ien desde la C om isión E co n ó m ica para
A m érica Latina y el C arib e (c e p a l ) ju s tificó las políticas d e p ro tec­
ció n aran celaria e in terven ción estatal para im pulsar la industriali-
2 8 7
N U kV A M t t l Ú U A tO O K Ú M K A OC C O tO M tI A
zación. U n a m isión d e esa institución e la b o ró las prim eras cuentas
n acion ales históricas d e l país, h a cien d o u n a gran co n trib u ció n al
c o n o cim ie n to sobre e l carácter y el cre cim ien to q u e h abía ob ten i­
d o la e co n o m ía co lo m b ia n a desde 1 9 3 3 . La c e p a l sed u jo tanto al
P artido Liberal c o m o al C o n s e n a d o r, au n q u e este ú ltim o fu e más
corp orativo, en el se n tid o d e planificar en co n co rd an cia c o n los
g rem ios d e la p ro d u cció n , y d e e x te n d e r el m anto proteccion ista
a la agricultura, a lgo con lo q u e n o estuvieron d e a cu erd o , entre
otros, Jo rg e E liécer ü a itá n y A n to n io G a r c ía
En otro s .países, esp ecialm en te d el C o n o Sur, el m ensaje d e la
c k p a l fu e e n ten d id o c o m o d e industrialización forzada, red u cien ­
d o los ingresos d e los exp o rta d o res c o n m edidas revaluacionistas
q u e ben eficiaban a los industriales, a la vez q u e se im po n ían c o n ­
troles d e p recios a la agricultura. Era la ciu d ad con tra el cam po ,
la industria con tra la agricultura d e e xp o rta ció n . En C o lo m b ia las
políticas q u e instauraron el m o d e lo corp orativo con servad or se
c o n vin ie ro n en un co m p rom iso en tre los d o s partidos tradicio­
nales y n o cam b iaron d u ran te e l F ren te N acional. H u b o en to n ­
ces p ro tección tan to para la industria c o m o para la agricu ltu ra y
respeto p o r los in gresos d e lo s cafeteros, q u e ten diero n a in flu ir
las políticas d el b a n co cen tral y d e l M inisterio d e H acien da en la
ad op ción d e m edidas devaluaciónistas. Así, la industria y la agri­
cultura se asociaron con tra todos los con sum idores.
La c i í p a l y las m isiones d el B an co M undial co in cid iero n en la
necesidad d e la p lan ificación e co n ó m ica, y esta se volvió política
d e Estado desde los inicios d el F ren te N acional. Los econom istas
com en zaron a desem p eñ ar u n p a p el cad a vez m ás in fluyen te, y se
h a b ló d e q u e cad a g a b in e te m inisterial d eb ía co m b in ar técnicos
con políticos. La cartera d e H acien da fu e o cu p a d a casi sistemá­
ticam ente p o r econom istas d o ctorad os en el exterior, y fu e, p o r
lo gen eral, u n a in flu en cia ben éfica para m a n te n e r los equ ilibrios
m a croecon óm ico s d el país en relativo o rd e n y fre n a r los excesos
d e gasto o d e em isión m onetaria.
El p en sam ien to d e la c e p a l in terp retaba a Keynes a p licado a
eco n o m ía s subdesarrolladas, en d o n d e prevalece u n d eseq uilib rio
estructural en el c o m e rc io exterior, o rig in a d o en térm inos d e in­
tercam bios desfavorables y perm an en tes para lo q u e llam aron la
periferia. S e gen erab an así e xceso s d e oferta d e m aterias prim as
cuín
La » n m
iu n u
h u u u u o
V la h a h u u ó n
q u e escasam ente p od ían ser elim in ados. D e esta m an era, las ga­
nancias en p roductividad d e la p eriferia eran ap ropiadas p o r el
cen tro, a través d e los bajos p recio s d e sus pro d u ctos d e e xp o rta ­
ción . En con secu en cia, la su p eració n d el su bd esarro llo pasaba por
la industrialización y el m architam ien to d e la p ro d u cción d e m a­
terias prim as para e l cen tro. O tro deseq u ilib rio estructural estaba
«lado p o r el atraso d e la agricultura, la cual e ra in capaz d e aten d er
la d em a n d a u rb a n a y p ro d u cía in flació n d e tipo p erm an en te. l a
form a d e elim in ar la in flació n era e n to n ce s la reform a agraria. Se
e x p lic ó q u e la in flació n era d e carácter «estructural», resultado
de la puja distributiva en tre distintos sectores, y el m ensaje fu e
q u e había q u e convivir c o n ella, a lo cual se a g re g ó la necesidad
de m an ten er políticas m onetarias expansivas to d o el tiem po. La
crítica a la CEPAL p artió d el análisis d e las series largas d e térm inos
de in tercam bio, q u e tendían a m overse cíclicam en te a favor d e las
m aterias prim as en m om en tos d e a u ge d e la e co n o m ía interna­
cion al y a retroced er en las recesion es. P o r lo dem ás, países con
institucion es am igables al d esarrollo e co n ó m ic o c o m o Can adá,
Australia y N ueva Zelan d a liabían p ro sp era d o ap oyán dose en sus
recursos naturales, m ientras q u e los latin oam erican os habían d es­
perd iciad o o p o rtu n id a d es d e p recios favorables para sus e xp o rta ­
cion es. y su cre cim ien to se había d e te rio ra d o p o r la inestabilidad
p olítica y la d e sus reglas d e ju e g o .
K eynes h abía p ensad o la e co n o m ía p o r m ed io d e equ ilibrios
parciales, e n la q u e se ajustaba la oferta a la dem an d a p o r tanteos.
C u a n d o se estaba lejos d e la ocu p ació n p len a, la p olítica fiscal d e ­
bía ser expansionista y financiarse c o n deu d a pú blica y n o con
em isión prim aria. La baja ren tabilid ad d e l sistem a se con tagiab a a
la tasa d e interés, q u e era in clu so negativa en la dep resión , c o n lo
cual el G o b ie rn o p o d ía finan ciar d e m an era m uy barata obras pú­
blicas q u e con trib uyeran a u n a m ayor utilización d e la capacidad
produ ctiva hasta q u e se norm alizara la situación . U n a vez llegado
a ese p u n to, se p u ed e con clu ir, d eb ía deten erse la p olítica fiscal
expansiva y ajustarse al c iclo p roductivo: o b te n e r superávits fisca­
les d u ran te los auges y déficits d u ran te las recesiones.
l a in terp retación latin oam erican a — y, e n verdad, la d e casi to­
das las vertientes keynesianas d el m u n d o desarrollado— fue, por
el con trario, d e una laxitud cre cie n te d e la p olítica -m onetaria.
N lI « V »
tC W A N K A M ( j N I M I M
Para A m érica Latina, e l relajam ien to fu e m ayor p o rq u e suponía
u n a situación d e d eseq u ilib rio estructural, a la q u e le corres­
p o n d ían unas políticas m onetarias y fiscales siem pre expansivas.
M ientras en el m u n d o d esarrollad o se p ro d u jo el fen ó m en o de
la estanflación (un a com b in ación d e estan cam ien to e co n ó m ic o e
in flacio n es bastante altas), en A m érica la t in a esta interpretación
fu e desastrosa para los países del C o n o Sur. y para Brasil y Peni,
q u e n o m id ieron las con secuencias d e e xp a n d ir su gasto público,
fin a n cia d o c o n em ision es m onetarias desbocadas, lo cual los llevó
al terren o d e la hip erin fiación y al con secu en te colapso d e sus eco­
nom ías y d e sus m on edas. En C o lo m b ia los equ ilibrio s m acroecon óm ico s n o fu ero n tan vuln erad os p e ro sí se p en só d e manera
similar, esp ecialm en te d u ra n te la vigencia d e la Junta M onetaria
( 1 9 6 3 -1 9 9 1 ). c u a n d o se em itía d in e ro en e xce so basta alcanzar
in flacion es d el 3 0 % . m o m e n to en el cual se h acía u n ¡yuste tan­
to m o n etario c o m o fiscal. S e toleraron in flacion es p ro m e d io del
2 4 % du ran te ese p erío d o , q u e fu ero n co n tra p ro d u cen tes para el
crecim ien to e co n ó m ic o , p u es n u b laron los precios, con d u cien d o
a una deficien te asignación d e los recursos y, con secuentem en te, a
m alas decisiones d e a h o rro y d e inversión.
P ero la exp lica ció n d e p o r q u é se g en eraro n p ro fu n d os des­
equ ilibrio s m a croecon óm ico s n o reside tanto en la teoría eco n ó ­
m ica ap licada en los terren os m o n etario y fiscal, sino en la e c o n o ­
m ía p olítica d e la región . E11 e fe cto , g iu p o s corp orativos surgidos
d el ob rerism o y d el E jército en A rg en tin a preten d ían , arropados
en u n a id e o lo g ía nacionalista, forzar la industrialización exp ro ­
p ian d o el e x c e d e n te d e los exp o rta d o res d e carn e y granos, para
lo cual h icieron u n a p olítica q u e reprim ía las im portacion es, lo
cual revaluaba la tasa d e cam b io, m ientras q u e las divisas eran asig­
nadas y subsidiadas p o r el G o b ie rn o , q u e practicaba el con tro l de
cam bios. A u n q u e los planes fun cio n aro n d u ran te un tiem po, fi­
n alm en te a cu m ularon deseq uilib rios q u e arru in aron la econom ía
argen tin a. En otro s países, las ideo logías nacionalistas justificaban
g o lp e s m ilitares q u e ejercían in terven cion es excesivas para favore­
c e r intereses estrechos, p ro d u cie n d o p osteriorm en te crisis finan­
cieras p rim ero y gen eralizad;» después, c o m o su ced ió en Brasil,
C h ile, U ru gu ay y P en i. E n térm inos políticos, el p opu lism o p ro ­
m ovió la m ovilidad social d e las capas m edias y prestó iden tid ad y
2 90
Im
T in itU » n i n u i B O t m
v u
iu m a c ió n
participación en p olítica a las niaras m estizas e in dígen as, desacti­
vando las bases d e la in su rgen cia abierta.
E n C o lo m b ia, el p op u lism o se frustró, al m en os tem poralm en ­
te. c o n el asesinato d e J o rg e E liécer G aitán, y los sindicatos d e Ha­
ta ja d o res y cooperativas d e p e q u eñ o s pro d u ctores n un ca tuvieron
a cceso al p o d e r p olítico . F.1 equ ilib rio p o lítico c o n e l q u e co m e n zó
la industrialización y q u e d e fe n d ió los in tereses d e los cafeteros
se m antuvo, d a n d o u n sesgo dcvaluacion ista a las políticas e c o n ó ­
micas. o sea q u e n un ca les fu e d isputad o el e x c e d e n te. F ue cierta
capacid ad d e ílexib ilizar los instrum entos lo q u e p erm itió q u e la
volatilidad d e la e co n o m ía co lo m b ia n a fu era relativam ente baja
du ran te e l siglo x x , y eso , d e p o r sí, es u n activo. El reform ism o
liberal d e los años treinta in ten tó aum en tar la participación d e la
población co m o ciudadanos y o to rg ó d erech o s sindicales y a la p ro ­
piedad d e la tierra. 1.a fuerte op o sición con servad ora a estas p o lí­
ticas finalm en te estalló en u n a gu e rra partidista y civil d e en o rm es
con secuencias. El o rd e n social co lo m b ia n o n o p u d o pasar d el ni­
vel d e acu erd o s en tre las élites, y c u a n d o se trató d e in volucrar a
los gru p o s su bord inados, los co n flicto s n o se h icieron esperar.
El asesinato d el líd e r p op u la r Jo rg e E liécer G aitán desen cade­
n ó u n a gu erra civil (»94 8 -1958 ). F.1 p ro gram a d e G aitán, a su vez,
era p ro m o ver la particip ación p o p u la re n la p olítica, o p o n erse a la
p ro tección , sobre to d o la d el secto r agríco la q u e había im puesto
e l g o b ie rn o conservador, y bu scar un m ayor gasto en salud y edu ­
cación para a m p liar sus coberturas. La d erro ta d el p opu lism o ha
sido saludada p o r a lgu n o s c o m o la razón p o r la cual e l capitalism o
c o lo m b ia n o n o tuvo fuertes deseq uilib rios m acroecon óm ico s, en
especial hip erín flacion es, q u e su rgen p recisam ente c u a n d o algu ­
nos sectores p reten d en d e p re d a r las rentas d e otros.
'
El su rgim ien to d e u n g o b ie rn o m ilitar c o n in clin acio n es p op u ­
listas (> 9 5 3 -19 5 7) cam b ió la p e rcep ción d e la ciu d ad an ía sobre
la posibilidad d e u n a alternativa d e p oder, a lgo q u e se frustró en
19 7 0 cu a n d o la a n a p o p e rd ió las e leccio n es d e u n a m anera cu es­
tionable, lo cual d io lu gar a u n m ovim ien to gu e rrille ro con esta
in clin ació n (el M-19). E n to d o caso, el su rgim ien to d e las f a r c seis
años antes y d e l e l n p o r la misma é p o c a fue un p re cio q u e d e b ió
p agar la so cied ad co lo m b ia n a p o r n o co n ta r c o n avenidas a d ecu a ­
das d e rep resen tació n d e intereses sociales y c o n un nivel d e tribu­
291
Nueva nerro«* tcoxóm c» o t Colomma
tación a d ecu ad o q u e , co n ju n ta m en te c o n su gasto bien ap lica d o a
las n ecesid ades d e la p ob lació n , hiciera m en os desigual al país.
El subyacen te teórico d e los asesores in tern acion ales y d e m u­
c h o s d e los econom istas q u e se d o ctoraro n en los países an g lo­
sajones fue una co m b in ació n d e la e co n o m ía keynesiana d e in­
tervención in directa d el G o b ie rn o e n -lo s m ercados m onetarios
y cam biarios, p o r un lad o, con la teoría neoclásica q u e abogaba
p o r la libertad eco n ó m ica y un (io b ie rn o lo m ás red u cid o posible,
teoría a la cual sus op ositores llam aron n eoliberalism o. Estas ver­
tientes ch o ca ro n siem pre c o n las visiones populistas, m arxistas o
dependentistas, q u e p ro m u lgaban una fuerte in terven ción directa
d el G o b ie rn o n o sólo en los m ercad os sin o en la p ro d u cció n y en
la distribución d e l ingreso, ju stifica n d o la vuln eración de los d e re ­
chos d e p ro p ied ad d e los ricos y, con ello, de cu a lq u ier agente.
La discusión de los años sesenta estuvo m arcada p o r la in flu en ­
cia d e lá R evolución C u b an a, la cual p uso al o rd e n d e l d ía dos ver­
tientes d e p ensam ien to contrapuestas q u e a veces se com bin aron :
el m arxism o y e l d ep en d en tism o . El a n teced en te d el m arxism o en
C o lo m b ia fu e la obra d e L u is E d uard o N ieto A rteta, q u ien h izo
interesantes estudios d e historia e co n ó m ic a y evaluó el im pacto
d el café en el d esarrollo e co n ó m ic o d el país. El dep en d en tism o
fue u n a radicalización d e las p osicion es d e la cf , p a i ., a la q u e se
añ adió u n a co n ce p ció n estancacionista y traum ática q u e preveía
el colap so d el capitalism o y su reem p lazo p o r el socialism o. M ario
A rrub ia y Estanislao Z u lcta. do s in telectu ales autodidactas, con ­
tribuyeron a darle un v u elco a la cultu ra universitaria d e l país, n o
só lo in tro d u cie n d o estas p osicion es radicales en e co n o m ía e his­
toria e co n ó m ica sin o in citan d o intensos debates y cautivan do a un
p ú b lico gran d e d e jó v en es, al im po rtar el pensam ien to e u ro p e o
co n tem p o rán eo. T ilo m a s M ann, S igm u n d Freud, Jean-Paul Sartrc
y los dem ás existencialistas fu ero n traducidos, com en tad os y dise­
m in ados p o r el g ru p o d e A rrub la y Zu leta, el cual in clu ía a Jorge
O rlan d o M eló y A lvaro T irad o, en un m e d io m uy atrasado, c o n fe ­
sional e in co m u n icad o hasta ese m o m en to d el resto d el m undo.
Es m uy inform ativo q u e este m ovim ien to se d io al m argen d el CUrrícu lo d e to d o el sistem a universitario d e la ép o ca, q u e después
fu e m odificado a fo n d o p o r las ideas q u e produjo.
L A S T K O R lA S D L L D X 5AM .O LLO V I A PLAM CAClO«
En la d é ca d a sigu ien te se p u ed e advertir el resultado d e la profesion alización d e la e co n o m ía y de la m odern ización d el p en ­
sam ien to q u e circulaba en los m edios académ icos. l a Universi­
dad d e los A n d e s adapta los estándares n orteam erican o s, au n q u e
tam bién es m uy in flu id a p o r el debate n acion al, m ien tras q u e las
propuestas curricu lares d e C u rrie e n cu en tran e c o e n la escuela
d e la U niversidad N acion al, cu y o fu n d a d o r había sido precisa y
a n tagó n icam en te A n to n io G arcía. El pétisum de esta escu ela com ­
b in aba el m arxism o, la m a cro cco n o m ía keynesiana, las vertientes
d e e co n o m ía alternativa (n eorricardianism o, posikeynesian os), y
n o faltaban la teoría neoclásica ni la in flu en cia d e la o b ra d e Currie, la cual era d ifu n d id a p o r sus estudiantes, ah o ra con vertidos
e n profesores después d e h a b e r estudiado en el exterior.
U n c en tro d e estudios o think tank privado, la F un d ación para
la E d u cació n S up erio r y el D esarrollo (F cd esarrollo ), se organiza
e n t g 7 o bajo el m o d e lo del B roo kin gs Institution, d o ta d o d e in d e­
p e n d en cia frente a grem ios y G ob iern o . Fedesarrollo se nutre de
los d o ctores e investigadores q u e se van fo rm an d o e n el e xterior
y en el país, y en la institución se com b in aro n dos d e las vertientes
analizadas: keynesianos estructuralistas (O ca m p o y Perry) y n eo clá­
sicos (R od rigo B otero, M iguel U rru lia , R o berto Ju n gu ito y M au­
ricio C árd en as), irnos p ro p u g n a n d o un g rad o m ayor d e interven­
c ió n estatal y d e políticas siem pre expansivas, los otros red u cien d o
la in terven ción estatal, m ás celosos d e preservar los equ ilibrios
rnacroeconóm icos y d e m a n te n e r u n a baja in flación.
L a e co n o m ía n eoclásica era tam bién cultivada y aplicada p o r
un cre cie n te n ú m ero d e investigadores q u e elab oraro n u n a ex­
tensa literatura en e l B an co d e la R ep ú b lica en los añ o s noventa.
Las políticas m onetarias en los añ o s ó c h e n la y prin cipios d e los
n oventa estuvieron justificadas p o r M ilton Friedm an d e la U niver­
sidad d e C h ica go , c o n la regla burda d e q u e la oferta m onetaria
d eb ía aum en tar d e a cu erd o c o n un cre cim ien to m o d era d o d e la
e co n o m ía , m ás u n m argen p e q u eñ o d e in flación. P ero la realidad
co lo m b ia n a era distinta, pues se toleraban in flacion es con un p ro ­
m edio d el 2 5 % , y se esp eraba cre ce r p o r en cim a d el 6 % . a lg o que
e n m uy escasas ocasiones se lograba. C o n el m an dato consdtucional d e red u cir la in flació n a partir d e 19 9 1, el B an co d e la Repú­
blica se o rie n tó p o r una teoría neokcyn csiana, la cual p rom u lgaba
N i i v a H i t i m i A r c o M M u M C o c u m s ia
q u e la p olítica m on etaria d eb ía ser con tracíclica, ad o p tan d o el ré­
gim en d e in flación objetivo q u e anu n ciaba u n a m eta d e inflación
y utilizaba sus instrum entos, en especial su tasa d e interés, para
o b te n er la m eta: si la e co n o m ía estaba cre cie n d o y se recalentaba,
in crem en ta n d o la in flación , había q u e h a cer con tracció n m oneta­
ria y su bir la tasa «le interés; si, p o r el con trario , la e co n o m ía crecía
p o r d e b a jo d e su p oten cial y la in flación caía, el b a n co central
d eb ía re d u cir su tasa d e interés.
U n a últim a co rrien te q u e alcanza a m ostrar algun os resultados
es la nueva e co n o m ía institucional, la cual insiste e n tem as com o
la d e b ilid a d d el Estado, q u e le im p id e a éste e jerce r el m o n op o­
lio sobre los m ed io s d e violencia, d eb ilid ad causada a su vez por
una escasa tribu lación , sobre to d o d e prop ietarios d e tierra, que
ostentan d e re ch o s d e p ro p ied ad extensivos y difíciles d e defender.
Las instituciones legadas p o r España m an tien en algun a influencia
so b re la organ ización m o d ern a d e l Estado co lo m b ia n o y tam bién
sobre las m entalidades d e sus ciud adan os, p e ro se han transfor­
m ad o p ro fu n d am en te. La vuln eración d e d e re ch o s d e propie<lad
p o r p arte d e los gru p o s ilegales causa tam bién u n a caíd a d e la in­
versión y re d u ce el p oten cial d e c re cim ien to d e la eco n o m ía. Por
últim o, algún e x p o n e n te d e esta co rrien te con clu ye q u e la corrup ­
ció n q u e c o n tie n e la p olítica clientelisra p u ed e ser m ás costosa
q u e las mismas políticas populistas q u e la rea cción conservadora
d e los años cin cu en ta aplastó (R obinson 2007).
R. L a i 'La n k a c ió n e n Cx i l o m b i a "
La e xp e rie n cia d el co n tro l d e cam b ios y la expan sión m onetaria
du ran te la G ran D epresión d e los añ o s treinta — q u e en todas
partes sem braron du das sobre la cap acid ad d e los m ecan ism os de
m ercad o para p ro p iciar el c re cim ien to — , asi c o m o las interven­
cion es estatales im pulsadas p o r las n ecesid ades d el país frente a
las lim iiacion es a su c o m e rc io q u e le im puso la S egun da G uerra
M undial, se com b in aro n para albergar un con sen so p o lítico sobre
n K iu lealA n o u n ex trañ o d e un texto de Enrique López E ntilo d e La a gm vU m i
mlomUana m ri siglo xx. ¿rtualieado e n 2009 .
294
La» r e w l « ocl D n i o o u o r l» ruNLUtO»
la con ven ien cia d e te n e r instrum entos p ú blicos d e p lanificación
racional d e la actividad e co n ó m ica. La R epúb lica C on servadora
co m b in ó la alta p ro tección a la agricultura y a la industria con un
sistema d e ban ca cen tral d e fo m e n to p o r m edio d el créd ito subsi­
d ia d o y, adem ás, c o n la am pliación d e las actividades d el Institu­
to d e F om en to Industrial ( in ) . la n acionalización d e la C oncesión
d e M ares, la fun dació n d e la Em presa C o lo m b ian a d e Petróleos
(E cop etrol) y e l establecim ien to d e la siderúrgica d e Paz d e Río
c o m o escalon es q u e co n d u cía n a la industrialización d el país, d es­
d e una con cep ción dirigista q u e se adaptó del régim en falangista de
F rancisco F ranco en España. Los g o b ie rn o s d el Frente N acion al y
los q u e le sigu iero n con tin u aro n c o n e l m o d e lo con servad or de
p ro te cció n , autarq uía y fo m e n to crediticio, ah o ra c o n u n a visión
m ás keynesiana y liberal, si se q u ie re , p e ro siem pre inspirada p o r
la c e p a l . C ad a u n o d e los go b iern o s frentenacionalistas elab o ró
planes q u e d eb ía n , en teoría, a celerar el d esarrollo nacion al y
ate n d er las dem an das d e servicios pú blicos, educativos y d e salud
d e la p ob lación.
El e n to rn o p ro p icio a la p lan ificación se exp lica b a p o r las im ­
plicacion es d e p olítica e co n ó m ica d e los m o delos y las hipótesis de
los econom istas d el d esarrollo d e la é p o c a , las cu a les presupuesta­
ban una fuerte a cción estatal. E n el m u n d o, d ic h o e n fo q u e fu e el
resultado d e la lab or d e los econom istas, u n a vez q u e el tem a del
d esarrollo les fu era c e d id o desp ués d e la S eg u n d a G u erra M un­
dial. en la m ed id a en q u e los g o b ie rn o s in d ep en d ien tes d e los
países en d esarrollo buscaban asesoría p ara la ace le ració n d e su
crecim ien to e co n ó m ic o (M eier 2002).
El d e b a te sobre el secto r agrícola en la segu n d a m itad d el siglo
g iró a lre d e d o r d el diagn óstico realizad o por la m isión d el Raneo
Internacion al d e R econ strucción y F om en to ( b ir f ) d irigida p o r
C u rrie . La d esp ro p o rció n en tre e l n ú m ero d e habitantes «le las
áreas rurales y su baja p roductividad fue in terp retada p o r la Misión
c o m o u n o d e los p roblem as cen trales d e la e co n o m ía colom bian a.
S e con sid erab a q u e la utilización d e las m ejores tierras en gan ad e­
ría e ra an tiecon ó m ica e in fe rio r al óp tim o . U n a de las principales
propuestas era u n im p u esto progresivo a la tierra para p resion ar a
los terraten ientes a in tensificar el cu ltivo d e la tierra subutilizada
o a v en d e r la q u e utilizaban d e m anera m ás in eficien te, para con
2 9 5
N L C V A M IIT O U A IC O W Ó M lC A 0 « C U D W I A
e llo p ro p iciar el abaratam ien to y la red u cció n d e la renca d el su c­
io. to d o a co m p añ a d o d e una estrategia ge n eral para g e n e ra r una
rápida m igración d e la p ob lació n cam p esina hacia las ciudades.
C u rric estaba co n ven cid o d e q u e la p ro d u cció n agrícola se p o ­
d ía in crem en tar c o n m uy p oca o n in g u n a m a n o d e o b ra a d icio­
nal y q u e e l p ro b lem a agrario era m ás el m in ifu n d io q u e la gran
prop ied ad , t i énfasis d e la a cción estatal d eb ería recaer, conse­
cu en tem en te, e n el d esarrollo d e u n a agricultura m o d ern a que
aprovech ara las gran des escalas de p ro d u cció n y en la pro m o ció n
d e la agricultura d e exp o rtación . E n esc sen tid o, para C u rric la
desp oblación d e las áreas ru rales era u n fen ó m en o deseable, una
con secu en cia necesaria d el d esarrollo e co n ó m ic o y social (Sandilands 1990).
Esta visión fue m uy cuestion ad a p o r los liberales y la izquierda,
pu es iba en co n tra vía d e la d efen sa d el m o d o d e vida cam pesino,
sacud ido p o r la violencia, y q u e req u ería d e u n a p olítica co m p e n ­
satoria y p ro tectora p o r parte d el Estado, basada en u n a reform a
agraria q u e buscara m ayor eq u id ad en la distribu ción d e la rem a,
visión q u e a p arecía co m o p red o m in an te en e l país. El riesgo d e la
estrategia d e C u rric era q u e la p olítica e co n ó m ica con trib uyera a
gen erar una e n o rm e p ob lació n urbana d cscm p lca d a o su b em p lcada, en lo q u e finalm en te se calificó c o m o el «sector in fo rm al*, y
eso pesaba en la visión d e los q u e p reten dían fren ar la em igración
d el cam p o hacia la ciu d ad , p reocu p ad o s p o r la fuerte expan sión
dem o gráfica q u e ven ía sa cu d ien d o a la sociedad.
Ixw planteam ien tos d el b ik k n o se con virtieron en propuestas
oficiales d e d esarrollo sino hasta m u ch o tiem p o después. Sería el
plan d e d esarrollo d e L leras C^amargo el q u e pro d u ciría un re­
plan team ien to d e la a cción estatal y d e las m etas d e la política
eco n ó m ica, to m an d o los e lem en to s intervencionistas su rgidos en
la R ep úb lica C on servado ra p e ro a dap tán dolos a u n con sen so bi­
partidista q u e n o fu e op erativo inm ediatam ente. Su im portancia
se e n cu e n tra en q u e reto m ó ideas d e in terven ción , apoyadas en
el clim a intern acion al favorable a esc tipo d e acciones. T am bién
defin ía los asp ectos d e fo n d o sobre los cuales existiría un acu erd o
en tre los diferen tes acto res d e la vida nacion al, y, p o r esa razón,
fue a co g id o p len am en te p o r el p rim er g o b ie rn o d e l Frente N a cio ­
nal. C o m o afirm ó e l presidente Lleras C am argo: «El p rogram a de
I-* » I K o a l u M I . M U U M U ) V LA IL A M A C 1 Ó K
d esarrollo es un esfuerzo para in tegrar la so cied ad colom bian a». Y
agregó : «El p rop ósito, m ás q u e e l d e p ro d u cir u n cam b io total en
el estilo d e desarrollo p revalecien te, es el d e im pulsar y racionali­
zar ese estilo» (citad o p o r Powel 2002). I Jeras C am argo tam bién
a b o g ó p o r u n a p olítica d e p ob lació n al advertir los p eligro s d e la
•e xp lo sió n dem ográfica», c o m o se le llam ó en ton ces, p e ro co m o
se m e n cio n ó m ás atrás, ésta fu e im plem en iad a por m edio d e or­
gan izacion es privadas.
C asi al m ism o tiem p o c o n la d ivulgación del plan d e go b ie rn o ,
se d io a la lu z pú blica la Operación Colombia d e C u rrie. F.l C o b ie rn o
rech a zó form alm en te la propuesta y o p tó p o r el Plan D ecen al. En
el am bien te q u e d ó , sin e m b a ig o , la id ea d e q u e n o se h abía d e c i­
d id o con un criterio técn ico sin o p olítico . La Operación (.Colombia
había sido aco gid a c o n entusiasm o p o r do s secto res político s tan
disím iles c o m o el ala laureanista d el Partido C on serva d o r y el sec­
tor d el liberalism o q u e segu ía a L ó p e z M ichelsen — e l M ovim iento
R evolucionario L iberal— . a lg o q u e e ra con natu ral al talante regre­
sivo d e varios d e los id e ó lo go s q u e aco m p añ aro n este m ovim iento.
El in esp erad o ap o y o a los p lanteam ien tos d e C u rrie reflejaba la
b ú squeda d e u n discurso e co n ó m ic o alternativo q u e em p ezab a a
c o n fro n ta r las propuestas d el F ren te N acion al, im buidas de los
planteam ien tos d e la c e p a i .. Estos p lanteam ien tos se expresaron
p o r m e d io d e la estructura ló gica y discursiva d e los plan es de
d esarrollo e co n ó m ic o . Sería Lleras R estrepo q u ien n uevam ente
d aría im pulso a la p lanificación d e l d esarrollo. A partir d e 19 7 o
cad a adm inistración va a p resen tar su p ro p io plan d e desarrollo,
c o n el án im o d e exp resar su orien tación eco n ó m ica.
En la d écad a del sesenta el p ro b lem a d el d e sem p leo u rbano
cam b ió la a gen d a d e las auto rid ad es eco n ó m icas y d e los partidos
políticos. Su cre cie n te im p ortan cia se su m ó a las tensiones socia­
les en el cam p o y a la ap arición d e m ovim ientos populistas co m o
la a n a p o , y grup o s gu errillero s c o m o las f a r c , e l e i .n y el r .P t .. La
discusión se desp lazó para con cen trarse e n la form a d e ab o rd a r el
p ro b lem a d el e m p le o y d e la evo lu ción d e las estructuras agrarias.
El p en sam ien to reform ista triu n fó en ese m o m en to y se ad u eñ ó
d e la escen a. T am bién se d io u n a co in cid en cia en las estrategias de
d esarrollo y, e n particular, en la visión d e re te n er a la p ob lació n en
el cam p o para n o agravar los p roblem as sociales. Para e llo , seria
N u t v A m sioa u h o k ó m i c a
m Couwui
preciso .red u cir la diferen cia c n ir e el in greso rural y el urbano,
m ed ían le la redistribu ción d e los b en eficios sociales p o r m edio de
la acción d el Estado. A q u í cob ra especial im portan cia la reform a
agraria, b u sca n d o el ap o y o p o lítico d e sus usuarios cam pesinos, y
la m ovilización d e recursos gu bern am en tales, a fin d e im pulsar la
utilización d e técnicas intensivas en trabajo en todos los scctores
produ ctivos (M artínez 1986).
El Plan dr las Cuatro Estrategias d e la adm inistración Pastrana
B orrero (19 7 0 -19 7 4 ) se ap artó d e la tradición frcntenacionalista,
p u es se b asó en los planteam ien tos so b re el d esarrollo eco n ó m i­
c o d e C u rrie . El ob jetivo d el cre cim ien to p o d ía alcanzarse con d
im p u lso q u e p roveerían el secto r de la con strucción y el d e las
e xp ortacion es. L o s fon do s para finan ciar la con strucción estaban
d o rm id os p o r la atrofia d el in cread o d e din ero , causada p o r el
sistema d e c ré d ito dirigid o con tasas adm inistradas y negativas.
Bastaba con o to rgar un ren d im ien to real a los ah o rro s d el p ú blico
p o r m e d io d e u n sistem a d e in d cxa ció n d e las deu das para q u e és­
tos se m ultiplicaran, lo q u e evid en tem en te p ro b ó ser un acierto.
Las estrategias com p lem en tarias eran el in crem en to d e la p ro­
ductividad agríco la y el m ejoram ien to d e la distribución d el in­
greso. Sacar adelan te la estrategia para la agricultura perm itía,
a su vez, el é x ito d e las otras dos, p osibilitan do la e xp an sió n de
las exp o rta cio n es y e l d esarrollo d e actividades urbanas m edian­
te la red u cció n d e sus costos en m aterias prim as agrícolas y en
bien es salariales. Para la distribu ción d e la ten en cia, con sid erad a
so rp ren d en tem en te c o m o un e lem en to d e la estrategia, se tenía
el c riterio d e «tam año eficien te» , q u e era la base de los aum entos
en p roductividad. Por e llo , «una racion al distribución d e la tierra,
q u e adem ás ten ga e n cu en ta clim as, regio n es y pro d u ctos habrá
d e co n trib u ir al in crem en to en produ ctivid ad d e nuestras e xp lo­
tacion es agrarias» ( d n p 19 7 2 , x u t ) . 1.a cuarta estrategia buscaba
a lcanzar una equitativa distribu ción d el in greso m edian te instru­
m en to s fiscales y políticas d e bien estar social. F.1 plan só lo tuvo
realm ente d o s años para fun cion ar, ante los titubeos d el G o b ie rn o
para a d o p tar las c o n tiw e rs ia le s propuestas, d eb ilitad o c o m o esta­
ba desde el c o m ie n zo d e su m an dato p o r las sospechas sobre su
victoria en las u m a s y aco sado p o r u n a agu d a crisis social. El plan,
2 9 8
l A » I t M l t l H L D C I A M O I L O T LA rL A M IA O Ó N
a pesar d e lo tard ío, d ejó u n a h u ella p ro fu n d a so b re el desarrollo
posterior d e la e co n o m ía colom bian a.
L a adm in istración L ó p e z M ichelsen (19 7 4 -19 7 8 ) plan teó abier­
tam en te en su s inicios la in tro d u cción d e m ás e lem en to s d e m er­
cad o libre e n su p lan d e d esarrollo, c o n lo cual se d ife re n ció de
s u s antecesores. F.n el plan d e desarrollo Para O rrar la Brecha (DNP
1Q 7 5). el p ro p ósito esen cial era elevar e l nivel d e vida d e la pob la­
c ió n m en os favorecida, adem ás d e estabilizar la e co n o m ía y elim i­
nar los subsidios indiscrim inados. F.n este caso, se p lanteaba una
crítica d e fo n d o al m o d e lo q u e h abía segu id o el país d e sd e la gran
crisis, c o n una referen cia especial a la tradición intervencionista y
al plan d e d esarrollo d el g o b ie rn o a n te r io r
Desde los años treinta el país ha tenido el mismo l'lan de Desa­
irado. Este consistió en un apoyo decidido y una alta protección al
sector moderno de la economía. Los mecanismos para lograr esto
iban desde la alta protección aduanera de la industria y las prohi­
biciones de importación de bienes producidos en el país, hasta la
concentración de la inversión pública en servicios sociales en las
grandes ciudades y en Bogotá, en particular. El Plan de Desarro­
llo que se presenta ahora en el Congreso tiene como orientación
cerrar las brechas que el modelo tradicional de desarrollo ha crea­
do. (Citado por Flórez 2002, 116)
Para cerra r las brechas se d eb ía lib e rar y fo rtale cer e l m ercad o
fin a n ciero y lo gra r un patrón d e cre cim ien to hacia afuera. Por
en d e, era n ecesario llevar a ca b o u n a reform a finan ciera y una
reform a fiscal, así c o m o liberar el co m e rcio exterior. Esto era un
reflejo tardío d e u n a ten den cia q u e se observaba e n la discusión
in tern acion al so b re el d esarrollo, y cuya difusión en C o lo m b ia ha­
bía sid o aplazada p o r el vigor d e l d eh ate lo cal en tre los seguidores
d e la c e p a l y los d e C u rrie. Sin em bargo, el g o b ie rn o d e L ó p ez
se d ife re n c ió d e las propuestas d e C u rrie fustigan d o su reform a
finan ciera, c u a n d o en el fo n d o d e b ía existir u n a iden tidad d e p ro ­
pósitos. co m o e ra p ro p icia r la p ro fu n d izació n d e los m ercados.
M ientras tanto, en los años setenta en el m u n d o en tero se cri­
ticaban desde diversos á n gu lo s las prop uestas p lanificadoras de
los p rim eros m o d elos de d esarrollo, ante el fracaso evid en te del
2 9 9
N u e v a i i u t o r i a e c o n ó m i c a o* C o í o m b i a
keynesianism o en la o b te n ció n d el p le n o e m p le o d e las e co n o ­
mías capitalistas intervenidas p o r sus go biern os, al tiem p o q u e la
in flación q u e aco m p añ aba las políticas kcyncsianas se volvía un
pro b lem a m ayor e n todas las eco n o m ía s desarrolladas.
Por esa é p o c a se h abía d a d o u n viraje d e fo n d o en el eje d e la
política agrop ecuaria. S e pasó d e la p re o cu p ació n p o r la tenencia
y el in greso rural d e la d é ca d a d e los sesenta, a la p roblem ática de
la produ ctivid ad y el estím ulo a la agricultura com ercial. Estos li­
n cam ien tos fu ero n plasm ados e n las leyes 4* y 5* d e 19 7 3 , así com o
e n la Ley G’ -de 19 75 . El cam b io d e actitud fue p ro p icia d o p o r las
am plias m ovilizaciones cam pesinas d e los años setenta, q u e utiliza­
ro n el ap arato organizativo d e la A so ciación N acional d e U suarios
C am pesin os, apoyada p o r el g o b ie rn o d e I Jeras R estrepo.
La p o n en cia d e In d alecio Liévano A g u irrc a la L ey 5* es inte­
resante d e p o r sí. El a rgu m en to d e fo n d o es q u e el secto r agro­
p e cu ario fu e víctim a d e l sesgo q u e tenía la p olítica e co n ó m ica a
favor d el se cto r industrial: «Porque la C o lo m b ia cam pesina y mar­
gin ad a necesita m ejorar las co n d icio n es d e vida d e los habitan­
tes d el agro, lo cual co rresp o n d e a la reform a agraria en curso, y
com p letar la infraestructura y el eq u ip am ie n to te cn o ló g ico d e la
agricultura colo m bian a, objetivos q u e requ ieren gran des aportes
d e capital. A si p arecen h a b erlo e n ten d id o los sectores d e la propia
industria, c o m o lo in dica la recien te d eclaración d el presidente de
la A sociación N acion al d e Industriales ( a n d i ) , en la cual destacó
la n ecesid ad d e ‘llevar la socied ad an ó n im a al cam p o '. N o se refe­
ría, c o m o es natural, al sim p le an d am iaje ju r íd ic o d e esa socied ad ,
sino a la transferencia d e capitales d e la inversión al agro, transfe­
ren cia q u e está en m ora d e e fectu a r la em presa privada colom bia­
na» ( 1 9 7 1 ) . L iévan o n o h acía n in g ú n análisis cuantitativo d e las
transferencias q u e recibía el secto r agropecuario, en virtud de que,
al igual q u e la industria, recibía u n elevad o g rad o d e p ro te cció n y
créd ito s subsidiados, q u e se com b in aban adem ás con su bajo nivel
d e tributación o la in eficien cia q u e m ostraba la poca intensidad
de la exp lo tació n d e la tierra.
l a I.ey 6“, p ro m u lgada p o r L ó p e z M ich elsen , fu e llam ada tam­
bién d e A p arcería , y legislaba sobr e -lo s con tratos d e participación
en produ ctos agrícolas y otras form as d e exp lo ta ció n d e la tierra».
I.os incentivos para liqu id ar las form as antiguas d e arrien d o can»-
U » T » m U » d i i D fttA H iu u n i u
i 'M M . u j f 'm
p csin o fu e ro n retirados, a u n q u e ya esas form as estaban m uy dis­
m inuidas a lo la rgo d e to d o el país, así q u e la m edida o p e ró más
bien c o m o u n m ensaje para reafirm ar los d erech o s d e p ropied ad
existentes en el cam p o c o lo m b ia n o y. en algun os casos, para utili­
zar fam ilias cam pesinas c o m o vigilantes d e los predios, cosechas y
ganados d e las fincas.
L ó p e z fu e co h eren te c o n sus planteam ien tos d e cam p añ a con
respecto a term inar la reform a agraria, lo cual fu e com pen sado
con u n a p olítica de d esarrollo rural. F.n el diagn óstico se consi­
deraba q u e en el cam p o se con cen tra b a n las fam ilias más pobres
y q u e era en d o n d e se ge n erab a más em p leo. A n te el fracaso de
la reform a agraria, era n ecesario cam b iar d e estrategia: m ás que
estim ular el acceso a la tierra d e las eco n o m ías cam pesinas, se tra­
taba d e dotarlas d e u n a b u e n a cap acid ad em presarial, lo cual se
lo graría a través d e asistencia técn ica y d e capacitación , aco m pa­
ñada d e m ejores servicios básicos sociales y d e la infraestructura
adecuada.
N o d u ró m u ch o el recurso al planteam iento internacional so­
bre el desarrollo y la pkuieación. La adm inistración Turbay (1978 1982), con su Plan de Integración Nacional { n a ) , co n cen tró su interés
en sectores de infraesu-uctura y en la recuperación d e una m ayor
auton om ía en las legiones. El plan d e desarrollo fue en realidad un
am bicioso program a de inversión pública q u e aprovech ó el cam bio
en las con d icion es financieras internacionales. El pin se p u d o fi­
nanciar c o n créd ito extern o y aprovech ó las posibilidades que brin­
daba al país la bonanza cafetera. El dram a, en este caso, fue q u e se
redujeron el esfuerzo y la disciplina d e ah o rro dom éstico para la
financiación d e la inversión pública, y la adm inistración recurrió
a un sustancial en d eu d am ien to extern o (Garay 1 9 9 1), mientras
construía enorm es proyectos en en erg ía, aeropu ertos y estadios.
L a p olítica agro p ecu a ria p ro fu n d izó en algun os aspectos lo
q u e se había h e c h o en el g o b ie rn o anterior, en el sen tid o d e am ­
pliar y fo rta le c er el p rogram a D esarrollo Rural Integrad o (d ri)
y el P rogram a d e A lim en ta ció n y N utrición ( p a n ) . Sin em bargo,
com ien za a hacerse en este g o b ie rn o un cu esiio n am ien to a la per­
m an en cia d e esos p rogram as d e n tro d el D epartam en to N acional
d e P la n e a d ó n ( d n p ) . S ó lo más adelan te, al g a n a r fuerza este d ia g­
nóstico. term inan sien d o trasladados al M inisterio d e A gricu ltu ra .
N u e v a h i i t i w m i c o n M ic a w
C ú u im iu
Más a d e l a n t e , e n 1 9 8 1 . e l d n p d e c i d i ó f u s i o n a r l a s d i r e c c i o n c s g e ­
n e r a le s d e l p a n y d e l d r i e n e s te ú ltim o .
La adm inistración B etan cu r (19 8 2 -19 8 6 ) es u n e jem p lo d e un
g o b ie rn o sin plan. E n teoría, su plan d e d esarrollo, c o n o c id o com o
Cambio con Equidad, buscaba c o m o ob jetivo d e c o rto plazo la reac­
tivación e co n ó m ica , con énfasis en la p olítica d e vivienda popular,
y p ro p o n ía u n a serie d e alternativas d e políticas sectoriales d irigi­
das a la industria y a la agricultura. Sin em bargo, la agudización
d el p ro b lem a fiscal, c o m o una secuela d e l cre cim ien to d e gasto
p ú b lico d el g o b ie rn o anterior, llevó al a b a n d o n o d el eje d el plan:
la equ idad . Para llegar a esa situación se d e b ió pasar p o r la expe­
riencia d e u n a frustrada reform a tributaria, d eclarad a inconstitu­
cion al p o r la C o rte S u p rem a d e Justicia. A l cerrarse ese cam in o , el
( ¿o b ie m o o p tó p o r devaluar, h a cer un drásdeo ajuste fiscal y. p or
esa razón, recortar sus p rogram as d e gasto social, especialm en te,
la e d u ca ció n y la «vivienda sin cu o ta in icial- (Palacios 19 9 5 ).
U n cam b io im p ortan te q u e se d io en el plan d e desarrollo de
la adm in istración B etancur, con relación a sus antecesores, fu e la
in co rp o ració n d e una estrategia d e p acificación , el Plan Nacional
tlr ¡lehabilitación ( p n r ) . C o n este program a se h acía un reco n o ci­
m ie n to oficial d e la m agn itud q u e estaba a lca n zan d o la p roblem á­
tica d e la violen cia en el cam p o , al tiem p o q u e la reform a agraria
p erd ía im p ortan cia c o m o p olítica pública. El p n r e ra u n a estrate­
gia para la p acificación d e las áreas a gob iad as p o r la violencia, es­
p ecialm en te gu errillera. La idea era g e n e ra r presen cia d el Estado
en esas zonas, c o n el argu m en to d e q u e la violencia se originaba en
la ausencia d e institucion es cívicas y públicas.
P o r su parte, el go b iern o B arco (1986 -199 0) plasm ó en su Plan
de h ti/turnia Social una idea expuesta repelidas veces en la cam paña
presidencial: el crecim ien to d e b e ten er una fun ción social y el desa­
rrollo social d e b e ser factor esencial d e crecim iento. En con secuen ­
cia, en el plan se com bin aban dos estrategias básicas: la d el desarro­
llo social y la del crecim ien to eco n ó m ico. En el Plan d el go b iern o
B arco se retom aron los program as p a n , d r i y p n r . diseñados en
adm inistraciones anteriores; se reform aron, y con ellos se articuló
una estrategia d e lu ch a con tra la pobreza tanto rural co m o urbana.
En o tro plano, se planteaba la m odern ización d el secto r agropecua­
rio c o m o un objetivo gen eral d e política. Para e llo sería necesario
3 02
L a» tto b I a * n u
d u u u lio
v l a n ^ H iK c ió x
estim ular la inversión [invada p o r m ed io d e la reestructuración del
sistema d e precios, elevar los m árgenes sobre costos y subordinar
la política d e im portaciones a la p ro tección d e la p ro du cción inter­
na. El aspecto novedoso d e la política sectorial se encon trab a en el
interés p o r crear expectativas atractivas para la iniciativa privada,
buscando q u e fueran el sistema d e precios y el m ercad o los q u e
definieran lo que se produ ce, có m o se p ro d u ce y dón de.
A l finalizar el g o b ie rn o B arco com en zab a a abrirse u n a inicia­
tiva para racion alizar e l co m e rcio e xterio r co lo m b ia n o , la cual
se con stituiría en el p rim er paso hacia las reform as económ icas
q u e p osterio rm en te llevaría a ca b o el g o b ie rn o d e C esa r Gaviria'V
Esta iniciativa, q u e en realidad p o c o ten ía q u e ver c o n los plan­
team ientos origin ales del plan d e d esarrollo, buscaba reactivar el
dinam ism o d el sector p ro d u ctivo p o r m e d io d e un a u m en to en la
eficien cia, a través d e la in tro d u cción d e u n a m ayor c o m p eten cia
e xtern a . S e tom aron m edid as preventivas, c o m o u n a alta devalua­
ción q u e m inim izara el e fe cto d e la futu ra a p e r tu r a p e ro esto c o n ­
tribuyó a q u e la in flación alcanzara cotas p o r en cim a del 3 0 % en
•9 0 ° y ' 9 9 1 c sc resultado in esperad o, las m edidas tuvieron
p ocos e fectos en la m ejoría d e la com petitividad d el país, con lo
cual las con secu en cias d e la ap ertu ra se sintieron plenam en te.
El g o b ie rn o G aviria reto m ó la iniciativa d e la apertu ra e c o n ó ­
m ica, com b in ad a c o n una d em o cratización d el sistema político,
d e n tro d e un c o n te x to d e desm ovilización d e varios gru p o s guerri­
lleros, c o m o salidas para la d ebilitad a e co n o m ía colom bian a. l a s
reform as se llevaron a c a b o p o r m ed io d e iniciativas legislativas,
cam b ios con stitucionales, decisiones políticas y actoa'adm inistralivos q u e cam b iaron las reglas d el ju e g o tan to d el q u e h a ce r e c o ­
n óm ico c o m o p olítico , y sign ificaron u n a p ro fu n d a ruptura con
las tradiciones, con ven cio n es e institucion es d el pasado (H om m es
«002). En el m arco d e las reform as, en la C on stitu ción d e 1991 se
establece q u e los plan es d e d esarrollo d e b e n elab orarse d e n tro de
u n o s plazos bien definido«. Su c o n te n id o d eb e ser evaluado p or la
" El t t d e febrero d e 1990 . m o a antes del comienzo d e U administración Gavi­
ria. *e presentó y ve aprobó por el < « N m el docum ento DNP-Í465 -J. «Programa
de iniemarionalización de la econom ía colombiana y modernización de tu aparato
productivo».
303
NU CV A H I I T O l l « E C W « H W « ü » ( iM f W H I A
so cied ad y, finalm en te, a p ro b ad o p o r el C o n greso . El p ro ceso es
e n realidad m uy e n g orroso, y to d o se reglam en ta form alm en te. El
plan d e b e con star d e d o s partes, u n a g en eral, d o n d e se exp o n en
los objetivos y estrategias, y otra q u e es una lista d e las inversiones
c o n sus respectivos presupuestos. La C on stitu ción c re ó u n C o n ­
sejo N acional d e F lan cación . cuya fu n ció n es asesora. Adem ás, la
C on stitu ción o rd e n a q u e la elab o ració n d e l p lan p o r parte del
G o b ie rn o (p rin cip alm en te, el D N P ) d eb erá ten er la participación
d e este C o n sejo y del C o n sejo S u p erio r d e la Judicatura. C o m o
e l E jecutivo-elabora el plan y la ram a legislativa lo aprueba, se in­
cluye a la ram a ju d icia l, para q u e n o q u e d e p o r fuera. El plan así
e lab o rad o .d e b e presentarse al C o n g reso m áxim o en seis m eses
después d e p osesio n ado el Presidente. Existe u n a discusión ju ríd i­
ca so b re la fuerza d e ley q u e tienen las do s gran d es p a n e s d el Plan:
la gen eral y e l Plan N acion al d e Inversiones (M o n te n e gro 1995).
En el balance e co n ó m ic o d el cu atrien io G aviria se afirm aba que
la am bición del G o b ie rn o era sepu ltar el m o d elo d e desarrollo in­
tervencionista y ccp a lin o e instaurar, en cam bio, un m o d elo abier­
to, sujeto a la com p eten cia, c o n m ayor e q u id ad y oportun idades
para los ciudadanos (H om m es ti a i 199 4). D urante esc p ro ceso se
borraron las fronteras tradicionales en tre las agen d as d el M inistro
d e H acien da y el D irector d e Planeación N acional. En un prim er
m om en to, las políticas sectoriales, cuyo d iseñ o había sid o una de
las labores tradicionales d e la planeación, desaparecieron. Se razo­
n ó q u e n o se debían diseñar políticas q u e apoyaran, c o n recursos
financieros o c o n norm as, a algun os grupos esp ecíficos d e indus­
trias consideradas c o m o estratégicas para el desarrollo productivo.
La idea, p o r el con trario, era diseñar y llevar a ca b o estím ulos n eu ­
trales en tre sectores, tam años y regiones, orientar la acción d el Es­
tado a preservar un e n to rn o m a croecon óm ico estable y a estim ular
el cam b io tecn o lóg ico y la com peten cia. Ello se o p o n ía a una larga
tradición d e política clienteUsta sustentada e n los grem ios d e la
p ro du cción y en las fam ilias q u e gozaban d e in flu encia tradicional,
para q u e el G o b ie rn o dispensara favores a título personal o c o rp o ­
rativo. S e incluyó a la agricultura, la cual siem pre había e xig id o un
tratam iento d e sector n aciente en la estrategia g en eral d e apertura
y d e reform as institucionales. En este caso, la liberalización d el co­
m ercio intern acion al se traducía en el d esm on te d e la intervención
La » n o a iA t m i d c ia p u o u o y l a n í * u t i ú H
tradicional d el G o b ie rn o a través de con tro les d e im portaciones,
precios d e sustentación y precios d e cosechas.
C o m o con secu en cia d e la crisis agro p ecu a ria q u e se desató e n ­
tre 199 1 y 1993, y el fuerte rech a zo d e los grem io s agrop ecuarios
a las p olíticas liberales, se nom bra c o m o m inistro d e A gricu ltu ra
a José A n to n io O c a m p o , un econom ista d e filiación ncoestructuralM, q u e adop ta una p olítica activa q u e im pulsa las accion es sec­
toriales, establece aran celes variables d e a cu erd o c o n el nivel de
precios in tern acion ales d e cad a p ro d u cto y p o n e en m archa un
plan d e reactivación del sector, co m p le m e n ta d o con u n a política
para el d esarrollo rural cam p esin o y u n a Ley G en e ral d e D esarro­
llo A g ro p e cu a rio y Pesquero.
En esta etap a se p ercibe u n a tensión en tre las nuevas institu­
cion es y aquellas co n ce p c io n es q u e, c o m o la pla n ea ció n , son he­
rencias d el pasado in terven cion ista q u e han sobrevivido gracias a
su in serción rem o zad a en la nueva C on stitu ción . F.l plan d el go­
b iern o S am p er (19 9 4 -19 9 8 ) es el p rim ero desp ués di- la puesta en
m archa d el andam iaje institucional d e la C on stitu ción d e 19 9 1,
y e n su form u la ció n se h a ce p atente ese co n flicto . E l Sallo Social
de la adm inistración S am p er fu e p uesto a con sid eración d e la so­
cied ad civil d e n tro d el espíritu m o d ern iza d o r d e la C on stitu ción
de 19 9 1. C o n esc p ro ceso se buscaba avanzar en la d em ocratiza­
ció n política, en la participación ciu d ad an a y en la su peració n del
exclu ye m e régim en p o lítico h e red ad o d el Frente N acion al. Pero
el plan d esb o rd a cualqu iera d e los objetivos propuestos p o r sus
predecesores y desde él prácticam en te se p reten d e reconstruir al
país. M ientras q u e en algun as partes se plantea q u e el objetivo del
plan es la con so lid ació n d e las reform as eco n ó m icas y políticas, en
otras se c o n cib e c o m o u n a prop uesta para la paz y u n a invitación
a participar en un am p lio p ro ceso d e reen cu en tro d e todos los
colom bianos.
En m ed io d e las d ificultades se p ro m u lga e l plan d e l go b ier­
n o Pasirana (1998 -20 0 2), d el cual se p u ed e afirm ar q u e tenia
pocas p osibilidades d e é x ito ante u n a situación m acroecon óm ica
esp ecialm en te difícil. En esas circunstancias, la estabilización ma14 Se inua de una escuela que utlli/a U (canalización iiiatcniAlK'a neoclásica con
supuesto« de cone intervencionista y proteccionista (<fr. Taytoi 19%)-
N u* v a h h i m m U n M M K U MI C o u w i i t
c ro e c o ñ ó m ica «se con virtió n o só lo en la priorid ad d e l manejo
d e la p olítica e co n ó m ica sin o en un prerreq uisito para la estra­
tegia del desarrollo» (C árd en as 2002). A d icion alm en te, se optó
p o r cen trar el plan d e d esarrollo en to rn o a la paz, la cual fue el
h ilo co n d u cto r d el p ro yecto d e g o b ie rn o d e la adm inistración Pastrana. El plan d e d esarrollo Cambio para Construir la Paz, además
d e en fren tar lim itacion es presupuéstales, pasó p o r varias penurias
m ás al ser d e clarad o in ex e q u ib le p o r la (k>rte Constitucional.
El plan d e d esarrollo d e la prim era adm inistración l.'ribe (20022006) se llam ó Hacia un Estado Comunitario, y co m b in ó la seguri­
dad dem ocrática con un Estado participativo, co n cretad o en los
con sejos com u n itarios q u e organizaba cada fin d e sem an a el man­
datario. en cien to s d e m un icipios d el país. En ellos se invitaba a las
fuerzas vivas locales, se seleccio n aban a lgu n o s líderes próxim os a
los partidos d e g o b ie rn o , y se hablaba en d eta lle d e los problem as
locales, ante lo cual el Presidente in te ip ela b a a cad a u n o d e sus
m inistros para q u e los solu cionaran peren toriam en te. Más impor­
tante a ú n . e l con sejo era televisado y registraba una alta audiencia
e n la zo n a d e in flu en cia d e la localidad. La sen sación q u e dejaba
e n tre m illones d e ciud adan os e ra q u e el Presiden te escuchaba al
p u eb lo y estaba a te n to a resolverle p erson alm en te sus problem as,
tipo p a d rin o rural, in clu id a su vestim enta, a u n q u e se estaba muy
lejos en verdad d e ap licar ju icio sa m en te los recursos p ú blicos para
c u m p lir los objetivos.
El plan d e la segu n da adm inistración U rib e (2006-2010) tiene
c o m o título u n a variación d el título d el d e la prim era: Estado Co­
munitario: Desarrollo para Todos. En este plan se c o n ju g ó la consoli­
d ación d e la p olítica d e segu rid ad d em o crática c o n la redu cción
d e la pob reza, destacánd ose do s program as sociales d e gran en ­
vergadura: el Sistem a d e Salud S ubsidiado, q u e. en tre otras cosas,
socava la segu rid ad social, q u e dem an d a fuertes aportes d e sus
usuarios y patronos; y Fam ilias en A cció n , q u e es un program a
asistencial p erm a n en te q u e tien d e a alejar a sus b en eficiad os del
m ercad o d e trabajo. H u b o u n claro sesgo d el G o b ie rn o a favor de
la renta d el su e lo a través d e un in crem en to e n la p ro tección del
secto r a g ro p ecu a rio y d e la e n tre g a d e volu m in osos recursos pú ­
blicos en el program a A g ro Ingreso S egu ro , restándole el riesgo,
el cual es c o m p o n en te fun dam ental d el capitalism o o d el princi-
306
L « iioaLu m u . o m i H u o y u l u n w id ii
pío sch u m p eterian o d e q u e la creación destructiva es la ruta del
capitalism o progresivo.
La evo lu ción d e la plan eació n en C o lo m b ia m uestra u n a desvia­
ción c o n resp ecto a su ob jetivo cen tral d e o rd e n a r las p riorid ad es
de inversión del país y d e ap licar racio n alm en te los recursos del
Estado a u n os objetivos sociales y e co n ó m ico s claros. Por el con ­
trario. cad a plan a p arece c o m o una co lch a d e retazos q u e term ina
in cluyen do partidas presupuéstales para los m iem b ros d el C o n ­
greso afin es al G o b ie rn o , con virtién d ose en v eh ícu lo d el clientelismo p o lítico y a b a n d o n an d o crecie n te m e n te su carácter técnico.
Aun en o tro sen tid o, y esp ecialm en te evid en te du ran te los dos
p eríod os d e A lvaro U rib e, el p lan se vuelve una herram ien ta d el
Ejecutivo para asistir y forzar a los go b iern o s m u n icip ales y d epar­
tam entales a q u e fom e n te n la a gen d a p olítica d e la Presidencia,
in clu ido el uso q u e d eb en d a r a sus propios recursos tributarios.
Por últim o, el d n p a p arece c o m o h e g e m ó n ico c o n sus equipos
técnicos, en con tra de los m inisterios, q u e han sido desm antela­
dos d e eq u ip o s bien rem u n erad os (C lavijo 2009). D e tal m odo,
se ha d eb ilitad o con sid erab lem en te la p ro p ia in terven ción d el Es­
tado en la so cied ad y en la e co n o m ía , d e a cu erd o c o n la filosofía
n eo co n servad ora d e red u cir el tam año d el G o b ie rn o , exce p tu a n ­
d o sus fu n cio n es m ilitares, las cuales se ven agigantadas, y las a s i ­
lencíales, q u e garantizan su re p ro d u cció n política.
C o n c l u s ió n
La ap arició n d e la e co n o m ía c o m o cien cia en C o lo m b ia es muy
tardía y refleja el atraso cultu ral, q u e d ificu ltaba q u e la in á s liberal
d e las cien cias se arraigara en un m e d io con fesio n al. Sin em bar­
g o , la relación cre cie n te c o n los países anglosajon es y c o n Fiancia p erm ite im portar ese co n o cim ien to , q u e después se com ien za
a p ro p agar velozm en te. Se desarrollan todas las vertientes rele­
vantes para los países en desarrollo: el pro teccion ism o orgán ico
d e Friedrich List, e l keynesiani.smo cep a lin o, e l desarrollism o de
I-auchlin C u rrie , el m arxism o y la teoría d e la d ep en d en cia, para
qu e al final adqu iriera una m ayor in flu en cia la teoría eco n ó m ica
neoclásica, q u e es d e naturaleza conservadora.
307
N i . » VA M UIO JU A LOUNÚMtr.A 0 « C o t l W I I A
Lx»s planes d e d esarrollo, p o r otra parte, h an sido bastante in­
efectivos. En fin, C o lo m b ia h a sid o un bu en e jem p lo d e una idea
exp resad a p o r A m artya S en e n relación c o n los plan es d e desarro­
llo en el m u n do. Para este autor, la d e cep ció n gen eralizad a fren­
te a éstos se e n cu e n tra en q u e se c o n cib e a la hu m an idad com o
ben eficiaría pasiva d el G o b ie rn o , y los seres hu m an os libres no
son e n ten d id os c o m o m o to r d e cam b io d e n tro d e una id ea del
desarrollo basado en la libertad (Sen 2002). Este rasgo cen tral de
los planes d e desarrollo tiene su o rig e n en una co n ce p ció n pater­
nalista y caritativa d el Estado, q u e fu e la base m oral d e la C on stitu ­
ción d e 18$G y d e la cual 110 se p u d o d e sp re n d er d el to d o la C arta
d e 199 1 (K alm anovitz 2002).
C a p ítu lo i 6
L a EC O NO M ÍA P O L ÍT IC A A FINES D E L SIG LO X X :
C o n s t itu c ió n , c o n f l i c t o in t e r n o
Y N A R C O T R Á F IC O
D e m o c r a c ia u m i t a d a y n a r c o t r á f i c o
El resurgim iento d el p op u lism o, d e la in su rgen cia y d el narcotrá­
fico m arcó p ro fu n d am en te la historia d e C olo m b ia en el ú ltim o
cu a rto d el siglo x x . M acia el final d e los años sesen ta, el e x dicta­
d o r Rojas Pinilla se con virtió en u n a verdadera alternativa p olítica
a los partidos tradicionales, p o r m e d io d e la A lian za N acional Po­
p u lar ( a n a p o ) . hasta casi ga n ar la e lecció n presidencial d e 1970.
L a ju v e n tu d d e la a n a p o y u n n ú cle o d e disiden tes d e la guerrilla
com unista con fo rm aro n el M - 19 , a rgu m en tan d o q u e era im posi­
ble llega r al p o d e r p o r m ed io d el voto popular. D e las m ilicias libe­
rales legadas p o r I-a V io len cia d e los añ o s cin cu en ta y. so b re todo,
d e su se cto r com unista, se co n fo rm ó un g r u p o d e autodefen sa
cam p esin a q u e sería el germ en d e las Fuerzas A rm adas Revolu­
cion arias d e C o lo m b ia ( f a r c ) y q u e qu edaría laten te du ran te los
añ o s setenta, para desarrollarse d e allí e n adelan te. I .asjuventudes
radicalizadas d e in clin ació n católica d arían lu gar al Ejército d e L i­
beración N acion al ( f. i -n ) , com a n d a d o p o r los herm an os Vázquez
C astaño, y en el q u e se destacó la figura d el carism atico cu ra C am i­
lo T orres. I-os estudiantes maoista» arm aron el Ejército P o pular de
L ib eració n ( f p l ) y se fu ero n hacia el U rabá an tioqu eñ o .
'Io d o s estos secto res com p artieron la idea d e q u e el cam p o p o ­
lítico estaba sesgado a favor d e los partidos tradicionales, y creye­
ron firm em en te q u e la lu ch a arm ada era la ú nica alternativa para
alcanzar el p oder, algo q u e la R evolución C u b an a en el con tin en te
parecía verificar. A l m ism o tiem po, la e co n o m ía atravesaba p o r
N i t v a h is t o r ia e c o n ó m ic a d i Co l ú u u ia
malos ratos: in su ficien cia d e exp o rta cio n es en los añ o s sesenta,
crisis d e la d e u d a latin oam erican a en los o ch en ta , escasas oportu­
nidades d e inversión y bajo a h o rro , to d o lo cual red u jo la tasa de
crecim ien to e h izo eviden tes en o rm es pob lacio n es desem pleadas
y subem pleadas, m u ch a desigualdad y miseria.
El derrocam ien to del go b iern o m ilitar d e Rojas Pinilla y su reem­
plazo p o r el F ren te N acion al diero n lu gar a una p olítica d e las
élites colo m bian as d e deb ilitar al Ejercito y perm itir q u e se autogo b ern ara, con lo cual c o n tó con m uy p ocos recursos y se precipi­
tó en la in eficien cia. En 1990 se d edicaba só lo el 2 % d e l pin a la
segu rid ad , p o r lo cual el con tro l sobre la difícil geo g ra fía nacional
era escaso. El crecim ien to a ce le rad o d el n eg o c io d el narcotráfico
en los añ o s o ch en ta fu e e l o tro in gred ien te q u e catalizó el desarro­
llo d e la in su rgen cia, en p a rticu la r d e las f a r c , hasta to m a rla en
una am enaza seria para la segu rid ad d e los ciudadanos.
El Estado p arecía im p o ten te frente a los gru p o s arm ados, a los
q u e se sum aron pod erosas organ izacion es d e n arcotraficantes que
p o n ía n en jaq ue al sistem a d e ju sticia y lo desafiaban c o n actos
terroristas d e e n o rm e violencia. Por su parte, los g o b ie rn o s d e tur­
n o co n tem p la ro n avanzar procesos de n egociación con los grupos,
arm ados p olíticos, al tiem p o q u e intentaban fo rtale cer al Estado
fren te a la am enaza d e l crim en organ izado . U n a vez q u e el M-19 y
e l e p l , q u e habían sufrido serios reveses m ilitares y polític os, estu­
vieron dispuestos a dejar las arm as, el g o b ie rn o d e C ésar Gaviria
(199 0 -19 9 4 ) p ro p uso u n a A sam blea C on stitu yen te para afrontar
los do s gran des retos q u e en fren taba el país: la dem ocratización
efectiva d e la p olítica y el fortalecim ien to d e la justicia.
L a C o n s titu c ió n d e
1991
1.a C on stitu ción d e 1991 se basó exp lícita m en te en la soberanía
popular: la legitim idad d el G o b ie rn o se derivaba d e la represen ta­
ción d el p u eb lo, lo cual p erm itió una m ayor libertad d e co n cien ­
cia y e l resp eto a la práctica d e religio n es distintas a la católica. l a
nueva C on stitu ción a u m e n tó el p o d e r d el Legislativo, fortaleció
el p o d e r ju d icia l y les restituyó varios p o d eres a las organizacion es
territoriales. El B an co d e la R ep ú b lica fu e d o ta d o d e u n a verda-
310
U
IC O M IM U p o i l n c * A CI«K» DCL M O LO X » C O N S T IT U C IÓ N . C O N fU C T O tK T M W O V « jlC < P I « » H C O
dera in d ep en d en cia. La nueva C arla ratificó la e lecció n p o p u la r
de alcaldes ap rob ad a desde 1984 y a m p lió su p e río d o a tres años
(más a d elan te se estab leció en cuatro años) y p ro fu n d izó el p ro ce ­
so d e descen tralización m ed ian te unas transferencias hacia las re­
giones. reglam en tadas d ecim alm en te a ñ o tras añ o . E llo co in cid ió
con fuertes cam b ios e n la estructura e co n ó m ica d el país, en sus
relaciones c o n la e co n o m ía in tern acion al, en el papel d el Estado
en la e co n o m ía y e n e l tam año asu m ido p o r éste.
P aradójicam ente, la o p ció n en tre un Estado de B ien estar y una
e co n o m ía c o n m e n o r in terven ción estatal term in ó desem bocan d o
en un g o b ie rn o cen tral m u ch o más gran d e q u e el an terior a 1990.
Tal cam b io era in elu d ib le fren te a las n ecesid ades d e segu rid ad y
justicia, y para ate n d er m ejor lo s requ erim ien tos en e d u ca ció n y
salud d e la p ob lació n . A u n q u e la e xp an sió n d el gasto fue acom ­
pañada d e u n o s m ayores im puestos, éstos siem pre fu e ro n insufi­
cien tes para finan ciarlo, p ro d u cie n d o una situación estructural de
déficit fiscal, sin h a b e r d esp eja d o los virios acen tuado s d e clientelism o, co rru p ció n y desp erd icio d e recursos. A l m ism o tiem po, los
agentes privados e n co n traro n nuevas o p o rtu n id a d e s d e n egocios
en rubros q u e solían ser m o n o p o lio s públicos, en tre otros, la ener­
gía, el agua, la salud y las com u n icacio n es.
Si bien el d ebate p olítico durante todos estos años se d io en ­
tre los q u e apoyaban el tradicional intervencionism o corporativo y
aquellos q u e propiciaban una m ayor libertad e co n ó m ica, lo q u e a
la postre resultó fue un go b ie rn o central q u e pasó d e d isp on er del
10% d el PIB en 1990 al 24% en 2008. a pesar d el tan d en un ciad o
lobo neoliberal. El Estado duplicó tam bién la cobertura d<; salud de
la pob lación y asim ism o aum en tó en m e n o r cuanu'a la d e las p e n ­
siones, p erm itien do en am bas actividades la presencia d e em presas
privarlas, en com p eten cia con e l S eg u ro S ocial, d e naturaleza pú­
blica. S e d io u n a recup eración de un debilitad o sistema d e justicia
q u e había sido sitiado p o r el narcotráfico, aun qu e siguió plagado
d e in eficien cia y venalidad. S e a u m en tó el costo d e la justicia, a
la par q u e se in trodu jeron am bigüedades en la relación en tre las
cortes (Suprem a, Constitucional, C on sejo d e Estado y ju d ica tu ra ),
las cuales n o han sido zanjadas a la fech a y le restan majestad a la
justicia. La Fiscalía m ostró una d ep en d en cia excesiva del Ejecutivo,
pues surge de una terna propuesta p o r el Presidente y avalada p o r
311
N u i í A u iftT O itiA i c o m Om i c a D t C o l o m b i a
la (x>rtc Suprem a d e Justicia, lo q u e la h a to m a d o com placien te
c o n el Fjecutivo. O tra parte crecien te d el gasto tuvo q u e asignarse
a seguridad, q u e pasó d e disp on er d el 2% d el p i u en 1990 al 6,3%
(incluyen do sueldos de retiro) en 2007, c o n un 0 ,7 % d el p i b sien­
d o aportad o p o r F.stados U nidos a través d el Plan Colom bia.
La C on stitu ción d e 1991 c o n d u jo al d eb ilitam ien to d e la ac­
tividad productiva y finan ciera d el Estado. S e liq u id ó e l área de
teleco m u n icacio n es y se privatizó bu en a parte d e las prestadoras
d e servicios públicos, con bu en o s resultados para el p ú b lico en
el caso d e B ogotá y n o tan b u en o s en la C osta A tlántica, y con la
co n tin u a p resen cia d e p roblem as d e politización y so breem p leo
e n las em presas públicas d e C ali y d el Eje C afetero. Las Em presas
Públicas d e M ed ellín, q u e tan bu en d e sem p eñ o han m ostrado a
lo la ig o d e su historia, han vivido en p eligro p orq u e tam bién se
vieron asediadas y penetrad as p o r las clientelas d e los políticos
regionales. O tro d e los roles q u e d e jó d e desem p eñ ar el G ob iern o
cen tral fu e el d e b a n q u ero, ya q u e adm inistraba mal el n e g o c io y
los d e u d o res en ten d ían los préstam os c o m o favor p o lítico q u e no
tenían n ecesariam ente q u e devolver. l a crisis fin an ciera d e 19981999 a ca b ó con los ban cos p ú blicos, q u e d an d o tan só lo el B anco
A grario; los ban cos cooperativos se con so lidaro n e n u n o solo.
El resultado final d el cam b io con stitucional es paradójico: la
dism in ución d e las fu n cio n es eco n ó m icas d el Estado se com p le­
m en tó c o n un a u m e n to sustancial d e su tam año. Se agravaron
así los p roblem as d e finan ciam icnto, el cual p u d o c re a r algunas
eficien cias sociales al retirarse d e ciertas áreas d e la p ro du cción ,
d e los servicios pú blicos y d el crédito, p e ro q u e e xig e u n a ma­
yo r carg a tribu laria q u e sustrae recursos físicos y fin an cieros del
sistem a p roductivo. El resultado es, enton ces, u n Estado m u ch o
más gran d e, m ás bu rocrati/ado y c o n m en os fu n cio n es q u e el que
legó la C on stitu ció n reform ad a d e 1886. c o n u n a carg a tributaria
más pesada, q u e asigna m al los recursos pú blicos, d e n u evo con
tendencias centralistas y d e con ce n tra ció n d e p o d e r tan inconve­
nien tes c o m o las q u e se exp resaron en la antigua Constitución.
Es co m o si la m atriz institucional legada p o r el pasado se siguiera
im p o n ien d o so b re el destin o nacion al, a pesar d e q u e hay cam bios
protu berantes e n las estructuras eco n ó m icas y políticas y se trans­
form a la C on stitu ción d e m anera bastante radical.
Ia i u m o h U r o L t iic * a n w » r o í « a o
xx: Co m iit v c iO h . r m n n .m
in iu
» o ¥ N A*coT*A no>
Ec o n o m ía p o l It ic a d e i. c o n f l ic t o
Hay u n a in teresan te discusión en to m o a las razones p o r las cu a­
les el n arco tráfico se d esarrolló d e m an era exitosa en C olo m b ia,
m ientras q u e n o lo hacía, p o r ejem p lo, en países vecinos que
cuen tan c o n la misma u bicación tropical y con em presarios tem e­
rarios y cam pesino« u rgid os d e una fu e n te d e ingresos. U n a d e las
exp lica cio n es es geográfica: el país cu en ta c o n en o rm es territorios
baldíos q u e son difíciles d e co n tro la r p o r el Estado, a lg o q u e, por
ejem p lo, 110 existe ni en E cu ad or ni e n Perú, lo cual p u ed e ser
co m p le m e n ta d o con u n a cau sa social q u e resultó d e la expulsión
de u n a parte d e la p ob lació n d el cam p o q u e estaba d e n tro d e la
fron tera e co n ó m ica du ran te La V io len cia hacia estos vastos espa­
cios al sur d el país. P ero adem ás d e la d ificultad d e con tro lar el
territorio, el Estado fu e m uy d é b il hasta los añ o s noventa, d e lo
cual deriva su in cap acidad d e asegu rar el im p erio d e la ley. Al­
gu n os autores con tem p lan factores histórico-culturales, c o m o la
larga tradición d e co n tra b a n d o (actividad q u e su rge en parte por
la elevada tribu lación q u e se le im p o n ía al co m e rcio e xterio r d es­
d e tiem pos co lo n ia les), q u e con trib uye a desarrollar una cultura,
m uy evid en te en ciertos territorios, en la cual las norm as sociales
van en con travía d e las norm as legales, lo q u e a su ve/ los predis­
p o n e al crim en organ izado . P o r lo dem ás, e l sistem a fin an ciero ha
sido p oroso frente a los d eten tad o res d e ingresos ilegales, lo q u e
ha facilitad o el lavado d e sus activos; e l Estado m ism o tien e una
larga tradición d e c o n ce d e r am nistías tributarias q u e incentivan la
evasión, finalm en te p erd o n ad a (T h o u u ñ 1994).
Por ú ltim o, hay u n a visión q u e in terp reta el su rgim iento del
n arco tráfico c o m o un accid en te histórico q u e se rep ro d u jo des­
pu és d e m an era am p liad a p o r las causas geográficas, sociales y cu l­
turales anotadas. El n e g o c io d e la cocaín a, en esta versión, estaba
co n tro la d o p o r la m afia ch ile n a en los años setenta |>cro e l go b ier­
n o d el g en eral P in o ch et p ro ce d ió a extraditar a sus principales
ejecutivos, liq u id a n d o esa orga n ización crim in al. A l m ism o tiem­
p o , u n a crisis e co n ó m ica en C o lo m b ia, q u e a fe ctó en especial a la
ciu d ad d e M ed ellín, d io lu gar a u n a em igración im portan te que
sirvió d e recep tora mayorista d e las exp o rta cio n es d e cocaín a re­
finada en N ueva York, Boston y M iam i. La m afia co lo m b ia n a tuvo
N u iv a h iit t w ia u a m A m c t u
C w oH N t
q u e disputarles a los cu b an os el m ayo re o , y lo gró u n a im portante
victoria sobre ellos al asesinar a varios d e sus dil igentes. El cultivo
d e la co ca se hacía en Bolivia y P erú, y la base se exp o rtab a a Med e llín , d o n d e se retinaba (Oaviria 2008). El c o n flic to p olítico , por
otra parte, g e n e r ó organ izacion es m ilitares in su rgen tes y contrainsurgentes, d o n d e el n arco tráfico cu m p lió u n papel fundam ental,
re cib ie n d o p ro tección efectiva con tra la acción d e l Estado y del
go b ie rn o n orteam ericano. El c o n flic to partidista d e los años cin­
cu en ta se desp lazó a la fron tera agrícola, d o n d e 30 años más tarde
co n flu y ó el n arco tráfico, en la b ú sq ueda d e territorios p o r fuera
d el co n tro l estatal q u e perm itieran la siem bra d e cultivos ilícitos,
su p ro cesam ien to y m ovilización.
El ín d ic e d e h om icidios en C o lo m b ia antes d e La V io len cia era
relativam ente «normal», en com p aració n con el resto d el m undo:
9 h om icidios p o r cad a 100.000 habitantes al añ o , m ientras que
ob tu vo un p ic o d e 50 p o r cad a 100.000 en m e d io d e d ic h o p e rio ­
d o (ver el g ráfico 1 6 .1 ) . A u n q u e la pacificación p ro p iciad a p o r el
Frente N acion al fue efectiva, el país n o volvería a ten er u n a tasa
in ferio r a los s o ho m icid io s p o r cad a 100.000 habitantes-año, la
cual sigu e sien d o bastante alta, e n com p aració n c o n otro s países.
Los lejan os territorios del su r d el país y la m itad q u e todavía con s­
tituye selva y la relativa d eb ilid ad d el Estado en capacid ad m ilitar
p erm itieron q u e prosperara el n arco tráfico, q u e recib ió protec­
c ió n arm ada tan to d e la in su rgen cia c o m o d e los param ilitares,
d e sectores p olíticos n acion ales y region ales y d el p ro p io Estado.
Los e fectos sociales y p olítico s del n arco tráfico fu ero n devastado­
res: co n trib u yó a d isp arar la crim in alidad, en particular, la tasa de
h o m icidios d el país; a u m en tó la co rru p ció n y la extorsión contra
e l sistem a legal; a rm ó d e m anera e xp o n en cial a la in su rgen cia y
a los param ilitares, im p o n ien d o costos a d ic io n a l» d e segu rid ad a
los con trib uyen tes colo m b ia n os y al g o b ie rn o d e Estados U nidos.
H u b o exten sas alianzas en tre las mafias, los políticos y los fun cio­
narios d el Estado, p erm itien d o la captura d e parte* esen ciales del
Estado, c o m o la Policía secreta, m inisterios y gasto p ú b lico, n a c io ­
nal y regio n al, p o r p arte d e organ izacion es crim inales.
Las m afias p en etraron y co rro m p iero n la p olítica, m ientras q u e
la fuerza d e trabajo trashum ante d e «raspachines« — aquellos sur­
gid os d el c o lo n a to y cuya fu n ció n es arran car las hojas d e coca
314
U
u x m o m I a r o í / t i c a a i m n M I u c u i * x . C o m t t t t o c i ó m . •h k i i x t o i v r t t x o r « « n m u i K u
d el arbusto— se d e te rio ró física y m oralm ente. Ellos h acen parte
tam bién d e la fuerza d e trabajo erran te en tre la inform alidad u r­
b an a y los cultivos ilegales, sien d o sus hijos carn e d e cañ ó n para la
gu errilla y los param ilitares. El n arco tráfico en si m ism o c o n d u jo
a q u e la tasa d e h om icidios d e C o lo m b ia fuera una do las más al­
ias d el m u n do, p orq u e es un n e g o c io basado en la com p eten cia
arm ada y en d efen sa p erm a n en te frente al Estado y las agencias
n orteam ericanas d e co n tro l d el tráfico d e estupefacientes. I.a tasa
d e ho m icid io s c o m e n zó a d e sce n d e r paulatin am en te después de
su p ic o d e 1993. para todavía m an ten er n iveles d e 33 asesinatos
p o r cad a 100.000 habitantes-año en 2007 (ver el g ráfico 16 .1),
o c h o veces el nivel e u ro p e o y cu a tro veces el norteam ericano.
F.I d escen so d e la tasa d e h om icidios refleja políticas efectivas
con tra la in su rgen cia y d e la desm ovilización d e los ejércitos param ilitares con orien tación política, d e 2006 en adelan te. l a s cifras
adelantadas parciales d e 2008 insinúan q u e se fre n ó la ten den cia
d e scen d en te d e la tasa d e ho m icid io s e n el país y q u e la polídea
ban dera d el g o b ie rn o d e U rib e. la Segurid ad D em ocrática, en tró
en una fase d e ren dim ien tos d ecrecien tes. D icha p olítica d eb e ser
com p lem en ta d a c o n accion es sistem áticas d e segu rid ad ciud ada­
n a — q u e com b atan al crim en o rgan izad o , a los param ilitares y
gu errillero s desm ovilizados q u e vuelven a la crim in alidad y q u e
d esp liegan su p o d e r en los gran des cen tros u rban os d el país— y
c o n in teligen cia policial y edu cación.
Gráfico 16.1
Taw de homicidio»
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315
T
N u r v » t n rto x iA cco n O m k * o t C m o n s ia
Si du ran te el a u ge d e los carteles d e M ed ellín y C ali el n eg o cio
del narcotráfico p u d o rep resen tar cotas cercanas al 6 ,5 % d el p i b ,
su p ersecución y la extradición d e sus p rincipales líderes llevó a la
p érdid a d e la in term ediación mayorista (la cual pasó a m anos de
las organizacion es crim inales m exicanas) y a la atom ización del ne­
g o c io en el país, d e tal m an era q u e en 2006 y 2007 alcan zó razones
d e 1 % del p i b ( v e r el g ráfico 16 .2 ). l a restricción d e las utilidades
d el n eg o c io .c o in cid ió c o n un traslado d e los cultivos d e Perú y
Bolivia a las, zonas d el país protegidas p o r los ejércitos ilegales, lo
cual h a ce q u e ese p u n to d el p i b sirva para finan ciar y re cru d e ce r el
c o n flicto colo m bian o. A u n q u e el área cultivada en coca h a dism i­
n u id o p o r la aspersión y erradicación m anual, las variedades em ­
pleadas han sido gen éticam en te m ejoradas, lo cual e x p lica q u e la
p ro d u cción m an ufactu rada d e cocaín a haya p o d id o p erm an ecer
estable, en a lre d e d o r d e las 600 toneladas m étricas anuales.
L a lu ch a con tra las drogas p a rece h a b e r sido en vano: después
d e q u e los g o b ie rn o s d e Estados U n idos y C o lo m b ia gastaran in­
gen tes recursos (un os U S $ 5 .0 0 0 m illones du ran te d iez años a tra­
vés del Plan C o lo m b ia y u n os U S $ 7 7 0 m illon es anuales, respecti­
vam ente) en actividades para dism inuir la oferta , ésta p erm an ece
en ran gos q u e satisfacen la dem an d a, c o m o lo dem uestra la es­
tabilidad d e las cotizacion es en las calles d e las ciu d ad es norteaG rifico 16.2
Ingreso rrpatriablr por narcotráfico
fueníe. Roela 12000. in » o . cu xto 2II y cJkukMpropio*1
1 El ingreto repatriable e » el que obtienen k » productor« e intermediario» antes tk
que la droga u lg i del paú.
L a K O M N h r o i i T K A a »im«» M i M e t o xx; Cow rriTw ió*. c o m u c t o i k t u n o y M u co n A n co
G rá fic o 16.3
C o c a liu potencial
nien ca n a s. La oferta se m ide m edian te la p ro d u cció n d e cocaín a
poten cial, q u e se d e d u c e d el área iden tificada p o r aerofoto grafía
c o m o sem brada d e matas d e c o c a (ver el g ráfico 16.3).
U n estudio in d e p en d ien te m ostró c ó m o la red u cció n d el tráfi­
c o p o d ría ser m ayor si se ded ican más recursos a la in terdicción y a
c om b atir d irecta m en te a las organ izacion es crim inales, utilizando
inteligencia policial y atacand o a los grupos ilegales q u e le prestan
protección al n eg o cio (M ejía y R cstrepo 2008). M ejía y Restrepo
calculan las ganancias d e los traficantes en cerca d e U S $1 1 .200 mi­
llo n es en 2006, m ientras q u e los cultivadores recib en US$1.200
m illones. E n la estructura d e costos, la tierra es sólo e l 30% y el
resto d e itisum os el 70 % , d e tal m o d o q u e el ataque a la tierra
sem brada d e coca 110 es lo crucial. U n a re d u cció n d e la dem an da
en los países desarrollados, vía tratam ien to m éd ico d e la adicción
y ed u ca ció n , tam bién sería más efectiva q u e estar a tacan d o la ofer­
ta, a lg o q u e se d ificulta p o líticam en te en Estados U n idos, d o n ­
d e persiste una cu ltu ra prohibicion ista d el con su m o d e drogas y
d o n d e se ataca el p roblem a c o n políticas anticrím in ales, y 110 con
políticas d e salud pública.
I.A TRIBU TAC IÓ N LO C AL V EL CONFLICTO
U n o d e las p roblem as cen trales d e la vida rural colo m bian a es
la baja tributación d e la p ro p ied ad d e la tierra, q u e im pid e que
exista un nivel m ín im o d e servicios sociales, d e segu rid ad y d e in-
N llH V * HISTORIA I M N M K * M C O IO M IIIA
fracstn ictu ra finan ciados en ese nivel, m ientras q u e el gasto cetra]
trali/ado n o sólo es lim itad o sin o tam bién in eficien te, en cuanto«
n o e n tien d e los p roblem as locales; y tien de adem ás a ser desviado]
p o r las red es b u rocráticas y políticas q u e se en ca rga n d e su adnti- J
n istración. I¿i legislación p erm ite un im pu esto predial que va del i
l p o r mil al 1,3 % , m ientras q u e 58 % d el catastro está desactuali-.fl
zado, con niveles e xtrem ad am en te bajos en el v alo r de las fincas. 1
q u e resultaron d e tres décad as d e inflación alta; aun qu e el 32% 3
d el catastro se e n cu en tra actualizado, en 2003 la m ayor parte co- f
rresp on de a p red io s urbanos.
D e los ap roxim ad am en te 1.10 1 m un icipios q u e tien e el país en •
la actualidad, só lo 383 tien en actu alizad o su catastro. Los concejos '
m u n icip ales tien en la auto rid ad para e sco g er la tarifa del impuesto :
p redial, d e a cu erd o c o n el estrato e co n ó m ic o social del propic- ]
tario. Ix>s terratenientes han ten id o tradicionalm en te una fuerte !
in flu en cia sobre los con cejos m unicipales, d e tal m o d o que éstos
legislan p a ia m inim izar el in greso p o r este c o n ce p to , lo que se
eviden cia en el h e c h o d e q u e la tarifa m ás fre cu en te en los munici­
pios rurales de la C osta A tlántica es d el 1 p o r m il, au n q u e el alcal­
d e e le g id o p op u larm en te tien e in terés e n aum en tar los recursos
tributarios, para ejecutar sus program as electorales. Según un estu­
d io d e Iregui ti a i (2004). la sola actualización catastral generaría
u n 1 10 % d e in greso ad icion al p o r c o n ce p to d e im p u esto predial.
Ésta es otra m anifestación d e q u e estam os a n te un orden so­
cial d e a cceso lim itado, d o n d e se p erm ite el e jercicio de privile­
gio s p erson ales e n to rn o a la tributación; q u e la ley q u e ordena
los im puestos n o es igual para todos los con tribuyen tes; q u e unos
pu ed en evadir todas sus responsabilidades, lo cual term ina debili­
tan do la gestión d el Estado en la provisión d e bien es tan indispen­
sables y prim arios c o m o la segu rid ad y la justicia.
La d ebilidad d el Estado e n el nivel local le ab rió o p o rtu n id a d «
a la gu errilla para cap tu rar el p oten cial tribu tario d e terratenientes
y com ercian tes d e m u ch as regio n es d el país. Los insurgentes co­
m en zaron a d e p re d a r la e co n o m ía agraria y a secuestrar a sus em­
presarios, am p lian d o el ra n go d e tales op era cio n es a las ciudades.
I x¡% terraten ientes y com ercian tes d el cam p o resp on dieron con el
apoyo a gru p o s privados arm ados, derivados d e los n egocios del
narcotráfico, cuyos in gresos en traron a co fin a n cia r el conflicto.
318
U K l M Ú M l » n n j T I C A a T I W » O U . I I U O I K C o W T t T V C I Ó K . C W r U C T O I K T t n O ¥ N A R C O TftA tlftO
En cam bio d e p agar sus im puestos al G o b ie rn o cen tral y a la ad­
ministración local para garantizar la segu rid ad y o fre cer servicios
sociales a toda la p ob lació n . lo cual la h u b iera puesto d el lad o de
t» instituciones, op taro n p o r recu rrir al atajo del para-Estado.
Pero los gru p o s ilegales n o só lo cob raron im puestos arbitrarios
y vacunas, sin o q u e lo graro n aprop iarse d e los recursos pú blicos
que debieron recibir m uchos m un icipios y d ep artam en tos d el país.
De tal m o d o q u e su ju stificación — el Estado n o hacía «presencia»
en sus region es— se p u d o h aber m atizado con el h e c h o d e q u e,
en la m edid a en q u e éste elev ó sus transferencias a las adm inis­
traciones territoriales, éstas fu e ro n depredadas. P roliferaron las
capturas d e los fon do s destin ad os a la salud y a la con tratació n mui nicipal y d ep artam en tal d e obras públicas; in clu so se descu brieron
infiltraciones param ilitares e n el Instituto N acion al d e C o n c esio ­
nes ( i n c o ) d el M inisterio d e T ransporte (d o n d e lo graban a cceso a
la con tratación nacion al) y. así m ism o, e n el Instituto C o lo m b ian o
para el D esarro llo Rural ( in c o d f .r ) d el M inisterio d e A gricu ltu ra
(entidad en la cu a l u tilizaban su in flu en cia para n o d evolver tie­
rras habidas ilegalm en te).
El desplazam ien to forzo so d e la pob lación rural alcanza, según
la C ón sultoría para los D erech os H u m an os y e l D esplazam iento
Forzado (CODHES), a ser d el o rd en d e 2' 136.000 personas entre
1995 y 2002. El n ú m ero equivale al 4 ,4 % d e la pob lació n del país y
al 13,2% d e la rural, q u e es un im pacto e n o rm e sobre las variables
dem ográficas y sociales del país. Las causas d e la salida d e la pobla­
ción d e cierto territorio son el in terés d e los ban dos arm ados en
am pliar su in flu en cia, con tro lar el territorio, «transportar arm as y
abrir corred ores para el d esarrollo d e actividades ilícitas» (Ibáñez
y V clez 2003, 5 ). En 2008 Ibáñez y V clez estim an en m ás d e tres
m illones la pob lación desplazada y calculan q u e 600.000 predios
fueron potrerizados o invadidos p o r la m aleza. Ello p u d o costar
entre el 6 y el 1 0 % del P in agro p ecu a rio an u al, y se trató n o sólo
de pequeñas p rop ied ad es sin o tam bién d e m edianas y grandes,
debilitando a una ya p eq u eñ a clase m edia rural.
Los param ilitares han cau sad o m enos m u ertes en tre la pobla­
ción civil (un m áxim o d e 1.800 en 2002) q u e las gu errillas (un
m áxim o de 4.200 en el m ism o a ñ o ) (ver los gráficos 16.4 y 16 .5 ).
Es n o to rio q u e las gu errillas causen n o só lo más m u ertos sino la
S19
N u r v * t m r o n iA ic o w ó m c A D » C o l o m b ia
m ayor parte d e los herid os civiles, p o rq u e en los m u n icipios que
atacan utilizan el b o m b ard e o in discrim in ado c o n cilin d ros bom ba
o plantan m inas quiebrapatas. los cuales son m uy im precisos p ero
aterrorizan a la p ob lació n . T am bién abusan d e las m inas antiper­
son al, q u e han cau sado la m utilación d e un elev ad o n ú m ero de
víctim as civiles. Los param ilitares h ieren p ocos civiles p o rq u e por
lo g en eral los asesinan a corta distancia d u ran te las m asacres (Cerac). L o s paras p o co se en fren tan a la g u errilla y le han in fligid o
p ocas bajas. El c o n flicto presen ta en ton ces pocas m u ertes entre
los com b atien tes p e ro m uchas m ás en tre los ch ile s. Sin em bargo,
en 2008 la- guerrilla sufrió cerca d e 2.000 bajas, y se p u ed e m arcar
c o m o el in icio d e su debilitam ien to militar. Las pocas víctim as de
la in su rgcn cia d e a llí en a d elan te reflejan su ren u n cia a gran des
ataques al Ejército y su paso a la defensiva o la acu m u lación de
fuerzas fren te al avance d e las fuerzas d e segu rid ad d el Estado,
q u e tam p o co sufren bajas apreciables.
L a adm inistración U rib e p ro ce d ió a fortalecer y c o o rd in a r to­
das las Fuerzas A rm adas y p oliciales para recu p era r los espacios
p enetrad os p o r la in su rgcn cia, lo g ra n d o notables éxito s en la des­
trucción d e los frentes in su rgen tes q u e rodeaban a la capital del
país, al igual q u e los d e C ali y M ed cllín . re d u cien d o así el n ú m ero
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L a econom ía r a ü i i c i a l a u o t L u t iu i x x C o M m i u t a ó N , u m i w i u n u t u n i y M i a n U m »
G rá fico 1 fe.S
Víctim as de guerrillas
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1997
- -C u íf it lla
axo
2003
3X6
t'jr jim liu iC í
C*T»t
d e secuestros que allí perpetraban. El delito d e secuestro cayó desde
su p ic o d e 3 .5 72 en el a ñ o 2000 a 4 3 7 , q u e son todavía dem asia­
dos, en 2008, refleja n d o los éxitos d e la p olítica d e segu rid ad de
la ad m in istración U rib c (ver el gráfico 16.6).
H u b o e n to n ce s u n a recu p era ció n d e la segu rid ad en la red
principal d e carreteras y en otras zonas estratégicas, q u e ayuda a
recobrar la con fian za d e los ciud adan os en q u e la am enaza a la
p ro p ied ad y la vida se estaba red u cien d o . I-os em presarios d el país
cam b iaron sus expectativas pesimistas p o r la eu fo ria d e las inver­
sion es en sectores sed ien tos d e ellas. I/>s d irigen tes d e las f a r c
n o im aginaron q u e sus políticas d e sem brar e l terror despertarían
un rech a zo visceral en la p ob lació n , la cu a l ha volcad o durante
m u ch os años su ap o yo al p royecto d e extrem a d e re ch a q u e en ­
carn a e l p resid en te U rib c. En fin. la in su rgcn cia se vio forzada a
in tern arse m ás p ro fu n d a m en te en la m an igua, retirán dose d e los
territotios d o n d e se p ro d u ce la m ayor parte de la riqueza d el país.
Se estim a q u e sus efectivos pasaron d e unos 18.000 hom b res en
2002 a unos 8.000 en 2008. Sin em bargo, n o p arece posible derro­
tar a las PARC m ilitarm ente p orqu e todavía cu en ta con un p ie de
fu erza im p ortan te q u e p u ed e ocasionar m u ch o d añ o a la infraes­
tructura y a las ciudades, con una base p olítica en tre los colonos
d e am p lios territorios d e C aq u etá, Putum ayo, G uaviare, Arauca,
N a riñ o y C au ca, y siguen co n tro la n d o bu en a parte d el n eg o c io del
n arco tráfico en e l país.
»
N u ev a w h m u ic o k A m ic a o r C o u im u *
G rá fic o 1 6.6
N ú m e ro de secuestro* extorsivo»
f u t n t r . M i r l a N K i o m l y fu»dUt lún f i n t it*r
C o n c l u s ió n
La V io len cia o la gu e rra civil q u e se e x ten d ió en tre 1948 y 1958
fue m origerada p o r el p acto p o lítico en tre la» élites, el F ren te Na­
cion al, q u e orga n izó reglas restrictivas de participación p olítica y
d e sucesión en el p oder, a lo cual siguió u n a relativa paz. El sur­
gim ien to d e grup o s insurgentes en los años sesenta y setenta, en
especial d e las f a r o , rein ició un c o n flicto d e m anera cad a vez más
acen tuada q u e in vo lucró a las mafias en el fm an ciam ien to y orga­
n ización d e grup o s d e autodefen sa, q u e devinieron en paramilitares. El sistem a p o lítico p erm itió m ás com p eten cia p olítica c o n la li­
qu id ació n d el Frente N acion al, a partir d e 19 7 4 , p e ro en la d écad a
siguien te la violencia c o m e n zó a ser utilizada con tra los p olíticos
q u e Com batían a las m afias y con tra la izquierda, d e tal m o d o que
ten d ió a restringirse la com p eten cia en tre partidos y grupos.
Se fortaleció m u ch o el Estado en las áreas de segu rid ad y ju sti­
cia. q u e adem ás recibió el ap oyo n orteam erica n o d e recursos y lo­
gística, arro jan do un debilitam ien to con sid erab le d e las f a r c , sin
q u e esté a la vista tam p o co su com p leta d errota militar. 1.a razón
es q u e el n e g o c io d el n arco tráfico co n tin ú a boyante y la m an igua
322
1> COOMOMlA B J lr t lC * * U N O O l í « lo t o X X I C O N C T IT V C IÓ K . C O K I-liC T O IM ICKN O V N A K CO T K ÁIICO
colo m bian a e s p ro fu n da. El co n flic to p re cip itó u n p ro ce so d e des­
plazam ien to d e bu en a parte d e la p o b lació n rural d el país y llevó a
u n a con ce n tra ció n de la p ro p ied ad agraria m u ch o m ás acen tuada
d e la q u e existía previam ente.
323
C a p ít u l o 17
D E KECESIONES Y AUGES:
C o l o m b ia e n t r e 19 9 0 y 2008
In t r o d u c c i ó n
A u n q u e la e co n o m ía colo m bian a fu e relativam en te cerrad a d u ­
rante el siglo x x , vivió u n p ro ceso tanto d e apertu ra com ercial
c o m o en su flujo d e capitales e n los años noventa q u e con trib u yó
a au m en tar su tasa d e crecim ien to . Sin e m b a rg o , tam bién la h izo
m ás vuln erab le al c iclo e co n ó m ic o m undial. E n efe cto , una cri­
sis fin an ciera in tern acion al d e gran d es p ro p o rcio n es e n co n tró a
la e co n o m ía co lo m b ia n a e n estado d e in defen sión en tre 1998 y
2002. U n crecien te d é ficit fiscal, u n a d e u d a e x tern a con siderable
y o tro déficit en las cu en tas extern as d el país tuvieron q u e ajus­
tarse d o lorosam en te frente a la fuga d e capital, la devalu ación y
las altas tasas d e interés. La re cu p e ra ció n se dio a partir d e 3002.
c o n el in icio d e un a u g e d e las exportacion es, y se co n so lid ó entre
2003 y 2007. term in an d o e n el m o m en to e n el q u e la e co n o m ía
m u n dial fu e azotada p o r u n a nueva crisis d e en o rm es p ro p orcio­
nes q u e a h o ra tornó a los países desarrollados co m o e p icen tro de
la torm en ta y e n c o n tró a los d e A m é rica Latin a relativam ente más
resguardados.
L a evolución política reciente d e C olom b ia también ha sido pro­
blemática: un país q u e se consideraba in m u ne al caudillism o y se
ufanaba d e la persistencia de sus instituciones, e n particular d e la
ro tació n d el p o d e r p residencial, se h a visto agob iad a p o r u n a epi­
d em ia latin oam erican a q u e T om ás Eloy M artínez h a iden tificado
c o m o «el cesarism o d em o crático en A m érica Latina». El com ú n
d e n o m in a d o r es la d ebilidad de las instituciones políticas, q u e re-
N m v x h i s t o r i a i c o m A u i c a o » C o ijo m b ia
velan q u e el le g a d o absolutista n o ha sido su perado hasta Ja f e c l S
en casi n ingún país d e ia A m é rica hispánica, y m enos aun en hxa
q u e se au fo d en o m in a n socialistas. Falta m u ch o en evolución p o S
Iftica p a ra alcan zar un estadio d e so cied ad d e a cceso abierto, q u & l
es co m o Norti)
«Z (2009) caracterizan los países d o n d e existe e f l
im perio d e la ley, en los cuales las reglas n o p u ed en ser cambiadas
p o r los go bern an tes, la tributación y las subsidios se pagan o son
con ced id os d e m anera anónim a a todos los agentes y existe com­
p etencia política, q u e es la q u e garantiza q u e so d e tam bién com­
p etencia económ ica. Ésta, a su vez. perm ite q u e se d e n procesos de
«destrucción creativa», c o m o los d e n o m in ó S chum peter, donde
los in tereses cread os n o p u ed en im p e d ir q u e avance el cambio
tecn o lóg ico , se aum en ta la productividad, se su peran las crisis y
los co n flicto s sociales y se d a u n cre cim ien to sosten ido de largo
plazo.
A . A u g e y r e c e s ió n e n C o l o m b i a a f i n a l e s d e l s i g l o x x
l a crisis e co n ó m ic a q u e sacud ió a C olo m b ia desde agosto d e 1998
hasta finales d e 1999 fu e la m ás fuerte d el siglo x x . La epidem ia
se in ició e n el hasta e n to n ce s boyan te sudeste d el Asia: Tailandia
tuvo un colap so fin a n ciero a m ediados d e 19 9 7, q u e se propagó
rápidam en te a los países vecinos — Indonesia, M alasia, Taiwán, y
hasta C o rea d e l Sur— , d e d o n d e los inversionistas sacaban sus ca­
pitales e n m e d io d e en o rm es pérdidas. l a crisis se p ro p ag ó a los
países d el este e u ro p e o en 1998; Rusia d e claró la m oratoria sobre
su d e u d a extern a en agosto d e 1998, lo cual tuvo u n devastador
e fe cto p sico lógico sobre los m ercad os d e activos d e los llamados
países em ergen tes.
El con ta gio d e A m érica Latina se d io pron tam en te, acusando
u n a salida d e capital tanto de pro p ios c o m o d e extran jero s que
tuvo efectos devastadores so b re la actividad d e los países con mayor
e n d eu d a m ie n to extern o . S egún la c e p a l , en 199 9 el crecim ien­
to e co n ó m ic o se con trajo en A rg en tin a (-3,4% , y siguió cayendo
otros tres añ o s). C h ile (-0,8% ), E cu ad or (-6,3% ), V en ezuela (-6,0)
y C o lo m b ia (-4,2% ). La crisis fu e iden tificada p o r los economistas,
siem pre tan inventivos, c o m o u n a «frenada súbita d e capital», en
326
D i U C C H O K -U r A L O » : C O U tM M A K M T M l'J 'J » Y t a n »
fase d e cre cie n te glo b alizació n d e capitales, q u e h izo surgir
trrrogantcs acerca d e la apertura fin an ciera d e los países que
habían a cu d id o a ella sin reservas.
Esta p rim era crisis finan ciera d esacreditó los im pulsos liberales
que habían sacu d id o al m u n d o d u ra n te los locos años noventa,
como los llam ó Jo sep h Stiglitz (200 3). La disolu ción d el Im p erio
soviético en 1989 y el d esarrollo capitalista d e C h in a habían en te­
rrado el socialism o real dcfin id vain en te. Estados U n idos en tró en
un la rgo a u ge favorecid o p o r políticas fiscales superavitarias q u e
contribuyeron a u n a exp an sión sin p reced en tes d e su eco n o m ía,
aunque al costo social d e m an ten er a 3 0 % d e la pob lación sin se­
gu ro d e salud y d e n o rep a rar una d eterio rad a infraestructura de
transporte y d e e n e rg ía . La p olítica m on etaria tam bién se to m ó
sistem áticam ente perm isiva favorecien d o el e n d eu d a m ie n to de
h ogares y em presas. El capitalism o tom aba nuevos aires y favorecía
el libre m ovim ien to d e bien es, servicios y capitales p o r doqu ier. El
C on sen so d e W ashington lid e ró las reform as para re d u cir la in ter­
vención d e l Estado y a m p liar el rein o del m ercad o, en m e d io d e la
euforia d e los espíritus em presariales en toda A m érica Launa.
La crisis d tfin d e siglo
El com p o rta m ie n to d e la e co n o m ía co lo m b ia n a había respon dido
favorablem en te a la ap ertu ra d e los añ o s noventa; el h allazgo de
petró leo en Cusiana, q u e p ro m etía se r un p o z o d e gran m agni­
tud, atrajo capitales y sirvió d e garantía al en d eu d a m ie n to e x te m o
tanto d el secto r privado c o m o d el secto r p ú b lico. El crecim ien to
se aceleró, hasta alcanzar un p ro m ed io d el 5 % anual en tre 1993
y 1995. El p eso co m e n zó a rcvaluarse, lo cual in cen tivó au n más
el e n d eu d a m ie n to e x tern o , q u e com b in aba bajas tasas d e in terés y
una caíd a en el valor real d e la deu d a, fin a n cia n d o in crem en to s de
la inversión privada — q u e volvió a to ca r cotas su perio res al 25 %
del p i b — y un a u g e in usitado d e la con stru cción . P ero d e b a jo del
frenesí d e inversionistas y c o rred o res d e bolsa se ven ían gestan do
crecien tes deseq uilib rios m acroecon óm ico s, e n especial, la políti­
ca fiscal p ro cíclica, q u e desde 1994 entraba en déficits elevados,
a lcan zan d o el 5 % del p i b e n 1998, m ientras el secto r privad o tra-
327
N u c v a u t n o a u r » h ú m i c a d c C o u >m » ia
Gráfico 17. I
Colombia; déficits grmelus y crecimiento
^ • D r t c ilw il
♦ D W c lc m n U to n tw W
-♦-O ccim trnlo
/ w » < m y c »4
taba d e exp an d irse al m ism o tiem po, c o n resultados decrecien tes.
La tasa d e crecim ien to d e la e co n o m ía acu só una desaceleración
en 1996 (2 % ) y 1998 (0 ,5 % ), para h a cer la con tra cció n más fu e r­
te d el siglo en 1999 (-4,2% ) (ver el gráfico 1 7 .1 ).
l a teoría e co n ó m ica establece q u e un país c o n un d éficit fiscal
persistente, p e ro q u e al m ism o tiem p o disfruta d e un a u ge e c o n ó ­
m ico, va a c re a r un d é ficit en cu en ta co rrien te p orq u e la dem anda
d e im p ortacion es se fortalecerá p o r la ad ición d e gasto p ú b lico al
gasto privado. El d é ficit fiscal, adem ás, se finan cia en p arte c o n d ó ­
lares y el gasto p ú b lico se focal i/a en bien es n o transables. lo cual
tien e un e fe cto d o b le en la tasa d e cam bio: m ayor a flu en cia d e d ó ­
lares la revalúa, resultado q u e se intensifica p o rq u e los p recios de
los n o transables aum en tan m ás q u e los p recios d e los transables,
q u e es só lo otra form a d e m edir la tasa d e cam bio.
La m o n ed a local fortalecida, a su vez, incentivará im p ortacio­
nes d e bien es y servicios y d esco razon ara a los exp o rtad o res, d e tal
m o d o q u e se p rofu n dizará e l déficit e n cu en ta corrien te. Eso es
precisam ente lo q u e nos m uestra lo o c u rrid o en tre 19 9 3 y 1998
(ver e l gráfico 1 7 .1 ) hasta q u e la crisis d e 19 9 9 c re a u n ajuste m o­
num en tal, p o r la con tra cció n d el gasto a g re g a d o y la devaluación ,
q u e corrigen la cu en ta co rrien te trayéndola a te rren o positivo en
e l a ñ o 2000.
D i ucxM O Nf» T « « o : C n o N M t a m a 1990 y » 00»
L a p olítica cam biaría adop tad a p o r el B an co de la R epública
d u ran te la crisis con sistió en a m p liar e in clin ar la ban da cam bia­
ría p erm itien d o u n a devalu ación real d e l 30% en tre agosto de
»998 y sep tiem b re d e 1999, cu a n d o se a b a n d o n ó este instrum en­
to a favor d e la flotación . El F on d o M on etario Internacion al había
d esacred itad o la ¡dea d e las bandas cam biarías y ah o ra estaba a
favor «le la lib re flotación en todas partes d el m u n do, m ientras
portavoces d el G o b ie rn o la descalificaban tam bién, así «pie p erd ió
cred ibilid ad y h u b o q u e sacrificarla. A l m ism o d em p o , la autori­
dad m on etaria elev ó las tasas d e interés para fre n a r la com p ra de
reservas intern acion ales, q u e a lca n zó a ser d e u s$ 2 .o oo m illones
d u ran te e l m ism o p eríod o.
L a actividad e co n ó m ica se co n tra jo p o r varías razones: la deu d a
extern a (pú blica y privada) e ra d e US$ 35.000 m illones, y súbita­
m en te q u e d ó sin refin an ciam ien to, lo c u a l o b lig ó a a ce le rar su
servicio; adem ás, la d e u d a d e b ió servirse c o n una tasa d e cam b io
devaluada, q u e e xig ía un m ayor esfu erzo en pesos; la salida de
capital red u jo radicalm en te la o fe rta d e recursos m on etarios que
alim entan e l c ré d ito in tern o; finalm en te, las altas tasas d e interés
ralentizaron la actividad p e ro adem ás restaron valor a todos los
activos d e la e co n o m ía , colap san d o e n especial la finca raíz. Esto
llevó a u n a crisis d e los d e u d o res d e vivienda y a q u e la C o rte C on s­
titucional fallara a su favor un re cá lcu lo d e sus deu das, q u e tuvo
q u e ser asu m ido p o r la n ación . P e ro a lg o sim ilar había su ced ido
c o n todos los d e u d o res d e la e co n o m ía , q u e vieron in crem en tados
los valores reales d e sus d eu d a s cu a n d o la in flación cayó 7 % en
1999. p e rm a n ecie n d o e n n iveles d e u n d íg ito d e a llí e n adelante.
El ajuste en el m e rcad o laboral fu e c o n tra p ro d u cen te. M ientras
q u e la recesión destru ía puestos d e trabajo y dism in uía la d em an ­
d a laboral, la baja d e la in flación aum en taba los salarios reales,
a lgo q u e p ro vo có un ajuste d el m ercad o p o r cantidades; el desem ­
p le o a u m en tó d e n iveles d el 9 % antes d e la crisis id 20% después
d e la m isma, y d e sd e e n ton ces n o h a reto rn ad o al nivel anterior.
En otras eco n o m ía s q u e p erdiero n el co n tro l m o n etario e hicie­
ro n h ip crin flació n . el ajuste se h izo vía p recios y cantidades, una
red u cció n brutal d e los salarios reales, c o n ajustes m en os drásdeos
e n el d esem p leo . P e ro las p érdid as fu ero n e n o rm es para los m illo­
nes d e depositan tes d e su sistem a fin a n ciero y p a r» los pensiona-
N l á V » H ltT IW IA (CO NO M tCA M O x n M H M
dos, q u e vieron licuados sus ahorros p o r la in flació n , m ientras que
los d e u d o res se b en eficiab an c o n la práctica desaparición de sus
o b ligacio n es. En C o lo m b ia, más d e 15 m illon es d e cuentahabienles d el sistem a fin a n ciero salieron in dem n es d e la crisis, mientras
q u e a lgu n o s ban co s privados y la m ayor parte d e los pú blicos tu­
vieron q u e ser rescatados o liquidados.
U n país q u e había a p re n d id o m u ch o d e liberacion es excesivas
tanto d e c o m e rcio c o m o d e capital y d e u n a orie n tació n rígida de
su p olítica m on etaria en los añ o s setenta y o ch en ta fu e C h ile, que
de a h í en adelan te se a p e g ó a m an ten er los equ ilibrio s macroecon óm ico s p o r m e d io d e políticas con tracíclicas tanto fiscales com o
m onetarias. H u b o un co m p rom iso d e re d u cir el en d eu dam ien to
d el secto r p ú b lico, lo q u e p erm itió q u e la m ayor parte d el aho­
rro fin a n ciero fuera utilizado p o r el se cto r privado. L o s fon do s de
pension es fin an ciaron una e n o rm e red d e autopistas m odernas
qu e red u jeron los costos d e transporte d e l país. U nas políticas pú­
blicas cen trad as e n im pulsar las exp o rta cio n es fu ero n m oldean d o
una e co n o m ía m u ch o más d in ám ica q u e la d e C olo m b ia, com o
se evid en cia en el g ráfico 17.2 . En el p ro m e d io de los 18 años
con tem p lados, C h ile c re ció 5 ,6 % anual, m ientras q u e C olom bia
lo h izo a un m ed io cre 3 ,6 % anual.
El re flu jo d e capital g o lp e ó p o r igual al secto r privado d e C h ile
y la e co n o m ía alca n zó a p e rd e r 0.8% d e su p i b en 199 9, p e ro en
O rifico 17.2
Chile y Colombia: déficit fiscal y crecimiento
í - w i » ; Bm k o Ccnval d r O í * » , (U n co *
U R epúbiít*
3S0
D * M C M M M * » A1X10: CO LO M kIA C N T U l(KK> Y lo o fc
C olo m b ia la caíd a fu e m ás grave: -4.2% d e su p i b . La recuperació n
fue m ás fuerte e n C h ile q u e en C olo m b ia, p e ro am bas eco n o m ías
se desaceleraron d e n uevo e n 2002. La p olítica fiscal d e los dos
países era opuesta: C h ile ejecutab a déficits com p en satorios en tre
1999 y 2002. y g e n e ró u n superávit fiscal virtual después d e 2003
y lo g ró superávits efectivos d e 7 % d el p i b e n 2006 y 2007, q u e
invierte fuera d el país. (Colombia. en tre tanto, arrastró un d é ñ eit
estructural q u e n in g ú n g o b ie rn o h a sen tid o la n ecesid ad d e liqu i­
dar y atrajo dó lares para fin an ciar su d é ficit fiscal, exa cerb an d o la
revaluación d el peso.
Es así c o m o C h ile lo g ró m a n te n e r u n a paridad cam biaría bas­
tante estable y una in flació n co n tro la d a, al tiem p o q u e C olo m b ia
se g a n ó u n a fu e rte revalu ación , calam itosa para sus sectores transables, p e ro adem ás a u m en tó su in flación . Es n otable el co n to rn o
sim ilar d e los ciclos d e am bos países, lo cual p u ed e interpretarse
c o m o q u e co n tie n e n un su byacen te en co m ú n — el c iclo in tern a­
cion al d e los n egocios y d e lo s flujos d e cap ital— p e ro q u e polí­
ticas pú blicas d e m ejo r calid ad en C h ile le perm itieron o b ten er
tasas de crecim ien to en p ro m e d io sup eriores a las d e C olom b ia.
L'n déficit fisca l estructural y mucha inseguridad
L a salida de la crisis colo m bian a fu e lenta y tortuosa. El país acor­
d ó un p ro gram a d e ajuste c o n el F on d o M on etario Internacion al,
m ed ian te el cual re cib ió un aval cuan tioso q u e garantizaba los b o ­
n os y préstam os q u e necesitaba el G o b ie rn o para refin a n cia r su
deu d a y n o te n er q u e licen ciar personal. A u n q u e el G o b ie rn o se
com p ro m e tió a re d u cir su déficit fiscal progresivam ente, las con ­
dicion es d e baja actividad e xig ían un gasto p ú b lico com p en sato rio
q u e h izo trepar el faltan te hasta el 7 ,5 % d el p i b e n 1999 y ro n d ar el
6 % en los tres aíios siguientes. La interna devaluación perm itió, sin
e m h a ig o , aprovech ar d e m ejor m anera una fuerte expan sión q u e
se estaba g e n era n d o en el com ercio internacional, gracias al in con ­
tinente con su m o d e Estados U nidos, q u e le prestaba alas al creci­
m ie n to d el S udeste A siático, p e ro e n esp ecial d e C h in a e India.
Estos países, a su vez, requ erían d e u n volu m en m ayor d e m aterias
»3 1
N VKVA H B I I H U IXjO KÓMICA D I C O I O N M A
prim as y tic alim entos q u e p rep aró e l a u g e q u e se com partió cu
A m érica Latin a desde 2002.
U n a d e las razones para q u e la e co n o m ía colom bian a tardara
m ás en recup erarse q u e b ajo co n d icio n es norm ales fu e la p e rcep ­
ció n d e q u e el país n o só lo h abía p e rd id o riqueza sin o tam bién su
seguridad. E n tre 1996 y 1998, las f a r c : obtuvieron im portantes
avances con tra bases d el Ejército e n e l su r d el país, re cu rrie n d o a
u n im portan te n ú m ero d e tropas, llegánd ose a p e n sar q u e habían
pasado d e la estrategia d e gu erra d e guerrillas a otra d e con qu is­
ta d e posiciones estratégicas q u e les daban e l co n tro l m ilitar de
am p lias territorios. Las gu errillas dom in aban extensas regiones
d e Putum ayo, C aq u ctá. G uaviare, C a u c a y N ariño, q u e sirvieron de
base para asolar a las p ob lacio n es u rban as d e sus capitales. El can ­
d id ato A n drés Pastraua había h e c h o cam pañ a c o n una propuesta
d e paz q u e h abía sid o avalada p o r el com an d an te d e las f a r c ,
M anuel M arulanda, lo cual le a yu dó a su triu n fo en las eleccion es
p o r escaso m argen fren te al liberal H o racio Serpa. D uran te las
n eg ociacion es d e paz, las f a r c se d e d ica ro n a a u m en ta r su nivel
d e actividad delictiva abierta, m ed ian te secuestros y extorsiones,
al lad o d e llam ativas accio n e s m ilitares q u e disem in aron el terror
e n tre la p oblación.
El tem ario d e la n eg o ciació n in clu ía reform as políticas y e c o ­
n óm icas p rofu n das, en las q u e las f a r c hiciero n propuestas maximalistas, im posibles d e cu m p lir p o r el G o b ie rn o , q u e n un ca d e b ió
incluirlas en la agencia, p u es desco n o cían in clu so la C on stitu ción
d e 19 9 1. El presidente Pastrana fu e visto p o r la op in ió n pública
c o m o un a p acigu a d o r a n te la violen cia in crem en tada d e las f a r c :
y p erd ió fávorabilidad. T oda la discusión era irreal p orq u e un go­
b iern o e le g id o d em o crática m en te n o p od ía ni d eb ía n eg o ciar el
program a m uy intervencionista q u e en arb olaban las f a r c , p ro gra­
m a q u e, adem ás, n un ca pu sieron a con sid eración d el electo ra d o y
q u e p reten dían im p o n er a la fuerza.
Se m u ltip licó el secuestro d e em presarios y la extorsión d e los
n egocios en e l país en tre 19 9 6 y 2002. M uchos p ropietarias saca­
ro n a sus fam ilias du ran te este oscu ro p erío d o , se establecieron
p o r fu era y venían a supervisar periód icam en te sus n egocios, algo
q u e d e b ió d e deterio ra r la produ ctivid ad y ren tabilid ad d e las ac­
tividades eco n ó m icas. E n e l cam p o , los im puestos o vacun as d e
U » n m n iiu
i M X i t t : C o l o m b i a k m i u iQ f to v t o o H
la gu errilla, y desp ués d e los param ilitares, dren aro n parte — y a
v eces todo— d el e xc e d e n te e co n ó m ic o , lo cual llevó la ruina a
m uchas regiones. La an u n ciada »pesca m ilagrosa» d e l a ñ o 2000,
reten es q u e la gu errilla arm aba en las carreteras y secuestraba p o r
so rteo , le gra n jeó u n a antipatía m uy fuerte d e n tro d e la pobla­
c ió n , sin distin go d e clases.
El G obiern o, sin em bargo, adelantaba accion es para fortalecerse
m ilitarm ente y con siguió un apoyo significativo d e Estados U nidos
con el Flan C olom b ia, q u e le a p ortó en p ro m e d io US$700 m illones
anuales, y aum en tó los recursos propios, financiados p o r un im pues­
to al patrim onio. Este ap oyo fue especialm en te im portante porque
contribuyó c o n elem entos d e tecn ología y d e logística q u e hicieron
rein geniería a todas las fuerzas d e seguridad d el G obiern o. Final­
m en te, ante el abierto desafío de las f a k C, el G o b ie rn o tuvo q u e dar
p o r term inada la n egociación en 2002. Tale» accion es d e am enazar
la seguridad individual d e todos los colom bian os y vulnerar los más
elem entales D erech os H um anos constituyeron un suicidio político
|>ara la guerrilla com unista frente al electo rad o , q u e fue con d u cid o
d e esta m anera a los brazos d e la extrem a derecha.
El can did ato presidencial in d ep en d ien te A lvaro U ribe, entre
tanto, se h abía p erfilad o co m o un d u ro critico d e las negociaciones
d e paz y c o m o p ro p on en te d e una solución m ilitar d el con flicto
interno. C o m o go b ern ad o r d e A n tioq uia, se había h e ch o c o n o cer
p o r su iniciativa d e organizar las Convivir, q u e era u n a form a de
legalizar gru p o s arm ados privados, con ser ios problem as d e super­
visión de los organism os públicos d e con trol. La op in ió n lo favore­
c ió abru m adoram en te y lo e lig ió presidente en agosto d e 2002, de
n u evo con tra el mismo H o racio Serpa. El G o b ie rn o p ro fu n dizó las
p olíücas d e la adm inistración Pastrana, fortalecien d o la capacidad
d e las Fuerzas A rm adas y d e Policía, co o rd in ó las tres fuerzas y m u l­
tiplicó la in teligen cia m ilitar y policial, p u d ie n d o cosech ar los fru­
tos d e la nueva capacidad m ilitar d el país; con ella, arrin con ó a la
insurgencia con tra las fronteras selváticas, infiltró y desm oralizó sus
efectivos, elim in ó a varios d e sus m áxim os líderes y recup eró la segu­
ridad en buena p arle del territorio nacional. La percepción d e una
m ayor seguridad fue un incentivo im portante para que se desatara
la inversión (ver el gráfico 17.3) y, c o n ella, para q u e se com enzara
a acelerar el crecim ien to e co n ó m ic o d e C olom b ia. *
fí-1
N l l I V l H IIT O K IA CCON<VMIt'.A D » C o t0 M B IA
G rá fic o 1 7 .3 '
C o lo m b ia : tasa A? inversióo
f u m i r B o '*:o d e U (U ^ x ih lK » y < * t c u k * p r a p á ».
l a o p in ió n p ú b lica le re co n o ció a la adm inistración U rib c el
m ejoram ien to d e la segu rid ad d el país, y la bon an za eco n ó m ica
p ro p o rcio n ó una euforia ad icion al en tre el electo ra d o , el cual
reafirm ó su satisfacción al o to rgarle un se g u n d o m an dato, previa
una reform a con stitucional propuesta p o r los p ro p ios partidos uribistas y q u e b e n efic ió al in teresado, l a Presidencia g a n ó d e esta
m anera in jeren cia en e l n om b ram ien to d e las cú p u las ju d icia les,
in cluidas la C o rte C on stitu cion al, la Procurad uría y la Fiscalía, con
lo cual los fun cio n ario s d el E jecutivo se sintieron in m u n es frente
a la ley y p ro ce d ie ro n en con secu en cia. En feb re ro d e 2009, el
Presidente h abía n om b rad o toda la ju n ta directiva d e l B an co de
la R ep úb lica, au n q u e la institución n o p erd ió su in depen d en cia,
gracias a las p resion es n acion ales e in tern acion ales q u e la c o n ­
sideran un lo gro q u e n o se p u ed e perder. Es evid en te tam bién
el debilitam ien to d el C o n greso , desp restigiad o p o r sus vínculos
con los grup o s ilegales, frente al cual el E jecutivo p red o m in a, al
igual q u e sobre las adm inistraciones territoriales q u e con tem plan
c ó m o una m ayor parte d e las decisio n es d e gasto las co n ce n tra el
Presidente en sus corn ejos com u n ales, in clu id o s temas puntuales
y locales tales c o m o cam in os vecinales, agua y sen-icios públicos.
El debilitam ien to d e las adm in istracion es territoriales se h izo evi­
den te cu a n d o el D ep artam en to N acion al d e Plan eación las forzó a
p ro d u cir superávits sustanciales (2 % d el i*ib en 2008) q u e debían
invertir en p ap eles d el G o b ie rn o n acion al, m ientras q u e el d esem ­
p leo cu n d ía en m u ch o s d e las ciu d ad es y d ep artam en tos d el país.
334
D « M C B I O N t * V » I I O I C O L O M O I» >
« «
19 9 O t I0 0 8
B. El. A U G E ECONÓMICO DE 2 0 0 3 - 2 0 0 7
La e co n o m ía m ostró un bu en com p o rta m ien to cu a n d o rem o n tó
el 4 % d e crecim ien to en 2003, ro n d ó el 5 % los dos años siguien­
tes, para lo gra r un crecim ien to d el 7 % e n 2006, y a ce le ró hasta el
7 ,7 % en 2007, u n o de los m ayores registrados en la historia e c o n ó ­
m ica d el país. U n a u g e de esta n aturaleza in crem en ta el recau d o
tributario en todos los niveles y facilitaría un ajuste in d o lo ro del
déficit fiscal; lo ú n ico q u e se requ ería era q u e el G o b ie rn o a um en ­
tara su gasto p o r d ebajo d el crecim ien to e co n ó m ic o y obtuviera
u n a posición d e superávit o d e a h o rro d isp on ib le para los años
d e vacas flacas. El m e n o r gasto p ú b lico y e l p re p a g o d e la deu d a
extern a con trib u irían a u n a red u cció n d e la in flació n y tam bién a
m od erar la revaluación d e la m o n ed a q u e aco m p añ an los p roce­
sos d e alto crecim ien to e co n ó m ico. La p olítica fiscal fu e en con tra­
vía d e estos objetivos y, c o m o se vio en e l c ap ítu lo 7 , fue procíclica,
con trib u yen d o a u n a m ayor re valuación d el p eso y a una inflación
m ás elevada, n eu tralizan do la p olítica m on etaria, q u e c o m e n zó a
e n d u recerse desde 2006 para red u cir la in flación . Es claro q u e si
e l ( ío b ie m o h u b iera gastado m enos, el b a n co cen tral p od ría ha­
b e r m an ten id o u n a p olítica m on etaria m ás laxa q u e la adoptada,
y con d in e ro m ás barato el c iclo expan sivo se h u biera p ro lo n ga d o
d u ran te más tiem po.
El alto crecim ien to es la variable fun dam ental q u e observan los
inversionistas y lo s evaluadores d e riesgo extranjeros. Sin em bar­
g o , tam bién tien en en cuen ta la sostenibilidad d e ese crecim ien to,
q u e se exp resa e n los equ ilib rio s m acroecon óm ico s, d e tal m o d o
q u e le han o to rg a d o una esp ecie d e c h e q u e co n d icio n al a la e c o ­
nom ía colo m bian a, q u e n o p u d o o b te n e r el g rad o d e inversión
o to rgad o a Perú y a Brasil en 2 0 0 8 . La existen cia d e gran des so­
brantes d e dó lares en el m u n d o p ro p icia d o p o r la p olítica m one­
taria de la Reserva F ederal h abía a lim en tad o las inversiones en los
m ercad os em ergen tes, abaratan d o las d eu d a s soberanas, incluida
la d e C olo m b ia. El G o b ie rn o cen tral siguió m a rcan d o u n déficit
d el 4 , 6 % d el p i r en 2 0 0 6 , al m ism o tiem p o q u e la e co n o m ía se
recalen taba y la in flación se in crem en taba en 2 0 0 7 , alejándose de
la m eta d e in flación fijada p o r el Emisor. El déficit se c o rrig ió algo
5S5
N f l V A H ISTORIA (C O M 0M IC A O I C O LO M B IA
e n el m ism o añ o , al 2,8% , cu a n d o la e co n o m ía alcan zó la cim a d e
SU crecim ien to , y c o n ello, los recau dos d el fisco.
El presidente U rib e ap ro v ech ó la ocasió n p ara d evolver im ­
puestos a las em presas y a los ricos, sobre e l su puesto equ ivo cad o
d e q u e el a u m e n to d e l recau d o tribu tario era p erm a n en te. Se es­
taban d a n d o , sin em bargo, déficits prim arios im portantes, lo cual
significa q u e se con traía nueva d e u d a para finan ciar los intereses
d e la deu d a pasada. En 2007, u n a C om isión Ind ep en d ien te de
G asto P ú b lico (20 0 7), en cargada p o r el Presidente y liderada por
R o d rigo B otero, su girió q u e C o lo m b ia req u ería de un superávit
prim ario del 2 % para red u cir la d e u d a a 10 % d el p ib en u n p erío­
d o d e l O años, con los b en eficios adicion ales d e red u cir la a p recia ­
ció n d el p eso y restarle p resión al nivel d e precios. Sus sugerencias
cayeron eñ o íd o s sordos.
El G o b ie rn o insistió en su política d e au m en tar las exen cio n es
tributarias a las em presas p o r sus inversiones de capital, con lo cual
se e x im e el 40 % d e ellas d el im puesto a la renta, y d efin ió adem ás
unas zonas francas portátiles, lo cual le red u ce el im puesto a la ren­
ta d e l 3 3 % d e las utilidades netas al 15 % . Ello sign ificó, siguien­
d o el ejem p lo d e los rep u blican os en Estados U n idos, devolver los
ren dim ien tos tributarios q u e ge n erab a el a u g e e co n ó m ic o , en vez
d e ahorrarlos y p od er h a cer política com pen satoria en los años de
vacas flacas. A l m ism o tiem p o, el G o b ie rn o m an tenía un nivel de
gasto m uy elevad o, d a n d o lu gar a déficits fiscales significativos.
Los efectos del déficit fiscal se m anifestaron en m uchos frentes: la
inflación com en zó a separarse d e las metas del B anco d e la Repúbli­
ca, lo cual tiende a increm entar las tasas de interés de la e co n o m ía y
d e los propios b o n os d el G ob iern o ; la tasa d e cam b io se revaluó p o r
los dó lares q u e traía e l G o b ie rn o p o r d e u d a y p o r privatizaciones,
q u e term inaron sien d o otra fu en te d e fin an ciam ien to e x te rn o del
G o b ie rn o , d e tal m anera q u e su actividad d esp lazó exportacion es;
la in flació n d e p o r s í revalúa todavía m ás la tasa d e cam b io real,
pues se au m en tan los costos d e p ro d u cció n d e los exportadores:
p o r ú ltim o, se atiza el d é ficit en cu en ta corrien te p orq u e crecen
más las im p ortacion es d e bien es y se rvid o s q u e las respectivas ex­
portaciones. lo cual p u ed e p rovocar una devalu ación calam itosa,
si se p ro d u ce algún faltan tc d e su fin an ciam ien to hacia el futuro.
A un c o n la e xp e rie n cia fresca d e los e n o rm es costos q u e d e jó la
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0 « R r x » M O » « l » Y H « n : C w i w m m i » » iy y i> v *008
crisis d e 1999» d e n u e vo u n a p olítica fiscal p ro c íd ic a d eterio ró
la sostenibilidad d e l c rccim ie n to colo m b ian o. F.n efe cto , el cre­
c im ie n to o b te n id o en 2008 fu e d e sólo 2 ,5 % , y el presupuesto
para 2009 insistía en un gasto p ú b lico dem asiado gran d e , c o n un
crecim ien to real d e 8 % , p e ro con e l p ro b le m a d e q u e está lejos
d e garantizar su fin an ciam ien to, ya sea con préstam os e xtern o s o
re cu rrie n d o a la em isión d e t e s en pesos.
C . L a r e c e s ió n o f . f i n a l e s d e 2008 h a s t a e l p r e s e n t e
En diciem bre d e 2007 la e co n o m ía d e Estados U n idos e n tró en
u n a p ro fu n d a recesión, q u e se p ercibe co m o la m ás profun da d es­
d e la q u e sacudió al m u n d o en 1929. H ay en esta crisis todas las
características q u e tien en los ciclos d el capitalism o: a u m en to de
las ganancias, eu fo ria en los m ercad os d e valores y d e bien es raíces,
valorización d e los activos, q u e apalancan u n a m ayor cantidad de
cré d ito hasta q u e se desbordan los fu n d am en tos «leí a u ge, e x p lo ­
tan las burbujas en la bolsa y en la finca raíz, y sigue u n a recesión.
\xt especial en esta ocasión es q u e la m agnitud d e la expan sión
crediticia — perm itida p o r la p olítica expansiva d e la Reserva Fede­
ral, a la vez q u e se relajaba la regu lació n financiera— in du jo una
exp an sión d e los lím ites q u e dicta la cau tela, lo q u e d io lu gar a que
m uchas personas y em presas recibieran créditos p o r en cim a d e su
cap acid ad de p a g o y q u e los op erad o res financier os asum ieran ries­
go s crecien tes, in vin ien d o en derivativos q u e co n ten ía n hipotecas
u otro s títulos q u e e n algú n m o m en to dejarían d e ser honrados.
Se ha d a d o e n to n ce s un co la p so del sistem a finan ciero, en es­
pecial, d e la ban ca d e inversión, q u e e n trañ a una destru cción de
su capital y, p o r lo tanto, d e su cap acid ad d e o to rgar créd ito . I-a
eco n o m ía n orteam erican a había pasado m u ch o tiem p o consu­
m ien d o m uy p o r e n cim a d e sus capacid ad es, lo cual se exp resó
e n su déficit en cu en ta corrien te d e 6 % d e l p i b en 2006 y en un
d é ficit fiscal cuantió«). La con trapartid a para sus socios com ercia­
les, en esp ecial C h in a y ja p ó n , fu ero n in m ensos superávits, ah o rro
m a cro eco n ó m ico q u e fue a finan ciar el falla n te d e Estados U n i­
dos, para m an ten er el alto ritm o d e crccim ie n to q u e se derivaba
d e su c o m e rc io exterior.
*
■M 7
N l I V A » » T O M A FCO M O M IC a O I C d I O M B U
M uchos tic los e lem en to s q u e im pulsaban el d e sarro llo e co n ó ­
m ico d el m u n d o y tam bién in flu ían sobre C o lo m b ia se desplom a­
ron: u n c o m e rc io in tern acion al d in á m ico, u n o s recursos natura­
les en alta dem an d a in tern acion al y p recios extraord in arios. V in o
m u ch a inversión extranjera y la revalu ación d el peso p erm itió ele­
var la lasa d e inversión, a ce le ra n d o la m o d ern izaron d e la maqui­
naria d e todos sus sectores; tam bién se d io una m ayor inversión
en capital h u m a n o y una inform atización m ayor d e la sociedad,
to d o lo cual ha d e b id o au m en tar la productividad d e todos los
factores. U n a o p o rtu n id a d q u e se p erd ió lastim osam ente fu e la
m o d ern izació n y am p liación d e la infraestructura d e transporte
del país, q u e c o n tin u ó sien d o precaria — otra d e las gran des fallas
d e la base clientelista d e la adm inistración U ribe— y eleva los cos­
tos d e l c o m e rc io exterior, d isip an d o escasos recursos p ú blicos en
c o rru p ció n , lo cual le resta com petitivid ad al país.
A n te una recesión in tern acion al tan fuerte, d e te rio ro en los
térm inos d e in tercam bio, u n a p olítica m on etaria e n d u recid a y
un gasto p ú b lico q u e d esfalleció en 2008 p o r los cam b ios d e las
adm inistraciones territoriales, u n a nueva y en red ad a ley d e con ­
tratación p ú b lica m ás el e n c o n a d o clien telism o en Invías. el cre­
c im ie n to d e la e co n o m ía colo m bian a se fren ó . F.l d ebilitam ien to
d e la dem an d a in tern a d e b ió ser en fren ta d o , a h o ra sí, c o n m ayor
gasto p ú b lico, p e ro el com p o rta m ien to d el G o b ie rn o fu e d e n ue­
vo p ro c íd ic o , reco rtan d o el gasto, co n trib u y en d o así a fren ar la
e co n o m ía , q u e e n tró en 2009 con perspectivas negativas.
l a s perspectivas d e la e co n o m ía co lo m b ia n a se deterioraron
con la caíd a d e los precios in tern acion ales d e las m aterias prim as
en el se gu n d o sem estre d e 2 0 0 8 . El p e tró le o , q u e lle g ó a valer
U S $ 1 4 0 e l barril, descen d ió al terren o en tre los U S $ 4 0 a U S $ 7 0
p o r barril, re d u cien d o los in gresos d e E copetrol, y tam b ién los
d e l G ob iern o . V en ezuela y E cu ad or en fren tan gran d es problem as,
y m ientras el p rim ero buscaba llen ar d e obstáculos el com ercio
bilateral, el se gu n d o se cerra b a para co m p ra r só lo ecu atorian o,
pro p icia n d o una in flación in tern a mayor.
El a u ge in tern acion al d e los térm inos d e in tercam bio a favor
d e las m aterias prim as re flejó el cre cim ien to sosten ido d e C hin a
e India, q u e se derivaba d e la so breexp an sión artificial d e l con su ­
m o n orteam erican o , ap alan cad o en un c ré d ito q u e n o con taba
338
D t t l l U M N U < A L X .U : C d U X I I M KMT U
IIM U Y 3 0 0 »
c o n las garantías d c rig or y d eb ía colapsar, lastim osam ente, co in o
lo hizo d u ran te el se gu n d o sem estre d e 2008. D c esta m an era,
u n a caíd a d e las eco n o m ía s d c Estados U n idos. E u rop a, Japón y
el Este d el Asia n o p od rá se r com p en sada p o r el cre cim ien to d c
esas eco n o m ía s em ergen tes, q u e deb erán apoyante e n to n ce s más
e n sus m ercados internos. T odavía en 2007, las exp o rta cio n es m i­
neras infladas p o r precios réco rd con stituían el 4 2 % d e las exp o r­
tacion es totales d el país, a lg o q u e p u ed e d e sen cad e n ar la llam ada
«m aldición d c los recursos naturales», la cual consiste en q u e las
rentas m ineras revalúan la tasa d e cam b io y desplazan otras ex­
p ortaciones m anufactureras o agroindustríales. E n caso d e caída
d e los p recios, se p ro d u ce la con tra cció n violenta d c los ingresos
pú blicos, lo m ism o q u e d e su gasto, p ro p icia n d o la inestabilidad
p olítica tan frecu en te en países c o m o V en ezuela, y q u e e n C o lo m ­
bia se m anifestará en 2009 y 2 0 1 o.
El tem a d c discusión in tern acion al d e si la crisis norteam ericana
em parejará al resto d el m u n d o o n o (decoupling) fu e defin id a en
con tra d e los países en d esarrollo, q u e están sin tien do e l con tagio
a través d c la baja relativa d e los precios d e las m aterias prim as y de
los alim entos, resintiéndose los in gresos e xtern o s d c sus p ro d u cto­
res. lo cual con tagia la actividad in tern a, q u e se ra le n tizaju n to con
el resto del m undo. I a s políticas anticrisis d c la Reserva Federal han
lo grado reactivar el canal finan ciero, tam bién red u cien d o el a p re­
tón crediticio. Igualm ente, se m erm an las inversiones extranjeras,
en particular aquellas q u e fu ero n a aten d er la escasez tem poral de
com bustibles, m inerales y alim entos en el m ercad o internacional.
En un m u n d o en con tracción c o m o el d e ahora, la devaluación no
pod rá ten er el im pacto b e n éfico q u e tuvo en 2002. cu a n d o propi­
ció las exp o rtacion es y el crecim ien to e co n ó m ic o d e A ín érica l a t i ­
na en m e d io d e u n a e co n o m ía glo b a l q u e estaba en expansión.
El c o n ta g io d e la crisis in tern acion al y la ausencia d e política
fiscal com p en sato ria h iciero n abortar esta fase d e fuerte creci­
m ien to , cuya con tin u id ad es la ú nica esperanza q u e tien e la pobla­
ció n q u e yace en el d e sem p leo y en la inform alidad d e m ejorar su
con d ición . Las políticas pú blicas in cen tivaron el u so d el capital al
abaratarlo artificialm en te, m ientras se en carecían los salarios que
d eb ía n p agar los em presarios p o r los im puestos llam ados parafiscales. El a u ge e co n ó m ic o tuvo e n ton ces débiles im pactos en la
3 39
N ú » * u m o a u u o k Om i u m C o i d m i »
red u cció n d e las (asas d e d e sem p leo e inform alidad. La in digen cia
se e levó, en especial, c o m o resultado de la in flació n d e alim entos,
a lcan zan d o a 16,8 % d e la p o b lació n en 2008.
l a crisis q u e estalló d e m anera tan intensa en el c en tro d el sis­
tem a glo b a l fu e relativam ente más b e n ign a para A m érica Latin a y
para C olo m b ia, en particular, p orq u e la regió n h abía resguardado
su sistem a fin an ciero desp ués d e la crisis d e 19 9 9 y lo había som e­
tido a regu laciones m uy estrictas. Incluso, la caíd a d e los precios
d e las materias primas 110 llegó a niveles ruinosos, y la producción de
éstas y d e los m inerales m an tuvo su rentabilidad
C o n c l u s ió n : p e r s p e c t iv a s e c o n ó m ic a s y p o l ít ic a s
I a e co n o m ía colom bian a se desaceleró rápidam ente durante 2008
y 110 c re ció en 2009. con tagiad a p o r la crisis in tern acion al. C on
una m ejora n otable d e la segu rid ad y u n a u ge q u e se sostuvo cin ­
c o años, la e co n o m ía se e x p a n d ió con sid erab lem en te, ren ovó su
eq u ip am ien to industrial, avanzó en e l d esarrollo d e la tecnología
d e la in form ación , sus con su m id ores disfrutaron d e e lectro d o m és­
ticos y autos baratos, y, al m ism o tíem po, se fortaleció su sector
finan ciero. Estos serán e lem en to s q u e le darán algun a resistencia
frente a la crisis q u e se disem ina p o r el m u n d o, p e ro h ace fal­
ta el in g red ien te d el a h o rro p ú b lico q u e co m p en se la redu cción
d e la actividad privada. La co n tin u id ad d el d esarrollo d e C h in a
e India p u ed e resultar b e n éfica para los térm inos d e in tercam ­
bio d e A m érica L aü na, y la escasez d e com bustible está a brien do
oportun idades para C o lo m b ia en m ateria d e b io co m bus tibies. Sin
em bargo, c o m o se a n o tó a n teriorm en te, e l im pu lso al crecim ien to
d e la e co n o m ía m u n dial provisto p o r políticas m onetarias y regulatorias laxas q u e d ó atrás, d e tal m o d o q u e se care cerá d el apalancam ien to q u e elev ó el c o n su m o y la inversión en el m u n d o. Nos
d eb erem o s resign ar a u n cre cim ien to e co n ó m ic o más bajo q u e el
q u e fu e posible d u ran te los años noven ta y en la prim era d écad a
d el siglo x x i.
C olo m b ia se ha co n verü d o en un país m in ero exportador, y
si m aneja la m acroecon om ía irrespon sablem en te p u ed e q u ed ar
afectada p o r «la m aldición d e los recursos naturales*. L as rentas
D c > x c i:* to * c » y A u o tx C o io m im » m im 19 9 0 » touS
derivadas d el p etró leo, d el carb ón , el gas. el zin c y e l o r o — lodos
los cuales son extraíd os m e d ía m e procesos intensivos en capital y
tienen pocas relaciones c o n el resto d e la e co n o m ía — tenderán a
fortalecer la m o n ed a nacion al y socavarán la rentabilidad d c las ex­
p ortaciones y d e la p ro d u cción local d c bien es trausables q u e son
intensivos en trabajo y tien en am plias ram ificacion es c o n el resto
d c la e co n o m ía. ¿Q u é d e b e h a ccr el G o b ie rn o en estas circunstan­
cias? D e b e p ro d u cir un a h o rro q u e saque e l e xce so de divisas d e la
e co n o m ía y n o agrave la situación en d eu d án d ose e n el exterior. El
b a n co cen tral tam bién d e b e p ro cu rar h a cer u n a política cam biaría
y m on etaria q u e im pida la revaluación d e la m oneda.
El T ratado d e L ibre C o m e rcio ( t l c ) c o n Estadas U n id o s— si se
su p eran los obstáculos p olíticos su rgidos con e l con tro l d em ócrata
d el C o n greso n orteam erican o y la p residen cia d c Barack O b am a —
p u ed e ser u n a fu e n te d e cre cim ien to estable d e algun as expo rta­
cion es y u n atractivo adicion al para la inversión extranjera, que
m arcó altos guarism os en tre 2004 y 2008. Sin em bargo, existe un
resen tim ien to gran d e en am plias regio n es d e Estados U n idos que
culpabilizan al libre c o m e rc io in tern acion al p o r la exp o rtación d c
sus em p leo s a M éxico y a Asia, m ientras q u e C o lo m b ia a parece
c o m o u n a ocasión para exp resarlo, un c h iv o exp ia to rio , p o rq u e es
u n a e co n o m ía m uy p eq u eñ a y n o presen ta una am en aza real para
el e m p ic o d c Estados U nidos.
O b viam en te q u e e l t l c tam bién u en e costas para e l país, co m o
e x te n d e r los d e re ch o s d e p ro p ied ad sobre m edicam en tos — algo
q u e los dem ócratas retirarían d el tratado— y p erm itir la entrada
d c cereales y carn es q u e recib en subsidios d el g o b ie rn o d c Estados
U nidos, lo cual constituye com peten cia desleal con tra productores
carentes d e tales apoyos, p e ro q u e han go zad o históricam ente de
tm a protección arancelaria excesiva. Se ob liga al go b iern o colom ­
bian o a aban d on ar las franjas d e precios agrícolas, q u e. co m o ya
se h a visto, constituyen una protección indebida para agricultores y
terratenientes q u e h a castigado anccstralm cntc los consum os d e ali­
m entos d e la p ob lación colom biana. Hay adem ás exigen cias d c for­
talecer la justicia y su investigación d e crím enes con tra sindicalistas,
y tam bién d c ap rob ar leyes q u e protejan m ejor las co n d icio n es d c
con tratació n d e la fuerza d c trabajo, regu len las llam adas c o o p e ­
rativas d c trabajo y le qu iten al (Job icrn o la atrib ución d e d eclarar
<UI
N U IV A M i r t o * I A IC O H Ú U IIA n t C o l o m m a
ilegales las hu elgas, algun as d e las cuales ya han sido aprobadas
p o r el C o n greso colo m b ian o.
I jm altos precios del com bustible fósil han incentivado su des­
plazam iento p o r biocoinbustiblcs, y tam bién en esta área prom iso­
ria C olom b ia cuen ta con ventajas, p o r su dotación geográfica, para
p roducir etanol d e cañ a d e azúcar y aceite d e palm a africana (biodiesel), a lgo q u e se desarticula cu a n d o baja el precio m undial del
com bustible. La m ayor parte d e los analistas previó entonces q u e la
e conom ía colom biana tendría un desem peñ o deficien te en 2009,
cuand o se esperaba q u e la econom ía norteam ericana entrara en una
fase d e recesión, seguida d e otra d e bajo crecim iento. En un m u n d o
escaso d e e n e rg ía e n el la rgo plazo. O >lom bia p u ed e d esem p eñ ar
un d e co ro so p ap el de p ro veed o r m edian o, una vez superada la
crisis en la q u e está inm ersa la e co n o m ía m undial, y q u e pu ed e
prolon garse p o r varios años.
En térm inos p olíticos, la situación d el co n tin en te, q u e se h a in­
clin a d o hacia la izqu ierda, es d e con so lidació n d e a lgu n o s regím e­
nes socialdem ócratas, c o m o en Brasil y C h ile, y unos disparatados
re gím en es populistas q u e se ap oyan en la d em ocracia plebiscita­
ria, c o m o V en ezu ela. Bolivia, N icaragua y Ecuador. En estos casos,
se h a vivido un fuerte retroceso p o lítico a fines d e l siglo XX y se
p ro p aga una ep idem ia d e regím en es fuertes, c o n am p lio ap oyo
popular, q u e cam bian las reglas de ju e g o con stitucionales a su fa­
vor para p erp en iarse en el poder. Este tipo p e cu liar d e régim en
ha sido d efin id o p o r A n to n io C ram sci d e la siguien te m anera: *el
cesarism o exp resa siem pre la so lu ció n arbitraria, con fiad a a una
gran person alid ad , d e una situación histórica-política caracteriza­
d a p or un equ ilib rio d e fuer/as d e perspectivas catastróficas» (en
Eloy M artínez 2009). En C o lo m b ia, A lvaro U rib e ha e n ca rn ad o
esa person alid ad fuerte q u e p re te n d e aplastar d e m an era defin iti­
va a la in su rgen cia. la cual am enaza d e m an era ciertam en te desas­
trosa a las ca|>as m edias, a los propietarios rurales y a los habitantes
de las urbes colom bianas.
¿ C ó m o fu e posible q u e la coalició n d e g o b ie rn o p u d iera cam ­
biar las reglas d e sucesión q u e estableció la C on stitu ción d e 19 9 1,
para re eleg ir al p residen te U rib e en 2006? E n la C on stituyen te
q u e la re d a ctó estaban em patadas tres fuerzas políticas — el Movi­
m ien to 19 d e A bril, el liberalism o y el conservatism o— , y, b ajo la
342
Dr i i c n i a u n r u c n
C n u w tit t x i u
19 9 0 v »008
especial insistencia d e la in su rgen cia desm ovilizada y d e los con ­
servadores, p lantearon q u e la n ueva C on stitu ció n , a diferen cia de
la d e 1886, la cual era m uy difícil d e cam biar, d eb ía ser fácilm ente
m odificable, con su ltan d o c o n frecu en cia al p u eb lo . S e le in trodu ­
je ro n e n to n ce s reglas q u e in clu ían n ocion es d e dem o cracia ple­
biscitaria para cam b iar la C on stitu ció n cu a n d o las fuerzas políticas
m ayoritarias así lo decid ieran . De esta m an era, se a b a n d o n ó el
p rin cip io fun dam ental d e respeto a las m in orías y a la op o sición ,
q u e h abía sid o sabiam en te in tro d u cid o en la reform a a la C on sti­
tu ció n d e 1886 q u e se hizo en 1910 .
El presidente U rib e y sus m ayorías parlam entarias han do blega­
d o a la op osición , y el m andatario se ha erigid o en u n cesar om ni­
p o ten te q u e cu en ta con u n am p lio apoyo popular. Ix> cierto es que
los m ecanism os q u e im pedían q u e ciertas fuerzas políticas vulne­
raran la sucesión y la rotación d el poder, y q u e. sobre todo, ponían
en fu n cio n am ien to los fren os y balan ces d e la división d el poder,
han sido averiados du ran te los dos p eríod os d el presidente U ribc.
El cesarism o se h a m anifestado c o n fuer/a en A rgen tin a, en el
Perú d e Fujim ori, en el C h ile d e P in o ch et y en las dem ocracias
plebiscitarias d e Ecuador, Bolivia. V en ezuela, N icaragua, asi co m o
en la vetusta dictadura n ep o lista d e C u b a, y n o m en os en C o lo m ­
bia. 1-a orien tación p olítica d e los regím en es — si son d e izquierda
o d erech a — p arece n o im portar; lo c ierto es q u e la d em o cracia
liberal n u n ca ha alcan zad o a con so lidarse en casi n in g ú n país de
las ex colo n ia s ibéricas. Es c o m o si e l le g a d o hispánico d e abso­
lu tism o p ersiguiera el destin o p o lítico d e A m é rica Latina, a p e­
sar d e q u e se ha con stru id o u n and am iaje p o lítico liberal q u e ha
perm itid o la existencia d e u n a d em o cracia lim itada, siem pre muy
vuln erable al cam b io d e sus reglas d e ju e g o p o r p a n e d e los g o ­
b ern an tes interesados e n p erpetu arse en el p o d e r y e ii im pedir
la c o m p eten cia p olítica. Estas so cied ad es n o han p o d id o salir d e
los ó rd en es sociales d e a cceso lim itad o, e in clu so am enazan con
revertir a restriccion es absolutas sobre la participación política,
para dejar establecido un m o n o p o lio p residen cial q u e se repite
sin lim itación algun a (N o n h n a l 2009, 2 6 7 ).
Al a co tar el a cceso a la política, estos regím en es tam bién coartan
la com p eten cia econ óm ica, lo cual, co m o se ha visto a lo largo del
siglo x x para C olom b ia, c erró el acceso d e m uchos d e los agentes
343
N i » VA l U t T Ú U A IX a IM Ú M IC A D I C O L O M O IA
a las im portacion es y las divisas, m edian te las barreras p ro teccio­
nistas y el con tro l de cam bios, c o m o tam bién al sum inistro d el
crédito subsidiado p e ro m uy racion ad o, para favorecer a los agen­
tes q u e apoyaban el go b ie rn o d e tu m o . Se daba así una industria
aislada d e la c o m p eten cia q u e n o red u cía costos ni p recios para
p rofu n dizar sus m ercados, y, d e m anera similar, un sistema finan­
c iero con cen tra d o , d ep en d ien te d e la em isión prim aria d el Banco
d e la R epública q u e n o tenía razón para abaratar sus m árgenes
y o fre c e r crédito barato a qu ien lo p id iera y con tara con las ga­
rantías para servirlo. C o m o se ha visto a lo largo d e esta ob ra, la
lim itación d e la com p eten cia y del acceso a los recursos eco n ó m i­
cos y p ú blicos constituyó una d e las causas para q u e la econom ía
c reciera p o r d ebajo d e su p oten cial y para q u e el cam b io técnico
estuviera rep rim ido du ran te b u e n a parte d el siglo x x .
A l llegar al final d e esta o b ra hay q u e con clu ir q u e la situación
política d e C olo m b ia sigue sien do com p leja, a u n q u e ha m ejorado.
Si bien la insurgencia n o está derrotada, sí ha sido debilitada con ­
siderablem ente, al tiem po q u e e l p o d e r d e l Estado ha aum entado
y, en algun a m edida, se ha fortalecid o el im p erio d e la ley. U n
proceso d e paz p u ed e con cretarse si un nuevo go b ie rn o cam bia
su postura bélica, en una situación d o n d e n o tiene p o r q u é hacer
con cesion es de tipo p o lítico en las q u e la ciud adan ía n o participe.
Podría ser una gran ocasión para llevar a cab o las reform as q u e el
país necesita: u n a reform a agraria q u e, c o n base en la exprop ia­
ción de la p ro p ied ad m al habida (p o r narcotráfico o p o r violen ­
cia), ben eficie en especial a los desplazados p o r el con flicto . Tam­
bién se deberán tom ar m edidas para abrir el a cceso a la p olítica de
grem ios y sindicatos, a partidos políticos diversos, q u e perm itan
q u e la ley sea igual para todos, y q u e los d erech o s y bien es públicos
se repartan an ón im am en te, sin distinción y sin favoritism o. Desti­
nar una p arle m ayor d el presupuesto d e segu rid ad , q u e en el año
2010 rebasa el 6 % d el i *ib , a fines p a cífico s p u ed e am bien tar la
convivencia social y acelerar el crecim ien to e co n ó m ico. La obten ­
ció n d e la paz y la transición hacia u n a socied ad d e a cceso abierto
serán la m ejor base para p rofun dizar el d esarrollo e co n ó m ico de
C olo m b ia en el largo plazo y para lograr u n a so cied ad m en os des­
igual q u e aq u ella en la q u e n os ha to cad o vivir.
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