Desenvolvimento da carpa capim

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2014 Volumen 15 Nº 07 - http://www.veterinaria.org/revistas/redvet/n070714.html
REDVET - Revista electrónica de Veterinaria - ISSN 1695-7504
Desenvolvimento da carpa capim (Ctenopharyngodon
idella) alimentadas com rações completas peletizadas a
base de papuã (Brachiaria plantaginea) e vica (Vicia
sativa)
Álvaro Graeff1; Raphael de Leão Serafini2
1
Médico Veterinário CRMV SC-0704 Esp. Nutrição/EPAGRI
Estação
de
Piscicultura
de
Caçador
E-mail:
[email protected]
2
Biologo CRBio 45661-03D M.Sc Aqüicultura/EPAGRI Estação
de
Piscicultura
de
Caçador
Email:[email protected]
Fone: 55 49 3561-2000 Caixa Postal 591 CEP 89500Caçador, SC BRASIL
Resumo
O experimento foi realizado no Laboratório de Nutrição e Patologias
(LaNuPP) da Unidade de Piscicultura de Caçador/EPAGRI, em 24 aquários
com capacidade para 50 litros de água, abastecidos individualmente com
água proveniente de tanque de abastecimento na vazão de 0,5 l/min. O
período experimental foi de 120 dias, sendo iniciado em dezembro de
2007 e encerrado em março de 2008, após sete dias de adaptação dos
alevinos em cada parcela experimental. O delineamento experimental foi
inteiramente ao acaso com seis tratamentos e quatro repetições, com 06
unidades de carpa capim (Ctenopharyngodon idella) em cada parcela
experimental, onde se procurou equilibrar uma dieta compostas de
gramíneas (Brachiaria plantaginea) e leguminosas (Vicia sativa) na forma
de pellets. O peso médio inicial foi 3,76 ± 0.12 g e comprimento médio
inicial de 6,97 ± 0.02 cm respectivamente para os tratamentos
realizados. As dietas foram formuladas, dentro dos critérios, para a
espécie e para o sistema de produção com ingredientes onde a proteína
bruta permaneceu estabilizada em 29,0 ± 0,4 % PB, e oferecidas na
quantidade de 5% ao dia nos dois primeiros meses passando para 3% ao
dia no terceiro mês do peso total do lote experimental, reajustado a cada
30 dias na forma peletizada. Os resultados nos permitem afirmar que a
carpa capim (Ctenopharyngodon idella) neste experimento teve
produtividade melhor quando foi alimentada com Vica (Vicia sativa) na
composição da dieta para a variável peso médio final e ganho médio final.
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Palavras-chave: alimentação, carpa capim, papuã, viça
Abstract
The experiment was conducted at the Laboratory of Nutrition and
Pathology (LaNuPP) Unit Pisciculture of Caçador-SC BRAZIL / EPAGRI, 24
tanks with a capacity of 50 liters of water, supplied individually with water
from supply tank at a flow rate of 0.5 l / min. The experiment lasted 120
days, was initiated in December 2007 and ended in March 2008, after
seven days of adaptation of fingerlings in each experimental plot. The
experimental design was completely randomized with six treatments and
four replications, with 06 units of grass carp (Ctenopharyngodon idella) in
each plot, in an attempt to balance a diet composed of grasses
(Brachiaria plantaginea) and legumes (Vicia sativa) in the form pellets.
The average weight was 3.76 ± 0.12 g average initial length of 6.97 ±
0.02 cm respectively for the treatments. Diets were formulated within the
criteria for the species and the production system with ingredients where
crude protein remained stable at 29.0 ± 0.4% CP and offered in the
amount of 5% per day in the first two months to 3% in the third month
daily total weight of the batch experimental readjusted every 30 days in
pelletized form. The results allow us to affirm that the grass carp
(Ctenopharyngodon idella) in this experiment was better when
productivity was fed Vica (Vicia sativa) in diet composition for variable
weight gain final and final average.
Keywords: food, grass carp, Brachiaria plantaginea, Vicia sativa
Introdução
Entre as espécies de peixe de maior potencial de crescimento,
adaptabilidade e de mais baixo custo de produção e alimentação
encontram-se as carpas em geral. A carpa capim (Ctenopharyngodon
idella) é uma espécie de água doce originária dos rios da China que
possui muito prestigio entre os produtores devido a sua resistência e
facilidade de cultivo, aceitação de alimentos peletizados, rápido
crescimento e por ser uma fonte de proteína de alta qualidade (TRIPATHI
e DATTA, 1990).
A carpa capim (Ctenopharyngodon idella Val.) tem sido objeto de
considerável pesquisa nestes últimos anos devido sua habilidade em
controlar vegetação aquática. Na Ásia e nos países do leste europeu tem
sido incorporada aos sistemas de policultivos com outras carpas para
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controlar as macrofitas (SHIREMAN JV, et al. 1977).
Já no Brasil a carpa capim dentre as carpas chinesas esta entre as
espécies exóticas mais utilizadas em policultivo na região sul,
caracterizando-se por sua extrema rusticidade e excelente desempenho.
Geralmente as carpas chinesas são criadas em sistema de policultivo
(HAJRA, 1987), inclusive com espécies nativas, uma vez que espécies
distintas apresentam diferentes hábitos alimentares, sendo a carpa capim
herbívora
(Ctenopharyngodon
idella),
a
carpa
prateada
(Hypophthalmichthys molitrix) fitoplantofaga, e a carpa cabeça grande
(Aristichthys nobilis) zooplantofaga (CASTAGNOLLI, 1992). Apresenta
crescimento rápido, bom aproveitamento de plantas, e tem carne de boa
qualidade (VENKATESH et al., 1978).
Os custos com a alimentação respondem pela maior parte das despesas
na piscicultura, uma vez que as dietas de peixes, em comparação com as
de outros animais, caracterizam-se pelo elevado nível proteico, sendo que
a maior parcela dos custos das dietas se deve à fonte de proteína (MEER
et al. 1995). Procurando aproveitar a habilidade da carpa capim com o
uso de gramíneas e leguminosas em sua alimentação, procuramos
verificar a qualidade destes vegetais através de um balanceamento e
ofertá-las.
A gramínea papuã (Brachiaria plantaginea) também chamado de
Guatemala ou mimoso, é uma espécie nativa, anual, valiosa, que nasce
espontaneamente nas lavouras em outubro ou pouco além, produz
forragem durante o verão e outono, para sementar no outono e
desaparecer com os frios do inverno. Esta gramínea dá-se muito bem nas
terras leves e até nas arenosas desde que tenha um pouco de matéria
orgânica, com boa dosagem produz uma massa verde muito favorável,
tenra e suculenta, durante alguns meses. Uma vez deixado sementar,
germina todos os anos na época certa, sendo necessário apenas lavrar ou
revolver o solo dispensando cuidados posteriores (ARAUJO, 1967).
A leguminosa vica (Vicia sativa) Espécie herbácea, anual e que se
desenvolve em todo o país, pois se trata de uma planta que foi
introduzida no Brasil para atender a forragicultura, no entanto escapou
dos cultivos e passou a ocupar áreas destinadas a lavouras, terras
abandonadas, margens de rodovias, entre outros locais. Apresenta caule
trepador muito ramificado, verde, quadrangular ou cilíndrico-anguloso,
esparsamente pubescente. Folhas alternadas, curto-pecioladas e providas
de um par de estípulas. Limbo composto penado paripenado, constituído
por 5 a 6 pares de folíolos sésseis, longo-lanceolados, ceríceos, glabros,
ápice apiculado e margens disfarçadamente denteadas. O ápice da folha
possui um folíolo transformado em gavinha trífida, mecanismo utilizado
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pela planta para fixação em diversos substratos. Flores isoladas axilares,
ou raramente dois por cada nó, constituídas por um curto pedúnculo,
cálice com cinco sépalas soldadas com ápice acuminado, corola com cinco
pétalas livres de coloração rósea, sendo a mais externa diferente das
demais tanto na forma quanto no tamanho, androceu constituído por
estames soldados e gineceu unicarpelar com ovário longo. Fruto seco do
tipo legume achatado e apiculado. Pode ser diferenciada em campo por
meio das folhas compostas, cujo folíolo terminal é transformado em
gavinha trífida e a propagação é por meio de sementes (MONEGAT,
1991).
Diferente deste trabalho vários autores fizeram experimentos com a
utilização de gramínea isoladamente como forragem verde tais como
SPONCHIADO et al. (2009) com grama boiadeira (Luziola peruviana),
COSTA et al. (2007) e BERGAMIM et al. (2007) com o capim teosinto
(Euchlaena mexicana), POUEY et al. (2007) com Azevém (Lolium
multiflorum Lam). Outros autores trabalharam com leguminosas
oferecendo como farelo tais como SOARES et al. (1998) com canola
(Brassica napus L. var. Oleifera Moench), BERGAMIM et al. (2007) com
soja (Glycine max). Também LACERDA et al. (2005) utilizou farelo de
mandioca (Manihot esculenta) em substituição de milho (Zea mays L.)
em dietas de alevinos de carpa capim concluindo que se pode substituir o
milho em 100% deste insumo sem prejudicar o desempenho.
Outros autores fizeram experimentos com a utilização de gramíneas e
leguminosas em consorcio tais como GRAEFF e SERAFINI (no prelo) com
capim elefante (Pennisetum purpureum) e Alfafa (Medicago sativa),
GRAEFF e SERAFINI (no prelo) com azevém (Lolium multiflorum) e trevo
branco (Trifolium repens), GRAEFF e TOMAZELLI (2006) todos estes
trabalhos, conseguiram resultados que confirmam que as carpas capim
aceitam melhor as gramíneas em estado puro em detrimento da
leguminosa também em estado puro. E em consorcio os melhores
resultados sempre foram com a participação das gramíneas em maior
parte que as leguminosas.
Este trabalho tem por objetivo determinar um balanceamento gramíneoleguminosa utilizando para isto uma gramínea papuã (Brachiaria
plantaginea) e uma leguminosa vica (Vicia sativa), na forma de pellets
para serem fornecidas como alimento principal no desenvolvimento da
carpa capim.
Material e métodos
O experimento foi realizado no Laboratório de Nutrição e Patologias
(LaNuPP) da Unidade Experimental de Piscicultura de Caçador/EPAGRI,
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em 24 aquários com capacidade para 50 litros de água, abastecidos
individualmente com água proveniente de um tanque de abastecimento
na vazão de 0.5 l/min. O período experimental foi de 120 dias, sendo
iniciado em dezembro de 2007 e encerrado em março de 2008, após sete
dias de adaptação dos alevinos em cada parcela experimental. O
delineamento experimental foi inteiramente ao acaso com seis
tratamentos e quatro repetições, com seis unidades de carpa capim
(Ctenopharyngodon idella) em cada parcela experimental. O peso médio
inicial foi 3,76 ± 0.12 g e comprimento médio inicial de 6,97 ± 0.02 cm
respectivamente para os tratamentos realizados. As dietas foram
formuladas, dentro dos critérios, para a espécie e para o sistema de
produção com ingredientes onde a proteína bruta permanecesse
estabilizada em 29,0 ± 0,4 % PB, e oferecida na quantidade de 5% ao
dia nos dois primeiros meses passando para 3% ao dia no terceiro mês
do peso total do lote experimental, reajustado a cada 30 dias na forma
peletizada, conforme a Tabela 1.
Tabela 1 - Composição percentual das dietas experimentais com
diferentes níveis de introdução de gramínea papuã (Brachiaria
plantaginea) e uma leguminosa vica (Vicia sativa)
Ingredientes
%PB Tratamentos
1
2
3
4
5
6
Farelo de soja
44
58,0
55,0
26,5
3,8
53,0
46,0
Milho grão
09
24,0
4,0
30,0
13,0
Vica comum
18
15,0
35,0
15,0
35,0
Farinha de peixe 69
2,0
2,0
14,7
34,7
2,0
2,0
Óleo de soja
1,0
4,0
8,8
11,5
4,0
Papuã forragem 10
35,0
15,0
15,0
35,0
Total
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
PB (%)
29,0
29,3
29,0
28,6
29,0
29,0
EB/kcal
3.240
3.296
2.590
3.013
3.014
2.900
Tratamento 1: Ração com 15% de Vica comum. Tratamento 2: Ração com 35% de Vica comum.
Tratamento 3: Ração com 15% de Vica comum + 35% de Papuã forragem. Tratamento 4: Ração
com 35% de Vica comum + 15% de Papuã forragem. Tratamento 5: Ração com 15% de Papuã
forragem. Tratamento 6: Ração com 35% de Papuã forragem
As características da água, que provém de um açude de abastecimento,
foram coletadas e analisadas semanalmente para as variáveis: pH com
peagâmetro marca Corning (PS-30); oxigênio dissolvido, nitrito, amônia,
dureza, alcalinidade, turbidez e gás carbônico no Laboratório de
Qualidade de Água/EPAGRI-Caçador/SC.
As avaliações dos peixes foram realizadas a cada 30 dias utilizando-se
100% dos peixes estocados, quando foram anotadas as medidas de
comprimento total através de um ictiômetro e o peso individual em uma
balança eletrônica com precisão de 0.01 g marca Marte.
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Para a realização destas atividades, os peixes foram sedados com 1.0 ml
de quinaldina para 15 litros de água. Após 120 dias do experimento,
foram despescados os peixes e efetuadas avaliações quantitativas,
compreendendo as evoluções de crescimento em peso e comprimento,
conversão alimentar aparente e sobrevivência.
Resultados e discussão
Na avaliação da qualidade da água (Tabela 2), os parâmetros: pH,
oxigênio dissolvido, amônia total e nitrito estavam dentro do preconizado
por vários autores (CASTAGNOLLI, 1992; TAVARES, 1994, ARANA, 2004),
para a criação de Carpa capim (Ctenopharyngodon idella).
O gás carbônico em alta concentração pode ser tolerado pelas espécies
aqüicolas, embora se saiba que os peixes evitam concentrações de CO2
ainda que esteja tão baixas quanto 5,0 mg/L (BOYD, sd). Embora o CO2
permaneceu sempre acima de 2,0 mg/L, pois a origem da água deste
experimento é de açude de abastecimento o oxigênio dissolvido
compensou não havendo danos aos peixes.
A turbidez, que está diretamente correlacionada à transparência,
permaneceu em média 35,7 ntu (Unidade Nefelométrica de Turbidez) isto
se deve pela presença de argilas coloidais, substâncias em solução,
matéria orgânica dissolvida ou mesmo do plâncton na água do
experimento (TAVARES, 1994).
A alcalinidade (Tabela 2), durante todo experimento, esteve abaixo de 30
mg/litro, o que indicaria necessidade de calagem (BOYD, 1997), para
responder mais favoravelmente às adubações feitas, mas apesar disto
não trouxe oscilações no pH e nem alterações comportamentais nos
peixes.
A dureza (Tabela 2), durante o experimento, oscilou entre 20 e 24
mg/litro, encontrando-se, portanto, sempre abaixo do recomendável por
BOYD (1976), de 50 a 80 mg/litro de CaCO3.
Tabela 2 - Média dos parâmetros limnológicos da água nas unidades
experimentais em cada período do experimento.
Parâmetros limnológicos Dezembro Janeiro
Fevereiro Março
Média
pH
(Potencial
7,4
7,2
7,1
7,4
7,3
hidrogeniônico)
Oxigênio dissolvido (mg/L)5,2
5,7
4,6
4,9
5,1
Gás carbônico (mg/L)
2,0
3,5
4,0
2,4
3,0
Dureza (mg/L)
20
20
24
24
22
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Alcalinidade (mg/L)
Amônia total (mg/L)
Nitrito (mg/L)
Turbidez (ntu)
26
0,1
0,0
78
28
0,1
0,0
22
28
0,2
0,0
5
30
0,2
0,0
38
28
0,2
0,0
35,7
Os dados de peso médio final, comprimento médio final, sobrevivência e
conversão alimentar aparente, foram submetidos à análise de
comparação de médias, pelo método de Tukey a 5% de significância.
Na Tabela 3, encontram-se os resultados médios do comprimento final
(8,50; 8,40; 8,77; 8,47; 8,61 e 8,47 cm) respectivamente dos
tratamentos de 1 a 6, submetidos às dietas onde a composição com
gramíneas e leguminosas afetou significativamente (p<0.05). O
tratamento que melhor evidenciou o resultado para o comprimento foi o
três onde a leguminosa Vica comum (Vicia sativa) participou com 15% e
a gramínea Papuã (Brachiaria plantaginea) participou com 35% da
composição da dieta mostrando que o tratamento foi influenciado pela
participação da gramínea em detrimento da leguminosa em quantidade
maior.
Resultado semelhante (GRAEFF et al.; 2006) trabalhando com Papuã
(Brachiaria plantaginea) e também Alfafa (Medicago sativa) concluiu que
os resultados permitem afirmar que a carpa capim (Ctenopharyngodon
idella) se adaptou a um balanceamento de leguminosas e gramíneas, no
rendimento em crescimento, iguais aos animais ruminantes. Também
(GRAEFF et al, no prelo) trabalhando com gramínea azevém (Lolium
multiflorum) na quantidade de 35% mais 15% de trevo branco (Trifolium
repens) da dieta para a variável peso médio final, comprimento médio
final e ganho médio do comprimento obteve o melhor resultado. Outros
pesquisadores HANCZ e SALLUM (1990), que em trabalho semelhante
com a gramínea capim angola (Brachiaria mutica) e a leguminosa siratro
(Macroptilium atrapurpureum) alcançaram resultados melhores com a
leguminosa. SALARO et al. (1994) com dietas para tilápia do Nilo com
alfafa (Medicago sativa) não obteve um bom resultado, mas recomenda
em baixa concentração por não apresentar em sua composição fatores
antinutricionais e ser uma fonte rica de fibra bruta para as espécies que a
necessitem.
Já ZONNEVELD e ZON (1985) recomendam altos teores de fibra na dieta
das carpas capim adultos, pois a sua flora microbiana intestinal realizam
a síntese de aminoácidos e peptídeos a partir da fibra dietária. Mas como
orientação não se deve adicionar mais do que 10% de fibra bruta nas
dietas para peixes não herbívoros (ESMINGER, 1980).
O ganho médio em comprimento (1,53; 1,43; 1,80; 1,50; 1,64 e 1,50
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cm) respectivamente dos tratamentos de 1 a 6 na Tabela 3 novamente
confirma que o tratamento três onde a leguminosa Vica participa têm o
melhor desempenho.
Tabela 3 - Comprimento médio em cada período, comprimento médio
final e ganho médio em comprimento da carpa capim (Ctenopharyngodon
idella) nos seis tratamentos.
Avaliação
Comprimento médio (cm)
Dias
1
2
3
4
Povoamento
6,97
6,97
6,97
6,97
30
8,37
8,39
8,75
8,46
60
8,37
8,39
8,75
8,46
90
8,45
8,39
8,75
8,46
Comprimento médio final (cm) 8,50
8,40
8,77
8,47
c
cd
a
Ganho médio em comprimento
1,53
1,43
1,80
1,50c
(cm)
5
6,97
8,57
8,57
8,57
8,61
1,64b
6
6,97
8,24
8,24
8,41
8,47
1,50c
Médias na linha seguidas de letras diferentes diferem (P<0.05), pelo teste de Tukey.
Tratamento 1: Ração com 15% de Vica comum. Tratamento 2: Ração com 35% de Vica comum.
Tratamento 3: Ração com 15% de Vica comum + 35% de Papuã forragem. Tratamento 4: Ração
com 35% de Vica comum + 15% de Papuã forragem. Tratamento 5: Ração com 15% de Papuã
forragem. Tratamento 6: Ração com 35% de Papuã forragem
Na Tabela 4, encontram-se os resultados dos pesos médios finais (6,44;
5,71; 6,32; 6,05; 6,29 e 6,02 g) respectivamente dos tratamentos de 1 a
6. O tratamento que melhor evidenciou o resultado foi no tratamento 1
onde a leguminosa Vica participou com 15% da composição da dieta
mostrando que o ganho de peso médio foi influenciado pela ausência da
gramínea.
Tabela 4 - Peso médio em cada período, peso médio final e ganho médio
em peso da carpa capim (Ctenopharyngodon idella) nos seis tratamentos.
Avaliação
Peso médio (g)
Dias
1
2
3
4
5
6
Povoamento
3,76
3,76
3,76
3,76
3,76
3,76
30
4,91
4,66
5,29
5,04
5,03
4,80
60
5,89
5,10
6,09
5,91
6,04
5,78
90
6,35
5,66
6,32
6,01
6,28
6,01
a
a
a
a
a
Peso médio final (g)
6,44
5,71
6,32
6,05
6,29
6,02a
Ganho médio em peso (g)
2,68
1,95
2,56
2,29
2,53
2,26
Médias na linha seguidas de letras diferentes diferem (P<0.05), pelo teste de Tukey.
Tratamento 1: Ração com 15% de Vica comum. Tratamento 2: Ração com 35% de Vica comum.
Tratamento 3: Ração com 15% de Vica comum + 35% de Papuã forragem. Tratamento 4: Ração
com 35% de Vica comum + 15% de Papuã forragem. Tratamento 5: Ração com 15% de Papuã
forragem. Tratamento 6: Ração com 35% de Papuã forragem
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Estes resultados são diferentes aos obtidos por HANCZ e SALLUM (1990),
que observou melhor crescimento em peso da carpa capim utilizando
para isto a gramínea capim angola (Brachiaria mutica). De modo
diferente ao ganho médio em comprimento, o ganho médio em peso
(Tabela 4) 2,68; 1,95; 2,56; 2,29; 2,53 e 2,26 g não ocorreram diferença
significativa (P<0,05) entre os tratamentos. Com a tendência de melhor
desempenho do tratamentos 1 com o uso da leguminosa Vica na
quantidade de 15% da dieta total, novamente caracterizou que a carpa
capim é uma boa conversora de proteína bruta oriundos de materiais
vegetais mais rústicos, mas com suplementação na dieta de produtos de
qualidade protéico-energético melhores (Tabela 1). CAMARGO et al.
(2006) em trabalho com as gramíneas (milheto, teosinto, capim elefante
e papua), conclui que a alimentação somente com forragem não atende
as exigências nutricionais para criação de carpa capim, tornando-se
indispensável à utilização de ração na dieta. Cabe ressaltar que a carpa
capim pelo seu perfil enzimático, tem grande capacidade de
aproveitamento de proteínas, e, principalmente carboidratos. Por isso,
torna-se fundamental a suplementação adequada dos peixes com uma
ração que forneça as exigências da carpa capim e que tenha efeito aditivo
em relação à forragem fornecida (DAS & TRIPATHI, 1991). Já
ZONNEVELD e ZON (1985) diferente destes resultados, recomendam
altos teores de fibra na dieta das carpas capim adultas, pois a sua flora
microbiana intestinal realizam a síntese de aminoácidos e peptídeos a
partir da fibra dietária.
Tabela 5 – Sobrevivência e conversão alimentar aparente final da carpa
capim (Ctenopharyngodon idella) nos seis tratamentos.
Tratamentos
Sobrevivência (%)
Conversão alimentar (Kg/Kg)1
1
60c
3,62c
2
80b
3,35bc
b
3
80
3,06b
4
100a
2,93a
a
5
98
3,10b
6
85b
3,39bc
Médias na linha seguidas de letras diferentes diferem (P<0.05), pelo teste de Tukey.
Tratamento 1: Ração com 15% de Vica comum. Tratamento 2: Ração com 35% de Vica comum.
Tratamento 3: Ração com 15% de Vica comum + 35% de Papuã forragem. Tratamento 4: Ração
com 35% de Vica comum + 15% de Papuã forragem. Tratamento 5: Ração com 15% de Papuã
forragem. Tratamento 6: Ração com 35% de Papuã forragem
A conversão alimentar 3,62; 3,35; 3,06; 2,93; 3,10 e 3,39 kg de ração
por kg de peso (Tabela 5) diferiram (p>0,05), estando dentro do
esperado para um peixe herbívoro. Diferente de um onívoro onde uma
conversão acima de 2:1 é considerado insatisfatória por TEIMER et al.
(1969), BOYD (1997), SHIAU et al.(1998) onde constataram diminuição
do desempenho e piora na conversão alimentar de tilápias do Nilo
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completas peletizadas a base de papuã (Brachiaria plantaginea) e vica (Vicia sativa)
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alimentadas com níveis crescentes de fibra na ração, demonstrando que
esta espécie não tem uma flora microbiana intestinal que permita realizar
a síntese de aminoácidos e peptídeos a partir da fibra dietária.
A taxa de sobrevivência obtida nos tratamentos 1 a 6 foi significativo,
estando dentro do esperado para os experimentos realizados na mesma
região (GRAEFF, 2006).
Conclusões
Em uso isolado a leguminosa Vica (Vicia sativa) foi superior à gramínea
papuã (Brachiaria plantaginea) para peso final e ganho de peso. O melhor
resultado para conversão alimentar aparente foi à utilização da
leguminosa Vica (Vicia sativa) na quantidade de 35% mais 15% de papuã
(Brachiaria plantaginea) da dieta. As sobrevivências não foram afetadas
pelos tratamentos.
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