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ISSN 0716-2510
Primer S emestre de 2006
№ 59
MAPOCHO
R E V I S T A
DE
H U M A N I D A D ES
HUMANIDADES
La República como mujer en los periódicos de Ju a n Rafael Allende:
u n discurso político en caricaturas (1875­1902)
José Tomás Cornejo C./Pág. 11
Aparición de un nuevo sujeto discursivo en el Perú del novecientos:
la escritora ilustrada
Lucía Stecher GuzmánfPág. 47
Pensamiento militar en Chile a comienzos del siglo xx:
el Memorial del Ejército (1906­1924)
Alejandro San FranciscofPág . 59
Honestidad documental, revisionismo historiográfico y debate profesional:
comentarios al Salvador Allende de Víctor Farías
Marcos Fernández LabbéfPág. 81
El silencio de Dios o la perpleja condición del hombre
Daniela Jara/Pág. 91
Confusión de confusiones: identidad y cultura
Claudio Guillén/Pág. 99
Lengua e identidad nacional: políticas lingüísticas en América Latina
M. Teresa Johansson M./Pág. 109
Actores sociales y sociedad de la información: ¿hacia una sociedad sin sujetos?
Carolina Gaínza Cortés/PÁg . 127
Panorama del teatro breve español del Siglo de Oro
Carlos Mata Induráin/Pág . 143
Idealismo y realismo en "el Quijote"
Ambrosio Rabanales/Pág. 165
Carlos George Nascimento: pionero de la edición nacional
Felipe Reyes F/Pág. 179
MAPOCHO
De angelitos y plañideras: notas para un folclor de la muerte
Jorge Núñez Pinto/Pág. 197
Relectura testimonial de María
Pedro Lastra/Pág. 217
Tres miradas a Tridente de Tomás Harris
María Inés Zaldívar/Pág. 223
2010-1810: peinar la historia a contrapelo
Marcos García de la Huerta/Pág. 231
Leer a Sartre en el fin del mundo
Carla Cordua/Pág. 241
Taken for a ride. Escritura de paso de Luis Oyarzún
Mimi Marinovic/Pág. 245
BIBLIOGRAFÍAS
Bibliografia selecta de Carlos Germán Belli
Richard Cacchione Amendola/Píg. 253
TESTIMONIOS
Dos cartas de Pablo Neruda a Joaquín Edwards Bello
/Pág. 295
Mi niñez y adolescencia en La Serena 1871-1888
Julio Montebruno López/Pág. 301
Iván Jaksic: "La ceremonia del adiós" el lanzamiento de Chile: la construcción
de una República 1830-1865. Política e ideas es la culminación de la pasión
intelectual que el historiador inglés Simón Collier tuvo por Chile
Mario Rodríguez Ordenes/Pág. 377
Armando Romero o las estaciones de un diálogo y una ruta:
Cali, Caracas, Cincinnati
Arturo Gutiérrez Plaza/Pág. 383
Liquidación por cambio de temporada. Exposición de Lila Calderón
Palabras de la Subdirectora de la Biblioteca Nacional
en la ceremonia de inauguración de la muestra
Ximena Cruzat Amunátegui/Pág. 403
El drama de la liquidación por cambio de temporada
Lila Calderón G./Pág. 403
HUMANIDADES
Liquidación por cambio de temporada
Mauricio VicofPág. 407
Liquidación por cambio de temporada de Lila Carderón
Veróniva Watt/Pág. 407
Escaparate de libros
Hernán del Solar/Pág. 411
Sesgos: novela de la pequeña historia
Ximena Cruzat AmunáteguifPkg. 413
Presentación d e la Historia general de Chile de Diego Barros Arana
Alfonso Calderón/Pág. 417
RESEÑAS
ALEJANDRA CASTILLO, La república masculina y la promesa igualitaria
Carlos Ossandón B./Pág. 423
CARLOS OSSANDÓN B./EDUARDO SANTA CRUZ A., CON LA COLABORACIÓN
DE PABLA ÁVILA F./LUIS E. SANTA CRUZ GRAU, El estallido de las formas.
Chile en los albores de la "cultura de masas"
Alvaro Cuadra /Pág. 428
FRANCISCO JAVIER VEJAR R, Bitácora del Emboscado
Dave Oliphant/Pág. 433
THOMAS FISCHER/ANNELIESE SITARZ (eds.), Als Geschäftsmann in Kolumbien
(1911-1929). Autobiographische Aufzeichnungen von Hans Sitarz
Carlos Sanhueza /Pág. 435
INÉS ECHEVERRÍA BELLO, Memorias de Iris: 1899-1925
Santiago Aránguiz PintofPág. 437
E D I C I O N E S D E LA D I R E C C I Ó N D E B I B L I O T E C A S , A R C H I V O S Y M U S E O S
* *
.
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PANORAMA DEL T E A T R O BREVE ESPAÑOL DEL SIGLO DE O R O
Carlos Mata
Induráin*
C o m o es sabido, e n la é p o c a b a r r o c a el t e a t r o se convierte e n u n espectáculo
total. El p ú b l i c o n o asistía sólo a la r e p r e s e n t a c i ó n d e u n a c o m e d i a , sino a u n a
fiesta teatral c o m p l e t a y compleja, e n el m a r c o d e u n a fiesta d r a m á t i c a d e varias
h o r a s d e d u r a c i ó n , q u e , tras u n o s p r e l i m i n a r e s (rasgueos d e g u i t a r r a ) , constaba
d e u n a loa, el p r i m e r acto d e la c o m e d i a , u n e n t r e m é s , el s e g u n d o acto, u n
baile o j á c a r a , el t e r c e r acto y u n a m o j i g a n g a o fin d e fiesta p a r a acabar. Así,
p u e s , los distintos s u b g é n e r o s del t e a t r o b r e v e e r a n c o m p o n e n t e s esenciales
d e la fiesta d r a m á t i c a b a r r o c a , y r e s u l t a b a n e s p e c i a l m e n t e b i e n recibidos p o r
el público, c o m o i n d i c a n estos versos del Viaje entretenido d e Agustín d e Rojas
Villandrando:
Hacían cuatro jornadas,
tres entremeses en ellas,
y al fin con un bailecito
iba la gente contenta.
A c o n t i n u a c i ó n e x a m i n a r é s o m e r a m e n t e todos esos s u b g é n e r o s del t e a t r o
b r e v e , d e n o m i n a c i ó n preferible a la d e teatro menor, d a d o el matiz peyorativo
con q u e a veces se h a e n t e n d i d o el s i n t a g m a : p a r a a l g u n o s , este t e a t r o m e n o r
en e x t e n s i ó n lo sería t a m b i é n e n calidad. D a r é d e c a d a s u b g é n e r o su definición,
esto es, sus rasgos característicos y h a r é u n r e p a s o d e los a u t o r e s y títulos, con
especial a t e n c i ó n al e n t r e m é s , q u e es el tipo m á s d e s t a c a d o . Al final a ñ a d o u n a
bibliografía q u e , d a d o el c a r á c t e r p a n o r á m i c o d e este trabajo, h e p r o c u r a d o
recogiese c o n cierto detalle las p r i n c i p a l e s ediciones d e textos y los estudios
más notables.
1. E L E N T R E M É S
Es u n a pieza cómica b r e v e q u e , e n el e n t r a m a d o d e la fiesta teatral b a r r o c a ,
a c o m p a ñ a b a a la r e p r e s e n t a c i ó n d e las c o m e d i a s y los a u t o s . Este s u b g é n e r o
d r a m á t i c o e s e n c i a l m e n t e j o c o s o , q u e tiene su p r e c e d e n t e e n los pasos d e L o p e
d e R u e d a y o t r o s a u t o r e s r e n a c e n t i s t a s , e x p l o r a al m á x i m o la c o m i c i d a d verbal
(hace uso d e todos los r e c u r s o s d e la j o c o s i d a d d i s p a r a t a d a ) y t a m b i é n la escénica
(gestos grotescos, m o v i m i e n t o s d e s c o m p u e s t o s , peleas, p e r s e c u c i o n e s , etc.). En
otro o r d e n d e cosas, manifiesta u n a clara inclinación a la temática costumbrista.
No se trata d e u n s u b g é n e r o desgajado d e la c o m e d i a , c o m o d u r a n t e a l g ú n tiempo se p e n s ó , sino q u e tiene a u t o n o m í a p r o p i a . Agustín d e la Granja h a e s t u d i a d o
su relación con el C o r p u s C h r i s t i (se escribían e n t r e m e s e s p a r a a c o m p a ñ a r a
1
* GRiso-Universidad de Navarra.
A. de la Granja, "El entremés y la fiesta del Corpus", Criticón, 42, 1988, págs. 139-53.
1
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MAPOCHO
los a u t o s s a c r a m e n t a l e s r e p r e s e n t a d o s e n M a d r i d , T o l e d o , Sevilla, Valladolid y
otras c i u d a d e s ) . El entremés - t é r m i n o q u e convivió e n la é p o c a con o t r o s : paso,
farsa, saínete...- lo definió L o p e d e Vega e n los vv. 69-76 d e su Arte nuevo:
De donde se ha quedado la costumbre
de llamar entremeses las comedias
antiguas donde está en su fuerza el arte,
siendo una acción y entre plebeya gente
porque entremés de rey jamás se ha visto,
y aquí se ve que el arte, por bajeza
de estilo, vino a estar en tal desprecio
y el rey en la comedia para el necio.
E u g e n i o Asensio sintetizó b r e v e y m a g i s t r a l m e n t e la historia d e l e n t r e m é s :
Al c o m i e n z o estaba escrito e n p r o s a y se limitaba a u n a caracterización caricaturesca d e a l g u n o s p e r s o n a j e s cómicos, e s p e c i a l m e n t e el del b o b o . Más t a r d e ,
L o p e d e R u e d a s u p o e n r i q u e c e r con n u e v o s matices los tipos tradicionales y
a m p l i ó la visión realista del e n t o r n o , i n s e r t a n d o la c o m i c i d a d literaria e n u n
á m b i t o m á s costumbrista. O t r o eslabón f u n d a m e n t a l e n la evolución del g é n e r o
lo constituyen las piezas d e C e r v a n t e s . D e sus o c h o e n t r e m e s e s , seis son e n prosa
y dos e n verso, p e r o a m e d i d a q u e a v a n c e el siglo XVII se i m p o n d r á el verso,
hasta el p u n t o d e a b a n d o n a r s e d e f i n i t i v a m e n t e la p r o s a . I m p o r t a n t e s a u t o r e s
a u r i s e c u l a r e s c o m o Q u e v e d o o C a l d e r ó n cultivaron el e n t r e m é s (no así L o p e ,
T i r s o y G ó n g o r a ) ; o t r o s n o m b r e s d e s t a c a d o s son los d e M o r e t o y Cáncer, p e r o
q u i e n m e r e c e u n a m e n c i ó n a p a r t e es Luis Q u i ñ o n e s d e B e n a v e n t e , el m a y o r
especialista del g é n e r o , cuya dedicación exclusiva a los g é n e r o s breves s u p o n d r í a
u n aporte fundamental.
El e s q u e m a d e la b u r l a (ya p r e s e n t e e n diversos s u b g é n e r o s entremesiles
del siglo XVI) es esencial e n la c o n s t r u c c i ó n d e estas piezas, y la crítica viene
d e s t a c a n d o e n los últimos a ñ o s su relación con las m o d a l i d a d e s e x p r e s i v a s (teatrales y p a r a t e a t r a l e s ) d e la c u l t u r a p o p u l a r carnavalesca. E n el a m p l i o corpus d e
e n t r e m e s e s á u r e o s a p r e c i a m o s u n a g r a n v a r i e d a d d e e s t r u c t u r a s y t e m a s , d e ahí
q u e su clasificación resulte complicada. B e r g m a n estableció u n a distinción básica
e n t r e los d e e n r e d o , los d e c o s t u m b r e s y los d e carácter, s e g ú n p r e d o m i n e n en
ellos la p e r i p e c i a - b a s a d a casi s i e m p r e e n u n a b u r l a - , la p i n t u r a del e n t o r n o
o el p e r s o n a j e . O t r a tipología es la d e b i d a a H u e r t a C a l v o , q u i e n d i s t i n g u e
a su vez cinco categorías, s e g ú n c o b r e m a y o r relieve la acción, la situación, el
p e r s o n a j e , el lenguaje literario o el l e n g u a j e e s p e c t a c u l a r (la r e p r e s e n t a c i ó n ) .
R e p a s a r é b r e v e m e n t e esta tipología d e H u e r t a Calvo:
2
3
4
E. Asensio, Itinerario del entremés, 2- ed. revisada, Madrid, Gredos, 1971.
3 Ramillete de entremeses y bailes nuevamente recogidos de los antiguos poetas de España, siglo XVII, ed.
de H. Bergman, 2- ed., Madrid, Castalia, 1984, pág. 13.
J. Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, Madrid, Laberinto, 2001, págs. 85-95.
2
4
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HUMANIDADES
1) E n t r e m e s e s e n los q u e p r e d o m i n a la acción, p o r lo g e n e r a l d e carácter
b u r l e s c o . D e s a r r o l l a n u n a p e q u e ñ a intriga consistente e n u n a b u r l a o
e n g a ñ o (La tierra de Jauja d e L o p e d e R u e d a ) , a m e n u d o d e tipo a m o r o s o
(Cornudo y contento d e L o p e d e R u e d a , La cueva de Salamanca d e Cervantes, El dragoncillo y La cueva de Salamanca d e C a l d e r ó n , El gigante d e
Cáncer, Los gigantes d e P e d r o Rósete N i ñ o , El astrólogo tunante d e Bances
C a n d a m o . . . ) . Los sujetos a g e n t e s d e las b u r l a s s u e l e n ser e s t u d i a n t e s ,
l a d r o n e s , clérigos y sacristanes, m i e n t r a s q u e los objetos pacientes son
bobos, villanos y vejetes.
2) E n t r e m e s e s e n los q u e p r i m a la situación, esto es, aquellos e n los q u e
la acción q u e d a s u p e d i t a d a a la p r e s e n t a c i ó n c o s t u m b r i s t a d e l m a r c o
a m b i e n t a l , c o n p e q u e ñ o s c u a d r o s d e la vida cotidiana, e s p e c i a l m e n t e
d e c i u d a d e s c o m o M a d r i d o Sevilla: Las vendedoras en la Puerta del Rastro
d e Gil L ó p e z d e A r m e s t o y Castro, La maya y El abadejillo d e Q u i ñ o n e s
d e B e n a v e n t e , Las Carnestolendas d e C a l d e r ó n , el Entremés para la noche
de San Juan d e M o r e t o , El día de San Blas en Madrid d e L a n i n i , El Prado
de Madrid y baile de la capona d e Salas B a r b a d i l l o . . .
3) E n t r e m e s e s q u e se c e n t r a n e n la p r e s e n t a c i ó n d e u n o o varios personajes
ridículos y e x t r a v a g a n t e s , q u e m u c h a s veces a d o p t a n la e s t r u c t u r a del
desfile de figuras (con sus c o r r e s p o n d i e n t e s vicios y manías) a n t e u n
j u e z e x a m i n a d o r . Son o b r a s d e g r a n fuerza satírica, c o m o El hospital
de los podridos d e C e r v a n t e s , El examinador Miser Palomo d e H u r t a d o d e
M e n d o z a , La visita de la cárcel d e Cáncer, El hospital de los mal casados, El
zurdo alanceador o La ropavejera d e Q u e v e d o . . .
4) E n t r e m e s e s e n los q u e interesa, sobre t o d o , la e x p e r i m e n t a c i ó n con
el l e n g u a j e , c o n d e b a t e s b u r l e s c o s e n t r e distintos p e r s o n a j e s (riñas
d e m a r i d o y mujer, c o n t i e n d a s verbales e n t r e m i e m b r o s d e distintas
profesiones, p a r t i c u l a r m e n t e alcaldes, etc.). Así, Las aceitunas d e L o p e
d e R u e d a , La guarda cuidadosa d e C e r v a n t e s , La sacristía de Mocejón d e
Q u i ñ o n e s , etc.
5) E n fin, e n t r e m e s e s q u e p r e t e n d e n g e n e r a r u n espectáculo brillante
p o r m e d i o d e e l e m e n t o s n o verbales (disfraces, coreografía, música,
escenografía...), y q u e se hallan cercanos a otras m o d a l i d a d e s q u e luego
r e p a s a r é c o m o el baile o e n t r e m é s c a n t a d o y la m o j i g a n g a .
Por lo q u e toca a los p e r s o n a j e s , existe u n elenco fijo d e máscaras o figuras, a saber, el bobo-alcalde, el vejete, el sacristán, el s o l d a d o , el e s t u d i a n t e , el
médico, el b a r b e r o , el ciego, el n e g r o . . . , m á s la mujer, a la q u e H u e r t a Calvo
califica c o m o " a u t é n t i c a Dea ex machina del g é n e r o e n t r e m e s i l " . Arellano, p o r
su p a r t e , a ñ a d e : "Personajes d e los bajos oficios (sastres, v e n t e r o s , pasteleros,
criados, pajes) y r e p r e s e n t a n t e s d e g r a d a d o s d e los hidalgos miserables y c h a n flones, rufianes y h a m p o n e s , p r o s t i t u t a s y a l c a h u e t a s , p u l u l a n e n el m u n d o del
5
5
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, pág. 95.
145
MAPOCHO
e n t r e m é s , lo m i s m o q u e e n la l i t e r a t u r a burlesca y satírica d e o t r o s g é n e r o s .
A m e n u d o el m i s m o título h a c e referencia a este p r o t a g o n i s m o d e las figuras
ridiculas: basta r e p a s a r la colección d e C o t a r e l o p a r a e n c o n t r a r , p o r e j e m p l o ,
e n t r e m e s e s De los habladores, Del astrólogo borracho, Del viejo casado con moza, De
las gorronas, Del hospital de los podridos, Del doctor simple, Del indiano, De los ladrones
engañados, De la endemoniada, Del sacristán Soguijo, De los rufianes, Del gabacho,
De las viudas..." .
En c u a n t o a la r e p r e s e n t a c i ó n , el e n t r e m é s se p r e s t a e s p e c i a l m e n t e al hist r i o n i s m o m á s e x a g e r a d o . D e h e c h o , el éxito d e estas piezas es atribuible e n
m u c h a s ocasiones a la h a b i l i d a d d e los actores, c o m o el c e l e b é r r i m o C o s m e
Pérez, alias J u a n R a n a , p a r a q u i e n se escribieron m á s d e c u a r e n t a p i e z a s : La
boda de Juan Rana (quizá d e Francisco d e Avellaneda, a u n q u e suele atribuirse
a C á n c e r ) , El desafío de Juan Rana ( C a l d e r ó n ) , El doctor Juan Rana ( Q u i ñ o n e s ) ,
Juan Rana poeta (Solís), Juan Rana mujer y Juan Ranilla ( C á n c e r ) . . .
Si n o s r e f e r i m o s al estilo, h a y q u e s u b r a y a r q u e la l e n g u a d e l e n t r e m é s
e x p l o t a t o d o s los r e c u r s o s p r o p i o s d e la c o m i c i d a d grotesca: hablas dialectales,
latines m a c a r r ó n i c o s , v o c a b u l a r i o p o p u l a r (invectivas, insultos codificados,
pullas, disfemismos...), o n o m á s t i c a burlesca, t o d o s los registros e x p r e s i v o s d e l
e r o t i s m o , alusiones escatológicas, etc. Sin d u d a a l g u n a , el e n t r e m é s ofrece u n
c a m p o i n m e n s o p a r a t o d o tipo d e e x p e r i m e n t a c i ó n lingüística.
El c o r p u s d e e n t r e m e s e s y e n t r e m e s i s t a s d e l Siglo d e O r o es i n m e n s o , así
q u e el listado d e a u t o r e s y títulos q u e a c o n t i n u a c i ó n ofrezco h a d e r e s u l t a r a
la fuerza e s q u e m á t i c o .
6
7
1.1. P R E C E D E N T E S H A S T A L O P E D E R U E D A
Los p r i m e r o s cultivadores d e l e n t r e m é s (los q u e f o r m a n lo q u e H u e r t a
Calvo d e n o m i n a " e t a p a fundacional") f u e r o n J u a n d e l E n c i n a ( 1 4 6 9 - 1 5 2 9 ) ,
L u c a s F e r n á n d e z ( 1 4 7 4 - 1 5 4 2 ) , Gil V i c e n t e (h. 1 4 6 5 - h . 1 5 3 6 ) , H e r n á n L ó p e z
d e Yanguas ( 1 4 8 7 - 1 5 5 0 ) , Diego S á n c h e z d e Badajoz (finales d e l x v - h . 1 5 5 2 ) ,
S e b a s t i á n d e H o r o z c o (h. 1 5 1 0 - h . 1 5 7 8 ) , J o a n T i m o n e d a ( 1 5 1 8 P - 1 5 8 3 ) y, s o b r e
t o d o , L o p e d e R u e d a (h. 1 5 2 0 - h . 1 5 6 5 ) , q u i e n consolida el g é n e r o con suspasos.
Su i m p o r t a n c i a ya fue d e s t a c a d a p o r Rojas V i l l a n d r a n d o e n estos versos:
Digo que Lope de Rueda,
gracioso representante
y en su tiempo gran poeta,
empezó a poner la farsa
en buen uso y orden buena;
porque la repartió en actos,
I. Arellano, Historia del teatro español del siglo XVII, Madrid, Cátedra, 1995, pág. 662.
' Véase F. Sáez Raposo, Juan Rana y el teatro cómico breve del siglo XVII, Madrid, Fundación
Universitaria Española, 2005.
6
146
HUMANIDADES
haciendo introito en ella,
que agora llamamos loa;
y declaraban lo que eran
las marañas, los amores,
y entre los pasos de veras
mezclados otros de risa,
que, porque iban entremedias
de la farsa, los llamaron
entremeses de comedia;
y todo aquesto iba en prosa
más graciosa que discreta.
A l g u n o s d e sus títulos s o n : Paso de Polo y Olalla negra, Paso de Gargullo, de
Estela y de Logroño, Paso de Troico y Leño sobre la mantecada, Cornudo y contento,
La tierra de Jauja, Las aceitunas, La generosa paliza, Los lacayos ladrones, El rufián
cobarde... L a ágil p r o s a coloquial d e estos p a s o s influyó p o d e r o s a m e n t e e n
Cervantes.
1.2. M I G U E L DE CERVANTES ( 1 5 4 7 - 1 6 1 6 )
Es o t r o d e los g r a n d e s hitos e n el d e s a r r o l l o del g é n e r o e n t r e m e s i l , q u e
e n r i q u e c i ó c o n piezas d e genial maestría: a m p l i ó el n ú m e r o d e p e r s o n a j e s y
ennobleció los tipos básicos del b o b o y el f a n f a r r ó n (Cervantes los d o t a d e carácter y matices, les d a cierta p r o f u n d i d a d psicológica), a c r e c e n t ó los materiales
novelescos y refino l i t e r a r i a m e n t e sus piezas, d o t á n d o l a s d e n u e v o s t e m a s , ideas
y técnicas. Los publicó e n Ocho comedias y ocho entremeses nuevos nunca representados
( 1 6 1 5 ) , e n c u y o p r ó l o g o destaca la i m p o r t a n c i a d e su m o d e l o L o p e d e R u e d a ,
al t i e m p o q u e e n u m e r a los p r i n c i p a l e s tipos q u e se r e p r e s e n t a b a n : "Las comedias e r a n u n o s coloquios, c o m o églogas, e n t r e dos o tres p a s t o r e s y a l g u n a
pastora; a d e r e z á b a n l a s y dilatábanlas con dos o tres e n t r e m e s e s , ya d e n e g r a ,
ya d e rufián, ya d e b o b o y ya d e vizcaíno: q u e t o d a s estas c u a t r o figuras y otras
m u c h a s hacía el tal L o p e [de R u e d a ] con la m a y o r p r o p i e d a d y excelencia q u e
pudiera imaginarse".
N o es posible c o m e n t a r a q u í los a r g u m e n t o s d e los o c h o e n t r e m e s e s cervantinos: El rufián viudo llamado Trampagos, La guarda cuidadosa, El juez de los
divorcios, El vizcaíno fingido, La elección de los alcaldes de Daganzo, El retablo de las
maravillas, La cueva de Salamanca y El viejo celoso. Baste s e ñ a l a r q u e m u c h o s
alcanzan la categoría d e o b r a s m a e s t r a s d e n t r o del g é n e r o y q u e e n ellos el
i n g e n i o c o m p l u t e n s e n o s b r i n d a tipos inolvidables y p i n c e l a d a s del m e j o r
realismo c o s t u m b r i s t a . L a v a r i e d a d d e los t e m a s cómicos, la a n i m a c i ó n d e sus
cuadros y la d i v e r s i d a d d e sus p e r s o n a j e s p o p u l a r e s son tres n o t a s destacadas,
a las q u e hay q u e a ñ a d i r su fina observación d e la r e a l i d a d y la a g u d e z a satírica
intencionada, la p r o f u n d a i n t e n c i o n a l i d a d d e estos e n t r e m e s e s q u e a m a l g a m a n
a la perfección risa y s e r i e d a d .
147
MAPOCHO
1.3. FRANCISCO DE Q U E V E D O ( 1 5 8 0 - 1 6 4 5 )
U n a t e r c e r a cima la constituye Q u e v e d o , e s p e c i a l m e n t e e n lo q u e se refiere
a la elaboración lingüística del discurso verbal d e sus e n t r e m e s e s . " L a a p o r t a c i ó n
d e Q u e v e d o al e n t r e m é s r a d i c a e n su p r o d i g i o s a inventiva verbal, m á s q u e e n
las d i m e n s i o n e s escénicas", destaca A r e l l a n o . C u e n t a e n su h a b e r con u n o s
dieciséis títulos, m u c h o s d e ellos d e s c u b i e r t o s p o r Asensio, y se le h a n a s i g n a d o
varios m á s (hay graves p r o b l e m a s d e a t r i b u c i ó n ) .
La venta nos p r e s e n t a al v e n t e r o C o r n e j a , l a d r ó n a q u i e n a y u d a la c r i a d a
Grajal a d e s p l u m a r a los i n c a u t o s pasajeros. E n La ropavejera a p r e c i a m o s la
sátira c o n t r a las falsas a p a r i e n c i a s y la afición a cosméticos y postizos. L a fig u r a celestinesca d e la a l c a h u e t a q u e d a r e t r a t a d a m a g i s t r a l m e n t e e n La vieja
Muñatones, m i e n t r a s q u e e n Bárbara y El niño y Peralvillo en Madrid p r e s e n t a n a
m u j e r e s p r o s t i t u t a s . Las dos p a r t e s d e Diego Moreno y El marido pantasma fijan
el tipo del maridillo o m a r i d o c o r n u d o y consentidor, t a n h a b i t u a l e n su poesía
satírico-burlesca... I g u a l m e n t e , el t i p o del a f e m i n a d o a p a r e c e e n El marión,
y el viejo achacoso e i m p o t e n t e e n Los refranes del viejo celoso. Los enfadosos o el
zurdo alanceador a d o p t a la e s t r u c t u r a d e desfile d e figuras, etc. A c e r t a d a m e n t e
indicó Asensio q u e Q u e v e d o fertilizó el e n t r e m é s c o n su a p o r t a c i ó n d e tipos y
figuras y p o r la " e j e m p l a r técnica literaria q u e aplica a la p i n t u r a d e l h o m b r e " .
C o m o r e s u m e M a d r o ñ a l , " Q u e v e d o h a ligado d e f i n i t i v a m e n t e la pieza b r e v e
e n t r e m e s i l a los tipos c o r t e s a n o s d e su m o m e n t o y, d e s d e l u e g o , la d o t a d e u n a
c a p a c i d a d lingüística ilimitada, lo q u e posibilitará q u e alcance con la llegada
d e Q u i ñ o n e s la fusión e n t r e lo d r a m á t i c o y lo verbal e n u n c o n j u n t o q u e será
difícil d e s u p e r a r " .
8
9
1 0
1.4. P E D R O C A L D E R Ó N D E L A B A R C A ( 1 6 0 0 - 1 6 8 1 )
El t e a t r o cómico b r e v e d e C a l d e r ó n había e s t a d o tradiciorialmente descuidad o p o r la crítica, eclipsado p o r la a t e n c i ó n d e d i c a d a a su t e a t r o serio (comedias,
d r a m a s d e h o n o r , a u t o s s a c r a m e n t a l e s . . . ) . Sin e m b a r g o , e n los últimos a ñ o s
- d e s d e el C e n t e n a r i o d e 1 9 8 1 , a p r o x i m a d a m e n t e - se viene d e s t a c a n d o su faceta
cómica, e n la q u e cabe a p r e c i a r el m i s m o talento y el m i s m o d o m i n i o teatral q u e
e n sus o b r a s serias. El c o r p u s d e sus e n t r e m e s e s todavía n o h a sido fijado con
s e g u r i d a d : R o d r í g u e z C u a d r o s y T o r d e r a incluyen v e i n t i c u a t r o piezas breves
( e n t r e m e s e s , j á c a r a s y mojigangas) m i e n t r a s q u e L o b a t o eleva el total a c u a r e n t a
y u n a , e n t r e las s e g u r a s y las a t r i b u i d a s con cierta s e g u r i d a d . S a b e m o s a ciencia
cierta q u e salieron d e su p l u m a , e n t r e o t r o s , e n t r e m e s e s c o m o La casa holgona,
La plazuela de Santa Cruz, La pedidora, La franchota, El dragoncillo, El toreador,
Arellano, Historia del teatro español del siglo XVII, pág. 665.
Asensio, Itinerario del entremés, pág. 178.
A. Madroñal, "Quiñones de Benavente y el teatro breve", en J. Huerta Calvo (din), Historia
del teatro español, Madrid, Gredos, 2003, vol. I, pág. 1053.
8
9
1 0
148
HUMANIDADES
Los instrumentos, El desafío de Juan Rana y Las Carnestolendas. F u e r o n publicados
e n diversas colecciones c o m o Donaires del gusto (1642), Entremeses nuevos (1643),
Ramillete gracioso (1643), Teatro poético (1658) y Floresta de entremeses y rasgos del
ocio (1681).
Arellano h a s e ñ a l a d o sus rasgos m á s d e s t a c a d o s : "El talento d r a m á t i c o y
literario d e C a l d e r ó n p r o d u c e u n conjunto d e e n t r e m e s e s m u y elaborados e n sus
m e d i o s cómicos, con u n lenguaje múltiple (pullas, j u e g o s d e palabras, g e r m a n í a ,
p a r o d i a s d e registros y códigos literarios, m a n i p u l a c i ó n d e frases h e c h a s . . . ) q u e
es característica d e l g é n e r o p e r o q u e e n pocas ocasiones alcanza la perfección
c a l d e r o n i a n a , m u e s t r a d e u n a c o m p l e j i d a d d r a m á t i c a q u e afecta a la e s t r u c t u r a
orgánica d e sus piezas, a s i m i l a n d o p r o c e d i m i e n t o s d e la c o m e d i a larga, y multip l i c a n d o los p u n t o s d e vista y los espacios d r a m á t i c o s , p e r f e c c i o n a n d o t a m b i é n
los r e c u r s o s escénicos (disfraces, maquillaje, m o v i m i e n t o s , vestuario) e n los q u e
d e s e m p e ñ a n p a p e l p r i n c i p a l la música y los b a i l e s " .
11
Es h a b i t u a l e n estas piezas c a l d e r o n i a n a s la ridiculización d e u n p e r s o n a j e
(Don Pegote, El sacristán mujer, El mayorazgo, La melancólica) o d e varios, s e g ú n el
e s q u e m a d e desfile d e figuras (El reloj y genios de la venta, La casa de los linajes).
En el Entremés del toreador, r e p r e s e n t a d o e n palacio a n t e el r e y e n 1658, J u a n
R a n a t o r e a r i d i c u l a m e n t e p a r a g a n a r s e el a m o r d e u n a d a m a , lo q u e d a l u g a r
a la p a r o d i a d e diversos t e m a s y motivos literarios. El dragoncillo es u n a genial
r e e l a b o r a c i ó n d e La cueva de Salamanca d e C e r v a n t e s . E n Las Carnestolendas r e sulta p a t e n t e la d i m e n s i ó n carnavalesca, p u e s i n t r o d u c e el motivo del m u n d o al
revés y a personajillos folclóricos c o m o el Rey q u e r a b i ó o Perico d e los Palotes.
En La plazuela de Santa Cruz, e n fin, a p r e c i a m o s su veta costumbrista.
1.5. L u i s Q U I Ñ O N E S D E B E N A V E N T E (1581-1651)
Es el g r a n especialista d e l g é n e r o , p u e s se d e d i c ó casi c o n exclusividad al
teatro b r e v e . Luis Vélez d e G u e v a r a lo l l a m ó "pontífice d e los bailes y e n t r e meses" y T i r s o "la sal / d e los gustos, el r e g a l o / d e n u e s t r a corte". T o d o s sus
e n t r e m e s e s están escritos e n v e r s o y p r e s e n t a n u n m a r c a d o carácter u r b a n o
(acciones localizadas e n M a d r i d ) , j u n t o c o n u n a clara t e n d e n c i a al lirismo p o pular. A Q u i ñ o n e s d e B e n a v e n t e se le d e b e la creación d e l e n t r e m é s c a n t a d o
o baile e n t r e m e s a d o , y la r e n o v a c i ó n d e l g é n e r o p o r m e d i o d e la i n t r o d u c c i ó n
de e l e m e n t o s abstractos, fantásticos y alegóricos. Su c o n d i c i ó n d e músico (fue
u n famoso g u i t a r r i s t a ) e x p l i c a la i m p o r t a n c i a d e l e l e m e n t o musical e n sus
obras. Su c a p a c i d a d satírica n o está r e ñ i d a con el sesgo didáctico y m o r a l i z a n t e
d e m u c h o s d e sus e n t r e m e s e s . Se a p r e c i a e n su p r o d u c c i ó n cierta t e n d e n c i a a
mixtificar g é n e r o s , a p r a c t i c a r m o d a l i d a d e s mixtas, c o m o a p u n t a n estos versos
suyos d e Las manos y cuajares:
Arellano, Historia del teatro español del siglo
XVII,
149
págs. 667-68.
MAPOCHO
Y aquí acaban tres enjertos
que os hemos dado a comer;
una jácara en un baile
y un baile en un entremés.
"Prolífico y famoso [...] escribió m u c h o y se le a t r i b u y e r o n t a m b i é n m u c h o s
e n t r e m e s e s q u e n o son s u y o s " , c o m o s u c e d e c o n L o p e e n el t e r r e n o d e la
c o m e d i a . E n 1645 se p u b l i c ó Jocoseria. Burlas veras, o reprehensión moral y festiva
de los desórdenes públicos en doce entremeses representados y veinticuatro cantados, q u e
alcanzó varias ediciones e n el siglo XVII. B e r g m a n (1965) c o n s i d e r a p r o b a d a la
a u t e n t i c i d a d d e las c u a r e n t a y o c h o piezas d e la Jocoseria, y o t r a s d e c e n a s con
las q u e llegan a s u m a r e n total ciento c i n c u e n t a . C o t a r e l o e d i t a e n su famosa
Colección ciento c u a r e n t a y d o s , p r o c e d e n t e s - a d e m á s d e laJocoseria- d e diversas
colecciones c o m o Entremeses nuevos de diversos autores (1640), Donaires del gusto
(1642), Entremeses nuevos (1643), Ramillete gracioso (1643), Flor de entremeses (1657),
Laurel de entremeses varios (1660), etc.
La temática d e los e n t r e m e s e s d e Q u i ñ o n e s es m u y a m p l i a . U n a leve i n t e n ción satírica a p a r e c e e n m u c h a s d e sus piezas, p e r o lo q u e p r e d o m i n a es, sin
d u d a , la risa. A Q u i ñ o n e s p a r e c e d e b e r s e la creación d e J u a n R a n a , q u e llegó a
identificarse c o n el actor C o s m e Pérez, cuya versatilidad le p e r m i t í a a d a p t a r s e a
las situaciones y oficios m á s variados: m é d i c o , l e t r a d o , p o e t a , t o r e a d o r . . . M u c h o s
d e sus e n t r e m e s e s son p e q u e ñ a s o b r a s m a e s t r a s : El gorigori r e n u e v a el motivo
del falso m u e r t o e n u n a m b i e n t e m a d r i l e ñ o c o e t á n e o . O t r a s piezas d i s m i n u y e n
la acción p a r a r e c r e a r s e e n las variaciones literarias: Los cuatro galanes, La barbera
de amor, El retablo de las maravillas (reelaboración d e l d e C e r v a n t e s ) , Los alcaldes
encontrados (conflicto e n t r e los alcaldes Mojarrilla y D o m i n g o , e n u n e s q u e m a
d e pullas e invectivas sobre el m o t i v o d e la limpieza d e s a n g r e ) , La maya, Las
civilidades, Los sacristanes Cosquillas y Talegote, Los vocablos, El murmurador, Casquillos
y la volandera, El talego niño, El doctor Juan Rana, La mal contenta, Los ladrones y
Moro Hueco y la parida, etc.
M a e s t r o e n el m a n e j o d e l lenguaje, Q u i ñ o n e s d o t a a sus e n t r e m e s e s d e
u n a maravillosa gracia verbal; asimismo, el a u m e n t o d e la e s p e c t a c u l a r i d a d d e
estas piezas ( m a y o r i m p o r t a n c i a d e la m ú s i c a y el baile) sería o t r a d e sus notas
m á s características.
1 2
1.6. O T R O S ENTREMESISTAS
El n ú m e r o d e entremesistas auriseculares es m u y elevado, así q u e m e limitaré
a i n d i c a r d e f o r m a e s q u e m á t i c a a l g u n o s otros n o m b r e s y títulos:
-
1 2
A n t o n i o H u r t a d o d e M e n d o z a (1586-1644) es a u t o r d e El examinador
Miser Palomo, r e p r e s e n t a d o e n 1617, q u e sigue el e s q u e m a d e revista
Arellano, Historia del teatro español del siglo
XVII,
150
pág. 670.
HUMANIDADES
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d e personajes ridículos (tomajón, necio, caballero, e n a m o r a d o , valiente,
etc.). T i e n e o t r a s o b r a s d e í n d o l e costumbrista c o m o la titulada Getafe.
Luis Vélez d e G u e v a r a (1570-1644) c o m p u s o Antonia y Perales, Los sordos,
La burla más sazonada, La sarna de los banquetes y Los atarantados.
Alonso J e r ó n i m o d e Salas Barbadillo (1581-1635) es a u t o r d e t r e c e e n t r e m e s e s - q u e él llama comedias antiguas o comedias domésticas— d e escasa
d r a m a t i c i d a d (escritos p a r a ser leídos e n el m a r c o d e sus libros, m á s bien
q u e r e p r e s e n t a d o s ) , e n t r e ellos El buscaoficios, Los mirones de la Corte, El
caprichoso en su gusto, El malcontentadizo, El tribunal de los majaderos, El
comisario contra los malos gustos, El remendón de la naturaleza, El cocinero de
amor, Doña Ventosa, Las aventuras de la Corte o El Prado de Madrid y baile
de la capona.
Alonso del Castillo S o l ó r z a n o (1584-1648) t a m b i é n publica sus e n t r e meses (El casamentero, La castañera, El barbador, Las prueba de los doctores,
El comisario de figuras) al i n t e r i o r d e sus o b r a s narrativas.
J e r ó n i m o d e C á n c e r y Velasco (1582P-1655), a u t o r e s p e c i a l m e n t e inclin a d o a los g é n e r o s cómicos c o m o la c o m e d i a burlesca, tiene e n t r e m e s e s
c o m o Los testimonios, Los gitanos, El portugués, El cortesano, La visita de la
cárcel (hay o t r a pieza d e B e n a v e n t e c o n el m i s m o título), Pelícano y Ratón
o Los putos.
G a s p a r d e B a r r i o n u e v o (1562-h. 1624) c o m p u s o graciosos e n t r e m e s e s
c o m o El triunfo de los coches, y r e c i e n t e m e n t e se le h a a t r i b u i d o el famoso
d e Los habladores.
Francisco B e r n a r d o d e Q u i r ó s (1594-1668) recogió sus piezas b r e v e s e n
Obras y aventuras de don Fruela (1656): así, Mentiras de cazadores y toreadores,
El toreador don Babilés, El poeta remendón, La burla del pozo, Las calles de
Madrid, Escanderbey, Don Estanislao, Las fiestas del aldea o el t i t u l a d o El
muerto, Eufrasia y Tronera.
A J u a n Vélez d e G u e v a r a (1611-1675) d e b e m o s La autora de comedias,
El loco, El sastre, El bodegón, Los holgones, Los valientes, El picaro bobo...
Agustín M o r e t o (1618-1669) es otro d e los más i m p o r t a n t e s entremesistas
á u r e o s , con u n a s treinta y cinco piezas q u e destacan p o r su gracia cómica.
Muestra g r a n habilidad e n la caricatura figuronesca, c o m o las del valentón
d e Alcolea o Entremés para la noche de San Juan, o el m o z o simplón q u e se
hace el terrible e n El Cortacaras, Doña Esquina, El aguador, Los gatillos, Entremés de la loa de Juan Rana, Las galeras, Los oficios de la honra, Las fiestas de
palacio, El alcalde de Alcorcón, Los galanes, El ayo, El retrato vivo, La Perendeca
o La burla de Pantoja son otros títulos moretianos.
Gil L ó p e z d e A r m e s t o y C a s t r o (P-1676) p u b l i c ó e n 1674 sus Saínetes
y entremeses representados y cantados, d o n d e i n c l u y e títulos c o m o Los
nadadores de Sevilla y Triana, Las vendedoras de la Puerta del Rastro, La
burla de los capones o La competencia del portugués y el francés. A d e m á s ,
se le c o n s i d e r a i n v e n t o r d e u n n u e v o s u b g é n e r o , el i n t e r m e d i o lírico
(véase m á s a d e l a n t e ) .
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MAPOCHO
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Sebastián R o d r í g u e z d e Villaviciosa (1618-1663) t i e n e e n su h a b e r La
casa de vecindad, Los poetas locos, El licenciado Truchón, Zancajo y Chinela,
Las visitas y u n a pieza d e g r a n éxito, El retrato de Juan Rana.
Francisco A n t o n i o d e M o n t e s e r (1620-1668): Los locos, La tía, Elmaulero,
La hidalga, El capitán Gorreta, Las perdices.
Francisco d e Avellaneda (1622-1675?): El hidalgo de la Membrilla, La visita
del mundo, Lo que es Madrid, Noches de invierno; se le h a a t r i b u i d o t a m b i é n
Los rábanos y la fiesta de toros.
M a n u e l d e L e ó n M e r c h a n t e (1626-1680): La estafeta, Los pajes golosos,
Los espejos, La sombra y el sacristán, El gato y la montera, Los motes, El abad
del Campillo...
Vicente S u á r e z d e Deza (h. 1600-h. 1667) r e u n i ó b u e n a p a r t e d e sus
e n t r e m e s e s e n la Parte primera de los Donaires de Tersicore (1663): El malcasado, El poeta y los matachines, El alcalde hablando al rey..., piezas q u e
s i g u e n la h u e l l a d e B e n a v e n t e y Q u e v e d o .
D e Francisco A n t o n i o d e B a n c e s C a n d a m o ( 1 6 6 2 - 1 7 0 4 ) d e s t a c a n títulos c o m o El astrólogo tunante ( t e m a c o n p r e c e d e n t e s e n C e r v a n t e s y
C a l d e r ó n ) , Las visiones ( i n s p i r a d o e n El dragoncillo d e C a l d e r ó n ) o La
audiencia de los tres alcaldes. C a b e a ñ a d i r q u e e n su Teatro de los teatros
de los pasados y presentes siglos establece la t e o r í a p o é t i c a d e los distintos
géneros breves.
A n t o n i o d e Solís y R i v a d e n e i r a (1610-1686) a g r u p a e n su v o l u m e n Varias
poesías sagradas y profanas ( 1692) piezas p a r a fiestas palaciegas; p o d e m o s
d e s t a c a r varios e n t r e m e s e s p a r a J u a n R a n a c o m o Juan Rana poeta, Los
volatines o El niño caballero.
P e d r o Francisco d e L a n i n i y S a g r e d o (h. 1640-h. 1720) c o m p u s o e n t r e meses d e a m b i e n t e c o s t u m b r i s t a m a d r i l e ñ o c o m o El día de San Blas en
Madrid o La plaza de Madrid.
Alonso d e O l m e d o (m. 1682): Las locas caseras, El sacristán Chinchilla.
J u a n Bautista D i a m a n t e (1625-1687) es a u t o r d e a l g u n o s e n t r e m e s e s y
loas.
El p o r t u g u é s M a n u e l C o e l h o R e b e l h o recopiló sus e n t r e m e s e s e n Musa
entretenida de varios entremeses (1658), a l g u n o s escritos e n castellano y
o t r o s e n p o r t u g u é s , El picaro hablador, El capitán mentecato, El asalto de
Villavieja por don Rodrigo de Castro y castigos de un castellano.
Francisco d e C a s t r o (1675-1713) es el p r i n c i p a l a u t o r d e e n t r e los siglos
XVII y XVIII c o n m á s d e c i n c u e n t a piezas, q u e r e u n i ó e n los tres v o l ú m e nes titulados Alegría cómica, explicada en diferentes asuntos jocosos (1702) y
e n Cómico festejo (1742), c o n títulos c o m o El vejete enamorado, Lo que son
mujeres, Los chirlos mirlos, El estudiante marqués, La burla del sombrero, La
burla del figonero, Los gigantones, El cesto y el sacristán.
En fin, el g é n e r o e n t r e m é s se p r o l o n g a e n el XVIII c o n a u t o r e s c o m o Ant o n i o d e Z a m o r a (h. 1660-h. 1722), J o s é d e C a ñ i z a r e s (1676-1750) y Francisco
Benegasi y Lujan (1656-1742).
152
HUMANIDADES
2. LA LOA
Es la pieza b r e v e q u e p r e c e d e al a u t o o a la c o m e d i a , u n a especie d e p r e á m b u l o p a r a c a p t a r la a t e n c i ó n del p ú b l i c o y c o n s e g u i r su silencio y atención. Esta
i n t r o d u c c i ó n al espectáculo está c o m p u e s t a a veces e n elogio d e la c i u d a d e n
q u e se r e p r e s e n t a y del p r o p i o público, o b i e n , p o n d e r a la calidad d e la o b r a
q u e sigue y d e la c o m p a ñ í a , o b i e n , r e s u m e b r e v e m e n t e su a r g u m e n t o . E n sus
o r í g e n e s , la loa e r a r e c i t a d a p o r u n solo r e p r e s e n t a n t e (de las c u a r e n t a loas incluidas p o r Rojas V i l l a n d r a n d o e n El viaje entretenido, sólo tres son dialogadas),
p e r o m á s a d e l a n t e - c o m o s u c e d e r á con o t r o s g é n e r o s b r e v e s - se convirtió e n
u n tipo d e pieza d i a l o g a d a (loa entremesada). Sus a n t e c e d e n t e s p u e d e n rastrearse
e n el " P r o l o g u s " del t e a t r o latino e italiano y e n el " A r g u m e n t o " o " I n t r o i t o " d e
las piezas e s p a ñ o l a s del XVI ( p o r e j e m p l o , las d e T o r r e s N a h a r r o ) . E n definitiva,
la loa es "el p r ó l o g o d e u n t e x t o v a r i a d o y m u l t i f o r m e : la fiesta teatral. Su imp o r t a n c i a [...] es g r a n d e , p u e s d e su c o r r e c t a c o n s t r u c c i ó n d e p e n d e e n b u e n a
p a r t e el éxito d e la r e p r e s e n t a c i ó n , c o n s i g u i e n d o del público u n a favorable
predisposición y p r o p i c i a n d o el perfecto encaje d e las piezas q u e la siguen:
comedia, entremeses y b a i l e s " .
13
C o t a r e l o las clasificó e n cinco categorías: 1) L o a s s a c r a m e n t a l e s , q u e p r e c e dían a los a u t o s , e s e n c i a l m e n t e cómicas h a s t a 1650, y d e m a y o r carácter didáctico a p a r t i r d e C a l d e r ó n (sus p e r s o n a j e s s u e l e n ser las mismas alegorías d e los
autos: i n t r o d u c e n la m a t e r i a teológica y a p u n t a n la técnica alegórica). A veces
su c o n t e n i d o alegórico es c o m p l e j o , c o m o e n la Loa sacramental para el auto "La
restauración de Buda" d e L a n i n i . 2) Loas a J e s u c r i s t o , la V i r g e n y los santos, d e
tema estrictamente religioso, d e s t i n a d a s a abrir las fiestas religiosas y d e Navidad
celebradas e n c o n v e n t o s (piezas d e L a n i n i c o m o la Loa para la fiesta de Nuestra
Señora de la Peña Sacra o la Loa a la festividad de Nuestra Señora del Rosario). 3)
Loas c o r t e s a n a s , q u e servían d e p ó r t i c o a las fiestas palaciegas d e C a l d e r ó n ,
Bances C a n d a m o , M o r e t o o Solís y t e n í a n la función d e p r o p i c i a r y e x a l t a r a
los personajes reales q u e i b a n a ser los e s p e c t a d o r e s d e la r e p r e s e n t a c i ó n ( p o r
ejemplo, la Loa para la comedia de "Las Amazonas" d e Solís). 4) Loas p a r a casas
particulares, esto es, p a r a fiestas familiares e n palacios d e distintos nobles (Loa
para la comedia de "Eurídice y Orfeo" d e Agustín d e Salazar y T o r r e s ) . 5) Loas
de p r e s e n t a c i ó n d e c o m p a ñ í a s , q u e " n o s s u m i n i s t r a n a b u n d a n t e información
acerca d e la vida i n t e r n a e n las c o m p a ñ í a s y los entresijos del e s p e c t á c u l o " y
son, j u n t o con las s a c r a m e n t a l e s , las q u e m á s p e r d u r a r o n . Estaban d e s t i n a d a s a
las piezas r e p r e s e n t a d a s e n el c o r r a l , c o n u n a función p r o p i c i a t o r i a (Loa para la
presentación de la compañía de Gómez en Sevilla, La comedia, Granada, Presentación de
la compañía de Ríos, Alabanza de una ciudad, etc.), o bien, e r a n p u r a m e n t e cómicas
(como La ramera fea, Sátira de las mujeres o El sastre de la luna).
14
4
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, pág. 59.
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, pág. 57.
153
MAPOCHO
H a y graves p r o b l e m a s textuales y d e a u t o r í a e n el t e r r e n o d e las loas sacram e n t a l e s . S e g u r a s d e C a l d e r ó n son la Loa para "El Año Santo de Roma" y la Loa
para "El Año Santo en Madrid". H a y loas d e A n t o n i o d e Solís p a r a las c o m e d i a s
Euridice y Orfeo, Las Amazonas, Un bobo hace ciento, Triunfos de Amor y Fortuna...
Bances C a n d a m o tiene a l g u n a s loas c o r t e s a n a s m u y a r q u e t í p i c a s c o m o las d e
las c o m e d i a s Quién es quien premia al amor, La restauración de Buda, Cómo se curan
los celos..., y o t r a s s a c r a m e n t a l e s p a r a los a u t o s d e El primer duelo del mundo y
El gran químico del mundo. M o r e t o escribió la Loa para los años del emperador de
Alemania y la Loa sacramental para el Corpus de Valencia. J u a n M a n u e l d e L e ó n
M e r c h a n t e c o m p u s o la Loa para la compañía de Caballero y la Loa de planetas y
signos; a J u a n Bautista D i a m a n t e se le d e b e n la Loa curiosa de Carnestolendas y la
Loa humana del árbol florido. A n a C a r o Mallén es a u t o r a d e la Loa del Santísimo
Sacramento, e n c u a t r o l e n g u a s . O t r o famoso a u t o r d e loas es Agustín d e Salazar
y, p o r s u p u e s t o , n o p o d e m o s olvidar las seis loas d e Q u i ñ o n e s d e B e n a v e n t e
incluidas e n la Jocoseria (Loa con que empezó en la Corte Roque de Figueroa, Loa segunda con que volvió Roque de Figueroa a empezar en Madrid, Loa para la compañía
de Antonio de Prado, etc.).
3. E L B A I L E
S e g ú n C o t a r e l o , el baile d r a m á t i c o es u n " i n t e r m e d i o literario e n el q u e ,
a d e m á s , e n t r a n c o m o e l e m e n t o s p r i n c i p a l e s la música, el c a n t o y, s o b r e t o d o , el
baile p r o p i a m e n t e d i c h o " . B e r g m a n señaló sus p r i n c i p a l e s características: son
piezas breves, d e m e n o r e x t e n s i ó n q u e el e n t r e m é s ( e n t r e ciento t r e i n t a y ciento
c i n c u e n t a versos), d e g r a n r i q u e z a m é t r i c a ( t e n d e n c i a al poliestrofismo) y con
p r e d o m i n i o temático d e la sátira m o r a l e n f o r m a alegórica (los p r o t a g o n i s t a s d e
los bailes suelen ser conceptos abstractos o personificaciones d e cosas). En c u a n t o
a su c o m p o s i c i ó n , " m u c h o s d e estos bailes insisten e n u n a e s t r u c t u r a p a r e c i d a a
la d e las d a n z a s m a c a b r a s y t a m b i é n a la revista d e vicios y m a n í a s " . Sus c u a t r o
c o m p o n e n t e s f u n d a m e n t a l e s son música, baile, letra c a n t a d a y letra h a b l a d a .
En los bailes, la p a r t e c a n t a d a es m a y o r q u e la p a r t e r e p r e s e n t a d a (y a veces
t o d a la pieza es c a n t a d a ) , m i e n t r a s q u e sus i n g r e d i e n t e s literarios se p r e s e n t a n
e n p r o p o r c i ó n variable, d e f o r m a q u e estas piezas c o n f o r m a n - e n p a l a b r a s d e
A r e l l a n o - " u n a g a m a q u e va d e s d e el baile p u r o al baile e n t r e m e s a d o , q u e n o
se p o d r í a diferenciar e s e n c i a l m e n t e del e n t r e m é s b a i l a d o o c a n t a d o " , salvo
p o r la e n t r a d a e n m a y o r p r o p o r c i ó n d e la d a n z a .
C o t a r e l o r e m o n t a sus o r í g e n e s h a s t a la Danza de la muerte; l u e g o se incorp o r a r o n a las o b r a s d e J u a n del Encina, Lucas F e r n á n d e z y Gil Vicente, y en
los e n t r e m e s e s d e C e r v a n t e s , Salas Barbadillo, Castillo S o l ó r z a n o y H u r t a d o
1 5
1 6
1 7
Colección de entremeses, loas, bailes, jácaras y mojigangas, ed. de E. Cotarelo, Madrid, BaillyBaillière (NBAE), 1911, pág. CLXIV.
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, pág. 61.
Arellano, Historia del teatro español del siglo xvu, pág. 675.
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1 6
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HUMANIDADES
d e M e n d o z a "los bailes sustituyen a los finales a p a l o s " . Al c o m i e n z o , p u e s , el
baile servía d e r e m a t e al e n t r e m é s ; p e r o d e s d e 1616, a p r o x i m a d a m e n t e , c u a n d o
este a b a n d o n a la p r o s a p o r el verso, baile y e n t r e m é s se i n d e p e n d i z a n ; p o c o
p o c o se va s u p r i m i e n d o del baile la letra y q u e d a n sólo la música y la d a n z a ; al
m i s m o t i e m p o , el baile d r a m á t i c o va a d q u i r i e n d o c a d a vez m á s a r g u m e n t o , y
"llegará a ser u n b r e v e e n t r e m é s e n el q u e d o m i n a n los e l e m e n t o s musicales y
b a i l a b l e s " . Esta p r e p o n d e r a n c i a del e l e m e n t o bailado tiene m u c h o q u e ver con
el t r i u n f o d e lo e s p e c t a c u l a r e n el t e a t r o (tramoyas, vestuario, etc.), m á s p a t e n t e
c o n f o r m e a v a n c e el siglo. M e d i a d a la c e n t u r i a , la f o r m a m á s r e p r e s e n t a t i v a del
g é n e r o será el baile de figuras.
1 8
19
Por o t r a p a r t e , n o d e b e m o s olvidar q u e d a n z a s cortesanas d e o r i g e n aristocrático c o m o la gavota y la g a l l a r d a e r a n e l e m e n t o s i n t e g r a n t e s t a m b i é n d e
las c o m e d i a s , p o r u n l a d o , m i e n t r a s q u e los bailes p o p u l a r e s y d e s g a r r a d o s
( z a r a b a n d a , c h a c o n a , e s c a r r a m á n , g u i n e o , c a n a r i o , villano, z a m b a p a l o , p é s a m e
dello, e s c a r r a m á n y o t r o s m u c h o s r e c o p i l a d o s p o r Cotarelo) e r a n h a b i t u a l e s e n
el e n t r e m é s . Su c a r á c t e r licencioso y p r o c a z , u n i d o a la provocativa ejecución
p o r p a r t e d e las actrices, m o t i v ó graves c e n s u r a s d e los moralistas, y a l g u n o s
c o m o la z a r a b a n d a f u e r o n p r o h i b i d o s . D e a h í q u e los bailes fueran saliendo d e
las c o m e d i a s y e n c o n t r a r a n refugio e n los e n t r e m e s e s .
Los p r i n c i p a l e s e n t r e m e s i s t a s escribieron t a m b i é n bailes. Q u e v e d o , p o r
ejemplo, c u e n t a e n su h a b e r con los titulados Los valientes y tomajonas, Las valentonas y destreza, Los galeotes, Los sopones de Salamanca, Cortes de los bailes, Las
sacadoras, Los nadadores... G r a n i m p u l s o r del g é n e r o fue Q u i ñ o n e s d e B e n a v e n t e ,
a q u i e n H u r t a d o d e M e n d o z a aplicó el s o b r e n o m b r e d e " m e t r ó p o l i d e bailes".
M u c h o s d e ellos, d e c a r á c t e r h o n e s t o , q u e d a r o n recogidos e n la Jocoseria: La
paga del mundo, La visita de la cárcel, El Martinillo, La puente segoviana, El talego,
El guardainfante (estos c u a t r o , e n d o s p a r t e s ) , El tiempo, La muerte, La verdad,
Los coches, El licenciado y el bachiller, Las manos y cuajares, El soldado, El doctor, El
remediador ( r e t o m a d o del e n t r e m é s Lo que pasa en una venta), etc.
P o d e m o s r e c o r d a r o t r o s a u t o r e s y títulos: d e Francisco d e N a v a r r e t e y Ribera, q u e coleccionó sus piezas b r e v e s e n Flor de saínetes (1640), La batalla y el
Baile de Cupido labrador; d e Cáncer, el Baile de los ciegos y el Baile del capiscol; d e
M o r e t o , el Baile de la Chillona, el Baile del Mellado ( e n t r e m e s a d o ) , Los oficios o
Conde Claros; d e R o d r í g u e z d e Villaviciosa, La endiablada, Los esdrújulos y el Baile
entremesado de la Chillona; d e Franciso d e Avellaneda, Médico de amor, Baile de los
negros, La Rubilla; d e Monteser, el Baile del zapatero y el valiente, el Baile del registro,
El loco de amor; d e J u a n Vélez d e G u e v a r a , el Baile de la esquina, El arquitecto, El
juego del hombre, el Baile entremesado del pregonero, el Baile de la boda de pobres (hay
otra versión d e Q u e v e d o ) ; d e L e ó n M e r c h a n t e El pintor, el Baile de los locos, El
Pericón, El mundo y la verdad; d e Alonso d e O l m e d o , Las flores, Menga y Bras, La
gaita gallega; d e L a n i n i , La entrada de la comedia, Los mesones, el Baile del cazador,
1 8
1 9
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, págs. 59-60.
Madroñal, "Quiñones de Benavente y el teatro breve", pág. 1040.
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MAPOCHO
el Baile de la pelota, El juego del hombre; d e S u á r e z d e Deza, el Baile del ajedrez, etc.
Resta p o r decir q u e el baile e n t r e m e s a d o d e s e m b o c a r í a , a n d a n d o el t i e m p o , e n
la m o j i g a n g a d r a m á t i c a .
4. L A JÁCARA
La palabrayácara, d e r i v a d a de jaque, designa e n su origen el r o m a n c e c a n t a d o
sobre la vida y a n d a n z a s d e u n rufián o valentón, h a b i t u a l m e n t e a c o m p a ñ a d o d e
su d a m a 'prostituta'. L a j á c a r a e r a u n a pieza m u y d e m a n d a d a e n el espectáculo
teatral b a r r o c o , y p o d í a ir c o m o pieza e x e n t a (se r e p r e s e n t a b a e n t o n c e s e n los
entreactos), o bien, d e n t r o d e u n a c o m e d i a o u n e n t r e m é s , p a r a darles v a r i e d a d .
Poco a p o c o , se c o n v e r t i r á e n u n a especie d e e n t r e m é s c a n t a d o ( n o r m a l m e n t e
p o r u n a actriz) o con alternancia d e trozos c a n t a d o s y r e p r e s e n t a d o s (y a m e n u d o
bailables), con protagonistas rufianescos, q u e p o r lo g e n e r a l t e r m i n a n recibiendo
su castigo. L a j á c a r a , ya d i a l o g a d a (recitada), ya e n t r e m e s a d a ( r e p r e s e n t a d a ) ,
describe el m u n d o m a r g i n a l d e l h a m p a , d a n d o e n t r a d a a su léxico peculiar,
el d e la g e r m a n í a literaria. " L a s i n g u l a r i d a d estética d e la j á c a r a estriba e n el
a l a r d e d e r e t ó r i c a c r u e l q u e se despliega e n el e s c e n a r i o , y d e la q u e n o se evitan los detalles m á s escabrosos e n p u n t o a los castigos y las t o r t u r a s q u e sufrían
m a r c a s y v a l e n t o n e s " , escribe H u e r t a C a l v o . Se c o n o c e n a l g u n a s j á c a r a s d e
t e m a c o r t e s a n o , m u y pocas, y t a m b i é n otras a lo divino.
D e j a n d o a p a r t e ciertos p r e c e d e n t e s c o m o las composiciones recogidas p o r
J u a n H i d a l g o e n Romances de germanía (Barcelona, 1609), las j á c a r a s poéticas
- c o n escasas d i m e n s i o n e s t e a t r a l e s - más célebres son las d e Q u e v e d o , q u e h a
sido c o n s i d e r a d o el c r e a d o r del g é n e r o . Su Jácara del Escarramán (1612) se hizo
famosíma y conoció infinidad d e glosas e imitaciones. A d e m á s d e E s c a r r a m á n y
la M é n d e z , otros personajes h a m p e s c o s c a n t a d o s p o r Q u e v e d o fueron L a m p u g a
o Añasco el d e Talavera. Cáncer, p o r su p a r t e , escribió otras j á c a r a s dedicadas
a M u l a t o d e Andújar, el N a r r o o T o r o t e el d e Andalucía, y, a d e m á s , c u a t r o a lo
divino sobre Santa Catalina, San J u a n Bautista, San Francisco d e Asís y San J u a n
Evangelista. A C a l d e r ó n d e b e m o s la Jácara del Mellado y la Jácara de Carrasco; a
Solís, Celos de un jaque y satisfacción de una marca; a Cáncer, Periquillo el de Madrid;
a D i a m a n t e , La Pulga y la Chispa; a L e ó n M e r c h a n t e , Gargolla. Q u i ñ o n e s incluye
seis j á c a r a s e n Jocoseria {/acara de doña Isabel, la ladrona, que azotaron y cortaron las
orejas en MadridÑJácara que se cantó en la compañía de Alonso de Olmedo, Jácara que
se cantó en la compañía de Pedro de Ortegón, Jácara que cantó Francisca Paula en la
compañía de Bartolomé Romero...), a las q u e hay q u e s u m a r su Jácara nueva de la
plemática, publicada en Ociosidad entretenida (1668). El baile d e M o r e t o L a Chillona,
q u e antes m e n c i o n a b a , es ajacarado. M u c h o s otros a u t o r e s , e n t r e ellos J u a n de
Matos Fragoso, A n t o n i o Folch d e C a r d o n a y Francisco d e Avellaneda, escribieron
jácaras, y C a l d e r ó n se b u r l ó d e esta m o d a e n el e n t r e m é s titulado Las jácaras.
2 0
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, pág. 71.
156
HUMANIDADES
5. L A MOJIGANGA
" L a p a l a b r a mojiganga p a r e c e p r o v e n i r d e boxiganga, y esta d e bojigón, alteración d e vejigón, l u e g o mojigón, u n tipo d e m á s c a r a q u e llevaba u n a s vejigas
atadas a u n palo, q u e le servían p a r a sacudir a q u i e n e s c o n t e m p l a b a n los festejos
c a r n a v a l e s c o s " . Existió, p u e s , p r i m e r o la m o j i g a n g a c o m o u n a fiesta pública
típica d e C a r n a v a l , especie d e c o m p a r s a d e máscaras o cabalgata grotesca, car a c t e r i z a d a p o r el e m p l e o d e disfraces ridículos, exóticos y vistosos, o r g a n i z a d a
a veces p o r los distintos g r e m i o s , y con carácter e m i n e n t e m e n t e burlesco (temas
y p e r s o n a j e s d e la mitología, la historia o la literatura). Más t a r d e , p a s a al t e a t r o
y a Palacio, y se c o n v i e r t e e n m o j i g a n g a teatral, s i e m p r e ligada al C a r n a v a l . La
m o j i g a n g a d r a m á t i c a s u p o n e la carnavalización del t e a t r o b r e v e , c o m o bien
escribe M a d r o ñ a l : "Si a l g ú n s u b g é n e r o d e t e a t r o b r e v e t i e n e q u e v e r con el
Carnaval, ese es p r e c i s a m e n t e la m o j i g a n g a d r a m á t i c a . L a mojiganga, e n c u a n t o
significa p r e s e n t a c i ó n d e l i b e r a d a d e confusión, m u n d o al revés, p a r o d i a , disfraz
y otros c o m p o n e n t e s , es específicamente c a r n a v a l e s c a " .
21
22
S e g ú n la define C o t a r e l o , la m o j i g a n g a d r a m á t i c a es u n a m a s c a r a d a
grotesca - p r o c e d e n t e d e la fiesta callejera- q u e se r e p r e s e n t a b a c o m o fin d e
fiesta teatral, y consistía e n u n a serie d e d a n z a s d e s c o m p u e s t a s ( e n t r e ellas los
m a t a c h i n e s ; véase m á s a d e l a n t e ) y m o v i m i e n t o s ridículos, disfraces d e animales,
etc. I g u a l d e ridicula q u e la coreografía lo e r a la música, p r o d u c i d a con instrum e n t o s a b s u r d o s (el b a r u l l o e s t r e p i t o s o q u e se f o r m a b a recibía el n o m b r e d e
pandorga). B u e z o h a establecido los principales rasgos definitorios d e este g é n e r o
q u e alcanza su a p o g e o e n t o r n o a 1 6 4 0 : e s t r u c t u r a d e desfile, disfraz, carácter grotesco o b u f o , confusión y m o v i m i e n t o s r á p i d o s , a b u n d a n c i a d e p a l o s . . .
Arellano, al t i e m p o q u e destaca el c a r á c t e r e l e m e n t a l d e estas piezas, b a s a d a s
en el caos del m o v i m i e n t o y del r u i d o y e n los vestidos ridículos y bufonescos,
p u n t u a l i z a q u e , c o m o e n el r e s t o d e g é n e r o s breves, " u n e x a m e n sistemático
revela, debajo d e la a p a r e n t e simplicidad, u n a v a r i e d a d compleja y u n a serie
de objetivos y funciones, s e g ú n los ámbitos (cortesano, u r b a n o , eclesiástico, etc.)
en los q u e se d e s a r r o l l a " .
2 3
2 4
25
P a r a Asensio, el e n t r e m é s d e Los refranes del viejo celoso d e Q u e v e d o sería
u n a n t e c e d e n t e claro d e m o j i g a n g a . A l g u n a s piezas breves d e Q u i ñ o n e s d e Benavente, c o m o El mago, Los planetas, La capeadora ( s e g u n d a p a r t e ) o El casamiento
de la Calle Mayor con el Prado Viejo, h a n sido c o n s i d e r a d a s mojigangas. E n cualquier caso, u n a d e las m e j o r e s piezas d e l g é n e r o se d e b e a C a l d e r ó n , a u t o r d e
La mojiganga de las visiones de la muerte, cuya t r a m a p r e s e n t a u n m a y o r g r a d o d e
elaboración. E n ella, " u n b o r r a c h o se d e s p i e r t a p a r a e n c o n t r a r s e con los actores
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, pág. 73.
Madroñal, "Quiñones de Benavente y el teatro breve", pág. 1050.
Colección de entremeses, loas, bailes, jácaras y mojigangas, pág. CCXCI.
C. Buezo Canalejo, La mojiganga dramática. De la fiesta al teatro, Kassel, Reichenberger, 1993.
Arellano, Historia del teatro español del siglo XVII, pág. 677.
157
MAPOCHO
d e u n a c o m p a ñ í a d e cómicos (que v a n a r e p r e s e n t a r u n a u t o s a c r a m e n t a l y h a n
volcado el c a r r o ) vestidos d e á n g e l e s , d e m o n i o s y m u e r t e , d e s o r i e n t a n d o al p o b r e pasajero q u e n o c o m p r e n d e d ó n d e se e n c u e n t r a ni a q u é lógica r e s p o n d e n
u n á n g e l j u r a d o r y u n d e m o n i o q u e se s a n t i g u a c o m o b u e n c r i s t i a n o " . O t r o s
títulos d e m o j i g a n g a s c a l d e r o n i a n a s son Los sitios de recreación del Rey, El pésame
de la viuda, La garapiña o Los guisados. T a m b i é n c o m p u s i e r o n m o j i g a n g a s otros
a u t o r e s c o m o J u a n Vélez d e G u e v a r a (Mojiganga de las figuras), S i m ó n A g u a d o
(Mojiganga de los niños de la Rollona), S u á r e z d e Deza (Lo que pasa en el río de Madrid en el mes de julio, La ronda en noche de Carnestolendas, La ronda del alcalde, La
encantada, Personajes de títulos de comedias), M o n t e s e r (La mojiganga de la ballena),
Bances C a n d a m o (Mojiganga para "El primer duelo del mundo"), R o d r í g u e z d e
Villaviciosa (Las figuras y lo que pasa en una noche), L e ó n M e r c h a n t e (Los motes,
La manzana) o Francisco d e C a s t r o (El barrendero).
26
6. O T R A S FORMAS D E T E A T R O BREVE
6.1. E L S A Í N E T E
El Diccionario de Autoridades indica q u e es "el i n t e r m e d i o q u e se h a c e e n t r e la
s e g u n d a y t e r c e r a j o r n a d a [de la c o m e d i a ] , c a n t a d o y b a i l a d o , y p o r eso l l a m a d o
así, q u e p o r o t r o n o m b r e se llama saínete". El vocablo, q u e se h a c e m á s a b u n d a n t e
a p a r t i r d e 1660, suele a p a r e c e r c o m o s i n ó n i m o d e entremés e n las colecciones
antológicas d e la é p o c a : así, Flor de saínetes (1640), d e Francisco N a v a r r e t e , o
Saínetes y entremeses representados y cantados (1674), d e Gil L ó p e z d e A r m e s t o . Su
triunfo definitivo se p r o d u c i r á e n el siglo XVIII, e n el q u e se p r o l o n g a la vigencia
d e los g é n e r o s d r a m á t i c o s b r e v e s .
6.2. E L FIN D E FIESTA
Constituía el r e m a t e d e a l g u n a s fiestas palaciegas; p o r eso, estos fines de
fiesta solían ser " d e c a r á c t e r m á s r e f i n a d o q u e las m o j i g a n g a s , p e r o e n m u c h a s
ocasiones es difícil distinguir u n o s d e o t r a s " ' . A b u n d a n , especialmente, a finales
del XVII y c o m i e n z o s del XVIII. P o r e j e m p l o , el Fin de fiesta para la comedia "El
Faetón", d e A n t o n i o d e Z a m o r a .
2
6.3. E L BAILETE
Variante del baile, " d e m á s c o r t a e x t e n s i ó n , sin a p e n a s t r a m a a r g u m e n t a l
y d e c a r á c t e r m u y c o r t e s a n o e n c u a n t o a su t e m á t i c a " , y p a r e c i d o al fin de
28
Arellano, Historia del teatro español del siglo XVII, pág. 677
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, pág. 78.
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, pág. 78.
158
HUMANIDADES
fiesta. P o d e m o s r e c o r d a r el Bailete con que se dio fin la comedia "Duelos de ingenio
y fortuna", d e B a n c e s C a n d a m o .
6.4. E L I N T E R M E D I O L Í R I C O
Son piezas q u e se d e s a r r o l l a n a finales d e l XVII, c a n t a d a s casi e n su totalidad
y p o r voces f e m e n i n a s . Se t r a t a d e u n s u b g é n e r o m u y lírico, c e r c a n o al m u n d o
bucólico d e la literatura pastoril. A u t o r d e s t a c a d o d e esta m o d a l i d a d es Gil López
d e A r m e s t o , q u e c o n piezas c o m o El pajarillo, El zagal agradecido o Las tonadas
grandes del Retiro h a sido c o n s i d e r a d o p r e c u r s o r d e la tonadilla d e l siglo XVIII.
6.5. E L V I L L A N C I C O T E A T R A L
F o r m a p a r a t e a t r a l d e l villancico lírico, q u e se c a n t a b a o r e p r e s e n t a b a e n
N a v i d a d y otras fiestas, c o n ciertos e l e m e n t o s e n c o m ú n c o n las mojigangas ( p o r
e j e m p l o , el e m p l e o d e disfraces) y d e c a r á c t e r contrafactístico. Así, la pieza q u e
c o m i e n z a "Al villano se lo d a n / e n t r e pajas el b l a n c o p a n " es u n a versión a lo
divino d e "Al villano se la d a n / la v e n t u r a c o n el p a n " .
6.6. L A FOLLA
Escribe C o v a r r u b i a s : " L o s c o m e d i a n t e s , c u a n d o r e p r e s e n t a n m u c h o s e n t r e meses j u n t o s sin c o m e d i a ni r e p r e s e n t a c i ó n g r a v e , la l l a m a n folla, y c o n r a z ó n ,
p o r q u e t o d o es locura, c h a c o t a y risa". L a folla es, p o r t a n t o , la a c u m u l a c i ó n d e
varias piezas cortas, p a r t i c u l a r m e n t e e n t r e m e s e s (folla de entremeses), r e p r e s e n t a dos bien e n su totalidad, b i e n f r a g m e n t a r i a m e n t e , a m o d o d e p o p u r r í . L a crítica
ha discutido su consideración: p a r a Luis Estepa constituye u n g é n e r o d r a m á t i c o
diferente, n o así p a r a H u e r t a Calvo, q u i e n escribe: "Más q u e u n a f o r m a literaria
diferenciable d e las a n t e r i o r e s , la folla (de folia, 'locura') e r a u n a m o d a l i d a d d e
espectáculo, q u e p o d í a a g r u p a r u n c o n j u n t o d e piezas cortas r e p r e s e n t a d a s u n a
tras o t r a e n bulliciosa y frenética sucesión, sin la c o m e d i a " .
2 9
6.7. L o s M A T A C H I N E S
Especie d e p a n t o m i m a q u e describe c o n detalle Bances C a n d a m o e n su
Teatro de los teatros; indica q u e sus ejecutantes llevan a cabo u n o s m o v i m i e n t o s
"los m á s ridículos q u e p u e d e n , ya h a c i e n d o q u e se e n c u e n t r a n d o s d e n o c h e ,
y fingiéndose el u n o t e m e r o s o d e l o t r o se a p a r t a n e n t r a m b o s . L u e g o se van
llegando c o m o d e s e n g a ñ á n d o s e , se acarician, se r e c o n o c e n , bailan j u n t o s , se
vuelven a enojar, r i ñ e n con e s p a d a s d e palo d a n d o golpes al c o m p á s d e la música,
se a s o m b r a n g r a c i o s a m e n t e d e u n a h i n c h a d a vejiga q u e acaso a p a r e c e e n t r e los
2 9
Huerta Calvo, El teatro breve en la Edad de Oro, pág. 80.
159
MAPOCHO
dos, se llegan a ella y se r e t i r a n , y e n fin, s a l t a n d o s o b r e ella la r e v i e n t a n y se
fingen m u e r t o s al e s t r u e n d o d e su e s t a l l i d o " . L a e n c o n t r a m o s descrita t a m b i é n
e n la Mojig ang a de los oficios y matachines d e A n t o n i o d e Z a m o r a .
30
6 . 8 . L O S TÍTERES
En el Siglo d e O r o f u e r o n m u y frecuentes los espectáculos d e acróbatas,
volatines, titiriteros, a u t ó m a t a s , l i n t e r n a s mágicas, retablos o mundi novis, q u e
alcanzaron g r a n difusión e n E s p a ñ a m e r c e d a las c o m p a ñ í a s i t a l i a n a s . Recuér­
dese el famoso episodio d e m a e s e P e d r o e n Quijote, II, 2 6 - 2 7 , con la i n t e r r u m p i d a
r e p r e s e n t a c i ó n del Retablo de Melisendra.
31
7. B I B L I O G R A F Í A
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