Psykhe ISSN: 0717-0297 [email protected] Pontificia Universidad Católica de Chile Chile Montero, Maritza Relaciones Entre Psicología Social Comunitaria, Psicología Crítica y Psicología de la Liberación: Una Respuesta Latinoamericana Psykhe, vol. 13, núm. 2, noviembre, 2004, pp. 17-28 Pontificia Universidad Católica de Chile Santiago, Chile Disponible en: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=96713202 Cómo citar el artículo Número completo Más información del artículo Página de la revista en redalyc.org Sistema de Información Científica Red de Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal Proyecto académico sin fines de lucro, desarrollado bajo la iniciativa de acceso abierto Copyright 2004 by Psykhe ISSN 0717-0297 PSYKHE 2 0 0 4 , Vo l . 1 3 , Nº2 , 1 7 2 8 Relaciones Entre Psicología Social Comunitaria, Psicología Crítica y Psicología de la Liberació n:Una Respuesta Latinoamericana Relations Between CommunitySocial Psychology, CriticalSocial Psych ology, and Social Psych ology ofLib eration:A Latin American Answer Maritza Montero Univ ers id adCentral d e Venezu el a En este trabajo se plantea la idea de que la psicología social comunitaria, la psicología social crítica y la psicología social de la liberació n conf iguraron una f orma de respuesta neoparadigmá tica ( las dos primeras surgen en Amé rica Latina en los añ os 7 0 , la tercera es delineada en los och enta) , concebida en f unció n de las necesidades de las sociedades latinoamericanas, ex presada en mutuas inf luencias.Para ello se realiz ó una inv estigació n analítica y comparativ a en literatura latinoamericana concerniente a las tres á reas, buscando las características identif icadoras principales de esos mov imientos, las similitudes y las dif erencias.Los resultados aquí presentados muestran la inf luencia que ha ex istido entre los tres á mbitos y có mo se complementan, comparten f uentes, objetiv os y conceptos. I n th is paper it is argued th at CommunitySocial Psych ology;CriticalSocial Psych ology and, Social Psych ology ofLiberation conf igured a neoparadigmatic ( th e two f ormer being born in th e sev enties, th e latter in th e eigh ties) response to th e problems and needs suf f ered by societies in Latin America, ex pressed th rough mutual inf luences between th e th ree mov ements.To reach th is conclusion an analyticalcomparativ e research was carried out in th e Latin American literature concerning th e th ree areas, look ing f or th e main ch aracteristics identif ying each one, f or th eir similarities and th eir dif f erences.Th e results sh ow th e inf luence between th em, as well as similarities in sources, some objectiv es and concepts. Del Por Qué de Este Estudio es p í ritu d eltiemp o p res ente en mu c h asl atitu d es , nac e c on nomb re yap el l id o en Centroamé ric a ya l a El ú l timo c u arto d el s ig l o XX yl oq u ev ad el XXI han vis to s urgir y des arrol l ars e en elc ampo p s ic ol og í a s oc ial c rí tic a c omo esel ab orad a en es tas tierras . p s ic os oc iall atinoameric ano tresex p res ionesd el Si s e h a trab aj ad o en l ostresmov imientos , s i s e q u eh ac er, d el c ó mo h ac er yd el p ens ar p s ic ol ó g ic os . l osh a ob s erv ad o d e c erc a o s i s e p ref iere u no s ol o Lastresf orman p arte d el ac orriente mu nd ial d e trans - d e el l os , p arec e inev itab l e d ars e c u enta d e q u e h ay f ormac ió nd el ac ienc ia ys on ex p res ió nd el p arad ig - el ementosc omu nesa l ostres . La ex p l ic ac ió np u ed e ma q u e h izo ec l os ió n a p artir d e f inesd e l osañ os es tar en elh ec h o d e q u e l ostress u rg en en nu es tra 1 s es enta . Lastresp res entan ras g oses p ec í f ic osp ro- p arte d el c ontinente a raí z d e l a c ris isd e l a p s ic ol o- p iosd e nu es tro Continente yb u s c an d ar res p u es ta g í a yen p artic u l ar d e l a p s ic ol og í a s oc ial , h ab id a a al osp rob l emasd el ass oc ied ad esl atinoameric anas . f inal esd e l osañ oss es enta e inic iosd e l osañ os Me ref iero a l a p s ic ol og í a s oc ial c omu nitaria c omo s etenta o c omo u n ef ec to a l asreac c ionesa es a c ri- h as id od es arrol l ad a en nu es tro á mb ito; al ap s ic ol o- s is . Es te orig en h a s id o d ic h o, d is c u tid o yref l ex io- g í a s oc ial d e l a l ib erac ió n q u e s i b ien res p ond e a u n nad o mu c h asv ec esen el p rimer c amp o: l a p s ic ol og í as oc ial c omu nitaria l atinoameric ana ( Ló p ez & Ri- M aritz a M ontero, Facultad de Psicología. v era Med ina, 1 9 9 2 ; Montero, 1 9 8 0 , 1 9 8 2 ; Serrano- La correspondencia relativ a a este artículo deberá ser diri- Garc í a, 1 9 8 4 ;entre otros )ytamb ié n d es d e eld e l a gida a la autora, a Apdo.8 0 3 9 4 .Prados del Este.Caracas, 1 0 8 0 A.Venez uela.Email:mmontero@ reacciun. v e 1 Hago ref erencia, como tantos otros autores contemporá - p s ic ol og í a s oc ial , tanto en u na d e s u sv ers ionesrad ic ad asen Amé ric a Latina ( Ló p ez, 1 9 9 2 ; Ló p ez & neos ( M artínez , 1 9 9 3 ;M unné , 1 9 9 4 , 1 9 9 5 ;Park er, 1 9 8 9 , Zú ñ ig a, 1 9 8 8 ; Monteneg ro, 2 0 0 2 ; Monteneg ro, 2 0 0 4 ; para citar só lo psicó logos)a un cambio de paradigma pues Pip er, 2 0 0 2 ) , c omo en l a eu rop ea ( Henriq u es , Hol l way , h ubo el reconocimiento de modos dif erentes de conocer, de ex plicar y de interpretar al mundo y a las relaciones que los indiv iduos tienen con é l y en é l. I rwin, Venn & W al k erd ine, 1 9 8 4 ; Park er, 1 9 8 9 , 2 0 0 2 ; I b á ñ ez, 1 9 8 9 ; W al k erd ine, 2 0 0 2 ; W ex l er, 1 9 8 3 ) , yen 18 M ONTERO l ac a n a d i e n s e( Pr i l l e l t e n s k y & Ne l s o n , 19 9 7 ) .Si n e mb a r g o , e l p o rq u ée s t o st r e smo v i mi e n t o sd er u p t u r ac o nmo d o sd eh a c e ryd ep e n s a re l mu n d od e n - De la Psicología Social Comunitaria a la Psicología Social de la Lib eració n a Trav és de la Corriente Crítica t r od el ap s i c o l o g í as er e l a c i o n a nn op a r e c i e r ah a b e r s i d oo b j e t od ee s t u d i od e t e n i d o .Y p a r e c i e r aa c e p t a r s eq u ee x i s t ea l g oa s í c o mou n af o r mad ey u x t a p o s i c i ó nc o i n c i d e n t e , q u er e p i t e , av e c e sc o nc a s i l a smi s ma se x p r e s i o n e s , l a sd e c l a r a c i o n e sd ev a l o r e s , l ad e f i n i c i ó nd ec o n c e p t o syl ae x h o r t a c i ó nal a p r a x i so r i e n t a d ae nl ami s mad i r e c c i ó n . Lar e l a c i ó ne n t r ee s o st r e smo d o sd ea b o r d a rl a p r o d u c c i ó nd ec o n o c i mi e n t o ys ue f e c t os o b r ee l me d i os o c i a l c o n f i g u r au nmo d od eh a c e rp s i c o l o g í aq u e , s i b i e nh at r a s c e n d i d oe l á mb i t ol a t i n o a me r i c a n o , e s t áma r c a d op o rs uo r i g e nn os ó l og e o g r á f i c os i n os o c i o c u l t u r a l . Si ne mb a r g o , l o sa s p e c t o s e p i s t e mo l ó g i c o s , t e ó r i c o s , me t o d o l ó g i c o s , é t i c o s yp o l í t i c o sq u el oo r i e n t a ne s t á nt a ne n t r e t e j i d o s q u el ar e l a c i ó ne n t r ep s i c o l o g í ac o mu n i t a r i a , t a l c o mos el ah ad e s a r r o l l a d oe nAmé r i c aLa t i n a( d o n 2 d ep a r e c ep r e d o mi n a rs ue x p r e s i ó np s i c o s o c i a l ), p s i c o l o g í as o c i a lc r í t i c ay p s i c o l o g í as o c i a ld el a l i b e r a c i ó n , p u e d ep a r e c e r s eal at a r e ad ed e s e n r e d a ru n ac o mp l e j at r a mae nl ac u a l l o sh i l o sf o r ma n u nt o d oq u ev amá sa l l ád el o sd i f e r e n t e sd i b u j o s q u el oi n t e g r a n . Es t et r a b a j o ,d ec a r á c t e r d e s c r i p t i v o ,b u s c amo s t r a rl a sr e l a c i o n e s , s e me j a n z a syd i f e r e n c i a s , e n t r e e s t a st r e se x p r e s i o n e s . Pa r ae l l or e a l i c éu na n á l i s i s d ec o n t e n i d oc o mp a r a t i v o , d eo b r a se nl a sc u a l e ss e h ad e f i n i d o ya n a l i z a d oe nAmé r i c aLa t i n aae s a s t r e sc o r r i e n t e s .La sc a t e g o r í a sq u emep e r mi t i e r o n e s t a b l e c e r l a sc o mp a r a c i o n e syr e l a c i o n e sf u e r o nl a s s i g u i e n t e s : d e f i n i c i ó nd e l á r e ad ec o n o c i mi e n t o ; i n f l u e n c i a sr e c i b i d a s ; p r i n c i p a l e sc o n c e p t o su t i l i z a d o s ; p r i n c i p i o sd eb a s e ;mé t o d o sp r e d o mi n a n t e se ns u a p l i c a c i ó nyo r i e n t a c i ó nyf i n e s . Lo sr e s u l t a d o sd e e s ai n d a g a c i ó ns ep r e s e n t a n ac o n t i n u a c i ó nys e i n i c i a nc o nl ac o n t e x t u a l i z a c i ó nyd e f i n i c i ó nd el a s t r e sá r e a sme n c i o n a d a s . Lao l an e o p a r a d i g má t i c aq u es eh a c í as e n t i re n t o d o sl o sá mb i t o sd el ac i e n c i a , yc u y a si d e a sy a d e s p u n t a b a nd e s d ef i n e sd el o sc i n c u e n t ae nn u e s t r ap a r t ed e l c o n t i n e n t e , i r r u mp i óc o nf u e r z aaf i n e s d el o sa ñ o ss e t e n t aei n i c i o sd el o so c h e n t ad e l s i g l o p a s a d o . Yl oh i z oa s í , t a n t oe ne l c a mp od el a sc i e n c i a ss o c i a l e sc o moe ne l d el a sn a t u r a l e s , c o ne f e c t o se nl a sc i e n c i a ss o c i a l e sye np a r t i c u l a r , e nAmé r i c aLa t i n a , e nl ar a mas o c i a ld el ap s i c o l o g í a .En e f e c t o , l ap s i c o l o g í as o c i a lr e s p o n d i ód a n d ol u g a r p r i me r o( me d i a d o sd el o s7 0 ) au n an u e v ae x p r e s i ó n , l ap s i c o l o g í as o c i a l c o mu n i t a r i a , p r o n t oc o n s t i t u i d a g e n é r i c a me n t ec o mop s i c o l o g í ac o mu n i t a r i a , p u e s t oq u et a mb i é nr e p e r c u t i óe no t r a sá r e a sd el ap s i c o l o g í a .Es ap s i c o l o g í as ed e f i n i ód e s d es u si n i c i o s c o mo e le s t u d i od el o sf a c t o r e sp s i c o s o c i a l e sq u e p e r mi t e nd e s a r r o l l a r ,f o me n t a r yma n t e n e r e l c o n t r o l yp o d e rq u el o si n d i v i d u o sp u e d e ne j e r c e rs o b r es u a mb i e n t ei n d i v i d u a l ys o c i a l p a r as o l u c i o n a r p r o b l e ma sq u el o sa q u e j a nyl o g r a rc a mb i o se ne s o sa mb i e n t e sye nl ae s t r u c t u r as o c i a l ( Mo n t e r o , 19 82 ) . Re s a l t a r ée ne l l at r e se l e me n t o sq u es ep u e d e n e n c o n t r a rj u n t o so s e p a r a d o se no t r a sd e f i n i c i o n e s p r o d u c i d a smá sa d e l a n t ee nl o sc a mp o sl a t i n o a me r i c a n oya n g l o s a j ó n : e l e l e me n t op o d e ryl a sr e l a c i o n e sd ed e s i g u a l d a dq u ee lmi s mod e t e r mi n a ;l aa c c i ó nt r a n s f o r ma d o r as o b r ee le n t o r n o , s o b r el as o c i e d a dys o b r es í mi s mo sl l e v a d aac a b op o r( ye s t e e se lt e r c e ra s p e c t o ) , l a sp e r s o n a sq u ec o n s t i t u y e n u n ac o mu n i d a d . Es t o se l e me n t o sd i e r o nl u g a rau n a d i f e r e n c i ac o ne lmo d od eh a c e rp s i c o l o g í as o c i a l p r e d o mi n a n t eh a s t ae lmo me n t oys up u e s t ae na c c i ó ns eh i z oat r a v é sd ec a mb i o sme t o d o l ó g i c o st a n t oe ne lr o ld ep s i c ó l o g o sc o mo d el o ss u j e t o sq u e h a s t ae s emo me n t oh a b í a ns i d os ó l oo b j e t o sd ee s t u d i o , yp o re n d ec a mb i ót a mb i é nl a sr e l a c i o n e se n t r ea mb o s . Es t oo c u r r í ac a s i s i mu l t á n e a me n t ea l mo v i mi e n t oc r í t i c o( i n i c i o sd el o so c h e n t a ) ya p e n a sp o c omá s 2 En América Latina se habla tanto de una psicología social d eu n ad é c a d aa n t e sq u es u r g i e s e ,e n19 86 ,l ap s i c o - comunitaria como de psicología comunitaria a secas.La l o g í as o c i a ld el al i b e r a c i ó n , q u ev e n í ag e s t á n d o s e primera f ue la pionera y ha tenido un importante desarrollo en esta parte del continente,incluy endo subramas tales como la ambientalcomunitaria.La segunda incluy e d e s d ee lc o mi e n z od el ad é c a d a .Es e“ e s p í r i t ud e l t i e mp o ”q u ev e n í au n i d oal ay ai n s o s l a y a b l en e c e - las f ormas tradicionales de aplicació n y en los últimos s i d a dd er e s p o n d e ral a sc a r e n c i a syd e s i g u a l d a d e s a ño s ( 1990 e n a d e l a n t e ) h a c o m e n z ado a desarrollar d el a ss o c i e d a d e sl a t i n o a me r i c a n a s ,e se l p r i me r p u n - creativ as subramas de interés tales como la clínicacomunitaria. t oe nc o mú ne ne s t o st r e smo v i mi e n t o s . PSI COLOGÍ A SOCI AL COMUNI TARI A, PSI COLOGÍ A CRÍ TI CA Y PSI COLOGÍ A DE LA LI BERACI ÓN De la Crítica en Psicología 19 la relación con los individuos, sino también en la sociedad en la que tanto ellos como los psicólogos viven (Brown, 1973 ). Las influencias y principios que Orígenes moldearon y expresan los objetivos de ese movi- La corriente crítica de la psicología tiene dos orí- miento pueden verse en la Tabla 1. genes. Uno generado en la práctica, que subvierte A partir de esos planteamientos ese movimiento los modos de hacer y de pensar pero que no se nom- va a evolucionar y a inicios de los años ochenta bra a sí mismo, surgido en América Latina bajo la adopta el adjetivo c rít i c aen su nombre. Tal tenden- influencia de ciencias sociales tales como la socio- cia buscaba fundamentalmente dar cuenta de las logía llamada “militante” o “crítica” (F als Borda, 1978), transformaciones que estaban ocurriendo en el cam- la educación popular freiriana y su área de influen- po de la ciencia y que no parecían ser aceptadas por cia que incluye a sociólogos, antropólogos y edu- las teorías entonces al uso. Sus primeras publicacio- cadores tales como Vio Grossi, Le Boterf, May, de nes también asumían una posición antipositivista y W itt, entre otros (Vio Grossi, Gianotten & de W itt, política en el sentido de denunciar las condiciones 1981); la etnometodología, y algunas formas de an- socioeconómicas y su efecto sobre el campo de la tropología. En la psicología esta corriente encuentra ciencia y la consiguiente interpretación y tratamien- expresión en la naciente psicología social comunita- to de los fenómenos sociales. La obra de W exler ria y en el movimiento llamado de “alternativas a la (1983 ), primera en usar el adjetivo crítica en su título, psiquiatría”. Tales movimientos tienen lugar en Amé- al igual que ocurrió también en los movimientos crí- rica Latina a partir de mediados de los años setenta ticos desarrollados por las ciencias sociales latinoa- y si bien el segundo de los nombrados no pareció mericanas muestra la influencia marxiana, que en su continuar más allá de mediados de los ochenta, la caso se manifiesta en las categorías que la orientan psicología social comunitaria sí se desarrolló prime- y en las preguntas que dan lugar a su análisis: clase ro como parte de la aplicación de la psicología social social, ideología y modo de producción. Como di- y luego como rama específica de la psicología, aun- cen los autores de otra obra pionera en ese ámbito: que siempre con un marcado acento psicosocial. Ch a ngi ng t h e su b j ec t (Henriques, Hollway, Urwin, Otro origen comenzó a ser planteado en el cam- Venn & W alkerdine, 1984 ), había que dar cuenta de: po de la psicología anglosajona a mediados de los a) los cambios en la concepción que del individuo y sesenta (Brown, 1973 ) bajo el nombre de p si c o l o gía la subjetividad se tenía en la psicología hasta ese ra d i c a l . Tal psicología era radical en su crítica y en momento; b) las estrategias seguidas para producir sus perspectivas sobre cómo intervenir no sólo en esos cambios; c) la crítica a las relaciones entre la Tabla 1 Ca ra c t eríst i c a s d e l ap si c o l o gía ra d i c a l( 1 9 7 0 ) I nfluencias en su desarrollo Movimiento feminista Movimiento de la Antipsiquiatría Movimiento negro en EE.UU. Movimiento Ga y Escuela de Frankfurt Herbert Marcuse J ü rgen Habermas K. Mark y F . Engels Principios orientadores Rechazo a las prácticas psicológicas manipuladoras (en relaciones de trabajo, de orientación, terapéutica). I r a las causas de los problemas, no sólo a los síntomas. Holismo. Generar prácticas innovadoras que respondan a las necesidades y problemas de las personas. Trabajar con las situaciones de la vida cotidiana y transformarlas. Denuncia y subversión de relaciones opresivas de poder. Transformación social 20 MONTERO dualidad individuo-sociedad; d) la crítica a las prác- 2. En psicología la crítica significa someter a análi- social sis las teorías, conceptos y perspectivas acepta- perpetuadoras del statu-quo y a las alternativas a das como explicaciones últimas de los fenóme- ticas de regulación y administración ellas que podría haber. Estos autores introducían ya nos psicológicos, develando sus contradiccio- la idea del carácter político que tales relaciones tie- nes, sus lagunas, sus incoherencias y debilida- nen y de cómo sería posible generar una política des, así como también sus fortalezas. Y logra su liberadora (Henriques, Hollway, Urwin, Venn & objeto al mostrar los agujeros en la trama teórica Walkerdine, 1984, p. 3) que se opusiera a las formas o metodológica, la ausencia de fundamentos y la opresoras existentes en la psicología de la época condición argumentativa que puede estar soste- como era producida en el mundo anglosajón. niendo una posición (Lira, 2002). Y al hacerlo genera lo que ha sido llamado un “clima de perturbación” (Stainton Rogers & Stainton Rogers, Del S er y Ámbito de la Crítica 1997) que expone al objeto criticado. Razón esta que altera o molesta. Si algo parece fácil de hacer pero difícil de definir es la condición crítica. ¿ Qué es lo crítico?¿ Por qué 3. Lo cual a su vez revela otra condición de la críti- algo recibe el calificativo de crítico?Esta dificultad ca: reconocer y someter a juicio las formas más o se plantea con tanta más urgencia cuando en las menos obvias, más o menos sutiles, en las cua- ciencias sociales y en particular en la psicología, les se ejercen relaciones de poder que suelen como se ha dicho, desde la segunda mitad de la dé- excluir explicaciones alternativas o posiciones cada del sesenta se venía planteando la existencia divergentes. O bien los modos en que teorías y de una corriente crítica que hace sentir su influencia prácticas mantienen un statu-quo injusto (Lira, en todas las áreas de la disciplina. Y como ha ocurri- 2002; Prilleltensky & Fox, 1997). Y al hacer esto do antes con los adjetivos “científico”, “artístico”, la crítica debe ser también “crítica de sí misma” “verdadero”, “auténtico”, “revolucionario” y algu- (Montero & Fernández Christlieb, 2003). Es de- nos otros más que concentran en sí la deseabilidad cir, debe señalar de dónde parte y por qué lo social de una época y que por ello han sido carga- hace así; mostrar sus sesgos y tendencias en dos de un peso semántico positivo, la palabra “críti- lugar de presentar el aspecto defendido como si fuese el único o fuese la norma a seguir. ca” aparece en los más variados contextos no sólo como calificativo legitimador de lo que se presenta 4. El carácter inevitable de la crítica. Siempre habrá bajo su denominación, sino también como justifica- crítica a pesar de lo mal que muchas veces pueda ción global o como condición teórica, metodológica ser recibida. Eso le confiere el carácter de “fatali- o epistemológica, suficiente para obviar la necesaria dad de la vida cotidiana” (Montero & Fernández Christlieb, 2004), condición que la une a la cien- demostración de lo que se quiere demostrar. cia, donde como bien nos lo enseñaron en las Y al mismo tiempo y a pesar de ese uso desenfadado del término, hay una corriente crítica en la psi- aulas universitarias y lo muestra su historia, no cología que haciéndose sentir en muchos campos existe el principio de autoridad. Las “verdades” psicológicos ha dado interesantes frutos. Un análi- de la ciencia lo son sólo hasta prueba en contra- sis de esa difícil condición de lo crítico permite resal- rio. Y eso es la crítica: la prueba de que las cosas tar los siguientes aspectos, que elaboro a partir de pueden ser de otra manera, que pueden ser de Montero y Fernández Christlieb (2003; 2004): forma distinta a la reconocida o establecida. La 1. crítica entonces es el haz de luz que enfoca lo Crítica es un sustantivo que se origina del término crisis, el cual proviene del griego k risis/ eos, que está a oscuras; la compuerta que se abre o que significa la acción o facultad de elegir, dis- se cierra; la señal que indica calle ciega o vía tinguiendo y para ello separando unas cosas de libre y tiene la fatalidad de lo molesto e inevita- otras. Esto indica que desde su origen está pre- ble que transforma el mundo y lo hace diferente. sente la disyuntiva en la elección de cuál camino 5 . Lo crítico es cambiante. El mundo que cambió u objeto tomar; lo cual muestra que hay crítica deviene natural y habitual y será de nuevo obje- cuando se reconoce que las cosas no son de to de crítica. La crítica entonces no tiene conte- una sola manera sino que pueden tener varias nido ni forma predeterminados. Es inesperada y facetas o posibilidades. Es decir, cuando se par- aunque se la intente reprimir, como el agua, en- te del carácter complejo de los hechos. contrará siempre una vía para fluir y pasar. PSICOLOGÍA SOCIAL COMUNITARIA, PSICOLOGÍA CRÍTICA Y PSICOLOGÍA DE LA LIBERACIÓN 6. 7. 21 La crítica no es en sí ni buena ni mala. Es necesa- de la psicología social comunitaria y los postulados ria para cambiar las cosas. Al igual que las teo- de la psicología social de la liberación, nos indican rías, los métodos y el conocimiento en general, que el valor de la crítica reside en su capacidad de puede ser usada con los más variados desig- mostrar alternativas; de reconocer y traer a primer nios, pero siempre mostrará las debilidades y plano la diversidad de los actores sociales inter- fortalezas de lo criticado y de quien critica. vinientes en las situaciones sociales y de señalar la El movimiento crítico expresa la tesis monista de relación existente entre los fenómenos sociales y el que el conocimiento no es un reflejo objetivo de contexto o situación en que se dan, algo que si bien la realidad sino que está marcado por las condi- a estas alturas puede sonar como un truismo por ser ciones históricas de su producción, de las cua- parte del conocimiento del sentido común, no es les forma parte. menos cierto que en tanto que tal, ha devenido al En definitiva, la crítica subvierte el modo de ver mismo tiempo en un concepto vacío. Insistir en esa las cosas; desencaja los mecanismos de poder que relación muestra el carácter holista de los fenóme- sostienen posiciones establecidas y abre nuevas nos sociales que tiende a ser dejado de lado al frag- perspectivas al conocimiento. Ella es parte de la com- mentar los fenómenos sociales para su estudio. plejidad del mundo, usualmente tan difícil de acep- Así como se ha hablado en la literatura de una tar. Y en tal sentido la crítica es liberadora. Libera de “actitud” y también de una “conciencia” críticas, el formas y modos establecidos como los únicos que examen de lo que ha sido definido como tal puede permiten comprender el mundo, explicar nuestro en- servirnos para si no precisar, al menos si reconocer torno y que mantienen ciertas jerarquías y relacio- la presencia de la crítica en la posición ético-políti- nes basadas en la desigualdad y en la sumisión. Por ca-científica asumida por quienes la formulan. Mar- esa razón coincido con la advertencia que hace tín-Baró consideraba, coincidiendo con lo que plan- Spears (1997), respecto de no ver la crítica como tea la psicología social comunitaria y que es un lega- algo unido a las escuelas o a movimientos de de- do de Freire y de Fals Borda, que los psicólogos nuncia tales como el de las limitaciones del positi- deben tener un compromiso crítico con las perso- vismo o del construccionismo social; o la defensa nas con las cuales trabajan. Como bien lo plantean de la democracia y condena de la opresión; o el Lane & Sawaia (1991), desde una perspectiva cualitativismo. No porque ellos no hayan sido críti- gramsciana, ser críticos significa ser capaces de ver cos (y mucho), sino por la sencilla razón de que la lo que de ideológico puede haber en el sentido co- crítica no pertenece a un continente sustantivo de- mún de aquellos con quienes trabajamos. Y como es terminado, sino que puede estar en todas partes y posible observar en el trabajo comunitario, el poder porque sería cuando menos ingenuo creer que por- y la sumisión pueden manifestarse en el seno de las que tales movimientos irrumpieron críticamente en comunidades generando desigualdades y privilegios las ciencias, cualquier manifestación que se declare en función de intereses particulares y en desmedro construccionista, o antipositivista, o cualitativista, de los colectivos (Montero, 1999, 2003). o democrática, es crítica per se. Allí se acabaría la crítica y empezaría la dominación sin fundamento. Otros indicadores presentes en los investigadores o en los interventores sociales y psicosociales La crítica es entonces parte inherente al carácter comunitarios son la ref lex iv idad, es decir, la capaci- científico de una disciplina, pues ella ayuda a trazar dad de examinar constantemente lo que hacen, de la línea que separa el conocimiento de la ciencia, del abrir procesos de reflexión sobre su quehacer, com- saber revelado o de la fe ciega. Es ella la que impide partidos con todas las personas que como colabo- que el conocimiento producido en un determinado radores, co-autores o cualquier otra forma de actoría momento se convierta en dogma. En tal sentido la social, han participado en el proceso. Así como la crítica es una condición de la libertad. capacidad de responsabiliz arse por lo que están haciendo, rechazando las formas tradicionales de Crítica, Ética, Psicología Social Comunitaria yLiberación ¿Cómo determinar el carácter crítico de un campo, de una posición, de una teorización o de una investigación psicológicos? La praxis y los valores escudarse detrás de la presentación impersonal de los datos, análisis, discusión y entrega de resultados de investigación o de informes técnicos (que sin embargo, no excluye la asunción de la autoría de los mismos, al menos en cuanto a sus beneficios académicos e intelectuales). 22 MONTERO Y también la presencia de la duda metódica, que en esa investigación o intervención?Esto pue- recomienda asumir las certezas dentro del límite de de definirse si nos hacemos otras preguntas com- lo que Ibáñez (1989) ha llamado “verdades prácti- plementarias que ya han sido hechas antes en la cas”, que sirven como puntos de apoyo para formu- literatura de las ciencias sociales (Fals Borda, lar hipótesis o construir interpretaciones, siempre 1970/ 1981), tales como: ¿A quién o a quiénes presentadas como tales. La certeza considerada beneficia lo que se está haciendo? ¿Se escucha a como una “verdad de corto plazo” (Montero, 1999), los supuestos beneficiarios de ese trabajo? ¿Se que dura tanto como lo permiten las pruebas habi- considera que también ellos tienen algo que decir, y hay el espacio y el tiempo para que lo ha- das hasta el momento. A esto se une la motivación hacia la transforma- gan? ¿Se toma en cuenta y se discute seriamente ción social definida por y desde las personas que la necesitan y dirigida a beneficiar a las comunidades lo que ellos dicen? 3. ¿ Hay conciencia de las repercusiones sociales o a otros grupos sociales, en la medida en que per- de las prá cticas y teorías del campo, o se desen- mite su acceso a los bienes sociales y a la genera- tiende ese campo de sus efectos negativos po- ción de los mismos, disfrutando del nivel de benefi- tenciales? Esta es una pregunta que exige un cios considerado como deseable entre las socieda- examen crítico de lo que se está haciendo; de los des humanas y teniendo la capacidad para elevarlo. conceptos y explicaciones a los cuales se acude En esta posición se incluye las acciones y reflexio- para explicar o interpretar lo que se investiga; de nes destinadas a combatir las formas desiguales del los métodos empleados para hacerlo; así como poder y a eliminar las expresiones de injusticia y de de las reacciones, alcances y limitaciones que puede tener la tarea que se realiza. opresión, respecto de las cuales se busca liberar a los grupos e individuos sometidos a ellas. Esto a su 4. ¿ Hay declaración explícita de los valores q ue se asumen al realizar una investigación o una vez, supone una posición ética en cuanto al respeto del otro aceptado en su diversidad; epistemológica, intervención,por parte tanto de teóricos y de en el sentido de reconocer a ese otro como un pro- practicantes,o asumen q ue lo q ue hacen está ductor de conocimientos, y política, por cuanto se libre de valores?La respuesta en este caso nos deben reconocer los derechos individuales y colec- debe indicar si las personas que llevan a cabo un tivos de las personas con las cuales se trabaja y a estudio expresan sus sesgos, sus tendencias, sus creencias y su compromiso con determina- quienes se estudia. Al respecto es conveniente analizar las cinco pre- das posiciones no sólo teóricas, sino políticas, guntas dirigidas tanto a la psicología social comuni- religiosas y en general aquellas que son fundamentales en la orientación de nuestra conducta. taria como a la psicología social crítica, que plantean Prilleltensky y Fox (1997), pues sus respuestas nos podrían permitir reconocer el carácter crítico (o su 5. Complementando la pregunta anterior, aparece esta: ¿ Cuá les son los compromisos culturales, ausencia) en una situación psicológica. Esas pre- morales o de valores y cómo afectan ellos las guntas son: críticas q ue se hacen?Este aspecto es muy im- 1. 2. ¿ Se estápromoviendo el statuq uo de la socie- portante por cuanto muchas veces los sesgos dad en la cual se está realizando la investiga- de nuestros estudios se deben a ese tipo de com- ción o intervención? La promoción del statu- promisos que pueden haber sido adquiridos muy quo en la medida que busca conservar un esta- temprano en nuestras vidas y pueden derivarse do de cosas, tiende a eliminar las críticas. Y aho- de pautas de socialización ligadas a la nacionali- gar los aspectos críticos es una de las formas de dad, a la religión, a la etnia, a una época o a la expresión del autoritarismo y de sus abusos de situación de clase. Su expresión puede explicar poder, que comienzan por eliminar las disensiones el por qué de ciertas ideas, tanto para mantener- en un campo específico y terminan suprimiendo las como para condenarlas, e incluso la elección todo aspecto crítico, inclusive con desaparición misma del tema de investigación puede depen- física de quienes los plantean. En el aplanamien- der de tales compromisos. to de la opinión pública y en el rechazo a la diver- Como se puede ver, el valor de dichas preguntas sidad se reconocen el autoritarismo y el ejercicio no reside sólo en las posibles respuestas, las cuales abusivo del poder. van más allá del cómo hacer, indagando en el por ¿ Se promueve la justicia o la injusticia social qué hacer. Reside también en que abordan la dimen- PSICOLOGÍA SOCIAL COMUNITARIA, PSICOLOGÍA CRÍTICA Y PSICOLOGÍA DE LA LIBERACIÓN 23 sión ética y colocan al sujeto cognoscente, sea un Estas tres ideas-impulso son ampliadas (sobre todo agente externo de investigación o intervención co- la primera) en conferencia dictada en 1987 en Costa munitaria, o de intervención liberadora o crítica (o Rica, repetida en 1989 en Guadalajara, México (Martín- todo ello unido), ante la necesidad de elegir entre Baró, 1990). Y después de un período de latencia de una posición ética o no ética, definiendo así su posi- casi diez años, durante el cual se publicó poco pero se ción política (tanto en sentido amplio como en el trabajó en la práctica, la psicología de la liberación, no partidario-restringido), pues allí se define cuál es y ya como idea sino como corriente en acción hizo irrup- con quién es su compromiso. ción con fuerza en América Latina, desarrollando tanto ideas como modos de llevarlas a cabo. En el Tabla 2 se De la Liberación en Psicología Origen y Desarrollo de la Corriente Psicosocial de la Liberación presentan las ideas liberacionistas planteadas por Martín-Baró, así como las influencias presentes en ellas cuyas raíces se remontan a las tendencias críticas de las ciencias sociales latinoamericanas (Educación popular freiriana y sociología crítica). La idea de liberación unida a la de transforma- La psicología social de la liberación, complementa ción social comienza a rondar el campo de la psico- su carácter liberador con la perspectiva crítica de sí logía en general, a inicios del último tercio del siglo misma en tanto que modo de producción de conoci- XX. Está presente en los trabajos iniciales de Fals miento y fuente de impulso para el cambio social. El Borda, a fines de los años cincuenta y en los plan- aspecto crítico se manifiesta en el carácter reflexivo teamientos que junto con otros sociólogos fueron (auto y heterorreflexivo), el cual incorpora un conti- hechos desde el grupo La Rosca, a inicios de los nuo escrutinio de su quehacer, de su cómo hacer y setenta (Jiménez, 1990). Es planteada explícitamente de sus efectos; así como también en el rechazo libe- por Paulo Freire (1964, 1970), quien hace de ella la rador de cualquier forma asimétrica del poder. Los finalidad fundamental de su obra y crea modos y objetivos más importantes por los cuales suele ser vías para alcanzarla que han marcado las ciencias reconocida esa corriente son: sociales. Asimismo, es mencionada en el campo an- 1. glosajón en algunos de los trabajos que inician la corriente de la psicología crítica (ver supra). Pero quien genera la idea de una psicología social de la menesterosos. 2. liberación, es Ignacio Martín-Baró quien desde El Crear una psicología popular, recuperando el carácter histórico de nuestros pueblos y el saber Salvador, en 1986, propone en un artículo del entonces Boletín de Psicología de la Universidad Cen- Cambios sociales surgidos desde la base de la sociedad: desde los oprimidos, excluidos y popular de los mismos. 3. Carácter democrático y participativo de las rela- troamericana “José Simeón Cañas”, que la psicolo- ciones inter e intra grupales. Búsqueda de de- gía latinoamericana debería tener como meta la libe- mocratización de la sociedad. Fortalecimiento de ración. En ese artículo, Martín-Baró analizaba el con- la democracia. texto sociopolítico y económico que planteaba su 4. necesidad y formulaba tres aspectos que deberían 5. caracterizarla: 1. Concientización de la población. Fortalecimiento de la sociedad civil. Participación y responsabilidad crecientes de las comu- Propiciar una forma de buscar la verdad desde nidades en las decisiones sobre su entorno, su las masas populares. Lo cual puede interpretarse bienestar y su calidad de vida. como buscar a Dios, buscando al prójimo nece- 6. Solidaridad social. sitado, ya que agregaba inmediatamente que en la voz de las masas populares es dónde se puede oír la voz de Dios. 2. 3. Sobre el Concepto de Liberación Crear una praxis psicológica para la transforma- El concepto de liberación como ha sido plantea- ción de personas y sociedades a partir de sus do en la psicología coloca su base de acción en las potencialidades negadas. víctimas de opresión, en quienes sufren carencias, Descentrar la atención del status científico de la en quienes han sido excluidos de los bienes socia- psicología de sí misma, para dedicarse a resolver les y de los servicios originados en ellos, de las de- los problemas de las mayorías latinoamericanas cisiones que les conciernen, del concierto de voces oprimidas. que son escuchadas en la sociedad. La liberación se 24 MONTERO Tabla 2 I deas para la psicología social de la liberación (I gnacio Martín-Baró) Fecha Propuestas Bases Teóricas 1985,1986, La encuesta de opinión pública como Concepto de desideologización 1987, 1988 instrumento de desideologización. de Paulo Freire (1970, 1973). 1986 Fortalecimiento de las virtudes del pueblo. Teología de Liberación. Psicología social comunitaria latinoamericana. 1986 Estudio sistemático de la conciencia popular. La educación como práctica de libertad. Freire (1964). Buscar nuevas formas de conciencia. 1986 Desideologización del sentido común. Pedagogía del Oprimido. Freire (1970). A. Gramsci: Quaderni del Carcere. 1986 Desarrollo de formas de control por los Freire (1970, 1973); O. Fals Borda (1959; 1978): grupos oprimidos. Autonomía de grupo. 1986 Desalienación social y personal. Freire (1964; 1970). 1986 Papel de la psicología social: 1. Trabajar los urgentes problemas de Sociología militante latinoamericana. las sociedades latinoamericanas, 2. Descentrar su atención de su propio status científico. 1986 Recuperar la memoria histórica de las Fals Borda (1985); M. Foucault (1980); Freire mayorías, contribuyendo así a (1964; 1970). desalienarlas y desideologizarlas. 1987 1987 1988 Superación del fatalismo. Compromiso crítico de los Psicólogos Freire (1964, 1970); Fals Borda (1979); con las transformaciones sociales. Psicología social comunitaria latinoamericana. Estudio de los “grupos con historia”, usando como criterio su identidad, su poder, su actividad. 1984, 1986, Estudio del poder. M. Weber (1922/1969). 1989 Fuentes: I r i z a r r yySer r a no Ga r c í a( 1 9 7 9 ) ;M a r tí nBa r ó( 1 9 8 6 , 1 9 8 7 , 1 9 8 8 , 1 9 8 9 , 1 9 9 5 ) ;M o nter o( 1 9 8 0 , 1 9 8 2 ) ;Ser r a no Ga r c í a , Sa nti a g oyPer f ec to( 1 9 8 3 ) . plantea como el rescate del potencial de recursos dos del siglo XX y es una de las banderas de la que esas personas tienen para lograr transformacio- psicología crítica. Recordemos en ese sentido el pro- nes, muchas veces invisibles para ellas mismas de- vocativo título del libro de Henriques, Hollway, bido a condiciones históricas, culturales y sociales. Unwin, Venn y Walkerdine (1984) Changing the Y debe ser entendida como una corriente teórico- subject, que puede significar tanto “cambiar al suje- práxica en la psicología, como un proceso democra- to”, como “cambiar de tema”, dos aspectos que los tizador y fortalecedor de carácter ético-crítico y de- autores discuten en este mismo sentido. mocrático. Por tal razón, trata con gente a la cual escucha y con la cual dialoga y cuyas condiciones sociales de vida y acción busca cambiar a través de la activa participación ciudadana de esas personas, consideradas como sujetos activos, dinámicos, constructores de su realidad y por lo tanto agentes fundamentales de su transformación. Esta definición del sujeto social venía siendo planteada por la psicología social comunitaria latinoamericana desde media- Psicología Comunitaria, Psicología de la Liberación, Psicología Crítica: Tres Ex p resiones de un M ovimiento Comp lej o Psicología comunitaria, carácter crítico y orientación liberadora pueden considerarse como expresiones de una misma conciencia: la conciencia de la PSICOLOGÍA SOCIAL COMUNITARIA, PSICOLOGÍA CRÍTICAY PSICOLOGÍA DE LA LIBERACIÓN necesidad de responder efectiva y legítimamente a 25 municantes. En el Tabla 3 se presenta una compara- las necesidades de sociedades cuyo destino histó- ción entre las ideas o propuestas principales de la rico debe trascender la pobreza, la sumisión y la ig- psicología social latinoamericana, de la psicología norancia. Si se hace una comparación entre estas social crítica y de la psicología social de la libera- tres respuestas a los problemas de nuestras socie- ción, a partir de las categorías de análisis antes men- dades veremos que hay no sólo coincidencias, sino cionadas, en el cual se pueden ver las coincidencias que entre los tres movimientos ha habido vasos co- y zonas de influencia entre unas y otras. Tabla 3 Comparación entre psicología social comunitaria, psicología social crítica y psicología social de la liberación Categorías Psicología Social de Análisis Comunitaria Conceptos Crítica al positivismo. característicos Denuncia social. Uso de conceptos freirianos. Psicología Crítica Psicología Social de la Liberación Crítica al positivismo. Crítica al positivismo. Denuncia social. Denuncia social. Revisión de conceptos Uso de conceptos freirianos. psicológicos. Noción de participación social. Categorías sociales Incorporación de nuevos oprimidas como sujetos Mayorías oprimidas como actores sociales y sujetos actores sociales a la praxis. actores sociales. de esta psicología. Presencia de la categoría Presencia de la categoría Presencia de la categoría ideología. ideología. ideología. Carácter político de la acción Carácter político de los comunitaria. fenómenos sociales. Cambio en el rol de los psicólogos. Holismo, dinamismo y complejidad. Holismo, dinamismo Holismo, dinamismo y complejidad. y complejidad. Crítica y denuncia de las relaciones Principios Redefinición de la noción de Crítica y denuncia de fundamentales poder dominante en las ejercicio del poder en la de poder en las sociedades ciencias sociales y de relaciones ciencia y en las relaciones latinoamericanas. de poder. sociales. Introducción de la noción de fortalecimiento. Poder y control en la comunidad. Relaciones dialógicas entre Crítica de conceptos y agentes externos procedimientos desligados Concepción asimétrica del poder. Valoración del saber popular. (investigadores-interventores) de las necesidades de Oír la voz del pueblo. y agentes externos los sujetos de estudio. (personas de la comunidad). Carácter de actores sociales, constructores de realidad, de esos agentes internos. Incorporación del conocimiento Praxis psicológica para la popular. transformación individual Descentrar a la psicología de la preocupación por su status Praxis: Unión de teoría y práctica y social. científico, en beneficio de basada en la reflexión. ocuparse de los necesitados. Devolución del conocimiento Democratización. producido a: - comunidad con la cual se trabajó - comunidad científica Compromiso de ambos agentes de transformación social. Transdisciplinariedad. Transdisciplinariedad. 26 MONTERO Principales Educación popular (Freire). Marx y Engels y autores Educación popular (Freire). Influencias K. Marx y F. Engels. marxianos. K. Marx y F. Engels. recibidas Fenomenología. Fenomenología Teología de liberación (Gutiérrez, P. Berger y T. Luckman Ciencia social crítica. Ellacuría, Boff, Cardenal, Sociología crítica (Fals Borda) Escuela de Frankfurt. Teoría de la dependencia. Métodos entre otros). Teoría social y psicológica. Crítica y rechazo de métodos Crítica de métodos tradicionales. cuantitativos tradicionales. Crítica de métodos y generación de otros nuevos. Redefinición y generación de Preferencia por métodos Preferencia por métodos participativos y cualitativos en la métodos. Pluralidad metodológica. cualitativos tanto Desarrollo de nuevos métodos tradicionales como investigación psicosocial. participativos. novedosos. Pluralidad metodológica. Centrar la psicología en los Investigación-acción participativa. Orientación Transformación social. Transformación de las y Hacer una psicología que ciencias sociales. fines responda a las necesidades oprimidas en los países de la sociedad. latinoamericanos. Desarrollo de la conciencia social Desarrollar legitimidad. Fortalecimiento y desarrollo problemas de las mayorías Concientización. Liberación. de la ciudadanía. Igualdad social con respeto Reconocer la diversidad y de la diversidad. fortalecer a categorías Libertad. sociales oprimidas. Autonomía de las comunidades de bajos recursos económicos. Un Haz con Tres ramas: Tres Modos de Hacer Psicología Socialmente Sensible Las tres expresiones de la psicología latinoamericana que fijan su ámbito de acción en los problemas sociales de esta parte del continente se caracterizan por generar una práctica transformadora, que va más allá del mero ejercicio intelectual, creando así una praxis. Esto es, práctica reflexionada que genera teoría, que al ser reflexionada induce e informa a la práctica en un movimiento no sólo dialéctico, sino como bien lo propone Dussel (1973, 1998), analéctico, puesto que incluye el saber y la acción de los que no conocemos, de lo que viene de otros lugares hasta entonces no vistos, no aceptados, o definidos y categorizados a imagen y semejanza del sistema de investigación dominante. Esta perspectiva analéctica es colocada en situación por la psicología social comunitaria que la introduce en la acción social mediante el enfoque dialógico en el cual se expresa el carácter liberador Transformación social. introducido por la psicología social de la liberación. A su vez la analéctica, al permitir el acceso de esos otros que introducen la diversidad, lo inesperado, lo distinto de la otredad, impide la cristalización de las ideas y conceptos y la ritualización de las acciones. La psicología social de la liberación subraya el carácter político de la praxis psicosocial que se venía realizando y le fija tareas específicas a cumplir. La condición crítica es un requisito fundamental tanto en el trabajo psicosocial comunitario como en el enfoque liberacionista, pues tanto el uno como el otro en la medida en que son modos alternativos de acción política corren el mismo peligro del cual tratan de proteger a los grupos sociales con los cuales trabajan: la ideologización y la alienación. No por tener un título de psicólogos o de ser catedráticas de psicología se escapa a las presiones de las tendencias políticas presentes en las sociedades en las cuales vivimos. Y es fácil confundir los intereses de partidos políticos con los intereses políticos de los grupos que reclaman la transformación de su entor- PSICOLOGÍA SOCIAL COMUNITARIA, PSICOLOGÍA CRÍTICA Y PSICOLOGÍA DE LA LIBERACIÓN no y de sus vidas. Las viejas formas opresoras están también allí presentes, prestas a justificar, ocultar e imponer puntos de vista contrarios a la voluntad popular. La reflexión crítica abierta, libre y plural, que escucha muchas voces y respeta a esos otros de quienes parte, es un buen antídoto contra tales males. ¿Escapan estas corrientes de las influencias del ambiente sobre el cual pretenden influir? Ciertamente no. La institucionalización ha ido cerrando el paso a la espontaneidad (Krause, 2002; Piper, 2003); las ideas autoritarias también saben ponerse la capa de la liberación y la crítica puede ser un ejercicio inútil al adaptarse a las ideas dominantes condenando lo juzgado condenable. Pero esas son las condiciones en las cuales se ha desarrollado toda ciencia. Lo 27 Fre i re , P . ( 1 9 7 3 / 1 9 8 8 ) . ¿ Ex t e n sió n o comu n icació n ?Mé x i c o:Si g l o XXI . He nri que s , P ., Ho l l wa y , W ., Un w i n, C. , Ve nn, C. & Wa l k e rd i ne , V. ( 1 9 8 4 ) . 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M ont e ro ( Ed .) , Acció n y discu r so ( Pr ob le mas interesante es que bajo tres nombres distintos, en de psicologí a social e n Amé r ica Lat ina) ( pp. 5985) . tres vertientes aparentemente separadas, encontra- Ca ra c a s :Ed u v e n. mos no sólo vasos comunicantes sino francas similitudes, que muestran una corriente en acción. Li ra , E. ( 2 0 0 2 ) . Not a ss ob re p s i c ol og í ac rí t i c a . En I . Pi p e r ( Coord .) , Polí t icas,su j e t os y r e sist e n cias.De b at e s y cr í t icas e n psicologí a social ( p p . 2 5 5 2 6 6 ) . Sa nt i a g o:ARCI S. La relación entre las tres tendencias descritas Ló p e z , M. ( 1 9 9 2 ) . Aj u s t ed ec u e nt a sc on l ap s i c ol og í as o- presenta vía para hacer una psicología autóctona, c i a l c omu ni t a ri a :Ba l a nc ead i e za ñ os . En I . Se rra noGa rc í a pero no encerrada, que a la vez dice al mundo y lo escucha. Una psicología que al responder a los problemas de las comunidades en las sociedades latinoamericanas afligidas por la desigualdad y la opresión, contribuye a desarrollar ciudadanos conscientes de sus deberes y de sus derechos, así como al & W . Ros a ri oCol l a z o ( Coord s .) , Con t r ib u cion e s pu e r t or r iq u e ñ as a la psicologí a socialcomu n it ar ia ( p p . 1 0 7 1 1 6 ) . Sa n J u a n:EDUPR. Ló p e z , M . M . & Zú ñ i g a , R. ( Coord s .) . ( 1 9 8 8 ) . Pe r spe ct iv as cr í t icas de la psicologí a social. Sa n J u a n:Ed i t ori a ld el a Uni v e rs i d a dd e Pu e rt o Ri c o. Ma rt í nBa ró , I . ( 1986) . Ha c i a una ps i c ol og í as oc i a lde l a l i b e ra c i ó n. Bole t í n de Psicologí a U. C. A.5 ( 2 2 ) , 2 1 9 2 3 1 . reflexionar críticamente sobre sus actos y sobre los Ma rt í nBa ró , I . ( 1 9 8 8 ) . Losg ru p osc on h i s t ori a :Un mod e l o resultados de los mismos, sobre sus motivaciones y p s i c os oc i a l[ Grou p swi t h ah i s t ory :A p s y c h os oc i a lmod e l ] . sobre sus compromisos podría estar contribuyendo también a la transformación de estas sociedades, fijando el rumbo hacia formas de desarrollo ecológicamente viables y humanamente deseables. Referencias Brown, P . ( 1 9 7 3 ) . Radical psychology. Lond re s :Ta v i s t oc k . Du s s e l , E. ( 1 9 7 3 ) . Par a u n a é t ica de la lib e r ació n lat in oame r ican a. Bu e nosAi re s :Si g l o XXI . Du s s e l , E. ( 1 9 9 8 ) . Ét ica de la lib e r ació n. M a d ri d :Trot t a . Fa l s Bord a , O. ( 1 9 5 9 ) . Acció n comu n al e nu n a v e r e da colomb ian a. Bog ot á :Uni v e rs i da d Na c i ona l , M onog ra f í a s Soc i ol ó g i c a s . Fa l sBord a , O. ( 1 9 7 0 / 1 9 8 1 ) . Cie n cia pr opia y colon ialismo in t e le ct u al.Bog ot á :Ca rl osVa l e nc i a Ed i t or. Fa l sBord a , O. 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