REALIDAD Y JUEGO
D, W. Winnicott
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p p O Ô £A irÌ L i r / r
A/ f- vw
D.
T ítulo dei original en inglés
P la y in g a n d R e a lity
© D. W. W innicott, 1 9 7 1 ,
T raducción: Floreal M azía
D iseño de cubierta: C arlos R olando y A sociados
Prim era edición en B uenos A ires, 1972
Prim era edición en B arcelona, febrero de 1979
S ép tim a reim presión: m ayo de 2000, B arcelona
O ctava reim presión: abril de 2001, B arcelona
N o v en a reim presión: m arzo de 2002, B arcelona
D écim a reim presión: septiem bre de 2003, B arcelona
D erechos reservados para todas las ediciones en castellano
© E ditorial G edisa, S.A .
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Im preso en A rgentina
Printed in Argentina
Q ueda prohibida la reproducción total o parcial por cualquier m edio
de im presión, en form a idéntica, extractada o m odificada,
en castellano o en cualquier otro idioma.
.
IN D IC E
Prólogo
I
A g rad ecim ien to s
11
In tro d u c c ió n
13
1
O B JE T O S T R A D I C I O N A L E S Y F E N O M E N O S
T R A D IC IO N A L E S
17
2
S U E Ñ O S, F A N T A S I A Y V ID A
H isto ria d e u n ca so q u e describe u n a disociación
prim aría
47
3
E L JU E G O : e x p o sic ió n teó rica
61
4
EL JU E G O : a c tiv id a d creadora y
la pe rsona
bú sq u ed a d e
79
5
L A C R E A T IV ID A D Y S U S O R IG E N E S
93
6
E L U SO D E U N O B J E T O Y L A R E L A C IO N
PO R M E D IO D E ID E N T IF IC A C IO N E S
7
L A U B IC A C IO N D E L A E X P E R IE N C IA
CULTU RAL
129
8
E L L U G A R E N Q U E V IV IM O S
139
9
PAPEL D E E SPE JO D E L A M A D R E Y L A
F A M IL IA E N E L D E S A R R O L L O D EL N IÑ O
147
10
11
E L IN T E R P E L A C 1 0 N A R S E A P A R T E
D E L IM P U L S O I N S T IN T IV O Y E N T E R M IN O S
D E ID E N T IF IC A C IO N E S C R U Z A D A S
157
CONCEPTO S C O N TEM PO RANEO S S O B R E E L
D E S A R R O L L O AD O LESC EN TE, Y L A S
IN F E R E N C I A S Q U E D E E L L O S S E
D ESP R EN D EN E N LO QUE RESPECTA A L A
E D U C A C IO N S U P E R IO R
179
A péndice
195
R eferencias
197
EN C O N TRAR, ACOGER,
RECONOCER L O AU SEN TE
Esa cap acid ad poco c o m ú n .,, d e tra n sfo r­
m a r en terren o de ju eg o el p e o r de los d e ­
sierto s.
M ic h e l L e ir is
(p refa cio a S oleiís b as
de G eo rg es L im b o u r)
B ut tell m e w h e re do
th e ch ild ren play.
C aí S te v e n s
L a s d ific u lta d e s c o n q u e tropieza el tr a d u c to r e n m u y ra ra s o ca sio n e s s o n s u s c ita d a s p o r los pa sa jes o las p a la b ra s q u e , p o r s i m is­
mos, p o r s u co m p le jid a d o s u ca rá cter a m b ig u o , c o n stitu iría n u n
p ro b lem a pa ra el a u to r. P o r e l c o n tr a rio , lo q u e la m a y o ría d e las
veces h a ce d u d a r a l tra d u c to r es aquello q u e p a ra 'el a u to r re su lta
o b vio p u e s se im p o n e a él c o m o u n a e vid e n cia en ra iza d a ta n to en
s u fen g u a m a te rn a c o m o e n la ba se d e s u p e n sa m ie n to . L a d is ta n c ia
en tr e las d o s len g u a s, e l e n c u e n tro c o n u n a d ific u lta d d e tra d u c c ió n
—o p e ra c ió n q u e sie m p r e s u p o n e u n a p é rd id a — c o n tr ib u y e a p o n e r
d e m a n ifie sto la p re s e n c ia d e u n p u n to se n sib le y señ a la u n a zo n a
p a rtic u la rm e n te in v e stid a , ca rg a d a d e se n tid o d e n tr o d e l u n iv e r so
p e rso n a l d e l a u to r.
E n n u e stro c a so , la d ific u lta d ap arece y a e n e l títu lo : la pa la b ra
«juego» n o es, sin d u d a algun a, e l e q u iv a le n te de playing. E n p rim e r
lug ar p o rq u e e l fr a n c é s n o d is p o n e, a d iferen cia d e l inglés, d e do s
té rm in o s p ara d esig n a r lo s ju e g o s q u e c o m p o rta n u n a s reglas d e te r­
m in a d a s y aq u ello s q u e n ó la s C om portan; ta n to s i n o s re fe rim o s al
a d u lto c o m p ro m e tid o e n u n p a rtid o de fú tb o l o d e g o o al n iñ o q u e
in fu n d e u n m o v im ie n to a s u so n a jero o p a rlo te a c o n s u o sito d e
felpa, h a b la m o s in d istin ta m e n te d e juegos. Y q u iz á s n o e s te m o s d el
to d o eq u iv o c a d o s, p u e s la a u se n c ia de reglas e x p líc ita s y reco n o ci-
I
d a s n o im plica o b lig a to ria m en te la a u se n c ia d e to d a regla, p o r m ás
q u e é sta esca p e a m e n u d o a la a te n c ió n d e l o b se r v a d o r o in c lu so del
m is m o ju gad or. E l he ch o d e qu e u n n iñ o d é la im p re sió n d e e sta r
h a c ie n d o «cu alqu ier cosa» no n o s a u to r iza a c o n c tu ir que se e sté
e n tre g a n d o a u n a «p u ra a c tiv id a d lú d ic a » y q u e no e sté p recisa ­
m e n te constituyendo u n a regla p o r m e d io d e s u juego. E l fa m o s o
ju eg o d e la bo bina qu e F re u d p ercib ió e n u n a o c a sió n y m á s ta rd e
in te rp re tó , c o n stitu y e u n a p ru e b a so rp re n d e n te d e ello. A h o ra bien,
d e h a b e r sid o te stigo s de l hech o, c u á n to s o b serva d o res n i siq u ie ra
h a b ría n reparado e n la m á s m ín im a secu en cia. E s to n o q u ie re d e­
cir, sin em ba rg o, q u e e l a u to r d e e s te libro, inglés, e in c lu so diría
m u y inglés (lo cu a l es m e n o s fre c u e n te d e lo q u e u n o p u d ie ra cre er
e n tr e lo s p sico a n a lista s de las islas B ritá n ic a s ), n o c o n sid ere e se n ­
cial la d is tin c ió n e n tr e el ju eg o e stric ta m e n te d e fin id o p o r las reglas
q u e o rd e n a n su cu rso (gam e) y a q u e l q u e se desa rro lla lib re m en te
(play), B a sta p e n sa r en la em o ció n , p ró x im a a l p á n ic o , q u e n o s
asa lta, ta n to a n iñ o s c o m o a a d u lto s, c u a n d o esa s reglas so n igno­
ra da s —n o ta n to trasgred id as c o m o dejada s a u n lado; n o ta n to el
«haces tram p a» c o m o el «a s í no se juega» — p a ra que, ju n to c o n el
a u to r, d e sc u b ra m o s e fe c tiv a m e n te en lo s gam es, c o n to d o lo q u e
c o m p o rta n de o rg a n iza ció n y v o lu n ta d d e d o m in io , u n in te n to de
e v ita r lo q ue la a u sen cia d e reglas e n el ju eg o tien e d e en lo q u ec e­
d o r .1
U na se g u n d a ra zó n , m á s sin g u la r y revela d o ra d e la o rie n ta c ió n
d e W in n ic o tt, h ac e q u e la tr a d u c c ió n d e playing p o r ju eg o re su lte
in a d ecu a d a . *E s e v id e n te —e sc rib e — q u e e sta b le zc o u n a d is tin c ió n
e n tre el sig n ificad o d e la p a la b ra •p lay» y e l d e la fo r m a ve rb a l
«playing» 2. S e po d ría a firm a r, sin e x ced erse, q u e to d o e l libro e s tá
d e stin a d o a q u e e l le cto r d e le c te d ic h a • evid e n c ia » y extraiga las
c o n se c u e n c ia s. E n p rim e r lugar, e l le c to r p sic o a n a lista ; p u e s n o
ca be la m e n o r d ud a, a l m e n o s d e sd e m i p u n to d e vista, q u e la c re ­
c ie n te in sis te n c ia q u e W in n ic o tt c o n c e d e a la fu n c ió n d e l playing,
in siste n c ia q u e le haría co n sa g ra r a é sta su ú ltim a o bra pu b lica d a
e n vida, d eriva ta n to d e la a p recia ció n c rític a q u e m a n tie n e a cerca
d e u n a d e te rm in a d a co n c e p c ió n de la p rá c tic a ana lítica c o m o de
to d o lo ap ren d id o a tra v é s d e la «c o n su lta te ra p é u tic a » c o n los
n iñ o s .3 E s p re c isa m e n te s u ex p erien cia p e rs o n a l d e l aná lisis la q u e
1.
2.
...3,
Cf. en espec ial el cap. I l de e ste libro.
Íbíd., pág.
E n este sen tid o , el títu lo q u e h a d ad o a un o de s u s libros D e la p é d ia tr ie à la
p s y c h a n a ly s e es eq uívoc o. D e hech o, el m o v im ie n to es de id a y vu elta .
N
fu n d a m e n ta , e n .d e fin itiv a , la d o ble d iferen cia e n tr e gam e y play p o r
un a p a n e , y play y playing p o r o tr a . P o rq u e p a ra W in n ic o tt n o se
tr a ta ú n ic a m e n te d e sim p le s m a tic e s lin g ü ístico s. S i e l p sic o a n á lisis
n o fuera m á s q u e u n gam e, n o le h u b ie ra in teresa d o nun ca ; y si p u ­
diera red u cirse a u n play, e n to n c e s él hu biera sid o u n k le in ia n o .
P ero pa ra c o m p re n d e r m e jo r to d o e s to es p re c iso ceder u n a vez
m á s la palab ra a l tr a d u c to r y a s u s su frim ie n to s.
Una d e las c o sa s q u e nos ha so rp re n d id o a lo largo de la le c tu ra
de este libro e s la fre c u e n c ia c o n q u e ap arecen los p a rtic ip io s s u b s ­
ta n tiv a d o s, Playing e s s ó lo u n o e n tr e ellos. E s c ie rto qu e la len g u a
inglesa no so la m e n te a u to r iza s u em p le o sin o q u e e n c u e n tra e n
ellos u n fácil re c u r so . P e ro e n e s te libro figura n en e l e n u n c ia d o d e
n u m e ro so s c a p ítu lo s y a p a recen so b re to d o co d a v e z que el a u to r
in ten ta a p a rta rse d e lo s c o n c e p to s e n u so : fantasying, dream in g , li*
ving, object-relating, ín te rre la tin g , com m unicating, hoiding,
using, being,... e tc . E s decir, c u a n to s té rm in o s in d iq u en u n moví*
m iento, u n pro ceso q u e se e s tá rea liza n d o , un a ca p a cid a d —n o n e­
ce sa ria m en te p o sitiv a , c o m o e n e l c a so d e fantasying, p o r ejem p lo ,
en el qu e W in n ic o tt o b se r v a u n a a c tiv id a d m e n ta l c u a si c o m p u l­
siva, ca si o p u e sta a la im a g in a c ió n — y n o e l p ro d u cto te r m in a d o .
E s a s i c o m o la e x iste n c ia d e s u e ñ o s y s u m a n ip u la ció n m e n ta l n o
pru eb an n e c e sa ria m e n te la c a p a c id a d de so ña r.
Y en u n c ie rto m o m e n to , W in n ic o tt se e n c u e n tra a tra p a d o e n
las redes d e lo q u e é l m is m o d e n u n c ia b a y el h a b er to m a d o c o n c ie n ­
cia de ello es, a m i e n te n d e r, lo q u e le lleva a escribir e ste lib ro ,
¿Q ué o cu rrió e x a c ta m e n te ? E n 1951, W in n ic o tt p u b lica u n a rtíc u lo
q u e atra e rá p id a m e n te la a te n c ió n y e s m u y p ro n to c o n sid e ra d o
c o m o u n clásico. E n é l describe u n tip o de ob jeto que, s i bie n n o e s ­
capaba a la o b se r v a c ió n d e las m a d re s, n u n c a ha b ía recibido h a sta
e n to n c e s n i d e sig n a c ió n n i lu g a r e n la litera tura p sic o a n a lític a . E l
a u to r —e n e s te c a so p o d r ía m o s h a b la r d e l in v e n to r— lo d e n o m in a
objeto tran sicio n al. A p e s a r d e q u e rio dedica m á s qu e u n a p a rte d e l
artículo a la d e sc rip c ió n d e e ste objeto, d e su a d v e n im ie n to y d e su s
,m o d o s d e u tiliza c ió n , a p e s a r de q u e habla al m ism o tiem p o —ya en
él título—, d e fen ó m en o s tr a n sic io n a le s, que o rien ta toda s u d e m o s ­
tración hacía la e x is te n c ia de u n tercer área , la cu a l a seg u ra u n a
transició n e n tre el y o y e l no-yo, la pérd id a y la p resen cia , el n iñ o y
s u m adre, y q u e su b r a y a fin a lm e n te q u e el objeto tra n sic io n a l n o es
m ás q u e e l sig n o ta n g ib le d e e s te c a m p o de experiencia, a p e s a r d e
to d o esto, e l d e sc u b r im ie n to d e W innicott se vio rá p id a m e n te re s­
tringido, p o r aq u ello s m is m o s q u e lo ado ptaban , a l d e sc u b rim ie n to
de u n objeto. ¡O tr o o b je to m á s ! D e stin a d o a c o n s ta r c o m o p re c u r-
so r d e lo s o b je to s p a rcia les, a lo su m o , p ró x im o a l o b je to fe tic h e , u n
o b je to c u y a s m u e s tr a s co n v e n d ría e n u m e ra r d e m a n e r a m á s p re ­
c is a , fe c h a r y c ir c u n sc rib ir s u em pleo , c u a n d o lo q u e a n te to d o in te ­
resaba a W in n ic o tt, p e ro le interesaba e n p r im e r lu g a r clín ica­
m ente, y lo q u e c o n s titu y e e l m é rito d e s u d e s c u b r im ie n to p a ra
to d o p sic o a n a lista , s e o c u p e o n o d e n iñ o s, e s e l á re a in te rm e d ia :
área q u e e l p sic o a n á lisis n o só lo h a d e sc u id a d o s in o q u e e n c ie rto
se n tid o s u s in s tr u m e n to s co n c e p tu a le s —te ó ric o s o té c n ic o s— le im ­
p id en p e rc ib ir y , a re su lta s d e esto, de h a c e r ad v en ir.
M i o p in ió n es q u e, p a ra acla ra r e sté m a le n te n d id o , W in n ic o tt
to m a a q u í c o m o p u n to d e p a rtid a s u artic u lo d e 1951, P u n to d e p a r­
tida: el a u to r, e s ta v e z sin am b ig ü ed a d p o sib le , v a a p ro c e d e r d el
objeto a l esp acio tr a n sic io n a l a se g u ra n d o a l m is m o tie m p o e n e l
le c to r e ste m o v im ie n to d e tra n sic ió n ... T e n e m o s, p u e s , q u e e l libro
se inicia c o n e ste a rtic u lo y a viejo . S in e m b a rg o , c ie r to s p a sa je s h a n
sido s u p r im id o s e n e sta n u e v a v e rsió n (e n tr e o tr a s c o s a s ta c o m p a ­
ra ció n c o n e l fe tic h is m o ,456), p e ro so b re to d o n u e v o s d e sa r ro llo s h a n
sid o a p o rta d o s y e s n e c e sa rio su b ra y a r e n se g u id a s u im p o rta n c ia
d e n tro d e la e v o lu c ió n d e l p e n sa m ie n to d e W in n ic o tt. ¿sí d ese n la c e
dilu cid a e n e fe c to , d e m a n e ra retro a ctiva , to d o e l re c o r rid o a n te ­
rior:s
*
*
*
E l re s u lta d o fin a l d e s u s in vestig a cio n es lo e n c o n tr a m o s e ri e l
ú ltim o te x to q ue escrib iera e l a u to r, bajo u n a fo r m a ta n c o n d e n sa d a
c o m o fu lg u ra n te y q u e se p u b licó d esp u és d e s u m u e r te * T o d a la in­
ve stig a ció n teó ric a d e W in n ic o tt h a e sta d o m a rc a d a p o r e l e n c u e n ­
tro c o n e so q u e e n psico a n á lisis , n o s sitú a fr e n te «a lo s lim ite s d e lo
a n a liza b le » 7: ca so s-lím ite , situ a d o s e n tre la n e u r o s is y la p sic o sis,
q u e d esa fía n a l a n a lista e n s u s p o d e re s y e n s u se r,-p e ro ta m b ié n , y
m u c h o m á s p ro fu n d a m e n te , lo s ló n ite s d e to d a o rg a n iza c ió n , y a se a
n e u ró tic a o p sic ò tic a . L a c u e stió n e stá c la r a m e n te e n u n c ia d a e n
«Fear o f B re a k d o w n » : «E l y o org a n iza d e fe n sa s c o n tr a e l d e s m o r o 4 . L o q u e ve n d ría a co n firm a r nuestra, h ip ó te sis seg ú n Ja c u a l n o e s c o n v e ­
n ien te fo c a liza r la a te n c ió n so b re e l lu g a r d e i o b je to tra n sic io n a l.
5 . Piara u n a p re se n ta c ió n d e l co n ju n to d e la o b ra d e W in n ico tt, n o s p e rm itim o s,
re m itir a l le c to r a l p refa cio q u e M a su d K h a n esc rib ió p a ra La con su ltatim i thérapeutíque et fe n ia n i. (G a B m a rd , 1 9 72).
6. «Fear of breakdown». Internai. Review of Psycho-Anaiysis, 1974, «-• 1;
trad. fr. en Nouvelk revuc dp psychanalysc, n.° ti.
7. E s te e s e l tú id o q u e d im o s a u na recien te re c o p ila c ió n d e la N ou velle ren te
d e p sych analysc.
IV
atam iento d e s u p ro p ia o rg a n iza c ió n : e s la o rg a n iza c ió n d el y o la
q u e s e halla a m en a za d a .» Y: ««os e q u iv o c a ría m o s si c o n sid e rá ra ­
m o s la a fe c c ió n p sic ò tic a c o m o u n d e s m o r o n a m ie n to . E s una o rg a ­
n iza ció n d e fe n siv a v in c u la d a a u n a a g o n ía p rim itiv a .» A g o n ía p r o ­
p ia m e n te «im p e n sa b le » c u y a s m o d a lid a d e s e sb o z a W in n ic o tt (q u ie­
bra de la *re s id e n c ia » en el cu erp o , p érd id a d e l se n tid o de lo real,
se n sa c ió n d e q u e u n o no c e sa d e caer, etc.}; a g o n ía su b y a c e n te c o n ­
tra la c u a l se c o n s titu y e to d a te n ta tiv a d e e s tru c tu r a c ió n , to d o sín ­
d ro m e p sic o p a to ló g ic o q u e s e c o n s u m e p o r d o m in a rla ; ago nía q u e
evo ca , sin llegar a la c a stra c ió n , u n a b rech a in sa lv a b le o a b ism o sin
fin, esa d o b le im a g en d e fr a c tu ra y d e ca ída c o n te n id a en e l té rm in o
breakdow n,* h o y y a ta n d ete rio ra d o p o r e l u so .
L a te sis s o s te n id a en e l a rtíc u lo e n c u e s tió n c o n s is te e n q u e e l
d e sm o ro n a m ie n to —e l b reak d o w n — ta n te m id o p o rq u e a m e n a za
siem p re c o n te n e r lu ga r en e l fu tu ro , d e h e c h o y a h a te n id o lugar en
el p a sa d o . P ero —y a q u í se e n c u e n tr a la p a ra d o ja c e n tr a l —ha te nid o
tu g a r sin h a b er e n c o n tr a d o s u lu g a r p síq u ic o ; n o ha q ued ado regis­
trado e n n in g u n a p arte. C o n tra lo q u e se su e le p o stu la r, n o se tra ta
d e u n tr a u m a tis m o o c u lto p ro fu n d a m e n te en la m e m o ria . T am p o co
se e n c u e n tra re p rim id o e n e l s e n tid o d e u n a h u ella q u e se inscrib iría
d e n tr o d e u n s is te m a re la tiv a m e n te a u tó n o m o d e l a p a ra to p síq u ic o .
In c lu so h a b la r d e «d iv a je », c o n lo q u e e llo im p lica d e p re se n c ia d e
Un e le m e n to in te rn o ir red u ctib le, m a n te n id o a l m a rg en , se ria ta m -,
bién, a m i m o d o d e v er, erró n eo . S i H e n W in n ic o tt re cu rre e n a lgu­
n a s o è a sio n e s a e s to s c o n c e p to s c lá sic o s, n o e s d ifíc il d a rse cu en ta;
d e q u e n o le re s u lta n d e l to d o a d e c u a d o s p a ra lo q u e él p re te n d e e s­
clarecer; q u e la m is m a id ea de in c o n sc ie n te , im p u e sta a F re u d por,
eí fu n c io n a m ie n to p sic o n e u ró tic o , n o le p a re c e c a p a z d e sig n ifica d
e sta d im e n sió n d e la a u sen cia q u e re c o n o c e c o m o u n va cío n e c e sa ­
rio en e l su je to .* A d e la n ta ré ta m b ié n q u e é l tó p ico fre u d ia n o d e tas
in sta n c ia s y d e las loca liza cio n es p síq u ic a s , s i b ie n es apro piado
p ara rep resen ta r e l c o n flic to in tra su b je tiv o , a p a rece e n W in n ic o tt
c o m o se c u n d a rio , c o m o u n a c o n s tr u c c ió n e n la q u e e l s í m is m o
(sai) —e l su je to — h a sid o y a m u tila d o . T o d a n u e s tr a co n c e p c ió n d e
la rea lidad p síq u ic a se ve e n to n c e s m o d ifica d a .
H a te n id o lug ar algo q u e carece d e lugar. L o q u e de te rm in a to d o
é l fu n c io n a m ie n to d e l a p a ra to e stá fu e r a d e la s c o n q u is ta s de éste.
*
E n in glés «bréale*, ro m p er, q u e b ra r; «á o w n », a b a jo . (N . deJ T .).
E n In g la terra , M a rió n M iin er h a co n ce d id o u n a fu n ció n p rim o rd ia l a la pro b iem á lica d e l e sp a c io va cio ; en F ro n d a , A n d ré G roen, a p a r tir d é fen ó m en o d e ¡a
a lu cin a ció n n eg a tiva , h a c e n tra d o 'su s ú ltim o s tra b a jo s en e l tem a d e l a u se n te .
&
V
' H
L o im p en sa ble h a c e lo p e n s a d o . A q u e llo q u e n o h a sid o v iv id o , ex p e ­
rim en ta d o , q u e esca pa a to d a p o sib ilid a d de m e m o riza c ió n se halla
e n lo m ás p ro fu n d o d el se r. (C o n W in n ic o tt la pa la b ra se r, being, a
veces escrita c o n m a yú scu la s¡ h a c e s u e n tra d a e n e l p sic o a n á lisis y
seria m u y c ó m o d o p o r n u e stra p a rte elu d ir la c u e stió n q u e e sta
em erge ncia n o s p la n te a d esp a c h á n d o la bajo la d esig n a ció n p e y o ra ­
tiv a de m istic ism o ). O m ejor: la laguna , el «b la n c o » (the gap) s o n
m á s reales q u e las p a la b ra s , lo s re c u e rd o s, lo s fa n ta sm a s q u e in te n ­
ta n en cu b rirlo s. E n c ie rto s e n tid o n o h a y a n á lisis, so b re to d o a q u e ­
llos q ue nos in d u c e n a p e n s a r c o n tra d ic to ria m e n te q u e «van bten» y
q u e «no p asa nada», q u e n o n o s hag a n p e rc ib ir e sto , e n e l v a n o y la­
b o rio so rellena do, in te rp re ta tiv o p o r u n a p a rte o a so c ia tiv o p o r
o tra , de u n espacio d e sé rtic o . E s te b la n co , rep itá m o slo , n o es el
sim p le bla n co d e l d isc u rso , lo b o rra d o p o r la c e n su ra , lo la te n te d e
lo m a n ifiesto . E s , en s u p re se n c ia -a u se n c ia , te s tim o n io d e u n n o -vi­
vido; lla m a m ie n to , ta m b ié n , a q u e se le re c o n o z c a p o r p rim e ra vez,
a que se en tr e en rela ció n c o n é l a fin d e q u e a q ue llo q u e n o esta b a
m á s que so b reca rg a d o d e s e n tid o p u e d a to m a r vida. «S ó lo a p a rtir
de la n o -e xiste n cia p u e d e c o m e n z a r la e x iste n c ia
E s p re c isa m e n te e s to ú ltim o lo q u e c o n c e d e to d o s u va lo r a e sa s
p o ca s pá ginas a ñ a d id a s910 a l te x t o o rig in a l d e l a rtíc u lo so b re lo s o b ­
je to s tra n sic io n a le s ; e l e je m p lo to m a d o d e u n a se s ió n n o s h a c e ca p ­
ta r en vivo, e n u n a o p e ra c ió n ta n so r p re n d e n te p a ra W in n ic o tt
c o m o para s u p a cie n te, e n u n a ex p e rie n c ia m u tu a , e l va lo r d e a c tu a ­
lidad que p u e d e n a d q u ir ir fó r m u la s c o m o é s ta : «La c o sa rea l e s ¡a
co sa que n o e stá allí». «Lo n eg a tiv o e s la ú n ic a c o sa p o s itiv a *.
«T o d o lo q u e te n g o e s lo q u e n o tengo*.
A p a re n te m e n te n o s e n c o n tr a m o s lejos d e la c u e stió n q u e p ro ­
p o rcio n a a e ste libro s u te m a ex p lícito , ^p o sitiv o » : e l jueg o. Y d igo
a p a re n te m e n te p o rq u e lo q u e v a m o s a leer e s u n elo gio d e la ca p a ci­
d a d de ju g a r ( d é la m is m a m a n e ra q u e e x is te n ta m b ié n elogios, a u n ­
q u e m en o s sin c e ro s, d e la lo cu ra ). Y el le c to r no p o d rá m e n o s q u e
m ara villa rse a l v e r a u n p sic o a n a lista —ta n «d e se n c a n ta d o s» p o r lo
general, ta n d is p u e sto s a d e s m o n ta r n u e s tr o c ú m u lo de ilu s io n e s reco rd am o s c o n s u til in g e n u id a d que, p o r ejem plo, «lo n a tu ra l e s
ju g a r y q u e el p sic o a n á lisis es u n fe n ó m e n o m u y so fistic a d o d e l si­
glo X X » . A lo largo d é la le c tu ra d e l libro su rg e u n a y o tr a v e z u n a
pregun ta : ¿q ué es lo q u e n o s h ace s e n tir «vivos», m á s allá d e la
a d a ptación , q u e sie m p re im p lic a s u m is ió n , a n u e s tr o m ed io ? I n t e ­
9.
W.
VI
*Fear o f b rea k d a w n » , o r í. c ü .
Páginas 39-4$ de e s te libro.
rrogante éste q u e la o rg a n iza c ió n n e u ró tic a pu ed e lleva rn o s a e lu ­
dir, m ien tra s e ste m o s a tra p a d o s p o r la m á q u in a de sig nificar, e n la
secuencia a rm o n iza d a d e l fa n ta s m a ; p e ro a l que, sin em bargo , el
sujeto n o s arroja in e v ita b le m e n te a llí d o n d e e s té lo p s ic ò tic o .
Cada u n o d eb erá a p recia r p o r s í m ism o , e n p rim e r luga r p o r el
éco que e n c u e n tre n e n él, las r e s p u e sta s q u e W b fn ic o tt a p o rta , n o
ya en el re su m e n q u e c o n c lu y e to d o s s u s ca p ítu lo s sin o en el m o v i­
m iento m ism o de u n a fr a se o de u n p á rra fo —d o nd e tien en lu g a r el
tiem po y la in v e n c ió n q u e a se g u ra n , c o m o el ju eg o o la p o e sía , e l
pasaje de u n esp a cio a l o tr o —, o ta m b ié n en el desa rro llo d e u n a s e sión relatada. Q u isiera ú n ic a m e n te p o n e r e n guard ia a l le c to r —d e l
co n tin en te — c o n tr a d o s te n ta c io n e s crítica s que, p o r ser c o n tr a d ic ­
torias, c o n seg u iría n re d u c ir a p o c a co sa la ap o rta ció n , a m i ju ic io
considerable, d e e ste libro: c o n sid e ra r e l «genio» de W in n ic o tt
com o algo ta n o rig in a l y ta n im p re g n a d o d e in tu ic ió n qu e n o fu e r a
capaz de in teg ra rse a l p e n s a m ie n to p sicoan alitico , e n g e n d ra n d o a
lo su m o im ita d o re s ap lica d o s; o bien, te n ta c ió n inversa , s u s ta n tiv a r
los c o n cep to s e x p u e sto s p o r e l a u to r c o n e l p ro p ó s ito de e n m a r c a r
m ejor los lím ite s o e l c a rá c te r «pre-anatítico»; ¿qué es este s í m is m o
y esta «bú sq u ed a d e l s í m ism o » ? —c a b e p re g u n ta rse e n to n c e s— s in o
el re su rg im ie n to d e l m ito d e u n a lm a co n sa grada a la verdad , cu y a
plenitud ignoraría (el e s q u ito } ir redu ctib le? ¿Q ué es esta «c re a tiv i­
dad prim a ria » a la q u e se s u p o n e m á s fu n d a m e n ta l q u i la su b lim a ­
ción de las p u lsio n e s, sin o la n o sta lg ia d e u n in m ed ia to q ue a n u la e l
distanciam áento n e c e sa r ia m e n te in tro d u c id o p o r la re p rese n ta ció n ?
¿Qité significa e sta «m a d re s u fic ie n te m e n te buena» q u e tr a n sfo r m a
a la n a lis ta en n o d riza (h e m o s o íd o e s ta s palabra s), exclu ye el N o m bre-del-Pádre y d e se x u a liza e l an á lisis. O bjeciones inevitables y ya
estereotipada s a las q u e se e x p o n e u n a n a lista d esd e e l m o m e n to en
q u e av an za fu e r a d e lo s c a m in o s ba liza d o s , d esd e q u e re c o n o c e en
s i m ism o y en el a n á lisis esa «á rea d e lo inform e» qu e d e sc u b re ,
tarde o tem p ra n o , e n s u p a c ie n te .
E ntre centro y au sen cia; e ste titu lo de M ic h a u x ev o ca ría b ie n el
pro yecta de W in n ic o tt, in te n to a rriesg ado, frágil y p ro n to a reca er
—lo m ism o qu e e l ju e g o e l cua l, e n tr e las a ctivid a d es h u m a n a s, le
sirve de referencia, m á s q u e d e m o d e lo — e n u n a rea lid a d q u e n o
tiene o tra c u a lid a d m á s q u e e sta r o q u e no es otra c o sa q u e la s u ­
perficie p ro yecta d a d e u n a rea lid a d in tern a, de un s iste m a fa n ta sm ático cerrado, q u e se a lim e n ta ria a s i m ism o . E l s i m ism o n o es el
centro; ta m p o co es lo in a ccesib le, o c u ltó en algún lug ar e n los plie­
gues del ser. S e en c u e n tra en é l in te rv a lo e n tr e e l fu era y e l a d e n tr o
entre el y o y el no-yo, e n tr e e l n iñ o y s u m adre. E l espacio p o te n c ia l
d ifíc ilm e n te s e deja c irc u n sc rib ir d e n tr o de u n n u e v o tó p ico . S in
e m b a rg o lo s lím ite s de los d o s e sp a c io s ú n ic o s so b re lo s cu a les p o ­
d e m o s a c tu a r y q u e in te n ta m o s c o n tro la r —e l e x te r n o y e l in te rn ó ­
le in d ic a n s u lug a r a u sen te, va cío. Y a n o n o s e n c o n tr a m o s ex a cta ­
m e n te e n e l m a rc o de la d ra m a tu rg ia fr e u d ia n a e n el q u e se e n fr e n ­
ta n las fig u ra s de l Padre y d é la M a d re, e n ese g ra n te a tro d e s o m ­
b ra s in d e fin id a m e n te rep resen ta d o , tr a v e stí, d esd o b la d o , r e to m a d o
e n e l fa n ta s m a . N o es ta m p o c o e l re c e p tá c u lo k le in ia n o el yo-bolsa
d e b u e n o s y m a lo s ob jeto s d e d ic a d o s a u n a d ia léctica s in fin d e in tr o y e c c io n e s y p ro yeccio n es. E n W ín n ic o tt n o h a y esc e n a rio do n d e
se rep ita lo originario, n i c o m b in a to r ia e n ta q u e lo s m is m o s ele­
m e n to s p e r m u te n en e l c irc u lo , sin o u n te rre n o d e ju eg o , de fr o n te ­
ras m ó v ile s q u e hace n u e stra realida d. E l e x tr e m o de u n a cu erd a , el
ritm o de su p ro p ia resp ira ción, u n ro stro , u n a m ira d a q u e n o s co n ­
ce d e la c e rte za d e existir, u n a se s ió n e n la q u e u n o se e n c u e n tra
so lo c o n a lguien : po ca cosa, m en o s q u e n a d a , s im p le m e n te lo que
m e s u c e d e c u a n d o e sto y e n d is p o sic ió n d e recib irlo . E n to n c e s lo e n ­
c o n tr a d o n o e s y a el p re c a rio s u s titu to d e lo p e rd id o , lo in fo rm e n o
es m á s el sig n o d e l c a o s (a l co n tra rio , la im p re s ió n d e l c a o s e s el re ­
p u d io a n s io s o de lo in fo rm e ), el a lm a n o fu n c io n a m á s c o m o u n ó r­
g a n o se p a r a d o d e l cu erp o . D e l ju e g o a l y o : é s te e s e l m o v im ie n to
—re to m a d o sin c esa r, re in v e n ta d o , n a d a d e lin e a l e n e l re c o rrid o —
d el p re s e n te lib ro .
E l e sp a cio p o te n c ia l q u e e v o c a —y q u e s e in s titu y e y a e n la lec­
tu ra q u e m a n te n e m o s c o n él— n o s h a c e se n s ib le s a u n a realidad
q ue p e rc ib im o s a m e n u d o p o r defecto. Un v in c u lo s e h a crea d o c o n
el a u to r , p r o m e s a re n o v a d a y fir m e d e u n e n c u e n tro . Y a n o n o s
q u ed a m á s q u e a c u d ir a la cita.
J . 13. P o n ta lis
VIII
A m is p a c ie n tes,
q u e pa garo n
p o r en se ñ a rm e.
a g r a d e c im ie n t o s
Deseo agradecer a Mrs. Joyce Coles p o r su ay u d a en la
preparación del m anuscrito.
Tengo c o n traíd a, adem ás, una gran deuda con M asud Khan
por sus críticas constructivas a mis escritos, y por h aber estado
siempre a m ano (esa es mi im presión) cuando h acía falta una
opinión práctica.
En la dedicatoria ya expresé mi gratitud hacia mis pacientes.
Por la autorización para reproducir m ateriales que ya se
publicaron debo mi agradecim iento a los siguientes: et director
de C h ild P sy c h o lo g y a n d P sy c h ia try ; el director de F o r u m ; el
de Pediatrics; el d irecto r de In te rn a tio n a l J o u rn a l o f P sych oA n a ly sis ; el d irecto r de la Biblioteca Internacional de Psicoaná­
lisis; eí d o cto r P eter Lom as, y H ogarth Press, Londres.
INTRODUCCION
Este libro es una am pliación de mi trabajo “Transitional
Objects and Transitional Phenom ena” (1951). A nte todo quiero
volver a form ular la hipótesis básica, aunque ello constituya una
reiteración. Luego deseo presentar desarrollos posteriores que se
produjeron en mi propio pensam iento y en mis evaluaciones de
materiales clínicos. Cuando lanzo una mirada retrospectiva a la
década pasada me siento cada vez más im presionado por la
forma en que la conversación psicoanaiítica que siempre se
desarrolla entre los propios psicoanalistas y la bibliografía
descuidaron esa zona de conceptualization. Pareciera que se
hubiese olvidado ese territorio del desarrollo y la experiencia
individuales, a la vez que se concentraba la atención en la rea­
lidad psíquica, que es personal e interior, y en su relación con la
realidad exterior o com partida. La experiencia cultural no ha
encontrado su verdadero lugar en la teo ría em pleada por los
analistas en su trabajo y su pensam iento.
Por supuesto, se observa q ue esta, que se puede describir
como zona interm edia, ha sido reconocida en la obra de los
filósofos. En teología adquiere una form a especia) en la eterna
controversia respecto de la transustanciación. Aparece con. toda
su fuerza en los trabajos característicos de ios llamados poetas
metafísícos (D onne, etcétera). Mi propio enfoque deriva de mi
estudio de ios recién nacidos y los niños pequeños, y cuando se
considera el papel de dichos fenóm enos en la vida del niño es
preciso reconocer e! puesto central que ocupa Winnie the
13
Pooh;* de buena gana agrego una referencia a las tiras cómicas
de Peanuts** p o r Schulz. Un fenóm eno universal, com o el que
considero en este libro, no puede encontrarse, en rigor, fuera de
la esfera de quienes se ocupan de la magia de la vida creadora e
imaginativa.
Me ha tocado en suerte ser un psicoanalista q u e, quizá de­
bido a que antes h abía sido pediatra, intuyó la im portancia de
ese universal en la vida de los pequeños y los niños, y quiso
integrar sus observaciones a la teoría que constantem ente esta­
mos desarrollando.
Creo que ahora se reconoce en general que lo que estudio en
esta parte de mi trabajo no es el trozo de tela o el osito que
usa el bebé; no se tra ta ta n to del objeto usado com o del uso de
ese objeto. Llamo la atención hacia la paradoja q ue im plica el
uso, por el niño pequeño, de lo que y o denom iné o b jeto transicional, Mi contribución consiste en pedir que la paradoja sea
aceptada, tolerada y respetada, y que no se la resuelva. Es p o ­
sible resolverla m ediante la fuga hacia el funcionam iento intelec­
tual dividido, pero el precio será la pérdida del valor de la
paradoja misma.
Una vez que se la acepta y to lera, tiene valor para to d o s los in­
dividuos hum anos que no solo viven y habitan en este m un d o , si­
no que adem ás son capaces de ser enriquecidos infinitam ente p o r
ia explotación del vínculo cultural con el pasado y el fu tu ro . Esta
ampliación del tem a básico es lo que me ocupa en este libro.
Al escribir este volum en sobre los fenóm enos transicionales
descubro que sigue resultándom e molesto ofrecer ejem plos. Esa
molestia obedece a la razón que ofrecí en mi trabajo prim itivo:
los ejem plos pueden com enzar a identificar ejem plares e iniciar
un proceso de clasificación de tipo artificial y arbitrario, en
tanto que yo me refiero a algo que es universal y posee una
variedad infinita. En cierto m odo se parece a la descripción del
rostro hum ano, cuando lo describim os en térm inos de form as,
ojos, nariz, boca y orejas, aunque sigue en pie el hecho de que
no existen dos caras exactam ente iguales, y que m uy pocas son
siquiera parecidas. Dos caras pueden asemejarse cuando se
encuentran en reposo, pero en cuanto se anim an son distintas,
* Personaje infantil dei novelista inglés A. A. Milne 0882-1956).
LN. d e l T .).
** Un matutino porteño publica la tira, a cuyo protagonista rebautizó
con el nombre de Rabanitos. (M d e l T.),
í4
Sin embargo, a pesar de mi aversión, no deseo om itir por com ­
pleto esa clase de aporte.
Cóm o estos tem as pertenecen a las prim eras etapas del desa­
rrollo de todos los seres hum anos, existe un am plio cam po
clínico que espera ser explorado. Un ejemplo de ello sería el
estudió de Olive Stevenson (1954), que se realizó cuando esta
era estudiante de pediatría en la Escuela de Econom ía de Lon­
dres. Eí d o cto r Bastiaans me informa que en Holanda es ya una
práctica corriente que los estudiantes de medicina incluyan una
íiivestigacjón de los o bjetos y los fenóm enos transicionales
cuando hacen la historia clínica de los niños y sus padres. Los
hechos son aleccionadores.
Es claro que los d ato s que se obtengan tienen que ser inter­
pretados, y para usar a fondo las inform aciones ofrecidas o las
observaciones efectuadas en form a directa, acerca de la con­
ducta de los bebés, es preciso ubicarlas en relación con una
teoría. De ese m odo, los mismos hechos pueden tener un signi­
ficado para un observador y uno distinto para otro. Pero este es
un campo prom isorio para la observación directa y la investiga­
ción indirecta, y de vez en cuando los resultados de las inves­
tigaciones que se realizan en este campo lim itado llevan a un
estudioso a reconocer la complejidad y la im portancia de las
primeras etapas de la relación de objeto y la form ación de
símbolos.
Conozco una investigación formal de estos tem as y quiero
invitar al lector a prestar atención a las publicaciones que surjan
de ella. La profesora R enata Gaddini, en Rom a, lleva a cabo un
complicado estudio de los fenóm enos transicionales, para lo
cual utiliza tres agolpam ientos sociales distintos, y y a ha em pe­
zado a form ular ideas basadas en sus observaciones. E ncuentro
valiosa la utilización, p o r la profesora Gaddini, de la idea de los
precursores, que le perm ite incluir en el tem a los prim eros
ejemplos de succión del p u ñ o , el dedo, el pulgar y la lengua, y
todas las complicaciones q ue rodean el uso de un muñeco o un
chupete. Tam bién ha introducido en el tem a la acción de
mecer, tanto e! m ovim iento rítm ico del cuerpo deí niño como
el balanceo de la cuna y el efectuado por la persona que lo
tiene en brazos. El mesarse de los cabellos es un fenóm eno afín.
Otro intento de elaborar la idea del objeto transicional es el
efectuado por Joseph C, Solom on, de San Francisco, cuyo tra­
bajo “ Fixed Idea as an Internalízed Transitionai O bject”
(1962), introdujo un nuevo concepto. No sé m uy bien hasta
15
q u é p u n to
e sto y
d e a c u e r d o c o n e l d o c t o r S o l o m o n , p e r o lo
q u e im p o r ta e s q u e c u a n d o se t ie n e a m a n o u n a t e o r ía so b re lo s
fe n ó m e n o s
tr a n s i c io n a le s
es
p o s ib le
m ira r
con
o jo s
nu evos
m u c h o s p r o b l e m a s a n ti g u o s
M i c o n t r ib u c ió n en e s t e a s p e c to d e b e s e r -v in c u la d a c o n e l
hecho
d e q u e ahora m e e n c u e n tr o e n
c o n d i c i o n e s d e r e a liz a r
o b s e r v a c i o n e s c lí n i c a s d i r e c t a s d e b e b é s , q u e h a n c o n s t i t u i d o ,
p o r c i e r t o , la b a s e d e t o d o l o q u e i n c o r p o r é a la t e o r í a . P e r o
to d a v ía sig o e n c o n ta c to c o n
la s d e s c r i p c i o n e s q u e l o s p a d r e s
p u e d e n o fr e c e r d e su s e x p e r ie n c ia s c o n a i s n iñ o s , s i sa b em o s
c o n c e d e r l e s la o p o r t u n id a d d e r e c o r d a r la s a a i m a n e r a y e n s u
m o m e n t o . T a m b i é n s ig o e n c o n t a c t o c o n l a s r e f e r e n c ia s d e l o s
p r o p io s n iñ o s a su s o b j e t o s y t é c n ic a s s ig n ific a tiv o s .
16
/
O B JE T O S T R A N S IC IO N A L E S
Y F E N O M E N O S T R A N S IC IO N A L E S
E n e s t e c a p í t u l o o f r e z c o m i p r im e r a h i p ó t e s i s , ta l c o m o la
fo r m u lé e n 1 9 5 1 , y l u e g o s i g o c o n d o s e j e m p l o s c l í n i c o s .
1
M I P R IM E R A H I P O T E S I S 1
E s b i e n s a b id o q u e l o s r e c ié n n a c i d o s t i e n d e n a u sa r e l p u ñ o ,
l o s d e d o s . l o s p u lg a r e s , p a r a e s t im u la r la z o n a e r ó g e n a o r a l, p a r a
S a tis fa c e r io s i n s t i n t o s e n e s a z o n a y , a d e m á s , p a ra u n a tr a n q u ila
u n i ó n . T a m b ié n se s a b e q u e a l c a b o d e u n o s m e s e s l o s b e b é s
¿ e n c u e n tr a n p la c e r e n j u g a r c o n m u ñ e c a s , y q u e la m a y o r ía dfe
la s m a d r e s l e s o f r e c e n a l g ú n o b j e t o e s p e c ia l y e s p e r a n , p o r d e ­
c ir l o a s í , q u e se a f i c i o n e n a e l l o s .
E x is te
una
r ela ció n e n t r e
e sto s d o s g r u p o s de fe n ó m en o s,
s e p a r a d o s p o r u n in t e r v a lo d e t i e m p o , y e l e s t u d i o d e l p a s o d e l
¿ p r im e r o a i s e g u n d o p u e d e r e s u lt a r d e p r o v e c h o y u tiliz a r i m p o r ­
t a n t e s m a t e r i a le s c l í n i c o s q u e e n c ie r ta m e d id a h a n s i d o d e ja d o s
a u n la d o .
JPubiicado cn I n te r n a tio n a l J o u rn a l o f P sy c h o -A n a ly sis, vol. 34,
Segunda Parte, 1953: y cn D. W. W innicott, C o lle c te d P a p ers: T h ro u g h
p a e d ia tric s to P s y c h o -A n a ly s is ,. 1958a, Londrcs, Tavistock Publications.
17
LA P R IM E R A P O S E S IO N
Quienes se encu en tran en estrecho contacto con los intereses
y problem as de las m adres tendrán ya conocim iento de las
riquísim as p autas que exhiben ios bebés en su uso de su pri­
mera posesión de “ no-yo” . Gracias a que las exhiben, es posible
som eterlas a observación directa.
Se advierte una amplia variación en la secuencia de hechos
que em pieza con las primeras actividades de introducción de)
puño en la boca p o r el recién nacido, y que a la larga lleva al
apego a un o sito , una m uñeca o un juguete, blando o duro.
Resulta claro que a q u í hay algo im portante, aparte de la excita­
ción y satisfacción ora!, aunque estas puedan ser la base de
todo lo demás. Se pueden estudiar m uchas otras cosas de
im portancia, en tre ellas:
1. La naturaleza del objeto.
2. La capacidad dei niño para reconocer el o b jeto com o un
“no-yo” .
3. La ubicación del objeto: afuera, adentro, en el lím ite.
4. La capacidad del niño para crear, idear, im aginar, p ro ­
ducir. originar un objeto.
5. La iniciación de un tipo afectuoso de relación de objeto.
Introduzco los térm inos “objetos t ransicionales” y “ fenó­
menos transicionales” para d e s ig n a r la zona interm edia de
experiencia, e n tr e el pulgar y e¡ ósfto, é n tre 'e ré ro tís m ó oral y
fiTTeTdádéra rc)ác¡Ó h~de^(^jH ^
, primarla y la ’pToyéccíon"
el desc{mo c Í m te n T (r p n lm ñ ^ ^
la acTivIdM^
de
Mediante esta definición, el parloteo deí bebé y ia m anera en
que un niño m ayor repite un repertorio de canciones y m elo­
días m ientras se prepara para dorm ir se ubican en la zona ínter,
media, com o fenóm enos transicionales, ju n to con el uso que se
hace de o bjetos que no form an parte de! cuerpo del niño
aunque todavía no se los reconozca dei todo como p erten e­
cientes a la realidad exterior.
¿ o inadecua do d e ia fo r m u la c ió n h a b itu a l
d e la naturaleza h u m a n a
En general se reconoce que una exposición de la naturaleza
humana en térm inos de relaciones interpersonales no resulta
suficiente, ni siquiera cuándo se tienen en cuenta la elaboración
18
imaginativa de la función y el to tal de la fantasía, ta n to cons­
ciente com o inconsciente. Hay o tra manera de describir a ías
personas, que surge de las investigaciones de las dos últim as
décadas. De cada individuo que ha llegado a ser una unidad,
con una m em brana lim itante, y un exterior y un interior, puede
decirse que posee una rea lida d in te rn a , un m undo interior que
puede ser rico o pobre, encontrarse en paz o en estado de
guerra. E sto es u na ayuda, ¿pero es suficiente?
Yo afirm o que así com o hace falta esta doble exposición, ta m ­
bién es necesaria u n a triple: l y ercera .p a rte ,,d e ja.^y.ida...d,e un .ser
hum ano, u na parte de la cual no podem os hacer caso om iso, es
una zona interm edia á e ^ e x p m m s i a .
rcáfidacT i n f i ^
trata- de una zona que ño
es objeto de desafío alguno, porque no se le presentan exigen­
cias. salvo la de que exista como lugar de descanso para un
individuo dedicado a la perpetua tarea hum ana de m antener
separadas y a la vez interrelacionadas la realidad interna y la
exterior.
Es habitual la referencia a la “ prueba de la realidad” , y se
establece una ciara distinción entre la apercepción y la percep­
ción. Yo afirm o que existe un estado interm edio en tre la in­
capacidad del b ebé para reconocer v aceptar. Ja., realidad, v su
creciente capacidad para ello . Estudio, pues, la sustancia de la
fá s ío n l lo q ue se perm ite al niño y lo que en la vida adulta es
inherente del arte y la religión, pero que se convierte en el sello
de la locura cuando un adulto exige demasiado de la credulidad
de los dem ás cuando los obliga a aceptar una ilusión que no les
es propia. Podem os com partir un respeto por una ex p erien cia
iluso ria, y si querem os nos es posible reunirlas y form ar un gru­
po sobre la base de la semejanza de nuestras experiencias iluso­
rias. Esta es una raíz natural del agrupam iento entre los seres
hum anos.
Espero que se entienda que no me refiero exactam ente al
osito del niño pequeño, ni al uso del puño por el bebé (pulgar,
dedos). No estudio específicam ente el primer objeto de las rela­
ciones de o bjeto. Mi enfoque tiene que ver con la primera p o ­
sesión, y con la zona interm edia entre lo subjetivo y lo que se
percibe en form a objetiva.
D esarrollo d e un a p a u ta pe rso n a l
En la bibliografía psicoanal trica existen m uchas referencias al
avance desde la etap a de “ la m ano a la boca” hasta la de “ la
19
m ano a los genitales” , pero quizá las haya en m enor m edida en
lo que respecta a los posteriores progresos en m ateria de manípuiación de verdaderos objetos *‘no-yo” . E n el desarrollo de un
niño pequeño aparece, tarde o tem prano, una tendencia a en­
tretejer en la tram a personal objetos-distintos-que-yo. En cierta
m edida, estos objetos representan el pecho m aterno, pero lo
que analizam os no es este p u n to en especial.
En el caso de algunos bebés, el pulgar se introduce en la
boca m ientras los demás dedos acarician el ro stro m ediante
m ovim ientos de pronación y supinación del antebrazo. La boca,
entonces, se m uestra activa en relación con el pulgar, pero no
respecto de ios dedos. Los que acarician el labio superior o
alguna o tra p a rte pueden o no llegar a ser más im portantes que
el pulgar intro d u cid o en la boca. Más aun, se puede en co n trar
esta actividad acariciadora po r si sola, sin la unión más directa
de pulgar y boca.
En la experiencia corriente se da uno de los casos siguientes,
que com plican una experiencia autoerótica com o la succión del
pulgar:
con (a o tra m ano el bebé tom a un o b jeto exterior, di­
gam os una parte de la sábana o frazada, y Jo introduce
en la boca ju n to con los dedos; o
«7 el tro zo de tela se aferra y succiona de alguna m anera, o
bien no se lo succiona; por supuesto, en tre los objetos
usados se cuentan las servilletas y (m ás tard e) los pañue­
los, y ello depende de lo que se encuentre fácil y cóm o­
dam ente al alcance de la m ano; o
iiij desde ios prim eros meses el bebé arranca lana y la reúne
y la usa para la parte acariciadora de la actividad; es
m e n o s com ún que trague la lana, incluso hasta el pu n to
de provocar trastornos; o
tv j se. producen m ovim ientos de m asticación, acom pañados
p o r sonidos de ‘'m am -m am ” , balbuceos, ruidos ansies, las
prim eras notas musicales, etcétera.
i)
Se puede suponer que estas experiencias funcionales van
acom pañadas por la form ación de pensam ientos o de fantasías.
A todas estas cosas las denom ino f e n ó m e n o s tr a n sic io m ies.
Por ¡o dem ás, de to d o ello (sí estudiam os ^ un bebé cualquiera)
pued£_suxgri^a^.a.aigÚ iJ.Íeiipm en,o..-quizás un puñado de lana
o la p u n ta de un edredón, o una palabra o m elodía, o una
20
m odalidad^,
bebé en el m om ento de disponerse a dorm ir, y qyje .e a u n u
defensa contra la ansiedad. e n e s p e r i a l co n tra la- d e -tip o d c p re sjyo. Puede que el niño haya en co n trad o algún o b jeto blando, o
de o tra clase, y lo use, y en to n ce s se convierte en lo que yo
llam o o b je to transicional. Este o b je to sigue siendo im portante.
Los padres llegan a conocer su valor y lo llevan consigo cuando
viajan. La m adre perm ite que se ensucie y aun que tenga mal
olor, pues sabe que si lo lava provoca u na ru p tu ra en la con­
tinuidad de la experiencia del b eb é, que puede destruir-la signi­
ficación y el valor del o b jeto para este.
Yo sugiero q ue la p au ta de los fenóm enos., transicionates.:
em pieza a aparecer desde los cuatro a seism eses h a sia io s ocho-a
doce. Dejo espacio, adrede, p ara am plias variaciones.
Las p autas establecidas en la in fa n c k ^ m e d e n persistir e n la
niñez, de m odo que el prim er o b jeto blando sigue siendo una
necesidad absoluta a la ho ra de acostarse, o en m om entos de
soledad, o cuando existe el peligro de un estado de ánim o
deprim ido. Pero en p le n a sa lu d s s 4 >roduce Una amplm ción gradu^
de
y a la larga esa am pliación se m antiene
incluso cuando está cercana la ansiedad depresiva. La necesidad
de un objeto o de una pauta de conducta específicos, que
com enzó a edad m uy tem prana, p uede reaparecer más adelante,
cuando se presente la am enaza de una privación.
Esta prim era posesión se usa ju n to con técnicas especiales
derivadas de la prim era infancia, que pueden incluir actividades
autoeróticas m ás directas o existir aparte de estas. En su vida el
niño adquiere poco a poco ositos, m uñecas y juguetes duros. Los
varones tienden en cierta m edida a pasar al uso de estos últim os,
en ta n to -q u e las niñas se o rien tan en form a directa a j a
adquisición de una fam ilia. Pero tiene im portancia destacar que
m , , e x i s t ^ u m j l i f e r e n c w ap reciable é n tr e los varon es y las n&U®,
s u p u s o d e to jp r im e m p o s e s ió n “n o - y o ", que yp. denom ino
oUétp.tiansiciQnal.
C uando el bebé em pieza a usar sonidos organizados ( “ m am ",
“ ta ’\ “ d a” ) puede aparecer una palabra para nom brar al objeto
transicional. Es frecuente q ué el nom bre que da a esps prim eros
o b jeto s tenga im portancia, y p o r lo general contiene en p arte una
palabra em pleada p o r los adultos. P o r ejem plo, la palabra puede
ser “ naa” , y la “ n ” provenir del em pleo de la palabra “nene” por
los adultos.
Debo m encionar que a veces no exisje un objeto transición* í
aparle de la m adre mism a. O el bebé se siente tan p e rtu rb ad o en
su desarrollo em ocional, que no )e resulta posible gozar del estado
de transición, o bien se quiebra la secuencia de los objetos usados.
Esta, sin em bargo, puede m antenerse oculta.
R e su m e n d e cua lida des especiales d e la relación
1. El bebé adquiere derechos sobre el objeto, y n o so tro s los
aceptam os. Pero desde el com ienzo existe com o característica
cierta anulación de la om nipotencia.
2. El ob jeto es acunado con afecto, y al mism o tiem po am ado
y m utilado con excitación.
3. Nunca debe cam biar, a m enos de que lo cam bie el p ro p io
bebé.
4. Tiene que sobrevivir al am or instintivo, asi com o al odio, y
si se trata de una característica, ada agresión pura.
5. Pero al bebé debe parécerle que irradia calor, o q ue se
mueve, o que posee cierta tex tu ra, o que hace algo que parece
dem ostrar que posee una-vitalidad o una realidad! propias.
6. Proviene de afuera desdé nuestro pu m o de vista, p ero no
para el bebé. Tam poco viene de adentro; no es una alucinación.
7. Se perm ite que su destino sufra una descarga gradual, de
m odo que a lo largo de los años queda, no ta n to o lv id a d o com o
relegado al lim bo. Q uiero decir con esto que en un estado de
Suena salud él ob jeto transicional no “ e n tra ", ni es forzoso q ue el
sentim iento relacionado con él sea reprim ido. No se lo olvida ni se
io llora. Pierde significación, y ello porque los fenóm enos transídónales se han vuelto difusos, se han extendido a to d o el te rri­
torio interm edio entre la “ realidad psíquica in tern a” y “ el m undo
exterior tal c o m o lo p ercib en d o s personas en co m ú n ", es decir, a
todo el cam po cultural.
En este p u n to mi tem a se am plía y abarca el del juego, y el de
la creación y apreciación artísticas, y el de los sentim ientos
religiosos, y el de los sueños, y tam bién el del fetichism o, las
m entiras y los h urtos, el origen y la pérdida de los sentim ientos
a fe c tu o so s, la adicción a las drogas, el talismán de los rituales
obsesivos, etcétera.
R ela c ió n d e l o b je to tra n sic io n a l c o n e l sim b o lism o
Es cierto que un tro zo de frazada (o lo que fuere) sim boliza un
objeto parcial, com o el pecho m aterno. Pero lo g ue im pqrta no es
tanto su valor sim bólico com o su realid ad. El que no sea ei pecho
22
(o la m adre) tiene tan ta im portancia com o la circunstancia de
representar al pecho (o a la madre).
claridad en tre la fan tasía y los hechos, entre los o b jeto s internos y
c re a tiv id ^ prim aria y la percepción. P ero en
mi o pinión el térm ino de o b jeto transición al deja lugar para el
proceso de adquisición de la capacidad; p a ra aceptardiferencias y
semejanzas. Creo q ue se puede usar una expresión que designe la
¿raíz del sim b o lism o en el tiem po, que describa el viaje del niño,
desde lo subjetivo pu ro hasta la objetividad; y m e parece que ei
objeto transicional (tro z o de frazada, etcétera) es lo que vem os de
ese viaje de progreso hacia la experiencia.
Es posible en ten d e r el objeto transicional y no entender del
todo la naturaleza del simbolism o. En apariencia, este solo se
puede estudiar de m anera adecuada en el procéso de crecim iento
de un individuo, y e n -el m ejor de los casos tiene un significado
variable. Por ejem plo, si consideram os la hostia del Santo Sacra«
m entó, que simboliza el cuerpo de Cristo, creo tener razón si digo
que para la com unidad católica rom ana e s el cuerpo, y para la
p ro testan te es un s u s titu to , un recordatorio, y en esencia no es
realm ente, de verdad, el cuerpo mism o. Pero en am bos casos es un
sím bolo.
D E S C R IP C IO N C L IN IC A D E U N O BJE T O T R A N S IC IO N A L
Quien se encuentre en contacto con padres e hijos dispondrá
de una infinita cantidad y variedad de m ateriales clínicos ilustra­
tivos. Los siguientes ejem plos se ofrecen apenas para recordar a
los lectores o tro s m ateriales sem ejantes, existentes en sus p ropias
experiencias.
D o s h erm an os:
co n stra ste e n e l p r im e r e m p le o d e p o sesio n es
D e fo rm a c ió n e n e l u so d e l o b je to transicio nal. X , ahora
u n hom bre sano, tuvo que hacer esfuerzos para abrirse paso
hasta llegar a la m adurez. La m adre “ aprendió a ser m adre”
en el cuidado de X cuando este era u n bebé, y pudo evitar
o tro s errores con los dem ás hijos gracias a lo que aprendió
con él. A dem ás existían razones exteriores para que se
sintiese ansiosa en el m om ento de la crianza más bien
solitaria de X , cuando este nació. Tom ó su papel de m adre
con sum a seriedad y lo alim entó a pecho durante siete
23
meses. Considera que en el caso de este eso fue dem asiado,
y ie resultó m uy difícil destetarlo. N unca se succionó el
pulgar o los dedos cuando lo d estetó , “ y no tuvo nada q u e
ie sirviera de su stitu to ” . N unca había tenido biberón, ni
chupete, ni o tra form a de alim entación. M ostró un muy
fuerte y prem aturo ap eg o hacia ella m is m a , com o persona,
y en realidad la necesitaba a ella.
D urante doce meses a d o p tó un conejo al que acunaba, y
su afectuoso apego por el ju guete se transladó a la larga a
los conejos de verdad. El de ju g u e te le du ró hasta que tuvo
cinco o seis artos. Podría describírselo com o un c o n so la d o r ,
pero nunca tuvo la verdadera cualidad de un objeto transí*
cional. Jam ás fue, com o lo h a b ría sido un verdadero objeto
transicionai, más im p o rtan te que la m adre, una parte casi
inseparable de él. En el caso de este niño, los tipos de
ansiedad engendrados p o r el d estete a los siete meses provo­
caron m ás tarde asm a, y solo p u d o dom inarla en form a
gradual. Tuvo sum a im portancia para él enco n trar trabajo
lejos d e su pu eb lo natal. Su apego hacia su m a d re sigue
siendo m uy fu erte, aunque se ubica d e n tro de la definición
am plia del térm ino norm al o sano. Este hom bre no se ha
casado.
Uso ttp ic o d e l o b je to tr a n s ic w m l. El herm ano m enor de
X , Y , se desarrolló .en form a m uy rectilínea. Ahora tiene
tres hijos sanos. Fue alim entado a pech o d u ran te cuatro
meses y destetado sin dificultades, Y se succionó el pulgar
d urante las prim eras sem anas, y ello, a su vez “ hizo q ue el
d estete le resultara m ás fácil que a a i h erm an o ” . Poco
después del destete, a los cinco o seis meses, ad o p tó la
p u n ta de la frazada en que term inaba la costura. Se sentía
com placido cuando un poco de lana sobresalía de la p u n ta,
y se hacía cosquillas con ella en la nariz. Desde muy
tem prano eso se convirtió en su “ N aa” ; él mism o inventé
esa palabra en cuanto pudo usar sonidos organizados. Desd
q ue tuvo más o menos un año pudo reem plazar la punta de
la m anta por un jersey verde de lana suave, ,con una corbata
roja. No era un “ consolador” , com o en ei caso de su
herm ano m ayor, depresivo, sino un “ sed an te” . Y siempre le
daba resultados. Este es un ejem plo típ ic o de lo que llam o
o b je to transicionai. Cuando Y era peq u eñ o , si alguien le
daba su “Naa” lo succionaba en el acto y perd ía su ansie­
dad, e incluso se d orm ía a los pocos m inutos, si la hora de
dorm ir estaba cerca. La succión del pulgar siguió sim ultá­
neam ente - d u r ó hasta que te n ía tres o cu atro a ñ o s - , y
recuerda esa succión y un p u n to du ro en un pulgar, que fue
el resultado de aquella. A hora le interesa (com o p adre) la
succión dei pulgar de sus hijos, y el uso de “N aas” por estos.
La historia de siete hijos com unes de esta fam ilia destaca los
siguientes puntos, ordenados para su com paración en el cuadro:
Pulgar
O bjeto transí d o nal
X
Y
Varón
Varón
0 Madre
+ “Naa"
Mellizos
Niña
V urón
0 Chupete Burrito (amigo)
li (protector)
0 " ir
Niña
0
“ Naa”
Niña
+
+
Pulgar
jHijos
3
de
Y
Varón
Conejo (consolador)
Jersey (sedante)
Manta
(tranquilizador)
Pulgar (satisfacción)
“ Mimis" Objetos
(clasificación)2
Tipo de niño
Fijación materna
Libre
Maduración tardía
Psicópata latente
Buen desarrollo
Buen desarrollo
Buen desarrollo
2 Nota agregada: Esto no resulta claro, pero lo dejé como estaba.
ü . W. W. . 1971.
Valor d e Ib red ac ción d e la h isto ria
En la consulta con un p ad re resulta a m enudo valioso o b ten er
inform ación sobre las prim eras técnicas y posesiones de todos los
niños de la familia. Ello im pulsa a la m adre a una com paración de
sus hijos entre sí, y le perm ite recordar y cotejar sus caracterís­
ticas a una edad tem prana.
L a c o n tr ib u c ió n d e l n iñ o
Con frecuencia se o b tiene inform ación de u n niño en lo que
respecta a los objetos transicionales. P o r ejem plo:
Angus (de once años y nueve meses) me dijo que su
herm ano “ tiene toneladas de ositos y qué sé yo” y que
“ antes tenía ositos m ás pequ eñ o s” , y luego siguió hablando
de sí mismo. Dijo que nunca tuvo ositos. H abía una cuerda
de campanilla que colgaba, cuyo extrem o él golpeaba
25
co n stan tem en te, hasta que se do rm ía. Es probable que a la
larga se haya caído, y a h í term inó ei asunto. Pero había
algo más. Se m o stró m uy tím id o al respecto. Se tratab a de
un conejo color púrpura, de ojos rojos. “ N o me gustaba.
Solía dejarlo tirado. A hora lo tiene Jerem y. Se lo regalé. Se
lo regalé a Jerem y porque era m alo. S e ca ía de la cóm oda.
T o d a v ía m e visita. M e g u sta q u e m e v i s i t e Se sorprendió
cuando dibujó el conejo color púrpura.
Se advertirá que este chico de once años, con el b uen sentido
de la realidad com ún en su edad, habla com o si careciera d e ese
sentido cuando describe las cualidades y actividades del o b je to
transicional. C uando entrevisté a la m adre, se m o stró sorprendida
de que Angus recordase el conejo. Lo reco n o ció 'co n facilidad en
el dibujo de colores.
D isp o n ib ilid a d d e e je m p lo s
Me abstengo deliberadam ente de ofrecer aq u í m ás m ateriales
de casos clínicos, en especial porque no quiero dar la im presión d e
que lo que expongo es faro. En casi todas las historias de casos es
v posible en co n trar algo interesante en los fenóm enos tran sid o nales, o en la falta d e ellos.
E S T U D IO T E O R IC O
i
A continuación o frezco algunos com entarios basados en la
’ teo ría psicoanaiítica aceptada:
t 1, El "objeto transicional representa el pecho m atern o , o el
o b jeto d e la prim era relación.
' ‘■ 1 . Es a n terio r a la p rueba de la realidad establecida.
: 3. En relación con el o b jeto transicional el bebé pasa del
dom inio o m n ip o ten te (m ágico) al dom inio p o r m anipu­
lación (q u e im plica el erotism o m uscular y el placer de la
coordinación).
4. A la larga el o b je to transicional puede convertirse en un
o b jeto fetiche y p o r lo ta n to persistir com o u na caracte­
rística de la vida sexual adulta. (Véase el desarrollo dei
tem a p o r W ulff: 1946.)
* >
5. A consecuencia de la organización erótica anal, el o b jeto
transicional p u ed e representar las heces (p ero n o se debe a
ello q u e llegue a te n e r m al olor y a n o ser lavado).
26
R ela ción c o n e l o b je to in te r n o (K le in }
Resulta interesante com parar el concepto de o b jeto transicional con el de Melanie Klein sobre el objeto interno (1934). El
objeto transicional no e s u n o b je to in te r n o (el cual constituye un
concepto m en tal);
u n a p o s e s i ó n . P,erofpara e f beb é! tam poco
es un objeto e x terio r.
Es preciso form ular la siguiente afirm ación compleja. El bebé
puede em plear u n o b jeto transicional cuando el o b jeto interno
está vivo, es real y lo b astan te b ueno (n o dem asiado persecuto­
rio). Pero ese o b je to in tern o depende, en lo referente a sus
cualidades, de la existencia, vivacidad y conducta del objeto
ex erior. £1* fracaso .de este últim o en el cum plim iento de alguna
función esencial lleva e n form a indirecta al carácter inerte o a una
cualidad persecu to ria del o bjeto in tern o .3 Cuando subsiste la
característica de insuficiencia del objeto exterior, el interno deja
de tener significado para el bebé, y entonces, y solo entonces, el
objeto transicional se vuelve tam bién carente de sentido. Este
últim o ¡Hie de, p u es, representar„,eL.“ pecto^exteínoL!,^pero en
H unea se e n c u e n tra ^
Ilu s ió n - d e s ilu s ió n
Con el fin de prep arar el terreno para mi propia contribución
positiva a este tem a, debo expresar en palabras algunas cosas que
en mi o p in ió n se dan dem asiado por sentadas en m uchos trabajos
psicoanalíticos sobre el desarrollo em ocional infantil, aunque se
las pueda e n te n d e r en la práctica.
^
¿
de 1 placer al de. realidad . o a la identificación prim aria y m ás allá
de ella (véase F reu d , 1923), si. no....exisje ¡;una jjgjirjysJíastaBte
buena. La “ m ad re” lo bastante buena (que no tiene p o r qué ser la
deí n iñ o ) es la q ue Ueva a cabo la a<^ptadóiLA CÜ «a.AÍ^..iieceá.
dades,,4e,*4Íbt y , que
.según..kxrecien te
adaptación y ...para t
o
l
e
r
a
r
P
o
r
supuesto, es m ás probable que su propia madre sea mejor que
cualquier o tra persona, ya que dicha adaptación activa exige una
preocupación tranquila y tolerada respecto del bebé: en rigor, el
El texto ha sido modificado aquí, aunque se basa en la primera
formulación.
27
éx ito en el cuidado de este depende de la devoción, no de la
inteligencia o de ta ilustración intelectual.
Com o dije, la m adre bastante buena com ienza con una adap­
tación casi to tal a las necesidades de su h ijo , y a m edida que pasa
el tiem po se ad apta poco a p oco, en form a cada vez menos
com pleta, en consonancia con la creciente capacidad de su hijo
para.encarar ese retroceso.
E n tre los m edios con que cu enta el bebé para enfrentar ese
retiro m aterno se cuentan los siguientes:
1. Su experiencia, repetida a m enudo, en el sentido de que la
frustración tiene un l í m i t e d e tiem po. Es claro que al
com ienzo éste debe ser breve.
2. Una creciente percepción del proceso.
3. El com ienzo de la actividad m ental.
4. La utilización de satisfacciones autoeróticas.
5. El recuerdo, el revivir de experiencias, las fantasías, los
sueños; la integración de pasado, presente y futuro.
de la ex periencia de frustración, puesto que la adaptación incomDieta a la necesidad hace au e jos ¿ jS i e ti ir ^ a n 'r ^ M / e ig decir,
La consecuencia es que si to d o va
b ie n el bebé puede resultar p ertu rb ad o p o r una adaptación es­
trecha a la necesidad, cu ando dicha adaptación co n tin ú a durante
dem asiado tiem po y no se p erm ite su dism inución natural, puesto
que la adaptación exacta se parece a la magia y el objeto que se
co m p o rta a la perfección no es m ucho más q ue una alucinación.
Pero a l p rin c ip io tiene que ser casi exacta, pues de lo contrario al
bebé no le es posible em pezar a desarrollar la capacidad para
experim entar una relación con la realidad exterior, o p o r lo
m enos form arse una concepción de ella.
L a ilusión y su valor
;
v
Al com ienzo, gracias a una adap tación de casi.el ,100 p o r
cgepto, ..la . m a d re . °ÍB r& .. 4 b e tá 1* o p o rtu n id ad de ..crearse la
ilu sió n de que su pecho es p a rte de él. P or así decirlo, parece
en co n trarle Sajó sü d o m ín io mágico! Lo m ism o puede decirse del
cuidado en general del niño, en los m om entos tranquilos entre una y o tra excitación. La o m nipotencia es casi un hecho de la ex­
periencia. La tarea posterior de la m adre consiste em desilusionar
al beb é en form a gradual, pero no ío logrará si al principio no le
ofreció suficieníeFoportunidades de ilusión.
En otras palabras, el bebé crea el pecho una y otra vez a partir
28
de su capacidad de am or, o (p o d ría decirse) de su necesidad. Se
desarrolla en él un fenóm eno subjetivo, que llamamos pecho
m aterno.4 La m adre coloca el p echo en el lugar en que el bebé,
esta pro n to para crear, y en el m o m en to o portuno. .
Por consiguiente, al ser h u m an o le preocupa desde su naci­
m iento el problem a de la relación en tre lo que se percibe en form a
objetiva y lo que se concibe de m o d o subjetivo, y en la solución
de este problem a n o h ay salud para el ser hum ano que no fue
iniciado lo bastante bien p o r la m adre. L a zo n a in m ed ia ta a q u e
m e refiero es la q u e se o fr e c e a l b e b é e n tr e la crea tivida d prim aria
y la p ercep ció n o b je tiv a basada en la p ru eb a de la realidad, Los
fenóm enos transicionales rep resen tan las primeras etapas del uso
de la ilusión, .sin las cuales n o tiene sentido para el ser hum ano la
idea de una relación con u n ob jeto que otros perciben com o
exterior a ese ser.
La idea que se expresa gráficam ente en la Figura 1 es la
siguiente. En cierto m o m en to teó rico ; al com ienzo del desarrollo
de to d o individuo h u m an o , u n bebé ubicado en determ inado
m arco proporcionado p o r la m adre es capaz de concebir la idea de
4 incluyo en el término todos los cuidados matemos. Cuando se dice
que el primer objeto es el pecho, creo que ia palabra “ pecho” se usa para
denominar la técnica de la crianza tanto como la carne real. Es imposible
ser Una madre bastante buena (según mi -manera de expresarlo) si se usa
un biberón para la alimentación.
29
algo que p o d ría satisfacer ia creciente necesidad que surge de la
tensión instintiva- A i-jm a d P io no se puede decir que sepa q ué se
debe crear. En ese m o m en to se presenta la m adre. En 1a form a
>corriente, le ofrece su pecho y su ansia potencial de alim entarlo.
Cuando su adaptación a las necesidades del bebé es lo b astan te
buena, produce en este la ilu sión de que existe una realidad
ex terio r q u e corresponde a su propia capacidad de crear. En otras
palabras, h ay una superposición entre lo que la m adre p ro p o r­
ciona y lo que el bebé puede concebir al re s p e c ío j Para el
observador este percibe lo que la madre le presenta, pero eso n o
es to d o . Solo percibe el pecho en la m edida en que es posible
No hay intercam bio en tre él y
la m adre. En té rm inos psicológicos, el bebé se alim enta de u n
pecho que es parte de él, y la m adre da leche a u n bebé q ue form a
parte de ella. E n psicología, la idea de intercam bio se basa en una
ilusión del psicólogo.
E n la F igura 2 se da form a a la zona de ilusión, para m ostrar
cuál en tien d o yo que es la función principal del o b jeto v e l
feafim gaa»tiaS8deílities. Uno 7 otro inician a í ser h um ano en lo
que siem pre será im p o rtan te para éi, a saber, una z ona n e u tral de
^ experiencia q u e .n o será atacada. A cerca d e l o b je to tra n sic io n a l
p u e d e de cir se q u e se tra ta d e u n c o n v e n io e n tr e n q so trp s y e l
b £ h é ^ e n ~ £ l,se n tid o d e q u e nunca, i e f o r ^ l ^ h t ^ ^ la p reg u n ta :
‘7 C o n c e b iste esto , o te f u e p re se n ta d o d esd e afu era ? " L o im p o r­
ta n te es q u e n o se espera d e c is ió n alguna a l resp ecto . L a p re g u n ta
n o se d e b e fo rm u la r.
Este problem a, q ue al principio le interesa sin duda al bebé
hum ano en form a o cu lta, se convierte poco a p oco en un p ro ­
blem a evidente debido a que la tarea principal de la m adre (aparte
de ofrecer la o p o rtu n id ad para una ilusión) consiste en desilu­
sionarlo. E sto es previo a la tarea del destete, y adem ás sigue
siendo una de las obligaciones de los padres y los educadores. En
otras palabras, ese aspecto de la ilu sión es intrínseco de los seres
hum anos, e individuo alguno lo resuelve en definitiva por sí
m ism o, aunque la com prensión teórica del problem a p ueda p ro ­
porcionar una solución te ó ric a . Sí J a s cosas salen bien .en ese
proceso de desilusión gradual, queda preparado el escenario para
ia s Jtp s tra c ío n e s^ q u e je u M m o s bajo ja denomin.a.ción de d e s te te ;'
pero es preciso recordar que cuando hablam os de los fenóm enos
(que Klein, 1940, esclareció específicam ente con su concepto de
la posición depresiva) que rodean .al destete, dam os p o r supuesto
el proceso subyacente gracias al cuál se ofrece una o p o rtu n id ad
30
para la ilusión y la desilusión g rad u al ^ la ilusión-dcsilusam
tom an un cam inó equivocado, el bebé no puede recibir algo tan
norm al com o el destete, ni una reacción a este, y entonces result.i
absurdo m encionarlo siquiera. La simple term inación de la ali­
m entación a pecho no es un destete.
Se advierte la enorm e im portancia de este en ei caso del bebe
norm al. C uando presenciam os la compleja reacción que se desen­
cadena en d eterm inado bebé debido al proceso del destete, sa­
bem os que pu ed e producirse en él porque el proceso de ilusióndesilusión se desarrolla ta n bien, que podem os hacer caso omiso
de él m ientras analizam os el d estete real.
D esarro llo d e la te o r ía d e la ilusión-desilusión
I
A q u í se da p o r supuesto que J a j a r e a . de aceptación d e j a
! realidad n u nca qu ed a term inada, q ue ser hum ano alguno se encuentra libre de la ten aó n . . d e r e a l i d a d interna con la
ex terio r, y que e! alivio dé esta tensión lo proporciona una zona
interm edia dé éXpéHéhcia (cf. Ríviere, 1 9 3 6 J ^ tó no es objeto de
ataq u es' (la$ a r te s ' la religión, etcétera). Dicha zona es una continuación directa de íá zona de juego del niño pequeño que “ se
pierde en sus juegos.
. \ :,£ n la infancia la ¿ona interm edia es necesaria para la iniciación
de una relación entre el niño y el m undo, y la posibilita una
crianza lo bastante buena en la prim era fase crítica. Para to d o ello ¡
• es esencial la co ntinuidad (en el tiem po) del am biente em ocional t'
ex terio r y de determ inados elem entos del m edio físico, tales
" com o el o los objeto* transicionales.
Al bebé se le pueden perm itir los fenóm enos transicionales
gracias al intuitivo reconocim iento, po r parte de los padres, de la
tensión inherente a la percepción objetiva, y no lo desafiam os
respecto de la. subjetividad u objetividad, en ese pu n to en que
existe el objeto transicional.
Si un ad u lto nos exige nuestra aceptación de la objetividad de
sus fenóm enos subjetivos, discernim os o diagnosticamos locura.
Pero si se las arregla para disfrutar de su zona interm edia sin
presentar exigencias, podem os reconocer nuestras correspon­
dientes zonas interm edias y nos com placem os en encontrar cierta
m edida de superposición, es decir, de experiencia en com ún entre
los m iem bros de un grupo de arte, religión o filosofía.
31
RESUMEN
LJamamos !a atención hacia ei rico cam po de observación que
proporcionan las prim eras experiencias del niño sano, tales com o
se expresan ante to d o en la relación con la primera posesión.
Esta se vincula en el tiem po con los fenóm enos au to eró tico s y
la succión del puño y del pulgar, y más adelante con el prim er
anim al o muñeca blandos y co n los ju g u etes duros. P o r o tra parte
tiene vinculaciones con el o b jeto ex te rio r (el pecho m ate rn o ) y
con los objetos internos (el pecho m ágicam ente intro y ectad o ),
pero es distinta de ellos.
Los objetos y fenóm enos transicionales pertenecen al reino de
la ilusión que constituye la base de iniciación de la experiencia.
Esa prim era etapa del desarrolló es posibilitada p o r la capacidad
especial dé la madre para adaptarse a las necesidades de su hijo,
con lo cual le perm ite forjarse la ilusión de que lo que él cree
----existe en la realidad.
La zona interm edia de experiencia, no discutida respecto de su
pertenencia a una realidad interna o e x terio r (com partida), cons­
titu y e la m ayor p a rte de la experiencia del bebé, y se conserva a
lo largo de la vida en las intensas experiencias que corresponden a
las artes y la religión, a la vida im aginativa y a la labor científica
creadora.
P o r lo general el objeto transicional del bebé se descarga p o co
a _p o c o t en especiaT a m ed ida que se desarrollan los in tereses I.
cu ltu rales.
De estas consideraciones surge la idea de que la paradoja
aceptada puede tener un valor positivo. Su solución conduce a
una organización de defensa que en el ad u lto se puede enco n trar
com o autoorganización verdadera o falsa (W innicott, 1960a).
II. UNA APLICACION DE LA TEO R IA
Es claro que lo transicional no es el o bjeto. Este representa la ;
transición del bebé, de un estado en q ue se encuentra fusionado a ¡
la m adre a tino de relación con ella com o algo exterior y separado. I
Esto se entiende a m enudo com o el p u n to en que el bebé crece y
sale de una relación de o b jeto de tipo narcisista, pero y o me he
abstenido de em plear este lenguaje p o rq u e no estoy seguro de que
eso sea lo que quiero decir; p o r o tra p arte, om ite la idea de
independencia, tan esencial en las prim eras etapas, antes de que el
bebe se sienta seguro de que pueden existir cosas que no form an
parte de él.
PSICO PATQLO G Íá QUE S E M A N IF IE ST A E N
La T o NA De T e ÑOMENOS TRANSICIONALES
He asignado gran im portancia a la norm alidad de los fenó­
menos transicionales. Ello no o b sta n te , eti el exam en clínico de
algunos casos se puede discernir una psicopatología. Como ejem ­
plo del manejo de la separación y la pérdida po r el niño, llam o la
atención hacia la form a en que la prim era puede afectar a los
fenóm enos transicionales.
Como bien se sabe, cuando se encuentra ausente la m adre, o
alguna otra persona de la cual depende el bebé, no se produce un
cambio inm ediato porque este tiene un recuerdo o imagen
m ental de la m adre, o lo que podem os denom inar una represen- ;
tación interna de ella, que se m antiene viva durante cierto pe^
ríodo. Si la m adre se ausenta d urante un lapso superior a d eter­
minado lím ite m edido en m inutos, horas o días, se disipa el re­
cuerdo de la representación interna. Cuando ello se produce, los
fenóm enos transicionales se vuelven poco a poco carentes de sen­
tido y el bebé no puede experim entarlos. Presenciam os entonces
la descarga del o bjeto. A ntes de la pérdida vem os a veces la exage­
ración del em pleo del o b jeto transicional com o parte de la nega­
ción de que exista el peligro de desaparición de su sentido. Para
aclarar este aspecto de la negación ofreceré un breve ejem plo
clínico del uso de un cordel p o r un piño.
5
C ordel
Un niño de .siete años fue llevado po r sus padres, en
marzo de 1955, al D epartam ento de Psicología del H ospital
de Niños de Paddington G reen. Tam bién concurrieron los
otros dos m iem bros de la familia: una niña de diez años que
asistía a una escuela diferencial y una pequeña b astan te
norm a!, de cuatro. El caso había sido derivado p o r el
médico de la fam ilia debido a una serie de síntom as que
indicaban u na perturbación en el carácter del chico. U n test
5 Publicado en C h ild P s y c h o lo g y a n d P s y c h ia tr y , vol. 1, 1960; y en
Winnicott, T h e M a tu r a tio n a l P r o c e s s e s a n d th e F a c ilita tin g E n v i r o n m e n t ,
1965, Londres, Hogarth Press e Instituto de Psicoanálisis.
33
de inteligencia indicó que este tenía un O de 108. (Para Ion
fines de esta descripción se om iten todos los detalles que no
tienen pertinencia inm ediata respecto del tem a principal
de este cap ítu lo .)
Prim ero recibí a los padres, en una prolongada entrevista
en la cual me ofrecieron una clara descripción del desarrollo
del niño y de las deform aciones de ese desarrollo. O m i­
tiero n , sin em bargo, un detalle im p o rtan te, que luego surgió
en una entrevista con ei chico.
N o resultó difícil ver que la m adre era una persona
depresiva; inform ó que había sido hospitalizada a conse­
cuencia de esa depresión. O ra d a s al relato de los padres
pude enterarm e de que la madre cuidó a! nifío hasta que
este tuvo tres años y tres meses, m om ento en que nació su
herm ana. Esa fue la primera separación im p o rtan te, y la
segunda se produjo a los tres años y once meses, cuando la
m adre sufrió una operación. Cuando el chico ten ía cu atro
años y nueve meses su madre estuvo internada en un hopital
para enferm os m entales durante dos meses, y en ese lapso
su tía m aterna lo cuidó muy bien. Para en to n ces, to d o s los
que se ocupaban del niño coincidían en que era u n chico
difícil, aunque ex hibía muy buenas características. T enía
cam bios repentinos de estado de ánim o y asustaba a to d o s
diciendo, por ejem plo, que cortaría en ped acito s a la tía .
A parecieron en él m uchos síntom as curiosos, com o por
ejem plo la necesidad com pulsiva de lam er cosas y a perso­
nas; em itía ruidos compulsivos con la garganta; a m enudo se
negaba a co n ten e r el deseo de mover el vientre y se ensucia­
ba. M ostraba una evidente ansiedad por el defecto m ental
de su herm ana m ayor, pero Ja deform ación de su desarrollo
parece haber com enzado antes de que ese facto r adquiriese
im portancia.
D espués de la entrevista con los padres re c ib í al chico.
Se en co n trab an presentes dos asistentes sociales psiquiá­
tricos y dos visitantes. El niño no ofrecía a prim era vista
una im presión de anorm alidad y p ro n to me acom pañó en
un juego de garabatos. (E n este juego trazo en form a
im pulsiva cierto tipo de líneas e invito al niñ o entrevistado
a convertirlas en algo; luego las traza él y m e invita, a su
vez, a encontrarles alguna form a.)
En este caso el ju eg o de garabatos co n d u jo a un curioso
resultado. La pereza del chico resultó evidente en seguida, y
trad u cía casi to d o lo que yo hacía a algo relacionado con
una cuerda. Entre sus diez dibujos aparecieron los siguientes
objetos:
lazo
látigo
fusta
cuerda de yo-yo
cuerda anudada
otra fusta
otro látigo
D espués de esa entrevista tuve o tra con los padres y los
interrogué acerca de la preocupación del niño p o r las cuer­
das. R espondieron que se alegraban de que hubiese enca­
rad o el tem a; ellos no lo habían m encionado porque no
estaban seguros de su im portancia. Dijeron que el chico
h ab ía llegado a obsesionarse con to d o io que tuviera rela­
ción con un cordel, y en rigor cada vez que entraban en
una habitación se encontraban con que había atado las sillas
a la m esa, o hallaban, po r ejem plo, un alm ohadón unido al
hogar p o r una cuerda. Según ellos, esa preocupación por los
cordeles adquiría poco a poco una nueva característica, que
les inquietaba en lugar de causarles un interés com ún. Poco
tiem po antes había atado una cuerda al cuello de su herm a­
na (aquella cuyo nacim iento im puso su prim era separación
de su m adre).
Yo sabía que en esa clase de entrevista tenía muy pocas
posibilidades de acción: no p o d ría recibir a esos padres o al
niño más de una vez cada seis meses, ya q ue la familia vivía
en el cam po. Por lo ta n to actué de la siguiente manera. Le
expliqué a la madre que su hijo se encontraba ante el tem or
a una separación, y trataba de negarla utilizando el cordel,
del mism o m odo que un adulto negaba su separación resp ecto de un amigo em pleando el teléfono. La m ujer se
m o stró escéptica, pero y o le hice saber que si llegaba a
en co n trar algún sentido en 1o que le decía, me agradaría
que conversase sobre el asunto con su hijo, en el m om ento
conveniente, para inform arle acerca de mis afirm aciones y
desarrollar luego el tem a de la separación según la reacción
del chico.
No volví a ten er noticias de ellos hasta que volvieron a
35
v i s i t a r m e , u n o s s e i s m e s e s d e s p u é s . L a m a d r e rio m e in fo r -'
m ó d e lo q u e h a b ía h e c h o , p e r o y o se lo p r e g u n té y m e
r e l a t ó l o o c u r r i d o p o c o d e s p u é s d e la v is it a a n t e r io r . E n e sa
o c a s i ó n l e p a r e c i ó q u e l o q u e y o d e c í a e ra
to n to , p e r o u n a
n o c h e h a b l ó d e l t e m a c o n e l c h i c o y l o e n c o n t r ó a n s io s o
p o r h a b la r d e s u s r e l a c i o n e s c o n e lla y d e su t e m o r d e u n a
f a l t a d e c o n t a c t o c o n e ll a . C o n s u a y u d a , la m a d r e r e c o r d ó
t o d a s la s s e p a r a c io n e s q u e s e h a b í a n p r o d u c i d o e n tr e e l l o s ,
y
p r o n t o s e c o n v e n c i ó d e q u e y o t e n í a r a z ó n , d a d a s la s
r e a c c i o n e s d e é l . M á s a u n , a p a r ti r d e l m o m e n t o e n q u e
m a n tu v o e sa c o n v e r s a c ió n t e r m in ó e l j u e g o c o n l o s c o r d e le s .
Y a n o h u b o m á s o b j e t o s a t a d o s c o m o a n te s . E n ta b ló m u ­
c h a s o t r a s c o n v e r s a c i o n e s c o n s u h i j o , a c e r c a d e su s e n t i ­
m i e n t o d e s e p a r a c ió n r e s p e c t o d e e l l a , e h i z o e l i m p o r t a n t e
c o m e n t a r i o d e q u e s e n t í a q u e la s e p a r a c ió n m á s i m p o r t a n t e
f u e la p é r d i d a d e e lla q u e s u f r i ó e l c h i c o c u a n d o la in t e r ­
n a r o n d e b i d o a s u g r a v e d e p r e s i ó n ; n o s e tr a ta b a s o l o d e q u e
e lla
se
ib a , d ijo , sin o d e s u fa lta d e
c o n s e c u e n c ia
de
su
a b so rb en te
c o n ta c to c o n é l a
p r e o c u p a c ió n
p o r o tr o s
a su n to s.
E n u n a e n tr e v is ta p o s t e r io r m e c o n t ó q u e u n a ñ o d e s ­
p u é s d e s u p r im e r a c o n v e r s a c i ó n c o n e l n i ñ o s e p r o d u j o la
r e a n u d a c ió n d e lo s j u e g o s c o n c o r d e le s y d e o b j e t o s a ta d o s
c o n e l l o s . E s t a b a a p u n t o d e in t e r n a r s e e n u n h o s p i t a l p a r a
s e r o p e r a d a , y l e d ij o : “ P o r t u s j u e g o s c o n c u e r d a s v e o q u e
t e p r e o c u p a q u e m e v a y a , p e r o e s t a v e z s o l o e s ta r é a u s e n t e
u n o s p o c o s d í a s , y l a o p e r a c i ó n n o e s g r a v e .” D e s p u é s d e e s ­
t a c o n v e r s a c ió n te r m in ó la n u e v a fa s e d e j u e g o c o n c o r d e le s .
M e h e m a n t e n i d o e n c o n t a c t o c o n e s t a fa m i li a y c o l a ­
b o r é e n v a r io s a s p e c t o s d e la e d u c a c i ó n e s c o la r d e l c h i c o y
en
o t r o s t e r r e n o s . H a c e p o c o , c u a t r o a ñ o s d e s p u é s d e la
p r im e r a e n t r e v i s t a , e l p a d r e i n f o r m ó d e u n a n u e v a f a s e d e
i n t e r é s p o r la s c u e r d a s , v i n c u l a d a c o n o tr a d e p r e s i ó n d e la
m a d r e . E s t a fa s e d u r ó d o s m e s e s ; d e s a p a r e c ió c u a n t o t o d a la
fa m i li a s a l i ó d e v a c a c i o n e s y c u a n d o s e p r o d u j o u s a m e jo r í a
e n l a s i t u a c i ó n d e l h o g a r ( e l p a d r e c o n s i g u i ó t r a b a jo , d e s ­
p u é s d e u n p e r ío d o d e d e s o c u p a c ió n ). J u n to c o n e llo se
a d v i r t ió u n m e j o r a m i e n t o e n e l e s t a d o d e la m a d r e . E l p a d r e
o fr e c ió
o tr o
d e t a lle
de
in t e r é s , v i n c u l a d o
con
el
te m a
D u r a n t e s u f a s e r e c i e n t e , e l n i ñ o h a b í a h e c h o a lg o c o n u n a
c u e rd a , q u e a l p a d re le p a r e c ía im p o r ta n te p o r q u e m o str a b a
cuán
ín t im a m e n t e
esta b a n
v in c u la d a s e s a s c o s a s
con
la
m órbida ansiedad de la m adre. Un día regresó a su casa >
descubrió al chico colgado de u na cuerda, cabeza abajo.
Estaba inmóvil y fingíá m uy bien hallarse m uerto. El padre
se dio cuenta de q ue d eb ía hacerse el desentendido, y rondó
por e l ja rd ín d u ran te m edia h o ra, ocupado en varias tareas,
luego de lo cual el niño se aburrió e interrum pió el juego.
Fue una gran gran p rueba de la falta de ansiedad del p adre.
Pero al d ía siguiente el chico hizo otra vez lo mismo en un
árbol que p o d ía verse con facilidad desde la ventana de la
cocina. La m adre salió corriendo, m uy asustada y segura de
que se había ahorcado.
El siguiente detalle adicional puede resultar valioso para
la com prensión del caso. A unque el chico, que ahora tiene
once años, se desarrolla com o un “ tipo recio” , es m uy
tím id o y se ruboriza con facilidad. Tiene una cantidad de
ositos que para él son niños. Nadie se atreve a decirle que
son juguetes. Les es m uy fiel, les m uestra un gran afecto y
les fabrica p an talo n es que exigen una labor de costura m uy
cuidadosa. Su pad re dice q ue parece encontrar una sen­
sación de seguridad en su fam ilia, a la cual cuida m aternalm ente de ese m odo. Si llega algún visitante, los acuesta a
to d o s en la cam a de su herm ana, porque nadie, aparte de su
familia propia, debe saber que él tiene esa o tra fam ilia. J u n ­
to con ello existe u n a hostilidad a defecar, o una tendencia
a ahorrar las heces. Por lo ta n to no resulta muy difícil adi­
vinar que tiene una identificación m aterna basada en su p ro ­
pia inseguridad en relación con su m adre, y que eso puede
convertirse en hom osexualidad. Del mismo m odo, la p reo ­
cupación por los cordeles puede desarrollarse y llegar a ser
una perversión.
C o m en ta rio
El com entario que sigue parece ser adecuado,
1. Se puede considerar el cordel como una am pliación de
todas las otras técnicas de com unicación. Las cuerdas upen, así
com o colaboran en la acción de envolver objetos y de m antener
ju n to s m ateriales no integrados. En ese carácter, tienen un sentido
sim bólico para to d o s; u n a exageración en su utilización puede
corresponder con suma facilidad al comienzo de un sentim iento
de inseguridad o a la idea de una falta de com unicación. En este
caso particular percibe la anorm alidad que se insinúa en el uso de
cordeles po r el chico, y es im portante encontrar una m anera de
37
form ular el cam bio que podría llevar a que su uso se pervirtiera.
Parece posible llegar a esta form ulación si se tiene en cuenta el
hecho de que la función del cordel consiste en pasar de la
com unicación al rech a zo d e la sep aración. C om o tal rechazo, se
convierte en una cosa en sí mism o, en algo que posee peligrosas
propiedades y debe ser dom inado. En este caso la m adre hizo
frente, an tes de que fuese dem asiado tarde, al uso del cordel p o r
el niño, cuando ese uso todavía o frecía esperanzas. C uando falta
. la esperanza y la cuerda representa u n rechazo d e la separación,
significa que ha surgido un estado de cosas m u ch o m ás com plejo,
difícil de curar, debido a los beneficios secundarios que em anan
de la h abilidad q ue se desarrolla cuando es preciso m anejar un
o b jeto a fin de dom inarlo.
P or consiguiente este caso tiene u n in terés especial, si perm ite
la observación del desarrollo de u na perversión.
2. Tam bién se ve en este m aterial la utilización que puede
hacerse de los padres. Cuando es posible usarlos, trabajan con
gran eco n o m ía, en especial si se tiene en cu en ta el hech o de que
nunca existirán suficientes psicoterapeutas para tra ta r a to d o s ios
q ue necesitan tratam iento. En este caso existía u na buena familia
que h a b ía p asado m om entos m uy difíciles debido a la desocu­
pación del pad re; q ue pud o hacer frente a la plena responsabilidad
p o r una n iñ a retrasada, a pesar de ia trem en d a caiga, social y
fam iliar, que ello significa; y que sobrevivió a las m alas fases de la
enferm edad depresiva de la m adre, incluso a u n p e río d o de
hospitalización. E n sem ejante fam ilia tiene que h ab er m ucha
fuerza, y sobre la base de esta suposición se ad o p tó la decisión de
invitar a los p adres a hacerse cargo de la terapia de su propio hijo.
Al hacerlo aprendieron muchas cosas, p e ro necesitaban qu e se les
inform ase respecto de lo que hacían. A dem ás era preciso apreciar
su éx ito y verbalxzar to d o el proceso. El h echo de h ab er sacado a
su hijo de una enferm edad otorgó a los padres confianza en lo
referente a su capacidad para hacer fren te a o tras dificultades que
aparecen de vez en cuando.
N o ta agregada e n 1 9 6 9
E n la década transcurrida desde que se escribió ’este inform e
llegué a en ten d e r q ue no era posible c u rar a ese chico de su
enferm edad. Seguía en pie la vinculación con la enferm edad
depresiva de la m adre, de m odo que n o se p o d ía im pedir que
volviese co n stan tem en te a su casa. Sea com o fuere, h ab ría podido
seguir un tratam ien to personal, pero en el hogar ello resultaba
38
im posible; allí conservaba la p au ta que ya se encontraba estable­
cida en el m om ento de la prim era entrevista.
D urante la adolescencia aparecieron en él nuevas inclinaciones,
en especial la tendencia al uso de drogas, y no p odía salir de su ca­
sa para estudiar. Todos los in ten to s para ubicarlo en algún lugar,
lejos de su m adre, fracasaron p orque se escapaba y volvía al hogar.
Se convirtió en un adolescente insatisfactorio, holgazaneaba y
en apariencia desperdiciaba su tiem p o y su potencial intelectual
(com o se señaló más arriba, ten ía u n C í de Í0 8 ).
Hay que preguntarse: un investigador que estudiase este caso
de adicción a las drogas, ¿tendría el adecuado respeto p o r la psicopatología manifestada en la zo n a de los fenóm enos transieionales?
OI. M ATERIA L CLINICO: ASPECTOS DE LA FANTASIA
En la p arte final de este .libro exploraré algunas de las ideas que
se me ocurren cuando me en cu en tro dedicado al trabajo clínico y
me parece que la teoría que elaboré para mi propio uso, respecto
de los fenóm enos transicionales, afecta lo que veo y oigo, y lo que
hago.
A quí ofrezco en detalle algunos m ateriales clínicos proce­
dentes de un paciente adulto, p ara m ostrar de qué m anera el
sentim iento mism o de pérdida p u e d e convertirse en u na form a de
integrar la autoexperiencia.
El m aterial corresponde a u na sesión de análisis de una pa­
ciente, y lo presento porque reúne varios ejemplos, de entre la
gran variedad de los que caracterizan a la vasta zona existente
en tre la objetividad y la subjetividad.
E sta paciente, que tiene varios hijos y posee una elevada
inteligencia, que usa en su trab ajo , se hace tratar debido a
una am plia gama de sm tom atología que por lo general se
agrupa bajo el térm ino de “ esquizoide” . Es probable que
quienes tienen contacto con ella no se den cu enta de lo mal
que se siente, y en verdad q u e por lo general se le muestra
afecto y se la considera una persona valiosa.
La sesión de que hablam os com enzó con un sueño que se
p o d ría describir com o depresivo. Contenía m ateriales de
transferencia, m uy directos y reveladores, en los cuales el
analista era una m ujer avarienta y dom inante. Ello le per­
m ite recordar con nostalgia a u n analista an terio r que para
39
ella es una figura m uy m asculina. Es un sueño, y com o tai
se lo puede usar a m o d o de m aterial para la interpretación.
La paciente se m anifestó en cantada dé seguir soñando. Al
mismo tiem po logró describir ciertos enriquecim ientos de
su vida real en el m undo.
De vez en cu an d o se apodera de ella algo que se p o d ría
denom inar fa n ta s e o . E stá haciendo u n viaje en tre n y se
produce un accidente. ¿Cóm o sabrán tos hijos q ué le ha
sucedido? Y en verdad, ¿cóm o lo sabrá el analista? P odría
estar gritando, pero su m adre no la oiría. Luego habló sobre
su experiencia m ás espantosa, en la cual dejó u n gato du ran ­
te un m om en to y después se en teró de que hab ía estado
m aullando varias horas. E sto es “ y a dem asiado h o rrib le” y
se une a las m uchas separaciones que experim entó a lo largo
de su infancia, superiores a su capacidad para tolerarlas
y por lo tan to traum áticas; im ponían la necesidad de orga­
nizar nueva serie de defensas.
G ran parte del m aterial de este análisis tiene que ver con
el llegar al lado negativo de las relaciones, es decir, con el
fracaso gradual q ue debe de experim entar el niño cu ando
los padres no están a m ano. La paciente se m uestra m uy
sensible a to d o ello respecto de sus propios hijos, y atribuye
buena parte de las dificultades que tuvo con el prim ero al
hecho de que lo dejó d u ran te tres d ías para salir de vaca­
ciones con su esposo, cuando com enzó un nuevo em barazo,
es decir, cuando el chico ten ía casi dos años. Se le inform ó
de que este h a b ía llorado cu atro h o ras sin parar, y cuando
regresó a su hogar le resultó im posible, d u ran te m ucho
tiem po, tra ta r de reestablecer la relación.
Nos encontram os an te el hecho de que a los anim ales y a
los niños pequeños n o se les puede explicar Jo q ue sucede.
El gato no p o d ía en ten d e r. A un niño de m enos de dos años
tam poco se le puede in fo rm ar com o corresponde acerca del
nuevo bebé que se espera, au nque a “los veinte meses, m ás
o m enos” resulta cada vez m ás factible explicarlo con
palabras que uñ niñ o p equeño logre entender.
Cuando no es posible ofrecer una explicación y la m adre
se encuentra ausente para ten er un nuevo hijo, está m uerta
desde el p u n to de vista del p eq u eñ o . Ese es el significado de
m uerta.
Es una cuestión de d ías, horas o m inutos. A ntes de llegar
al lím ite la m adre sigue viva; después de superarlo está
m uerta. E ntre u n o y o tro m om ento hay u n precioso ins­
tante de ira, p ero se pierde m uy p ro n to , o quizá nunca
se lo ex p erim en ta, siem pre existe en p o ten cia y alberga
el tem o r a la violencia.
De a q u í llegam os a los dos extrem os, tan distin to s entre
sí: la m uerte de la m adre cuando se halla presente, y su
m uerte cuando no puede reaparecer y por lo ta n to volver a
vivir. Esto se relaciona con el m om ento anterior a aquel en ■
que el niño logró la capacidad de dar vida a las personas en
la realidad p síq u ica in tern a, lejos de la tranquilidad de ver,
sentir, oler.
Se puede decir que la infancia de esta paciente fue un
gran ejercicio, precisam ente en esa zona. C uando ten ía once
años la evacuaron, d u ran te la guerra; olvidó por com pleto
su infancia y a sus padres, pero siempre m antuvo con
firm eza el derecho a n o llam ar “tí o ” y “t í a ” a quienes la
cuidaban, que era Ja técnica habitual. A lo largo de todos
esos años se las arregló para n o llamarlos d e nin g u n a m a­
nera, y ese era el lado negativo del recuerdo de sus padres.
Se entiende que la p auta para to d o ello quedó establecida
en la prim era infancia.
Por consiguiente, mi paciente llegó a la situación, que
tam bién aparece en la transferencia, en que lo único real es
la brecha, es d ecir, la m u erte, la ausencia o la am nesia.
D u ran te la sesión tu v o una amnesia específica, cosa que le
m olestó, y resultó q ue la com unicación im portante q ue yo
debía recibir era la de que p o d ía producirse un vacío que
quizá fuese el ún ico hech o y la única cosa reales.
En relación con ello, mi paciente recordó que en el
consultorio h ay una m anta en la cual una vez se envolvió y
que usó para un episodio regresivo durante una sesión
analítica. En la actualidad no va a buscaría ni la usa. Ocurre
que la m anta que no existe (porque ella no va a buscarla) es
más real que la que podría llevarle el analista, com o en
verdad tuvo la idea de hacerlo. Las reflexiones al respecto la
enfrentan a la ausencia de la m anta, o quizá sería mejor
decir a la irrealidad de esta en su significado simbólico,
A partir de a h í hubo un desarrollo en térm inos de la idea
de los sím bolos. El últim o de sus analistas anteriores “ será
siempre más im p o rtan te para m í que mi analista actual. - Y
ag re g ó ;- Puede que usted me haga bien, pero él me gusta
más. Y esó seguirá siendo así cuando me haya olvidado de
41
él p o r com pleto. Lo negativo de él es m ás real que lo
positivo de u sted ” . Quizás estas n o sean sus palabras exac­
tas, pero fue lo que me transm itió en su claro lenguaje
propio, y lo que necesitaba que yo entendiera.
En el cuadro aparece el tem a de la nostalgia: corres­
ponde al precario dom inio que puede ten er u na persona
sobre la representación interna de un o b jeto p erd id o . Este
tem a reaparece en el siguiente inform e sobre un caso (véase
pag. 44).
La paciente habló después sobre su im aginación y los
lím ites de la que consideraba real. Em pezó por decir: “No
creía de veras que hubiese un ángel de pie ju n to a mi cama;
por o tra parte solía tener un águila encadenada a mi m u­
ñeca.” Por cierto que esto no le< parecía real, y el acento
recaía sobre las palabras “ encadenada a mi m uñeca” . Tam ­
bién poseía un caballo blanco, tan real com o era posible, y
“ cabalgaba en él a todas partes y lo am arraba a un árbol y
to d o eso” . A hora le gustaría tenerlo para p o d er encarar esa
experiencia del caballo blanco y hacerla real de o tra ma­
nera. M ientras hablaba yo me di cuenta de lo fácil que sería
considerar esas ideas com o alucinatorias, fuera del contexto
de su edad en aquellas ocasiones y de sus experiencias
excepcionales en relación con las repetidas pérdidas de
padres en o tro s sentidos buenos. “ Supongo q u e quiero algo
que nunca se vaya” , exclamó. Esto lo form ulam os diciendo
que lo rea! es lo que no se encuentra presente. La cadena es
una negación de la ausencia del águila, y representa el
aspecto positivo.
De ah í pasam os a los sím bolos que desaparecen. Afirm ó
que había logrado cierto éxito, d urante m ucho tiem po, en
lo referente a hacer que sus sím bolos resultaran reales a
pesar de las separaciones. Los dos llegam os a una conclusión
al mismo tiem p o , a saber, que su elevado intelecto había
sido ex p lo tad o , pero a cierto precio. E m pezó a leer desde
m uy tem prano, y leía m ucho; ha m ed itad o m ucho desde la
prim era época y usado siempre el in telecto para conseguir
que las cosas siguieran andando, y gozó con ello; pero se
sintió aliviada (así me pareció) cuando le dije que con ese
em pleo de la inteligencia siempre existe el tem or de un
defecto m ental. A partir de ello llegó m uy p ro n to a su
interés p o r los niños auristas y a su íntim a vinculación con
la esquizofrenia de un amigo, situación que ejemplifica la
idea del defecto m ental a pesar de ía existencia de una
b u en a inteligencia. Se sentía m uy culpable por haberse
enorgullecido de su intelecto, que fue siem pre un rasgo
evidente en ella. Le resultaba difícil pensar que quizá su
am igo poseyera un buen potencial intelectual, aunque en el
caso de é! sería preciso decir que había caído en io con­
tra rio , a saber, en un retraso por enferm edad mental.
Describió varias técnicas para hacer frente a la separación.
Por ejem plo: una araña de papel a la cual le arrancaba una
p ata p o r cada día que su m adre se encontraba ausente.
A dem ás, tam bién tenía chispazos, com o los llamaba ella, y
de p ro n to v eía, por ejem plo, a su perro Toby, un juguete.
“ O h, a h í está T oby.” En el álbum de la familia hay una
fo to de ella con el juguete T oby, al cual ha olvidado, salvo
en los chispazos. Eso llevó a un terrible incidente con su
m adre, quien le dijo: “Pero nosotros te ‘o ím o s’ llorar to d o
el tiem po que estuvim os ausentes.” En esa ocasión se
en co n trab an a seis kilóm etros y m edio de distancia. Ella
ten ía dos años entonces, y pensó: “ ¿Es posible que mi
m adre me dijese una m entira? ” N o pudo tolerar la situa­
ción y tra tó de negaT lo que sabía que era cierto, es decir,
que su madre h ab ía m entido. Le resultó difícil verla de esa
m anera, p orque todos decían: “T u madre es maravillosa.”
Desde ese p u n to nos pareció factible llegar a una idea
que resultaba nueva desde mi p u n to de vista. Tensamos la
fo to de una niña que poseía o bjetos transicionales, y exis­
tía n evidentes fenóm enos transicionales, y todo ello era
sim bólico dé algo, y real para la niña; pero poco a poco, o
quizá con frecuencia durante un tiem po, tuvo que d u d a r de
la rea lidad de la cosa q u e sim b oliza ban. Es decir, que si eran
sim bólicos del afecto de su m adre y de la confianza que
p o d ía tener en ella, seguían siendo reales p o r sí mismos,
pero no lo era Jo que representaban. El afecto de su madre
y la confianza en ella eran irreales.
Eso parecía estar m uy cerca de lo que la había obse­
sionado to d a la vida, la pérdida de animales, la de sus
propios hijos, por io cual form uló la siguiente frase; “ Lo
único que tengo es lo que no tengo.” Hay en ella un
desesperado in ten to de convertir ta negativa en una defensa
de últim a trinchera contra el final de todo. Lo negativo es
lo único positivo. C uando llegó a esto dijo a su analista:
“ ¿Y qué piensa hacer al respecto? ” Yo guardé silencio, y
43
e ll a c o n t i n u ó : “ A h , y a e n t i e n d o . ” P e n s é q u e q u i z á l e m o l e s ­
ta b a m i d o m i n a n t e i n a c t iv i d a d . “ M e c a l l o p o r q u e n o s é q u é
d e c ir ” , le r e s p o n d í . E l la r e p li c ó r á p id a m e n te q u e e s t a b a b i e n
E n r e a lid a d l e c o m p l a c í a e l s i l e n c i o , y h a b r í a p r e f e r i d o q u e
y o n o d ij e s e n a d a . E s p o s ib l e q u e , c o m o a n a li s ta s i l e n c i o s o ,
h u b i e r a p o d i d o u n i r m e a s u a n a li s t a a n t e r io r , q u e e l l a s i e m ­
p r e b u s c a r á , c o m o b i e n l o s a b e . S ie m p r e e s p e r a r á q u e v u e l v a
y l e d ig a “ ¡M u y b i e n h e c h o ! ” , o a lg o p o r e l e s t i l o . Y e l l o i n ­
c l u s o m u c h o d e s p u é s d e q u e h a y a o lv id a d o c ó m o e r a . Y y o
p e n s é q u e e n r e a li d a d q u e r í a d e c ir l o s i g u i e n t e : d e s p u é s q u e
é l s e h u n d ie r a e n e l e s t a n q u e g e n e r a l d e la s u b j e t iv i d a d , p a r a
u n ir s e a l o q u e a e lla le p a r e c í a q u e h a b í a p o s e í d o c u a n d o
t e n í a u n a m a d r e , y a n t e s d e e m p e z a r a d a r se c u e n t a d e l a s def i c í e n c i a s d e e s t a c o m o t a l , e s d e c ir , d e s u s a u s e n c i a s .
C o n c lu sió n
E n e s a s e s i ó n h a b í a m o s r e c o r r i d o t o d o e l te r r e n o e x i s ­
t e n t e e n t r e la s u b j e t iv id a d y la o b j e t i v id a d , y t e r m i n a m o s
c o n u n a e s p e c ie d e j u e g o . E lla v ia ja b a e n t r e n , r u m b o a su
c a s a , d e v a c a c i o n e s , y d e c í a : “ B u e n o , p i e n s o q u e se r á m e j o r
que
m e a c o m p a ñ e , q u i z á s h a s ta la m it a d d e l t r a y e c t o . ”
H a b la b a d e l o m u c h o q u e le i m p o r ta b a te n e r q u e d e j a r m e .
S e r ía
s o lo p o r u n a se m a n a , p e r o a h í h a b ía t a m b ié n
un.
e n s a y o d e l a s v a c a c i o n e s d e v e r a n o . A s im i s m o e s t a b a d i c ié n dom e
que
al c a b o
de
p o c o tie m p o , c u a n d o se
h u b ie s e
a l e j a d o d e m í , y a n o le m o l e s t a r í a . P o r c o n s i g u i e n t e , e n u n a
e s t a c i ó n d e m i t a d d e c a m in o y o d e s c e n d í “ y r e g r e s é e n e l
t r e n c a lu r o s o ” , y e l l a s e b u r l ó d e m i s a s p e c t o s d e i d e n t i f i ­
c a c i ó n m a t e r n a l , y a g r e g ó : “ Y se r á m u y f a t i g o s o , y h a b r á
m u c h o s c h i c o s y b e b é s , y t o d o s s e le tr e p a r á n , y e s p r o b a b l e
q u e le v o m i t e n e n c i m a , y s e l o t e n d r á b i e n m e r e c i d o . ”
( S e e n t i e n d e q u e n o h a b í a e n e ll o id e a a lg u n a d e q u e la
a c o m p a ñ a s e d e v e ra s .)
A n t e s d e ir s e d ij o : “ ¿ S a b e q u e m e p a r e c e q u e c u a n d o m e
f u i , e n la é p o c a d e la e v a c u a c i ó n [d u r a n te la g u e r r a ], p o d í a
d e c ir q u e ib a a v e r s i m is p a d r e s e sta b a n allP.
P o r lo q u e
p a r e c e , c r e í q u e l o s e n c o n t r a r í a a l lí ." ( E l l o in s i n u a b a la
c e r te z a d e q u e n o se lo s e n c o n tr a r ía e n e l h o g a r .) Y se
i n f e r í a ‘q u e -ih a b í a n e c e s i t a d o u n o o d o s a ñ o s p a r a e n c o n t r a r
la r e s p u e s t a , a -sa b e r : q u e e l l o s n o e s t a b a n a U á , y q u e e sá e r a
la r e a lid a d , Y a m e h a b í a d i c h o , a c e r c a d e la m a n t a q u e n o
u s a b a : ‘.‘U s t e d s a b e , ¿ v e r d a d ? , q u e la m a n t a p o d r í a s e r m u y
c ó m o d a , p e r o la r e a l id a d e s m á s i m p o r t a n t e q u e la c o m o ­
d i d a d , y p o r l o t a n t o u n a n o m a n ta p u e d e se r m á s i m p o r ­
t a n t e q u e u n a m a n ta
E s te fr a g m e n t o c l í n i c o e s u n e j e m p l o d e l o v a l i o s o q u e r e s u lta
te n e r e n c u e n t a la s d i f e r e n c i a s q u e e x i s t e n e n t r e l o s f e n ó m e n o s e n
t é r m in o s d e
s u p o s i c i ó n e n la z o n a q u e s e e x t i e n d e e n t r e la
r e a lid a d e x t e r i o r , o c o m p a r t i d a , y e l s u e f i o v e r d a d e r o .
45
2
S U E Ñ O S , F A N T A S I A Y V ID A
H isto ria d e u n caso q u e d e s c r ib e
u n a d is o c ia c ió n p rim a ria
En este cap ítu lo trato de m ostrar o tra vez las sutiles dife­
rencias cualitativas que existen en tre las variedades de fantaseo.
Busco en especial lo que se ha llam ado a sí y utilizo u n a vez más el
m aterial de una sesión de tratam ien to en la cual el contraste entre
el fantaseo y los sueños resultaba n o solo p ertin en te, sino, en mi
opin ió n , cen tral.1
El caso que utilizo es el de una m ujer de edad mediana que cu
su análisis va descubriendo la m edida en que el fantaseo, o algo
parecido al sofiar despierto, ha p ertu rb ad o toda su vida. Ahora ha
quedado en claro que hay una diferencia esencial, para ella, entre
el fantaseo y las alternativas de los sueños, por un lado, y la vida
real y la relación con objetos reales por el otro. Se ha visto, con
inesperada claridad, que los sueños y la vida pertenecen al mismo
ord en , en tan to que el soñar despierto corresponde a otro. Los
sueños encajan en ía relación con los objetos en el m undo real, y la
vida en este m undo coincide con el m undo de sueños en form as
m uy fam iliares, en especial para los psicoanalistas. El fantaseo, en
cam bio, es un fenóm eno aislado, que absorbe energía, que no
co n trib u y e ai soñar ni al vivir. En cierta m edida se ha m antenido
estático a lo largo de toda la vida de la paciente, es decir, que data
de los prim eros años y su pauta qu ed ó establecida cuando tenía
dos o tres. Incluso se lo percibía en fechas anteriores, y es
1 Para el análisis de esté tema desde otro ángulo, véase The Mente
D efence, 1935,enW m m co», 1958a.
47
probable que haya com enzado con una “ cura” de la succión del
pulgar,
O tro rasgo distintivo entre estos dos tipos de fenóm enos con*
siste en que m ientras una büena parte de sueños y de sentim ientos
concernientes a la vida puede ser reprim ida, es algo m uy d istin to
que la inaccesibilidad del fantaseo. Esta inaccesibilidad se vincula
con la disociación antes que con la represión. En form a gradual, a
medida que esta paciente em pieza a convertirse en u n a persona
com pleta y com ienza a p erder sus disociaciones rígidam ente orga­
nizadas, adquiere conciencia3 de la vital im portancia que el fan­
taseo siempre tuvo para ella. Ai mismo tiem po este se convierte
en im aginación relacionada con los sueños y la realidad.
Las diferencias p u eden ser muy sutiles y difíciles de describir;
ello no o b stan te, las m ayores desem ejanzas corresponden a la
presencia o ausencia de un estado disociado. P o r ejem plo, la
paciente se encuentra en mi consultorio con m otivo de su tra ta ­
m iento, y puede ver un pedazo de cielo. Es la ho ra del atardecer.
“ Estoy alia' arriba - d ic e - , en esas nubes color de rosa sobre las
cuales cam ino.” Es claro que esto p o d ría ser u n vuelo de
imaginación. P o d ría ser parte de la forma en q u e la im aginación
enriquece la vida, así com o ser un m aterial de sueños. Al m ism o
tiem po, para mi paciente puede tratarse de algo que perten ece a
un estado disociado, y no hacerse consciente, en e) sentido de que
nunca hay a h í una persona íntegra para ten er conciencia de d o s o
mas estados disociados q ue surgen en un m o m en to d eterm in ad o .
? La paciente, por ejem plo, está en su habitación, y m ien tras no
I hace nada (aparte de respirar) ha p intado un cuadro o ejecutado
una porción interesante de su lab o r o hecho una cam inata p o r el
/ cam po; pero desde el p u n to de vista del observador nada ha
; ocurrido. En rigor no es probable que ocurra nada debido a que
* en un estado disociado ocurren tan tas cosas. P or o tra p a rte , quizá
se encuentra sentada en su habitación, pensando en el trabajo del
día siguiente y haciendo planes, o en sus vacaciones, y es posible
que se trate de una exploración imaginativa del m undo y del lugar
en que los sueños y la vida son la misma cosa. De ese m o d o pasa
.de bueno a m alo y vuelve a lo bueno.
Se observará q ue a q u í actúa un factor tiem po que es d istin to
según que esté fantaseando o im aginando. En el fantaseo lo que
ocurre se produce inm ediatam ente, aparte dé que no ocurre en
m odo alguno. En el análisis se reconoce la diferencia de estos dos
3 Tiene un lugar a partir de! cual adquirir conciencia.
48
estados sem ejantes, p o rq u e si el analista los busca siempre en­
cuentra indicios de la disociación existente. Es frecuente que la
disparidad entre los dos ejem plos no se pueda discernir por m edio
de una descripción verbal de lo que sucede en la m ente de la
paciente, y que se pierda en un registro m agnetofónico del trabajo
de la sesión.
La m ujer de que hablam os tiene un talento o una capacidad
más bien excepcionales para expresarse en forma artística, y sabe
lo bastante de la vida y del vivir, y acerca de sus propias capaci­
dades, para darse cu enta de que en términos de vida está per­
diendo el tren y que siempre ha estado perdiéndolo (p o r lo
menos, casi desde el com ienzo de su vida). Resulta inevitable que
constituya una desilusión para sí misma y para todos los parientes
y amigos que alientan esperanzas respecto de ella. Cuando la
gente abriga tales esperanzas, la paciente siente que se espera algo
de ella, cosa que la en fren ta a su incapacidad esencia!. Todo ello
le provoca intensa congoja y resentim iento, y hay sobradas prue­
bas de que sin ayuda correría el peligro de suicidarse, cosa que
representaría para ella, sencillam ente, lo más aproxim ado a un
asesinato. Si se acerca al asesinato comienza a proteger su objeto,
de modo que en ese m o m en to tiene ei impulso de m atarse y
term inar así con sus dificultades. El suicidio no ofrece una solu­
ción, sino apenas la term inación de la lucha.
En cualquier caso com o este existe una muy com pleja etiología,
pero se pueden decir algunas palabras acerca de la prim era infan­
cia de esta p aciente, en un lenguaje que posea cierta validez. En
verdad que en sus prim eras relaciones con su m adre se estableció
una pau ta, y que tales relaciones cambiaron con dem asiada brus­
quedad y dem asiado p ro n to , de m uy satisfactorias a desilusio­
nantes, y dieron lugar a la desesperación y el abandono de
esperanzas en la relación de objeto. Tam bién p o d ría haber un
lenguaje para describir la misma pau ta en la relación de la niña
con su padre. En cierta m edida este corrigió lo q ue la m adre no
supo hacer, pero a la larga quedó atrapado en la pauta que
empezaba a form ar parte de la niña, de m odo q ue tam bién él
fracasó en lo esencial, especialm ente porque consideraba a su hija
una m ujer en potencia y no sabía que en potencia era m asculina.3
La m anera más sencilla de describir los com ienzos de ese
esquema en la paciente consiste en pensar en ella com o en una
3 Para un análisis de los elementos masculinos y femeninos, véase
el Capítulo 5.
49
chiquilla con varios herm anos m ayores. Todos ellos se cuidaban
por sí m ism os durante m ucho tiem p o , en parte porque eso
parecía agradarles, y para organizar sus propios juegos y ocupa­
ciones con un enriquecim iento cada vez m ayor. Pero esa hija m e­
nor se en co n tró en un m undo ya organizado antes de ingresar en
el c uarto de los niños. Era muy inteligente y de u na u o tra manera
se las arregló para adaptarse. Pero en verdad nunca fue m uy acep­
table como m iem bro del grupo, ta n to desde su propio pu n to de
vísta com o según el de los dem ás chicos, porque solo podía
encajar sobre una base de acatam iento. Los juegos le resultaban
insatisfactorios poro4ue no hacía más que esforzarse en representar
e! papel que se le asignaba, y los o íro s sentían que faltaba algo, en
el sentido de que ella no participaba en form a activa. Pero es
probiable que no hayan tenido conciencia de que en io esencial su
herm ana se encontraba ausente. Desde el p u n to de vista de mi
paciente, com o io descubrim os ahora, m ientras intervenía en los
juegos de otro s se en co n tra b a to d o el tie m p o ded icada a fantasear.
En verdad vivía en ese fantaseo según una base de actividad m en­
tal disociada. La parte de ella que se disociaba por com pleto no era nunca el to tal de su persona, y d u ran te prolongados períodos
su única defensa consistió en vivir allí, en esa actividad de fan ta­
seo, y m irarse participar en ios juegos de otro s com o si observase
a una ajena en el grupo del cuarto de los chicos.
P or m edio de la disociación, reforzada por una serie de im­
p o rtan tes frustraciones en las cuales fracasaron sus intentos de ser
una persona íntegra por derecho pro p io , se convirtió en especia­
lista en esa única cosa: poseer una vida disociada m ientras daba la
im presión de jugar con los otros chicos. La disociación nunca era
to tal, y es probable que la afirm ación que hice, acerca de la
relación entre la niña y sus herm anos, nunca fuese aplicable del
to d o , pero contiene una proporción suficiente de verdad para
posibilitar una descripción útil en esos térm inos.
A m edida que mi paciente crecía logró construirse una vida en
la cual nada ocurría que tuviese plena im portancia para ella. Poco
a poco se convirtió en una de tantas que no sienten que existen
por derecho propio com o seres hum anos íntegros. Sin saberlo ella,
m ientras concurría a la escuela, y más tarde a! trabajo, siempre se
desarrollaba otra vida en térm inos de la parte disociada. Dicho de
otra m anera, su vida se hallaba disociada de la parte principal de
ella, que vivía en io que se convirtió en una secuencia organizada
de fantaseo.
Si se siguiera la vida de esta paciente se podrían ver los m odos
50
en que tra tó de unir esas dos partes y otras de su personalidad.
pero sus in ten to s siempre co n ten ían algo de protesta que ch o ­
caba con la sociedad. Siem pre gozó de suficiente salud. para
seguir siendo una persona prom isoria y establecer relaciones, y sus
amigos pensaban que llegaría a triu n far, o que p o r lo menos algún
día se s e n tin a a sus anchas consigo mism a. Pero era imposible
cum plir con la prom esa porque (co m o ella y yo lo descubrimos de
m anera gradual y penosa) la parte p rincipal dg su ex isten cia se
desarrollaba cuando no hacía nada. Él no hacer nada quedaba
quizás o cu lto por cierfas actividades q ue ella y yo llegamos a
denom inar succionarse el pulgar. V ersiones posteriores de tal
actividad ad o p taro n la form a de u n h áb ito de fum ar compulsivo y
de varios juegos aburridos y obsesivos. Estas y otras actividades
inútiles no le procuraban alegría alguna. No hacían m ás que llenar
la brecha, que era un estado esencial de no hacer nada m ientras lo
hacía to d o . D urante el análisis se asu stó porque entendió que eso
h ab ría p o dido llevarla con sum a facilidad a ocupar p o r el resto de
su vida una cama en un hospital para enferm os m entales, inconti­
nente, inactiva e inmóvil, m ientras su m en te m antenía la continui­
dad de fantaseo en el cual se conservaba la om nipotencia y era po­
sible lograr cosas maravillosas en estad o de disociación.4
En cu an to esta paciente em pezaba a p o n er algc en práctica,
com o p o r ejem plo p in tar o leer, tro p ezab a con las limitaciones
que le provocaban insatisfacción, p o rq u e h ab ía dejado escapar la
om n ip o ten cia que conservaba en el fantaseo. Esto podría enfo­
carse en térm inos dé! principio de realidad, pero en el caso de una
paciente com o la que estudiam os es m ejor hablar de la disociación
que era u n hecho en la estru ctu ra de su personalidad. En la
m edida en que era sana y en que a veces actuaba como una
persona com pleta, resultaba m uy capaz de hacer frente a las
frustraciones que corresponden al principio de realidad. Pero en
estado de enferm edad no h acía falta capacidad alguna para ello,
pu esto que no se chocaba con una realidad.
Quizá se pueda describir m ejor el estado de la pariente por
m edio de dos de sus sueños.
Esto es muy distinto de la “experiencia de omnipotencia” que des­
cribí como proceso esencial de las primeras experiencias del “yo” y el
“ no-yo” (cf. Winnicott, 1962; véase tam bién, más ¿delante, lapág. 61).
La "experiencia de omnipotencia” corresponde en esencia a la dependen­
cia, en tanto que esta omnipotencia tiene que ver con la desesperación
respecto de la dependencia.
51
D o s su e ñ o s
1. Se encontraba en una habitación, con m uchas personas, y
sabía que estaba com prom etida con un zoquete. D escribió a un
tipo de hom bre que no te habría gustado én tos hechos. Se volvió
a su vecina y dijo: “ Ese hom bre es el padre de mi hijo.*’ De esa
m anera, can m i a y u d a rs e inform ó a sí misma, en esa etap a
avanzada de su análisis, de que tiene un hijo de unos diez años. En
verdad no tiene hijos, pero gracias al sueño logró saber que te n ía
uno desde h acía tiem p o , y que el niño crecía. De paso, eso
explicaba una de sus prim eras frases en la sesión, que fue una
pregunta: “ D ígam e, ¿me visto dem asiado com o una niña, te ­
niendo en cu en ta m i edad mediana? ” E n otras palabras, se
en contraba m uy cerca de reconocer que debía vestirse para ese
hijo ta n to com o para su propio yo de edad m ediana. Consiguió
decirme que el hijo era una niña.
2. En una sesión de una semana antes hubo o tro sueño, en e l
cual experim entó un intenso resentim iento contra su m adre (p o r
quien siente, en p o tencia, un gran afecto) porq u e, según se supo
p o r él sueño, esta h ab ía privado a su hija, es decir, a ella mism a,
de sus propios hijos. Le pareció extraño soñar eso. “ Lo curioso
- d i j o - es que a h í parece como si deseara uñ hijo, en ta n to que en
mí pensam iento consciente sé que solo pienso en los niños com o
necesitados de protección por haber nacido. - Y agregó: - E s
com o si tuviese un sentim iento secreto de que algunas personas
no encuentran tan mala la vida."
Por supuesto, com o en todos los casos, se p o d ría decir m ucho
más acerca de estos sueños; yo lo om ito porque no arrojaría luz
sobre el problem a que exam ino.
El sueño de la paciente, sobre ese hom bre que era el padre de
su hija, fue relatado sin sentim iento alguno de convicción y sin
relación con sentim ientos. Solo después de que la sesión llevaba
ya una h o ra y m edia em pezó la paciente a llegar a estos. A ntes de
irse, al cabo de dos horas, había experim entado una oleada de
odio hacia su m adre, y el odio poseía una cualidad nueva. Estaba
más cerca del asesinato, y tam bién a ella le pareció que el odio se
parecía m ás que antes a una cosa específica. A hora y a p o d ía
pensar que el zo q u ete, el padre de su hija, era presentado com o
zoquete para ocultarle a la m adre que el padre de la hija de la
paciente era el padre de esta, e! esposo de su m adre. Ello signi­
ficaba que se hallaba m uy cerca del sentim iento de ser asesinada
por su m adre. A quí, en verdad, nos encontrábam os con sueños y
con la vida, y n o nos perdíam os en fantaseos.
52
Presento los dos sueños para m ostrar de qué m odo m ateriales
que antes se hallaban encerrados en la inmovilidad del fantaseo
quedaban liberados para el soñar y el vivir, dos fenóm enos que en
m uchos sentidos son iguales. De tal manera, la diferencia entre
el soñar despierto y el soñar (que es vivir) resultaba cada vez
más clara para la p acien te, y esta se veía poco a p oco en condi­
ciones de aclarar la diferencia al analista. Se observará que el
juego creador se vincula con el soñar y el vivir, pero que en
esencia no pertenece al fantaseo. Así em piezan a aparecer im por­
tantes diferencias en la teo ría de los dos tipos de fenóm enos,
aunque sigue siendo difícii elaborar un pronunciam iento o un
diagnóstico cuando se ofrece un ejem plo.
La paciente preguntó: “C uando cam ino sobre esa nube color
de rosa, ¿mí im aginación enriquece la vida, o se trata de esa cosa
que usted llam a fantaseo, que ocurre cuando no hago nada y que
me hace sentir que no existo? ”
Para m í, el trabajo de la sesión había producido un im portante
resultado. Me enseñó que el fantaseo obstaculiza la acción y la
«sda_eit.. ef-in.up<*o..reaÍ
softj» v K ^ ^ ^ s i q ^ c a i ^ n a L , tQ..jntetna^eLiiú.cÍeo._¥iviente
de la personalidad individual. Quizá resulte útil echar una ojeada
a las dos sesiones p o sterio res del análisis de esta paciente.
Esta em pezó diciendo: “ Usted hablaba sobre la form a en que el
fantaseo obstaculiza el soñar. Aquella vez desperté a m ediano­
che y me vi co rtan d o afiebradam ente, planeando, trabajando en el
m odelo de u n vestido. Casi lo hacía en la práctica y me sen tía su­
mergida en eso. ¿Es soñar o fantasear? T enía conciencia de lo
que pasaba, p ero estaba d e sp ie rta /’
La pregunta me pareció difícil, porque parecía ubicarse en la
línea fronteriza de cualquier intento que se hiciese de diferenciar
entre el fantaseo y ei soñar. H abía complicaciones psicosom áticas.
Le respondí: “ No lo sabem os, ¿no es cierto? ’’ Y se lo dije porque
así era.
Hablamos sobre el tem a, acerca de que el fantaseo no es cons­
tructivo, resulta nocivo para la paciente y la hace sentirse m al. En
verdad, el hecho de excitarse de esa manera la aparta de la acción.
Me habló sobre la form a en que a m enudo usa la radio para
escuchar charlas en lugar de m úsica, m ientras hace solitarios. E sta
experiencia parece desem bocar en la disociación, casi com o si la
utilizara y por lo ta n to le otorgase cierta sensación de posibilidad
de una integración o una quiebra de la disociación. Se lo señalé y
me dio un ejem plo en ese m ia ñ o m om ento, m ientras yo hablaba.
53
Dijo que mientras le estaba hablando ella jugueteaba con el cierre
de su bolso; ¿por qué estaba de ese lado? jQ ué incóm odo
resultaba para cerrarlo! Sintió que esa actividad disociada le
resultaba más im portante que escuchar lo que yo decía. Hicimos
ju n to s el intento de atacar el tem a que ten íam o s en tre m anos y de
vincular el fantaseo con el soñar. De p ro n to tuvo una pequeña
intuición y dijo que el significado de ese fantaseo era: “A sí que
eso es lo que piensas tú .'' H abía tom ado mi interpretación del
sueño y tratado de hacer que pareciera to n ta. R esultaba evidente
que se trataba de un sueño que se convertía en ese fantaseo
cuando ella despertaba, y quería que yo entendiese con claridad
-que cuando fantaseaba estaba despierta. “N ecesitam os otra pala*
bra - d i j o - , que no sea sueño ni fan tasía .” En ese m om ento
inform ó que ya se había “ ido ai trabajo y a las cosas que sucedían
en él” , de manera que una vez m ás me abandonaba m ientras
hablábam os, y se sentía disociada, com o si no pudiera m antenerse
d en tro de su piel. Recordó que a veces leía las palabras de un
poem a, pero no tenían significado alguno para ella. Señaló que ese
tip o de participación de su cuerpo en el fantaseo le produce una
gran tensión, pero como nada ocurre se siente candidata a u na
oclusión coronaria, a una alta tensión sanguínea o a úlceras gástri*
cas (que en la práctica ha tenido). ¡C uánto ansia encontrar algo
que le perm ita hacer cosas, usar cada u n o de los m inutos de vigilia,
p o d er decir: “ Mañana es hoy, y no m añana” ! Se p o d ría decir
que percibía la falta de una culm inación psicosom ática.5
Siguió diciendo que había organizado el fin de semana hasta
donde le resultó posible, pero que por lo general le resulta
im posible distinguir entre el fantaseo, que paraliza la acción, y la
verdadera planificación, que tiene que ver con el ansia d e la
acción. Hay una enorm e proporción de angustia debido al olvido
de su am biente inm ediato, como consecuencia de la parálisis de la
acción de que adolece.
En un concierto de la escuela los niños cantaron “ Los cielos
brillarán esplendorosos” , tal com o lo h ab ía cantado ella hacía
cuarenta y cinco años, y se preguntó si algunos de los chicos
llegarían a ser como ella, a no conocer los cielos esplendorosos y
dedicarse perm anentem ente a cierta form a de fantaseo.
Al final llegamos a un estudio del sueño que había relatado al
com ienzo (el corte de un vestido), ex p erim entado m ientras se
5
He analizado otro aspecto de este tipo de experiencia en términos
de la capacidad para el orgasmo del yo (Winnicott, 1958b).
54
Imitaba despierta y que era una defensa contra el soñar: “ ¿Pero
cóm o puede saberlo ella? “ El fantaseo la posee com o un espíritu
maligno. De ah í pasó a su gran necesidad de poseerse y dom inarse
y tener tas riendas. De p ro n to tuvo aguda conciencia del hecho.de
que esc fantaseo no era un sueño, gracias a lo cual advertí que
hasta entonces no se había dado cu en ta de ello. Fue así: despertó
y de repente se vio trabajando com o una loca para hacerse un
vestido. Era com o sí me dijera: “ ¿Cree que puedo soñar? ¡Büeno pues se equívoca! ” De a h í pu d e pasar al equivalente del sue­
ño. un sueño de cortar un vestido. Quizá po r prim era vez, me pare­
ció posible form ular la diferencia que existe entre el soñar y el
fa¡tf ;jseo..en el-con tex to de su terapia.
El fantaseo se refiere sencillam ente al hecho de hacerse u n l
vestlHoT Este no tiene valor sim bólico. Un perro es un perro.
En el sueño, en cam bio, com o logré m ostrarle con su propia
ayuda, ese mismo vestido h ab ría ten ido„yalor simbólico. Exami- ;
namos ese aspecto.
La zo n a d e lo in fo rm e
La palabra clave que era preciso llevar de vuelta ai sueño era b
in fo r m e , porque así es la tela antes de que se le aplique el m olde,
se Ea corte y cosa. En otras palabras, en un sueño eso habría sido
un com entario sobre su propia personalidad y el establecim iento
de sí misma. Tendría solo cierto grado d e relación con un vestido.
Más aun, la esperanza que te h aría sentir la posibilidad de hacer
algo con lo inform e surgiría e ntonces de la confianza que te n ía en
su analista, quien debe co n trarrestar to d o lo que trae desde n i
niñez. El am biente de su infancia parecía no perm itirle ser in ­
form e; al contrario, sentía que d e b ía m oldeada y cortarla en for­
mas concebidas por o tras personas.6
Al final de la sesión tuvo un m om ento de intenso sentim ien­
to vinculado con la idea de q ue en su niñez no había habido
nadie (desde su p u n to de vista) q ue entendiese que ella debía
com enzar en estado inform e. Al llegar a ese reconocim iento se
puso m uy furiosa. Si se obtuvo algún resultado terapéutico de esa
sesión, sería principalm ente el derivado de esa intensa ira referida
a algo, n o dem ente, a n o con m otivaciones lógicas.
En la visita siguiente, o tra sesión de dos horas, la paciente me
6
Por lo tanto ello puede verse en términos de acatamiento y de una
falsa autoorganización (cf. Winnicott, 1960a).
55
inform ó que desde la anterior había hecho m uchas cosas. Por
supuesto, le alarm aba hablar de lo que yo pudiese entender com o
un progreso. Sentía que la palabra clave era identidad. Una buena
proporción de la prim era parte de esa prolongada sesión la ocupó,
la descripción de sus actividades, entre las cuales se contaban la
solución de em brollos que databan de meses, y aun de años, así
com o de algunos trabajos constructivos. No cabía duda de que
estaba satisfecha de m ucho de lo hecho. Pero durante to d o el
tiem po m ostró un gran tem or a la pérdida de la identidad, com o
si en definitiva pudiera resultar que había sido m odelada de esa
m anera y que ahora estaba jugando a ser una m ujer adulta o
haciendo com o que lograba progresos, para com placer a! analista
según lincam ientos establecidos por este.
El día era caluroso y la paciente se hallaba fatigada; se recostó
contra el respaldo del sillón y se durm ió. Llevaba p uesto un
vestido que había conseguido hacer usable para ir al trabajo y
para visitarme. Durm ió unos diez m inutos. Cuando despertó con­
tinuó con sus dudas sobre la validez de lo que en la realidad h ab ía
hecho en su casa, y que incluso le gustó hacer. Lo más im portante
que surgió de esos diez m inutos en que estuvo dorm ida fue que le
parecieron un fracaso porque no recordaba los sueños. Era com o
si se hubiese dorm ido con el fin de tener un sueño para el análisis.
R esultó un alivio para ella cuando le señalé que se había dorm ido
porque quería dorm ir, Le dije que los sueños no son más que algo
que le ocurre a uno cuando duerm e. E ntonces le pareció que dor­
mir le h ab ía hecho m ucho bien. Tuvo deseos de dorm ir, y cuando
despertó se sintió m ucho más real, y en cierta form a ya no ten ía
im portancia que no recordara sus sueños. Habló acerca de la
m irada, cuando deja de enfocar jas cosas que se sabe que están a h í
pero no se las ve bien, y que la m ente de ella funcionaba de ese
m odo. Estaba fuera de foco. "Pero en los sueños que acom pañan
al dorm ir - l e d ije - , la m ente está fuera de foco porque no se
enfoca en nada, a no ser que llegue al tipo de sueños que se
pueden llevar a la vida de vigilia y relatar.” Pensaba en las palabras
“lo inform e” , de la sesión anterior, y las aplicaba a la actividad
generalizada de los sueños, como algo distinto del soñar.1
En el resto de la sesión sucedieron m uchas cosas, porque la
paciente se sentía real y trabajó en su problem a conm igo, su
7
Hn estos dos extremos se da por supuesto que ios efectos de ios
electroencefalogramas son distintos, según cuál de aquellos domine en
una tase cualquiera.
56
analista. O freció u n b uen ejem plo de una enorm e cantidad de
cosas que o c u rrían de repente e n un fantaseo del tip o de los que
paralizan la acción. Yo lo e n te n d í com o una clave que me daba
para la com prensión del sueño. La fa n ta sía ten ía que ver con unas
personas que en trab an y se apoderaban de su d ep artam en to . Eso
era todo. El su e ñ o en que llegaba gente que ocupaba su d ep arta­
m ento esta ría relacionado con su hallazgo de nuevas posibilidades
' en su pro p ia personalidad, y tam bién con el goce de identificad o n es con otras personas, incluidos sus padres. Esto es lo con­
trario de sentirse m odelada, y le ofrece u n a fo rm a de identifi­
carse sin p erd er la identidad. Para respaldar m i interpretación
encontré un lenguaje adecuado, d eb id o a que conocía el gran
interés de la pacien te p o r la poesía. Dije q ue el fantaseo se refería
a cierto tem a y era u n callejón sin salida. N o p o se ía valor
p o é tic o . Pero el sueño correspondiente te n ía p o e s ía , es decir,
capa sobre capa d e significación vinculadas con el pasado, el
presente y el fu tu ro , y con lo interior y lo ex terio r, y referidas
siem pre, en lo fu n d am en tal, a ella. E sta poesía del sueño es lo que
falta en su fantaseo, y de esa m anera me resulta im posible ofrecer
interpretaciones significativas. Ni siquiera tra to de u tilizar los
m ateriales del fantaseo q ue los niños en el p e río d o de iatencia
pueden dar en cualquier cantidad.
La paciente repasó el trabajo que habíam os realizado, con un
reconocim iento y una com prensión más p ro fu n d o s, y sintió en
especial el sim bolism o del sueño, que no existe en el cam po
lim itado del fantaseo.
R ealizó luego algunas excursiones de planificación im aginativa
de su fu tu ro , que p arecía ofrecer perpectivas de dicha en el
porvenir, m u y distintas de la inmovilidad dei aquí-y-ahora de
cualquier satisfacción que se pueda encontrar en el fantaseo.
D urante to d o el tiem po tuve que m ostrar sum o cuidado, y así se
lo señalé, de no aparecer encantado con ella p o r to d o lo que
había h echo y p o r e! gran cambio que se había operado en ella.
De lo contrario le h ab ría resultado m uy fácil adquirir la sensación
de que h abía sido encajada y modelada por m í, cosa que habría
sido seguida p o r la m áxim a protesta y por el regreso a la fijeza d e l
fantaseo, al juego de hacer solitarios y otras rutinas conexas.
E n to n ces se le ocurrió una idea y preguntó: “ ¿Qué pasó la
últim a vez? ” (Es característico de esta paciente que no recuerde
la sesión an terio r, aunque resulta evidente que ha sido afectada
por ella, com o en este caso.) Yo tenía preparada la expresión “ lo
inform e” , y con eso volvió a toda la sesión precedente, y a la idea
<7
de la tela para el vestido, antes de ser co rtad a, y a su sentim iento
de que nadie reconocía su necesidad de p artir de un estado
inform e. R epitió que ese d ía estaba cansada, y yo le señalé que
eso era algo, no nada. En cierta m edida es tener las riendas en la
m ano: “ Estoy cansada, me voy a d o rm ir.” En su auto había
tenido la misma sensación. Estaba cansada, pero no se durm ió
porque ten ía que conducir. Pero a llí p o d ía dorm irse. De p ro n to
vio una posibilidad de salud y la e n co n tró maravillosa. Usó la
siguiente frase: “Quizá pueda hacerm e cargo de m í mism a. Diri­
girm e, usar la imaginación con discreción.”
Q uedaba por hacer una cosa m ás en esa larga sesión. La
paciente trajo a colación el tem a de jugar a los solitarios, que
denom inó trem endal y me pidió ayuda para entenderlo. Me­
diante el em pleo de lo que hab íam o s h echo ju n to s, pude decirle
que los solitarios son una form a de fantaseo, un callejón sin
salida, y que yo no puedo usarlos. En cam bio, si me cuenta un
sueño - “ Soñé que jugaba a los solitarios” - , me resultaba posible
utilizarlo y, por cierto, interpretarlo. Podía decir: “ Usted está
luchando con Dios o el destino; a veces gana y a veces pierde, y el
objetivo es el de dom inar la suerte de cu atro familias reales.” A
p a rtir de a h í ella siguió sin ayuda, y su com entario posterior fue
el que sigue: “He estado haciendo solitarios d u ran te horas, en mi
habitación desierta, y está en verdad desierta, porque m ientras
juego ai solitario no existo de veras. - A q u í repitió: - D e m odo
que p o d ría llegar a interesarm e por m í m ism a.”
Al final m ostró deseos de no irse, no com o en la ocasión
anterior, por la tristeza de tener que separarse de la única persona
con la cual puede analizar cosas, sino, principalm ente, porque al
volver a su casa p odía encontrarse m enos enferm a, es decir,
m enos rígidam ente establecida en una organización de defensa.
En lugar de predecir to d o lo que o cu rrirá, ahora ya no puede
decir si irá a su casa y hará algo que deseaba hacer, o si el juego
del solitario se apoderará de ella. R esultaba claro que sentía
nostalgia por la certidum bre dé la p au ta de la enferm edad, y una
gran ansiedad ante la incertidum bre q ué acom paña a la libertad de
elección.
Al final de esta sesión creí posible afirm ar que el trabajo de la
anterior había surtido un p ro fu n d o efecto. Por otra parte, tenía
58
plena conciencia del peligro de experim entar excesiva confianza o
incluso satisfacción. La neutralidad del analista hacia mucha falta
allí, en m ayor m edida que en to d o el tratam ien to en general,-En
esc tipo de trabajo sabemos que siem pre volvemos a empezar, y
cuantas m enos esperanzas nos forjem os, ta n to mejor.
59
1
!■
3
E L JU EG O
E x p o s ic ió n te ó ric a
En este cap ítu lo trato de explorar una idea que me ha im­
puesto mi trabajo, así com o mi propia etapa de desarrollo en la
actualidad y que otorga cierto colorido a mi labor. No hace
falta decir que esta, que es en gran parte el psicoanálisis, tam ­
bién incluye la psicoterapia, y para los fines de este capítulo no
necesito establecer una clara distinción entre los em pleos de los
dos térm inos.
Cuando form ulo mi tesis descubro, com o m e ocurre con
frecuencia, que es m uy sencilla, y que no son precisas muchajs_
palabras para abarcar el tem a. L a p sic o te rapia se d a e n la su p e r- - h
posición . d e j i g s j p p a ^ M J M t m , - h J A . p m k M . ^ y f a j U b tesb . "
p e u ta E s tá re¿cipnqda .c o n jg s
M a s . EÉcorolario de ello es que cuando el juego no es posible, la labor
del terapeuta se orienta a llevar al paciente, de un estado en
que no puede ju g a r a uno en que k e§ posible nacerlo.
A unque no trato de exam inar la bibliografía, deseo rendir
trib u to a la labor de Milner (19 5 2 , 1957, 1969), quien ha es­
crito-brillantes páginas sobre eí tem a de la form ación de sím bo­
los. Pero no p e rm itiré que su am plio y profundo estudio me
impida llam ar la atención, con mis propias palabras, hacia el
juego. Milner (1 9 5 2 ) vincula el. juego de ios niños con la con­
centración de los adultos:
C uando empecé a ver. . . que ese usó de m í misma
podía ser, no solo una regresión defensiva, sino una fase
6i
esencia) y
m u n d o .. .
repetida
de
una
relación
creadora con el
Se refiere a una “fu s ió n prelógica d e s u je to y o b je to ” . Yo
tra to de distinguir entre esta y la fusión o defusión del objeto
subjetivo y del objeto percibido en form a objetiva.1 Pienso que
lo q ue in ten to hacer tam bién es in trín seco de los m ateriales de
la contribución de Miiner. He a q u í o tra de sus afirm aciones:
Los m om entos en que el p o eta prim itivo que hay en
cada uno de nosotros nos creó el m u ndo exterior, ai en­
co n trar lo fam iliar en lo desconocido, son quizás olvida­
dos por la m ayoría de las personas, o bien se los guarda
en algún lugar secreto del recuerdo, po rq u e se parecen
dem asiado a visitas de los dioses com o para m ezclarlos al
pensam iento cotidiano (Miiner, 1957).
Hay algo que deseo sacar del paso. En los escritos y estudios
psicoanalíticos el tem a del ju eg o ha sido vinculado err form a
m uy estrecha con la m asturbación y con las distintas expe­
riencias sensoriales. Es cierto que cuando encaram os la m astur­
bación siem pre pensam os: ¿Cuál es la fantasía? Y tam bién es
verdad que cuando presenciam os un juego ten em o s tendencia a
preguntarnos cuál es la excitación física relacionada con el tipo
de juego que vemos. Pero el jucgoniflebe aer estudiadQ.com o..un^
É m e m a rio de!, concepto de sublim a/
c ió n .d e ljn s tin to .
Es m uy posible que hayam os o m itido algo al relacionar en
form a tan íntim a, en nuestro pensam iento, estos dos fenóm enos
(el juego y la actividad m asturbatoria). Yo he señalado q ue
cuando un niño juega falta en esencia el elem ento m asturbato­
rio, o para decirlo con otras palabras: que C k S 5 tíS B ¡é a Ífe |M
.P^eLgoiPPJxanifp in stin tivo resultan evidentes cuan d o un chico
j « e j i , ^ U u j ^ . j e ^ d e ¡ í e n e , o por io m e n o s.q u e d a arrum ado
(W innicott, 1968a). T anto K ris (1 9 5 1 ) com o Spitz (1 9 6 2 ) am ­
pliaron el concepto de autoerotism o p ara abarcar dato s de tip o
parecido (cf. tam bién K han, 1964).
1 Para u n estudio más p ro fu n d o , el lecto r pu ed e consultar mis trabajos
Ego Integraron ih Chüd Development (1 9 6 2 ) y Commumcating and Not
Communicating leading to e Study o f Certain Opposites (1963a).
62
Yo trato de llegar a una nueva form ulación del juego, y me
resulta interesante percibir en la bibliografíajptsicoanalítica la
falta de una exposición ú til sobre el t e m a . a n á l i s i s infantil,
de cualquier escuela que fuere, se centra en el juego del niño, y
resultaría extraño que descubriésem os que para encontrar una
buena explicación del juego tuviéram os que recurrir a quienes
escribieron aj respecto y no son analistas (por ejemplo Lowenfeld, 1935).
C om o es lógico, se recurre a los trabajos de Melgnie Klein
(1 9 3 2 ), pero yo sugiero que en sus escritos, cuando $e ocupaba
El terapeuta
busca la com unicación del niño y sabe que por lo general no
posee un dom inio tal del lenguaje que le perm ita transm itir las
infinitas sutilezas que pueden hallar en el juego quienes las bus­
quen. Esta no es una crítica a Melante Klein, ni a otros que
describieron el uso del juego de un niño en el psicoanálisis
infantil. Es apenas un com entario sobre la posibilidad de que en
la teo ría total de la personalidad del psicoanalista haya estado
muy ocupado utilizando el contenido del juego como para
observar al niño que juega, y para escribir sobre el juego com o
una cosa en sí m ism a. R esulta evidente que establezco, una
.....
^
T odo lp que diga s p b r e je J i u & a í j^
verdad , para los adultos, solo que el asunto se hace de más
difícil descripción cuando el m aterial del paciente aparece prin­
cipalm ente en térm inos de com unicación verbal. En mi opinión,
debem os esperar que el jugar resulte tan evidente en los análisis
de los adultos com o en el caso de nuestro trabajo con chicos.
Se m anifiesta, por ejem plo, en la elección de palabras, en las
inflexiones de la voz, y p o r cierto que en el sentido del hum or.
F E N O M E N O S T R A N S ÍC iO N A L E S
Para m í el significado del jugar adquirió un nuevo color
desde que seguí el tem a de los fenóm enos transicionales y
busqué sus huellas en to d o s sus sutiles desarrollos, desde la
prim era utilización del objeto o !a técnica transicionales hasta
tas últim as etapas de la capacidad de un ser humano para la
experiencia cultural.
Creó que no está fuera de lugar llamar aquí la atención hacia
63
la g e n e r o s id a d q u e e n l o s c í r c u l o s p s i c o a n a l í t í c o s y e n e l m u n d o
p s iq u i á t r ic o e n g e n e r a l s e h a m o s tr a d o r e s p e c t o d e m i d e s c r ip ­
c ió n
d e l o s f e n ó m e n o s tr a n s ic io n a l e s . M e in te r e s a e l h e d i ó d e
q u e e s ta id e a p r e n d ió a l p asa r p o r e l c a m p o d e l c u id a d o d e io s
n i ñ o s , y a v e c e s p i e n s o q u e e n e s e s e n t i d o h e r e c ib i d o m á s d e lo
que
m e r e c ía ^ T o s q u e y o
u n iv e r s a le s ^ > f~ se
tr a ta b a
lla m o f e n ó m e n o s t r a n s i c io n a le s s o n
s e n c i ll a m e n t e
de
lla m a r
la
a t e n c ió n
h a c ia e l l o s j r h a c i a e l p o t e n c i a l q u e e n c e r r a b a n e n l o r e f e r e n t e á
la c o n s t r u c c i ó n
d e la t e o r í a . H e d e s c u b ie r t o q u e W u l f f ( 1 9 4 6 )
y a e s c r ib ió so b re l o s o b j e t o s fe tic h e s e m p le a d o s p o r l o s b e b é s o
n i ñ o s p e q u e ñ o s , y s é q u e e n la c lí n i c a d e p s ic o t e r a p ia d e A r m a
F reu d
eso s
o b je to s
ed ad . H e o íd o
fu e r o n
o b ser v a d o s e n
lo s n iñ o s d e c o r ta
a A n n a F r e u d h a b la r d e l u s o d e l t a l i s m á n , u n
f e n ó m e n o d e m u y e s tr e c h a v in c u la c ió n ( c f . A . F r e u d , 1 9 6 5 ) . Y
e s c la r o q u e A . A . M iln e i n m o r t a li z ó a W in n ie t h e P o o h . S c h u i z
y A r th u r M ille r ,* e n t r e o t r o s a u t o r e s , r e c u r r ie r o n a l o s o b j e t o s
q u e n o n o m b r é n i m e n c i o n é e n fo r m a e s p e c í f i c a .
E l f e liz d e s t in o d e l c o n c e p t o d e f e n ó m e n o s tr a n s ic io n a le s m e
a lie n t a a p e n s a r q u e ta m b i é n
r e s u lta r á lfá c ílm e n te a c e p t a b le lo
q u e a h o r a i n t e n t o d e c ir s o b r e e l ju g a r . H a v - e n e l i u e f io a lg Q Q ue
E n e l c a p ítu lo
s o b r e la e x p e r i e n c i a c u lt u r a l y su u b i c a c i ó n
( C a p ít u lo
7 ) c o n c r e t o m i i d e a s o b r e e l j u e g o m e d i a n t e la a f ir '
d e sg r a c ia
es
a c e p c i ó n a lg u n a d e e s t a p a la b r a ( y p o r
m uy
c ie r t o
q u e el v o c a b lo
v a r ia d a s u t i l iz a c io n e s - e n
“a d e n tr o ”
tie n e m u c h a s , y
e l e s t u d i o a n a l í t i c o ) . ,X l!r o im « o
e s tá a fu e r a , e s d e c ir , n o fo r m a p a r te d e l m u n d o r e p u d i a d o , e l
n o -y o , l o
q u e e l i n d iv i d u o h a d e c id id o r e c o n o c e r ( c o n g r a n d i f i ­
c u lta d , y
a u n c o n d ó l o r ) c o m o v e r d a d e r a m e n t e e x t e r i o r , fu e r a
del
alca n ce
del
d o m in io
m á g ico .
P ara d o m in a r
lo
que
e stá
p en sar o d e se a r , y h a cer
a fy e m ^
E L J U G A R E N E L T IE M P O Y E N E L E S P A C IO
P a ra a sig n a r
un
lu g a r a l j u e g o p o s t u l é la e x i s t e n c i a d e u n
Miller (1963): A la larga el relato culmina en u n final sentim ental
y por lo ta n to , m e parece, abandona la relación directa con te observación
de te infancia.
espacio p o te n c ia l en tre el bebé y la m adre. V aría en gran me-
dida según las experiencias vitales de aquel en relación con esta
o con la figura m atern a, y yo lo enfrento a; al m u n d o interior
(que se relaciona con la asociación psicosom àtica) y b j a la
realidad ex terio r (q u e tiene sus propias realidades, se puede
estudiar en form a objetiva y, por m ucho que parezca variar
según el estad o del individuo que la observa, en rigor se mantiene co n stan te).
A hora p u ed o reform ular lo que quiero transm itir. Deseo
desviar la aten c ió n de la secuencia psicoanálisis, p s ic o te ra p ia ,.
m aterial del ju eg o , acción de jugar, y darla vuelta. En otras
C
a > salud :
" facilita el crecim ien to y. p o r lo ta n to esta ú ltim a; cqqduce a
relaciones d e j a u p o ; PM fdOStM na^ t o
en
p sicoterap ia y , p o r últim o , el psi<#anáBát,j*.;^
u n a fofliut r n u y e s p ecializada dejpego. al servicio de la com uni­
cación consigo m ism o y co n los demás.
Lo n a tu ra l es el juego, y el fenóm eno alt am en te refinado d el
siglo X X es el p sico an llisis rÀ l psicoanalista tiene q u e resultarle
valioso que se le recuerde a cada in stan te, no solo lo que se le
debe a F reu d , sino tam bién lo que le debem os a esa cosa n a ­
tu ral y universal q u e llam am os juego.
Casi n i hace falta ejem plificar algo tan evidente; ello no
o b stan te m e p ropongo ofrecer dos ejem plos.
E d m u n d , d e d o s a ñ o s y m e d io
La m adre fu e a consultarm e p o r sus propios problem as
y Uevó a E d m u n d consigo. Este perm aneció en mi consul­
to rio m ien tras y o conversaba co n ella; puse en tre noso tro s
u n a mesa y una sillita q ue el podía usar si q u ería. Parecía
serio, pero no asustado ni deprim ido “ ¿D ónde están los
juguetes? ” , preguntó. Eso fue lo único que dijo en to d a
ia hora. E ra evidente que se le h ab ía dicho que en co n ­
tra ría juguetes, y yo ie dije que hallaría algunos en el o tro
ex trem o cíe la habitación, en el piso, debajo de la biblio­
teca.
P ro n to trajo un puñado de juguetes y se dedicó a jugar
en form a deliberada m ientras avanzaba la consulta entre
su madre y yo. Esta pudo señalarme el im portante m o ­
m en to ex acto , a los 'd o s años y cinco meses, en que
E dm und em pezó a tartam udear, después de lo cual dejó
de hablar “ porque el tartam udeo lo asustaba". M ientras
65
i.
pasábam os por una situación de consulta referente a ella y
su hijo, este colocaba algunas piezas de un tren sobre la
mesa, las ordenaba y las hacía coincidir y vincularse. Se
encontraba apenas a medio m etro de su m adre. Pronto se
trepó al regazo de esta y durm ió un rato, como un bebé.
Ella respondió en form a natural y adecuada. Luego
Edm und se bajó por propia decisión y volvió a jugar sobre
la mesa. Todo ello sucedió m ientras su m adre y y o está­
banlos enfrascados en una profunda conversación.
Al cabo de veinte m inutos Edm und com enzó a ani­
marse y se dirigió al otro extrem o de la habitación para
buscar más juguetes. De entre el revoltillo que había allí
trajo un cordel enredado. La madre {sin duda afectada
por la elección, pero no consciente del sim bolism o) dijo:
“ En sus m om entos más no-verbales Edm und se m uestra
más apegado a m í, más necesitado de contacto con el
pecho real, con mi regazo rea l.” En la época en que
empezó el tartam udeo hab ía com enzado a pedir, pero
volvió a la incontinencia ju n to con el tartam udeo, a lo
cual siguió el abandono del habla. En el m om ento de la
consulta colaboraba de nuevo. La m adre veía en ello una
recuperación parcial, luego de un retroceso en su desarro­
llo.
Pude m antener la com unicación con la m adre gracias a
que presté atención al juego de Edm und.
Este form ó un globo con la boca m ientras jugaba. Se
concentró en el tro zo de cordel. La m adre com entó que
de pequeño había rechazado to d o , salvo el pecho, hasta
que creció y pasó a usar una taza. “N o acepta su stitu to s” ,
dijo, queriendo decir con ello que h abía rechazado el
biberón, y el rechazo de los su stitu to s se convirtió en un
rasg a perm anente de su carácter. Ni siquiera su abuela
m aterna, a quien quiere m ucho, es aceptada del todo,
porque no es su verdadera m adre. D urante toda su vida ha
contado con su m adre para ayudarlo p o r la noche.
Cuando nació hubo problem as con el pecho, y durante los
primeros días y semanas solía aferrarse con las encías,
quizá como garantía contra la sensible autoprotección de
su madre, quien ten ía una piel delicada. A los diez meses
le salió un diente, y en una o p o rtu n id ad m ordió, pero no
hizo sangrar.
“ No fue un bebé tan fácil com o el prim ero.”
T odo esto llevó tiem p o , y se encontraba m ezclado con
las otras cosas q u e la m adre q u e ría exam inar conmigo. A
Edm und parecía preocuparle u n extrem o del cordel que
se veía con claridad, pu es el resto era una m araña. A
veces hacía un adem án, com o si “ enchufara” el extrem o
dei cordel, com o el de. un cable, en el m uslo de su m adre.
Era preciso observar q u e si b ien “ no aceptaba su stitu to s”
usaba la cuerda com o sím b o lo de unión con su m adre.
R esultaba claro q ue el cordel era a la vez un sím bolo de
separación y de unión p o r m ed io de la com unicación.
La m adre me dijo que te n ía un o b jeto transicional
llam ado “ mi frazada*’; p o d ía usar cualquier frazada que
tuviese un orillo de raso c o m o el de la m anta de su p ri­
m era infancia.
En ese p u n to E d m u n d dejó sus juguetes co n to d a
naturalidad, se tre p ó al sofá, se arrastró hacia su m adre
com o un anim alito y se acurrucó en sus faldas. Ella exhi­
b ió tina respuesta m uy natu ral, nada exagerada. Luego
volvió a los juguetes. D epositó la cuerda (que parecía
gustarle) en el fo n d o del cubo, com o un colchón, y
com enzó a poner los jug u etes encim a, de m odo que tu ­
viesen un lugar b lando y agradable para dorm ir, com o una
cuna o catre. Después de aferrarse una vez m ás a su
madre y de regresar a los juguetes, se m ostró preparado
para irse, ya que su m adre y y o habíam os term inado con
nuestra ocupación.
En el ju eg o h ab ía ejem plificado gran parte de lo que
decía aquella (au n q u e la m ujer hablaba tam bién de sí
mism a). C om unicó la existencia, en sí mismo, de un m ovi­
m iento de flujo y reflu jo , que lo alejaba de la depen­
dencia y lo llevaba de vuelta a ella. Pero eso no era
psicoterapia, pues y o trabajaba con la m adre. Edm und no
hizo más que exhibir las ideas que ocupaban su vida,
m ientras su m adre y yo hablábam os. No in terp reté, y
debo dar por supuesto que el chico habría podido jugar
de la mísmá form a sin que hubiese nadie presente para ver
o recibir su com unicación, en cuyo caso quizas h ab ría
sido una com unicación con alguna parte de su y o , el y o
observador. Pero esa vez y o estaba presente, reflejaba lo
que sucedía y de ese m odo le otorgaba una cualidad de
com unicación (cf. W innicott, 1967b).
67
D iana, d e c in c o a ñ o s
En el segundo caso, como en el de E d m u n d , tuve que
dirigir d o s consultas paralelas, una con la m adre, que
necesitaba ayuda, y una relación de juego con su hija
D iana. E sta ten ía un herm anito (en su casa) m entalm ente
d efectuoso y con deform ación congénita del corazón. La
m adre- h ab ía ido a estudiar el efecto que ese herm ano le
p ro d u cía a ella misma y a su hija D iana.
Mí c o n ta c to con la m ujer duró una hora. La niña es­
tuvo co n nosotros to d o el tiem po, y m i tarea fue triple:
prestar plena atención a aquella debido a sus necesidades,
ju g ar co n su hija y (para los fines de la* elaboración
de este trabajo) registrar la naturaleza del juego de
Diana.
En rigor, esta fue quien tom ó las riendas desde el principio, pues en cuanto a b rí la puerta para hacer pasar a su
m adre se presentó una chiquilla ansiosa, que o frecía un
osito. N o m iré a la m adre ni a ella, sino q ue m e dirigí al
o sito y p regunté: “ ¿Cómo se llama? ” “ O sito, nad a m ás” ,
respondió. De ese m odo se desarrolló con rapidez, entre
D iana y yo, una fuerte relación, y y o d e b ía m antenerla
para p o d e r llevar a cabo mi trabajo principal, q ue consistía en satisfacer las necesidades de su m adre. C om o es
n atu ral, en el consultorio Diana ten ía que sentir constantem en te que contaba con mi atención, pero me resultó
posible prestarle a la madre la que le h acía falta y al
m ism o tiem po jugar con Diana.
En la descripción de este caso, com o lo hice en el de
E d m u n d , expondré lo que sucedió e n tre Diana y y o , y
dejaré a u n lado el m aterial de la con su lta con la m adre,
C uando los tres entram os en el consultorio nos acom o­
dam os, la m adre sentada en el sofá, D iana con una sillita
ai lado de la m esita para niños. Tom ó su osito y m e io
m etió en el 'bolsillo del pecho. T rató de ver hasta dónde
p o d ía introducirlo y exam inó el fo rro de m i. saco. Des­
pués se interesó p o r los distintos bolsillos y p o r el hecho
de que no se com unicaban entre sí. Ello ocu rría m ientras
su m adre y y o hablábam os con seriedad sobre el niño
retard ad o , de dos años y m edio, y Diana agregó una inform ación: “ Tiene un agujero en el co razó n ” . Se p o d ría
decir que m ientras jugaba escuchaba con u n o íd o . Me
pareció q ue era capaz de aceptar la invalidez de su her-
6
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68
m ano debida al agujero en el corazón, en ta n to que su
retraso m en tal n o se hallaba a su alcance.
En el juego que D iana y y o hicim os ju n to s , sin c o n te­
nido terap éu tico , - m e sen tí en libertad de m ostrarm e
ju g u etó n . Los chicos juegan con m ayor facilidad cu an d o
la otra persona puede y sabe ser ju g u eto n a. De p ro n to
acerqué el o íd o al osito que tenía en el bolsillo y
dije: “ ¡Le oí decir algo! ” Ella se m ostró m u y interesada.
Yo co n tin u é diciendo: “ Creo que necesita alguien con
quien ju g ar” , y le hablé del corderito lan u d o que e n co n ­
traría si buscaba en el o tro extrem o de la h abitación, en
el m o n tó n de juguetes que h ab ía debajo de la biblioteca.
Quizá ten ia un m otivu ulterior: el de sacarme el osito del
bolsillo. Diana fue a buscar el cordero, q u e era m ucho
m ayor que el osito, y recogió mi idea de la am istad entre
los dos anim ales. Los dejó acostados un rato en el sofá,
cerca de d onde se hallaba sentada la m adre. Por supuesto,
yo seguía mí entrevista con esta, y debo señalar que
Diana co ntinuó interesada en lo que decíam os, a lo cual
d edicó una parte de su persona, la que se identifica con
los ad u lto s y sus actitudes.
E n el juego decidió que ios dos anim alitos eran sus
hijos. Se los m etió bajo las ropas, co m o si estuviera
em barazada de ellos. Al cabo de un p e río d o de em barazo
anunció q ue nacerían , pero q ue “ no serán m ellizos” . Dejó
m uy en claro que el cordero n acería prim ero y el o sito
después. C uando term inó el nacim iento acostó a sus dos
hijos recién nacidos en una cama que im provisó en el piso
y los ta p ó . Prim ero los puso separados, uno en cada ex­
tr e m o , de Ja cam a, pues de lo co n trario , dijo, reñirían
P o d ían “ encontrarse en el m edio de la cam a, bajo las
sábanas, y pelearse” . L uego los puso a dorm ir p acífica­
m en te ju n to s, en la cabecera del lecho im provisado. Des­
pu és fue a buscar una cantidad de ju g u etes en un balde y
en algunas cajas. Los o rdenó en el suelo, en to rn o de la
cabecera de la cam a, y jugó con ellos; el juego era o rd e­
nado, y desarrolló varios tem as, cada u no separado del
o tro . V olví a ofrecerle una idea propia. “ ¡Oh, mira! - l e
d ije —. Estás poniendo en el suelo, alred ed o r de ía cabeza
de esos bebés, los sueños que tienen m ientras du erm en .”
Esta idea le resultó atray en te y la to m ó y desarrolló los
distin to s tem as, com o si soñara ella en lugar de sus bebés.
69
T odo eso nos daba a la m adre y a m í el tiem po que tan to
necesitábam os para el trabajo q ue realizábam os ju n to s. En
esos m om entos ía m adre lloraba, m uy alterada, y Diana
levantó la vista, dispuesta a m ostrarse ansiosa. Yo le dije:
“ Tu madre llora p o tq u e piensa en tu herm ano enferm o.”
Eso la tranquilizó, porque era directo y concreto, y dijo
“ Agujero en el corazón” y siguió soñando los sueños de
sus hijos.
De m odo que Diana que n o iba a consultarm e ni tenía
una necesidad especial de ayuda, jugaba conmigo y por sí
misma, y al mismo tiem po p ercib ía el estado de su madre.
Me di cuenta de que esta h a b ía ten id o que llevarla pues se
sentía dem asiado ansiosa para u n enfrentam iento directo
conm igo debido a la p ro fu n d a perturbación que experi­
m entaba en lo referente a su hijo enferm o. Más tarde fue
a verme sola, pues ya no le h acía falta la distracción que
ofrecía la niña.
En una ocasión posterior, cu ando recib í a la madre a
solas, pudim os recapitular lo o currido cuando me visitó
con Diana, y ella agregó el im p o rtan te detalle de que el
padre de Diana explota la desenvoltura de la chica, y que
le gusta más cuando se parece a una adulta en pequeño.
En este m aterial puede verse un tironeo hacia la m adu­
ración prem atura del yo, una identificación con la madre
y una participación en ios problem as de esta, nacidos del
hecho de que su herm ano está enferm o y es anorm al.
Cuando echo una m irada retrospectiva hacia lo o cu ­
rrido, me resulta posible decir q ue Diana se había prepa­
rado antes de ir, aunque la entrevista nada ten ía que ver
con ella. Por lo que m e c o n tó la m adre, e n te n d í q ue la
niña se h abía organizado para el c o n tac to conmigo, com o
sí supiera q ue iba a ver a un psicoterapeuta. A ntes de salir
to m ó el prim ero de sus ositos y tam bién su objeto transicional desechado. No llevó este, pero acudió preparada
para organizar una experiencia un ta n to regresiva en sus
actividades de juego, AI m ism o tiem p o , su madre y yo
p re s e n c iá b a m o s su capacidad para identificarse con
aquella, no solo en lo relativo al em barazo, sino adem ás
en lo referente a la aceptación de la responsabilidad p o r el
cuidado de su herm ano.
En este, com o en el caso de E dm und, el juego fue de tipo
autocurativo. En los dos el resultado fue comparable al de una
sesión terapéutica en la cual el relato estuviese salpicado de
interpretaciones del terap eu ta. Quizás u n psicoterapeuta se
habría abstenido de jugar en form a activa con Diana, com o
cuando yo dije que hab ía o íd o hablar al osito y cuando m e
referí a los sueños de los hijos de Diana representados p o r el
juego en el suelo. Pero esa disciplina autoim puesta habría elim i­
nado parte de ios aspectos creadores de la experiencia de ju eg o
de Diana.
Elijo estos dos ejem plos p orque son dos casos consecutivos
de mi práctica, que se presentaron una mañana en que me
hallaba dedicado a redactar el trabajo en que se basa este c a p í­
tu lo .
TEO R IA DEL JU EGO
?í
—j
Es posible describir u n a secuencia de relaciones vinculadas
con^g l
jugar.
A. El niño y e L o b ieíCL se.encyentranñisionadQ S. La visión
que el prim ero tiene del o b jeto es subjetiva, y-Ja-m adreuse
o n e p ja a hacer real lo que el niñ o está dispuesto a encontrar.
« B. El objeto es repudiado, reaceptado v percibido en form a
obi etiv a^E ste com pleto proceso depende en gran medida de que
exista una m adre o figura m aterna dispuesta a participar y a
devolver lo que se ofrece.
Ello significa que la m adre (o parte de ella) se encuentra en
un “ ir y venir” que oscila entre ser lo que el niño tiene la
capacidad de en co n trar y (alternativam ente) ser ella mism a, a la
espera que la encuentren.
Si puede representar ese papel durante un tiem po, sin ad­
m itir im pedim entos (p o r decirlo así), entonces el niño vive
cierta exp erienc ia de control mágico, es decir, la experiencia de
lo que se denom ina “ o m nipotencia” en ia descripción de ¡os
procesos intrapsíquicos (cf. W innicott, 1962).
En el estado de confianza que se forma cuando la m adre
puede hacer bien esta cosa q ue es tan difícil (pero no si es
incapaz de hacerla), el niño em pieza a gozar de experiencias
basadas en un “ m atrim o n io ” de la om nipotencia de los procesos
intrapsíquicos con su dom inio de lo real. La confianza en la
JmafllS
.de juegos interm edio, en
el que se origina la idea de lo mágico, pu es el niño e x p e rim e n ta
71
en cierta m edida la om nipotencia. Todo esto tiene estrecha rela­
ción con el trabajo de Erikson sobre la form ación de la id en ti­
dad (E rikson, 1956). Y p J o denom ino c ^ n n o de juego, p orque
eUM£gp^empjezaenéLJk^^^^^
la m adre V el hijo, o que Iq s une.
El juego es m uy estim ulante. í ¡Entiéndase que no lo es
p rin c ip a lm e n te p o r q u e lo s in stin to s e sté n in v o lu c ra d o s e n él\
Lo q ue siempre im porta es lo precario de la acción recíproca
en tre la realidad psíquica personal y la experiencia del dom inio
de o b jeto s reales. Se tra ta de la precariedad d e la magia mism a,
que surge en la intim idad, en una relación q ue se percibe com o
digna de confianza. Para ser ta l, es forzoso q ue la relación tenga
p o r m o tivo el am o r de la m adre, o su am or-odio, o su relación
objeta!, y n o form aciones de reacción. C uando un paciente no
puede jugar, el terap eu ta debe esperar este im p o rtan te síntom a
antes de in terp re tar fragm entos de conducta.
C ) La etapa siguiente consiste en en contrarse solo en pre­
sencia de alguien. El niño juega entonces sobre la base del
supuesto de que la persona a quien ama y que p o r lo ta n to és
digna de confianza se encuentra cerca, y que sigue estándolo
cuándo se la recuerda, después de haberla olvidado. Se siente
que dicha persona refleja lo que ocurre en el ju eg o .3
n j i El niño se prepara ahora para la etapa que sigue, consist e M en perm itir una superposición de dos z o n a s ? Is J & e g a y
disfrutar de ella. Prim ero, por supuesto, es la m adre quien juega
con el Jbebé. p ero cuida de encajar en sus actividades de juego.
T arde o tem prano introduce su propio m odo de ju g ar, y des­
cubre que los bebés varían según su capacidad para aceptar o
rechazar la introducción de ideas que les pertenecen.
A sí q u eda allanado el cam ino para un j ugar ju n to s en una
relación.
C uando exam ino lps trabajos que señalan el desarrollo de mi
propio pensam iento y com prensión, advierto que mi interés
actual p o r el juego en la relación de confianza que puede desa­
rrollarse entre el bebé y la madre fue siempre un rasgo caracte­
rístico de mi técnica de consulta, com o lo m uestra el siguiente
ejem plo de mi prim er libro (W innicott, 1931). Diez años des-
3 H e analizado u n aspecto m ás com plejo d e estas experiencias en mi
trabajo The Capacity to be Alone (1958b).
72
pues lo ahondaría en mi trabajo ‘T h e O bservation o f infants in
a Set S itu atio n ” (W innicott, 1941 ).
C aso, ilu stra tivo
Una niña fue atendida en un hospital, cuando ten ía
seis meses, a raíz de una gastroenteritis infecciosa de re­
lativa gravedad. Era la prim era hija, y se la alim entaba a
pecho. Tuvo tendencia a la constipación hasta los seis
meses, pero no después.
A los siete meses se la. volvió a llevar porque se que­
daba despierta llorando. V om itaba después de alim entarse,
y no le gustaba la alim entación a pecho. H ubo que darie
com idas especiales, y el destete quedó com pletado en
pocas semanas.
A los nueve meses tuvo un ataque, y siguió teniéndolos
de vez en cuando, p o r lo general a las cinco de la m añana,
m ás o m enos un cu arto de h o ra antes de despertar. Las
convulsiones afectaban am bos costados del cuerpo y dura­
ban cinco m inutos.
A los once meses eran frecuentes. La m adre descubrió
que en ocasiones p o d ía im pedirlos distrayendo la atención
de la niña. Un d ía tuvo que hacerlo cu atro veces. La
pequeña se hab ía vuelto m uy nerviosa, y se sobresaltaba
al m enor ruido. Tuvo una convulsión d u ran te el sueño. En
algunas se m o rd ía la lengua, y en otras h ab ía inconti­
nencia de orina.
Al año te n ía cuatro o cinco p o r día. Se advirtió que a
veces se sentaba después de com er, se inclinaba y vom i­
taba. Se le dio zum o de naranja y vom itó. Se la sentó en
el suelo y com enzó una convulsión. Una m añana despertó
y tuvo una en el acto, después de lo cual se durm ió;
p ro n to .volvió a despertar y tuvo o tra. Para entonces las
convulsiones em pezaron a ser seguidas p o r u n deseo de
dorm ir, pero aun en esa grave etapa la m adre conseguía
detenerlas a m enudo si d istraía su atención. En aquel
entonces hice la siguiente anotación:
“ Cuando la siento en mis rodillas Hora sin cesar,
pero no m uestra hostilidad. Me tironea de la corbata
con despreocupación, m ientras llora. Cuando la
devuelvo a su m adre n o m uestra interés p o r el
cam bio y sigue llorando, y lo hace con to n o cada
73
.v e z m á s la s t i m e r o m ie n tr a s la v i s t e n , y h a s t a q u e la
sa c a n d e l e d i f ì c i o . ”
E n e sa é p o c a p r e s e n c ié u n a ta q u e c o n e t a p a s t ó n i c a s y
c ló n ic a s ,
c in c o
s e g u id o
d ia r io s , y
p o r e l s u e ñ o . L a n iñ a s u f r í a
llo r a b a t o d o
c u a tr o o
e l d ía , si b ie n d o r m ía d e
noche.
C u id a d o s e x á m e n e s n o d e s c u b r i e r o n s e ñ a l e s d e e n f e r ­
m e d a d f í s i c a . D u r a n te e l d í a se le a d m in is tr a b a b r o m u r o ,
s e g ú n la s n e c e s id a d e s .
En
una
c o n s u lt a
la tu v e e n m is r o d ill a s , p a r a o b s e r ­
v a r la . H iz o u n i n t e n t o f u r t i v o d e m o r d e r m e l o s n u d i l lo s .
T r e s d í a s d e s p u é s v o l v í a t e n e r l a e n l a s r o d i lla s , y e s p e r é a
ver q u é
h a c ía .
Me
m o r d ió
lo s
n u d illo s tr e s v e c e s , c o n
ta n t a fu e r z a , q u e c a s i m e d e s g a r r ó la p i e l . L u e g o j u g ó a
a rro ja r e s p á t u la s a l s u e l o , s in c e s a r , d u r a n t e q u i n c e m i­
n u t o s . M ie n tr a s t a n t o llo r a b a c o m o s i se s i n t i e s e d e v e r a s
d e s d ic h a d a . D o s d í a s d e s p u é s la t u v e s e n t a d a d e n u e v o e n
la s r o d ill a s d u r a n te m e d i a h o r a . E n e l í n t e r i n e n t r e u n a y
o tr a v i s i ta h a b í a s u f r i d o d e c o n v u l s i o n e s e n c u a t r o o p o r t u ­
n id a d e s . A l p r i n c ip io ll o r ó c o m o d e c o s t u m b r e . V o l v i ó a
m ord erm e
e x h ib ir
lo s
n u d illo s c o n
s e n tim ie n to s
de
m ucha
c u lp a , y
fu e r z a , e sta v e z
s in
lu e g o c o n tin u ó c o n e l
j u e g o d e m o r d e r y tir a r e s p á tu la s ; m ie n tr a s s e e n c o n tr a b a
se n ta d a e n m is ro d illa s s e n t ía p ia c e r e n ju g a r . A l c a b o , d e
u n r a to e m p e z ó
a to c a r se lo s p ie s , d e m a n e r a q u e h ic e
q u e le q u ita r a n l o s z a p a t o s y la s m e d ia s . E l r e s u l t a d o d e
e llo
fu e
un
p e r ío d o
de
e x p e r im e n ta c ió n
que
a b s o r b ió
t o d o su in teré s. P a r e c ía c o m o si d e sc u b r ie se y d e m o str a se
u n a y o tr a v e z , p a r a s u g r a n s a t i s f a c c i ó n , q u e e n t a n t o
que
la s e s p á t u la s p u e d e n lle v a r s e a la b o c a , a r ro ja r se y
p e r d e r s e , n o e r a p o s i b l e a r ra n ca r l o s d e d o s d e i o s p i e s .
C u a t r o d í a s m á s t a r d e ll e g ó la m a d r e y d i j o q u e d e s d e
la ú lt im a
c o n s u lta
era u n a “ n iñ a
d is tin ta ” . N o
so lo
no
h a b ía t e n id o c o n v u ls io n e s , s in o q u e d e n o c h e d o r m ía m u y
b ie n ; se
m o str ab a
fe liz
to d o
e l d í a , n o n e c e s it a b a b r o ­
m u r o . O n c e d í a s d e s p u é s la m e jo r í a se m a n t e n í a Sin m e ­
d ic in a s ; la s c o n v u l s i o n e s n o se r e p e t í a n
d e sd e h a c ía c a ­
t o r c e d í a s , y la m a d r e p i d i ó q u e se la d i e s e d e a lta .
V isité
a la
n iñ a
al
cabo
de
un año y
d escu b rí q u e
d e s d e la ú l ti m a c o n s u l t a n o h a b í a e x h i b i d o s í n t o m a s d e
n in g u n a c la s e . L a e n c o n t r é t o t a l m e n t e
ran a, fe liz , in t e li­
g e n t e , a m a n t e d e l j u e g o y lib r e d e l a s a n s ie d a d e s c o m u n e s .
PSICOTERAPIA
A h í, en esa zona de superposición entre el juego del n iñ o y el
m ientos. El m aestro a p u n ta a ese enriquecim iento. El terapeuta,
en cam bio, se ocupa en especial de los procesos de crecim iento
del niño y de la elim inación de los obstáculos evidentes para el
desarrollo. La te o ría psicoanaixtica ha perm itido una com prensión
de esos bloqueos. Al mism o tiem p o , sería un p u n to de vista m uy
estrecho suponer q ue el psicoanálisis es el único cam ino para la
utilización terapéutica del juego del niño.
Es b u en o recordar siempre que
terapia. Conseguir q ue los chicos jueguen es ya u na psicoterapia
He aplicación m m ediata y universal, e incluye el establecimien to 4
d e _ u n a j£ tM ^ ^
actitud debe
co n ten er el reconocim iento de que este siempre puede llegar a ser
aterrador. Es preciso considerar los juegos y su organización com o
parte de un in te n to de precaverse co n tra los aspectos aterradores
del jugar. /C u an d o los niños juegan tiene que haber personas
responsables cerca; pero ello no significa que deban intervenir en
el juego. Si hace fa lta u n orgam zador en un puesto de director, se
infiere que el o los n iñ o s no saben jugar en el sentido creador de
m i acepción de esta com unicación.
El rasgo esencial de m i com unicación es el siguiente: „el juego
c^& o
fe » J> « si» 4 íU 3 d a J'
Su precariedad se debe a que siempre se desarrolla en e llím ite
teórico entre lo subjetivo y lo que se percibe de m anera,objetiva.
A q u í solo q uiero recordar que e l juego de los niños lo contiene
to d o , aunque el psico terap eu ta trabaje con el m aterial, con el
contenido de aquel. Es claro q ue en una hora prefijada, o profe*
sional se presenta u n a constelación más precisa que en una ex­
periencia sin h o rario , en el piso de una habitación, en e! hogar (cf.
W innicott, 1941), p ero la conciencia de que la base de lo que
hacem os es el juego del p áctente, una experiencia creadora q u e
necesita espacio y tiem p o , y que para este tiene una intensa
realidad, nos ay u d a a e n te n d e m u estra tarea.
...... .
' ...
"
P o r o tra p a rte , esta o bservactón' nos perm ite entender cóm o
puede efectuarse una p sicoterapia de tip o profundo sin necesidad
de u na labor d e in terp retació n. Un buen ejemplo de ello es el
trabajo de Axiine (1 9 4 7 ), de Nueva York. Su obra sobre psico*
terapia tiene gran im portancia para nosotros. La aprecio en es*
75
p e d a l p o r q u e c o in c id e c o n m i a r g u m e n to , c u a n d o e x p o n g o l o q u e
d e n o m i n o “ c o n s u l t a s t e r a p é u ti c a s ” , e n e l s e n t i d o d e q u e e l m o -
s i in te Ü g W te jñ -
S
te r p r e t a c i p n (W i n n i c o t t , 1 9 7 1 ) .
. L a i n t e r p r e t a c i ó n f u e r a d e la m a d u r e z d e l m a te r ia l e s a d o c t r in a m i e n t o ,y p r o d u c e a c a ta m ie n to (W in n ic o tt, 1 9 6 0 a ) . U n c o r o ­
la r io e s e l d e q u e la r e s is t e n c i a s u r g e d e la in t e r p r e t a c i ó n o f r e c i d a
fu e r a d e la z o n a d e s u p e r p o s i c i ó n e n t r e e l p a c i e n t e y e l a n a li s t a
q u e ju e g a n ju n to s . C a a n d o j ^ u e t ^
p ara j u g a r , la
in t e n ) r e t e c i 6 n ^ e s ^ t f l ^ ~ p ^ 8 i ^ ^ n f i i s i ó n . C u a n d o h a y j u e g o
■m u tu o , la
in te r p r e t a c ió n ,
r e a liz a d a
se gú n
p r i n c ip io s p s ic o a n a -
l i t i c o s a c e p t a d o s , p u e d e lle v a r a d e l a n t e la l a b o r t e r a p é u t i c a . E se
■
sise desea avanzaren íapgcoterajpia.
..
RESU M EN ^
a ) P a ra e n t e n d e r l a i d e a d e l j u e g o r e s u l ta ú t i l p e n s a r e n l a
p r e o c u p a c ió n q u e c a r a c te r iz a e l j u g a r d e u n n i ñ o p e q u e ñ o . E l
c o n te n id o
no
im p o r t a .L o
que
in t e r e s a
e s e l e sta d o d e ca si
a l e j a m i e n t o , a f í n a la c o n c e n tr a c ió n d e l o s n i ñ o s m a y o r e s y
lo s
a d u l to s .
£ 1 n iñ o
es
p o s ib l e
abandonar
q u e ju e g a
con
h a b it a
f a c ili d a d
y
en
una
en
la
r e g ió n
que
que no
n o se a d m ite n
in tr u s io n e s .
b ) E s a z o n a d e j u e g o n o e s u n a r e a lid a d p s í q u i c a in t e r n a . S e
e n c u e n tr a fu e r a d e l in d iv id u o , p e r o n o e s el m u n d o e x t e r io r .
c ) E n e ll a e l n i ñ o r e ú n e o b j e t o s o f e n ó m e n o s d e la r e a li d a d
e x t e r io r y
lo s
usa
al
s e r v ic io d e u n a m u e s t r a d e r iv a d a d e l a
r e a lid a d i n t e r n a o p e r s o n a l . S i n n e c e s id a d d e a l u c i n a c i o n e s , e m i t e
u n a m u e s t r a d e c a p a c id a d p o t e n c i a l p a r a s o ñ a r y v iv e c o n e ü a e n
u n m a r c o e l e g i d o d e f r a g m e n t o s d e la r e a li d a d e x t e r io r .
d ) A l ju g a r , m a n i p u la , f e n ó m e n o s e x t e r i o r e s a l s e r v ic io d e l o s
s u e ñ o s , e in v i s t e a a l g u n o s d e e l l o s d e s i g n i f i c a c i ó n y s e n t i m i e n t o s
o n ír ic o s .
e ) H a y u n d e s a r r o ll o q u e v a d e k » f e n ó m e n o s t r a n s t e i o n a l e s a l
ju e g o , d e e s te a l ju e g o c o m p a r tid o , y
d e é l a la s e x p e r ie n c ia s
c u l t u r a le s .
f ) E l j u e g o i m p l ic a c o n f i a n z a , y p e r t e n e c e a l e s p a c i o p o t e n c i a l
e x is te n te
e n tr e ( lo
que
e r a a l p r i n c i p i o ) e l b e b é y l a f ig u r a
m a te m a > c o n e l p r i m e n ) e n u n e s t a d o d e d e p e n d e n c i a c a s i a b s o -
76
luta y dando p o r sentada .la fu n ció n de adaptación d e la figura
materna.
g ) El juego co m p ro m ete al cuerpo:
i) debido a la m anipulación de objetos;
iij porque ciertos tipos de interés intenso se vinculan con
algunos aspectos de la excitación corporal.
h ) La excitación corporal en las zonas erógenas am enaza a
cada ra to el ju eg o , y p o r lo ta n to el sentim iento del n iñ o , de que
existe com o persona. X os in stin to s son el principal peligro, ta n to
para el juego com o para el y o ; en la seducción, algún agenté
exterior ex p lo ta los in stin to s del niño, y ayuda a aniquilar su
sentim iento de q ue existe com o unidad autónom a, con lo cual el
juego resulta im posible (cf. K h an , 1964).
, i*7.
esen cia e l ju e g o e s sa tisfactorio^ EUo es a sí cuando
conduce a un alto grado de ansiedad. Existe determ inada m edida
de ansiedad q ue resulta insoportable y q ue destruye el juego.
;7 El elem ento p lacentero del juego contiene la inferencia de
que el despertar de los in stin to s no es excesivo; el que va m ás allá
de cierto p u n to lleva a:
i) La culm inación ;
ti; una culm inación frustrada y un sentim iento de con­
fusión m en tal e incom odidad física que solo el tiem p o
puede curar;
iiij una culm inación alternativa (com o en la provocación
de la reacción de los padres o de la sociedad, de su
ira, etcé tera).
Se puede decir q ue el juego llega a su propio p u n to de
saturación, que corresponde a la capacidad para contener expe­
riencias.
k ) El ju eg o es in trín secam en te ex citan te y precario. E sta ca­
racterística n o deriva del despertar de los instintos, sino de la
precariedad de la acción recíp ro ca, en la m ente del n iñ o , en tre lo
que es subjetivo (casi alucinación) y lo que se percibe de m anera
objetiva (realidad verdadera o com partida).
77
4
EL JU E G O
A c t i v i d a d c r e a d o r a y b ú s q u e d a d e la p e r s o n a
A hora exam inaré un rasgo im poila n te ^ d iiie p Q ^ sab er: que
en él, y q u izá solo e n él, el n i l o o e t ^
ser creadores. E sta consideración surge en m i pensam iento como
un desarrollo del concepto de los fenóm enos transicionales, y
tiene en cu en ta la parte difícil de la te o ría de! o bjeto transiciona!,
a saber, el hecho de que contiene una paradoja q u e se debe
aceptar, to le ra r y no resolver.
O tro detalle de la teo ría que resulta im portante a q u í es el que
se relaciona con la ubicación del juego, tem a que desarrollo en los
cap ítu lo s 3, 7 y 8. La parte esencial de este concepto es la que
afirm a que la realidad psíquica in tern a tiene u n a especie de
ubicación en la m ente, en ei vientre, en la cabeza, o en cualquier otro lugar, d en tro de los lím ites de la personalidad del individuo, y
que lo denom inado realidad ex terio r se encuentra fuera de esos lí­
mites, en ta n to que al juego y a la experiencia cultural se le puede
asignar una ubicación si se em plea el concepto de espacio p o ten ­
cial en tre la m adre y el bebé. En el desarrollo de diversos indi- ^
viáuos es preciso reconocer que la tercera zona de espacio p o - \
tencial en tre una y o tro tiene sumo valor según las experiencias
del niño o el adulto en cuestión. Vuelvo a referirm e a estas ideas
en el C ap ítu lo 5, donde Hamo la aten ció n hacia el h echo de que la
descripción del desarrollo em ocional del individuo no puede
hacerse to d a en térm inos de este, sino que en ciertas zonas, y esta
es una de ellas, quizá la principal, la conducta del am biente es
parte del desarrollo personal del individuo, y p o r lo ta n to hay que
79
incluirla. C om o psicoanalista advierto que estas ideas afectan lo
que haga, p ero sin m odificar, creo, m i adhesión a los rasgos
im portantes del psicoanálisis que enseñam os a nuestros e stu ­
diantes, y que p roporcionan un facto r com ún en la enseñanza de
esa disciplina, tal com o creem os que deriva d e la obra de Freud.
No tengo la intención deliberada de efectuar una com paración
en tre la psicoterapia y el psicoanálisis, ni de d efin ir estos dos
procesos de m anera de m ostrar una clara línea divisoria en tre
("am bos. Me parece válido el principio general de q m ^ p s i c o ) terapia se realiza e n la su p e rp o sic ió n d e l a s d ú s z o m s d e i u e e o . la
Si este últim o n o sabe ju g ar, no
está capacitado para la tarea. Si ej q ue no sabe jugar es el
paciente, hay que hacer ateo p ara aue pueda lograrlo, después de
lo cual com ienza la psicoterapia. Él m otivo de q ue el juego sea tan
esencial consiste en q u e en él el paciente se m uestra creador.
LA BUSQUEDA D E LA PERSONA
En este c a p itu lo me ocupo de la búsqueda de la persona y de
la reform ulación de! hech o de que son necesarias algunas condi­
ciones, para lograr é x ito en esa búsqueda. Se vinculan con lo que
en general se d en o m in a creatividad. En el juego, y: solo en él.
p ueden el n iñ o o el a d u lto crear y usar to d a la p ersonalidad , y el
individuo descubre su persona solo cuando se m u estra cread o r.
(A ello se agrega el hecho de que únicam ente en el ju eg o es
posible la co m unicación, exceptuada la directa, que perten ece a la
psicopatología o a u n a extrem a inm adurez.)
E n el trab ajo clín ico es frecuente la experiencia de encontrarse
con individuos q ue “necesitan ayuda y buscan a i persona, y que
tratan de encontrarse en los p ro d u cto s de sus experiencias crea­
doras. Pero p ara ay u d ar a tales pacientes debem os conocer la
creatividad m ism a. Es com o si viéram os a un bebé én las pri­
meras etapas y saltáram os al hiño que tom a las heces, o alguna
sustancia con la te x tu ra de estas, y tra ta de convertirlas en algo.
Este tipo de creatividad es válido y se lo entiende b ien , pero hace
falta un estudio de la creatividad com o característica de la vida y
del vivir en su to talid ad . Sugiero que la búsqueda de la persona en
térm inos de lo q u e se puede hacer con p ro d u cto s de desecho está
condenada a ser interm inable y, en esencia, infructuosa.
En la búsqueda de su persona el individuo de que se tra ta
puede h ab er prod u cid o algo valioso en térm inos artístico s, pero
cabe que un artista de éx ito esté rodeado por la aclam ación
universa! y sin em bargo n o haya en contrado la persona que busca.
En verdad no se la puede hallar en lo que se elabora con los
productos de la m en te o el cuerpo, p o r valiosas que sean estas
construcciones en térm in o s de belleza, destreza e im pacto. Si el
artista (en cualquiera de las ramas del arte) busca su persona, es
muy probable que y a ex ista algún fracaso de él en el terreno del
vivir creador en generaUJLa creación term inada nunca cura la falta
subyacente de sen tim ien to de la persona;:
Antes de seguii1 desarrollando esta idea debo exponer un segundo tem a, v inculado con e! prim ero pero que exige su tra ta ­
m iento p o r separado. Se refiere al hecho de que el individuo a
quien tratam o s de a y u d ar po d ría abrigar la esperanza de sentirse
curado cuando le explicam os, y decir: “ Entiendo; soy y o m ism o
cuando me siento cread o r y cuanto efectú o un adem án creador, y
ahora la búsqueda h a term inado.” En la práctica esta no parece
ser una descripción de lo q ue sucede. En este tipo de trab ajo
sabemos q ue aun la explicación correcta resulta ineficiente. La
persona a quien p reten d em o s ayudar necesita una nueva experiencia en un m arco especializado. Dicha experiencia corresponde
a un estado no in ten cio n al, a tildar, por d e c irlo j^ k ifc e le m e n tQ s
de la personalidad n o integrada. Esto lo llamé
en la
descripción de casos (C ap ítu lo 2).
''
Es preciso ten er en cu en ta la confianza que se puede dep o sitar
o no en el m arco en que actúa el individuo. Nos vem os ante una
necesidad de diferenciar entre la acción intencional y la a lte r­
nativa del ser no intencional. Esto se vincula con la form ulación
de Baíint (1 9 6 8 ) sobre la regresión benigna y m aligna (véase
tam bién K han, 1969.).
Me refiero a los aspectos que hacen posible el relajam iento. E n
térm inos de libre asociación, ello significa que al paciente en el
sofá o al niño en tre los juguetes, en el suelo, se les debe p erm itir
que com uniquen u na sucesión de ideas, pensam ientos, im pulsos,
sensaciones, que n o tienen relación entre sí, salvo en form a
neurològica o fisiológica, y que quizá no es posible d etectarlos. Es
decir, que el analista podrá reconocer y señalar la vinculación (o
varias vinculaciones) en tre los distintos com ponentes del m aterial
de libre asociación cuando existe una intención, o ansiedad, o ,
falta de confianza basada en la necesidad de defensa.
En el relajam iento correspondiente ,a la c o n f i a n z a y a. la a c e
ta tip n ,.á ü ¿ i5 i^
analítico, psico terap èu tico , de labor social, arquitectónico, etcé-
81
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I
r e l a c i o n a d a s e n t r e s í , q u e e l a n a li s t a h a r á b i e n e n a c e p ta r c o m o
t a le s , sin su p o n e r la e x is t e n c ia d e u n h i l o s ig n if ic a n t e d e u n ió n
e n tr e
e lla s
(c f.
M íln e r ,
1957, en
e s p e c ia l
e l a p é n d ic e , p á g s.
1 4 8 -1 6 3 ).
2
Q u i á s e p u e d a e je m p l i f ic a r e l c o n t r a s t e e n t r e e s t a s d o s s i t u a ­
c io n e s v in c u la d a s si se p ie n s a e n u n p a c ie n t e c a p a z d e d esc a n s a r
d e s p u é s d e l tr a b a jo p e r o inca pa z d e llegar a l e sta d o d e re p o so en
e l c u a l se p u e d e p ro d u c ir u m b ú sq u e d a creadora. S e g ú n e s t a t e o ­
r ía , la lib r e a s o c i a c i ó n q u e r e v e la u n t e m a c o h e r e n t e s e e n c u e n t r a
ya
a f e c t a d a p o r la a n s ie d a d , y la c o h e s i ó n d e la s id e a s e s u n a
o r g a n i z a c i ó n d e d e f e n s a . P u e d e q u e s e d e b a a c e p t a r l a e x is t e n c i a
d e p a c i e n t e s q u e a v e c e s n e c e s it a n al t e r a p e u t a p a r a a d v e r t ir la
in s e n s a te z
c o r r e s p o n d ie n te
al e s t a d o m e n t a l d e l i n d iv i d u o e n
r e p o s o , s in q u e e l p a c i e n t e n e c e s i t e s i q u i e r a c o m u n i c a r ta l i n s e n ­
s a t e z , e s d e c ir , sin n e c e s id a d d e o r g a n iz a r ía . L a i n s e n s a i e z o r g a ­
n iz a d a e s v a u n a d e fe n s a , a s í c o m o e l c a o s o r g a n iz a d o e s u n a
n e g a c ió n d e l c a o s . E l
01
m c a c i ó n s e d e d i c a a u n i n ú t i l i n t e n t o d e e n c o n t r a r a lg u n a
n iz a c ifo
d e se n tid o , c o m ^ o n s e c u e i íd a S e lo c i
el
p a c i e n t e a b a n d o n a e s a z o n a , d a d a la im p o s i b i l i d a d d e c o m u n i c a r
n e g & s id a d M
d o n d e, e x ist e l o
f U Q ú M c Ü N f f i & f o . É l p a c i e n t e n o h a p o d i d o ,r e l a j a r s e p o r q u e n o
se le
p r o p o r c io n ó el a m b ie n t e n e c e s a r io , c o s a q u e d e s tr u y ó el
s e n t i m i e n t o d e c o n f i a n z a . S in s a b e r l o , e l t e r a p e u t a a b a n d o n ó e l
p a p e l p r o fe s io n a l, y
lo
h iz o
al e sfo r z a r »
en
s e r u n a n a lis ta
p e n e tr a n te y en ver o rd en e n e l ca o s.
Q u izá
veces
e s t o s a s p e c to s se r e fle je n e n l o s d o s t ip o s d e s u e ñ o , a
d e n o m in a d o s M O R y
MONR
( m o v i m i e n t o s o c u l a r e s rá­
p i d o s y m o v im ie n t o s o c u la r e s n o r á p id o s ).
P a ra
d e s a r r o lla r
lo
q u e q u i e r o d e c ir n e c e s it a r é la s ig u i e n t e
s e c u e n c ia :
T h ) r e l a j a m ie n t o e n
c o n d ic io n e s
de
c o n fia n z a
basada
en
la
|
e x p e r ie n c ia ;
| b)
a c t iv i d a d c r e a d o r a , f í s i c a y m e n t a l , m a n i f e s t a d a e n e l j u e g o ;
| c } su m a
de
e s ta s e x p e r ie n c ia s
para
for m ar
la
base
de un
s e n t i m i e n t o d e la p e r s o n a .
L a s u m a o r e p e r c u s ió n d e p e n d e d e q u e e x i s t a c ie r ta p r o p o r ­
c i ó n d e r e f l e j o h a c ia e l i n d iv i d u o , p o r p a r te d e l t e r a p e u ta ( o e l
a m j g o ) d i g n o d e c o n f ia n z a q u e h a r e c i b i d o la c o m u n i c a c i ó n ( i n d i ­
r e c t a ) . E n e s t a s c o n d i c i o n e s t a n e s p e c i a l i z a d a s , e l in d iv i d u o p u e d e
82
integrarse y actual com o u na un id ad , n o en defensa contra la
ansiedad, sino como expresión del YO SO Y, estoy vivo, soy yo
m iaño (W innicott, 1962). A p artir de esta posición todo es
creador.
UN CASO A MODO DE EJEMPLO
Deseo utilizar m ateriales del caso de una mujer que se trata
conmigo y que me visita u na vez p o r semana. Seis años antes de
consultarm e siguió un largo tratam ien to , a razón de una vez cada
cinco sem anas, pero descubrió que necesitaba una sesión de
duración indefinida, y yo solo p o d ía ofrecérsela una vez por
semana. P ro n to llegamos a una sesión de tres horas, q u e más tarde
se redujo a dos.
Si logro ofrecer u na descripción correcta de u na sesión, el lec­
to r observará que durante prolongados p eriodos me abstengo de
hacer interpretaciones, y a m enudo no em ito sonido alguno. Esta
estricta disciplina dio resultados. Tom é notas, porque ello me
ayudaba en un caso que estudiaba una sola vez p o r semana, y
descubrí que no Interrum pía el trabajo con la paciente. Además, a
m enudo descanso la m ente escribiendo las interpretaciones que en
la práctica no trasm ito. Mi recom pensa por abstenerm e de efec­
tuarlas llega cuando las haoe el propio paciente, quizás una o dos
horas después.
ti'
Mi descripción equivale a un m ego a to d o s los terapeutas, de
que p erm itan que el paciente exhiba su capacidad de jugar, es
decir, de m ostrarse creador, e n el trabajo analítico. Esa crea­
tividad puede ser robada con suma facilidad p o r el terapeuta que
sabe dem asiado. Por supuesto, en realidad no im porta cuánto sabe
este, siempre que pueda o cu ltar sus conocim ientos o abstenerse
de divulgarlos.
Perm ítasem e transm itir el sentim iento de lo que significa tra ­
bajar con esta paciente. Pero debo pedir al lector que tenga
paciencia, com o es preciso q ue la tenga yo cuando me dedico a
este trabajo.
E JE M P LO D E U N A S E S IO N
Prim ero algunos detalles de la vida, y disposiciones dé carácter
práctico: sobre el sueño, arruinado cuando se acalora; los libros
83
para lograr dorm irse, u n o bu en o y uno de narraciones aterradoras;
cansada pero acalorada, y p o r lo tan to inquieta; palpitaciones
rápidas, com o ahora. Luego algunas dificultades relacionadas con
los alim entos: “ Q uiero p o d er comer c u a n d o s i e n to h a m b r e
(Parece haber un signo de igualdad entre los alim entos y los.
libros, en la sustancia de esta conversación deshilvanada.)
“Cuando usted llam ó sabía, así lo espero, que estaba dem a­
siado exaltada."
“S í, supongo que s í” , respondo.
Descripción de una fase de m ejoría un poco falsa.
“Pero yo sabía que n o m e sentía bien.”
"T o d o parece henchido.de esperanza, hasta que me doy cuenta
de ello...”
“ Depresión y sentim ientos asesinos, así sóy yo, y tam bién soy
yo cuando m e siento alegre.”
(H a p a s a d o m e d ia hora. La paciente estuvo sentada en
una silla baja, o en el suelo, o paseándose.)
Larga y lenta descripción de los rasgos positivos y negativos de
una cam inata q ue h a b ía h e d ió .
“Parece q ue no p u d iera SER del tod o ... no soy y o la q ue en
realidad m ira... u na pantalla... m iro con anteojos... la visión im a­
ginativa no existe. Eso d e que el bebé se imagina el p ech o , ¿es
nada más que d octrina? En el tratam iento an terio r q ue seguí
había un avión en el cielo, cuando volvía a casa, después de una
sesión. Al día siguiente le dije al analista que de p ro n to imaginé
que yo misma ib a e n e l a v ió n , y q u e v o la b a m u y a lto . Y q u e
e n to n c e s se p r e c i p i t ó a tierra. El terapeuta dijo: ‘Eso es lo que
ocurre cuando se p ro y ecta en cosas y ello produce un derrum be
in tern o .’ ” *
“Difícil recordar... no sé si es correcto... en realidad no sé qué
decir. Es com o si ad en tro hubiera un revoltillo, un derrum be.”
(H a n p a s a d o tr e s c u a rto s d e h o ra .)
Se ocupó en m irar p o r la ventana, de pie, y vio u n gorrión que
picoteaba una costra de pan, de pro n to “ se llevaba una migaja a
su nido... o alguna p arte. - L u e g o :- De repente pensé en un
sueño.”
E l sueño
“ U na estu d iañ té tra ía a cada rato dibujos que h ab ía hecho. 1
1
No dispongo d e m edios para verificar ia exactitud d e éste informe
sobre la in terp retació n del analista anterior.
84
¿Cómo p o d ía decirle que sus trabajos no m ostraban mejoría
alguna? Pensé que si me p erm itía quedarm e soia y hacer frente u
mi depresión..; será m ejor que deje de m irar esos gorriones... no
puedo pensar.”
(A h o ra estaba en el suelo, con la cabeza en un alm o­
h ad ó n , sobre el sillón.)
“ No sé... y sin em bargo, ¿sabe? , parece h ab er alguna me­
jo ría .” (D etalles de su vida ofrecidos com o ejem plo.) “ En realidad
es com o si n o hu b iera u n Y O . U n libro espantoso, de cuando era
upa jovencíta, q u e se llam aba D e v u e lto va cio. Así m é siento y o .”
(Para e n to n c e s h a b ía tran scu rrido un a h o ra ,)
A co ntinuación hab ló sobre el uso de la p o esía, recitó un
poem a de C hristina R o setti: “ Agonizando” .
“Mi vida term in a con un chancro en ei capullo. ~Y dirigién­
d o se a m í:
¡Me h a arrebatado mi Dios! ”
(Pausa prolongada.)
“No hago m ás q ue vom itarle to d o k> que se me ocurre. N o sé
de qué estuVe h ab lan d o . N o sé... N o sé...”
(L arga pausa.)
(V uelve a m irar p o r la ventana. Luego de cinco mi­
n u to s d e ab so lu to silencio.)
“ A la deriva, com o las nubes.”
(H a p a sa d o m á s o m e n o s u n a hora y m ed ía .)
“ R ecuerdo que le dije que p in tab a con los dedos en el suelo, y
que me asusté m u ch o . N o p uedo dedicarme a p in tar con los
dedos. E stoy viviendo en u n chiquero. ¿Qué debo hacer? Si me
o b lig o a leer o p in ta r, ¿sirve de algo? [Suspira.] N o sé... ¿sabe? ,
en cierto m o d o n o m e gusta la suciedad de la pintura en los
ded o s”
(O tra vez la cabeza en el alm ohadón.)
“Me repugna e n tra r en esa h abitación.”
(Silencio.)
“N o sé. S ien to que carezco de im portancia.”
D etalles variados de ejem plos de mi manera de encararla, que
insinúan q ue ella es poco im p o rtan te.
“N o p u ed o dejar d e pensar que po d rían haber sido apenas diez
m inutos q u e m e costara to d a una vida.” (R eferencia al prim er
traum a, au n n o especificado, pero elaborado to d o el tiem po.)
“ Supongo q u e una herida te n d ría que repetirse m uchas veces
para que su efecto fuese tan p ro fu n d o .”
D escripción de su o pinión sobre su propia niñez en distintas
edades, de cóm o co n stan tem en te trató de sentir que tenía alguna
85
im portancia, para lo cual se ad ap tó a lo que en su opinión se
esperaba d e ella. Adecuada cita del p o eta G erard M anley Hopkins.
(Prolongada pausa.)
“ Es u na sensación desesperada de no im portarle a nadie. No
im p o rto ... no hay Dios y yo no im p o rto . Im agínese, u na chica me
envió una postal durante sus vacaciones.”
En ese m om ento dije: “Com o si usted le im p o rtara.”
“ Q uizá” , respondió.
"Pero usted no le im porta a ella, ni a nadie” , dije.
“Me parece, ¿sabe? - c o n t in u ó - , q ue tengo que descubrir si
existe tal persona \para q u ie n y o tenga im portancia], alguien
q ue m e im porte a m i , alguien q ue pueda recibir, establecer
c o n tac to con lo que mis ojos han visto y m is o íd o s escuchado.
Será m ejo r abandonar, no sé... no ...” (Solloza, en el piso, incli­
nada sobre el alm ohadón del sillón.)
(E n este punto se recuperó m ediante distintos recursos
característicos de ella, y se arrodilló.)
“ ¿Sabe? , h o y no establecí un verdadero c o n tac to con usted.”
Le resp o n d í con un gruñido afirm ativo.
Deseo señalar que hasta el m o m en to el m aterial era de
la naturaleza de un juego m o to r y sensorial con caracte­
rísticas n o organizadas o inform es (cf. pág. 5 5 ), de) cual
h ab ía surgido la experiencia de desesperanza y sollozos.
C ontinuó: “ Es como si se tratara de otras dos personas en otra
habitación, que se encontrasen p o r prim era vez. Conversación
cortés, erguidas en la silla de asiento alto .”
(E n la sesión con esta paciente y o m e siento en una silla
alta.)
“ Me indigna. Me siento enferm a. Pero no tiene im portancia,
porque solo se trata de m í.”
Más ejem plos de mi conducta, que indican: com o eso se refiere
a ella, carece de im portancia, etcétera.
(Pausa, con suspiros, que indican un sentim iento de
desesperanza y de insignificancia.)
L legad a (e s decir, luego d e casi d o s horas}.
Se había producido un cam bio clínico. P o r primera vez
en la sesión la p a c ie n te p a recía e sta r en la h a b ita ció n c o n ­
m ig o. Se trataba de una sesión extraordinaria que le había
ofrecido para com pensar el que n o pudiese llegar a su ho­
rario habitual.
Me dijo, como si fuese lo prim ero que me decía: “Me
alegro de que supiese que necesitaba esta sesión.”
86
El m aterial se refería ahora a odios específicos, y. se dedico a
buscar m arcadores de colores que estaba segura de tener. Luego
lo m ó u n a hoja de papel y el m arcador n e g ro , y redactó una
tarjeta de saludos para su cum pleaños. Dijo que era el “D ía de su
m u erte."
(A h o ra estaba m u y presente allí, conm igo. O m ito d eta­
lles de un grupo de observaciones de la realidad, im pregna­
das to d as de o dio.)
(Pausa.)
E n ese m om ento com enzó a repasar la sesión.
“ L o m alo es que no p u ed o recordar qué le dije... ¿o hablaba
dirigiéndom e a m í m iaña? ”
I n t e r v e n c i ó n in te r p r e ta tiv a
A q u í hice u na interpretación: “ O curren m uchas cosas, y todas
se m arch itan . Son la infinidad de m u ertes de que h a m uerto. Pero
si h a y alguien a h í, alguien q u e pueda devolver lo q ue h a sucedido,
entonces los detalles enfocados de ese m odo se convierten en par­
te de u sted , y no m u eren ."5
T endió la m ano Hacia u n vaso de leche y preguntó si podía
bebería.23
“ Bébala” , le contesté.
“ ¿L e dije...? ” , preguntó. (H abló de sentim ientos y actividades
positivos, que p o r sí m ism os eran una dem ostración de que ella era real y vivía en el m undo co n creto .) “ Siento que he establecido
una especie de co n tacto con to d a esa gente... aunque hay algo aq u í..." (solloza de nuevo, apoyándose contra el respaldo de una si­
lla). “ ¿D ónde está usted? ¿Por qué estoy tan sola? ¿Por qué ya no
le im p o rto a nadie? "
A q u í surgieron significativos recuerdos de la niñez, rela­
cionados con los regalos de cum pleaños y con su im portancia, y
experiencias positivas y negativas de cum pleaños.
O m ito una bu en a p arte p orque para hacerla inteligible
d e b e ría ofrecer nuevas inform aciones concretas que no ha­
cen falta para esta presentación. T odo eso lleva a una zona
2 O sea, que el sentim iento de la persona llega sobre la base de un
estado no integrado, pero q u e por definición el individuo no lo. observa
ni recuerda, y q u e se pierde si no lo observa y refleja alguien que sea
digno de confianza, que la ju stifiq u e y haga frente a la dependencia.
3 En este análisis hay al alcance de tá m ano una pava, un hornillo
d e gas, café, té y cierto tipo de bizcochos.
87
neutral, y ella se hallaba presente allí, pero en una actividad
de resultados indefinidos.
“ No creo q ue hayam os... siento que desperdicié esta sesión."
(Pausa.)
“ Siento com o si hubiese venido a encontrarm e con alguien que
no llegó.”
En ese p u n to m e so rp ren d í estableciendo vínculos, d ado el
hecho de q ue ella se olvidaba de lo dicho de m om ento en
m om ento, y de su necesidad de que se le devolviera reflejado lo
que decía, con la acción de un factor tiem po^de p o r m edio. Le
reflejé lo qye d ecía, y d ecid í hablarle prim ero en térm inos de q ue
ella, hab ía nacido (p o r lo del cum pleaños-día de la m u erte) y
después en térm inos de m i conducta, de m i indicación, en tan tas
form as distintas, de que ella carecía de im portancia.
La paciente con tin u ó : “ ¿Sabe? , a veces tengo la sensación de
que n ací... (derrum be). ¡Si no hubiese ocurrido nunca! Se
apodera de m í... n o es com o la depresión.”
“ Si usted n o hubiera existido, to d o h ab ría ido bien” , dije.
“ ¡Pero lo espantoso es la existencia negativada! - e x c la m ó - .
¡Jam ás hub o u na ocasión en que pensara: qué bu en o es haber
nacido! Siem pre pienso q ue habría sido m ejor no nacer... ¿Pero
quién sabe? H abría p o d id o ... no sé... es un interrogante: ¿no hay
nada presente cu ando u na nace, o existe una alm ila esperando
para m eterse en un cuerpo? ”
A hora u n cam bio de actitud, que indica el com ienzo de
una aceptación de m i existencia.
“ ¡A cada rato le im pido hablar! ”
“ A hora quiere que hable - l e dije— pero tem e que pueda
decir algo b u en o .”
“ Está en m i cerebro -re sp o n d ió - ‘ ¡No me haga sentir deseos
de SER*! «
“ Es un verso de un poem a de G erard M anley H opkins.”
H ablam os de poesía, de cóm o em plea muchos poem as que
conoce ée m em oria, y de cóm o ha vivido de poem a en poem a
(com o dé cigarrillo e n cigarrillo, cuando se fuma en cadena), pero
sin en ten d e r su significado, o sin sentirlo como ahora sen tía y 4
4 La verdadera cita, del p oem a Carríon C o m fo rt, sería:
No, n o gritaré...
...ex ten u ad o , no puedo más. Puedo;
. p u ed o algo, esperar, desear que llegue el día,
no elegir n o ser.
88
en ten d ía el de ese. (Sus citas son siempre atinadas, y p o r lo gene­
ral no conoce su significado,) En este pu n to me referí a Dios
com o el Y O SOY, co n cep to útil cuando el individuo no puede
soportar SER.
“La gente usa a D ios com o u n analista - d i j o - ; alguien que
está presente m ientras un a ju eg a.”
“ Alguien a quien u no le im p o rta” , repliqué, y ella, continuó:
“No p o d ía decir eso porque no estaba segura.”
“ ¿El que y o lo dijera arruinó algo? ” , pregunté. (T em í haber
estropeado u n a m uy b u en a sesión.)
Pero ella respondió: “ ¡No! Si usted lo dice es d istin to , porque
si yo le im p o rto ... quiero hacer cosas para com placerlo... ¿se da
cuenta? , este es el infierno de una educación religiosa. ¡Malditas
sean las buenas chicas! ”
Com o una observación hecha para sí, dijo: “ Eso significa que
tengo un deseo de n o m ejorar.”
E ra un ejem plo de una interpretación hecha por la pa­
ciente, que h ab ría podido serle arrebatada si y o la hubiera
ofrecido antes, en la misma sesión.
Señalé q ue para ella la versión actual de b u e n o es estar b ie n , es
decir, term in ar el análisis, etcétera.
P or fin p o d ía in tro d u cir el sueño: que los dibujos de la amiga
no m ejoraban, q ue e s te n e g a tiv o es ahora p o sitivo . La afirm ación
de que la pacien te n o está bien es cierta; no bien significa no
bueno; era falso que pareciese estar m ejor, como falsa hab ía sido
su vida al tra ta r de ser buena para adaptarse al código m oral de la
familia. “ Sí, - d i j o - , estoy usando ios ojos, oídos y m anos com o
instrum entos; nunca SOY cien po r ciento. Si dejara vagar mis
m anos p o d ría en co n trar un yo , entrar en contacto con un yo,.,
pero no p u ed o . N ecesitaría vagar horas enteras. No p o d ría perm i­
tirm e seguir.”
A nalizam os la form a en que hablarse a un o m ism o no devuelve
el reflejo, a m enos de que se tratase de un residuo de esa form a de
hablar que hubiese sido reflejado por alguien q u e no fu e s e u no.
“ He estad o tra ta n d o - d i j o - de mostrarle a m í cu a n d o e s to y
sola [las dos prim eras horas de la sesión]; eso es lo que hago
cuando me e n cu en tro a solas, aunque lo digo sin palabras, pues no
me p erm ito h ablar conm igo” (eso sería la locura).
C on tin u ó hab lan d o de su utilización de m uchos espejos en su
habitación, lo cual im plicaba para la persona una búsqueda, por
m edio de espejos, de alguien a quien reflejar. (H abía estado
m ostrándom e, aunque yo me encontraba allí, que nadie devuelve
89
el reflejo.) Por lo tan to le dije: "'U sted m is m a era q u ie n bus­
caba. ” s
D udo de esta interpretación, p o rq u e huele a deseo de
tranquilizar, aunque no tiene esa intención. H abía querido
decir que ella existía en la búsqueda, antes que en el
encontrar o ser encontrada,
“ Me agradaría dejar de buscar - d i j o - , y solam ente SER,
S í, buscar es prueba de que existe una persona.”
Por fin po d ía referirme al incidente de viajar en el
avión que luego se estrellaba. Com o avión, ella p o d ía SER,
pero después venía el suicidio. A ceptó esto sin dificultades
y agregó: “Pero prefiero ser y estrellarm e, q u e no SER
nun ca.”
Poco después estuvo en condiciones de irse. E l trabajo de
la sesión quedaba term inado. Se observará q u e en una
sesión de cincuenta m inutos no hab ría po d id o llevarse a
cabo un trabajo efectivo. Em pleam os tres horas, para des­
perdiciarlas y usarlas.
Si pudiese presentar la sesión siguiente, se vería que necesi­
tam os dos horas para llegar otra vez a la situación en que hab ía­
m os dejado el día anterior (y que ella no recordaba). Entonces
la paciente usó una expresión que resulta valiosa para resumir
to d o lo que quiero decir. Form uló una pregunta y yo le dije
que la respuesta podía llevarnos a una prolongada e interesante
discusión, pero que lo que me interesaba era la pregunta. "Se le
ocurrió la idea de form ular esa p reg u n ta” , dije.
Después de lo cual pronunció las palabras que necesitó para
expresar lo que deseó decir. Dijo con len titu d , con profundo
sentim iento: “ Sí, ya entiendo; a p artir de la pregunta, lo mismo
que a p artir de la búsqueda, se p o d ría postular la existencia de
un Y O .”
H abía hecho la interpretación esencial, en el sentido de que
la pregunta surgía de lo que solo se puede considerar como su
creatividad, es decir, un unificarse después del relajam iento, que
es lo contrario de la integración.
5
A veces eila recita; “ A Margaret es a quien Horas" (dei poema
Spring an d Fall, de Hopkins).
90
C O M E N T A R IO
La búsqueda solo p u e d e n a c e r de u n funcionam iento inform e ¿
e inconexo» o quizá de un ju eg o rudim entario, com o en una
zona neutral. Unicam ente ah í, en ese estado no integrado de la r
personalidad, p u ^ e ' a ^ m ^ r j o que describim os com o cre a tiv o .... Eso se refleja, p ero so lo c u a n d o se refleja se convierte en parte
integrante de la personalidad individual organizada, y a la larga,
en la suma» hace que el individuo sea, que se ío encuentre; y en
definitiva le perm ite postular la existencia de la persona.
Esto nos proporciona nuestra indicación para el procedi­
m iento terapéutico: o frecer o p o rtu n id ad es para 3a experiencia
inform e y para los im pulsos creadores, m otores y sensoriales,
q ue constituyen la m ateria del juego. Y sobre la base de este se
construye to d a la existencia experiencial del hom bre. Ya no
som os introvertidos o extravertidos. Ex perim entam os la vida en
la zona de los fenóm enos transicionales, en él estim ulante en tre­
lazam iento de la subjetividad y ía observación objetiva, zona,
interm edia entre la realidad interna del individuo y la realidad,
com partida del m un d o , q ue es ex terio r a los individuos.
91
L A C R E A T Í V I D A D Y S U S O R IG E N E S
LA ID EA DE CREATIVIDAD
Espero que el lecto r acepte una referencia general a la crea*
tividad, que no perm ita que la palabra se pierda en la creación
exitosa o aclam ada, sino que la m antenga unida ai significado
correspondiente a u n a coloración de to d a la actitu d hacia la
realidad ex terio r.
Lo que hace que el individuo sienta q ue la vida vale la pena
de vivirse es, más q u e ninguna otra cosa, la apercepción
creadora. F ren te a esto existe una relación con la realidad e x te ­
rior que es relación de acatam iento; se reconoce el m undo y sus
detalles pero solo com o algo en que es preciso encajar o que
exige adaptación. El acatam iento implica un sentim iento de
inutilidad en el individuo, y se vincula con la idea de que nada
im porta y que la vida no es digna de ser vivida. En forma
ato rm en tad o ra, m uchos individuos han experim entado una p ro ­
porción suficiente de vida creadora com o para reconocer que la
m ayor parte del tiem po viven de m anera no creadora, com o
atrapados en la creatividad de algún o tro , o de una máquina.
Esta segunda m anera de vivir en e) m undo se reconoce en
térm inos psiquiátricos como una enferm edad.1 De uno u otro
m o d o , nuestra teoría incluye la creencia de que vivir en forma
1 H e e s t u d i a d o e n d e ta lle e s te te m a e n m i t r a b a jo Classification .
Is There a Psychoanalytic C ontribution to Psychiatric Classification?
( 1 9 5 9 - i 9 6 4 ) , y e l l e c t o r i n te r e s a d o p u e d e s e g u ir lo e n é l.
93
cread o ra es u n estado saludable, y q u e ei acatam iento es u n a
base en ferm iza para la vida. N o cabe d u d a de q ue la ac titu d
general de n u estra sociedad y el am b ien te filosófico de la época
c o n trib u y e n a este p u n to de vista, q u e sostenem os a q u í y ahora.
Q uizá n o lo hab ríam o s afirm ado e n o tra p a rte y o tra época.
E stas d o s alternativas d e vivir o n o en form a creadora
p u ed en ofrecer un co n traste m u y agudo. Mi te o ría p o d ría ser
m u c h o m ás sencilla de k> q u e es » se p u d iera abrigar la espe­
ran za d e en co n trar u n o u o tr o e x trem o en cualquier caso o
situ ació n . E l problem a re m ita o scurecido p o rq u e ei grado de
objetividad con q ue contam os cu an d o h ablam os de la realidad
e x te rio r en térm inos de u n individuo es variable. E n cierta m e­
d id a, objetividad es un vocablo relativo, pues, p o r definición, lo
q ue se percibe d e m o d o o b jetiv o es co n ceb id o , en cierta p ro ­
p o rció n , en form a subjetiva.*
Si bien esa es la zona q u e exam inam os en este libro,
deb em o s to m a r n o ta de q ue para m u ch o s individuos la realidad
e x te rio r es en alguna m edida u n fen ó m en o subjetivo. En el caso
ex tre m o , el individuò tiene alucinaciones en ciertos m om en to s
específicos, o quizás en form a generalizada. H ay to d o tip o de
expresiones para este estad o ( " a tu rd id o " , *V olando p o r las
n u b es” , “ irreal” , "desenfocado” ), y en p siq u iatría llam am os es­
quizoides a esas personas. Sabem os q u e p u ed en ten er valor
com o personas en la com unidad, y ser felices, p ero advertim os
q ue ex isten ciertas desventajas para ellas, y en especial para
quienes viven con ellas. En ocasiones ven el m undo en form a
subjetiva y se engañan con facilidad, o b ien , aunque posean
bases firm es en la m ayoría de las zonas, aceptan un sistem a
ilusorio en otras; o carecen de una estru ctu ració n firm e respecto
de la asociación psicosom àtica, p o r lo cual se dice que tienen
u n a m ala coordinación. A veces una incapacitación física, com o
u n a escasa visión o audición, se agrega a este estado de cosas y
p ro d u ce un cuadro confuso, en el cual no se distingue con
claridad en tre un estado de alucinación y una incapacidad b a ­
sada, en definitiva, en una anorm alidad físic a . E n el caso e x ­
trem o de este estado de cosas, la persona descrita es paciente de
un hospital"para enferm edades m entales, ya sea p o r un tiem po
o en form a p e rm a n e n te , y se ¡o d enom ina e sq u izo fré n ic o .
Tiene suma im portancia para n o so tro s que en el plano
2 V é a s e The Edge o f O bjectivity ( G iii e s p ie , 1 9 6 0 ) , e n t r e m u c h o s t r a b a ­
j o s q u e t r a t a n s o b r e e l e l e m e n t o c r e a d o r e n la s c ie n c ia s .
94
clínico no encontrem os u n a ciara lin e a d e separación entre la
salud y el estado esquizoide, o aun en tre aquella y la esquizo­
frenia plena. Si bien reconocem os el facto r hereditario en esta
últim a y nos m ostram os dispuestos a adm itir que las p ertu r­
baciones físicas ap o rtan su co n trib u ció n en determ inados casos,
m iram os con suspicacia cualquier te o ría que separe al sujeto de
los problem as d e la vida co rrien te y de los universales del desa­
rrollo individual en d eterm in ad o am biente. Advertimos la im ­
portancia del m edio, en especial al com ienzo mismo de la vida
infantil del individuo, p o r lo cual realizam os un estudio especí­
fico del am biente fa c ü ita d o r, en térm inos hum anos, y en tér-,
m inos de crecim iento h u m an o en la m edida en que la depen­
dencia tiene significado (cf. W innicott, 1963b, 1965).
Las personas pueden vivir u na vida satisfactoria, y aun rea­
lizar tareas de excepcional valor, y sin em bargo ser esquizoides
o esquizofrénicas. P u eden estar enferm as en un sentido psiquiá­
trico , a consecuencia de u n escaso sentido de la realidad. Para
equilibrar esto sería preciso afirm ar que existen o tro s arraigados
con tan ta firm eza en la realidad percibida d e m anera objeiiva,
que son enferm os « n el sentido co n trario , es decir, en el de n o
tener co n tacto co n el m u n d o subjetivo y con el enfoque
creador de la realidad.
E n cierta m edida, en esto s problem as tan difíciles resulta ú til
recordar que las alucinaciones son fenóm enos oníricos que se
han introducido en la vida de vigilia, y (pie el alucinar es, en sí
mism o, ta n poco enferm izo com o el h e d ió correspondiente de
que los sucesos del d ía y los recuerdos de acontecim ientos
reales pueden pasar al o tro lado de la barrera e internarse e n el
d orm ir y en la form ación de los sueños.3 En rigor, si exa­
m inam os nuestra descripción de las personas esquizoides, vem os
que usam os las palabras que em pleam os para describir a los
niños pequeños v a los bebés, y que en rigor esperam os e n ­
co n trar aQí los fenóm enos q ue caracterizan a nuestros pacientes
esquizoides y esquizofrénicos.
Los problem as desarrollados en este cap ítu lo se exam inan en
el libro en su p u n to d e origen, es decir, en las primeras etapas
del crecim iento y desarrollo del individuo. En verdad me in ­
teresa el p u n to exacto en que un bebé es “ esquizoide” , solo
> 3 A u n q u e e s t o e s i n t r í n s e c o d e l a h ip ó te s is d e F r e u d s o b r e la f o r m a ­
c ió n d e io s s u e ñ o s , e s u n h e c h o q u e a m e n u d o se h a p a s a d o p o r a l t o
(c f . F r e u d , 1 9 0 0 ).
95
que este térm ino no se em plea dada ía inm adurez del bebé y de
su estado especial en lo que respecta al desarrollo de la perso ­
nalidad y al papel del medio.
Los esquizoides son personas tan poco satisfechas c o n s to
mismas com o los extravertidos que no logran ponerse e n .c o n ­
tacto con el soñar. Estos dos grupos de personas acuden a n o ­
sotros en busca d e psicoterapia porque en un caso no quieren
vivir con una irrevocable carencia de co n tac to con los hechos de
la vida, y en el o tro se sienten alienados en lo referente a los
sueños. Tienen la sensación de que algo anda m al y q ue e n su
personalidad existe una disociación, y les gustaría que $e ip s
ayudase a lograr una situación de unidad (W innicott, 1 9 6 0 b ) o
un estado de integración tiem po-espacio en el cual hubiese una
persona que lo contuviese to d o , en lugar de elem entos
d is o c ia d o s que existen en com partim ientos,4 o que- se
encuentran dispersos y sem brados p o r todas partes.
Con el fin de estu d iar la teoría que usan los analistas en su
trabajo, para ver dónde tiene un lugar la creatividad, es preciso
separar, com o ya lo señalé, la idea de la creación, p o r u n lado,
y las obras d e arte p o r el o tro . Lo cierto es que una creación
puede ser un cuadró, una casa, un jard ín , un traje, un peinado,
una sinfonía, una escultura; cualquier cosa, a partir de u na co­
mida preparada en casa.„Quizá sería mejor decir que estás cosas
podrían ser creacio n es/ La creatividad que me ocupa, a q u í es un
universal. j Cotresponde“*a*,,H r^>n3ición 'de estar v iv o .'E s de .su­
poner que tiene que ver con ía característica de vivacidad de
algunos animales a sí com o de los seres hum anos, pero sin duda
resulta n o tablem ente m enos significativa en u n o s u o tr o s , cuan­
do tienen una escasa capacidad intelectual5 , que en el caso de
los. seres hum anos que poseen una capacidad intelectual casi
cercana al prom edio, m edia ó elevada. La creatividad que estu­
diam os se refíefc al enfoque de la realidad ex terio r p o r el indi­
viduo. Si se da p o r supuesta una capacidad cerebral razonable,
una inteligencia suficiente para perm itir al individuo convertirse
en una persona que vive y participa en la vida de la com unidad,
4 E n o t r a p a r t e ( 1 9 6 6 ) a n a lic é u n c a so e s p e c íf ic o d e e s t o e n t é r m i n o s
d e n e u r o s is o b s e s iv a .
s H a y q u e e s ta b le c e r u n a d is tin c ió n e n t r e e l d e f e c t o m e n t a l p r im a r io
y e l d e f e c t o c lí n i c o s e c u n d a r io d e la e s q u iz o f r e n i a d e la n i ñ e z y el
a u tis m o , e t c é t e r a .
96
to d o lo que se p roduce es creativo, salvo en la m edida en que
el individuo está enferm o o se encuentra frenado p o r factores
am bientales en desarrollo que ahogan sus procesos creado­
res,
En relación con la segunda de estas dos alternativas, quizá
sea u n erro r pensar en la creatividad com o algo que puede ser
destruido p o r com pleto. Pero cuando se oye h ablar de indi­
viduos d o m inados en su hogar, o que se pasan la vida en
cam pos de co ncentración, o perseguidos durante to d a su exis­
tencia p o r u n cruel régimen p o lítico , antes que nada se siente
qué solo unas pocas de las víctim as conservan su espíritu crea­
dor, Por supuesto, estas son las que sufren (véase W innicott,
1968b). Al principio parece que to d o s los dem ás que existen
(no viven) en esas com unidades patológicas han abandonado ya,
hasta tal p u n to , sus esperanzas, que no sufren, y han perdido
las características que los hacen hum anos, de m odo que y a ven
el m u n d o con m irada creadora. Estas circunstancias se refieren a
lo negativo de la civilización. Es com o contem plar la des­
trucción de la creatividad en los individuos p o r factores am ­
bientales q u e actúan en un período avanzado del crecim iento
personal (cf. B ettelheim , 1960).
C A q u í in ten tam o s encontrar una form a de estudiar la pérdida,
por los individuos, de su ingreso creador en la vida, o del en­
foque cread o r inicial de los fenóm enos exteriores. Me interesa la
etiología. En el caso extrem o existe, ab in itio , un fracaso rela­
v o en lo que respecta al establecim iento de u na capacidad
personal p ara el vivir arcador.
C om o ya indiqué, es preciso sobreentender la posibilidad de
que n o se prod u zca u n a destrucción to ta l de la capacidad de un
individuo h u m an o para ese vivir creador, y de que, aun en la cir­
cunstancia m ás extrem a de acatam iento y de establecim iento de
una falsa personalidad, haya, oculta en alguna parte, una vida se­
creta q ue resulte satisfactoria porque es creadora u original para
ese ser hu m an o . Su carácter insatisfactorio para m edirse en té r­
m inos de s u a c u ita m ie n to , de su falta de enriquecim iento por m e­
d io d e la experiencia viva (W innicott, 1968b).
Digam os que en ese caso extrem o to d o lo real, to d o lo que
im p o rta, to d o lo personal, original, creador, se encuentra oculto
y no da señales de su existencia. En esas condiciones, al indi­
viduo n o le im porta si está vivo o m uerto. El suicidio tiene
escasa im p o rtan cia cuando ese estado de cosas se encuentra po­
derosam ente organizado en el individuo, y este no tiene con97
:í
r
?
i'
ciencia de lo que h ab ría podido ser, o de lo que se ha perdido
o falta (W innicott, 1960a).
P o r lo ta n to , el im pulso creador es algo q ue se puede en­
te n d e r com o una cosa en sí r isma, q u e, p o r supuesto, es nece­
saria si el artista quiere pro d u cir u na o b ra de arte, pero tam bién
com o lo que se encuentra presente cuando cu a lq u iera -b e b é ,
niño, adolescente, ad u lto , anciano o m u je r- contem pla algo en
form a saludable o hace una cosa de m anera deliberada, como
ensuciarse con sus propias heces o prolongar el acto de llorar
para gozar con u n sonido musical. Se halla presente ta n to en el
vivir de m om en to en m om ento de u n niñ o retardado que goza
con a i respiración, com o en la inspiración de u n arq u itecto que
de p ro n to sabe q u é desea co n stru ir, y que piensa en térm inos
de los m ateriales que puede usar para que su im pulso creador
adquiera form as y el m undo p ueda verlas.
C uando el psicoanálisis tra tó de encarar el tem a de la
creatividad perdió de vista en gran m edida el aspecto prin­
cipal. El escritor analítico to m ó quizás una personalidad
destacada en las artes creadoras y trató , de efectuar obser­
vaciones secundarias y terciarias, pero hizo caso omiso de
to d o lo que se pudiera llam ar terciario. Es posible tom ar
a L eonardo da Vinci y hacer com entarios m uy im portantes
e interesantes sobre la relación en tre su obra y ciertos
sucesos que se desarrollaron en su infancia. Se puede hacer
m ucho en m ateria de entrelazam iento de su obra con sus ten­
dencias hom osexuales. Pero estas y otras circunstancias del
estudio de grandes hom bres y m ujeres soslayarían el tem a que
se encu en tra en el centro de la idea de la creatividad. Resulta
inevitable que tales estudios de los grandes hom bres tiendan a
irritar a los artistas y a las personalidades creadoras en general.
Es posible que esas investigaciones, que nos sentim os ten tad o s a
efectuar, resulten irritantes porque d an la im presión de que
están llegando a alguna p arte, de que p ro n to podrán explicar
po r qué ese hom bre fue grande y esa m ujer hizo tan to , pero la
dirección de la investigación es errónea. Se deja a un lado el
tem a principal, el del im pulso creador m ism o. La creación se
interpone entre el observador y la creatividad del artista.
No es inevitable que nadie logre explicar alguna vez el im­
pulso creador, y es im probable que alguien quiera hacerlo; pero
resulta posible establecer el vínculo - y establecerlo en form a
ú t i l - entre el vivir creador y el vivir m ia ñ o , y se pueden estu­
diar las razones p o r las cuales existe la posibilidad de perder el
98
prim ero y que desaparezca ei sen tim ien to del individuo, de que
la vida es real o significativa.
Supuestam ente, antes d e cierta era, digam os hace m il años,
solo unas pocas personas vivían d e m anera creadora (cf, F o u cau lt,
1966). Para explicar esto h a b ría que decir que antes de
cierta fecha era m uy ex cep cionalm ente posible q ue un hom bre
o u n a m ujer llegasen a u n estad o de unidad en su desarrollo
personal. A ntes de esa fecha los m illones de seres hum anos del
m undo nunca h ab rían en c o n tra d o , o habrían perdido, al final
de la infancia o la niñez, su sen tim ien to de ser individuos. Este
tem a se desarrolla en c ierta m ed id a en M o isés y e l m o n o te ís m o
(1 9 3 9 ), de F reu d , y a él se rem ite en una nota al pie que con­
sidero u n im p o rtan tísim o d etalle en los escritos de F reu d :
“ B reasted lo fiama ‘el p rim e r individuo de la historia hum ana’.”
No es fácil que nos id en tifiq u em o s con hom bres y m ujeres de
tiem pos antiguos, quienes a su vez se identificaron de tal. m a­
nera con la com unidad, la n atu raleza y fenóm enos inexplicados
tales c o m o .la salida y la p u esta del sol, los rayos y los terrem otos.
H acía falta una ciencia organizada antes de que los hom bres y las
m ujeres pudiesen convertirse en unidades integradas en térm inos
de tiem po y espacio, vivir en fo rm a creadora y existir com o indi­
viduos. El tem a del m o n o te ísm o corresponde a la aparición de
esta etap a e n ei fu n cio n am ien to m ental hum ano.
Melanie K lein ofreció (1 9 5 7 ) o tra contribución al tem a de la
creatividad. Proviene d e su reconocim iento de los im pulsos agre­
sivos y d e la fa n tasía d estru ctiv a, que datan de los prim eros
m om entos de la vida d el recién nacido. Klein tom a esta idea de
la agresividad del bebé y le otorga su correspondiente im por­
tancia, a la vez que elabora un tem a nuevo y vital con la idea
de la fusión de los im pulsos eróticos y destructivos com o señal
de salud. Pero en m i o p inión la im portante obra de Klein no
toca el tem a de la creatividad, p o r lo cual es muy fácil que
produzca el efecto de oscu recer aun más el problem a principal.
Sea com o fuere, necesitam os sus trabajos sobre la ubicación
central del sentim iento dé cu lp a. D etrás de ellos está el con­
cep to freudiano básico de la ambivalencia com o aspecto de la
m adurez individual.
Se puede ver la salud e n térm inos de fusión (im pulsos eró­
ticos y destructivos), y ello hace más urgente que nunca el
exam en del origen de la agresión y de la fantasía destructora.
D urante m uchos años la agresión pareció explicarse en la m etapsicología psicoanalítica sobre la base de la ira.
99
íf
I
Yo form ulé la idea de q ue tan to Freud com o Klein se sal­
tearon en ese p u n to un obstáculo y se refugiaron en la herencia.
Se po d ría describir el concepto de instinto de m uerte com o una
reafirm ación del principio del pecado original. He tratad o de
desarrollar el tem a de que lo que ta n to Freud com o K lein
eludían de ese m o d o era el de las consecuencias d e ia dep en ­
dencia, y p o r lo ta n to del factor am biental (W innicott, 1960b),
Si en verdad la dependencia significa eso, dependencia, la historia
“d ím rrb S to fW W p ü S d íO s e 'n b ír éh térm inos de él solam ente. Hay
que"escribirla adem ás en térm inos del ofrecim iento de un am biénte
que s a t i s f a c e d
de dependencia o no logra satisfa­
cerlas (W innicott, 1945, 1948, 1952).
Es de esperar que los psicoanalistas puedan usar ia teo ría de
los fenóm enos transicíonales para describir la m anera en q u e la
form ación de un am biente lo bastante bueno en las prim eras
etapas perm ite q ue eí individuo haga frente al inm enso-golpe de
laZp§rdida de la o m n ip o ten cia* Lo que denom iné “ ob jeto sub­
jetivo” (W innicott, 1962) se relaciona poco a p o co con o b jeto s
que se perciben de m anera objetiva, pero ello solo ocurre cuan­
do la form ación de un am biente lo bastante b u en o , o “ am ­
biente p rom edio exigible” (H artm ann, 1939), perm ite q u e el
bebé se enfurezca en la form a particular que se acepta en los
bebés. Esa furia solo se convierte en verdadera locura si aparece
en un m om en to posterior de la vida. En la etapa de la infancia
es el mism o tem a aí que me referí cuando hablé de la acep­
tación de la paradoja, como cuando un bebé crea un ob jeto
pero este no h ab ría sido creado como tal si no hubiese existido
ya.
A dvertim os, o bien que ios individuos viven en form a crea­
dora y sienten que la vida es digna de ser vivida, o que no
pueden hacerlo y dudan del vaior de vivir. Esta variable de los
seres h um anos tiene vinculación directa con ia calidad y can­
tidad de la form ación de un am biente al com ienzo o en las
prim eras etapas de la experiencia vital de cada bebé.
A sí com o los analistas hacen todos los esfuerzos posibles
para describir la psicología del individuo y los procesos diná­
m icos del desarrollo y de la organización de defensa, y para
incluir ios im pulsos en térm inos del individuo, así, en este
.q u e nace o deja de nacer la creatividad (o se pierde),
n t e r i o r a l a liv io q u e o f r e c e n m e c a n is m o s m e n ta le s c o m o
c ió n c ru z a d a .
:
i
el teórico debe ten er en cuenta el am biente, y exposición
alguna q u e tom e al individuo aislado puede llegar a ese p ro ­
blem a c en tral de la fu en te de la creatividad.
Parece im p o rtan te m encionar aq u í una com plicación especial
q ue surge d e l hecho de que si bien los hom bres , y las m ujeres
tienen ta n to en com ú n , sean, sin em bargo, diferentes. R esulta
evidente q u e la creatividad es uno de los denom inadores c o ­
m unes, u n a de las cosas que com parten to d o s los hom bres y
m ujeres, cuando n o com parten la congoja an te la pérdida o
falta del vivir creador. A hora m e propongo exam inar este tem a
desde o tro ángulo.
LOS ELEM ENTOS MASCULINOS Y FEM ENINOS SEPA­
R A D O S Q U E S E E N C U E N T R A N EN HOMBRES Y
M U JERES7
Nada hay de nuevo, dentro o fuera del psicoanálisis, en la
idea; de q ue los hom bres y las m ujeres tienen “predisposición a
la bisexualidad’\
A q u í tra to de utilizar lo que ap ren d í sobre la bisexualidad
en análisis que avanzaron, paso a paso, hasta cierto p u n to y se
co n cen traro n en un detalle. No se hará in ten to alguno de seguir
los pasos gracias a los cuales un análisis obtiene ese tip o de
m ateriales. Se puede decir que en general hace falta m ucho
trabajo antes de que ese tipo de m aterial adquiera significación y
exija prioridad. R esulta difícil ver cóm o se p o d ría evitar esa
lab o r prelim inar. La lentitud del proceso analítico es u na m ani­
festación de u na defensa que el analista debe respetar, com o
respetam os todas las defensas. Si bien el paciente es quien cons­
tan tem en te enseña al analista, este debería conocer en te o ría los
aspectos referentes a los rasgos más profundos o centrales de la
personalidad, pues de lo contrario no podrá reconocer las nue­
vas exigencias im puestas a su com prensión y técnica - y hacerles
f r e n te - cuando a la larga el paciente logra llevar tem as pro fu n ­
dam ente enterrados al contenido de la transferencia, con lo cual
ofrece o p o rtu n id ad para una interpretación variable. AI in­
te rp retar, el analista m uestra cuánto y cuán poco puede recibir
de la com unicación del {»cíente.
7 T r a b a j o l e í d o e n la A s o c ia c ió n P s ie o a n a lú ic a B r itá n ic a , e l 2 d e
f e b r e r o d e 1 9 6 6 , y re v is a d o p a r a s u p u b lic a c ió n e n Forum.
101
C om o base para la idea q ue deseo o frecer en este cap itu lo ,
sugiero que la creatividad es u n o d e los denom inadores cQrnunes
^es la prerrogativa
de las m ujeres, y en o tro m ás es una característica masculina.
E n los parágrafos que siguen me ocuparé de este últim o.
DATOS CLINICOS
C aso ilu stra tiv o
Me propongo em pezar p o r un ejem plo clínico. Se refiere al
tratam ien to de un hom bre de m ediana edad, casado, padre de
fam ilia, con buena posición en una de las profesiones. El aná­
lisis se desarrolló según los lineam ientos clásicos. El hom bre ha
sido objeto de un prolongado análisis, y y o no soy en m odo
alguno su prim er psicoterapeuta. El y cada uno de nosotros,
analistas y terapeutas, trabajam os m u ch o , y se introdujeron
m uchos cam bios en su personalidad. Pero sigue habiendo algo
que según afirma le hace im posible detenerse. Sabe que no h a
llegado a lo que buscaba. Si interrum pe sus pérdidas el sacrificio
será dem asiado grande.
En la fase actual se ha llegado a algo q ue es nuevo p a ra m i.
Tiene que ver con la form a en que enfoco el elem ento no
m asculino de su personalidad.
Un viernes el paciente llegó e inform ó más o m enos lo
acostum brado. Lo que me llamó la atención ese d ía fue
que habló sobre la e n vid ia d e l p e n e . Uso la expresión
adrede, y debo solicitar que se acepte el hecho de que era
"adecuada en ese caso, en vista del m aterial y de su presen­
tación. Es evidente que la expresión envidia del pene no
se aplica por lo com ún a la descripción de un hom bre.
El cambio correspondiente a esta fase en especial apa­
rece en ia form a en que la m anejé. En esa ocasión le dije:
“Estoy escuchando a una mujer. Sé m uy bien que usted
es un hom bre, pero yo escucho a una mujer, y hablo con
ella. Y le digo: ‘U sted está hablando sobre la envidia del
pene.' ’’
Deseo destacar que esto nada tiene que ver con ia h o ­
m osexualidad.
(Se me ha señalado la posibilidad de pensar que mi
interpretación, en cada una de sus dos partes, po d ría vin­
cularse con el juego, y encontrarse tan alejada com o es
posible de la in terpretación au to ritaria, que es io más pro
ximo. al adoctrinam iento.)
El profim do efecto de esta interpretación me hizo ver
con claridad q ue en cierta form a mi observación era op o r­
tuna, y en verdad no e sta ñ a relatando ese incidente en
este contexto si n o fuese porque el trabajo que com enzó
ese viernes quebraba un círculo vicioso. Me había acos­
tum brado a una ru tin a de buen trabajo, buenas inter­
pretaciones, b uenos resultados inm ediatos, y a la des­
trucción y desilusión que aparecían en cada ocasión debido
al reconocim iento gradual, por el paciente, de que algo
fundam ental había quedado intacto: el factor desconocido
que hacía que ese hom bre se dedicara a analizarse desde
hacía un cuarto de siglo. ¿Su trabajo conmigo sufriría el
mismo destino que el realizado con otros analistas?
En esa o p o rtu n id ad se p rodujo un efecto inm ediato en
form a de aceptación intelectual, y de alivio, y luego hubo
efectos más rem otos. Al cabo de una pausa el paciente
dijo: “Si le hablase a alguien sobre esa m ujer, me dirán
que estoy loco.’*
Las cosas h ab rían p o d id o quedar así, pero en vista de
J o s sucesos posteriores me alegro de haber ido m ás lejos.
Mi observación siguiente me sorprendió, y rem achó el ar­
gum ento. “N o « tra ta de que u ste d - c o n t in u é - le haya
dicho eso a nadie; soy y o q u ien ve a la m ujer y oye
hablar a u na m ujer, cuando lo cierto es que en mi sofá
hay un hom bre. El loco soy y o m ism o.”
N o tuve q ue seguir desarrollando este p u n to , p orque
s dio en la tecla. El paciente dijo entonces que en ese m o ­
m ento se sen tía c u e rd o en un am biente dem ente. E n o tras
palabras, se sen tía liberado de un dilema. Más tarde dijo
él mismo: “ N unca pude decir (sabiendo que soy un h o m ­
bre): ‘Soy una m ujer.’ Mi locura no es esa. Pero usted lo
dijo, y habió a mis dos partes.”
Esa locura m ía le p erm itía verse d esd e m i p o sic ió n
com o a una m ujer. Sabe que es u n hom bre, y no lo d uda.
¿R esulta evidente lo que ocurría ahí? Pór mi p a rte , he
tenido que pasar p o r una profunda experiencia personal
para llegar a la com prensión que estoy seguro d e h ab er
alcanzado.
Este com plejo estado de cosas posee u na realidad es­
pecial para este hom bre p orque él y y o ttegam os a la
103
conclusión (aunque no podam os dem ostrarla) de que su
m adre (que ya no vive) vio a una niñita cuando lo vio a
él, recién nacido, antes de poder pensar que era un niño.
En o tras palabras, el hom bre tuvo que adaptarse a la idea de
su m adre, de que su hijo era y seria una niña. (Era el
segundo hijo, siendo ei prim ero un varón.) Tenem os muy
buenas pruebas, por la parte interna del análisis» de que
en la prim era estapa de su crianza la m adre lo sostenía y
lo m anejaba en to d o tipo de form as físicas com o si no
viese q ue era un varón. Sobre la base de esa pau ta, él
ord en ó m ás ta r d e . sus defensas, p ero la “ locura” de la
m adre era la que veía a una niña donde h a b ía un varón, y
eso fue tra íd o al presente cuando dije “ Soy y o quien está
loco.” A quel viernes se fue profundam ente conm ovido,
con el sentim iento de que ese era el prim er carpbio signi­
ficativo que se presentaba en el análisis desde hacía
m ucho tiem po (si bien, como dije, siempre h u b o con­
tinuos progresos, en el sentido de que se realizaba un
buen trabajo) 8
Q uerría dar más detalles en relación con ese incidente
del viernes. C uando volvió, el lunes siguiente, me dijo que
estaba enferm o. Me resultó m uy claro q ue tenía una in­
fección, y le recordé que su esposa la ten d ría al día si­
guiente, cosa que sucedió. Ello no o b stan te, estaba invi­
tándom e a que in terp reta se la enferm edad, que hab ía co­
m enzado el sábado, com o si fuese psicosom ática. Trataba
de decirm e que el viernes por la noche hab ía tenido rela­
ciones sexuales satisfactorias con su esposa, de m odo que
eJ sábado h abría d e b id o sentirse m ejor, a pesar de lo cual
enferm ó y se sintió enferm o. Y o c o n se g u í dejar a un lado la
dolencia física y hablar de la incongruencia de que se
sintiera m al después de las relaciones sexuales que según
sentía h ab rían debido ser una experiencia curativa. (En ver­
dad h ab ría po d id o decir: “Tengo influenza, pero a pesar
de eso m e siento m ejor en m í m ism o.” )
Mi in terpretación continuó según los lincam ientos esta­
blecidos el yiernes. “ Le parece - d i j e - que d eb ería sen­
tirse com placido de que una interpretación m ía haya libe­
rad o u n a co n d u cta masculina.*
* P a ra u n a n á lis is d e t a l l a d o d e l p a p e l d e e s p e jo d e la m a d r e e n vi
d e s a r r o llo d e l n i ñ o , v é a s e e l C a p í t u l o 9 .
104
P ero la m u je r a la q u e h a b lé n o q u iere q u e e l h o m b re se
lib e re , y en verdad ese hom bre no le interesa. Desea que j a
reconozcan en toda su plenitud, a ella y a sus derechos so­
b re el cuerpo de usted. Su envidia del pene incluye en es­
pecial la envidia que le tiene a usted com o hom bre. - Y se­
g u í d ic ie n d o :- El sentirse mal es una protesta contra la
persona fem enina, co n tra esa m ujer, porque esta siempre
esperó que el análisis descubriese que ese hom bre, usted,
era y en realidad siempre había sido una m ujer (y ‘estar en­
fermo*, es u n em barazo pregenital). La única term ina­
ción del análisis que esta m ujer puede esperar es el
descubrim iento de que usted es en verdad una m ujer.” A
p artir d e esto se p o d ía em pezar a en ten d e r la convicción
de él, de q ue el análisis jam ás p o d ría term inar.9
En las semanas posteriores surgieron m uchos m ate­
riales q ue confirm aban la validez de mi interpretación y
mi a c titu d , y el páctente sintió que ya po d ía entender que
su análisis h ab ía dejado de ser inevitablem ente inter­
m inable.
Más tarde pude ver que la resistencia de! paciente se
h ab ía convertido en una negación de la im portancia que
pudiese ten er mi frase: “ Soy yo quien está loco.” T rató
de dar p o r entendido que era mi form a de decir algo, una
figura de lenguaje que resultaba posible olvidar. Pero des­
c u b rí que era uno de esos ejem plos de transferencia enga­
ñosa, que desconciertan a pacientes y analistas por igual,
y la m édula del problem a del m anejo se encuentra aquí,
en esta interpretación, que, lo confieso, estuve a p u n to de
no perm itirm e hacer.
C uándo me concedí tiem po para pensar en lo que había
ocurrido, m e se n tí confundido. No h ab ía a h í ningún concepto
teórico nuevo, ningún nuevo principio de técnica. En rigor, mi
paciente y yo habíam os recorrido antes el mismo terreno. Y sin
em bargo h a b ía algo nuevo, en mi actitu d y en la capacidad de
él, de utilizar mi trabajo interpretativo. D ecidí rendirm e a lo que
eso pudiese significar en m í mism o, y e! resultado se encontrará
en este trabajo que presento.
E s p e r o q u e s e e n te n d e r á q u e n o s u g ie r o q u e Ja m u y re a l e n f e r m e d a d
f í s i c a d e e s t e h o m b r e , su in f lu e n z a , f u e s e p r o v o c a d a p o r las t e n d e n c ia s
e m o c io n a le s q u e c o e x i s tía n c o n las f ís ic a s .
105
|E
D iso cia ció n
L o prim ero que advertí fue q ue hasta entonces nunca h abía
aceptado del to d o la disociación to ta l en tre el hom bre (o la
m ujer) y el aspecto de la personalidad que tiene el sexo op uesto. En el caso de ese paciente m asculino la disociación era
casi com pleta.
Me encontraba, pues, ante u n nuevo filo de un arm a antigua,
y m e pregunté hasta q u é p u n to eso p o d ría afectar o afectaría ei
trab ajó que realizaba con o tro s pacientes, hom bres y m ujeres o
m uchachos y chicas. Resolví, p o r consiguiente, estudiar ese tipo
de escisión, dejando a un lad o , pero sin olvidarlos, to d o s los
o tro s tipos.
L o s e le m e n to s m a scu lin o s y fe m e n in o s e n lo s h o m b re s y las
m u je re s 10
E n este caso ex istía una disociación que se en contraba a
p u n to de derrum barse. La defensa de esta dejaba paso a una
aceptación de la bisexualidad com o cualidad de la unidad o de
la persona to tal. Me di cu en ta de .q u e me encontraba an te lo
que se p o d ría denom inar un e le m e n to fe m e n in o p u ro . Al prin*
cipio me sorprendió que solo pudiese llegar a él m ediante la
observación del m aterial p resen tad o p o r un paciente m as­
culino.11
10 P o r e l m o m e n t o s e g u ir é u s a n d o e s t a te r m in o lo g í a ( e l e m e n t o s m a s ­
c u lin o s y f e m e n in o s ) , p u e s n o c o n o z c o o t r o s té r m in o s d e s c r ip t iv o s
a d e c u a d o s . P o r c ie r to q u e “ a c t i v o ” y “ p a s iv o ” n o s o n c o r r e c to s , y d e b o
s e g u ir el a r g u m e n to u s a n d o las p a la b r a s d e q u e s e d is p o n e .
11 E n e s te p u n t o s e r ía ló g ic ó c o n t i n u a r e l tr a b a jo q u e ese h o m b r e y
yo re a liz a m o s j u n t o s c o n u n t r a b a j o s im ila r, e f e c t u a d o c o n u n a p a c i e n t e
jo v e n o a d u lta . P o r e je m p lo , u n a m u c h a c h a m e r e c u e r d a a n tig u o s m a t e ­
ria le s c o r r e s p o n d ie n t e s a su p r i m e r p e r í o d o d e la te n c ia , e n q u e a n s ia b a
ser u n v a ró n . D e d ic a b a m u c h o t i e m p o y e n e r g ía al d e s e o d e t e n e r u n
p e n e , P e r o n e c e s ita b a u n a c o m p r e n s i ó n e s p e c ia l, a s a b e r: q u e e lla , q u e
sin d u d a e ra u n a j o v e n , q u e s e s e n tí a f e liz d e s e r lo , a l m is m o t i e m p o
(c o n ú n a p a r t e d is o c i a d a e n u n 1 0 p o r c i e n t o ) s a b ía y s ie m p re s u p o q u e
e ra u n v a ró n . J u n t o c o n e llo e x i s t í a la c e r te z a d e h a b e r s id o c a s tr a d a
y p o r lo t a n t o d e s p o ja d a d e s u c a p a c id a d d e s t r u c t o r a p o te n c ia l, a l la d o
t e lo c u a l c o e x i s t í a e l a s e s in a t o d e la m a d r e y el c o n j u n t o d e s u o r g a n iz a ­
c ió n d e fe n s iv a m a s o q u i s ta , q u e o c u p a b a u n lu g a r c e n t r a l e n la e s t r u c t u r a
d e su p e r s o n a lid a d .
L o s e je m p lo s c lín ic o s o f r e c i d o s e n e s t e m o m e n t o m e h a r ía n c o r r e r
e l rie s g o d e d is tr a e r la a t e n c i ó n d e l l e c t o r d e m i te m a p r in c ip a l. P o r
lo d e m á s , si m is id e a s s o n c ie r t a s y u n iv e r s a le s , c a d a u n o d e lo s le c t o r e s
c o n o c e r á c a s o s p e r s o n a le s q u e e je m p lif iq u e n e l p a p e l d e la d is o c i a c ió n ,
m á s b ie n , q u e e l d e la r e p r e s i ó n , r e s p e c t o d e lo s e le m e n to s m a s c u lin o s
y f e m e n in o s p re s e n te s e n m u je r e s y h o m b r e s .
106
A este caso le corresponde o tra observación clínica. Parte d el
alivio q u e siguió a n u estra llegada a la nueva plataform a para
nuestro trabajo ju n to s p rovenía del hecho de que ahora p o d ía­
m os explicar p o r qué mis interpretaciones, basadas en un buen
terreno, respecto del uso de objetos, de las satisfacciones eró­
ticas orales en la transferencia, de las ideas sádicas en relación
con el interés del paciente* p o r el analista como ob jeto parcial o
cotno persona con p e d io s o p en e; p o r qué mis interpretaciones,
rep ito , jam ás eran m udables. Al llegar a la nueva situación, el
paciente ex p erim entó u n m u y vivido sentim iento de relación
conm igo. T en ía que ver co n la identidad. El elem ento fem enino
separado, puro, en co n trab a una unidad prim aria conm igo com o
analista, y ello otorgaba al hom bre el sentim iento de que em ­
pezaba a vivir. Este detalle m e ha afectado, com o se verá en mi
aplicación de lo que d escu b rí en este caso a la teo ría.
Agregado a la secció n c lin ic a
R esulta com pensatorio revisar los materiales clínicos actuales
teniendo en cuenta este ejem plo de disociación, el elem ento
fem enino escindido en un paciente masculino. El tem a puede
volverse m uy p ro n to en o rm e y com plejo, de m anera q ue es
preciso elegir unas p o cas observaciones para su m ención es­
pecial.
" a ) Se puede descubrir, con sorpresa, que se está tratan d o
con la parte separada e in te n ta n d o analizarla, en ta n to que lo
principal de la p ersona e n funcionam iento aparece solo en
form a proy ectad a. EÜo se parece al tratam iento de u n chico en
el m om ento en q u e se descubre que se está tra tan d o a u n o u
o tro de los p adres p o r delegación. Por el cam ino pueden cru­
zarse to d as las variaciones posibles de este tem a.
b ) Cabe q ue el elem en to del o tro sexo esté separado p o r
com pleto, de form a, p o r ejem plo, que un hom bre n o pu ed a
establecer vinculación alguna con la parte separada. Ello rige en
especial cuando la personalidad, e n otros sentidos, es sana y
está integrada. C uando la personalidad que funciona y a está
organizada en m ú ltip les divisiones, se caiga menos el acento en
el “ yo estoy sano” y p o r lo ta n to se presenta m enos resistencia
contra la idea de “y o soy u na m ujer” (en el caso del hom b re) o
“ y o soy un h o m b re” (en el caso de una mujer).
c ) En el plano clín ico es posible encontrar una disociación
casi to ta l del o tro sex o , organizada desde m uy tem prano en
relación con facto res ex terio res, y unida a disociaciones poste107
riores organizadas com o una defensa basada, e n m ayor o m enor
m edida, en identificaciones cruzadas. La realidad de esta últim a
defensa organizada p uede oponerse a que el paciente revivaren
el análisis, la división reactiva anterior.
(E n ese sen tid o existe u n axiom a, a saber: q u e el paciente
siem pre se aferrará a la explotación de los factores personales e
in te r n o s , q u e le ofrecen cierta p ro p o rció n de co n tro l o m n i­
p o te n te , a n te s q u e p erm itir que se form e la idea de u na tosca
reacción fre n te a u n facto r am biental, y a sea de deform ación o
de fracaso. La influencia am biental, m ala o incluso b u en a, en tra
en n u estro trab ajo com o una idea trau m ática, intolerable
p o rq u e no fu n cio n a en la zona de la o m nipotencia del paciente.
C om páresela co n la afirm ación del m elancólico, de que es res­
ponsable de to d o s los m ales.)
d ) La p arte separada del o tro sexo tiende a mantenerse, en
u n a edad o a crecer con len titu d . E n com paración con ello, las
figuras realm ente im aginativas de la realidad p síq u ica interna de
la persona m ad u ran , se interrelacionan envejecen y m ueren. P or
ejem plo, u n h o m b re que depende de m ujeres m ás jóvenes para
m an ten er viva su persona fem enina separada pu ed e llegar a ser
capaz, p o c o a p o c o , de utilizar para ese fin especial a jóvenes en
edad de casarse. Pero si vive hasta los noventa años es im pro­
bable q ue las m uchachas así em pleadas pu ed an vivir hasta los
trein ta. Pero en u n paciente m asculino la joven (que o cu lta el
elem ento fem enino p u ro de form ación an terio r) p o d ría ten er
características fem eninas, sentir orgullo de su p ech o , expe­
rim en tar envidia del pene, quedar em barazada, no co n ta r con
genitales e x tern o s masculinos e incluso poseer órganos sexuales
fem eninos y gozar de experiencias sexuales fem eninas.
e ) V n p ro b le m a im p o rta n te e n e s te te rre n o es la va lo ra ció n
de to d o esto en térm inos de salud psiquiátrica. El h o m b re q ue
inicia a m uchachas en las experiencias sexuales pu ed e m u y bien
estar m ás id en tificad o con la joven q u e consigo m ism o. Ello le
p ro p o rcio n a la capacidad para esforzarse p o r d esp ertar el sexo
de la joven y satisfacerla. Debe pagar p o r ello con la o btención
de m uy p o ca satisfacción masculina, y tam bién en térm inos de
su necesidad d e buscar siempre una nueva jo v en , siendo esto lo
co n trario de la constancia del objeto.
E n el o tro ex trem o se encuentra la enferm edad de la im po­
tencia. E n tre las dos está to d a la gam a de p o ten cia relativa,
m ezclada co n la dependencia de d istin to s tip o s y grados. Lo
norm al d ep en d e d e la expectativa social d e u n grupo social en
108
un m o m en to d ad o . ¿No p o d ría decirse q ue en el extrem o p a­
triarcal de la sociedad la relación sexual es la violación y que en
el m atriarcal es m u y buscado el ho m b re con el elem ento fe­
m enino disociado» que debe satisfacer a m uchas mujeres»
aunque al hacerlo se aniquile?
E ntre los ex trem o s está la bisexualidad y una expectativa de
experiencia sexual m enos que óptim a. Ello va acom pañado por
la idea de que la salud social es u n ta n to depresiva, salvo d u ­
ran te las vacaciones.
R esu lta interesante el hech o -de que ia existencia de ese ele­
m en to fem enino separado im pida en la práctica la experiencia
hom osexual. E n el caso de m i paciente, en el m om en to crítico
siem pre h u ía de las proposiciones hom osexuales, p orque (com o
fue a verm e y a d ecírm elo) la práctica de 1a hom osexualidad ha­
b ría establecido su m asculinidad, que (desde la persona del ele­
m en to fem enino disociado) nunca quiso conocer con certeza.
(E n el norm al, donde la bisexualidad es un hecho, las ideas
hom osexuales n o chocan de esa m anera, en gran parte porque el
facto r anal (que es un aspecto secundario) no ha logrado supre­
m acía sobre la felación, y en la fan tasía de una unión de felación n o tiene im portancia el aspecto d e l sexo biológico de ia
p ersona.)
f)
Parece que en la evolución del m ito griego los prim eros
hom osexuales eran hom bres q u e im itaban a las m ujeres de m odo
de llegar a u n a relación lo m ás p ró x im a posible con la diosa
suprem a. Ello correspondía a u n a e ra m atriarcal a partir de la
cual apareció u n sistem a de dioses patriarcales, con Z eus a ia
cabeza. Este (sím bolo del sistem a p atriarcal) inició la idea del
joven am ado sexuabnente p o r el h o m b re, cosa acom pañada por
la relegación de las m ujeres a una posición social inferior. Si
esta es u na exposición veraz de la historia del desarrollo de las
ideas, pro p o rcio n a el eslabón que necesito para unir mis obser­
vaciones clínicas sobre el elem ento fem enino escindido, en el
caso de pacientes m asculinos, con la teo ría de la relación de
o b jeto . (E n las pacientes, el elem ento m asculino separado tiene
igual im portancia para nuestro trab ajo , pero lo que debo decir
acerca de ia relación de ob jeto se puede decir en térm inos de
u no solo de los dos ejem plos posibles de disociación.)
109
R E S U M E N D E O B S E R V A C IO N E S P R E L IM IN A R E S
igaso d in o y u no fem enino, ta n to en los jóvenes y en los hom f e ' ' ' e o S ^ l i r ^ 1 ^ (lta < Ía $ ..y las m ujeres. P ü e d e n ^ n c o n tg rse
separados u no del o tro en m uy a h o grado. E sta idea nos im..•¿Qttfc. un estudio . d t J M . . ^
ciación y un exam en de los propios ele m e n to s. masculino y
fem enino destilados.
Y a presenté algunas observaciones sobre lo prim ero, los efec*
to s clínicos; ahora deseo exam inar lo q ue denom ino efectos m as­
culino y fem enino destilados (n o personas m asculina y fem enina).
E L E M E N T O S M A S C U L IN O S P U R O S Y F E M E N IN O S P U R O S
E sp ecu la ció n so b re e l c o n tra ste e n tre tip o s d e rela ció n d e o b je to
C om parem os y confrontem os los elem entos m asculino y fe­
m enino sin mezclas, en el co n te x to de la relación de objeto.
Debo decir que el elem ento que Hamo “ m asculino” establece
contactos e n 'térm in o s de relacionarse en form a activa o de estar
relacionado de manera pasiva, respaldadas am bas p o r el instinto.
En el desarrollo de esta idea hablam os del im pulso del in stin to
en el bebé, en relación con el pecho y la alim entación, y luego
respecto de todas las experiencias vinculadas con las principales
zonas erógenas, y con los im pulsos y Satisfacciones subsidiarios.
Sugiero que, en, cam bio, eL eíem ento fem enino puro se relaciona
con el pecho (o con la m adre) en eI3eñ tid cC d é' qué é? Zieóé se
co n v ie rt e en e l p e c h o (o e n la m a d r e ), d a d o q u e e l o b je to es e l
s u je to . Y en esto no puedo ver im pulso instintivo alg u n o ...
~~ (T am bién es necesario recordar Ja acepción de la palabra ins­
tin to que proviene de la etoíogía. Pero du d o m ucho de que la
im presión sea algo que afecte al recién nacido hum ano. A quí y
ahora afirmo mi creencia de que to d o el tem a de la im presión
es ajeno al estudio de la prim era relación de objeto de los
niños. Por cierto que nada tiene que ver con el traum a de la
separación a los dos años, m om ento en que se ha dado por
supuesta su fundam ental im portancia.)
.. El térm in o -o b jeto subjetivo ^
para describir el prim er objeto, el objeto aun n o rep u d ia d o co m o u n fe n ó m e n o
n o -y o . En esta relación del elem ento fem enino puro con el
“ pecho” hay una aplicación práctica de la idea de objeto sub-
110
jetivo, y esa experiencia allana el cam ino para llegar al sujeto
objetivo, es. decir, la id ea de u n a persona v el sentim ie n to de
r e ^ d a d q u e n a c e d e l a s e n s a c ió n d e p ó s e e r - n n a id e n t id a d .P or com pleja q u e resulte a la larga la psicología del senti­
m ien to de la persona y del establecim iento de una iden tid ad
a m edida que u n b eb é crece aquel sentim iento n o surge,
salvo sobre la base de esa relación en el sentido de SER. Ese
sentim iento de ser es an terio r a la idea de ser-uno-con. porque
hasta entonces n o h u b o o tra cosa que identidad. Dos personas
separadas p u eden s e n tir que son u n a, p ero aq u í, en el lugar que
exam ino, el bebé y el o b jeto so n uno. Es posible que el térm ino
de identificación prim aria se haya usado precisam ente para esto
que describo, y y o p reten d o dem ostrar cuánta im portancia vital
tiene esta prim era experiencia para la iniciación de to d as las
posteriores experiencias de identificación.
Las identificaciones proyectivas y las introyectivas surgen de
este lugar én q ue cada u n a es igual q ue la otra.
En el crecim iento del niño, a m edida que el yo comienza a
organizarse, eso q ue llam o relación de objeto del elem ento fe­
m enino p u ro establece la q u e quizá se a la T m ás simple de las
experiencias, la de ser. A quí fu y una verdadera continuidad de
g?ñéi$2ibfíes; ^
q u e se transm ite dé upa generación a o tra
por la vía del elem ento fem enino de hom hres y mujeres, y de
niños varones y m ujeres. C reo que esto ya se dijo, pero siempre
en térm inos de m ujeres y chicas, cosa que em brolla el p ro ­
blem a. Se trata de los elem entos fem eninos, tan to en las m u­
jeres com o en los hom bres.
Por el co n trario , la relación obietal del elem ento masculino
con el objeto presupone separación, En cuanto se (bsp d ñ e'd é'ta
organización del y o , el bebé asigna a este la cualidad de seT
n o -yo o separado, y e x p e r i m e n t a , , ^ d e l ello que in­
cluyen la ira relativa a la frustración. La satisfacción de los
im pulsos acentúa la separación del o b jeto respecto del bebé, y
lleva a la objetivización del o b jeto . A p artir de ah í. deLlado del
elem ento m asculino la identificación -necesita- basarse en complejos m ecanism os m entales, a los que es preciso dar tiem po
para que aparezcan, se desarrollen y se establezcan como parte
del equipam iento del nuevo bebé. Pero del J a d o »del-elemento
fem enino la identidad exigeJan.poca.jestxuctura„jnentai. que esa
temprano. y to s cim ientos para el s im p k ,m . pueden quedar establecidos (digam os) desde el m om ento del nacim iento, o antes, o
til
poco después, o desde el instante en que la m ente se libera de
las trabas para su funcionam iento debidas a la inm adurez y a las
lesiones cerebrales vinculadas con el proceso del nacimiento*
Es posible que los psicoanalistas hayan prestado una atención
especial a este elem ento masculino o aspecto im pulsivo de ia
relación de o bjeto, pero pasaron por alto la identidad sujetoo bjeto a la que yo llamo la atención aquí, y que se encuentra
en la base de la capacidad de ser. El elem ento masculino, fa c e .
en tan to que el fem enino (en los hom bres y m u je re s ) ^ ,. A quí
entTánaii'^órV aTohes1. del’ mi tó 'g r i e g o q u e - tr a ta r o n d é 's e r u n a
sola cosa con la diosa suprema. Y tam bién aparece la m anera de
form ular ia envidia profundam ente arraigada q u é las personas
m asculinas sienten respecto de las m ujeres cuyo elem en to fe*
m enino ios hom bies dan por sentado, a veces en form a errónea.
Según parece, la frustración corresponde a la búsqueda de
satisfacción. A la experiencia de ser corresponde algo distinto;
no ¡a frustración, si n o í a m ú ^
en especial.
"— ’
•*>Id e n tid a d : n iñ o y p ech o
N o es p o sib le form ular lo que a q u í llam o relación del ele­
m ento fem enino con el pecho sin el co n cep to de la madre
bastante buena y no Jo bastante buena.
(Tal observación es más cierta aun en ests zona que en el
terreno com parable que abarcan los térm inos de o b jeto s y fenó­
m enos transicionales. El objeto transicional representa ia ca­
pacidad de la m adre para presentar el m u ndo de tal m odo, que
el niño no tenga que saber al com ienzo que dicho objeto es
creado p o r él. En nuestro contexto inm ediato podem os asignar
una im portancia to tal al significado de ad aptación, pues Íaj3aa.*_
dre ofrece .a iiiiñ a J a. o p o rtu n id ad de sen tH^ quc el-p eeh o es-éíro
bien no ia ofrece. En este caso el pecho es un sím bolo no de
hacer, sino de ser.) ~ ~
E sto de ser una proporcionadora lo b a sta n te -buena-tlel-dem ento fem enin o es cuestión (^ s u tilís im o s detalles de m anejo, y
cuando se consideran estos aspectos cabe recurrir a los escritos
de M argaret Mead y Erik Eríkson, quienes describen las formas
en que los cuidados m aternos en distintos tipos de culturas
determ inan, a una edad m uy tem prana, las p autas de las de­
fensas del individuo, así como proporcionan los pianos para la
sublim ación posterior. Se trata de asuntos m uy sutiles, que estu­
diam os en relación con esta madre y e ste niño.
112
L a n a tu ra leza d e l fa c to r a m b ie n ta l
V uelvo ahora a la consideración de la prim erísím a etapa en
que se establece la pauta po r m edio de las sutiles form as en que
la m adre m aneja a su hijo. D ebo referirm e en detalle a este
ejem plo tan especial de factor am biental. 0 bien la madre tiene i
de ser ¡
'■
>
rudim entaria del niño: o bien la m adre es incapaz de efectuar \
(E n el terreno clínico hay que encarar el caso del bebé que
debe arreglárselas con una identidad referida a un pecho que es
activo, un pecho de elem ento m asculino, pero que no resulta
satisfactorio para la identidad inicial, que necesita un pecho que
es no uno que h a ce. En lugar de “ ser com o” ese bebé tendrá
que “ hacer com o” , o se le hará a él, lo cual equivale a lo
m ism o, desde nuestro p u n to de vista.)
La m adre capaz de hacer esa cosa tan sutil a que me refiero
no p roduce u n niño cuya persona “ fem enina p u ra ” tenga en­
vidia del pecho, pues para él este es la persona y la persona el
pecho. E n v id « ^ s a m --té ito iB 0 ^ u e H ^ -p o d r4 a ~ a p iic a r.e ii ja ex*
p e r ie n c ia 'd é u n fracaso ato rm en tad o r del p echo com o algo que
................. ........ .
......... .
e s ;................
C o n fro n ta c ió n d e lo s e le m e n to s m a sc u lin o y fe m e n in o
Estas consideraciones m e han em barcado en una curiosa ex­
posición sobre los aspectos m asculino p u ro y fem enino puro del
niño o niña. He llegado a u na situación en q ue debo decir que
la relación de objeto en térm inos de ese e le m e n to fe m e n in o
p u ro nada tie n e q u e ve r c o n e l im p u lso (o in s tin to i. La relación
elem ento m asculino de la personalidad no contam inada p o rte l
“feHiénEño”
arp íñ én tfC íó fí m e ^ u n d i T e h grandes difi­
cultades, y sin em bargo parece que e n u na form ulación de las
etapas iniciales del desarrollo em ocional del individuo es nece­
sario separar (n o a ios jóvenes de las m uchachas, sino) el ele­
m en to no contam inado de los jóvenes del elem ento no co n ta­
m inado de las muchachas. La form ulación clásica en lo que
respecta a encontrar y usar el erotism o anal, el sadismo oral, las e*
tapas anales, etcétera, nace de- u na consideración de iz vida del
elem ento masculino puro. Los estudios de identificación ba­
sados en la introyección o incorporación son investigaciones de
113
r_.
la experiencia á e los elem en to s m asculino y fem enino y a m ez­
clados. El exam en del e le m e n ta fem enino p u ro nos lleva a o tra
parte.
El estudio del elem en to fem enino p u ro , destilado e incon­
tam inado nos conduce al SE R , única base para el a u to descu b rim iento y para el senffim ento de existir (y después a la
capacidad para desarrollar un in terio r, ser un recip ien te, ser
capaz de ios m ecanism os de pro y ecció n e in tro y ecció n , y de
relacionarse con el m u n d o e n térm inos de u na y otra).
A riesgo de repetirm e q u iero volver a decir q ue cuand o el
elem ento fem enin o del b eb é o pacien te varón o m u jer en­
cu en tra el pecho7 ío q ue se h a en co n trád ó es la p ersona. Si se
p re g tm tá T ~ "¿ q u é h ace é í beb é m ujer con el pecho? ” , la resp u e s u a f ir i m q u e ^ ^ e ^ e ñ í ó f e m e m n o e r e f F ^ c h p , participa
d e las cualidades de él y es deseable. A lo largo del tiem p o ,
d eseab le significa com estible, y ello quiere decir q ue el niño
corre peligro p o r ser deseable, o en lenguaje m ás refinado, p o r
ser excitan te. Ser excitan te im plica, capaz de hacer q ue el ele­
m en to masculino de alguien haga algo. A sí, el pene de u n ho m ­
bre puede ser un elem en to fem enino ex citan te, q ue provoca en
la m uchacha la actividad d el elem ento m asculino. Pero (es p re­
ciso aclararlo) ninguna joven o m ujer es asi; en estado de salud
existe una p roporción variable de elem ento fem enino e n una
niña y en un varón. A dem ás intervienen elem entos del facto r
hereditario, de m odo que resu ltaría m u y fácil en co n trar a un
niño con un elem ento fem enino m ás fu erte que la niña que está
a su lado y que puede ten ér u n elem ento potencial fem enino
m enos puro. Agréguese a esto la capacidad variable de las m a­
dres para transm itir la deseabilidad del buen pecho o de la p arte
de la función m aterna que el buen pecho sim boliza, y se verá
que algunos niños y niñas están condenados a crecer co n una
bisexualidad torcida, cargada en el costado erróneo de su cons­
titución biológica.
Esto m e recuerda la pregunta: ¿cuál es la naturaleza de la co­
m unicación que ofrece Shakespeare en n i delincación de la
personalidad y carácter de H am let?
H a m le t se refiere principalm ente al espantoso dilem a en que
se encontró el p rín cip e y para él n o h ab ía una solución debido
a la disociación que se p ro d u c ía en él com o m ecanism o de
defensa. Sería satisfactorio en co n trar a un a cto r q u e repre­
sentase a H am let ten ien d o e sto en cuenta. P ro n u n ciaría el p ri­
m er verso del fam oso soliloquio en u na form a especial: “Ser o
1 14
no ser...” D iría, com o si tratase de llegar al fo n d o de algo
im posible de sondear: “ Ser... o ..." , y en ese m om ento haría una
pausa, porque en realidad el personaje Ham let no conoce la
alternativa. Al cabo term in aría con la posibilidad m ás bien tri­
vial: “ ...no ser” , y en to n ces se en co n traría m uy avanzado en
un viaje que n o Ueva a p arte alguna, “ ¿Qué es más levantado
para el espíritu: /sufrir los golpes y dardos de la insultante
fo rtu n a / o to m ar las arm as co n tra un m ar de calam idades / y
haciéndoles fren te acabar co n e lla s? ” (A c to 111, Escena Pri­
m era). A q u í H am let h a p asado a la alternativa sadom asoquista,
y dejado a u n lado el tem a inicial. El resto de la o b ra es una
prolongada elaboración de la form ulación del problem a. Q uiero
decir q ue e n esa etap a se lo m uestra en busca de una alternativa
de la idea de “ Ser” . T rata (te h allar u n cam ino para form ular la
disociación que se h a p ro d u cid o en su personalidad, e n tre sus
elem entos m asculino y fem enino, q ue hasta el m o m en to de la
m uerte de su padre h a b ía n vívalo ju n to s, en arm o n ía, com o
aspectos de su persona ricam ente d otada. S í, es inevitable q u e
escriba com o si m e refiriese a u n a persona, no a u n personaje
teatral.
T al com o y o lo e n tien d o , este difícil soliloquio resulta difícil
porque ni el p ro p io H am let te n ía u n a clave para su dilem a, pues
residía en su estado m odificado. Shakespeare ten ía la ciave, pero
H am let no p o d ía recu rrir a la obra de a q u e l
Si se mira la ob ra de esta m anera, parece posible utilizar la
actitud m odificada de H am let respecto de Ofelia, y su crueldad
para con ella, com o u n a descripción de su implacable rechazo
de su propio elem ento fem enino, ahora separado y entregado a
ella, en ta n to q ue su m al acogido elem ento m asculino am enaza
con adueñarse de to d a su personalidad. La crueldad hacia Ofelia
.puede representar u na m edida de su hostilidad a ab andonar su
elem ento fem enino escindido.
A sí’ pues, la o b ra (si H am let hubiese podido leerla o verla
representada) es la. que le habría m ostrado la naturaleza de su
dilem a. La ob ra d e n tro de la obra no logró hacerlo, y yo diría
que fue puesta en escena p o r él para dar vida a su elem ento
m asculino, am enazado al m áxim o por la tragedia que h abía q u e­
dado en tretejida con él.
Se po d ría percibir que el mismo dilem a, en el propio Sha­
kespeare, aparece en el problem a que informa el co ntenido de
los sonetos. Pero ello equivaldría a om itir y aun a insultar el
rasgo principal de los sonetos, es decir, la poesía. En verdad,
115
com o insiste en especial el profesor L. C. K nights (19 4 6 ), re­
sulta dem asiado fácil olvidar la poesía de las obras cuando se
escribe acerca de los dram a tis p e n ó m e com o si fuesen per­
sonajes históricos,
R ESU M E N
1. He exam inado las consecuencias q ue tien e para m í, en mi
obra, mí nuevo grado de reconocim iento de la im portancia de la
disociación e n algunos hom bres y m ujeres, respecto de esos ele­
m en to s m asculinos y fem eninos y de las p a rte s de a is per­
sonalidades construidas sobre esosjeim ientos.
2. Exam iné los elem entos m as c u w o y fem enino artifi­
cialm ente disecados, y d e s c u b r fq u e 'p o r el m om en to v iñ a d o el
prim ero con el im pulso relacionado con los o b jeto s (y tam bién
la pasiva de e s t o f o ^
la característica de
ele m C ffió fe m e h m ^
en el co n te x to de la relación
de ^ o b ie tb q u e es ñ len tid ad T llu e pro p o racrn T l!!„n flio la líase
para ser v luego. m ás adeia n te r o a ra el sen tim iento de persona.
Pero advierto q u e a q u í, en la absoluto dependencia respecto de
la entrega m atern a de esa cualidad especia! p o r m edio d e la cual
la m adre satisface o no el prim er funcionam iento del elem ento
fem enino, pod em o s buscar los cim ientos para la experiencia de
ser. He escrito q u e “P o r lo to n to carece de sentido usar la
palabra ‘ello ’ para fenóm enos no abarcados, catalogados y expe­
rim entados, y en su m om ento in terp re tad o s p o r el funcio­
nam iento d el y o ” (W innicott, 1962).
Y ahora deseo decir: “Después de ser hacer y que se le haga
a uno. Pero prim ero ser.”
N O T A A G R E G A D A , A C E R C A D EL TEM A D E L R O B O
El ac to de robar corresponde al elem en to m asculino que
existe en niños y niñas. Pero en to n ces se presenta el inte­
rrogante: ¿qué corresponde a eso en térm inos del elem ento fe­
m enino que h ay en chicos y chicas? La respuesta puede ser que
en relación con ese elem ento el individuo usurpa la posición de
la m ad re, y su asiento o ropas, con lo cual o b tien e la deseabilidad y seductividad hurtadas a la m adre.
116
6
E L U SO D E U N O B JE T O Y
L A R E L A C IO N PO R M ED IO D E ID E N T IF IC A C IO N E S 1
En este cap ítu lo m e propongo presen tar para su discusión la
idea del uso de un objeto. El tem a conexo, de la relación con
ob jeto s, m e parece haber recibido mi plena a te n d ó n . Pero 2a
idea de la utilización de un o b je to n o fue m uy estudiada, y es
posible q ue n i siquiera se la hay a exam inado en especial.
E ste trab ajo sobre el uso de u ñ o b je to nace de mi expe­
riencia clínica y sigue u n a línea de desarrollo directa, que me
p erte n e c e en particular. P o r su p u esto , no puedo afirm ar que ia
form a e n q ue se desarrollaron m is «leas no haya sido igual a la
de o tro , p ero deseo señalar q ue h u b o en ellas una secuencia, y
el o rd e n q ue exista en esta corresponde a la evolución de mi
trab ajo .
L o q ue q u in o decir en este ca p ítu lo es m uy sencillo.
A unque surge de m i experiencia psicoanalítica, no diría que
nació de la de hace dos décadas, porque entonces no poseía la
técnica necesaria para posibilitar ios movim ientos de trans­
ferencia que deseo describir. P o r ejem plo, solo en los últim os
años m e fue posible esperar y seguir esperando la evolución
natural de la transferencia que proviene de la crecen te con­
fianza del paciente en la técnica y m arco psicoanalíticos, y
evitar la ru p tu ra de ese proceso n atural con interpretaciones. Se
1
B a s a d o e n u n t r a b a jo l e í d o a n t e la S o c ie d a d P s ic o a n a lític a d e
N u e v a Y o r k , e l 1 2 d e n o v ie m b r e d e 1 9 6 8 , y p u b lic a d o e n International
J o u r n a lo f PxychthAnalysis, v o L 5 0 , 1 9 6 9 .
117
;<L
advertirá que h ab lo de la elaboración de interpretaciones, y no
de estas cernió tales. Me aterra pensar cuántos pro fu n d o s cam ­
bios im pedí o d em o ré en pacientes d e c ierta c a teg o ría d e d o ­
sific a c ió n d ebido a m i necesidad personal de interpretar. Si sa­
bem os esperar, el paciente llega a una com prensión en form a
creadora y co n inm enso jú b ilo , y ahora disfruto de ese alborozo
m ás de lo que solía gozar con el sentim iento de haber sido
penetrante. Creo q u e en lo fundam ental interpreto para que el
paciente conozca los lím ites de mi com prensión. El principio es
el de que él y solo é l conoce h a respuestas. Podem os hacer que
abarque l o que se sabe o adquiera conciencia de ello con acep­
tación, o p odem os n o hacerlo.
Frente a esto se en cu en tra la labor interpretativa que el ana­
lista debe llevar a cabo, y q u e distingue el análisis del au to a­
nálisis. Si se q uiere que esa tarea de interpretación del analista
para co lo ca rlo ju e r a d e la zo n a d e b s
que constituye el tem a de este trabajo. En la enseñanza, com o
en la alim entación de un niño, se da p o r sentada la capacidad
para usar objetos, p ero en nuestra labor es necesario que nos
preocupem os por desarrollar y establecer la ap titu d para usar
objetos, y p o r reco n o cer la falta de ella, cuando es un hecho
concreto.
E n el análisis d el tip o de casos fronterizos aparece la posi­
bilidad de observar los delicados fenóm enos que proporcionan
indicios para una com prensión de los estados verdaderam ente
esquizofrénicos. C on el térm ino “ caso fronterizó” m e refiero a
aquel en el cual el núcleo de la perturbación de! paciente es
psicòtico, pero este posee una suficiente organización psicon e u ro tic a , siempre capaz de presentar alteraciones psiconeuróticas o psicosom áticas cuando la ansiedad psicòtica cen­
tral am enaza con irru m p ir en form a grosera. En tales casos es
posible que el psicoanalista colabore d urante años con la nece­
sidad del paciente de ser psiconeurótico (com o estado op u esto
al de dem en te) y de q ue se lo tra te com o tal. El análisis fu n ­
ciona bien y to d o s se sien ten satisfechos. El único incon­
veniente es q ue jam ás term ina. Se lo puede term inar, y el p a ­
ciente m ovilizar in clu so una falsa persona psiconeurótica para
term inar y expresar g ratitu d . Pero en rigor sabe que no se ha
producido cam bio alguno en el estado (psicòtico) subyacente, y
que el analista y él h an ten id o éxito en su colaboración para
118
provocar un fracaso. Y aun esté fracaso puede ten er valor si
analista y paciente lo reconocen. Este últim o tiene m ás edad y
han aum entado las posibilidades de m uerte por accidente o en­
ferm edad, de m odo que es p o sib le eludir el suicidio rea!, Más
aun, m ientras d u ró resultó divertido. Sí eí psicoanálisis fuese un
m o d a de vida, p o d ría decirse que ese tratam iento hizo lo que se
suponía que d eb ía hacer. Pero no es un modo de vida. Todos
abrigam os la esperanza de que nuestros pacientes term inen con
nosotros y n o s olviden, y de que descubran que el vivir mismo
es la terapia que tiene sentido. Aunque redactam os trabajos
sobre estos casos fronterizos, en nuestro fuero interno nos sen­
tim os preocupados cuando la dem encia sigue sin ser descubierta
y enfrentada. En un trabajo sobre clasificación traté de exponer
esto en form a m ás amplia (W innicott, 1959-64).
Quizá me resulte necesario extenderm e un poco más para
ofrecer mi p u n to de vista sobre la diferencia que hay en tre
relación de o b jeto v uso del o bje to . 'E p líjp n m e rA fL sujeto
p e r m jte q ue se p ro duzcan ciertas aíteiáciones e ñ ia persona" del
t ipo "que n P & l é y O
. El p b je to .se ,ha
vuelto significa tiv o . Han actuado mecanism os de proyección e
identificación, y el _ sujeto
aunque ..enriqueoidaqjor-el
sentim iento. Ju n to con e sfó rc a m b íó s h ay cierto gradó de par­
ticipación física (p o r leve que fuere) para la excitación, en di­
rección de la culm inación funcional de un orgasmo. (E n este
co n tex to o m ito de m odo deliberado toda referencia al aspecto
del relacionarse, que es un ejercicio de identificaciones cruzadas;
véase pág. 169. Es preciso om itirlo aq u í porque pertenece a una
fase de desarrollo posterior, y no anterior a la que me ocupa en
este trabajo, es decir, al apartam iento del autocontenerse y al
relacionarse con objetos subjetivos en el reino del uso de ob­
jeto s.)
La relación de o b jeto es una experiencia del sujeto que se
puede describir en térm inos de este como un aislado (W innicott,
1958b. 1963a). Pero cuan do hablo del uso de un o b jeto doy
por sentada la relación de o b je to , y agrego nuevos r a s g o s que
abaSrcan la naturaleza y conducta del objeto. Por ejem plo7 si se
M e » |3 .s á r ,_ e l l o r z p s Q iju tf eLóbietp,,sea.,real .enj&LsentidpIde
fo r o g l parte_d e,Ja„.realid ad ^co o ip artid a. y no un m anojo de
proyecciones. C reo que esto es lo que constituye eí m undo de
diferencias q ue hay en tre la relación y el uso.
Si ello es así, se sigue que et estudio del tem a de! rela-
119
<-
d o n arse es un ejercicio mucho más sencillo para los analistas
que el del uso, pero aquel se puede exam inar como un fenó­
m eno del sujeto, y al psicoanálisis siempre le agrada estar en
condiciones de elim inar todos los factores am bientales, salvo en
la m edida en que se pueda pensar acerca del am biente en tér­
m inos de mecanism os proyectivos. Pero cuando se exam ina el
uso no hay escapatoria: el analista debe ten er en cuenta la
naturaleza del objeto, no como proyección, sino com o una cosa
en sí mism a.
P or el m om ento puedo dejar las cosas así, a saber, que el
relacionarse es descriptible en térm inos del sujeto, y que no es
posible describir el uso por la aceptación de la existencia inde­
pendiente del objeto, de su propiedad de encontrarse presente
to d o el tiem po. Ya se verá que precisam ente estos problem as
nos o cuparán cuando estudiem os la zona hacia la cual acabo de
in ten tar llam ar la atención, en mi trabajo sobre lo que de­
nom ino fenóm enos transicionaíes.
Pero ese cambio no se produce en form a mecánica, por el
solo proceso de m aduración. Este es el detalle que me interesa.
** En térm inos clínicos: dos bebés se alim entan a pecho. Uno
se alim enta de la persona, pues el pecho y él todavía no se han
convertido (para él) en fenóm enos separados. El o tro se ali­
m enta dé una fuente que-no-es-yo, o de un o bjeto que se puede
tra ta r en form a altiva sin que ello produzca efecto alguno sobre
el bebé, a m enos de que este tom e represalias. Las madres,
com o los analistas, pueden ser buenas o no lo bastante buenas;
algunas saben llevar al bebé del relacionarse al uso, y otras
rio.
E n este p u n to deseo recordar que el rasgo, esencial del concep io ^ d e o b ie to s v fenóm enos transicionaíes (según mi p re­
sentación del tem a) es la paradoja y k acep ta c ió n d e esta : el
bebé crea el o bjeto, pero este estaba ahT ,' esperaiido_que-se lo
crease y q u e se lo denom inara o b jeto cargado. Yo traté de
llam ar ía atención hacia este aspecto de los fenóm enos transicionales al afirm ar que en las reglas del juego to d o s sabem os
que nu n ca desafiarem os a! bebé a que responda a la pregunta:
¿creaste tú eso o lo encontraste?
A hora estoy en condiciones de pasar a la form ulación de mi
tesis. Parece com o si tem iera llegar a eso, tal como tem o que
u na vez form ulada la tesis el objetivo de mi com unicación habrá
term inado, dado que es tan sencillo.
P a r a n s a r u n o b j e t o es preciso que el sujeto h ay a desarrollado
120
u n a ca p a cid a d que le perm ita usarlos; Esto form a parte del paso
al p rincipio de realidadN o es posible decir q ue ta l capacidad sea innata» ni dar por
sentado su desarrollo en un individuo. El desarrollo de la aptitud
fe maduración
corno a lg o q u e a epende de un am bien te fa c ilitad o r?
^ 'j C » O T e f t c f í “*se
:
o b jeto y al fin al el uso; pero la p arte interm edia es quizá la más "
d ifícil del desarrollo hum ano» o el m ás m olesto de los prim eros
fracasos q ue acuden en busca de cura. Lo que existe entre la
relación v el uso es laiib fe a c a o n ^ e ro b je fo i p o r el sujeto, fuera de
la z o n a de s u co n lro T om nipotentev e s d ecir, su percepción del
o b jeto com o un fenóm eno e x te n o r, n o conio una entidad proyectivá, y en rigor su reconocim iento com o una entidad por
derecho p ro p io .3
E ste paso (de la relación al uso ) significa q u e el sujeto.destruve
el o b ie to ,-S o b re esa base el filósofo de gabinete podría argu­
m e n ta r q ue por Consiguiente no existe, en la práctica» el uso de un
o b jeto : si este es exterior, es destruido po r el sujeto. Pero si el
filósofo abandona el sillón de su gabinete y se sienta en el suelo
con su p acien te, encontrará q ue hay u n a posición interm edia. E n
o tras palabras, descubrirá que después de "el sujetó se relaciona
con el o b je to ” viene "el sujeto d estru y e ál ob jeto ” (cuando se
vuelvé~exterior}; y después pu ed e venir “e l o b je to sobrevive a la
d estracció n p or el sujeto” . PéirÓ~puede h ab er mpervivéncia ó no.
E f sujeto dice aí objeto: "T e he d estru id o ", y el objeto se
e n cu en tra a h í para recibir la com unicación. En adelante el sujeto
dice: “ ¡H ola, objeto! ” "T e he d estru id o .” ‘T e am o.” ‘T ien es
valor para m í p o r h aber sobrevivido a tu destrucción por m í.”
"M ientras te am o te d estru y o co nstantem ente en mi fa n ta sía
(inconsciente).” A q u í com ienza la fan.tasía para. elindivijduo.
E n to n ces el suie¿o~puede u tiliz a r el o b jeto que ha sobrevivido .
Tiene im portancia d e sta c a rq u e no se tra ta solo de que destruye el
o b je to porque este se encuentra fuera de la zona de control
o m n ip o ten te. Asimismo interesa señalar esto desde el ángulo
o p u esto , y decir que la destrucción del objeto es la que lo coloca
2 A l e le g ir The M atw a tio nal Processes a nd th e Facilitating Environ­
m e n t c o m o t í t u l o p a r a m i l i b r o d e la B i b l i o t e c a P s ic o a n a lític a I n te r n a c io ­
n a l ( 1 9 6 5 ) / m o s t r a b a h a s t a q u é p u n t o h a b í a s id o in f l u id o p o r la d o c t o r a
P h y ll is G r e e n a c r e ( I 9 6 0 ) , e n e l C o n g r e s o d e E d im b u r g o . Por d e s g ra c ia
n o i n c l u í e n e l lib r o u n r e c o n o c i m i e n t o d e e s t e h e d i ó .
3 E n m i c o m p r e n s i ó n d e e s t e p u n t o r e c i b í la in f lu e n c ia d e W. Clifford
ML S c o t t ( c o m u n ic a c ió n p e r s o n a l, m á s o m e n o s p o r 1 9 4 0 ) .
121
fuera de la zona de co n tro l o m nipotente del sujeto. E n estas
formas aquel desarrolla su propia au to n o m ía y vida, y (si sobre­
vive) ofrece su co ntribución a este en consonancia con sus propias
propiedades.
Para decirlo con otras palabras, gracias a la sunerviveilcia del
objeto el suieto^ u e d e ^ t o n e e a j a v i r una vida-en-olinundo .d ejo s
objetos, cosa que le ofrece inm ensos beneficios; pero es preciso
pagar el precio, en form a de la aceptación de la creciente des­
trucción en la fan tasía inconsciente vinculada con la relación de
objeto.
Perm ítasem e repetirlo. El individuo puede llegar a esta p o ­
sición en las prim eras etapas del crecim iento em ocional, solo p o r
m edio de la supervivencia real de objetos cargados, q ue al m ism o
tiem po pasan p o r el proceso de quedar destruidos po rq u e son
reales, y de volverse reales porque son destruidos (p o r ser des­
tructibles y prescindibles).
A p artir d e entonces, c u a n d o s e h a llegado a e sta e tap a , los
m ecanism os proyectivo& colaboran en el acto de p e rc ib ir q u é h a y
ah í, pero no sg n la ^ra zó n d e q u e e l o b je to se e n c u e n tre a h í. E n mi
ó p in ló h ré sta es u na desviación respecto de la te o ría q ue tien d e a
una concepción d e la realidad ex terio r solo en térm inos de los
m ecanism os p royectivos del individuo.
Ya casi he term inado mi form ulación com pleta. Pero n o del
to d o , porque no p u e d a d a r p o r sen tad a una aceptación del hecho
de que el p rim er im pulso del su je to e n la relación con el o b je to
(percibido de m anera subjetiva, no objetiva) sea destructiva.
(A ntes usé la palabra “ altiva” , en un in ten to de ofrecer al lector
una posibilidad de im aginar algo en ese m om ento, sin señalar el
..camino con dem asiada claridad.)
El posfulado-c-entral de mi tesis afirm a que en t a n t o e l
sujeto no destruye el o b je to subjetivo (m aterial de proyección j j a
destrucción aparece y se convierte en un aspecto c e n tral cuándo
er b b S t T e ^
au to n o m ía y
pertenece a la realidad “ com partida” . Esta es la parte d ifícil de mi
tesis, po r lo m enos para m í
En general se entiende que el principio de realidad envuelve al
individuo en la ira y la reacción destructiva, pero mi tesis dice que
Ja destruccxón-desem peña un papei e n la form ación de la realidad,
pues ubica el o b jeto fuera de la persona. Para que asi suceda son
necesarias condiciones favorables.
Se trata, sencillam ente, de exam inar el principio de realidad
con una lente de gran potencia Según lo entiendo y o , estam os
122
familiarizados con el cambio gracias al cual los mecanismos de
proyección permiten al sujeto trabar conocimiento con el objeto.
I No es lo mismo qué afirmar que este existe para él debido al
funcionam iento de sus mecanismos de proyección, Al principio el
observador emplea palabras que parecen tener vigencia para am­
bas ideas al mismo tiempo, pero si las escudriñamos vemos que las
dos ideas no son en modo alguno idénticas. Precisamente hacia
este aspecto orientamos nuestro estudio.
En el p u n to del desarrollo que se exam ina el sujeto crea el
objeto, en el sentido de que encuentra la exterioridad mism a, y
hay que agregar que esta experiencia depende de la capacidad del
objeto para sobrevivir. (Tiene im portancia que “ sobrevivir” , en
este c o n tex to , signifique “ n o tom ar represalias” .) Si estas cosas
ocurren en u n análisis, el analista, la técnica y el m arco analíticos
aparecen com o sobrevivientes o no de ios ataques destructivos del
paciente. Esta actividad destructiva es ei in ten to de este, de ubicar
al analista fuera d e la zona del control o m nipotente, es decir, en
•--el m undo ex terio r. Sin la experiencia de la m áxima destructividad
(o b jeto no pro teg id o ) d sujeto nunca coloca al analista afuera, y V
*
especie de autoanálisis, usando al analista com o una^ja o y e c c ión
de una p arte de la persona. Por C onsiguiente, en térm inos de
^ a lim e n ta c ió n , el paciente solo puede alim entarse de la persona y
n o le es posible usar el pecho para engordar. Incluso puede
llegar a d isfru tar co n la experiencia analítica, pero en lo fun­
dam ental n o se producirán cambios en él.
V si el analista es u n fenóm eno subjetivo, ¿qué ocurre con la
elim inación de desechos? Hace falta una nueva formulación en
térm inos de salida.4
En la práctica psicoanalítica los cam bios positivos, que se
producen en e sta zona Duede£^ej.....mu.y-- -nr-cifündos;..N o dependen^'d e F t ^ a iQ ^interpretativü; sino de la supervivencia, del
analista a los ataques, lo cual implica e incluye la idea de la
inexistencia de u n cam bio de calidad para pasar a la represalia.
Al analista puede resultarle muy difícil soportar estos ataques,5
cuando se expresan en form a de engaños, o p o r m edio de m ani­
pulaciones que en los hechos lo obligan a hacer cosas técnica4 L a t a r e a s ig u ie n te , p a r a q u ie n tr a b a ja e n e l c a m p o d e lo s f e n ó m e n o s
tra n s ic io n a ie s ," c o n s is te e n r e f o r m u la r e l p r o b le m a e n té r m in o s d e e lim in a ­
c ió n .
5 C u a n d o el a n a l is ta s a b e q u e su p a c i e n te llev a u n re v ó lv e r e n c im a ,
m e p a r e c e q u e e s e t r a b a j o n o se p u e d e lle v a r a c a b o .
123
m ente malas. (Me refiero a cosas com o n o ser digno de con­
fianza en m om entos en que esta es lo único que interesa, así
com o a la supervivencia en térm inos de seguir con vida y a ía
inexistencia de la cualidad de represalia.)
El analista siente deseos de in terp retar, pero ello puede vul­
nerar el proceso, y al paciente parecerle una especie de au to ­
defensa en la cual aquel rechaza su ataque. Es m ejor esperar
a que la fase haya term inado, y luego discutir con el paciente lo
que ha ocurrido. No cabe duda de que esto es legítim o, pues
com o analista uno tiene sus propias necesidades; pero en ese
fréá'sús propios peligros. Lo fundamentares íá supervivencia..del
ginese cuan traum ática pueae resultar la m uerte reai aei analista
cuando se encuentra en proceso de desarrollo este tipo de tra­
bajo. Pero incluso su m uerte no es tan mala com o la aparición
en él de un cam bio de actitud respecto de la represalia. Se trata
de riesgos que el paciente debe encarar. Por lo general el ana­
lista pasa p o r estas fases de m ovim iento en la transferencia, y
después de cada fase surge la recom pensa en térm inos de amor,
reforzado p o r el hecho del teló n de fo n d o de la destrucción
inconsciente.
Me parece que la idea de una fase de desarrollo que en lo
esencial im plique la supervivencia del o b je to no afecta la teoría
sobre las raíces de la agredón De nada sirve decir q u e un b eb é,
de p ocos d ía s de edad envidia el pecho. Pero es legítim o afir- /
m ar q ue a cualquier edad que tenga, em pieza a perm itir a) •
pecho una ubicación exterior (fu era de la zona de proyección), i
lo cual significa q ue la destrucción del pech o se ha convertidor
en un rasgo característico. Me refiero al im pulso real de des­
tru ir. U na p arte im portante de lo q ue hace una m adre consiste
en ser la prim era persona q ue hacer pasar al bebé por esta
prim era versión, de las m uchas q ue en co n trará, de ataques a
lo s o rales se sobrevive. Ese es el m o m en to co rrecto en e! desa­
rrollo del nifio, dada su relativa debilidad, de m odo que se
pueda sobrevivir a la destrucción con b astan te facilidad. Pero
aun así, e s una cuestión espinosa; a una m adre le resulta dem a­
siado fácil reaccionar en tono m oralista cuando su bebé muerde
y lastim a.6 Perú1 este lenguaje relativo a “ el pech o ” es pura
6
E n r ig o r e l d e s a r r o llo d e l b e b é s e v u e lv e m u y c o m p lic a d o si n a c e
c o n u n d i e n t e , d e m o d o q u e n u n c a s e p u e d e p r o b a r e l a ta q u e a l p e c h o
c o n la s e n c í a s .
124
jerga. E stá involucrada to d a la zona de desarrollo y crianza, en
la cual la adap tació n se vincula con la dependencia.
Se entiende, entonces, que si bien la palabra que em pleo es
destrucción, la destrucción real corresponde al fracaso dei o b ­
je to en lo referente a sobrevivir. De lo contrario, la destrucción
sigue siendo potencial. H ace falta el térm ino “ destrucción” , no
p o r el im pulso destructivo del bebé, sino p o r la posibilidad de
que el objeto no sobreviva, lo cual significa tam bién un cambio
de cualidad, de actitu d .
La m anera de ver las cosas que corresponde a mi presen­
tación de este cap ítu lo perm ite un nuevo enfoque de to d o el
tem a de las raíces de la agresión. P or ejem plo, no hace falta dar
a la innata m ás de lo q ue le corresponde en com pañía de to d o
lo que es innato. No cabe d u d a de que la agresión innata debe
variar en un sentido cu an titativ o , tal como ocurre con to d o lo
que se hereda, com o de u n individuo a o tro . En cam bio, son
grandes las variaciones que surgen de las diferencias de expe­
riencias de distintos bebés recién nacidos, según que se los haga
pasar o no p o r esta fase tan difícil. Más aun, los bebés a los que
se ha hecho pasar bien p o r esta fase tienden a ser más agresivos
en el terreno c lín ic o que quienes no pasaron bien por ella; para
estos la agresión es algo que no se puede abarcar, o algo q ue
solo es posible conservar en la form a de una posibilidad de ser
ob jeto de ataque.
Ello exige una nueva form ulación de Ja te o ría de las raíces
de la agresión, pues la m ay o r p arte de lo que ya escribieron los
analistas se form uló sin referencia a lo que se investiga en este
cap ítu lo . E n la te o ría o rto d o x a siempre se encuentra presente
supuesto dé que la agresión es u na reacción al encuentro con elj^j
principio de realidad, en ta n to q u e a q u í el im pulso destructivo^
es el que crea la ex terioridad. Este es ei elem ento fundam ental
en la estructura de m i argum entación.
Perm ítasem e observar p o r un instante el lugar exacto de ese
ataque y supervivencia, en la jerarq u ía de las relaciones. La
aniquilación es m ás prim itiva y m uy distinta. Aniquilación sig­
nifica “ np hay esperanzas"; la catexia se m archita porque nin­
gún resultado com pleta el reflejo de m odo de producir con­
dicionam iento. Por o tra p a rte , el ataque colérico relativo ai
encuentro con el principio de realidad es un concepto más sutil,
posterior a la destrucción que p o stu lo aquí. N o hay cólera en la
destrucción del o b jeto a la q ue me refiero^ aunque se p o d ría
d K c irq w
^ T ^ je tó T IP p á filr
125
de este m om ento o d e-esta fase", é í objeto siem pre.es destruido
c>lJa . fa ntasia. Esta cualidad de ‘‘ser siempre destruido” hace
que la realidad del objeto sobreviviente se sienta como tal, for­
talece el tono del sentim iento y contribuye a la constancia del
obj et o . Ahora~se-lo.,puede usar.
Quiero term inar con una no ta sobre el usar y el uso. Cuando
hablo de “ uso " no me refiero a la “explotación". Com o ana­
listas, sabemos qué es ser usado, lo cual significa que podem os
visualizar el final del tratam ien to , aunque todavía falten varios
años para ello. M uchos de nuestros pacientes se presentan con
este problem a ya resuelto: pueden usar los objetos, a nosotros y el
análisis, tal com o usaron a sus padres y herm anos en el hogar.
Pero existen m uchos que necesitan que sepamos darles la capa­
cidad de usarnos. Para ellos, esa es la tarea analítica. Para satis­
facer esa necesidad tendrem os q ue conocer lo que digo a q u í
sobre nuestra supervivencia a su destructividad. Se ha levantado
un telón de fondo para la destrucción inconsciente del analista,
y nosotros sobrevivimos a ella o de lo contrario nos hallam os
ante otro análisis interm inable.
RESU M EN
Se-ipuede describir la..relación “de objeto éñ~térrrrm osrie..la
experiencia..del sujeto. La descripción dei uso del objeto implica
la consideración de ia naturaleza de este. O frezco para su dis­
cusión las razones p o r las cuales, en mi opinión, la capacidad
para usar un o b jeto es más complicada que la a p titu d para
relacionarse con objetos; y la relación puede ser con un ob jeto
subjetivo, en ta n to que el uso im plica que el objeto form a parte
de la realidad exterior.
Es posible observar 1a siguiente secuencia: 1) el sujeto se
relaciona con el ob jeto . 2 ) El objeto está a p u n to de ser ha­
llado por el sujeto, en lugar de ser ubicado po r este en el
mundo. 3) El sujeto d e stru y e el objeto. 4 ) El objeto sobrevive
a la destrucción. 5 ) El sujeto puede usar el objeto.
El objeto siempre es destruido. Esta destrucción se convierte
en el telón de fondo inconsciente para el am or a un objeto real,
es decir, un objeto que re encuentra fuera de la zona de control
om nipotente del sujeto.
126
V./'
£1 estudio de este problem a implica una afirm ación del valor
positivo de la destructividad. Esta, más la supervivencia del
o bjeto a la destrucción, ubica al objeto fuera de la zona creada
por los mecanism os m entales proyectivos del sujeto. De ese
modo se crea un m undo de realidad com partida, que este puede
usar y que puede devolverle una sustancia que-no-es-yo.
127
:
V
f';:
tí':
7
L A U B IC A C IO N
D E L A E X P E R IE N C IA C U L T U R A L 1
E n la p la ya d e interm inables m u n d o s,
lo s n iñ o s juegan.
Tagore
En este capítulo quiero desarrollar el tem a que form ulé en
pocas palabras en ocasión del banquete organizado por la So­
ciedad Psicoanalítica B ritánica para señalar la terminación de la
S ta n d a rd E d itio n de las O bras de Freud (Londres, 8 de octubre
de 1966). En mi in te n to de rendir tributo a James Strachey,
dije en aquella o portunidad:
En su topografía de la m ente, Freud no reservó un
lugar para la experiencia de las cosas culturales. Asignó un
nuevo valor a la realidad psíquica interna, y de eüo nació
un nuevo valor para cosas real y verdaderam ente e x te ­
riores. Usó la palabra “ sublim ación” para indicar el
camino hacia un lugar éh que la experiencia cultural
adquiere sentido, pero quizá no llegó tan lejos como para
decirnos en q ué parte de la m ente se encuentra esa expe­
riencia.
A hora deseo am pliar esta idea y tra ta r de presentar una fo r­
m ulación positiva, que se p ueda exam inar con un enfoque crí­
tico. Utilizaré mi propio lenguaje.
La cita de Tagore siempre me llamó la atención. En mi
adolescencia no ten ía idea de lo que quería decir, pero en­
co n tró un lugar en m í, y su huella no se ha borrado.
Cuando m e co n v ertí en un freudiano supe qué significaba. El
1 P u b lic a d o e n In tern a tio n a ! Journal o f P sycho-A nalysis, v o l
T e r c e r a P a r te , 1 9 6 7 .
48,
129
m ar y la playa representaban u na interm inable relación sexual
entre el hom bre y la m ujer, y el niño surgía de esa unión para
tener un breve m om en to antes de convertirse en adulto o padre.
Luego, com o estu d ian te del simbolism o inconsciente, s u p e (u n o
siem pre sa be) que el m ar es la m adre, y que el niño nace en la
playa. Los bebés salen del m ar y son arrojados a la playa, com o
Jonás expulsado del interior de la ballena. Por lo ta n to la playa
era el cuerpo de la m adre, cuando el niño ha nacido y ella y el
bebé ahora viable em piezan a conocerse.
Y entonces com encé a ver que de ese m odo se utilizaba u n
concepto com plicado de la relación madre-hijo, que p o d ría exis­
tir un p u n to de vista infantil, n o com plicado, distin to del de la
madre o el observador, y que quizá fuese ventajoso exam inar
ese p u n to de vista infantil. D urante m ucho tiem po m i m ente
perm aneció en u n estado de desconocim iento, que cristalizó en
mi form ulación de lo s fenóm enos transicionales. E n tre ta n to
experim enté con el concepto de “representaciones m entales” y
con su descripción en térm inos de objetos y fenóm enos u bi­
cados en la realidad psíquica personal, sentida com o in terio r;
adem ás seguí los efectos del funcionam iento de los m ecanism os
mentales de proyección e introyección. Me di cu en ta, em pero,
de qpe e n rigor
ju e g o n o e r u m m
Y ahora he llegado al tem a de este capítulo y a la pregunta:
si e l fu e g o n o e stá a d e n tr o m afuera, ¿d ó n d e está ? Me acerqué
m ucho a la idea que expreso a q u í, en mi trabajo ‘T h e C apacity
to be Alone” (1 9 5 8 b ) en el cual afirm aba que al principio el
niño únicam ente está solo en presentía de alguien. No desarro­
llaba la idea del terren o com ún en la relación en tre él y los
dem ás.
Mis pacientes (en especial cuando se m uestran regresivos y
dependientes en la transferencia o los sueños de transferencia)
nje enseñaron a en co n trar la respuesta a la pregunta: ¿dónde
está el juego? Q uiero condensar en una form ulación teórica lo
que ap ren d í en mi labor psicoañalítica.
He indicado que cuando presenciam os el em pleo, p o r un
niño, de un o b jeto transicional, la primera posesión no-yo. yemos al misino tiem po fa prim era utilización de. un sím bolo p o r
aquel y su prim era experiencia de juego. U na parte esencial de
nu form ulación de los fenóm enos transicionales es la de que
convenim os en no preguntar nunca al bebé: ¿creaste este ob-
130
je to , o lo encontraste convenientem ente cerca? E s decir, que
un rasgo esencial de los fenóm enos y objetos transicionales es
una cualidad de nuestra actitud cuando los observam os.
_
El ob jeto es un s ím b o lo d e la unión del bebé y la m adre (o
p arte dé ésta)" Ese sím bolo puede ser localizado. Se encuentra
en el lugar del espacio y el tiem po en que la m adre se halla en
la transición de estar (en la m ente del beb é) fusionada al niño y
ser experim en tad a com o un objeto que debe ser percibido antes
que concebido. El uso de un objeto simboliza la unión de dos
cosas ahora separadas, b c b é " 'y T ñ ic ^
d e l tie m p o y
Desde el com ienzo mism o de la consideración de esta idea
surge u n a com plicación, pues es preciso p ostular que si el uso
del o b je to p o r el bebé llega a convertirse en algo (o sea, que es
más que una actividad que se p o d ría en co n trar incluso en un
bebé nacido sin cerebro), entonces tiene que existir el com ienzo
del establecim iento, en la m ente del bebé, o en su realidad
psíq u ica personal, de una imagen del objeto. Pero la represen­
tación m en tal del m undo interno se conserva com o significativa,
o la im ago de ese m undo se m antiene viva, gracias al refoizam íento pro p o rcio n ad o por la disponibilidad de la m adre ex­
terio r, separada y real, ju n to con su técnica de d u d ad o del
niño.
Qui2 á valga la pena form ular esto de m anera que otorgue su
debido peso ai factor tiem po. El sentim iento de existencia de la
m adre d u ra x m inutos. Si la m adre se aleja durante más de esos
x m in u to s, la imago se disipa, y ju n to con ella cesa la capacidad
del bebé para usar el sím bolo de la unión. Se m uestra angus­
tiad o , p ero la angustia es corregida p ro n to , porque la m adre
regresa al cabo de x + y m inutos. En x + y el bebé no ha
tenido tiem po de alterarse. Pero en x '^ y 4- z queda triaümátiz e & d r E n 'x '- F y T 'z el regresó d e H O u iS re no oorrigr^u-estad©
de' -alteración"' El traum a
ru p tu ra e n la continuidad de la vida, de m odo q ue las defensas
prim itivas se organizan para defenderlo contra la repetición de
una ‘‘ansiedad im pensable’* o contra el retorno de un estado de
confusión aguda qtié pertenece a la desintegración de la nacien­
.......... -......
te e stru c tu ra d e í y o .
D ebem os dar por supuesto que la gran m ayoría de los bebés
7 E s n e c e s a r io a m p l i f i c a r las c o sa s y h a c e r r e f e r e n c ia a l u s o d e lo s
o b je to s , p e r o e l t í t u l o d e m i t r a b a j o e ra Transitional O bjects and Transi­
tio n a l P henom ena ( 1 9 5 1 ) .
131
jam ás experim entan la cantidad x + y + z de privación. Ello
significa que no arrastran consigo, durante to d a la vida, el cono­
cim iento, p o r experiencia de haber estado locos. A q u í la locura
significa apenas una ru p tu ra de lo que pudiese ex istir en ese
m om ento en m ateria de u n a c o n tin u id a d p e rso n a l d e la e x is te n ­
cia, D espués de su “recuperación” de la privación de x + y + z ,
el bebé tiene que volver a em pezar, despojado en form a perm a­
nente de la raíz que proporcionaba c o n tin u id a d c o n é l c o m ie n z o
p erso n a l. Ello implica la existencia de u n sistem a de m em oria y
de u n a organización de recuerdos.
P o r el contrario, los . bebés son con stan tem en te cura do s de
los efectos del grado x + y + z d e privación p o r los m im os locar
lutados de la m adre, que enm iendan la estru ctu ra del yo. Esta
enm ienda restablece ia capacidad jdel bebé p a ra usar u n sím bolo
de un ió n . entonces el niño vuelve a p erm itir la reparación^ y
aun á "beneficiarse con ella. E s te e s e l luga r q u e h e d ec id id o
e x a m in a r, el de la separación que no es t í , sino unTTorina de
u n ió n .i._ _
E n u n p u n to im portante de la fase de desarrollo de estas
ideas en m í, a com ienzos de la década del 4 0 , M arión Milner
(en una conversación) logró transm itirm e la enorm e signifi­
cación que puede existir en el ju eg o recíp ro co de los bordes de
dos cortinas, o de la superficie de una jarra colocada frente a
o tra (cf. M ilner, 1969).
H ay q ue señalar que los fenóm enos q ue describo no tienen
culm inación. Ello los distingue de los que poseen un respaldo
instintivo, en los cuales el elem ento orgásm íco representa un
papel esencial y donde las satisfacciones tienen estrecha vincu­
lación con la culm inación.
Pero los fenóm enos que poseen realidad en la zona cuya
existencia p o stu lo pertenecen a la exp e rie n c ia de la relación con
objetos. Se puede pensar en la “electricidad” que parece engen­
drarse en un contacto significativo o ín tim o , y que es una
característica, p o r ejem plo, de dos personas enam oradas. Estos
3 M e n e l l M i d d l o n o r e ( 1 9 4 1 ) v io la in f i n i t a r i q u e z a d e la s té c n ic a s
e n t r e la z a d a s d e la p a r e ja d e c r ia n z a . S e a c e r c o m u c h o a l o q u e y o t r a t o
d e e x p o n e r a q u í . E x i s te n ric o s m a te r ia le s p a r a o b s e r v a r y d i s f r u t a r c o n
e llo s , e n e s te t e r r e n o d e la r e la c ió n c o r p o r a l q u e p u e d e ( a u n q u e ta m b ié n
p u e d e n o ) e x i s t i r e n t r e e l b e b e y la p ia c h e , e n e s p e c i a l si c u a n d o e f e c t u a ­
m o s n u e s t r a s o b s e r v a c io n e s ( y a s e a d e m a n e r a d i r e c t a o e n e l p s ic o a n á lis is )
n o p e n s a m o s s o lo e n t é r m i n o s d e e r o t i s m o o r a l 'c o n s a ti s f a c c ió n o f r u s t r a ­
c ió n , e t c é t e r a .
Véase también Hoffer (1949,1950).
132
fe n ó m e n o s de la zona de juego m uestran una infinita variabi­
lidad, y contrastan con la relativa estereotipación de los corres­
p ondientes, bien al funcionam iento personal del cuerpo, bien a
la realidad am biental.
Los psicoanalistas que con razón destacaron la im portancia
de la experiencia instintiva y de las reacciones ante la frustra­
ción no lograron form ular con la m ism a claridad o convicción la
trem en d a intensidad de las experiencias no culm inatorias que se
denom inan juego. C om o p artim o s de la enferm edad psiconeuró tica y de las defensas del yo relacionadas con la ansiedad que
surge de la vida instintiva, tenem os tendencia a pensar en la
salud en térm inos del estad o de las defensas del yo . Decimos
q ue h a y salud cuando dichas defensas n o son rígidas, etcétera. Pe­
ro pocas veces llegam os al p u n to en que podam os com enzar a
describir qué es la vida ap arte de la enferm edad o de la falta de
ella.
Es decir, que to davía nos q u ed a p o r encarar el problem a de
q u é e s la vid a m ism a . N uestros pacientes psicóticos nos obligan
a p restar atención a este tip o de problem a básico. Ahora e n te n ­
dem os q ue no es la satisfacción instintiva lo que hace que un
bebé em piece a ser, a sentir que la vida es real, a encontraria
digna de ser vivida. E n rigor, la satisfacción del instinto co­
m ienza com o función parcial, y se convierte en seducción si no
se basa en una capacidad, bien establecida en la persona, para la
experiencia to ta l y p ara la experiencia en la zona de los fen ó ­
m enos transicionales. La persona debe ser anterior a su uso del
in stin to ; el jinete debe cabalgar en el caballo, no ser arrastrado
por él. P odría utilizar ia frase de Buffon: L e sty le e s t l ’h o m m e
m ê m e . Cuando se habla de u n hom bre, se habla de él ju n to co n '
la acum ulación de sus experiencias culturales. El todo consíi-^
tuye una unidad.
He usado la expresión experiencia cultural como una am ­
pliación de la idea de los fenóm enos transicionales y del juego,
sin estar seguro de p o d er definir la palabra “ cultura” . Por cierto
que el acento recae en la experiencia. Al utilizar el vocablo
cultura pienso en la tradición heredada. Pienso en algo que está
contenido en el acervo com ún de la hum anidad, a lo cual
pueden contribuir los individuos y los grupos de personas, y
que to d o s podem os usar s i te n e m o s algún lugar en q u e p o n e r lo
q u e e n c o n tr e m o s .
En este aspecto existe una dependencia respecto de ciertos
m étodos de registro. No cabe d uda de que se ha perdido m ucho
133
de lo p erteneciente a las prim eras civilizaciones, p ero se p o d ría
decir q u e en los m ito s que co n stitu ían un p ro d u c to de la trad i­
ción oral h ab ía u n a acum ulación cultural que daba a la cu ltu ra
hum ana una extensión de seis mil años. Esta historia a través
del m ito persiste h oy a pesar de los esfuerzos de los histo ria­
dores p o r ser objetivos, cosa que jam ás p u ed en llegar a ser,
aunque deban in ten tarlo .
Pienso que he dicho lo suficiente para m o strar lo que sé y lo
q ue no sé sobre el significado de la palabra cu ltu ra. Pero me
interesa, com o p roblem a colateral, en hecho de que en cam po
cultural alguno es posible ser original, salvo sobre la base de la
tradición, k la inversa, ninguno de los in tegrantes de la lín e a de
quienes efectu aro n ap o rtes a la cultura rep ite n ad a, salvo en
form a de cita deliberada, y el plagio es el pecado im perdonable
en el terreno cultural. Me parece que el juego re cíp ro co en tre la
originalidad y la aceptación de la tradición com o base para la
inventiva es un ejem plo m ás, y m uy in citan te, del q ue se d e ­
sarrolla en tre la separación y ía unión.
Debo seguir un poco más con el tem a, en térm in o s de las
prim erísim as experiencias del bebé, m om ento en q u e nacen las
distintas capacidades, posibilitadas on to g en éticam en te p o r la
m uy sensible adaptación de la madre a las necesidades de su
hijo, que tiene com o base su identificación con él. (Me refiero a
las etapas de crecim iento anteriores a aquella en que el bebé
adquiere m ecanism os m entales que p ro n to se en cu en tran disp o ­
nibles para la organización de com plejas defensas. Y re p ito : un
niño tiene q ue recorrer cierta distancia desde las prim eras ex p e­
riencias, hasta llegar a la m adurez necesaria para ser p ro fu n d o .)
Esta te o ría n o afecta lo q ue hem os llegado a creer con res­
pecto a la etiología de la psiconeurosis o al tra ta m ie n to de
pacientes psiconeuróticos; ni choca con la te o ría estru ctu ral d e
Freud sobre la m en te en térm inos del y o , el ello y el superyó.
Lo que digo afecta nuestra concepción de la pregunta: ¿a qué
se refiere la vida? Es posible curar al paciente sin conocer lo
que lo hace seguir viviendo. Tiene suma im portancia para noso­
tros reconocer con franqueza que la falta de enferm edad psiconeurótica puede ser salud, pero no es vida. Los p acientes psicóticos q ué con stan tem en te vacilan entre el vivir y el no
vivir nos obligan a encarar éste problem a, que en realidad se
refiere, no a los psiconeuróticos, sino a todos los seres huma­
nos \ Y yo afirm o q ue los mism os fenóm enos que representan la
vida y la m uerte para n uestros pacientes esquizoides o fro n te ­
134
rizos aparecen en nuestras experiencias culturales. Estas son las
q ue aseguran la co ntinuidad en la raza hum ana, que va más allá
de la existencia personal. D oy p o r sentado que co nstituyen u na continuidad directa del juego, el jugar de quienes aún no han
o íd o hablar de los juegos.
T E S IS P R IN C IP A L
He a q u í, pues, mi exposición fundam ental. A firm o que:
1. El lugar de „ubicación--de -La-experiencia cu ltu ral es el
esp a cio p o te n c ia l q ue existe entre el individu o y e í am biente (al
principio el objeto). L o mism o puede decirse acerca del juego.
prim era m anifestación es el ju eg o .
VEfcjCreg.dor,.cuy.a
dicho., e s p a c io ia determ inan las e x p e riencias vita le s q ue surgen en las prim eras etapas
de su ex istendaT _
3. Desde el principio el bebé vive experiencias de m áxim a
intensidad en e l esp a cio p o te n c ia l q u e e x is te e n tr e e l o b je to
s u b je tiv o y e l o b je to p erc ib id o en fo r m a o b je tiv a , entre las
extensiones del yo y el no-yo. Ese espacio, se encuentra en el
ju eg o recíp ro co en tre el no existir o tra cosa que y o y el existir
de o b jeto s y fenóm enos fuera del co n tro l om nipotente.
4. T odos los bebés tienen en dicho, espacio sus propias
experiencias favorables o desfavorables. La dependencia es
m áxim a. E l . .eipadi0^..potenciaL ie..da.. s o lo e n .. relqción c g ^ u n
se n tim ie n to d e c o n fia m a p o r p
decir, de con­
fianza vinculada con la confiabílidad de la figura m aterna o de
los elem entos am bientales, siendo la confianza la prueba de la
confiabilidad que com ienza a ser introyectada.
5. Para estudiar el j uego y después la vida cu lt u ral del individuo es p reciso exam inar el destin o d e l espació p o te ncial q u e
h a y entre un bebé cualquiera y l a figura m aterna hum ana (y
p ó rT 'ó ‘nEaSfo™fallSK}7~Qdé*'en"^eseñcia es adáptativa debido al
am or.
Se advertirá que si se quiere pensar en esta zona como parte
de la organización del yo, hay una porción de este que no es un
y o corporal, es decir, que no se basa en la pauta del fu n c io n a ­
m ie n to del cuerp o , sino en exp eriencias corporales. Estas se re­
fieren a la relación de o b jete de tipo no orgàsm ico, o a lo que
135
se puede denom inar relación del yo, en el lugar en que cabe
afirm ar que la ca ntinuidad- deja' pas 0 a-Ja. .c£j«.í^/£íflc?.
C O N T IN U A C IO N D E L A R G U M E N T O
Está afirm ación im pone un exam en de la suerte que corre
ese espacio potencial, que puede llegar o no a destacarse cómo
zona vital en la vida m ental de la persona en desarrollo.
¿Qué ocurre cuando la madre consigue pasar a un fracaso
graduado en lo que respecta a la adaptación, a partir de una
posición de plena adaptación? Este es el centro de la cuestión,
y es necesario estudiarlo porque afecta nuestra técnica como
analistas, cuando tenem os pacientes que h an hecho una regre­
sión, en el sentido de que exhiben dependencia. En la buena
experiencia corriente, en este terreno de la m anipulación (que
em pieza tan tem prano, y que vuelve a em pezar una y otra vez),
el bebé encuentra u n placer intenso, e incluso angustioso, vincu­
lado con el juego imaginativo. No existe un juego prefijado, de
m odo que to d o es creador, y aunque el jugar form a parte de ía
relación de objeto, lo que ocurre es personal para el bebé. Todo
lo físico se elabora en form a imaginativa, se lo inviste de una
calidad de “la primera vez que ocu rre". ¿Puedo decir que este
es el significado que tiene la palabra “catectado"?
Me doy cuenta de que me encuentro en el territorio del
concepto de Fairbairri (1941) sobre la “ búsqueda del o b jeto "
(en oposición a la “búsqueda de satisfacción").
Com o observadores, advertim os que to d o lo que sucede en el
juego se ha hecho antes, sentido antes, olido antes, y cuando
aparecen sím bolos específicos de la unión entre el bebé y la
m adre (objetos transicionales), dichos objetos fueron adoptados,
no creados. Pero para e l b eb é (si la madre ofrece las condi­
ciones correctas) cada uno de los detalles de su vida es un
ejem plo de vivir creador. Cada ob jeto es un o bjeto “hallado” . Si
se le ofrece la posibilidad, el bebé em pieza a vivir de manera
creadora, y a usar objetos reales para m ostrarse creativo en y
con ellos. Si no se le da esa o p o rtu n id ad , no existe entonces
zona alguna en la cual pueda ju g ar o tener experiencias cultu­
rales; se sigue de ello que no hay vínculos con la herencia
cultural y que no se producirá una contribución al acervo
cultural.
Corno se sabe, el “ niño privado” es inquieto e incapaz de
136
jugar, y posee tina capacidad em pobrecida para la e x p e r ie n c ia
en el terreno cu ltu ral. Esta observación conduce a un estudio
del efecto de la privación en el m o m en to de la pérdida de lo
que se ha aceptado com o digno de confianza. El exam en de los
efectos de la pérdida en u na de las prim eras etapas nos obliga a
observar esa zona interm edia o espacio potencial entre el sujeto
y
objeto ■U J j f e
sím bolo significativo. E n circunstancias favorables el espacio
poten cial se llena de los p ro d u cto s de la imaginación creadora
del bebé. En las desfavorables, falta o es más o m enos incierto
el uso creador de los ob jeto s. En o tro trabajo (W innicott,
1960a) describí la form a en q ue aparece la defensa de la falsa
persona obediente, con ocu itam ien to s de la verdadera persona
que posee la capacidad p o ten cial para el uso creador de
objetos.
E n casos de fracaso p re m atu ro e n lo que respecta a la confiabilidad am biental existe o tro peligro, a saber, que ese espacio
potencial sea colm ado p o r lo que inyecta en él alguien que no
es el bebé. Parece ser que to d o lo que en ese espacio proviene
de algún o tro es m aterial persecu to rio , y el bebé no cuenta con
m edios para rechazarlo. Los analistas deben cuidar de no crear
un sentim iento de confianza y una zona interm edia en la cual
puedan desarrollarse juegos y luego inyectar en esa zona, o
llenarla de in terp retacio n es que e n rigor provienen de su propia
im aginación creadora.
F red Piaut, un analista de la escuela de Jung, escribió un
trabajo (1 9 6 6 ) d el cual to m o la siguiente cita:
La capacidad para fo rm ar im ágenes y usarlas de m anera
constructiva, p o r recom binación en nuevas figuras, de­
pende - a 4diferencia de los sueños o fa n ta sía s- de la capa­
cidad del individuo para confiar.
E n este c o n te x to , la palabra c o n fia r m uestra una com pren­
sión de lo que q u iero decir cu ando me refiero al estableci­
m iento de la confianza basada e n la experiencia, en el m om ento
de m áxim a dependencia, antes del goce y empleo de la separa­
ción y la independencia.
Sugiero q ue ha llegado el m o m en to de que la teoría psicoanalítica rinda trib u to a esta tercera z o n a , la de la experiencia
cultural que es u n derivado d el juego. Los psicóticós insisten en
que lo sepam os, y tiene gran im portancia en nuestra valoración
de la vida, antes q u e de la salud de los seres hum anos. (Las
137
otras dos zonas son la realidad psíquica personal o in tern a, y el
m undo real, con el individuo que vive en él.)
RESU M EN
He in ten tad o llam ar la atención hacia la im portancia teórica
y práctica de la tercera zona, la del juego, que se ensancha en el
vivir creador y e n to d a la vida cultural d el hom bre. La con­
fronté con n uestra realidad psíquica personal o in tern a, y co n el
m undo real en que vive el individuo, y que se puede percibir en
form a objetiva. U biqué esta im portante zona de e x p e rie n c ia en el
espacio potencial que existe entre el individuo y el am biente,
que al principio une y al mismo tiem po separa al bebé y la
madre cuando eí am o r m aterno, exhibido o m anifestado com o
confiabílidad h u m an a, otorga en efecto al bebé u n sentim iento
de confianza en el fa c to r am biental.
Señalé el hech o de que ese espacio p o ten cial es u n facto r
m u y ^ a riable..(de individuo en individuo), en tan to q u e las otras
dos ubicacione s - la realidad psíquica o personal" y el m u ndo
re a l- son más o m enos constantes, siendo la.una determ in ada
biSls&ican!^
El espació p otencial que existe entre el bebé y la m adre,
entre el niño y la fam ilia, entre el individuo y la sociedad o eí
m undo, depende de la experiencia que conduce a confiar. Se lo
puede considerar sagrado para el individuo, en el sentido de que
allí experim enta este eí vivir creador.
P or el co n trario , la explotación de esta zona lleva a una
condición patológica en que el individuo es confu n d id o p o r
elem entos persecutorios que no posee m edios para elim inar.
Quizá se advierta, entonces, cuán im p o rtan te pu ed e resultar
para el analista reconocer la existencia de ese lugar, el único en
que puede iniciarse el juego, un lugar que se en cu en tra en el
m om ento de continuidad-contigüidad, en el cual se originan los
fenóm enos transicionaies.
Abrigo la esperanza de haber em pezado a responder a mi
propia pregunta: ¿dónde está ubicada la experiencia cultural?
138
8
E L L U G A R E N Q U E V IV IM O S 1
D eseo a h o ra e x a m in a r e l lu g ar - y u so la p a la b ra en sen tid o
a b s t r a c t o - e n q u e no s e n c o n tra m o s d u ra n te la m a y o r p a rte d el
tie m p o c u a n d o e x p e rim e n ta m o s e l vivir.
M e d ia n te el lenguaje q u e e m p le a m o s m o s tra m o s n u e stro
in te ré s n a tu ra l p o r e ste te m a . P u e d e q u e y o esté en un
e m b ro llo , y e n to n c e s m e a rra stro fu e ra d e él o tr a to de p o n e r
e n o rd e n las co sas de m a n e ra d e p o d e r, al m e n o s p o r u n
tie m p o , sab er dónde estoy. O q u iz á sien ta q u e m e e n c u e n tro
p e rd id o en el mar , y tra z o m i r u m b o p a ra p o d e r llegar a p u e rto
(a c u a lq u ie r p u e rto e n u n a to r m e n ta ), y c u a n d o p iso tie rra
firm e b u s c o u n a casa c o n s tru id a sobre ro cas, a n te s q u e en
la a re n a ; y e n m i p ro p io h o g a r, q u e (p o r ser y o inglés) e s mi
c a stillo , m e h allo en el sép tim o cielo .
S in fo r z a r el lenguaje d e uso c o tid ia n o , m e es p o sib le h a b la r
d e m i c o n d u c ta en el m u n d o de la realid ad e x te r io r (o c o m p a r­
tid a ), o te n e r u n a ex p erien cia in te rio r o m ístic a , a la vez que
m e acu clillo e n el su elo , m irá n d o m e el om b lig o .
Q u iz á c o n s titu y a u n e m p le o m o d e rn o de la p a la b ra in te rio r
su u so p a ra re fe rirse a la realid ad p síq u ic a , p a ra a firm a r q u e
e x is te u n in te rio r en q u e a u m e n ta la riq u e z a p erso n a l (o aparece
la p o b re z a ) a m e d id a q u e p ro g resam o s e n c re c im ie n to e m o ­
c io n al y en e sta b le c im ie n to de la p erso n alid a d .
H e a q u í, e n to n c e s , d o s lugares, el in te rio r y el e x te rio r del
in d iv id u o . ¿ P e ro eso es to d o ?
C u a n d o se co n sid era la vida de lo s seres h u m a n o s h ay quie1 E s t a e s u n a r e f o r m u la c ió n d e l t e m a d e l c a p í t u l o a n t e r i o r , e s c r ita
p a ra u n p ú b lic o d is tin to .
139
n e s p re fie re n p e n sa r de m a n e ra su p e rfic ia l, e n té rm in o s de
c o n d u c ta , y de reflejos c o n d ic io n a d o s y c o n d ic io n a m ie n to . E llo
ileva a lo q u e se llam a te ra p ia d e la c o n d u c ta . P ero casi to d o s
n o so tro s no s cansam os d e lim ita m o s a la c o n d u c ta o a la vid a
e x tra v e rtid a , o bservable, d e p e rso n a s q u e , lo q u ie ra n o n o , son
m o tiv a d a s p o r e l in c o n sc ie n te . E n e l la d o o p u e s to e stá n lo s q u e
p o n e n el a c e n to e n la v id a “ interior**, q u e p ie n sa n q u e lo s e fec­
to s d e la e c o n o m ía y a u n lo s d el h a m b re tie n e n escasa im p o r­
ta n c ia en co m p a ra c ió n c o n la e x p e rie n c ia m ístic a . P a ra lo s d e
e sta ú ltim a c a te g o ría el in fin ito se e n c u e n tra e n el c e n tro d e la
p e rso n a , en ta n to q u e p a ra lo s b eh a v io rista s q u e p ien san én
té rm in o s de la realid ad e x te r io r el in fin ito e stá m ás allá d e la
lu n a y las estrellas, y d el c o m ie n z o y fin d el tie m p o , q u e n o
tie n e p rin c ip io n i fin .
Y o tr a to d e in tro d u c irm e e n tr e eso s d o s e x tre m o s. Si o b se r­
v a m o s n u e stra vida q u izás e n c o n tre m o s q u e la m a y o r p a rte d el
t i e m p o n o la .p asam o s e n jc o n d u c ta n i e n c o n te m p la c ió n , sin o en
o tr a .p a rte . Y y o p re g u n to : ¿ d ó n d e ? , y tr a t o d e sugerir u n a
re sp u e sta .
U N A Z O N A IN T E R M E D IA
E n lo s escrito s p sic o a n a lític o s y e n la vasta b ib lio g ra fía
in flu id a p o r F re u d se p u e d e e n c o n tr a r u n a te n d e n c ia a d e te ­
n e rs e , bien e n la v id a d e u n a p e rs o n a e n relació n c o n o b je to s, o
bien e n la v id a in te rio r de! in d iv id u o . E n la v id a d e la p e rso n a
q u e se relacio n a co n o b je to s se p o s tu la u n e sta d o de te n d ó n
q u e e m p u ja a b u sc a r la sa tisfa c c ió n d e l in s tin to , o b ie n u n
re g o d eo en el o c io de la g ra tific a c ió n . U n a fo rm u la c ió n co m ­
p le ta in c lu iría el c o n c e p to d e d e s p la z a m ie n to y to d o s lo s
m eca n ism o s d e la su b lim a c ió n . C u a n d o la e x c ita c ió n n o h a
c u lm in a d o en la sa tisfa c c ió n , la p e rs o n a se e n c u e n tra a tra p a d a
e n la s in c o m o d id a d e s q u e e n g e n d ra la fru stra c ió n , e n tre las
c u ale s se c u e n ta n la d isfu n c ió n c o rp o ra l y u n s e n tim ie n to d e
c u lp a , ó e l alivio q u e p ro v ie n e d e í d e sc u b rim ie n to d e u n chivo
em isario o u n p erseg u id o r.
R e sp e c to d e las. e x p e rie n c ia s m ís tic a s , e n la b ib lio g ra fía
p sic o a n a lític a la p e rso n a q u e b u sc a m o s e stá d o rm id a , so ñ a n d o ,
o si se halla d e sp ie rta p a sa p o r u n p ro c e so m u y a fín al tra b a jo
d e l su e ñ o , a u n q u e lo h a c e d u r a n te la vigilia. T o d o s lo s e sta d o s
d e á n im o e stá n p re s e n te s a h í, y la f a n ta s ía in c o n sc ie n te va
140
desde la idealización, p o r u n a p a rte , hasta lo terrible de la
destrucción de to d o lo q u e es b u en o p o r la o tra , con los e x ­
trem o s de júbilo o desesperación, de bienestar corporal o de u n
sentim iento de estar enferm o y un ansia de suicidio.
Este es un repaso ráp id o , m uy simplificado y por cierto q ue
d eform ado, de u na vasta bibliografía, pero mi intención no
consiste ta n to en efectu ar u na exposición am plia com o en se­
ñalar que las palabras escritas de la bibliografía psicoanalítica
no parecen decim os to d o lo que querem os saber. ¿Qué h a ­
cem o s, por ejem plo, cu an d o escucham os una sinfonía de
Beethoven o realizam os u na peregrinación a una galería de arte
o leem os Troilo y C ressida en la cam a o jugam os ai tenis?
¿Q ué hace un niño cu an d o está sentado en el suelo, jugando
con juguetes, bajo la vigilancia de su madre? ¿Qué hace u n
g ru p o de jóvenes cu an d o participa e n una sesión de m úsica
pop?
No se tra ta solo de lo q ue hacem os. Tam bién es preciso
form ular la pregunta: ¿dónde estam os (si estam os en alguna
parte)? H em os utilizado los conceptos de interior y exterior, y
necesitam os u n tercero . ¿D ónde estam os cuando hacem os lo
que en verdad hacem os d u ran te buena parte de nuestro tiem po,
es decir, divertirnos? ¿El concepto de sublim ación abarca to d o
el panoram a? ¿Podem os o b ten er alguna ventaja si exam inam os
este asunto de la posible existencia de un lugar para vivir que
los térm inos “ ex te rio r” e “ in terio r” no describan en form a
adecuada?
E n su D isertación de Aniversario de Freud, Lionel Trüling
(1 9 5 5 ) dice:
Para [F reu d ] h ay u n a cen to h o n o rífico en el em pleo de la
palabra [cu ltu ra ], p ero al m ism o tiem po, com o n o p o ­
dem os dejar de escucharlo, en lo que dice acerca de la
cu ltu ra se percibe siem pre una n o ta de exasperación y
resistencia. Es preciso describir com o am bivalente la rela­
ción de F reud c o n la cu ltu ra.
Pienso que en esta disertación le preocupa a Trillíng la
misma insuficiencia a q u e y o me refiero aquí, aunque se utiliza
un lenguaje m uy d istin to .
Se observará que co n tem p lo el m uy refinado goce que o b ­
tiene el adulto dé la vida, 1a belleza o el ingenio hum ano abs­
tracto , y a) mism o tiem po el adem án creador de un bebé que
busca la boca de la m adre y le to ca los dientes, y que ai mism o
tiem po le m ira los ojos, viéndola en form a creadora. Para m í el
141
ju g ar conduce en form a natural a la experiencia cu ltu ral, y e«.
v e r d ^ c o # ti K y e su base.
E ntonces, si mi argum ento tiene coherencia, poseem os tres
estados h um anos para compararlos entre sí. C uando los obser­
vamos vem os que hay un rasgo especial que distingue de los
otros dos a lo que yo llam o experiencia cultural (o juego).
Si exam inam os prim ero la realidad ex terio r y el c o n tac to del
individuo con ella en térm inos de relación de o b jeto y uso del
o b jeto , advertim os que la primera se encu en tra fija; m ás aun, la
dotación de instintos que proporcionan el respaldo para la rela­
ción y uso de o b jeto s es a su vez fija respecto del individuo,
aunque varíe según la fase y la edad, y según la libertad de este
para utilizar los im pulsos instintivos. En ese terreno som os más
o m enos libres, de acuerdo con las leyes form uladas en conside­
rable detalle en la bibliografía psicoanalítica.
O bservem os ahora la realidad psíquica in terio r, propiedad
personal de cada individuo éñ lam edid!"erriqiíé_^K a''T Iegáa'ó a
cierto grado de integración m adura, que incluye el estableci­
m iento de una persona unitaria, con la existencia im plícita de
un interior y un ex terio r, y una m em brana lim itadora. A quí,
una vez m ás, se advierte una fijeza que corresponde a la heren ­
cia, a la organización de la personalidad y a los facto res am bien­
tales introyectados y ios personales proyectados.
En contraste con las dos realidades enunciadas sugiero que la
zona disponible para m aniobrar en térm inos de la tercera m anera
de vivir (donde está la experiencia cultural o el juego creador)
es m uy variable de un individuo a otro. Ello es así porque esta
tercera zona es el p roducto de las e x p e rie n c ia s d e la p erso n a
(bebé, niño, adolescente, adulto) en el am biente que predom ina.
A q u í h ay u n tip o de variabilidad de d istin ta calidad que las
correspondientes ai fenóm eno de la realidad psíquica personal,
interna, y de la realidad exterior o com partida. La extensión de
esta tercera zona puede ser mínim a o m áxim a, según la sum a de
experiencias concretas.
En este trabajo me interesa ese tipo especial de variabilidad,
y deseo exam inar su significado. Lo hago en térm inos de la
posición, relativa al individuo en el m undo, en que se puede
decir que “ tiene lugar” la experiencia cultural (el juego).
342
UN ESPA CIO POTENCIAL
P ostulo com o una idea, para el análisis de su valor, la tesis
de que para el juego creador y para la experiencia cultural,
incluidas sus consecuciones más refin ad as' l a ..‘posición es e l
esp a cio p o te n c ia l que existe entre el bebe..y ja m adre. Me re­
fiero a la zona h ip o tética que hay (pero que no puede h aber)
en tre el bebé y el objeto (la madre o una parte de ella) durante
la fase del repudio del objeto com o no-yo, es decir, después de
haberse fusionado con el objeto.
Del estado de fusión con la m adre el bebé pasa al de sepa­
rarla de su persona, y la madre reduce el grado de su ad ap ta­
ción a las necesidades de su hijo (p o r su propia recuperación
respecto de u n grado elevado de identificación con su bebé y
p o r su percepción de la nueva necesidad de este, la necesidad de
que ella.sea u n fenóm eno separado).1
E sto es ex actam ente lo mism o que la zona de peligro a que
tard e o tem p ran o se liega en to d o s los tratam ien to s psiquiá­
tricos, en que el paciente, que se sen tía seguro y viable gracias
a la confiabilidad del analista, su adaptación a las necesidades y
su disposición a com prom eterse, em pieza a ex perim entar la
necesidad de liberarse y de conseguir au to n o m ía . C om o el bebé
con la m adre, el paciente no puede volverse au tó n o m o , a no ser
en conjunción con la disposición del te rap eu ta a soltarlo, aun­
que cualquier m ovim iento p o r parte de este, para alejarse del
estado de fusión con el paciente, es pasible de horrendas sospe­
chas, de m odo que existe la am enaza de un desastre.
Se recordará que en el ejemplo que o frecí, de la utilización
de u n cordel p o r un niño (C apítulo 1), me referí a dos objetos
que eran u n id o s y sep arados a la vez p o r la cuerda. E sta es la
paradoja que acepto y no trato de resolver. La separación, po r
el b ebé, del m u ndo de los objetos y de su persona solo se logra
debido a la falta de un espacio interm edio, pues el espacio
p o te n c ia l se llena en la form a que vengo describiendo.
P odría decirse que en el caso de los seres hum anos no hay
separación, sino solo una am enaza de ella; y la am enaza es
trau m ática al m ínim o o al máximo según la experiencia de las
prim eras separaciones.
¿Cómo se produce en realidad, se p o d ría p reguntar, la sepa-2
2 H e a n a l iz a d o e n d e ta lle e s ta te s is e n m i t r a b a j o P rim ary M aternal
P reoccupation ( 1 9 5 6 ) .
143
ración de sujeto y o b jeto , del bebé y la m adre, y cóm o se
produce con ganancia para to d o s los involucrados en ella, y en
la inm ensa m ayoría de los casos? ¿Y ello a despecho de la
im posibilidad de la separación? (Es preciso tolerar la paradoja.)
La respuesta puede ser la de que en la exp e rie n c ia vital del
niño, y p o r. cierto que en relación con la m adre o la figura
m aterna, se desarrolla por lo com ún cierto grado de fe en 3a
confiabilidad de la m adre; o (para decirlo en o tro lenguaje,
perteneciente a la psicoterapia) el paciente em pieza a presentir
q u e la preocupación del terap eu ta proviene, no de una nece­
sidad de una persona d ependiente, sino de su capacidad para
identificarse con el paciente, a p artir del sentim iento de “ si yo
estuviera en sus zapatos.. .” En o tra s palabras, el am o r de la
m adre o del terap eu ta no equivale solo a la satisfacción de las
necesidades de dependencia, sino que llega a significar el ofreci­
m ien to de la o p ortunidad para que ese bebé o ese paciente pase
de la d e p e n d e n c ia s la au to n o m ía.
U n bebé puede ser a lim e n ta d o sin am or, pero la crianza
carente de am or o im personal no co nseguirá p ro d u c ir u n n u e v o
n iñ o autónom o. En ese sentido, cu ando h ay fe y confiabilidad
existe un espacio' pó~teñciaC que puede-corw ertirse-síM m a-zona
infinita de separación, que el b ebé, el n iño, el adolescente, el
adulto, pueden llenar de juego en form a creadora. Con el
tiem po, ese juego se convierte en el disfrute dé la herencia
cultural.
E l rasgo especial de ese lugar en que el juego y la experiencia
cultural tienen una posición consiste en q ue d e p e n d e para su
e x is te n c ia d e las exp e rie n c ia s v ita le s , no de las tendencias here­
dadas. Un bebé recibe un tra to sensible en ese lugar en que la
m adre se separa de él, de m odo que la zona de juego es in­
m ensa; y o tro bebé co n o ce una experiencia tan pobre en esa
fase de su desarrollo, que cuenta con m uy pocas oportunidades
para desarrollarse, salvo en térm inos de introversión o extraver­
sión. En este últim o caso el espacio potencial no tiene im por­
tancia, porque jam ás h u b o un sentim iento creciente de fe res-,
paldada p o r la confiabilidad, y p o r lo ta n to no existió una
autorreaiización reposada.
E n la experiencia del bebé m ás afo rtu n ad o (y del niño
peq u eñ o , del adolescente y del ad u lto ) no surge el problem a del
separarse en la separación, p o rq u e en el espacio potencial entre
él y la m adre aparece el ju eg o creador, q ue nace con natura­
lidad del estado de reposo; allí se desarrolla un uso de sím bolos
144
que al mismo tiem po rep resen tan los fenóm enos del m u ndo
exterior y los de la persona observada.
Las otras dos zonas no pierden im portancia frente a lo que
p o stu lo com o tercera zona. Si en verdad estam os exam inando a
seres hum anos, es de su p o n er q u e hagam os observaciones que
p u eden superponerse, u n a sobre la o tra. Los individuos se rela­
cionan con el m undo de m aneras que los com prom eten en la
gratificación de los in stin to s, y a sea e n form a directa o subli­
m ada. Además conocem os la fu n d am en tal im portancia del
dorm ir y de los sueños p ro fu n d o s q u e residen en el núclo de la
personalidad, y de la co n tem p lació n y la incoherencia mental
no dirigida y reposada. Ello n o o b sta n te , el jugar y la experien­
cia cultural son cosas q u e valoram os de m odo especial; vinculan
el pasado, el presente y el fu tu ro ; o c u p a n tie m p o y espa cio.
Exigen y obtienen nu estra aten c ió n concentrada y deliberada,
pero sin un exceso del carácter deliberado del esforzarse.
La madre se adapta a las necesidades de su bebé y de su hijo
que evoluciona poco a p o co en personalidad y carácter, y esta
adaptación le otorga una p ro p o rció n de confiabilidad. La expe­
riencia del bebé con esta confiabilidad a lo largo de u n período
hace nacer en él, y en el niñ o e n crecim iento, un sentim iento
de confianza. La fe del beb é en la confiabilidad de la m adre, y
p o r lo ta n to en la de otras personas y cosas, perm ite la separa­
ción del no-yo y el y o . Pero al m ism o tiem po se puede decir
que la separación se evita al llenar el espacio potencial con
juegos creadores, con el em pleo de sím bolos y con to d o lo que
a la larga equivale a una vida cultural.
En m uchos existe u n fracaso de la confianza que reduce la
capacidad de juego de la persona debido a las lim itaciones del
espacio potencial. De igual m anera, h ay en m uchos u n a p o b re z a
de juego y de vida cu ltu ral, p o rq u e si bien la persona dedicó ün
lugar a la erudición h u b o u n fracaso relativo p o r parte de
quienes com ponen el m u n d o de personas del niño, en lo que se
refiere a introducir elem entos culturales en las fases adecuadas
de su desarrollo. P o r supuesto, aparecen lim itaciones debido a la
falta relativa de erudición cultural, o incluso de conocim iento
de la herencia cu ltu ral q ue puede caracterizar a quienes en la
práctica se ocupan del cuidado del niño.
La prim era necesidad, pues, e n lo que respecta a lo que se
describe en este cap ítu lo es de pro tecció n de la relación bebém adre y bebé-padre, en la prim era e tap a del desarrollo de todos
los niños, de m o d o q u e p u ed a form arse el espacio potencial en
145
el cual, gracias a la confianza, el niño estará en condiciones de
jugar de m anera creadora.
La segunda necesidad es la de que quienes cuidan a niños de
cualquier edad estén preparados para ponerlos en c o n tac to con
elem entos adecuados de la herencia cultural, según la capacidad,
edad em ocional y fase de desarrollo de los niños.
P or lo ta n to es útil pensar en u n a tercera zo n a dé vida hu­
m ana, que no está d en tro del individuo, ni afuera, en el m undo
de la realidad com partida. Puede verse ese vivir interm edio
com o si ocupara un espacio potencial y negase la idea de espa­
cio y separación entre el bebé y la m adre, y to d o s los aconte­
cim ientos derivados de este fenóm eno. Ese espacio potencial
varía en gran m edida de individuo en individuo, y su funda­
m en to es la confianza del bebé en la m adre, e x p e rim e n ta d a
durante u n p erío d o lo b astante prolongado, en la etapa crítica
de la separación del no-yo y el y o , cuando el establecim iento de
la persona autónom a se encuentra en la fase inicial.
146
9
P A P E L D E E SP E JO
D E L A M A D R E Y L A F A M IL IA
E N E L D E S A R R O L L O D E L N IÑ O 5
En el desarrollo em ocional individual e l p recu rso r de¡ espe jo
es e l ro stro d e la m ad re. Me referiré al aspecto norm al de esto,
así com o a su psicopatología.
No cabe duda de que el trabajo de Jacques Lacan, u Le Stade
du M iroir” (1949), influyó sobre m í. Lacan se refiere al uso del
espejo en el desarrollo del y o de cada individuo. Pero no piensa
en él en térm inos del ro stro de la m adre, como y o deseo ha­
cerlo aquí.
Me refiera solo a los niños que tienen vista. La aplicación
más am plia de la idea, de m anera de abarcar a los que tienen
m ala visión o carecen de ella p o r com pleto deberá quedar para
cuando se haya expuesto el tem a principal. La afirm ación des­
nuda es la siguiente: en las prim eras etapas del desarrollo em o­
cional del niñ o desem peña un papel vital el am biente, que en
verdad aún no ha sido separado del niño p o r este. Poco a poco
se p roduce la separación del no-yo y el yo, y el ritm o varía
según el niño y el am biente. Los principales cam bios se pro­
ducen en la separación de la m adre como rasgo am biental per­
cibido de m anera objetiva. Si no hay una persona que sea ia
m adre, la tarea de desarrollo del niño resulta infinitam ente com ­
plicada.
Publicado en P. Lomas (comp.), T h e P r e d ic a m e n t o f th e F a m ily :
A P s y c h o - a n a ly tic a l S y m p o s iu m , 1 9 6 7 , Londres, H o g a r th Press e Instituto
de Psicoanálisis.
147
Perm ítasem e simplificar la función am biental y afirm ar en
ppeas palabras que implica:
/ 1. A ferrar
2 . M anipular
3. Presentar el objeto.
El niño puede responder a estos ofrecim ientos am bientales,
pero el resultado en el bebé es la m áxim a m aduración personal.
P or m aduración en esta etap a e n tiendo Tos álstmEQO®niFici3os
de la f f i @ r a ~ m t i ^ a ^ ñ r a s f com o la in terrelación v re k c ió n d e
objetó psicosom áticos.
Un bebé es sostenido y m anipulado de m anera satisfactoria,
y dado esto p o r sentado se le presenta un o bjeto en tal form a,
q ue no se viola su legítim a experiencia de om nipotencia. Ef
resultado puede ser el de que el bebé sepa usar ef o b jeto y
sentir que se trata de u n o b jeto subjetivo, creado p o r éi.
Todo ello corresponde a! com ienzo, y de a h í nacen las
inm ensas com plejidades que abarcan el desarrollo m ental y
em ocional del bebé y el n iño.3
En cierto m om ento el bebé echa u na m irada en derredor. Es
posible que cuando se encuentre ante el pecho no lo m ire. Lo
más probable es que u n rasgo característico sea ei de m irar la
cara (G ough, 1962). ¿Q ué ve en ella? Para llegar a la respuesta
debem os basarnos en nuestra experiencia con pacientes psico*
analíticos q ue pueden recordar los prim eros fenóm enos y verbalizar (cuando sienten q ue les es posible hacerlo) sin o fen d er la
delicadeza d e lo q u e es preverbal, no verbalizado y no verbalizabte, salvo, quizás, en poesía.
¿Qué ve el bebé cuando mira ei ro stro de la m adre? Y o
sugiero q ue p o r lo general se ve a s í m iañ o . E n o tra s palabras,
la m adre lo mira y lo q u e ella p a rece se relaciona c o n lo q u e ve
e n él. T odo esto se d a p o r sentado con dem asiada facilidad. Y o
pido q ue no se dé po r supuesto lo que las m adres q ue cuidan a
sus bebés hacen bien con naturalidad. Puedo expresar lo que
quiero decir y endo directam ente ai caso del bebé cuya m adre
refleja su propio estado de ánim o o, peo r aun, la rigidez d e sus
propias defensas. En ese caso, ¿qué ve el bebé?
P o r supuesto, nada se puede decir sobre las ocasiones aisladas
en que Ja m adre n o pu ed e responder. Pero m uchos bebés tienen 2
2 P a ra u n e s tu d i o m á s p r o f u n d o y d e t a l l a d o d e e s ta s id e a s e l l e c t o r
p u e d e c o n s u l t a r m i tr a b a jo T h e T heory o f th e P arcnt-lnfant R ebrtionship ( 1 9 6 0 b ) .
148
una latría exp e riencia de_no. recibir jde YueltaJo_.que-dan, M iran
y no se ven a sí m ism os. Surgen consecuencias. Prim ero em ­
pieza a atrofiarse su capacidad creadora, y de u na u otra m a­
nera. buscan... e n ..d erred o r otras formas... de consegu ir que el
am biente les devyeíva.algo de..sí. Es posible que lo lógren con
otro s m étodos, y lo s niños ciegos necesitan reflejarse a sí
mismos por m edio de o tro s sentidos que no sean el de la vista.
En verdad, una m adre cuyo rostro se encuentra inmóvil puede
responder de algún o tro m od o . La m ayoría de ellas saben res­
p onder cuando el bebé está m olesto o agresivo, y en especial
cuando se en cu en tra en ferm o . En segundo lugar, este se aco­
m oda a la idea de q ue cuando m ira ve el rostro de la m adre.
Este, entonces, no es un espejo. De m odo que la percepción
ocupa el lugar de la apercepción, el lugar de lo que h ab ría
p odido ser el com ienzo de un intercam bio significativo con el
m undo, un proceso bilateral en el cual el autoenriquecim iento
alterna con el descubrim iento del significado en el m undo de las
cosas vistas.
Es claro q ue en este esquem a de cosas hay etapas que se
detienen a m itad de cam ino. Algunos bebés no abandonan del
to d o las esperanzas y estu d ian el o b jeto y hacen todo lo posible
para ver en él algún significado, que encontrarían si pudiesen
sentirlo. O tros, ato rm en tad o s po r este tipo de fracaso m aterno
relativo, estudian el variable rostro de la m adre, en un in te n to
de predecir su estado de ánim o tal como to d o s nosotros estu­
diam os el tiem p o . El bebé aprende m uy pronto á hacer un
pronóstico: “ A hora p uedo olvidar el talante de m am á y ser
espontáneo, pero en cualquier m om ento su expresión quedará
inmóvil o su estado de ánim o predom inará, y tendré que retirar
mis necesidades personales, pues de lo contrario m i persona
central p o d ría sufrir u n insulto.”
Inm ediatam ente d etrás de esto, en dirección de la p ato lo g ía,
se encuentra la predecibilidad, que es precaria y obliga al bebé a
esforzarse hasta el lím ite de su capacidad de previsión de aco n ­
tecim ientos. Ello provoca una am enaza de caos, y el niño o r­
ganiza su retirad a, o no m ira, salvo para percibir, a manera de
defensa. Et que es así tratad o crecerá con desconcierto en lo
que respecta a los espejos y a lo q ue estos pueden ofrecer. Si el
rostro de la m adre no responde, un espejo será entonces algo
que se m ira, no algo d en tro de lo cual se m ira.
Para volver al avance norm al de los hechos, cuando la joven
norm al estudia su ro stro en el espejo se está diciendo que a h í se
14Ó
en cuentra el ro stro de su madre, y que esta puede ved a y está
en ra p p o rt con ella, Cuando, en su narcisismo secundario, las
jóvenes y los m uchachos miran para ver belleza y para ena­
m orarse, ya existen pruebas de que se ha insin u ad o la duda
acerca del am o r y preocupación perm anentes de la m adre. De
m o d o que el hom bre que se enam ora de la belleza es m uy
d istinto del que ama a una joven y siente que es herm osa y se
encuentra en condiciones de ver qué hay de bello en ella.
No insistiré en m i idea; por el co n trario , o freceré algunos
ejem plos, de m anera que el lector pueda elaborarla.
E je m p lo I
Me reñ ero prim ero a una m ujer q ue co nozco, quien se
casó y crió a tres magníficos hijos varones. A dem ás fue
un buen respaldo para su esposo, que te n ía u n p uesto
im portante y creador. Entre bam balinas, esta m u jer se en­
contraba siempre cerca de la depresión. P e rtu rb ó gra­
vem ente su vida m atrim onial al desp ertar tb d a s las m a­
ñanas en estado de desesperación. No p o d ía hacer nada
para evitarlo. La solución de la depresión paralizante se
p ro d u cía to d o s los días cuando llegaba el m o m en to de
levantarse y al final de sus abluciones, y luego de vestirse,
p o d ía “ponerse la cara” . E ntonces se sen tía rehabilitada y
le era posible enfrentar al m undo y hacerse cargo de sus
responsabilidades familiares. A la larga, e sta persona,
excepcionalm ente inteligente y responsable, reaccionó
ante una desgracia con un estado depresivo cró n ico , que
al final se convirtió en una p ertu rb ació n física, crónica e
incapacitante.
He a q u í u n m olde repetido, cuyo sim ilar cualquiera puede
en co n trar en su experiencia social o clínica. L o q u e m uestra
este caso no hace más que exagerar lo que es norm al. Se exa­
gera la tarea del espejo, de tom ar n o ta y aprobar. La m ujer
te n ía que ser su propia m adre. Si hubiese ten id o u n a hija, no
cabe duda de que h ab ría encontrado un gran alivio, pero quizás
aquella h ab ría sufrido p o r el hecho de ten er excesiva im por­
tancia en lo referente a corregir la incertidum bre de su madre
en relación con la visión que esta ten ía de ella.
El lector estará pensando ya en Francís Bacon. N o m e re­
fiero al Bacon que dijo: “Un rostro herm oso es un elogio silen­
cioso” y “ Lo que un cuadro no puede expresar es la m ejor
parte de la belleza” , sino al exasperante, diestro y desafiante
150
artista de n uestro tiem po que p in ta una y otra vez el rostro
h u m an o deform ado de m anera significativa. Desde el pu n to de
vista de este cap ítu lo , este Francis Bacon de h o y se ve en el
ro stro de su m adre, pero con cierto reto rcim ien to en él o ella
q u e nos enfurece, a él y a nosotros. N ada sé acerca de la vida
privada de este artista, y solo lo p resen to porque se introduce
p o r la fuerza en cualquier estudio actual sobre el rostro y la
persona. El ro sto de Bacon me parece estar m uy lejos de la
percep ció n de lo real; cuando m ira caras m e da la im presión de
estar esforzándose penosam ente para que se lo vea, cosa que
c o n stitu y e la base del m irar creador.
A dvierto que vinculo la apercepción con la percepción al
p ostular u n proceso histórico (en el individuo) q ue depende dél
ser visto:
C uando m iro se m e ve, y p o r lo ta n to existo.
A hora p u ed o perm itirm e m irar y ver.
A hora m iro en form a creadora, y lo q ue apercibo tam bién lo
percibo.
En verdad no m e im porta n o v er lo que no está presente
para ser visto (a m enos de que esté cansado).
E je m p lo I I
U na paciente inform a: “ A yer p o r la noche fui a un café
y me se n tí fascinada al ver a llí a los d istintos personajes” ,
y describe a algunos de ellos. A hora bien, esta paciente
tiene u n aspecto llam ativo, y á supiese usarse p o d ría ser
la figura central en cualquier grupo. Le pregunté: “ ¿Al­
guien la miró? ” Consiguió pasar a la idea de que en verdad
h ab ía atraíd o buena p arte del fuego de las m iradas, pero
la acom pañaba u n amigo y sintió que la gente lo m iraba a
él.
A p artir de ah í pudim os realizar u n estudio prelim inar de
su historia de recién nacida y d e la infancia, en térm inos
de ser vista en una form a q u e pudiese hacerle sentir que
ex istía. En rigor h ab ía ten id o u n a experiencia deplorable
en ese sentido.
Este tem a quedó luego p erd id o , p o r el m o m en to , en otros tip o s de m aterial, pero en cierto m odo to d o el análisis
de esta paciente gira en to m o de ese “ser vista” com o lo que
en realidad es, en un m o m en to cualquiera; y en ocasiones
ese ser vista de verdad es p ara ella, de una m anera sutil, lo
principal de su tratam ien to . Es particularm ente sensible
151
com o crítica p ictó rica, y la falta de belleza desintegra su
personalidad, a tal p u n to , que reconoce esa falta porque
ella misma se siente espantosa (desintegrada o desper­
sonalizada).
Ejemplo III
Tengo u n caso de investigación, una m ujer que ha sido
o b jeto de u n análisis m u y prolongado. En u na etapa m uy
avanzada de su vida esta paciente ha llegado a sentirse
real, y un cín ico p o d ría decir: ¿para qué? Pero a ella le
parece que ha valido la pena, y gracias a ella yo mism o
ap ren d í m ucho de lo que sé sobre los prim eros fe­
nóm enos.
Este análisis involucraba u n a grave y pro fu n d a regresión a
la dependencia infantil. La historia am biental era m uy
p ertu rb ad o ra en m uchos sentidos, pero en este caso m e
refiero al efecto que tuvo sobre ella la depresión de su
m adre. Esto se elaboró en repetidas ocasiones, y com o
analista tuve que desplazar a esa m adre para p erm itir que
la paciente em pezara a ser u n a perso n a.3
A hora, cerca del final de m i trabajo con ella, m e envió un
re trato de su nodriza. Yo ya ten ía u no de su m adre, y
llegué a conocer m u y ín tim am en te la rigidez de las de­
fensas de esta. Se hizo evidente que la m adre (según dijo
la pacien te) h ab ía elegido una nodriza deprim ida para que
la rem plazara, de m anera que pudiese evitar la pérdida
to ta l del c o n tac to con sus hijos. U na nodriza vivaz h ab ría
“arreb atad o ” los hijos a esa m adre deprim ida.
E sta paciente m u estra una notable falta de lo que ca­
racteriza a ta n ta s m ujeres: el interés p o r su ro stro . Por
cierto que no h a b ía pasado p o r la fase adolescente de
exam en de sí m ism a en el espejo, y ahora solo se m ira en
él para recordarse de que “ parece una vieja b ru ja” (según
sus propias palabras).
Esa m ism a sem ana la paciente encontró una fo to de mí
cara en la sobrecubierta de un libro. Me escribió para
decirm e que necesitaba una am pliación para ver las líneas
y todos los rasgos de ese “viejo paisaje” . Le envié la fo to
En mi trabajo M etapsychological a n d C linical A sp e cts o f R egression
w ith in th e P sycho-A nalytical S e t- Up informé acerca de un aspecto de este
caso ( i 954).
152
(vive lejos, y ah o ra solo la veo de vez en cu an d o ), y al
misino tiem po le o fre c í u n a interpretación basada en lo
que trato de decir e n este capítulo.
La paciente creía que no hacía más que adquirir el
re tra to de ¿se h om bre que ta n to hab ía hecho por ella (y
así es). Pero necesitaba que se le dijera que mi rostro
surcado de arrugas te n ía c ie rto s rasgos que p ara ella se
vinculan con ía rigidez de los de su m adre y su nodriza.
Tuve la certeza de que era im portante que yo supiese
eso acerca de la cara, y que pudiera in terp re tar la bús­
queda, p o r la p acie n te, de u n rostro que la reflejase, y al
mism o tiem p o en ten d e r q u e, debido a mis arrugas, m i
ro stro , en la fo to , rep ro d u cía parte de la rigidez de su
m adre.
En verdad, esta paciente tiene una cara m uy buena, y
cuando está con h u m o r para ello es una persona simpa­
tiquísim a. Sabe p reocuparse, durante un p erío d o lim itado,
p o r los asuntos de o tras personas y p o r sus problem as.
¡C uántas veces esta característica sedujo a otro s indi­
viduos y los hizo pensar q ue ella era alguien en quien
resultaba posible apoyarse! Pero la verdad es que en
cuanto se siente com prom etida, en especial con la de­
presión de alguien, m ecánicam ente se retira y se acurruca
en la cam a, con u n a b o tella de agua caliente, p ara abrigar
su alma. En ese m o m en to es vulnerable.
E je m p lo I V
D espués de escribir to d o lo que antecede u na paciente
me trajo , en u na ho ra analítica, m aterial que habría p o ­
dido estar basado en lo que escribo. La m ujer de que se
trata se m uestra m uy preocupada por la etapa de su esta­
blecim iento com o individuo. A lo largo de la hora in ­
tro d u jo u na referencia a "E spejo, espejo de la pared ” ,
etcétera, y luego dijo: “ ¿N o sería terrible que el chico mi­
rase en el espejo y no viera nada? ”
El resto del m aterial se relacionaba con éi am biente
proporcionado p o r su m adre cuando ella era pequeña, y la
imagen era la de u na m adre que hablaba con algún otro,
salvo que se encontrase- ocupada en form a activa en una
relación positiva con el bebé. La insinuación q uería decir
que este m iraba a la m adre y la veía hablando cor¡ cual­
quier o tra persona. La paciente describió luego su gran
153
interés por las pinturas de Francis B acon, y se preguntó
si p o d ría prestarm e un libro sobre el artista. Se refirió en
detalle al libro. Bacon “ dice que le gusta ten er un espejo
sobre sus cuadros, porque cuando la gente ios m ira no ve
solo un cuadro; incluso puede llegar a verse a sí m ism a” .
Después la paciente habló sobre “ Le Stade du Miroir” ,
porque conoce el trabajo de Lacan, pero n o pudo esta­
blecer la vinculación que yo me siento capaz de elaborar,
entre e¡ espejo y el rostro de la m adre. N o era m i tarea en
esa sesión ofrecer esa vinculación a m i paciente, porque
en esencia esta se encuentra en la etap a de descubrir co­
sas por su propia cuenta, y en tales circunstancias una
interpretación prem atura aniquila su creatividad y resulta
traum ática, en el sentido de que c o n traría el proceso de
m aduración. Este tem a sigue ten ien d o im portancia en el
análisis de la paciente, pero tam bién aparece con otras
formas.
Esta visión del bebé y el ntfio que ven la persona en el rostro
de i a m adre, y después en un espejo, ofrece u n a m anera de ver
el análisis *y la tarea psicoterapéutica. La psicoterapia no con­
siste en hacer interpretaciones inteligentes y adecuadas; en ge­
neral es un devolver al paciente, a largo plazo, lo que este trae.
Es un derivado com plejo del ro stro q u e refleja lo q u e se puede
ver en él. Me gusta pensar en mi trab ajo de ese m o d o , y creo
que si 3o hago lo bastante bien el paciente en co n trará su persona
y podrá existir y sentirse real. Sentirse real e s m ás q ue existir;
es encontrar una form a de existir com o uno. m ism o, y de rela­
cionarse con los objetos como u n o m ism o, y de te n e r u na per­
sona dentro de la cual poder retirarse p ara el relajam iento.
Pero no querría dar la im presión de q ue pienso q ue esa tarea
4 V é a s e F r a n c is B acon: Catalogue raisonné a n d d o cu m en ta tio n (A J le y ,
1 9 6 4 ) . E n su I n t r o d u c c i ó n a e s te lib r o J o h n R o t h e n s t e i n e s c rib e :
. . c o n t e m p l a r u ri c u a d r o d e B a c o n es m i r a r e n u n e s p e jo y v e r e n él
n u e s tr a s p r o p ia s p e n a s y n u e s tr o s t e m o r e s a la s o l e d a d , e l f r a c a s o , la
h u m illa c ió n , la v e je z , la m u e r te y e l p e lig r o d e u n a c a t á s t r o f e i n n o m in a d a .
S u p r e f e r e n c ia , c o n f e s a d a , p o r e l b a r n iz a d o d e s u s c u a d r o s t a m b ié n tie n e
r e la c ió n c o n su s e n ti m ie n t o d e d e p e n d e n c ia r e s p e c t o d e la c a s u a lid a d .
D ic h a p r e f e r e n c ia s e d e b e a l h e c h o d e q u e e l e s p e jo a p a r t a e n c i e r t o m o d o
a lo s c u a d r o s d e s u a m b ie n te ( a s í c o m o la s m a r g a r ita s y las b a r a n d illa s
a p a r t a n a su s -fig u ras de su a m b i e n t e p i c t ó r i c o ) y p r o t e j e , p e r o lo q u e
m á s i m p o r t a e n e se c a s o e s s u c re e n c ia d e q u e e l ju e g o d e r e f le jo s f o r ­
t u ito s ' r e a lz a r á su s c u a d r o s . L e h e o í d o o b s e r v a r q u e s u s tr a b a jo s , e n
e s p e c ia l lo s d e t o n o a z u l o s c u r o , se b e n e f i c i a n c u a n d o p e r m i t e n q u e
e l e s p e c t a d o r v e a su p r o p i o r o s t r o e n e l e s p e jo .”
í 54
de reflejar lo que trae el paciente es fácil. No lo es, y resulta
em ocionalm ente agotadora. A un cuando nuestros pacientes no
lleguen a curarse, se m uestran agradecidos con nosotros porque
los vemos como son, y ello nos proporciona u na p rofunda satis­
facción.
L o que mencionó-, en térm inos del papel de la m adre, de
devolver al bebé su persona, tiene la misma im portancia para el
niño y la fam ilia. Es claro que a m edida que el prim ero se
desarrolla y los procesos de m aduración se vuelven más com ­
plicados, y las identificaciones se m ultiplican, aquel depende
cada vez menos de la devolución de la persona p o r el rostro de
la m adre y el padre, y p o r los ro stro s de o tro s que se en­
cu en tren en relaciones de padres o de herm anos (W innicott,
1960a). Pero cuando una fam ilia está intacta y m archa hacia
adelante durante u n p e río d o , to d o s los niños se benefician gra­
cias a q ue p u eden verse en la actitu d de los m iem bros de la
fam ilia o en la de to d a esta. Podem os incluir a q u í los espejos
reales q ue existen en la casa, y las oportu n id ad es que tiene el
chico de ver a los p adres y a o tro s mirarse al espejo. Pero es
preciso en ten d er que el espejo real tiene im portancia ante to d o
en sil sentido figurativo.
Esta p o d ría ser u n a m anera de fo rm u lar la contribución que
puede realizar una familia en lo que se refiere al crecim iento y
enriquecim iento de la personalidad de cada u no de sus inte­
grantes.
10
E L IN T E R R E L A C IO N A R S E A P A R T E
D E L IM P U L S O I N S T I N T I V O
Y E N T E R M I N O S D E ID E N T IF IC A C IO N E S C R U Z A D A S
En este cap ítu lo y u x tap o n g o dos afirm aciones en pugna,
cada u na de las cuales es ilustrativa, a su m anera, de la com u­
nicación. H ay m uchos tip o s de intercom unicación, y su clasi­
ficación n o parece necesaria, p uesto que implica la erección de
barreras artificiales.
El p rim er ejem plo q ue quiero ofrecer tiene la form a de una
consulta terap éu tica con una joven en la prim era etap a de la
adolescencia. E sta consulta dio resultados en el sentido de que
allanó el cam ino para u n análisis minucioso, cosa q u e en tres
años se p o d ía considerar com o u n éxito. Pero el sentido de la
presentación del caso no se relaciona tan to con el resultado,
com o con el hech o de que una descripción de este tip o ilustra
la fo rm a en q u e el terap eu ta actúa como u n espejo.
La descripción será seguida p o r una form ulación teórica que
expresa la im p o rtan cia de la com unicación p o r m edio de las
identificaciones cruzadas.
C O M E N T A R IO G E N E R A L S O B R E L A T E R A P IA
L o s p acien tes que poseen u na limitada capacidad para la
identificación introyectiva o proyectiya presentan serias difi­
cultades p ara eí te rap eu ta, quien debe someterse a lo que se
denom ina fenóm enos de acting o u t y de transferencia con res­
paldo instintivo. E n tales casos la principal esperanza del tera-
Í57
peuta_ consiste en extender el horizonte del paciente en lo re­
ferente a las identificaciones cruzadas, "có»"rq»é!“aélípgi^^ no
tan to con la lab o r de interpretación com o p o r m edio de ciertas
experiencias específicas en las sesiones analíticas. Para llegar a
tales experiencias el terapeuta debe c o n ta r con un facto r
tiem po, y no es posible esperar resultados terap éu tico s instan­
táneos. Las interpretaciones, por exactas y o p o rtu n as que
fueren, no pueden dar la respuesta com pleta.
En este tip o particular del trabajo del te rap eu ta, las interpre­
taciones son de naturaleza verbalizadora de experiencias, en el
presente inm ediato de la experiencia de la consulta, y en este
caso no rige con exactitu d el concepto de la in terp retació n
com o verbalización de la conciencia naciente, .
Debo adm itir que no existen razones claras para que este
m aterial se incluya en el libro, que estudia los fenóm enos transícionales. Pero hay una amplia gama de investigaciones que co­
r r e s p o n d e n al funcionam iento tem p ran o , an tes del esta­
blecim iento, en el individuo, de los m ecanism os q u e tienen sen­
tido en la te o ría psicoanalítica clásica. La expresión fenóm enos
de transición se p o d ría usar para abarcar to d o s los agrupa*
m ientos de esos prim eros tipos de fu n cio n am ien to , y quizá re­
sulte útil llam ar la atención hacia el hecho de q u e existen m u­
chos y m uy diversos grupos de funcionam iento m en tal, de vasta
im portancia para la investigación de la p sicopatología de los
estados esquizoides. Más au n , es preciso estudiarlos si se quiere
en co n trar u na explicación satisfactoria al com ienzo d e la perso­
nalidad h u m an a individual, y no cabe du d a de q u e el aspecto
cultural de la vida hum ana, incluidos e! a rte , la filosofía y la
religión, se refiere en gran m edida a dichos fenóm enos.
ENTREV ISTA CON UNA ADOLESCENTE
CONSULTA TERA PEU TIC A 1
En la época de la consulta Sarah te n ía dieciséis aftas, un
herm ano de cato rce y una herm ana d e nueve, y la fam ilia se
encontraba intacta.
Los dos padres la trajeron desde su casa, en el cam po, y yo
1 E l e je m p lo c lín ic o d e b e a b a rc a r, p o r fu e rz a , m u c h o te r r e n o q u e
n o e s d e p e r t i n e n c i a in m e d ia ta , a m e n o s d e q u e s e r e s u m a la e x p o s ic ió n
c o n e n e r g í a , y d e q u e a t h a c e r l o p ie r d a a u t e n t i c i d a d .
158
los vi a ios tres ju n to s d u ran te u n o s tres m inutos, en cuyo lapso
renovam os el contacto. No m e referí al objetivo de la visita.
L os padres pasaron luego a la sala de espera. Entregué al padre
m i llave de la puerta de calle y le dije que n o sabía cuánto
tiem p o ten d ría que estar c o n Sarah.
O m ito adrede m uchos detalles acum ulados desde la primera
vez que vi a esta, cuando te n ía dos años.
A los dieciséis ten ía cabello lacio, castaño, q ue le llegaba a
los hom bros, y para su edad p arecía gozar de buena salud física
y poseer una buena co n tex tu ra. LLevaba puesto u n a b r i g o de
plástico negro y parecía u n a adolescente de a p a r i e n c i a c a m ­
pesina y nada com plicada. Es inteligente, posee u n s e n t i d o del
hum o r, pero en lo fundam ental es muy seria, y s e m o s t r ó m u y
feliz de com enzar nuestro co n tac to con un juego.
“ ¿Q ué clase de juego? "
Le hablé de los garabatos, el juego sin reglas.3
(1 ) Mi intento fallido de garabato.
(2 ) Mi segunda tentativa.
Sarah dijo que le gustaba 1a escuela. Los padres querían que
viniera a verme, pero tam bién lo quería la escuela. “ Creo que
vine a verlo - d i j o - cuando te n ía dos años, porque no me gus­
taba el nacim iento d e m i herm ano; pero no m e acuerdo. Me
parece que recuerdo apenas u n p o c o ."
M iró la (2 ) y dijo: “ ¿Puede hacerse hacia arriba? "
“N o hay reglas", le resp o n d í. E ntonces convirtió mi garabato
en u n a hoja vuelta del revés. Le dije que me gustaba, y 'señalé
las graciosas curvas.
(3 ) La de ella. “L o haré tan difícil com o p u ed a", dijo. Era
u n garabato con u na lín e a agregada adrede. Usé esa línea como
una vara y convertí el resto e n una maestra q u e enseñase según
m éto d o s estrictos. “ No - d i jo e lla - , no es m i maestra; no se
parece en nada. Podría ser una que no me gustó en mi primera
escuela.”
(4 ) M ío, q ue ella convirtió e n una persona. El cabello largo
representaba el de un joven, pero el rostro podría ser de cual­
quiera de los dos sexos, dijo.
(5 ) De ella, que y o tra té de convertir en una bailarina. El
garabato era m ejor que el resultado que obtuve con el dibujo.2
2 N o n e c e s ito o f r e c e r a q u í to s d ib u jo s ; e n e l t e x t o se r e m ite $ e tio s
p o r m e d io d e u n n ú m e r o , ( 1 ) , ( 2 ) , e t c é t e r a . P a ra e je m p lo s s im h a r e t á t
e s ta té c n i c a d e c o m u n ic a c ió n , v é a s e Therupeutic ConsuUations in Chiid
Psychiatry, W in n ic o tt, 1 9 7 1 .
(6 ) M ío, que Sarah convirtió con rapidez en un hom bre que
apoyaba la nariz en una raqueta de tenis. “ ¿Te m olesta ju g ar a
esto? ” , pregunté. “ Nó - r e s p o n d ió - , es claro que n o .”
(7) De ella, u n dibujo consciente o deliberado, com o ella
misma indicó. Lo convertí en u na especie de pájaro. Sarah me
m ostró lo que h ab ría hecho ella con eso (visto cabeza abajo):
una especie de hom bre con som brero de copa y u n cuello alto y
grande.
(8) M ío, que convirtió en un atril musical, viejo y desven­
cijado. Le gusta la m úsica, y canta, pero no sabe to car ningún
instrum ento.
(9 ) A quí m o stró grandes dificultades en relación con la téc­
nica del garabato. H izo el dibujo y dijo: "E stá to d o agarrotado,
no es libre y suelto.”
E sta te n ía q u e ser la c o m u n ic a c ió n p rin c ip a l . P or su­
puesto, era necesario que yo la entendiese c o m o una co­
municación y me m ostrase dispuesto a perm itirle q ue am ­
pliase la idea que transm itía.
(N o hace falta que el lecto r estudie to d o s los dem ás
detalles de la entrevista, que yo doy com pletos po rq u e
dispongo del m aterial y porque om itir el resto parecería
una opo rtu n id ad desaprovechada de com unicar la autorrevelación de una adolescente en el co n tex to d e u n con­
tacto profesional.)
“Eres tú , ¿no es cierto? ” , pregunté.
“ S í - r e s p o n d ió - . ¿Sabe? , soy u n p oco tím id a .”
“P or supuesto - d i j e - . No sabes p o r qué viniste, n i qué va­
m os a hacer, y ...”
Ella siguió a p a rtir de a h í p o r decisión propia, y dijo: “P o ­
d ría seguir con eso; el garabato no es espontáneo. A cada rato
tra to de causar u na im presión, p o rq u e no estoy m uy segura de
m í. Hace m ucho tiem p o q ue soy así. N o recuerdo h ab er sido
nunca o tra cosa.”
“Es triste, ¿verdad? ” , p regunté, com o u n a form a de mos­
trarle que h ab ía escuchado lo que dijo, y que te n ía senti­
m ientos, dadas las inferencias que p odían extraerse de lo que
mé había dicho.
Sarah estaba ahora e n com unicación conm igo, y an­
siosa po r extenderse, por revelarse ante sí misma y an te
m í.
“Es estúpido - c o n t i n u ó - , em pecinado. Siem pre tra to q ue la
gente com o y o m e respete, que no me haga quedar com o una
160
to n ta . Es egoísta. P o d ría rem ediarlo si lo intentara. Es claro que
no hay nada de malo cuando trato de divertir a la gente y la
hago reír. Pero siem pre m e quedo sentada preguntándom e qué
im presión causo. Y . todavía ahora lo hago, y quiero triu n far es­
trep ito sam en te.”
“Pero aq u í, ahora, no te portas así” , le repliqué,
“N o - r e s p o n d ió - , porque aq u í no im porta. Se supone que
usted está para averiguar lo que sucede, de m odo que no estoy
obligada a hacer to d o eso. Quiere descubrir si hay algo que
anda mal. Me parece que es una fase; es apenas el crecim iento.
No es culpa m ía si no sé de qué se trata.”
“ ¿C ómo sueñas acerca de ti misma? ” , inquirí.
“ O h, me imagino que soy serena, tranquila, negligente, triu n ­
fadora, m uy atray en te, esbelta, que tengo piernas, b razos y ca­
bellos largos. No sé dibujar bien (in ten ta el (10)), pero cam ino
a grandes zancadas, balanceando un bolso. No me siento t í ­
m ida.”
“ ¿En tus sueños eres m ujer o varón? ”
“ Casi siempre m ujer. No me sueño como varón. No quiero
serlo. He tenido pensam ientos de ser varón, pero no deseos. Es
claro que los hom bres tienen confianza en sí, influencia, y lle­
gan m ás lejos.”
• Observamos el hom bre de (6 ) y ella dijo: “Parece acalorado
y es un d ía caluroso; está cansado y descansa, ap oyando la
nariz co n tra las cuerdas. O está deprim ido.”
Le pregunté p o r el padre.
“P apá no se preocupa de sí; solo piensa en su trabajo. S í, lo
quiero y lo adm iro m ucho. Mi herm ano tiene una pantalla entre
él y la gente. Es bueno, afable y dulce. Sus pensam ientos se
encuentran ocultos, y solo habla con tono ligero. Es en can ta­
dor, y m uy gracioso, e inteligente; si tiene problem as, se los
guarda. Yo soy to d o lo contrario. Me precipito en las h ab ita­
ciones de la gente y grito: ‘ jO h, soy tan desdichada!
y to d o
eso.”
“ ¿Puedes hacer eso con tu madre? ”
“ Sí, pero en la escuela uso a mis amigos. A los m uchachos
más que a las chicas. M i m ejor amiga es una chica igual que yo,
pero m ayor. Parece com o si siempre estuviese en condiciones de
decir: ‘Y o se n tí lo mism o hace un a ñ o / Los m uchachos no
dicen cosas, no me dicen que soy estúpida. Es que, ¿sabe? , no
tienen q ue dem ostrar que son varoniles. Mi gran amigo es Da­
vid. E stá u n p o co deprim ido. Es m enor qué y o . Tengo m uchísi161
, m os am igos, pero solo unos pocos de verdad, fieles.*’
Le pregunté sobre sus verdaderos sueños, de cu ando dorm ía.
“ Son aterradores. U no lo soñé varias veces.”
Le p e d í que tratara de describirlo.
(1 1 ) El sueño repetido. “El escenario es m u y real y com o si
pasara en casa. Un cerco alto, detrás de él una rosaleda, un
cam ino angosto; me. persigue un hom bre; corro. T o d o es terri­
blem ente vivido. Hay fango. Cuando doblo una esquina siento
com o si corriera hundida en melaza. Y en to d o eso n o me siento
m uy deslum brante.”
Más tarde agregó: “ Es grande y oscuro (n o es un negro). Es
om inoso. Yo soy presa de pánico. No, no es un sueño sexual.
No sé qué es,”
(1 2 ) “ O tro sueño, de cuando era m enor, de u nos seis años
de edad. E s n uestra casa. La dibujo de costado, p ero no es com o
aparece en el sueño.3 A la izquierda hay un seto que se convier­
te en una casa. D etrás, un árbol. E n tro corriendo y subo, tam ­
bién corriendo, y hay una bruja en el arm ario. Es com o un
cuento infantil. La bruja tiene una escoba y u n ganso. Pasa a mi
lado y m ira hacia atrás. T odo es tenso en el sueño. T o d o zum­
ba. Es el silencio. U na espera ruidos, pero no se o yen. En el
arm ario hay un gran ganso blanco, pero es dem asiado grande
para un arm ario tan pequeño, en la realidad n o p o d ría estar
d e n tro de él.
“El cam ino hacia el seto (que se convirtió en u n a casa) va
cuesta abajo, p o r la colina que m e gustaba bajar corriendo,
p orque es tan em pinada que una se precipita y pierde el con­
trol. A cada paso q ue daba, la bruja bajaba un p o co m ás y
desaparecía, dé m odo q u e y o n o p o d ía d e sc e n d e r o alejarm e de
ella.”
Me re ferí a eso diciéndole que form aba p arte de su relación
im aginada con su m adre.
“P o d ría ser -re sp o n d ió e lla - . Pero quizá se p u ed a explicar.
A esa edad le m en tía constantem ente a m i m adre. (T odavía lo
hago, p ero m e esfuerzo p o r no hacerlo.)”
A q u í se refiere a un sentim iento de disociación. Tam­
bién p o d ría haber u no de haber sido engañada.
Le pregunté si hurtaba cosas, y respondió: “ N o, eso no fue
un problem a.”
3 “ D e c o s t a d o ” p o d r í a r e f e r ir s e a l p u n t o d e o b s e r v a c ió n m á s v e n ta ­
jo s o p a r a d e s c u b r ir d e s d e e l c o m ie n z o e l n u e v o e m b a r a z o d e la m a d re .
162
A continuación dio ejem plos de sus m entiras de esa época, y
to d as ten ían que ver con tareas dom ésticas: “ ¿Limpiaste tu
habitación? ¿L ustraste el piso? ” , etcétera. “Yo decía m entiras a
cada rato , p o r m ucho que m am á se esforzase por darm e la
o p o rtunidad de adm itir que m en tía. Y tam bién m en tí m ucho
en la escuela, acerca de los deberes. No trabajo m ucho. El año
pasado, ¿sabe? , fui feliz. Pero este año me siento desdichada.
Creo que estoy creciendo con demasiada rapidez; bueno, no
dem asiado rápido; sencillam ente, creciendo. ¿Sabe? , crezco en el
plano racional y lógico m á s que en el em ocional. En el terreno
em ocional no he avanzado.”
Le pregunté sobre la m enstruación y me contestó: “Oh, sí.
hace siglos,"
En ese p u n to dijo algo que me pareció im portante, y puede
que se haya acercado m ás que en ningún otro m om ento a una
exposición de su situación. “ No puedo explicarlo - d i j o - . Sien­
to com o si estuviese sentada o de pie en la aguja del cam pana­
rio de una iglesia. No hay nada en torno que me im pida caer­
m e, y estoy indefensa. Y veo que em piezo a balancearm e.”
Le recordé, aunque sabía que no se acordaba, que cam bió
cuando su m adre, que la sostenía con naturalidad y bien, de
p ro n to no p u d o seguir teniéndola en brazos, cuando cum plió
veintiún m eses, p orque ten ía un em barazo de tres. (H ubo o tro
em barazo cuando ella cum plió seis o siete años.) Sarah pareció
entender to d o eso, pero me dijo: “ Es algo m ás grande. N o sé
q u é es lo que me persigue, pero no es un hom bre persiguiendo
a u na m uchacha, sino a lg o persiguiéndom e a m i . Es un asunto
de gente que hay d e tr á s de m í.”
En ese p u n to se m odificó el carácter de la consulta y
Sarah se convirtió en una persona m anifiestam ente en­
ferm a, que ex h ib ía una perturbación psiquiátrica de tipo
paranoide. E n esas circunstancias, la joven se hizo depen­
diente de ciertas cualidades que había en contrado en la
situación profesional, y adem ás exhibía un alto grado de
confianza en m í. C onfiaba en que yo encararía su estado
como u na enferm edad o una señal de angustia, y que no
actuaría de m anera alguna que indicase mi tem o r respecto
de su dolencia.
Se m ostró arrebatada p o r lo que quería decir, y continuó:
“La gente se ríe, y si no me contengo a tiem po y lo encaro con
criterio lógico, eso de que se rían de m í a mi espalda causa
d o lo r ”
163
La invité a q ue inténtase decirm e lo peor.
“C uando ten ía, digam os, once años, al com ienzo de mi úl­
tima escuela, me gustaba la escuela elem ental [y describió los
arbustos de flores y otras que le agradaban, y a la directora],
pero la secundaria era estirada, maligna e h ipócrita.” Lo dijo
con gran sentim iento: “Yo m e sen tía ind ig n a , y fís ic a m e n te
asustada. T em ía q u e m e apuñalearan, me baleasen o estrangula*
ran. En especial lo prim ero. Com o si me clavaran algo en la
espalda y yo no m e diera cu en ta ."
A continuación dijo, con un to n o de voz d istinto; “ ¿Esta*
mos llegando a algo? ”
Parecía necesitar algún estím ulo para avanzar. P o r
supuesto, y o no te n ía idea alguna de lo que pudiese o no
surgir.
“ Lo peor (b u en o , ahora no es tan m alo) era cuando íe co n ­
fiaba a alguien algo m uy personal, y confiaba en ese alguien en
forma a b so lu ta , y d e p e n d ía de ellos, de que no enferm asen o
dejaran de m ostrarm e sim patía o com prensión. ¿Pero s a b e ? ,
han cam biado, ya no están más a h í." Y agregó el siguiente
com entario: “ L o p e o r es cuando lloro y no encuentro a n ad ie."
Luego se retiró de la posición de vulnerabilidad y dijo: “ B ueno,
está bien, puedo hacer frente a eso. Pero lo peo r es cuando m e
siento deprim ida; entonces no resulto interesante. Me pongo
lúgubre e introspectiva, y to d o s me abandonan, salvo mi amiga
y David."
En ese m o m en to hacía falta alguna ayuda de mi p arte.
“ La depresión significa algo - d i j e - , algo inconsciente. [Con
esa joven p o d ía usar esta palabra.] Odias a la persona confiable
que ha cam biado y dejado de ser comprensiva y digna de con­
fianza, y que quizá se ha vuelto vengativa. Te pones deprim ida,
en lugar de sentir odio hacia la persona que era confiable y ha
cam biado."
E sto pareció resu ltar ú tü .
Ella continuó: “ Me desagrada la gente que me hiere” , y en
seguida pasó a vituperar a una m ujer de la escuela; se perm itió
dejar a un lado la lógica y expresar sus sentim ientos, aunque se
basaran en una ilusión.
Se p o d ía decir que describía, reviviéndolo o represen­
tándolo, un ataque m aniático que había tenido en la es­
cuela y que yo no conocía. Entonces logré en ten d er por
qué la habían devuelto a su casa y por qué le recom enda­
ron que me visitase. Lo relató com o sigue:
164
“ Sencillam ente no p u ed o soportar a esa m ujer de la escuela,
me disgusta ta n to , que no sé cóm o decirlo. Tiene todas las
cosas horribles q ue en tien d o con más facilidad porque tam bién
yo las ten g o e n m í. Piensa sólo en ella. Es egocéntrica y vana, y
y o tam bién. Y es fría , d u ra y mala. Es un ama de casa que se
ocupa de la ro p a sucia, los bizcochos, el café y to d o eso. Ño
cum ple c o n su tarea. E stá to d o el tiem po sentada, agasajando a
to d o s los profesores jóvenes, bebe jerez [en la escuela no se
p erm iten las bebidas alcohólicas] y fum a cigarrillos rusos, ne­
gros. Y to d o eso lo hace en form a flagrante, en lo que en
realidad es n u e stra sala.
“ De m o d o q ue y o to m é u n cuchillo. Lo arrojé una y o tra
vez co n tra la p u e rta . Si lo hubiese pensado, me habría d ado
cu en ta del ru id o q u e h acía. Y, p o r supuesto, apareció la m ujer.
‘ ¡Cómo! ¿Estás loca? ’ Yo tra té de ser cortés, pero ella me
frenó diciéndom e que d eb ía de estar dem ente. E ntonces, por
supuesto, dije u n a m en tira, y nadie lo sabe, aparte de mi amiga
y David, y ah o ra usted. Y aunque me dijo ‘No te creo’, yo la
convencí.” (M intió y dijo algo acerca de que q u ería arreglar el
p icap o rte, y d u d o de que nadie le creyese.)
N o h a b ía term in ad o aún, y seguía m uy excitada: “Y o usaba
un gorro de cierto tip o [lo describe], y ella en tró y me dijo:
‘ ¡Q u ítate ese ridículo som brero! ’ 'N o, ¿por qué h abría de sa­
cárm elo? \ c o n testé. J o r q u e yo te ló ordeno - r e p lic ó - , ¡Q uí­
ta te lo e n seguida! * ¡Entonces grité y grité y grité! ”
R ecordé e n ese m om en to que a los veintiún meses,
cu ando dejó de ser una niña m ás o m enos norm al para
en ferm ar - s u m adre ten ía u n em barazo de tres meses y a
ella ese hech o le h ab ía m olestado e v id e n te m e n te -, gritó
m u ch o . E n esa ocasión estuve en contacto con el caso de
Sarah, y mis anotaciones, hechas catorce años antes, se
referían a la historia que se me com unicó entonces, de
m anera que estaba seguro del terreno que pisaba.
Sarah siguió hablando sobre la m ujer: “ ¿Sabe? , p o r dentro
ella es ta n insegura com o cualquiera. Me gritó ‘¿Por qué no
gritas m ás? *, com ò para provocarm e. Lo hice, y ella dijo: ‘¿Por
q ué no gritas más fuerte? ’ Tam bién lo hice,, y eso fue el final
de to d o . Ella es vieja, ¿sabe? ”
“ ¿Tiene cuarenta años? " , pregunté,
“ Sí -r e s p o n d ió Sarah. Y p ro s ig u ió -: Yo me quejé de todas
las cosas que hace en nu estra habitación, de que tenem os que
golpear e n su (nu estra) p u erta y de que siempre se queja:
165
‘N unca vienen a verme, solo a buscar café y bizcochos’ (lo cual
es cierto ).”
Este m aterial revela am bivalencia respecto de los meca­
nismos regresivos y progresivos que conducen a la inde­
pendencia.
U na parte im portante de lo que siguió ha quedado sin
registrar porque no pude to m a r notas.
E studiam os con suma seriedad to d o lo o currido. Y o le señalé
que a ella (Sarah) le resultaba un alivio p o d er dar plena expre­
sión a su odio, pero que eso no era to d o . O curre que no odia a
la m ujer que la provoca, sino a la buena,, com prensiva y confia­
ble. Lo que engendra el odio es la reacción de la m ujer frente a
la provocación. Es la m adre, m uy buena, que de p ro n to no lo
es; una desilusión repentina, que se refiere específicam ente al
m om ento en que la m adre ten ía un em barazo de seis meses y
Sarah cam bió porque cam bió su m adre.
A cada instante m e decía que su m adre real era to d o lo que
ella p o d ía desear en una m adre.
R esp o n d í que lo sabía, pero que la prim era desilusión repen­
tina h ab ía establecido en ella la convicción de que si aparece
una persona m uy buena, tam bién esta puede cambiar,- y po r lo
ta n to ser odiada; solo que (dije) y o sabía que Sarah no p o d ía
llegar a ese odio y a la destrucción de la persona buena. Lo
apliqué tam bién a m í y dije: ‘‘A q u í estoy y o , y tú me usaste de
esa m anera especial; pero tu p au ta consiste en suponer que
cam biaré y que quizá te traicionaré.”
Al principio me pareció que no h ab ía entendido lo de la
pauta de la expectativa, pero me m o stró lo co n trario cuando
me relató su experiencia con un joven. Era un m uchacho m ara­
villoso. Sarah po d ía confiar en él en cualquier m edida. Nunca la
traicionaba, y la am aba y todavía la ama. Pero la persona-deses­
perada de ella trató de arruinar la relación. Hizo lo posible para
no quererlo, aunque él siguió queriéndola. Al cabo de dos meses
el joven dijo: ‘Y a no volverem os a vem os, al m enos p o r un
tiem po. Es espantoso.’ Sarah se sintió conm ovida y sorprendida.
El se fue y la relación se qu eb ró . Sabía con claridad que ella
h ab ía provocado la ruptura debido a su ilusión que se quebraría
en el o tro extrem o, p o r un cam bio de él.
Y o señalé que esa habría sido u na repetición de lo que ella
tem e pero espera, porque se ha convertido en parte de ella y se
basa en el hecho de que sus padres se am aban y la m adre quedó
em barazada cuando ella apenas ten ía un año y m edio, y a los
166
ventiún meses no pudo hacer frente- al cam bio que se había
operado en su m adre, com o n o fuese desarrollando en sí la
convicción de que lo que es m u y bueno siempre cam biará y la
obligará a odiarlo y destruirlo.
Sarah pareció captar el sen tid o de to d o eso y em pezó a sere­
narse. Habló de que la m adre le dijo q ue era apenas una fase, y
q ue es preciso vivir de d ía en d ía y hacerse u n a filo so fía .
Volvió a referirse al brillante David. Es un cínico. “El cinis­
m o no me gusta - d i j o - . N o lo entiendo. C onfío en la gente
con naturalidad. Pero m e viene esa depresión. David m e hablaba
del existenciaíism o, y eso m e trasto rn ó m ás de lo q ue me resul­
ta ría posible explicar. M am á m e dijo que la gente piensa que ha
encontrado la filosofía perfecta, y después la deja a un lado y
em pieza de vuelta. Yo quiero em pezar. No quiero parecer un
vegetal. Deseo ser m enos egoísta, entregar más y ser más per­
ceptiva.”
Su ideal de sí m ism a era m uy distinto de lo que h a b ía
descubierto cuando se estudió.
“ Está bien - c o n t e s té - , pero quiero que sepas q u e veo algo
que tú no ves, a saber: que tu cólera se dirige contra una m ujer
b u en a, y no contra una m ala. La m ujer buena se vuelve m ala.”
“Esa es mam á - d i j o - , ¿verdad? , pero ahora m am á está m uy
b ien .”
“ S í - c o n tin u é - , en la p au ta del sueño no puedes recordar
que destruyes a tu m adre bu en a y confiable. Tu tarea consistirá
en vivir algunas' relaciones que desm ejoran un poco cuando te
sientes un tan to enojada y desilusionada, y de una u otra m ane­
ra to d o s sobreviven.”
En apariencia habíam os term inado, pero Sarah se dem oró un
instante y luego dijo: “ ¿Pero cóm o puedo dejar de estallar en
lágrimas? ” Me contó que en realidad hacía tiem po que lloraba,
m ientras hablaba conmigo, pero que contenía las lágrimas: “De
lo contrario no habría p odido hablar.”
H abía pasado p o r una experiencia que yo com partía.
Se m ostró aliviada, au n q u e los d o s estábam os cansados.
Al final preguntó: “ B ueno, ¿qué hago? Esta noche vuelvo a
la escuela en tren , ¿y q ué sucede? Si no estudio más, m e
expulsarán, y soy mala con David y mis amigas. Pero...”
E ntonces le dije: “ Bueno, aclarar esto es m ás im portante que
estudiar historia y las dem ás m aterias; entonces, ¿qué te parece
si te quedas en tu casa hasta el final del año? ¿Tu madre te
aceptaría? ”
167
Me dijo que sería u na m uy buena idea, y por supuesto que
ya h abía pensado en eso. La escuela le m andaría deberes que
hacer, y en la tranquilidad de su hogar podría m editar sobre las
cosas acerca de las cuales habíam os conversado.
P o r lo ta n to arreglé eso con su madre, m ientras Sarah seguía
en la habitación.
Al cabo me dijo: “Pienso que debo de haberlo agotado.”
Tuve la sensación de que Sarah había llegado a senti­
m ientos m uy im portantes, y que podría utilizar los dos
meses siguientes, que pasaría en su casa, con la perspec­
tiva de o tra visita a m í durante las vacaciones.
R e su lta d o s
Esa consulta terap éu tica dio como resultado que Sarah se
sintiese ansiosa p o r seguir un tratam iento psicoanalítico. En lu­
gar de volver a la escuela comenzó el análisis y colaboró a
fondo d u ran te los tres o cuatro años del tratam ien to . Puedo
inform ar que este term inó en form a natural y que se lo puede
considerar un éxito.
A los veintiún años Sarah estudiaba bien en la universidad, y
dirigía su vida en u n a form a que m ostraba que se en co n trab a
libre de las intrusiones paranoides que la h ab ían em pujado a
arruinar b uenas relaciones.
A p é n d ic e
P o d r ía h a c e r u n c o m e n ta r io
so b r e m i c o n d u c ta e n e s t a s e ­
s ió n . R e s u lt ó q u e b u e n a p a r te d e la v e r b a liz a c ió n e r a in n e c e s a ­
r ia , p e r o h a y q u e r e c o r d a r q u e e n esa o c a sió n n o s a b ía s i e s a
p o d ía o n o s e r la ú n ic a o p o r tu n id a d q u e t e n d r ía p a r a a y u d a r a
S arah .
Si
h u b ie s e
s a b id o
que
e lla
r e c u r r ir ía
al
t r a ta m ie n to
p s ic o a n a lít ic o , h a b r ía d ic h o m e n o s , s a lv o e n la m e d id a e n q u e
m e f u e s e n e c e s a r io h a c e r le s a b e r q u e e s c u c h a b a l o q u e m e d e c ía
y a d v e r tía l o q u e e lla s e n t ía , y p o r m e d io d e m is r e a c c io n e s te
h a b r ía m o s tr a d o q u e p o d ía c o n te n e r s u s a n s ie d a d e s M e h a b r ía
p a r e c id o m á s a u n e s p e jo h u m a n o .
168
LA IN TER R ELA CIO N EN TERMINOS DE
ID ENTIFICA CION ES CRUZADAS4
A hora exam inaré la intercom unicación en térm inos de la
capacidad, o falta de ella, para usar los mecanism os m entales
proyectivos e introyectivos.
E jd e M iT flí!o _ £ r3 d M |jk k
f
el plano, del, desarrollo, em ocional del individuo» En u n extremo'""
tiene un respaldo instintivo, y. en ese 'casb el concepto de reía*
ción de o b jeto abarca todo el horizonte am pliado que ofrece el
uso del desplazam iento y el'sim bolism o. En el o tro extrem o
está la situación cuya existencia puede darse p o r supuesta al
com ienzo de la vida del individuo, en la cual el objeto aún no
se ha separado del sujeto. Se trata de una situación a la cual se
aplica la palabra fusión cuando se vuelve a ellá desde un estado
de separación, pero se puede suponer que al principio existe por
lo m enos un estado teórico antes de la separación del no-yo y
el yo (cf. M ilner, 1969). E n esta zona se ha in tro d u cid o el
térm ino sim biosis (M ahler, 1969), pero para p t í se encuentra
dem asiado bien arraigado en la biología como p ara q ue resulte
aceptable. Desde el p u n to de vista del observador p arecería exis­
tir una relación de objeto en el estado prim ario fusionado, pero
h ay que reco rd ar q ue al com ienzo el objeto es u n “ objeto sub­
jetiv o ” . U tilizo este té rro n o n p a K r T e i i a r ^ c u ^ t F u ñ ira ^ c re ^
p anela entm ~lo~que sergbserva y lo q ue s ^ e x i^ rim e n ta p o r eí
bebé_(W % üc!Ítt, 1 9 6 2 ).“ r
A Jp
-se U e g a a
una e ^ a ^ j ^ j j p j ^ j ^ ^
d e j ^ a u e ^ s t e se h i t c o n y e r tid c L e n
u n a u n id a d ; E li e l le n g u a je q u e y o u s é , e s la e ta p a d e l “ y o s o y ’’
( W in n ic o t t ,
1958b)
y
(la
d e n o m in e m o s
com o
la
d e n o m in á ­
r e m o s } t ie n e i m p o r ta n c ia d e b id o a la n e c e s id a d d e l in d iv id u o ,
‘J o j í i J e n ^ i u i J p r e c e d e r a
i n d iv id u o
Se
lle g a n
fo n n a
en
r e f o iz a m ie n t o
da
p o r s u p u e s to q u e e s ta s e ta p a s d e d e s a r r o lló
d e lic a d a
d e! y o
en
la s p r im e r a s f a s e s , p e r o r e c ib e n
m a te r n o
y
p o r lo
ta n to , e n e sa s fa se s,
t ie n e n u n a f u e r z a c o r r e s p o n d ie n te a l h e c h o d é la a d a p ta c ió n d e
la m a d r e a la s n e c e s id a d e s d e su b e b é . E n o t r o s tr a b a jo s m o s tr é
q u e t a l a d a p ta c ió n n o e s s o lo u n a c u e s t ió n d e s a t is f a c c ió n d e
, 4 P u b li c a d o c o n e l m is m o t í t u l o e n R ev ista d e Psicoanálisis , t o m o 2 5 ,
n ú m e r o 3 / 4 , 1 9 6 8 , B u e n o s A ire s.
169
instintos, sino que se la debe considerar ante to d o e n térm inos
de aferrar y m anipular.
Po co a p o co , en el desarrollo norm al, el n iñ o ¡se vuelve autoiw n íq i^ rc a p a z de h a c e r» caigo de la responsabilidad de si
m ism o, con independencia de u n m u y adaptativo respaldo del
y o . P o r supuesto q ue aún persiste la vulnerabilidad, en el senti­
d o de que u n grosero fracaso am biental p uede provocar la pér­
did a de la nueva oapacidad de! individuo en lo referente a man­
te n e r la integración en independencia.
E sta etapa, a la que me reñero en térm inos de “ soy” , tiene
una vinculación m uy estrecha con el co n cep to de Melarne Klein
(1 9 3 4 ) sobre la situación depresiva. En dicha fase el niño puede
decir: “Hem e aquí. Lo que hay d e n tro de m í es y o y lo que
está fuera de m í no es yo .” Las palabras ad en tro y afuera se
refieren a la vez, en este caso, a la psique y el som a, porque
d oy p o r supuesta una sociedad psicosom àtica satisfactoria que,
com o se entiende, tam bién es cuestión de u n desarrollo saluda­
ble. Y adem ás está el aspecto de la m en te, en el cual hay que
pensar po r separado en la m edida en que se convierte en un
fenóm eno separado de la psique-soma (W innícott, 1949).
Cuando el joven o la m uchacha llegan a u na organización
personal de la realidad psíquica in terio r, esta últim a es cotejada
a cada instante con m uestras de la realidad ex terio r, o com parti­
da. Se h a desarrollado entonces u n a nueva capacidad para la
relación de objeto, es decir, la que se basa en un intercam bio
en tre la realidad exterior y las m uestras de la realidad psíquica
personal. Dicha capacidad se refleja en el uso de sím bolos por
él niño, y en a is juegos creadores, así com o -s e g ú n traté de
m o s tra r lo - en su creciente destreza para utilizar el potencial
cu ltu ral, e n la m edida en que se encu en tra a su alcance en el
m edio social inm ediato (véase C apítulo 7).
E xam inem os ahora el im portantísim o hech o nuevo corres­
p o n d ien te a esta etapa, es decir, el establecim iento de interrelaciones basadas en los m ecanism os de introyección y proyección.
T ienen una vinculación m ás estrecha con el afecto que con los
instintos. A unque las ideas a q ue me refiero provienen de
F reu d , fu e Melarne K lein quien nos llam ó la atención respecto
d e e l l a s , q u ie n distingue útilm ente e n tre identificación
p royectiva e introyectiva, y q u ien subrayó la im portancia de
tales m ecanism os (K lein, 1932, 1957).
17 0
C ASO : UNA M U JE R D E C U A R E N T A A Ñ O S, S O L T E R A
Q uiero ofrecer en detalle un análisis para m ostrar en form a
práctica la im portancia de esos mecanismos. No hace falta decir
más acerca de esta p aciente, aparte de referirnos al empobre*
cim iento de su vida d ebido a su incapacidad para “ ponerse en
los zapatos de o tr o " . O bien se encontraba aislada, o hacía
esfuerzos exploratorios para establecer una relación de ob jeto
con respaldo instintivo. E x istían razones m uy com plejas para las
dificultades específicas de esta paciente, pero se p o d ía decir que
vivía en un m u ndo co n stan tem en te deform ado p o r su incapaci­
dad para preocuparse p o r lo q u e sentía el prójim o. J u n to con
ello h ab ía im potencia para sentir que los dem ás sabían cóm o
era ella, o qué sentía.
Se entiende q ue en el caso de u na paciente com o esta, capaz
de llevar a cabo u n trab ajo y deprim ida solo de vez en cu ando
hasta el p u n to del suicidio, su situación era u n a defensa orga­
nizada, y no del to d o u n a incapacidad prim itiva que persistiera
desde la infancia. C om o a m en u d o sucede en el psicoanálisis, es
preciso estudiar m ecanism os en térm inos de su em pleo e n u n a
organización defensiva m u y com pleja, para hacerse una idea
acerca de la situación prim aria. En mi paciente ex istían zonas
en las cuales ex p erim en tab a u n a em patia y u n a sim p atía m uy
agudas, p o r ejem plo resp ecto de todas las personas hum illadas
del m undo. P or su p u esto , ello incluía a to d o s los grupos que
otros grupos tra ta n en fo rm a degradante, y tam bién a las m u je­
res. D aba por supuesto, desde lo m ás hondo de su naturaleza,
que las m ujeres estaban degradadas y pertenecían a u n a tercera
clase. (Al mism o tiem p o , los h om bres representaban su elem en­
to m asculino separado, de m anera que no p o d ía p erm itir que
penetraran en su vida en fo rm a concreta. Este tem a de los
elem entos separados del o tro sexo tiene im portancia, pero com o
no es el principal de este c a p ítu lo , lo dejarem os a un lad o ; se lo
desarrolla en o tra p arte: véase C apítulo 5.)
En las sem anas anteriores al m om ento de la sesión que
relato h u b o señales de q ue la paciente em pezaba a
reconocer su falta de capacidad para la identificación
proyectiva. E n varias ocasiones adm itió, y lo hizo con
cierta agresividad, co m o si esperase que se ia co ntradijera,
q ue no te n ía sen tid o lam en tar la m uerte de nadie. “ Se
pu ed e ten er pena p o r quienes quedan vivos, si sienten
171
cariño p o r ei m u erto , y eso es to d o .” Era lógico, y para
mi paciente nada había m ás allá de la lógica. El efecto
acum ulativo de ese tipo de actitud hacía q u e sus amigos
tuvieran conciencia de la falta de algo, po r intangible que
fuese, de m anera que el horizonte de am istades de mi
paciente quedaba lim itado.
D urante la sesión que describo la paciente narró la
m uerte de un hom bre a quien ten ía un gran respeto. Vio
que se refería a la posible muerte del analista —y o - y a
su pérdida de la parte especial de m í que a ú n le h acía
falta. Casi se p o d ía sentir que sabía que e x istía algo de
insensible en su necesidad de que el analista viviera senci­
lla y únicam ente debido al residuo de su necesidad de él
(cf. Blake, 1968).
H ubo a q u í un p erío d o en que mi pacien te dijo que
necesitaba llorar infinitam ente, y sin m otivos claros, y yo
le indiqué que al decir eso decía tam bién que no le era
posible llorar. R espondió con las siguientes palabras: “ No
puedo llorar porque eso es todo lo que consigo, y no m e
es posible perder tiem po.” De pro n to estalló: “ ¡T odo es
una to n tería! ” , y sollozó.
A h í term inó una fase, y em pezó a co n tarm e sueños
que había an o tad o .
Un alum no de la escuela en que ella enseña decide irse
y buscar trabajo. La paciente señaló que esa era o tra
causa de congoja; se parecía mucho a perder a u n hijo. Se
trataba de una zona en que la identificación proyectiva
hab ía llegado a constituir un im portantísim o m ecanism o
d u ran te los dos años anteriores de análisis. Los niños a
quienes enseñaba, en especial si m ostraban ta le n to , la re­
presentaban a ella mism a, de m odo que sus éx ito s le p er­
ten ecían . y si se iban de la escuela era un desastre. El
tra to carente de sim patía de los alum nos que la represen­
taban, en particular de los varones, la hacía sentirse insul­
tada.
H abía, pues, una zona desarrollada hacía poco, en la cual se
hizo posible la identificación proyectiva, y aunque en el terreno
clínico se advertía q ue era patológicam ente com pulsiva, ello no
im pedía q ue fuese algo valioso en el plano de lo q ue los chicos
necesitan de una m aestra. Lo im portante era que esos alum nos
no eran para ella ciudadanos de tercera clase, aunque parecían
tener esa situación en térm inos de la imagen de ella sobre la
na
escuela, en la cual m uchos de los integrantes del cuerpo docente
parecían com portarse com o si despreciaran a los niños.
E n un prolongado análisis, esa fue la prim era vez que con­
seguí usar m ateriales para señalar el hecho de la identificación
proyectiva. Es claro q ue no em pleé el térm ino técnico. Ese niño
que h ab ía aparecido en el sueño, y que se iba para buscar
trabajo, en lugar de term inar sus estudios en la escuela, po d ía
ser acep tad o p o r mi paciente (su m aestra) com o el lugar en que
lograba en co n trar algo de sí misma. Y lo que hallaba era en
rigor un elem ento m asculino separado (pero com o ya dije, este
im p o rtan te elem ento corresponde a una distinta presentación
del m aterial del caso).
La paciente consiguió entonces analizar las identifi­
caciones cruzadas y recordar ciertas experiencias del pasa­
d o reciente en las cuales se h áb ía com portado en form a
increíblem ente dura, si no se conocía su falta de capaci­
dad para la identificación proyectiva o introyectiva. En
verdad s t hab ía instalado, com o persona enferm a, sobre
o tra persona enferm a y exigido una atención to tal, “ sin
te n e r en cu en ta” (com o dijo, m irándose en una form a
nueva) la situación de realidad de la o tra p ersona* E n
este p u n to introdujo útilm ente la palabra a líe w c ió n , para
describir el sentim iento que siem pre h ab ía experim entado
d eb id o a q ue n o ex istían identificaciones cruzadas, y
avanzó u n p o co más y dijo que buena parte vde sus celos
respecto d e la amiga (que representaba a uha herm ana) en
q uien h a b ía instalado su persona enferm a se relacionaban
con la capacidad positiva de dicha amiga para vivir y co­
m unicarse en térm inos de identificaciones cruzadas.
Mi paciente siguió luego con la descripción de una ex­
periencia de observación durante unos exám enes en que se
to m ab a u na p rueba de arte a u n o de sus alum nos. Este
p in tó u n m agnífico cuadro y luego lo cubrió p o r com ple­
to d e p in tu ra. A ella le resultó espantoso presenciar la
acció n , y sabe que algunos de sus colegas intervienen en
ese m o m en to , cosa que, p o r supuesto, no es correcta en
térm in o s de la ética de los exám enes. El presenciar el
retiro del bu en cuadro, y el no po d er salvarlo, infligieron
E n o t r o le n g u a je , q u e p e r te n e c e a l a n á lis is d e las p s ic o n e u ro s is ,
s e t r a t a d e u n a a c c ió n s á d ic a in c o n s c ie n te , p e r o a q u í e se le n g u a je e s
in ú t i l .
173
u n rudo golpe a su narcisism o. Tan fuerte era su uso de
ese chico com o expresión de su p ro p ia experiencia .vital,
que se obligó a en ten d e r que, en lo que respecta al niño,
el retiro del bu en cuadro p o d ía te n e r algún valor, quizá
po rq u e él no pudo reunir suficiente valentía para term i­
narlo bien y ser elogiado, o p o rq u e resolvió que para pa­
sar el exam en ten ía que cum plir con las expectativas de
los exam inadores, cosa que im plicaría una traición contra
su verdadera persona. Quizá te n ía que fracasar.
A q u í se puede ver un m ecanism o que hab ría podido llevar a
q ue ella misma fuese una mala exam inadora, pero eso se refleja­
ba en su descubrim iento de conflictos en los niños que rep re­
sentaban u na parte de ella m ism a, y en especial de su elem ente
m asculino o ejecutivo. E n la sesión q u e describo mi paciente
consiguió ver, casi sin ayuda del analista, que esos chicos no
vivían para beneficio de ella aunque le pareciera q ue eso era
precisam ente lo que hacían T en ía la idea de que a veces podía
decir que adquiría vida solo en térm in o s de los niños en los
cuales h ab ía proyectado p artes de sí.
Por la forma en que este m ecanism o funcionaba en la pacien­
te, podednos ver que en algunas de las exposiciones de Klein
sobre este tem a el lenguaje utilizado sugiere que en realidad el
paciente introduce p o r la fuerza coses en algún o tro , o en ani­
m ales, o en el analista. Ello es así en especial cuando aquel se
en cu en tra deprim ido p ero n o ex p erim en ta ese estado de ánim o
p orque ha descargado sobre el analista el m aterial de la fantasía
depresiva.
El sueño siguiente fue el de u n niño pequeño a quien
un farm acéutico envenenaba p o co a poco. Ello se relacio­
naba con la confianza que la paciente aún conserva en la
terapia p o r m edio de drogas, si bien la dependencia res­
pecto de estás no é$ el rasgo principal-de su caso. Necesita
ayuda para dorm irse, y p o r en d e, según dijo, aunque odia
las drogas y hace to d o lo posible para evitarlas, si no
duerm e las cosas em peoran, y tiene que arreglárselas para
pasar eí d ía en un estado de privación de sueño.
El m aterial p o sterio r siguió con este tem a, que h ab ía
aparecido en form a nueva en esa sesión del prolongado
análisis. E ntre las asociaciones subsiguientes la paciente
citó un poem a de G erard M anley H opkins:
S o y u n su av e resbalar
e n u n re lo j d e arena, e n la p a re d ,
174
veloz pe ro m in a d o d e m o v im ie n to , u n desplazarse
q u e se a cu m u la y p re c ip ita en la caída;
so y repo sad o c o m o e l agua d e u n p o zo ,
¡d e te n id o , co m o un vidrio,
p e ro siem p re a m a n a d o e n la ca ída d e los a lto s
acan tilado s o fla n c o s d e l d espe ña de ro, una vena...
La idea insinuaba q ue se encontraba por entero a m er­
ced de algún poder com o la fuerza de gravedad, a la deri­
va, sin dom inio sobre nada. Es frecuente que sienta eso
respecto del análisis y de las decisiones del analista, acerca
de los horarios y duración de las sesiones. Vimos en ello
la idea de u n a vida sin identificaciones cruzadas, y eso
significa qUe el analista (o Dios o el destino) nada puede
ofrecer en form a de identificación proyectiva, es decir,
con com prensión de las necesidades de la paciente.
Luego esta pasó a o tro s aspectos de vital im portancia,
que no tienen relación con este tem a específico de las
identificaciones cruzadas, y sí la tienen en lo referente a
la naturaleza im placable de la lucha entre su persona fe­
menina y su elem en to m asculino escindido.
Se describió com o encerrada en la cárcel, sin dom inio
de las cosas, identificada con la arenilla del reloj. R esulta­
ba claro que h ab ía elaborado una técnica para identifi­
caciones proyectivas con el elem ento masculino disociado,
que le p ro porcionaba ciertas experiencias p o r delegación
en térm inos de alum nos y de otras personas en quienes
podía proyectar esa p arte de su persona; pero en com pa­
ración con eso ex istía una notable carencia de capacidad
para la identificación proyectiva respecto dé su persona
femenina. No le resultaba difícil pensar siempre en sí mis­
ma como m ujer, pero sabe y siempre supo que una m ujer
es una “ ciudadana de tercera clase” , así como siempre
sup o que nada puede hacerse para remediarlo.
Así logró ver su dilem a en térm inos del divorcio o separa­
ción de su persona de m ujer y el elem ento m asculino escin­
dido, y de ello surgió una nueva visión de su padre y su
m adre, que les asignaba una cálida y afectuosa in te ­
rrelación com o personas casadas y como padres. En un
m om ento extrem o de recuperación de buenos recuerdos,
la paciente volvió a sentir la cara pegada a la bufanda de
su m adre, cosa que con ten ía la idea de un estado de
fusión con esta y que se vinculaba, ai menos en teo ría,
175
con el estado prim ario, anterior a la separación del objeto
y el sujeto, o antes del establecim iento d el o b je to perci­
bido en form a objetiva y separado de veras, o exterior.
A parecieron entonces varios recuerdos que apuntalaban
lo q ue h ab ía surgido durante la sesión, recuerdos de un
buen am biente en el cual ella, la paciente, era u n a persona
enferm a. Siem pre hab ía explotado y necesitado ex p lo tar
los factores am bientales infortunados que te n ía n im p o r­
tancia etiológica. A m enudo habló del alivio que experi­
m en tó en cierta o p o rtunidad en que vio a sus padres be­
sarse cuando ella era pequeña. Ahora sen tía el significado
de eso de u na m anera nueva, m ás p ro fu n d a, y creía e n la
autenticidad de los sentim ientos subyacentes de la acción.
En esa sesión se percibió el proceso de desarrollo de una
capacidad de identificación proyectiva, que tra ía aparejada una
nueva d a se de relación, de un tipo qüe la paciente no h ab ía
conseguido te n e r en to d a su vida. Ju n to con ello surgió u na
nueva c o n c ie n d a de lo q ue significó la falta relativa de esa
capacidad e n térm in o s d el em pobrecim iento de sus relaciones
co n el m u n d o , y d e este con ella, en especial en lo referente a
la intercom unicación. D ebo agregar que al lado de esa nueva
capacidad de e m p a tia apareció en la transferencia u n a nueva
a ctitu d de inexorabilidad y u na capacidad para presen tar gran­
des exigencias al analista, en la suposición de que este, q ue
ahora era u n fen ó m en o ex terio r o separado, sa b ría cu id a rse p o r
s i m ism o . Sintió q ue el analista se alegraría de que la paciente
pudiese experim entar avidez, que es un sentim iento im p o rtan te,
equivalente al am or. La función de aquel es la supervivencia.
Se p ro d u jo un cam bio en ella. Al cabo de d o s sem anas llegó
incluso a decir q ue sen tía pena p o r su m adre (que h ab ía falle­
cid o ) po rq u e n o p u d o seguir usando jo y as q u e entregó a mi
paciente, pero que esta tam poco p o d ía llevar. Casi no tuvo
conciencia de q u e hacía m uy poco h ab ía afirm ado que n o era
posible sentir pena p o r quienes m orían, cosa q u e en lógica fría
era verdad. A hora vivía e n fo r m a im aginativa, o q u e ría vivir así,
m ediante el uso dé las jo y as, con el fin de d a r algo de vida a su
m adre m u erta, aunque solo fuese una vida escasa y delegada.
176
R E L A C IO N E S D E L O S C A M B IO S C O N
EL P R O C E S O T E R A P E U T IC O
Surge el interrogante de cóm o se producen estos cambios en
la capacidad de ia paciente. En verdad, la respuesta n o es la de
que nacen p o r la acción de la interpretación relacionada en
form a directa con el funcionam iento del m ecanism o m ental.
Esto lo digo a pesar del hecho de q ue en el m aterial clínico
reproducido hago una referencia verbal directa; en mi opinión,
el trabajo ya estaba realizado cuando m e p erm ití ese lujo.
En este caso ex istía una larga historia de psicoanálisis, varios
años con un colega y tres conm igo.
Sería ju s to sugerir que la capacidad del analista para usar
m ecanism os proyectivos, quizás el pasaporte m ás im portante al
trabajo p sicoanalítico, es introyectado p oco a poco. Pero eso no
es to d o , ni es fundam ental.
En este caso, y en otros similares, descubrí que el paciente
necesitaba fases d e regresión a la dependencia, en la transferen­
cia, pues p roporcionaban a la experiencia el efecto to tal de la
adaptación a las necesidades, que en rigor se basa e n la capaci­
dad del analista (de la m adre) para identificarse con el p acie n te
(su bebé). A lo largo de este tip o de exp erien cia se produce una
proporción suficiente de fusión con el analista (con 1a m adre)
com o para perm itir que el paciente viva y se relacione sin nece­
sidad de los mecanism os de identificación proyectivos e introyectivos. Luego viene el penoso proceso por m edio del cual el
objeto es disociado del sujeto y el analista q u ed a separado y
colocado fuera del control o m nipotente del paciente. La super­
vivencia del analista a la destructividad que corresponde a este
cam bio y lo sigue perm ite que suceda algo nuevo, a saber, el
u so del analista p o r el paciente y la iniciación de una nueva
relación basada en identificaciones cruzadas (véase el Capítulo
6). El paciente puede ya ponerse con la imaginación en el lugar
del o tro y (al mismo tiem po) al analista le resulta posible y
bueno ubicarse en el lugar del paciente a partir de una posición
que consiste en asentar los pies en la tierra.
Por lo ta n to , el resultado favorable tiene la naturaleza de una
evolución en la transferencia, y se produce debido a la conti­
nuación del proceso analítico.
El psicoanálisis atrajo en buena m edida la atención hacia el
funcionam iento del instinto y hacia su sublim ación. Es im po*
tan te recordar q ue existen significativos m ecanism os para la re-
177
íación de objeto que no son determ inados por los impulsos. Yo
he subrayado los del juego que no tien en esa determinación.
Presenté ejemplos para ilustrar la interrelación correspondiente a
los fenóm enos de dependencia y adaptación, cuyo lugar natural
es la infancia y la paternidad. Señalé asimismo que gran parte
d e nuestra vida se dedica a la interrelación en térm inos de iden­
tificaciones cruzadas.
A hora deseo referirme a las relaciones que corresponden de
m anera específica al m anejo de la rebelión adolescente por los
padres.
178
lì
CONCEPTO S C O N TEM PO RAN EO S
SO B R E EL D E SA R R O LLO AD O LESCEN TE,
Y L A S IN F E R E N C IA S Q U E D E E L L O S
SE D E SP R EN D EN E N LO Q U E RESPEC TA
A L A E D U C A C IO N S U P E R IO R 1
OBSERVACIONES PRELIM IN ARES
Mi enfoque de este vasto tem a tiene que derivar del terreno
de mi experiencia especial. Las observaciones que efectúo son
modeladas en el m olde de la actitu d psicoterapèutica. Como
psicoterapeuta, pienso, p o r supuesto, en términos de
a) el desarrollo em ocional del individuo;
b ) el papel de la m adre y de los padres;
c) la fam ilia com o desarrollo natural en términos de ías necesi­
dades de la infancia;
d) el papel de las escuelas y o tro s agrupam ientos vistos como
am pliaciones de la idea de la fam ilia, y el alivio respecto de
pautas fam iliares establecidas;
e) el papel especial de la fam ilia en su relación eon las necesi­
dades de los adolescentes;
f ) la in m a d u re z d e l a d o le s c e n te .,
g) el logro gradual de la m a d u re z e n la vida del adolescente;
h) el logro, p o r el individuo, de una identificación con agru­
pam ientos sociales y con la sociedad, sin una pérdida dem a­
siado grande de espontaneidad personal;
i) la estructura de la sociedad, térm ino que se usa como sustan­
1 P a r te d e u n s im p o s io re a liz a d o e n la 2 1 a . R e u n ió n A n u a l d e la
A s o c ia c ió n B r itá n ic a d e S a n id a d E s t u d i a n t i l , e n N e w c a s tie s o b re e l T y n e ,
e? 18 d e j u l i o d e 1 9 6 8 .
179
tivo colectivo, pues la sociedad está com puesta de unidades
individuales, m aduras o no;
j) las abstracciones de la po lítica, la eco n o m ía, la filosofía y la
cultura, vistas com o culm inación de procesos naturales de
crecim iento;
k) el m undo com o superposición de mil m illones de p au tas in­
individuales, una sobre la otra.
La dinám ica es el proceso de crecim iento, q u e cada individuo
hereda. Se da p o r sentado el am biente facilitador, lo bastante
bueno, que al com ienzo del crecim iento y desarrollo de cada
individuo es un sin e q u a n o n . Hay genes que determ inan p au tas
y u na tendencia heredada de crecim iento y logro de la m adurez,
pero nada sucede en el crecim iento em ocional que no se p ro ­
duzca en relación con la existencia del am biente, que tiene que
ser lo bastante bueno. Se advertirá que la palabra p erfecto no
en tra en esta form ulación; la perfección tiene q ue ver con las
m áquinas, y las im perfecciones que son características de la
adaptación hum ana a la necesidad constituyen u n a cualidad
esencial del am biente que facilita.
E n la base de to d o esto se encuentra la idea d e h ^ n d e p e n - __
d e n c ia individ u a l, siendo la dependencia casi ab o lu ta a l nrincfc
pío; luego cam bia, poco "¿ ..p o c o , y en form a o rd en ad a, para
c o ñ v e rtirse e lt dependencia relativa y oriéntarse Hacia la indejs a s d e n c ia v Est^^!oH ^ ^■ffl«l^ Bb 8o^ufa•, y ~ * H n d iv id u o -a-q tticir
se'vfc' com o u na unidad autónom a, en la práctica nu n ca es inde­
pendiente del m edio, si bien existen form as gracias a las cuales,
en su m adurez, puede sentirse libre e ind ep en d ien te, ta n to
com o haga falta para la felicidad y para el sentim iento de pose­
sión de una identidad personal. M edíante las identificaciones
cruzadas se esfum a la tajante línea divisoria del y o y el no-vo.
Lo único que hice hasta ahora es enum erar varios apartados
de u na enciclopedia de la sociedad hum ana en térm inos de una
p erp etu a ebullición en la superficie del caldero del crecim iento
individual, visto colectivam ente y reconocido com o dinám ico.
La p o rció n que puedo encarar a q u í es necesariam ente lim itada
en sos dim ensiones, p o r lo cual me resulta im p o rtan te colocar
lo que diré contra el vasto telón de fondo de la h um anidad, a la
cual * puede ver de m uchas maneras distintas, con el ojo apli­
cado en uno u o tro extrem o del telescopio.
180
¿ E N F E R M E D A D O SA L U D ?
En cuanto dejo las generalidades a u n lad o y com ienzo a
ocuparm e de aspectos específicos, debo incluir tal cosa y
rechazar ta l o tra. Por ejem plo, está la cuestión de la enferm edad
psiquiátrica personal. La sociedad abarca a to d o s sus miem bros.
C uando están psiquiátricam ente sanos, estos constituyen y m an­
tienen la estru ctu ra de aquella. Pero la sociedad tam bién tiene
que co n ten er a los que se encuentran enferm os; po r ejem plo:
aj los inm aduros (en edad);
fy lo s psicopáticos (p ro d u cto final de privaciones; personas
que, c u a n d o abrigan esp eranzas, deben h acer que la sociedad
reconozca el hecho de su privación, ya se trate de u n objeto
bueno o querido, o de una e stru c tu ra satisfactoria, respecto
de la cual se pueda confiar que soportará las tensiones provo­
cadas po r el m ovim iento espontáneo);
c j ios neuróticos (acosados p o r u n a m otivación y una ambiva­
lencia inconscientes);
d j los melancólicos (que vacilan en tre el suicidio y o tra alterna­
tiva, que puede abarcar las m ás elevadas consecuciones en
térm inos de contribución);
e) los esquizoides (que y a tienen fijada la tarea de to d a su vida,
a saber, el establecim iento de sí m ism os, cada u no de ellos
com o individuo con sentim ientos de identidad y de realidad);
f ) los esquizofrénicos (que, p o r lo m enos en las fases de enfer­
m edad, no pueden sentirse reales, y que [en el m ejor de los
casos] logran algo sobre la base de vivir por delega­
ción).
A todos estos debo agregar la categoría ftiás incóm oda - q u e
incluye a m uchas personas que llegan a puestos de autoridad y
resp o n sab ilid ad -, es decir, los paranoides, los dom inados p o r un
sistem a de pensam iento. Este sistema debe ser exhibido constan­
tem ente para explicarlo to d o , siendo la alternativa (para el indi­
viduo enferm o de ese m odo) una aguda confusión de ideas, un
sentim iento de caos y la pérdida de la predictibilidad.
E n cualquier descripción de enferm edad psiquiátrica hay una
superposición. Las personas no se ubican con esmero en agrupam ientos p o r enferm edades. Esto es lo que hace que 2 los m édicos
y cirujanos les resulte ta n difícil en ten d er la psiquiatría. “U sted
tiene la enferm edad - d i c e n - , y noso tro s tenem os la cura (o la
tendrem os den tro de uno o dos años).” Ningún rótulo psiquiá­
181
trico se acom oda con ex actitu d al caso, y m enos que ninguno el
de "n o rm al” o "san o ".
Podríam os observar a la sociedad en térm in o s de enferm e­
dad, y ver cómo sus m iem bros enferm os en uno u o tro sentido
llam an la atención, y cóm o resulta coloreada p o r los agolpa­
m ientos p o r enferm edades que se inician en los individuos; o
bien sería posible exam inar la m anera en que las familias y las
unidades sociales producen individuos psiquiátricam ente sanos,
en ta n to que la unidad social a la que p ertenecen en un m o­
m en to dado los deform a o los vuelve ineficaces.
Y o he decidido no m irar a la sociedad de ese m odo. Prefiero
verla e n té rm in o s d e su sa lu d, es decir, en su salud o perpetuo
rejuvenecim iento naturales, gracias a sus m iem bros psiquiátrica­
m ente sanos. Digo esto aunque sé que a veces la proporción de
los integrantes psiquiátricam ente enferm os de un grupo puede
ser dem asiado elevada, de form a que los elem entos sanos no
p u eden contrarrestarlos, ni siquiera con la suma to tal de su
salud. E ntonces la propia unidad social se convierte en una b a ja
psiquiátrica.
P o r consiguiente, e s tu d ia r é a la s o c ie d a d c o m o s i e s tu v ie s e
com puesta por p e r s o n a s sa n a s e n e l p ia n o p s iq u iá tr ic o . ¡Y a ú n
a s í se verá q u e a q u e lla t ie n e b a s ta n te s p r o b le m a s !
¡Muchos, e n
v erd a d !
A d v ié r ta s e q u e n o h e u s a d o e l té r m in o " n o r m a l” . E sta p a la ­
b r a t ie n e u n a e x c e s iv a v in c u la c ió n c o n u n m o d o d e p e n s a r f á c il.
C r e o , s in e m b a r g o , q u e e x is t e a lg o q u e s e lla m a s a lu d p s iq u iá tr i­
c a , lo
c u a l s ig n ific a q u e m e s ie n t o j u s t if ic a d o a l e s tu d ia r a la
s o c ie d a d (s e g ú n lo h a n h e d i ó o t r o s ) c o m o f o r m u la c ió n , e n té r ­
m in o s c o le c t iv o s , d e l c r e c im ie n t o
in d iv id u a l o r ie n ta d o h a c ia la
r e a liz a c ió n p e r s o n a l. M e b a s o e n e l a x io m a d e q u e , p u e s to q u e
n o e x is t e s o c ie d a d , a n o
te n id a
y
s e r c o m o e s tr u c tu r a p r o d u c id a , m a n ­
r e c o n s tr u id a a c a d a r a to p o r l o s in d iv id u o s , n o h a y
r e a liz a c ió n p e r s o n a l s in s o c ie d a d , n i s o c ie d a d fu e r a d e lo s p r o c e ­
s o s d e c r e c im ie n to
n en . Y
c o le c t iv o s d e k » in d iv id u o s q u e la c o m p o ­
d e b e m o s a p r e n d e r a d e ja r d e b u s c a r e l c iu d a d a n o d e !
m undo y
c o n fo r m a m o s c o n
e n c o n tr a r a q u í y
a llá a p e r s o n a s
c u y a s u n id a d e s s o c ia le s s e e x t ie n d e n m á s a llá d e la v e r s ió n lo c a l
d e s o c ie d a d , o m á s a llá d e l n a c io n a lis m o , o
d e lo s lím it e s d e
u n a s e c ta r e lig io s a . E n r ig o r , te n e m o s q u e a c e p ta r e l h e d ió d e
q u e la s p e r s o n a s p s iq u iá tr ic a m e n te s a n a s d e p e n d e n , p a ra su sa ­
su r e a liz a c ió n p e r s o n a !, d e s u le a lta d a u n a z o n a d e lim i­
ta d a d e ¡a s o c ie d a d , q u iz á s a l c lu b d e b o lo s lo c a l. ¿ P o r q u é n o ?
lu d y
182
Solo nos vemos en aprietos cuando buscam os p o r todas p artes a
G ilbert Murray.
L A TESIS PRIN C IPAL
Una exposición positiva de mi tesis me lleva en el acto a los
enorm es cam bios que se produjeron en los últim os cincuenta
años, en relación con la im portancia de una crianza m atern a lo
bastante buena. Esta incluye tam bién a los padres, quienes de­
berán perm itirm e que use el térm ino “m aterna” para describir
la actitud to ta l respecto de los bebés y su cuidado. El térm ino
“p atern o ” aparece po r fuerza un poco más tarde que “m ater­
n o ” . El padre, com o v arón, se convierte poco a p oco en un facto r
im portante. Y luego viene la fam ilia, cuya base es la unión del
padre y la m adre, y la responsabilidad com partida p o r lo que
crearon ju n to s y que nosotros llam am os un nuevo ser hum ano:
un bebé.
Perm ítasem e que me refiera a la existencia del elem ento m a­
terno. Sabem os que tiene im portancia la form a en que se sos­
tiene y m anipula a un bebé, que la tiene quien lo cuida, y el
conocim iento de si se tra ta de la madre o dé o tra persona. En
nuestra teo ría del cuidado del niño, la continuidad de dicho
cuidado ha llegado a ser un rasgo central del ¿oncepto del am ­
biente facilitador, y entendem os que gracias a esa co n tin u id ad ,
y solo con ella, puede el nuevo bebé, en situación de d ep en ­
dencia, gozar de co n tin u id ad en la línea de su vida, y no pasar
por una p au ta de reacción an te lo im predecible y volver a-em ­
pezar una y o tra vez (cf. M ilner, 1934).
Debo referirm e aq u í a la obra de Bowlby (1 9 6 9 ): si la reac­
ción del niño de dos años ante la pérdida de la persona de la
madre (aunque se trate de una pérdida tem poraria) se extiende
más allá del lapso en que aquel es capaz de m an ten er viva la
imagen de ella, ha sido reconocida en general, aunque todavía
no se la haya explotado a fo n d o ; pero la idea que hay d etrás de
ello engloba to d o el tem a de la continuidad de los cuidados, y
data del com ienzo de la vida personal del bebé, es decir, desde
antes de que este perciba, de manera objetivaba la m adre ín te ­
gra como la persona que es.
O tro aspecto nuevo: com o psiquiatras infantiles no nos p reo ­
cupa solo la salud. Ojalá pudiera decirse lo mismo de la psiquia­
tría en general. Nos interesa la riqueza de la felicidad que se
183
construye en salud y q ue n o crece en búhala salud psiquiátrica,
aunque los genes puedan em pujar al bebé hacia su realización
personal.
A hora observam os los barrios de inquilinatos, n o solo con
h o rro r, sino con la m irada atenta a la posibilidad de que para
u n bebé y un niño pequeño una familia de barrio pobre sea más
segura y “b u en a” , com o am biente facilitador, q ue una familia
de .una casa encan tad o ra, donde faltan las persecuciones com u­
nes.2 A dem ás considero que vale la pena encarar las diferencias
esenciales que existen entre los grupos en térm inos de costum ­
bres aceptadas. Tómese el fajam iento, en oposición al perm iso
otorgado al bebé para explorar y patalear, q u e rige en form a
casi universal en la sociedad, tal com o la conocem os en Gran
Bretaña. ¿Cuál es la actitud local respecto de los chupetes, la
succión del pulgar, los ejercicios au to eró tico s en general?
¿C ómo reacciona 3a gente ante las incontinencias naturales de
los prim eros m om entos de la vida y su relación con la continen­
cia? E tcétera. La fase de T ruby King to davía se en cu en tra en el
proceso de su liquidación p o r adultos q ue tra ta n de dar a sus
bebés el derecho de descubrir una m oral personal, y en ello
percibim os una reacción contra el adoctrinam iento, q u e llega
hasta el extrem o de la permisividad to ta l. P o d ría resultar que la
diferencia en tre el ciudadano blanco de Estados U nidos y él de
piel negra no tenga ta n to que ver con el color de la epiderm is
com o con la alim entación a pecho. Es incalculable la envidia de
la población blanca alim entada a biberón, co n tra ios negros, que
en su m ayor parte, según creo, son alim entados a pecho.
Se advertirá que me preocupa una m otivación inconsciente,
algo que no llega a ser del to d o un concepto popular. Los datos
que necesito no pueden obtenerse con un cuestionario. N o es
posible program ar u na com putadora de m o d o que averigüe m o­
tivaciones inconsciente en los individuos que representan a los
conejillos de Indias de una investigación. E ste es el p u n to en
que quienes se han pasado la vida haciendo psicoanálisis deben
pedir a gritos salud, en contra de la creencia insapa en los
fenóm enos superficiales que caracterizan a las investigaciones de
los seres hum anos hechas por m edio de com putadoras.
1 E l a p i ñ a m i e n t o , e l h a m b r e , fe i n f e s t a c i ó n , fe c o n s t a n t e a m e n a z a
d e e n f e r m e d a d e s f ís ic a s y d e s a s tr e s , y d e la s le y e s p r o m u l g a d a s p o r u n a
s o c ie d a d b e n é v o l a .
184
M ás c o n fu s ió n
O tra fuente de confusión es la voluble suposición de que si
las m adres y los padres crían bien a sus bebés y niños, habrá
m enos problem as. ¡Lejos de ello! Esto tiene m ucho que ver
con m i tem a principal, porque deseo sugerir que cuando estu ­
diam os la adolescencia, en la cual los éxitos y fracasos del cui­
d ado del bebé y el niño em piezan a ser em pollados, algunos de
los problem as actuales se relacionan con los elem entos positivos
de la crianza m oderna, y de las actitudes m odernas respecto de
los derechos del individuo.
Si se hace to d o lo posible para prom over el crecimiento per­
sonal de los descendientes, habrá que hacer frente a resultados
sorprendentes. Si sus hijos llegan a encontrarse a sí mismos, no
se conform arán con encontrar algo, sino que buscarán la to tali­
dad, y ello incluirá la agresión y los elem entos destructivos que
existen en ellos, tan to como los que se puede denom inar am an­
tes. Y se producirá esa larga pendencia a la que habrá que
sobrevivir.
C on algunos de sus hijos, ten d rán suerte si sus acciones los
po n en rápidam ente en condiciones de usar sím bolos, jugar, so­
ñ ar, ser creadores en form as satisfactorias, pero aun así es posi­
ble que el cam ino para llegar a ese pu n to sea pedregoso. Y sea
com o fuere, ustedes com eterán errores, que serán vistos y sen­
tid o s com o desastrosos, y sus hijos tratarán de hacer que se
sientan responsables por los reveses, incluso en los casos en que
no lo sean. “Y o no p ed í que me engendraran“ ,’ dirán.
Las recom pensas que ustedes obtengan vendrán en la forma
de la riqueza que aparezca po co a poco en el potencial personal
de tal o cual joven o m uchacha. Y si tienen éx ito en ese senti­
d o , deben estar preparados para los celos que sentirán respecto
de sus hijos, que cuentan con mejores oportunidades para el
desarrollo personal de las q ue tuvieron ustedes. Se considerarán
recom pensados si algún día su hija les pide que Ies cuiden a sus
propios hijos, con lo cual indicará que opina que pueden hacer­
lo en form a satisfactoria;; o si su hijo quiere parecerse a ustedes
de alguna manera, o si se enam ora de una m uchacha que usted
mism o habrían podido querer, si hubiesen sido más jóvenes. Las
recom pensas llegan d e m o d o in d ire c to . Y, por supuesto, ustedes
saben q ue no recibirán agradecim ientos.
185
M U E R T E Y A S E S IN A T O E N E L P R O C E S O A D O L E SC E N T E 3
Paso ahora a la refoim ulación de estos aspectos, dado que
afectan la tarea de los padres cuando sus hijos están en la etapa
, de ía pu b ertad , o en m edio de los to rm en to s de la adolescencia.
Sí Bien se publican m u ch o s trab ajo s vinculados con los p ro ­
blem as individuales y sociales q ue surgen en esta década, cu ando
los adolescentes tienen lib ertad p ara expresarse, cabe u n nuevo
c o m e n t a r i o personal sobre el contenido de la fantasía
adolescente.
En la época de crecim iento de la adolescencia los jóvenes
salen, en form a torpe y e x c én trica, de la infancia, y se alejan de
la dependencia para encam inarse a tien tas hacia su condición de
adultos. El crecim iento n o es u n a sim ple tendencia h ered ad a,
sino, adem ás, un en trelazam iento de suma com plejidad con el
am biente facilitador. Si to davía se puede usar á íá fam ilia, se la
usa, y m ucho; y si ya no es posible hacerlo, ni dejarla a un lado
(utilización negativa), es preciso que existan pequeñas unidades
sociales que contengan el proceso de crecim iento adolescente
Los m ism os pxoblem as- q u e ex istían en las prim eras etapas,
cuando lo s m ía n o s ch icos eran b eb es ó ñiños m ás o m enos
si u n o ha pasado bien p o r esas prim eras etapas, y hace lo p ro ­
pio en las sig u ien tes , n o deb e c o n ta r c o n u n b u e n funciona­
m iento de la m áquina. E n rigor, tiene q ue esperar que suijan
problem as. Algunos de ellos son in trín se c o s de esas etapas pos­
teriores.
R esulta valioso com parar las ideas adolescentes con las de la
niñez. Si en la fantasía del prim er crecim iento hay un c o n te­
nid o de m u e fte T e n ^ ía adolescencia el c o n fe n ^ o sera de asesi­
n a to . A unque' el c r e c i n h e n t o p u b e r t a d p ro ­
grese sin grandes crisis, pu ed e q u e resulte necesario hacer fr e n te
a agudos problem as de m anejo, dado que crecer significa ocupar
el lugar del padre. Y lo sig n ific a d e veras. En la fantasía in ­
consciente, el crecim iento es in trín secam en te 'ñ n " ac!o~ ^ ir ^ v o .
T 'é r m f í ó ya no tierie e s tá tu r e ^ e “tá ir ■
'
Creo que es ta n legítim o com o ú til observar el juego de
“ Soy el rey del castillo” . E ste juego corresponde al elem ento
3 P u b lic a d o c o n e l t í t u l o d e A do le sc en t Process and th e N eed fo r
Personal C onfrontation, e n Pediatrics, v o l 4 4 , n ú m e r o 5 , P r im e ra P a r te ,
1969.
186
m asculino q ue h ay en chicas y m uchachos. (T am bién se p o d ría
form ular el tem a en térm in o s del elem ento fem enino de las
m uchachas y chicos, pero no puedo hacerlo a q u í.) Es un ju eg o
de la prim era e tap a de la latencia, y en‘ la p u b ertad se convierte
en una situación de la vida..
“ Soy el rey del castillo“ es una form ulación de existencia
personal. Es u n a consecución de crecimiento em ocional individual, u n a situación q u e im plica la m uerte d e to d o s los rivales t>
el establecim iento del dom inio. En las siguientes palabras se
m uestra el ataq u e esperado: “Y tú eres el vil pillastre” (o “ A ba­
jo, vil pillastre” ). U no nom bra ál rival y ya sabe cuál es su
propia posición. P ro n to el vil p illa s te derriba a l rey y se c o n ­
vierte a su vez en m onarca. Los Opie se refieren a ese verso.
Dicen que el juego es viejísim o y que H oracio (20 a. de C .)
presenta de la siguiente m anera las palabras infantiles:
R e x e r it q u i r e c te fa c ie t;
Q u i n o n fa c ie t, n o n erit.
No hay p o r q ué p en sar q ue la naturaleza hum ana ha cam ­
biado. D ebem os b u scar lo perdurable en lo e fím ero ; trad u cir
este juego infantil al lenguaje de la m otivación inconsciente de
la adolescencia y la sociedad. Si se quiere que el niño llegue z ¡
adulto, ese paso se logrará por sobre el cadáver de un ad u lto .
(Doy p o r sentado que el lecto r sabe que me refiero a la fan tasía
inconsciente, al m aterial que subyace en los juegos.) Sé, por
supuesto, que los jóvenes y las chicas se las arreglan para pasar
por esta etapa de crecim iento en un m arcó perm anente de
acuerdo con los padres reales, y sin expresar u n a rebelión obli­
gatoria en el hogar. Pero conviene recordar que la rebelión co­
rresponde a la libertad que se ha otorgado val hijo, al educarlo
de tal m odo que exista p o r derecho propio. En: algunos casos se
podría decir: “ Sem braste un bebé y recogiste u n a b o m b a.” En
rigor esto siempre es así, p ero no siempre lo p á re ce.
En la fantasía inconsciente to tal correspondiente ai crecimlFñtcrc[e"Ta p u b e rta d y l a adolescencia e y á s t t l a ^ w e r t e l i e
alguie n . M ucho puede lograrse en el juego y ibón los desplaza­
m ientos, y sobre la base de las identificaciones cruzadas; pero
en la psicoterapia del adolescente (y hablo cóm o psicoterapeuta) Ja m uerte y el triu n fo personal ty arecro~dómo-a)gQ...jntn<i>seco del proceso de m aduración y d e la adtjuljdción de la cate­
goría de ad u lto . E sto p lan tea grandes dificultades a padres y
tutores. Es claro q ue tam bién las presenta a los propios adoles­
centes, que llegan co n tim idez al asesinato y el triu n fo corres-.
187
pondientes a la m aduración en esta etap a crucial. El tem a
inconsciente puede hacerse manifiesto com o la experiencia" de
un im pulso suicida, o como un suicidio real. Los padres están
en condiciones de ofrecer muy escasa ayuda; lo m ejor que pue­
den hacer es so b re v iv ir, m antenerse in ta c to s y sin cam fia r^de
rolor^l ü í a H a n lo n ^ n m g u n principio Im p o rta n te . Esífo no quieV re decir q u e n o puedan crecer ellos mismos.
E n la adolescencia se convertirán en bajas o llegarán a u na
especie de m adurez en térm inos de sexo y m atrim o n io , y quizá
sean padres com o los suyos propios. Y ello puede bastar. Pero
en segundo plano se desarrollará una lucha de vida o m u erte. La
situación n o posee su plena riqueza si se evita con dem asiada
facilidad y éxito el choque de las armas.
Esto m e trae a mi p u n to cen tral, el ta n difícil de la in m a d u r e í del adolescen te. Los adultos m aduros deben conocerlo^ y
creer e n su propia m adurez como nunca creyeron hasta ahora ni
creerán después.
E ntiéndase q ue resulta difícil form ular to d o esto sin correr el
riesgo de ser m al entendido, pues hablar de la inm adurez p o d ría
parecer un descenso de nivel. Ño es esa la intención.
Es posible q ue de pro n to un niño de cualquier edad (diga­
mos de seis aftas) necesite hacerse responsable, quizá p o r la
m uerte de u n o de los padres o p o r la separación de la fam ilia.
Ese niñ o será prem aturam ente viejo y perderá espontaneidad y
juegos, y el alegre impulso creador. Es m ás frecu en te que se
encuentre en esa situación u n adolescente, q ue de repente se
vea co n el v oto o la responsabilidad de dirigir un colegio. Es
claro qué si las circunstancias varían (p o r ejem plo, si u n o en­
ferm a o m uere, o se ve en aprietos financieros), n o se po d rá
dejar de invitar al joven a que se convierta en u n agente respon­
sable antes de q ue m adure la ocasión. Q uizás deba cuidar a
niños m enores, o educarlos, y puede existir u n a absoluta necesi­
dad de d in ero para vivir. Pero las cosas son m uy d istin tas cuan­
d o , p o r p o lític a deliberada, los adultos delegan la responsabi­
lidad; p o r cierto q u e hacer tal cosa puede ser u n a form a de
traicionar a ios h ijo s en u n m om ento c rític o . E n térm inos del
ju eg o , o del juego de la vida, se abdica en el preciso m om en to
en q ue ellos vienen a m atarlo a uno. ¿A lguien se siente feliz
con eso? Sin du d a q ue no el adolescente, q u ien entonces se
convierte e n el establecim iento. Se pierde to d a la actividad im a­
ginativa y ios esfuerzos de la inm adurez. Y a n o tien e sentido la
rebelión, y el adolescente que triunfa dem asiado tem p ran o re-
18$
sulla presa de su propia tram pa, tiene q ue convertirse en
d ictad o r y esperar a ser m u e rto , n o p o r una nueva generación
de sus propios hijos, sino po r a is herm anos. Com o es lógico,
tra ta de dom inarlos.
He a q u í u n o de los ta n to s lugares en q ue la sociedad hace
caso om iso de la m otivación inconsciente, con peligro de sí
m ism a. N o cabe duda de que el m aterial cotidiano del trabajo
de los psicoterapeutas po d ría ser usado un poco p o r sociólogos
y p o lítico s, así com o p o r los adultos corrientes, es decir, adul­
to s en sus propias y lim itadas esferas de influencia, aunque no
siem pre lo sean en su vida privada.
A firm o (de m anera dogm ática, para ser breve) que el adoles'« r i t e e i in m a d u ro . La inm adurez es un elem ento esencial de la
s a J u T r n T lil^ ^
No hay~m as que u .na
cura * para . ella,
y
• ..imíMMw:<\'
'
..
...,
"
es e í p a so d é l tie m p o y la m aduración que este puede traer.
/ -n L¿ inm adurez es una parte IfreaosT ^^^
-^C o n tien e los rasgos más estim ulantes de pensam iento creador,
sén tu m H tÓ s "nuevos y frescos, ideas para una nueva vida. La
sociedad necesita ser sacudida p o r las aspiraciones de quienes no
son responsables. S iJ o s jid u lto s abdican, el adolescente se con*
vierte en un adulto en form a prem atura,~y por un proceso falso"
S e - p o d u G r o ^ M * a~Ia s ó á H i a r p o r eT B ierT de ios adolescentes y de su inm adurez, no les perm itan adelantarse y llegar a
u na falsa m adurez, no les ent r e g u é
les; coim ^ponde, a u n q u T h íH te n lw f e to “
• ^ “
—
C on la condición de que ios adultos no abdiquen, no cabe
d u d a de q ue podem os pensar q ue los esfuerzos de los adolescen­
tes p o r encontrarse y determ inar su d estino son lo m ás alenta­
d o r q ue podem os ver en la vida que nos rodea. Eí concepto dei
a d o le s « n te acerca de u n a sociedad ideal es incitante y estim u­
lan te, p e r o j o característico de la adolescencia es su inm adurez
y el h e c h o ^ e ' : ^
su elem ento más sagra­
do, dura apenas unos pocos afíos, y es una propiedad que cada
individuo debe perder cuando llega a la m adurez.
A cada rato me obligo a acordarm e de que la sociedad carga
con el estado de adolescencia, no con el joven o la muchacha
adolescentes, que en pocos años, ¡ay! , se hacen adultos y se
identifican dem asiado p ro n to con algún tipo de marco en que
nuevos bebés, nuevos niños y nuevos adolescentes puedan ser
Ubres de ten er visiones y sueños y nuevos planes para el m undo.
ia m a d u re z p o r
m edio del proceso de crecim iento. N o corresponde a la falsa
189
m ad u re: basada e n una fácil personificación de u n adulto. Esta
afirm ación encierra hechos terribles.
N A T U R A L E Z A D E L A IN M A D U R E Z
Es necesario exam inar por un m om ento la naturaleza d e la
inm adurez. No hay que esperar que los adolescentes tengan
conciencia de ella o conozcan sus características. Tam poco n o ­
sotros necesitamos entenderla. Lo que im porta es que se salga al
encuentro del reto de los adolescentes. ¿Quiénes deben saEr al
encuentro?
Confieso que me parece estar infiriendo una ofensa al tem a
con solo hablar de él. C uanto más fácil nos resulta verbalizar,
m enos eficientes som os. Im agínese a alguien que condesciende a
hablar con adolescentes y les dice: “ ¡Lo m ás incitante que
tienen ustedes es su inm adurez! ” Sería este un grosero ejem plo
de fracaso en lo referente a enfrentar el desafío adolescente.
Puede que la frase “ en fren tar el d esafío” represente un regreso
a la cordura, porque la co m p re n sió n es- reem plazada p o r la c o n ­
fr o n ta c ió n . A quí se em plea el vocablo confrontación de m odo
que signifique que u n a persona m adura se yergue y exige el
derecho de ten er u n p u n to de vista personal, que cuente con el
respaldo de otras personas m aduras.
E l p o te n c ia l en. la ado lescenc ia
Veamos a qué cosas no h an llegado los adolescentes.
Los cam bios de la p u b ertad se pro d u cen a distintas edades,
aun en chicos sanos. E stos rio pueden hacer o tra cosa que espe­
rar tales cambios. La espera im pone una considerable tensión a
todos, pero en especial a Ips de desarrollo ta rd ío ; así, pues, es
posible encontrar a estos últim os im itando a los que se desarro­
llaron antes, cosa que lleva a falsas m aduraciones basadas en
identificaciones, y n o en el proceso de crecim iento innato. Sea
com o fuere, el cam bio sexual no es el único. T am bién h ay un
cam bio en dirección del crecim iento físico y de la adquisición
de verdaderas fuerzas; aparece, pues, un verdadero peligro, que
otorga a la violencia "un nuevo significado. Ju n to con la fu erza
llegan tam bién la astucia --y-losconocim ientos p arau sarlas.
Solo con el paso del tiem po y de la experiencia puede un
joven aceptar p oco a p oco la responsabilidad p o r to d o lo que
ocurre en el m undo de la fantasía personal. E n tretan to existe
190
una fu erte pro p en sió n a la agresión, que se m anifiesta en form a
su icid aría áltierñativa es que aparezca como una búsqueda de la
persecusión, q ue con stitu y e u n intento de alejam iento de la
locura y la ilusión. U n joven psiquiátricam ente enferm o, con un
sistema ilusional b ien form ado, puede engendrar un sistema de
pensam iento de grupo y desem bocar en episodios basados en la
persecusión. p ro v o c a d a L a lógica carece de influencia en cuanto
se llega a la deliciosa simplificación de una posición persecu­
toria.
Pero lo más d ifícil.,e.s.la tensión, que experunenta...ef Jndivi-'
dúo, y q u e co rr esp o nd e »
laRivalidad"V m aiíada con la el^
del objeto sexual.
El a d o le sc e n te , o el joven y la m uchacha que todavía se
encuentran en proceso de crecim iento, no pueden hacerse cargo
aún de la responsabilidad p o r la crueldad y e! sufrim iento, por
el m atar y ser m u erto que ofrece el escenario del m undo. En
esa etapa ello salva al individuo de la reacción extrem a contra la
agresión personal laten te, es decir, el suicidio (aceptación p a to ­
lógica p o r to d a la m aldad que existe o que se pueda pensar).
Parece que d _sestim iento J a te n te de._cuJpa_del adolescente es
trem endo, y h a c e n fa lta añ o s para. que. en el m d m d u o se desa­
rrolle la capacidad de descubrir en la persona e te q u ilib rio de lo
bueno y lo m alo, del odio y la destrucción que acom pañan ai
am or. E n ese sentido, la m adurez corresponds a un p erio d o
posterior de la vida, y no es posible esperar q üe el adolescente
vea m ás allá de la etap a siguiente, la de comienzos de su tercera
década de vida.
A veces se da' p o r sentado que los jóvenes que “ a cada rato
se m e te n ..e n ..la cama” , según !a frase popular, y que tienen
relaciones sexuales (y quizás uno o dos embarazos), han llegado
a la m adurez sexual. Pero ellos mism os saben que no es así, y
em piezan a despreciar el sexo como tal. La m adurez sexual
tiene q ue abarcar toda la fantasía inconsciente del sexo, y en
definitiva el individuo necesita poder llegar a una aceptación de
todo lo que aparezca en la m ente ju n to con la elección del
objeto, la constancia del objeto, la satisfacción sexual
el en­
tretejim iento sexual. Además está el sentim iento de culpa ade­
cuado en térm inos de la fantasía inconsciente total.
C o n stru cció n , reparación, restitu ció n
El adolescente no puede saber todavía qué satisfacción es
posible obtener con la participación en un proyecto que debe
191
incluir la cualidad de confiabilidad. No le es posible saber hasta
qué p u n to el trab ajo , dado su carácter de co n trib u ció n social,
alivia el sentim iento personal de culpa (que corresponde a im
pulsos agresivos inconscientes, estrecham ente vinculados con la
relación de o b jeto y con el am or), y por consiguiente ayuda a
reducir el m iedo interior y el grado de tendencia suicida 6 de
propensión a la s accidentes.
id ea lism o
Se puede decir q ue u na de las cosas m á s estim u lan tes d e k>*
adolescentes es su idealism o. Todavía no se han h u n d id o e n l a
desilusión, y eTcoróTario desello consiste « a q u e se encuentran,
en libertad para fo rm u lar planes ideales. L os estu d ian tes de ar­
tes, por ejem plo, advierten que la m ateria se p o d ría enseñar
bien, por lo cual exigen que así se haga. ¿Por q u é no? No
tienen en cu enta el hecho de que existen m uy p o c a s personas
que sepan hacerlo bien. O perciben que estudian en condiciones
de apiñam iento físico y protestan. Los o tro s son quienes tienen
que buscar el dinero necesario para solucionar la situación.
'* ¡Bueno —dicen los jó v e n e s -, abandonen el program a de defen­
sa y dediquen el dinero a la construcción de nuevos edificios
universitarios! ” No es típ ico de los adolescentes ad o p ta r la
visión de largo alcance, que resulta más n atu ral en quienes h an
vivido varias décadas y em piezan a envejecer.
T o d o e sto
e s tá co n d en sa d ©
h a s ta e l a b s u r d o . O m ite la p r i­
m o r d ia l im p o r ta n c ia d e la a m is ta d . O m ite u n a fo r m u la c ió n d e la
s itu a c ió n d e q u ie n e s v iv e n s in c a sa r se o c o n e l c a s a m ie n to p o s ­
te r g a d o . Y n o t ie n e e n c u e n ta e l p r o b le m a v it a l d e la b is e x u a lid a d , q u e s e s o lu c io n a , p e r o n u n c a d e l t o d o , e n té r m in o s d e la
e le c c ió n
d e o b je to
h e te r o s e x u a l y d e la c o n s t a n c ia d e l o b j e t o .
P o r lo d e m á s s e h a n d a d o p o r s e n ta d a s m u c h a s c o s a s r e la tiv a s a
la t e o r ía d e l j u e g o c r e a d o r . M á s a u n , n o s e h a b ló d e la h e r e n c ia
c u ltu r a l; n o e s p o s ib le e s p e r a r q u e a la e d a d d e la a d o le s c e n c ia
e l j o v e n c o r r ie n te te n g a a lg o m á s q u e u n a n o c ió n v a g a s o b r e la
h e r e n c ia c u ltu r a l d e l h o m b r e , p u e s e s p r e c is o tr a b a ja r c o n in t e n ­
s id a d p a r a lle g a r s iq u ie r a a c o n o c e r la . A
lo s s e s e n t a a ñ o s , lo s
q u e a h o r a s o n j ó v e n e s tr a ta r á n d e r e c u p e r a r , c a s i s in a lie n t o , e l
tie m p o p e r d id o , e n p r o c u r a d e la s r iq u e z a s q u e p e r t e n e c e n a la
c iv iliz a c ió n y a s u s s u b p r o d u c to s a c u m u la d o s .
L o p r in c ip a l e s q u e la a d o le s c e n c ia e s a lg o m á s q u e p u b e r ta d
f í s ic a , a u n q u e
e n g r a n m e d id a s e b a s a e n e lla . I m p lic a c r e c i­
m ie n t o , q u e e x ig e t ie m p o . Y m ie n tr a s s e e n c u e n tr a e n m a r c h a
192
el crecim iento las fig u ra s p a te rn a s d e b e n hacerse c a r g o d e la
respo nsab ilidad .,.Si abdican, los adolescentes tienen que saltar a
una falsa m adurez y perder su m áxim o bien: la libertad para
ten er ideas y para actuar p o r im pulso.
r e s im e n
En pocas palabras, resulta estim ulante q ue la adolescencia se
baga o í r y se h ay a vuelto activa, p e ra los esfuerz o s adolescentes,
que hoy se hacen sentir en to d o el nmndo^dgSen ser encarados,
convertid o s e n realidad p o r m edio de un acto de confrontación.
Esta tiene que ser p e rs o ^ a irH a c e n ^ U a aduilos si se quiere que
los adoiescentes tengan vida y vivacitiad, La confrontación se
refiere a una i n t e n c ió n q ue n o posea características de repre­
salia, de venganza, pero q u e tenga ^
saludable
recordar que la actuaT m quietud estudiantil y su expresión m a­
nifiesta puede ser, en p arte, p ro d u c to de la actitud que nos
enorgullecem os de haber ad o p tad o respecto del cuidado de los
bebés y los niños. Que los jóvenes m odifiquen la sociedad y
enseñen a ios adultos a ver el m undo en form a renovada; pero
donde existe el desafío de u n joven en crecim iento, que haya
u n adulto para encararlo. Y n o es obligatorio que ello resulte
agradable.
En la fantasía inconsciente, estas son cuestiones de vida o
m uerte.
193
A P E N D IC E
A firm o que en el desarrollo de los seres hum anos hay una
etapa anterior a la objetividad y a la perceptibilidad. Es posible
decir que al com ienzo, en te o ría , el bebé Vive en un m undo
subjetivo o conceptual. El paso del estado primario a aquel en
el cual se hace posible la percepción objetiva no tiene que ver
solo con el proceso de crecim iento intrínseco o heredado;
además necesita u h m ínim o am bieiital. Corresponde a to d o el
vasto tem a del viaje del individuo, desde la dependencia hasta la
independencia.
Esta brecha d e concepeión-percepción ofrece ricos materiales
para el estudio. Yo p o stu lo u na paradoja esencial, que debem os
aceptar y que no hace falta resolver. La paradoja a que me
refiero, aspecto central de mi concepto, tiene que ser adm itida,
y adm itida durante un p erío d o , en el cuidado de cada bebé.
195
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Psychoanal Quart., 15
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