Lib. III. Cap. I. de la Diferencia - Biblioteca Digital de la Comunidad

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i
ss
Lib. III. Cap. I. de la Diferencia
t i g u a m e n t e eftaban
e n los c a m -
tos e x t r e m o s , l o pufo e n l a h o r c a ,
p o s , y e r a en b o b e d a s , u partes
en lugar d e l a j u f t i c i a d o .
capaces ,
y a l l i fe e n c e r r ó , fin
la inconftancia d e l corazón h u m a -
E f t o es
querer comer bocado , como no
n o , mas m u d a b l e , y v a r i a b l e de
le c o m i ó en q u a t r o dias. S u c e d i ó ,
l o que parece p o f s i b l e , y m u d á n -
q u e a l l i c e r c a ajusticiaron á unos
d o l e é l , trahe á fu c o m p á s las d e -
m a l h e c h o r e s , y porque n o los
más c o f a s ,
quitaífen de las cruces , u horcas
minos fon vanas, inconftantes, y
d o n d e citaban , d e x ó l a J u f t i c i a
frágiles.
las quales p o r m i l c a -
algunos Soldados p o r guarda; u n o
C o n f i d e r a n d o efto F i l ó n , (16)
de los q u a l e s , íabiendo q u e efta-
b i e n m a r a v i l l a d o de tanta v a r i e -
ba e n el fiepulcro aquella M a t r o -
d a d , y m u d a n z a , d i c e efta f e n -
na , l l e v ó allá fu cena para que
tencia : Por ventura, no fon fíenos
ella comieífe ; al p r i n c i p i o , n o
las cofas que tocan al cuerpo ? Por.
h a v i a r e m e d i o q u e tomaife b o c a -
ventura , la hermofttra momentánea
d o , pero tanto h i z o el Soldado,
no fe marchita primero , que florez-
q u e v i n o á c o n v e n c e r que c o m i e f -
ca ? La falud efta incierta , expueft*
fe a l g o , p o r q u e n o m u r i e l l e d e -
a. tantas enfermedades; a, las fuerzas
fefperada.
derriban mil dolencias, que por varias
Pafsó mas adelante , y
e l que ía c o n v e n c i ó para que t o -
ocafiones fuceden. La entereza ,
maife
vigor de los fentidos fe corrompen con
fu c o m i d a , l a perfuadió
también , que le dieífe fu c u e r p o ;
i
viciofos números. Pues quien ignora
con i b q u a l , defeuidando el S o l -
qiwita fea la vileza de las cofas ex-
d a d o de fu o f i c i o , p o r eftarfe en
teriores ? Un dia acaba muchas veces
b o d a s , le h u r t a r o n de l a c r u z , ü
con grandifsimas riquezas. Muchas
h o r c a á u n ajufticiado , p o r q u e
perfonas muy refpetadas, y en grande
fus
honra , trocandofe la fortuna, vienen
parientes , a d v i r t i e n d o que
faltaba de a l l i la guarda , f u e r o n
a gran d'fprecio, e infamia. Imperios
por
de grandes Reynos en brevi[simo tiem-
él , para q u i t a r l e de a l l i , y
d a r l e fepultura. Q u a n d o fupo q u e
• fe le h a v i a n l l e v a d o , t e m i e n d o
po fe han arruinado. Hace crédito a
mis palabras Dionyfio en Corintho, ha-
el caftigo que h a v i a de hacer e n él
viendo filo Rey de Sicilia
la J u f t i c i a , d i x o f e l o m u y defeon-
echado de fu Trono, y Reyno , vino
; porque
f o l a d o í la v i u d a ; la q u a l le c o n - h Corintho para enfeñar los muchaf o i ó brevemente , porque t o m a n -
chos , y de tan gran Rey , vino a fer
d o e l cuerpo de fu m a r i d o d i f u n -
fugitivo. Efto mifmo teftifica Crefo,
t o , p o r e l q u a l h a v i a hecho t a n -
Rey de Lidia,
do)
Eilon lib. de Jofcpb.
riquifsimo, que creyen-
'Entre lo Temporal, y Eterno.
189
¿o havia de dejimr la Potencia deren mas arrebatadamente que un raudal. Al contrario fon las cofas futuras,
los Perfas , no folo perdió fu Reyno,
que,-y
no tienen mudanza, ni vejez , no
pero vino a perder de fus enemigos
cabe
falto poco para que le quemaren vivo. en ellas ninguna reboluiion , fino
jjí folo los particulares fon tefágos que
de florecenfinninguna intermifsion,
y
en una multiplicada felicomo todas las cofas humanas fon perfeveran
fuecidad.
Guárdate
tu de admirar aqueños, fino las Ciudades, las gentes,
llas
riquezas,
que
no permanecen con
las Regiones, los Griegos , y los Barfus
feñor
es
,
fino
que
los mudan a cabaros , y quantos habitan en las Islas,
da
pajfo,
y
andan
faltando
de uno en
o Tierrafirme, Europa , Afta , el
otro,
y
de
efte
i
ejfotro.
Conviene
Oriente , y Occcidente, y nada queda
defpreciar
a
todas
eftas
eofas,
y tenerfemejante a si mifmo. P o r c i e r t o ,
las
en
poco
;
hafia
oh
lo
que
dice et
no f o l o hace fuefió á las cofas h u manas fu i n h a b i l i d a d , c o m o d i c e Apoftol : Las cofas que fe vin fot,
Filón , pero que fean c o m o fueño temporales; pero las que no fe ven
de una f o m b r a , n o de bienes eternas ; defaparecen las cofas humaconfidentes. O y g a m o s también nas mas prefto que la fombra.
acerca de efto m i f m o , l o que d i c e , y aconfeja San J u a n C h r y f o f i -
C A P I T U L O
II.
Todas las cofas preferid
tes fon mas débiles que - las telas Por
de grandes , y defefperados que fean
araña,y mas engañofas que los fue- los males temporales, los puede
ños , porque afsi los bienes , como losaliviar alguna efperanza.
males tienenfin.Pues como tengamos
por cierto , que todas las cofas prefen%.
I.
tes fon a manera de jueño, y que nofotros efiamos como en un mefon , y E efta i n c o n f t a n c i a d e l a s
hofpederia, pues nos hemos de partir cofas hemos de facar c o n f ie aqui, tengamos cuidado del camit a n c i a para nueftros c o r a z o n e s .
no , y preparemos la provifion, y viaL o u n o , d e f p r e c i a n d o cofas tan
tico para la eternidad, fifiamónos tai n f t a b l e s , y caducas , l o q u a l es
les veftidos, que los llevemos conbnoa i l a n t e caufa para fu d e f e f t i m a ,
fotros , porque como nadie puedey afir
menofprecio , c o m o hemos d i éfu nombre, afsi también no podra
cho. L o otro , porque tampoco
retener las cofas humanas, las quaferá conftante la a d v e r f i d a d , y
les parte con la muerte fe nos huyen,
pena que a c o n t e c e , pues que n a j parte antes de la muertt, y cord a h a y , que c o n f e g u r i d a d fea
tomo. (17)
D
conf(17)
Bom. de Potniu
Lib. III. Cap. I¿ de la Diferencia
19 o
c o n f i a n t e , fino i n f l a b l e , y m u -
y llegó léguro á Sicilia.
dadizo. Y
r a d o eftaba A r i f t o m e n e s de la v i -
afsi c o m o fe m u d a n
Defefpe-
las cofas d e b i e n e n m a l , fe p u e -
da.,
d e n t r o c a r de m a l en b i e n : y co-?
g o s , a r r o j a d o e n u n a obfeura m a z -
p o r q u e ' p r e f o de fus cnerni-
m o algunos grandes bienes i u e l e n
m o r r a , h a v i a d e acabar a l l i fug
ocafionar m a y o r e s males , d e l a
d i a s , p o r l o menos d e h a m b r e ,
m i f m a manera grandes males p u e -
y m a l o l o r ; pero en efta defefpe-
den
r a c i o n h a l l ó efperanza p o r un ca-
fer o c a f i o n
de
bienes
mas
grandes. P o r l o q u a l afsi c o m o l o s
m i n o eftraño.
males e t e r n o s , p o r fer
p o r u n agujero d e b a x o de tierra
inmuta-
H a v i a f e entrado
de l a
una rapofa en la m a z m o r r a halla
efperanza de m e j o r eftado ; afsi
d o n d e h a v i a penetrado fu cueba;
b l e s ] , carecen d e l c o n f í e l o
t a m b i é n los males t e m p o r a l e s , p o r
pafsó p o r d o n d e eftaba A r i f t o m e -
í e r mudables ,
el
nes , y alióla f u e r t e m e n t e , y fi-
confítelo d e l a efperanza d e m u -
g u i e n d o l a , d e f e m b o c ó p o r e l agu-
d a r l e en b i e n ; p o r q u e v e m o s
gero
p u e d e n tener
en
efta m a t e r i a i n o p i n a b l e s fuceífos,
por donde havia entrado.
A r i f t o m e n e s c o n l a m a n o defem-
para que t e m a m o s f o l o l o e t e r n o ,
barazada i b a c a b a n d o la t i e r r a , y
q u e n o tiene r e m e d i o , y n o d e -
e n f u n c h a n d o e l b o q u e r ó n , fin fol-
fefperémos , n i nos e n t r i f t e z c a -
tar c o n la o t r a m a n o á" fu guia.
m o s en l o t e m p o r a l , que le t i e -
D e e l l a m a n e r a fue c a v a n d o g r a n -
ne-, é i m p o r t a p o c o n o l a tenga.
d e t r e c h o , hafta que falió á c a m -
N o declara m a l efto el cafo b i e n
p o r a l o , y efcapó v i v o , teniéndo-
c e l e b r a d o de los R o m a n o s , que
le fus enemigos por m u e r t o . N o
fucedió
á Apio ,
ha-
h a y eftado defefperado en efta v i -
viendo
fido
la
da , de t o d o m a l fe puede f a l i r , y
( i ) que
prefcripto fobre
pena d e l d e f t i e r r o , t e m i ó l a d e
no
l a v i d a , p o r q u e fus c r i a d o s c o d i -
b i e n . A q u á n t o s u n d a ñ o fucedi-
f o l o falir , pero para m a y o r
ciofos de l a h a c i e n d a que l l e v a b a n
d o ha fido o r i g e n de grandes p r o -
en fu N a v i o , p o r alzarfe c o n e l l a
vechos , y una i n j u r i a de grandes
le echaron fuera d e él en u n V e r -
honras ? E l fer c o n d e n a d o D i o -
g a n t i n . E f t u v o en efta d e f g r a c i a
genes p o r m o n e d a faifa , y tenido
fu v e n t u r a , porque de a l l i á p o c o
p o r infame , le fue ocafion de fer
e l N a v i o fe a n e g ó , p e r e c i e n d o e n
tan
el todos fus c r i a d o s , y él m i f m o
v e n e r a r o n fus P r i n c i p e s , y el fe-
pereciera c o n e l l o s , mas
efcapó
d e efte p e l i g r o c o n a q u e l
daño,
h o n r a d o d e l M u n d o , que le
ñ o r d e l O r b e A l e x a n d r o le v i n o
á v i f i t a r . E l fer d e fus
enemigos
he-
(i)
lulgof. lib. 6.
p a p e r a , y t u m o r ; mas q u e r i é n d o l e matar un e n e m i g o , le d i o
una h e r i d a en aquella parte , c o n
la q u a l q u e d ó fano , y fin n i n g u n a
fealdad , n i feñal de la papera,
n o h a v i e n d o l e antes a p r o v e c h a d o
r e m e d i o de la m e d i c i n a , n i gafto
c o n los M é d i c o s . L a injuria que
h i c i e r o n fus hermanos a J o í e p h ,
le fabricó la m a y o r h o n r a d e l I m p e r i o de E g y p t o . E l t r o p e l de
calamidades d e l Santo J o b , e n
q u é v i n o á parar f i n o e n que fe
d o b l ó fu f e l i c i d a d , y f o r t u n a ? E l
falir h u y e n d o J a c o b de fu t i e r r a
c o n no mas hacienda , que un b o r d ó n en la m a n o , á q u é fe e n c a m i n ó , f i n o á que bolvieffe m u y
profpero , y rico , y con una f a m i l i a m u y numerofa?
N o h a y que defconfolaríe p o r
fuceffos adverfos , pues puede íer
p r i n c i p i o de grandes d i c h a s , y
m u c h a s veces nos h a v i a m o s d e
dar el parabién p o r los males que
llorarnos. P a r a que veamos mas
claramente efta notable m u d a n z a
de las cofas , y la efperanza d e
m e j o r c o n d i c i ó n , que fe puede
tener e n l a m a y o r defgracia , d i ré aqui l a H i f t o r i a de M a r c o , y
Barbula , Caballeros R o m a n o s .
E r a M a r c o P r e t o r , que feguia las
partes de B r u t o , y h a v i e n d o l i d o
def-
(2)
(4)
Plin. lib. 7 . cap. 5 0 . (3) Gahn. lib. 1. de Stmp. medit.
Reniv. cap.i<¡.
(5) Alexandro Bened, L 3. de Corporum morbis.
(6")
Rondel, cap. de Mdmmlkis.
(7)
Pintare, de cap. ult. ab inimk.
Lib. III. Cap. II. de la
192
desbaratado en l a batalla de
los
Diferencia
efclavos
de M a r c o , fin faberlo
c a m p o s F i l i p i c o s , fue p r e f o ,
y
é l . P e r o r e c o n o c i e n d o que era f u
c o m o fe fingieífe h o m b r e v i l ,
y
a m o a n t i g u o , fue luego á recabar
efclavo , le c o m p r o B a r b u l a , C a -
el perdón del Emperador Auguf-
b a l l e r o R o m a n o ; p e r o v i e n d o en
t o , c o n l o q u a l le p a g ó la buena
él grande i n g e n i o , y p r u d e n c i a ,
o b r a que h a v i a r e c i b i d o .
y u n ánimo m u y n o b l e , fofpechó
n o v é los arcaduces fecretos por
lo
d o n d e fe d e r i b a n los b i e n e s , y f
que
p o d i a fer , y llamándole
Quién
e
e n fecreto , le p i d i ó le declaraífe
truecan las fortunas ? M a r c o tuvo
quien e r a ,
l a d i g n i d a d de P r e t o r , luego fue
aunque fueífe
de
los
r e b e l d e s , p o r q u e él le alcanzaría
e f c l a v o , luego a m i g o d e l Cefar,
p e r d ó n . M a r c o e c h á n d o l o en r i -
y luego r e d e m p t o r de fu m i f m o
fa , n e g ó q u i e n era ; pero B a r b u -
r e d e m p t o r , l l e g a n d o p o r la pér-
l a para o b l i g a r l e mas á d e c l a r a r -
d i d a , y c a u t i v e r i o á m a y o r ex-
le , d i x o , que
celencia , que alcanzara p o r f o r -
le q u e r i a l l e v a r
c o n í i g o á R o m a , d o n d e fin d u -
tuna.
d a le h a v i a n de c o n o c e r , fi era
hay
de los rebeldes , y
m u c h o s males vienen cargados de
fentenciados
M i e n t r a s d u r a la v i d a , no
defdicha
fin
efperanza ,
y
por traydores. Refpondió M a r c o
bienes , aun
q u e de m u y buena gana i r i a , p e n -
d e n t r o de fus l i m i t e s , y difpofi-
fando que c o n e l d i v e r f o eftado
cion
no
las m i r a m o s c o m o debemos
lo conocerían.
P e r o apenas
l l e g a r o n a R o m a , q u a n d o eftan-
m i r a n d o las cofas
de ellas n a t u r a l . P o r q u e fi
mi-
r a r , c o n la efperanza d i v i n a que
d o M a r c o efperando á fu a m o á la
d e b e m o s t e n e r , no h a y
p u e r t a de u n C o n f u í , fue c o n o -
auciado.
c i d o de u n C i u d a d a n o R o m a n o ,
apretados puede l l e g a r u n o , que
q u e fe le avisó
luego
A
maldef-
qué términos
mas
en fecreto
á facarle á ajufticiar c o n confenti-
anduvo tan
m i e n t o de t o d o s , c o m o l l e g ó Su-
p r u d e n t e , que fin d e c i r nada á
fana : pero en e l m i f m o camino
f u efclavo
fe fue á A g r i -
del fuplicio , deparó Dios medio
p a , para que p o r f u m e d i o r e -
c o n que falieffe c o n v i d a , y h o n -
á B a r b u l a , el qual
fingido,
cabaífe el p e r d ó n de A u g u f t o C e -
r a , c o n v i r t i e n d o la i n f a m i a que
far , el q u a l le c o n c e d i ó de b u e -
havia
na gana , q u e d a n d o A u g u f t o tan
p e t o , y admiración de fu v i r t u d .
p a g a d o de M a r c o , q u e
D a n i e l , qué r e m e d i o h u m a n o t u -
le t u v o
por m u y privado , y amigo.
m u c h o defpues ,
figuiendo
No
Bar-
p a d e c i d o , en m a y o r
ref-
v o , q u a n d o fue echado en una
leonera de
hambrientos
leones?
b u l a las partes de M a r c o A n t o -
P e r o aun donde no havia reme-
n i o , fue prefo en l a batalla A c -
d i o , halló
tiatica,
tres mancebos q u e f u e r o n a r r o j a -
y c o m p r a d o entre o t r o s
alivio. También
*
los
dos
Entre
lo Temporal J¡¡ Eterno. -
193
dos en u n h o r n o de fuego en, B a -
v e n i r á fer , que le puede
b i l o n i a , h a l l a r o n , d o n d e n o fe
t o d o , y v e n i r él á p e d i r l i m o í l i a .
pedia efperar fino l a m u e r t e ace-
C o n f i d e r e Un R e y , que
lerada , r e f r i g e r i o , c o n t e n t o ,
v e n i r á fer u n o f i c i a l .
y
v i d a . D a v i d q u a n d o fe v i o c e r c a do de los Soldados d e
Saúl , y á
faltar
pueda
Confidere
u n E m p e r a d o r , q u e en fu m i f m a
C o r t e puede v e n i r á fer
por l a
deíefperaba , mas en Un m o m e n -
juftícia facado á l a v e r g ü e n z a ,
t o "falió de fu p e l i g r o .
q u e le t i r e n e l l o d o de las c a l l e s ,
No
hay
nial en en efta v i d a , a l q u a l n o
y
pueda a l i v i a r aun l a efperanza de
C o n f i d e r e e l Papa á l o que p u e -
éfta v i d a ; pero c o n l a
de venir , y
efperanza
fer
ajufticiado
y
publicamente
que h u v o
alguno,
de la o t r a , quién n o fe recreará?
que b e s ó el pie á o t r o P o n t i f i c e .
Para que f o l o t e m a m o s los males
Cofas
e t e r n o s , que n i tienen a l i v i o , n i
pues efto m i f m o pienfen t o d o s l o s
increíbles
parecen
eftas;
efperanza de é l , n i p o f s i b i l i d a d
m o r t a l e s , que pueden fuceder d e
de r e m e d i o .
ellos cofas que n o podrán c r e e r ,
q u e pueden v e n i r á fer
C A P I T U L O
lo
que
nadie t a l penfára q u e p u d i e r a f e r .
III.
Y n o fe m a r a v i l l e n de ningún
Debefe
confederar
lo que puede uno
y entra,
r
V*]t¿'Í -í
P
R e y , el E m p e r a d o r , y
fer.
í T't.T
Illí)
§.
I-
'I
'.<{ j , ". '•
fu-
ceífo , pues f o l o e l p o d e r o f o ,
el
el P a p a ,
puede v e n i r á fer c o n d e n a d o , per o u n o que hiciefle m i l a g r o s p u e de caer en el I n f i e r n o .
E r o para que n o prefumamos
t a m p o c o en las cofas f a v o -
rables , o t r o d o c u m e n t o mas i m p o r t a n t e h e m o s de facar de
efta
inconftancia- de las cofas ; y
es,
no aífegurarnos de la p r o f p e r i d a d
Confer-
v e m o n o s t o d o s en h u m i l d a d ,
n o confiemos
de
y
la profperidad
h u m a n a , n i aun de las v i r t u d e s
mas d i v i n a s p r e f u m a m o s
,
pues
puede cada u n o v e n i r á fer l o q u e
n o fe podía
penfar.
h u m a n a ; p o r q u e n i el R e y n o , n i
Q u i é n penfára que á u n E m -
él I m p e r i o , n i el P o n t i f i c a d o afi-
p e r a d o r R o m a n o le p u d i e r a n fu-
feguran de m a y o r a b a t i m i e n t o , y
ceder tales
defdicha ,
como
y
debe
fiempre
uno
o p r o b i o s , y afrentas,
f u c e d i c r o n al E m p e r a d o r
c o n f i d e r a r l o que puede v e n i r á
A n d r o n i c o , cuya
fer , c o m o l o hacia el Santo J o b .
ro poner
N o hay
ble lo
f o r t u n a tan alta , á
q u a l n o pueda fuceder
xa , y
dere
defaftrada
la
la mas b a -
fuerte.
u n p o d e r o f o l o que
Confipuede
aqui
quiecreí-
q u e ' n o l o pareciera. E f i
cribe Nicetas
otros
Hiftoria
para hacer
Autores
, y
,
lo
que
año de fu I m p e r i o fue
N
teftifican
al
tercéi
prefo de
fas
194-
•
Lih.II/. Cap. III. de la Diferencia
fus m i f m o s v a f l a i l o ? ; ( i ) y e c n a n -
tantas i g n o m i n i a s , que n o f e p u e -
d o l e fuertes c a d e n a s , y argollas
d e n penfar m a y o r e s . U n o s le d a -
al cuello , y
ban en la cabeza c o n p o r r a s , otros
g r i l l o s en. l o s pies,
le d i x e r o n quantos baldones q u i -
le h e r i a n los c o l l a d o s
f e r o n hombres m u y ordinarios,
d o r e s , otros le llenaban las n a -
dábanle bofetadas en la cara , g o l -
rices de f u c i e d a d
pes
o t r o s le e x p r i m í a n en la cabeza
en
el cuerpo ,
m o f a de
le
afianle p o r
la barba , a r r a n c a b a n -
los pelos de e l l a , y
, y
c o n 'aífaeftiercol,
efponjas empapadas en o r i n e s , y
tiraban-
e x c r e m e n t o s h u m a n o s ; otros le
le de los cabellos , tacáronle l o s
t i r a b a n t r o n c h o s , . o t r o s piedras,
dientes , azotáronle en las p a r -
otros lodo ,
tes,
m i l nombres. U n a mugercilla co-
que
fe fuele á los niños,
para m a y o r
afrenta.
Defpues le
p u f i e r o n e n p u b l i c o , para
que
o t r o s le llamaban
g i ó de prieífa una h o l l a de agua,
que eftaba h i r v i e n d o ,
t o d o s los que quifieífen le u l t r a -
e c h o fobre la c a b e z a , y
jaífen , hafta las mugeres l l e g a -
N o h a v i a Saítre
ban
n i oficial
á darle
bofetones.
Corta-
,
,
y
fe la
la cara.'
n i Zapatero,
que n o fe d e f e o m i -
r o n l e luego l a m a n o d e r e c h a , y
dieífe c o n fu P r i n c i p e . F i n a l m e n -
m e t i e r o n l e en la caree!
te , le c o l g a r o n de los pies cn-
pública
c n un c a l a b o z o , d o n d e eftaban
los
mayores ladrones, dexando-
tre dos
coiunas , para que afsi
murieffe , y a l l i t a m p o c o le per-
le fin c o m e r , n i q u i e n le dief-
donaron
fe un j a r r o de agua.
y vaffaüos.
pocos dias ,
los
De
alli á
fus p r o p i o s cortefanos,
U p o l l e g ó , y le m e -
le facaron uno de
tió la efpada , hafta las entrañas;
ojos , luego le f u b i e r o n en
o t r o s dos , para p r o b a r q u a l te-
u n ' c a m e l l o farnofo , d e f n u d o fu
nia m e j o r fu efpada , l o avéri-
c u e r p o , y f o l o c u b i e r t o de una
g u a r o n en fu c u e r p o , atravefan-
túnica
muy
c o r t a , raída la c a -
d o l é de parte á parte. Entonces
fin b a r b a ; puliéronle
e l miferable E m p e r a d o r , aunque
b u e l t o en el c a m e l l o , de fuerte,
d i c h o f i f s i m o feria íi fe falvó , por
que llevafle en la m a n o l a c o -
enjugar fu b o c a feca , l l e g ó á e l l a ,
la de é l ,
e n l u g a r de c e t r o , y
aunque c o n gran d i f i c u l t a d , íii
c o r o n a una foga. ( 2 ) D e ef-
m a n o c o r t a d a , para que íiquie-
béza , y
por
te m o d o le facaron á la v e r g u e n -
ra fe mojaffe c o n l a fangre , que
z a , l l e v á n d o l e afsi hafta la p í a -
aun corría de e l l a . D e efta m a -
za , adonde
ñera
(1)
emití.
Aun.
(2)
el p u e b l o le h i z o
085.
Mgof.
Nhetas
lib.
Croniades
G.
acabó
in Anndti.lib.
aquel M o n a r c a d e l
Orienz.
de lm¡er.
M
vergüenza , y b a l d o n a d o i g n o m i niofamente ?
Finalmente , aquel
que m a n d ó ajufticiar á tantos, v i n o á fer ajufticiado mas a f r e n t o íamente que n i n g u n o . Q u i é i p u d i e r a i m a g i n a r , que tan de r e p e n te pudieffen fuceder tales e f t r e m o s
en un m i f m o f u g e t o ,
y que tare,
alta d i c h a vinieffe á fenecer
tan
defdichadamente ? Bafta efto, p a r a defpreciar eftos bienes t e m p o rales , y t o d a d i c h a h u m a n a , q u e
n o f o l o paffa c o n e l t i e m p o ,
fina
que fe trueca c o n e l m i f m o t i e m p o en d e f d i c h a mas
defdichada,'
que fue d i c h o f a fu fuerte.
Cómo
puede merecer eftima la fortuna,
m a y o r , pues no dá f e g u r i d a d , y
eftá expuefta
á tantas
que tanto mas fe
miferias»
fienten,
quando
fe padecen, q u a n d o fe pensó c i t a ban mas lexos en la f e l i c i d a d a n tecedente ?
Puedefe
añadir
aquí
o t r a c o n f i d e r a c i o n de no p e q u e ñ o
provecho.
vino
á
Si efte E m p e r a d o r
falvar p o r
tan
fe
enormes
afrentas, y t o r m e n t o s , qué
daño
le h i c i e r o n ? Q u é i m p o i t a
haver
f i d o tan d e f d i c h a d o en efta v i d a ,
fi e n la o t r a v i n o á fer t a n d i c h o fo ? D e x ó bailantes feñales de fii
c o n t r i c i ó n , p o r q u e en tan a c e r b o
tratamiento, y
tragedia tan
la-
m e n t a b l e , y nunca o i d a , n o d i o fcñ a l d e i m p a c i e n c i a , n i h a b l ó otras
palabras fino eftas: (3) Señor,
N
(3)
Domine
mi fer ere , &
quid edamum
contritum
2
infringitis.
bavei
mi-
Cap. III.
Lib.III.
IQ6
mifericordia
de mu Y
á los que le
déla
Diferencia
para qué
fines
fe crían
i n j u r i a b a n , y h e r i a n tan a c e r b a -
h o m b r e s ? L a c o f i a que
emente, f o l o decia : Por que quebráis
v i d a para v e n i r á parar
A efta caña cafada
algunos
hace una
en
tan
? P o r c i e r t o , fi defaftrada m u e r t e ! Q y i e n fupieífe
fe fupo a p r o v e c h a r , c o m o parece
e l fin d e A n d r o n i c o , y V i t e l i o ,
d e efta m i f e r i a , fue mas d i c h o f o
y
p o r ella , que p o r el I m p e r i o que
d i a r , p r e t e n d e r , y v e f t i r fedas,
p o í f e y ó . L o eterno es l o que i m -
y o r o , paífear , r e i r , aclamarlos
porta,que la fortuna del Imperio,
p o r E m p e r a d o r e s , d i x e r a en fu
y la m i f e r i a de fus i g n o m i n i a s , y á
c o r a z ó n : T a n t a prevención
fe paífaron.
menefter para t a l fin l L o c u r a es
M a y o r E m p e r a d o r fue V i t e l i o ,
los vieífe nacer , c r i a r ,
eftu-.
en
la grandeza h u m a n a , pues ha de
{4) pues no f o l o el O r i e n t e , pero
p a r a r p o r l o menos
e l O c c i d e n t e le r e c o n o c i ó por fu
parar en
Señor , y
C o n razón d i x o P a q u i m e r a s , que
Monarca del mundo;
, y
puede
tan defaftrado remate.
f u e r o n fin cuenta las riquezas que
mas feguro era fiarle de las f o m -
p o í f e y ó , el o r o le f o b r a b a , c o m o
bras , que de las cofas humanas.
A
Q u i é n i m a g i n a r a , que podía tener
otros piedras d e l a c a l l e . E n
R o m a era a c l a m a d o p o r A u g u f t o ,
t a l fin c o m o t u v o el E m p e r a d o r
y e n g r a n d e c i d o c o n infignes re-
V a l e r i a n o , a l q u a l c o m o á fiera
n o m b r e s ; parecía
le e n c e r r ó en una x a u l a e l R e y
que era t o d o
l o q u e p u d o íer menos que D i o s ,
de Perfia ,
E n qué paró efta mageftad ? E n
lugar de p o y o , q u a n d o h a v i a de
la m a y o r infamia del m u n d o , p o r -
fubir á c a v a l l o , y defpues defo-
q u e echándole una foga á la gar-
l l a n d o l e las efpaldas ,
g a n t i , (5) y atadas atrás las m a -
c o m o cecina ? C o t é j e l e a q u i qué
nos,
eftados
cortadas , y
Veftiduras ,
r o m p i d a s íus
firviendofe
de él en
fe las falo
tan diferentes p u d i e r o n
y puerto u n puñal
caber en un E m p e r a d o r R o m a n o ,
d e b a x o de la b a r b a , le facaron á
Q u i e n le v i e r a , á V a l e r i a n o en u n
l a vergüenza
Roma
y
por las calles d e
c a v a l l o b r i o f o c o n jaeces de o r o ,
, d i c i e n d o l e m i l injurias»,
y v e r t i d o él de fu p u r p u r a , c o r o -
tirándole
c i e n o á las barbas,
n a d o c o n Imperial diadema , ado-
hafta que en la P l a z a le m a t a r o n ,
r a d o de las g e n t e s , m a n d a n d o á
y le a r r o j a r o n en las efcalas G e -
los R e y e s
m o n i a s , d o n d e echaban loscüer*-
m o tratado c o m o fiera , e l que
pos d é l o s
facinerofos , que
no
' era l i c i t o e n t e r r a r . C a f o eítráño!
_, -••««—-
.
.... - -
.
—
, y defpues eífe m i f -
era antes c o m o un D i o s , enxautódó
,
,.„
ó puerto d e b a x o d e Idí
pies
, ,,,„,
^ t u j é , ! ! ! ! . . . ) 1 •' «ni mi
(6)
Cednms in c«»j>. Mijl, Bmn, d mu. 49X.
(7)
(8)
meft.
Vtmbienf.
V. Petrum
Mcxlivita
Egnat.
lib.
6.
Jud.
ti
(icr)
(13)
v.
cap.
"juftinian.
10.
(ir)
Chr,
(9)
Ponían,
Maxim,
Gqridim
Cirineum
ann.
, ad ann.
,
lib.
489.
998.
&
Volaterrenum.
2. cap.
(12)
8. de ¡ir.
XSmj
••
do-
Entre lo Tem\ oral, y Eterno.
Emperador
le c o n d e n o á m u e r t e ,
y aísi le ds°o}híon
d o /upo e l f u c e í f q
C o n d e , con
luego. Q u a n la muger
ánimo
del
varonil,
c o n f i a d o , p o r q u e eftaba
y
fatisfe-
199
n i los C e t r o s eftán feguros de l a
i n c o n f t a n c i a de las mudanzas h u manas. B i e n
d i x o San G r e g o r i o
Nacianceno
,
(14)
que
mas fe
p o d i a fiar d e l v i e n t o , y de unas
,cha de l a b o n d a d , é i n o c e n c i a de
letras efcritas en el agua , que de
fu m a r i d o , c o g i ó la cabeza , y fie
la felicidad humana.
fue a p e d i r j u f t i c i a ai E m p e r a d o r
c o n t r a él rniftno ; y afsi , q u a n d o
eftaba d a n d o
audiencia ,
arrojó
en m e d i o de la tala la cabeza d e l
Conde
, y acusó a l ' E m p e r a d o r
de injufto J u e z , pidiéndole
juf-
§.
T
III.
O d o l o que hafta a q u i
he-
m o s d i c h o , fon mudanzas,
no c a í d a s :
l o que hemos de t e m -
t i c i a de fii p r o p r i a perfona , d i -
b l a r es , que aun en l a f a t u i d a d ,
c i e n d o : Q u e ella fe ofrecia á l a
y v i r t u d puede mudarte u n o ,
prueba que fe ufaba antiguamente
efto tolo íerá caer , p o r baxar d e l
de u n h i e r r o h e c h o afcua ; e n l o
eftado de la gracia al d e l pecado;
q u a l v i n o b i e n el C e f a r . E n c e n d i -
porque eftotras mudanzas de f o r -
d o el h i e r r o , dándotele á la C o n -
tuna , n o fe pueden l l a m a r caídas,
y
defa , la q u a l le t o m ó en las m a -
fino
n o s , fin q u e m a r t e , m a n o í é a n d o -
de l o mas Í n f i m o ; y m u y ínfima,
le , c o m o fi fuera un r a m i l l e t e de
y b a x a cofa es la f e l i c i d a d h u m a -
flores
; l o qual vifto por el E m -
na , y q u i e n la m u d a , n o cae d e
p e r a d o r , fe d i o p o r c o n d e n a d o .
alto eftado , fino f o l o le m u d a , y
Pero no
p o r v e n t u r a en m e j o r . L a s v e r d a -
íatisfecha
con
efto l a
truecos.
N a d i e puede
caef
C o n d e f a , clamaba , que fi íe c o -
deras caídas fon las efpirituales,
nocía p o r c u l p a d o , que murieífe,
y nos h a de a l f o m b r a r ver ,
pues h a v i a m u e r t o á un inocente;
en efta parte eftemos también e x -
y n o la p u d i e r o n c o n t e n t a r , hafta
pueftos á mudanzas : fi b i e n efte
que fe d i o fentencia c o n t r a la E m -
confuelo p o d e m o s tener , q u e las
p e r a t r i z , que
fue la autora d e
que
m u d a n z a s de los bienes c o r p o r a -
a q u e l l a , m a l d a d , condenándola á
les , n o eftán en nueftra
fer q u e m a d a , executandofe fen-
p e r o la de los efpirituales s i . L a
mano,
t e n c i a tan infame en tan p o d e r o -
h a c i e n d a , aunque u n o n o q u i e r a ,
fa P r i n c e f a , muger de tan grande
fe la pueden q u i t a r , l a gracia n o ,
Emperador , y
la.honrante p i e r d e c o n t r a
hija d e l R e y
de
A r a g ó n : p o r q u e n i las C o r o n a s ,
N4
( í 4)
miañe,
fimaf.
la vo-
l u n t a d de u n o , la v i r t u d n o pue-
¡ib. i, ca¡,
g§|
de
ióó
de
Lib.IILCap.il
p e r d e r l e , fi u n o n o quiere.
L o s bienes corporales fon los que
fe q u i t a n , los que fe r o b a n , los
q u e perecen , los que de m i l m o dos fe
p i e r d e n ; los
efpirituales
f o l o pueden dexarfe , y fu pérdid a no es o t r a , fino defampararlos
c o n el pecado
quien
los
E f t o , pues , h a de hacer
tiene.
temblar
que fe pierdan , p o r q u e los quer a m o s perder , y que fin fer m u dables , fe m u d e n , por fer n o f o tros mudables. E s también gran
l a f t l m a , l o que ha f u c e d i d o en efta parte. San P e d r o D a m i a n o efcrive , (15)
que
conoció a
un
M o n j e en la C i u d a d de B e n e v e n t o , que fe l l a m a b a M a d e l m o , el
q u a l llegó á tan grande fantid'ad,
que h a v i e n d o echado aeeyte u n
Sábado Santo á mas de Una d o c e n a de lamparas , y faltándole el
aeeyte para la poftrera , la llenó
c o n grande
fé de a g u a , y luego
la encendió
c o n todas las d e m á s ,
y ardió toda la noche de la mifm a manera , c o m o las q u e e f b b a n
llenas de aeeyte. O t r a s m a r a v i llas femejantes havia o b r a d o
por
é l nueftro S e ñ o r , p o r l o q u a l era
muy
eftimado d e l
Principe
de
aquella C i u d a d , y
de todos
los
Ciudadanos.
P e r o efte
hombre
tan m i l a g r o f o , y v e n e r a d o de t o dos , en qué v i n o á parar ? R a r a
mudanza!
que d e x a n d o l e
Dios
de fu m a n o , c a y ó en tanta
(1J )
I'mas DamkíWiU
des-
. de la Diferencia
r
azo-
h o n e f t i d a d , que fue p r e f o , y
t a d o p u b l i c a m e n t e , y para m a y o r
a f r e n t a , le r a y e r o n t o d o el cabel l o á navaja. L a f t i m o f a
tragedia
es la v i d a h u m a n a , pues fe
en ella eftremos
tan
vén
contrarios.
N o h a y que d e c i r : Q u i e n pensar a , que tal cofa h a v i a de
fuceder?
Pues v e m o s fuceder l o que nadie
p o d i a penfar. E l m i f m o S. P e d r o
D a m i a n o ( 1 6 ) e f c r i v e , que e n l a
m i f m a C i u d a d de B e n e v e n t o
v o u n Sacerdote tan gran
de D i o s , que q u a n d o
hu-
Siervo
celebraba
cada d i a , v e i a el P r i n c i p e de Benevento , que v e n i a u n A n g e l del
C i e l o , y t o m a b a de fus manos los
D i v i n o s M y f t e r i o s , para ofrecértelos al Señor , c o m o fe d i c e en el
Canon.
Pues elle h o m b r e tan fa-
v o r e c i d o del C i e l o , c a y ó también
en v i c i o f e m e j á n t e ;
para que te-
m a n t o d o s , y nadie fe afegure en
ningún
eftado.
San J u a n C l i m a c o ( 1 7 )
también de
efcrive
aquel m a n c e b o , de
quien fe lee en las V i d a s de los
Padres , que l l e g ó á tan alto g r a d o de v i r t u d , que mandaba á los
afnos f a l v a g e s , y los hacia fervir
en el M o n a f t e r i o á los M o n j e s ; al
qual comparó el bienaventurado
San A n t o n i o á u n N a v i o cargado
de ricas mercaderías, y puefto en
m e d i o del M a r , c u y o fin n o fe
fabía. Pues efte m o z o tan f e r v i e n te, v i n o defpues á caer m i f e r a b l e -
\ .i. 1 o. (16)
menlbidem.
(1 j) climac.gr ad, i J.
\ (18)
mor. &
Herac.m Para. Pulgof.1.6. Andr.il/otenf. exemp.memor. tom.z. de
fomutat,
n o , que aun antes íe reía , y hizo
fiefta de e l l a ; y afsi, q u a n d o defv a r a t a d o , y r o t o , fe h u y ó á N i m i d i a , d o n d e fe guarneció en un
m o n t e , en que f u e c e r c a d o , y apret a d o p o r h a m b r e , y á que no pod i a paífar adelante en l a defenfa,
y t r a t a n d o de e n t r e g a r l e , embió
á p e d i r al C a p i t á n c o n t r a r i o pan,
y una efponja , y
una c y t a r a . E l
p a n , para fuftentar la v i d a , p o r que p e r e d a de h a m b r e ; la efponja , p o r q u e h a v i a y á caído en la
Cuenta de la v a n i d a d de las cofas,
y a r r e p e n t i d o de l l o r a r fu pérdid a , q u e r i a t r o c a r de eftilo , y e n jugar las l a g r i m a s , y de a l l i adelante reírle-antes que penarle, por
l o que poffeido n o affegura, y perd i d o n o daña :
la c y t a r a
pidió,
p o r q u e n o c o n t e n t o c o n fecar las
aguas que vertían fus ojos c o n la
efponja, queria t r o c a r fu l l a n t o en
c a n t o , fu pena en confítelo, y g o z o , el q u a l n o eftá
tanto en l a
abundancia de la rnavor f o r t u n a ,
q u a n t o en la fuficiencia d é l a m o d e r a d a , Y c o n m u c h a razón
to-
m ó la c y t a r a , porque fi bien l o
c o n f i d e r o , p o d i a hacer fiefta p o r
fu m i f m a defgracia , porque no le
p u d o d a r tanto t o d o fu a m p l i f s i m o R e y n o , q u a n t o le d i o fu p é r d i d a , pues le d i o tan grande defe n g a ñ o , y le a h o r r ó de Cuidados,
,
(O
Procop. lib.a.
de Bel.
Wandalorum.
.—írtiBÉ^
Tempo, •al, y Eterno,
Entrelo
203
Ag penas, y también de culpas, las
mifmo dixera el R e y
quales tienen mas ancho
de fu h i g u e r a , y e l T i ano B a y a -
campo
C r e f o def-
en las profperidades de efta v i d a ,
ceto defdc fu j a u l a , y e l R e y B o -
que en la f o r t u n a
adverfa. C o n
leslao defde fu c o c i n a , y D i o n y -
fte defengaño le t r a x e r o n p r e f o ,
fio defdc fu efcuela. Si v i v o s d i x e -
y le prefentaron al v e n c e d o r B e l i -
r a n efto á v i f t a f o l a de la i n f t a b i -
f a r i o . V e n i a el c a u t i v o R e y
tan
l i d a d de efta v i d a , q u é dirán a h o r a
r i f u e n o , y feftiyo , que n o hacia
c o n la e x p e r i e n c i a d é l a e t e r n i d a d ,
otra cofa l i n o reirfe. Pensó Belí-
d o n d e y á han e n t r a d o ?
6
Tome-
fario que h a v i a p e r d i d o el j u i c i o ,
mos e l v o t o á los P r i n c i p e s , q u e
v i e n d o reir á q u i e n juzgaba que
fe han c o n d e n a d o ,
no p o d i a d e x a r de l l o r a r ; pero
a h o r a de l a M a g e f t a d q u e g o z a r o n
qué
fienten,
nunca mas eftuvo en fu j u i c i o que
en efta v i d a ? V a n i d a d dirán q u e
entonces, pues fe r i y ó de la g r a n -
f u e , h u m o , f o m b r a , fueño. S i n
deza h u m a n a , y
p o r cofa
d u d a q u e dirán l o m i f m o los R e -
r i d i c u l a t o d a fu f e l i c i d a d , y en fu
yes que eftán en el C i e l o , á v i f t a
corazón calificaba t o d o l o que efi-
de
t i m a el m u n d o por v a n i d a d
es t o d a efta f e l i c i d a d m e n g u a d a ,
fintió
de
aquellos g o z o s eternos , que
y c o r t a , v a n i d a d , y mas que v a -
vanidades, i
C r e o , que e l m i f m o v o t o q u e
efte R e y daría de la v a n i d a d de
las cofas temporales , fi fe l o p r e -
n i d a d ; y peor q u a n d o es o c a f i o n
de
pecados.
P e r o no es menefter l l a m a r tefi-
al E m p e r a d o r A n -
tigos de la o t r a v i d a , p o r q u e es
d r o n i c o , q u a n d o defnudo , y r a i -
tan c l a r a la v a n i d a d de todas las
guntaffemos
d o el cabello á navaja , fue faca-
cofas de e f t a , que c u a l q u i e r a q u e
d o á la vergüenza p o r las calles.
íe puliere á c o n í i d e r a r la m a y o r
Q u é fe h i z o la D i a d e m a Imperial?
g r a n d e z a d e l M u n d o , echará
Q u é fe h i z o el T r o n o , y
ver,
Magef-
de
que tanto es mas v a n a , q u a n -
t a d ? Q u é fe h i c i e r o n los aparatos
t o es mas g r a n d e ; y qué m a y o r
d e o r o , y plata ? T o d o fue v a n i -
que la d e l I m p e r i o R o m a n o ? C o n -
d a d , y v a n i d a d de v a n i d a d e s . N o
fiderémos
l o q u e en él
paffaba,
c o n t r a d i x e r a nada de efto e l E m -
que apenas fe fabía la elección d e
p e r a d o r V i t e l i o , q u a n d o le t i r a -
u n E m p e r a d o r , q u a n d o y á le t e -
b a n c i e n o por las calles de R o m a ,
nían
y fue facado para ajufticiar en la
e l i g i e r o n , ó o t r o s mas p o d e r o f o s ,
P l a z a . Q u é f u e r o n las delicias R o -
y aftutos. Y aunque ellos en n i n -
manas , los efpeCtaculos d e l A n f i -
guna o t r a cofa fe dcfvelaban
teatro,
que en fuftentarfe en e l I m p e r i o ,
los juegos d e l C i r c o , e l
m u e r t o los m i f m o s que
le
mas
Señorío d e l M u n d o ? V a n i d a d de
era efto l o q u e menos a l c a n z a b a n ;
vanidades,
y en diez y n u e v e , o veinte E m -
y todo vanidad. L o
pe-
Lib.III.
204
Cap.TV. de la Diferencia
p e r a d o r e s que h u v o d e i d e el e m -
precioíjfsimas
p e r a d o r A n t o n i o el F i l o f o f o , h a f t a
a p r i l i o n a d a c o n cadena de o r o . E l
,
y
ricas
perlas
C l a u d i o el S e g u n d o , t o d o s m u r i e -
e n t r ó en u n hermoíifsiriio carro
ron v i o l e n t a m e n t e , fuera de otros
t r i u n f a l , que h a v i a fido d e l R e y
• m u c h o s T y ranos, que fe l l a m a r o n
G o d o , al q u a l t i r a b a n
E m p e r a d o r e s , que fueron tantos,
L u e g o le feguia el E x e r c i t o ven-
ciervos.
q u e f o l o en t i e m p o d e l E m p e r a d o r
c e d o r , a r m a d o s r i c a m e n t e con
G a l i e n o h u v o t r e i n t a que uíúrpa-
laureles, y
ron el n o m b r e de E m p e r a d o r , los
l l e g ó á tener m a y o r
quales fe mataban unos i
palmas en las manos:
g l o r i a que
otros;
t u v o ningún o t r o E m p e r a d o r . Pe-
d e fuerte , que q u i e n fe l l a m a b a
r o q u a n t o Je duró ? E n b r e v i f s i -
E m p e r a d o r , fe h a v i a de d a r o b l i -
m o t i e m p o fue m u e r t o á puñala-
gado
d a s , , fin p o d e r aun acordarfe de
á fenecer
defaftradamente,
m u r i e n d o m a l a m u e r t e . T a l era
ella , n o d i g o g o z a r l a . E l E m p e -
felicidad del M u n d o ,
r a d o r E l i o P e r t i n a z , p o r quantos
-que eftaba o b l i g a d a á l a m a y o r
efcalones, y peregrinos modos f u -
d e f d i c h a . E f p a n t o es, c o m o h a v i a
b i ó al I m p e r i o a l cabo de la vejez,
q u i e n (aun f o r z a d o ) quifieífe acep-
y
tar la C o r o n a ; y es tal la l o c u r a
en él q u e era E m p e r a d o r ? Fue
d e los h o m b r e s , q u e la pretendían,
h i j o de un E f c í a v o , y él fue p r i -
,1a
mayor
íe perdió antes que fe fupieífe
t e n i e n d o e x e m p l o s de fines l a m e n -
m e r o M e r c a d e r , para l o ' q u a l
tables, y felicidades deshechas de
a p r e n d i ó bien á c o n t a r , defpues
la
noche á ¡a mañana. A l g u n o s
eftudió G r a m a t i c a . y luego a p r e n -
.apenas h a v i a n t r i u n f a d o , q u a n d o
d i ó L e y e s , y por intereeísiones
•eran defpedazados.
A u r e l i a n o fue
uno de los que t u v i e r o n m a y o r e s
alcanzó
licencia
para
defender
caufas, v fue A b o g a d o algún t i e m -
t r i u n f o s que fe v i e r o n en R o m a ,
p o . Defpues de efto fe h i z o S o l -
p o r q u e l l e v ó una i n f i n i d a d de cau-
d a d o , de a i pafsó á fer C a p i t á n ,
t i v o s de todas tres partes del M u n -
de efte
do,
mente p r i v a d o , t o r n ó á fer r e f t i -
gran d i v e r f i d a d de animales,
t i g r e s , leones , onzas , elefantes,
o f i c i o fue
t u i d o á é l ; fue
ignominioía-
hecho Senador,
d r o m e d a r i o s , y otros m u y r a r o s ;
luego C o n f u í , luego A d e l a n t a d o
m e t i ó infinitas armas de los v e n -
de S i r i a : al fin , q u a n d o no efpe-
cidos,
y tres r i q u i f s i m o s c a r r o s ,
uno d e l R e y de los
Pálmennos,
o t r o de los Perfas j o t r o de
los
raba fino la m u e r t e , fe le entró e l
I m p e r i o por fu cafa, porque eftand o a g u a r d a n d o que
le mandaífe
G o d o s : i b a t r i u n f a n d o de d o s ,
m a t a r el E m p e r a d o r C ó m o d o , l e
que fe l l a m a r o n E m p e r a d o r e s , y
v i n i e r o n á hacer E m p e r a d o r los
•de la g r a n R e y n a Z e n o b i a , ade-
que fecretamente mataron á C ó -
rezada r i q u i f s i m a m e n t e de piedras
m o d o . Q u a n d o l l e g a r o n de n o c h e
a
Entre lo Temporal ,y E temo.
i fu c a f a , él les d i x o , que era k v p e l l o la muerte de menos
q u e aguardaban para d a r l e l a h o r a .
§.
m u e r t e ? M a s ellos le o f r e c i e r o n
el C e t r o , é I m p e r i o , e l q u a l a d m i t i ó , fiendo y á de fetenta a ñ o s ;
p e r o apenas calentó l a S i l l a I m p e r i a l , q u a n d o d e n t r o de tres meícs
S
Olo
II.
el tener fin la f e l i c i d a d de
efta v i d a c o n la m i f m a v i d a ,
b a i l a b a para nueftro
defengaño;
fue h e c h o p e d a z o s , q u a n d o n o íe
p e r o tienele aun antes que le t e n -
penfaba , fiendo q u e r i d o , eítima-
ga la v i d a , p o r q u e la f e l i c i d a d , n o
do,
y alabado de los R o m a n o s ,
f o l o fenece, fino fe trueca en d e f -
que cada u n o d i e r a p o r él m i l v i -
d i c h a , y á nueftros ojos v e m o s e l
das. U n o s pocos de S o l d a d o s e n -
fin de las m a y o r e s f o r t u n a s , p a r a
traron publicamente
que n i nos fiemos de la v i d a , pues
por m e d i o
2o5
de u n a
de R o m a , y á vifta de todos l l e -
puede
g a r o n á x l á r de puñaladas en
b r e n fus b i e n e s ; n i t a m p o c o nos
proprio
Palacio al
fu
Emperador,
f a l t a r n o s , aunque
fiemos
nos f o -
de e f t o s , pues también n o s
que tanto eftimaban, y fe falieron
pueden faltar , aunque nos f o b r e
l i b r e s , fin hablarles nadie palabra,
la v i d a . D e í e n g a ñ c n o s
p u d i e n d o los de fola u n a calle m a -
b i l i d a d de las cofas
t a r l o s á p e d r a d a s ; tan pocos fue-
m o s fu v a n i d a d en e l m o d o
r o n los matadores. Q u i é n n o v é
que
a q u i l a m u d a n z a de las cofas h u -
grandeza , , y
manas , fu inconftancia , y v a n i -
c o n í i d e r ó b i e n S. J u a n
d a d , áfsi en l a v i d a de efte P r i n -
t o m o en E u t r o p i o , P a t r i c i o
c i p e , c o m o en fu muerte no p e n -
Conftantinopla, Confuí, E u n u c o ,
fada ? P o r q u i n t o s rodeos
y
fubió
dexan
á
efta i n f t a y
conozcacon
un defdichado
riquezas. L o
fu
qual
Chryfofde
Camarero mayor del Empera-
á la c u m b r e d e l I m p e r i o , y q u a n
d o r A r c a d i o , d e l q u a l fue m a n d a -
fin r o d e o fue p r e c i p i t a d o de ella?
d o p r e n d e r , h a v i e n d o c a í d o de fu
Q u a n t o t a r d ó en crecer , y qué
privanza , y fortuna, lo qual p o n -
p o c o t a r d ó en fegarfe fu f o r t u n a ?
d e r a el Santo D o c t o r de efta m a -
Setenta
años de v i d a v e n t u r o f a ,
n e r a : (2)
Si en algún
p a r ó en u n a f e l i c i d a d fingida de
ra mas que nunca,
tres m e f e s , y una muerte d e f d i -
nidad
de vanidades
tiempo,
aho-
fe podía decir
, y todo
c h a d a de una h o r a . V a n i d a d de
Adonde
efta ahora
el refplandor
vanidades es t o d o , pues tanto cof-
iluftre
del Confulado
? Adonde
t ó l o que tan poco d u r ó , y la v e n -
cimientos*.
tura de fetenta años de v i d a , a t r o -
lanzas,
Adonde
los combites,
va-
vanidad.
tan
los lu-
los aplaufos,
las
y les faraos
Don-
(O
Homil. inlmrof,
cj.
?
Lib.-III. Cap.IF. de la Diferencia
zo6
Donde las coronas , y las tapicerías ?decir un hombre á otro , y oírle uno de
Adonde el ruido , y eftruendo de la otro en la comida , en la- cena , en lax
Ciudad' . Adonde Vas alteraciones , y canverfacían: Vanidad de vanidades, y
todo vanidad. Por ventura, no te decia
las grandes aclamaciones de los efpectaculos : Todas eftas cofas perecie- continuamente, quan fugitivas fon Us
ron, una fuerte tempeftad fe llevo las riquezas,y tu lo llevabas pefadamen-.
hojas , dexando el árbol defpojado, yte ? Na te decia, que tienen la condicafi arrancada la raíz , bamboleando. ción de un efclavo fugitivo, y tuno ¡m
Tantafue,la violencia del viento , que querías creer*. Ves como la experienhaviendole embeftido , y eftremecidocia te ha moflrado, que no fola fon futodos los nervios , amenaza el arran- gitivas^ defgraciadas,finohomicidasy
carle totalmente. Donde efthi ahora pues te han puefto en femejante mie-r
do ? Pero ya que efte Eunuco fe quifa
aquellos amigos enmafcarados l Donenmendar, y aprovechar de los confejos
de las borracheras, y cenas ? Donde el
exambre de truhán , y el vino que feque le daban, par lo menos vofotros, los
brindo por toda el dia, y los varios ar-qae efiais muy ufanos con las honras^
tificios de los Cocineros , y aque- y riquezas, aprended en cabeza agena
y convertir en provecho vuefiro, la defi
llos fervidores del poder, y mando acofgracia, y calamidad de efte hombre*
tumbrados a hacer , y decir todo a, gufNo hay cafa masflaca, que las cofas
to l Todas eftas cofas no fueron fino
un fueño noñurno, que defaparecía humanas, y afsi con qualquier nombre
con el día :floresfueron, que paffan- que fe fignifique fu poquedad , menos
dofe la primavera, fe marchitaron', es de lo que en Verdad fon , aunque l&
fombra fueron, y afsi fe.pajaran : hu- llames humo , heno, fueño,floresque
mo eran , y afsi fe deshicieron: cam-fe marchitan; tan frágiles fon, que
panillas eran, que fe hacen en el agua,fon mas nada , que la mifma nada.
y afsi fe rompieron-, telas de araña, Pero que no folo fean nada , fino que
y afsi fe rafgaron; par lo qual repe- efien en un defpeñadero, aqui fe hecha
de ver: Quien eftuvo mas fublime,y entimos continuamente efte dicho : Vanidad de vanidades, y todo vanidad. tronizado , que efte hombre ? Acafo, •
Efte, dicho havia de eftar efcrito en lasno era conocido en todo el Mundo , por
paredes, en los veftidos, en las plazas,fus grandes riquezas ? Por ventura,
en los edificios , en las calles , en lasno fub'ib a la cumbre de las honras munVentanas, en las puertas , y principal-danas ? Acafo, no le reverenciaba*
mente en Ja.conciencia de cada una,.todos , y temían ? Veisle ahora coma
y en todo tiempo haviamos de penfarefta mas desdichado que los prefosde
la Cárcel, mas miferable que los esen el, pues las ocupaciones engaño fas
clavos, y mas necefsitada que los mende efta vida, y enemigas de la "verdad,
han ganado para,con muchos autori-digos , que fe mueren de hambre.
dad, y crédito. Elle dicho fe havia de hay día que no fe le pongan delante*
1
7
t
radar Soldados que. le facaffen de la quan fucias, quan expueftas a perecer,
Iglefia , fe pufo mas amarillo que un y quan muertas. E f t o d i x o a q u e l
box, y ahora no tiene mejor color, quegrande E m p e r a d o r , y M o n a r c a
un difunta. Allcgafc a efto, que da- d e l M u n d o , q u a n d o eftaba el I m ba diente con diente , que fe le eftre- p e r i o R o m a n o en fu m a y o r p u j a n tnecia todo el cuerpo, la voz quebradaza , y él c o n m a y o r e x p e r i e n c i a
'con los follozos , la lengua le titubea-
de los bienes de l a T i e r r a , pues
ba ; en fuma, tal eftaba, como uno fue mas p o d e r o f o en e l l o s , q u e S a que tenia el Alma ciada de miedo , y l o m ó n ; y n o f o l o d i c e que f o n
favor. T o d o
efto es de San J u a n
Chryíbftomp.
N o es menefter ef-
v a n o s , fino v i l e s , f u c i o s , c o n t e n t i bles , y
m u e r t o s . P a r a q u e efto
'perar e l fin de la v i d a para v e r fu
entendamos
e n g a ñ o , bafta ver fus mudanzas.
es en si la fubftancia, y c o m o q u e
mejor , veamos , q u é
tienen las cofas t e m p o r a l e s , f i n o
refpecto á la b r e v e d a d de fu d u r a ción , n i á la v a r i e d a d de fus m u danzas , p o r l o q u a l f o n m u y defp r e c i a b l e s , aunque fueran p r e c i o fif-
(1)
lib.
2.
208
Lib.III.
Cap.V. íe la Diferencia
íifsirms ; p e r o en si fon tan p e q u e -
c o f a , ó c o m o d i c e San J u a n ,
ñas , tan v i l e s , tan dañofas p o r lá
fino la c o n c u p i f c e n c i a de l a c a r n e ,
m a y o r parte , y tan defurdenadas,
la
que aunque fueran e t e r n a s , debían
f o b e r v i a de v i d a , efto es lafcivía^'
fer defprec.iadas;
p o r q u e no f o l o
y regalos de d e l e y t e s ; a v a r i c i a , y
fe h a de m i r a r l o p o c o que fon
e f t i m a c i o n de r i q u e z a s , a m b i c i ó n ,
p o r fu naturaleza, fino l o m a l o que
y defeo de h o n r a s .
c o n c u p i f c e n c i a de los o j o s , y
D e eftos tres
f o n p o r nueftro a b u f o ; p o r q u e a l
m o n f t r u o s fíe c o m p o n e e l m o n f t r u o
M u n d o , que de f u y o fuera t o l e r a -
de m o n f t r u p s , que l l a m a m o s M u n -
b l e , le hemos
puerto tal , que los
d o , e l q u a l tiene también fus fíete
mifímos , que mas le aman , n o l e
cabezas, y d i e z c u e r n o s , que f o n
pueden f u f r i r , y
fobre los bienes
los fiete v i c i o s c a p i t a l e s , c o n que
naturales , h a i n v e n t a d o o t r o s a r -
fe i m p u g n a n , y trafpaíTan los d i e z
tificiales nueftro infaciable
M a n d a m i e n t o s , y la o b f e r v a n c i a
tito ,
y
de
unos,
ape-
y otros , ha
c o m p u e r t o un m o n f t r u o tan h o r -
de l a L e y de D i o s .
C o n f i d e remos también e l m o d o
r e n d o , c o m o el que nos p r o p o -
tan m y f t e r i o f o
ne San J u a n en e l A p o c a l y p f i . ( 2 )
t r i b u i d a s las partes de efta b e f t i a ,
Y afsi q u i e n q u i e r a v e r , qué fea l a
c u y o s pies fe d i c e , que e r a n d e
f e l i c i d a d m u n d a n a , b u e l v a los ojos
O í f o , y c u e r p o de P a r d o , y la ca-
á aquella h o r r i b l e beftia, que dice
beza de L e ó n , porque t o d a la a m -
f u b i a el M a r , p o r fu i n q u i e t u d , é
bición , y t r a m o y a de efte
j n c o n f t a n c i a , la q u a l beftia t e n i a
eftriva fobre el gufto , y
e l r o f t r o , y cabeza de L e ó n , e l
d e l a p e t i t o , el qual es n a t u r a l , y
c u e r p o de P a r d o
que es a n i m a l
fobre efte f u n d a m e n t o h a puerto
m a n c h a d o , y v a r i o , y los
iiueftra m a l i c i a las r i q u e z a s , y las
muy
3
c o n que eftán dif-,
figlo
deleyte
pies de O í f o . Y para que fe vea
h o n r a s , que no fon cofas naturales,
t o d a la d e f o r m i d a d de efte m o n f -
fino invenciones humanas. L a s r i -
diez
quezas fon el c u e r p o d e l M u n d o ,
cuernos. E f t a es una v i v a i m a g e n
p o r q u e f o b r e ellas fe levanta la f o -
de l o que h a y en e l M u n d o ; p o r -
b e r v i a c o m o c a b e z a . D e m á s de efto,
que afsi c o m o
efte m o n f t r u o fe
eftán en m e d i o , c o m o u n lugar c o n -
c o m p o n í a de tres fieras, d e l O í f o ,
v e n i e n t e , p o r q u e afsi los d e l e y t e s ,
t r u o , tenia fiete c a b e z a s , y
y luxuriofo; del
c o m o las h o n r a s h a n menefter e l
P a r d o , c u y a p i e l eftá. l l e n a de ojos;
d i n e r o , y para a c u d i r a u n o , y
y de! L e ó n , que es a n i m a l f o b e r -
o t r o , f o r m a e l cuerpo de efta bef-
v i f s i m o ; afsi en e l M u n d o n o h a y
tia l a a v a r i c i a . P r o p o n e f e n o s l a
que e s c a r n a ! ,
ima-
(2)
Apoc. 1 3 .
(3)
Joann. epift.i. cap.z.
209
Entre lo Tém mtl,y Eterno.
x
imagen de e ñ e M u n d o d e b a x o
de
cabeza fe d i c e que tenia , í m o r n u -
efte rnonftruo compuefto ; efto es,
chas, c o n l o q u a l es tan .rnccílruoT
en efta reprefentacion de Q u i m e -
fa. N o íe feguian los h o m b r e s e n
ra , afsi para declararnos fu c o n í i i -
el ufo de las cofas p o r eíle fin de
íion , y t o r c i m i e n t o , c o m o para
agradar, y f e r v i r á D i o s , fino de
íigniricarnos
f e r v i r á f u pafsion , y c u m p l i r fus
que no tiene ser , n i
fubftancia , fino f o l o
y vana e x p e r i e n c i a :
imaginación,
porque
Filofofos l l a m a n Q u i m e r a
los
a p e t i t o s ; y c o m o eftos fon d i v e r fos, tienen d i v e r f o s fines, y re fije-
á un
t o s , y refulta la m o n f t r u o f i d a d d e
m o n f t r o compueftos de varios a n i -
tantos r o f t r o s , y cabezas. E f t a d e -
males, el q u a l n o es, y f o l o fe i m a -
f o r m i d a d fe figue de efta m u l t i t u d
gina que e s , y p o r efto y á v u l g a r -
de fines, a l a q u a l acompaña la v a -
mente fe dá el m i f m o n o m b r e de
n i d a d que en si encierra , p o r q u e
Q u i m e r a á l o que n o tiene s e r , n i
a l paffo que figue el M u n d o efta
fundamento , ni r a z ó n , y f o l o es
v a r i e d a d de fines a d u l t e r i n o s , p o r -
fantafia , y v a n i d a d ; p o r q u e v e r -
que i o n c o n t r a la razón , y la n a -
daderamente las cofas de efte
figlo
turaleza, d e x a fu fin v e r d a d e r o , y
tan c o n f u f a s , y t u r b a d a s , n o t i e -
l e g i t i m o ; y t o d o l o que fe aparta
nen t o m o , ni s e r , fino apariencia,
•y engaño.
U n a s nos parecen g r a n -
des , fiendo m u y p e q u e ñ a s , otras
nos engañan m a s , porque nos p a recen bienes, y no fon fino males.
P a r a entender t o d o e f t o , y c o n o c e r la v a n i d a d d e l M u n d o , fe ha de
fuponer , que la m a l i c i a h u m a n a le
ha c o r r o m p i d o , y a p e l l a d o , i n v e n tando nuevos guftos , añadiéndoles c o n la imaginación l o que les
falta de r e a l i d a d , y ser, y
faeando
de fu fin las cofas, por d o n d e viene
á fer que todas
M u n d o fea
fean vanas , y el
monítruo de
muchas
c a b e z a s : porque la cabeza de las
cofas
l l a m ó Filón á fu fin ; y c ó -
m e l a s cofas d e l M u n d o h a y a n d e x a d o fu u l t i m o fin , que es ú n i c o ,
hanfe defordenado c o n
multitud
de fines de particulares v i c i o s ;
afsi aquella b e í l i a , no
frío
y
una
de fu fin fe hace i n ú t i l , y v a n o :
porque
afsi c o m o
á un hombre
d i e f t r i f s i m o en t i r a r una b a l l e f t a ,
fi le facaífen los ojos fe defvanece-r
r i a fu arte, y deftreza, y la b a l l e f ta le feria inútil , porque quedaba
fin aquello p o r adonde c o n f i g u i e r a
fu fin ; afsi también , c o m o todas
las cofas fean\criadas para que
el
h o m b r e firva á D i o s , en faltándoles efte fin quedan ellas inútiles, y
vanas. C o n efte e x e m p l o fe p u e de echar de v e r c o n c l a r i d a d , q u a n
v a n o es el M u n d o , pues no h a e n d e r e z a d o fus cofas para f e r v i r a l
C r i a d o r de t o d o ,
fino
facadolas
t o t a l m e n t e de fu u l t i m o fin , c o n
que las h a h e c h o vanas todas. L a
m u l t i t u d de o r o , plata, perlas, d i a mantes , y otras joyas
preciofas,
que fe o b i t e n t a en las basculas,
y
o r n a t o s , es p o r v e n t u r a para fér-
O
"vir
2io
Lib. III. Cap. V- de la Diferencia
v i r á D i o s ? D í g a l o S. A l o x o , fi h a i n v e n t a d o , es l a f e l i c i d a d h u acafo
las e f c o g i ó p o r m e d i o para
elfo. Pues
fino
fon p a r a f e r v i r al
m a n a en e l l a ^ i d a , pues para efto
m i f m o fon
tampoco á propofito,
Señor de t o d o , cofas vanas fon t o -
que antes ha difpuefto las cofas p a -
das. L a a b u n d a n c i a de
deleytes,
r a m a y o r mifei ia , y t o r m e n t o de
f a r a o s , juegos , e n t r e t e n i m i e n t o s ,
los h o m b r e s , y afsi fon tan vanas
y guftos , es acafo para agradar a
todas fus
D i o s ? D i g a l o S. B r u n o , fi los e l -
P a r a fuftentar la h o n r a , qué leyes,
c o g i ó para elfo , y fi n o fon a p r o -
y fueros tan defeoncertados ha i n -
invenciones , y
trazas.
p e t i t o para efte fin , vanos fon t o -
v e n t a d o , c o n grandes peligros de
d o s eftos c o n t e n t o s .
l a v i d a , y gufto de los hombres ?
L a magef-
t a d , y obftentacion de t i t u l o s , y
p o r q u e h a puefto la h o n r a tan v i -
h o n r a s , es p o r v e n t u r a para f e r v i r
d r i o f a , que c o n u n a palabra que
á
D i o s ? D i g a l o S. J o f a f a t , pues
d i g a q u i e n quifiere la q u i t e , por l o
h u y ó del R e y n o t e m p o r a l p o r fer-
q u a l es o c a f i o n que v i v a n muchos
v i r a l R e y d e l C i e l o . V a n a es t o -
deshonrados,
d a la g r a n d e z a de la T i e r r a , q u a n -
la h o n r a p e r d i d a , les ha d e c o l l a r
y fi q u i e r e n cobrar
d o n o fíe configue p o r ella la d e l
la v i d a , ó h a c i e n d a , ó la q u i e t u d .
C i e l o . L a c o f í i mas p r e c i o f a , f a l -
Q u é m a y o r l o c u r a que efta, que fe
t a n d o l a fu fin, fe envilece , y q u e -
h a y a f a b r i c a d o el b i e n mas eftima-
d a f i n eftima n i n g u n a . Pues fi las
ble que tiene e l M u n d o > e l mas
cofas d e l M u n d o v a n fuera de fu
ocafionado p a r a
fin, dignas f o n de defeítima, y m e -
m a l d i t a c o n d i c i ó n , que fea m u y
aoíprecio.
m a l e s , y de tan
fácil perderle , y m u y
dificultólo
e l c o b r a r l e ; que nos le puede q u i %.
E
II.
t a r q u a l q u i e r a , y que no le puede
reftaurar e l que le tiene ; que efte
Ste f o l o d e í c a m i n o de las c o -
e n m a n o agena
i fas mundanas , apartándolas
no eftéen mano propria reparar-
de fu l e g i t i m o fin , b a i l a para que
le ? Q u é l e y tan injufta del M u n -
fe vea fu v a n i d a d , y defeoncierto;
d o , que fi te d i c e u n infame que
pero hay
d e f i n i b l e , y que
o t r o e r r o r en ellas c o n
m i e n t e s , que hayas de quedar t i l
q u e mueftran fer mas v a n a s , p o r -
d e s h o n r a d o , aunque el o t r o m i e n -
que n o f o l o v a n defea m i nadas d e
ta e n l o que d i x o , y que efta h o n -
fu u l t i m o fin, pero aun d e l fin que
r a , c o m o la perdifte p o r una pala-
Ios v i c i o s humanos fe p r o p o n e n ,
b r a que te d i x o o t r o , no la hayas
p o r q u e aún n o tienen p r o p o r c i ó n
d e p o d e r c o b r a r tu c o n o t r a pata-
cón efte
b r a que le digas 1 Pues el b o l v e r
fíegundo
fin.
L o que e l
apetito h u m a n o ha p r e t e n d i d o en
p o r la h o n r a , y averiguar la v e r -
las riquezas, faufto , y honras que
d a d p o r f u e r z a , qué delátino m a yo»?
neceífario , fe v u e l v e e n p e f a d u m b r e , y carga ; la c i n t u r a , y z a p a t o
apretado afligen al c u e r p o , y i m p i d e para muchas a c c i o n e s ; las galas,
y cadenas de o r o , y o t r o s efeuiados
o r n a r o s , le m o l e f t a n . P o r l o q u a l
La cade;t¡(pe~
fadti alcaello,y hs chaohies o(.ift¿nados
á catdas,y j>ti¡grss,(hvínde pena, a las
d i x o S . A m b r o l l o : (4)
O a
(4)
Ambr. liLi.de
Virgin.
S3M-
2i2
Lib. III. Cap. V ". de la Diferencia
mugeres, como fi fueran delinquentes;medad de frió, o húmedo. Vivían bien
forque para lo penofio de la carga pefay la parfimonia confirmaba los cuerpos
da, no hay diferiencia ninguna en quefin enfermar , y alargaba la vida mufea de oro, o de hierro,fi con uno,y otro
chifsimos años. Pero luego que p
la cerviz, es igualmente oprimida, y el dexb la comida de la patria ,y fe 4$
impedimento en el andares lo mifmo. la gente % todo genero de regalos, enNada relieva el mayor valor,y precio deltraron en nofotros las enfermedades pepefo de oro, antesfirvede mayor congoregrinas , juntamente con los regalos
xa, por tí temor con que viven las muperegrinos. Y en e l l i b . Q. d i c e , que
geres de m perderle , o que les quiten n o h u v o en E f c o c i a pefte, n i calenfu pena, y carga. Según efto, poco im-t u r a aguda , hafta q u e ufaron dé
porta que la pena fea dada por propriac o m i d a s regaladas.
fentenáa {como en efto la dan las mu- E f t e d e f e a m i n o de las c o f a s , y
geres contra si mifinas)o por fentencíaa p a r t a m i e n t o de fu fin , p r i n c i p a l ,
de otros contra los reos , en que elíasm e n t e d e l u l t i m o de t o d o s , que es
fon de peor, y mas miferable condición,D i o s , caufa t a l diftancia á la razón,
pues aqueftos defean fer aliviados deq u e para ella es u n rnonftruo. Y
las cargas de fus j>rifiones, y ellas porafsi c o n m u c h a razón nos p i n t o S.
ti contrario eftarfiemprefujetas, y li- J u a n el M u n d o en figura de efte
t
gadas a la fuya. E f t o es de S. A m -
rnonftruo,
c o m p u e f t o d e tres vtfi-
b r o l l o . T a m b i é n l a c o m i d a , que
t i a s , y fin cabeza h u m a n a , y c o n
para fuftentarla v i d a , multiplican-
fiete
d o regalos , y gui jados varios para
g r a n d e m o n f t r u o f i d a d un h o m b r e
a l i m e n t a r el gufto, h a v u e l t o la m a -
que n o tenia cabeza de h o m b r e ,
de bruto :
p o r q u e fi fuera
l i c i a h u m a n a c o n t r a la m i f m a v i d a ,
fino fiete de a n i m a l e s , y c o n folo
y c o n t r a e l m i f m o gufto , p o r las
v e r l o nos efpantaria fu d e f o r m i -
enfermedades nuevas , y
dolores
d a d : n o es m e n o r la d e l M u n d o á
a g u d o s , que la v a r i e d a d d e g u i f a -
q u i e n le falta fu natural fin, que es
d o s , y los regalos h a n i n t r o d u c i -
D i o s , á q u i e n d e b i a tener por fin
do , como
afirman los M é d i c o s .
único , c o n f o r m e á toda razón, y
M a r c e l o D o n a t o d á efta caufa de
tiene m u c h o s fines a d u l t e r i n o s , y
las enfermedades nuevas , que
fallos, c o n t r a la m i f m a razón. Fál-
han vifto
en el M u n d o .
B o e c i o en el l i b . 2. d é l a
fe
Hedor
tale a l M u n d o la cabeza de h o m -
Hiftoria
b r e , porque n o fe ajuftá a l fin de l a
d e los Efcocefes d i c e : No conocie- razón ; y fobraiile cabezas de bef-
ron mefims antepajfados tantos génerostias, p o r q u e fe guia p o r la pafsion,
de enfermedades como fe ven en nuefiy apetito , y iguales fines c o n las
ne edad ; porque antiguamente ape- beftias. Pues fi m i r a m o s c o n t a n
nas caía alguno malo, fino de piedra, o grande v a n i d a d de las cofas , Ja
de abundancia de fiema, ó otra enfer- m u l t i t u d d e v i c i o s c o n que los h o m -
da día, á quién puede íer tolerable
porque tener c u i d a d o , p o r q u e c o -
eítabeftia i r r i t a d a c o n tantos a g u i -
me ría l o m e j o r que fe hallaífe e n
jones , c o m o fon nueftros v i c i o s ?
t o d a la C i u d a d . Fuefe lueijo el f e r -
Q u é injufticias n o íe c o m e t e n ?
v o r o f o V o l c o n á la c o c i n a , c o n
Q u é adulaciones no fe d i c e n ? Q u é
o t r a m u c h a gente que le a c o m p a -
engaños n o í é fabrican ? Q u é v e n -
ñaba , m a n d ó a l c o c i n e r o que le
ganzas n o fe executan ? Q u é p e -
fuefe m o f t r a n d o u n o p o r u n o los
ligros no íuceden ? L a a v a r i c i a l o
platos. C o f a m a r a v i l l o f a ! que c o -
inauieta t o d o ,
l a l u x u r i a lo c o r -
m o le i b a n m o f t r a n d o los platos regalados , y p r e c i o f o s , de capones,
r o m p e , la ambición l o a t r o p e l l a .
D e l o d i c h o fe figue fer tan d a -
y pavos , íé iban t o r n a n d o en í a -
ñofas, y perjudiciales todas las c o -
bandijas, y íerpientes; de que que-
fas d e l M u n d o ; l o q u a l (ignificó
d ó a d m i r a d o el r i c o , y eníeñado,
San J u a n en los tres animales'mas
que e l darfe á guftos, n o es mas íe-
fieros de t o d o s , de que nos repre-
g u r o , que el r e c i b i r d a ñ o s , y c o -
fentó c o m p u e f t o al M u n d o , que
m e r animales p o n z o ñ ó l o s , y
.fon T i g r e , ó P a r d o , L e ó n , y O í f o ;
marte c o n u n L e ó n , ó T i g r e ,
p o r q u e c o m o ellas eftén d e f o r d e -
Sierpe : y l o c i e r t o e s , que n o h a n
toó
n a d i s , y n o f o t r o s las ufemos des-
m a t a d o á tantos L e o n e s , y las fie-
ordenadamente
ras mas
, f o n dañofas á
c u e r p o , y alma , y fi viéramos l o
rabiofas ,
quantos
han
m u e r t o p o r fus guftos, y regalos.
que eftá en ellas debaxo de la apar i e n c i a d e l gufto que fingen, y r e -
C A P I T U L O
VI.
presentan, nos quedaríamos efpantados, y v i é r a m o s , ó L e o n e s ,
ó
De
la pequenez, de las cofas
T i g r e s , que nos q u i e r e n defpeda-
temporales.
Z a r , ó Serpientes que nos p r e t e n den empozoñar,
y nos fucediera
femejante cafo a l que h i z o el ñ e r v o de D i o s V o l c o n . (5) E r a efte
S a n t o Sacerdote m u y zelofo, y defeo ganar para D i o s á un h o m b r e
m u y r i c o , b u f e o para efto ocafion
d e comer c o n é l , y entrándote por
f u cafa el V a r ó n de D i o s , le d i c e :
E a f e ñ o r , q u é hemos de comer?
§.
D
I.
E x a n d o aparte que las cofas
de efte M u n d o fon tan v a -
nas, confiderémos mas en p a r t i c u lar fu c a n t i d a d , y v e r e m o s , que
aun c o n eftenderle m u c h o l a v a n i d a d que las h i n c h a , quedan m u y m e n g u a d a s , y c o r t a s , y mas fi las
O
(J)
Zovius tom. iye
X
otbone San Blafio.
3
com-
2 H
Lib. III. Cap. VI. de la Diferencia
tan malos , que havias de tener
c o m p a r a m o s c o n las eternas. D a n -
p o r ?frenra , que te alabaffen tales
d o , pues, principio por aquel bien
t e m p o r a l , que tiene m a y o r b u l t o ,
y e x t e n f i o n , que es la h o n r a , n o m b r e , y f a m a , v e r e m o s q u a n eftrec h o es.
D e f e a n los h o m b r e s que
f u fama refuene en el M u n d o ,
y
que fepan fu n o m b r e t o d o s ; p e r o
qué teniamos c o n que efto l o a l c a n z a r e n , pues todos los R e y n o s
bocas, d e los que aun á si mifmos
fe m a l d i c e n . Pues p o r q u é te matas
p o r cofa tan c o r t a , tan v i l , y tan
v a n a ? T o d a s eftas razones fon tan
ciertas, para que fe c o n o z c a la v a n i d a d de las honras h u m a n a s , que
aun
taba puefto en el m a y o r grado de
de la T i e r r a n o fon mas que u n
e í t i m a c i o n , y d i g n i d a d en el M u n -
p u n t o , r e f p e c t o d e l C i e l o ? Y quién
d o , pues fue Señor de é l , el E m -
h a y que pueda fer c o n o c i d o de t o dos Jos que v i v e n ?
Millones
h o m b r e s h a y en el M u n d o ,
A l e m a n i a , n i R e y de Efpafia.
perador M a r c o A n t o n i o ,
de
que
n o faben , que h a y E m p e r a d o r de
dice: (i)
ran con el olvido todas las cofas : Mira
el caos de la eternidad de una , y otra
t i e n e que matarle nadie p o r efta
P a t r i a , p o r v e n t u r a , n o ferá c o n o -
parte. Quan vano je a el finido de la
fama, quanta la inconftancia, e incer-
c i d o . Y aunque fe haga el h o m b r e
mas f a m o f o d e l M u n d o , t o d a fu
f a m a queda enterrada en efte M u n d o , e l q u a l es tan pequeño , que
defde el C i e l o d e l S o l apenas fe
divifará. P o r tantos m i l años
ef-
tuvifte fin fer c o n o c i d o , y defpues
eftarás fin que fe acuerden de t i
los que defpues nacieren , y a u n que quede en los h o m b r e s t u m e m o r i a , a l fin fe h a n de acabar los
m i f m o s h o m b r e s , y c o n ellos fu
m e m o r i a , y la t u y a , y eftarás una
e t e r n i d a d fin que feas c e l e b r a d o ,
c o m o l o eftuvifte antes que
na-
c i e í f e s ; y ahora que v i v e s , n o te
«onocen fino m u y p o c o s , y los mas
fi)
Man. Antón, lib. i . p.
el qual
Per ventura te felicita la
gloria ? Mira quan velozmentefeebor-
No
h o n r a vana , que aun d e n t r o de fu
los G e n t i l e s l o c o n o c i e r o n .
O y e á f o l o u n o , que es el que ef-
zoo.
tidumbre de las opiniones, y pareceres
humanos , y en quan eftrecho lugar fe
encierren todas eftas cofas; porque la.
tierra es un punto , y de ella quan pequcnito rincón fea el que fe habita, y
en ella que cofas hay, y quales fon las
que te han de alabar. P o c o defpues
añade : El que defea honra, y fama
defpues de la muerte , no pienfa , que
aquel que fe ha de acordar de U, también morirá' luego. T de la mifma manera al que a. efte fucediere, hafta que
fe venga a borrar toda memoria , que
fe proponga por hombres mortales. Pero finge que han de fer inmortales los
que han de tener memoria de ti.
Que
te importara', ni tocara' todo efto defpues
pues de muerto ? Mas no digo de/pues que n o h a v i a h o m b r e e n e l m u n d o
de difunto, aun quando vivo , que te d e quien n o fueíTe c o n o c i d o . L o
aprovechara'el fer alabado? Todo lo
m i f m o penfaban fus R e y n o s , y afsi
que es hermofo , lo es en si mifmo , y le llamaban , el Señor de los Reyes, y
dentro de si fe perficiona,y no es parte fupremo Emperador. L o s títulos d e ,
de fu hermofura que fea alabado. Por ¿que é i fe preciaba, y p o n i a en fus
effo aquello que es celebrado, no es por ediétos , eran e f t o s : El Efpofo de
efta caufa , ni peor, ni mejor. E f t o s Ixjtuem fortuna : El Rey de grandes
antídotos trae efte P r i n c i p e P a g a -
Provincias, Rey de grandtfsimos Reyes,
no , para c o n t r a l a ponzoña de l a y Dios de los Reyes: El Señor de toda
ambición, y nos defengañan de fu la Cavalleria , Maeftro de los que no
v a n i d a d . Pues los Chríftianos, p o r faben hablar, Emperador de tres Empequé hemos d e eftimar o t r a h o n r a
radares, Vencedor de todo lo que ve,
mas que la de D i o s ?
Confervador de todo lo que venció, For-
Q u é diré d e l a v a n i d a d d e los
títulos que h a n t o m a d o m u c h o s
midahle \ las ocho plagas del mundo,
Señor de las Provincias que cogió,
para darfe á c o n o c e r c o n t r a t o d a
Deftruidor de los Exercitos Mahome-
razon , y jufticia? V e a m o s c o m o
torios , Defpojador de las riquezas de
lo han confeguido los de E u r o p a ,
p o r aquellos que l o h a n p r o c u r a d o e n A í i a ; p o r q u e íi los mas celebrados en A í i a n o llegan á n o t i cia de los que eftán en E u r o p a ,
t a m p o c o llegará e l n o m b r e de l o s
mas afamados en E u r o p a á los que
Zeylan : El que vence a los Varones,
por portifimos que fean: El que quita
la cabeza al invino Viravalano : El
Señor de Oriente, Auftro, Aquilón, Occidente, y del Mar: El Cazador de
Elefantes : El que con el valor militar
vive, y fe gloria. Eftos elogies de hon-
eftán en A í i a . E l n o m b r e d e Eche-
ras goza el Excelentifsimo en las fuer-
bar ( i ) penfaron fus fubditos que zas bélicas Vencatapadino Ragiu, que
h a v i a de íer eterno , y que en f u reyna, ygovierna efte Mundo. Q u á u v i d a t o d o e l M u n d o no f o l o le c o -
tos me d i x e r a n , hafta que
n o c i a , fino l e temblaba. P e r o p r e -
c l a r o a q u i , que efte f u e R e y d e
lo de-
guntáran entonces e n E u r o p a q u i e n
N a r f i n g a ? Pues c o m o eftos p o d e -
e r a , y n o le c o n o c i e r a n . P r e g u n t e n
rofifsimos, y esforzados P r i n c i p e s
a h o r a á los mas e r u d i t o s , y fabrán
n o fon c o n o c i d o s en E u r o p a , t a m -
p o c o s , fino es porque l o e f e r i v o
p o c o l o ferán en A l i a , y
aqui,
que r e y n o en e l M o g o r .
Carlos V . y el G r a n Capitán , c o n
Q u a n pocos havrá n o i d o n o m b r a r
o t r o s excelentes V a r o n e s en armas,
á Vencatapadino Ragiu? E l p e n f a b a ,
y letras que h a n florecido e n eftas
O
Cz)
Larric. in Tbefaur.
Indic.
Africa
4
par-
z\ 6
Lib. III. Cap.JV. cíela Diferencia
partes d e O c c i d e n t e .
Pues fi reparamos en la v e r d a d
v e r que en efto les llevará ventaja
u n O í f o , un T o r o , una A c é m i l a .
de los t i t u l o s que fe t o m a n , v e r e -
O t r o s c o n andar b i e n v e f t i d o s , a n -
m o s fer t o d o v a n i d a d .
d a n m u y ufanos , fiendo a f s i , q u e
Quantas
veces fe han l l a m a d o E x c e l e n t i f s i -
antes h a v i a n de tener vergüenza
m o s , y A l t e z a s , los que eran de • de fer mas eftimados p o r la o b r a
u n á n i m o v i l i f s i m o , y eftában en mecánica q u e h i z o u n Saftre , q u e
p e c a d o m o r t a l , que es la m a y o r
p o r fus obras v i r t u o f a s . O t r o s fe
baxeza d e l m u n d o ? Y Serenifsimos
h o n r a n de las mifmas deshonras,
los que $ftán t u r b a d o s c o n m i l paf-
y vilezas , efto e s , d e fus m i f m o s
fiones,
y
tienen ofufeado el e n -
v i c i o s , preciándole de fus h o m i c i -
t e n d i m i e n t o , y eftragada la v o -
d i o s , y deshoneftidades. O t r o s fe
l u n t a d . O t r o s fe a p r o p r i a n t í t u -
precian de la n o b l e z a de f u fangre,
l o s m u y m a g n i f i c o s , n o c o n mas
fin atender ala v i r t u d , y afsi v i e -
v e r d a d que N e r ó n fie p u d o l l a m a r
nen á hacer v i c i o , l o que h a v i a n
clementifsimo.
de tener o b l i g a c i ó n de v i r t u d ; y
Ha
llegado
efta
v a n i d a d á tal e f t r e m o , que ufurpan
l o q u e l e s h a v i a de fer h o n r a , c o n -
los
v i e r t e n en i n f a m i a ,
h o m b r e s los t i t u l o s que
íblo
c o n v e n í a n á D i o s , y fobre efto fe
preciandofe
mas de fer nobles,que de fer C h r i f -
h a n l e v a n t a d o grandes g u e r r a s , y
tianos. N o es mas u n o de l o que
muerto
es en los ojos d e D i o s , y la e f t i m a -
innumerables
hombres.
P o r l o q u a l d i x o San J u a n , (3) que
c i o n que D i o s tiene de u n o , no es
aquella
p o r fu linage ,
beftia que fubia d e l M a r
fino' por
:
fer Chrifí-
t e n i a fobre la cabeza n o m b r e s de
tianos ; n o
blasfemia. Y defpues d i c e , (4) q u e
u n P a l a c i o , fino por haver t o r n a -
eftaba la beftia c o l o r a d a , llena de
d o á nacer en las Aguas d e l B a u -
p o r h a v e r nacido"'en
n o m b r e s de blasfemia , por la f a n -
t i f m o . Q u é v a de nacer de n o b l e
gre
linage á nacer d e l coftado de C h r i f -
que fe ha d e r r a m a d o en
el
M u n d o . P o r eftos títulos tan v a -
to? A q u e l l a penitente v i r g e n D o n a
nos , y algunos tan c o n t r a r i o s á
Sancha C a r r i l l o , ( 6 ) todas las veces
D i o s , c o m o l o fue l l a m a r l e R o m a
que afsiftia al B a u t i f m o de algún
eterna , (5) fiendo efto c i e r t o ge-
niño , veía á J e f u - C h r i f t o en la
n e r o de blasfemia. L a s cofas en
C r u z a b i e r t o el coftado , y que de
que fe ha puefto la h o n r a , f o n
fu mifmo c o r a z ó n (alia el niño que
p a r a reír , unos fe h o n r a n de tener
bautizaban ; dándola
grandes f u e r z a s , n o e c h a n d o de
en efto e l n u e v o n a c i m i e n t o d e l a
(3)
, .(6)
Apoi.il.
(4)
Apoc. 17.
Rea. m ejus vita, B,z, cap. 1.
(j)
•
Maree, lib. i¿.
á entender
cap.
14.
tima D i o s á los h o m b r e s , no p o r
h o n r a s , que en ellas han p e r e c i d o
el n a c i m i e n t o de la fangre pecado-
m u c h a s a l m a s . Si D a v i d c H i b m a l -
ra. E f t e n a c i m i e n t o es de d e s h o n -
d i c i o n e s á los m o n t e s de G c l b o é ,
ra, aquel de h o n r a : efte de peca-
p o r q u e en ellos m u r i e r o n S a ú l ,
do, aquel de f a n t i d a d : efte de car-
Jonatás
, fobraba
la
razón
y
para
ne que mata, aquel de e f p i r i t u que
m a l d e c i r los montes altos de
vivifica : p o r efte fomos hijos de
honras , d o n d e fe h a v i f t o p e r d e r -
las
h o m b r e s , p o r aquel de D i o s . P o r
fe m u c h i f s i m o s .
n a c i m i e n t o de l a carne , aunque
fean los hijos herederos de la h a cienda , fon m u c h o mas herederos
§.
II.
Y;;,nfcroííta iilii
¡>cma Í K Í ! ' O n f i d e r é m o s qué fon las r i -
tifmo fomos herederos del C i e l o ;
C
de prefente r e c i b i m o s la gracia , y
n o , en l l a m a r l a s p r e c i o f o e f t i e r c o l .
de fus m i f e r i a s , y nacemos
peca-
dores. P o r el n a c i m i e n t o d e l B a u -
en lo p o r v e n i r la g l o r i a . Q u é y e r r o es preciarfe u n o d e l n a c i m i e n t o
h u m a n o para fer p e c a d o r , m a s que
del n a c i m i e n t o D i v i n o
para
fer
j u l i o ! Q u a n necio fuera , el que
í i e n d o h i j o de u n R e y , y de una
v i l e f c l a v a , fe preciaífe mas de fer
h i j o de l a , efclava , que d e l R e y ?
M a s necio es quien fe precia mas
de la n o b l e z a de fu fangre , f i e n d o
C a v a l l e r o , que de la nobleza d e l
-efpiritu, fiendo C h r i f t i a n o . F i n a l mente, todas las honras de la t i e r ra fon tales, que d i x o M a t h a t i a s á
fus h i j o s , que era la g l o r i a eftierc o l , y gufanos.
San A n f e l m o c o m -
para á los que bufean las h o n r a s ,
á los ñiños que bufean m a r i p o f a s ;
y I f a i a s , á las arañas, que fe defentrañan en u r d i r unas t e l a s , que
u n a mofea fe las r o m p e . T r a s efta
q u e z a s , á las quales h i z o m u -
cha h o n r a San G r e g o r i o N a c i a n e e -
E l o r o , y plata, d i x o A n t o n i o F i l o f o f o , (7) que eran e x c r e m e n t o s ,
hezes de l a t i e r r a ; los
y
preciólos
marmoles, c a l l o s ; y generalmente
de la m a t e r i a de todas eftas cofas
d i c e , que n o es fino c o m o una p o d r e . P l o t i n o d i x o , que n o era mas
e l o r o , que agua v i c i o f a . O t r o s d i x e r o n , que era t i e r r a a m a r i l l a . L a s
piedras
preciofas,
q u é fon ,
fino
unas c h i n i t a s c o l o r a d a s , ó v e r d e s ,
ó refiplandecienr.es ? L a s fedas,qué
fon
fino
babas de
gufanos?
Las
o l a n d a s , y otros l i e n z o s preciólos,
h i l a c h a s de unas plantas. O t r a s telas de eftima , pelos fon de a n i m a les , que fi u n o t o p á r a m o s en la c o m i d a , nos caufara afeo, y m u c h o s
en el v e l l i d o fuelen envanecer.
El
agalia, qué es, fino u n f u d o r , b e x c r e m e n t o de u n gato j u n t o al l u gar
(7)
ln vita fuá, lib. 6.
(8)
(to)
Luciano , m icaromenip,
Hom. 1 4 . de Avaricia.
(9)
Chryfoft. homiUi^'m
Matth.
fu R e y n o , qué puede valer t o d o
L o s guftos m i f m o s , quán c o r t a
¿]? Y A m a n , que tenia grandes
esfera tienen? P o r q u e fuera de íer
riquezas, confefsó p o r fu b o c a , q u e
los q u e mas prefto f e n e c e n , e í H n
n o las tenia en nada , c o n f o l o que
m e z c l a d o s c o n agenjos d e muchas
n o le hacia reverencia M a r d o q u e o .
penas que les acompañan, les ante-
L o s regalos qué f o n fino cofas
víles , y
fucifsimas ? P o r c i e r t o ,
c e d e n , y les l i g u e n . U n d e s h o n e f t o , qué p e l i g r o s , y pefarés fíuele
que fi fe coníidera l o que es u n c a -
paífar, hafta confeguir fu defeo ; y
p o n , ó g a l l i n a , que es el paito mas
en la m i f m a ppífefsion de él, q u á n -
o r d i n a r i o de los r i c o s , y r e g a l a -
tos fobrefaltos le punzan el c o r a -
dos , que fe h a v i a de hacer m i l af-
z o n ? Y defpues quánta pena tiene
eos d e e l l o s ; p o r q u e fi c o c i é n d o l e
de l o que t a n t o defeó , y
la
o l l a echaran d e n t r o
quantas
gufanos,
enfermedades b i e n l a r g a s , d o l o r e s
l o m b r i c e s , y eftiercol de la c a v a -
m u y pelados refultan , p o r l o que
l l e r i z a , n a d i e c o m i e r a de ella ; pues
d u r ó u n m o m e n t o ? C o t é j e n l e las
la g a l l i n a qué es fino u n vafo l l e n o
penalidades , y dolores de la v i d a ,
de e f t i e r c o l , gufanos , l o m b r i c e s ,
c o n los guftos de e l l a s , y fe h a l l a -
y otras cofas afquerofifsimas que
rá , que afsi en l a m u l t i t u d , c o m o
c o m e , c o m o fon flemones , efere-
e n fu grandeza , exceden fin c o m -
mentos de las narices, y otras mas
p a r a c i o n los d o l o r e s , y
afquerofas d e l cuerpo h u m a n o ? Y
los guftos , p o r q u e los g é n e r o s d e
fi f o l o e l fonarfe e l c o c i n e r o , ó ef-
gufto que puede tener e l tacto , en
c u p i r u n flemón en el g u i f a d o , q u i -
d o s , ó tres fe e n c i e r r a n ; p e r o las
tara las ganas de c o m e r ; c ó m o n o
penas n o tienen c u e n t a , p o r q u e
caufa afeo regalarle c o n l o que t i e -
f o n m u c h o s los géneros d e d o l o -
penas á
ne entrañado en si cofas tan afque-
res que le p u e d e n a f l i g i r , d o l o r d e
r o f a s ? O t r a s carnes h a y , q u e íe
c e á t i c a , m a l de p i e d r a , d e g o t a , d e
f o r m a n de cofas igualmente fucias,
m u e l a s , de c a b e z a , y otros i n n u -
d e c i e n o , y l o d o , y fon el a l i m e n -
merables dolores q u e h a y , y v i o -
l o de la gula. Q u i e n c o m i e d e de
léñelas que fuceden , c o n tantos
u n p e m i l , fi coofideraffe de q u a n -
géneros de t o r m e n t o s c o m o h a n
tas fuciedades
fe ha a l i m e n t a d o
i n v e n t a d o los t y r a n o s , los quales
aquella carne , y en quántos alba-
fon intenfifsimos, y horribles, no
ü a l e s fe h a r e b o l c a d o , pudiera íer
teniendo comparación el m a y o r
q u e le difminuyeíle la gana de c o -
deleyte del fentido , c o n la g r a n -
m e r . Pues una l a m p r e a , que tanto
deza de d o l o r de defeoyuntarfe u n
fe apetece , de q u a n t o c i e n o fe h a
m i e m b r o , ó padecer u n d o l o r
fuftentado ? N o h a y cofa mas l i m p i a que e l pan , y agua , y las y e r j a s , l a c o m i d a de los penitentes.
fuerte
d e ceática ,
piedra,,
ó
Lib. III. Cap. VI. de la Diferencia
izo
- e l l a en t i e m p o d e l m i í m o E m p e §.
B
III.
fiador , f i l i a n las C i u d a d e s enteras
á v e r l e , admirándote de él , c o r r o
i e n fe echa de v e r l a m e n g u a ,
y c o r t e d a d de los guftos de
efta v i d a ,
p o r l o que
de un C e n t a u r o , ó rnonftruo. p,
e s
a h o r a , qué cofa mas o r d i n a r i a ?
procura
A g r a d ó tanto efta i n v e n c i ó n , por
nueftro apetito e n f a n c h a r l o s , i n -
parecer defcanfada, que d e n t r o de
v e n t a n d o nuevos
pocos años ufaron coches
entretenimien-
gente
t o s , para que tupia c o n la m u l t i -
m u y o r d i n a r i a , t a n t o , que fue me-
t u d la mengua de fu p e q u e ñ é z . P o r
nefter p r o h i b i r l o s . Y efto es t a n -
e í í b , n o fe c o n t e n t a n d o c o n los
to d e
mayor maravilla ,
quanto
guftos, y regalos n a t u r a l e s , ha i n -
eftaban p o c o antes m u y lexos de
v e n t a d o tantos a r t i f i c i a l e s , b u f c a n -
ufarlos los m a y o r e s Señores. £ i -
d o nuevos paltos de los f e n t i d o s ,
crivefe d e l D u q u e de M e d i n a - S y -
y peregrinos ingenios de c o m o d i -
d o n i a , c u y a g r a n d e z a , y riquezas
dades. B i e n fe echa de v e r q u a n
fon de las m a y o r e s de eftos
canfada es la v i d a , pues fe bufcan
nos, que q u a n d o q u e r i a i r en c o m -
p a r a ella tantos d c f c a n f o s , y a l i -
pañía de la D u q u e f a á
v i o s . Q u é genero de vertidos d e -
nueftra Señora de R e g l a , que es
licados , y
telas
Rey-
vifitar á
regaladas n o íe
u n gran S a n t u a r i o de Andalucía,
han t e x i d o ? Q u é fuertes de camas,
i b a en un c a r r o , que tiraban bue-
y lechos defcanfados n o fe han f a -
yes , l o q u a l feria p o r el año de
b r i c a d o ? Q u é maneras de
filias,
1 5 4 0 . Pues l u e g o d e n t r o de feis,
l i t e r a s , y coches n o fe han u f a d o ,
ó fiete años, v i n o él coche que h e -
c o n cortas g r a n d e s , y guftos des-
mos d i c h o á Eípaña, y luego d e a -
m e d i d o s , y c o n tanto o r g u l l o , y
t r o de nueve , ó d i e z a ñ o s , h u v o
prieífa, q u a n d o n o fe fabe de algu-
tanta m u l t i t u d de ellos , que p o r
n a invención de e f t a s , que fe tiene
L e y pública fe v e d a r o n el año de
p o r d e f d i c h a d o el poftrero que la
1 5 7 7 . todos los coches d e d o s c a -
ufa, aun no fiendo fu ufo neceífa-
v a l l o s , p o r fer tanta la gente o r d i -
r i o ? E f c r i v e el O b i f p o de P a m -
naria que los u f a b a , c o n gran p e r -
plona, ( n )
j u i c i o de la h a c i e n d a , de la cavá-
Hiftoriador
copiofo
de C a r l o s V . que p o r los años de
lleria ,
1546. aun n o fe ufaban coches en
tanta prieífa bufeaba nueftro
Eípaña , y h a v i e n d o v e n i d o u n o á
t i t o fu c o m o d i d a d , bufeando c o n
y de la h o n e f t i d a d . C o n
apear-
( 1 1 ) Fr. Prudencio de'Sandoval, en Hiftoria de Curios V. fart,
lib. 7 8 . §. 3 6 . son Luis Brocbero, en el Difcurfo Problemat. de los
COCIHS.
un l a z o , en que los p o n i a
p o m p o f o s . S i e n d o una vez
fuí , y
faiiendo en
mas
Con-
público
con
g r a n cofta, y c u i d a d o v e r t i d o , f o lo
p o r q u e fu c o m p a ñ e r o
en un
g r a n c o n c u r f o , y aprieto de gente
le d c í v a r a t ó
la toga un poco ,
y
no p u d i e n d o mas , j u z g ó p o r d e l i - ,
to c a p i t a l el haverfe c o n el e n c u e n t r o m u d a d o algún pliegue de e l l a ,
y le acusó p u b l i c a m e n t e , y p r o pufo c o n t r a él l a q u e r e l l a , ó a c c i ó n , que l l a m a b a n de i n j u r i a , co-r
m o fi le h u v i c r a n t o r c i d o , ó queb r a d o u n b r a z o . Q u é diré de los
ornatos tan coftofos, y tan n e c i o s ,
que parece que aun el m i f m o M u n d o los c o n d e n a , pues h a r t o y á de
g u a r n i c i o n e s de o r o , dá en t r a e r las de paja , c o m o q u i e n h a c a í d o
en la cuenta , que para el ufo d e l
v e r t i d o , l o m i f i n o es
guarnecerle
de paja , que de plata , y o r o ? Y .
afsi fe ufan ahora p u n t a s , y
paífa-¡
manos de paja , que fuplan los d e
oro.
Pues las i n v e n c i o n e s d e v e f t i d u ras varias , quién las podrá c o n t a r
fino
es el que contare las que íe
han
bufeado
para
aumentar
los
guftos de los d e m á s fentidos \ L a s
mezclas de g u i f a d o s , para e l guft o , las confecciones de fuaves pafítas, y
perfumes para e l o l f a t o ?,
L a s moleftias de m u f i c a s , y v a r i o s
inf-
00
Suetonio , can. 4 ? .
r
t
,\ Cica.
Orat. pro- Milon. Quid H?
amenidades , p i n t u r a s , y efpecta-
el E m p e r a d o r T e o d o f i o , aunque
cuios para la v i f t a , c u y o entrete-
eftaba e n la m a y o r g r a n d e z a d e l
n i m i e n t o fe h a n r o c u r a d o aún c o n
M u n d o , p o r q u e c o n t o d a fu magef-
d e r r a m a m i e n t o de fangre h u m a n a
t a d n o le era i n t e r i o r , n i en el h u -
e n ios gladiatores de R o m a , y
m i l l a r l e , n i en e l vencerfe a sí mif-
toros de Efpaña ? T o d a efta m á -
m o . C o n efta
q u i n a de guftos, que h a i n v e n t a d o
de D i o s , fe fue l u e g o á hablar a l
e l a p e t i t o , es c l a r a ferial de fu m e n -
Emperador ; y
g u a , pues tanta m u l t i t u d no le l l e -
ño tenia fama de f a n t i d a d , y e l re-
refpuefta, m o v i d o
como el E r m i t a -
n a , n i igualan tantos c o n t e n t o s r a -
l i g i o i b E m p e r a d o r era tan h u m a -
tiíiciales á los d o l o r e s naturales.
n o , y a m i g o de los fiervos de D ' o s ,
P o r cofa tan poca , fe pierde l o
y Monjes , hallo modo
c o n que
q u e es tan grande c o m o l o e t e r n o .
h a b l a r l e , y faber de él fus fantos
R a i g a m o s la L e y de D i o s , y fo-
e x e r c i c í o s . A l p r i n c i p i o n o le de-
m o s defagradecidos á nueftro R e -
c l a r ó el E m p e r a d o r mas que v i r -
d e m p t o r , el qual nos premiará c o n
tudes c o m u n e s , q u e daba grandes
grandes favores d e l C i c l o , el def-
l i m o í n a s , q u e traía c i l i c i o , que
p r e c i o d e eftos tan c o r t o s , y m e n -
a y u n a b a á m e n u d o , que guardaba
guados guftos de la T i e r r a , para
c o n t i n e n c i a c o n fu m u g e r , y p r o -
que fi n o los quifieremos
curaba hacer j u f t i c i a .
defpre-
c i a r p o r l o que i o n ellos en s i , l o
le a l E r m i t a ñ o
Pareciéron-
eftas v i r t u d e s , y
h a g a m o s p o r l o q u e él nos dá p o r -
m a s e n una períbna R e a l ; mas j u z -
q u e los d e f p r e c i e m o s , m o r t i f i c a n -
g ó . que t o d o efto h a v i a él h e c h o
d o nueftros f e n t i d o s , c u y a m o r t i -
c o n m a y o r perfección , p o r q u e l o
ficación
h a v i a t o d o r e n u n c i a d o por C h r i f -
nos es tan p r o v e c h o f a , y á
D i o s tan agradable , c o m o fe v e r á
to
p o r efta h i f t o r i a , que refiere G l y -
d a poífeia , l o q u a l es mas que dar
y d e x a d o t o d a quailta h a c i e n -
cas. ( i 5) H a v i a gaftado en e l Y e r -
l i m o f h a : á m u g e r no h a v i a c o n o -
m o un Anacoreta efpacio d e q u a -
c i d o en fu v i d a , l o qual es mas,
r e n t a años, v a c a n d o f o l o á s i , y á
que h a v e r
l a falvacion de fu A l m a , c o n gran
caftidad : á n i n g u n o h a v i a hecho
guardado
por tiempo
obfervancia de fu profefsion. V í -
i n j u r i a , n i injufticia , l o q u a l j u z -
n o l e defeo de faber, quién tendría
gaba p o r mejor , que hacer g u a r -
en la T i e r r a igual grado de m e r e c i -
d a r l a : fas c i l i c i o s , y ayunos h a -
mientos , y afsi pidió á D i o s fe l o
v i a n fido c o n t i n u o s , y fin regalo
manifeftaíTe. H i z o l o afsi e l Señor,
a l g u n o , l o q u a l era mas que abftener-
( i j)
Gljc. & ex ei Ud. in Aula panel,
cap.iz.
Entre lo Temporal, y Eterm.
223
nerfe algunos dias de carne. C o n
ros á aquel P r i n c i p e . T a n
f t o inftó mas al E m p e r a d o r , fu-
fos f o n los g ü i t o s de la T i e r r a , def-
plicandole no le encubrieíTe nada,
pues de fer tan c o r t o s , que aun l o s
c
perver-
porque la v o l u n t a d D i v i n a h a v i a
lícitos i m p i d e n g r a n d e s ' p r o r e c h o s ,
f i d o , quefupieífe de é l l o que h a -
y los ilícitos cauíán grandes d a -
c¡ >y que para elfo le havia e m b i a -
ños.
a
d o á él N . Señor. D i x o l e entonces
$.
IV.
el E m p e r a d o r : Sábete, que q u a n do hay juegos de C a v a l l e r i a , y ef-
T ) ^
peclaculos d e l C i r c o ,
J_
que aunque
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s
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l ^ ^' ^ ^
u
r
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o s
Imperios,
y de la d i g n i d a d l l e a l , que
y o afsifto á e l l o s , eftoy tan aufente
abraza al parecer h u m a n o
de a l l i , q u e n o los q u i e r o m i r a r ,
los bienes d e l M u n d o , h o n r a s , r i -
todos
iú gozar d e l gufto de aquella v i f t a ,
quezas , y guftos ? Q u á n pequeño
f m o que a l m e j o r t i e m p o d i v i e r t o
es u n R e y n o de la T i e r r a , pues t o -
mis ojos , y no q u i e r o v e r q u a n d o
da la T i e r r a es un p u n t o , refpcéto
fe vá á hacer la fuerte ; de m o d o ,
de los C i e l o s , y t o d o l o que puede
que eftoy c o m o ciego, aunque t e n -
g o z a r u n R e y de la T i e r r a , n o f o n
g o los ojos abiertos. Q u e d ó ef-
m a y o r e s h o n r a s , n i mas fe guras r i -
pantado e l E r m i t a ñ o de tan p a r t i -
quezas , n i mas grandes guftos d e
c u l a r mortificación de aquel g r a n
los que h a v e m o s d i c h o ; y aun t o -
Monarca , y
e c h ó de ver , c o m o
d o efto, aunque c o r t o , n o l o g o z a
n o eftorvan los C e t r o s , y las P u r -
feguramente : p o r l o qual d i c e S.
puras , para merecer m u c h o c o n
Chryfoítomo,hablandodelosEm-
D i o s , fi fe privaífen
peradores de
de guftos.
A ñ a d i ó m a s T e o d o f i o . Sábete t a m b i e n , que m i fultento es de l o q u e
gano p o r mis m a n o s , porque trafl a d o a l g u n o s cartapacios de buena
l e t r a , y m i c o m i d a es de m i t r a b a j o , d e l p r e c i o que de ellos fe faca.
C o n efte e x e m p l o de pobreza e n tre tanta r i q u e z a , y de t e m p l a n z a ,
«ntre tantos regalos, q u e d ó a t o n i t o e l A n a c o r e t a , y c o n o c i ó , que
e l p r i v a r f e de d e í c a n f o , y de guftos de l a v i f t a , y c o m i d a , era l o
que daba tan grandes m e r e c i m i e n -
(16)
llomil. 66. ad Pap.
fu t i e m p o : ( 1 6 ) No
mires a la Corma, fino A la tempeftad
de cuidados que la acompañan. No pongas los ojos en la Purpura , fino en el
ánimo del mifmo Rey, que efta mas
trifte, y cárdeno, que la mifmapurpura. No tanto ciñe la Diadema A fu cabeza, quanto la foliiuud, y fobre falto
rodean a fu Alma. No mires el efquadron de fu guarda , quanto el exercito
de moleftias que lefiguen; porque no
fe podra bailar alguna cofa particular
tan llena de cuidados , quanto lo eftan
los Palacios Reales; cada día efperan
no
i 14.
Lib.IILCap.VI. de la Diferencia
no una muerfc\fina muertes;y ugfetafuem a n e r a p i n t a San J u a n C h r y de decir ¡¡nautas veces de noche je le f ofi*
f t o m o á la m a y o r f o r t u n a del
he falta el corazón , y el Alma parece M u n d o , que es la M a g e f t a d I m p e que fe les ha de falir. Efto paffa aun r i a l , la q u a l n o puede dexar de íér
quando hay paz ; pero ji fe enciende
pequeña , pues es tan d e f d i c h a d a ;
guerra , qué cofa hay mas miferable,que aun de los bienes perecederos
que efta vida ? Quantos peligros les
de la T i e r r a n o les dexa gozar feacontecen por fus mifmos familiares,
g uy
r a m e n t e , p e r e c i e n d o fus poífeefiladnos? El fuelo del Palacio Realdores antesque ellos perezcan. P e efta lleno de fangre de parientes. Si
r o ferá efto m u y de d i v e r f a manequeréis que especifique algunas cofas
ra en e l R e y n o de los C i e l o s , y
de las antiguas, y modernas, lo conoceP a l a c i o , y C a f a de D i o s , d o n d e los
réis bien. Aquel teniendo fofpechajuftos
de
h a n de r e y n a r , y gozar fin
fu muger, la ato defnuda en los monm e n o f e a b o , n i contrapefo de m i tes, entregándola díasfieras,defpuesferias de los bienes e t e r n o s , c o m o
de haverfidomadre de muchos Reyes.
en fu lugar v e r e m o s .
Que vida haría tal hombre, porque no U l t i m a m e n t e h e m o s de facar de
es pofsible executajfe tal venganza, l fio d i c h o , n o a d m i t i r grandeza d e l
no es porque efiuviera confam'ide fuMtou n d o , n i d e f e a r c o m o d i d a d e s de
rozón enfermo ; efte degolló' á fu prola T i e r r a , c o m o enfeño San E f p i r i prio hijo; efte jé quito la vida asid i o n í fu d i f c i p u l o , ( 1 7 ) porque
mifmo, prefo del Tyrano. Aquel mato
v i n i e n d o c o n él una v e z á la C o r Áfiu fobrino, que havia hecho eompañete d e l E m p e r a d o r fe dexaba el d i f ro del Imperio ; aquel afinhermano;
c i p u l o l l e v a r de las cofas que v e i a ,
aquel fue muerto con veneno, y la cocauíabanle admiración , c o m o á
pa le fue muerte , no bebida ; y a fum o z o de p o c a experiencia , ver l a
hijo inocente ,filamentepor lo que grandeza
pod e la C o r t e , tanto luftre,
dría fer, le acabo la vida. De los Prin-tan r i c o s v e l l i d o s , tantas j o y a s , y
cipes que fefiguieron,uno fue quemado
perlas, y piedras preciofas í mas l o
como miferable con todos fus cavallos,y
que fobre t o d o le ponía efpanto,
carrozas; y no es pofsible expliquenera
las v e r fentado al E m p e r a d o r en
palabras las calamidades que fue forf u T r o n o c o n mageftad, y grandezofo padeter. I el que ahora reyna,
za I m p e r i a l , traíale t o d o e f t o e t n por ventura defpues que fue coronado,
belefado.
Queriéndole corregir
no ha padecido muchos trabajos , pelide fu y e r r o San E f p i r i d i o n , le p r e gros, trtftezas ,y ajfcchanzas ? Pero
guntó un dia difsimuladamente,
no es afsi el Palacio del Cielo. D e e f -q u a l de los que a l l i eftaban era e l
Em-
(17)
Surius in vita Efpir.
Entrelo
Temí iral,y
E m p e r a d o r ? que fie le
moítraífc,
porque nO acababa de
conocerle
Eterno.
d i ó l e una
fiuve,
225
y amorofa repre-
h e n f i o n . D e q u é íirve
( l e dice )
liérí; E l d i f c i p u l o no alcanzó e l
h e r m a n o carifsimo , andarían de
fin de la p r e g u n t a , y afsi feñalando
propofito
con la m a n o , d i x o f e n c i l l a m e n t e :
c o r a z ó n , cofas v a n a s , y de p o c a
Efte es. R e p l i c ó el Santo : Y q u é
t o m o ? Para
r e b o l v i e n d o en v u e f t r o
qué
defeais
ahora
e s l o q u e é f t e tiene de mas e f t i m a
tanto a h i n c o de tierras que l a b r a r ,
que los o t r o s , fino es p o r v e n t u r a ,
y
que le tengas p o r de mas v i r t u d ,
d e v e r , que fon cofas que f o l a m e n -
viñas que c u l t i v a r ? N o
echáis
porque tiene mas de i l u f t r e , y or-
te parecen p o r l o de fuera , y c o n
nato e x t e r i o r ? N o fe h a de m o r i r
fu apariencia nos engañan ,
éfte, c o m o q u a l q u i e r o t r o p o b r e c i -
fon nada , y
pero
n o v a l e n nada ? H e -
to d e f c o n o c i d o ? N o le han de en-
r e d a d tenemos en e l C i e l o , q u e
terrar c o m o á él ? N o ha de c o m -
nadie nos la puede q u i t a r ; a l l i t e -
parecer también c o m o los d e m á s ,
nemos cafa que no es h e c h a p o r
ante e l recto J u e z ? P o r q u é haces
manos de h o m b r e s . D a d tras ef-
tanto aprecio de las cofas que paf-
tos bienes , c o m e n z a d á g o z a r d e
fan , c o m o d e las que fiempre d u -
e l l o s , aun antes de t i e m p o , c o n l a
ran ? C ó m o
v i r t u d de l a e f p e r a n z a ; p o r q u e ef-
te
a d m i r a s de
ver
unas cofas que n o tienen c o n l i f t e n -
tos
cia , fiendo razón que pulieras los
hacéis feñor, y d u e ñ o de t a l poífef-
f o n t a l e s , que fi una v e z os
o j o s , y el c o r a z ó n en las eternas, é
fion , os quedareis eterno h e r e d e -
i n c o r r u p t i b l e s , y de eftas te e n a -
r o , fin que v u e l t a h e r e n c i a fe t r a f -
moraffes, pues n o eftán fujetas, n i á
paífe á o t r o s jamás.Pongafe u n o e n
m u d a n z a , n i á la muerte ?
el p u n t o de la m u e r t e , y m i r e d e f -
E l m i f i n o d i f c i p u l o d e San Efpí-
de a l l i la pequenez de l o t e m p o -
r i d i o n , fiendo y á O b i f p o , c a m i n a -
r a l , que d e x a , y fe ha paffado, y d e
ba c o n fu M a e f t r o , que era A r z o -
o t r a parte la g r a n d e z a de l o e t e r -
b i f p o de T r i m i t u n t e , y c o m o l l e -
n o en que e n t r a , y n u n c a fe paffa-
galfen ambos á un l u g a r , en que h a -
r a , y defeubrirá , c o m o n o f o n
via
unos c a m p o s m u y amenos, y
d i g n a s de admiración , fino de r i -
f é r t i l e s , pagóle m u c h o el d i f c i p u l o
fa , todas las g r a n d e z a s , y c o m o -
d e efta f e r t i l i d a d , y
comenzó á
d i d a d e s de efta v i d a , p o r fer
dar, y t o m a r configo m i f m o , f o b r e
tan pequeñas, y p o r p a l l a r -
q u é traza podría haver para a l c a n -
le tan p r e f t o .
z a r alguna h e r e d a d en tan b u e n a
t i e r r a , para el acrecentamiento d e
f u Iglefia , h a c i e n d o
m u c h o cafo
d e efta c o m o d i d a d . P e r o el S a n t o ,
flue le entendió los penfamientos^
p
CA-
Qué miferable cofa es la
vida
temporal.
%. I .
V
E a m o s t a m b i é n , qué fubftancia , y
t o m o tiene la v i d a
t e m p o r a l , que es l o que t a n t o e f t i m a n los m o r t a l e s , y n o nos m a r a v i l l e m o s p o c o , c o m o en tan b r e v e
efpacio pueden caber tantas, y tan
grandes
defdichas ; p o r l o
qual
d i x o F a l a r i s A g r i g e n t i n o , q u e íi
antes que naciera u n o , c o n o c i e r a
l o que h a v i a de padecer en l a v i d a , n o q u i f i e r a nacer , n i t o m a r a
de valde la v i d a ; porque
n o es
t e d a e l l a fino un m o n t ó n d e m i í e rias, y
una c o n t i n u a tela de p e l i -
g r o s . P o r efto arrepentidos de v i v i r algunos F i l o f o f o s , l l e g a r o n á
blasfemar de l a n a t u r a l e z a , d i c i e n d o de e l l a m i l q u e x a s , é i n j u r i a s ,
pues a l m e j o r de los v i v i e n t e s h a via dado
tan m a l a v i d a ; p o r q u e
n o a l c a n z a r o n , que efto fue efecto
la aborrezca , y defiee otra.
(i)
Aurel.
Antón, in fuá, f hilo fi
dades f o l a m e n t e , fino fus m i f m o s
enteros n o d u r m i ó , n i p e g ó en t o -
remedios , p o r q u e aun dolencias
dos ellos los ojos. E n A n t i o c o fue
muy conocidas,
tan aíquerofa , que c o n t a m i n ó f u
y
c o m u n e s , fe
c u r a n c o n cauterios de fuego , c o n
m a l o l o r á t o d o fu E x e r c i t o , c o n
aíferrar m i e m b r o s , c o n facar huef-
fer m u y g r a n d e , e l q u a l n o p o d i a
fos de la cabeza , y aun tripas d e l
fufrir
v i e n t r e , c o m o para hacer i n v e n t a -
echaba fu R e y ; gufanos le m a n a -
r i o , ó anatomía de ellas. O t r a s fe
ban del cuerpo , y
c u r a n c o n t a n eftraña d i e t a , p o r
c o n f u m i e r o n de d o l o r . D e l a m i f -
el h e d o r
peftilencial
que
las carnes
fe
l a g r a n furia d e l m a l , que efcrive
m a m a n e r a F e r e t r i n a , R e y n a de
C o r n e l i o C e l f o , que bebian los e n -
los B a r c e o s , todas las carnes fe le
fermos los o r i n e s , c o n l a m u c h a
c o n v i r t i e r o n en gufanos , de los
P i
(i)
Ecdefi 5,
(j)
sné.fcr. o6V
qua-
Lib.JII.Cap.FIl de la Diferencia
zzi
quales d e s h e c h a ,
vino á morir.
enfermedad
t a n grande , que ra
C o n í i d e r e u n o aqui el fin que t u v o
m a y o r parte de los h e r i d o s fe echa-
l a M a g e f t a d R e a l , fin p o d e r nada
ban en el R i o T i b e r para matar e l
t o d o e l p o d e r de la t i e r r a c o n t r a
excefsivo c a l o r , que c o m o caute-
unas fabandijas tan a f q u c r o f a s , n i
r i o de fuego les
a p r o v e c h a r l e nada la l i m p i e z a de
trañas. T u c i d i d e s , A u t o r G r i e g o ,
abrafaba las e n -
delicadas olandas c o n t r a el
afeo
e f c r i v e , que en fu t i e m p o h u v o en
de los gufanos i n m u n d o s . A a l g u -
G r e c i a t a l c o r r u p c i ó n de a y r e , que
nos les h a n n a c i d o d e n t r o de los
m u r i ó u n a i n f i n i d a d de gente , fin
b r a z o s , y muslos fierpes m o r d a c i f -
p o d e r h a l l a r r e m e d i o para m i t i g a r
fimas , que
aquel defaftre.
les defpedazaban
las
Y añade o t r a coía
m i f m a s carnes. C o n razón entra
mas eitraña , y a d m i r a b l e , que fi
el h o m b r e l l o r a n d o en efte
p o r g r a n d i c h a convalecían
Mun-
d o , p r o f e t i z a n d o las muchas m i f e -
algu-
nos de aquella e n f e r m e d a d , y en-
r i a s , que aun t e n i e n d o t i e m p o pa-
capaban de aquel v e n e n o , queda-
r a p a d e c e r l a s , le h a de faltar para
ban fin m e m o r i a alguna e n las c o -
llorarlas , y
afsi
comienza
tan
temprano.
§.
en fu t i e m p o h u v o tan grande peft i l e n c i a en I t a l i a , que queriéndola
U é diré de las enfermedades
p c f t i l e n t e s , y eftrañas que
""han
los
A u t o r d i g n o de fee , efcrive , que
II.
Peftes efirañas.
Q
fas panadas, hafta defeonocerfe
padres á los h i j o s . M a r c o A u r e l i o ,
confumido
grandes
los H i f t o r i a d o r e s e f c r i v i r , les fue
mas fácil c o n t a r los que q u e d a r o n
v i v o s , que d e c i r e l n u m e r o de los
C i u d a d e s , y aun P r o v i n c i a s ? M u -
m u e r t o s . L o s Soldados de A v i d i o
chos A u t o r e s eferiven , que los de
C a í i o , eftando en Seleucia ,
Conftantinopla fueron atormenta-
dad
d e l I m p e r i o de
Ciu-
Ba'oylonia,
dos de una manera de pcftilencia
e n t r a r o n en el T e m p l o de A p o l o ,
tan h o r r i b l e , que les parecía á los
y h a l l a n d o a l l i un c o f r e , ó eferi-
h e r i d o s de e l l a fer
t o r i o , le a b r i e r o n , efperando
muertos
por
ha-
c a í d o en
l l a r m u c h o d i n e r o en é l , del q u a l
efte frenesí, m o r i a n r a b i a n d o , c o n
falió u n ayre tan h e d i o n d o , y c o r -
íbla efta imaginación,de puro m i e -
r o m p i d o , que
d o , creyendo
aquella Región
m a n o de fu v e c i n o ;
fer
y
muertos
por
m a n o agena. H u v o en t i e m p o de
H e r a c l i o una peftilencia m o r t a l en
la R o m a n í a ,
que
en pocos
dias
m u r i e r o n m u c h o s millares de h o m bres, y era íá f u r i a y frenesí de l a
}
contaminó
toda
de B a b y l o n i a ,
y
de a l l i faltó á G r e c i a , y de G r e c i a
alloma, c o r r o m p i e n d o de tal m a nera los ayrcs , que no quedó l a
tercera parte de los h o m b r e s que
vivían»
N o h a n f i d o e n t i e m p o s mas v e -
cínos á los nueftros
menores las
landres fus m i e m b r o s . E l año d e
c a l a m i d a d e s , que c o m o n o aflo-
1546. comenzó elpoftrerO dia de
xan
M a y o e n S t i x , C i u d a d de P r o e n -
los p e c a d o s , t a m p o c o fe def-
cuida la J u f t i c i a D i v i n a en c a f t i -
z a , u n a m o r t a l peftilencia, q u e d u -
darlos. U n año defpues que el R e y
r b nueve
mefes ,
muchas
D o ñ a L e o n o r de A u f t r i a , r e y n o
des , c o m i e n d o , y b e b i e n d o , de
en A l e m a n i a u n a peftifera e n f e r -
f o r m a , q u e los C e m e n t e r i o s e f t a -
m e d a d , que t o d o s los h e r i d o s de
ban tan llenos de cuerpos m u e r t o s ,
ella
que n o
veinte y
de
murieron
F r a n c i f c o de F r a n c i a fe caso c o n
m o r i a n d e n t r o de
gentes
y
todas
h a v i a l u g a r de
eda-
enterrar
q u a t r o h o r a s , f u d a n d o h u m o r pef-
mas en ellos. L a m a y o r parte d e
tüentifsimo.
los h e r i d o s , a l fegundo d i a fe b o l -
Y
aunque efte m a l
e m p e z ó acia e l O c c i d e n t e , fe eften-
v i a n f r e n é t i c o s , y fe a r r o j a b a n e »
dio
los pozos ; o t r o s de las
defpues de tal manera p o r A l e -
ventanas
m a n i a , q u e parecia r e d v a r r e d e -
abaxo ; á o t r o s daba u n fluxo d e
ra, q u e q u e r i a l l e v a r l o t o d o á h e -
fangre d e n a r i c e s , tan recio c o m o
cho;
p o r q u e antes que fe hallaífe
un g r a n a r r o y o : e l reftañarfe , y
r e m e d i o m u r i e r o n tantos millares
acabar la v i d a , era t o d o u n o . V i -
de h o m b r e s , que muchas t i e r r a s ,
no la cofa á tanto eftremo , que las
y
P r o v i n c i a s q u e d a r o n deíiertas,
preñadas abortaban , ó á los q u a -
y
desbaratadas , p o r q u e
t r o mefes m o r i a n ellas, y fus c r i a -
putrefacción
la g r a n
d e l ayre que h a v i a ,
t u r a s , las quales hallaban c u b i e r -
n o dexaba cofa á v i d a . E r a tanta
tas de t a b a r d i l l o , de c o l o r p o r u n
efta ponzoña d e l a y r e , que t o d o s
l a d o algo a z u l , que parecia fangre
andaban feñalados
defparramada por el cuerpo.
loradas.
Y
de C r u c e s c o -
efcrivefe , que
en e l
Era
el m a l tan grande , que los padres
t i e m p o que efta peftilencia eftuvo
defamparaban los hijos , y las m u -
en
fu v i g o r , y fuerza, a t o r m e n t a -
geres á f u s m a r i d o s : n i a p r o v e c h a -
ba
tan furiofamente á I n g l a t e r r a ,
ban las riquezas para n o m o r i r
p o r n o poderfe
de
que c o n la fuerza de la ponzoña no
hambre,
algunas
f o l o fe ahogaban los h o m b r e s , p e -
veces h a l l a r u n vafo de agua p o r
ro que las.aves dexaban fus n i d o s ,
ningún d i n e r o . S i acafo h a l l a b a n
h u e v o s , y h i j u e l o s , los animales
que c o m e r , era el m a l tan arreba-
ñas cavernas, las culebras, y topos
tado , que muchos m o r i a n c o n el
andaban juntos en v a n d a s , y c o m -
b o c a d o en l a b o c a . L a f u r i a d e l
p a ñ i a s , n o p u d i e n d o f u t r i r la p o n -
c o n t a g i o era tan grande , que d e
z o n a que eftaba encerrada en las
f o l o m i r a r á u n o fe le p e g a b a ,
entrañas de la t i e r r a , y hallabanfe
m o r i a , p o r eftár e l a y r e de la C i u -
m u c h o s animales juntos m u e r t o s
d a d tan c o r r o m p i d o d e l c a l o r g r a -
d e b a x o de
los arboles, heridos
de
vifsirao del
y
p e f t i l e n c i a l m a l , que a
pj
qual-
vaho , y
aliento
grandes a m p o l l a s , y hacían llagas
mortales. O
que cofa tan
monf-
f r u o f a , y h o r r i b l e es de o í r , l a q u e
u n M e d i c o c u e n t a , que era Señalad o p o r el R e g i m i e n t o para f o c o r r e r , y c u r a r los e n f e r m o s !
Era
( d i c e ) efta e n f e r m e d a d t a n aguda,
y p e r v e r f a , que n o fe p o d i a atajar
con fangrias, p i t i m a s , triacas, n i
otras c o r d i a l e s m e d i c i n a s ; t o d o l o
afolaba, a h o g a b a , mataha , y deft r u i a , de m a n e r a , que el r e m e d i o
q u e efperaba el h e r i d o era la m u e r t e ; de la q u a l eftando
ciertos,
luego en fintiendofe h e r i d o s , f e c o fian ellos m i f m o s las mortajas , y
eftahan d i e z
m i l vivos amortaja-
d o s , fabiendo
averiguadamente,
q u e el r e m e d i o , y
m a l , era el m o r i r ;
f i n de
aquel
y de efta m a -
n e r a efperaban la f o r z o f a p a r t i d a
del A l m a , y temerofo apartamient o de los dos tan q u e r i d o s a m i g o s ,
y c o m p a ñ e r o s . L o q u a l él afirmó
m u c h a s veces h a v e r v i f t o hacer á
m u c h a s p e r f o n a s , efpecíalmente á
u n a m u g e r , que l l a m ó
por una
v e n t a n a para o r d e n a r l a algún rem e d i o para fu m a l , y v i o l a c o m o
fe eftaba c o f i e n d o c o n la m o r t a j a ;
e n c u y a cafa e n t r a n d o defpues los
que e n t e r r a b a n los m u e r t o s , la
h a l l a r o n e n la fala t e n d i d a , m u e r t a ,
aun n o acabada d e cofer fu m o r t a j a . A t o d o efto eftá fujeta la v i d a
h u m a n a , para q u e t e m a n los que
tienen falud , y
pueden l l e g a r .
r e g a l o , a l o que
Entre lo Tem wat ,y Eterno.
cazar R o m a n o s , c o m o q u i e n v á á
z 51
R e y ) porque c o m i m o s el mió, y.
caza de beftias falvages , para C o -
a h o r a ella efeonde e l f u y o , p o r n o
mértelos ; d e m o d o , que tan fin
m e d a r parte de é l . L o q u a l o y e n -
afeo c o m í a n d e las carnes d e
d o e l R e y , pensó rebentar de l a f -
los
R o m a n o s , y bebían l a fangre , c o -
t i m a , y r a i g o fus veftiduras. J o -
m o de u n a c l a r a fuente a g u a , y d e
fepho en
u n c a b r i t o * ó c a r n e r o la carne.
g u e r r a de los J u d í o s cuenta o t r a
A
ningún R o m a n o p e r d o n a b a n , y e l
que les v e n i a á las m a n e s , l u e g o
era d e g o l l a d o , y h e c h o q u a r t o s , y
fe vendía p o r m e n u d o en la c a r n i cería p u b l i c a ; de m a n e r a , q u e v a l i a mas u n R o m a n o m u e r t o entre
ellos, que v i v o , 5 refeatado. E n e l
q u a r t o l i b r o de los R e y e s fe hace
mención de una h a m b r e que h u v o
en Samaría
en t i e m p o de E l i f e o
P r o f e t a , que h i z o h a r t a ventaja á
efta que a h o r a decíamos , p o r q u e
h u v o tanta falta de m a n t e n i m i e n t o s , que fe v e n d í a la cabeza de u n
afno p o r ochenta monedas de p l a t a , y la quarta parte de c i e r t a m e d i d a d e e f t i e r c o l de palomas , p o r
c i n c o monedas de plata. L o p e o r ,
y mas i n h u m a n o fue de t o d o , que
haviendofe a c a b a d o , y c o n f u m i d o
t o d o s los m a n t e n i m i e n t o s , las m a dres íé comían los p r o p r i o s h i j o s .
U n a C i u d a d a n a de Samaría íe q u e x ó a l R e y de I f r a é l , que andaba
el f e p t i m o l i b r o de l a
cofa cafi femejante
á efta , p e r o
executada c o n mas f u r i a , y p o r eftraña m a n e r a . (4)
Havia
(dice)
e n Jerufalén, q u a n d o eftaba c e r c a d a , una muger noble, y rica , que
h a v i a e f e o n d i d o en una cafa d e l a
Ciudad
parte de fus riquezas ,
j
Comía p o b r e , y regaladamente d e
a q u e l l o que tenia , l o q u a l n o p u d o hacer en f u fana paz ,
porque
los Soldados , y gente de g u a r n i ción le q u i t a r o n en p o c o
tiempo
q u a n t o tenia en cafa, y f u e r a , y íi
a l l e g a b a , ó m e n d i g a b a algo p a r a
c o m e r , y fuftentaríe , luego íe 1»
q u i t a b a n de las m a n o s , y le t a c a ban e l b o c a d o d e l a b o c a . V i é n d o t e , pues, m o r i r de h a m b r e , y fin
r e m e d i o a l g u n o para
f u necefsi-
d a d , y fin confejo que bueno l e
parecieífe,comenzófe á a r m a r c o n t r a las leyes n a t u r a l e s , y c o n t e m p l a n d o u n niño que tenia á los p e -
p o r e l m u r o , de que fu v e c i n a n o
chos , c o m e n z ó á dar gritos , d i -
queria cumplir u n concierto he-
ciendo : O
c h o entre las dos , que era de c o -
mas d e f d i c h a d a madre ! Q u e p o -
m e r p r i m e r o fu h i j o , y acabado
d r é y á hacer de t i ? D o n d e te g u a r -
a q u e l , c o m e r e l d e la v e c i n a :
lo
daré ? L a s cofas van tan de r o t a ,
q u a l y o h i c e , y cumplí ( d i x o a l
que aunque te falve la v i d a , has d e
defdichado hijo ,
y
fer e í c l a v o de los R o m a n o s ; m e P
00
]»je?b, líb.-jUiMU
féh.fi
4
jor
2 2
Lib.III.CapVIL de la Diferencia
3
j o r ferá luego , h i j o , que m a n t e n -
mas d e l i c a d o s que l a m a d r e
gas, y fuftentes á t u m a d r e , y p o n -
le e n g e n d r ó ? N o coméis de l o que
gas t e m o r
á los m a l d i t o s S o l d a -
y o comí primero , y comeré otra
d o s , que n o me han d e x a d o tras
v e z p r i m e r o ? P e r o no. p u d i e n d o
que p a r a r , y feas e x e m p l o de p i e -
ellos ver cofa tan h o r r i b l e , y abor-
d a d á todos los d e l figlo v e n i d e -
r e c i e n d o efpeéfaculo tan l a f t i m o -
r o , y muevas
á l a f t i m a los c o r a -
f o , e c h a r o n á h u i r , y d e x a r o n fola
z o n e s de los que eftán p o r nacer.
la miferable m a d r e ,. c o n aquello
A c a b a d a s eftas palabras d e g o l l ó á
p o c o que le quedaba d e l h i j o , que
fu h i j o , partióle p o r m e d i o , t o m ó
era t o d o q u a n t o en fuma Je havia
u n 'affador , afsó la m i t a d , y - c o -
q u e d a d o de t o d o s fus bienes.
mióle-la,}' g u a r d ó la o t r a para o t r a
A
eftas h i f t o r i a s añadiré
que
otra
v e z . L u e g o en acabando efta laf-
mas lamentable , en que fe echará
t i m o f a tragedia l l e g a r o n los S o l d a -
de ver c l a r a m e n t e las
dos , y
la carne alfada,
que eftá expuefta la v i d a h u m a n a ,
c o m e n z á r o n l a á amenazar de m u e r -
la q u a l eferivió G u i l l e r m o P a r a -
te , fi n o les m o f t r a b a la v i a n d a ,
d i n , h o m b r e de gran d o c t r i n a , y
mas e l l a eftaba tan fuera d e s i , de
d i l i g e n c i a , en el t r a t a d o de las c o -
p u r o rabia de l o que h a v i a h e c h o ,
fas m e m o r a b l e s de fu t i e m p o , d o n -
que n o defeaba cofa mas que tener
de d i c e : E l a ñ o
compañía á fu h i j o m u e r t o , y fin
tos y veinte y o c h o
m i e d o , n i venganza alguna les d i -
h o m b r e s la r i e n d a á los v i c i o s , y
xo:
C a l l a d a m i g o s , que p a r t i d o
fe e m b o l v i e r o n de t a l manera en
havemos c o m o hermanos; y d i -
e l l o s , h i c i e r o n f e tan e í í e n t o s , y
c i e n d o , y h a c i e n d o , facó , y pufo-
v i c i o f o s , que andaban tan m e t i d o s
Jes delante el m u c h a c h o en la m e -
de h o z , y de c o z en e l l o s , que n o
fintiendo
miferias á
de m i l q u i n i e n f o l t a r o n los
fa : de l o q u a l los Soldados afforn-
fe h u m i l l a n d o , n i c o n v i r t i e n d o á
brados, y confufos,
fu D i o s , p o r guerras crueles,y gran
fintieron
tan
g r a n d o l o r , y láftima en fus c o r a -
d e r r a m a m i e n t o de fangre que h a -
zones, que n o p u d i e r o n h a b l a r p a -
v i a p r e c e d i d o , antes
l a b r a de p u r o c o r r i d o s . E l l a p o r
cada d i a p e o r e s ,
haciendofe
v i n i e r o n á caer
e l c o n t r a r i o c o n una furiofa v i f t a ,
en el eftremo de todos, los v i c i o s ,
c o n un f e m b l a n t e c r u e l , y c o n v o z
y .males; de l o q u a l en®jado D i o s ,
r o n c a , y defentonada , les d i x o :
c o m e n z ó á foltar , y difparar las
Q u é es efto feñores ? Efte no es m i
faetas mas agudas de fu i r a , y e n o -
f r u t o j¡ N o es efte m i h i j o ? E f t a n o
jo contra el R e y n o
de F r a n c i a ,
es m i m a l d a d ? P o r qué no c o m é i s
c o n tanta furia , que todos penfa-
v o f o t r o s , pues c o m i y o la p r i m e -
ban fer llegada la final d e f t r u i c i o n
r a ? Sois p o r v e n t u r a mas
afque-
de efte R e y n o , p o r q u e h u v o tanta
efcrupulofos que y o , 6
f a l t a , tanta necefsidad , tales c a l a -
jofos, y
me
Lib.III. Cap. V /. de ia Diferencia
las yervas
filveftres.
M u c h o s de
ellos cocían grandes c a l d e r a s ,
y
ollas de m a l v a s , y c a r d o s , m e z c l a n -
te eftaban llenos eftablos, y m u l a dares. O t r o s h a v i a tan
flacos,
y
e n f e r m o s , que n o podían echar la
d o c o n ellas algún p u ñ a d o de f a l -
palabra d e l cuerpo para m a n i f e l l a r
v a d o , fi l o podían h a b e r , y de efto
fu e n f e r m e d a d , y necefsidad á los
henchían los vientres c o m o p u e r -
que fe la p r e g u n t a b a n , n i aun refo-
c o s . C o f a era d i g n a de m a r a v i l l a r
U a r . O t r o s t e m b l a n d o c o m o azo-
v e r i n v e n t a r m u c h a s maneras e x -
gados, que parecían mas duendes,
quifitas de hacer pan de íemillas,
y
d e y e r v a s , d e l h e l é c h o , de la b e -
fobre t o d o era g r a n d i f s i m a laftima
fantafmas q u e h o m b r e s .
Pero
l l o t a , de la f í m i e n t e d e l h e n o , f o r -
ver m u c h o s
zados , y enfeñados de l a h a m b r e ,
flacas,
maeftra d e los h a r a g a n e s : d o n d e
cadas , y cargadas de i n f i n i d a d de
v e m o s fer v e r d a d l o que d i c e n c o -
hijuelos d e l m i f m o jaez , los q u a -
m u n m e n t e , que la necefsidad , y
les quafi t r a n l i d o s de h a m b r e n o
falta d e las cofas hace á los h o m -
podían l l o r a r , n i p e d i r á las t r i f -
m i l l a r e s de madres
deshechas, trafpiífadas,cer-
bres bufear r e m e d i o s n o penfados,
t e s , y afligidas madres f o c o r r o de
c o m o h i z o a c o r d a r á eftos m i f e r a -
fu necefsidad , l a q u a l ellas f o l o
bles, que los cuerpos comerían las
c o n el piadofo m i r a r podían focor-
raíces d e l h e l é c h o , h a c i e n d o de
r e r , que daban ¡nueftras los c a u -
ellas pan para fuftentarfe , q u i t a n -
daloíbs a r r o y o s de l a g r i m a s , que
d o á los puercos fu c o m i d a , y fuf-
de fus ojos f i l i a n . E r a efta la mas
tento:
laftimofa
lo
qual
manifieftamente
reprefentacion
de t o d a
m o f t r a b a fer el enojo d e D i o s g r a n -
efta miferable tragedia ,
por
d í s i m o c o n t r a la f u c i e d a d , y t o r -
grandes las mueftras de
compaf-
fer
peza de
nueftros pecados ,
pues
l i o n , que las miferables madres d a -
permitía
que los h o m b r e s fuelfen
ban á fus defamparados h i j o s . D i -
puertos en tanto e f t r e m o , que c o -
ce e l m i f m o G u i l l e r m o
m i e l f e n , j hicieífen fus banquetes
que v i o en u n l u g a r , H a m a d o L o n -
Paradin,
c o n l o s lechorics. D e efto fe
en-
hans,en B o r g o ñ a , u n a p o b r e muger,
g e n d r a r o n una i n f i n i d a d de e n f e r -
que p o r m u c h a d i l i g e n c i a que h i -
medades.
z o , f o l o p u d o alcanzar un pedaci-
G r a n d e s compañias d e
h o m b r e s , y mugeres, niños , m o -
l i o d e pan , y queriéndole c o m e r ,
zos , y viejos , y de todas edades,
íe le a r r e b a t ó d e l a m a n o un niño
andaban p o r las calles
á q u i e n daba d e m a m a r , que no t e -
defnüdos>
amarillos, y tiritando d e f r i o , los
nia u n año c u m p l i d o , n i jamás h a -
unos h i n c h a d o s c o m o atabales, d e
v i a c o m i d o b o c a d o ; de l o q u a l 1*
hidropesía, otros tendidos por el
trifte m a d r e m a r a v i l l a d a , fe p a r ó
fíuelo m e d i o
m u e r t o s , d a b a n las
á m i r a r c o m o e l m u c h a c h o fe c o -
poftreras boqueadas. D e efta g e n -
mía a q u e l p o c o d e pan d u r o , n e -
S »
r0
g r o , y Teco, tan á l a b o r , c o m o , fi
que podían , y f a l t a n d o e l d i n e r o ,
fuera un gran regalo , y q u e r i e n -
les vendían , y empeñaban las h e -
d o coger las migajuclas , que fe l e
redades, y tierras á m u y b a x o p r e -
caían de la b o c a , para c o m e r l a s ,
c i o , p o r q u e l a h e r e d a d que v a l i a
h i z o el niño tantos e f t r e m o s , y d i o
ciento ,
no í e vendia por diez ;
tantos g r i t o s , que la m a d r e l o h u -
tanta e r a la c o d i c i a , y la d e m a f i a
y o d e d e x a r , y n o parecía v e r d a -
d e los l o g r o s , c o m o fi n o b a i l a r a
deramente fino que e l niño c o n o -
fer azotados los pobres c o n l a i r a
cía la falta que tenia de aquel m a n -
de D i o s , y haveríe levantado c o n -
jar, y por eífo no quería compañía.
t r a ellos e l e m e n t o s , y c r i a t u r a s ,
O D i o s p o d e r o f o , y qué d o l o r o f a
fin que los . m i f m o s h o m b r e s
reprefentacicn ! Q u é c o r a z ó n h u -
fueífen v e r d u g o s ,
les
perfiguiencíolé,
viera tan d u r o , é i n h u m a n o , que
y afligíendofe unos á o t r o s . V i e n -
v i e n d o efte eípectaculo, n o fe que-
d o aquellos l o g r e r o s la buena o c a -
b r a r a d e d o l o r ? E f c r i v e mas e l
íion , que c o n hacer el t i e m p o q u e
m i f m o A u t o r , q u e en o t r a A l d e a
defeaban fe les o f r e c í a , ñ o l a p e r -
vecina de efta , n o p u d i e n d o dos
d í a n , antes tenían f a c t o r e s , y c o r -
mugeres h a l l a r cofa c o n q u e matar
r e d o r e s echadizos p o r las A l d e a s ,
fu h a m b r e , c o m i e r o n , y fe h a r t a -
para c o m p r a r las heredades a l p r e -
r o n de cebollas albarranas, no c o -
c i o que q u e r í a n , ' l a s quales los a f l i -
nociendo l a virtud , y propriedad
g i d o s L a b r a d o r e s d a b a n de b u e n a
d e efta y e r v a ponzoñofa , y c o n
gana, p o r tener que c o m e r , y c o n
ella fe e m p o n z o ñ a r o n de t a l m a -
ellas los a j u a r e s , y aderezos d e fus
nera , que todas las e x t r e m i d a d e s
de los p i e s , y manos fe les p u l i e r o n v e r d e s , c o m o pieles de l a g a r tijas, y les falia m a t e r i a , y ponzoña
p o r entre las u ñ a s , y la c a r n e , y
no p u d i e n d o fer f o c o r r i d a s , p o r
p r e f t o q u e l o p r o c u r a r o n , a l fin
m u r i e r o n . N o h a v i a c r i a t u r a que
n o íe ocupaífe en fer v e r d u g o de
l a i r a de D i o s . L o s pobres L a b r a d o r e s h u v i e r o n de d e x a r fus t i e r r a s ^ h e r e d a d e s , y irfe á f o c o r r e r
d e los ricos , que h a v i a n m u c h o
antes allegado , y
juntado gran
, c a n t i d a d de t r i g o en fus t r o x c s , y
g r a n e r o s , d é l o s quales p r i m e r o
c o m p r a r o n a pefo d e o r o e l p a n
perfonas , y empeñaran de b u e n a
gana las entrañas p o r n o m o r i r d e
h a m b r e . O t r a cofa peor h a v i a e n
efto , y e r a , q u e m u c h o s n o v e í a n
m e d i r el t r i g o que l l e v a b a n , y h a v i a n l o d e t o m a r c o m o fe l o d a b a
e l v e n d e d o r , q u e n o era mas j u f t o
e n la m e d i d a , q u e l o fue en e l p r e c i o . H u v o l o g r e r o , que c o m p r ó
Una t i e r r a mas barata , que dá u n
E f c r i v a n o una carta de v e n t a . D e f pues de t o d o s eftos m a l e s , fe v e í a n
los pobres L a b r a d o r e s echados d e
fus cafas c o n fus mugeres , y h i j o s ,
m o r i r en los H o s p i t a l e s . T o d a s eftas m i í e r i a s , que aun n o caben e n
el penfamiento
huraaoa,
?
caben en fa v i d a
§«1V.
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