Picasso. Representaciones que habitan el alma

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María Jesús Montero Cuadrado
Consejera de Salud de la Junta de Andalucía
Manuel Alén Fidalgo
Gerente de la Fundación Andaluza para la Integración Social del
Enfermo Mental
COORDINACIÓN DE LA MUESTRA
Fundación Andaluza para la Integración Social del Enfermo Mental
Luís Fernández Portes
María Fernández Domenech
COLABORAN
Consejería de Turismo Comercio y Deporte de la Junta de Andalucía
Empresa Pública Turismo Andaluz
Servicio Andaluz de Salud
catÁlogo
TEXTOS
Maria Jesús Montero Cuadrado
Consejera de Salud de la Junta de Andalucía
Luís Fernández Portes
Fundación Andaluza para la Integración Social del Enfermo Mental
Manuel Pérez Bañez
Miembro de la Asociación de Artes Plásticas Línea Paralela
Felipe Vallejo
Psicólogo Clínico, SAS
Miembro de la Asociación de Artes Plásticas Línea Paralela
FOTOGRAFíA
Creo Comunicación
DISEÑO
UGEYCÍA
IMPRESIÓN
DEPÓSITO LEGAL
“ R epresentac iones
q ue h a bit a n e l a l m a” r i nde homen aje a Pa blo Pic a s s o,
a r t i s t a u n i v e r s a l , a nd a lu z y m a l a g ueño y lo h a c e s u m á ndo s e a to do s lo s a c to s q ue a lo l a r g o
de l a ño en A nd a luc í a h a n r e c ord a do s u f i g u r a y s u obr a .
L a mue s t r a no s i nv it a a c ono c e r c on de s t a c a d a or i g i n a l id a d l a v i sión q ue de l a r t i s t a y
s u obr a t ienen u n c onju nto de p e r s on a s , u n id a s p or e l de s e o de p a r t ic ip a r en u n a c to s o c i a l
c omp a r t ido y ap or t a r s u g r a no de a r en a en e s t a e femé r ide t a n s eñ a l a d a .
Recibimos esta obra plástica con admiración y ent usiasmo, nos traspasa su capacidad expresiva, nos asombra su producción de imágenes que difíci lmente nos puede deja r indiferentes.
En lo s ú lt i mo s a ño s hemo s a si s t ido a u n pro c e s o de c a mbio s u s t a nc i a l en l a s for m a s
de atenc ión a l a s p e r s on a s c on en fe r me d a d ment a l , d i v e r si f ic a ndo lo s r e c u r s o s a si s tenc i a le s ,
c ent r á ndolo s en l a c omu n id a d y me jor a ndo l a c a l id a d de lo s m i smo s . Un e jemplo de e s to s
d i s p o sit i v o s e s l a r e d de t a l le r e s o c up a c ion a le s de FA I SE M y de lo s s e r v ic io s pú bl ic o s de
s a lud ment a l .
Po de r c e le br a r e s te a n i v e r s a r io de l a m a no de u n g r up o de a r t i s t a s , p e r s on a s a fe c t a d a s
ment a l o p sic oló g ic a mente , s up one u n r e c ono c i m iento a s u c ap a c id a d c r e at i v a y a r t í s t ic a .
Fue precisa mente Picasso qu ien d ijo que “La inspi ración e x iste, pero t iene que encont ra rte t rabaja ndo”. P ues bien, así hemos encont rado a este g r upo de a r t istas, t rabaja ndo en sus tal leres, esos espacios que per miten la e x presión de emociones, imag inación y fa ntasía creat iva.
Po demo s s ent i r no s r e a l mente s at i s fe c ho s c on e s t a i n ic i at i v a t a nto p or l a c a l id a d de
l a s obr a s c omo p or s u g r a n v a lor c omo e lemento de i nc lu sión y nor m a l i z a c ión de l a mue s t r a
y p or t a nto no me q ue d a m á s q ue fe l ic it a r a to do s lo s p a r t ic ip a nte s q ue h a n r e s p ond ido de
m a ne r a de c id id a y a bie r t a , lo q ue r e pr e s ent a , ent r e ot r a s c o s a s , u n p a s o m á s h a c i a u n hor iz onte de plen a c iud a d a n í a .
MARíA JESúS MONTERO CUADR ADO
C O N S E J E R A D E S A L U D D E L A J U N TA D E A N D A L U C í A .
“ E l a r t i s t a e s u n a c o n c i e n c i a t r a t a n d o d e s e r.
Yo s o y a q u e l q u e p a r a s e r, d e b e f u s t i g a r s u i n n a t i d a d ”
A ntonin A rtaud
Pasadas ya
las puertas del siglo X XI, conmemoramos el 125 aniversario del nacimiento de
Picasso y lo hacemos mediante una convocatoria, una llamada a la memoria y a la creatividad de un
grupo de artistas inf luenciados por el genio creativo, la personalidad, la f igura y la obra del autor.
Reunimos en torno al maestro a personas con algún tipo de trastorno mental y que no encuentran una forma mejor de rendir su homenaje que pintando, esculpiendo o dibujando una obra
plástica y mostrárnosla en un espacio abierto y comunicado, un espacio publico, un lugar de todos.
Hoy este grupo de artistas nos prestan sus ojos, sus sentidos, su sensibilidad y todo su universo de imágenes interiores, para dirigir a su vez una mirada original al fascinante mundo del
homenajeado, Pablo Picasso.
La literatura, la pintura, el cine y en general el mundo del arte, ha sabido recoger el hecho
psicótico, con mas o menos acierto, presentando a veces al enfermo mental como un sujeto devaluado o al revés, engrandeciendo deformadamente su capacidad creativa.
Quizás el caso que mejor ilustre esta situación es Van Gogh. Se nos presenta como el prototipo romántico del artista loco y enfermo, un pobre hombre de personalidad asolada por una marejada
interior de orden afectivo y emocional. Aceptamos y admiramos su obra pero rechazamos su vida,
por inestable y sufriente.
Pero hay otro Van Gogh, mas íntimo, más real, que nos depara algunas sorpresas. En sus famosas
“cartas a Theo” nos aparece como un exquisito escritor cuando dice: “Qué es dibujar, cómo se llega: es
la acción de abrirse paso a través de una pared de hierro invisible, que parece encontrarse entre lo que
se siente y lo que se puede”.
En el otro extremo se sitúan las visiones románticas, para los que el ideal sería en cierto
modo la locura, elogio de lo irracional en Rousseau, decía “quisiera estar loco, para estar sano” o
más recientemente alrededor de los años 60, el británico R.D. Laing af irmando que los dementes
son más creativos que quienes no lo son. O esta curiosa visión de Foucault: “No hay locura si no es
como instante f inal de la obra de arte: la obra empuja la locura a sus límites sin cesar. Donde hay
una obra de arte no hay locura; y sin embargo, la locura es contemporánea de la obra de arte, porque
inaugura el tiempo de su verdad ”.
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H a br í a q ue tom a r c on c aute l a , c u a ndo no de s e c h a r en l a me d id a de lo p o sible , a l g u n a s
de e s t a s c onc e p c ione s , a c t u a l mente s up e r a d a s y q ue no h a c en si no i nt ro duc i r a l g ú n t ip o de
e q u í v o c o o de pr e ju ic io t a n ne g at i v o c omo ot ro c u a lq u ie r a .
L a en fe r me d a d ment a l , de s pl ie g a s u s d i n a m i smo s s e g ú n e l c onte x to y lu g a r en e l q ue
s e l a r e c ib e . Pe ro a lo l a r g o de l a h i s tor i a e s o e s lo q ue a l a lo c u r a nu nc a le f a ltó, u n lu g a r,
c a si siempr e u n lu g a r de e xc lu sión y du r a nte muc ho t iemp o de pu ro a i s l a m iento. Un a e xc lusión q ue h a s e g u ido l í ne a s p a r a le l a s a l s u rc o l a br a do de l a c u lt u r a .
L a en fe r me d a d ment a l , de c í a Fouc au lt , no e x i s te si no en u n a s o c ie d a d , e l l a no e x i s te
p or f ue r a de l a s for m a s de l a s en sibi l id a d q ue l a a í s l a n y de l a s for m a s de r e pu l sión q ue l a
e xc lu y en o l a c apt u r a n .
H a c iendo u n r e c or r ido p or l a h i s tor i a v emo s , q ue en t iemp o s de r e l i g io sid a d y c r i st i a nd a d me d ie v a l l a en fe r me d a d ment a l e s proy e c t a d a a lo s e s p a c io s de l a p o s e sión demo n í a c a , m a g i a y br uje r í a .
En l a s e g u nd a m it a d de l si g lo X V I I I c on lo s mov i m iento s a f a v or de l “t r at a m iento
mor a l ” y lo s t r a bajo s de Pi ne l en Fr a nc i a , c om ien z a a i nc lu i r s e l a lo c u r a ( l a si n r a z ón) en
e l p a r a d i g m a c ient í f ic o s e g ú n lo s pr i nc ipio s de l a R a z ón , p e ro si g ue q ue d a ndo c on f i n a d a a l
lu g a r de enc ie r ro y de l t iemp o c on g e l a do, lu g a r si n r e tor no, q ue e r a e l m a n ic om io.
E s t a mo s en u n nue v o e s c en a r io, c a mbi a e l c a mp o de lo s a c onte c i m iento s , a f ront a mo s
nue v o s r e to s , ba r r e r a s y pr e ju ic io s , e s l a s o c ie d a d a c t u a l , s o c ie d a d de c on s u mo, pr i me r mu ndo em i nentemente me rc a nt i l i s t a en q ue lo s v a lor e s hu m a no s obt ienen u n e s c a ño s e c u nd a r io.
C omp e t it i v id a d q ue e xc lu y e a lo s m á s dé bi le s , a lo s i mpro duc t i v o s , pr i m a c í a de lo út i l q ue
g ene r a m a r g i n a c ión y de s a mp a ro.
No e s c a s u a l , n i t a mp o c o a ne c dót ic o, q ue e s t a obr a e s té en e s te lu g a r. E s t a m i sm a obr a
q ue hoy c ontempl a mo s h a br í a sido proba blemente r e le g a d a en ot ro s t iemp o s , c on f i n a d a en
l a s o s c u r a s de p endenc i a s de m a n ic om io s y p siq u i át r ic o s , l i g a d a de a l g ú n mo do a l a f u nc ión
te r ap é ut ic a o de d i a g nó s t ic o, t r at a d a m á s q ue c omo obr a s de a r te , c omo u n a c ompi l a c ión de
sí ntom a s .
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A l c ontempl a r e s t a obr a de b emo s r enu nc i a r a l i n g enuo s en s u a l i smo de de ja r no s i n f lu i r
p or s u b e l le z a .
O b s e r v émo s l a de ten id a mente y de s c u br a mo s s u s t r a m a s , m i r á ndol a de c e rc a , p e rc ibiendo l a s ole d a d q ue c ont a g i a e l a mbiente en “ L o s do s s a lt i mba nq u i s”, q ue no s i nu nde s u
e s c en i f ic a d a s en s a c ión de i nc omu n ic a c ión , a l a v e z q ue s u me l a nc ol í a de l ic a d a y du lc e .
V i v a mo s de nue v o en e s t a s obr a s l a prof u nd a c omp a sión p or e l dolor hu m a no, l a p e rs e v e r a nc i a en e l v a lor si mb ól ic o y e x i s tenc i a l de l c olor, q ue r e c or r e to d a l a mue s t r a .
M itolo g í a s a lte r n at i v a s , t r i s te s a rle q u i ne s , v a g a bu ndo s s ol it a r io s , p e r s on aje s de l c i rc o
r ei nte r pr e t a do s c on l a autonom í a pic tór ic a y e s t i l í s t ic a propi a de e s to s autor e s .
S or pr end á mono s ot r a v e z f r ente a l a f r a g ment a c ión g e omé t r ic a y l a s u g e s t i v a s up e r p o sic ión de fondo y f i g u r a , en e s p e c i a l l a f i g u r a femen i n a . Por c ie r to, q ue a menudo e l r e c h a z o
y l a i nc ompr en sión f r ente a nue v a s propue s t a s , d i fe r ente s , or i g i n a le s o t r a n s g r e s or a s , no s on
d i r i g ido s en e xc lu si v a a de te r m i n a do s c ole c t i v o s o g r up o s c on side r a do s a l m a r g en .
En “ l a s s eñor it a s de Av i ñón”, n i n g u no de lo s a m i g o s y a d m i r a dor e s de Pic a s s o a c o g ió
f a v or a blemente e s t a for m a de entende r l a pi nt u r a , pue s t a en jue g o en e s te c u a d ro. M at i s s e
lo c on side ró u n v e rd a de ro u lt r aje , s u s m a rc h a nte s u n a g r a v e p é rd id a p a r a e l a r te f r a nc é s
y e l m a s d a ñ i no g e s to de L e o Stei n , q ue e s t a l l a en u n a g ro s e r a c a rc aja d a a l v e r e l c u a d ro,
c r e y endo q ue e l a r t i s t a h a bí a en lo q ue c ido.
Q ue no no s c on f u nd a l a pr i me r a i mpr e sión , de s c u br a mo s e i ntentemo s c ompr ende r e l
s ent ido de l a obr a , h ay p a lom a s men s aje r a s de l a p a z y p a lom a s q ue c omo c a ba l lo s de Troy a
no s s a c a n de l e q u í v o c o y e l en g a ño, y no s r e c ue rd a n l a p e r si s tente a c t u a l id a d de l a g ue r r a y
l a de s t r uc c ión hu m a n a .
E l hombr e , a l de c i r de Fouc au lt , e s e s e s e r v i v o q ue de s de e l i nte r ior de l a v id a a l a
q ue p e r tene c e y p or l a c u a l e s t á at r a v e s a do to do s u s e r, c on s t r u y e r e pr e s ent a c ione s , a p a r t i r
de l a s c u a le s p o s e e e s a e x t r a ñ a c ap a c id a d de p o de r r e pr e s ent a r l a v id a .
E s t a s c r e a c ione s a r t í s t ic a s s on r e p r e s e nt a c ione s q u e e x p r e s a n r e a l me nte e l a l m a q u e
h a b it a n , r e f le ja n r e a l id a de s i nte r n a s a m a s a d a s de mot i v o s a fe c t i v o s y emo c ion a le s .
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Pa rece como si los autore s entor na r a n los ojos y pi nta r a n su propio mu ndo de ensueños y
fa nta sía s. En c ier to modo rec uerd a n a ese Ma rc Cha g a l l del que Pic a sso dec ía “c u a ndo pi nta ,
no se sabe si e stá du r m iendo o soña ndo. Debe tener u n á ngel en a l g ú n lu g a r de su c abe z a .”
L o c ie r to e s q ue a l g u n a s p e r s on a s c on en fe r me d a d ment a l o si n e l l a , s on c ap a c e s de
c r e a r obr a s de a r te y lo h a c en ent r e ot r a s c o s a s c omo ne c e sid a d y op or t u n id a d de u n a nue v a
for m a de e x pr e sión y c omu n ic a c ión de s u s emo c ione s y s u s v i v enc i a s i nte r n a s . A q u í e s t á u n a
mue s t r a ; d i s f r utémo s l a y c omp a r t a mo s u n e s p a c io c omú n p a r a e l g o c e y r e g o c ijo de to do s .
L u í s F ern á nde z P ortes
P si q uiatra
F undaci ó n A ndalu z a para la integraci ó n social del enfermo mental
C oordinador de la muestra
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L o s s e ñ o r e s m é d i c o s o p i n a n q u e e n e l f o n d o m i s p i nt u r a s s o n o b r a d e u n e nf e r m o .
C o n o c e u s te d s e g u r a m e nte e l e xc e l e nte l i b r o d e P r i n z h o r n ... “A c t i v i d a d p l á s t i c a
d e l o s e nf e r m o s m e nt a l e s”. M i r e e s o s te m a s r e l i g i o s o s , c o n u n a p r of u n d i d a d y
u n a f u e r z a d e e x p r e s i ó n q u e y o n o a l c a n z a r é n u n c a . U n a r te v e r d a d e r a m e nte
s u b l i m e . U n a v i s i ó n p u r a m e nte e s p i r i t u a l . ¿Q u i e r e e l l o d e c i r q u e v o y c a m i n o d e l
p s i q u i á t r i c o? D e j a n d o a p a r te e l h e c h o d e q u e e l m u n d o e nte r o s e a u n m a n i c o m i o .
T estimonio de Paul K lee en una carta cuyo te x to
está e x puesto en el M useo de A rt B rut de L ausana
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E l espejo roto: una h istoria con v ulsa del arte moderno
Q u i z á el sent ido
de l a e x p o sic ión q ue pr e c e de a l pr e s ente c at á lo g o pue d a
l le g a r a c on f u nd i r a l e s p e c t a dor de s pi s t a do. C onv iene pue s q ue v e a mo s l a s p a r te s p a r a v e r
c on c l a r id a d e l to do. Por u n l a do, tenemo s a u n g r a n g en io de l a r te u n i v e r s a l q ue e s e l m al a g ueño Pa blo Pic a s s o. Y en pr i nc ipio, no v a mo s a ent r a r a c on side r a r lo q ue entendemo s
p or “a r te”, lo q ue entendemo s p or “g en io” o lo q ue entendemo s p or “u n i v e r s a l ”. L o q ue
si mple y l l a n a mente e l e s p e c t a dor v a a v e r s on i nte r pr e t a c ione s ( “ i n s pi r a c ione s” p o d r í a mo s
de c i r) pl á s t ic a s , d ibujo s y pi nt u r a s s obr e l a ba s t a obr a de Pic a s s o, de to d a s s u s e t ap a s (ro s a ,
a z u l , c u bi smo a n a l ít ic o y si nté t ic o, s u r r e a l i smo, e tc . ) . Por ot ro l a do, tenemo s a u n a s e r ie de
u s u a r io s de S a lud Ment a l q ue de s de s u s r e s p e c t i v o s c ent ro s y c omu n id a de s te r ap é ut ic a s de
nue s t ro te r r itor io a nd a lu z , h a n a b ord a do u n proy e c to a r t í s t ic o de env e r g a du r a y de c a l id a d ,
q ue a hor a tom a for m a c on e s t a e xc e lente e x p o sic ión y l a e d ic ión de e s te c at á lo g o.
Ev identemente , s obr e e l t ap e te q ue d a n nue v a mente e x pue s to s u n a s e r ie de té r m i no s
y c onc e pto s q ue , a f ue r z a de t a nto u s a r s e , q u i z á h ay a n p e rd ido s u s ent ido or i g i n a l . Me r e f ie ro ló g ic a mente a lo s bi nom io s g en io /c r e at i v id a d , g en io / lo c u r a , c r e at i v id a d / lo c u r a , a r te /
lo c u r a , a r te /g en io y c u a nt a s c ombi n a c ione s q ue r a mo s h a c e r c on e l lo s . Ta nto l a l ite r at u r a
e s p e c i a l i z a d a c omo l a a d v e n e diz a h a n he c ho c or r e r r ío s de t i nt a en s e s udo s e s t ud io s , te si s y
l ibro s de d ic a do s a lo s g r a nde s g en io s y lo c o s e g r e g io s de nue s t ro a r te u n i v e r s a l . Y a p e s a r
de to do, aú n hoy pl a ne a n m á s s ombr a s q ue luc e s s obr e muc ho s de e l lo s .
Pic a s s o y en fe r me d a d ment a l . Un a c u r io s a a s o c i a c ión y p or e l lo – c omo i ntent a r é de mo s t r a r – i nte r e s a nte , l óg i c a y f r uc t í fe r a . S i n emba r g o nue s t ro de s pi s t a do e s p e c t a dor – a
si mple v i s t a – y a tenor de lo e x pue s to, pue de h a c e r r ápid a mente s u s c onje t u r a s : u n sic ót ic o o
u n e s q u i z of r én ic o pue den h a c e r u n “pic a s s o” d i g no de l me jor Pic a s s o, lue g o t a nto u no c omo
ot ro s e r á n t a n g en io s o t a n “p inta m o n a s ” c omo é l . E s to s e g u r a m ne te le h a r í a pr e g u nt a r s e : “si
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c u a lq u ie r a pue de c r e a r, si c u a lq u ie r a , h a s t a lo s en ajen a do s o lo s pr e s o s , pue den h a c e r a r te ,
c a br í a pr e g u nt a r s e p a r a q ué si r v en l a s f a c u lt a de s de b e l l a s a r te s , l a s a c a dem i a s , lo s mu s e o s ,
lo s pro g r a m a dor e s c u lt u r a le s y l a p ol ít ic a c u lt u r a l en g ene r a l ”. A l d í a de hoy e s t a c ue s t ión ,
en p e r s on a s c on u n m í n i mo de s u s t r ato c u lt u r a l , q ue d a r í a f ue r a de to d a d i s c u sión . Pe ro
hu b o u n t iemp o no mu y le ja no en q ue r e a l mente s e p on í a en dud a q ue lo s a r t í f ic e s de l a r te
mo de r no – c on Pic a s s o a l a c a b e z a – f ue r a n p e r s on a s “nor m a le s”, v iendo en s u s c r e a c ione s
pl á s t ic a s i nd ic io s y e v idenc i a s de d i s tor sione s , a lte r a c ione s p síq u ic a s o r e g r e sione s ment a le s
a l a r te de lo s n i ño s y de lo s pue blo s pr i m it i v o s . E l nue v o a r te e s t a ba e nfe r m o y h a bí a q ue
p one r c u r a y t ie r r a de p or me d io p a r a e v it a r “ i n fe c c ione s” y ot ro s r ie s g o s p a r a l a mor a l id a d .
A q u í c om ien z a l a g r a n a v ent u r a , l a v e rd a de r a a v ent u r a y c onq u i s t a de l a r te mo de r no. Na d ie
me jor q ue H a n s P r i n z hor n , u n pione ro en l a l ite r at u r a e s p e c i a l i z a d a en e l a r te de lo s en fe rmo s ment a le s c on s u obr a “Bi d n e re i d e r G e i ste sk ra n k e n ” de 19 2 2 , p a r a a d v e r t i r no s , en plen a
v or á g i ne y c on e lo c uente c l a r i v idenc i a , de l a f a l a c i a de e s t a s c omp a r a c ione s s up e r f ic i a le s y
m a l i ntenc ion a d a s . L a c it a e s e x ten s a p e ro no t iene e l m á s m í n i mo de s p e rd ic io :
“P o r e so , no m e nos q u e re ch a z a m os e sta bl e ce r p o r l a co m p a ra c i ó n d e ra sgos e x te r nos p a ral e li sm os e nt re e l a r te d e l a é p o c a y nu e st ra s p int u ra s ta l y co m o l a h a ce n no sól o l os l egos , sino
ta m b i é n psi q u i a t ra s d e re no m b re d e fo r m a t r iv i a l y se n sa c i o n a li sta e n l a p re n sa di a r i a … a e ste
p ro ce dimi e nto s u b y a ce u n c ra so e r ro r psi co l óg i co y l óg i co . E s p u e s s u p e r f i c i a l y fa l so , co n st it u i r
u n a e q u i p a ra c i ó n d e l os a nte r i o re s e sta d os m e nta l e s a p a r t i r d e l a similit u d d e l a s a p a r i e n c i a s
e x te r n a s . L a co n cl u si ó n d e q u e e ste p into r p inta ig u a l q u e a q u e l e nfe r m o m e nta l , l u ego e s u n
e nfe r m o m e nta l , no e s d e ning u n a m a n e ra m á s d e m ost ra bl e ni inge ni osa q u e l a ot ra : Pe chste in ,
He ck e l , e nt re ot ros , m o d e l a n f ig u ra s d e m a d e ra co m o l os n eg ros d e l C a m e r ú n , p o r ta nto , so n n e g ros d e l C a m e r ú n . Q u i e n t i e n d a a sa c a r e sta s co n cl u si o n e s ta n inge nu a s no p u e d e p re te n d e r q u e
l e to m e n e n se r i o ”
(Ha n s P r inz h o r n , Biln e re i d e r G e i ste sk ra n k e n , 1922 , 3 4 6 )
R a z one s no le f a lt a ba n a P r i n z hor n . Y p a r a entende rlo, e s p o sible q ue ten g a mo s q ue
r e t ro c e de r u n p o c o m á s en e l t iemp o p a r a q ue p o d a mo s apr e c i a r, ent r e ot r a s c o s a s , c ómo a l-
17
g u no s r e pr e s ent a nte s de l a i nc ipiente p siq u i at r í a h a n e je rc ido u n a de s a for t u n a d a i n f luenc i a
muc h a s v e c e s de c i si v a en l a c on s t it uc ión , en lo s s e c tor e s p opu l a r e s de l a p obl a c ión , de e s a
i m a g en “ de g ene r a d a” de l a r te mo de r no. E s te he c ho q u i z á no e s té lo s u f ic ientemente a c l ar a do y e s p or e l lo q ue me r e z c a u n a s p o c a s pu nt u a l i z a c ione s y r e c ord ator io s 1 . No c a b e dud a
a l g u n a q ue e l h i s tór ic o “r e c h a z o” p siq u i át r ic o de l a e s té t ic a mo de r n a (r e c ordemo s q ue no s
enc ont r a mo s aú n en lo s a l b or e s de l si g lo X X ) e s t á mot i v a do a p a r t i r de u n a c au s a y f r ente
c omú n c ont r a to do s a q ue l lo s mo do s de c onduc t a s “ de s v i a do s” o “ i n a de c u a do s” q ue de bí a n
c or r e g i r s e c ient í f ic a mente ( l a pr á c t ic a p siq u i át r ic a a d q u ie r e e l e s t at u s de c ienc i a mé d ic a)
p a r a r e s t au r a r l a “nor m a l id a d ” y l a s a lud ment a l de l a s o c ie d a d . Un a s l í ne a s m a s a r r iba he
menc ion a do “a r te de g ene r a do”, de s g r a c i a do té r m i no q ue f ue tom a do en 19 37 p or e l M i n i ste r io de P rop a g a nd a y Cu lt u r a de l Pa r t ido Na c ion a l S o c i a l i s t a de H it le r (pi ntor f r u s t r a do
en s u ju v ent ud , p or c ie r to) p a r a r e u n i r en u n a g r a n e x p o sic ión obr a s de v a r io s e x pr e sion i s t a s
a lem a ne s , Pau l K le e , K a nd i n sk y, a l g u no s pi ntor e s c u bi s t a s f r a nc e s e s y e l m i sm í si mo Pic a ss o, ent r e ot ro s . S i n emba r g o e s te g e r men y a s e v en í a f r a g u a ndo ba s t a nte s a ño s a nte s .
Cl a r a mente pr e f a s c i s t a s y p olém ic a mente i n s up e r a ble s s on lo s d i s c u r s o s de o d io de l
mé d ic o M a x Nord au (18 9 2 ) c ont r a l a tot a l id a d de l a mo de r n id a d de a q ue l t iemp o, q ue a nt ic ip a en s u l ibro E nta r t u ng – en e s pí r it u y for mu l a c ión – e l si s tem át ic o y r a c i a l pro g r a m a
c u lt u r a l n a z i , ba s a do en e l o d io v i s c e r a l a l a s v a n g u a rd i a s a r t í s t ic a s , a l a de s t r uc c ión de
e s e a r te y a l a p e r s e c uc ión y r e c lu sión de lo s a r t i s t a s “ de g ene r a do s” i nd i g no s de p e r tene c e r
a l a r a z a a r i a . E l propio H it le r s e apropió c a si l ite r a l mente de l a s te or í a s de Nord au en s u
d i s c u r s o s obr e e l a r te , pronu nc i a do en 19 35. To d a de s v i a c ión , de l a n at u r a le z a q ue s e a ,
to d a i n f r a c c ión a l a nor m a , e s c on side r a d a c omo u n si g no de de g ene r a c ión , u n a a men a z a de
c ont a g io y u n p e l i g ro p a r a e l orden e s t a ble c ido. E l autor, q ue f ue r ápid a mente t r a duc ido a l
i n g lé s y f r a nc é s no s de jó a l g u n a s p e rl a s c omo é s t a : “L os d ege n e ra d os no so n si e m p re a se sinos ,
p rost it u ta s , a n a rq u i sta s y l o cos d e cl a ra d os . A v e ce s so n e s c r ito re s y a r t i sta s .” E x i g í a l a for m ac ión de u n a s o c ie d a d de “e x p e r to s en c u lt u r a é t ic a” q ue tend r í a n l a p ote s t a d p a r a de c id i r si
u n de te r m i n a do a r t i s t a e r a u n “c r imin a l ” y u n a “v e r g ü e nz a p a ra e l p a í s ”, p or lo q ue s u obr a
1
N o t a d e l a u t o r : t o d a s e s t a s r e f e r e n c i a s h i s t ó r i c a s q u e v i n c u l a n l a p s i q u i a t r í a y e l a r t e m o d e r n o e s t á n e nt r e s a c a d a s d e l a o b r a d e
E . N e u m a n n “M i t o s d e A r t i s t a . E s t u d i o p s i c o - h í s t ó r i c o s o b re l a c re a t i v i d a d ” E d . Te c n o s . 19 9 2 .
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y p e r s on a s e r í a n “a ni q u il a d os ”. No c ontento c on s u s ide a s l l a m a a l c ombate g ene r a l a s u s
c ole g a s en l a p siq u i at r í a : “Ta m p o co l os m é di cos d e l m a ni co mi o h a n co m p re n di d o s u o bliga c i ó n :
e s é p o c a q u e p a se n a l f re nte ”.
O t ro r enombr a do p siq u i at r a , C e s a r e L ombro s o, p o demo s de c i r q ue f ué e l i n s pi r a dor
de l a s te or í a s de Nord au , ap or t a ndo s u g r a n ito de a r en a a l a je r g a y a l proy e c to n a c ion a ls o c i a l i s t a a l i nd ic a r e l p a r a le l i smo de l a r te de lo s en fe r mo s ment a le s c on e l a r te i nd io,
e g ip c io, jap oné s y a f r ic a no, a c ent u a ndo l a “a tá v i c a ” u n id a d de p sic ót ic o y e l c r i m i n a l en
s u r e g r e sión a lo s e s t a d io s pr eh i s tór ic o s de l a c i v i l i z a c ión . E s te p siq u i at r a it a l i a no q ue f ué
pione ro en l a c ienc i a de l a c r i m i nolo g í a , c au s ó s en s a c ión en 18 76 c on l a pu bl ic a c ión de s u
l ibro E l h o m b re d e lin c u e nte , donde r e c up e r a l a te or í a de l a e v oluc ión de D a r w i n p a r a e x pl ic a r l a c onduc t a c r i m i n a l . M id iendo lo s c r á ne o s de c r i m i n a le s e je c ut a do s y c omp a r á ndolo s
c on lo s de si m io s pr eh i s tór ic o s , L ombro s o l le g ó a l a c onc lu sión de q ue lo s c r i m i n a le s e r a n
en r e a l id a d v íc t i m a s de u n fenómeno q ue de f i n ió c omo “at a v i smo”. E l i nte r é s p a r a no s ot ro s
r e side en q ue l a s ide a s de L ombro s o f ue ron prop a g a d a s en Fr a nc i a y A lem a n i a p or e l propio
do c tor a lem á n M a x Nord au , c on l a pu bl ic a c ión de D ege n e ra c i ó n , u n l ibro de c on s e c uenc i a s
f u ne s t a s p a r a e l a r te en p a r t ic u l a r y l a e s p e c ie en g ene r a l , c omo s e e x p on í a u n a s l í ne a s m a s
a r r iba . E s to s “en fe r mo s” y “pr i m it i v o s” no tend r í a n pue s c a bid a en e l f ut u ro g e r men de u n a
r a z a a r i a f ue r te y s up e r ior, de s t i n a d a a dom i n a r e l mu ndo. S i n emba r g o, t a mbién e s d i g no
r e s eñ a r c omo L ombro s o l le g ó a c on side r a r q ue l a s i nv e s t i g a c ione s a c e rc a de l a r te de lo s enfe r mo s ment a le s bien “p o d r í a n se r ú t il e s p a ra l a e sté t i c a y l a c r ít i c a d e l a r te ”.
En Fra ncia, Fay (1912 ) seña la la simi l it ud que hay ent re las f ig u ras de colores de a lg unos
pacientes con demencia precoz y las obras de Ensor, Va n Gogh, Va n Dongen y Rousseau. Un
a ño más ta rde apa rece un a r t ícu lo a nónimo en la rev ista Cur ren O pinión que, con mot ivo de una
e x posición en L ond res, seña la pa ra lel ismos ent re el a r te de los en fer mos menta les y el cubismo
y el e x presionismo. Con el pensa miento puesto precisa mente en el cubismo, dos autores f ra nceses Ma r ie y Pa i l has (1912-13) est ud ia n los d ibujos de dos inter nados y constata n “geomet romanía” en uno y “conismo” en ot ro. Recordemos que una de las f rases más fa mosas at r ibu idas a
19
Ceza nne (el precu rsor pa ra muchos del cubismo) decía que había que “representa r la nat u ra leza
a t ravés del cubo, el cono y el ci l ind ro”.
En Nor te a mé r ic a t a mp o c o s e q ue d a ron at r á s en e s te emp eño p or “p atolo g i z a r ” e l a r te
mo de r no. En e fe c to, u n a r t íc u lo a nón i mo ap a r e c ido en l a r e v i s t a Lite ra r y D ige st , r e pr e s ent a
en 19 21 u n a d i s c u sión de s ei s p siq u i at r a s c on l a “A r t A l l i a nc e of P h i l a de lph i a”, q ue pr e s ent a ba u n a mue s t r a de a r t i s t a s “mo de r no s” en l a q ue s e p on í a pú bl ic a mente en dud a l a “s a lud ”
de q u iene s e x p on í a n . L o s p siq u i at r a s e v i d e n c i a ro n u n á n i memente c ie r to s “ d e fe ctos v i s u a l e s ”
a sí c omo “v a r i os d e só rd e n e s m e nta l e s ”, r e s u lt a do q ue f ue c on f i r m a do p or u n ¡ e x a men p siq u i át r ic o ¡ a do s e x p o sitor e s si n q ue lo s upie r a n n i hu bie r a n d a do s u p e r m i s o. A ño s de s pué s
(19 3 6 ) en Ch ic a g o f ue f u nd a d a u n a “S a nit y in A r t , In co r p o ra t i o n ”, u n a s ue r te de “ob s e r v ator io s a n it a r io” p a r a de te c t a r c ont a m i n a c ione s e i n f luenc i a s “a nor m a le s” y mo de r n a s ( lé a s e
Pic a s s o, M at i s s e , M i ró, M a x E r n s t , D a l í , D uc h a mp…) en lo s e s t ud i a nte s de A r te y q ue
siempr e bu s c a ba c omo e xc u s a lo s me d io s p a r a a c ent u a r e l p a r a le l i smo de l a r te mo de r no c on
e l a r te de lo s en fe r mo s ment a le s .
Vol v iendo a l v ie jo c ont i nente , l a s c o s a s no e s q ue f ue r a n a me jor, au nq ue y a h a bí a v o c e s c r ít ic a s q ue – c omo P r i n z hor n – emp e z a ron a c on side r a r l a c ue s t ión c on m á s s en sibi l id a d
y s ent ido c omú n . A sí , enc ont r a mo s a l a lem á n We y g a ndt q ue en u n a r t íc u lo en u n a r e v i s t a
e s p e c i a l i z a d a de l a é p o c a (19 21) p one d i r e c t a mente en r e l a c ión obr a s de p a c iente s e s q u i z o f r én ic o s i nte r n a do s c on l a s de Pic a s s o, K le e , K a nd i n sk y y ot ro s . S i n emba r g o r e c ono c e q ue
“ lo s r a s g o s a s ombro s a mente si m i l a r e s y f a m i l i a r e s ent r e e l a r te de lo s en fe r mo s ment a le s
y l a s de for m id a de s de tendenc i a mo de r n a , no ju s t i f ic a to d a v í a c on side r a r a lo s pi ntor e s de
d ic ho s c u a d ro s c omo en fe r mo s ment a le s…”. C on to do, l a ment a e l “ de s c a r r ío” de u n a é p o c a
“en fe r m a” y a le r t a de l p e l i g ro q ue e l lo s up one p a r a l a “ d i g n id a d hu m a n a”.
En It a l i a , C oluc c i (19 31) prop one e s t ud i a r l a s p a r t ic u l a r id a de s de l nue v o a r te ( en
e s p e c i a l e l f ut u r i smo) bajo pu nto s de v i s t a ne u roló g ic o s . O t ro c ono c ido p siq u i at r a a lem á n ,
E r n s t K r e t s c h me r (19 2 2 ) c on s t at a c ie r to p a r a le l i smo (ide a mu y e x tend id a en l a é p o c a) de l
e x pr e sion i smo ( Nolde , K i s c h ne r, K ok o s c h k a , S c h m idt-R ot t lu f f , e tc . ) c on e l a r te pr i m it i v o
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y e s q u i z of r én ic o (p or entonc e s , a mb o s c omen z a ba n a c ono c e r s e y d i v u l g a r s e en lo s c í rc u lo s
a r t í s t ic o s e u rop e o s ) . O t r a s p o sic ione s m a s m at i z a d a s c omo l a s de l f r a nc é s L ehe l (19 2 6 ) q ue
s e r e v e l a en u n pr i nc ipio a nte lo q ue c on side r a en fe r m i z o en e l a r te de Ch a g a l l , K le e , Gro s z
p or a bu nd a r s u s obr a s en l a tem át ic a e xc lu si v a de lo s en fe r mo s ment a le s p e ro q ue r e c ono c e
f i n a l mente , c on de s c onc e r t a nte f r a nq ue z a , q ue e s te a r te “ le pro duc e g r a n pl a c e r ” y q ue en
s u s f r e c uente s v i sit a s a e x p o sic ione s a d m i r a prof u nd a mente l a s obr a s de Pic a s s o o Ch a g a l l
y ap en a s pue de “ im ag in a r se u n a f u e r z a d e s u ge st i ó n a r t í st i c a m a y o r.”
O t ro s p siq u i at r a s p or f i n , h a r to s de t a nt a “p atolo g i z a c ión” en fe r m i z a , le v a nt a n s u s
v o c e s c r ít ic a s en u n a tempr a n a y v a l iente l l a m a d a a l a tole r a nc i a c on r e s p e c to a lo s a r t i s t a s
mo de r no s p a r a q ue s e mue s t r en s u s obr a s l ibr e s de pr e ju ic io s y a le ja d a s de to d a e t iq ue t a
“en fe r m a” o p atoló g ic a y p or s upue s to, q ue s e r e s p e te e l a r te de lo s en fe r mo s ment a le s , de
lo s pue blo s pr i m it i v o s y de lo s n i ño s , p or s u propio v a lor i nt r í n s e c o y no p or c omp a r a c ión o
c on f ront a c ión c on ot r a s m a n i fe s t a c ione s a r t í s t ic a s .
E l r e s to de l a h i s tor i a e s y a m á s c ono c ido. L o s s u r r e a l i s t a s c on A nd r é Br e ton a l a
c a b e z a ( g r a c i a s pr e c i s a mente a l t r a bajo de P r i n z hor n) r ei v i nd ic a ron c omo “ he r m a no s e s pir it u a le s” y “si mp at i z a nte s” de l mov i m iento a de te r m i n a do s i nte r n a do s q ue h a bí a n r e a l i z a do
obr a s pl á s t ic a s de g r a n i mp a c to y or i g i n a l id a d . Muc ho s a r t i s t a s c omo Pau l K le e o M a x E rn s t r e c ono c ie ron a bie r t a mente s u a d m i r a c ión p or l a s pro duc c ione s a r t í s t ic a s de lo s en fe r mo s
ment a le s . L ue g o l le g a r í a Je a n D u bu f fe t y s u Mu s e o de A r t Br ut de L au s a n a . P r e c i s a mente
e l m i sm í si mo D u bu f fe t t u v o q ue v é r s e l a s en u n ju ic io a c u s a do de pl a g io p or u n pi ntor e sq u i z of r én ic o, e l c a r te ro G a s ton Ch a i s s a c , q ue r ei v i nd ic a ba c omo propio e l e s t i lo to s c o y
c a r a c te r í s t ic o q ue h i z o f a mo s o a l pr i me ro.
Y e s hor a de h a c e r t a mbién – y p a r a te r m i n a r – a l g u n a s pu nt u a l i z a c ione s s obr e e l ot ro
g r a n prot a g on i s t a y homen aje a do de e s t a mue s t r a . Me r e f ie ro, c l a ro e s t á , a l a f i g u r a u n iv e r s a l de Pa blo Pic a s s o.
¿ Por q ué Pic a s s o ? Au nq ue l a s r a z one s s on ob v i a s , q u i z á s no v end r í a n m a l a l g u n a s
c on side r a c ione s s obr e s u f i g u r a , e l si g n i f ic a do y p e s o e s p e c í f ic o de s u obr a en e l de v en i r
21
de l A r te Mo de r no. L o pr i me ro y q u i z á s m á s e v idente e s e l p o de r de s u g e s t ión q ue em a n a
de s u tor r ente c r e at i v o, de c ómo f ue c ap a z – c omo d ic en en e l f l a menc o – de to c a r to do s lo s
p a lo s , de r e pr e s ent a r to d a s l a s e d a de s , momento s y p a sione s hu m a n a s : l a m ate r n id a d , l a
m itolo g í a , lo mon s t r uo s o, lo s oñ a do, l a n i ñe z , l a a m i s t a d , r e l a c ión m a d r e -h ijo, l a mue r te ,
l a en fe r me d a d , l a v iolenc i a , l a s e x u a l id a d de s b ord a nte , l a r a bi a , l a de s e s p e r a c ión , e l dolor,
l a s ole d a d , l a te r nu r a , l a p a z …e tc . E s to e s e s p e c i a l mente i nte r e s a nte en e l á mbito te r ap é ut ic o de l a s a lud ment a l , pue s s u obr a d a pie a q ue , p or me d io de l a e x pr e sión a r t í s t ic a ,
a f lor en s ent i m iento s y sit u a c ione s de e s p e c i a l si g n i f ic a c ión si mb ól ic a p a r a e l p a c iente . E l
ob s e r v a dor atento p o d r á enc ont r a r en l a s obr a s e xc e p c ion a le s de e s t a e x p o sic ión (ob v i a ndo
e l a lc a nc e de l pl a c e r o g o c e e s té t ic o i n he r ente a c a d a s e r hu m a no) c l a v e s y n ít id a s a lu sio ne s a v i v enc i a s y e x p e r ienc i a s t r au m át ic a s q ue s u r g en de lo m á s prof u ndo de l i nte r ior de
nue s t r a s c onc ienc i a s y en e l l a s – o p or e l l a s – r e c ono c e r no s i n s t i nt i v a mente , aú n a p e s a r de l
hor ror y l a i nc e r t idu mbr e v it a l q ue prov o c a n l a s t r a n s g r e sione s , ob s e sione s y e xc e s o s 2 a lo s
q ue le s l le v a s u p a r t ic u l a r c ond ic ión p síq u ic a . L o s e g u ndo e s l a e x t r a ord i n a r i a c ap a c id a d
de r e c u r s o s c r e at i v o s de s ple g a d a p or e l a r t i s t a m a l a g ueño en c u a lq u ie r a de l a s mo d a l id a de s
en q ue s e e x pr e s a r a : d ibujo, pi nt u r a , g r a ba do, e s c u lt u r a o c e r á m ic a . En c u a le s q u ie r a s de l a s
a nte r ior e s m a n i fe s t a c ione s p or s e p a r a do, hu bie r a l le g a do a s e r u n c on s u m a do g en io de l a r te
u n i v e r s a l . L a obr a de Pic a s s o e s a lt a mente si g n i f ic at i v a en e l s ent ido q ue romp e molde s y
e x plor a e l u n i v e r s o de l a s for m a s a r t í s t ic a s h a s t a l í m ite s q ue a nte s n i n g ú n ot ro a r t i s t a h a bí a
l le g a do a e x plor a r c on t a nto de r ro c he y c aud a l c r e at i v o. E s si g n i f ic at i v a a dem á s , p or to do s
lo s c onv enc ion a l i smo s y e s t r uc t u r a s r í g id a s de l p en s a m iento y l a v i sión q ue t r a n s g r e d ió a lo
l a r g o y a nc ho de s u d i l at a d a y prol í f ic a pro duc c ión a r t í s t ic a . E s t r uc t u r a s q ue h a n p e r m it ido
e v oluc ion a r c on p a s o f i r me a l a r te mo de r no p or mú lt iple s c a m i no s h a s t a e l a r te c ontemp o r á ne o de l pr e s ente , c on to d a s u c omple jid a d en for m a s , r e c u r s o s e i ntenc ione s .
Y lo te rc e ro y q u i z á s m á s p a lp a ble en e s t a mue s t r a , e s l a ut i l i z a c ión de l a v í a de l a r te
c omo c at a l i z a dor de e x p e r ienc i a s de a lto v o ltaje e m o c i o n a l y de c ómo é s t a s s e c on f i g u r a n
en c r e a c ione s pl á s t ic a s p o de ro s a s y a v e c e s , s obr e c o g e dor a s e i nq u ie t a nte s en s u f r a nq ue -
2
P r e c i s a m e n t e , u n a e x p o s i c i ó n r e a l i z a d a a l g u n o s a ñ o s a t r á s e n e l C e nt r o A n d a l u z d e A r t e C o nt e m p o r á n e o d e S e v i l l a l l e v a b a p o r
t í t u l o “ L o s E x c e s o s d e l a M e nt e ”, d o n d e s e g ú n l a c o m i s a r i a d e l a m u e s t r a , Te r e s a B l a n c h , “…e s t a e x p o s i c i ó n p e r m it e a n a l i z a r
e l c o m p r o m i s o d e l a p i nt u r a c o n l a s s o m b r a s d e l s e r h u m a n o s o c i a l … i m p o r t a nt e s a r t i s t a s d e l p a n o r a m a e u r o p e o y a m e r i c a n o q u e
s e h a n a d e n t r a d o e n l a s z o n a s o s c u r a s d e l a s i n c o m p r e n s i b l e s c o nt i n g e n c i a s d e l a r e a l i d a d , f a b r i c a n d o u n o s m u n d o s p i c t ó r i c o s
e x c e s i v o s q u e t i e n d e n a t r a n s m i t i r s it u a c i o n e s d e c h o q u e y a c o m u n i c a r s e p o r m e d i o d e a s u nt o s d e a l t a d e n s i d a d q u e i n c o m o d a n
l a v i s i ó n y t r a s t o r n a n l a c o n c i e n c i a”.
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z a . C omo i g u a l mente p o de ro s a s s on muc h a s de l a s i m á g ene s q ue no s h a le g a do e l a r t i s t a
m a l a g ueño. En e s p e c i a l l a f i g u r a m ít ic a y dem iú r g ic a de l minota u ro, r ei nv ent a do en lo s
a g u a f ue r te s de l a S u ite Vo ll a rd en m i l y u n a p o s e s y a c t it ude s : v iol a dor, t ie r no, v o y e u r,
en a mor a do, he r ido, c ie g o, pi ntor, e s c u ltor e tc . Pic a s s o s e h a ident i f ic a do en m á s de u n a
o c a sión c on e s te s e r m itoló g ic o m it a d hu m a no, m it a d a n i m a l . Vemo s s u p o de ro s a f i g u r a en
muc h a s de s u s e s t a mp a s , en e s p e c i a l u n a , l a Minota u ro m a q u i a : u n m i not au ro c ie g o a v a n z a
en l a no c he o s c u r a g u i a do p or u n a n i ñ a ( ¿ l a e s p e r a n z a q u i z á s ? ) , c on lo s br a z o s e x tend ido s
c omo t a nte a ndo e l v a c ío, c on e l ho c ic o h i nc h a do de dolor y d i r i g ido h a c i a e l c ie lo. Hombr e
y b e s t i a a l m i smo t iemp o, du lc e y te r r ible , a m i g o y enem i g o... q ue si mb ol i z a , en s u m i sm a
c ont r a d ic c ión , l a m á s te r r ible c ond ic ión hu m a n a .
E l c u bi smo e s e s p e c i a l mente si g n i f ic at i v o p or s u c ap a c id a d pl á s t ic a p a r a “ d i s e c c ion a r ”
l a r e a l id a d a t r a v é s de u n pro c e s o si s tem át ic o de de s t r uc c ión de lo s obje to s r e c ono c ible s en
u n a mu lt ipl ic id a d de pl a no s y l í ne a s q ue s e c r u z a n y s up e r p onen . L a ap a r ienc i a de muc h a s
obr a s c u bi s t a s , en e s p e c i a l l a s de l p e r io do a n a l ít ic o, s eme ja n u n g r a n e sp e jo roto q ue s e h a
r e c ompue s to y donde l a r e a l id a d r e f le ja d a p a s a a c onv e r t i r s e en u n a i nt r i nc a d a m a r a ñ a de
c r i s t a le s (c omo u n c ono c ido e i nq u ie t a nte c u a d ro de R ené M a g it te “L a ll a v e d e l os c a m p os ” )
q ue of r e c en u n a nue v a r e a l id a d y u n a nue v a v i sión de l mu ndo, i nv a d id a de l a propi a v id a
y s u s de s e c ho s . L o s c u bi s t a s u n a v e z ro z a ron c a si l a a b s t r a c c ión en s u s c omp o sic ione s , de
r e p ente sienten l a ne c e sid a d de “c one c t a r ” c on e l mu ndo de lo s obje to s p orq ue ...c omen z a ron
a e c h a r en f a lt a e s a c one x ión c on l a v id a y emp e z a ron a i nc lu i r en s u s c omp o sic ione s c i f r a s ,
le t r a s , f r a g mento s de p e r ió d ic o s , e t iq ue t a s , p ap e le s pi nt a do s , e tc . A l pr i nc ipio t í m id a mente
en for m a de “t ro m p e l ’e il ”, e s de c i r, pi nt a d a s c omo t r a mp a ntojo s . Pe ro pronto e s t a pr á c t ic a
s e v é s u s t it u id a p or e l co ll age , c on l a i nc or p or a c ión ( q ue no r e pr e s ent a c ión) de obje to s de
l a v id a r e a l . Pa r a e l c r ít ic o Joh n G old i n g e s to s e lemento s – y e s i nte r e s a nte e s t a ob s e r v ac ión – i nt ro duc ido s en e l c onju nto c a si i nde s c i f r a ble de l a c omp o sic ión , r e v e l a n u n a e s p e c ie
de d e se o d e m a nte n e r e l co nta cto co n l a re a li d a d . E s te de s e o e s p o sible g r a c i a s a l a e x p e r ienc i a
a r t í s t ic a . Muc h a s i nte r pr e t a c ione s q ue ap a r e c en en e s t a mue s t r a s or pr ende r á n p or s u s i n-
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ne g a ble s c u a l id a de s pl á s t ic a s . O t r a s mo s t r a r á n u n a e je c uc ión m a s to s c a o i nc lu s o ot r a s s e
de s entende r á n de l a p o de ro s a i n f luenc i a de Pic a s s o p a r a enc ont r a r (y o no b u s co , e n c u e nt ro )
s u propio “pic a s s o”. L o q ue no de b emo s ob v i a r e s q ue s e a n c u a le s s e a n l a s obr a s y s u s r e s u lt a do s , t r a s e l l a s h ay u n pro c e s o en r iq ue c e dor, u n d í a a d í a de t r a bajo en e l t a l le r, p or e l
c u a l e s t a s p e r s on a s h a n i ntent a do – en l a me d id a de s u s p o sibi l id a de s – propic i a r u n pu nto
de enc uent ro c on l a r e a l id a d , c on e s a r e a l id a d q ue c r e en en muc ho s c a s o s de f i n it i v a mente
p e rd id a y q ue l a pr á c t ic a de l a r te le s de v ue l v e . S i e l s ent ido de l a r e a l id a d s e de s c omp one
de f i n it i v a mente , a l p a c iente s ólo le q ue d a l a v i a de l a lo c u r a p a r a r ei nv ent a rl a .
E l “m é to d o d e l a r te ” i n s pi r a do p or l a obr a de Pic a s s o, le jo s de s e r pu r a i m it a c ión o
r e pr e s ent a c ión de c ie r t a b e l le z a ide a l i z a d a e i mpue s t a , c onduc e a l a d e co n st r u cc i ó n y re co n st r u c i ó n t e r ap é ut ic a de l a r e a l id a d a t r a v é s de l a c on f i g u r a c ión pl á s t ic a . Y en e s p e c i a l , l a
i nte r pr e t a c ión p e r s on a l de l c u bi smo a br e v í a s de e x plor a c ión q ue s u me r g en a lo s u s u a r io s de
e s to s t a l le r e s a r t í s t ic o s en u n a e x p e r ienc i a c r e at i v a y l ib e r a dor a de de s t r uc c ión y a lte r a c ión
de l a s for m a s (t a mbién de p en s a m iento c onv enc ion a l) a t r a v é s de p e r s p e c t i v a s q ue s e f r a gment a n y c ombi n a n ent r e sí de nue v a s m a ne r a s , a lte r a ndo e l e s p a c io y e l t iemp o, f u sion a ndo
o h a c iendo t r a n s p a r ente s y a mbi g u a s l a s for m a s , dónde c a d a p a r te e s c ap a de s u lu g a r y o c up a “ot ro”. E s e ot ro lu g a r e s t á en e s te mu ndo, en lo m á s i nte r ior de no s ot ro s m i smo s . E l a r te
lo “ h a c e v i sible”, c omo e x pr e s a r a c on si nc e r id a d y m í s t ic a a fe c t a c ión e l pi ntor Pau l K le e .
M anuel P é re z B á ñ e z
M iembro de la A sociaci ó n de A rtes P l á sticas “ L ínea Paralela”.
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v isiones paralelas
Nos encont ra mos aqu í c on u n a e x p o sic ión de v a r io s a r t i s t a s pl á s t ic o s
q ue m i r a n a Pic a s s o, y q ue pi nt a n o e xc u lp en a p a r t i r de lo q ue le s i mpr e sion a de s u obr a .
En ap a r ienc i a e s u n he c ho mu y nor m a l , a dem á s de f r e c uente , en e l mu ndo de l a c r e a c ión
a r t í s t ic a : ob s e r v a r u n a obr a q ue i mp a c t a , i nte r pr e t a r, r e c r e a r. E l m i smo Pic a s s o lo h i z o en
v a r i a s o c a sione s ( s obr e l a s Men i n a s de Ve l á z q ue z , l a s muje r e s de A r g e l de D e l a c roi x , o e l
a l mue r z o c a mp e s t r e de M a ne t) en u n i ntento de entende r e l t r a s fondo de u n a obr a , p e ro
r e c r e a ndo a s u v e z l a c omp o sic ión y d a ndo lu g a r a u n pro c e s o c r e at i v o. A q u í si n emba r g o s e
d a n ot r a s c i rc u n s t a nc i a s q ue l l a m a n nue s t ro i nte r é s .
En e s t a e x p o sic ión , l a s obr a s c on i nte r pr e t a c ione s de Pic a s s o, s on r e a l i z a d a s p or pi ntor e s y e s c u ltor e s q ue p a de c en o h a n p a de c ido a l g ú n t ip o de t r a s tor no ment a l . L a not a c ión
de e s te he c ho no i mpl ic a en sí u n a pue s t a de l a c ento en l a s d i fe r enc i a s ; l a e t iq ue t a c ión (o
e t i g m at i z a c ión) v a a de p ende r f u nd a ment a l mente de l a m i r a d a de l ob s e r v a dor q ue , a l de ja rl a f ija d a en l a s bio g r a f í a s , a nu le a sí l a p o sibi l id a d de pr ende r s e en e l i mp a c to e x pr e si v o
y e s té t ic o. Y, p or ot ro l a do, e s e s t a d i fe r enc i a l a q ue pue de d a r ot ro s ent ido y v a lor a u n a
e x p o sic ión s obr e pi ntor e s q ue i nte r pr e t a n a Pic a s s o.
E s t a mue s t r a pue de s e r entend id a c omo u n pu nto m á s de enc uent ro ent r e a r te mo de r no
y ot ro t ip o de a r te “no c e r t i f ic a do”, p e ro “r e a l ”; ent r e a r t i s t a s “of ic i a le s” r e c ono c ido s c omo
t a le s en e l a r te mo de r no y a r t i s t a s c u y a m a r g i n a l id a d s ol í a e s t a r l i g a d a , en buen a me d id a ,
a s u s c i rc u n s t a nc i a s p e r s on a le s y s o c i a le s . A lo l a r g o de l a e v oluc ión de l mo de r n i smo h a
h a bido u n a c ent u a do i nte r é s p or e l l l a m a do “a r te m a r g i n a l ”. L o s a r t i s t a s de v a n g u a rd i a q ue
rompí a n c á none s q ue de f i n í a n lo q ue e r a u n a obr a de a r te y lo q ue no, v ie ron en l a s obr a s de
en fe r mo s ment a le s u n p otenc i a l c r e at i v o no c ono c ido. Fue pr e c i s a mente Paú l K le e u no de
lo s pr i me ro s en s ent i r s e de s lu mbr a do p or e s t a s obr a s de s c u br iendo en e l l a s “ h o n d u ra y f u e r-
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z a e x p re siv a ”. Y p o s te r ior mente to do u n g r up o de pi ntor e s y e s c r itor e s s u r r e a l i s t a s , c omo
M a x En s t . Y p or s upue s to, D u bu f fe t , a c u ñ a ndo e l té r m i no de a r t br ut . Mu y si g n i f ic at i v a e s
l a r e f le x ión de A l f r e d K u bi n t r a s v i sit a r l a c ole c c ión P r i n z hor n en 19 2 2 : “Me h a co nm o v i d o
l a se c re ta reg u l a r i d a d d e l a o b ra , h e m os a dmi ra d o e sos p ro dig i os d e l a m e nte d e l os a r t i sta s q u e
b rota n d e l o h o n d o , f u e ra d e to d o p e n sa mi e nto re f l e x iv o , y q u e te h a ce n fe liz co n sól o mi ra rl os ”.
No s on r e c iente s lo s pr i me ro s i ntento s de mo s t r a r e s te t ip o de obr a , a sí c omo lo s p a r ale l i smo s y l a s d i fe r enc i a s . En e s te s ent ido, y en fe c h a s m á s r e c iente s , e s r e s eñ a ble l a e x p o sic ión V i si o n e s Pa ra l e l a s de l Mu s e o Na c ion a l C ent ro de A r te R ei n a S of í a , en l a q ue s e s e le cc ion a ba u n r e pr e s ent at i v o g r up o de a r t i s t a s , e x p on iendo c onju nt a mente obr a s de to do s e l lo s
ju nto a s or pr endente s c r e a c ione s r e a l i z a d a s p or en fe r mo s ment a le s ( ju nto a ot ro s g r up o s de
“a r t i s t a s m a r g i n a le s” ) . C on e l lo s e r end í a u n me r e c ido t r ibuto a l p ap e l q ue e l a r te m a r g i n a l
pudo l le g a r a tene r en l a g e s t a c ión y de s a r rol lo de l a s pr i nc ip a le s v a n g u a rd i a s h i s tór ic a s .
E s te a c e rc a m iento s e h a s e g u ido r e a l i z a ndo de s de muc ho s s e c tor e s a r t í s t ic o s , s a n it a r io s y c u lt u r a le s . A l mo de r n i smo e u rop e o le a c omp a ñó e l i nte r é s p or e l “a r te m a r g i n a l ”,
en e l q ue s e i nc lu í a e l “a r te p sic ót ic o”. Y e s to, de for m a p a r a le l a a c a mbio s en e l c u r s o de
l a h i s tor i a p ol ít ic a , l a f i lo s of í a , l a a nt rop olo g í a… a sí c omo en l a s mo d i f ic a c ione s en lo s
mo do s de atende r (o r e c lu i r) a l en fe r mo ment a l . E l c a mbio en l a for m a de c ontempl a r e s t a s
e x pr e sione s a r t í s t ic a s h a a c omp a ñ a do f r e c uentemente a pro c e s o s de c a mbio en lo s si s tem a s
s a n it a r io s y en l a r e for m a de l a i n s t it uc ione s p siq u i át r ic a s ( Un a de e s t a s c on f luenc i a s s e d io
en e l Ho s pit a l de S a i nte -A n ne , fo c o de e x h ibic ión y c ono c i m iento de l a r te m a r g i n a l en e l
Pa r í s de de p o s g ue r r a) .
E l pu nto de enc uent ro c ont i nú a en e s t a e x p o sic ión , c omo u n g r a no de a r en a m á s . Pe ro
a ñ a de u n c u r io s o ap or te : u n c onju nto de a r t i s t a s pl á s t ic o s , no i nc lu ido s en s u m ay or í a en
lo s c i rc u ito s de l a r te , r e a l i z a u n a m i r a d a a u n r e c ono c ido pi ntor. Po siblemente s u s mot i v ac ione s no s on l a s m i sm a s q ue mov ie ron a pi ntor e s c omo Pic a s s o a i nte r pr e t a r y r e c r e a r ot r a s
obr a s de a r te ; pue de q ue i nc lu s o a l g u no s no ident i f iq uen s u obr a c on u n a c to de c r e a c ión
a r t í s t ic a ; o q ue en a l g u no s l a mot i v a c ión s e a empuja d a en p a r te p or ot ro s (c omp a ñe ro s de
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t a l le r, mon itor e s…) . Pe ro lo c ie r to q ue no s of r e c en u n a s obr a s , u n a s c on m á s c on not a c ión de
c opi a s y ot r a s c on m á s i nte r pr e t a c ión c r e at i v a , q ue d i f íc i l mente de ja n i nd i fe r ente . Y de s de
lue g o, c omp onen ent r e to do s u n a v ent a n a a bie r t a q ue t i r a ba r r e r a s y b or r a e t iq ue t a c ione s
pro c e dente s de l ob s e r v a dor.
Cu a ndo h a c e a ño s ob s e r v á ba mo s c on nue s t ro c omp a ñe ro R a f a e l G on z á le z l a obr a
pl á s t ic a de a l g u no s i nte r no s q ue p e r m a ne c í a en lo s t a l le r e s o en lo s s ót a no s de l Ho s pit a l
Psiq u i át r ic o de M i r a f lor e s no s pl a nte á ba mo s t a mbién c ómo “a br i r v ent a n a s”. Un a pr e g u nt a
r e p e t id a e r a : q ué p o d í a mo s h a c e r p a r a d i sm i nu i r lo s si lenc io s s obr e u n a obr a pl á s t ic a r e al i z a d a p or autor e s c on u n a v a lor a c ión s o c i a l de m a r g i n a l id a d . Po c o de s pué s (19 9 3 ) c obró
v id a e l pr i me r C e r ta m e n A l Ma r ge n , en e l q ue s e pud ie ron c ontempl a r pi nt u r a s , d ibujo s y
e s c u lt u r a s h a s t a e s e momento o c u lt a s o p o c o c ono c id a s .
L a A s o c i a c ión de A r te s P l á s t ic a s Lín e a Pa ra l e l a r e c o g ió l a a ntorc h a de e s e proy e c to,
c on l a i ntenc ión de a br i r e s p a c io s de r e f le x ión s obr e e s t a s m a n i fe s t a c ione s a r t í s t ic a s y, c on
e l lo emp uja r en l a s upr e sión de ba r r e r a s : l a de lo s autor e s ... y t a mbién l a de no s ot ro s , lo s
ob s e r v a dor e s . A c e rc a m iento si n a l a rde s , y c on u n s ent i r y a e x pr e s a do en e l c at a lo g o de l I V
C e r t a men , c e le br a do en M á l a g a en 19 9 9 : “Ha y c re a c i o n e s a r t í st i c a s q u e a t ra e n y a so m b ra n
d e ta l m o d o , q u e a u no l e m u e v e n a a ce rc a r se d e p u nt ill a s ; d e ja r se ll e v a r d e l a so m b ro , e m o c i ó n
o d e s co n c i e r to , sin h a ce r m u ch o r u i d o , y sin c re a r inte r fe re n c i a s co n rá p i d os inte ntos d e ra z o n a r
so b re l o q u e se co nte m pl a .”
E s p a c io s de lo s q ue s e h a n ido apropi a ndo lo s propio s pi ntor e s y e s c u ltor e s . L a p o sibi l id a d de mo s t r a r s u obr a , e l a br i r u n a pue r t a a t r a v é s de s u c r e a c ión pl á s t ic a , a sí c omo e l
r e c ono c i m iento p or s u c a l id a d a r t í s t ic a o s u f ue r z a e x pr e si v a , s e c onv ie r ten en u n i nc ent i v o
p a r a c r e a r y pro duc i r, q ue empuja a to do s lo s q ue no s i mpl ic a mo s en e s te pro c e s o. Un a p a r t ic ip a nte e s c r ibí a en u n a c a r t a t r a s u n a e x p o sic ión : “L a p int u ra m e q u ita to d os l os m a l e s y m e d a
u n a f u e r z a v ita l t re m e n d a . Y m á s , e l re co no c imi e nto d e mi t ra bajo ”... Y en ot ro lu g a r e x pr e s a :
“N i si q u i e ra y o sa b í a l o q u e e s mi p int u ra ”. O u n pi ntor a l me r ien s e , a r a í z de s u pr i me r a e xp o sic ión en s ol it a r io e s c r ibí a : “C u a n d o se p inta to d os l os dí a s , sin d a r se c u e nta se v a c re a n d o u n
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te so ro e sp i r it u a l y m a te r i a l . S eg u i ré p inta n d o , d e sd e c r í o h a si d o u n a v o c a c i ó n , co n o sin di b u jo ,
h a c i e n d o u n e m ot iv o d e fo r m a s y co l o re s ”.
D e e s te pro c e s o de romp e r ba r r e r a s y s upr i m i r si lenc io s pue de h a bl a r l a obr a de Jo s é
D í a z , q ue f ue mo s t r a d a en u n a e x p o sic ión it i ne r a nte de l C ent ro A nd a lu z de A r te C ontemp or á ne o. É l a c ud í a c ot id i a n a mente a l t a l le r de l a nt i g uo ho s pit a l ; y a l l í d ibuja ba en mú lt iple s fol io s for m a s g e omé t r ic a s y r eite r at i v a s . S u pro duc c ión q ue dó ente r r a d a en lo s s ót a no s
de l a e x t i nt a i n s t it uc ión m a n ic om i a l . Tr a s s u r e s c ate , pudo s ent i r s e s u i mp a c to en u n mu s e o
de a r te c ontemp or á ne o. Ju nto a lo s d ibujo s de ot ro s pi ntor e s .
A l l í en e l Mu s e o, en e l m a rc o de u n a e x p o sic ión s obr e “V iv i r e n S e v ill a ”, a q ue l l a
S e v i l l a de lo s s e tent a , hu b o u n e s p a c io p a r a e l “S a lta l a Ta p i a ” q ue en buen a me d id a f ue
u n a enor me m a n i fe s t a c ión c u lt u r a l . E s te e r a e l nombr e de u n a s jor n a d a s fe s t i v a s en e l
y a de s ap a r e c ido Ho s pit a l Psiq u i át r ic o de M i r a f lor e s . Jor n a d a s de pue r t a s a bie r t a s , q ue s e
i n s e r t a ba n en u n mov i m iento de c r ít ic a a l m a n ic om io, y de bú s q ue d a s de a lte r n at i v a s a l
enc ie r ro y l a m a r g i n a c ión . C onc ie r to s de ro c k , r e c it a le s de f l a menc o, te at ro, e x p o sic ione s ,
e r a n m a n i fe s t a c ione s a r t í s t ic a s q ue a c omp a ñ a ba n a e s te mov i m iento y s u denu nc i a . C on e l
“S a lta l a Ta p i a ” e l m a n ic om io s e a br ió de p a r en p a r, p a r a a dent ro. L a s o c ie d a d c ono c ió m á s
e s a r e a l id a d . A ño s de s pué s l a ap e r t u r a de l a pue r t a f ue h a c i a a f ue r a . L a t api a s e t i ró. L o s
m a n ic om io s s e c e r r a ron . Pe ro... y a hor a , ¿ no q ue d a n t api a s q ue s a lt a r ?
E s t a e x p o sic ión en l a z a c on muc ho s de s e o s de enc uent ro ; ju s to en u n e s p a c io en e l q ue
u n g r up o de a r t i s t a s pl á s t ic o s m i r a n a Pic a s s o. Y en donde to do s lo s q ue no s a c e rc a mo s a é l
p o demo s ent r e c r u z a r l a s m i r a d a s . Vemo s u n a obr a ; y a t r a v é s de e l l a , de s u c a l id a d a r t í s t ic a
y e x pr e si v a , no s enc ont r a mo s c on s u s autor e s .
fel i pe vallejo
psic ó logo clínico, sas .
M iembro de la A sociaci ó n de A rtes P l á sticas “ L ínea Paralela”.
29
Obr as
33
E L T R A Z O D E P I C A S S O J O A Q U í N V E L A S C O PA S T O R 8 5 x 6 4 c m . ó leo sobre l i en z o
34
PA L O M A S C A R L O S G O N Z á L E Z M O R E N O 6 5 x 8 1 c m . ó leo sobre l i en z o
35
VI S I ó N S U R R E A L I S TA D E L B O M B A R D E O D E L A VI L L A D E G U E R N I C A F C O . J AVI E R T O R T O S A M A R T í N E Z 1 0 0 x 6 0 c m .
36
L A C O PA D E VI N O J O S é M A N U E L F E R N á N D E Z S á N C H E Z 5 5 x 4 6 c m . ó leo sobre l i en z o
37
P I E R R O T A N A I N V E R N ó N L ó P E Z ó leo sobre l i en z o
38
A R L E Q U í N D E P I C A S S O C A R L O S D O M E C H M A R T í N E Z 9 8 x 6 4 c m . ó leo sobre l i en z o
39
D IVA M A N U E L G A R C í A R A N D A D O 6 5 x 5 0 c m . ó leo sobre l i en z o
40
S U E Ñ O M A N U E L PA N A D E R O P E D R A Z A 4 9, 5 x 4 0 c m . ó leo sobre l i en z o
41
M U J E R E N A Z U L M ª C A R M E N B E J A R A N O PA L M A 7 8 x 6 2 c m . ó leo sobre l i en z o
42
P I C A S S O G E R M á N M O L I N A N U VI O L A 4 0 x 5 0 c m . ó L E O S O B R E L I E N Z O
43
F I E S TA D E L O L I M P O G E R M á N M O L I N A N U VI O L A • A L B E R T O S O R I A N O Z A M O R A 1 0 5 x 7 0 c m . ó leo sobre cart ó n
44
L A PA N A D E R A M A N U E L G ó M E Z G ó M E Z 6 1 x 5 0 c m . ó leo sobre l i en z o
45
VI D A Y PA Z P E D R O N AVA R R O P O D A D E R A 6 5 x 5 4 c m . ó leo sobre l i en z o
46
D E S N U D O E N L A O R I L L A N U R G A B R I E L Z A R A G O Z A D E L P O Z O 6 0 x 7 5 c m . ó leo sobre l i en z o
47
M U J E R D E S N U D A A N A M A R í A N AVA R R O N AVA R R O ó leo sobre l i en z o
48
M U J E R D E PA B L O R U B é N H A R O 6 1 x 5 1 c m . ó leo sobre l i en z o
49
M U J E R S E N TA D A A N T O N I O G A R C í A M A R T í N E Z ó leo sobre l i en z o
50
J A Q U E L I N E A N A M A R í A N AVA R R O N AVA R R O ó leo sobre l i en z o
51
L A S L E T R A S D E L A S M E N I N A S J O R D I X AVI E R F L O R E S G R I M A 6 5 x 5 4 c m . ó leo sobre l i en z o
52
R E F L E J O D E M U J E R G E R M á N O N T IV E R O S O R TA 3 8 x 5 5 c m . ó leo sobre l i en z o
53
F I G U R A A Z U L J O S é J AVI E R O R O Z C O C O R R A L 7 3 x 6 0 c m ó leo sobre l i en z o
54
M U J E R C O N F L O R M A N U E L PA N A D E R O P E D R A Z A ó leo sobre l i en z o
55
R E T R AT O J O S é D E L O S S A N T O S O R T E G A 9 3 x 6 1 c m . ó leo sobre l i en z o
56
G U I TA R R A E U G E N I O G R A U S á N C H E Z 6 5 x 5 4 c m . ó leo sobre l i en z o
57
M U J E R E S E N L A P L AYA S E R G I O B O Z A B A U T I S TA • M A N U E L T R I L L O VI L L A LVA • A N T O N I A Z O R R E R O G O N Z á L E Z •
A L I C I A R U IZ G O N Z á L E Z • B L A N C A B A U T I S TA C U E VA S 1 0 0 x 1 2 0 c m . P i ntura en C er á m i ca
58
L A P E R S I S T E N C I A D E L O I N A M O VI B L E J O S é L U í S H E R E D I A C A S T I L L A 7 7 x 5 7 c m . D i bujo
59
S I N T I T U L O J O S é L U í S H E R E D I A C A S T I L L A 7 7 x 5 7 c m . D i bujo
60
R E T R AT O D E K AT Y C A R L O S G O N Z á L E Z M O R E N O 6 5 x 8 1 c m . ó leo sobre l i en z o
61
P E S C A D O R E S C A R L O S G O N Z á L E Z M O R E N O 5 0 x 6 1 c m . ó leo sobre l i en z o
62
L A T é R M I C A C A R L O S G O N Z á L E Z M O R E N O 5 0 x 6 1 c m . ó leo sobre l i en z o
63
S I R E N A S J U G A N D O C A R L O S G O N Z á L E Z M O R E N O 4 6 x 5 5 c m . ó leo sobre l i en z o
64
H O M B R E C O N B I G O T E y clar i ente A N T O N I O G O N Z á L E Z R O D R í G U E Z 3 0 x 1 9 c m . cera y acuarela sobre madera
65
L O S C O L O R E S D E L A PA Z J O S é R A M ó N M O L I N A M O R ó N 4 0 x 5 2 c m . D i bujo
66
E N B U S C A D E L T E S O R O P E R D I D O J U A N J O S é R O D R í G U E Z F E R I A 4 5 x 3 0 c m . ó leo sobre l i en z o
67
PA S A N D O E L T I E M P O E D U A R D O B U E N O L U Q U E ó leo sobre l i en z o
68
A U T O R E T R AT O J U A N R A M ó N S A L C E D O H E R R E R A 1 0 0 x 7 3 c m . ó leo sobre l i en z o
69
D E S D E E L D O L O R S U R G E L A C R E A C I ó N J O A Q U í N V E L A S C O PA S T O R 7 1 x 5 1 c m . ó leo sobre l i en z o
70
M U J E R E S E N V E N E C I A J E S ú S M A R T í N E Z M A U R I • P E D R O L E ó N VIZ U E T E • J O A Q U í N R O L D á N M E L E R O • E N R I Q U E
C A S E L L A S N AVA R R O • J U A N C A N TA D O R N AVA R R O • F R A N C I S C O A R R I A Z A R O D R í G U E Z • M I G U E L á N G E L L O Z A N O
C A N T O • F R A N C I S C O J AVI E R R E C H E S á N C H E Z 1 1 0 x 1 3 0 c m . P i ntura sobre M adera
71
L A S I E S TA A N T O N I O G O N Z á L E Z R O D R í G U E Z 3 7 x 5 5 c m . ó leo sobre madera
72
G I TA N A C O N P E I N E TA E D U A R D O B U E N O L U Q U E ó leo sobre l i en z o
73
A L D E A L A P E D R IZ A ( A L C A L á L A R E A L ) M ª C A R M E N J I M é N E Z U R E Ñ A 9 2 x 1 2 5 c m . ó leo sobre l i en z o
74
B O D E G ó N F R A N C I S C O M A N U E L O R T IZ G U I S A D O P i ntura en C er á m i ca
75
E S P E S C A D O T O R E R O J E S ú S L U P I á Ñ E Z E S C U D E R O 3 3 , 5 x 4 3 c m . ó leo sobre l i en z o
76
P I C A S S O Y S U A N D A L U C Í A J O S é PA C H ó N O R D ó Ñ E Z 4 2 x 5 0 c m . acr í l i co
77
L A N E G R A M A N U E L F R A N C I S C O G I N E R L ó P E Z 41 x 3 3 c m . ó leo sobre l i en z o
78
L U C H A P O R L A S A L U D R I C A R D O C A B A L L E R O C A R R E R A S 7 2 x 5 4 c m . ó leo sobre l i en z o
79
S I N T í T U L O D AVI D H E R R E R A A R A G ó N
80
S I N T í T U L O D AVI D H E R R E R A A R A G ó N A cuarela
81
S I N T í T U L O D AVI D H E R R E R A A R A G ó N ó leo sobre l i en z o
82
M U J E R Q U E L L O R A A N A I N V E R N ó N L O P E Z ó leo sobre l i en z o
83
L A AV E N T U R A D E L Q U I J O T E J O R D I X AVI E R F L O R E S G R I M A 41 x 3 3 c m . ó leo sobre l i en z o
84
P IC A S S O, P ER S ON A JE MEDI áT IC O M A NUEL á NGEL C ORDERO G óME Z 10 0 x6 1 cm . acríl ico sobre tabl illa entelada
85
H O R N O D E C E R á M I C A L U I S R O M E R O D O M í N G U E Z 4 0 x 6 0 c m . collage y carbonc i llo sobre panel
86
L I B E R TA D Y F U E R Z A S H E R I D A S R I C A R D O C A B A L L E R O C A R R E R A S 6 4 x 5 4 c m . ó leo sobre l i en z o
87
P E R R O C O N N E C E S I D A D E S F R A N C I S C O A R M A Z A 6 1 x 5 0 c m . ó leo sobre l i en z o y apl i cac i ones en madera
88
L L A N T O D E M U J E R R A FA E L S O U S A G A R C í A 7 3 x 5 9, 5 c m . ó leo sobre l i en z o
89
N IÑ O Y P R O F E S O R B A J O U N A E S T R E L L A J O S é A N T O N I O H I G U E R O M O YA 8 0 x 6 0 c m . D i bujo
90
A R C A N O , H O M E N A J E A P I C A S S O J O S é A N T O N I O H I G U E R O M O YA 8 0 x 6 0 c m . A cuarela
91
ba i lar i na M ª carmen bejarano palma 4 0 x 2 5 c m . E scultura
92
3 p i e z as de luna alberto trenado de alba 6 7 x 4 0 c m . escultura en barro
93
la m á scara y el payaso fab i á n rodr í gue z souchet 2 3 x 1 9 c m . escultura
94
la m á scara y el payaso II fab i á n rodr í gue z souchet 2 3 x 1 9 c m . escultura
Autores
97
F co Javier Alegre Tenor Reyes Alés Montes Carlos Anunez Arce Francisco Armaza Francisco Arriaza
Rodríguez Mª José Asnerio Jiménez Mª Carmen Bamba Vicente Mª Ángeles Barbosa Rodríguez Blanca
Bautista Cuevas Mª Carmen Bejarano Palma Camen Berlanga Gómez Ana Blanco Rosas Sergio Boza
Bautista Eduardo Bueno Luque Alonso Bustos Rodríguez Ricardo Caballero Carreras Rafael Cabrera
Montes Francisco José Camaco García Juan Cantador Navarro Rafael Carrasco Caballero Miguel
Carrillo Pérez Juan Carlos Car vallo Ávila Enrique Casellas Navarro Jaime Castillo Pérez José Luís
Collado Suárez Manuel Ángel Cordero Gómez Hilario Luís De Dios Tebar José De Los Santos Or tega
Carmen Delgado Ramírez Carlos Domech Mar tínez Alicia Dorado Bravo Antonio José Estébez Pizarro
Elvira Fernández Moya José Manuel Fernández Sánchez Jordi Xavier Flores Grima Antonio Gallardo
Ar tacho Antonio García Mar tínez Manuel García Randado Manuel Francisco Giner López Manuel Gómez Gómez Eduardo Gómez Gracia Eduardo González Moles Carlos González Moreno Antonio González Rodríguez Eugenio Grau Sánchez Rubén Haro José Luís Heredia Castilla David Herrera Aragón
José Antonio Higuero Moya Ana Invernón López Mª Carmen Jiménez Ureña Carmen Lázaro Ruíz Pedro León Vizuete Aurora López Alvarea Miguel Ángel Lozano Canto Jesús Lupiáñez Escudero Esteban
Luque Núñez Luís Mar tín Muñoz Juan Gabriel Mar tínez Mar tínez Jesús Mar tínez Mauri Luís Mar tínez
Monedero Diego Manuel Mateos Cruz José Ramón Molina Morón Germán Molina Nuviola José Manuel
Montes Molina Miguel Moral Valle Josefa Muñoz Mar tínez Ana María Navarro Navarro Pedro Navarro
Podadeza Ricardo Núñez Jiménez Taller Ocupacional Ar tes Plásticas Angeles Oller López Germán
Ontiveros Or ta José Javier Orozco Corral Francisco Manuel Or tiz Guisado José Pachón Ordóñez Manuel Panadero Pedraza José Parra Egea Gabriela Pérez Pérez Carolina Quintero Ricardo Ramírez
Esteban Francisco Javier Reche Sánchez Juan José Rodríguez Feria Fabián Rodríguez Souchet Joaquín Roldán Melero Luís Romero Domínguez José Antonio Rueda Palacios Juan José Ruiz Dueñas
Alicia Ruiz González Juan Ramón Salcedo Herrero Elías Sánchez Mar tín Álvaro Miguel Selma Julián
Alber to Soriano Zamora Rafael Sousa García Francisco Javier Tor tosa Mar tínez Alber to Trenado De
Alba Manuel Trillo Villalba José Miguel Trujillo González Uxia Ucha Rodán Joaquín Velasco Pastor
Ángel Vicente Vidal Nur Gabriel Zaragoza Del Pozo Antonia Zorrero González
Entidades
99
A l m e r í a
E S M D A l m e r í a E S M D H u e r c a l- O v e r a FA I S E M A l m e r í a Ta l l e r O c u p a c i o n a l Ro q u e t a s
d e M a r Ta l l e r O c u p a c i o n a l A l m e r í a U n i d a d d e Re h a b i l i t a c i ó n d e Á r e a A l m e r í a
Cádiz
Unidad de S alud Ment al Inf antil C ádiz Unidad de S alud Ment al Inf antil Puer to Real
Córdoba
Taller O c up acional C ór dob a Taller O cup acional Montill a Unidad de Rehabilit ación
de C ór dob a
Granada
C l u b S o c i a l C o m a r e s C l u b S o c i a l G e n i l- M o l i n o s C o m u n i d a d Te r a p é u t i c a Á r e a
N o r t e G r a n a d a D e l e g a c i ó n FA I S E M G r a n a d a E S M D M o t r i l H o s p i t a l d e D í a M o t r i l
( H o s p . S t a . A n a ) Ta l l e r O c u p a c i o n a l FA I S E M M o t r i l Ta l l e r O c u p a c i o n a l d e I n f o r m á t i c a d e FA I S E M G r a n a d a
Huelva
A f a e n e s - H u e l v a Ta l l e r O c u p a c i o n a l A r a c e n a U n i d a d d e R e h a b i l i t a c i ó n d e Á r e a
de Huelva
J a é n
E SMD Mar tos Taller Ocupacional Pintur a Jaén E SMD Guadalhorce José Luís Heredia
C as tillo
Málaga
Ta l l e r O c u p a c i o n a l d e FA I SEM Vé l e z- M á l a g a Ta l l e r O c u p a c i o n a l M a n u a l i d a d e s
A f e n e s M á l a g a Ta l l e r O c u p a c i o n a l P i n tu r a M á l a g a U n i d a d d e Re h a b il i t a c i ó n d e
Área de Málaga
S e v i l l a
C a s a H o g a r L a o s C e n t r o O c u p a c i o n a l Tr i a n a C e n t r o S . M e n t a l G u a d a l q u i v i r D a v i d
H e r r e r a A r a g ó n Ta l l e r O c u p a c i o n a l R a f a e l G l e z . Ta l l e r O c u p a c i o n a l A m a r o C o r i a
d e l R í o Ta l l e r O c u p a c i o n a l L e b r i j a ( A s a e n e s) U n i d a d d e Re h a b i l i t a c i ó n d e Á r e a
V i r g e n M a c a r e n a U n i d a d d e Re h a b i l i t a c i ó n V i r g e n d e l R o c í o
A sociación de Ar tes Plásticas Línea Paralela
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