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A Ñ O II
15 Agosto 1917
ALREDEDORES DE MONDñRIZ,
Núm. 27
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MONDARIZ - VIGO - SANTIAGO. -- Guia del Turista
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T o m a s e por centro de las excursiones a que esta QUIA ae refiere el establecimiento hidroterápico de Mondariz o o r o u e
Mondariz es p u n t o forzoso de etapa para los viajeros ingleses, s e g ú n determinan los itinerarios de la Booíft Line
Desde hace a ñ o s los vapores de esta importante Compañía naviera de Liverpool,
e n s u s viajes de turismo, tocan tres veces al
m e s e n V i g o y v u e l v e n alli a recoger los pasajeros d e s p u é s de haber recorrido éstos la provincia de Pontevedra y parte de la de
Corun», l l l g i n d o hasta 1» m o n u m e n t a l y artística ciudad de Santiago
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En el referido puerto desembarcan t a m b i é n m u c h o s viajeros de America y de Europa central con el doble objeto de reponer
i u s i l u d en Mondariz y de visitar la h e r m o s a comarca pontevedresa. En el m i s m o caso se encuentra Portugal, cuya línea férrea
del M i ñ o e m p a l m a e n Guillarey con las espano as, desde d o n d e acuden todos los años al establecimiento minero-medicinal i n n u merables bañistas. Es a d e m á s Mondariz el centro al cual v i e n e n constantemente concurrentes de las cuatro provincias de Qalld a y de toda España. Y por ú l t i m o , su Oran Hotel e s e n la región u n o de i o s q u e p u e d e n ofrecer a las personas distinguidas
albergue c ó m o d o y elegante, m e s a excelente, facilidades para recorrer el país y condiciones de lujo y de confort
q u e le igualan
con los Falaces m á s acreditados del m u n d o .
H e ahí las razones q u e n o s han obligado a tomarlo como punto de descanso y de partida.
Antes y d e s p u é s de las excursiones, para enfermos y sanos, para turistas y curiosos, Mondariz constituye u n lugar de reposo
l l e n o d e gratos refinamientos europeos, e n el cual se satisfacen por completo los gustos y las necesidades de los v i l j e r o s m e n o s
* " ' u ' * m a y o / ' p a r t e de l o s q u e allí llegan lo hacen atraídos por la fama universal de las aguas de Gándara v Troncoso, q u e form a n el establecimiento c o n o c i d o bajo el nombre genérico de Mondariz en todos los países del antiguo y de'l n u e v o c o n t i n e n t e .
H e ahí l o s m o t i v o s q u e h a n dictado nuestro plan, el cual se determina del m o d o y con los itinlrarios siguientes- D e Mondariz a S a n t l a o o , pasando por la capital de la provincia de Ponlevedra, merecedora de atenta v i s i U SeBulmos la carretera de S a l d a s - P a d r ó n , d e t e n i é n d o n o s a gusto e n multitud de lugares, o históricos o pintorescos.
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- D e SantlaflO se v u e l v e , s i g u i e n d o las margenes de las encantadoras R í a s B a j a s , que desde s é s u r e » , Catoira,
T o r r e s de © . e t e , e o r t e s a d a , Oarril, YillaBarcia Bambado», n o s llevan a la Toja, h e r m o s o estTbled-
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de P o r t o s a n t o , en d o n d e probablemente nació el descubridor del N u e v o M u n d o .
lugar
—De P o n t e v e d r a p ° r P u e n t e S a m p a y o , Hrcade y R e d o n d e l a , a Vigo.
En este último puerto, acaso el mejor y de seguro el más bello de Europa, termina el itinerario, m a s no sin abarcar alEunai
Interesantísimas e x c u r s i o n e s a e a n g a » , B a y o n a , Monterrael, O y a y las I s l a s e i e s
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="n aoarcar a i g u n a i
Se recogen e n ella lo concerniente a geografía, administración, historia, arqueología, arte, literatura, música lengua tradición, Indumentaria, instituciones peculiares, costumbres típicas y cuantas particularidades antiguas o modernas pu'edan
servir al mejor c o n o c i m i e n t o de la hermosa comarca gallega.
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" m o u e m a s pueuan
De resumir esos varios aspectos se han encargado, a instancias de los editores, literatos y publicistas Ilustres Entre ellos
figuran l a Condesa de Pardo Bazán, Alfredo Wenti, R. Balsa de la Vega, Celso García de r^egljCEn^^^^^^^^
Lines, y otros.
Su acreditada competencia e» la mejor garantía de q u e este trabajo, así oara los e s p a ñ o l e s c o m o para l o s extranieros responderá c u m p l i d a m e n t e a la idea y a la necesidad e n que se inspira.
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Suplemento a Lft T E M P 0 R 7 \ D H
Año III
Madrid, 15 de agosto de 1917
MONDARIZ,—Finca de Sanmil (Pías).
Un crucero,
541
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Núm 27
GALERÍA DE GALLEGAS CELEBRES
„Doña
Inés de
(Foto,
Castro,,
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][I^]ÉS
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o s a m o r e s y la trágica m u e r t e d e I n é s d e
Castro inspiraron a C a m o e n s su canto m á s h e r m o s o , y a la l e y e n d a y al
d r a m a sirvieron d e a s u n t o r e p e t i d a s
veces.
E r a I n é s m u j e r de e x t r a o r d i n a r i a belleza e
i n t e l i g e n c i a clara, h e r m a n a d e u n a r e i n a de Castilla, del mejor c a b a l l e r o del siglo x i v y del prim e r c o n d e s t a b l e de P o r t u g a l ; hija del m a t r i m o nio de d o s p e r s o n a s d e la m a s clara n o b l e z a d e
G a l i c i a , d o n P e d r o de Castro í e ! de la
guerras
3- d o ñ a A l d o n z a d e V a l l a d a r e s .
S i e n d o m u y j o v e n a c o m p a ñ ó a P o r t u g a l , como
d a m a de honor, a la P r i n c e s a doña C o n s t a n z a d e
Castilla c u a n d o su m a t r i m o n i o con el hijo de Alfonso I V , el e n t o n c e s P r i n c i p e P e d r o .
L a P r i n c e s a castellana m u r i ó al d a r a luz al
p r i m o g é n i t o don F e r n a n d o , c a u s a n d o su m u e r t e
u n dolor profundo en el á n i m o d e l p r í n c i p e , p e r o
q u i z á aún mayor fué el s e n t i d o p o r la d a m a a
q u i e n q u e r í a como a u n a h e r m a n a .
La s i m p a t í a del dolor de a m b o s fué la causa de
sus d e s d i c h a s . P e d r o e I n é s lloraron p r i m e r o por
la m u e r t a 5' n o t a r d a r o n m u c h o t i e m p o en amarse m u t u a m e n t e . El p r í n c i p e q u e era b u e n p o e t a
r e v e l ó su amor con la c é l e b r e canción q u e emp i e z a asi:
«Más d y g u a d e s e r s e r v i d a
Que se n h o r a d'este mundo
Vos soes o meu Deus segundo
Vos soes m e u ben d'esta vida..
Lacos
Cuadro
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de S. Martínez
Cubells.
<Oi\lBX]RO
El Rey Alfonso p r e p a r a b a el m a t r i m o n i o d e
P e d r o con B l a n c a d e Castilla c u a n d o s u p o q u e su
hijo y d o ñ a I n é s se h a b í a n d e s p o s a d o en s e c r e t o .
No lo llevó a bien el m o n a r c a lusitano p e r o quizá no h u b i e r a p a s a d o d e ser u n a c o n t r a r i e d a d sin
la perfidia de sus Consejeros A l b a r G o n z á l e z ,
P e d r o Coello y D i e g o L ó p e z P a c h e c o , en q u i e nes la m e z q u i n a pasión d e la e n v i d i a les hacía
t e m e r q u e por este e n l a c e los h e r m a n o s d e I n é s
llegasen a o b t e n e r la p r i v a n z a del R e y y ser en
c o n s e c u e n c i a p o s t e r g a d o s . E s t o s infames adlát e r e s influyeron con don Alfonso IV h a s t a cons e g u i r q u e el rey obligase a su hijo a r e p u d i a r a
I n é s . Don P e d r o contestó a la p r e t e n s i ó n p a t e r n a
con la e n t e r e z a q u e d e m o s t r ó s i e m p r e , d i c i e n d o
«que si el amor le u n í a a a q u e l l a d a m a , el d e b e r
le o r d e n a b a sacrificarse p o r su esposa».
S i g u i e r o n los consejeros su o b r a y el S o b e r a n o
e s p e r a n d o alcanzar de la d e b i l i d a d d e la m u j e r
lo q u e n o p u d o c o n s e g u i r d e la d i g n a firmeza del
h o m b r e , se p r e s e n t ó en el palacio d e C o i m b r a ,
r e s i d e n c i a d e la e n t o n c e s t a n dichosa I n é s . A l
p r e s e n t a r s e el R e y , su a u g u s t a n u e r a se arrojó a
sus pies, c o n m o v i e n d o a d o n Alfonso con sii herm o s u r a y sus l á g r i m a s y le p r e s e n t a a sus n i e t o s
q u e d o r m í a n . D o n Alfonso, q u e i g n o r a b a la pat e r n i d a d d e su hijo, palideció al v e r las inocentes c r i a t u r a s y se retiró con sus r e n c o r e s , en part e a p l a c a d o s ; p e r o P a c h e c o , alma r u i n q u e n o
tenia m á s s e n t i m i e n t o q u e u n a a m b i c i ó n sin li-
mites, viendo su causa en camino d e p e r d e r s e
q u e m ó el último cartucho fraguando la c a l u m n i a
q u e costó la vida a doña I n é s de C a s t r o . Convenció al Rey de q u e el principe o c u l t a b a el nacimiento d e s u s hijos p a r a d a r u n s e g u r o g o l p e
d e E s t a d o , p u e s p r e t e n d í a a r r a n c a r la corona al
m o n a r c a p a r a ceñirla a las sienes de los hijos de
I n é s . Don Alfonso, de s u y o receloso y v e n g a t i vo envió de i n s t r u m e n t o a sus ambiciosos ministros llegando a tolerar el r e p u g n a n t e crimen de
Coimbra.
Salió don P e d r o de caza una m a ñ a n a y t a n
pronto se alejó d e Palacio, A l b a r G o n z á l e z y
P e d r o Coello q u e a c e c h a b a n la presa, entraron
sin ser vistos en la c á m a r a de I n é s , q u e c u a n d o
irguió su preciosa c a b e z a vio brillar los p u ñ a l e s
asesinos q u e se h u n d i e r o n en su d e s n u d o p e c h o ,
y murió con el n o m b r e de su esposo y de sus hijos en los labios. El furor d e don P e d r o al saber
ía m u e r t e de su esposa, no conoció límites, y al
frente d e t r o p a s leales q u e m ó y d e s t r u y ó semb r a n d o el terror y la desolación allí d o n d e encontró algo p e r t e n e c i e n t e d e cerca o lejos a los
infames Consejeros q u e t u v i e r o n q u e huir a Castilla y a F r a n c i a .
Don P e d r o , p a s a d a esta p r i m e r a expansión de
su dolor, g u a r d ó s u s enojos hasta esperar la
m u e r t e d e Alfonso I V en 1337, dos años d e s p u é s
d e su v i u d e z . A p e n a s p r o c l a m a d o R e y , su p r i m e r
acto fué el de hacer justicia en asunto q u e tan
hondo sufrimiento h a b í a llevado a su corazón;
pidió al s o b e r a n o d e C a s t i l l a la extradición d e
A l b a r González y P e d r o C o e l l o , (Pacheco h a b í a
tó los d o c u m e n t o s justificantes d e s u m a t r i m o n i o
con doña I n é s , hizo r e c o n o c e r el d e r e c h o d e los
hijos de este enlace a la corona p o r t u g u e s a , y a
continuación con toda solemnidad se e x h u m ó el
c a d á v e r d e la d e s g r a c i a d a doña Inés, al q u e con
los h o n o r e s de R e i n a se le ciñó la d i a d e m a r e a l ,
se colocó en su d e s c a r n a d a m a n o el cetro lusitano y s e n t a d a en el trono fué s a l u d a d a como Rein a p o r la corte d e P e d r o I. T e r m i n a d a e s t a ext r a ñ a c e r e m o n i a volvió la m u e r t a a ser colocada
con t o d a p o m p a en el s o b e r b i o s e p u l c r o q u e se
conserva en el Monasterio de A l c o b a ^ a , a d o n d e
fué a r e u n i r s e p a r a s i e m p r e con ella su r o m á n t i co esposo, el rey p o e t a 5' justiciero, en 18 de
E n e r o d e 1367.
H a c e catorce años, en u n a excursión por el vecino reino en c o m p a ñ í a d e mi q u e r i d í s i m o amigo M. I. F . , entusiasta como y o de admirar lo
bello en t o d a s s u s m a n i f e s t a c i o n e s , al r e g r e s a r
del Monasterio d e B a t a l h a , nos d e t u v i m o s en la
villa d e Alcoba(,-a p a r a visitar el e x - c o n v e n t o d e
B e r n a r d o s , d o n d e se g u a r d a n los reales sepulcros
d e d o n P e d r o y d o ñ a I n é s , c o n s t r u i d o s en mármol blanco con preciosos bajo relieves y h e r m o m o s a s e s t a t u a s y a c e n t e s ; e x t r a ñ a n d o t a n t o a mi
amigo como a mí la colocación de los s e p u l c r o s ,
q u e a diferencia d e los q u e h a b í a m o s visto en
Batalha, los d e ésta e n a m o r a d a pareja e s t a b a n
situados u n o frente a o t r o , casi u n i d o s p o r el
lado c o r r e s p o n d i e n t e a los p i e s . N o s dijo el cicerone q u e h a b i a sido v o l u n t a d del m o n a r c a con
el fin d e q u e el día d e la r e s u r r e c c i ó n la p r i m e r a
m i r a d a d e a m b o s esposos fuese al s e r q u e r i d o .
Sepulcro de Doña Inés de Castro en el Monasterio de Santa María de
m u e r t o en F r a n c i a ) , les hizo p a d e c e r t o r m e n t o s
h o r r i b l e s , cl v e r d u g o les arrancó el corazón q u e
a ú n h u m e a n t e arrojó a los pies del m o n a r c a ,
s i e n d o e n su p r e s e n c i a d e v o r a d o p o r los p e r r o s ;
los c a d á v e r e s de los dos asesinos d e s p u é s d e e x p u e s t o s en u n p a t í b u l o , fueron q u e r n a d o s y las
cenizas d i s p e r s a d a s p o r el v i e n t o . • '
Satisfecha la v e n g a n z a q u e d u r a n t e dos años
a n h e l a b a , c o n v o c ó C o r t e s en C a s t a ñ e d o , p r e s e n - !
fllcobaqa.
V i s i t a m o s t a m b i é n en a q u é l l a época la famosa
q u i n t a d e L a s L á g r i m a s , en C o i m b r a , r e s i d e n c i a
c l e d o ñ a I n é s c u a n d o fué a s e s i n a d a , en c u y a finca, en u n a lápida d e m á r m o l s i t u a d a a orillas del
e s t a n q u e , está e s c u l p i d a u n a d e l a s estrofas d e
Camqens, y que no reproducimos por no tener a
mano' los a p u n t e s q u e hice del referido viaje.
E.
MONDARIZ
Organización del Establecimiento balneario de Mondariz
(Véase nuestro número de Julio último)
M O N D ñ R I Z , - Grupo de empleados en las fincas rústicas.
MONDARIZ,—Finca
544.
de S a n m i l
(Pias)
MONDARIZ]
MONDARIZ, - G r u p o de operarios de la-Casa de máquinas.
MONDARIZ.—Casa de máquinas del Establecimiento balneario. Sección de ebanistería.
Dr. D. Baltasar Hernández Briz
EN la clase médica goza de jS^ran estimación el s e ñ o r H e r n á n d e z Briz, que
s o b r e ser excelente clínico, es notable
escritor didáctico, siendo mucho y muy
bueno lo que ha escrito acerca de diversos asuntos profesionales, y, señaladamente de las enfermedades de los niños,
especialidad a la que se dedica y en la
que ha adquirido justa y envidiable fama
y autoridad indiscutible.
El doctor H e r n á n d e z Briz, nació en
Albacete en 1 8 5 7 ; en 1 8 7 8 , obtuvo el título de Licen, ciado en Medicina y Cirugía,
graduándose
d e doctor en
1 8 8 0 : toda su
c a r r e r a la hizo
con las notas
d e notable y
sobresaliente.
Nazareno, hasta 1 8 8 3 , en que cesó por
h a b e r obtenido, después de brillantísimas oposiciones, una plaza de médico
del Hospital General.
El mismo año consiguió el titulo de
profesor del Cuerpo médico-farmacéutico de la Beneficencia Provincial de Madrid. Ingresó por oposición en dicho
Cuerpo, donde continua prestando sus
servicios en la sección de Medicina en
general, teniendo a su cargo dos salas de
Clínica Médica (hombres y mujeres,
salas 2 2 y 2 4 ) .
Ha il visitado
la sección de
enfermedades
infecciosas así
como también
ha combatido
v a r i a s epidemias.
El Gobierno
le ha nombrado en diversas
ocasiones. Delegado Médico
para combatir
enfermedades
infecciosas en
varios pueblos
de la provincia de Madrid,
distin guiéndose notablemente por su abnegación y p o r
el acierto en
las medidas sanitarias adoptada& d u r a n t e
la epidemia del
cólera m o r b o
asiático en la
villa de Chinchón,
donde
Después de
d e s e m p e ñ a r el
cargo de médico titular interino de Villanueva de la Ja.a (Cuenca),
fué n o m b r a d o
porRealorden,
en 1 8 8 0 , Médico a g r e g a d o
del Cuerpo facultativo de la
Beneficencia
g e n e r a l con
destino al Hospital d é l a Princesa, desempeñando sin interrupción este
destino en dicho Hospital y
en el de Jesús
546
MONDARIZ
permaneció como Jefe del Servicio Sanitario, hasta la extinción de la epidemia, teniendo que ser trasladado a Madrid por haber caido enfermo de dicha
terrible dolencia. La Excelentísima Diputación en vista de los relevantes servicios prestados por nuestro biografiado
en aquellas circunstancias le propuso
para la Cruz de Carlos IIL
Los brillantes trabajos de pediatría,
que tan gran relieve han dado a la personalidad científica del doctor Hernández Briz, determinaron a la Diputación
a concederle en Septiembre de 1 8 8 8 ,
como servicio extraordinario, el establecimiento de una consulta de enfermedades de los niños en el Hospital General,
además del servicio oficial de visita en
dicho Establecimiento, completando tan
acertado acuerdo, el haberle nombrado
con posterioridad Médico Jefe de la Inclusa y Colegio de la Paz de Madrid,
cargo que ejerce actualmente.
En 1 8 9 2 fué designado por unanimidad, Académico corresponsal de la Real
de Medicina de Madrid.
El Colegio de Médicos de Madrid, le
eligió en 189Ó, Vicepresidente de la Sección de publicaciones y propaganda, y
Vocal de la Junta Directiva.
E n dicho año, fué nombrado director
del Museo Anatómico y Departamento
de autopsia del Hospital General.
Otros muchos cargos ha desempeñado, entre los que recordamos los de Vocal del Tribunal de exámenes de ministrantes, y Médico civil vocal de la Comisión Mixta de Reclutamiento de la
provincia de Madrid.
De la copiosa labor científico-literaria
del ilustre Dr. Hernández Briz, nos impide dar su bibliografía la falta de espacio.
Como redactor y como colaborador,
su prestigiosa firma aparece con frecuencia en las publicaciones profesionales La Revista Clinica Terapéutica,
Siglo
Médico, El Dictamen,
La Medicina
práctica, El Progreso
Médico-farmacéutico,
La Revista Clinica de los Hospitales,
Archivo de Medicina y Cirugia de los niños.
Boletín del Colegio Médico y Anales
de
Cirugía,
etc.
LAS aguas de Mondariz las vengo prescribiendo a mis enfermos desde hace treinta y
cinco años, y esta larga experiencia clínica me permite afirmar que/AS creo superiores
a sus similares extranjeras y siempre preferibles a ellas, pues tengo la convicción que
los v e n e r o s mineromedicinales de mi patria no tienen nada que envidiar a las de otros
países.
Estas aguas de Mondariz las receto a todos los dispépsicos gastro intestinales, a
los hiperclorhídricos, diabéticos, reumáticos, artríticos, etc., etc. y sus resultados
siempre son notables. Asimismo las empleo como bebida usual cuando tengo necesidad de prescribir la dieta láctea en estados infectivos, fiebre tifoidea, enfermedades del riñon, etc. E n los niños pequeños y en las dispepsias de los de pecho, por
transgresiones del régimen, etc., los aconsejo a cucharaditas, dándome excelentes resultados.
DR. BALTASAR HERNÁNDEZ BRIZ
547 i
MONDARIZ
Dr. D. Fernando González Valdés
EL notable médico ovetense, S r . Valdés, es de los h o m b r e s más sinceramente modestos que conocemos, hasta el
punto de que el ilustre doctor y académico O r t e g a Morejón, al publicar hace
algún tiempolabiografía del Sr. Val- .
d e s , en el Monitor
Sanitario, decía haberla h e c h o sin el
consentimiento y
contra la opinión
del i n t e r e s a d o ,
quien estimaba que
sólo era asunto que
podía halagar a la
familia.
vez que sejdisputaban el tiempo de labor
unos a otros, cual lo comprueba el que
desde tal fecha ha intervenido como vocal en todas las juntas provinciales y
municipales de Sanidad, Beneficencia e
Instrucción pública; ha desempeñado especiales comi.siones extraordinarias, siendo varias
veces médico civil
de la Comisión de
reclutamiento, tesorero del Comité
médico provincial,
secretario de la Liga antituberculosa,
representante de la
U n i v e r s i d a d de
Oviedo e n el IX
Congreso internacional de Higiene,
etcétera.
Lo cual corrobora de modo indiscutible la afirmación hecha al principio de este esbozo
biográfico que publicamos—naturalmente— sin conocimiento del señor
V a l d é s , reproduciendo s u retrato
del que figura en la
biografía citada.
Desde h a c e años
figura como subdelegado de Medicina
de Oviedo y presidente del Comité
provincial de Subdelegados, y en tan
importantes cargos, a los que justa y
merecidamente le llevan sus prestigios
científicos, sus dotes excepcionales de
carácter e inteligencia y el afecto de sus
compañeros, lucha tenaz y afortunadamente por todo cuanto representa el enaltecimiento y mejora del C u e r p o de subdelegados de Sanidad.
P o r los notables servicios prestados en
la c a r r e r a h a recibido en distintas ocasiones el testimonio de gratitud del Gobierno y de la Diputaciónprovincial, y del
Ayuntamiento de O v i e d o , hallándose
Con singular aprovechamiento hizo el
Sr. Valdés la c a r r e r a de Medicina, ingresando, apenas terminada, en la Beneficencia provincial, dedicándose a la enseñanza desde 1 8 7 6 . Su doble personalidad, enérgica de espíritu y pobre en
materia, no tardó en desequilibrarse,
rindiéndose esta última, obligándole a
buscar en el campo y en los viajes la reparación de las fuerzas perdidas.
Y más ahincadamente que nunca volvió, en 1 8 8 3 , al trabajo, siempre en Oviedo, y ocupándose en tantos asuntos a la
548
MONDARIZ
en posesión de varias condecoraciones.
«Sus múltiples aptitudes, sin tasa derrochadas—dice el Dr. Ortega Morejón,
en la biografía del Sr. Valdés—el ímprobo trabajo que sobre él pesa, su poca resistencia física, los obligados viajes que
precisa hacer, no impidieron que así dedicara la inteligencia y el tiempo necesarios para hacer una voluminosa Memoria en dos tomos, optando al premio
Noel, de la Real Academia de Medicina
d e Madrid, y su fallo de concesión y
de publicación oficial del trabajo y del
nombramiento d e socio corresponsal,
evitan comentarios y ratifican la verdad
de cuanto llevo relatado.»
Tal es, muy someramente bosquejada,
la figura científica del señor Valdés, que
rodeándose del silencio—tan grato a los
modestos—labora continua y enérgicamente por el esplendor de la Medicina,
y en el alto puesto que desempeña, por
el mayor bienestar y prestigio de sus
compañeros.
ÍYlONDflRIZ.—Una calle del pueí-lo del Balneario,
SRES. HIJOS DE PEINADOR
Í
MUY señores míos: Lo que puedo decirles d é l a s aguas de Mondariz, es lo siguiente: i
que hace cuarenta años que las prescribo como poderoso coadyuvante en el tratamien- \
to de las dispepsias, artritismo, arterioesclorosis, enfermedades biliares y urinarias,
e igualmente en los estados de gestación y lactancia.
Con el uso de dichas aguas h e podido ver siempre facilitada la curación o deteni- !
do el progreso de las enfermedades mencionadas; y sin ellas, 11 t-indencia a h a c e r s e ;
insidiosas o incurables.
Las aconsejo también como agua de mesa, cuando las de bebida ordinaria son desconocidas o sospechosas, con el fin de evitar toda infección.
\
Y si durante tan largo período de tiempo las prescribí sin interrupción ¿qué más i
quieren ustedes que les diga?
Su affmo. y s. s.,
DR. VALDÉS
549
Dr. D. Francisco P. Cuadrado
como médico titular en el Valle de Ocon
(Logroño), publicando notables artículos en el Genio
t / S uno de los médicos de provincia que
más trabaja por el prestigio de la Medicina española.
Ejerce la profesión en San Sebastián
hace unos treinta años, habiendo conseguido desde el p r i m e r momento captarse
la estimación y simpatía de la culta sociedad donostiarra, en la que ocupa lugar preferente por la excelencia de sus
dotes científicas y personales.
Cursó toda la c a r r e r a en la Facultad
de Medicina de Madrid con nota de sobresaliente 3^ premios en algunas asignaturas; fué alumno interno del Hospital Provincial, y uno de los fundadores
del Ateneo Antropológico, Médico matritense y de internos de los Hospitales
Provinciales.
E n 1885 a los veinte años de edad, obtuvo el título de Licenciado ejerciendo
Médico-Quirúrgico,
del
inolvidable doctor Tejada y España.
La vida monótoma rural no se adaptaba al temperamento batallador y progresivo del señor Cuadrado y se trasladó a
San Sebastián, donde en poco tiempo
creó una extensa clientela, siendo médico de compañías de seguros sobre la
vida, accidentes del trabajo, sociedades
obreras, tranvías y visita particular y
consulta numerosa hasta el extremo que
bien puede decirse que durante el día no
tiene una h o r a de descanso.
En la epidemia colérica de 1 8 9 3 , fué
nombrado Inspector de Sanidad de Guipúzcoa y gracias a sus acertadas medidas sofocando los casos aislados que
se presentaron en J o v e r , Z u m á r r a g a ,
Villarreal y otros pueblos, libró a la provincia de los h o r r o r e s de una epidemia.
Conocedores sus compañeros de su
afición al trabajo y notables iniciativas,
le n o m b r a r o n Presidente del Colegio
Médico de Guipúzcoa, no defraudando
las esperanzas que en el mismo fundaron, puesto que uniendo los muchos y
buenos elementos que en la misma existen, ha elevado el nivel de cultura del
Colegio, atendiendo ante todo a la defensa de la clase médica, dirigiendo la
revista mensual Guipúzcoa Médica, siempre leída con gusto, y fundando en unión
de los colegiados la Academia MédicoQuirúrgica de Guipúzcoa, que con tanto
amor y entusiasmo labora por el mayor
esclarecimiento de la Medicina patria.
Como publicista colabora en los periódicos de la región y en muchos profesionales,y sus seudónimos Dr. X y Bacliiller
Triaca son de todos conocidos por sus
notables artículos de vulgarización científica y cuentos médico-sociales.
IIN el valle del T r o n c o s o se alza majestuoso el balneario de Mondariz. La campiña
que le rodea es magnífica; su arquitectura grandiosa y las virtudes curativas de sus
aguas sorprenden a los profanos y son orgullo de los que nos dedicamos al ejercicio
de la Medicina.
Clasificadas en el grupo de las bicarbonatadas-sódicas, tienen sus indicaciones en
todas las enfermedades gastro-intestinales, y muy especialmente en la diabetes, que
muchas veces cura y siempre mejora, como lo demuestra la satisfacción de los millares de enfermos cuando r e g r e s a n del balneario.
Mondariz es una joya engarzada en las montañas galaicas; p o r sus brillantes efectos debemos siempre recomendarlas, y h u y e n d o del extranjerismo, hacer patria, q u e
es el deber de todo buen ciudadano.
FRANCISCO P . CUADRADO
Í
(Escultura
de Conllant
Valera.)
ROSALÍA C A S T R O
A Hosaliá
U A S nais m e b i c a n e m e d a n arrolo,
Unlia, a do t e m p o n e n o , a p o m b a aquela
q u e m e acoclióu, m i m o s a , n o s e u coló
c-o xeito liomilde da virtú sinxela.
Afundido d e dor, frebento, tolo,
chamaba a morte a berros o perdela,
c a n d o o 1er os t e u s libros ¡ou consolo!
s u r d i c h e T í : contigo tornóu Ela!
D e n d - e n t ó n , si ferido dos p e n a r e s
q u e e n s a n g r e n t a n a vida con q u e loito
p o u s o a y - a l m a ñ a s Follas y-os
Cantare^,
¡Rosalía! ¡ña Nai! ¡miña S a n t i ñ a . . . !
| m e n t r a l - a R u l a m i l a g r e i r a escolto,
sinto u n h a doce m a n q u e m e acariña!
R . CABANILLAS
551
i
MONDARlZi
] P
O
i\V
V
l U
E
N llegando al mes de agosto le entraba a Sabel un picor por todo el
cuerpo que la desazonaba atrozmente
sacándole las ganas de comer. No había
más remedio que mandarla a tomar baños de mar aprovechando la salida de
los c a r r o m a t o s que de la montaña bajaban
cada quince días a Marin en busca de
pescado y otros víveres de que en el lug a r se carecía.
O t r a s mozas como ella iban también
en busca de la frescura de la playa, a
remojar sus cuerpos roñosos y trabajados, y hacinadas en aquel carro
tirado por tres muías, que casi recordaba las antiguas galeras, reían todo
el camino sin pensar en la vuelta,
oyendo con embeleso y coreando
a veces las canciones j a c a r e r a s del
mayoral.
A Sabel la despedía siempre su mad r e junto al crucero del Pedroso y al
ver alejar el vehículo con su combado toldo, dando tumbos en los baches,
no pensaba en un accidente del camino, temía más a un accidente del mar
o de sus orillas, donde su moza podía
e n c o n t r a r un alma que la e n g a ñ a r a y
la sustrajera al cariño de la montaña.
P o r eso cuando la veía r e g r e s a r al cabo
de un mes en el mismo carromato cargado de calderetas vacías y de latas de
escabeche, su alegría no tenía límites
p o r q u e e n t e n d í a que r e t o r n a b a su hija,
limpio,el cuerpo y limpia el alma y la
apalpaba por todo él diciéndola:
—¿No te engañaron
¡Dijéronme
552
I V
a
„
mala ley junto al mar!.. Dime la verdad...
—No mi madre; no la hay — contestaba.
En sus palabras había un débil acento
de tristeza como si sintiera volver a la
montaña, donde no había aquellos horizontes azules y el olor acre de las algas
marinas que acababa de dejar. P e r o al
contemplarla remozada y limpia, su madre, adquiría la tranquilidad y el sosiego
que por ella tuviera todo el tiempo de la
ausencia.
i
MONDARIZ
consolada lloraba sin cesar por ella
y le contó que sabía que adquiriera
unos amoríos con un cumplido rapaz ribereño, del que muchas veces le
había hablado largamente, añorando sus
caricias y sus palabras agarimosas.
—Queríale tanto que se habrá quedado
a servir en el pueblo. A mí me dijo que
se lo prometiera...
La vieja al oir esta revelación enjugó
las lágrimas que corrían por sus curtidas
mejillas y por un momento se reflejó en
sus ojos una' grata alegría, acaso porque pensó
que a su hija no la había
tragado el mar. Y como
si se conformara con su
suerte, dijo sentenciosa: J _ '
— P o r eso cuando llegaba el verano le entraba un picor por todo el
cuerpo que era una maldición... ¡Ay mi hija! E r a
el picor de la juventud.
U n año, Sabel se fué como de costumb r e a tomar los baños. Su madre, más
descargada de aquella pena a fuerza de
la costumbre, la v i o m a r c h a r esperando
confiada en el r e g r e s o . P e r o éste no
tenía su día apesar de lo avanzado que
iba septiembre.
Los carromatos cargados de «Pouvana» llegaban a la aldea sin que la moza
asomara la cabeza por bajo el toldo. La
vieja a todos preguntaba por ella, contestándole algunos que allá debía quedar,
mientras otros decían que la vieran hasta mediados de agosto pensando que hubiera r e g r e s a d o .
E n vano esperó el retorno de Sabel.
P o r el lugar se hacían distintas conjeturas s o b r e su suerte llegando algunos a
c r e e r que el mar se la había tragado.
P e r o un día una compañera de la desaparecida se acercó a la vieja que des-
PRUDENCIO CANITROT
553
(CONTINUACIÓN)
DIARREAS CRÓNICAS
Se han empleado también estas aguas en ciertos estados diarreicos crónicos, que
no constituyen entidad nosológica, sino un síntoma de distintas enfermedades intestinales: una diarrea que derive de fuerte excitación motriz intestinal se atenuará por
la acción sedante de las aguas débilmente carbónicas y no en exceso bicarbonatadas,
sobre todo sí, como lo ha patentizado una observación práctica copiosa, se toman
estas aguas en caliente y en pequeña cantidad; contrariamente a lo que debe hacerse
en caso de constipación, en cuyo caso han de ser tomadas frías y en abundancia.
ENTEROCOLITIS
E n las enterocolitis, acompañadas o no de esfoliación, en que alternan tan a menudo la constipación y la diarrea, consecuencia de una elaboración intestinal dificultosa (lo que provoca irritaciones que en ciertos momentos se acompañan de una g r a n
cantidad de exudado); pero que, en general, son causa de espasmos que retienen por
largo tiempo los residuos fecales en el intestino, las aguas bicarbonatadas sódicas
medias, como las de Gándara, obran de un modo casi específico (PRIBRAM). E n estas
circunstancias deberán ser tomadas en caliente y se r e c u r r i r á además a las aplicaciones locales sobre el colon y a las prácticas balneoterápícas necesarias. La acción del
agua sobre la circulación intraabdominal, ciiyas alteraciones son causa muy frecuente
de complicaciones intestinales secundarias o de la agravación de enfermedades ya
existentes, constituye a r g u m e n t o favorable para la indicación de dichas aguas en ciertas enfermedades de esta clase.
Hay que añadir además a tales explicaciones fisioterapéuticas las que derivan de
la desintoxicación que las aguas bicarbonatado sódicas, tomadas en cantidad suficiente, ejercen sobre el contenido intestinal. P o r su uso se ve disminuir la cantidad del
azufre urinario y se observa también casi siempre una congruente modificación de las
heces, que se reblandecen y pierden fetidez. Tal acción antiséptica, debida al lavado
intestinal, al a r r a s t r e mecánico de que es causa la ingestión copiosa de tales aguas, y
probablemente también a una acción directa y propia de las mismas por el ácido carbónico que contienen, es otro factor que a g r e g a r al activo del valor terapéutico de
las aguas de Mondariz.
Con todo, teniendo en cuenta que las enfermedades intestinales son, en general,
rebeldes a todo g é n e r o de tratamiento, será necesario a c o m p a ñ a r a la cura hidromineral el uso de los más estrictos cuidados dietéticos y terapéuticos. Si en estos casos
empleamos todos los recursos que la terapéutica nos ofrece, y si nos ayuda el enfer554;
MONDARIZ
mo con firme voluntad, factor éste de principal importancia, podremos obte­
ner con las aguas de Gándara resultados brillantes en el tratamiento d é l a
mayor parte de las enfermedades intestinales, tan rebeldes, por lo co­
mún, a todo tratamiento.
V
C A T A R R O S CRÓNICOS D E L A P A R A T O
RESPIRATORIO
P o r la acción general regularizadora de las aguas alcalino-sódicas sobre la circu­
lación y particularmente en lo que concierne a la secreción de las mucosas, y además
por la influencia que ejercen las aguas de Gándara sobre la producción secretora anor­
mal de las mismas mucosas, están particularmente indicadas aquéllas en el tratamiento
de los catarros crónicos, en general, y de los del aparato respiratorio, especialmente.
CISTITIS CRÓNICAS
Son también mejorados por dichas aguas los estados catarrales de la vejiga urina­
ria, mediante un doble mecanismo terapéutico; la acción, ya indicada, sobre las infla­
maciones crónicas de las mucosas, y las modificaciones que originan en la secreción
urinaria. Se sabe, en efecto, que en las cistitis crónicas los precipitados vesicales son
muy frecuentes; prodúcense depósitos de fosfatos amónico-magnésicos, por efecto de
la fermentación amoniacal, que se desarrolla tan fácilmente en vejigas infectadas. Es­
tos depósitos se conglomeran, formando cálculos o dan lugar a un verdadero barniz
de las paredes vesicales, asiento de nuevas infecciones; de lo que resulta que es muy
difícil de practicar un buen lavado de las vejigas en que haya depósitos amónico-magnesianos. E n estas circunstancias, la absorción del agua bicarbonatado-sódica y la in­
yección de cantidades convenientes, en condiciones asépticas, pueden favorecer la
disolución de los precipitados, con lo que se obtiene más fácilmente la reconstitución
de la mucosa vesical.
Con la absorción de suficiente cantidad de agua bicarbonatada, la orina se hace
más límpida, los depósitos son arrastrados y se evita la formación de otros nuevos, y
el lavado vesical es más fácil; de donde se sigue, como se observa con frecuencia en
la práctica diaria, que vejigas infectadas ya de l a r g o tiempo, son así fácilmente aseptizables y sus paredes completamente reconstruidas.
CÁLCULOS VESICALES
Dos factores concurren a la formación de los cálculos vesicales, del mismo modo
que sucede en la génesis de los cálculos de otra suerte: la composición química del
que se haga más difícil
líquido contenido y la
•
la formación de fosfa­
existencia de restos
tos insolubles, y si, por
epiteliales, de moco o
otra p a r t e , son capa­
de colonias bacteria­
ces de mejorar las le­
nas, que constituyen
siones mucosas, natu­
el centro o núcleo
ral es que produzcan
de precipitaciones. Si
muy favorables efec­
las aguas de Gándara
tienen influencia so­
tos en casos de cistitis,
b r e la composición
aún antiguas y rebel­
MOHDflRIZ.
urinaria, de tal modo
des a otro tratamiento.
Muelles de la luente de Gándara
DPEILI^ÍÍLOOIS
Y
< D / ( B . JEI^- ( O . )
Con feclm 21 de Mayo último y ante cl notario de Madi id señor Casanneva,
ha quedado constituida
esta Sociedad comanditaria,
que se dedicará a la venta de las aguas de
M O N D A R I Z , en particular,
y a cualqtder otro negocio de comercio que la misma
acuerde en lo futuro.
Las oficinas
de dicha Sociedad
han quedado
MADRID:
y las de la sucursal
establecidas
CaVe de Genova,
en
núm. 16
en
VIGO:
Victoria,
núm. 2
Como son casi siempre contemporáneas las inflamaciones crónicas de la mucosa
vesical y la precipitación de los fosfatos amónico-magnésicos, bien se explica que en
este g é n e r o d e enfermedades se obtengan casi siempre halagüeños resultados, mediante el uso interno y las aplicaciones locales de las aguas de Mondariz; resultados
que c o m p r o b ó u n a observación clinica verdaderamente clásica.
VI
A P L I C A C I O N E S DE LAS AGUAS DE M O N D A R I Z
EN EL
TRATAMIENTO DE LAS ENFERMEDADES CUTÁNEAS (I)
Estas aplicaciones terapéuticas dependen de la accióa del agua mineral s o b r e el
proceso visceral o nutritivo, causa de enfermedades de la piel que corresponden a
g r u p o s nosotáxicos los más diversos, o, con m.ayor frecuencia, d e los efectos locales
debidos a las propiedades químicas (elemento alcalino y elemento ferruginoso), eléctricas, dinámicas, etc., d e la misma.
Se pueden a g r u p a r las dermatosis que son influidas por las aguas de Gándara en:
a) dermatosis autotóxicas, con preponderancia de las alteraciones viscerales; b) dermatoneurosis; c) dermatosis esencialmente escamosas, de origen incierto, y d) dermatosis dependientes del proceso s e b o r r e i c o .
En la actualidad, que el n o m b r e de artritides ha perdido su derecho de domicilio
en las clasificaciones dermatológicas, como BAZIN lo previera, las manifestaciones cutáneas del artritismo constituyen diferentes entidades nosológicas, que se pueden incluir en el g r u p o de las dermatosis autotóxicas y en el de las neurosis cutáneas.
(Se contimuirá^
•
AUGUSTO
PI Y
SUÑER
Catedrático d e la u n i v e r s i d a d d e S e v i l l a .
(i) P o r el DR. J . PEYRI, profesor a u x i l i a r d e la facultad d e Medicina d e B a r c e l o n a , e n c a r g a d o d e l
c u r s o oficial d e D e r m a t o l o g í a y Sifiliografía.
H D V E R T E N 6 1 H . —De día en día se hace más sensible la escasez de papel, amenazando con agotarse en plazo breve las existencias que hay en los almacenes, y muy especialmente las del papel llamado conché, qtie es el empleado por
Esto nos obliga, muy a pesar nuestro, a adoptar, como medida á?. precaución, y mientras duren las actuales circunstancias,
tan desfavorables para todo y para todos, a privadnos del placer de comunicarnos
con nuestros lectores mensualmente,
como lo hemos hecho
desde la fundación
de nuestra
la cual se publicará, a partir del presente
niñero.,
trimestralmente.
MONDARIZ.
REVISTA,
556
I TRATADO
DE Q U Í M I C A
BIOLÓGICA
POR
JOSÉ
R.
C A R R A C I D O
PROliOGO DE Lfl SEQÜISÍDfi EDIGIO]^
«Los p r o g r e s o s r e a l i z a d o s e n l a Q u í m i c a b i o l ó g i c a d e s d e e l a ñ o igoj, e x i g e n q u e l a p r i m e r a e d i c i ó n d e e s t e libro
s e a reformada e n casi t o d o s s u s c a p í t u l o s , para q u e e x p r e s e e l e s t a d o actual d e l o s c o n o c i m i e n t o s .
La nueva doctrina de l a Química tísica, sobre todo e n sus aplicaciones a l a pesquisa d e l o s i e n ó m e n o s del estado
coloidal; el estudio d e l o s polipéptidos ilustrando la constitución química d e las materias albuminoideas- el d e s cubrimiento de la importancia fundamental de los lipoides en los procesos de la materia viva; l a constante y variadísima colaboración de los fermentos como catalizadores de las reacciones bioquímicas; la correlación de los c a m bios materiales y de las ganancias y pérdidas energéticas en el metabolismo; en suma, el examen circunstanc i a d o d e l a f á b r i c a d e l a o r g a n i z a c i ó n ha t e n i d o t a l d e s a r r o l l o e n e s t o s ú l t i m o s a ñ o s , q u e i m p u l j ó a l a Q u í m i c a
biológica, antes auxiliar de la Biología, a erigirse e n dictadora de sus preceptos fundamentales, constituyendo l a
Bioquímica.
Sin faltar a l a prudencia científica o b l i g a d a e n t o d a obra d i d á c t i c a , y s i n perder d e v i s t a e l g r a d o d e p r e p a r a c i ó n d e l o s e s t u d i a n t e s a q u i e n e s e s t e l i b r o s e d e d i c a , c r e o m á s p r o v e c h o s o p a r a l a e n s e ñ a n z a m i r a r al p o r v e n i r
que s e revela c o n garantías de viabilidad, que poner exclusivamente l a atención e n l o s conocimientos clásicos
p o s i b l e e n presentar el s i s t e m a de l o s c o n o c i m i e n t o s b i o q u í m i c o s , dentro d e l o s o b l i g a d o s l i m i t e s d e e s t e libro
e n toda su actualidad.
'
Las citas bibliográficas están reducidas a l a s q u e conceptúo de fácil consulta. S i n g r a n trabaio podría ostentar
íopiosa erudición en todas las páginas, transcribiendo las referencias de la literatura original insertas en los v o l ú m e n e s d e l Bioohemisches
Handlexicón
publicados bajo l a dirección d e E . Adherhalden; pero atento t a n sólo a l o
realmente util, m e he limitado a las fuentes de información, asequibles a los estudiantes e n nuestras bibliotecas.
Mi i n t e n t o e s p r e p a r a r y e s t i m u l a r a l l e c t o r p a r a m á s a m p l i o y e s p e c i a l e s t u d i o d e l a s m a t e r i a s d o n d e r a d i c a n
l a s n o c i o n e s fundamentales positivas de la Biología.>
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Revistafflensnalde Ciencias Medicas
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Dr.
Timoteo
Sanz
Gómez
Redacción:
P l a z a d e N i c o l á s Salmerón, 2 0
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T o d a l a c o r r e s p o n d e n c i a aL
DIRECTOR GERENTE
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FERIA, 3 . - V I L L A L B A
(LUGO)
I
I
I I
V a a m o n d e
L o r e s .
Esta obra no es sólo una relación s i m p l e m e n t e b i o g r á fica del c a b a l l e r o a q u i e n d e b e su t í t u l o , y d e s u s s u c e s o res; e s , a d e m á s d e e s t o , u n a e x p o s i c i ó n d e l o s g r a n d e s
s e r v i c i o s que tales personajes p r e s t a r o n a la patria. Bajo
este concepto, puede considerársela como una verdadera
obra de carácter histórico, y, en especial, de Galicia, a la
que da m á s valor la s e r i e de escrituras i n é d i t a s que c o n tiene (privilegios reales, mercedes, donaciones, titulos,
t e s t a m e n t o s , i u n d a c i o n e s , cartas, etc.)
G e n e a l ó g i c a m e n t e considerada, es de marcada i m p o r tancia para las actuales familias que descienden a e aquel
célebre Procer, pues los respectivos entronques están
justiÜoados por auténticos d o c u m e n t o s y no por datos r e cogidos en nobiliarios, que, como es sabido, sólo se c o m ponen de narraciones fabulosas.
Los Duques de Alba (Marqueses de Sarria, Condes de
L e m o s , Andrade, Villalba y Monterrey), de Galisteo, de
Sessa (Condes de Altamira), de la Conquista, de P l a s e n cia, de S a n Lucar l a Mayor, de S o m a , d e A t r i s c o , de B a e na, d e M o n t e m a r , d e T e r r a n o v a y d e M e d i n a d e l a s T o rres; los Marqueses de Castromonte, de Velada, de VlUamanrique, de la Puebla de P a r g a y de Camarasa; los
Condes de Montijo, de Cabra, d e Nieva y de Cardona, y
otros Títulos de nuestra Grandeza histórica, encontrarán
en las p á g i n a s de este extenso libro, interesantes notic i a s , tal vez para e l l o s d e s c o n o c i d a s , de m u c h o s de sus
ilustres progenitores, a que en las m i s m a s se hace referencia.
Ilustran el trabajo profusión de l á m i n a s y fotograbados que representan cE^stillos, palacios, escudos de armas,
sepulcros, firmas, etc., de caballeros de las citadas familias.
P r e c i o d e l a o b r a : 4 p e s e t a s ; c e r t i f i c a d a , 4,50.
De venta e n casa del autor, calle de Santo D o m i n g o , núm e r o 4, C o r u ñ a .
SS SS SS SS SS SS SS SS 55 55 55 55 SS SS SS SS SS SS ! !
••
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b; s: ss
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SS
Establecimiento de AGUAS Bicarbonatado - Sódicas
:
= Fuentes de Gándara y Troncoso
=
Propiedad de los Señores HIJOS DE PLINADOR
S B B M P L B n N HL I N T E R I O R
En la Inapetencia, d i g e s t i o n e s lentas difíciles, con d í s a r r o U o d e g a s e s o
ácidos; gastralgias, v ó m i t o s n e r v i o s o B , d i a r r e a crónica. En las e n f e r m e d a d u
del h i g a d o , bazo y riñonea, sobre t o d o en los infartos y cálculos d e estas
c e r i s y de la v e j i g a . En la gota, diabetes- a l b u m i n u r i a , etc., etc.
vli-
S B B M P L B n N RL E X T E R I O R
En laa afecciones gotosas, artritides, tofos articulares, e t c . , e t c , Sarna, h e r p e s inveteradas d e forma seca. Laringitis granulosa. A s m a , n e u r a l g i a s dolorosas del aparato respiratorio, e t c . , etc.
M
üDell III EsliUecíiiEDli de i.' úe Nayo a 31 de O M !8
El término medio de una estancia de primera,
todo comprendido, es de 12,75 pesetas diarias.
SS
CDHti IIEHECIHIEHIO MI DI complite sirvicii de lüiOHóyiLES
Pídanse noticias más detalladas a la Administración
del Establecimiento
^
SS S: BS SS SS SS ss S SS SS SS (SS SS SS
TEJAI>A Y
WlAnTIW.
MACERA
C Y
7
TE1.F.
'7Ca
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El papel de asta Revista está fabricado especialmente
por los Hijos d e A. F á b r e g a s , d e M a t a p A
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